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    Os primeiros passos fora dos muros

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    comoassim71
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Ter Maio 16, 2017 11:49 am

    De todos os ex-escravos, a humana tinha o corpo mais frágil e, por isso, sofria demais com o frio. Além disso, estava acostumada a viver dentro da casa de sua dona (era difícil se livrar do pensamento que pertencia à alguém) ou passar temporadas nas casas de outros demônios repugnantes, onde sempre tinha muita gente e pelo menos uma fogueira. Apesar desse relativo conforto, estava acostumada a dormir com outros escravos em um espaço minúsculo, mesmo no calor. Por esses e outros motivos, Pana odiava o frio com todas as suas forças e não se importaria nem um pouco em dormir aconchegada em qualquer coisa e/ou pessoa que gerasse calor. Aproximou dos outros na fogueira, o máximo que ousou. Tentou ficar perto de Azrael e Malak. A mulher com aparência lupina parecia mais fria que a noite do deserto.

    - Sou obrigada a concordar com vocês. Qualquer coisa é melhor que a escravidão, mas vou procurar o templo dos milagres e talvez o de Piro pra entender melhor essa coisa de prana. Parece que pode ser útil no futuro. Será que vão nos ajudar?
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Kif em Ter Maio 16, 2017 3:09 pm

    Malak sentia o frio e o odiava, mesmo tendo passado tempo gigantesco nas minas era algo que lhe parecia quase normal; apesar do vento cortar fundo estava mais preocupado com os animais e com os que pareciam mais afetados pelo frio, admirava a coragem de Lobo; mas sabia que ela e Pana (em sua opinião) eram duas das que mais precisavam de calor, ouviu oque os outros do grupo falavam meio imerso em seus próprios pensamentos.
    -Acho que ao chegarmos em Dafodil fazemos bem em procurar os templos, um lugar pra ficar e uma boa bebida também não seria ruim.
    Ao perceber a aproximação de Pana, viu como o frio afetava a humana e não pode deixar de perguntar:
    -Você está bem? Esse inferno consegue ser pior a noite – ri de por dois segundo de forma um pouco triste e estende um braço oferecendo um abraço com a inocência  estranha de quem já perdeu a mesma em tantas outras áreas da vida, deixa que o gesto faça o convite e acrescenta (caso veja algum sinal de mal entendido no rosto da humana) – Todos estamos com frio.
    Queria impedir que a moral do grupo caísse, o desanimo poderia cobrar um preço terrível num lugar como aquele e não sabia qual era o seu limite par ajudar seus iguais.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Ter Maio 16, 2017 3:19 pm


    - Está certo menina, até esse frio dolorido é melhor que a escravidão, não ser dono do próprio destino não será mais algo com que vou conviver! Se sobrevivermos aqui, um templo não será problema, mesmo que seja necessário insistência.


    - Uma bebida quente agora seria ótima, espero que vivamos até o dia que vamos nos sentar ao redor de uma mesa e nos lembrar desses dias como um passado distante. - Azrael diz com um pequeno sorriso e os olhos perdidos no horizonte. - É o que temos agora, o futuro que pudermos agarrar, se não por isso, nossa vida não tem nenhum valor.
    comoassim71
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Ter Maio 16, 2017 8:24 pm

    Pana estranhou o gesto gentil e inesperado de Malak e sua primeira reação foi de desconfiança. Em pouco tempo se acalmou ao se lembrar que não tinha nada a perder. De qualquer modo, até que não era ruim se aproximar do negro. O híbrido aparentava inocência, mas caso tentasse algo, Pana saberia se defender de tão perto. Aceita o abraço.

    OFF: Chupa Súcubo!

    -Você está bem? Esse inferno consegue ser pior a noite

    - Odeio frio! Mas vou sobreviver. Só mais um dia e estaremos em Dafodil, não? Espero que a gente consiga evitar mais uma noite no deserto.

    - Está certo menina, até esse frio dolorido é melhor que a escravidão, não ser dono do próprio destino não será mais algo com que vou conviver! Se sobrevivermos aqui, um templo não será problema, mesmo que seja necessário insistência.

    - Se eles tiverem o nariz tão quanto o do nosso guia lá atrás, acho que não vamos precisar de muita insistência.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Ter Maio 16, 2017 10:40 pm

    OFF: Chupa Súcubo!

    No caso deveria ser: não chupa súcubo, o picolé aqui é meu, kkkk

    A fogueira resiste as horas mais frias, proporcionando o calor necessário (ou quase), mas apaga algumas horas antes do nascer de Hélius Flava, as barracas também oferecem um pouco de proteção. Malak acaba acordando abraçado à Pana.

    Mais um dia segue à noite. No deserto não havia nada para segurar o calor a noite, e nada para impedi-lo de dia, assim logo depois do frio congelante vocês tem apenas duas horas de tempo agradável e então começa esquentar até estar muito quente antes mesmo do meio-dia.

    Mas vocês sobrevivem, talvez planejando que a próxima vez que forem os únicos sobreviventes no meio de milhares de demônios, lembrarão de pegar roupas pesadas pra noite e suaves pro dia.

    Mais caminhada na terra seca, até que o chão passa a não estar mais tão rachado, quem primeiro observa é Quione pois seus cascos logo percebem. Depois aparecem os insetos; tinham que ser justamente os mais inconvenientes, mas depois de tanto silêncio no deserto, até o zumzum das moscas fazia falta.

    Então aparece a primeira árvore. Era uma arvorezinha com galhos tortos, poucas folhas. Mas era uma árvore. E alguns metros depois, outra, e mais duas mais para frente, e algumas moitas ralas de capim.

    Então aparece a primeira árvore que tinha alguns frutos. Aquilo era lindo! Ainda que nem todas as frutas estivessem exatamente maduras, aquilo era lindo. Vocês ainda tinham carne, pois garantiram de trazer muita, mas variar um pouco o cardápio não era nada ruim. Vocês mastigam até as folhas das árvores. Não eram tão gostosas, mais dava pra enganar o estômago.

    E claro, onde haviam árvores, havia sombra. Pouco a pouco mas árvores aparecem, duas aqui, três ali, depois cinco, seis... então chegam numa parte de decida, e nem acreditam, mas o terreno começa mudar, de um deserto vazio para uma floresta! Vocês até fazem uma parada maior para admirar aquilo.

    observação escreveu:Vocês enxergam aquilo como uma floresta, pois nunca viram algo assim, mas na verdade é um cerradão ou clima de sertão. Tinha muitas árvores, mas era tudo bem esparso, algumas cactáceas, algumas moitas de capim fino e seco, vez ou outra encontravam pequenos frutos nas árvores e se prestarem bastante atenção, encontrarão também alguns pequenos lagartos e aves no lugar.

    Ao fundo, ainda distante mas não tanto, já é possível ver até uma região pantanosa com água, talvez até mais limpa que da cidade-prisão. Seriam mais algumas horas de caminhada para chegar lá, mas não estão fazendo mais nada além de andar mesmo... Talvez, se desviarem do caminho um pouco mais a leste, cheguem um pouco mais rápido à fonte d'água.

    E também à distância de algumas horas de caminhada, porém mais ao norte do que o caminho que seguiam, encontram a primeira indicação de vida inteligente por perto: numa parte um pouco mais elevada havia uma construção. De longe parecia uma pequena torre. Talvez estivesse abandonada, ou não...

    O segundo sinal de que não eram os primeiros por ali, quem vê é Azrael: uma flecha cravada no tronco de uma árvore. De pois havia outra em outra árvore, e em outras... pareciam formar um caminho. A dúvida é se alguém tinha as colocado ali para marcar um lugar para ir, ou era um caminho para voltar?

    Se resolverem avaliar alguma destas possibilidades, correm o risco de sair da rota que o outro tinha indicado. Talvez isto não seja problema, pois o desvio não seria muito grande, a menos que Dafodil ainda estivesse mais longe do que esperavam. Se as informações do rapaz estiverem certas, devem chegar lá antes do fim do dia, ou na manhã seguinte, mas ainda não dava para ter certeza de nada.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Moon em Qua Maio 17, 2017 10:50 am

    Quione seguia com os demais por entre as árvores dava graças a qualquer coisa que acreditava, em saber que ficaria livre da carroça e no momento que andava tentava farejar algo ou alguém além das pequenas criaturas que via pelo caminho.


    OFF: Que fofinho primeiro casal formado Razz e a cima de tudo rolar teste para sentir o cheiro de algum monstro estranho



    Leomar
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Qua Maio 17, 2017 2:13 pm

    Quione não sente o cheiro de nenhum perigo próximo, MAS ela percebe que vocês não são os únicos que passaram por estas bandas. próximo às árvores marcadas com flechas há o cheiro de cavalos que devem ter passado por lá a não muito tempo, e alertada pelo odor, não é muito difícil ela localizar algumas marcas de ferradura no chão. Algum grupo a cavalo, provavelmente o mesmo que marcou as árvores, provavelmente para saberem de onde vieram, passou por ali há menos de dois dias. É bem mais provável que fossem mesmo homens montados a cavalos, e não outros centauros, embora exista uma possibilidade pequena de ser centauros.

    Já para o lado da construção não havia cheiro de nenhum ser vivo, é como se tivesse abandonada há décadas.

    Pela "floresta", continuando reto no rumo que estavam indo, sem se desviar, não dá para distinguir bem os cheiros, pois é tudo um tanto novo para ela, as plantas tem um cheiro agradável que ela nunca sentiu antes, e talvez até cheiro de algum animal diferente a confunda. Bom, a boa notícia é que ela não sente cheiro de demônio por perto, por enquanto.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Qua Maio 17, 2017 4:47 pm


    AZRAEL




    A noite foi longa, e o frio fazia os ossos doerem, uma dor profunda que o fogo não era suficiente para abrandar, e com a alta madrugada só piorou, o combustível do fogo acabou e daí em diante o vento parecia agulhas acertando o corpo.
    Ele se sentiu congelado, sequer conseguia se mover, até que os primeiros raios de luz o trouxeram de volta à vida, o calor era bem vindo, mas nem a boa sensação durou muito, logo o calor já era novamente insuportável, e assim o dia seguiu.

    Depois de horas de caminhada, e da mudança de terreno, que trouxe um novo fôlego de esperança, Azrael caminhou por entre as árvores, satisfazendo tanto seu olfato quanto paladar com as folhas e frutos à disposição.

    Azrael seguiu à frente do grupo até se aproximarem dos primeiros sinais de vida. Na inexistência aparente de perigo imediato, ele se aproximou dos outros e informou sobre o que viu à frente, sugerindo que o grupo fosse reabastecer a água, enquanto ele mesmo, e mais alguém que se prontificar deveriam ir até a torre ao norte, um lugar elevado ajudaria com o reconhecimento do terreno ao redor, uma vez que este começou a ficar mais denso, diminuindo a extensão do campo de visão do grupo.
    Ele também falou para seguirem com cuidado, e mostrou as flechas cravadas nas árvores - não somos os únicos por aqui, e seja quem for, está armado. - Depois seguiu fazendo o contorno para norte do caminho original, seguindo em direção à torre, com quem mais tenha o seguido.
    OFF:
    Se ninguém for, o Azrael vai mesmo assim.
    Se mais de 2 se apresentarem ele vai dizer que é melhor não dispersar muito o grupo, o ideal é ir ele e mais um.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Qui Maio 18, 2017 1:56 pm

    Após a terrível noite no deserto, o maior desejo de Pana era encontrar abrigo para a próxima noite. Ia ficando mais desesperada a cada hora de caminhada que passava, pois parecia cada vez mais que teriam que enfrentar o frio novamente.
    Ficou deslumbrada e radiante ao ver a floresta! Como era diferente de tudo que já tinha visto! Era muito bonito! Enfiou várias frutas e folhas na boca, mesmo sem ter certeza que eram comestíveis e tinham um sabor diferente das comidas que estava acostumada. Quando percebeu a torre, tudo o que podia pensar era em ter um telhado sobre sua cabeça durante o maldito frio noturno. Apesar de não entender porque alguém abandonaria uma torre assim, agradeceu mais uma vez a sorte que estavam tendo.
    Ao ouvir Azrael, diz: -Sou praticamente inútil em combate, mas posso ajudar a negociar uma pernoite, se tiver alguém razoável lá. De qualquer maneira, acho que é melhor do que ficar parada ali. Quem sabe não dava sorte da torre estar realmente vazia e ser a primeira a escolher um lugar para dormir?

    Off: Se Azrael foi na frente, corro atrás dele até alcança-lo.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Moon em Qui Maio 18, 2017 7:47 pm

    -Um bom banho! deixou isso escapar enquanto seguia os demais ao perceber o que encontrou farejando, relatou aos demais interessados o que havia encontrado, comentou sobre a "trilha e os possíveis desbravadores do lugar que provavelmente deixaram as flechas.

    Achou que não seria deveriam ir para a construção, mas entendia ou não a necessidade dos demais descansarem em um lugar mais confortável e sem contar mais fácil de proteger de ataques, mas ela ficaria do lado de fora ou no primeiro andar, pois subir escadas isso era impossível.


    OFF: quero um bom banho morno onde tem isso ??? esquenta a água ai...
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Edu em Qui Maio 18, 2017 7:51 pm

    Lobo foi apenas caminhando por entre as arvores as observando de forma distante e sem muito interesse. Era de fato um lugar curioso, nunca tinha visto tanta planta junta assim na sua vida, mesmo na época distante quando era ajudante de apotecaria.

    No momento em que passou por uma arvore com frutos, ela parou genuinamente curiosa. Pegou uma das frutas, arrancando-o da arvore. Cheirou e deu uma mordida. Fez um sinal de balançar a cabeça indicando que não era nada mal. No momento em que terminara de engolir o que tinha mastigado, lhe veio na cabeça se naquela floresta não poderia encontrar algumas das plantas que tinha trabalhado quando não estava presa.

    Começou a andar em meio as arvores cheirando as plantas tentando lembrar de alguma coisa. Não ligou muito para o que Pana tinha dito e nem sequer ouviu Azrael.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Qui Maio 18, 2017 11:38 pm

    A torre estava de fato abandonada e deveria ter décadas, se não séculos. Era uma construção simples, feita de pedra, cilíndrica, com quatro andares e poucas janelas. As árvores não chegavam até o leve elevado em que ela estava construída, era como se o deserto tivesse parado nela.



    descrição da torre:
    Havia uma porta de madeira trancada na frente da torre, mas a madeira estava velha e qualquer um de vocês poderia arromba-la sem muito esforço. A maior parte da luz vinha do teto, pois todos os andares tinham um buraco no meio.

    O primeiro andar não tinha nada útil, só cacos de móveis. Cadeiras, mesas e armários todos quebrados, a madeira, se muito, serviria para lenha de fogueira. Há cacos e cerâmica e uma grossa camada de poeira em tudo, mas curiosamente não haviam teias de aranha, parece que nem os insetos iam ali.

    No fundo do primeiro andar havia um tipo de dispensa (2) a porta dela estava caída, também haviam mesas muito velhas lá e cadeiras quebradas, além de alguns sacos velhos cheios de algo que um dia deveria ter sido grãos, mas que agora estão muito podres e até secos.

    O segundo andar também tinha uma dispensa (3) nela haviam algumas mesas um pouco mais inteiras, cheios de sacos e bacias, e uma infinidade de saquinhos cheios de vários tipos de pó, alguns pareciam só areia e terra, outros pareciam ervas secas. Do outro lado das escadas (4) havia um tipo de dormitório com várias camas, muitas quebradas, outras só com o estrado , restos de trapo que um dia deveriam ter sido lençóis. Tudo era velho e estava empoeirado, mas a camada de poeira parecia menos que do primeiro andar.

    O terceiro andar, apesar de também estar abandonado, estava ainda mais limpo que o segundo andar, também tinha uma dispensa (5) mas esta tinham várias "coisas" diferentes dentro de vidros, e uma ampla vidraria em várias mesas (potes, tubos de ensaio, elemayers, pipetas, condensadores, etc.) e tinha outro dormitório (6) com outras camas, estas um pouco mais inteiras, algumas até com colchões (velhos, mas ainda inteiros) que até poderiam ser usadas. Aliás uma das camas estava sendo usada, tinha um esqueleto nela, os ossos estavam tão secos que quem quer que tenha morrido ali, morreu há muitos anos.

    O último andar estava curiosamente limpo, totalmente diferente dos demais, sem poeira, era como se alguém tivesse limpado o andar há menos de dois dias. No fim do corredor havia uma sala que parecia um tipo de biblioteca (7), haviam armários com prateleiras cheias de livros, aproximadamente uns 40, 10 em cada prateleira, fora pergaminhos e folhas soltas ou enroladas. A maioria dos livros parece ser escrita em moloke, outro em algum outro idioma demoníaco.

    Havia uma mesa redonda bem no meio da biblioteca, com mapas e papiros cheios de anotações feitas com carvão. Em uma das paredes, há uma escrita com letras azuis bem grandes: "La demonoj neniam atingos la ĉielajn rondojn".

    Para quem fala Esperanto:
    Os demônios nunca chegarão aos círculos celestes.

    Num canto da biblioteca há uma prateleira com quatro vasos de barro, tampados. São de tamanho médio, do tipo usado para guardar líquidos.

    Há uma última sala (8) depois desta, mas há uma porta trancada entre a duas, e como o resto do andar, a porta parecia estranhamente nova. Mas dá para arrombar se tentarem, só gastarão um tempinho a mais.

    Lobo não conseguiu identificar nenhuma das plantas, pois vocês nunca comeram frutas como aquelas. Pareciam ter uma dose boa de açúcar então deferiam ser mesmo boas para comer. Eram até bem gostosas, a não ser as que estavam verde, que tinham gosto de papel e se alguém comer muitas delas verdes vai ter prisão de ventre depois.

    Não havia água e menos ainda uma banheira por perto.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Sex Maio 19, 2017 6:03 pm

    AZRAEL





    A torre parecia antiga, abandonada há muito tempo, mas ele caminhou em volta antes de entrar, procurou sinais de vida, de movimento, e não encontrando nenhum, seguiu até a porta, forçou um pouco com as mãos, e vendo que estava podre, deu um chute perto do trinco, arrombando a mesma.

    - Tome cuidado aqui dentro, mesmo que não tenha ninguém, ainda podem ter armadilhas. - Disse para Pana ao entrar.

    Ele caminhou pelo térreo com cuidado, olhando em volta a procura de armadilhas ou sinais de vida, não havendo nada de útil, seguiu para o segundo.

    Lá Azrael olhou os saquinhos nas mesas, cheirando alguns, tentando reconhecer os conteúdos, ele se lembrou dos livros que leu no passado, algo o lembrou daqueles antigos tomos.

    Ele subiu ao terceiro andar, e notou como estava mais bem cuidado, e limpo que os anteriores, caminhou por entre os frascos e mais uma vez lhe veio à lembrança os livros do passado. - Pana, olhe aqui - ele disse apontando as camas ainda em bom estado dentro do dormitório - parece que teremos uma noite melhor que a anterior.
    Caminhando para dentro do dormitório viu a cama com o esqueleto, já havia visto mortos antes, este já estava ali há muito tempo, ele procurou no corpo algum sinal que indicasse o tipo de morte que ele teve.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Leomar em Sex Maio 19, 2017 7:27 pm

    Não haviam armadilhas óbvias na torre, ou pelo menos Azrael ainda não tinha disparado nenhuma enquanto se movia na torre.

    Os saquinhos com pós pareciam servir para alquimia ou rituais. Haviam tipos diferentes de carvão, cujas finalidades iam de desenhar marcas no chão até catalizar poções, haviam pedras que pareciam giz, e outras que pelo cheiro deviam ser compostos de enxofre. Não haviam etiquetas dizendo o que era o que e sem prática seria difícil separar o que era o que. Muita coisa ali poderia servir para fazer veneno ou poções mágicas.

    Já os produtos nas vidrarias eram obviamente destinados à alquimia, e tinham o mesmo problema: poderiam tanto ser usados para venenos como poções mágicas. Alguns produtos tinham etiquetas, mas eram inúteis, eram apenas letras ou números, ou símbolos soltos.

    O esqueleto não mostrava mais do que o óbvio: era provavelmente de um humano, tamanho adulto e estava ali a muito tempo, toda carne e vísceras tinha se ido a sabe-se lá quanto tempo, não há nem cheiro de tecidos a não ser dos ossos mesmo, a única coisa que conseguem pensar é ver se havia ossos partidos: não havia, mas o braço direito tinha sinais de que foi reforçado, e vocês sabem que ossos quebrados restauram mais fortes, aquele esqueleto então quebrou o braço antes de morrer, pois tinha que estar vivo para o osso se restaurar.
    voorhees
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por voorhees em Sab Maio 20, 2017 1:09 am

    O mestiço de cabelos brancos ficou muito calado depois da noite gelada e apenas observava a mudança de paisagem conformem avançavam. Sua praticidade o impelia a seguir em frente, sem alterar o curso, mas não protestou quando o grupo decidiu desviar para a torre. Não tinha qualquer argumento para discordar de que uma noite melhor dormida era o mais importante para o futuro do grupo.

    Ao redor da torre, tentou avaliar a construção e possíveis rastros no entorno. Não esperava encontrar nada, apenas se dedicou a alguma tarefa, para ocupar sua mente perturbada. As transformações que sofreu nos últimos dias cobravam um preço caro agora. É muito difícil seguir em frente sem qualquer esperança e sem entender nada do mundo à sua volta.

    Finalmente, avaliou o piso da torre, coberto de poeira e restos de madeira podre. Acostumado às construções de sua cidade e das estruturas de exploração de pedreiras, Voorhees procurava curioso algum sinal de um porão ou algo assim. Experimentava pedras e taboas, ocupando seus pensamentos, num esforço para não enlouquecer.
    Edu
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Edu em Sab Maio 20, 2017 11:37 am

    Lobo se sentiu um pouco frustada que não tenha lembrado de nada cheirando a plantas. Fez uma cara de chateação e se sentou no chão apoiada no tronco da pequena arvore. Deu uma outra mordida na fruta que tinha pego e ficou ali por alguns minutos.

    Após esse tempo ela se levantou e foi até a torre com os outros.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Moon em Sab Maio 20, 2017 12:59 pm

    Quione seguiu os demais não tinha muita coisa para fazer apenas acenou para aquela guria estranha que não tinha nome, para ajuda-la atirar a carroça e deixa-la com as demais perto das outras montarias, com ajuda ou não e sem a carroça o máximo que Quione pode fazer foi entrar e ficar no primeiro piso da torre, não era muito boa com escadas e lugares estreitos, ficaria muito nervosa. só agradecia a guria sem nome pela ajuda ou não. Nervosa permanecia naquele lugar, observava tudo e novamente tentava farejar alguma coisa. Comida quem sabe.




    OFF:

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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por comoassim71 em Sab Maio 20, 2017 7:11 pm

    Pana não entende muito bem como pode ser possível a torre estar mais conservada nos andares mais altos, mas também não se interessa muito. Após o aviso de Azrael, toma cuidado para encontrar alguma armadilha em seu caminho.
    Procura por alguma coisa que possa ser útil ou possa ser vendido em Dafodil, algo que ela reconheça prontamente, mas decide não se arriscar muito com o que não sabe o que é. Pra ela o principal objetivo é chegar inteira na cidade. Para tal, tenta convencer o grupo a passar a noite na torre e seguir caminho ao amanhecer.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Dom Maio 21, 2017 4:13 pm

    AZRAEL




    Ele subiu até o último andar, e este o deixou curioso, estava muito limpo, talvez tivesse alguém ali, ele andou por todo o andar com a mão na pequena espada à sua cintura, temendo um ataque surpresa, mas caminhado pela sala, ninguém apareceu, ele então se acalmou e foi até a biblioteca, fazia tempo que não lia alguma coisa. Ele passou as mãos pelos livros olhando suas inscrições retirando alguns para ver o que continham.

    Azrael se lembrou das palavras do homem que encontraram mais cedo, então começou a procurar entre os livros algo relacionado a "prana" queria achar algum livro que o ajudasse a entender o que havia mudado devido aos raios que o atingiram, e quem sabe até aprender a usar esse possível poder.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

    Mensagem por Exalted em Seg Maio 22, 2017 8:26 am

    Ele procura entre os livros, e alguns lhe chamam atenção, ele os retira da prateleira com cuidado, um de cada vez e os leva até a prateleira próxima aos vasos de barro para olhar as primeiras páginas.

    Os livros são: Freĉias e Sucursais; Jara-Sutra - O Equilíbrio da deusa; Bio-magicanalização tomos 1 e 2; Meditação para sentir o fluxo de manas.

    Após ver algumas páginas dos livros, a escuridão começa a cair, e ele lê próximo ao fogo do candelabro: Sankta Raĉoŭhi - Ar, Fogo, Bênção; Símbolos Sagrados dos quatro deuses; História de Gaja, folheando algumas páginas durante cerca de três horas, até sentir fome e sono, ele deixa os livros que folheou separados em uma das mesas, apaga o fogo e então come alguma coisa e vai dormir, finalmente em uma cama.
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    Re: Os primeiros passos fora dos muros

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