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    3º passo - Alianças

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    Luxi
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    3º passo - Alianças

    Mensagem por Luxi em Qua Jun 07, 2017 11:25 am

    Pessoal, esse post é introdutório. Para saber o que vocês farão nos dias antes da próxima etapa e vocês terem noção de como foi. Ok?



    Um novo dia seguiu após uma prova exaustiva. Muitos continuavam com os corpos doloridos e torciam para que nada parecido aparecesse nos próximos dias. O novo anúncio que apareceu em suas formas de contato selecionadas não era muito animador. Enigmático, dizia simplesmente para que comparecessem no prédio, como de praxe, 1 semana após a última prova. Não solicitava roupas especiais, tampouco fornecia informações sobre o que seria avaliado. Era apenas um pedido seco para que estivessem no local para obter instruções pessoalmente.

    ♫♫♫

    ♪  Eu Se  ♪

    Aos que se hospedavam nos hotéis fornecidos da empresa, foi anunciado que os competidores restantes deveriam mudar-se para uma única sede, enquanto os eliminados deveriam se retirar das comodidades. Não era o caso de Eu Se, que já estava no hotel oficial, mas ela notou rostos que conhecia de vista circulando no café da manhã, além de um segurança plantado no andar em que estavam.

    Naquela manhã, receberam o anúncio para comparecer ao prédio da Shine Bright dentro de  alguns dias. Tomavam café da manhã juntos. Minki tinha momentos de silêncio, parecendo pensativo e triste, alternando com suas loucuras episódicas de dar risada e falar alto com os amigos da mesa. Amihan fazia apontamentos sobre danças amadoras postadas na internet, dando dicas, no momento, para um Bae compenetrado.  O professor atarefado ainda não tinha respondido seu e-mail, apenas uma mensagem automática agradecendo pela mensagem e pedindo que aguardasse.

    Em compensação, as outras pessoas pareciam animadas em lhe enviar mensagens, como Go Mi Nam.
    “Q? Sério isso?
    Vc ta realmente bem?
    Cuidado com esse cara que descobriu. Ele fez alguma coisa estranha?
    Agora ele n tem mais desculpa pra tocar em vc, nem dormir perto. Então fica de olho.
    Eu devia ter me inscrito também pra cuidar de vc, mas aí eu tb teria que ter outro nome.
    Se precisar de mim, me chama que eu vou que nem um trem bala. Qnd é que vou poder ver vc?
    No palco”


    Além dele, a amiga ignorada também tinha enviado novas mensagens:

    “Vi que você visualizou e não respondeu.
    Tá tudo bem?
    Vamos sair!!!!!!! Ainda tenho alguns dias em Londres.
    <3 <3 <3 “


    A mãe de Eu Se também tinha deixado uma foto do jantar da noite anterior, que ela notava ser para uma pessoa, para variar.

    “Estou bem, querida. Veja só o que eu cozinhei hoje.
    Está se cuidando? Andando agasalhada?
    Conseguiu fazer amizades?
    Você já é uma pessoa maravilhosa.
    Eu te amo. “


    Destoando bastante das últimas mensagens, no entanto, a mãe enviou cerca de duas horas depois o seguinte:
    “Seu pai quer falar com você. Ligue para ele. Parece que é importante.”

    Enquanto ela tinha aquela informação para digerir, uma garota tímida se aproximou da mesa.
    - Com licenças, vocês são do programa da televisão, dos cantores? - ela olhou especificamente para Minki. - Posso tirar uma foto com vocês?

    ♫♫♫

    ♪ Tae ♪

    Após o pedido de namoro inusitado, as redes sociais de Tae engordaram bastante. Ainda que o episódio não tivesse ido ao ar, a notícia se espalhou em velocidade, gerando expectativa para a exibição no KPOP Shine, especialmente após uma foto borrada do momento em que estavam próximos tivesse “vazado” para a imprensa.

    J. J. alternava momentos de êxtase pela atitude de seu assessorado e ansiedade. Quando se encontraram no dia seguinte em seu condomínio, estava muito mais preocupado com a repercussão do caso do que com o convite enigmático da empresa, já que a atriz tinha muitos fãs homens e isso poderia aumentar o ódio direcionado a ele, o que de fato aconteceu, mas ao mesmo tempo, a página do fã clube cresceu e eles ganharam uma “central oficial” de fãs, que produziam montagens e vídeos com os dois.

    O empresário pedia extrema cautela com qualquer ato na presença de câmeras ou ambientes públicos, porque certamente algum paparazzi estava louco para desmentir a história ou torná-los um casal-escândalo.

    -Já saiu com ela? Já marcou com ela? Não marque. Vejamos onde vocês podem sair… - decidiu fazer uma pesquisa no telefone - Recebemos dezenas de convites para eventos nas últimas semanas. Quem diria que aqueles releases de restaurantes serviriam para algo. Não faça besteira e teremos seu rosto divulgado no lugar certo!  

    - O que acham de um coquetel? - Jin Sunyoung deixava o quarto muito elegante, maquiada, carregando uma sacola de sua loja de roupas e uma bolsa. Sua fala era descontraída e não necessariamente ligada ao assunto, ela apenas queria um gancho para conversar. - Olá, querido, bom dia. - Ela entregou para cada um bonito folder recheado de páginas com modelos bem vestidas. -  Lançaremos uma coleção especial em breve. Fechamos parceria com o estilista Lim Suh, que vai assinar algumas peças. O fato é que estamos fechando um evento e estava para conversar com você quando tivesse tempo. Ouvi dizer que está próximo daquela menina que estão chamando de nova queridinha de Seul. Isso é ótimo. Que bom que ouviu meu conselho. Não quer convidá-la a comparecer no meu coquetel? - sorriu de leve, mas em nenhum momento pareceu preocupada em saber daquele relacionamento. - Dessa vez faremos no espaço do  Hwarang Seoul. Tenho certeza que será ótimo. Obrigada, querido. - A ex-miss Coréia era impressionante. Fazia pedidos com um misto de assertividade com doçura de uma maneira tão efetiva que as pessoas tendiam a concordar com ela sem pestanejar. Ainda que falasse em tom de sugestão, era um pedido claro, que já esperava ser aceito. - Enviarei depois os detalhes. Agora preciso ir. Continue cuidando do meu Tae. Por enquanto me parece satisfatório.

    Tae sabia muito bem como funcionavam os eventos sociais da mãe: locais fechados para a alta sociedade da moda e ricaços interessados no tema, com duração de até três horas. Hwarang Seoul era um hotel cinco estrelas em Gangnam, que abrigava grandes eventos, inclusive internacionais, e hospedava com frequência os coreanos mais importantes e ocupados do país, além ter um chef com experiência mundial que assinava o menu.

    - Bem, acho que temos o nosso local, não é? - J.J. sorriu meio sem jeito, incapaz de recusar. - Faça o convite à senhorita Peach. Não precisarei nem mesmo avisar a imprensa. Tudo parecerá muito natural. É perfeito! Muito bem, Tae-shi!! É muito perspicaz. Bem, podemos discutir agora sobre a próxima etapa, minhas fontes me disseram que será, novamente, em grupo, mas...

    A babá do filho menor tinha aparecido pela porta, trazendo o irmãozinho choroso. Ele reclamava que não queria ter aula, mas queria brincar no parque, mas teimava em agarrar-se à perna da mãe… Até que viu o irmão mais velho.

    - Hyuuuung - a criança saiu correndo meio desengonçada, com seu carrinho na mão,  e a babá correndo atrás, desesperada.  - Tava na TV! - apontou para o aparelho, sorridente. - Quero brincar de heroi! Vem.

    - Tae, deixe seu irmão estudar. A instrutora chegará em uma hora. Bom dia - com a breve ordem, a senhora Jin deixou a casa.

    ♫♫♫

    ♪ Shin-Hee ♪

    A caixa de e-mails de Shin-Hee estava atualizada com a resposta de sua colega de sala.

    “Estou muitooooooo feliz que você está no programa.

    Desculpe-me, eu já sabia. Porém, estava fazendo um curso na semana e achei que você não queria esse tipo de atenção.  Fiquei muito feliz que veio me contar.

    Percebeu como eu estou escrevendo bem?  Eu até falei formalmente. Estou treinando. Hahahah.

    Pensei muito no que você me falou, então me inscrevi em vários cursos de férias, um deles era sobre jornalismo independente para jovens. Acredita que foi o que eu mais gostei? Então decidi começar um blog.

    Amei que você me mandou esse vídeos, pois estava pensando em fazer matérias sobre música, que eu gosto tanto, especialmente sobre o programa. Não sei cantar, mas posso escrever sobre isso, aproveitando que posso pedir ajuda para o meu pai (eu sei que você não vai gostar dessa parte, mas ele também não quer me ajudar muito). Não é demais?  De qualquer forma, segue o link que postei na minha página. As pessoas estão adorando. Seu amigo realmente é ótimo. Ele já estava na lista que eu estava preparando de TOP 10 melhores apresentações do KPOP Shine.

    Se você tiver mais alguma notícia ou foto quente sobre o programa, por favor, me ligue! Posso contar com você?

    A propósito, seria muito legal sair para conversar sobre as novidades. O que acha?

    Obrigada~~

    Myeon
    (xx) xxxx-xxxx”

    O blog de Myeon tinha uma boa aparência, com seu fundo rosado e fotos dela espalhadas. Ela escrevia sobre dicas de moda, postando fotos lindíssimas com looks novos, músicas que gostava e comentários sobre filmes que tinha visto. Parecia bem experimental, mas ao mesmo tempo, tinha dedicação e refinamento profissional, já que apesar de ter um frescor de blogueira, não parecia amador, ainda que só tivesse 10 postagens por enquanto. Ela escrevia bem, diferentemente do que se esperaria por sua forma de falar.
    A popularidade da garota na escola refletia na internet, bem como seu status como filha do CEO da Bright também impulsionava os comentários - e não fazia nem mesmo 24 horas que o texto tinha ido ao ar. Ali, algumas pessoas diziam torcer pelo debut de Tommy no primeiro grupo da empresa e mencionavam outros participantes, como Minsoo.

    O outro email falava sobre a nova etapa misteriosa, pedindo que comparecessem daqui alguns dias na empresa, sem maiores explicações. Ele teria esse tempo para se recuperar da dança, treinar, contatar seus amigos ou aproveitar as breves férias.

    ♫♫♫

    ♪ Yuki ♪

    O aviso de Yuki chegou em formato de carta, um pouco atrasado, mas Chae já tinha recebido o aviso no telefone e a informado. A garota foi prestativa no dia seguinte, ajudando a amiga nas tarefas domésticas básicas antes de se despedir.  Não havia notícias de Eunji até aquela hora. A amiga não tinha qualquer forma de contato automática.

    De qualquer forma, estava na hora de ajudar a família, sendo acompanhada por sua mãe. Quando chegou na peixaria, seu pai e irmão já estavam lá, pois levantavam muito mais cedo, para pescar e organizar tudo.

    O dia corria mais ou menos normal, quando uma senhora chegou para cumprimentar a mãe de Yuki, pois tinha visto o programa. As duas ficaram conversando e a senhora Shimada parecia lisonjeada e alegre.

    - Maravilhosa. Eu me emocionei durante a audição. Sua filha é tão bonitinha!

    O pai de Yuki pediu uma reposição de peixes e Taegyu atendeu ao chamado, carregando um caixote até a bancada, mas acabou fazendo um grande barulho ao soltar o peso da caixa de uma vez e ajoelhando no chão.

    A mãe de Yuki saiu correndo para ajudar o filho, que esfregou a testa com as costas da mão.
    - Está tudo bem. Tudo bem. Eu escorreguei  - sorriu, levantou-se e foi conversar com o pai.

    ♫♫♫

    ♪ Eun-Ji ♪

    Um novo dia amanheceu na casa dos Wong, ao som da porta levando tapas de Jeon. A família se arrumava para mais um encontro na igreja e sua mãe estava no pior humor possível, sendo ela mesma a responsável por arrumar a garota, bruscamente girando-a e balançando pelos cantos.

    O avô reunia potinhos de unguento para serem abençoados… quando notou que um deles estava aberto. Ele e a vó discutiram alto na sala quando de repente o homem ja estava no quarto, com “o potinho do crime” que Eunji utilizara na noite anterior.

    - Quem disse que isso era para você, garota egoísta? O demônio da cobiça está em suas entranhas, consumindo tudo nessa casa!! - o avô vociferou com sua voz rouca e começou a tossir logo em seguida. Só por este fato sua mãe não bateu nela, preferindo puxá-la pelo braço com violência.

    - Garota estúpida! Hoje você não vai a lugar algum. Vai orar pelos pecados que está cometendo lá fora. Aquela sua professora atrevida queria minha autorização ontem para você dormir fora de casa, disse que se atrasou por causa dos colegas de sala, que gostam de você. E por acaso esses colegas têm Deus no coração? Frequentem a igreja? São todos pecadores. Quer ir para o inferno com eles e nos levar junto? Por isso não. Hoje você vai ser uma menina direita, que tem fé! - o discurso se prolongou durante o caminho.  

    Naquele dia, após todas as rezas, quando normalmente sairia para ganhar carona da senhora Bora, a mãe chegou bem perto de seu ouvido e disse “Acompanhe sua avó”, de uma maneira assustadora. Assim, Eunji foi introduzida a uma turma de senhorinhas que aguardavam com tricô na mão. Era o grupo de férias da igreja, que estava preparando-se para vender crochês no bazar beneficente da igreja.

    - Irmãs, como sabem, esta é minha neta querida! - a avó anunciou. - Ela irá dedicar suas férias escolares para ajudar o próximo a partir de hoje. Por favor, ajudem-na no começo. Então, vamos começar. Ainda temos muitos casaquinhos para fazer.

    O grupo se reuniu em uma rodinha de cadeiras e um saco com agulhas de crochês foi colocado em seu colo.
    Persephone
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Persephone em Qua Jun 07, 2017 3:08 pm

    O merecido descanso veio depois de uma prova extremamente exaustiva que testou vários limites dos candidatos. Shin gostava de se exercitar,  tinha uma rotina de corridas moderadas e também jogava basquete às vezes com os amigos do colégio, do modo mais amador possível. Contudo, seu corpo não era preparado para passar doze horas ensaiando uma coreografia e ainda manter o pique para dançar. Sem contar que ele já tinha gastado uma semana inteira treinando dança e expressão corporal.

    Estava morto, o menino.

    Tanto que quando o despertador tocou, ele não pediu por mais cinco minutos. Pediu por uma hora a mais. Com isso, ele se atrasou completamente para o horário do café da manhã e de suas corridas habituais. Já sabia que o pai estava numa rotina intensa no Congresso e certamente não se importaria com sua ausência no café da manhã. A mãe, por outro lado, podia ficar um pouco mais sensível. Não tinham conseguido conversar direito na noite anterior e o café da manhã talvez fosse o momento para contarem o que aconteceu.

    Ao sair do quarto depois de realizar a higiene matinal, ele confirmou que apenas os empregados estavam por ali. Coçou a cabeça, daquele jeito que ele quase sempre fazia e seguiu até a cozinha. Disse à cozinheira que poderia fazer ele mesmo o café, que ela não precisava se preocupar. A cozinheira revirou os olhos, aborrecida como só uma "mãe" ficaria ao ver que o elaborado café da manhã dele seria cereal com leite. Chegou a ser expulso da cozinha enquanto ela dizia coisas do tipo.

    - Olha o seu tamanho, menino! Acha que vai conseguir ficar horas só com um cereal horroroso na barriga? Você me afronta ao comparar a minha comida com isso! SAIA DAQUI! E deixe esse pote aqui! - Dizia enquanto batia nele com o pano de prato.

    - Aish!! AISH!! Tá bom, tá bom!! Eu vou comer fora.

    - VAI SENTAR!

    Shin até deu um pulo para trás, se defendendo do ataque da cozinheira - ela trabalhava para a casa da mãe dele, ajudou sua avó na criação dos filhos e isso se perpetuou com a mãe dele. Logo, ela tinha intimidade e também idade o suficiente para dar esse tipo de ataque e ordem nele.

    O garoto acabou rindo e sentou-se à mesa, pegando o celular. Viu que tinha duas notificações. Olhou ao redor e se encolheu um pouco para ler o recado do concurso. Diferente da primeira mensagem, essa não continha muitos detalhes. Apenas exigia a presença deles na semana seguinte. Não dizia o que eles deveriam levar, nem o qual seria o teste. Aquilo o deixou curioso, mas a partir do dia seguinte, ele voltaria com as aulas de canto e dança, ajustando os horários. Felizmente não seriam doze horas como a prova, mas pretendia manter esse ritmo para continuar se aperfeiçoando. Marcou em sua agenda do celular a data como um lembrete e até o fim do dia, montaria seus horários.

    Quanto ao segundo e-mail, Shin começou lendo de modo interessado. Myeon tinha mudado um pouco seu modo de escrever, mesmo que ainda fosse possivel perceber aquela animação que ela tinha. Acabou dando algumas risadas, que não tinham nada de debochadas, enquanto lia tudo. Sem perceber, continuou com um sorriso no canto dos lábios, pensando na resposta. A cozinheira da família voltou com o café da manhã, o cheiro estava delicioso, mas era demais para uma pessoa só. Ela nem quis ouvir seus argumentos e o mandou comer. Deu um gole no suco antes de começar a comer, mas deu uma olhada no blog de Myeon antes da refeição.

    Para quem estava começando, ela agia com um profissionalismo invejável. Sabia que ela tinha bom gosto e, pelo visto, também sabia mexer em html e essas coisas que ele pouco conhecia. Era agradável aos olhos e o conteúdo também era bom. Fora que ela era uma menina popular, por saber se comunicar muito bem, não seria difícil fazer com que a seguissem. Meneou positivamente, aprovando o conteúdo e decidiu respondê-la antes de qualquer coisa.

    "Bom dia, Myeon-shi!

    Antes de mais nada, fico muito feliz em saber que você decidiu investir nesses cursos durante as férias.

    Você sempre soube se expressar muito bem e realmente me alegra saber que seguiu meu conselho. Não menti quando disse que você tinha muitos talentos que poderia explorar. Seu blog é muito bonito e organizado, já coloquei nos meus favoritos para poder acompanhá-la.

    Quanto à ajuda de seu pai, oras, ele é seu pai. Se ele apoiá-la, te dará mais segurança e confiança para seguir o seu caminho. Não leve tanto a sério o que eu digo, percebi nesses dias, que posso ser muito extremista. Perdoe-me se alguma vez a fiz se sentir mal com algo que disse, minha intenção nunca foi essa. Só realmente acho que você não é do tipo que precisa de ajuda (no caso financeira e influencia) para chegar onde quer. O apoio que precisa é diferente, é emocional. Enfim, repito, eu sinto muito se alguma vez a fiz se sentir mal, não foi minha intenção.

    Eu adoraria encontrá-la pessoalmente. Tenho essa semana inteira de folga e a parte da tarde livre. Não sei se posso dar detalhes sobre o programa, porque temos um contrato, né? Mas posso dar minha opinião sobre algumas pessoas. O que acha se eu convidar alguns amigos meus para conhecê-los pessoalmente também? Se for incomodo, pode ser só nós dois. Você escolhe aonde.

    Até breve,

    Shin-Hee."


    O rapaz releu seu e-mail antes de mandar e enviou, mesmo com a parte repetida. Tinha sido necessária, no fim das contas. Depois disso, enviou mensagens para Tommy e Quan Lei, perguntando se estavam vivos depois da maratona do dia anterior e o que pretendiam fazer nos próximos dias.

    Quando terminou de tomar seu café, foi se arrumar para sair.

    Eram cerca de 10:40h da manhã quando o carro o deixou em frente ao prédio que sua mãe trabalhava. Ao invés de mandar mensagem ou ligar, ele foi pessoalmente até o trabalho de sua mãe com um bonito buque de rosas e lírios. Era uma forma de pedir desculpa pela ausência nas últimas 24 horas e de demonstrar seu respeito e amor. Esperaria por ela para atendê-lo e pediria por um tempo no trabalho para que tomassem um café simples juntos. Afinal, o filho dela tinha esse direito.


    E Shin chamava a atenção com seu porte e elegancia. Além de bom filho e educado, ainda era bonito e bem vestido (look)
    shamps
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por shamps em Qua Jun 07, 2017 9:55 pm

    Na manhã seguinte, nem mesmo os gritos e puxões de sua mãe fizeram Eun-Ji esmorecer. Ela lembrava com carinho da noite anterior: como ficou sem graça quando Dam não quis formalizar a promessa dela; o fato dele não ter mais tocado no assunto da "pessoa da música" também a deixou muito confusa, cheia de sentimentos controversos e perdida, mas preferiu não remoer sobre um assunto do qual não conhecia; amou o passeio de moto e como ele prometeu a levar em lugar bonito. Como ela ansiou por aquilo. Ficou feliz por Bora ter gostado dele e tê-lo achado gentil. De fato, ele era. E quando sua professora a incentivou a falar sobre Dam, a garota simplesmente falou tudo em detalhes, sem esconder nada. Disse como ficou chocada e confusa com a ''pessoa'' da música e como sentia um frio na barriga quando ficava perto dele. Não sabia explicar o que sentia, só que era diferente do que sentia por ela ou por Yuki ou pelos meninos.

    Jeong a culpava por tudo naquela casa, tudo que acontecia lá era falta de fé de Eun-Ji e a garota sentia-se mesmo culpada por tudo, ela tinha fé, mas mentia e isso a feria por dentro, muito mais do que os gritos da mãe. Ficou aliviada por ter retirado as faixas na casa de Bora, senão sua mãe teria visto, já que a vestiu naquela manhã. Falou que ajudar os amigos com dificuldades era uma coisa boa e que Jesus sempre ajudou os necessitados. Ela não poderia negar ajuda, assim como o filho de Deus jamais negou.

    - Perdoe-me, vovô - disse, tentando acalma-lo - nós sempre temos um para nosso uso pessoal, eu só pensei que fosse esse. Como posso recompensa-lo? - a mãe continuou falando de seus pecados e ela concordou com algumas coisas, mas ficava triste com outras - orarei com mais fé, minha mãe. Eu prometo.

    O dia foi puxado na igreja, Eun-Ji fez tudo que lhe foi pedido, rezou muito, até conversou com seu pastor, mas evitou contar sobre tudo que envolvia a música. Foi muito difícil mentir - omitir, na verdade - para ele, era como mentir para Deus, e ela sabia onde pararia essa história se ela revelasse o que fazia. Pediu conselhos de como ser uma boa filha, já que sofria por não atingir as expectativas da mãe. Observando o pastor, Eun-Ji teve uma ideia, mas guardou para si.
    Percebeu que já passava da hora de ir encontrar sua professora e se assustou, porém não obteve a permissão de sua mãe para partir. Seria melhor mesmo se ela fizesse as vontades da mãe por um tempo. Ficaria chateada, mas foi convidada a acompanhar a avó, ela ficou muito feliz por fazer algo com ela. Se desculparia com Bora mais tarde.

    - Muito prazer, senhoras - cumprimentou respeitosamente, se curvando, às mulheres presentes. Um enorme e luminoso sorriso surgiu em seu semblante quando a avó disse que ela era sua neta querida. Como era bom ouvir aquilo - obrigada vovó. Eu te amo - falou com sinceridade e abraçou a senhora Haneul - estou muito feliz por participar desse projeto - e empolgada pegou o material para iniciar o tricô.

    Ficou tão feliz e comovida, que esqueceu de tudo aquela tarde, ela era toda da igreja e se divertiu muito fazendo o tricô. Adorou passar aqueles momentos maravilhosos com a avó, e pensou que poderia passar um tempo assim com sua mãe também.

    - Vamos fazer algo juntas, mamãe? - disse muito empolgada - e com o senhor também, vovô. Passamos tão pouco tempo juntos - ela só queria passar bons momentos com a família que tanto amava.

    Esperava também encontrar com Bora e os amigos naquela semana. Temeu que não conseguisse vê-los ou pior, não conseguir ir na terceira etapa do programa. Naquela semana também precisava fazer algo importante e precisava da ajuda e dos conselhos de sua amada professora.
    Esperou ansiosa pelo contato dela.
    Gakky
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Gakky em Qua Jun 07, 2017 11:22 pm

    Yuki sorria algumas vezes sozinha quando lembrava de Minsoo, isso a fazia se distrair no trabalho com os pais, o que lhe rendeu alguns sermões. Gostou muito de ter Chaesoo em sua casa na noite passada. Estava preocupada com Eun-ji, era difícil se comunicar com a amiga. Ela guardou com carinho a dobradura de Minsoo em um lugar especial do seu quarto, só levaria em seu bolso quando fosse para o concurso, não queria que sujasse de peixe. Seu irmão não tinha um quarto, dormia na sala, para poder deixar a irmã ter o próprio quarto, já que acreditava que meninas deveriam ter um quarto próprio.

    Estava trabalhando na peixaria quando ouviu comentários da mãe e de uma senhora. Suas bochechas coraram ao ouvir o elogio. Será que ficaria mesmo famosa um dia? Se perguntava animada enquanto arrumava os peixes em cima dos caixotes. Mas então de repente ouviu um grande barulho, seu irmão tinha derrubado a caixa de peixes e estava ajoelhado no chão. Yuki correu preocupada na direção dele e se abaixou para verificá-lo:

    - Oppa! O que houve? Tropeçou? Tem certeza que foi isso? Você se sente bem?

    Yuki vai por a mão na testa do irmão para ver se ele estava com febre. Achava que o irmão estava se esforçando demais, isso poderia até deixá-lo doente. Nesse momento Yuki desejou muito que pudesse vencer o concurso, sua família dependia disso para sair dessas condições tão ruins. Mais do que aqueles famosos, era questão de qualidade de sua vida. Se alguém ficasse doente, nem teriam como pagar um hospital. Ela não desiste, vai atrás do irmão e pergunta:

    - Oppa... Acho melhor você descansar, tem trabalhado muito... E por falar nisso, por que chegou com cheiro de fumaça naquele dia? Está trabalhando em outro lugar também?
    Okley
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Okley em Qui Jun 08, 2017 12:42 am

    Saia que essa semana seria puxado, além de ensaios, treino de taekwondo, administrar a fama, agora tinha que pensarem como lidar com Peach. Tinha conseguido em pouco tempo aumentar os fãs, assim com haters. Acreditava com mais tempo conseguiria reverter essa situação dos haters, afinal estava no início da carreira, era de se esperar que ficassem com desconfiados do que ele poderia fazer e chegar.

    Acho melhor manter o relacionamento com a Peach longe da mídia por enquanto, queria esperar a revelação seja feita pelo próprio programa, assim aumentaria as expectativas das pessoas. Muitos candidatos tinham vistos os dois, logo os sites de fofocas e redes sócias estariam noticiando, esperariam qualquer confirmação do relacionamento. Tinha que tomar cuidado para deixar quieto, pois poderiam buscar em todo canto uma foto ou histórias dos dois juntos, era melhor deixar para o imaginário das pessoas sobre o que aconteceu.

    - Ainda não. Temos que ver um lugar seguro, vamos esperar o programa sair para ter uma noção da recepção das pessoas, mas temos que encontrar com a Peach, não é bom parecer que isso não passa de mentira, seria bem pior para imagem. – Olhou para J.J. enquanto ele mexia no celular – Temos que ver quais são os eventos que vão dar destaque e gerar dinheiro, aparecer em qualquer um pode parecer desespero.

    - Bom dia mãe. - Disse já bem surpreso com ela entrando na conversa bem no meio. Foi educado com sua mãe e até mesmo contente por ela se lembrar dele, querendo ajudar. – Seria ótimo ir em um coquetel igual a esse. Vou convidar ela. – Não queria ir ainda nesse evento como namorados, por mais que teria que conversar com ela mesmo seria, era um bom lugar para aumentar as expectativas. Não seria muito bom roubar a cena no coquetel, mas a Peach aparecer em uma festa organizada pela sua mãe ganharia uma nota na notícia.

    Teria que conversar com ela mesmo, fazer o convite pelo celular e além de ver como ficariam a agenda dos dois essa semana antes das audições. Por hora estava preocupado com a próxima etapa, da outra vez tinha poucas notícias do que ocorreria e dessa vez também não tinha conseguido muito, tentaria ver com JJ se ele tinha mais informações.

    Não queria fazer os treinos diários novamente, talvez conversar com seus amigos e até chamar para ver eles, as meninas eram mais difíceis de combinar, mas assim que conseguisse as chamaria para fazer uma visita durante a semana junto com os meninos. Talvez estreitar os laços de amizade com Minsoo e Dam saindo para passear com eles em algum lugar público, aproveitado para ver a reações do público, se tivesse, com o trio formado.

    - Olá! – Agachou assim que seu irmãozinho apareceu correndo para ele, dando um abraço, quase fazendo como tivesse em um voo. Arqueou a sobrancelha quando ele disse que tava na TV, achou bem estanho aquilo, olhando para JJ querendo saber se realmente isso tinha acontecido e JJ nem sabia dessas informações.

    - Vai lá estudar depois nós brincando. –
    Soltando ele novamente chão, obedecendo sua mãe sem questionar muito, também estava ali resolvendo sobre como seria essa semana com JJ.
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Larissa Aprill em Qui Jun 08, 2017 11:05 am

    Eu Se acorda no dia seguinte se sentindo menos dolorida do que antes, assim que ela se espreguiça na cama vê Min-ki disputando o banheiro com Amihan. Todas as manhãs eram conturbadas assim, o que faz a menina rir com aquele ambiente leve e descontraído. Bae estava na sala jogando em seu vídeo game portátil,  logo Amihan aparece na sala e eles comentam sobre a prova do dia anterior, tinha sido cansativo para todo mundo.

    Quando o moreno propõem de descerem pra tomar café da manhã juntos, a garota prepara suas roupas e fica aguardando na porta do banheiro. Nesse meio tempo ela vê as mensagens em seu celular. Sua mãe como sempre fingindo estar tudo bem,  ela olha para a foto da mesa de jantar com tristeza. Já fazia semanas que ela estava vivendo no hotel e enquanto isso sua mãe devia estar cada vez mais solitária.

    Ela estava compenetrada demais no celular que não percebeu quando Min-ki saiu do banheiro, só sentiu o braço ao redor do seu pescoço e o rosto dele próximo ao seu, seus cabelos estavam molhados. O loiro olhava para a mensagem interessado e admirando o prato que sua mãe tinha feito.  Eu Se sente o rosto corar e o coração bater acelerado no peito, mas nem teve tempo de formular uma resposta e ele já estava saindo.  

    A garota corre para o banheiro e tranca a porta atrás de si. Estava cada vez mais difícil esconder seus sentimentos, só dele estar tão próximo de seu rosto, já a deixava nervosa. Ela encara o espelho e dá tapinhas no rosto, sentia as bochechas ainda queimarem de vergonha. Precisava tomar um banho, um banho gelado iria acalma-la. Após o banho e com o coração mais calmo, ela responde para sua mãe e para Go Mi Nam.

    “어머니.
    나는 당신이 그리워요. 접시는 좋은 사람과 함께하지만, 혼자 먹지 않으려 고. 나는 그의 옆에없는 죄책감을 느낀다. 그리고 그녀의 친구와 함께 나올하려고합니다.
    사랑


    Mãe.
    Estou me cuidando e fazendo grandes amigos. Mas estou com saudades de casa. O prato está com uma cara ótima, mas tente não comer sozinha. Me sinto culpada por não estar ao seu lado. Então tente sair mais com suas amigas.
    Te amo”


    A resposta para o amigo de infância foi escrita com empolgação, já que sabia que teria alguns dias de folga, não via a hora de vê-lo e contar as novidades.

    “나의 하나님, 당신은 질투? KKKK
    만나자, 나는 떨어져 며칠, 여기에 몰려있다. 그리고 당신은 나의 새로운 친구들 모두 정말 좋은 알고 싶습니다.


    Meu Deus, você está com ciúmes?? Kkkk
    Vamos nos encontrar, tenho alguns dias de folga, venha correndo para Seul. E você iria gostar de conhecer meus novos amigos, são todos muito legais.”


    Ao ler a mensagem da amiga em Londres, fez uma careta. Depois de tudo que estava vivendo, não queria mais conviver com pessoas fúteis, mas precisava manter as aparências e dar um jeito de despista-la.

    안녕, 알았지?
    내가 전에 대답하지 않은 미안 해요, 콘서트 공부를 매우 바쁜입니다. 나는 만날 시간이 없다.
    나는 다시 서울에 도착하면 우리는 얘기하자.


    Oi, tudo bem? Desculpa não ter respondido antes, estou muito ocupada estudando para o concerto. Acho que não terei tempo para nos encontrarmos. Nos falamos quando eu voltar para Seul.”


    Quando terminou de enviar as mensagens, escutou Min-ki batendo na porta a acelerando e a voz ao fundo do Amihan, dizendo para ele deixar de ser inconveniente. Sorrindo ela sai do banheiro e juntos vão tomar café da manhã. Havia muita gente nova andando pelo hotel, ela fica olhando ao redor, procurando pelo chinês de ontem.

    O quarteto se senta na mesa, Amihan e Bae estavam focados em analisar coreografias que pudessem ajudar Bae na próxima fase, que era uma incógnita para todo mundo. Só haviam sido comunicados que deveriam comparecer tal dia e horário na empresa. Isso a deixava ansiosa, mas no momento queria apenas descansar e curtir a presença dos amigos.

    Ela repara que Minki estava triste, então ela apoia a mão em seu braço.

    - Gwaenchanh-a? eum .... eoje neujge dochaghaessda. dangsingwa hyelin ... dangsin-eun ... geunyeoneun gwaenchanhseubnikka? geuneun seulpeun eoje boassda. Você está bem? .... Hummm, ontem você chegou tarde. Você e a Hyerin... vocês... Ela está bem? Parecia triste ontem.

    Ela sente suas mãos suando frio, queria pergunta sobre os dois, mas tinha medo da resposta. Nesse momento seu celular vibra com uma mensagem da sua mãe e ela levanta da mesa bruscamente. Ela precisava ligar para seu pai. Mil coisas passava na sua cabeça e tinha certeza que ele havia descoberto a verdade. Então ela ignora a menina que estava conversando com Min-ki, sai da mesa sem falar com ninguém  e caminha para um lugar mais vazio e silencioso.

    Enquanto esperava seu pai atender do outro lado da linha, ela andava de um lado para o outro nervosa.

    - Yeoboseyo? Dangsin-eun eotteohgehago? Nailbogo sip-eo  abeoji? Alô? Como o senhor tem passado? Você queria falar comigo pai?



    Luxi
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Luxi em Dom Jun 11, 2017 12:10 am

    ♪ Shin-Hee ♪

    A presença de Shin Hee no escritório da mãe era sempre bem-vinda. As atendentes sussurravam entre si conforme ele andava e brigavam secretamente entre si para ser a pessoa a conduzi-lo à sala da mãe. Quando entrou no local, notou que não tinha sido o primeiro a enviar flores, no entanto, já que ela tinha um vaso com rosas frescas colocadas em sua mesa ao lado de um cartão com uma assinatura que não era muito legível. Talvez um cliente satisfeito…

    A mãe tratou de finalizar logo uma ligação para atender o filho com um sorriso no rosto.
    Para mim? Que adorável - sorriu, contente, e pediu para que uma secretária lhe trouxesse um recipiente para elas.  - Podemos tomar um café, é claro. Esta semana está bem movimentada, mas eu sempre tenho tempo para você. Vai poder me contar mais sobre as últimas novidades.

    A senhora Yoon quis saber melhor sobre as etapas do programa e como ele estava se sentindo a respeito.

    Depois disso, tinha arrumado compromisso com os amigos.
    Tommy  e QuanLei não demoraram a responder, logo aceitando uma saída com o amigo, para aquele dia mesmo.  Myeon animou rapidamente e sugeriu que se encontrassem, mais para o fim da tarde, em um café chamado “Rocket Spoon”, que tinha sanduíches, pratos individuais, mas mais especificamente um mikshake bem saboroso. Porcarias que a cozinheira não ficaria nada feliz que ele tivesse consumido, mas que eram bastante populares.

    - Essa garota é alguma coisa sua?  - quis logo saber o chinês, assim que a menina se ausentou para lavar as mãos.
    - Você já está de olho na mulher dos outros de novo? - Tommy riu, cobrindo a boca.

    Myeon voltou para a mesa e pareceu empolgada com a presença dos dois rapazes, disse que tinha divulgado o loiro na internet, o que o deixou bastante empolgado e surpreso. A garota aproveitou para pedir algum material de Quan Lei também e quis saber sobre o que eles achavam do programa, além de algumas informações pessoais, como histórias de vida. Ela prontamente tirou um bloquinho de gato e uma caneta cor-de-rosa de pompom para anotar o que falavam. Ao menos estava dedicada. Nenhum deles quis comentar as últimas polêmicas, mas Quan Lei comentou que a presença de famosos no programa era um pouco incômoda.

    - Bem, vocês não deviam falar esse tipo de coisa ao lado do Shin Hee, afinal, ele… - pareceu pensar que ele não gostaria que contassem, então parou por ali. - Ele gosta de comprar a briga dos outros. - tentou remediar - De qualquer forma, ouvi dizer que o programa foi tão bem de audiência que vão passar dois episódios por semana. Tenho certeza que o próximo vai ter a sua apresentação - sorriu para o amigo. - Estou ansiosa.

    Conversaram um pouco mais sobre a impressão que Myeon teve do programa, e ela confessou que gostava bastante dos famosos, especialmente de Peach, mas que qualquer um ali a impressionava, já que ela não conseguia fazer igual. Em determinado momento, Quan Lei inventou uma desculpa para ir embora e deu tapinhas amigáveis no ombro de Shin, indo embora. Tommy fez a mesma coisa, mas mais descarado, piscando para ele e deixando os dois a sós. Myeon não achou ruim, ou pelo menos, fingiu que não tinha percebido. Ela logo propôs para tirarem uma foto juntos para suas redes sociais.

    - Seus amigos são legais. Se você ficar amigo da Peach, pode me avisar? Eu gostei muito da novela dela. A pele dela é simplesmente incrível. Seria muito bom poder ter uma entrevista com ela no meu blog. - fez uma pausa, guardando o bloquinho na bolsa. Parecia bem empenhada em virar algo como uma jornalista. - Oppa…você é filho do Senador Yoon. A imprensa vai reconhecer você no programa e logo todo mundo vai ficar sabendo… Você não vai desistir, não é?  Seu pai parecia bem bravo naquele dia… e é o que as notícias dizem: que ele é bem sério. Ele não aceita que você participe do programa, não é? - parecia preocupada com ele e um tanto receosa de perguntar.

    ♫♫♫

    ♪ Eun-Ji ♪

    A tarde de Eunji foi limitada a costurar roupinhas junto com o grupo de idosas da igreja. Sua avó não respondeu ao “eu te amo”, simplesmente entregando a ela as agulhas com um gesto de “sente ali”. Até que não era tão ruim assim dedicar-se a uma atividade calma como aquela. A ruiva podia até sentir que estava mais de acordo com o que a família esperava dela, já que ninguém a repreendeu.
    Já era de tarde quando o quarteto voltou para casa. Eunji parecia empolgada com a ideia de interagir com a família. O avô torceu o nariz.
    - Não tem nada para fazer junto de você. Você só estraga tudo. - resmungou ele, andando meio corcunda até o armarinho onde guardava seus unguentos… ali, bem no cantinho, estava o potinho “perdido” que ele tinha acusado a ruiva de pegar. Era claro que Eunji tinha utilizado o correto, mas é claro que ele não disse nada a respeito.
    - Eu estou ocupada, Eunji. Não tenho tempo para bobagens. Já não basta aquela sua professora que me fez perder tempo quando foi me procurar na igreja. Um disparate! Eu disse que a partir de agora você estava ocupada com assuntos importantes e pedi para tirarem seu nome da monitoria. Ela insistiu que a escola precisava de você exatamente em seis dias. O que ela quis dizer com isso?  - perguntou sem realmente querer saber.  A ruiva podia entender que isso significava a data em que deveria comparecer à empresa para a próxima etapa.
    Organizando as roupinhas, a avó parecia analisar meticulosamente todos os bordados de Eunji, em busca de defeitos graves, mas a garota era treinada em tarefas domésticas, então foi difícil achar algo para criticar daquela vez.
    A mãe mandou a menina fazer a janta e depois mandou que ela fosse dormir. Simplesmente assim.

    O dia seguinte de Eunji foi quase igual ao anterior, mas ela não teve unguentos para se desculpar. Desde quando sua rotina era tão monótona? Ainda que gostasse de passar tempo com a família, não havia metade da animação que conhecera no programa. Além disso, se continuasse assim, passaria os próximos cinco dias sem treinar!

    Naquele dia, quando se reuniu com a família para ouvir as palavras do pastor, um jovem parou ao seu lado. Ele logo lhe deu a impressão de que conhecia de algum lugar, mas sua camisa social e os óculos não lhe remetiam ninguém. Mesmo assim, por mais improvável que parecesse, só podia ser ele mesmo, Dam.



    Ele sorriu quando foi observado, mas não disse nada, fingindo que não a conhecia. Em um determinado momento da oração, os fiéis fecharam os olhos e oraram em uníssono. Nesse momento, Eunji sentiu a mão dele segurar a sua, mas algo estava entre elas e percebeu logo o que era: um celular antigo e pequeno.  Dam levou o dedo à boca, fazendo um sinal de silêncio para ela, que precisava esconder o objeto nas roupas o quanto antes.

    ♫♫♫

    ♪ Yuki ♪

    - Não se preocupe. Só tropecei mesmo. - Até o sorriso de Tae-gyu estava diferente, foi rápido, mas foi quando ela encostou a mão em sua testa que ele decidiu se desvencilhar, dando as costas para ela rapidamente, querendo alcançar o pai, mas ela não desistiu e tentou conversar com ele.  - Eu estou bem.  - dessa vez ele sorriu de verdade, afagando seus cabelos. - Mas você me pegou dessa vez. Também não gostei do cheiro daquele lugar. É um restaurante. Parece que seu irmão sempre pega os trabalhos fedidos. - abaixou para ficar na altura dela, comentando com um misto de humor e amargura. - Desculpe por isso. Você não tem que se preocupar comigo. Tem coisas mais importantes para pensar, certo? Fighting.  -  levantando-se novamente, ele levou a mão à testa suada  - Mas talvez… eu pare um pouco. Só um pouco. E porque você pediu. Eu já venho. Vou encostar ali.

    - Tae-gyu, descanse um pouco, eu e sua irmã vamos cobri-lo por enquanto, está bem? - a mãe deles interveio e o rapaz sorriu. - Yuki, vamos trabalhar duro pelo seu irmão. - sorriu, como se aquilo fosse um tipo de jogo, mas estava claramente preocupada.

    Não era para menos, já que já estava na hora da pausa para o almoço e Taegyu nem tinha aparecido ainda. Isso porque o “almoço” da família acontecia quando o movimento da feira diminuía, no caso, 14h.

    - Yuki, pode ir chamar seu irmão? A comida dele vai esfriar… -  a senhora Shimada tinha acabado de esquentar as marmitas, enquanto o pai continuava atendendo os últimos clientes.

    Próximo dali, o irmão estava encostado em uma pilha de caixas, de olhos fechados e aparentemente dormindo, mas arfava e suava bastante.

    ♫♫♫

    ♪ Tae ♪

    O irmãozinho de Tae pareceu triste com a resposta inicialmente, mas quis transformar aquilo em uma promessa de verdade.
    - Promete mesmo? Vou estudar e brincamos!!
    Só então o menino saiu correndo pela casa, sendo perseguido pela babá, mas dessa vez em direção ao quarto de estudos.

    - O que você esperava? Seu rosto está em vários lugares agora. - sorriu o empresário, orgulhoso. -  Ah, sobre sua pergunta de antes, eu estava mandando algumas mensagens e descobri que dessa vez vocês irão formar grupos. Tome cuidado com quem vai se relacionar. Todos estão bem sensíveis aos últimos acontecimentos, não custa lembrar. - o empresário aconselhou, olhando no celular. - Cuide-se, e não hesite em me ligar ou avisar aquele pivete - encerrou, referindo-se a Joon.

    Naquele dia, Minsoo aceitou de pronto que saíssem juntos e deixou que o rapaz escolhesse um lugar. Dam disse que os encontraria mais tarde, pois precisava resolver um problema primeiro. Tae notou que ofuscava muito a presença de Minsoo e agora não eram apenas meninas novas que conheciam seu nome, mas também senhoras e donas de casa, que se cutucavam quando ele passava. Um programa em horário nobre e de alcance nacional tinha esses efeitos.  Mal puderam andar muito, pois assim que uma fã teve coragem suficiente para se aproximar, muitas outras decidiram fazer o mesmo, formando um cordão humano em volta deles. Minsoo era um breve desconhecido, até que alguém decidiu confirmar com Tae sobre a existência dele. A partir desse momento, as meninas quiseram tirar fotos com os dois, sendo que Minsoo era “um participante”, um dos bem bonitos, mas era somente um participante.

    - Eu não sei onde estava com a cabeça quando eu me inscrevi nisso. Achava que a escola era o máximo de popularidade que eu podia atingir, mas agora estou vendo que minha vida está virando pública - Minsoo divertiu-se quando finalmente conseguiram fazer uma pausa e sentar para tomar algo. Uma grande pausa se fez e o amigo decidiu tocar em um assunto delicado -  Você falou com ela?

    Não especificou a princípio de quem falava, deixando que ele falasse tanto de Peach ou de Hyerin, como quisesse, mas a segunda pergunta ficou mais clara.

    - Eu tive a impressão de que Hyerin só queria encerrar as polêmicas. Ela parece se importar muito com você. Pretende resolver isso ou só disse isso para deixar a Yuki mais tranquila? Só trouxe esse assunto, porque queria começar a etapa sem problemas. Nós realmente corremos os risco de cairmos todos no mesmo grupo quando isso tudo acabar.

    ♫♫♫

     ♪ Eu Se  ♪

    - Eu e a Hyerin? - Minki se surpreendeu e ficou nitidamente ansioso, além de um pouco envergonhado. - Eu e … bem, ela está bem.  Eu só…  A gente pode conversar depois? Eu sei que isso não tem nada a ver com você. Mas às vezes você já passou por isso… bom, sei lá. Deixa. Ahn, eu tiro a foto com você - disse respondendo para a garota do hotel que se aproximou deles.

    Amihan e Bae foram os primeiros a olharem para Eu Se sobressaltada por causa da mensagem.
    - Tudo bem? - perguntou o filipino, com um ar significativo. Afinal, ele conhecia seu segredo.

    Minki olhou estranho para Eu Se se retirando tão logo, mas agora já estava com o celular na mão tirando uma selca com a fã.

    Afastada do grupo, o pai não levou muito tempo para atender, mas esse tempo era o bastante para deixá-la ansiosa. Ainda mais porque quando atendeu, ele parecia falar com outra pessoa.
    - Vou só resolver isso logo, depois eu volto aqui. Está tudo bem.
    Um breve ruído de fundo, indicando que o pai também mudava de cômodo e logo estava em contato com ele.

    - Eu Se. Está tudo bem aqui. Espero que esteja aproveitando o investimento. Tentarei ser breve. Estou fechando um acordo importante, mas para isso, o outro lado achou imprescindível conhecer minha família. Marquei um jantar para eu, você e sua mãe no Hwarang Seoul. Sei que está viajando, mas use aquele dinheiro extra para comprar a passagem, vou lhe dar mais quando chegar.  Envio os detalhes por mensagem. Espero que entenda a gravidade da situação. Esse jantar pode custar muito mais do que imagina. Além disso, imagino que esteja com saudades da sua mãe. Ela está muito carente. Não para de me mandar mensagens.

    Após a conversa, ela notaria uma resposta de seu amigo de infância.

    "Pare de ser convencida. heheheh
    Então vou viajar praí hoje à noite depois do trabalho. Vou comprar passagem.
    Podemos sair já amanhã, se você quiser. Quero conhecer esses seus amigos.
    Vou precisar de um novo nome. Como você quer que eu me chame?
    Se sobrar um tempo, depois vamos sair só nós dois, para relembrar os velhos tempos "
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por shamps em Dom Jun 11, 2017 5:34 pm

    Foi uma tarde agradável, de qualquer forma, mesmo que sua vó não tenha lhe dirigido a palavra, aquela tarde serviu como uma forma de acalmar os humores do dia anterior que tinham sido muito tensos. Ela gostou de bordar e tricotar.
    Ninguém reclamou dela, então estava fazendo tudo certo, bem diferente do que nos outros dias. Aquilo a deixou um pouco aliviada.
    Ficou bastante chateada com a recusa do avô da mãe sobre passar um tempo com eles. Queria tanto aquele carinho, infelizmente não tinha sido daquela vez.

    - Eu só queria passar mais tempo com vocês! – disse com tristeza na voz – eu amo tantos vocês – voltava a sorrir.

    Eun-Ji gelou quando sua mãe disse que era para tirarem o nome dela da lista de monitoria. Aquilo significava não poder sair de casa e ir para as audições. Era terrível.

    - Mas mamãe, essa é minha obra de caridade com a escola, além de me render pontos com a escola. Alunos em dificuldade precisam de mim e eu posso ajudar. Sinto-me muito honrada da senhora Bora ter me escolhido como uma das melhores alunas para ajuda-la... Ela poderia estar descansando nas férias dela, no entanto preferiu trocar seu descanso pelos alunos em dificuldade. Oro muito para que consigam vencer suas dificuldades e Deus me dá forças para conseguir isso – decidiu parar de falar quando as fisgadas nos joelhos se tornavam insuportáveis. Só queria chegar em casa logo e passar o remédio, temia que as coisas estivessem piores do que pensava.

    Ficou feliz por ter agradado a vó com roupinhas tão perfeitas, ela nem tinha reclamado.
    Fez a janta, tomou banho, enfaixou as pernas com o remédio e foi dormir como ordenado, pensando no que faria caso não pudesse ir à audição, mas o mais urgente seria ver seus joelhos.

    No dia seguinte, igreja e mais igreja, o que mais teria para fazer? A semana anterior tinha sido tão divertida com seus amigos e com os ensaios. Sentia tantas saudades deles. O que estariam fazendo naqueles dias? Reuniam-se para comer pizza? Que gosto tinha pizza? E Yuki, estaria lendo seus mangás? Será que Tae estaria mais calmo? Como seria o namoro dele com Peach? Minsoo estaria rindo? E os outros meninos? E Dam, teria ido à casa da Yuki? Mesmo que não conversassem tanto, ainda gostava da companhia dele. E como ela faria para treinar?

    Estava tão desolada que mal ouvia as palavras do pastor, sua cabeça estava tão longe que mal notou o rapaz que parou ao seu lado. Olhou de relance e nunca tinha visto aquela pessoa, ele a lembrava... Dam? Isso mesmo, era Dam, ou seria uma peça que sua visão lhe pregava? Arregalou os olhos espantada e viu quando ele sorriu, sem mover a cabeça para ela, e ela reconheceria aquele sorriso em qualquer lugar. Era mesmo ele, ali, ao seu lado na igreja. Ela também sorriu ao voltar com sua cabeça para o chão. Estava realmente feliz agora. Que ideia, aparecer disfarçado na igreja, ou ele era um rapaz de fé como ela? Que perfeito que seria...
    Uma oração profunda se iniciaria e todos fecharam seus olhos, inclusive ela, proferia suas palavras de fé quando sentiu a mão dele tocar a sua e lhe passar alguma coisa. Seu coração acelerou na mesma hora e o frio na barriga tomou conta dela. Abriu os olhos e observou o gesto e o objeto, era um telefone, que ela escondeu rapidamente ao comando dele. Ela sorriu e acenou com a cabeça. Olhou para ele por alguns segundos, enquanto ninguém os observava na igreja – era como se estivessem sozinhos -, agradeceu apenas movendo os lábios, sem emitir som. Dam, lindo, ao seu lado na igreja. Não conseguiu mais prestar atenção ao culto, só fingiu levantar a cabeça ao fim da oração.

    Ao fim do culto, voltou-se para mãe e disse que precisava rezar mais um pouco, mas na verdade queria ganhar tempo para ficar com Dam e conversar com ele.

    - Mamãe, vou ficar orando mais um pouco. Vou para a casa mais tarde, tudo bem? – ainda mantinha-se ajoelhada, já que era um pouco difícil se levantar. Esperava que Dam entendesse o gesto da garota e ficasse por ali também. Ficou orando, pedindo para que a próxima audição fosse calma e tranquila e que todos seus amigos passassem. Deu um tempo suficiente para que sua família estivesse bem longe e que a maioria já saísse da igreja e se levantou com dificuldade. Olhou para Dam como se pedisse para que ele a seguisse. Foi fácil notar o andar sofrido da jovem, com as pernas levemente endurecidas e mancando. Fez um gesto discreto com a mão para que ele levasse um tempinho para sair do banco e que a seguisse, quando estivessem seguros poderiam se aproximar.

    Havia um parquinho infantil a uma quadra da igreja e lá se sentaram para poderem enfim conversarem. Ela logo começa toda empolgada:

    - Dam oppa! Que alegria vê-lo. Como tem passado? Foi na casa da Yuki aquele dia? Desculpe não poder avisa-lo, queria ter pedido para minha professora te avisar, mas minha mãe me mandou depressa para dentro e não tive como. Ainda ela gritou com a coitadinha... a senhora Bora não merecia aquilo – fez uma cara de tristeza ao se lembrar da cena, mas voltou a sua atenção ao jovem – aposto que foi divertido lá na Yuki. Queria comer pizza... que gosto será que tem? Ah – tirou o celular de Dam do bolso – oppa, que ideia foi essa? É para mim? Eu vou poder conversar com vocês agora... me ensina a usar? – estava muito feliz, o semblante nublado deu lugar ao frescor da juventude da garota, com seus olhar meigo e seu sorriso luminoso de volta ao seu rosto – estou tão feliz por revê-lo.

    Conversou da melhor maneira que pode com Dam, pois sabia que ele era de poucas palavras, mas ela precisava de ajuda naquele momento. Pediria para Bora, mas temia não ter um tempo hábil para fazê-lo. Saberia que Dam não lhe negaria ajuda.

    - Dam oppa... eu preciso de sua ajuda... eu não consegui ver a senhora Bora ainda... você me ajudaria? – ficou um pouco envergonhada em pedir para ele, mas era muito importante que o fizesse – são duas coisas... eu preciso ir ao hospital... queria tirar uma radiografia dos meus joelhos, estão tão roxos e doídos... estou com medo de ser algo pior... – olhou para o chão chateada com a situação. Mostrou os joelhos enfaixados – e também... bem... não sei como lhe falar isso... talvez você me ache estranha... você acha que seria errado se eu... Deus é um só para os cristãos, né? Seria errado se conversasse com um sacerdote de outra religião? Quero dizer – ela ficou nervosa e começou a amassar o vestido com as mãos, sua roupa de igreja (um vestido reto, de mangas longas, fechado até o pescoço, longo, e o cabelo preso em um trança, o que a impediu de enrolar os cabelos quando nervosa, por isso a mão foi ao vestido nervosamente) – eu ontem conversei com o pastor sobre como me sentia mal por não agradar minha família, mas não consegui falar sobre a música e o programa, sabe... não podia falar, se não poderia acontecer algo muito grave comigo... Dam oppa... eu não me sinto bem com isso... preciso conversar com alguém... um sacerdote, mas com um que não vá me condenar... sacerdotes são mediadores entre nós e Deus né... acha que estou errada? – ela sentia-se culpada por esses pensamentos, mas precisava contar para alguém que fazia algo proibido, precisava do perdão de um sacerdote.

    No hospital, foi atendida pelo mesmo médico que cuidou de suas costas feridas meses atrás. Ele era um médico muito bonzinho e ela seguiu todas as suas recomendações. Joelheiras seriam suficientes para manter os joelhos protegidos. Ela estava fazendo certo em mantê-los enfaixados e era bom que não se ajoelhasse, ajudaria na recuperação. Sorte não ser uma fratura, foi apenas uma luxação e a patela fora do lugar, que o médico pôs no lugar com facilidade. Doeu muito, ela tentou mas não conseguiu evitar o grito. Agradeceu por Dam estar lá para segurar sua mão e conforta-la, chorou muito e falou que levaria uns tapas para parar de chorar se estivesse com mãe, isso é, se ela a levasse a um hospital, pois acharia frescura da filha. Com cuidados, ela poderia dançar no fim de semana.
    Depois pararam em uma igreja para que conversasse com um padre. Ela contou todas as suas angustias referentes ao programa e sentiu-se leve após a conversa com ele. Agora só teria que voltar para casa. Não poderia parar com Dam em frente a sua casa, por isso tiveram que parar antes e se despedirem ali mesmo. Foi triste ter que deixa-lo ali, mas era preciso.
    Não foi o passeio no lugar bonito como prometido, mas estar com Dam em qualquer circunstancia já valia a pena. Se precisasse, daria um jeito de atender um convite dele ou dos amigos durante o resto da semana, caso houvesse. Agora tinha como se comunicar.
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Persephone em Dom Jun 11, 2017 8:00 pm

    Tão logo entrou no escritório de sua mãe, o rapaz reparou que a mãe tinha recebido flores recentemente. Caso não tivesse visto o cartão, podia até ter pensado que ela mesma levara as belas rosas para ornamentar seu ambiente de trabalho naquele dia. Contudo, isso não desmerecia o presente que ele levava tampouco o abalava. Ficava feliz em saber que a mãe tinha clientes gentis que a presenteavam com flores também. Fora que a intenção era o que valia.

    Ele abriu um timido sorriso quando a mão desligou o telefone e ergueu o arranjo para ela. O sorriso aumentou um pouco mais quando ela o elogiou e logo os dois conseguiram um tempo para conversar. Shin foi bastante sincero e não escondeu nada da mãe - sabia que tinha um contrato a cumprir, mas sabia que sua mãe não vazaria nenhuma informação, nem nada do tipo. Contou sobre os amigos que fez, a revolta de alguns por conta da presença de famosos no programa, as várias confusões que tiveram. Também admitiu que se aborreceu por duas vezes e foi um pouco ríspido com a princesinha do programa. Disso, ele se arrependia um pouco, mas não do que aconteceu depois com relação à postura do par da princesinha. Também contou do desfecho do dia e a ideia que teve que culminou no e-mail para Myeon.

    Todos os conselhos da mãe seriam levados em conta, mas ela perceberia que seu filho já tinha aprendido uma coisa ou duas sobre aquele mundo. Apesar de ser um menino bastante justo, ele precisava aprender a dançar conforme a música. A única coisa que ele omitiu foi a quantidade de remédios que precisou tomar. Não queria que sua mãe ficasse preocupada com isso.

    A conversa acabou se estendendo um pouco mais do que o previsto, mas foi um tempo bastante proveitoso para os dois. Como Shin se deu aquele dia de folga, ficou bastante satisfeito com as respostas de seus amigos. Conseguiu programar as quatro agendas para um lanche no fim daquela tarde. Myeon escolheu o lugar e ele apareceu no horário combinado.

    O ambiente era bastante agradável e voltado para o público jovem. Os quatro sentaram-se numa mesa redonda e todos conseguiam uma dinâmica legal na conversa. Em determinado momento, Myeon se retirou para ir ao banheiro, deixando Shin sozinho com os amigos. Enquanto ela se afastava, ele dava um gole em seu milkshake e engasgou com a pergunta de Tommy. Começou a tossir até precisar de um pouco de ajuda.

    - Claro que é... - Tossiu até se recompor. - Mas não nesse sentido pervertido. Ela... - E olhou na direção que Myeon tinha saído. - É minha amiga. No dia que me apresentei no colégio, foi a primeira pessoa que apostou numa carreira musical.

    Deu um meio sorriso, mas logo o desfez ao ver a cara dos amigos. Fez uma cara mais sisuda e deu de ombros.

    - Mas você tome tenência, porque se ela é minha amiga, isso quer dizer que não é pra você ficar arrastando sua asa chinesa pra cima dela. Hunf.

    Acabou rindo, no fim das contas e mudaram de assunto antes que Myeon se aproximasse de novo. Quando retornou, ela contou sobre a divulgação do canal de Tommy e enquanto os três interagiam, Shin observava com certo orgulho. Tinha sido uma boa ponte para seus amigos e, ainda por cima, de mão dupla. Porque do mesmo jeito que Myeon crescia em sua área falando das promessas do programa, seus amigos também ganhavam mais visibilidade. Tudo parecia bem até que eles comentaram sobre a presença dos famosos.

    Shin olhou para Myeon e fez um gesto secreto com sua expressão. Ela foi bastante convincente em sua improvisação e ele continuou tomando seu milkshake.

    - Será? Então todos vão me ver dançando...Não tinha parado pra pensar nisso. Que vergonha. - Fechou os olhos, massageando a têmpora. Era engraçado que ele não tinha parado pra pensar nisso. Tomara que não ficasse feio na tomada. Se bem que ele não tinha sido eliminado, então, isso era um sinal de que não fez tão feio assim.

    Logo o tópico dos famosos voltou e Shin deu um meio sorriso para o modo como Myeon falava. Perguntava-se qual seria a postura dela caso estivesse lá: teria se juntado a eles ou logo perceberia que suas ideias e atitudes não combinavam com o modo como o séquito deles agia? Suspirou e se ajeitou na cadeira. Não opinou sobre os famosos porque não queria alimentar mais aquela história. Até que Quan Lei e Tommy se retiraram daquele jeito estranho. Tommy até deu uma piscadinha nada discreta e Shin fez um palmo de bico, meio aborrecido e fazendo sinal para que ele saisse antes que acabasse partindo pra violencia. Claro que foi de um jeito mais engraçado, mas mesmo assim...

    Depois de todos aqueles gestos, Shin ficou um pouco envergonhado de encará-la imediatamente. Teve que fechar os olhos para pensar em como começar a pedir desculpas, mas ela o surpreendeu falando que tinha gostado de seus amigos. O rapaz se virou para ela e a encarou de novo.

    - Ahm... - Coçou um pouco a cabeça, daquele jeito tipico dele. - Não sei se vai ser fácil ficar amigo da Peach, porque hm...digamos que eu me estranhei um pouco com o grupo dela. - Não achou correto falar "namorado" dela, até porque seria um spoiler do programa, por isso usou o termo "grupo" - Mas se eu conseguir esse milagre, eu peço um autografo e uma foto pra você. Se o milagre for muito grande, eu apresento a você. Se bem que você tem como falar com ela por outros meios, estou usando esse termo "milagre" porque...através de mim seria dificil. Mas eu tentarei, hm? Só porque vai ser bom pro seu blog.

    Meneou positivamente para ela, reforçando sua promessa. Suspirou e deixou os pulsos na mesa, pensando no que ela dizia. Não queria contar que sentia que tinha um prazo certo para sumir. Era um drama que não queria compartilhar com os outros, para que não se preocupassem. Mas algumas coisas, ele podia dizer.

    - Eu não vou desistir, Myeon. - Disse a encarando seriamente. - Agora já fui longe demais para desistir. Meu pai não vai me impedir de seguir até o fim dessa competição. E ele não me trata como filho dele, então, eu o respeito, mas também sinceramente não preciso levar a opinião dele em conta. Durante toda minha existência, ele só viu e quis exaltar meus irmãos. Então... - Fez uma expressão um pouco mais triste, mas logo deu um suspiro e a encarou. - Que tal deixarmos essa conversa pra lá e tirarmos a foto que você queria?

    Spoiler:

    Esperaria que ela pegasse o proprio celular. Aproveitando o fundo rosa do café, ele levou sua cadeira para perto da dela e logo fizeram uma pose. Antes que o click fosse feito, Shin fez uma careta para deixar a foto mais bobinha. Quando ela visse, ele estaria rindo de novo, mas aceitaria tirar outra um pouco menos besta, fazendo o "v" com os dedos.

    Caso Myeon quisesse, ele se ofereceria para acompanhá-la até em casa. Já estava um pouco tarde e não queria que ela andasse sozinha por aí. Caso ela optasse por passar mais um tempo com ele, procurariam por alguma praça livre e ainda movimentada para andarem um pouco. Shin queria dizer que estava mesmo orgulhoso dela e que achava que ela tinha encontrado, bem cedo, o ramo que mais combinava com o perfil dela.

    Gakky
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Gakky em Dom Jun 11, 2017 11:02 pm

    Yuki não gostou nada do seu irmão ter se desviado de sua mão, achava que ele estava escondendo algo e ficou muito preocupada enquanto voltava ao serviço. Quando sua mãe fala sobre trabalhar duro, Yuki abre um sorriso confiante e concorda exclamando:

    - Sim! Trabalhei duro! Hoje baterei meu próprio recorde!

    Então o dia prosseguiu, Yuki se esforça para fazer o seu melhor e fazer o máximo de coisas possíveis para ajudar sua família. Embora estivesse cansada, não disse nada a sua família. Havia escamas por todo seu avental, e algumas vezes encontrava escamas de peixe até no cabelo. Na hora do almoço, Taegyu não apareceu, isso fez o coração da garota apertar.

    - Sim okasan, eu vou vê-lo.

    Ela caminha pensativa até onde poderia estar o irmão, ficava se perguntando se ele estava mesmo dizendo a verdade. Quando viu Taegyu perto da pilha de caixas, ela se aproximou cautelosa. Ele parecia estar dormindo e com febre, pois suava e arfava muito. Yuki ficou ainda mais preocupada e coloca com delicadeza a mão na testa dele. Se estiver quente, ela tentará acordar o irmão:

    - Oppa! Você está com febre! Acorde oppa! Você precisa ir para casa.

    Yuki vai insistir para ir para casa com ele, queria cuidar do irmão, não o deixaria sozinho por nada.
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Luxi em Seg Jun 12, 2017 12:25 am

    ♪ Shin-Hee ♪

    Quan Lei quase se animou ao ouvir que Myeon era apenas uma amiga, mas riu alto quando foi impedido de empolgar-se com suas “asas chinesas”. De fato, ele era um verdadeiro mulherengo, mas possuía um código de conduta básico.
    - OK. Mas já te digo que se você não quiser, me avise, que eu quero. - piscou antes que ela voltasse, arrancando risadas de Tommy.

    Myeon não se acanhou por ficarem os dois a sós, ela parecia até mais à vontade agora, embora tivesse dito que tinha gostado dos amigos dele.
    - Você fez o quê? - ela até parou de beber o milkshake - Isso vai ser o maior bafafá, você sabe né? Não pode ir contra a Peach. Ela é a mais nova princesa de Seoul! - parecia surpresa, mas ao mesmo tempo empolgada em saber da história. - É claro que eu quero um autógrafo: mais do que isso, eu quero conhecê-la de perto. Por favor, se me deixar conhecê-la eu até desfaço esse mal entendido de vocês. Por favor, por favor~~! - juntou as mãos, manhosa. - Não é porque vai ser bom para o meu blog. Eu posso até ter uns conhecimentozinhos por aí, mas a Peach é o tipo de pessoa que está além da minha alçada. Ela é muito popular! Aiai… só você mesmo para arrumar briga com ela sem o menor problema - divertiu-se, mas então entraram em um tema sério. Olhou para a calda de morango um tanto triste de ouvi-lo falar daquele jeito. Ficou evidentemente sem graça de ter levantado o assunto inoportuno, então limitou-se a concorda com a cabeça e bater a mão no banco estofado em que estava sentada. - Vem para cá porque a luz é melhor - abriu um sorriso empolgado e tratou de tirar uma sequência de várias fotos com ele, fazendo caretas, hora sorrindo. Logo em seguida, ela ficou um bom tempo passando por todas e reclamando da aparência dela em várias, até escolher uma que ele estava com careta e ela sorrindo - Vou te mandar essa. Ficou muito boa! Hahahah, olha só você.

    Depois disso, ela aceitou passar um pouco mais de tempo com ele, mas estranhamente nesse novo passeio a garota parecia mais muda, andando com as mãos para trás, mas subitamente quis tirar fotos da paisagem, comentando de seu desejo de fazer sequências de fotos diferentes para o blog. Aparentemente estava bem empolgada com sua nova ideia e ficou feliz por ele aprová-la.

    - Hoje foi muito divertido, oppa. Eu espero que a gente possa… bom, me conta mais coisas do programa e... me chama para conhecer a Peach e o Tae. - sorriu largamente. - O meu número você já tem. Tá? Boa sorte.

    Os dois se despediram e Shin conseguiu encerrar mais um dia sem tumultos. A televisão, no entanto, anunciava que o segundo episódio do programa seria transmitido na noite seguinte.

    O dia seguinte de Shin Hee teve o retorno do professor para incrementar suas aulas de dança. Dessa vez, a cozinheira caprichou no prato de “atleta” para o rapaz, pois sabia do segredo do menino, já que tinha que cuidar para que ele consumisse carboidratos. Estava toda ouriçada em ser responsável por fazê-lo ficar firme para os treinos. O professor quis saber das dificuldades enfrentadas pelo rapaz na etapa anterior e tentou prepará-lo com passos simples e alguns um pouco mais elaborados, para que fossem um curinga da misteriosa etapa que ocorreria em cinco dias.

    A noite fatídica do segundo episódio mostrou o rosto de Quan Lei e sua apresentação excelente de música, os colegas de sua sala e… ele. Sua imagem foi tão explorada por grande parte do episódio, que seria muito difícil que nenhuma nota fosse feita sobre ele. Era retratado como um gentleman e com certeza seria exposto.

    Não era para menos. Menos de uma hora após a exibição do programa, a internet se enchia de especulações, que logo se transformariam em reportagens sensacionalistas, identificando-o como “Filho do Senador de Ferro será um novo Idol?”.

    O celular de Shin começou a vibrar e tocar loucamente. O dono daquelas chamadas ensandecidas não era ninguém mais ninguém menos do que o próprio pai.

    ♫♫♫

    ♪ Eun-Ji ♪

    Jeong olhou bem para a filha ao ouvir que era amada, mas bufou forte em seguida, atormentada por uma lembrança. Ela trincou os dentes, mas só foi observada pelo avô de Eunji, que reprovava a reação, diretamente relacionada ao pai da menina.

    - Eu não estou interessada no que essa sua professora faz nas férias, não é problema meu - resmungou. - Vou pensar se vou deixar que saia para isso novamente. Onde já se viu uma menina voltar para casa sozinha depois que o sol se põe?

    Todo o problema estava em volta do horário que tinha voltado para casa, mas a mãe pelo menos não tinha refutado completamente a ideia. Já era um começo.

    No dia seguinte, Dam foi a grande surpresa. Ele parecia ter recebido instruções expressas sobre como se vestir, pois sua camisa bege sem graça estava abotoada até o pescoço, o que era muito diferente de seu estilo mais largado, e por que não dizer, badboy, de ser. Era improvável que ele fosse um moço de fé. Pelo contrário, ele provavelmente seria expulso de sua casa a paneladas. Ele trocou olhares com ela e em nenhum momento pareceu medir suas roupas. Seus olhos só focavam no castanho dos dela. Ficou bem satisfeito quando ela aceitou o celular e quando todos fecharam os olhos novamente, ele virou o rosto para olhá-la mais abertamente.

    No fim, ele ficou no local, esperando ouvir mais dela. Não queria ir embora.

    A mãe a mediu dos pés à cabeça, desconfiada, mas a senhora Bora não estava ali no meio, nem qualquer outro motivo que abraçasse sua desconfiança. Talvez a filha tivesse entendido onde deveria focar seus pensamentos. Ela fez um sinal de aprovação com a cabeça.

    - Tem é que orar mesmo. Seu avô não tossiu tanto ontem à noite. A casa está voltando aos eixos finalmente agora que parece encontrar o seu caminho. Graças a Deus.

    Jeong partiu com seu grupo de "Cura pela Fé", que seguiria até tarde da noite, e seus avós ainda passaram algum tempo ali dentro resolvendo pendências com seus grupos, antes de voltarem para casa.

    Dam esperou que tudo isso passasse, afastando-se dela um pouco para não levantar suspeitas. Nesse momento, ele acabou por ficar pensativo durante um tempo, mas ao menor sinal dela, ele a seguiu, tendo que se conter para observar a cena da garota cambaleando pela saída. Ele foi cuidadoso o bastante para olhar em volta bastante paranoico antes de deixarem o local e logo se aproximou para ampará-la.

    - Está dolorida por causa da dança? - perguntou um tanto incerto, mas bem sério. Gostaria que ela respondesse que sim, mas temia que esse seria o melhor caso.

    Ele a levou até um banquinho e ficou de frente para ela, ouvindo-a alegrar-se finalmente, ficando em silêncio para não demonstrar a raiva que começava a sentir daquela família. Cortava-lhe o coração ouvi-la falar de pizza como um bem precioso, então teve que engolir em seco.

    - Eu não fui. Ontem. - explicou-se logo, da forma sucinta de sempre. - Este celular estava na minha casa. É um pouco antigo. Mas pode te ajudar a falar comigo. Digo... com a gente. - estendeu a mão, pedindo licença para mexer no telefone, sentando-se a seu lado e ensinando-a a utilizá-lo. Ele entregou um carregador a ela, explicando que essa parte ficaria para uma nova visita, mas já que tinha conseguido sair agora, ensinou como fazer para carregar, bem como acessar a lista de contatos, que tinha o número da senhora Bora, Dam e um bônus precioso: sua amiga Yuki. Ele explicou que ainda não havia internet ativada, por ter tido aquela ideia de súbito, mas ela ainda assim poderia ligar e mandar mensagens livremente.

    Em seguida, Eunji lhe pedia ajuda em duas missões relativamente simples. Dam aproveitou o momento para desabotoar um pouco da camisa que o estava incomodando e tirar o óculos sem lente. Ele olhou de forma séria a ela conforme relatava o problema de seus joelhos. A ruiva notou que ele tinha ficado irritado, por um som baixo que ele fez com a garganta, mas antes que ela confundisse com irritação pelos pedidos, Dam respondeu prontamente.

    - A senhora Bora está sabendo o que eu vim fazer aqui hoje. Está bem... - fechou os olhos e soltou um riso baixo, sorrindo de leve. - Quem diria que eu acabaria entrando em uma igreja... Só você para me fazer ter coragem de entrar nelas. Eu imagino se Deus fez isso esperando que eu acerte as contas com ele. - divagou, olhando para cima. - Não sei responder sua pergunta. Não sou muito... religioso. Mas acho que qualquer coisa que a trate como algo menos que um ser humano precisa ser riscada da sua lista. Digo... acho bom que conheça novas pessoas nesse... ramo. - tentou se corrigir do comentário direto um pouco pesado. - Vou rápido para ninguém desconfiar. Vamos, tenho uma surpresa para você.

    Ao se aproximarem da moto, Eunji notou que havia um novo capacete ali no meio... sua cor era lilás. Dam esperou a reação da ruiva com um sorrisinho ansioso no rosto. Sabia muito bem que aquela era sua cor favorita, provavelmente com dedinho de Bora nisso. Ele prendeu o capacete nela e a fez segurar em sua cintura novamente, levando-a ao hospital.

    Ali, Dam parecia um tanto desconfortável, olhando para os lados e permanecendo tenso, de braços cruzados. Estava realmente preocupado e segurou sua mão com firmeza. Vê-la naquele estado o fazia amaldiçoar a família da garota e ter vontade de sequestrá-la naquele dia mesmo, mas não podia... por ela. Secou suas lágrimas com os polegares e, em seguida, seu rosto.

    - É assim que deveriam fazê-la parar de chorar. - comentou bem sério, soltando seu rosto em seguida, passado o surto de coragem.

    A próxima parada, foi a igreja. Dessa vez, ele ficou esperando do lado de fora, encostado na moto, não se atrevendo a entrar. Quando ela apareceu, perguntou se tinha encontrado o que queria. O padre não a julgara, nem podia, apenas aceitava sua confissão de "pecados'. Dam a levou para perto de casa.

    - Viu como viemos rápido? É rápido assim que eu virei se você me ligar. Não pense duas vezes.

    O rapaz a observou um bom tempo, sentindo-se mal por se despedirem daquele jeito. Então descolocou de sua moto e se aproximou dela, fazendo um cafuné em sua cabeça.

    - Boa noite.

    Por sorte, a mãe não estava em casa ainda, então ninguém a recriminou por sua chegada, e ela agora tinha contato com o mundo. Em sua caverna particular de bonecas, ela teve tempo de explorar mais o telefone, que já continha uma foto enviada por Bora do dia no parque com Yuki, logo no primeiro dia de audição. Poderia guardar com carinho, e até voltar a entrar em contato com a amiga.

    Restavam agora quatro dias para se apresentar no prédio da S.B. Entertainment.

    ♫♫♫

    ♪ Yuki ♪

    Como suspeitado, Taegyu estava com febre. Ele abriu os olhos meio confuso e mal conseguiu se colocar em pé rapidamente, mas fez um esforço. Dessa vez, teve que admitir que não estava mais em condições de continuar trabalhando.

    - Desculpa por te dar trabalho… - murmurou, cansado, mas se pôs de pé. - Eu prometo que vou só descansar um pouco. Vai ficar tudo bem. É só uma gripe.

    Em seguida, ele se aproximou da família, fazendo uma reverência ao pai, pedindo perdão por ter que deixar o trabalho, mas o pai de Yuki lhe lançou um olhar preocupado e tenso, assumindo o trabalho por conta. A senhora Shimada correu para o filho, tocando-lhe o rosto e dando instruções para Yuki sobre como cuidar dele, assumindo as tarefas até o fim do dia.

    Yuki e o irmão voltaram à pé, já que Taegyu não quis arriscar pedalar de volta. Assim que chegaram em casa, o rapaz desabou no futon.
    - Me acorde às 18h. Eu preciso sair às 18h…

    Mesmo naquelas condições, o irmão insistia em querer trabalhar. A garota teve trabalho com paninhos molhados em sua testa para controlar a febre. De forma alguma ele queria ir ao hospital, nem poderiam custear uma internação. Quando deu por conta, Yuki tinha passado o dia inteirinho cuidando do irmão.

    Tivesse escolhido acordá-lo ou não, o fato é que Taegyu não conseguiu acordar no horário correto e acabou perdendo o dia de trabalho. Quando os pais voltaram para casa, a mãe a ajudou com a janta. O irmão acordou, mas foi logo para o lado de fora da casa, tentar conversar com o chefe. Ele voltou com uma expressão bem abatida ao sentar-se à mesa.

    - O que aconteceu? - perguntou a mãe, preocupada.
    - …. Disseram que encontraram uma pessoa para me substituir hoje. Não preciso ir amanhã. - comentou de forma sombria, embrulhando o pedaço de peixe no alface. Estava profundamente abalado. A família ficou em silêncio. O pai até parou de ver a tv antiga, que anunciava que no dia seguinte estreariam outro episódio do programa. - Não quero falar sobre isso. - acrescentou Taegyu antes que alguém lhe falasse mais alguma coisa. - Eu já venho - assim que acabou de comer, o irmão saiu para dar uma volta e se Yuki procurasse, notaria a falta da bicicleta.
    Não demoraria muito para que voltasse para casa, mas seria somente para dormir. O milagre que acontecia em sua vida não era replicado para todos em sua família aparentemente. Precisaria pedir mais milagres?

    Com o fim daquele dia, lhe restavam mais cinco até o dia da nova apresentação.
    No dia seguinte, a vida de Yuki lhe lembrava muito bem como seria se fosse chutada do programa: nenhuma notícia de Eunji e muito trabalho. Taegyu não parecia mais gentil como antes, estava ainda chateado por causa do trabalho perdido e não conseguia disfarçar isso. Passou o dia inteiro meio alheio a tudo e não queria conversar muito.

    Yuki precisou ajudar bastante na peixaria. Ela notou que algumas pessoas paravam ali para vê-la. Não que a mídia estivesse divulgando, mas clientes antigos a reconheciam e voltavam para conversar. Isso certamente fez as vendas aumentarem e a mãe da menina pediu que ela fizesse a gentileza de ficar naquele dia no balcão. Ao menos, tinha dado certo.

    Assim que voltaram para casa, Taegyu disse que tentaria resolver problemas na cidade e saiu com sua única camisa social, provavelmente em busca de um novo emprego. Novamente, ele voltaria mais tarde, mas a tempo de ver a nova edição do programa.

    O segundo episódio, diferentemente do que alguns esperavam, era um compilado de mais audições. Ali, conseguiu reconhecer o chinês que tocou Eunji e sua dança acrobática incrível, o show sincronizado das gêmeas Nayoung (“Naya”) e Dayoung, além do belo canto de Shin Hee, que foi muito bem retratado pelas câmeras como um príncipe. Um teaser no final do episódio mostrava Minki gritando com Tae, o diretor mencionando a palavra “expulsão”, e Tae chegando muito perto de Peach, seguido de um “Não perca”.

    - OH! Foi o seu amigo que veio aqui em casa, Yuki? - a mãe dela pareceu associar a pessoa ao nome finalmente e cobriu a boca. - E nós somos tão simples…. Será que conseguimos atendê-lo bem?
    - Não se meta em confusão - advertiu o pai, diante das cenas conturbadas que apareceram por um segundo.
    - … Eu espero que eles não façam gracinhas para o seu lado - Taegyu pareceu rabugento só por um segundo, mas já estava sorrindo novamente para a irmã, ainda que estivesse nitidamente cansado.
    A partir do dia seguinte, faltariam quatro dias até a próxima etapa.
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Persephone em Seg Jun 12, 2017 1:47 am

    "Você fez o que?!", Myeon perguntou, completamente chocada - tão chocada que parou de beber o milkshake. Shin só fechou os olhos, fazendo uma careta suave. Não precisava de mais ninguém dizendo que tinha exagerado um pouco, mas agora já estava feito. Tinha prometido que não contaria situações específicas do programa, mas abriria uma exceção daquela vez para explicar seu ponto.

    - Bom... - Pigarreou. - Admito que exagerei um pouco, mas eu vi um desbalanceamento naquele momento e achei por bem me meter. Isso deve ser transmitido depois na TV, porque ahm...Duvido que algo asism ficasse de fora na história que pretendem contar. - Ele não era de todo ingênuo e sabia como a mídia gostava de manipular. Até porque, eram as emoções do programa que davam o ibope para a emissora. De foi tão bom que agora passariam duas vezes na semana. Material eles tinham, pelo menos. - Houve um momento tenso, onde ela levantou um questionamento desnecessário pra cima de um inocente. Outras pessoas claramente menos favorecidas tentaram falar a verdade, defendendo o nome em questão e, só por dizerem a verdade, as seguidoras dela começaram a olhar de modo animalesco. Eu ergui minha voz porque vi o que aconteceu e perguntei se ela não tinha moral ou honra para falar daquele jeito.

    Deu de ombros, mas agroa se sentia um pouco envergonhado. Não deveria ter falado daquele jeito com uma mulher, afinal. Mas ficou tão irado com aquela atitude que não conseguiu se conter.

    - Eu errei, desculpe. - Cruzou os braços e desviou o olhar.

    Myeon tinha razão no que dizia e era algo próximo do que Tommy também dissera. Mas agora já estava feito e ele não ia mesmo falar com ela naquele mesmo dia. O pior era que agora ela era namorada de Tae e só alimentava o não. Os dois se mereciam e Shin não queria se envolver com nenhum dos dois. Mas agora, olhando para Myeon e sabendo que era uma vontade dela....Não, mais do que isso, seria algo que também a ajudaria.

    Shin umedeceu os lábios enquanto ela pedia por favor mil vezes.

    - Certo. - Disse, de repente. - A próxima etapa será daqui a cinco dias, no prédio da emissora. Verei o que posso fazer, mas eu não posso garantir que vou conseguir um lanche asism, viu? Mas posso tentar o autógrafo.

    "Aish", pensou, fazendo uma careta e massageando a têmpora. O tema da conversa felizmente tinha mudado, porém, para um tema que ele não se sentia muito confortável. Shin conseguiu contornar a situação e sugeriu a foto. Ele seguiu para o lado de Myeon e tiraram várias fotos. Sendo alguém bastante expressivo, ele conseguiu várias expressões diferentes, mesmo que elas não ficassem perfeitas - daquele jeito de comercial, com o angulo perfeito. Eram mais fotos de bagunça que transmitiam o divertimento do momento. Porém, como era de se esperar, se eles tiraram 15 fotos, Myeon deve ter deletado 10, recortado 4 e ficado só com 1. Ironicamente, foi a primeira com a careta. Ele não reclamou porque tinha gostado dela também.

    Depois que terminaram, Shin pagou toda a conta do café e os dois seguiram para uma praça. Havia muito movimento e até algumas atrações. Era uma época bastante agitada porque as pessoas queriam aproveitar até o último instante daqueles dias mais quentes de verão.  Os dois continuaram conversando enquanto andavam lado a lado, mas tendo aquele espaço limite, cheio de respeitos. Quando percebeu que ela quis ficar em silêncio, ele também respeitou a postura dela e ficou observando as paisagens que ela fotograva.

    A hora foi passando e Shin a levou até em casa, onde começaram com as despedidas. O sorriso dele também foi do discreto ao largo enquanto conversavam.

    - Eu também me diverti muito, Myeon. - Engoliu em seco. - Vamos combinar mais vezes. Espero que aceite sair comigo mesmo que não tenha Peach e Tae. - Chegou a revirar um pouco os olhos, mas sorriu. - Você também tem meu número. Ligue sempre que quiser.

    Um silêncio constrangedor se fez, mas Shin manteve a expressão e logo se despediu dela. Como moravam no mesmo bairro, ele não teria grandes problemas no meio do caminho até a casa dele. Ao chegar em casa, pôde ouvir a televisão da mãe anunciando que mais um episódio iria ao ar no dia seguinte. O que será que mostrariam? Ele fez uma careta para ela, imaginando que seria impopular no dia seguinte, mas estava com uma expressão bem...satisfeita. Como se estivesse feliz com o agora e pouco preocupado com o amanhã. Retirou-se porque o dia seguinte seria bastante complicado também.

    Os treinos recomeçaram. As aulas de canto não o incomodavam em nada, mas as aulas de dança ainda eram uma prova ímpar. Explicou que teve problemas em coordenar os passos, ainda era muito travado, mas que usou o truque da expressão corporal. Já que sabia atuar com certa facilidade, tentou atrair a atenção para seu rosto e tronco e não tanto para as pernas. Repetiu a coreografia para o treinador e recebeu orientações do que poderia melhorar. Admitiu ao professor que sentiu dores também, no lado esquerdo e que isso o deixou mais tenso. Afinal, foram doze horas com tudo aquilo.

    Foi um dia bastante puxado, mas o grande desafio seria à noite.

    O pai estava fora de casa, felizmente, em outra cidade. Shin pôde acompanhar a transmissão do programa com sua mãe e também chamou a cozinheira, que já tinha saído do horário de trabalho e ia assistir ao programa de toda forma.

    - Mesmo que não apareça hoje, vocês precisam ver o que tô enfrentando.

    Quando o programa começou e mostrou Quan Lei, ele apontou "ah lá, meu amigo chinês! dança muito bem". Percebeu que o programa faria um episódio de cada sala, então eles estavam separando todo o material, então seriam alguns episodios até o último que gravou. Logo também apontou as gêmeas até que...

    - E agora..sou...eu? - Engoliu em seco.

    Sua ficha caiu naquela hora e ele mal conseguia se ver na TV. O que diabos ele estava fazendo na TV?! E por que estavam demorando tanto para tirá-lo? Iam mostrar a apresentação toda, até mesmo o que ele disse sobre a mãe? Iam achar que ele tinha mentido e havia uma namorada que recebeu a declaração através da música? Shin estava completamente vermelho, sem saber se ria, ficava nervoso, morria de vergonha ou se ficava feliz pela imagem que passou. Não sabia o que dizer, muito menos o que pensar. Somente agora...tinha dimensão do que fizera.

    E as consequencias de seus atos já começavam a chegar, principalmente em forma de ligação.

    Pigarreou ao ver o telefone de seu pai e olhou para a mãe por um instante. Ignorou a ligação e cruzou os braços. Não queria que o pai estragasse sua noite com seus impropérios.

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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por shamps em Seg Jun 12, 2017 3:54 am

    Foi uma felicidade imensa ver Dam na igreja, ao seu lado, jamais imaginaria tal cena em sua vidinha tão simples. Naquela hora em seus olhares se cruzavam, a garota não se sentiu tão mal por encara-lo, diferente de dias atrás quando ficou sem graça por causa do gesto. Podia sentir o olhar dele enquanto ela rezava.
    Ficou aliviada quando sua mãe permitiu que ficasse mais um pouco na igreja, era isso que queria. Poderia conversar com Dam depois.
    Assim que saíram, ela foi amparada pelo rapaz, o que foi bom, já que sentia as pernas fraquejarem sem um bom apoio.

    - Obrigada, Dam oppa! – ela sorriu e depois negou com a cabeça – não não... não é por causa da dança. A dança só me deixou cansada. Isso foi um pequeno acidente. Mamãe e eu fomos rezar e quando me ajoelhei, acabei caindo de mau jeito. Ela não me empurrou tão forte assim, eu que não soube me ajoelhar... sou tão desastrada – e deu uma risada sem graça.

    Sentaram-se no banquinho para conversarem e ela ficou um pouco espantando por Dam não ter ido à casa de sua amiga.

    - Por que não? Ela estava tão feliz por vocês irem. Nem você nem eu fomos... tomara que ela não tenha ficado triste.

    Prestou muita atenção às explicações sobre o aparelho, lista de nomes e carregador. Ele tinha posto até o nome da Yuki na lista, que a deixou muito feliz. Ela sorriu quando ele disse que poderia falar ele pelo telefone, mesmo depois que ele corrigiu a frase.

    - Eu vou poder falar com você? De verdade? Que alegria, oppa – e olhou com mais alegria ainda para o aparelho. Ele explicou mais algumas funções simples e quando ele mostrou a função de foto, ela mirou o telefone para ele e disparou. Riu depois, mas teria uma imagem dele, mesmo que repentina.

    - Hahaha... olha, oppa! – podia parecer bobinho, mas para ela era um grande avanço na vida social tão limitada que tinha – agora tenho uma foto sua – ela parecia se divertir com aquilo – eu posso guardar essa foto?

    A ruivinha ficou um pouco sem graça quando ele desabotoou alguns botões da camisa e olhou para frente para disfarçar. Ficou feliz ao ouvir que Bora que tinha cuidado de tudo, mesmo de longe ela cuidava de sua aluna.

    - Agora tá explicado – sorriu – essa camisa “não-Dam” foi coisa dela. Fico feliz que tenham se dado bem – ela continuou ouvir as palavras dele, soaram tão triste para ele – todos nó acertaremos as contas com Deus no Juízo Final... eu, você... todos... não se martirize por isso, oppa – queria que ele ficasse mais tranquilo – desculpe por fazer passa-lo por isso – ficou um pouco sem graça – por que você não é religioso? – a pergunta saiu sem querer, ela seguia o rumo da conversa somente. Não tinha nada de julgamento na pergunta, era uma pergunta inocente e feita com naturalidade. Ficou feliz ao saber que ele a ajudaria – ah, obrigada! Não quero causar problemas para você. Ah... uma surpresa? Para mim? Que gentil!

    Ficou ansiosa pela surpresa e o acompanhou ate sua moto. Viu o capacete lilás e sorriu muito animada. Era sua cor favorita.

    - Um capacete lilás? Adoro essa cor, oppa! – já estava se acostumando com ele prendendo capacetes em sua cabeça – obrigada – fica feliz com a delicadeza com que ele fazia essas coisas. Ela o abraçou na cintura para segurar-se, assim que ele a ajudou a subir. Novamente aquela sensação de liberdade.

    O hospital era tão desconfortável para ela quanto para ele, odiava a antiga lembrança daquele lugar. Ela queria morrer ao ver Dam passando por aquela situação desagradável, mas também estava agradecida por ele estar lá para segurar a sua mão. Não queria ter gritado quando o médico manobrou o joelho para coloca-lo no lugar, mas foi mais forte que ela.

    - Desculpa por isso, oppa – ficou surpresa quando ele secou suas lágrimas, não esperava por aquilo, mas gostou do gesto – que bom que você não é minha mãe – deu uma risada sem graça, pois ela e o doutor sabiam do que Jeong era capaz. Desde seu atendimento, a jovem nunca mais tinha voltado para o hospital, nem mesmo para tirar os pontos, e o doutor aproveitou para perguntar com tinha sido sua recuperação e ela disse como foram os meses de cicatrização e disse que passava os unguentos do avô, mas que de vez em quando ainda sentia um ardor no local.

    Com o joelho no lugar caminhar já não estava mais tão dolorido.
    Dam a levou para uma igreja e ela ficou bastante satisfeita com o que encontrou lá.

    - O padre foi muito gentil, não me julgou nem a minha religião – parecia bem animada, mesmo com os olhos marejados pela emoção – ele disse que eu tenho um dom, que Deus me deu um presente e que deveria me orgulhar dele e não temê-lo. E também disse que quem canta reza duas vezes... achei tão bonito – parecia bem mais leve agora.

    A parte mais difícil do dia foi se despedir dele, mas era preciso. Novamente ele foi gentil em deixa-la perto de casa. Infelizmente não podiam chegar mais perto da casa. Seria terrível se Jeong visse a cena.

    - Obrigada, oppa. Eu ligarei, com certeza... agora sei usar o telefone – ela apontou para a rua que ficava sua casa – minha casa é a única que tem portãozinho verde.

    Ela ficou um pouco surpresa quando ele desceu da moto e se aproximou dela para fazer um cafuné. Ela ficou bastante comovida com gesto. Ele era o único que fazia isso com ela. Bora era carinhosa com ela, mas era diferente.

    - Obrigada por tudo, oppa. Foi um dia maravilhoso. E desculpe por fazê-lo perder tempo comigo. Não sei como recompensa-lo – curvou-se em 90° demonstrando muito respeito para ele. Depois seguiu pela rua, mancando, de volta para sua casa.

    De volta em casa, pegou o celular e começou a mexer nele, sorrindo ao ver a foto dela com Yuki. Isso fez com que ela ligasse para amiga, precisava se desculpar com ela.

    - A... alo? Yuki – esperou que ela atendesse – sou eu, Eun-Ji... agora tenho um telefone, minha mãe não sabe... foi o Dam oppa que me deu... me desculpe por não ter ido à sua casa, minha mãe não deixou. Fiquei sabendo que o Dam oppa também não foi... como foi? Se divertiram?

    Nunca tinha falado em um telefone e ficou muito feliz por poder falar com sua amiga. Não podia falar muito para não correr o risco de se pega pela mãe e logo desligou. Contaria tudo para amiga pessoalmente.
    Foi preparar o jantar antes que todos chegassem e depois voltaria para o quarto, pensar na tarde que passou com Dam.

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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Larissa Aprill em Seg Jun 12, 2017 9:20 am

    Ela encarava Min-ki tentando entender o que ele estava falando, claramente ele estava nervoso ao falar da menina, mas aquele não era mesmo o melhor momento para conversarem sobre isso. Ela lança um olhar de que estava com problemas para Amihan.

    Ao ouvir o som da voz do pai do outro lado da linha sentiu seu sangue gelar. Felizmente ele ainda pensava que estava na Inglaterra estudando, então podia respirar aliviada por enquanto. Mas mesmo que fosse um pedido de seu pai, para Eu Se era como se fosse uma ordem. Ela não via outra alternativa a não ser comparecer nesse jantar. Primeiro porque isso influenciava no trabalho dele e segundo porque poderia rever a mãe pelo menos uma noite. Sentia tanta saudades dela que ficava triste ao pensar em quanto ela era egoísta.

    - Ihaehabnida. Dol-a gagi seoul, sajeon-e na-ege jeonyeog sigsaui nal-eul malhanda. Abeoji, sido .... Compreendo. Voltarei para Seul, me informe o dia do jantar com antecedência. E pai, tente....

    Queria dizer para ele não ser tão ausente, para ele fazer companhia para a mulher enquanto ela estivesse fora. Mas sua fala trava, não tinha coragem de confronta-lo. A coragem que sentia como Go Mi Nam era nula contra o diplomata. Resignada ela abaixa a cabeça e se despede.

    - Joh-eun halu doeseyo. Tenha um bom dia.

    Nem a mensagem do amigo foi capaz de anima-lo no momento. Ela escreve uma mensagem para o rapaz.

    도착하면 알려주세요.
    내가 심각한 문제가있다, 그는 서울로 돌아 물었다. 그러나 나는 개인적으로 당신에게 세부 사항을 말할 것이다. 당신은 일본에 살고있는 그의 사촌의 이름을 사용할 수.  


    Me avise quando chegar.  Estou com um problema sério, meu pai pediu para voltar para Seul. Mas te conto os detalhes pessoalmente. Você poderia usar o nome daquele seu primo que mora no Japão, Lee Jong-Suk.


    Estava confusa sobre várias coisas. Primeiro sobre o jantar, não sabia quando seria e se caísse justamente no dia da próxima fase? E o que faria com seu cabelo curto? Ela passa a mão na cabeça e sente os fios terminando próximo a nuca. Sua mãe iria surtar se visse seu cabelo daquele jeito. E se por algum motivo ela não pudesse mais voltar para a competição, o que iria dizer a seus amigos?

    Não tinha coragem de voltar a mesa, depois daquela ligação tinha até perdido o apetite. Então ela senta no chão, apoiando as costas na parede e esconde o rosto entre os joelhos. Sentia que a antiga vida a puxando de volta. Não estava preparada para desistir da competição, não queria nem pensar na possibilidade de nunca mais ver seus amigos.

    Ela sente os olhos ficarem marejados e deixava as lágrimas rolarem pelo rosto. Sentia-se impotente. Queria ser Go Mi Nam, queria viver livre, mas que preço teria que pagar por isso?



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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Gakky em Seg Jun 12, 2017 9:55 pm

    - Você não é dá trabalho! - Respondeu Yuki ao irmão - Você sempre me ajuda, deixa eu te ajudar também.

    Yuki cuida do irmão com todo cuidado e muito preocupada. Odiava vê-lo tão doente. Sabia que era porque ele estava trabalhando demais, por isso ela precisava também se esforçar para ajudar os pais e vencer no concurso. Não havia espaço para falhas. Quando depois ela ouviu que irmão perdeu o emprego, ficou revoltada. Pessoas ficavam doente, era natural, mas sempre exploravam muito os trabalhadores, como se não pudessem ser humanos. Yuki não comenta nada, pois não queria piorar a situação do irmão. Ela se preocupa quando ele vai dar uma volta, e indo atrás percebe que faltava a bicicleta.

    - Por que os homens são tão complicados! - Suspirou sozinha, ele não podia sair por ai doente, mas mesmo assim tinha feito.

    No dia seguinte ela vai se esforçar o máximo no trabalho e quando puder, vai treinar cantar músicas e algumas vezes, antes de dormir, dança no espelho para praticar. Tinha até parado de ler mangás e ver os animes, era um sacrifício pelo futuro. Também ficou preocupada com Taegyu, ele estava tão deprimido. Pelo menos as vendas aumentaram por causa do concurso, se pudesse se manter mais tempo no concurso, provavelmente ajudaria mais. Porém o objetivo era vencer para tirar sua família dessa situação. Quando sua família estava assistindo o teaser do final do episódio, Yuki ouve atenta os comentários de sua família.

    - Sim, foi ele mesmo que veio, Okasan. Eu fiquei surpresa por ele ter aceitado, ele nos ensinou a dançar também. Não sabia que famosos poderiam ser tão gentis. Ele realmente é uma boa pessoa, eu comprovei isso.

    Para o pai ela responde receosa:

    - Tá... Abeoji, prometo me esforçar, para não me meter em problemas...

    Yuki se lembrava do vexame que tinha passado ao tentar defender o Minki, ela até tentava não entrar em confusão, mas a confusão procurava ela. Esperava que não focassem nisso... A japonesa fica feliz de ver o irmã animado e comenta com ele:

    - Não se preocupe, eu vou me esforçar e vencer esse concurso! Nossa vida vai mudar, precisa mudar...

    Ela pisca para o irmão, depois vai perguntar a mãe algumas coisas, mas longe do pai e do irmão:

    - Okasan, você sabe fazer bibimbap?

    Algo fez Yuki ficar surpresa e animada, ela recebeu uma ligação de Eun-ji! Ela logo responde a amiga:

    - Eun-ji! Que bom! É bom te ouvir, senti sua falta no jantar... Espero que na próxima vez, você possa ir! Ou no piquenique! Foi legal o jantar, mas minha omma ficou contando histórias constrangedoras da minha infância para o Minsoo... Eu quero fazer uma surpresa para o Minsoo, já que ele me deu o talismã, estou pensando em cozinhar algo... Ah, eu não tenho crédito, mas sempre que puder me ligue!
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por shamps em Seg Jun 12, 2017 10:15 pm

    Eun-Ji nunca tinha usado um telefone, por isso tinha prestado muita atenção à palavras de Dam e tentou seu primeiro contato com sua amiga Yuki. Achou muito divertido, se sentiu uma garota muito moderna. Como era fácil se comunicar daquela maneira.

    - Me desculpe por não ter ido -  ficou chateada, viu como a amiga sentiu sua falta no jantar daquele dia - piquenique? Que legal... espero poder ir nesse. Histórias suas? - ela achou engraçado como podiam falar de qualquer coisa pelo telefone, mas sabia que não podia se alongar ou estaria bastante encrencada - faça isso sim... também preciso agradecer o Dam oppa por ter me ajudado hoje. Pensei em fazer biscoitos ou bordar algo... você acha que ele iria gostar?
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Gakky em Ter Jun 13, 2017 12:07 am

    Yuki vai respondeu Eun-ji pelo celular:

    - Tudo bem, não se preocupe, eu sei como é... Ahhh, tomara que vá ao piquenique! É histórias minha infância... Eu queria ser alguém mais elegante... Mas a minha omma me deixou engraçada na frente dos garotos... Eu queria me esconder... E o meu irmão fez perguntas estranhas para eles... Mas o Minsoo disse algo tão bonito, ele disse que sou gentil! Como assim o Dam te ajudou?! Eu estranhei ele não ter vindo, vocês estão mais próximos?

    Depois ela responde sobre os biscoitos:

    - Eu acho muito bom! Mas bordado? Não sei se homens usam bordado, acho que é mais coisa de garotas... Biscoito todos podem comer, garotos ou garotas. Eu fico mesmo feliz que vocês fiquem assim próximos... Ahh tão fofo! Podemos levar os presentes no dia do piquenique, você precisa ir!
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por shamps em Ter Jun 13, 2017 12:19 am

    - O Minsoo shi é mesmo muito gentil... Ele me ajudou hoje... Uma longa história... Hahaha não esse tipo de bordado... Eu... O que quer dizer com proximos? Ele foi muito gentil comigo... O que é fofo?... Claro que quero ir ao piquenique. ..
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Gakky em Ter Jun 13, 2017 10:27 am

    Yuki não entende que tipo de bordado Eun-Ji falava,mas estava disposta a explicar sobre a proximidade que havia mencionado:

    - Eu não entendo do bordado que fala... Ele te ajudou? O Dam? Que emocionante!! - Exclama com a voz animada - É fofo ver vocês dois juntos! Sabe quando um garoto se aproxima de uma garota,  e algo mágico acontece entre eles, pode nascer o amor! Não sei se expliquei bem... Mas está nos meus mangás... O garoto é gentil e doce com a garota, ele faz coisas para ela, ele a defende como um príncipe, e também protege ela. Tudo isso são sinais, porque no final, o garoto se apaixona pela garota e declara o seu amor! Ai eles podem ser namorados, se casar e viverem felizes para sempre!

    Depois Yuki completa:

    - Será que o Dam é esse tipo de garoto? Ele te beijou?

    Por fim ela fala um pouco do Minsoo:

    - O Minsoo realmente é gentil... Eu queria ser amiga dele, muito amiga sabe! E poder ajudá-lo também, como ele fez comigo. Queria ter a confiança dele, e o jeito dele que nos tranquiliza. Mas acho que estou longe de ser alguém assim...
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por shamps em Ter Jun 13, 2017 5:38 pm

    - Pegar algo útil e que ele vá usar e bordar o nome dele ou algo assim. Eu bordo muito bem... Sim, ele me ajudou muito ontem... Que? Não não... Ele é gentil, mas isso não. ... Apaixonar??? Não... Ele não. .. Queee... B... Beijar???? Espera Yuki... O Dam é muito gentil sim e nós conversamos tão pouco, quer dizer, ontem passamos a tarde juntos, mas foi só isso... Que vergonha... Tomara que ele não fique chateado comigo.

    Eunji estava muito envergonhada e agradeceu por Yuki mudar de assunro.

    - O Minsoo é um bom rapaz e vocês são bons amigos sim... Ahhh a confiança dele é realmente incrível... Ele nasceu assim... Cada um tem um dom, Yuki... O dele é ser apaziguador e o seu é encantar...
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    Re: 3º passo - Alianças

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      Data/hora atual: Dom Out 22, 2017 6:03 am