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    [ON GAME] Capítulo I: Adaptações

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    [ON GAME] Capítulo I: Adaptações

    Mensagem por mimacarfer em Qua 26 Abr 2017 - 13:42


    CAPÍTULO I: ADAPTAÇÕES




    META - TODOS: Confirmar a chegada no hospedeiro através da deep web e encontrar os outros membros da equipe no ponto de encontro estabelecido. Para isso vocês terão que interagir de forma a combinar onde será isso. No fim do dia, caso a meta seja alcançada, todos ganham XP adicional. Valendo!
     
     
    PAUL RUGENBERG



    CEDARS-SINAI MEDICAL CENTER, 14 DE SETEMBRO DE 2017 - 07:20 AM

    Já passavam das sete horas quando Paul terminou de ver seu último paciente, um velhote que estava internado no hospital devido a um AVC. Era um senhor simpático e divertido, mas que estava cada dia mais ranzinza devido ao fato de querer voltar para casa. Depois de mais uma noite de plantão, atravessou os corredores rumo à sala de descanso dos médicos. Precisava de um café antes de trocar de roupa e ir embora. O local estava vazio, provavelmente devido à troca de plantão, o que de certa forma ele agradeceu. Não estava com cabeça para ouvir algum de seus colegas reclamando de seus pacientes ou do quanto estavam cansados, quando ele mesmo se sentia exausto. Pegou um copo plástico e se serviu com um pouco do café que estava na garrafa térmica. Aparentemente parecia ter sido feito a pouco tempo. Tomou o líquido rapidamente e em seguida se dirigiu ao vestuário masculino para trocar de roupa. Precisava ir logo para casa descansar pois deveria buscar sua irmã e seu sobrinho no aeroporto mais tarde.

    Não demorou muito e já estava em seu carro, dirigindo rumo à Mar Vista, região onde morava desde que se mudara para a cidade. O lugar era bastante agradável, plano e cercado pela natureza. Dava uma sensação de tranquilidade que ele precisava para descansar depois dos longos plantões que fazia no hospital. Além disso, como sua casa era grande, Anne podia vir visitá-lo com John em alguns fins de semana.

    Ia pensando em como sua vida mudara desde que se formara quando, ao virar uma esquina, um carro em alta velocidade seguido por uma viatura policial surgiu do nada rumo à rodovia mais próxima. Tentou desviar rapidamente, mas o único caminho que encontrou foi em direção à árvore mais próxima.


    ISADORA MARTINEZ



    UNIVERSAL STUDIOS, 14 DE SETEMBRO DE 2017 - 08:05 AM

    O dia mal começara e Izzy já estava a toda nas gravações de suas cenas. Aquele prometia ser um dia cheio, na verdade como todos os outros, porém gostava daquela agitação e da adrenalina que lhe causava. Assim que terminasse ali, seu plano era comer algo correndo e ir para suas aulas de surf, terminando o dia, após passar na ONG, com um jantar especial que prometeram preparar para ela quando chegasse em casa.

    Parou um pouco para se alongar e tomar uma água enquanto os atores principais se arrumavam. O dia estava quente, porém agradável, perfeito para cair no mar. Gravaria mais uma cena e estaria liberada, porém era difícil prever quanto tempo gastariam por ser uma cena mais perigosa, com luta e explosões. Ao ouvir seu nome sendo chamado pelo diretor, largou a garrafa de água sobre a mesa e correu para o local indicado. “Luz, câmera, ação!”, alguém gritou, marcando o início da gravação.

    Saltou a primeira plataforma, deu os “tiros” que deveria dar na figuração e em seguida correu até a segunda plataforma que deveria saltar, dando um tipo de cambalhota ao cair e voltando a atirar novamente. Dali partiria para o ápice da cena onde lutaria contra o vilão, desviando de alguns golpes e desferindo outros, e em seguida, após matá-lo, quando começassem as explosões dos efeitos especiais, correria por outra plataforma e saltaria através de um vidro.

    Já se preparava para a luta quando, do nada, ouviu alguém gritar “Cuidado!” e a explosão que lhe faria, assim como o outro dublê, tombar diante de todos.
     
     
    ELLIOT LEWIS



    CHEVIOT HILLS, 14 DE SETEMBRO DE 2017 - 06:15 AM

    Elliot acordou animado naquela manhã. Não sabia exatamente o porque, mas a cada dia que passava gostava mais de ir para a faculdade nova. Tomou um banho rápido, vestiu a primeira coisa que encontrou no armário e desceu as escadas correndo. A cozinha estava vazia, o que significava que mais uma vez seu pai não estava em casa, tendo provavelmente saído cedo para o escritório. Olhou a secretária eletrônica mas, além de uma mensagem de sua mãe dizendo que estaria ocupada no fim de semana, não havia mais nada. Comeu algo rapidamente e, pegando a mochila e as chaves do carro, saiu apressado. Estava atrasado e não gostava da ideia de interromper uma aula, coisa que faria todos olharem para ele com aquele ar de reprovação.

    Tal foi sua surpresa ao chegar e perceber que naquele dia não teria aula, e sim mais um trote dos veteranos. Já passara por alguns desde que chegara ali, e sinceramente não via a hora deles acabarem. Para ele, humilhar as pessoas e deixá-las envergonhadas não tinha a menor graça.

    Pensou em sair sorrateiramente, mas viu Aaron mais adiante, sorrindo para ele. Da plataforma principal onde o professor ficava, uma aluna mais velha falava que naquele dia todos deveriam se dirigir ao centro de recreação da universidade para uma festa. Lá, poderiam passar o dia interagindo com pessoas de outros cursos e conhecendo melhor alguns de seus futuros professores.

    Assim foi dito, e assim foi feito. Ao terminarem, todos pegaram suas coisas e se dirigiram ao local, não muito distante do prédio em que estavam. Enquanto percorria os corredores, viu que várias outras turmas também se deslocavam ao local, o que lhe deixou mais tranquilo, afinal nada demais poderia acontecer em uma festa onde os professores estariam presentes e, com tantos alunos, seria difícil importunarem os novatos como faziam.

    Ao chegar no centro de recreação foi recebido por um grupo animado de alunos de diferentes anos que falavam sobre suas primeiras impressões sobre a universidade, as matérias que estavam cursando e o momento em que receberam suas cartas de confirmação. Do outro lado da piscina, Aaron permanecia com os amigos, porém sem perdê-lo de vista. Sorriu para ele, fazendo sinal para que se encontrassem, e levantou-se dizendo que pegaria uma bebida e voltaria.

    Estava no meio do caminho, perto da quina da piscina, quando dois jogadores do time de futebol americano da universidade o bloquearam e começaram a empurrá-lo de um lado para o outro, dando pequenas risadas. Não demorou para que ele reconhecesse uma delas: Sarah. A garota se encontrava ali, a apenas dois passos de distância, se divertindo com a situação, e não pensou muito antes de mandar George e Finn jogarem ele na piscina, o que eles atenderiam prontamente.

    Por um instante, o garoto, completamente apavorado, implora para que os dois colegas não façam isso, porém eles parecem não se importar com isso. George pega Elliot pelos braços e Finn pelas pernas, enquanto as pessoas ao redor parecem se divertir com a cena.

    Elliot grita que não sabe nadar, buscando alguém conhecido em volta que pudesse lhe ajudar, porém não vê ninguém. Em seguida sua frase é interrompida por uma dor de cabeça lacerante que o leva a se debater loucamente. George, assutado com sua reação, solta seus pulsos, fazendo com que o garoto bata a cabeça no chão, coisa que ele mal sente visto que a dor interna é muito maior que a externa. Um zunido começa a se erguer e sua visão escurece, até que ele não sinta mais nada.
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    Re: [ON GAME] Capítulo I: Adaptações

    Mensagem por Exalted em Sex 28 Abr 2017 - 16:01


    Garen teve pouco tempo para buscar informações sobre seu hospedeiro, mas leu tudo o que pôde encontrar sobre ele tentando se preparar para o momento da transferência, e agora que seus olhos pesavam e ele sentia o líquido preencher o cilindro onde estava, não tinha certeza de que estava pronto.

    Ele sentiu uma crescente pressão na nuca e, no que abriu seus olhos uma última vez, viu um rosto familiar do outro lado do vidro, e depois só pôde sentir um formigamento por todo o corpo. A pressão aumentou e se tornou insuportável até que tudo escureceu. Na escuridão ele a viu novamente, distante e desfocada. Esticou um braço para alcança-la visto que ela parecia se aproximar mais e mais, e começou a brilhar, um brilho tão intenso que preencheu todo o seu campo de visão, e então ele ouviu um som alto de sirenes e viu luzes vermelhas piscando a sua frente. A transferência havia sido concluída.

    Garen nunca dirigira um veículo na vida, uma vez que isso não era algo comum na Zona Zero, e agora, sua vida dependia de controlar um para evitar a morte de seu hospedeiro, e possivelmente a sua própria, uma vez que não tinha certeza se era possível fazer uma nova transferência.

    Ele seguia em velocidade considerável na direção de outro veículo que vinha ao seu encontro, - "volante" – pensou, segurando a peça circular na sua frente e girando-a no sentido horário até o fim. O veículo fez uma curva brusca, subindo no meio fio enquanto pessoas gritavam. Garen viu uma árvore em sua frente – "freios" – lembrou enquanto buscava uma alavanca ao lado direito do banco onde estava e puxando-a com as duas mãos. O veículo fez muito barulho e o volante começou a girar sozinho enquanto a árvore se aproximava.

    Tudo ocorreu em uma fração de segundo, mas Garen sentiu que muito tempo passou desde que chegara. Ele viu a árvore à sua frente, o veículo com o volante girando de volta a sua posição inicial e a colisão, de frente, destruindo completamente o lado frontal direito do veículo, que com o impacto girava sobre o próprio eixo, ao mesmo tempo que bolsas brancas se enchiam, surgindo de dentro do volante e da porta ao seu lado, o envolvendo.

    Após isso o médico ouviu muito barulho e sentiu muita dor no braço esquerdo. Rapidamente ele forçou com a outra mão, percebendo que não estava quebrado, apenas fora do lugar. Muita fumaça saía da frente do veículo, então passou a mão pela porta procurando um jeito de abri-la, mas não era necessário, a porta estava amassada e só um empurrão foi suficiente para que cedesse. Pessoas se juntavam no local enquanto ele saia do veículo cambaleando em busca de um ponto de apoio. Sua cabeça doía e a visão estava turva e, ao passar a mão pela cabeça, sentiu que estava molhada de sangue. Foi então que Garen se sentou no chão enquanto o mundo girava ao seu redor e escurecia novamente.
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    Re: [ON GAME] Capítulo I: Adaptações

    Mensagem por Dwight Memphis em Sab 29 Abr 2017 - 1:58


    Em pouco tempo o líquido chega a minha cintura e quase posso soltar o apoio de tão denso que ele é. O cilindro enche rapidamente e sinto a pressão começar na minha nuca. Meu corpo inteiro começa a formigar enquanto vejo as lágrimas no rosto do Henry e sinto que, se o líquido não tivesse chegado ao meu rosto, as minhas lágrimas também estariam visíveis. Eu pisco e tudo some, até que aos poucos as coisas vão tomando foco novamente. Primeiro sinto uma dor na parte de trás da cabeça, e aos poucos começo a sentir que estou deitado no chão frio com as mãos em volta dela.

    Levanto-a e olho a minha volta, meus olhos arregalados de surpresa. Várias pessoas desconhecidas me encaram como se eu fosse um maluco. Vejo sangue em minhas mãos e percebo que havia batido a cabeça recentemente. Olho para trás e vejo a piscina à qual, naquele momento, o hospedeiro já deveria estar caído, morto. Pelo visto a transferência havia sido bem sucedida.

    Perto dali, uma garota com uma expressão zangada pergunta o que estavam esperando, dizendo que aquilo tudo havia sido apenas um teatro e mandando que me jogassem na piscina. Os dois garotos ao meu lado, e que provavelmente seriam os responsáveis pela morte do meu hospedeiro, se entreolham como se estivessem indecisos sobre o que fazer. Muitos olhavam para eles com certa recriminação, provavelmente os mais sóbrios.

    Eles olham para a garota que reconheço como Sarah. Pelo que encontrei em minha pesquisa na Zona Zero, ela postava diversas coisas maldosas contra o garoto, sendo a única pessoa que Elliot chegou a bloquear em redes sociais. Algo na expressão dela faz com que eles voltem a se aproximar. Começo a me preparar para lutar quando dois outros garotos vem correndo, cada um deles empurrando um dos adolescentes para longe de mim.

    Um deles pergunta aos garotos se eles não viram que eu estava sangrando. Não reconheço os bullies, eles não eram amigos do Elliot, mas os outros dois eram Seth e Aaron. Lembro que estavam como amigos do meu hospedeiro no Facebook. Pelo o que pude ver Seth é do tipo que conversa com todos da faculdade e Aaron é bem amigo dele. Provavelmente os garotos vem em meu auxilio para não estragar a festa, o que parece funcionar. Os outros, se sentindo intimidados, saem andando em meio aos demais alunos não esperando nem mesmo a garota, que tem que correr um pouco para alcançá-los.

    Agora que o perigo havia passado, finalmente eu começo a admirar o mundo a minha volta. Era tudo muito colorido e vivo. Vejo o sol refletindo em uma janela próxima e fico completamente admirado. Não lembro o que é isso desde minhas missões externas. Olho para baixo e vejo as pernas, tento mexê-las e elas respondem ao comando. Meu choque de ter conseguido chegar é grande o suficiente para não deixar meu sorriso aparecer.

    Levanto lentamente, cambaleando um pouco e, embora pareça óbvio que minha perna possa me aguentar, sinto como se eu fosse desmoronar a qualquer instante. Infelizmente haviam muitas pessoas em volta e eu precisava levantar, por isso só lembro de como era me levantar e repito os movimentos, esperando que o resto do meu corpo colabore e me mantenha em pé.
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    Re: [ON GAME] Capítulo I: Adaptações

    Mensagem por mimacarfer em Sex 5 Maio 2017 - 0:43

    PAUL RUGENBERG



    SOUTHERN CALIFORNIA HOSPITAL, 14 DE SETEMBRO DE 2017 - 10:15 AM

    Não demorou muito para que alguém chamasse uma ambulância e, dali em diante, Garen só se lembraria de barulhos e flashes. Quando acordou estava em um quarto de hospital com o braço esquerdo imobilizado por uma tipóia e um curativo na cabeça. Custou um pouco para se acostumar com a luminosidade que adentrava pela ampla janela de vidro à sua frente, porém poucos minutos depois que acordara uma médica veio lhe ver. Tinha provavelmente a mesma idade que seu hospedeiro, pele clara, cabelos ondulados em um tom alaranjado e olhos de um azul claro como ele jamais havia visto antes. Aproximou-se da cama e, pegando a prancheta que estava na mesa de cabeceira foi logo falando:


    - Sr. Rugenberg, que bom que acordou. Eu sou a Dra. Hudson e estou cuidando do seu caso desde que deu entrada em nosso hospital. Você teve muita sorte... Além de ter deslocado o ombro, foram necessários alguns pontos na cabeça, mas nada com grandes consequências. Vou providenciar sua alta e você poderá ir para casa descansar.


    A médica saiu por um instante e logo voltou com alguns papéis. Entregou-lhe uma folha com a alta e outra com dois remédios para tomar em caso de dor e colocou-se a disposição caso fosse necessário. Ao lado da cama em que estava havia uma carteira, um chaveiro prateado com algumas chaves, provavelmente da casa de seu hospedeiro, e um aparelho celular que deveriam ter vindo junto com ele após o acidente. Agora Garen deveria definir o que fazer dali por diante e, principalmente, como chegar ao local que passaria a chamar de lar para dar início à sua missão.
     
     
    ELLIOT LEWIS



    UCLA, 14 DE SETEMBRO DE 2017 - 08:25 AM

    Ao ver Elliot se levantar e cambalear, Aaron corre para apoiá-lo ao mesmo tempo que Seth também se aproxima:


    - Aaron, acho melhor levá-lo à enfermaria para ver essa pancada na cabeça. Você está bem Elliot? Acha que consegue andar sozinho?


    Os jovens pareciam bastante preocupados com ele. Aaron diz a Seth que o levaria e depois o deixaria em casa, ao que o amigo concorda, dizendo que se fosse necessário era só ligar para ele que os encontraria onde estivessem. Em seguida, Aaron se afasta com Elliot. Ambos andam por um caminho de pedras que leva a um enorme prédio não muito longe dali. O campus aparentemente era imenso, e provavelmente Arthur nem poderia imaginar o quanto. Após cruzarem alguns corredores, os jovens avistam uma sala bem iluminada, identificada por uma placa como sendo a enfermaria. Uma mulher se aproxima, perguntando o que havia acontecido, ao que Aaron prontamente responde dizendo que Elliot havia batido a cabeça e estava perdendo sangue. A enfermeira observa sua cabeça gentilmente e em seguida o leva para dentro, deixando Aaron aguardando ansiosamente do lado de fora.

    No ambulatório a enfermeira limpa o ferimento, dizendo que ele havia tido sorte e que não necessitaria de pontos, mas que seria bom tirar uma radiografia para ter certeza de que nada mais sério tivesse acontecido. Em seguida lhe entrega um comprimido para a dor junto com um copo de água e o libera:


    - Vá para casa e descanse. Provavelmente amanhã você estará novinho em folha!
    Exalted
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    Re: [ON GAME] Capítulo I: Adaptações

    Mensagem por Exalted em Sex 5 Maio 2017 - 9:45


    "Rugenberg..." - pensou Garen – "Acho que tenho que me acostumar com esse nome."


    - Olá, Dra. Hudson! Acho que tive sorte mesmo. – ele diz, levando a mão até a cabeça enquanto ela menciona os pontos - Sim, eu gostaria de ir para casa, preciso mesmo descansar.


    Garen assinou os papéis de alta, pegou o receituário com os remédios, além de suas coisas, e foi levado na cadeira de rodas por uma enfermeira até a porta do hospital.


    - Posso andar, por que isso é necessário?– ele perguntou, e a resposta foi que eram as regras do hospital. Ele não questionou, apenas fez o que foi pedido, afinal estava em um tempo diferente, com costumes diferentes, e haviam muitas coisas que precisaria aprender. Nesse meio tempo o melhor a fazer era imitar o que os outros faziam e evitar parecer estranho demais.

    Do lado de fora do hospital Garen olhou o que a carteira continha, e também o celular, colocou as chaves no bolso e depois olhou em volta. Pela primeira vez ele parou para ver o cenário em que estava. Era tudo muito vasto, prédios imensos e muita gente, muitos veículos e barulho, era mesmo um mundo completamente diferente, muito mais vivo. Ele se sentou em uma mureta e ficou alguns minutos olhando em volta, e nesse tempo várias pessoas acenavam para veículos amarelos que paravam e as levavam, e imediatamente se lembrou de ter lido sobre aquilo: táxi.

    Então, levantando-se, Garen foi até o outro lado da rua e pegou um táxi até a sua nova casa. Ainda precisava confirmar sua chegada e verificar se o ponto de encontro já estava determinado, mas acima de tudo, sua cabeça doía e descansar mais um pouco não era uma má ideia.
    Brujah Girl
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    Krystal / Izzy - Narração

    Mensagem por Brujah Girl em Sex 5 Maio 2017 - 13:22


    Hunter tinha, na medida do possível, feito o seu trabalho de casa e agora que estava a um passo de entrar naquele cilindro que seria o caixão do seu corpo naquele tempo. Ainda que por um breve instante, sentiu uma pontada de hesitação em seu peito. E se algo desse errado? E se ela não conseguisse assumir o corpo da jovem de seis décadas atrás que iria morrer naquele dia vítima de uma explosão em um set de gravações? Em sua mente havia pensado e repensado nas maneiras de impedir a morte dela, havia feito mais pesquisas do que jamais fizera, mas no fundo era como pular em um precipício em que não se podia ver o fim.

    Uma inspirada forte foi a única coisa que não conseguiu evitar no momento em que se colocou dentro de seu caixão de vidro e permitiu-se um olhar, ainda que ligeiro, ao líder de sua equipe, enquanto este, assim como ela, era preparado para o seu último suspiro na Zona Zero. Quando Jenny terminou de ligar os dispositivos de monitoração em Hunter, a oficial agradeceu a jovem, e pediu que, quando o seu corpo fosse sepultado, colocasse sobre o seu coração a foto dela e de sua mãe, na qual depositou um último beijo. Não havia mais hesitação. Agora que estava ali e sabia que em questão de instantes não mais estaria, o medo já não existia.

    Ouviu as últimas palavras de Fitzsimmons e sentiu seus olhos aquecerem momentaneamente quando lágrimas, que não ousaram cair, passaram por eles ao ouvir o nome de Megan ser pronunciado pelo cientista. Fez um leve meneio de cabeça para o homem em sinal de compreensão e, tão logo sentiu o líquido que começava a encher seu caixão, fechou os olhos e procurou deixar em sua mente apenas as imagens dos momentos felizes com sua mãe. Se algo desse errado e estes viessem a ser os seus últimos pensamentos, ao menos partiria feliz.

    Havia acabado de sentir sua consciência abandonar o corpo em meio a sensação fria que o líquido do seu caixão de vidro lhe causava quando, de repente, ouviu um grito de “Cuidado!” e no modo automático, numa “explosão de adrenalina”, correu na direção da outra plataforma lançando-se através do vidro, deixando para trás o homem que contracenava com ela, e que, por mais que quisesse evitar a morte dele, sabia não poder intervir no passado e que tentar salvá-lo poderia colocar em risco a pequena chance de sobrevivência que ela mesmo tinha.

    Tinha estudado exaustivamente sobre o acidente no set de filmagem que vitimara sua hospedeira, Isadora Martinez, olhado as plantas e o set antes e depois do acidente. Hunter sabia que aquela era a rota de segurança para o fim da cena, a única coisa que havia acontecido de errado era que os explosivos detonaram antes da hora, pegando os dois dublês desprevenidos. Sabia que só teria um instante para se antecipar ao impacto da explosão e evitar ser arremessada com extrema violência em direção à morte.

    O tempo foi curto e na urgência de se salvar, sentiu a onda de fogo aproximando-se de seu corpo enquanto voava pelo ar e partia o vidro com seu corpo. Sentiu a porrada por uma queda que não pode ser 100% perfeita e quando seu corpo chegou ao chão, tudo o que fez foi rolar de um lado para o outro, apagando os últimos focos das chamas que consumiam a parte inferior do seu traje com proteção ao fogo. Logo viu um dos assistentes de segurança correndo em sua direção com um extintor de incêndio e, tão logo pode, saiu do meio da confusão amparada pelo homem, já que, aparentemente, havia torcido o tornozelo na queda, embora poderia estar enganada. Sentia algo quente escorrendo de sua testa na direção dos olhos. Ainda não sabia ao certo qual era a dimensão do estrago que o corpo da hospedeira havia recebido, mas logo saberia, isso era certo.

    A única coisa que sabia, e a mais importante de todas, era que tinha sobrevivido e que agora muitas pessoas vinham em sua direção com expressões assustadas e incrédulas. Não sabia quem eram, mas todos sabiam quem era Isadora Martinez, a dublê que escapara da morte certa há poucos instantes atrás.






    OFF: Mima, se for necessário, gasto ponto de fdv para minimizar os estragos da queda e deixar a char o menos ferida possível, ok? Como não sabia até onde deveria seguir a cena, parei por aqui.
    Dwight Memphis
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    Re: [ON GAME] Capítulo I: Adaptações

    Mensagem por Dwight Memphis em Sex 5 Maio 2017 - 20:11


    Fico agradecido pelos garotos se aproximarem para me ajudar. Parecia que fazia anos desde que eu tinha andado pela ultima vez, mas minhas pernas respondem bem. Era muito bom poder sentir isso novamente, mas agora eu tinha coisas mais urgentes a cuidar, como um bando de adolescentes olhando para mim. Seth pergunta se estou bem e se posso andar sozinho...


    – Não sei - é a resposta que sai de minha boca, e eu realmente não sabia. Era muito estranho estar em um corpo que não é meu, quero dizer, não era. Elliot é mais baixo do que eu e sua pele bem mais bronzeada do que a minha.


    Me deixo ser guiado por Aaron. Como não sabia se conseguiria andar, e muito menos o caminho, acabo por usá-lo como apoio. Saímos do lugar onde estávamos e vamos nos dirigindo para um prédio maior. Era um lugar grande e percebo que, futuramente, eu teria que aprender sobre os lugares que ele continha. Por hora vamos viver um dia de cada vez, e ir apenas para a enfermaria. Decoro o caminho até a sala iluminada, enquanto o garoto que me acompanha fica em silêncio, ignorando um ou outro aviso sobre degraus e coisas assim.

    Aaron fala para a enfermeira o que aconteceu e ela analisa a minha cabeça, dando seu veredito a seguir. Felizmente eu não teria que ficar ali por muito mais tempo. Saio da sala e vejo que o garoto ainda me esperava, e penso um pouco sobre como seria a reação de Elliot perante o acontecido.


    – Vou sobreviver - falo com um fraco sorriso no rosto. Percebo que já estou andando novamente e que, pelo visto, meu cérebro lembra sobre como o fazer instintivamente - a enfermeira falou que eu tenho que ir para casa... Se importaria de me levar?
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    Re: [ON GAME] Capítulo I: Adaptações

    Mensagem por mimacarfer em Seg 8 Maio 2017 - 16:18

    PAUL RUGENBERG



    SOUTHERN CALIFORNIA HOSPITAL, 14 DE SETEMBRO DE 2017 - 11:00 AM

    Ao olhar a carteira de seu hospedeiro, Garen encontra alguns documentos, cartões de crédito, um cartão de banco, uma credencial do Cedars-Sinai Medical Center, local onde, pelo que ele se lembra, seu hospedeiro trabalhava na área de Neurologia, e uma quantidade razoável de dinheiro, cerca de 300 dólares. O celular infelizmente era bloqueado por senha, mas era possível ver uma foto de Paul com uma mulher, provavelmente um pouco mais jovem que ele, e um garoto de uns 6 ou 7 anos.

    O sol do lado de fora do hospital era ainda mais forte do que o da janela do quarto onde estivera anteriormente, e o médico pode senti-lo aquecer sua pele aos poucos. Sentando-se ali para observar o que estava ao seu redor, o médico pode compreender o quanto sua geração havia perdido com a queda do Helius 685 e, principalmente, a real importância da missão que ele e sua equipe tinham.

    Ficou ali por alguns minutos, até decidir pegar um táxi rumo ao endereço que havia na ficha de seu hospedeiro. Não seria difícil entrar no lugar já que tinha as chaves e poderia aproveitar para confirmar sua chegada e descansar um pouco, afinal precisava se recuperar do acidente.

    Não demorou muito para que o carro amarelo em que entrara parasse em frente a uma casa de dois andares branca e cinza, com uma grande porta de madeira na entrada e algumas árvores e arbustos à sua volta. O lugar parecia tranquilo e acolhedor, porém com um certo toque de sofisticação que Garen jamais havia visto. Tudo o que se lembrava da Los Angeles de sua época era de prédios e casas enferrujadas e caindo aos pedaços, além de um céu cinza escuro que parecia nunca deixar o sol entrar. Bem diferente da realidade que ele tinha agora diante de seus olhos.
     
     
    ISADORA MARTINEZ



    UNIVERSAL STUDIOS, 14 DE SETEMBRO DE 2017 - 09:25 AM

    Hunter pensara e agira rapidamente em meio a toda aquela confusão, sendo bem-sucedida em sobreviver ao acidente que mataria sua hospedeira. Saltar através do vidro realmente era a melhor solução para aquela situação por ser a rota de fuga já programada pela equipe para concluir a cena que estavam gravando.

    O assistente de segurança que veio ajudá-la parecia não acreditar no que estava vendo. Na verdade, ninguém ao redor parecia entender o que tinha acontecido. Levaram-na para uma cadeira próxima dali, os cacos de vidro estalando aos seus pés, e não demorou para que um dos médicos que ficavam no estúdio, exatamente para casos de acidente, aparecesse para ver como ela estava. Uma mulher lhe entregou uma toalha úmida para que limpasse o sangue que escorria em sua testa, enquanto a ambulância se aproximava do local.

    Minutos depois, alguém se aproximou dela dizendo que a levariam para o hospital para ver se ela havia quebrado a perna na queda e fazer os curativos que fossem necessários. Já ia seguindo rumo à ambulância quando pode ver ao fundo o saco preto com o corpo do outro dublê ser carregado por dois paramédicos enquanto as pessoas ao redor começavam a chorar e abrir passagem para eles. Naquele dia uma família perdia um de seus entes queridos… Mas graças a Hunter, e ao projeto do qual participava, ainda não seria a vez da família de Isadora Martinez.

    A ambulância partiu rapidamente, abrindo espaço entre os carros por onde passava, e não demorou para parar em frente ao Southern California Hospital. Colocaram-na em uma cadeira de rodas e levaram-na para a emergência onde uma médica de cabelos avermelhados e olhos de um azul claro viera atender-lhe. Ela apresentou-se como Dra. Hudson e, após analisá-la e fazer alguns curativos, enviou Hunter para uma radiografia. Já estava sendo levada para fazer o exame quando um enfermeiro apareceu, chamando a médica com certa urgência. Aparentemente um rapaz dera entrada na emergência após um acidente de carro e precisava de seus cuidados. Kate pediu licença a Hunter, dizendo que o enfermeiro a levaria para fazer os exames solicitados e que mais tarde a veria novamente. Após isso, com um aceno de cabeça, a médica virou em um dos corredores e desapareceu, enquanto a oficial continuou seu caminho.
     
     
    ELLIOT LEWIS



    UCLA, 14 DE SETEMBRO DE 2017 - 08:45 AM

    Enquanto aguardava Elliot ser atendido, Aaron não conseguia parar de pensar em como se sentiria caso algo de mais sério houvesse acontecido com o garoto na cena da piscina. Nunca se sentira tão apavorado como ao ouvi-lo gritar que não sabia nadar, seguido pela cena do sangue escorrendo por sua cabeça. Alguns minutos se passaram até que Elliot saísse da sala da enfermaria. Para Aaron era fácil perceber o esforço que o garoto fazia para sorrir e dizer que ia sobreviver. Deu um longo suspiro enquanto Elliot falava:


    - É claro que não me importaria... Eu mesmo disse que faria isso assim que você saísse daqui.


    Aaron parecia se conter para falar algo, o que parecia um pouco exagerado apenas para um amigo preocupado com o outro por ter levado uma pancada na cabeça. Perguntou se Elliot se sentia melhor, e em seguida disse que ligara para Seth enquanto ele estava na enfermaria e pedira que o amigo pegasse a mochila do garoto e os encontrasse no estacionamento, para que não precisassem voltar mais para a festa no centro de recreação da universidade. Depois disso, caminharam em silêncio até lá. Seth estava encostado em um carro preto, e aguardava os rapazes calmamente:


    - Aqui a mochila, Aaron. Ele está bem, né?


    Aaron pegou a mochila nas mãos de Seth e a entregou a Arthur, respondendo ao garoto que estava sim.


    - Ótimo! Vou voltar para a festa então. Até mais, Elliot! Se cuida, cara.


    Em seguida Seth trocou um cumprimento de mão com Aaron e desapareceu entre os carros com as mãos nos bolsos.


    - Vamos? - perguntou Aaron, tirando uma chave do bolso e começando a abrir seu carro.


    Esperou que Arthur entrasse e, após colocar o cinto e ligar o rádio, deu partida, seguindo rumo a Cheviot Hills. O lugar não era muito longe da UCLA, cerca de 20 minutos apenas, mas no caminho Arthur pode perceber a diferença do pouco que conhecera da Los Angeles de seu tempo, e a da qual se encontrava agora. As ruas tinham movimento e barulho, o céu era claro e luminoso, e grandes edifícios espelhados se misturavam com graciosas casas de madeira. Bem diferente de toda a ruína que marcava as ruas desertas de seu tempo.

    O jovem mal percebe quando Aaron começa a parar o carro em frente a uma casa enorme, toda em cinza. Aparentemente haviam chegado na casa de seu hospedeiro. Agora era dar um jeito de se despedir adequadamente do rapaz e começar a planejar sua missão. Porém, antes que pudesse fazê-lo, Aaron coloca a mão sobre a sua, segurando-a com força e desatando a falar:


    - Eu senti tanto medo de te perder… Não saberia o que fazer se algo mais sério tivesse acontecido. Me promete que vai ficar longe daquela garota e de seus brutamontes? Eu… Eu nem sempre posso estar lá para protegê-lo...


    Olhou-o por alguns segundos, os olhos cheios de lágrimas, e, levando a outra mão ao seu rosto, aproximou-se, surpreendendo-o com um beijo.





    OFF - CLAIRE FAITH: Favor rolar 1d10 (dificuldade 5) no tópico de rolagem de dados para sabermos se a perna da Hunter está quebrada ou se foi apenas uma torção.
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    Re: [ON GAME] Capítulo I: Adaptações

    Mensagem por Dwight Memphis em Ter 9 Maio 2017 - 17:57


    Aaron era um garoto simpático, estava preocupado comigo e aceita me levar para casa, o que me ajuda bastante pelo fato de não saber onde ela fica, embora a preocupação dele seja grande até demais. Mas o importante era que eu iria para casa agora e poderia confirmar a minha chegada, ainda tinha que me encontrar com o resto da equipe.

    Seguimos pelo caminho inverso até a entrada do prédio, ao invés de seguirmos ao centro de recreação, fomos em direção ao estacionamento onde Seth nos espera. Os dois trocam algumas palavras, posso perceber que Elliot não era muito próximo do outro garoto, sendo Aaron o intermediário entre os dois, viver a vida de outra pessoa é mais difícil do que tinha imaginado, principalmente por ter vindo com uma preparação de apenas um dia.

    No caminho não consigo parar de notar as diferenças que tem esse lugar com qual eu conheço, era tudo muito vivo e colorido, pessoas andando livres pelas ruas, os tão conhecidos cachorros, parecia até que não era o mesmo lugar, tamanha as diferenças. Embora o meu esforço, um sorriso se desenha em meus lábios, este planeta já tinha sido tão bonito. Ou eu deveria falar é tão bonito?

    O carro para em frente ao que eu deduzo que seja a minha casa e eu expulso o sorriso de meu rosto, sinto a mão de Aaron agarrar a minha, franzo o cenho em dúvida, não tinha conhecimento de que isso era um cumprimento casual nesse ano.

    As palavras saiam de sua boca de forma apressada, atropelando as palavras, seus olhos lacrimejavam e ele gaguejava algumas vezes, sinto que algo está estranho, Aaron coloca a mão em meu rosto e quando percebo é tarde demais, os lábios do garoto estão de encontro com o meu.

    Empurro o garoto com força e grito:

    QUAL É O SEU PROBLEMA? - embora a minha surpresa e a explosão, estava óbvio o que estava acontecendo, tinha algo que não estava nas redes sociais do Elliot, e agora eu tinha um namorado.
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    Krystal Hunter - Narração

    Mensagem por Brujah Girl em Ter 9 Maio 2017 - 21:05


    Hunter aproveitava a confusão e incredulidade de todos para manter-se o mais calada possível, o que era natural e compreensível devido ao “choque da situação”. Ir para o hospital não estava nos seus planos, mas agora, enquanto esperava pela ambulância e sentia o sangue esfriar, começava a perceber uma certa que poderia indicar um pouco mais de gravidade em sua perna.


    “Hum... quem diria que eu poderia vir a ser a primeira paciente do dr. Garen, hein? Será que os outros chegaram em situações extremas como eu ou eu fui a única premiada do dia?”

    Seguia observando tudo o que podia, mas mantendo um certo ar distante, que deveria ser o mais adequado para aquele tipo de situação onde as pessoas estavam assustadas e consternadas. Ao ver o corpo do outro dublê sendo levado dentro de um saco preto, não pode evitar baixar o olhar. Sabia que poderia ter tentado salvá-lo, que moralmente, este era o correto a ser feito, mas estava em uma missão cujo o objetivo era muito maior do que salvar apenas uma única vida, e infelizmente não poderia arriscar milhares de vidas por isso.

    Quando entrou na ambulância, observou discretamente o veículo. Os equipamentos eram ultrapassados em relação ao que tinham no “futuro” pelo que podia ver. Infelizmente, como tinha que permanecer deitada, não pode ver a “paisagem” durante o percurso que foi rápido. Já no hospital, obrigada a ficar em uma cadeira de rodas, não pode evitar de pensar no líder da equipe. Será que o hospedeiro dele também estaria em uma cadeira de rodas? Será que havia algum tipo de limitação neste sentido? Bem, não sabia, mas esperava saber em breve.

    Procurou manter-se o mais paciente possível enquanto a doutora ruiva falava com ela e fazia o seu trabalho, mas infelizmente pelo visto ainda teria que ter muita paciência, pois seria levada para fazer exames e provavelmente ainda perderia algumas horas naquele local. Intimamente torcia para que aquela dor fosse passageira, pois chegar “danificada” no novo corpo atrapalharia a missão da equipe.

    Ela pergunta para o enfermeiro:


    - Hey man! Pela tua experiência, quanto tempo acha que esses exames vão levar?
     
     




     
    OFF: 1d10 (dificuldade 5) para perna quebrada ou não quebrada = 2.
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    Re: [ON GAME] Capítulo I: Adaptações

    Mensagem por Exalted em Qua 10 Maio 2017 - 9:26


    Garen tenta manter na memória tudo o que vê, uma pessoa é feita de muitos detalhes, e assumir a vida de alguém com tantos novos detalhes a se lembrar não é das tarefas mais fáceis. O celular não pode ser desbloqueado, e a foto na tela intriga Garen um pouco, talvez devido à transferência sua memória ainda parece um pouco turva, ele não consegue se lembrar imediatamente quem sejam, apesar de lhe serem familiares, mas isso não é importante agora, e ele terá tempo para as outras coisas após confirmar sua chegada e verificar o ponto de encontro.

    Chegando em casa Garen retirou algumas notas da carteira e entregou ao taxista, dizendo em seguida – Fique com o troco. – Ele havia visto isso em filmes na zona zero e sempre quis fazer ele mesmo, mas nunca teve a chance.

    Ele andou lentamente pela rampa de acesso da garagem olhando em volta, a zona zero era um lugar tão pequeno e apertado, claustrofóbico às vezes, e aqui tudo era vasto e colorido, cheio de vida, ele estava com um sorriso no rosto sem perceber, essa era sua vida agora, e por um momento ele pensou em Valentina, ela ia gostar desse lugar.

    Após alguma dificuldade para identificar a chave certa Garen conseguiu abrir a porta, que dava em um corredor e uma grande sala de estar, com várias paredes de vidro, era incrível quanto conforto as pessoas tinham no início do século, ele andou pela casa, reconhecendo o lugar, e cômodo após cômodo ele ficava fascinado, parecia até um desperdício tanto espaço para uma só pessoa. Subindo ao segundo andar ele olha os quartos, todos arrumados como se alguém mais fosse esperado ali, ou os usasse com frequência.

    Quando o fascínio pela nova vida começa a ceder, após vários minutos andando pela casa, Garen procura um computador, onde possa finalmente confirmar sua chegada e iniciar a missão, além de verificar o ponto de encontro definido pelo líder e saber se os outros conseguiram fazer a transferência com sucesso.

    Depois de completar seu objetivo, um banho e algum descanso seriam bem vindos, ele havia passado o dia inteiro ocupado na zona zero, e agora era dia novamente, ele não poderia ficar 48hs acordado sem parar um pouco, mesmo que apenas alguns minutos.







    OFF: Como já estou na metade do dia enquanto os outro ainda estão de manhã, não citei que fiz a confirmação de chegada primeiro, eles ainda podem fazer antes devido aos horários diferentes de cada um. Pode continuar os posts até os horários se aproximarem antes que eu poste novamente, pra não virar bagunça.

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    Re: [ON GAME] Capítulo I: Adaptações

    Mensagem por mimacarfer em Qua 24 Maio 2017 - 3:25

    ELLIOT LEWIS



    CHEVIOT HILLS, 14 DE SETEMBRO DE 2017 - 10:05 AM

    Aaron parece desorientado com a reação de Elliot ao ser empurrado pelo garoto e se afasta, soltando sua mão enquanto o olha assustado:


    - Elliot… eu… eu não entendo. Qual é o meu problema?


    O garoto respira profundamente, voltando a posição de motorista e colocando as mãos no volante do carro:


    - Eu… Sei lá… Você é meu namorado e… Desculpa... Você deve estar cansado depois de tudo o que aconteceu… Eu sei que eu estou… Talvez seja melhor a gente conversar outra hora.


    O estudante destrava a porta de seu carro para Elliot e, em seguida, fica aguardando o garoto descer para poder ir embora. Apesar de ter planejado cuidar do namorado depois do incidente daquela manhã, acreditava que talvez ele precisasse de um pouco de espaço, e pretendia respeitar isso. Olhou novamente para ele:


    - Tem certeza que vai ficar bem sozinho? Promete que me chama se precisar de qualquer coisa?
     
     
    ISADORA MARTINEZ



    SOUTHERN CALIFORNIA HOSPITAL, 14 DE SETEMBRO DE 2017 - 10:05 AM

    Ao ouvir a pergunta de Hunter, o enfermeiro responde que dependeria da quantidade de pessoas que também estivessem aguardando antes dela, mas que o exame em si não seria demorado. Após virar em mais dois corredores, Hunter avista uma porta dupla sinalizada como radiografia. Do lado de fora, quatro pessoas aguardavam pacientemente pelo atendimento. O enfermeiro encosta a cadeira de Hunter em uma das paredes e entra na sala por alguns minutos, voltando em seguida para avisá-la que em breve viriam buscá-la para o exame e que, quando o resultado estivesse pronto, alguém a levaria até a Dra. Hudson novamente.

    Cerca de 50 minutos depois um rapaz saiu da sala e disse que era a sua vez, levando-a para dentro da sala escura onde a ajudou a deitar em uma mesa de ferro antes de começar todo o processo. Em seguida levou-a para o corredor novamente e pediu que aguardasse o resultado. Do lado de fora, novas pessoas já aguardavam pelo exame, porém dessa vez não demorou muito para que o rapaz retornasse com um envelope. Entregando-lhe, desejou melhoras e, fazendo sinal para uma enfermeira, voltou apressadamente para sua sala.

    A mulher que veio buscá-la parecia ser jovem demais para trabalhar em um hospital. Tinha cabelos pretos e olhos de um verde profundo. Aproximou-se dela timidamente, perguntando qual era seu médico e, após sua resposta, voltou a guiá-la pelos corredores do hospital. Encontraram a Dra. Hudson saindo de um quarto com uma prancheta em mãos:


    - Desculpe a demora. Tive que atender um rapaz que bateu com o carro. Por sorte não foi nada sério. Vejo que já terminou sua radiografia. Posso? - disse a médica estendendo a mão para pegar o envelope que Hunter carregava. Abriu-o cuidadosamente e, olhando rapidamente contra a luz que estava no teto continuou - Como eu imaginava... Você teve uma fratura na perna, nada muito sério. Vamos colocar um gesso aí por alguns dias e você estará liberada.


    A médica olhou-a rapidamente, como que para expressar seu apoio, agradecendo a enfermeira e dizendo que cuidaria do caso de Isadora de agora em diante. Voltou a empurrar a cadeira de roda por mais uns dois ou três corredores, entrando em uma pequena sala onde outro rapaz organizava um armário. Chamou-o e conversou com ele por alguns segundos, em seguida sentando-se em uma cadeira próxima dali. O rapaz, que lembrava bastante os soldados da Zona Zero por seu tipo físico, aproximou-se e, colocando delicadamente sua perna sobre um banquinho, começou o processo de imobilização. Kate observava pacientemente cada movimento e, apesar de parecer bastante focada naquilo, não demorou muito para se dirigir a Hunter novamente:


    - Sabe, você teve muita sorte hoje… Pelo que eu ouvi do acidente, poderia ter sido muito pior…


    A médica olhou a reação da paciente por alguns segundos e, já abria a boca para falar novamente quando um rapaz entrou apressadamente na sala, indo em direção a Hunter:


    - Graças a Deus! Você está viva!


    O rapaz a abraça meio sem jeito por causa da cadeira de rodas e começa a olhá-la, como que analisando os estragos:


    - Eu nem sei como cheguei aqui depois que vi a notícia, Izzy… Você está bem?
     
     
    PAUL RUGENBERG



    MAR VISTA, 14 DE SETEMBRO DE 2017 - 02:35 PM

    Já era tarde quando Garen acorda assustado com um barulho vindo do primeiro andar. Não sabia exatamente por quanto tempo havia adormecido e seu ombro doía bastante. Na cama, ao seu lado, o computador parecia ter hibernado pois a tela se encontrava em total escuridão. Ou isso, ou a bateria do notebook havia acabado.

    Lá embaixo, vozes pareciam sussurrar algo que dali não poderia entender completamente, mas não demorou muito para que ouvisse o barulho de um salto subindo a escada e pudesse ver a mulher, que estava com seu hospedeiro e o garoto na tela do celular mais cedo, na porta do quarto:


    - Ah, aí está você! Esqueceu que ia nos buscar no aeroporto, Paul? Eu estou tentando te ligar a séculos e você não atende esse celular...
    Dwight Memphis
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    Re: [ON GAME] Capítulo I: Adaptações

    Mensagem por Dwight Memphis em Sex 26 Maio 2017 - 1:14


    Fecho os olhos com força e penso, os próximos momentos seriam cruciais para o meu disfarce, eu precisava tomar uma decisão, de todas as ideias que eu tive duas eram as que mais pareciam coerentes, cada uma com seus próprios riscos e possíveis vantagens.

    O primeiro era apenas seguir a deixa dele e falar que estou cansado, que está tudo bem e que depois o vejo, mas isso deixaria uma abertura muito grande pra outros erros assim, com ele ou mesmo com outras pessoas. A segunda era fingir que a batida na cabeça tinha sido mais grave do que parecia, com risco dele querer ficar comigo ou mesmo de me levar para um hospital.

    Finalmente tomo uma decisão, tinha uns riscos, mas que eu me lembre os estudos sobre o cérebro neste ano ainda não eram tão avançados e seria uma boa desculpa pra possíveis coisas que tenham escapado de minha breve pesquisa à vida de Elliot. Começo a minha atuação então, coloco as mãos na têmpora como se tentasse me lembrar, passo as mãos em meus cabelos em sinal de frustração, me encolho em uma falso gesto de dor quando passo pelo curativo. No final olho pro rosto de Aaron balançando a cabeça negativamente.

    Desculpe Aaron - sussurro - Mas eu não lembro de namorar com você - penso em Henry, como eu tinha deixado ele sozinho, que eu nunca mais veria ele, lembro de meu pai, invoco todas as minhas lembranças mais triste para que junto com elas viessem lágrimas.

    Isso poderia ter consequências desagradáveis a curto prazo, mas a longo prazo esta me pareceu uma boa ideia. Eu precisava que ele não estranhasse futuros desentendimentos.
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    Re: [ON GAME] Capítulo I: Adaptações

    Mensagem por Brujah Girl em Dom 4 Jun 2017 - 7:58


    A resposta do enfermeiro não é muito animadora e a espera torna-se entediante. Hunter já começava a ficar impaciente com toda aquela espera e se pudesse teria se levantado e ido embora dali, mas infelizmente o corpo da hospedeira parecia ter se machucado e ela não podia simplesmente contar que o médico da equipe já estivesse disponível para tratar dela, por isso procura se conformar e enquanto esperava por sua vez, ia recapitulando mentalmente tudo o que envolvia a missão.

    Finalmente o exame é feito, mas infelizmente, quando ela reencontra a médica, fica sabendo do resultado e não pode deixar de resmungar inconformada quando ouve que tinha arranjado uma fratura:


    – Gesso?!! Mesmo??? Mas que droga, era tudo o que eu precisava!


    Quase se levanta, num ímpeto de ir embora dali antes que engessassem sua perna, mas chamar atenção indesejada para ela não era inteligente. Depois que a equipe se reunisse veria com o doutor se era possível resolverem aquilo de outro forma e se livrar do gesso o quanto antes.  Então ela ouve o comentário da doutora sobre a sorte no acidente e ia perguntar se outros deram entrada no hospital também, mas alguém entra na sala tirando a atenção de Hunter. Ela olha na direção do jovem e imediatamente reconhece aquele rosto. Era o irmão da hospedeira.

    Bem, pelo que via, teria seu primeiro desafio agora, afinal, uma coisa era saber dos relacionamentos de alguém, e outra bem diferente era “viver” esses relacionamentos de forma adequada. Ela se surpreende com o abraço sem jeito, afinal não estava acostumada aqueles tipos de intimidades, sua mãe era a única pessoa a quem se permitia esses tipos de carinhos, e vez por outra Guerra surpreendia-lhe com essas coisas descabidas, e agora era esse rapaz desconhecido para ela, mas querido para Izzy.

    Ela responde-lhe:


    – Hum... bem... de acordo com a doutora, nada que uns dias de gesso não resolvam. Não foi dessa que você se livrou de mim, hein?


    Força um sorriso amarelo para o “irmão”. Teria que aprender a conviver com ele. Então olha para a doutora e aproveita para fazer a pergunta:


    – De quantos dias estamos falando, doutora? Eu sou muito ativa, só de pensar de ter que ficar de molho já fico nervosa...


    E claro, não poderia se dar ao luxo de ficar de molho quando tinham que salvar o mundo.

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    Re: [ON GAME] Capítulo I: Adaptações

    Mensagem por Exalted em Seg 5 Jun 2017 - 9:00


    Garen caiu na cama e apagou, estava realmente precisando de um bom descanso, quando acordou com o barulho no andar de baixo, ficou apreensivo a princípio, podia ser qualquer um, e se ele não reconhecesse ou não se lembrasse? “Assumir a vida de alguém não é fácil, e são as coisas mais insignificantes que te entregam rapaz”, ele se lembrou de algo que Fitzsimmons tinha lhe dito, os detalhes, eram impossíveis de saber, então deveria observar as reações de seus interlocutores, assim seria um pouco mais fácil ver se estava fazendo algo errado.


    - Eu-eu, desculpe, eu acabei dormindo...


    Garen se lembrava dos dois, eram um pouco diferentes na foto do celular, mas eram mesmo Anne e John, ele passa a mão sobre as bandagens na cabeça demonstrando desconforto “na verdade, tive um imprevisto mais cedo e me esqueci completamente” ele espera a reação.
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    Re: [ON GAME] Capítulo I: Adaptações

    Mensagem por mimacarfer em Qui 8 Jun 2017 - 15:35

    ELLIOT LEWIS



    CHEVIOT HILLS, 14 DE SETEMBRO DE 2017 - 10:10 AM

    Aaron fica parado, aguardando que Elliot simplesmente saia do carro, sem coragem de olhá-lo novamente. Porém, ao contrário do que esperava, o rapaz parece se agitar com a situação e começa a lhe pedir desculpas, conseguindo chamar sua atenção ao dizer que não se lembrava do relacionamento deles.

    O jovem então olha para Elliot por alguns segundos e, ao perceber seus olhos cheios de lágrimas, sente vontade de abraçá-lo e dizer que vai ficar tudo bem, mas se contêm. Não aguentaria ser rejeitado novamente… Pelo menos não naquele momento.


    - Tudo bem, Elliot. Fique calmo, ok? Você passou por muita coisa hoje. Tem certeza que não seria melhor irmos no hospital para examinarem melhor sua cabeça? Isso pode ter sido mais sério do que a gente imagina...
     
     
    ISADORA MARTINEZ



    SOUTHERN CALIFORNIA HOSPITAL, 14 DE SETEMBRO DE 2017 - 11:15 AM

    Alonso fica feliz ao constatar que Izzy estava bem, principalmente quando a ouve dizer que ainda não seria dessa vez que ele se livraria dela:


    - Acredite, eu não tenho nenhuma pressa para que esse dia chegue.


    Ele a olha nos olhos por alguns segundos e enfim sorri, parecendo aliviado. Aparentemente, até o momento, Hunter estava se saindo bem em sua interpretação e a ideia de mudar o foco para a médica também não era ruim. Após a chegada de Alonso, Kate já havia se levantado e observava a cena atentamente. Ouviu sua pergunta até o fim e em seguida respondeu-lhe calmamente:


    - Bom, não foi uma fratura realmente grave, então acredito que, se você conseguir fazer repouso, em uma semana estará boa novamente. Agora, se ficar andando e colocando peso na contusão eu diria que uns 15 dias aproximadamente. Tudo vai depender de você!


    Nesse instante, o rapaz que estava colocando o gesso avisa que havia concluído seu trabalho, ao que a médica agradece rapidamente.


    - Bom, srta. Martinez. Acho que agora eu posso liberá-la. Vou preparar os documentos e volto em um segundo. No fim do corredor temos uma sala de espera. Acredito que vocês podem esperar lá.


    E sem demoras a médica sai da sala, deixando-a com seu novo “irmão” e todos os problemas que teria que resolver de agora em diante.
     
     
    PAUL RUGENBERG



    MAR VISTA, 14 DE SETEMBRO DE 2017 - 02:38 PM

    Anne ficou ali parada na porta com as mãos na cintura, observando o irmão. Parecia bastante brava com ele, porém, ao ouvi-lo falar que havia dormido e tivera um imprevisto, notando os curativos em sua cabeça, desarmou-se e foi até a cama onde ele estava, demonstrando certa preocupação.


    - O que aconteceu, Paul? Você está bem? O que houve com a sua cabeça?


    Nesse momento John entra no quarto correndo:


    - Tio Paul, você precisa ver o presente que a minha mãe me deu. É incrível!


    O garoto tinha nas mãos a caixa de um kit de ciências e estava sorridente. Na imagem, vários tubos de ensaio com líquidos coloridos chamavam a atenção de quem a olhasse. Anne por um momento sorriu e olhou-o com cumplicidade.


    - Acho que teremos um pequeno cientista na família… Mas agora querido, vá lá pra baixo brincar pois eu e seu tio precisamos conversar, ok? Depois você mostra para ele o seu presente.


    Ela passou a mão na cabeça do menino e esperou que ele se retirasse para então voltar-se novamente para o irmão:


    - Ok, pode ir me contando tudo agora mesmo.


    E sentando-se na cama, agora aparentemente bem mais calma do que quando chegara ali, ficou esperando Paul explicar-lhe o que havia acontecido e porque não havia aparecido no aeroporto para buscá-los como tinham combinado.
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    Re: [ON GAME] Capítulo I: Adaptações

    Mensagem por Exalted em Sab 10 Jun 2017 - 18:22


    Quando ele abriu a boca para explicar o que houve John entrou correndo, tirando sua atenção:

    - Oi campeão - ele se lembrou de algum filme que tinha visto - isso é muito legal, acha que podemos experimentar mais tarde? - ele questiona logo após Anne pedir ao menino para deixar o quarto.

    Garen lidava com crianças no ambulatório, ele não tinha muito jeito no começo, mas Valentina amava crianças, e pela convivência, Garen passou a gostar também, quando viu John, mesmo que este não fosse sequer conhecido, ele imediatamente gostou do garoto, como se fosse um daqueles ditados que sua mãe às vezes falava “seu santo bateu”.

    Garen explica para Anne o que aconteceu, omitindo detalhes e se mantendo em linhas gerais, ele realmente não se lembra de tudo, mas dizer mais do que o necessário pode colocá-lo em problemas também, então ele evita falar demais.

    - Vamos, vamos lá pra baixo, acho que um café cairia bem agora - ele diz sorrindo, e percebe que o sorriso é completamente natural, ele não tinha muitas pessoas em seu círculo próximo onde vivia, talvez essa fosse sua segunda chance de vida, o pensamento já havia cruzado sua mente antes, quando ainda estava em casa, mas agora era real, e ele queria que as coisas corressem bem.
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    Krystal Hunter | Izzy Martinez - Narração

    Mensagem por Brujah Girl em Dom 11 Jun 2017 - 11:03


    ”Uma semana de molho? Não sei se consigo... espero que o doc saiba como acelerar este processo de recuperação porque não vim aqui para passar férias...” – Resmungava Hunter mentalmente após a informação da doutora.

    Com o processo terminado a doutora segue para buscar algo antes de liberar a partida deles:


    – Obrigada, doutora.


    Enquanto aguardava com o “irmão”, Hunter pergunta:


    – Foi o pessoal do estúdio que te ligou? Como você ficou sabendo do acidente?


    Procurava “quebrar o gelo” que ela própria sentia, sabendo-se uma “impostora” no corpo de alguém que era querido para o jovem mas que tinha morrido naquela manhã. Era uma situação estranha. O que será que acontecia com a consciência do hospedeiro? Será que se perdia para sempre? Tecnicamente Hunter assumiu o corpo “antes da morte” da pessoa, desta forma, se o outro não havia morrido, o que seria exatamente aquilo? Uma “invasão de domicílio”? Ou será que a pessoa de alguma forma ainda permanecia naquele corpo mas adormecido? Teria ela lembranças de momentos vividos pela hospedeira em alguma altura? Ela coça a cabeça, um tanto quanto intrigada com aquela onda de questionamentos que chegavam.

    Engraçado, não tinha pensado em nada disso antes da missão. Devia ter feito mais perguntas antes de “voltar ao passado”, mas agora era tarde, só poderia conversar com isso com os membros de sua equipe assim que pudessem se encontrar. Será que o restante já havia chegado? Estariam todos bem ou ela tivera a sorte de ser a única “premiada” com uma fratura? Precisava confirmar sua chegada o quanto antes e saber dos outros.
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    Re: [ON GAME] Capítulo I: Adaptações

    Mensagem por Dwight Memphis em Qua 14 Jun 2017 - 14:10


    - Não, não precisa - respondo o garoto - estou bem, acho que só preciso de uma noite de descanso, amanhã conversamos e vemos o que vamos fazer.

    Coloco a mão em seu ombro e sorrio fracamente, após isso pego minha mochila e saio do carro seguindo em direção à casa sem olhar para trás. Aaron era atualmente um problema, mas é possível que ele se torne a solução, eu apenas precisaria tomar cuidado. Eu não poderia terminar com ele agora, antes de fazer mudanças na vida do host eu tenho que aprender sobre ele primeiro, pois pra mim o normal dele já é uma mudança.

    Subo as escadas e tento abrir a porta, que está trancada. Apalpo os bolsos e encontro algumas chaves presas em um chaveiro e depois de 4 tentativas finalmente encontro a chave que destranca a casa. Pergunto em voz alta se tem alguém em casa e, como não ouço resposta, aproveito pra explorar um pouco a casa.
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    Re: [ON GAME] Capítulo I: Adaptações

    Mensagem por mimacarfer em Sex 16 Jun 2017 - 22:40

    PAUL RUGENBERG



    MAR VISTA, 14 DE SETEMBRO DE 2017 - 02:47 PM

    Anne ouve atentamente o irmão contar sobre o acidente e o restante de seu dia no hospital e em casa, ficando aliviada por ele continuar vivo:


    - Você trabalha demais naquele hospital e aposto que isso ajudou na batida… Mas sim, vamos descer. Se eu te conheço bem, tenho certeza que você também não comeu nada até agora. Eu faço um café e preparo algo pra gente, e depois descubro o que aconteceu com o seu carro enquanto você descansa.


    A mulher retribui o sorriso e se levanta, seguindo rumo à escada que leva ao primeiro andar. Lá embaixo, segue diretamente para a cozinha e começa a mexer nos armários, aparentemente muito à vontade no local. Do outro lado, na sala de visita, John havia colocado o óculos de plástico e montado seu pequeno laboratório em uma mesa. Aparentemente o menino estava bastante concentrado em suas atividades, misturando um líquido amarelo com conta-gotas em um frasco de líquido esverdeado que começava a mudar vagarosamente de cor.
     
     
    ISADORA MARTINEZ



    SOUTHERN CALIFORNIA HOSPITAL, 14 DE SETEMBRO DE 2017 - 11:35 AM

    Após a saída da Dra. Hudson, Alonso conduz a irmã até a sala de espera no fim do corredor indicada pela médica e, após ser questionado sobre como ficara sabendo do acidente, começa a contar-lhe os detalhes:


    - Não, eu estava vendo televisão quando ouvi a notícia. Quando anunciaram que a explosão havia sido no set de filmagens do filme que você estava gravando, e que os feridos haviam sido enviados para esse hospital, eu nem pensei direito, entrei no carro e quando vi já estava aqui…


    O rapaz, aparentemente mais jovem que sua hospedeira, agora parecia mais calmo, porém era possível imaginar os minutos de terror que ele havia passado até chegar ao local, sem saber se encontraria sua irmã viva ou morta.


    - Acho que vou ligar para a Rafa e dizer que está tudo bem. Só um segundo… - disse, pegando o celular no bolso e afastando-se por alguns minutos.


    De longe Hunter pode vê-lo falar no pequeno aparelho, apoiando-se com uma das mãos na parede, porém não demora para que sua atenção seja direcionada para a volta da médica que lhe atendia.


    - Pronta, Sra. Martinez. Você está liberada. Já deixei um horário marcado para daqui a uma semana, assim podemos dar uma olhada na perna e, se tudo estiver certo, retirar o gesso, ok?


    A médica sorri novamente, enquanto Alonso volta a se aproximar dos dois. Agora, finalmente, a chegada de Hunter estava concluída. Era hora de começar a dar andamento em sua missão.
     
     
    ELLIOT LEWIS



    CHEVIOT HILLS, 14 DE SETEMBRO DE 2017 - 10:20 AM

    Aaron concorda com o namorado ao dizer que precisava de descanso e que amanhã conversariam novamente. Aparentemente aquele problema estava resolvido, pelo menos por enquanto. Após descer do carro com a mochila, Arthur ouve Aaron dar partida no carro e sair sem pressa do lugar, provavelmente aguardando que ele se aproxime da porta de entrada em segurança. A porta estava trancada, como era de se esperar, mas encontrar a chave não foi um grande problema. Após algumas tentativas, o jovem entra na casa, muito mais espaçosa do que ele estava acostumado na Zona Zero, afinal só a sala e a cozinha já eram, com certeza, muito maior do que toda a área do local onde vivia com Henry.

    O primeiro andar era composto por uma sala, uma cozinha, um escritório, um pequeno banheiro social e uma outra sala com um grande telão na parede. Além disso, em um corredor, uma escada subia para o andar superior onde se encontravam os quartos, enquanto outra descia para um andar térreo onde ficava uma sala de jogos, uma academia, uma lavanderia e uma garagem que parecia comportar quatro carros, embora duas vagas estivessem vazias no momento.

    No andar superior podiam ser encontrados quatro quartos. O primeiro era bastante sóbrio e estava claro que pertencia a um homem, provavelmente o pai de Elliot. O segundo, localizado bem em frente a sua porta era bastante neutro e, assim como o quarto ao seu lado, parecia um quarto de hóspedes. Todos eram tão espaçosos e luxuosos quanto os cômodos do primeiro andar, e não seria difícil adivinhar qual seria o de Elliot. Ao fim do corredor, próximo a um enorme banheiro e a uma varanda, uma porta semiaberta deixava à mostra o espaço de um adolescente que provavelmente saíra apressado naquela manhã.

    O sol batia forte na janela, de onde vinha uma voz masculina que cantarolava algo em outra língua. A cama ainda não havia sido arrumada e, não muito longe dali, alguns cadernos e um notebook se encontravam em uma cômoda, provavelmente tendo sido esquecidos ali durante a correria do jovem para ir à aula.
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    Re: [ON GAME] Capítulo I: Adaptações

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      Data/hora atual: Ter 22 Ago 2017 - 23:25