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    [Assembleia] - Mudando os Destinos

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    shamps
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por shamps em Ter Jun 06, 2017 11:21 am

    Um clima pesado e sombrio seguia Lailah de perto, era quase tangível. Sentia que a qualquer momento os dois iam se matar ali mesmo e ela temia isso.
    Aeron era abusado e Mayla irritadiça demais, ambos eram uma bomba relógio. 
    Por sorte, eles mantiveram os humores no lugar e Aeron até aceitou sentar-se como sugerido por Lailah, enquanto Mayla permanecia em pé. Expuseram os motivos da briga e a jovem ruiva se assustou um pouco. Podia parecer simples, mas estava longe disso. Lailah compreendeu o motivo da Cria, mas tinha de ser imparcial, apenas julgar de forma justa, e o pior, apazigua-los. Ela fechou os olhos e respirou fundo, buscando em seu interior a sabedoria de Luna para lidar com a situação sem fraquejar, era difícil ter as atenções voltadas para ela.


    - Se são terras dos Crias de Fenris, foi pedido permissão para atravessar essas terras? - ela falava olhando para os dois, sem direcionar as perguntas - há uma rota alternativa para não passar por ali? - tomou fôlego novamente e olhou para Aeron - sua matilha estava em missão? Era imprescindível que passassem por ali? - e olhando para Mayla - haveria a possibilidade de alguém ali conhecer algum membro da matilha dele?

    Esperava que respondessem sem ofensas.
    voorhees
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por voorhees em Ter Jun 06, 2017 11:42 pm

    Na Umbra a jovem Fúria se sentia completa. A segurança de sua forma Lupina ainda era um pilar para Nimue, e ser um lobo em uma floresta como aquela era especialmente fortificante. Por outro lado, o desafio de sua forma Hominídea provocava a Theurge e isso a encantava. Mas, como uma poderosa Fúria Negra Garou em seu modo de guerra no mundo dos espíritos... Essa não é apenas a verdadeira Nimue. Essa é sua manifestação que ela mais deseja.

    Os territórios umbrais do Caern transbordam em significados e histórias. A intensidade e a beleza ali são indescritíveis, independente de qualquer dificuldade de expressão. Para Nimue, aquela viagem e o desafio que lhe foi posto ... * - Meu inimigo! * ... tudo isso deixa a filhote em um estado de plena excitação, num equilíbrio tênue com seus sentidos totalmente despertos. Diante de trilhas possíveis, ela não hesita um único instante: a luz oferece sensação de segurança, talvez conforto, e ela precisa estar atenta, vigilante; a ausência de verde não a assusta, mas a adverte e ela não quer ser arrogante; o caminho do meio pode apresentar tudo isso ou o completo desconhecido, e esse é seu desafio.

    O menor movimento antes da fala ... * - A coruja fala e eu escuto. * ... a Garou percebe todas as nuances, parece difícil que seja surpreendida. Vem sendo conduzida desde sua Primeira Mudança, mas ali estava só. E sozinha na Umbra, sem Aine, como seria? Contatar espíritos e comungar com eles é uma coisa, mas negociar? Pedir ou impor? Como lidaria com eles? E de repente uma coruja que se apresenta amigável. * - Existem muitas possibilidades aqui, mas esse parece ser um bom começo. Já é uma pequena dádiva para mim! *

    Tendo certeza que o pássaro está firme em seu ombro e que aquele contato parece confortável às duas criaturas, Nimue se sente confiante mas se mantem cuidadosa. - É muito bom te ouvir aqui. Eu sou Nimue e gostaria que você partilhasse meu caminho comigo essa noite. Como posso te chamar? - Falando em sua língua Garou naturalmente, a Theurge segue pela trilha onde a luz não tocava.
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por Rosenrot em Qua Jun 07, 2017 5:18 pm

    Ronny tinha lhe oferecido um tapinha nas costas: era o máximo que podia fazer. - Seja você mesmo, garoto. – aconselhou o Roedor, enquanto se afastava para deixar Samuel pensar em seus próximos passos. Assim como Samuel, Ronny não se sentia exatamente bem ali. Era uma coisa muito rural, muitas Tribos e poucos Roedores – tinha um grupo ou dois –, mas nada comparado por exemplo aos Fiannas, Crias e Pratas.

    E lá estava Samuel, cercado de ‘pessoas’, mas completamente sozinho. Olhou em volta mais de uma vez, enquanto pensava e pensava. Até ter uma ideia tão astuta quanto seu augúrio deveria ter. Máni era um sujeito grande – talvez chegando lá aos 1.90 de altura –, então não era difícil localizá-lo por ali. Tinha o cabelo longo, trançando aqui e ali e vestia-se de modo bem simples – Samuel até poderia achar que as roupas dele eram costuradas em casa –, ele conversava com outros Garou.

    A calça que Máni vestia não tinha bolsos, isso Samuel pode reparar logo, então descartou rapidamente a possibilidade de que estivessem por ali…

    Mas Samuel reparou algo, claro, era observador, tinha que reparar.

    Máni tinha alças de couro em volta do pescoço – provavelmente de algum colar ou coisa que valha -… E se ele estivesse carregando as runas ali?

    Pensando nisso, agora a questão seria, como fazer o Ragabash Cria de Fenris mostrar para ele o que eram aqueles colares?


    […]

    - Eu não entrei nas terras deles. – Afirmou Aeron, os olhos agora indo na direção da Cria de Fenris que o fuzilou com o olhar. - Apenas passamos perto das fronteiras. – Concluiu, dando de ombros, agora começando também a parecer perder a paciência.

    - Não é sobre a terra. – Mayla falou, depois de respirar fundo e isso pareceu lhe acalmar em algum nível estranho, mas ela manteve-se de pé e manteve os olhos em Aeron. - Meus Parentes não são seus brinquedos! – Afirmou. – Não vejo motivos para qualquer um dos Parentes manterem contatos com... – E indicou Aeron com um movimento de cabeça, Mayla parecia mais disposta a colaborar com as explicações que Lailah pedia, talvez por ser do mesmo Augúrio da jovem Philodox.

    - Não é sobre a Terra. É sobre a falta de respeito.

    – São só Parentes, Mayla! – Gritou, finalmente Aeron, perdendo a paciência. Mayla respondeu no mesmo tom.

    - Não são apenas Parentes! São criaturas que pensam, respiram e sentem! É você tem que respeitá-los! Se na sua Tribo não lhe ensinam isso, não é problema meu! Com os meus Parentes você não vai brincar!


    […]

    A coruja tinha garras afiadas e elas se prendiam ao pelo de Nimue para manter-se firme onde estava, seu peso era real – Nimue podia senti-la ali -, mas sua existência era estranha: às vezes Nimue olhava para ela e viu através da Coruja, como se essa estivesse deixando de existir.
    - Três caminhos. – Repetiu o pássaro, virando a cabeça daquele jeito esquisito que os pássaros tinham de fazer, como se não tivessem ossos no pescoço. Então o animal fez silêncio, enquanto Nimue escolhia entre as opções lhe impostas ali, os olhos grandes e amarelos indo de um caminho para o outro. Quando a lupina falou a coruja tombou a cabeça em sua direção.

    Demorou, até que o animal voltasse a falar. - Nimue. – Concluiu a coruja, enquanto abria levemente as asas. Ela se moveu no ombro da Theurge, inquieta quando a Garou começou a andar. - Um caminho. – Afirmou, os olhos na trilha escura.

    - Feliz é quem é lembrado... – A ave começou, com sua voz suave, ainda que trouxesse um quê de sabedoria anciã. - Seus semblantes figurados. E você feliz ao fim da fila. Meu próprio nome colocado. Em uma árvore está no topo. E as outras muitas raízes...- Calma, a ave estava ainda presa no ombro da jovem Garou. - Quem são? – Questionou para a Theurge ao fim de suas palavras.

    Quando adentrou na trilha escura, Nimue foi "abraçada" pela escuridão. Ela só via seu próprio corpo e a coruja, não havia nada ao seu lado, nem à frente, nem atrás. Era como se caminhassem segurando uma vela que não iluminava coisa alguma. A coruja piou de leve, ajeitando-se no ombro dela. - O inicio da jornada começa com a decisão, pelo que buscar. Você já sabe o que buscar?

    Off:
    É um enigma, você pode tentar rolar algo ou simplesmente tentar adivinhar a resposta, ou ignorar a pergunta da coruja. Sua decisão.



    [...]


    - Os tempos estão mudando. - Disse a Lupina, os olhos passando pela festa, pelos Garou ali presente. - Só não tenho certeza se isso é bom ou ruim. Ouvi rumores a respeito dos Crias nas terras Americanas. Eles estão tomando boa parte das Seitas e Caern por lá, juntando forças. Isso não é comum para eles, entende? Essas movimentações políticas. Resta-nos esperar que estejam agindo com sabedoria e não soberba.

    Ela fez uma pausa, ouvindo o que ele falava. - Nossas terras são mais ao longe, não temos tido muito o que fazer ultimamente além do habitual. Fiquei surpresa ao ouvir que você viria para cá. Seu tio comentou a respeito de um possível casamento com uma O'Shea. Isso é verdade?
    voorhees
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por voorhees em Qui Jun 08, 2017 1:49 pm

    Com a nova companheira em seu ombro, Nimue seguia em frente mas sabia que ainda não havia sentido naquilo. No mundo espiritual não é o ritmo das pernas que ditam a velocidade com que se anda. Há uma percepção sobre o que é o chão onde se pisa e o que significa para cima ou para frente. Mas é apenas uma percepção e a Theurge sabe disso. Enquanto ela não souber o que busca, ela pode andar ou correr e a paisagem não mudará, a menos que os espíritos decidam o contrário.

    Ouviu a coruja e continuou sua marcha sem que os olhos mostrassem coisa alguma. O espírito falava de forma estranha e a mensagem escondia alguma coisa. Ouviu em silêncio, prestando real atenção.

    A pergunta final da coruja era crucial. O que ela foi buscar? Uma dádiva? O que significa isso? E se questionar sobre significado a levou de volta à estranha mensagem da companheira. * - Eu sei o que é desfigurado... e não é bom. A Fúria faz isso, sim. A violência cruel faz isso. Não dá para reconhecer... * - Nimue para de se mover, e esforça sua mente. Ela é muito criativa e perspicaz mas não detém muito conhecimento além do mundo natural. Em termos de relações sociais, ela só dominava os aspectos mais instintivos. Estar ali, porém, sob grande desafio e em sua verdadeira natureza, deixava dela especialmente inspirada, firme. * - Se desfigurado eu não reconheço, bom... figurado eu reconheço! Como é difícil isso. * - A Garou volta a andar para frente, seja lá o que representa "para frente" ali. * - Feliz quem é lembrado e que eu reconheço. E eu feliz atrás, na fila. Quem está na minha frente? Quem chegou primeiro? * - Pouco mais confiante por ser capaz de experimentar a mensagem, ela mantinha o ritmo, ainda sem ver nada. - Meu nome? - Nimue acaba dizendo em voz alta, mas não para a coruja. As palavras escaparam e ela pensava no nome "Nimue" dito por um espírito que ela foi capaz de entender, muito tempo antes, ao que parece. * - Eu posso lembrar, posso reconhecer e tem meu nome. E eu cheguei depois. * - Logo ela imaginou uma árvore, com as jovens folhas e frutos ao alto e os galhos mais antigos na base. - Raízes! - disse com mais energia. A sua imaginação de uma árvore era uma lembrança, de uma árvore qualquer. Ao pensar em raízes construiu uma imagem maior, de uma floresta, uma floresta viva. E na floresta havia uma alcateia, como a qual ela pertencia. Jovens lobos, como os que ela defendia, os guerreiros adultos e os líderes mais velhos. A fila. Ela entendeu.

    - Os que morreram antes. Mas os que eram da minha família. Ou da família de alguém, pelo menos. Os jovens no topo, no fim da fila. Os velhos na base, no início da fila. São os que viveram antes! - Falou com confiante alegria. Talvez a energia da assembleia somada à imersão da Garou na Umbra tenha elevado sua mente, iluminando. - São espíritos aqui.

    Sua expressão contente rapidamente deu lugar a um olhar mais sereno e ela parou de andar. Encarou a coruja e desejou encontrar uma direção, um caminho. - Eu tenho que levar de volta à minha líder um favor, uma dádiva que eu conquiste aqui. Não é algo ruim, é um desafio para mim, não para o mundo espiritual. Ter você comigo já representa muito para mim, mas não sei o que demonstraria isso quando eu voltar. Não vim desafiar ninguém, eu é que fui desafiada. Eu vim merecer. O quê? Não sei. - Já parecia estar com a confiança abalada. - Eu ofereço verdade e respeito. Vim aqui procurar alguém que valorize isso.
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por Zer0 em Sex Jun 09, 2017 3:37 pm

    O Roedor sorriu para si mesmo, ao tentar ser imprevisível Máni pode ter sido previsível. Mas como ter certeza que as runas estavam nas tiras de couro? Provavelmente o colar era algo importante para ele e para sua tribo, mas como usar o orgulho do Cria a favor do filhote? 
     
    Samuel tinha muitas dúvidas, era necessário dar um passo de cada vez. Como diria um presidente dos Estados Unidos (Aquele grandão de cartola) "Se tivesse 8 horas para derrubar uma árvore, passaria 6 afiando meu machado". Toda cautela era pouca nessas circunstâncias. 
     
    Decidiu que primeiramente tinha que conquistar a simpatia do Cria, nunca conseguiria nada enquanto Máni lembrasse que o garoto estava sendo testado. Talvez um pouco de conversa amigável e bajulação fossem suficientes para quebrar o gelo. 
     
    Tentaria se aproximar do outro Ragabash de forma casual e natural, fazendo parecer que por acaso acabaram se encontrando então diria: 
     
    -Um dia eu perguntei para meu mestre se um Ragabash teria chances em uma luta corporal contra um Ahroun. Ele me disse que a força física é apenas uma faceta de uma briga e a prova viva disso era um Cria de Fenris chamado Máni. Você é tudo que dizem ou apenas conseguiu convencer os Gaillards?
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por Kether em Sab Jun 10, 2017 2:43 pm

    Dimitri acompanhava o pensamento de sua amiga e assentiu com a cabeça.

    - Os Crias estão realmente mudando, mas somente o tempo poderá nos mostrar qual as suas reais intenções. Uma coisa é certa, a nação deve realmente se unir. Devemos nos tornar uma nação forte onde você possa acreditar em quem esteja ao seu lado. Se serão os Crias os Garou que irão conseguir unir as tribos será por que Gaia assim o desejará.

    Dimitri falava mas ele sabia que seria impossível os Crias se tornarem a tribo alfa. Não era apenas força ser um líder é um preço muito alto para se pagar, será que eles quererão pagar este preço? Mesmo algumas famílias dos Presas não desejavam a liderança para si.

    Dimitri procurou pelos filhotes e reparou que a tímida Lailah iniciava o seu teste e pensou "Espero que o Aeron honre o pelo e os ancestrais que carrega", pensava nisso quando pareceu que Lisa lera sua mente ao perguntar sobre os O'Shea.

    - Sabia que você em algum momento iria me perguntar sobre isso. - ele respondeu e sorriu.

    Então se levantou e esticou as patas dianteiras e traseiras.

    - Meu tio disse que há uma vontade em unir as famílias. Os O'Shea são uma das famílias mais nobres da Irlanda e somos do mesmo nível social dentro da tribo apesar de sermos mais novos na Irlanda, eu e meus primos somos apenas a terceira geração na Irlanda, e eu nem nasci aqui. Mas eu temo por essa aliança, não conheço nada das irmãs O'Shea, se elas forem como o irmão, acredito que terei um casamento conturbado.

    Dimitri, vai retornando para a sua forma mais natural que era a hominídea e se senta no chão.

    - A única coisa que eu sei é que amanhã irei conhecer a jovem. Espero que tenhamos pelo menos alguma coisa em comum... Eu já sabia que este seria o meu destino, é o destinho de todo presa de prata. Por isso eu nunca me envolvi realmente com ninguém.

    O jovem presa de prata passou a olhar novamente para a direção onde o possível cunhado estava e seu olhar estava preocupado. "Será que todos os O'Shea são como ele? Isso responderia muita coisa." - pensou com o olhar distante.
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por Rosenrot em Dom Jun 11, 2017 3:23 pm

    Enquanto caminhava pelo terreno umbral pensativa, buscando as respostas do que a coruja tinha lhe perguntado, Nimue seguia sem ver nada além de si e do animal em seu ombro. Era difícil ter uma noção de tempo – a Umbra distorcia muitas coisas – portanto para a lupina, era impossível saber quanto tempo estava caminhando e quanto já tinha andado. Às vezes a coruja em seu ombro piava e se ajeitava, mas deixava a lupina pensar por si só.

    Conforme ela avançava – tanto em passos quanto em ideias – podia sentir-se estranhamente próxima de algo, ainda que nada se revelasse realmente a jovem Theurge. A coruja em seus ombros abriu as asas, movendo-as levemente, lufadas de vento percorreram o lugar. - Seu pensamento está correto. – Ela disse, ao alçar voo, penas douradas caindo de suas asas e tocando o terreno umbral. A coruja pousou em algo, que aos poucos revelou-se uma árvore e como se água estivesse caindo, o terreno onde Nimue estava revelava-se aos poucos aos olhos da lupina.

    Ali, na Umbra, a floresta crescia livre e gloriosa, os espíritos vagavam de um lado para o outro, imersos em suas próprias tarefas, a coruja ajeitou-se em seu poleiro improvisado, ouvindo o que Nimue falava.

    – E o que pede em troca?

    OFF:
    Nimue ganhou um ponto temporário em Gnose até deixar a umbra


    […]

    Os Crias de Fenris eram um bocado animados em festas, isso ficava bastante claro no modo como riam, bebiam e se divertiam com seus próprios jogos – a maioria envolvendo força física – e ali não era muito diferente, já que o pequeno grupo estava conversando sobre alguma batalha ou coisa que valha.

    Quando Samuel se aproximou e começou a falar, Máni lhe lançou um olhar rápido e avaliativo – os Crias tinham seu modo de lidar com os filhotes, afinal – e não concordavam muito com o modo como as outras Tribos faziam isso.

    Máni cruzou os braços e apesar de ser ‘menor’ que alguns dos Crias presentes, o Ragabash tinha lá sua cota de músculos e braços grandes, e cruzados daquele jeito, o cara parecia maior. Virou-se para o Roedor e quando ele fez isso, Samuel pode ver que sim, eram dois colares e sim, provavelmente teriam dois pingentes ali… Mas havia algo… Algo nas tiras de couro que sua visão mais apurada conseguia identificar. Elas estavam bastante… Gastas, não estavam? Isso era sinal de que estavam sendo usadas a tempos.

    - Você não deveria está fazendo seu desafio, filhote? – Questionou o outro Ragabash, uma das sobrancelhas arqueadas. Ele não parecia tão terrível quanto a maioria dizia que os Crias eram, mas Samuel precisava pensar num modo de fazê-lo exibir os pingentes dos colares, para sanar suas dúvidas.

    […]

    - Não é isso que me preocupa. – Disse a Fianna, agora sentando-se sobre as ancas e observando todo o lugar por um rápido momento. - Os Fenris não tomarão à frente, não é do feitio deles. Eles seguirão aqueles que se mostrarem fortes o suficiente para serem seguidos. Eles são guerreiros, não estrategistas. O que me preocupa é que a maior parte de nós tem falhado em liderá-los… Me preocupa é quem conseguirá fazê-lo. É sabido que na Europa as relações entre os Fenris e os Senhores tem melhorado bastante, principalmente graças ao Margrave… Ter alguém como os Senhores conseguindo os Fenris como aliados é preocupante.

    Lisa fez uma pausa em suas conjecturas, sabia uma coisa ou outra sobre os trâmites políticos e Tribais que andavam acontecendo… Mas não conseguia tecer ideias melhoradas a respeito deles. Deixou então que a conversa seguisse outro rumo, Dimitri ainda era um Cliath, jovem demais para se envolver naqueles assuntos.

    - Pelo que ouvi fala, dois são problemáticos. Aeron e a jovem Aimee, mas essa já está prometida a alguém, então você provavelmente terá menos dor de cabeça com a outra jovem. – Falou ela, voltando a encarar o cliath ao seu lado.

    - Eles ficaram um pouco desestruturados após a morte da Matriarca. Talvez os casamentos consigam por as coisas nos eixos.
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por Kether em Dom Jun 11, 2017 6:55 pm

    Dimitri corria os olhos por todos os grupos que estavam ali, Crias e seus jogos de força, os Presas com sua postura onde os mais velhos e importantes "fingiam" se importar com os demais, a tribo beta estes sim observando a tudo de sua maneira "despretensiosa", os Fianna e suas disputas de uivos e de bardos, os roedores se afastando de todos como sempre demonstrando que estão mais longe de Gaia que nós. As demais tribos com seus poucos membros se misturavam com os mais jovens ou com os Cliath como o próprio Dimitri.

    Por um momento Dimitri se sentiu triste. Ao ouvir Lisa falar da aproximação dos Beta com os antigos maiores aliados dos Presa foi como um soco não esperado no Abdômen. Mas o que esperar, o preço era alto e agora os descendentes dos Presa de Prata estava pagando. Serem abençoados pelo Sol e pela Lua para proteger Gaia. Somente um grande líder poderia levar os Presas de novo ao seu status, mas ele deveria se curvar a Luna e governar pelos sete anos.

    Dimitri, ainda com o olhar triste ao reparar que sua tribo caminhava por um caminho que seu orgulho dificilmente permitiria voltar. Então ele reparou que na melancolia que começava a tocar seu coração, isto é... Sim isto deveria ser o que seu tio lhe falava o Harano. Por sorte a amiga voltara a falar lhe trazendo de volta de seus pensamentos.

    - Um dia, se não for tarde demais, irei mudar essa postura... - sussurrou.

    - Somos parentes distantes dos O'Shea, antes da família deles vir para o ocidente. Sempre é ruim perder a figura que comanda a família, se não fosse por Gared e sua sabedoria, com a morte de meus pais e meu avô, acredito que iríamos nos perder também. Já fazem dois anos que eles partiram, mas ainda não consegui me acostumar. Ainda penso que irei acordar e vê-los entrar no meu quarto e me chamarão para voltar para a Rússia.

    Dimitri olhou na direção do tio e sorriu ao lembrar que ele se esforçava para me fazer sentir tendo uma família, e além da política dos Presas ele também procurava me dar mais este presente, uma família.

    - Quem sabe ela também não seja bonita e que compartilhe da minha visão de mundo?

    Dimitri se levantou, sacudiu tirando alguma sujeira das calças e ajeitou a roupa e sorrindo falou para a querida amiga.

    - Lisa, vou caminhar um pouco por aí e colocar as coisas no lugar. Aconteceu muita coisa nesses dias, e ainda preciso entender o que aconteceu quando a Järl dos Crias falou comigo.


    off:

    Só tem mais dois NPCs que o Dimitri quer conversar e ambos são dos Presas, o Rei (se for possível) e o tio dele. Depois ele vai aguardar o término dos testes.
    shamps
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por shamps em Dom Jun 11, 2017 7:55 pm

    Lailah ouvia atentamente a ponderação de Mayla e depois a explosão de Aeron, ficando chocada com sua colocação. Era um absurdo que nos dias de hoje ainda existisse esse tipo de pensamento vil e discriminatório. Como promover a paz entre pessoas com esse tipo de pensamento? Lailah não sabia o que fazer, principalmente quando tinha que ser imparcial.

    - Aeron? - tentou manter a compostura - Você tem noção do que acabou de dizer?

    Ela massageia as têmporas e prossegue:

    Ela o observa tentando entender porque tanto ódio - se é que é esse sentimento - e não vê sentido para aquilo.
    Ela toca, com o dedo indicador, na bochecha dele:

    - Qual o real motivo da briga de vocês?
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por Zer0 em Seg Jun 12, 2017 6:16 pm

    Samuel rangeu os dentes, Máni o observava com superioridade e a tentativa de confundi-lo havia falhado. O garoto lembrou-se de quando estava nas ruas, passou vários meses pedindo e foram os piores de sua vida, aprendeu que de nada adiantava se humilhar. Quer algo feito? Faça com garra, persistência e coragem. 
     
    O Cria era bem mais alto do que ele, mas isso não intimidou o Roedor, que disse remoendo de ira cada palavra: 
     
    -Você pensa que eu sou um lixo, não é? Pensa que a diferença entre um rato e eu é que o rato não aparece aqui pra te encher o saco, não é? Tenho que te falar uma coisa cara. Eu sou pequeno, mas eu sou RUIM! Eu sei que as runas estão com você, então vou te dar uma chance porque colares eu já roubei muitos, tente segurá-las em sua mão fechada a noite inteira, eu ainda vou passar nesse ritual. Aceita o desafio, seu bixão? 
     
    Como diria o velho ditado das ruas "Como é possível não passar uma agulha e ao mesmo tempo achar que vai se peidar?" Bem, essa era a situação de Samuel, será que o garoto tinha superestimado suas capacidades de ladrão? Provavelmente, mas pelo menos Ronny ia falar que um zé ruela de Bray tinha peitado um Cria com o dobro do seu peso. O pessoal ia pirar, ele ia ser tipo um mártir, eles iam dizer "É por isso que Roedores não enchem o saco dos Crias" E daí iam mostrar o Cadáver de Khan para os novos filhotes. O garoto não conseguia pensar em uma forma mais legal de ser lembrado.
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por voorhees em Seg Jun 12, 2017 9:35 pm

    @Rosenrot escreveu:– E o que pede em troca?

    - Eu procuro "a dádiva de um espírito... um favor, qualquer favor..." - Nimue repetiu o enunciado do seu desafio, tentando compreender junto com o espírito o que realmente queria. Ela encarava a coruja e se mostrava sinceramente confusa. - Eu não conheço a Sociedade Garou a muito mais tempo do que conheço a Umbra, então é difícil dizer o que devo conquistar. Eu tenho quase certeza que foi um espírito que me guiou nos meus primeiros passos e agora preciso novamente de ajuda do mundo espiritual. Preciso voltar com um símbolo, uma prova dessa conquista.

    Com um breve silêncio e uma certa agonia por não poder sentir o passar do tempo, a jovem Fúria apelava para o pássaro. - De qualquer forma, eu preciso voltar. Uma informação útil, a cura de algum mal, um contato com alguém distante... talvez a localização de uma criatura amiga que se perdeu ou a de uma ameaça... eu não sei o que posso pedir. - A Theurge sentia o peso de sua falta de experiência mas tentava assumir seu papel. Eu serei o elo entre muitos do meu tipo e a existência na Umbra e preciso mostrar esse valor agora.
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por Rosenrot em Ter Jun 13, 2017 11:54 am

    “- Eu compreendo.” - Lisa disse, daquele modo simplicista, apesar de sua proximidade com os Pratas, a Galliard tinha lá suas reservas de como eles guiavam a própria Tribo, principalmente em se tratando dos Parentes, sendo uma Fianna, Lisa tinha os Parentes em alto escalão, sendo parte importante de sua sociedade e cultura. Não conseguia compreender muito bem como outras Tribos eram incapazes de enxergar isso.

    “- Quem sabe.” - Concordou a Fianna, enquanto voltava a se deitar no chão a observar as coisas. “- Tome cuidado.” - Falou-lhe e deixou que o Prata se afastasse.

    Dimitri estava andando sem muito rumo por ali, procurando aqueles com quem ainda gostaria de falar… E então a confusão começou. Dimitri pode ver, quando o Cria de Fenris avançou sobre o filhote.

    Off:
    Como não sei como será a reação do Dimitri ao que está acontecendo entre o Cria e o filhote, não coloquei ele falando com nenhum NPC, mas você pode se sentir livre para ir interagir com qual quiser que respondo na próxima.

    […]

    Máni tinha deixado de prestar atenção no filhote: era um filhote e não merecia nenhuma consideração até se provar digno do seu primeiro posto, as outras Tribos podiam pensar diferente, mas entre os Crias de Fenris a coisa era assim e assim seria…

    Então o garoto começou a falar.

    Máni, que antes só tinha virado o rosto para Samuel, dessa vez voltou o corpo inteiro, e infernos, Samuel, o cara era grande, mesmo que não tão grande quantos alguns perto dele. Máni mantinha os braços cruzados, os olhos claros sobre o filhote.

    - Sim. – Respondeu, numa voz fria e desprovida de qualquer emoção. Sim, ele achava que qualquer filhote era um lixo, ele mesmo já tinha sido um. E ouviu, com plácida calma de uma tempestade se formando.

    - Você é um filhote, não pode me desafiar, porque você é um belo pedaço de merda. – E isso era verdade, no final das contas, Máni não podia “aceitar um desafio” de um filhote, aquilo era uma perda de Renome e além do mais, perda de tempo.

    Mas havia outra questão, claro.

    - Você acha que é ruim? – Máni perguntou, ainda calmo, ainda parado ali. E então Máni se moveu, como a porra de uma sombra, sua mão – que agora era um caralho de uma pata enorme cheia de garras – fechou-se no pescoço de Samuel e o ergueu do chão. Estava difícil respirar, porque aquele maldito Fenris estava lhe apertando o pescoço.

    Máni aproximou o rosto de Samuel do seu focinho: e cara, aqueles dentes eram enormes e assustadores, o Crinos acinzentado bufou, o ar quente saindo de suas narinas diretamente no rosto do jovem filhote. Samuel podia ouvir, meio longe por conta da falta de ar, Ronny dizendo um ‘hei, hei, vai com calma cara!’, então ele foi arremessado e se chocou contra uma árvore ou alguma merda assim, só sabia que doía, ah, inferno, doía, todo seu corpo doía, mas não teve tempo de se levantar com as próprias pernas, porque aquele cachorrão cinza já estava em cima de si, e o agarrou pelos cabelos, levantando-o do chão.

    - Você acha que é ruim? – Repetiu o Garou, entre os dentes gigantesco. Então ele jogou Samuel no chão, de novo e de novo, antes de agarrar os cabelos do garoto de novo e arrastá-lo pelo chão, na direção da Anciã Theurge ali presente. Máni, agora já na forma humana, jogou Samuel na direção dela.

    - O garoto passou no Desafio… Se sobreviver. – Falou, ao abrir a mão e jogar as runas em cima de Samuel. Máni se afastou, deixando o destroçado filhote por ali.

    - Mude de forma, filhote. – Falou-lhe a Theurge. - Ajudará nos seus ferimentos, Aine cuidará do resto e o preparará para o Rito de Passagem. – Ronny tinha se aproximado, para ver se Samuel ainda estava pelo menos vivo, bom, estava, com alguns ossos quebrados, mas vivo.

    Off:
    Samuel vai ser levado prum canto pra Theurge curar os ferimentos mais graves, provavelmente tá com alguns ossos quebrados e escoriações mais leves, assim que os demais terminarem, volta em cena pro Rito.


    [….]

    - A verdade. – Falou Aeron, olhando para a filhote com algum desgosto. Os Filhos de Gaia eram os mais inúteis da Nação, não eram? Com aquela história de paz e amor, de que a Fúria precisava ser subjugada, e talvez por isso seus Parentes fossem tão dispersos e inúteis, e seu sangue fosse tão ralo e fraco. Não estavam prontos para a batalha, nunca estiveram e eram mais um estorvo do que um aliado.

    Mayla tinha cruzado os braços e olhava na direção da pequena confusão que se formava a alguns metros dali, interessada no que estava ocorrendo: reconheceu Máni em sua forma de batalha, mas não entendi ao contexto da coisa… Mas teve que voltar sua atenção para a confusão que se forma ali mesmo…

    Quando Lailah tocou seu rosto, Aeron num movimento rápido lhe agarrou o pulso e o segurou com força o suficiente para começar a machucar a jovem. – Você não toca em mim, entendeu? – Ele disse, segurando o pulso da jovem Filha com força.

    - Tire suas mãos da filhote. – Mayla disse, sua voz agora soando fria, soando com toda a autoridade de seu posto. - Agora. – Completou, Aeron olhou para ela, uma das sobrancelhas arqueadas, mas soltou Lailah e depois riu de leve.

    - Agora você defende filhotes, Mayla? Achei que sua Tribo tivesse o costume de quase matar eles.

    - Você não sabe nada sobre minha Tribo, Presas-Perfurantes. Não sabe nada sobre a vida. Você tem muito a aprender, mas escolheu o pior caminho para fazê-lo. O que é uma pena, porque sua mãe era uma grande guerreira, coisa que você nunca será.

    Aeron fechou os punhos e deu dois passos para a frente, Mayla sequer se moveu, o rosto elevado, olhando-o de cima, mas o Presa se conteve, achava-se numa armadilha da Cria de Fenris, e talvez fosse mesmo. Mayla não podia desafiá-lo, afinal de contas, mas se ele desse o primeiro passo…

    Mayla olhou para Lailah, aguardando.

    […]

    A coruja ficou ali, empoleirada no galho da árvore, a volta de Nimue o cenário mudava, ele tornava-se cada vez mais visível, árvores, espíritos, “água” de um riacho, folhas, flores, até mesmo cheiros pareciam quase ser sentidos pela jovem Theurge. Os olhões amarelos da coruja estavam focados na Fúria Negra, enquanto ouvia e enquanto pensava. Mas apesar de tudo isso, Nimue não ouvia sons, apenas a coruja podia ser ouvida por ela. Nimue não compreendia os demais espíritos, e tão pouco o cenário a sua volta.

    - Nimue, filha do Pegasus. – Começou o espírito animal da coruja, que abriu as asas de novo, como se estivesse se espreguiçando. - Eu te concederei minha dádiva, pois você compreendeu seu papel: você é quem guiará sua futura matilha nos terrenos umbrais, será através de ti que eles percorreram atalhos e procurarão espíritos e aprenderão com eles. Será através de ti que ão de se sentir seguros e não perdidos nesses lugares, porque é tu nosso portal voz, nosso arauto. E para que isso seja completo, precisa tudo compreender a todos nós. E é essa a dádiva que te ofereço, Nimue. A dádiva de nos ouvir, nos compreender e nos responder. Eu te ensino, Nimue, a se comunicar com Espíritos. (dom) – A coruja fez uma pausa, ajeitando-se.

    - Lembra-se desse dia e das tuas próprias palavras, Nimue, porque é tu que será esse elo, é tu que será essa força na sua futura matilha e a Umbra pode não ser um local mais seguro de todos para aqueles despreparados e desavisados. Volte ao teu povo e mostre tua dádiva como prova de que você está apta a lidar com a Umbra.

    off:
    Como você comprou quatro dons, um deles será a "dádiva" da jovem Nimue.
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por Kether em Ter Jun 13, 2017 1:22 pm

    Dimitri apenas caminhava, olhava para os demais garou por vezes olhava para os filhotes, então a explosão da fúria de um Fenris, era aquele que havia se retirado quando Dimitri se aproximou das filhotes.

    - Ai.... Ui... Essa doeu. Hum... pelo menos 3 costelas quebradas... - comentava fazendo caretas enquanto o filhote era literalmente esfregado no chão.

    Mas era o problema entre sua tribo e os Crias que realmente chamava a sua atenção, afinal ele queria saber duas coisas, a primeira como chegaria ao fim ou se realmente chegaria ao fim o problema dos O'Shea que o próprio Dimitri tentou criar uma solução, e a segunda como são os garou da família O'Shea, será que a prole seria tão honrada quanto a sua matriarca?

    Dimitri que acompanhava a situação do jovem surrado, se virou para olhar rapidamente quando ouviu o rosnado de Aeron "Você não toca em mim, entendeu?", aquilo não iria terminar bem. Mas era o teste da filhote, havia uma garou de posto superior ali.

    Dimitri chegou a dar dois passos na direção, afinal alguma coisa poderia acontecer ali e ele deveria retirar a filhote daquela confusão, então reparou que Mayla não havia mudado sua posição. Como ela deveria se portar, era uma postura ativo-passiva uma posição onde o mais desavisado poderia supor que ela estava de guarda baixa mas na certa qualquer movimento de Aeron seria revidado e com certeza de forma forte e talvez incapacitante.

    "Mas o que ele pensa que está fazendo! É um completo idiota!"

    Pensou Dimitri ao ver Aeron agredir a jovem filhote. Neste momento Dimitri seguiu a passos largos até os Presas de Prata que com certeza estariam acompanhando o julgamento do Cliath. Ele avista seu mestre conversando com outros Presas de postos maiores que do jovem Cliath.

    - Mestre, quais as tarefas que a tribo tem para mim? Um Guerreiro precisa de trabalho e nossa tribo terá muito o que trabalhar para recuperar aquilo que perdeu hoje. Espero poder minimizar a nossa perda e honrar o pêlo que cobre o meu corpo.
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por voorhees em Qui Jun 15, 2017 11:15 am

    @Rosenrot escreveu:- Lembra-se desse dia e das tuas próprias palavras, Nimue

    Com um arrepio demorado percorrendo todo o corpo, a Fúria Negra mal conseguia responder. Justo agora que recebia um dom tão especial para se comunicar com aquele mundo. Os olhos com um brilho intenso mostravam toda a emoção da jovem Garou.

    Tomando melhor noção sobre o ambiente umbral no seu entorno, Nimue, com uma vontade quase incontrolável de uivar em plena realização, conseguiu se conter e agradecer à figura voadora. - Eu vou levar essa lembrança e esse respeito para sempre. - A garganta quase seca e o sangue fervendo deixavam claro que ela precisava voltar ao mundo físico.

    - Obrigada. - tentou pedir para que o espírito vigiasse suas passagens pela Umbra; pensou em oferecer alguma retribuição como Garou; quase prometeu confiança e chegou a abrir a boca para sugerir algo como "conte comigo". Nenhum som e quase nenhum outro movimento.

    Ela permaneceu em silêncio e praticamente imóvel por alguns instantes e depois deixava seus instintos e sentidos apurados lhe apresentarem o que havia em seu entorno. Árvores, espíritos, “água” de um riacho, folhas, flores, até mesmo cheiros. Nada daquilo era real, ela sabia, mas era verdadeiramente bom.

    - Obrigada. - Disse outra vez, e se deixou guiar para fora do mundo espiritual.
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por Zer0 em Qui Jun 15, 2017 2:35 pm

    Samuel estava em forma Galbro, ainda sentindo muita dor em seus ferimentos quando Ronny se aproximou. O filhote pegou as runas que estavam caídas ao seu lado e mostrou para o seu mestre: 
     
    -Saca só, funcionou! Tenho certeza que bati algum recorde... Ronny, eu sou foda. Você vai contar pra rapaziada que eu peitei um Cria? 
     
    Nisso alguma parte de seu corpo voltou a doer muito, então ele fechou os olhos e segurou as lágrimas. Não queria que ninguém visse que estava sentido dor, mas naquele momento ele era apenas uma criança que tinha tomado a pior surra de sua vida.
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por Rosenrot em Sex Jun 16, 2017 3:25 pm

    A coruja ficou um momento a mais ali, observando a lupina a sua frente, os olhões amarelos focados em Nimue, antes de voltar a abrir as asas, mas dessa vez para alçar voo, o vento produzido pelo bater de asas da criatura pareceu “varrer” o pretume restante do chão, revelando a grama nos pés da lupina, que era de um verde opaco, muito diferente do que Nimue já tinha visto no mundo fora da Umbra.

    Penas caiam das asas da coruja, enquanto essa batia as asas para alcançar mais e mais alto, até sumir de vista no céu umbral. Nimue viu-se cercada por penas brancas e brilhantes, mas uma lhe chamava muito mais a atenção: uma pena grande e dourada, que reluzia com uma beleza que Nimue não tinha visto antes. Dentro de si, a Theurge sabia que deveria levá-la como prova do que lhe acontecerá.

    A volta tinha sido diferente da ida: Nimue agora desfrutava da habilidade de compreender o que era dito, de entender os sons na umbra, de ouvir as vozezinhas dos espíritos aqui e ali. Era assustador e bonito ao mesmo tempo, pois enquanto caminhava, podia ouvi-los conversando, confabulando e planejando. Era um novo mundo para explorar.

    Quando finalmente deixou a Umbra e retornou a Tellurian, Nimue teve sua noção de tempo trazida de volta – graças a posição da lua e das estrelas – e sabia que tinha perdido boas horas em sua pequena peregrinação. Mas o amanhecer ainda não estava perto, bastava apenas retornar a Anciã, agora.

    [….]

    - O que você fez foi bastante estupidez. Um filhote não desafia um Cliath, entende? – Resmungou Ronny, se sentando por ali, enquanto acendia um cigarro artesanal. Ele observou a Theurge abaixar-se perto de Samuel, enquanto começava a lhe curar as feridas mais graves.

    - Mas por qualquer sorte, funcionou, mas você é um Ragabash e tem que ter mais cuidado com algumas coisas. Esse negócio de se jogar de cabeça é coisa de Ahroun sem cérebro, saca? – E era mesmo, quer dizer. Samuel tinha tido sorte de Máni não ser um padrãozão Cria e ter lhe exterminado com um arroto por ter sido desrespeitoso e todo aquele blábláblá que os Tradicionais gostavam tanto de falar.

    - De resto, você foi bem, moleque. Agora vamos terminar com isso porque quero comer e beber. Vamos descobrir como vão te chamar, além de suicida. – Deu uns tapinhas nos ombros de Samuel e se levantou.

    Samuel sentiu os lugares onde a Theurge tocava com as mãos esquentar de leve e logo em seguida as dores e ferimentos ali terminavam. Ela não pode cuidar de tudo, claro, mas quando a jovem Fianna se afastou, ele já estava 80% melhor, Ronny esperou o garoto se levantar, para seguir em direção a Anciã Theurge do lugar. Havia um pequeno grupo ali, alguns Roedores e alguns curiosos. Quando Samuel se aproximou, um Garou deu um passo à frente, era um Ancião Ragabash, Roderick.

    – Seus atos hoje mostram que seu treinamento foi… Quase efetivo. – Disse o Ancião, com um suspirar breve. - Como Ragabash, Samuel, seu caminho é tortuoso e cheio de armadilhas; não somos repletos de Fúria como um Ahroun, ou talentosos com os espíritos como um Theurge, mas trilhamos caminhos perigosos entre o orgulho e a arrogância dos nossos companheiros de matilha. Cabe a nós, mostrar a eles que há mais de uma forma de se lutar.

    Ele fez outra pausa, observando os presentes e aqueles que pararam suas comemorações para olhar, o Ancião Ragabash deu espaço para o Philodox, que aproximou-se de Samuel e sujou-lhe a testa com algo, desenhando o glifo dos Ragabash em sua testa. Ele murmurou algumas palavras, iniciando o Ritual.

    - Desse dia até quando merecer outro nome, que você seja conhecido como Samuel “Pavio-Curto” Khan, Ragabash Cliath dos Roedores de Ossos. – Samuel sentiu uma pequena e rápida ardência na testa, e quando a tocasse não sentiria mais a tinta que o Philodox tinha usado ali. Ele pode ouvir uivos vindo de todos os lugares – saudando seu nome, seu novo nome – e logo foi puxado por Ronny, que lhe entregou um caneco cheio de algo dourado e cheiroso.

    - Agora você está oficialmente fodido igual a todos nós, Pavio-Curto!


    […]

    Quando Dimitri se aproximou dos demais Pratas, o filhote Roedor estava sendo apresentado, tinha sido o primeiro a terminar o ritual – o que não era de se surpreender, ao saber seu augúrio – alguns dos Pratas acompanharam os uivos de saudação, outros apenas observaram.

    - Você precisa de uma matilha. – Disse-lhe o homem mais velho ali, os olhos no ritual do filhote Roedor. – É lá que seu trabalho será feito, Dimitri. Todos nós precisamos de uma matilha para começar. Já pensou em algo?
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por shamps em Sex Jun 16, 2017 5:20 pm

    Um pouco chocada, a ruiva não esperava ouvir aquelas palavras de Aeron. Seria ele tão cretino assim? Ela esperava sinceramente que não. Não estava acostumada a lidar com pessoas daquele tipo. Ela era uma garota gentil e bondosa, que gostava de ver o lado bom das pessoas e esperava ver isso no homem à sua frente, por mais difícil que fosse.
    Tentando fazer uma graça para aliviar a tensão, foi pega de surpresa pela atitude violenta dele, deixando-a muito assustada. Ele a estava realmente machucando, uma garota frágil como ela, sendo agredida por um homem muito mais forte que ela. Tentaria se defender, mas não conseguiu, até se lembrou das aulas que seus irmão lhe ensinaram, mas não conseguiu por em prática. Ela seria humilhada e ferida ali mesmo.
    Era o fim de sua prova...

    - M... me sor... l... lta, seu grosso... – se contorceu para tentar se soltar, mas foi em vão. O homem era truculento de mais, impossível para uma garota franzina se defender.

    Por sorte Mayla foi a favor da garota e Aeron a soltou. Lailah afastou-se rapidamente dele e chorou com a dor de seu braço. Disse, tentando não parecer uma fracote:

    - Percebeu que desrespeitou todo o conceito de cuidado da Nação com os seus? - respirou - nossos Parentes são um dos pilares fundamentais da nossa sociedade e falar desse jeito só mostra desrespeito não só com os Parentes, mas com a Mãe, com nossas Leis Sagradas, com seres humanos, com as mulheres, com os Crias de Fenris em questão e com os todos os Garous que lutam para proteger essas pessoas.

    Secou os olhos e prosseguiu:

    - Vou falar tudo o que fez para a anciã. Não sei toda a verdade de Mayla agora, mas é ao lado dela que estarei... você já me mostrou a sua... – vira de costas para Aeron e volta para a clareira onde esta a anciã.
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por Kether em Sab Jun 17, 2017 4:08 pm

    Dimitri seguia na direção de sua tribo quando começou a apresentação do filhote, ele então se virou para acompanhar e deu um sorriso pela conquista do filhote ele agora fazia parte da nação.

    "Parabéns Brou!"

    O pensamento fez Dimitri sorrir mais, então ele percorreu o restante do caminho onde encontrou-se com os mais velhos.

    - Você precisa de uma matilha. – Disse-lhe o homem mais velho ali, os olhos no ritual do filhote Roedor. – É lá que seu trabalho será feito, Dimitri. Todos nós precisamos de uma matilha para começar. Já pensou em algo?

    Dimitri parou por alguns instantes analisando o que o presa mais velho dissera, havia muito a se dizer e a se aprender de um garou quando se faz uma pergunta dessas. Dimitri não era mais um filhote como os três que eram apresentados a nação naquela Assembléia, mas ele também estava sendo testado e principalmente tinha de decidir.

    Ele não mais voltaria para a Rússia, o seu futuro casamento comprovava isso, então se ele sonhava algum dia retornar isso estava muito distante, ele teria sim que se socializar com os outros garou da Irlanda. No seu intimo, ele sabia que deveria ser mais que um presa de prata para que ele pudesse fazer a diferença que ele queria e sonhava.

    Dimitri sonhava com uma nação garou unida, poderosa e sobretudo, orgulhosa! Então ele deveria aprender muito sobre as outras tribos se é que um dia ele poderia ver seu sonho concretizado. Recuperar os Presas, reduzir as desconfianças entre as tribos. Tentar salvar os membros que estivessem em necessidade e trazer a justiça para todos. Eram muitos sonhos e sonhos grandiosos.

    "Trasse metas impossíveis e lute ao máximo para alcança-las! Pois mesmo sem alcança-las, se você realmente se esforçou para concluí-las você terá certeza que foi feito o máximo. E então quando olhar para trás terá uma história digna para ser contada para as futuras gerações."

    Dimitri havia aprendido isso de um antepassado dele num daqueles momentos na sua adolescência, quando ele tinha sonhos como se vivesse em outra era, com outras pessoas. Com o tempo e treinamento com Gared ele descobriu que eram seus antepassados e que Dimitri podia em momentos em que se controlasse contar com a ajuda deles.

    - Sim, tenho pensado muito nisso. Muitos poderiam pensar que eu gostaria de ingressar na matilha de Lisa, foi até mesmo me oferecida esta opção por Mestre Pelo de Neve. Mas acredito que tenho muito ainda a aprender da Irlanda e gostaria se fosse possível de ingressar numa matilha com os jovens Cliath que estão sendo apresentados hoje.

    Dimitri olha para o jovem que comemorava sua apresentação e correu o olhar para a direção do teste da jovem que tinha de julgar seu futuro cunhado, ao pensar em Aeron, Dimitri abaixo e balançou a cabeça negativamente e então levantou a cabeça e olhou para o presa mais velho.

    - Acredito que desta forma poderei ser útil para a Nação e para os Presas de Prata.
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por voorhees em Sab Jun 17, 2017 4:39 pm

    Nimue caminhava satisfeita, ainda na forma Crinos, orgulhosa por ser uma Garou. Andava pela mata experimentando tudo o que seus sentidos apresentavam, e achava aquilo particularmente delicioso. Assim como antes pode entender o murmúrio na Umbra pela primeira vez, agora ela prestava atenção nos sons da floresta com igual interesse. Mantendo segura o símbolo que a coruja lhe dera, a jovem Fúria retornava sem pressa para a Assembleia, como uma criatura da noite, uma sombra.

    Sua intenção é procurar primeiro Aine e depois sua mãe, para mostrar às duas o que ela conquistou.
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por Rosenrot em Sab Jun 17, 2017 7:53 pm

    Aine observava o pequeno “problema” entre a Cria e o Presas. Não entendia muito bem como ou por que os dois não estavam se entendendo, mas pedia aos espíritos que iluminassem Lailah para que a jovem pudesse encontrar um modo de aplacar aquilo. Os Crias apesar dos pesares não costumavam ser uma Tribo rancorosa, mas gostavam de ver as coisas no preto no branco.

    Foi quando notou a aproximação de Nimue, a Fianna voltou seus olhos claros para a ex companheira e aprendiz, havia preocupação em seu olhar e também ansiedade. Aine moveu-se na direção de Nimue, Aine parou frente a jovem Fúria Negra, olhando-a de cima a baixo, sem compreender muito do que havia se passado com a amiga na Umbra.

    - Bem? – Quis saber, enquanto segurava a mão da moça e começava a caminhar na direção da Anciã para quem Nimue precisava se apresentar. - Sucesso?

    Off:
    Vou dar uma “acelerada” pra gente não empacar nessa parte, mas você pode responder ambas, sem problemas.

    Aine levou Nimue até a Anciã, que aguardava tanto ela quanto Lailah, a Theurge deixou que Nimue falasse a Anciã a sua frente e contasse a respeito de sua pequena, mas satisfatória peregrinação umbral, e sobre a coruja e as penas, e sobre o lugar onde Nimue tinha ido, assim como tudo que a coruja tinha lhe dito.

    Sussurra-no-Vento ouviu tudo em silêncio, atenta a cada palavra da narrativa de Nimue, sem interromper ou parecer perder o interesse: mas era difícil encarar Sussurra-no-Vento, provavelmente era impossível. Quando Nimue terminou, a Anciã moveu a cabeça e ergueu a voz fantasmagórica que parecia vir do próprio vento, como seu nome dizia.

    - Irmãos e irmãs. Hoje é um dia de glórias e bençãos. O dia que deixamos aqui nossos filhotes nas mãos dos espíritos, e esses os transformam em Cliaths. O dia que apresentamos a Luna seus novos filhos e guerreiros. O dia que Nimue ergue-se não apenas mais como Nimue, mas também como Voz-dos-Espíritos, Cliath Theurge para as Fúrias Negras. – O Philodox aproximou-se de Nimue e marcou-lhe a testa com o glifo dos Theurge, ela sentiu uma leve ardência por pouco tempo e então houve uma saudação de uivos, clamando o novo nome da Theurge.

    - Que sua nova jornada seja repleta de glória e sabedoria, Voz-dos-Espíritos. – Disse-lhe a anciã.

    Aine aguardava ao lado com um grande sorriso enquanto observava o ritual de Nimue.


    [...]


    Aeron riu, uma gargalhada meio divertida, que fez com que Mayla o olhasse com uma das sobrancelhas arqueadas. Ela dividia sua atenção entre Lailah e o Cliath, de modo que pudesse prever qualquer movimento vindo de qualquer um dos lados. Não sentia piedade por nenhum dos dois: não era algo ensinada a sentir, mas tinha a plena consciência que como o Posto Superior ali, deveria intervir no caso de alguma eventualidade.

    Aeron revirou os olhos. - Eu aceitaria esse tipo de discurso vindo de um Fianna, cara, até mesmo de um Cria de Fenris… Mas de um Filho de Gaia? Ninguém contou a ela as orgias que a Tribo dela promove entre os Parentes?

    - Cale-se. – Disse Mayla, a voz terrivelmente seca.

    [b]- Ou como os Parentes humanos deles estão se afastando dos Lobos e preferindo viver entre os humanos?
    – Continuou ele.

    - Eu disse para se calar. – Reafirmou a Philodox.

    - Ou sobre o Peleiro? – Terminou ele.

    [i]- CALADO!
    – Finalmente gritou a Philodox e o grito de Mayla ecoou pelo lugar, chamando a atenção dos demais, alguns pararam de conversar e a música cessou também, enquanto olhavam na direção dos três. Mayla deu dois passos na direção de Aeron, os olhos afiados fixos no Cliath, a Fúria borbulhava na jovem Cria.

    - Um homem que fala demais, perde sua autoridade, sua língua e às vezes, sua própria vida. Tenha cuidado, Presas-Perfurantes. Pois sua língua pode ser o começo do seu fim. Vá, filhote. Busque a Anciã e diga-lhe a que conclusão chegou.

    Mayla passou por Aeron, fazendo questão de que seu ombro batesse no dele e seguiu em direção aos demais Crias. Aeron tinha o rosto vermelho, e parecia segurar muito bem sua vontade de explodir em algo ou alguém, mas também se afastou da jovem filhote.

    Off:
    Shamps, agora a Lailah tem que dizer a Anciã a que conclusão ela chegou após analisar os fatos colhidos por ela, e qual a punição que ela acha adequada caso deva haver uma.

    […]

    - É uma boa ideia. São filhotes, vão precisar de alguém experiente para guiá-los. – Afirmou o velho, observando enquanto outro filhote passava por seu ritual de passagem. Era um dia importante, afinal: dois num único dia? Será que o terceiro conseguiria? Era um bom número, principalmente naqueles tempos mais complicados para os Garou.

    - Talvez seja bom você começar a reuni-los e plantar a ideia, entende? – Sugeriu.
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

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