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Os primeiros passos fora dos muros

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Re: Os primeiros passos fora dos muros

Mensagem por Edu em Ter Maio 09, 2017 3:55 pm

Lobo olha com um certo estranho para a atitude do "humano" em passar perto deles e cheira-los. Lembrou-se da carta que tinha tirado, mente aberta. Nem tudo que brilha é ouro e nem tudo que fede é fezes. Era o momento para ter calma.

Acompanhou com o olhar o homem e falou:

- Nós fomos atingidos pela tempestade cada um de nós tomou pelo menos um raio em si por isso mesmo perdemos a direção para onde ir. E vocês porquê procuram tanto saber sobre essa perturbação? Eu fico me perguntando o que levaria uma súcubo gravida a caminha por um deserto como esse, o que procuram?


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Re: Os primeiros passos fora dos muros

Mensagem por Exalted em Ter Maio 09, 2017 5:31 pm

AZRAEL






Azrael começava a se cansar de estar fora da conversa, pensou que deveria ter permanecido à frente do grupo, e não na retaguarda, mas agora a decisão já havia sido tomada e só restava viver com as escolhas feitas, a vida era isso afinal, viver com suas escolhas, e nesse primeiro encontro como homens livres a escolha das palavras poderia culminar na morte de todos eles, e ter sua vida nas mãos de outra pessoa não o agradava nem um pouco.

Pana estava tentando conseguir informações sem entregar nada, e talvez tivesse algum sucesso, mas Azrael já viu alguém que se comportava como o homem de olhos vermelhos, Avesh também era sarcástico e o que ele havia aprendido é que pessoas são sarcásticas quando estão lidando com alguém muito inferior, quando não tem nenhuma preocupação com as consequências daquilo que falam, e essas pessoas também se entediam rapidamente.

Azrael passou seu arco pelo pescoço e o guardou nas costas, com o cordame passando pelo peito e depois caminhou na direção dos estranhos, manter armas em punho era inútil, eles seriam mortos antes de conseguir sequer fazer um ataque e ele não queria morrer, apenas sair dali o mais rápido possível, antes que aquele homem se entediasse, e para isso ele precisava entregar alguma informação.

Ele para ao ouvir as palavras de lobo, ela acabara de contradizer Pana, e isso poderia ter sido um erro, mas, mais uma vez, não há como voltar atrás no que já passou, só aguardar e torcer para não terminar com mais cadáveres estirados no chão.

Tirei a parte abaixo pois o Edu postou enquanto eu estava pre visualizando.:

OFF: imagino que após falar a verdade sobre os raios não tem mais motivo pra mentir sobre o grupo.

- Saluton Sinjoro, minha amiga está relutante em dizer muita coisa pois já encontramos ladrões por estas bandas há alguns dias atrás, mas vejo que não temos motivo para suspeitar de nobla personoj como o senhor e a senhora. – diz as últimas palavras fazendo uma pequena mesura para ambos – Como minha amiga falou, nosso guia nos deixou, e não conhecemos bem esta terra, gostaríamos de uma indicação de cidade onde humildes vendedores conseguiriam algum lucro, se isso não for pedir muito.
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Re: Os primeiros passos fora dos muros

Mensagem por Leomar em Ter Maio 09, 2017 6:39 pm

Ele se aproxima de Lobo, não se importa em ficar de costas para os que estavam na vanguarda pois não tinha medo.

- Sim, me'danda, vocês foram atingidos. Todos vocês. - me'danda vocês já ouviram na cidade prisão, sabiam que era um cumprimento semi-formal no idioma moloke falado sempre de um macho para uma fêmea, não era formal demais para tratar alguma mulher muito poderosa, porém também não era pejorativo que se referia a uma escrava. A forma dele falar "vocês foram atingidos" também deixa implícito algo como "eu já sabia disto". Ele também cheira os cabelos dela. - Estão impregnados de Prana*, dá até para sentir o cheiro. Mas o mais impressionante é estarem vivos. E dá para notar pelas caras de vocês que não fazem a menor ideia de por que estão vivos.

off escreveu:*Prana é um termo mágico, é (resumidamente) a fonte de toda magia e talvez da vida. Não é um termo muito incomum, então alguns, como Azrael que tem um pouco de conhecimento mágico já deve ter ouvido, os outros talvez tenham ouvido, e alguns que não tiveram donos que mexia com nada mágico talvez nunca tenham ouvido. A Prana da origem a todas as manas, e as manas são os elementos mágicos (mana do fogo, mana da água, mana da terra, etc.)

Ele faz uma pausa, depois continua:

- Uma disruptura de mana, embora não seja algo bonito de se ver, ou pelo menos imagino, talvez isto vocês poderiam dizer melhor, é sempre uma aberração curiosa. E queremos saber porque uma disruptura aconteceu, o que a causou, mas o mais importante: que tipos de problemas esperar depois do evento. Tendo sobreviventes o fenômeno se torna ainda mais impressionante. Portanto eu e minha amiga procuramos respostas, ou no mínimo fontes de estudo. Pois disrupturas acontecendo......é algo que nem os deuses gostam!
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Re: Os primeiros passos fora dos muros

Mensagem por comoassim71 em Ter Maio 09, 2017 10:12 pm

"E lá se foi nossa chance de chegar em algum lugar tranquilo e viver em paz", pensa Pana. Com tanta gente no mundo, foram cruzar justo com uma súcubo sucursal mal humorada e um homem/demônio engraçadinho. E nenhum dos exitaria nenhum segundo para matar todos ali e usa-los de fonte de estudo.
-Perdão por ter omitido algumas informações de vocês. Simplesmente não sabemos em quem confiar. Diz, tentando fazer sua melhor cara de inocente. -Realmente não sabemos nada de magia. Eu nem sei o que significa Prana. Não sei quanto aos meus companheiros de viagem, mas eu me ofereço pra ajudar nas buscas por respostas, desde que não seja com a minha morte. Só peço ajuda também para encontrar um bom lugar para viver.
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Re: Os primeiros passos fora dos muros

Mensagem por Moon em Ter Maio 09, 2017 11:13 pm

Quione nada fez ficou parada em uma distancia, não achou melhor chegar perto do casal, deixou o grupo dar seu jeito.

OFF: Ficar a distância um movimento que eu achar ser uma ameaça aos demais do grupo é um teco no meio da teste do casal...Sem choro, vou ter que ir ali no canto fazer xixi para marcar território te liga ela ta na minha área ...


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Re: Os primeiros passos fora dos muros

Mensagem por voorhees em Qua Maio 10, 2017 12:19 am

Voorhees encarou a aproximação inicial do casal com ansiedade pela perspectiva de alguma oportunidade.  Depois, sentiu tédio pela possibilidade de desperdiçar aquela chance, talvez por algum senso de segurança. * - Absurdo... *

Finalmente, com a postura de Pana, ele recupera a esperança de obter alguma orientação do casal estranho
Ele até manifestou seu apoio.

Mas aí vem o claro desdém e a risada.

E daí? Quantas criaturas já o avaliaram como inferior? A liberdade não vem com a simples quebra das correntes. Ele nao tinha tanto amor próprio para se considerar humilhado.

E então, as fungadas.

-Por que esse sujeito está nos farejando? Que fetiche é esse aqui nessa desolação? O cheiro aqui é ruim até para mim.

Ainda assim, o mestiço esperava alguma atitude do estranho que logo avançou para a mulher de cabelos brancos. E ela surpreendeu Voorhees. * - Diplomacia... * - Revelar aquilo parecia reconhecer uma fraqueza, entre tantas.

- Jokona parece melhor do que esse deserto, não? - ele fala para o homem como quem diz "... sim meu velho? É um lixo, e daí? Pareço algo melhor que isso?"

- Sovrevivemos àquilo sim, mas o que fazer com isso aqui nesse vazio? - Voorhees falava sem desafio mas sem humildade. Algo que podia parecer um ridículo desinteresse, mas que só significava falta de esperança. - E o que vocês podem esperar encontrar lá onde caíram oa raios?
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Re: Os primeiros passos fora dos muros

Mensagem por Edu em Qua Maio 10, 2017 5:36 pm

Sorriu com a reação de Pana depois dela ter admitido terem sido acertados pelos raios. No momento talvez a melhor atitude deles era seguir o caminho deles. Não gostara muito do que o homem falara e muito menos queria ser um cobaia. Certamente era melhor ficar calada não era tão educada como os seus companheiros para lidar com os outros.

Cruzou os braços e olhou para o homem e apenas disse:

- Se continuar andando, vai encontrar o estrago que a tempestade fez. Já falamos tudo o que sabemos sobre tal evento. Lá talvez você descubra mais, agora se nos dá licença seguiremos nosso caminho.

Tendo dito Lobo começou a andar na direção indicada pelo homem das cidades que não eram Jokona.


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Re: Os primeiros passos fora dos muros

Mensagem por Leomar em Qua Maio 10, 2017 8:41 pm

@comoassim71 escreveu:-Perdão por ter omitido algumas informações de vocês. Simplesmente não sabemos em quem confiar.

- A confiança é um luxo. - A Sucursal responde tão seca que fica meio difícil entender se apenas entendia, se estava dando uma dura ou aquilo era apenas um tipo de ditado ou algo assim.

-Realmente não sabemos nada de magia. Eu nem sei o que significa Prana. Não sei quanto aos meus companheiros de viagem, mas eu me ofereço pra ajudar nas buscas por respostas, desde que não seja com a minha morte. Só peço ajuda também para encontrar um bom lugar para viver.

- Ma'bah! Pois seria muito bom aprender então, pois entraram em contato com energia pura, e isto, bem, costuma mudar as pessoas de várias formas. E vocês seriam mais úteis vivos do que mortos.

- Fale por você! Eu não incomodaria em matar alguns deles. Mm, talvez não todos... - Ela fala olhando para Malak, e até dá um pequeno sorriso ao ver o negão. O primeiro sorriso que veem dela - Você me parece um dos que seria beeeem útil vivo... - Ela passa de leve a língua nos lábios enquanto avalia.

O outro a ignora.

- Lugares bons para se viver infelizmente não são muito comuns hoje em dia. - Ele parece sinceramente decepcionado ao dizer isto. depois aponta ao longe: - A melhor opção de vocês seria mudar para nordeste, depois de Dafodil, depois de atravessarem Dolĉmar, se conseguirem atravessar Burnabad e chegar ao meio de Fajr-Regno, aí poderão tem um lugar mais agradável. Não é uma viagem muito fácil!

@voorhees escreveu:- Jokona parece melhor do que esse deserto, não?

- É certo que muitos dos que estão lá prefeririam viver peregrinando pelo deserto. Mas se está com pressa de voltar a ser escravo, vá em frente. - Estranhamente nada do que o rapaz disse até agora pareceu desonesto, ele pareceu até bem satisfeito em lhe dar informações.

- E o que vocês podem esperar encontrar lá onde caíram oa raios?

- As únicas coisas que uma disruptura deixa são morte, destruição e, aberrações mágicas. É justamente a última que nos preocupa. Queremos evitar mais aberrações mágicas neste mundo, ainda que elas aconteçam tão longe.

@Edu escreveu:- Se continuar andando, vai encontrar o estrago que a tempestade fez. Já falamos tudo o que sabemos sobre tal evento. Lá talvez você descubra mais, agora se nos dá licença seguiremos nosso caminho.

- É... Você deixaram mesmo um rastro bem fácil de ser seguido. - Ele diz principalmente pelas marcas das rodas das carroças - Mas pode ir em paz, me'danda, que Piro lhes acompanhe! - Ele ainda passa os dedos nos cabelos de lobo, ignorando até um leve rugido. - Está coberta de mana branca e negra... isto é bem raro...

Ele ainda dirige a atenção para Quione enquanto caminha entre o grupo de vocês, e sim, ele vai cheirá-la também.

- Tartis aarc! Nit jebaaris tinci, Andreevailia. Tinci nuniitais aua bolans.

off só para a Moon pq ela fala sagajlo:
É só pra Moon, os demais não falam sagajlo:
Você tem certeza que é a Moon? Não está trapaceando?:
"Belo arco! É bom protege-los, descendente de Andreeva. Eles ainda irão precisar de alguém com boa (ágil) mão.

Em seus 29 anos de vida você nunca ouviu um demônio ou mesmo um humano falar Sagajlo, mesmo que não houvesse muitos centauros na cidade prisão.
Ele cita uma tal de Andreeva, mas nas conversas que tinha entre os seus, ninguém nunca falou um nome parecido.

A Sucursal Nebul'Okuloj ainda fala para Malak, passando a mão em seus braços:

- O deserto costuma esfriar muito durante a noite. Se precisar ser aquecido, me chame com um assobio, eu irei escutar. Você sabe assobiar, não é?
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Re: Os primeiros passos fora dos muros

Mensagem por Kif em Qua Maio 10, 2017 10:11 pm

Malak ficava calado sabia que não poderia ajudar o grupo naquela situação, decidiu que quanto a menor atenção dada para ele melhor seria, aqueles dois não deixavam de lhe causar estranheza, e ao ver aquele homem andando com um demonio sentiu uma mistura de ódio e nojo, quando a Surcusal passou a mão em seus braços se controlou para não reagir, e ao ouvir as palavras dela duvidou de seu auto controle, o desgosto que sentia em ter que falar com um demonio de novo beirava seu limite.

-Eu posso me acostumar com o frio, assim como me acostumei a matar os meus pra divertir gente como voce.

ele saiu do alcance das mãos da demonio e andou atá seus companheiros, sem dar atenção ao estranho casal, esperando apenas que pudessem continuar sua jornada.]
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Re: Os primeiros passos fora dos muros

Mensagem por Moon em Qui Maio 11, 2017 12:39 pm

-klajdfbuei! ò.ó
* Tradução Livre"-Sem cheirar e tocar ou vou atravessar meu arco na sua boca!" ò.ó

Foi o que falou em Sagajlo afastando o infeliz com a ponta no arco forçando contra o peito do mesmo.

-Khdhjs'hgsah huy?
* Tradução Livre"-Não conheço sua amiga Andreeva. No entanto sua outra amiga prenha vai ficar bem?"

Mantinha a ponta do arco afastando o hibrido nada de cheiros e toques no mais seguiu o restante do grupo.


OFF: eu também sei escrever em Sagajlo de zoação. Logo segui meu rumo não gosto que fiquem me cheirando ou tocando. Sou 150% arisca. Próxima tentativa é duas belas marcas de ferradura no rostinho se ele falar mais um Piro na frase é quatro marcas de ferradura na cara.


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Re: Os primeiros passos fora dos muros

Mensagem por comoassim71 em Qui Maio 11, 2017 1:39 pm

Levando tudo em conta, parece que se saíram bem daquele encontro. Estavam vivos e sabiam a direção de um bom lugar para se viver e de um não tão bom assim. Mas aquelas palavras sobre magia e energia pura não saíam de sua cabeça. Será que estariam seguros se não fizessem nada em relação aos raios? Falou, como quem pensa alto, pra ninguém em específico:

- Como que se aprende mágica?
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Re: Os primeiros passos fora dos muros

Mensagem por Edu em Qui Maio 11, 2017 1:49 pm

Lobo abre a boca mostrando os caninos numa atitude hostil quase que animal e retira a mão do homem dos seus cabelos. Não era boa com palavras por isso mesmo não falou nada. Continuou o seu caminho e ignorou tudo o que o homem falara. Para ela aquele encontro já tinha dado o que tinha que dar.


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Re: Os primeiros passos fora dos muros

Mensagem por voorhees em Qui Maio 11, 2017 9:13 pm

* - Voltar a ser escravo, meu caro, é algo que não vai acontecer. * - O pensamento estava misturado com raiva. * - O que mais vamos tirar desse encontro? Parece que sairemos com vida, afinal. * - A dúvida também tinha grande espaço na mente do ex-capataz. * - E do que adianta chegar na cidade mais próxima? *

A provocação da fêmea para o lado de Malak não perturbou Voorhees mas a sugestão do frio da noite no deserto é uma boa coisa para se manter em mente. * - Jokona ao norte... e o que será um lugar bom? Mas esse deserto ainda pode nos matar... a qualquer momento talvez...* - ele olhava para a areia e nem precisa avaliar os rastros. Não tinha dúvidas que eram óbvios.

A pergunta de Pana sobre magia não era absurda. A atitude arisca de Quione, o desinteresse de Lobo resumiam bem o que o meio demônio sentia. - Ei, homem. - chamava atenção do estranho - Prana, mana e magia... nada disso tem significado para mim. Disrupturas e aberrações, você disse? Parece que vocês acreditam que não vamos durar muito sem entender essas coisas. Talvez estejam certos... mas eu prefiro saber, além das direções, a quantos dias estamos de qualquer lugar...
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Re: Os primeiros passos fora dos muros

Mensagem por Exalted em Sex Maio 12, 2017 8:30 am

AZRAEL




Azrael ficou um tempo parado, aguardando a reação dos estranhos ao que lobo disse, esperando o pior, mas o pior não veio, e novamente estávamos todos perdidos.

Ele deu mais alguns passos a frente, e ouviu os questionamentos de Pana e Vorhees sobre magia, ele mesmo não era extenso conhecedor de magia,
o que aprendeu estava nos livros da biblioteca de Avesh, e ele levou anos para entender qualquer coisa do que lia, um deserto não era o melhor lugar para aprender alguma coisa a esse respeito.



- Desculpem a intromissão, mas eu iria um passo adiante, em qual direção encontraremos barcos para atravessar o mar doce*?

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Re: Os primeiros passos fora dos muros

Mensagem por Leomar em Sex Maio 12, 2017 6:47 pm

@Moon escreveu:-Não conheço sua amiga Andreeva. No entanto sua outra amiga prenha vai ficar bem?

- Neioah, tir sonnangas bauip, betub. Toarashi Andreevafigur tombannas tir! figurkaane! Ciones tir mao urbilos tiran Oonash. Ciones bailev naagat, naag Piroê tuiná.
* Deveras, não apenas se parece com Andreeva, como tem um humor parecido com o dela! Um humor de cavalo! Mas você precisa melhorar esta sua pronuncia de vogais. Mas não precisa se preocupar conosco, temos a proteção de Piro.

O rapaz falava mesmo Sagajlo como os pais de Quione, com pronúncia lenta e destacada, enfatizando as letras duplas, bem diferente do Moloke gutural, gritado ou rosnado que estavam mais acostumados.

Eles iam passando por vocês, já os deixando, mas alguns ainda se roíam com curiosidades:

- Como que se aprende mágica?
- Prana, mana e magia... nada disso tem significado para mim. Disrupturas e aberrações, você disse? Parece que vocês acreditam que não vamos durar muito sem entender essas coisas. Talvez estejam certos... mas eu prefiro saber, além das direções, a quantos dias estamos de qualquer lugar...

- O melhor é encontrar um mestre que aceite treiná-los. A forma mais fácil é procurando em um templo. Se forem a Dafodil, sejam inteligentes e procurem a parte ORIENTAL da cidade. Apesar de você (Pana) não ter sido atingida pela magia do fogo, procure o templo de Piro ou um templo da Corte dos Milagres, eles TALVEZ lhes ajudarão. Qualquer coisa peça "em nome do filho da viúva".

Para Voorhees:

- Muitos podem se virar sem magia, mas nunca é muito aprender mais sobre o assunto. Pois independente de conhecerem ou não, a Prana nos cerca por todos os lados, o tempo todo. A vida é uma magia, não há vida sem Prana. - Pequenas linhas vermelhas brilhantes surgem nas mãos dele, ele deslisa as mãos pelo ar, formando traços de luz - As manas são parte da Prana pura, energia concentrada, energia criativa ou destrutiva. Ela tem fluxos, tem força, pode ser sentida, pode ser manipulada, comprimida, adensada... Se usar mal a mana, sem sabedoria, ela irá cobrar um preço. - Ele agita as mãos, formando faíscas, labaredas e pequenos raios. - Esta reação da mana é chamada de ruptura de mana, e quando ela acontece, coisas ruins acontecem. Mas quando duas ou mais fontes de mana colidem de forma brutal, devido o mal uso feito delas... - Ele bate as palmas das mãos, fazendo os raios se chocarem, um grande raio envolve o corpo dele, explodindo como um trovão, era mais fraco dos que aqueles que viram, mas que lembrava muito - Então isto é uma disruptura de mana, tudo ao alcance dela se torna caótico, verdadeiras ABERRAÇÕES, e até hoje pouca coisa boa saiu de algo assim.

Ele continua um pouco mais sério:

- Então, se sobreviveram a um evento deste sem qualquer treinamento mágico, vocês não tem o mínimo de noção do quanta sorte tiveram. Se terão outra sorte assim no futuro nem eu teria a menor ideia. Só posso esperar que, seja como for que esta disruptura os afete, tomara que não façam algo estúpido no futuro a ponto de nós precisarmos ir atrás de vocês. - pausa, num tom mais casual depois: - Quanto direções e tempo, a cidade mais perto é mesmo Ĵokona, continuem indo na direção que estavam e garanto que neste mesmo horário amanhã já deverão estar lembrando o que eu disse sobre "fazer algo estúpido". Já Dafodil fica a nordeste, seguindo aquelas quatro estrelas próximas à Hélius Blua, são a pata superior da constelação de aranha, dois dias, talvez um e meio se estiverem motivados, encontrarão os muros da cidade. Mais a sudeste, seguindo a outra pata superior, aquelas três outras estrelas mais laranjadas, encontrarão Nesopry, mas aí são três, talvez quatro dias a pé, sem perder a marcha. Já para o oeste, não há cidades, apenas vilas, vilarejos, tribos e clãs, o que poderia ser bom ou ruim, dependendo de qual tribo encontrem primeiro. Porém chegariam ao mar mais rapidamente, talvez dois ou três dias, e poderiam ir de lá para Akvlando ou Gaja*, se derem sorte.

* (Pronuncia Gáia)

Novamente, vocês não tem nem noção do que seja "mar", pois nem rio ou lago tinha na cidade-prisão. Azrael pode ter lido algo em algum livro, ainda assim o conceito era abstrato demais para vocês, o rapaz que falava com vocês apenas diz que é um lugar "com muita água para todos os lados, impossível não reconhecer quando chegarem", vocês pensam em algo como a parte pantanosa da cidade-prisão, é o máximo que conseguem.

Azrael escreveu:- Desculpem a intromissão, mas eu iria um passo adiante, em qual direção encontraremos barcos para atravessar o mar doce*?

- Como eu disse, se quiserem atravessar o mar, o lado mais rápido é oeste, que os levaria a Akvlando ou Gaja. Se quiserem seguir meu conselho e procurar Fajr-Regno, depois de passarem Dafodil, continuem seguindo a constelação de Aranha até cansarem, dois dias depois de cansarem chegarão à margem do Dolĉamar. Por fim, a última e mais longa escolha é sudeste, depois de Nesopry, podem com sorte achar uma forma de chegar a Ajros*. A Centaurina e alguns humanos podem dar sorte lá, alguns considerariam um "paraíso", porém eles não gostam muito de híbridos.

* (Pronuncia Áiros) esta ultima parte ele diz olhando especialmente para Lobo e Azrael, cuja aparência era mais difícil de disfarçar.

Spoiler:
Terminando de explicar isto, os dois também dão o encontro por encerrado e vão embora. Talvez, e destaco o TALVEZ, se 1do6 tiverem uma ou duas últimas perguntas que sitam muito desespero de perguntar depois do que ele falou, ele ou ela ainda responda rapidamente.

Assim que eles passam o grupo de vocês, o rapaz diz algo para a Sucursal, ela evoca um tipo de neblina e os dois somem da vista. Isto provavelmente explica um pouco o nome dela e como diabos eles foram parar naquele monte de nada. Um detalhe: eles varrem até boa parte do rastro que vocês estavam deixando para trás no chão de terra (lembrando que não era um deserto arenoso, e sim de terra seca), o que pode ser um último gesto de boa fé, pois assim dificultaria algo vir do sul atrás de vocês. Claro que também dificultaria caso vocês quisessem voltar, mas duvido muito que a este momento 1do6 ainda queria voltar para trás.

Quione, caso queira cumprir a promessa de dar um coice, jogue um D6, caso o grupo resolva continuar no norte (rumo a Ĵokona) o último rola 1D20, e se tirar menos de 5 já vão providenciando fichas novas.
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Re: Os primeiros passos fora dos muros

Mensagem por comoassim71 em Sex Maio 12, 2017 10:05 pm

Pana fica meio perdida em meio à tanta informação, mas sabe que prefere se arriscar no deserto a se arriscar a virar escrava de novo.

- Dafodil deve ser nosso destino. Diz simplesmente.

OFF: #partiudafodil
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Re: Os primeiros passos fora dos muros

Mensagem por voorhees em Sab Maio 13, 2017 8:17 pm

O meio demônio albino não mostrava muito suas emoções mas é impossível esconder a surpresa de ver tantos efeitos fantásticos sendo manipulados por um homem. Uma mistura de medo, surpresa, admiração e dúvida: * - Certamente não se pode confiar em alguém assim.* - Porém, seu instinto prático e decidido não tolerava a indecisão. * - E que opção eu tenho?* - No mínimo, ele guardou na memória a citação sobre o templo de Piro, na parte oriental de Dafodil, onde quer que fique isso. Ele foi transformado secretamente em um seguidor desse deus proibido e não sabia se deveria se sentir em dívida com isso ou se poderia se considerar livre. Nidhogg, sua senhora, ficou muito para trás, mas desafiar um deus parecia uma péssima ideia. Novamente a praticidade supera a dúvida e ele vigia sua própria indecisão: * - Apenas não se esqueça disso.*

Sobre magia e coisas mágicas, ele tinha certeza que era completamente estranho para ele e que pode ser muito bom continuar sem entender. A demonstração do homem confirma que é possível, mas não necessariamente é possível para todos. * - Abrigo, água e comida. Isso basta.*

Pensando para onde ir...:
* - Um dia ao norte, fica Jokona; Ao nordeste, em dois dias, fica Dafodil. Nesopry fica quatro dias a sudeste... calma... a sudeste daqui ou de Dafodil?! Maldição... E no oeste? Ah! Que se dane! Depois de Nesopry, acho que bem depois, fica um lugar ruim para mestiços. Ajros, eu acho. Estou fora! O sujeito sugeriu Fajr-Regno, depois de Dafodil, sempre seguindo a constelação de Aranha. Acho que Dafodil é um bom começo.* - Tudo isso ele se esforça para não esquecer.

Depois que o mestiço de olhos amarelos conclui que o estranho casal realmente se afastou, ele encara Pana e concorda com ela.

- Dafodil? Também acho. Nordeste, até dois dias. O que dizem?
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Re: Os primeiros passos fora dos muros

Mensagem por Moon em Dom Maio 14, 2017 12:20 am

Quione em retribuição as palavras do Hibrido apenas o afastou usando a ponta do seu arco com mais força para machucá-lo, deixou isso bem visível quando o encarava e seguia os demais do grupo não tinha nenhuma vontade em aprender nada sobre pranas ou magias não era parte de sua natureza aquilo, no mais contentava-se com arcos e forjar algo.
-Masokjhduifjabdsj'uh!

*(Tradução livre) -Não fale mais nada sobre Piro se não eu vou ter que te machucar de verdade ou me ofenda outra vez e eu vou deixar duas belas marcas de ferradura no seu belo rostinho!  

OFF: A parte sensível do grupo está ali na frente se continuar de frescurinha ofendendo ela vou te quebrar no meio sem diplomacia.


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Re: Os primeiros passos fora dos muros

Mensagem por Kif em Dom Maio 14, 2017 1:29 am

O híbrido tenta não mostrar seu espanto com as habilidades do homem, se não tivesse sido ele mesmo atingido por um raio há poucos dias atrás duvidaria do feitiço ou qualquer que fosse o nome que eles davam , viu o casal desaparecer e o modo como aquele encontro decorreu desafiou suas crenças, no pensamento simples do ex-escravo, todos os demônios eram uns filhos da pu*#, então por que eles não os mataram? Ele decidiu que não era hora para pensar naquilo, eles foram soterrados por informações, mas a única que lhe interessava era que havia uma cidade onde poderiam ser aceitos e ela não estava tão longe, ouviu a constatação de Pana e concordou com um breve aceno de cabeça, pelo menos esperava que todos estivessem de acordo com ir em direção a Dafodil.
”off”:
1.Nós podemos usar palavrões nos posts? Eu sempre fico em duvida se coloco ou não na interpretação...
2. #partiudafodil
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Re: Os primeiros passos fora dos muros

Mensagem por Exalted em Seg Maio 15, 2017 8:38 am

AZRAEL


- Vamos então para Dafodil, será nosso ponto inicial, à partir de lá podemos seguir para onde quisermos. - Azrael diz após ouvir a constatação dos demais, essá é mesmo a melhor idéia, eles não tem suprimentos para um grupo tão grande andar por muito tempo, ainda mais considerando os perigos que podem encontrar nos outros caminhos, isso considerando que o homem que os deu as indicações não os tenha enviado para uma armadilha...

Ele bebe um pouco de água, come alguma coisa e segue adiante novamente, se afastando um pouco do grupo, recuperando a formação em que caminhavam antes do encontro, vigiando o caminho à frente e se mantendo na direção em direção ao nordeste, consultando as estrelas de tempos em tempos para não se perder.
Leomar
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Re: Os primeiros passos fora dos muros

Mensagem por Leomar em Seg Maio 15, 2017 2:37 pm

Depois que o casal vai embora, sumindo numa névoa, o deserto volta a ficar tedioso.

Nada acontece até a noite, e vocês precisam montar acampamento, tanto por começar a escurecer, como pelo tempo, que realmente começa esfriar muito, e muito rápido, parecia até praga da Sucursal por ter sido rejeitada.

É preciso fazer pelo menos uma fogueira mais ou menos, ou os semëks morrerão de frio, por terem sangue frio.

Vocês tem duas barracas, cada uma dá pra duas pessoas, ou três meio apertadas. Talvez dormir bem junto de algum dos outros não seja tão ruim, pois poderão aproveitar o calor do corpo dos outros.

Apresar do frio não ser um inimigo desconhecido, já que a cidade-prisão era constantemente fria, o deserto faz os ex-escravos tremerem e baterem os queixos.

Quione resiste um pouco mais, pois centauros são acostumados a dormir ao ar livre, mesmo assim é bem provável que não vá querer sair de perto da fogueira.

Era ruim dormir com todo este frio, e muitos conseguem poucas horas de repouso. Ninguém morre mas o ânimo se abala um pouco. Alguns tentam se aproximas dos demais sobreviventes, seja fisicamente para aproveitar a fogueira e o calor corporal, seja em formas de conversas para distrair o frio.

No dia seguinte o clima deveria esquentar tão rápido como esfriou, esta é uma das maldições do deserto, até lá teriam que se virar para passar a noite.

Spoiler:
Moon
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Re: Os primeiros passos fora dos muros

Mensagem por Moon em Seg Maio 15, 2017 7:16 pm

Quione nada fez além de andar e andar e andar, cuidava da caroça que carregava e por ser bem maior que os demais consumia mais, no final ao noite sp tratou de dormir ao lado os semëks, por costume de sua antiga vivencia em estábulos com animais e junto as carruagens aproveitando-se do calor de uma das fogueiras e assim descansou sem mais.

OFF:


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Re: Os primeiros passos fora dos muros

Mensagem por Exalted em Ter Maio 16, 2017 8:38 am

AZRAEL



O frio lancinante era algo com que estava acostumado, durante anos nas minas era tudo o que sentia, não havia a luz de helius, apenas escuridão e frio, mas no deserto era um tipo diferente de frio, vinha acompanhado de vento e isso parecia torná-lo ainda mais frio.

Ele se aproximou dos outros, da fogueira, estendeu as mãos buscando algum calor, e decidiu quebrar o silêncio.

O que vocês planejam fazer quando chegarmos em Dafodil? E daí em diante? - e completou, tentando quebrar o gelo e deixar os outros mais à vontade - Eu nunca havia pensado em sair da cidade prisão, mas agora, principalmente depois das palavras do demônio de olhos vermelhos, pretendo procurar o tal templo dos milagres… Parece que somos algum tipo de milagre, já que saímos vivos de algo que só traz morte, então quero entender melhor o que aconteceu, e talvez tirar proveito disso.

Após responder a própria pergunta ele se calou, aguardando que alguém mais falasse.
voorhees
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Re: Os primeiros passos fora dos muros

Mensagem por voorhees em Ter Maio 16, 2017 10:54 am

Poucas coisas tiram tanto a vontade de viver quanto o frio.

- Planejar? Como alguém pode ter planos aqui? - O mestiço de cabelos brancos era a imagem da falta de esperança. Podia apenas acreditar que não morreria no instante seguinte, nada muito longe disso. * - Raios... *

- Da mimha parte, quero água, comida e abrigo. - Ele se esforça para se manter aquecido, sem sucesso. - Claro que entender não seria nada mal... só me parece um luxo.

- Dafodil? Quero chegar lá vivo e ver a parte oriental, como disse aquele sujeito estranho. Sei trabalhar numa pedreira e sei... sei pouca coisa. Bom, não sei ser livre ainda. - Ser um bom capataz não valoriza muito o currículo...
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Re: Os primeiros passos fora dos muros

Mensagem por Edu em Ter Maio 16, 2017 11:21 am

Parecia que o coração de Lobo fazia força para bater com aquele frio. Não era muito de demonstrar as sensações que tinha, mas estava dificil não dar uma tremidinha ou uma batida de queixo com aquela temperatura.

Sentada na fogueira ela riu com a fala de Azrael.

- Não voltar para os grilhões é o primeiro objetivo - dá uma risada ela - Talvez ver o mar o depois.


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Re: Os primeiros passos fora dos muros

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