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    [Prólogo] - Dimitri Berzukov

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    Rosenrot
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    [Prólogo] - Dimitri Berzukov

    Mensagem por Rosenrot em Sex Maio 26, 2017 1:20 pm

    Dream
    Send me a sign
    Turn back the clock
    Give me some time
    I need to break out
    And make a new name
    Let's open our eyes
    To the brand new day
    It's a brand new day

    Brand New Day – Ryan Star






    As terras na Irlanda que pertenciam a família já não era mais tão grandiosas como antigamente. Com o passar dos anos, as expansões e movimentações políticas e sociais tanto na Nação Garou quanto na sociedade humana haviam mudado muito do que se sabia sobre a Irlanda, até então. Fora dos limites da Irlanda do Norte, a presença dos Presas era menor, já que boa parte do território Irlandês pertencia aos seus velhos camaradas Fiannas – e acordos feitos muito antes dessa geração nascer garantia que permanecesse assim -, havia também os territórios Fenris ao norte, próximos a Irlanda do Norte, mas dentro do território Irlandês e esses apesar de bons aliados em épocas de guerras ou crises, não eram fáceis de lidar. Em geral a maioria preferia deixar os Crias de Fenris onde estavam e em paz, pois bastava uma fagulha para transformar o desejo por batalhes deles em fogo.

    Mas a família ainda tinha uma confortável posição política e financeira, assim como contatos interessantes e aliados úteis. E isso era algo bom e agradável, mantendo-os em posições importantes. Aquela manhã era outra manhã qualquer, enquanto ele e seu tio haviam acabado de tomar o café da manhã e sentavam-se na varanda da grande propriedade em que viviam para conversar a respeito de coisas simplicistas e mais amenas.

    - As negociações com os O’Shea tem avançado. – Disse o homem para Dimitri, enquanto tragava o fumo do charuto em suas mãos. - Acredito que conseguiremos oficializar uma possível união entre você e uma das filhas dele. – Completou.

    Aquele, Dimitri sabia, era um passo importante para a família e para os planos futuros dos quais não relevavam a ninguém de fora, os O’Shea estavam na Irlanda a mais tempo do que podia se esperar e tinham prestígio não só na Tribo, como também na sociedade humana, excluindo algumas más condutas do filho mais velho, Aeron, os O’Shea gozavam de algum privilegio e status que seria importante para sua causa. A matriarca da família O’Shea tinha caído há alguns anos, era uma Garou poderosa, influente e respeitada, deixando marido, um filho e duas filhas, uma delas Dimitri sabia já ter sido prometida, a outra, porém…

    Mas Gerard parecia disposto a levar a conversa para outro lado da questão. - Fiquei sabendo que o menino dos O’Shea andou metendo o focinho nos territórios dos Lobos do Norte – e aqui ele fazia clara referência aos Crias de Fenris – deu um trago no cachimbo. - É bom nos prepararmos, porque sabemos bem que eles não gostam desse tipo de coisa e que essa aliança que temos com eles é frágil. Haverá uma assembleia em alguns dias, para que os novos filhotes sejam apresentados ao Ritual de Passagem e uma matilha nova será formada, Dimitri. Entende onde quero chegar?
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    Re: [Prólogo] - Dimitri Berzukov

    Mensagem por Kether em Sex Maio 26, 2017 3:03 pm

    Dimitri olhava o tio, mestre e pai, desde que seus pais morreram a alguns anos. Ficava feliz em saber que haviam planos para ele, planos bastante importante.

    - Tio, acredito que se as negociações com os O'Shea seguirem de maneira positiva, poderemos realinhar este problema no norte, e fortalecer e será uma forma de prestigiar os Berzukov, sem ofender os O'Shea. 

    Dimitri tinha aprendido que todos na sociedade garou eram importantes até mesmo a tribo beta, sem eles por perto poderíamos baixar a guarda era o que pensava. Mas de todos os Fenrir eram os mais perigosos dos aliados. "É como sentar ao lado de um barril de pólvora", sempre tinha este pensamento quando via um Fenrir.

    - Quanto a nova matilha, acha que me ligarão a estes filhotes? Seria muito bom estar em grupo e poder mostrar uma nova forma de liderar, digo - Dimitri havia falado demais o que pensava e tentava corrigir - Tratar os problemas com outra abordagem.

    Dimitri se esticou na poltrona que estava sentado.

    - O que acha que acontecerá na assembléia tio? Será que o vovô irá?
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    Re: [Prólogo] - Dimitri Berzukov

    Mensagem por Rosenrot em Sex Maio 26, 2017 10:04 pm

    O velho homem ficou em silêncio, enquanto o Dimitri falava suas coisas. Ele arqueou muito leve as sobrancelhas ao ouvi-lo falar sobre a possibilidade de uma nova matilha, mas não expressou opinião alguma. Dimitri era novo e tinha muita coisa a aprender ainda. Aquela era uma delas.

    - Não sei. – Ele disse. - Isso não é escolha de ninguém além dos próprios interessados em formar uma matilha. Você não faz parte de nenhuma até o momento e talvez se atrelar a uma local seja uma boa oportunidade. Infelizmente não tenho informações sobre muita coisa a esse respeito.

    Ele tragou o cachimbo uma vez mais, observando a paisagem em silêncio por um instante. Os tempos estavam mudando, achava ele. Bastava descobrir se isso era bom ou ruim.

    - A assembleia é da Seita local, não acredito que ninguém de fora virá, talvez A-Dama-da-Guerra, já que seus Lobos do Norte estão por essas terras, mas é só um palpite.

    Dimitri já tinha ouvido aquele nome algumas vezes, A-Dama-da-Guerra era uma Anciã Ahroun, que havia tomado – às vezes a força – muitos Caerns na Alemanha de volta para os Crias de Fenris, graças a ela, os Presas e Senhores das Sombras perderam muitos territórios dos quais antigamente haviam tomado dos Crias. Ela liderava uma das maiores Seitas da Alemanha e era constantemente considerada conselheira em Seitas menores no país, assim como também nos Caerns ao norte da Irlanda que pertenciam aos Fenris.

    Era uma aliada poderosíssima e uma inimiga feroz, os Presas de Prata pisavam em ovos quando se tratava de lidar com ela.

    - Mas será bom você ir, poderá conhecer melhor os lideres dos Caerns, conhecer um pouco mais da Seita.
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    Re: [Prólogo] - Dimitri Berzukov

    Mensagem por Kether em Sex Maio 26, 2017 11:23 pm

    Dimitri se surpreendeu com a possibilidade de uma garou lendária na assembléia.

    - Nossa, A-Dama-da-Guerra! Vai ser muito interessante se ela realmente vier.

    Dimitri para por um instante, analisando de maneira macro o que ocorria. Então ele volta a olhar para o tio com o olhar preocupado.

    - O que o garoto O'Shea fez? Realmente tio, o senhor é um membro influente e deve saber disso. Eu temo que a vinda da anciã Fenrir, pode ter algo com isso. E pode repercutir gravemente na nossa tribo.
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    Re: [Prólogo] - Dimitri Berzukov

    Mensagem por Rosenrot em Sab Maio 27, 2017 11:05 am

    - Não sei se interessante seria a palavra que eu usaria ao ver Becker Bäumler aqui. Apesar de ser uma Ahroun e uma Cria de Fenris, Becker é astuta, Dimitri, é uma raposa velha e observadora. Há de se ter cuidado redobrado ao lidar com ela, não apenas pelo posto que ocupa ou pela importância que tem, mas por quem ela definitivamente é, seu nome Tribal não poderia ser mais claro ao seu respeito, A-Dama-da-Guerra é realmente uma Dama da Guerra, e ela sabe lutar muitos tipos de batalha. - Ele se pausou, pensativo a respeito do que tudo aquilo significava.

    - Pelo que ouvi falar... - Começou o velho. - Ele achou uma boa ideia correr próximo as fronteiras do norte para ficar espiando as meninas Fenris, tenho que admitir, aqueles bastardos fazem umas mulheres bonitas... Mas é aquela coisa. São como Lobos de guarda com seus Parentes. E assustar um Parente Fenris não é um bom negocio, Dimitri, apesar de serem Parentes, os Crias de Fenris não deixam barato quando se trata deles. Você precisa ter cautela ao lidar com os Parentes deles, porque pode acabar irritando alguém muito maior que você. Acho que Aeron aprendeu isso do modo mais difícil.

    Suspirou, pensativo. - De qualquer forma, devemos focar nossos esforços nesse possível casamento e em uma manutenção entre os Crias de Fenris, talvez fosse interessante você se encontrar com a matilha deles responsável pela vigia das fronteiras, tentar por panos quentes sobre o assunto de Aeron.
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    Re: [Prólogo] - Dimitri Berzukov

    Mensagem por Kether em Sab Maio 27, 2017 5:50 pm

    Dimitri assentiu com  a cabeça.

    - Sim, concordo o o senhor tio. 

    Dimitri parou reflexivo por alguns instantes como se buscasse uma saída para o problema criado pelo garoto O'Shea.

    - Tio, eu aceito e vou até os Crias, para apaziguar as coisas. Mas é claro que eles irão me pedir uma garantia do que quer que eu faça de acordo. E ainda sou um Cliath, não tenho autoridade real. Posso seguir como um mensageiro dos nossos líderes. E acredito que se o senhor me trouxe essa possível tarefa, os senhor tem alguma mensagem deles? 

    Dimitri se levanta, bebe um copo do suco que ainda pousava na mesa.

    - Tio, obrigado. Apesar de eu ter o sangue da guerra correndo nas minhas veias, te-lo como meu mentor, me ensinou a ser como um falcão. Um caçador sábio, que escolhe as lutas corretas a serem baralhadas. 

    Ele estica a mão para o tio para cumprimenta-lo. 

    - Quando parto?
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    Re: [Prólogo] - Dimitri Berzukov

    Mensagem por Rosenrot em Dom Maio 28, 2017 2:51 pm

    O velho apagou o cachimbo, e deu-se um momento breve em silêncio, enquanto observava e ouvia. Era o que fazia na maior parte do tempo, ultimamente, enquanto precisavam traçar planos e estratégias para as coisas que pretendia levar a frente.

    - Não será inteligente abordar isso diretamente, Dimitri. - Falou, num tom calmo, mas mais autoritário. - O problema é dos O'Shea se intervirmos diretamente... Isso pode não ser visto com bons olhos. Seja sutil ao lidar com o problema junto aos Crias. - Aconselhou, ao recostar-se a cadeira.

    - Quando achar que estiver pronto, Dimitri.
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    Re: [Prólogo] - Dimitri Berzukov

    Mensagem por Kether em Dom Maio 28, 2017 4:34 pm

    Dimitri balançou  cabeça de um lado para o outro, era uma forma que usava para aliviar a tensão quando competia na natação.

    - Está certo... Apagar um possível incêndio de maneira extra oficial. Depois deste problema, tem alguém que eu possa procurar no território dos Crias que não vai querer arrancar minha cabeça dos ombros? É só me mandar uma mensagem vou pregar uma mochila com algumas roupas e a carteira, talvez eu tenha que passar um tempo por lá para resolver isso.


    Dimitri ficou decepcionado por não ter conhecimento dos planos do tio, mas ele era ainda um garoto, e não o alpha da família por isso tinha de provar muita coisa ainda.


    Ele deu mais uma olhada para o tio aguardando alguma resposta e saiu em direção ao seu quarto, para pegar as coisas e chamar um Uber para ir até o território dos crias. 
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    Re: [Prólogo] - Dimitri Berzukov

    Mensagem por Rosenrot em Seg Maio 29, 2017 7:28 pm

    - Só não me engano, ainda é a menina Mayla responsável pelas vigias por lá. Uma das muitas filhas de Becker, acredito que ela seja a mais indicada com quem se falar a respeito. - Informou o velho tio, dando uma olhada breve no Cliath.

    Por si só, não tinha certeza se aquela era realmente uma boa ideia, mas talvez fosse proveitoso tanto para Dimitri quanto para sua aproximação da família O'Shea que aquele passo fosse dado. O homem não tinha muito mais o que falar a respeito e deixou o jovem partir.

    [...]







    Os Fenris, mais do que a maioria de todas as outras Tribos talvez, gostavam muito do rural, daqueles ambientes bucólicos de mata e vida selvagem. E nesses termos, eram talvez os mais ferozes defensores dessas tradições, abominavam as cidades grandes em sua maioria, apesar de terem aprendido a conviver com elas.

    E ali, ao norte da Irlanda, não era muito diferente. Enquanto Dimitri avançava com o carro pelas estradas que iam deixando a cidade, que iam deixando de ser asfalto para se tornarem lamacentas e aos poucos iam deixando de ser estradas para se tornarem caminhos cada vez menores, trilhas e pequenos trechos - em determinado momento teve que abandonar o carro - e um pouco mais à frente, teve que pedir passagem aos Crias, para avançar em seu território.

    Como sei tio havia dito, quem foi recepcioná-lo às fronteiras do Caern dos Crias de Fenris foi a jovem Mayla, ela era uma jovem alta (cerca de 1.75 de altura) de cabelos claros e longos. Tinha braços bem desenvolvidos para uma mulher e um corpo pouco tradicional para 'moças', tinha o porte de uma lutadora, para ser mais exato.

    Sua forma lupina era característica dos Crias: um cinza claro, de mandíbulas grandes e torso robusto. Mayla guiou Dimitri - em forma lupina - até mais próximo das áreas comuns do Caern, onde era possível ver algumas casas que rodeavam as terras, onde pareciam sítios e pequenas fazendas. Ele sabia, porém, que o caern em si ficava bem mais à frente, mais a fundo na floresta. E sabia também que Mayla não o levaria lá.

    Os Fenris tinham a fama de bons anfitriões, desde que você seguisse suas regras. Mayla voltou a forma humana, usava roupas simples: uma calça jeans meio velha e uma blusa mais larga que ela, que provavelmente pertencia a um homem. Tinha cabelos trançados às costas. Não parecia portar arma alguma, mas bom, tanto ela quanto Dimitri sabia que podiam levar armas de muitas outras formas.

    Ali, numa área ainda muito rural, mas mais habitável, a jovem Cria - ela era uma Fostern - conduziu Dimitri pelas pequenas trilhas que davam a uma clareira.

    - Muito raro ver um de vocês por aqui. - Disse Mayla "Grande-Caçadora-Cinza", ela se sentou no chão e olhou para a copa das árvores. - Vocês precisam de alguma coisa?- E como todo Cria, direto ao ponto.

    MAYLA:
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    Re: [Prólogo] - Dimitri Berzukov

    Mensagem por Kether em Seg Maio 29, 2017 8:13 pm

    Dimitri seguiu silencioso por todo o percurso apenas curtindo a paisagem. Como era verde, como era diferente de sua terra natal.

    - Como é lindo isso! - disse em Russo devido a empolgação.

    Chegando no seu destino, Dimitri agradeceu ao motorista e caminhou o restante do caminho até encontrar Mayla. Ele se surpreendeu com a jovem, robusta como uma lutadora mas com feições humanas lindas. 

    "Pena que é errado..." - pensou ao ver os olhos e a beleza selvagem na moça.

    Dimitri afastou aqueles pensamentos, não estava ali para isso, sem contar que ela não era de sua tribo e haviam outros problemas a serem tratados.

    Assim ela parou e se sentou, Dimitri soube que este era o limite para ele, e com certeza o local era todo favorável a Cria. Quando ela foi direto ao ponto foi extremamente favorável o presságio. Dimitri sorriu amigavelmente e se sentou a frente de Mayla. Ele deveria ser direto, afinal esse era o jeito dos Crias.

    - Sim, acredito que seja raro sim, ainda mais depois do problema ocorrido. E é exatamente por isso que estou aqui. Sei que não sou um dos lideres de minha tribo, sou apenas um Cliath. Mas estou aqui para tentar selar a paz entre nós.

    Dimitri olhou para o céu azul e sem nuvens, deixou os ombros caírem

    - Historicamente os presas e os crias sempre foram fortes aliados, e é isso que busco Grande-Caçadora-Cinza, busco trazer de volta a união das tribos. Os sinais estão todos aí. Precisamos ser uma matilha só. Então eu lhe pergunto, houve alguma ofensa grave que quebre a aliança histórica entre nossas tribos? E o que posso fazer para corrigir esta ofensa?
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    Re: [Prólogo] - Dimitri Berzukov

    Mensagem por Rosenrot em Ter Maio 30, 2017 10:24 am

    Gerard tinha dito e talvez não estivesse errado afinal de contas aqueles bastardos faziam mulheres bonitas e mais que bonitas, mulheres fortes, os Crias não eram uma Tribo tolerante e viver entre eles não era fácil. Mayla o encarava com curiosidade enquanto Dimitri ainda pensava a respeito das coisas que o haviam levado ali.

    Quando ele finalmente começou a falar, Mayla lhe direcionou mais atenção e ergueu muito sutilmente as sobrancelhas diante das palavras do jovem Dimitri.

    - Isso foi há muito tempo. – Comentou a jovem Cria, sobre a lealdade de sua Tribo a Tribo do Garou a sua frente. E não era um fato desconhecido, afinal de contas. Após todos os problemas que a Tribo Prata tinha enfrentado durante os anos, que tanto os Crias quanto outras Tribos tinham deixado de ‘segui-los’. Os Crias seguiriam um líder que se mostrasse forte, e há alguns anos não julgavam os Prata tão dignos assim de serem seguidos.

    Mas ela deixou que ele falasse, pois aquilo foi mais um pensamento isolado do que uma constatação da realidade, ela riu de leve ao ouvir a palavra ‘paz’, não achava mesmo que esse termo existia, principalmente dentro da sua Tribo. Mas de imediato, a jovem compreendeu sobre o que aquilo se tratava. Mayla riu, uma gargalhada alta e divertida.

    - Então os Bettencourt mandaram você? – Ela questionou, se levantando de súbito parecendo ser tomada por uma alegria súbita. - Eu deixei uma cabeça de cervo essa manhã na mesa do café deles. Pelo Pai Lobo, as caras foram de matar. Tive que segurar para não rir. Peguei o garoto Aeron próximo demais das nossas terras e sem ter pedido passagem. Estavam assustando nossas Parentes, fazendo piadinhas e… Cortejos. – Agora ela voltava a ficar séria, pois a lembrança da situação lhe deixava irritada.

    - Você não tem com o que se preocupar. Se nós o pegarmos aqui de novo, eu vou matá-lo. Simples assim, Garras-de-Falcão. Mas... – Ela falou, olhando para ele de novo. - Acho que meus Parentes apreciariam um pedido formal de desculpas do indivíduo.
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    Re: [Prólogo] - Dimitri Berzukov

    Mensagem por Kether em Ter Maio 30, 2017 11:11 am

    Aquilo que ela pedira era justo, mas seria quase impossível. Quando um nobre se curvaria para um cão de guarda. Ele sabia que esta seria a resposta. Se ele fosse um presa como o seu tio, um Phillodox talvez ele pensando no melhor da matilha, teríamos alguma chance pois ele era sábio. Mas Dimitri era um guerreiro e como tal, seria até mais fácil se ela tivesse lhe exigido uma proeza física.

    - Não fui enviado pelos Bittencur - seu sotaque russo não permitia que algumas vezes pronunciasse corretamente algumas palavras. - Sou um Berzukov, e venho em nome de minha família, que desde os 13 lobos originais, sempre pensou no bem de Gaia e da matilha. Sempre!

    Dimitri se sentiu um pouco ofendido, quando ouviu que ele poderia ser um cãozinho de recados. Então ele para por alguns segundos respira retornando ao seu estado natural.

    - Me desculpe, o que venho fazer aqui hoje não apenas para o bem de uma família mas de todas as famílias de nossas tribos. Sua grande tribo Grande-Caçadora-Cinza é sem dúvidas uma tribo poderosa foi por Gaia e por Fenrir condecorada como a tribo que iria testar a força de todas as demais. Mas não é apenas nosso sangue que é a força dos Pratas. É primeiramente nossa capacidade de lutar e também a liderança, que nos permite manter a visão durante as horas mais difíceis e tomar decisões para manter-nos unidos como um único povo independente do custo a ser pago. Sei que muitos dos meus irmãos se distanciam de nossa missão. Mas eu não. Eu busco a justiça, o cumprimento da Litania. E o jovem dos Bittencur feriu a Litania ele deve ser punido.

    Dimitri se aproxima, com movimentos lentos, afinal a jovem Cria poderia interpretar sua atitude como ofensiva e isso seria uma atitude que poderia ser vista como desrespeito ao território dela. Então ele olha diretamente nos olhos da Cria.

    - Irei levar a sua proposta de um pedido formal de desculpas aos meus irmãos prateados, é o justo a ser feito. Agora matar outro garou também será. Temos um inimigo em comum, a Wyrm. Então devemos pensar em combatê-la, e não nos matar. O que isso iria ser útil para a Gaia? Sim ele merece ser punido pelo crime dele, mas não devemos decretar uma guerra entre nós.

    Dimitri observa as reações da jovem e finaliza.

    - Como eu disse antes, busco reatar a aliança entre nossas tribos. E se possível ter uma convivência amistosa contigo até que me conheça melhor e possa chamá-la de amiga?

    Dimitri falava com sinceridade em suas palavras.
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    Re: [Prólogo] - Dimitri Berzukov

    Mensagem por Rosenrot em Ter Maio 30, 2017 12:30 pm

    Mayla estava ouvido, porque era seu dever ouvir, como uma Philodox, como uma Fostern era seu dever ouvir o que o jovem Presa tinha a dizer. Ele tinha sido educado – pedido passagem – respeitado seus territórios. Ele estava, até agora, na margem entre bem-vindo e sai-fora-da-porra-da-minha-terra, como todo e qualquer um que viesse a um território Fenrir. Ela continuava sentada, os olhos no jovem Cliath, ouvindo e ouvindo…

    Mas Mayla se levantou – e inferno, ela se levantou rápido – ela se levantou porque quando você é um Cria de Fenris e quando um Ahroun se aproxima de você subitamente você se levanta, era muito mais instintivo do que qualquer outra coisa. Ela franziu o cenho, os punhos fechado-se brevemente.

    – Capacidade de liderar? – Cuspiu a jovem, com um tom de fúria reprimida e frustrada. - Vocês mal conseguem se manterem firmes em sua própria Tribo. Caindo aos pedaços com seus próprios joguetes por poder e status. Nós não seguimos os fracos, Garras-de-Falcão, nós nunca seguiremos um líder fraco e é isso que vocês se tornaram. Não temos motivos nenhum para segui-los uma vez mais.

    Ela lhe apontou o dedo, dando um passo em sua direção. Tinha ficado mais altiva, sua expressão corporal mais ameaçadora. - Você não vem na minha casa, dizer na minha cara o que eu devo ou não fazer, como eu devo ou não fazer. Nós não somos seus vassalos. Somo Guerreiros e agiremos como tal. Seus atos e os atos dos seus iguais dizem mais para nós do que sua coroa e seu sangue. Não vamos tolerar esses tipos de abusos. - Era possível sentir a Fúria fluindo em Mayla e como a jovem lutava para controlá-la, para pô-la em cheque. Ela tinha o olhar frio, o olhar de um caçador.

    Era claro como as palavras de Dimitri tinham sido ou talvez mal expressadas ou mal interpretadas.

    – Se aquele infeliz não se desculpar com meus Parentes e meus Anciões, se eu o farejar próximo das nossas fronteiras eu vou caçá-lo, e eu vou pegá-lo e matá-lo e vou pendurar a cabeça dele na mais alta estaca como exemplo e vou usar seu couro como um troféu. Porque essa é minha terra e aquele é meu povo e nós não precisamos de Rei algum dizendo como devemos viver, porque conhecemos a Litania e sabemos muito bem como executá-la.

    E dessa vez foi ela quem se moveu, começando a andar. - A guerra já está aqui há muito tempo. Mas não me admira que sua Tribo não tenha notado. – Passou por Dimitri, lhe dando as costas por um instante, mas ela se virou e abriu os braços. - É um pedido bastante simples. Aeron se desculpa com aqueles que ofendeu e nós bebemos em torno de uma fogueira. – Então ela se curvou de maneira jocosa.

    – Talvez seus “reis” devessem aprender uma coisa ou outra com nossos Järls. Qualquer homem que precisa dizer “eu sou o rei”, não é um verdadeiro rei. Tenha um agradável dia… Vossa alteza. – E lhe deu as costas de novo. Ela tinha ficado irritada, Dimitri sabia disso e talvez por pouco tenha escapado de um Frenesi de um Cria de Fenris.

    As coisas não tinham ido bem. Nada, nada bem.
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    Re: [Prólogo] - Dimitri Berzukov

    Mensagem por Kether em Ter Maio 30, 2017 3:04 pm

    Dimitri se levanta, ele não podia deixar tudo piorar. Esta era a hora onde ele deveria ser o que nasceu para ser, um líder.

    - Guerreira! - ele falou com firmeza mas sem agressividade. - Vim como um amigo e não como um ladino. Honrei tua casa e tua família. Não lhe faltei com o respeito em nenhum momento. Demonstrei as qualidades e exaltei a força de sua tribo e você me retribui com este tom! Venho honrar a memória dos nossos antepassados e firmar uma aliança e você diz que lhe tratei como uma vassala!

    Dimitri limpa as roupas sem desviar o olhar daquela fêmea, mais pelo instinto de guerreiro do que por outro motivo.

    - E qualquer um pode se dar o título de Jarl, um bom líder não precisa de titulo. Precisa ser forte, valoroso e acima de tudo sábio! Seja ele um guerreiro como eu ou uma juíza como você. Pense Guerreira e verá que estou certo.

    Ele olha para ela, sua respiração está acelerada. A qualquer momento aquilo poderia sair do controle, era arriscado o que ele fizera e continuava a fazer. Mas era a única coisa que poderia fazer, não poderia sair dali com o rabo entre as pernas, mesmo que isso lhe levasse para uma luta com aquela veterana.

    - Não vim aqui para combate, nem para desrespeitar nenhum valor sagrado de vocês. Se fosse um de vocês que tivesse feito algo com minha família eu também reagiria assim. Ninguém melhor que um presa de prata para entender o valor que vocês dão aos seus parentes.

    Dimitri tentava contornar a situação novamente.

    - Como eu disse. Levarei a sua exigência para meus anciões. Mas assim como um floco de neve é diferente do outro, um presa de prata também o é. Não julgue a todos pelos feitos de um. E reafirmo o meu desejo. Com o tempo irá me conhecer e verá que meu entendimento de nobreza está estreitamente ligado a honra e respeito.

    Dimitri faz uma mesura formal quando se despede de um igual e diz, primeiro em russo:

    - Pust' khoroshiye dukhi dlya rukovodstva, velichestvennost'! Na minha terra isso significa, Que os bons espíritos a guie, majestade.

    Ele fica a observando, esperando que ela gesticule informando que ele pode partir em paz, ou não.
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    Re: [Prólogo] - Dimitri Berzukov

    Mensagem por Rosenrot em Ter Maio 30, 2017 5:57 pm

    Mayla se virou para ouvi-lo. Estava furiosa, ah pelo grande Fenris, ela estava furiosa. Mas ela se virou para ouvi-lo, até mesmo porque era o que se deveria fazer os Philodox, você escuta, pondera e chega a uma decisão. Então ela ia ouvi-lo…

    Mas Mayla parou de ouvi-lo no instante em que as palavras deixaram a boca de Dimitri. No momento em que ele lhe disse que qualquer um poderia ser um Järl. Que qualquer um poderia chegar e reivindicar esse posto para si, e insinuar assim consequentemente que os Crias de Fenris poderiam ser liderados por qualquer um. Foi mais ou menos onde Mayla tinha parado de escutar.

    A Fúria subiu como um caçador faminto, tentando devorar tudo ao seu redor, a Fúria veio, porque eram eles criaturas de Fúria. Mas Mayla a engoliu como um bolo mal mastigado e seus olhos frios voltaram-se para Dimitri, olhos de um Juiz, ela limpou a garganta de maneira audível, como um professor buscando chamar a atenção de um aluno mal comportado. Mayla tinha os punhos fechados com tanta força que suas unhas estavam entrando na pele e causando feridas, sangue escorria dos dedos da Philodox.

    Ela deu um passo à frente e ela era assustadora a sua maneira – um juiz era assustador – e Mayla não tirava os olhos dos olhos de Dimitri, seu posto lhe garantia certa vantagem naquele olho a olho, era mais fácil para ela manter o contato do que para ele.

    – Então você acha… – Ela começou, e sua voz tinha mudado, porque ela não estava mais furiosa, ah não, ela estava muito mais que furiosa, talvez fosse um verdadeiro milagre que ainda não tivesse sucumbido ao Frenesi. - Que qualquer um pode vir aqui e nos dizer ‘sou seu líder, me sigam’. Que qualquer um pode comandar nossas Seitas. Que Becker “A-Dama-da-Guerra-rhya” é qualquer uma. Que Magnus “Ossos-de-Sal-rhya” é qualquer um. Que muitos e muitos outros lideres que conquistaram com seus esforços, sangue, suor e força as lideranças de suas Seitas, a fidelidade de seus irmãos são… Qualquer um.

    Ela fez uma pausa, como se a palavra tivesse pesado na língua, era algo difícil de conceber, era uma ofensa gravíssima aos seus Anciões, a língua passou pelos lábios, como se tentasse sentir o gosto de alguma coisa: e os lábios sangravam, porque ela os tinha apertado tão forte com os dentes que os rasgara. – Não se apaga um fogo com gasolina, Garras-do-Falcão. Se vocês seguem qualquer líder, se coroam qualquer rei, não é problema nosso, mas não espere que sigamos qualquer um cegamente como ovelhas. E eu estou usando toda a força que o Grande Lobo me proveu para não pegar minha Klaive e enfiar ela na sua garganta. Porque a partir do momento em que eu o fizer, toda minha razão será perdida e eu não abrirei mão dela. Há mais de uma forma de força, Garras-do-Falcão e entre os Crias aprendemos todas elas.

    Mayla deu um passo para o lado, indicando que ele estava livre para ir. - Meus lideres serão informados a respeito das suas opiniões e da sua visita. Agora parta, você não é mais bem vindo aqui.

    Off:
    Mayla fez uso do Rosnado do Juiz, dom de Philodox, teve 2 sucessos nessa rolagem, favor interpretar os efeitos do dom.

    Um sucesso garante que o Philodox tenha mais dois dados na parada para ações defensivas como esquivar, bloquear ou aparar um golpe, o inimigo por sua vez tem medo e insegurança ao lidar com o Garou. Três sucessos garantem mais um dado na parada de dados do Philodox para o mesmo propósito, e retira um dado da parada de dados de ataque do adversário.
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    Re: [Prólogo] - Dimitri Berzukov

    Mensagem por Kether em Ter Maio 30, 2017 8:10 pm

    Dimitri pela primeira vez sentiu medo por sua vida. Mas ele era um presa de prata! Como deixar que ela ofendesse seus Reis! A Cria de Fenrir pareceu ser mais aterradora que antes, seria essa a face da fúria que tanto se fala? Ele deixa os ombros cairem e assume uma postura mais defensiva, mais instintivamente do que por vontade.

    - Er...[/color] - ele ia retrucar, mas não conseguia falar com a mesma facilidade, ele respira e balança a cabeça negativamente e balbucia. - Não adianta. Es-es-espero q-q-q-que saiba o que faz.

    Dimitri dá as costas e vai saindo, sua raiva crescia enquanto o medo que aquela maldita havia imposto nele baixava. Quando já se encontrava distante e a coragem retornava ele consegue desabafar.

    - Idiota! Você insulta minha tribo e vem em toda a sua babaca postura dizer que EU estou errado! Grande filodox idiota! Burra! Entende apenas o que quer! Usar seu fetiche contra um Filho de Gaia, típico de um covarde ou de um idiota. Se eu quisesse realmente você não teria chances contra minhas garras e presas.

    Ele respira para por um momento e olha para trás onde haviam apenas árvores.

    - Como pode ser tão cega? É realmente como dizem, são mais como os lobos desprovidos de intelecto somente guiados pelos instintos. A tribo beta vai manipulá-los com extrema facilidade assim que nós desistirmos de vocês.

    Dimitri segue com o celular na mão a procura de sinal, mas quando encontra ele desiste, iria caminhar por um tempo. Queria abaixar a fúria, era capaz de caso encontrasse alguém arrancar-lhe a cabeça dos ombros.

    off:

    O Dimitri nunca iria deixar o insulto dela para com os Presas de Prata, ela escarniou todos os Reis dos Presas, se eles tem seus líderes nós temos os nossos. Eu iria queimar força de vontade e fúria para aumentar minha coragem e falar, mas o Dimitri apesar de ser um guerreiro, não veio para lutar com ela, por isso ele vai embora.


    Off do Narrador:
    Kether, eu alterei a cor que você usou pois essas mais escuras não consigo ler. Tente não usar esses tons que ficam difíceis de ler em fundo escuro porque tenho um probleminha de visão e fica meio foda conseguir enxergar @_@

    E como eu disse lá no chat, mais cedo: Você tirou falha critica ao lidar com ela, e depois da falha ainda conseguiu irritá-la mais, então as consequências dessa falha vieram. Agora é lidar com o problema que foi criado da melhor maneira possível, mas werewolf é isso aí. Tiro, porrada e bomba o tempo todo Razz
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    Re: [Prólogo] - Dimitri Berzukov

    Mensagem por Rosenrot em Qua Maio 31, 2017 2:07 pm

    As coisas tinham saído terrivelmente do controle e agora, o que antes era um pequeno problema em mãos de apenas uma família, tinha se tornado um grande problema e agravado a situação inicial. Haviam muitas possibilidades ao que se pensar a respeito, mas uma delas era fato: nenhum dos dois haviam saído dali contentes e as consequências do que aconteceu naquele momento estariam próximas, Dimitri tinha conhecimento da Assembleia se aproximava e conhecimento de que esse tipo de coisa se resolvia de duas formas.

    O carro lhe esperava no mesmo lugar que o tinha deixado e Dimitri não foi incomodado em momento algum, enquanto saia dos territórios dos Crias: pode ver alguns lobos aqui e ali, mas sabia que eram os vigias tomando conta das fronteiras. A sensação de seus erros ainda pesavam em seus ombros, tinha consciência de que tinha lidado errado com a situação (falha critica).

    O carro o levou de volta para casa e para suas terras e lá ele deveria decidir o que fazer – contar ou não o ocorrido para seu tio – o dia passou, e os outros também.

    Houve silêncio nos dias seguintes, os Crias de Fenris não se manifestaram de nenhum modo, nenhum mesmo e isso talvez fosse mais assustador do que vê-los às suas fronteiras prontos para a guerra. Haviam rumores de que os Crias de Fenris estariam fazendo movimentações políticas nos Estados Unidos, conseguindo tomar Seitas e Caerns de formas que antes, eles não o faziam e o silêncio dos Crias ali, na Irlanda, depois do que aconteceu era preocupante, no mínimo, inusitado.

    […]

    O dia da assembleia finalmente tinha chego, numa manhã com um sol tímido, mas presente, até aquele dia, não houve nenhuma manifestação em relação aos Lobos do Norte, durante aqueles poucos dias, seu tio lhe informara que as conversas com os O’Shea estavam evoluindo e que Dimitri teria um encontro com a possível noiva no dia após a assembleia.

    Eles tomaram café da manhã e se prepararam para partir, já que estavam bastante distantes do local onde seria realizada a reunião. Viajaram sem problemas, mas em dado momento o carro teve de ser deixado para trás, pediram passagem em forma lupina quando finalmente chegaram ao Chifre do Cervo – a noite já começava a cair – e foram recebidos lá. Puderam ver uma sorte de Garou por lá, mas Dimitri não viu Mayla, apesar de identificar uma ou duas matilhas de Crias, seu tio o conduziu para próximo dos outros Pratas, onde estava também, Aeron.

    - Dimitri, Gerard. - Disse o jovem Prata para os dois. Ele indicou com a cabeça um pequeno grupo, onde era possível ver três moças - duas ruivas e uma morena - e um rapaz loiro com traços nórdicos. - Aine, a com a cara pintada. Filha da Líder da Seita. O cara com ela é Máni, filho do Erik, as outras duas acho que são filhotes. Talvez fosse bom você se apresentar, Dimitri, conhecer o pessoal local.

    Continua aqui
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    Re: [Prólogo] - Dimitri Berzukov

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      Data/hora atual: Dom Out 22, 2017 12:38 am