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    Os primeiros passos fora dos muros

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    comoassim71
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Qui Maio 11, 2017 1:39 pm

    Levando tudo em conta, parece que se saíram bem daquele encontro. Estavam vivos e sabiam a direção de um bom lugar para se viver e de um não tão bom assim. Mas aquelas palavras sobre magia e energia pura não saíam de sua cabeça. Será que estariam seguros se não fizessem nada em relação aos raios? Falou, como quem pensa alto, pra ninguém em específico:

    - Como que se aprende mágica?
    Edu
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Edu em Qui Maio 11, 2017 1:49 pm

    Lobo abre a boca mostrando os caninos numa atitude hostil quase que animal e retira a mão do homem dos seus cabelos. Não era boa com palavras por isso mesmo não falou nada. Continuou o seu caminho e ignorou tudo o que o homem falara. Para ela aquele encontro já tinha dado o que tinha que dar.
    voorhees
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por voorhees em Qui Maio 11, 2017 9:13 pm

    * - Voltar a ser escravo, meu caro, é algo que não vai acontecer. * - O pensamento estava misturado com raiva. * - O que mais vamos tirar desse encontro? Parece que sairemos com vida, afinal. * - A dúvida também tinha grande espaço na mente do ex-capataz. * - E do que adianta chegar na cidade mais próxima? *

    A provocação da fêmea para o lado de Malak não perturbou Voorhees mas a sugestão do frio da noite no deserto é uma boa coisa para se manter em mente. * - Jokona ao norte... e o que será um lugar bom? Mas esse deserto ainda pode nos matar... a qualquer momento talvez...* - ele olhava para a areia e nem precisa avaliar os rastros. Não tinha dúvidas que eram óbvios.

    A pergunta de Pana sobre magia não era absurda. A atitude arisca de Quione, o desinteresse de Lobo resumiam bem o que o meio demônio sentia. - Ei, homem. - chamava atenção do estranho - Prana, mana e magia... nada disso tem significado para mim. Disrupturas e aberrações, você disse? Parece que vocês acreditam que não vamos durar muito sem entender essas coisas. Talvez estejam certos... mas eu prefiro saber, além das direções, a quantos dias estamos de qualquer lugar...
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Sex Maio 12, 2017 8:30 am

    AZRAEL




    Azrael ficou um tempo parado, aguardando a reação dos estranhos ao que lobo disse, esperando o pior, mas o pior não veio, e novamente estávamos todos perdidos.

    Ele deu mais alguns passos a frente, e ouviu os questionamentos de Pana e Vorhees sobre magia, ele mesmo não era extenso conhecedor de magia,
    o que aprendeu estava nos livros da biblioteca de Avesh, e ele levou anos para entender qualquer coisa do que lia, um deserto não era o melhor lugar para aprender alguma coisa a esse respeito.



    - Desculpem a intromissão, mas eu iria um passo adiante, em qual direção encontraremos barcos para atravessar o mar doce*?

    Leomar
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Sex Maio 12, 2017 6:47 pm

    Moon escreveu:-Não conheço sua amiga Andreeva. No entanto sua outra amiga prenha vai ficar bem?

    - Neioah, tir sonnangas bauip, betub. Toarashi Andreevafigur tombannas tir! figurkaane! Ciones tir mao urbilos tiran Oonash. Ciones bailev naagat, naag Piroê tuiná.
    * Deveras, não apenas se parece com Andreeva, como tem um humor parecido com o dela! Um humor de cavalo! Mas você precisa melhorar esta sua pronuncia de vogais. Mas não precisa se preocupar conosco, temos a proteção de Piro.

    O rapaz falava mesmo Sagajlo como os pais de Quione, com pronúncia lenta e destacada, enfatizando as letras duplas, bem diferente do Moloke gutural, gritado ou rosnado que estavam mais acostumados.

    Eles iam passando por vocês, já os deixando, mas alguns ainda se roíam com curiosidades:

    - Como que se aprende mágica?
    - Prana, mana e magia... nada disso tem significado para mim. Disrupturas e aberrações, você disse? Parece que vocês acreditam que não vamos durar muito sem entender essas coisas. Talvez estejam certos... mas eu prefiro saber, além das direções, a quantos dias estamos de qualquer lugar...

    - O melhor é encontrar um mestre que aceite treiná-los. A forma mais fácil é procurando em um templo. Se forem a Dafodil, sejam inteligentes e procurem a parte ORIENTAL da cidade. Apesar de você (Pana) não ter sido atingida pela magia do fogo, procure o templo de Piro ou um templo da Corte dos Milagres, eles TALVEZ lhes ajudarão. Qualquer coisa peça "em nome do filho da viúva".

    Para Voorhees:

    - Muitos podem se virar sem magia, mas nunca é muito aprender mais sobre o assunto. Pois independente de conhecerem ou não, a Prana nos cerca por todos os lados, o tempo todo. A vida é uma magia, não há vida sem Prana. - Pequenas linhas vermelhas brilhantes surgem nas mãos dele, ele deslisa as mãos pelo ar, formando traços de luz - As manas são parte da Prana pura, energia concentrada, energia criativa ou destrutiva. Ela tem fluxos, tem força, pode ser sentida, pode ser manipulada, comprimida, adensada... Se usar mal a mana, sem sabedoria, ela irá cobrar um preço. - Ele agita as mãos, formando faíscas, labaredas e pequenos raios. - Esta reação da mana é chamada de ruptura de mana, e quando ela acontece, coisas ruins acontecem. Mas quando duas ou mais fontes de mana colidem de forma brutal, devido o mal uso feito delas... - Ele bate as palmas das mãos, fazendo os raios se chocarem, um grande raio envolve o corpo dele, explodindo como um trovão, era mais fraco dos que aqueles que viram, mas que lembrava muito - Então isto é uma disruptura de mana, tudo ao alcance dela se torna caótico, verdadeiras ABERRAÇÕES, e até hoje pouca coisa boa saiu de algo assim.

    Ele continua um pouco mais sério:

    - Então, se sobreviveram a um evento deste sem qualquer treinamento mágico, vocês não tem o mínimo de noção do quanta sorte tiveram. Se terão outra sorte assim no futuro nem eu teria a menor ideia. Só posso esperar que, seja como for que esta disruptura os afete, tomara que não façam algo estúpido no futuro a ponto de nós precisarmos ir atrás de vocês. - pausa, num tom mais casual depois: - Quanto direções e tempo, a cidade mais perto é mesmo Ĵokona, continuem indo na direção que estavam e garanto que neste mesmo horário amanhã já deverão estar lembrando o que eu disse sobre "fazer algo estúpido". Já Dafodil fica a nordeste, seguindo aquelas quatro estrelas próximas à Hélius Blua, são a pata superior da constelação de aranha, dois dias, talvez um e meio se estiverem motivados, encontrarão os muros da cidade. Mais a sudeste, seguindo a outra pata superior, aquelas três outras estrelas mais laranjadas, encontrarão Nesopry, mas aí são três, talvez quatro dias a pé, sem perder a marcha. Já para o oeste, não há cidades, apenas vilas, vilarejos, tribos e clãs, o que poderia ser bom ou ruim, dependendo de qual tribo encontrem primeiro. Porém chegariam ao mar mais rapidamente, talvez dois ou três dias, e poderiam ir de lá para Akvlando ou Gaja*, se derem sorte.

    * (Pronuncia Gáia)

    Novamente, vocês não tem nem noção do que seja "mar", pois nem rio ou lago tinha na cidade-prisão. Azrael pode ter lido algo em algum livro, ainda assim o conceito era abstrato demais para vocês, o rapaz que falava com vocês apenas diz que é um lugar "com muita água para todos os lados, impossível não reconhecer quando chegarem", vocês pensam em algo como a parte pantanosa da cidade-prisão, é o máximo que conseguem.

    Azrael escreveu:- Desculpem a intromissão, mas eu iria um passo adiante, em qual direção encontraremos barcos para atravessar o mar doce*?

    - Como eu disse, se quiserem atravessar o mar, o lado mais rápido é oeste, que os levaria a Akvlando ou Gaja. Se quiserem seguir meu conselho e procurar Fajr-Regno, depois de passarem Dafodil, continuem seguindo a constelação de Aranha até cansarem, dois dias depois de cansarem chegarão à margem do Dolĉamar. Por fim, a última e mais longa escolha é sudeste, depois de Nesopry, podem com sorte achar uma forma de chegar a Ajros*. A Centaurina e alguns humanos podem dar sorte lá, alguns considerariam um "paraíso", porém eles não gostam muito de híbridos.

    * (Pronuncia Áiros) esta ultima parte ele diz olhando especialmente para Lobo e Azrael, cuja aparência era mais difícil de disfarçar.

    Spoiler:
    Terminando de explicar isto, os dois também dão o encontro por encerrado e vão embora. Talvez, e destaco o TALVEZ, se 1do6 tiverem uma ou duas últimas perguntas que sitam muito desespero de perguntar depois do que ele falou, ele ou ela ainda responda rapidamente.

    Assim que eles passam o grupo de vocês, o rapaz diz algo para a Sucursal, ela evoca um tipo de neblina e os dois somem da vista. Isto provavelmente explica um pouco o nome dela e como diabos eles foram parar naquele monte de nada. Um detalhe: eles varrem até boa parte do rastro que vocês estavam deixando para trás no chão de terra (lembrando que não era um deserto arenoso, e sim de terra seca), o que pode ser um último gesto de boa fé, pois assim dificultaria algo vir do sul atrás de vocês. Claro que também dificultaria caso vocês quisessem voltar, mas duvido muito que a este momento 1do6 ainda queria voltar para trás.

    Quione, caso queira cumprir a promessa de dar um coice, jogue um D6, caso o grupo resolva continuar no norte (rumo a Ĵokona) o último rola 1D20, e se tirar menos de 5 já vão providenciando fichas novas.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Sex Maio 12, 2017 10:05 pm

    Pana fica meio perdida em meio à tanta informação, mas sabe que prefere se arriscar no deserto a se arriscar a virar escrava de novo.

    - Dafodil deve ser nosso destino. Diz simplesmente.

    OFF: #partiudafodil
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por voorhees em Sab Maio 13, 2017 8:17 pm

    O meio demônio albino não mostrava muito suas emoções mas é impossível esconder a surpresa de ver tantos efeitos fantásticos sendo manipulados por um homem. Uma mistura de medo, surpresa, admiração e dúvida: * - Certamente não se pode confiar em alguém assim.* - Porém, seu instinto prático e decidido não tolerava a indecisão. * - E que opção eu tenho?* - No mínimo, ele guardou na memória a citação sobre o templo de Piro, na parte oriental de Dafodil, onde quer que fique isso. Ele foi transformado secretamente em um seguidor desse deus proibido e não sabia se deveria se sentir em dívida com isso ou se poderia se considerar livre. Nidhogg, sua senhora, ficou muito para trás, mas desafiar um deus parecia uma péssima ideia. Novamente a praticidade supera a dúvida e ele vigia sua própria indecisão: * - Apenas não se esqueça disso.*

    Sobre magia e coisas mágicas, ele tinha certeza que era completamente estranho para ele e que pode ser muito bom continuar sem entender. A demonstração do homem confirma que é possível, mas não necessariamente é possível para todos. * - Abrigo, água e comida. Isso basta.*

    Pensando para onde ir...:
    * - Um dia ao norte, fica Jokona; Ao nordeste, em dois dias, fica Dafodil. Nesopry fica quatro dias a sudeste... calma... a sudeste daqui ou de Dafodil?! Maldição... E no oeste? Ah! Que se dane! Depois de Nesopry, acho que bem depois, fica um lugar ruim para mestiços. Ajros, eu acho. Estou fora! O sujeito sugeriu Fajr-Regno, depois de Dafodil, sempre seguindo a constelação de Aranha. Acho que Dafodil é um bom começo.* - Tudo isso ele se esforça para não esquecer.

    Depois que o mestiço de olhos amarelos conclui que o estranho casal realmente se afastou, ele encara Pana e concorda com ela.

    - Dafodil? Também acho. Nordeste, até dois dias. O que dizem?
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Srta. Moon em Dom Maio 14, 2017 12:20 am

    Quione em retribuição as palavras do Hibrido apenas o afastou usando a ponta do seu arco com mais força para machucá-lo, deixou isso bem visível quando o encarava e seguia os demais do grupo não tinha nenhuma vontade em aprender nada sobre pranas ou magias não era parte de sua natureza aquilo, no mais contentava-se com arcos e forjar algo.
    -Masokjhduifjabdsj'uh!

    *(Tradução livre) -Não fale mais nada sobre Piro se não eu vou ter que te machucar de verdade ou me ofenda outra vez e eu vou deixar duas belas marcas de ferradura no seu belo rostinho!  

    OFF: A parte sensível do grupo está ali na frente se continuar de frescurinha ofendendo ela vou te quebrar no meio sem diplomacia.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Kif em Dom Maio 14, 2017 1:29 am

    O híbrido tenta não mostrar seu espanto com as habilidades do homem, se não tivesse sido ele mesmo atingido por um raio há poucos dias atrás duvidaria do feitiço ou qualquer que fosse o nome que eles davam , viu o casal desaparecer e o modo como aquele encontro decorreu desafiou suas crenças, no pensamento simples do ex-escravo, todos os demônios eram uns filhos da pu*#, então por que eles não os mataram? Ele decidiu que não era hora para pensar naquilo, eles foram soterrados por informações, mas a única que lhe interessava era que havia uma cidade onde poderiam ser aceitos e ela não estava tão longe, ouviu a constatação de Pana e concordou com um breve aceno de cabeça, pelo menos esperava que todos estivessem de acordo com ir em direção a Dafodil.
    ”off”:
    1.Nós podemos usar palavrões nos posts? Eu sempre fico em duvida se coloco ou não na interpretação...
    2. #partiudafodil
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Seg Maio 15, 2017 8:38 am

    AZRAEL


    - Vamos então para Dafodil, será nosso ponto inicial, à partir de lá podemos seguir para onde quisermos. - Azrael diz após ouvir a constatação dos demais, essá é mesmo a melhor idéia, eles não tem suprimentos para um grupo tão grande andar por muito tempo, ainda mais considerando os perigos que podem encontrar nos outros caminhos, isso considerando que o homem que os deu as indicações não os tenha enviado para uma armadilha...

    Ele bebe um pouco de água, come alguma coisa e segue adiante novamente, se afastando um pouco do grupo, recuperando a formação em que caminhavam antes do encontro, vigiando o caminho à frente e se mantendo na direção em direção ao nordeste, consultando as estrelas de tempos em tempos para não se perder.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Seg Maio 15, 2017 2:37 pm

    Depois que o casal vai embora, sumindo numa névoa, o deserto volta a ficar tedioso.

    Nada acontece até a noite, e vocês precisam montar acampamento, tanto por começar a escurecer, como pelo tempo, que realmente começa esfriar muito, e muito rápido, parecia até praga da Sucursal por ter sido rejeitada.

    É preciso fazer pelo menos uma fogueira mais ou menos, ou os semëks morrerão de frio, por terem sangue frio.

    Vocês tem duas barracas, cada uma dá pra duas pessoas, ou três meio apertadas. Talvez dormir bem junto de algum dos outros não seja tão ruim, pois poderão aproveitar o calor do corpo dos outros.

    Apresar do frio não ser um inimigo desconhecido, já que a cidade-prisão era constantemente fria, o deserto faz os ex-escravos tremerem e baterem os queixos.

    Quione resiste um pouco mais, pois centauros são acostumados a dormir ao ar livre, mesmo assim é bem provável que não vá querer sair de perto da fogueira.

    Era ruim dormir com todo este frio, e muitos conseguem poucas horas de repouso. Ninguém morre mas o ânimo se abala um pouco. Alguns tentam se aproximas dos demais sobreviventes, seja fisicamente para aproveitar a fogueira e o calor corporal, seja em formas de conversas para distrair o frio.

    No dia seguinte o clima deveria esquentar tão rápido como esfriou, esta é uma das maldições do deserto, até lá teriam que se virar para passar a noite.

    Spoiler:
    Srta. Moon
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Srta. Moon em Seg Maio 15, 2017 7:16 pm

    Quione nada fez além de andar e andar e andar, cuidava da caroça que carregava e por ser bem maior que os demais consumia mais, no final ao noite sp tratou de dormir ao lado os semëks, por costume de sua antiga vivencia em estábulos com animais e junto as carruagens aproveitando-se do calor de uma das fogueiras e assim descansou sem mais.

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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Ter Maio 16, 2017 8:38 am

    AZRAEL



    O frio lancinante era algo com que estava acostumado, durante anos nas minas era tudo o que sentia, não havia a luz de helius, apenas escuridão e frio, mas no deserto era um tipo diferente de frio, vinha acompanhado de vento e isso parecia torná-lo ainda mais frio.

    Ele se aproximou dos outros, da fogueira, estendeu as mãos buscando algum calor, e decidiu quebrar o silêncio.

    O que vocês planejam fazer quando chegarmos em Dafodil? E daí em diante? - e completou, tentando quebrar o gelo e deixar os outros mais à vontade - Eu nunca havia pensado em sair da cidade prisão, mas agora, principalmente depois das palavras do demônio de olhos vermelhos, pretendo procurar o tal templo dos milagres… Parece que somos algum tipo de milagre, já que saímos vivos de algo que só traz morte, então quero entender melhor o que aconteceu, e talvez tirar proveito disso.

    Após responder a própria pergunta ele se calou, aguardando que alguém mais falasse.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por voorhees em Ter Maio 16, 2017 10:54 am

    Poucas coisas tiram tanto a vontade de viver quanto o frio.

    - Planejar? Como alguém pode ter planos aqui? - O mestiço de cabelos brancos era a imagem da falta de esperança. Podia apenas acreditar que não morreria no instante seguinte, nada muito longe disso. * - Raios... *

    - Da mimha parte, quero água, comida e abrigo. - Ele se esforça para se manter aquecido, sem sucesso. - Claro que entender não seria nada mal... só me parece um luxo.

    - Dafodil? Quero chegar lá vivo e ver a parte oriental, como disse aquele sujeito estranho. Sei trabalhar numa pedreira e sei... sei pouca coisa. Bom, não sei ser livre ainda. - Ser um bom capataz não valoriza muito o currículo...
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Edu em Ter Maio 16, 2017 11:21 am

    Parecia que o coração de Lobo fazia força para bater com aquele frio. Não era muito de demonstrar as sensações que tinha, mas estava dificil não dar uma tremidinha ou uma batida de queixo com aquela temperatura.

    Sentada na fogueira ela riu com a fala de Azrael.

    - Não voltar para os grilhões é o primeiro objetivo - dá uma risada ela - Talvez ver o mar o depois.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Ter Maio 16, 2017 11:49 am

    De todos os ex-escravos, a humana tinha o corpo mais frágil e, por isso, sofria demais com o frio. Além disso, estava acostumada a viver dentro da casa de sua dona (era difícil se livrar do pensamento que pertencia à alguém) ou passar temporadas nas casas de outros demônios repugnantes, onde sempre tinha muita gente e pelo menos uma fogueira. Apesar desse relativo conforto, estava acostumada a dormir com outros escravos em um espaço minúsculo, mesmo no calor. Por esses e outros motivos, Pana odiava o frio com todas as suas forças e não se importaria nem um pouco em dormir aconchegada em qualquer coisa e/ou pessoa que gerasse calor. Aproximou dos outros na fogueira, o máximo que ousou. Tentou ficar perto de Azrael e Malak. A mulher com aparência lupina parecia mais fria que a noite do deserto.

    - Sou obrigada a concordar com vocês. Qualquer coisa é melhor que a escravidão, mas vou procurar o templo dos milagres e talvez o de Piro pra entender melhor essa coisa de prana. Parece que pode ser útil no futuro. Será que vão nos ajudar?
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Kif em Ter Maio 16, 2017 3:09 pm

    Malak sentia o frio e o odiava, mesmo tendo passado tempo gigantesco nas minas era algo que lhe parecia quase normal; apesar do vento cortar fundo estava mais preocupado com os animais e com os que pareciam mais afetados pelo frio, admirava a coragem de Lobo; mas sabia que ela e Pana (em sua opinião) eram duas das que mais precisavam de calor, ouviu oque os outros do grupo falavam meio imerso em seus próprios pensamentos.
    -Acho que ao chegarmos em Dafodil fazemos bem em procurar os templos, um lugar pra ficar e uma boa bebida também não seria ruim.
    Ao perceber a aproximação de Pana, viu como o frio afetava a humana e não pode deixar de perguntar:
    -Você está bem? Esse inferno consegue ser pior a noite – ri de por dois segundo de forma um pouco triste e estende um braço oferecendo um abraço com a inocência  estranha de quem já perdeu a mesma em tantas outras áreas da vida, deixa que o gesto faça o convite e acrescenta (caso veja algum sinal de mal entendido no rosto da humana) – Todos estamos com frio.
    Queria impedir que a moral do grupo caísse, o desanimo poderia cobrar um preço terrível num lugar como aquele e não sabia qual era o seu limite par ajudar seus iguais.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Ter Maio 16, 2017 3:19 pm


    - Está certo menina, até esse frio dolorido é melhor que a escravidão, não ser dono do próprio destino não será mais algo com que vou conviver! Se sobrevivermos aqui, um templo não será problema, mesmo que seja necessário insistência.


    - Uma bebida quente agora seria ótima, espero que vivamos até o dia que vamos nos sentar ao redor de uma mesa e nos lembrar desses dias como um passado distante. - Azrael diz com um pequeno sorriso e os olhos perdidos no horizonte. - É o que temos agora, o futuro que pudermos agarrar, se não por isso, nossa vida não tem nenhum valor.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Ter Maio 16, 2017 8:24 pm

    Pana estranhou o gesto gentil e inesperado de Malak e sua primeira reação foi de desconfiança. Em pouco tempo se acalmou ao se lembrar que não tinha nada a perder. De qualquer modo, até que não era ruim se aproximar do negro. O híbrido aparentava inocência, mas caso tentasse algo, Pana saberia se defender de tão perto. Aceita o abraço.

    OFF: Chupa Súcubo!

    -Você está bem? Esse inferno consegue ser pior a noite

    - Odeio frio! Mas vou sobreviver. Só mais um dia e estaremos em Dafodil, não? Espero que a gente consiga evitar mais uma noite no deserto.

    - Está certo menina, até esse frio dolorido é melhor que a escravidão, não ser dono do próprio destino não será mais algo com que vou conviver! Se sobrevivermos aqui, um templo não será problema, mesmo que seja necessário insistência.

    - Se eles tiverem o nariz tão quanto o do nosso guia lá atrás, acho que não vamos precisar de muita insistência.
    Leomar
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Ter Maio 16, 2017 10:40 pm

    OFF: Chupa Súcubo!

    No caso deveria ser: não chupa súcubo, o picolé aqui é meu, kkkk

    A fogueira resiste as horas mais frias, proporcionando o calor necessário (ou quase), mas apaga algumas horas antes do nascer de Hélius Flava, as barracas também oferecem um pouco de proteção. Malak acaba acordando abraçado à Pana.

    Mais um dia segue à noite. No deserto não havia nada para segurar o calor a noite, e nada para impedi-lo de dia, assim logo depois do frio congelante vocês tem apenas duas horas de tempo agradável e então começa esquentar até estar muito quente antes mesmo do meio-dia.

    Mas vocês sobrevivem, talvez planejando que a próxima vez que forem os únicos sobreviventes no meio de milhares de demônios, lembrarão de pegar roupas pesadas pra noite e suaves pro dia.

    Mais caminhada na terra seca, até que o chão passa a não estar mais tão rachado, quem primeiro observa é Quione pois seus cascos logo percebem. Depois aparecem os insetos; tinham que ser justamente os mais inconvenientes, mas depois de tanto silêncio no deserto, até o zumzum das moscas fazia falta.

    Então aparece a primeira árvore. Era uma arvorezinha com galhos tortos, poucas folhas. Mas era uma árvore. E alguns metros depois, outra, e mais duas mais para frente, e algumas moitas ralas de capim.

    Então aparece a primeira árvore que tinha alguns frutos. Aquilo era lindo! Ainda que nem todas as frutas estivessem exatamente maduras, aquilo era lindo. Vocês ainda tinham carne, pois garantiram de trazer muita, mas variar um pouco o cardápio não era nada ruim. Vocês mastigam até as folhas das árvores. Não eram tão gostosas, mais dava pra enganar o estômago.

    E claro, onde haviam árvores, havia sombra. Pouco a pouco mas árvores aparecem, duas aqui, três ali, depois cinco, seis... então chegam numa parte de decida, e nem acreditam, mas o terreno começa mudar, de um deserto vazio para uma floresta! Vocês até fazem uma parada maior para admirar aquilo.

    observação escreveu:Vocês enxergam aquilo como uma floresta, pois nunca viram algo assim, mas na verdade é um cerradão ou clima de sertão. Tinha muitas árvores, mas era tudo bem esparso, algumas cactáceas, algumas moitas de capim fino e seco, vez ou outra encontravam pequenos frutos nas árvores e se prestarem bastante atenção, encontrarão também alguns pequenos lagartos e aves no lugar.

    Ao fundo, ainda distante mas não tanto, já é possível ver até uma região pantanosa com água, talvez até mais limpa que da cidade-prisão. Seriam mais algumas horas de caminhada para chegar lá, mas não estão fazendo mais nada além de andar mesmo... Talvez, se desviarem do caminho um pouco mais a leste, cheguem um pouco mais rápido à fonte d'água.

    E também à distância de algumas horas de caminhada, porém mais ao norte do que o caminho que seguiam, encontram a primeira indicação de vida inteligente por perto: numa parte um pouco mais elevada havia uma construção. De longe parecia uma pequena torre. Talvez estivesse abandonada, ou não...

    O segundo sinal de que não eram os primeiros por ali, quem vê é Azrael: uma flecha cravada no tronco de uma árvore. De pois havia outra em outra árvore, e em outras... pareciam formar um caminho. A dúvida é se alguém tinha as colocado ali para marcar um lugar para ir, ou era um caminho para voltar?

    Se resolverem avaliar alguma destas possibilidades, correm o risco de sair da rota que o outro tinha indicado. Talvez isto não seja problema, pois o desvio não seria muito grande, a menos que Dafodil ainda estivesse mais longe do que esperavam. Se as informações do rapaz estiverem certas, devem chegar lá antes do fim do dia, ou na manhã seguinte, mas ainda não dava para ter certeza de nada.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

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