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    3º passo - Alianças

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    Gakky
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Gakky em Sab Jun 17, 2017 2:19 pm

    Yuki nota que o irmão ainda não parecia totalmente bem, mas o entendia. Sabia como era se sentir azarada na vida. Ainda mais para ele, que nem uma faculdade podia fazer. Ela queria poder ajudar nisso, mas por enquanto não tinha o poder de mudar, apenas se esforçaria para ganhar no concurso, sua oportunidade de ouro.

    Ela cuidava do balcão, quando de repente um grupo de garotas apareceu, sentiu seu coração apertar ao ouvir o apelido. Yuki olhou para Euntak, e viu que Yieun estava junto. Os comentários das garotas faziam o coração de doer, por isso nunca conseguia ter amigas e com o tempo preferiu nem tentar mais, se afastava na escola para se proteger. Embora agora tivesse Eun-ji e Chaesoo. Yuki não era o tipo que respondia, preferia ficar calada até elas irem embora, mas seu irmão veio, provavelmente tinha percebido algo. O comentário de Dayoung sobre o seu irmão a fez se sentir mais mal, ele não merecia isso, ainda mais por causa dela.

    Yieun ainda hesitou antes de ir, ela era uma garota difícil de interpretar. Yuki suspirou desanimada, pelo menos elas haviam ido embora. Lançou um olhar pra os seus pais, esperava que eles não tivessem visto isso. Taegyu foi gentil como sempre e acariciou o topo de sua cabeça com ternura, não gostava de deixá-lo preocupado.

    - Não precisa pedir desculpa, a culpa não é sua...- Respondeu ao irmão - Prometo que vou treinar muito para valer a pena o seu esforço. Eu vou ficar mais um tempo, quero ajudar o máximo que posso.

    Apesar do almoço ter sido peixe frito, sua mãe cozinhava bem. Yuki saboreou o prato, ficou feliz pelo seu irmão ter conseguido mais entrevistas, iria torcer por ele. Ela volta pra casa com sua mãe e vai tomar banho. A água quente caindo sobre seus cabelos a fazia ficar pensativa. O comentário das garotas voltavam a sua mente, se sentia inferior, elas nunca paravam de implicar. Yuki não queria ter vergonha do seu trabalho na peixaria com os pais, mas era difícil. Todos pareciam ter uma vida tão melhor que a dela, talvez fosse sua culpa, se fosse mais confiante, talvez as pessoas sentissem isso e a respeitassem. Ela secava o cabelo com a toalha quando ouviu o aviso de sua mãe. Logo se sentiu mais animada, terminou de se vestir e correu para ver a amiga:

    -Eun-ji!! - Yuki chega de cabelos molhados e uma toalha ao redor da cabeça - Que saudade!

    Ela abraça a amiga, depois enche a ruiva de perguntas:

    - Você está bem? Que bom te ver!! A minha casa é bem simples, não repare... Mas pode se sentir a vontade. Quer ver o meu quarto?

    Yuki puxa Eun-ji para o quarto, e quando chegam, ela arruma o futon no chão, pega um mangá e senta em cima com as pernas em posição de lótus.

    - Vem Eun-ji!!! Vamos conversar enquanto te mostro esse mangá! E então tem visto o Dam? - Quando termina de perguntar isso, fica com os olhos brilhantes ansiosa pela resposta.
    shamps
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por shamps em Sab Jun 17, 2017 2:39 pm

    A menina ruiva ficou um pouco chateada por ter de recontar o acontecido para Dam, mas ela não podia falar simplesmente que sua mãe a empurrara.

    Eun-Ji deu risada com a brincadeira que o rapaz fez sobre a foto.

    - Então sou especial... tenho uma foto do Dam de camisa fechada, hahaha... obrigada, oppa, por me deixar guardar a foto – e sorriu muito feliz ao saber que era considerada especial para Dam, pelo menos naquele momento.

    - Não se preocupe com isso, oppa, Deus aceita a todos que procuram por ele, até aqueles que não procuram – ela ficou bastante comovida com as palavras dele, estaria ela fazendo o bem a alguém? – puxa, fiquei sem palavras agora, Dam oppa... que bom que estou ajudando de alguma forma... seu nome já está em minhas orações desde o primeiro dia, quando você foi gentil em ir tentar me acalmar... foi muito precioso – e sentia-se muito bem e leve ao ver que ele também se soltava um pouco mais ao conversar com ela.

    - Cuidarei bem deles, sim – disse por fim em sua despedida. Ela estica os braços para o alto, como quem grita ‘’yuuppiie’’ de felicidade com a proposta dele – ah Dam oppaa, que felicidade... eu quero ir comer pizza com você quando eu estiver melhor... obrigada por esse convite... você é sempre tão gentil comigo, desde o início – mal cabia em si de tanta emoção e felicidade. Seguiu seu caminho e antes que sumisse de vista, ela acenou para ele.

    Mais tarde, em seu quarto, ficou feliz ao falar com Yuki e com Dam, onde, novamente ele fez uma graça com ela. E uma nova mensagem dele, que a deixou bem animada, não só por ser dele, mas pela informação que trazia: que Bora a ajudaria.
    Animada de tanta felicidade, ela abre a foto que tirou do rapaz e a admira por algum tempo, dando risada das situações que envolveram aquele momento até que finalmente ela beija a imagem e guarda o celular, indo finalmente dormir com as lembranças boas do dia.

    Na manhã seguinte, como sua mais nova rotina, Eun-Ji pega o telefone e o admira, bastante feliz pelo gesto de Dam em querer ajuda-la. Novamente dá uma espiada rápida na foto e decide enviar uma mensagem de bom dia para seus três contatos.

    “Bom dia senhora Bora. Que seu dia seja iluminado! E obrigada por tudo, o oppa já me avisou.”
    “Bom dia querida Yuki, que seu dia seja abençoado!”
    “Bom dia caro Dam oppa, que seu dia seja repleto de felicidades!”


    Cuidou bem dos joelhos como prometido, já que precisava estar, senão 100%, ao menos 95% para o dia da prova e também porque queria comer pizza com o rapaz de que gostava. Seria um sonho.
    O dia estava normal, com ela preparando o café e buscando atenção da família sem sucesso, limpando a cozinha e seguindo para a igreja, onde, para sua felicidade, avistou Bora, como dito por Dam. Ela praticamente ignorou a jovem, seria estranho se ela já não soubesse que tudo fazia parte de um plano para ajuda-la. Permaneceu de cabeça baixa por toda a conversa entre os quatro adultos, sendo mortalmente ferida com as palavras rudes do avô, que além de ofenderem o pai, também a deixou triste porque ela fazia um kimchi tão gosto e com tanta dedicação. Não imaginava que o avô não gostasse.

    - Vou melhorar vovô. Prometo.

    Engoliu em seco com as palavras e o olhar da mãe, ela sabia perfeitamente o que aconteceria. Sentiu muito medo e gostaria de saber até quando suportaria aquilo, já que, aos poucos, aquelas atitudes já pareciam ruins demais para ela.
    Voltou a sorrir quando Bora sorriu para ela e entrou na igreja, como Dam o fizera ontem. Foi tão lindo vê-la lá, ouvindo a palavra do Senhor. Sabia que seria um dia abençoado.

    Eun-Ji não pode deixar de abraçar sua professora assim que estavam longe das vistas de Jeong. No carro dela, a ruiva era só felicidade.

    - Tudo bem, professora, eu entendi tudo. O Dam fez a mesma coisa ontem – sorriu ao lembrar do dia anterior – sim professora, concordo. O Dam é uma pessoa maravilhosa. Estou muito feliz de ter feito um amigo feito ele, gosto muito dele. Olha – ela mostra o pequeno aparelho – ele veio aqui ontem e me deu isso, para eu poder me comunicar com vocês – e ela conta tudo, nos mínimos detalhes, tudo o que fez com o rapaz, não deixando nenhum detalhe de fora. Mostra até a foto que tirou dele – ele disse que sou especial porque quase ninguém tem uma foto assim dele. Legal, né? Já tenho essa foto como um tesouro, professora. Agora, mesmo longe, posso saber que ele está perto de mim – e não conseguia conter sua felicidade ao dizer essas palavras.

    - Uma malinha para mim? Hahaha, obrigada senhora Bora! Vou dividir com ela sim – ficou muito surpresa e feliz ao saber que iria para casa de Yuki, desde o primeiro dia de audição ansiava por esse momento. Tinha tantas coisas que queria fazer e perguntar para a amiga. Seria a primeira vez que iria à casa de uma amiga que não fosse a Bora. Na casa de Tae apenas conheceu o salão, mas não desmerece o dia, que além do ensaio e da ajuda, também foi quando começou a se aproximar do seu príncipe solitário.

    - Ah que felicidade, senhora Bora... essa é a casa da Yuki? Que gracinha – por não ter muito conhecimento sobre o mundo exterior, ela não reparou na simplicidade da casa da amiga, a única coisa óbvia que percebia era a diferença de tamanho entra as casas que conhecia – a sua própria, da Bora e do Tae, que mesmo sem entrar lá, já percebia pelo tamanho do espaço em que estavam – mas estava muito feliz por estar lá – claro professora, vamos voltar no horário sim. Não quero machucar mais meus joelhos e nem quero que oemma me machuque em outro lugar.

    Na casa de Yuki, a ruiva ficou um pouco receosa sobre como a senhora Shimada a receberia, não sabia como eram outras mães. E se ela fosse como Jeong? Teria que andar na linha. Permaneceu de cabeça baixa após uma reverência respeitosa até que a própria senhora mostrou simpatia e gentileza, deixando Eun-Ji muito comovida.

    - É um prazer conhece-la, senhora Shimada! Eu posso ajuda-la em algo? Não se incomode comigo, por favor
    – já ia oferecendo seus préstimos à gentil senhora – ah, obrigada – agradeceu o elogio, não esperava por aquilo – a Yuki é minha melhor amiga, senhora Shimada. É uma honra para mim ser amiga dela, ela é um anjo. Eu que espero não dar trabalho.

    Aceitou a bebida oferecida e aguardou ansiosa pela amiga, correndo para abraça-la assim que a viu.

    - Unnie! Que saudade... nem acredito que estou aqui... olha, eu trouxe doces para nós. A senhora Bora pensou em tudo. Roupas para eu trocar e doces para dividirmos – Yuki pode ver como a ruiva era bem diferente dos ensaios e dias de prova em matéria de roupas. – Eu sinto que dou tanto trabalho para ela – olhou o que tinha na mala e se surpreendeu, eram roupas diferentes das que já tinha usado – nossa! Só nessa mala tem mais roupas do que na minha prateleira. Ah... eu tenho tanta coisa para te contar hahaha ah... também quero que me conte sobre o dia da pizza – muito animada já foi contando sobre a carona de Dam depois da prova e tudo que aconteceu depois, até os dias que se seguiram àquilo, como a igreja e o hospital, tudo. Achava que a amiga tinha direito de saber de tudo e também porque nunca tinha contado coisas para uma amiga. A senhora Bora era sua única confidente – então, a senhora Bora não é um amor?
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Larissa Aprill em Sab Jun 17, 2017 4:29 pm

    As últimas palavras de seu pai ainda ecoavam em sua cabeça, agir por vontade própria, o que ele queria dizer com isso? Não seria apenas um jantar para apresentar a família? Eu Se perdeu a noção de quanto tempo ficou escondida, mas a voz de Min-ki a fez abrir os olhos e levantar a cabeça, seu rosto ainda estava marcado pelas lágrimas.

    -Naneun ajig ... Dangsin-eul moshage ...Eu não quero deixar vocês...Ainda não...

    O loiro que estava ajoelhado ao seu lado entendeu o que ela disse como se fosse medo e a pressão psicológica que o programa fazia com os candidatos, talvez apenas Amihan entenda a real intenção da garota. Mas quando os três começam a debater sobre a ideia de irem a um parque, a jovem não consegue deixar de sorrir. Eu Se se levanta e seca as lagrimas com a manga da roupa, seria divertido irem no fliperama.

    -Ttohan akeideue gago sipda. Eu quero ir pro fliperama também.

    Quando eles chegaram no shopping e caminhavam pelas vitrines, a garota observou um grupo de colegiais um pouco mais a frente. Ela conseguir reconhecer com clareza, as meninas eram de classe média-alta e estavam na frente de uma loja de griffe de roupas, pelos risinhos estavam escolhendo qual roupa cada uma pegaria. O grupo passa por elas, nesse momento nem as garotas e nem os meninos trocaram olhares, era como se vivessem em mundos diferentes. Apenas Eu Se que continuou a olhar um tempo para as meninas. Isso a fez pensar se algum dia, teria notado os três rapazes ao seu lado.

    Se ela agisse como antes, iria ignorar completamente Amihan e Bae. Pois eles seriam classificados como fracassados em seu grupo de amigos. Talvez ela pudesse encontrar Min-ki em uma das baladas que frequentava, poderiam dançar juntos e flertarem, mas não passaria disso, pois ela sabia que ele não estaria a altura de sua família. Seria uma curtição de uma noite e pagina virada. Nenhum dos três teriam importância para ela. Mas agora que ela agia como um menino e precisava da ajuda deles, ela não imagina como poderia viver sem eles por perto. E mesmo quando seu momento acabar, o que ela teria que abrir mão para continuar ter seus amigos ao seu lado?

    Ela estava o caminho todo quieta e pensativa, até chegarem ao fliperama. Ela nunca tinha entrado num lugar daqueles, as luzes neon davam um ar divertido para as pessoas. Havia muitos adolescentes jogando e até mesmo alguns casal atrás de bichinhos de pelúcia como recordação do encontro. Min-ki estava animado e a chama para jogar alguns jogos, ela o segue sorrindo.

    O primeiro jogo foi o de corrida, Eu Se tentar controlar o carrinho, mais passava mais tempo batendo nas paredes do que correndo na pista, sendo assim Min-ki ganhou facilmente da jovem. O próximo jogo foi um de lutas, era uma maquina com vários botõezinhos, esse a garota até se saiu bem. Pois mesmo que não soubesse o que cada botão fazia, ela apertava todos freneticamente e com sorte conseguia criar combos e conseguiu derrotar os personagens dele algumas vezes. Ela sorria e dava gritinhos para cada golpe que acertava.

    -Naega igyeossda!!!Eu ganhei!!!

    Por fim foram jogar Taiko, onde tinham que acompanhar o som da música e bater as batutas no tambor, nesse jogo Min-ki conseguiu ganhar porque tinha mais ritmo do que ela. Mas no fim, eles tinham passado uma tarde divertida e ela já havia esquecido seus problemas. Quando o grupo se reuniu novamente, decidiram entrar numa cabine de fotos. Ela fez várias caretas e na última foto apenas sorriu e fez um sinal de V ao lado do rosto. Justo nessa foto, a edição que Min-ki escolheu teve um efeito mais feminino. Ela sente o rosto corar quando Min-ki comentou sobre sua foto. Mas Amihan a salvou novamente e o loiro esqueceu as fotos por enquanto.

    Ao grudar uma das fotos na capinha do celular, ela viu a mensagem do seu amigo, que ele havia mandado a horas atrás. Ela se desculpou pela demora e mandou o endereço do hotel para ele. Isso a fez lembrar que precisava comprar algumas roupas femininas para quando fossem sair juntos.

    - Yaedeul a ... Nan joh-a, geuleom naneun uliga pudeu koteueseo yeogie myeoch sigan-eul chungjog saeng-gag, naneun myeoch gajileul gu-ibhaeyahandaneun geos-eul gieog?Pessoal... eu lembrei que preciso comprar algumas coisas, então acho melhor nos encontrarmos daqui algumas horas na praça de alimentação, ok?

    Ela se despede dos rapazes e caminha em direção as lojas, iria comprar algumas roupas para sair com Go Mi Nam, para as atendentes iria dizer que era presente para sua namorada. Quando estava voltando ela para em frente a uma loja de presente e vê uma medalha que dizia:" Dançar é como sonhar com seus pés"

    Spoiler:

    Ela compra como um presente de agradecimento para Amihan e esperava que ele fosse gostar.  Então ela se encontra com os meninos e deixaria para entregar o presente para Amihan quando os dois estivesse sozinhos.  Então ele pede um cheeseburguer e o ambiente continuava descontraído e divertido entre eles. Quando voltassem para o hotel, ela mandaria uma mensagem para a mãe e uma para o amigo, que a avisasse assim que ele chegasse.

    Gakky
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Gakky em Sab Jun 17, 2017 9:10 pm

    Yuki fica animada por Eun-ji ter trazido os doces. Ela observa as roupas da amiga que estavam na mala e diz:

    - Que roupas lindas! É a senhora Bora é mesmo ótima. Sobre o dia da pizza? Não foi o mesmo sem você. Eu te falei, foi bom, apesar da minha mãe ficar contando coisas constragendoras da minha infância logo para o Minsoo! Podia ser para Chaesoo, mas não, tinha que ser para o Minsoo. Mas ele disse algo bonito, disse que sou gentil...

    Yuki deita no seu futon com o olhar sonhador por um momento, mas ele logo se apaga:

    - Ele devia estar sendo só educado... Acredita que hoje eu tava na venda de peixe dos meus pais, e a Eun-tak apareceu com a Yieun e a outra garota gêmea. Elas me chamaram de... de sardinha... - a voz de Yuki fica triste - E falaram outras coisas que me deixaram triste... Eu nunca consigo ser alguém legal que as pessoas gostem e esqueçam do que trabalho... E estou preocupada com o meu irmão, ele anda tão abatido.

    A japonesa fica pensativa por um tempo, depois muda o assunto:

    - Mas o importante é que você está aqui comigo, não podemos perder tempo. Vamos ter o ensaio hoje não é? Me conta direito o que aconteceu entre você e o Dam...

    Yuki dá uma piscada na direção de Eun-ji:

    - Você vai ser uma princesa e o príncipe...
    shamps
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por shamps em Sab Jun 17, 2017 11:35 pm

    Ir à casa de sua amiga foi uma das maiores felicidades de Eun-Ji, era algo tão simples e tão valoroso.
    Ela nunca tinha visto um mangá na vida e até o foleou do lado errado. Se estivessem em coreano com certeza ela já estaria lendo. Se estivesse em japonês mesmo, ela teria maior dificuldade, apesar do seu conhecimento em chinês ajuda-la a entender os kanjis.

    - A sua mãe é tão boazinha, Yuki. Gostei muito dela.

    As duas concordaram com o bom gosto que Bora tinha para roupas e ela ficou muito feliz pela amiga ter gostado dos doces.

    - Ah, me desculpa unnie. Eu queria ter vindo, mas minha eomma não deixou. Ela ficou bem brava por que eu cheguei tarde. Me bateu e tudo, até machuquei meus joelhos – e mostrou os joelhos enfaixados para ela – mas agora já está tudo bem. Já fui até no médico. Teremos outras oportunidades para lancharmos juntas, tá bom?

    Yuki falava sobre Minsoo e ela achou muito bonitinho. Mesmo sendo um pouco tapada nesse assunto e não notar de cara que a amiga também já tinha um grande amor, ela percebia na maneira que ela falava dele o carinho que sentia.

    - Mas Yuki, veja isso como uma forma dele te conhecer melhor – tentou acalmar a amiga – se ele foi gentil é porque teve motivo para ele ser assim. Tenho certeza que ele adorou ouvir. Com certeza ele, como qualquer pessoa, também deve ter feito coisas de crianças... então não se preocupe com isso, unnie – Yuki estava contente com o elogio de Minsoo – ele disse uma verdade, você é realmente muito gentil.

    Eun-Ji deita ao lado amiga e continua ouvindo suas histórias.

    - O que??? A Euntak aqui? Eu não estava aqui para ajuda-la... – ficou triste – desculpe unnie por não poder te defender... A YiEun também? Que garota mais estranha. Vamos, não ligue para elas. Lembre-se que sardinhas são deliciosas e saudáveis e aposto que ela deve adorar peixe – sorria tentando animar a amiga – lembre-se que ela é uma mosca varejeira asquerosa – a amiga ainda se sentia triste e a ruiva tentava de tudo para anima-la – unnie, você é uma pessoa maravilhosa e já fez amigos maravilhosos, não precisa mais se preocupar com o que elas falam. Eu sou sua amiga e tenho certeza que o Minsoo shi, o Dam oppa, o Tae sunbae, a Rin e Chae shi também pensam assim. E tem os outros meninos também.

    Sua amiga também estava preocupada com seu irmão e Eun-Ji só podia orar por ele.

    - Tenho certeza que é só uma fase ruim para o seu irmão. Vou orar por ele, não se preocupe. Acho que ele já tem o que precisa, o amor de uma irmã muito amorosa.

    Yuki muda de assunto e a ruiva respeita. Por sorte o assunto eram os ensaios e ela estava muito ansiosa por eles.

    - Os ensaios são amanhã. O dia hoje é só nosso, unnie. Sabe, acho que para o ensaio de amanhã vou poupar meu joelho, quero estar 100% para o dia da prova. Creio que só ensaiarei minha voz. Acha que eles vão ficar chateados comigo? E eu prometi para o Dam cuidar deles – e sorri ao lembrar do amigo – ele disse que se meus joelhos estiverem recuperados, ele me levará para comer pizza! Ai, unnie... eu quero tanto comer pizza... e com ele.

    O assunto voltar para ela e Dam foi super fácil, já que ela, Yuki, estava ansiosa por saber de tudo o que aconteceu entre eles.

    - Entre eu e o Dam? Bem, ele me ajudou muito ontem, você não vai acreditar – ela se anima facilmente ao falar dele – eu estava lá rezando e ele apareceu ao meu lado, vestido com camisa toda fechada e de óculos. Eu não o reconheci logo de cara, mas eu sabia que era ele e viu que eu notei e fez de conta que não era com ele. Disfarçamos muito bem. De repente, quando estávamos todos de olhos fechados para a oração, ele colocou um telefone na minha mão e disse para eu esconde-lo – ela mostra, toda empolgada, o pequeno telefone – ele disse que tinha o número dele, o da senhora Bora e o seu. Não é fofo? Depois tivemos que disfarçar para sairmos da igreja. Nós conversamos um pouco em uma pracinha ali perto e depois eu pedi para ele me levar ao hospital para o médico ver meu joelho. Fiquei muito feliz por ele estar lá e segurar minha mão na hora da dor. Não queria ter dado tanto trabalho... eu só causo incomodo mesmo – ficou um pouco entristecida – e depois ele ainda me levou em uma outra igreja para conversar com um padre, alguém que não iria me julgar. Depois ele me levou para casa. Eu tirei uma foto dele e ele disse que sou especial por ter uma foto dele de camisa. Ah... nem te falei... ele tem uma moto – e sorriu animada – nunca tinha andado de moto. No dia da dança ele tinha um capacete só, agora ele tem dois e o outro é lilás... é a cor que eu mais gosto. Ele é mesmo muito gentil. Eu fico tão feliz e perdida ao mesmo tempo, perto dele. Mas é uma sensação boa, sabe...

    Ela olha para Yuki e suspira.

    - Espero que ele não me ache uma chata
    – continua , já melhorando o humor – ele tá conversando cada vez mais comigo. Ele é bem misterioso, não sei quase nada sobre ele. Ué... na verdade eu não sei nada sobre ele, só que anda de moto e... que não gosta de camisa? – fez uma cara sem graça – e que não gosta de religião, mas que está repensando isso ao conversar comigo. Você acha que eu estou sendo chata a esse ponto? – ela ficou um pouco preocupada, ela não tinha vergonha de sua fé, mas não queria ser uma fanática religiosa que sua família era – também descobri que ele cantou aquela linda canção para uma pessoa... será que é uma namorada? – ela não quis pensar naquilo, era muito doloroso pensar que seu príncipe tinha alguém já. Ficou um tempo em silêncio olhando para o teto do quarto da amiga.
    Luxi
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Luxi em Dom Jun 18, 2017 3:46 pm

    ♪ Tae ♪

    - Isso é muito bom de ouvir. Pode contar comigo se precisar de alguém para intervir por você. Eu acho que entendo mais ou menos como você pensa. Já que começamos a falar sobre isso, eu vou perguntar: e sobre Peach? Foi uma surpresa pra todo mundo. Espero que ela não decida implicar com as meninas depois do que aconteceu. Sei que você vai ajudar se for necessário.

    Enquanto isso, Tae sabia que estavam sendo fotografados ao longe e que suas fotos iriam parar na internet, mesmo que não estivesse fazendo nada de mais. Um pouco depois, Dam ligou para encontrá-los e apareceu com uma sacola de uma loja de acessórios esportivos.

    O trio reunido atraiu muito mais atenção, e novas fãs se aproximaram para tirar fotos com eles, o que arrancou algumas horas deles. Finalmente após despistarem mais um grupinho, Dam contou a eles que se fossem treinar, precisariam esperar um pouco, pois Eunji estava com problemas para sair de casa. Ele disse que já estava resolvendo isso e, se tudo desse certo, conseguiriam marcar um treino completo. Minsoo aproveitou o assunto e quis saber o que Tae tinha de informação sobre a nova etapa, mas Dam parecia ainda preso no assunto anterior. Ele demonstrou preocupação com Eunji, mas não podia revelar o plano dele para resolver as coisas.  Minsoo disse que tinha vontade que isso acabasse logo, pois ainda queria reunir todos para um piquenique, como tinha prometido para Yuki. Com a perspectiva de sairem todos juntos, o encontro terminou de forma positiva e em seu caminho para casa, Tae sentiu o celular vibrar, recebendo uma mensagem de Peach.

    “Tem um filme que eu quero ver que está no cinema.
    Hoje minha agenda está lotada, mas amanhã estou livre.
    Vamos sair.
    >3< “

    Chegando em casa, Doyun estava sedento para que pudessem brincar com suas miniaturas de dinossauros e heróis, mas a brincadeira acabou assim que a mãe chegou e disse que o menino precisava acordar cedo para as aulas de música pela manhã. Apesar de ter 5 anos, Doyun tinha aulas particulares de inglês, artes, coreano, estudos sociais e matemática. Por isso, estava sempre querendo brincar nas poucas horas livres e claramente não gostava dessa rotina, que Tae conhecia muito bem, embora a impressão era de que o segundo filho seguia uma grade mais previsível.

    Em seu celular, J. J. enviava também partes interessantes de matérias que o envolviam, inclusive as fotos que foram tiradas mais cedo, citando seus amigos como provável “melhor formação” do programa. Sua influência estava atraindo fãs para eles também.  Seu romance com Peach já sugeria um marketing em volta de um suposto drama novo que envolveria Tae e a atriz. É claro que não passavam de boatos, por hora, mas J. J. quis saber seu interesse no tema, caso virasse uma proposta real.

    Com a parte da noite livre, Tae ouviu o pai voltar para casa e assistir à TV acompanhado de um whisky e jornal. Era como se estivesse sozinho em casa, meramente assentindo caso ele passasse. A mãe fazia a mesma coisa, mas tomando chá em uma poltrona giratória em outro cômodo e cercada por revistas internacionais de moda. Cada um concentrado a sua maneira.

    No dia seguinte, marcando 5 dias antes da etapa final, chegava seu encontro com Peach. A menina aguardou por ele para que pudessem almoçar antes do filme e estava impecável da cabeça aos pés, mas sem desgrudar do celular até que ele a encontrou. A menina sorriu e aparentemente já tinha uma lista do que fariam no dia. Ela o levou até um restaurante nos moldes do Village Garden, onde os funcionários já o aguardavam por algum motivo e receberam mimos especiais nas bebidas. Peach conversava sobre os lugares que tinha planejado de ir, mas não levantou por conta própria o tema da competição.

    - Nosso filme começa às 15h. É uma comédia romântica maravilhosa de um colega meu. Queria muito estrelar um filme desse diretor. É claro, eu já fiz uma participação menor em uma novela dele, mas eu espero que no futuro isso mude. Sabia que estão pensando em fazer um filme com a gente? Eu vou fazer de tudo para que isso se torne realidade. Eu tenho muita experiência com as câmeras, não deve ser um problema me chamarem e você está comigo agora, com certeza é uma ótima jogada para quem pensar nisso.

    O passeio era um pouco esquisito, não parecia que muita coisa tinha mudado desde a primeira vez que almoçaram juntos. Exceto que agora havia gente em todo canto murmurando coisas perto dele.

    - Não ande à minha direita, é meu melhor ângulo e vai tapar o detalhe da minha bolsa. - recomendou ela em determinado momento.

    Quando chegaram no cinema, grande parte das pessoas queria saber o que os dois iam assistir e a sessão, se não estava lotada antes, facilmente ficou depois, mas para o público geral não foi vendida a mesma sessão que a deles, que era realizada em uma sala com cadeiras ultraconfortáveis e cliente mais do que especiais. Mesmo assim, para a segurança deles, nenhum assento foi vendido em volta de suas poltronas premium, que possuíam serviço VIP, com garçons que serviam churros, pipocas de chocolate e soda italiana gaseificada na hora.

    Quando a sala escureceu, demorou belos 20 minutos de filme, mas ela encostou a cabeça sobre o ombro dele e continuou assistindo à cena como se nada tivesse acontecido. Não parecia tão tímida naquele ambiente, nem abalada por ter tomado uma iniciativa daquela, o que era bem raro, se não pela própria natureza coreana, então pelo status dele, que intimidava grande parte das pessoas.

    referência das poltronas do cinema:


    ♫♫♫
    ♪ Shin-Hee ♪

    A cozinheira Min ficou toda envergonhada, mas logo entrou na brincadeira e sugeriu que ele trouxesse os “amigos” para tomar um lanche em casa. Ela parecia mais parte de sua família do que os irmãos, que quando vinham para jantar, eram como estranhos em uma reunião de negócios… com perguntas capciosas sobre a vida pessoal.

    Após o difícil telefonema, a mãe o ouviu sem sair do lugar, seus olhos focavam os dele, parecendo tomar uma decisão importante internamente.

    - Não. Está tudo bem. Meu marido… seu pai. Não quero que abra mão de mais uma coisa por causa dele. Eu ficarei bem. Só peço que não faça nada imprudente, querido, por favor. Você tem uma ideia de como ele fica quando perde a cabeça. Evite que exploda demais, é só o que eu peço. - seus olhos transbordavam preocupação.

    Mais tarde, precisou lidar com seus amigos na internet, mas a maioria já falava coisas previsíveis, sendo que vários não botavam muita fé em uma carreira como essa.  

    “Ah que bom. Como seu contato de mídia, tenho que te aconselhar a não namorar.
    As fãs não gostam
    Vou sempre falar para os outros que fui no seu primeiro show. ^o^ “, respondeu Myeon.

    “Eu sinto que minha asas chinesas vão alçar voo neste país”, disse Quan Lei
    “No próximo capítulo vamos saber se viramos mocinhos ou vilões. Espero que o blog da sua amiga me faça ganhar fãs antes disso. Hehehe”, respondeu Tommy.

    No dia seguinte, as consequências ruins também apareceram, mas a forma com que ele respondia a tudo de forma pouco alterada faziam o pai tremer o supercílio em raiva, absorvendo cada frase. A mãe arregalou os olhos, pronta para o campo de batalha que se formava ali.

    - Sempre foi assim? Sempre foi assim? - olhou para a mãe, transbordando raiva. - A essa hora, seu moleque, você deveria estar pedindo dinheiro na rua se não fosse por mim! Só foi capaz de ter educação, o que comer, e até saber da existência desse programa graças a MIM. Agradecer a sua mãe…. Pergunte a ela onde ela deveria estar agora se não fosse por mim. É o MEU nome que sustenta a vida de vocês. Sua mãe NÃO atenderia UM cliente importante se não fosse esposa do senador. Você NUNCA atrairia atenção de ninguém se não se vestisse com roupas importantes, se não tivesse essa maldita língua afiada por causa da educação que EU te dei. FUI EU. - afastou a cadeira e apontou para ele. - Não posso tirar de você tudo que eu já leh dei até hoje, mas posso parar agora mesmo de te sustentar. SAIA DESSA CASA.

    - Querido! - Seul-Bi se levantou também. - Não faça isso. Vai alimentar ainda mais os tabloides com histórias sobre…

    - Sobre você? - o pai apertou os olhos, rosnando para a mãe. Havia uma conversa silenciosa acontecendo entre os dois que Shin simplesmente não conseguia captar.

    - O que está acontecendo…? - a irmã apareceu assustada na cozinha. Estava vestida para ir à fáculdade.

    - Yoon In-Na… meu orgulho, diplomata. E enquanto isso, um artista vagabundo morando no mesmo teto!

    - O que foi que você fez? - In-Na olhou confusa para o caçula. - Papai, por favor, não faça escândalos. Não quero que fiquem olhando torto pra mim na faculdade. Por favor. - resmungou a moça.

    - Isso. Querido. In-Na vai ser prejudicada também. Todos nós vamos….

    - Então o que vocês querem que eu faça? Que eu aplauda essa palhaçada? Que eu veja um filho que carrega meu nome… rebolando na televisão e se vestindo como um palhaço?

    - … Façam um acordo.  - falou In-Na com uma simplicidade de quem estava acostumada a tempestades dos pais. - Encontrem um ponto em comum entre o que vocês querem. Estou aqui há cinco minutos e já entendi que o maninho quer fazer alguma besteira de adolescente, e papai não quer passar vergonha. Pronto. O senhor tenta permitir que ele termine o que começou, mas em troca, não vai fazer nada estúpido na televisão. Lembra quando eu pintei meu cabelo de rosa? Só durou o verão…

    O pai bufou e deu um último soco na mesa, pensativo.
    - Vou precisar de um tempo para digerir isso.  Sumam da minha frente. - disse isso e saiu do ambiente como um touro. A irmã deu um pequeno sorriso.

    - Se quer ser rebelde, precisa ser inteligente, maninho.

    ♫♫♫

    ♪ Eun-Ji ♪

    Na casa da senhora Bora, Eunji recebeu uma mensagem bem curta em seu celular, mas vindo de Dam, sabia que ela tinha sido escrita com alguma dedicação e demonstrava que ele estava ciente dos últimos acontecimentos.

    “Será.
    Espero que divirta-se hoje.”


    Sua professora sorria muito enquanto ela comentava suas alegrias da nova amizade. Conseguia perceber o que acontecia entre eles, mas era melhor que os dois jovens descobrissem sozinhos.
    - Essa foto me parece bem especial. Por que não manda uma foto sua para ele também? Assim ele também poderá tê-la por perto quando precisar - sorriu. - Posso ajudá-la com isso e mandar uma bem bonita.

    Na casa de Yuki, a mãe da menina era muito diferente de Jeong. Era carinhosa, sempre falava baixo e fazia muitas reverências, além de parecer um pouco mais velha também.

    - Não, querida. Só de estar aqui já está fazendo algo maravilhoso. - sorriu. - Pode me pedir o que precisar.

    ♫♫♫

    ♪ Yuki ♪

    - … Você vale, donsaeng...  imouto. Não esqueça disso. - Tae-gyu falou meio baixo, mas valia cada palavra.

    ♫♫♫

    ♪ Eun-Ji  e Yuki ♪


    Não demorou muito para que a mãe de Yuki as chamasse para a cozinha. Tinha preparado suco e colocado salgadinhos de pacote em potinhos coloridos, mais uma vez improvisando uma toalha de mesa “de visitas”. Pela sacola em cima da pia, Yuki percebera que ela tinha saído para comprar aquelas coisas em uma vendinha perto de casa para agradar a amiga. Mesmo sem ter muito dinheiro para isso no dia a dia, sua mãe era um amorzinho com visitas.

    - Sirvam-se, meninas. Eunji, o que gosta de comer? Yuki-chan ama kimchi, sabia? Ela sempre me pede para fazer e, pessoalmente, acho muito gostoso. Acho que ela terá uma boa mão para cozinha. Esses dias me pediu para ensinar a fazer bibimbap. Será uma esposa maravilhosa - como sempre, a senhora Shimada gostava muito de falar.

    (meninas, vou deixar vocês conversando um pouco, pois quero virar o dia de vcs junto com o do tae Very Happy podem resumir o que fizeram até irem deitar, se preferirem, ou podem jogar mesmo enquanto isso.)

    ♫♫♫
    ♪ Eu Se ♪

    - Está tudo bem? - Amihan perguntou para ela assim que pediu a vez para jogarem na mesma cabine juntos. - Se eu puder ajudar em algo, é só me dizer. Está bem?
    Mesmo assim, não havia muito o que ele poderia fazer, já que não podia SER ela por um dia e enfrentar o que quer que aquele jantar em família representasse.

    Ela recebeu um áudio muito empolgado da mãe no telefone que talvez a fizessem ter mais tranquilidade quanto a isso. Poderia aproveitar o momento na cabine para ouvi-lo em segurança.

    “Querida! Vamos nos ver! Seu pai me deu a notícia que de estaremos juntas no próximo final de semana. Por favor, tome cuidado na viagem. Já até pedi para marcar o cabelo. Quero estar bem bonita para guardar nossas fotos com carinho. Eu normalmente o faria mudar de ideia, mas estou com tanta saudade que --”

    “Até que parte eu consegui falar? Bem, querida, estou muito animada. Eu te amo! Não te liguei para não atrapalhar. Um beijão”

    Quando Minki perdia para os meninos, ele ficava irritado, queria jogar de novo e quase quebrava as máquinas, mas quando foi a vez dela… Ele pareceu sem reação diante de seu jeito comemorativo.
    - V-você… Foi só sorte, Mi Nam! Você vai ver da próxima - mas sorria, divertindo-se muito. Era como uma criança.

    Os outros também pareciam se divertir com a ideia do fliperama. Era como se o programa nem existisse e todos fossem da mesma escola (ainda que o dançarino fosse o mais velhos de todos). Estavam tão empolgados que não reclamaram quando ela foi embora, mas Minki ficou emburrado por uns 10 segundos, até ouvir que iriam se encontrar na praça de alimentação.
    - Vê se não demora.

    Quando todos se reencontraram, revezaram para pedir os sanduíches, mas não sem antes receber uma chuva de perguntas.
    - O que é isso aí, hein? Vai dar presente para uma namorada? Quê? Você tem mesmo uma namorada Que injusto. O que você comprou? Quero ver.
    - Por que está interessado nas coisas do Mi Nam? - Amihan tentou ajudar.
    - Não estou. Eu...ahn… só quero umas dicas pra.. Saber o que comprar também.
    - Você está mentindo - declarou Bae, sem interesse.
    - Não estou não! Vocês nem sabem o que aconteceu ontem. - Ele mesmo pareceu não gostar do assunto que levantou e deu de ombros -  Vai, vamos pegar comida. Deixa pra lá.

    Ela teria que esperar estarem no quarto para presentear o amigo, que não fazia ideia do que ela tinha comprado. Assim que voltaram para a mesa, Minki já tinha mudado de assunto, e o fenômeno de pessoas que ficavam olhando de longe e tirando fotos se repetiu. O quanto isso cresceria em alguns dias?

    Quando voltaram para o hotel, o amigo avisou por mensagem de que faria a viagem de madrugada, mas ela não precisaria esperar por ele, exceto para tomar café da manhã.

    Minki correu para o banho e Bae saiu para conversar com os pais no telefone. Era um bom momento para entregar o presente, que deixou o rapaz muito surpreso.

    - É pra mim? - ele riu um pouco, mas de surpresa. Seu rosto ficou mais sereno em seguida. - Muito obrigado. Eu espero que você também continue sonhando, sempre. Vencendo as dificuldades. Não deixe que ninguém permita que você pare de sonhar.

    A partir do dia seguinte, faltavam cinco dias para a nova etapa, mas ela tinha planos com seu amigo, que a aguardaria para o café da manhã.
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Gakky em Dom Jun 18, 2017 4:09 pm

    Yuki sorri quando sua amiga fala de sua mãe:

    - Ela é sim uma boa mãe.  Só que ela não acreditava que eu ia conseguir passar... Eu acho...

    A japonesa presta atenção as próximas palavras da amiga e vai respondeu aos poucos. Quando falou sobre a mãe bater nela e sobre os joelhos, Yuki diz surpresa:

    - Ela te bateu? Só porque chegou tarde? Sinto muito Eun-ji... Eu vou tentar o máximo não te prejudicar. Eu só acho que eommas não deveriam bater assim em seus filhos, a minha eomma nunca me bateu nem meu abeoji... É uma coisa séria...

    Então Eun-ji comenta sobre o ocorrido com Minsoo e sua mãe. Mas não a convence sobre a cena constrangedora:

    - Me conhecer melhor? Eu não sei... Ele conheceu meu lado engraçado e desajeitado... Todos já fomos sim crianças, mas não ficam falando disso para todos ouvirem... Por falar nisso, o Minsoo deveria ter tão fofo quando bebê!

    Sobre Euntak, Yuki escuta e ri quando a amiga chama elas de varejeira. Não gostava de ser chamada de sardinha, mesmo que Eun-ji a tentasse ver o lado bom desse nome. E a ruiva tinha razão, apesar de tudo, agora ela tinha conseguido amigos, mesmo não sendo alguém tão especiail e confiante. Quando falou sobre orar pelo seu irmão, os olhos de Yuki brilham de esperança:

    - Vai mesmo orar por ele? Que ótimo, obrigada Eun-ji! Preciso mesmo de um milagre, não um... talvez vários...

    Quando falam dos ensaios, ela responde:

    - Sim, você tem que descansar para não piorar os joelhos. Não vão ficar chateados, não tem porque ficarem. Ahh que bom que hoje o dia é só nosso!! Quando você for comer pizza com o Dam, me conte tudo!! Tudo! Somos amigas, hein.


    Eun-ji então conta tudo sobre o Dam, Yuki ouve com os olhos brilhantes já imaginando como se fosse uma novela. Ela deita e se cobre com a toalha, tem os olhos sonhadores quando fala:



    - Que romântico!! Um amor proibido!! - Exclama Yuki com um sorriso largo - Eun-ji! Falando sério agora... - Yuki se aproxima e fala baixinho - Você está apaixonada por ele? Sabe o que é apaixonar? É quando você sente batendo bem forte aqui...

    Yuki leva a mão até o meio do peito enquanto explica, e depois diz:

    - Não acho que ele te acha chata, se achasse não seria tão legal com você. Mas é verdade, não sabemos muito sobre ele... Eu também não sei muito sobre o Minsoo... Que? Ele não gosta de camisa? Mas então ele gosta de andar seminu??

    A japonesa arregala os olhos surpresa:

    - Isso é uma informação bem quente!

    Então quando fala da canção de Dam:

    - Namorada!? Não pode! Temos que descobrir! Pensando bem... Não conheço muito também do Minsoo, só que ele toca violão e gosta de fazer dobradura... Já sei nossa próxima missão!!

    Yuki fica de pé em cima do futon e faz um pose de lutadora típica, parecida com as de power ranger:

    - Nossa próxima missão será descobrir mais sobre os garotos! Temos que pensar em estratégias! Talvez se fizermos perguntas certeiras. Combinado Eun-ji? Vamos concluir essa missão!

    Então a mãe dela as chama, as duas vão para a cozinha. Yuki fica feliz ao ver que a mãe tinha preparado um lanche, embora se sentisse culpada pela despesa.

    - Obrigada kassann! Você é a melhor!

    Yuki dá um beijo rápido na bochecha da mãe, e quando ela falava sobre ela ser boa esposa, suas bochechas coram. Ainda bem que não tinha falado isso para o Minsoo, ainda bem mesmo. Mas em Eun-ji podia confiar:

    - É... Okasan. Não diga isso na frente dos meus amigos... Quer dizer, na frente da Eun-ji pode... Mas na frente dos garotos não...
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Persephone em Dom Jun 18, 2017 6:49 pm

    Se tinha uma coisa que Yoon Shin-Hee não tinha, era sangue de barata. Qualquer pessoa que começasse a gritar com ele daquele jeito e dizer aqueles absurdos, já estaria sendo rebatido num tom três vezes mais alto - ele sabia que crescia quando entrava numa discussão, pelo menos era o que seus amigos dizia a ele. Porém, naquele momento, ele se lembrava das palavras de sua mãe na noite anterior. Já tinha descumprido parte do pedido dela, pois tinha aborrecido o seu pai. Não podia continuar alimentando aquele ódio.

    O problema é que o ódio era fomentado dentro dele e o rapaz tinha que fazer um esforço quase que heróico para não virar aquela mesa e sair como o filho mais ingrato e rebelde que a Coreia já teve em seu território. Shin ouviu tudo, calmamente, placidamente. Os olhos dele estavam avermelhados, transformando raiva, mas a postura ainda era de guarda baixa. Era bom que o pai direcionasse todas as broncas para ele, não para a mãe. Até que ouviu aquele veredicto.

    Shin-Hee tinha acabado de ser expulso de casa.

    E não sabia dizer o que sentia em relação aquilo. Era uma vergonha que o relacionamento com seu pai chegasse aquele ponto, mas, ao mesmo tempo, era uma janela de oportunidade para que um se visse livre do outro. O problema era que o lado triste pesava mais, não por ele, mas por sua mãe. Shin nunca teve preguiça ou medo de trabalhar - por mais que sua condição fosse um tanto quanto complicada, relacionado principalmente às frequentes dores que sentia.

    O rapaz não reagiu, mas quando estava para se levantar e recolher suas coisas, ele ouviu alguma indireta no ar que não entendeu completamente. Trocou o olhar entre o pai e a mãe, finalmente expressando alguma coisa: muita dúvida, sem saber o que estava acontecendo ali. Antes que ele conseguisse falar qualquer coisa, a irmã surgiu como uma salvadora do mundo. Shin voltou a se sentar. A irmã, uma diplomata nata, tentava fazer com que eles chegassem a um acordo. Por incrível que parecesse, o pai recuou diante da sugestão dela.

    Quando o pai deixou o lugar, a expressão preocupantemente série de Shin não se alterou. A irmã parecia feliz com aquela pequena vitória e até esboçava um sorrisinho. O irmão a encarou e forçou um sorriso no canto dos lábios - mas estava evidente que não tinha humor.

    - Parece que não sou tão inteligente quanto minha irmãzona, não é? Você herdou essa parte da família, eu herdei tudo o que sobrou.

    Levantou-se.

    - Sinto muito por esse espetáculo logo cedo. Não vou incomodá-las mais por hoje.

    Reverenciou as mulheres presentes e saiu. Como estava semi-pronto, só precisou passar pelo corredor para pegar um boné, a carteira, celular e as chaves de casa. Saiu sem dizer mais nada, nem par aonde ia. Enquanto descia, cancelava os compromissos daquele dia - os ensaios, mais especificamente - e tomou as ruas para si. Usava uma roupa básica: um jeans e uma camiseta sobreposta, agora tinha acrescentado o boné e sapatos. Dispensou o motorista e tomou o caminho de um dos bairros que frequentava, onde havia a lanchonete que foi cenário de uma tarde agradável com os amigos.

    Quando passou em frente a uma banca, comprou os classificados por pura pirraça e logo entrou na cafeteria, procurando um lugar ao fundo e lendo os anuncios de meio período. Não tirou os óculos escuros, nem o boné e esperava por um café bem forte para seu estômago vazio. O celular ficou no silencioso enquanto todas as chamadas e mensagens eram ignoradas. Só não tinha pensado muito bem que era normal que ele frequentasse esse lugar - era uma de suas primeiras opções, geralmente. Fato era que não pretendia ficar ali muito tempo. Só queria ter um tempo para ler os classificados enquanto a imagem de sua bela manhã repassava em sua mente.

    Por trás do óculos escuro, as lágrimas se acumulavam a escorriam pela bochecha. O nariz se abria e fechava rapidamente enquanto via aquele desprezo de seu próprio pai e todas aquelas "verdades sujas" jogadas em cima de si. Parecia que Shin só tinha chegado aonde chegou porque tinha dinheiro, como se não estivesse uma pessoa de carne e osso por trás da forturna de sua família.

    Deu um soco forte na mesa, levantando os objetos que ficavam nela e também assustando outros clientes. Bufou, passando os dedos indicador e polegar por baixo dos óculos, massageando a extensão do nariz e também limpando as lágrimas.

    "Desgraçado", ele pensava do proprio pai. Antes tivesse nascido numa família humilde e esforçada do que num antro podre da politica. Ele se preocupava com a imagem que tinham dele, mas se esquecia da imagem que passava pra própria família. E Shin nem tinha usado o nome dele para nada, até mesmo as roupas foram escolhidas para não chamar tanta atenção.

    Era fácil para qualquer arruinar o veneno do Senador, mas Shin era tão ferido com as palavras do pai que realmente duvidava de si e começava a achar que só valia o que tinha no bolso.

    shamps
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por shamps em Dom Jun 18, 2017 7:33 pm

    Receber uma mensagem de Dam foi uma alegria inesperada, ela não esperava que ele respondesse, mas ficou animada por saber que o dia de ambos seria feliz.

    “Também quero se divirta!”

    Ela procurou uma ‘’carinha’’ entre as letrinhas do celular e mandou junto à mensagem: =D

    Estava mexendo e aprendendo a usar as funções do aparelho, era muito interessante poder ver essas tecnologias tão perto, ao alcance de suas mãos. Era muito divertido.
    Mostrou a resposta dele para sua professora, bastante feliz com isso, até que sua professora fez a proposta para ela mandar uma foto para ele.

    - U... uma foto minha? – ficou um pouco espantada, pois não costumava tirar fotos. A primeira foi aquela do parque com a Yuki – mas eu posso fazer isso? E se ele não gostar? Será que ele ia me querer por perto também, senhora Bora? – ela começa a ficar encabulada – a senhora conseguiria me deixar bonita para a foto? Não... e se ele tiver namorada? Ela pode ficar chateada né...

    A jovem se sentiu cheia de inseguranças, mas permitiu que Bora a arrumasse para a foto. Perguntou se deveria fazer uma pose ou se era só ficar parada sem fazer nada, afinal, ela não sabia se portar para fotos. Mas as fotos pareciam gostar muito dela, já que saía magnifica sem fazer esforço.

    “Oppa, a senhora Bora tirou uma foto minha para mandar para você! Espero que não seja um incômodo e não quero causar problemas caso alguém não goste.”

    - A senhora acha que ele vai gostar? Essa foto tá bonita mesmo? Tô envergonhada, professora.

    Mesmo com vergonha e medo, ela envia a foto para o garoto, não querendo saber a resposta dele. E se ele a achasse uma boba? Seria certo mandar uma foto para um garoto?
    Foto da Eunji:

    - Isso é certo, senhora Bora? Uma menina mandar uma foto para um garoto? Se minha souber ela vai me matar e me chamar de coisas horríveis... e se o oppa não gostar?

    Na casa da amiga, ela fica encantada com a gentileza da mãe de Yuki, nunca imaginaria mães generosas assim. Porque será que Jeong a tratava de forma tão ríspida? E desde quando ela duvidava do amor de sua mãe? Era certo aquele tipo de pensamento? Deveria pedir muito perdão a Deus por duvidar de sua mãe.

    - Ah, senhora Shimada... a senhora é tão amável! – disse muito feliz para a mãe de sua amiga – maravilhosa é sua filha... minha melhor amiga. Já sei que ela herdou tamanha gentileza da senhora.

    No quarto da amiga, a conversa flui pesada no inicio por falarem de Jeong e depois mais leve e vergonhosa por falarem de garotos.

    - Não se preocupe Yuki, a senhora Bora já cuidou de tudo. Partirei no horário combinado para que minha mãe não fique chateada – ela deu um leve sorriso, acreditando que tudo daria certo dessa vez – não foi uma suuuurra surra, foram só uns tapas. Normal... e o joelho eu machuquei na hora de rezar quando cheguei. Ela foi me colocar de joelho e... ela me empurrou  um pouco forte, mas foi sem querer. Eu extrapolei também né? Eu mereci! – ela abraça os próprios braços e fala entristecida – essa não foi a pior surra que levei... mas não vamos falar de coisas tristes né, isso é passado... e passado é... bem, passado – e sorri sem graça, querendo mudar logo de assunto.

    Ela não entendia porque Yuki ficava tão sem graça por Minsoo conhece-la melhor.

    - É bom ter um lado divertido, né! Tenho certeza que quando conhecer a mãe dele, ela também vai falar muitas coisas sobre a infância dele e sei que ela dará risada junto. Minha mãe nunca mencionou nada sobre minha infância... acho que fui um bebê chato e sem graça – ficou um pouco pensativa, de fato em sua casa coisas assim do cotidiano não eram mencionadas – também acho que ele foi um bebê fofo... será que o Dam era fofo também?

    O papo prossegue, falar de Euntak lhe causava asco, mas ficou feliz pela amiga ter sorrido e aceitado que tinha amigos agora.

    - Rezarei sim, teremos muitos milagres então, amiga. O fato de eu estar aqui já é um milagre. Deus nunca abandona os seus. Acredite!


    A conversa agora era sobre ela e Dam, por que sua amiga era tão curiosa sobre esse assunto? Não tinha para falar na verdade, mas ela respondia feliz, já que gostava falar sobre Dam.

    - Contarei sim, pode deixar – estava animada até a próxima cartada da amiga – a... amor proibido? O que quer dizer? Romântico? Como nos livros? – a amiga continua falando e explicando e Eun-Ji vai ficando cada vez mais vermelha – ap... apa... apaixonada? Eu não... bem... não sei... eeeeeh... bater forte? Sim, meu coração bate forte sim quando estou perto dele e sinto um frio na barriga... não sei explicar. É uma vontade de querer vê-lo outra vez, de que ele esteja bem... acho que é isso... quando ele me olha nos olhos eu não sei bem o que fazer... e ele faz isso muitas vezes... aí eu só sorrio... – ela se sente uma perdedora.

    Yuki fala que também não sabia quase nada sobre Minsoo e Eun-Ji dá risada.

    - Estamos bem, hein, unni! Como não sabemos nada sobre eles?

    De repente ela fala algo que deixa a ruiva desconcertada, mas ela ri em seguida, cobrindo o rosto com as duas mãos.

    - Seminu? Não... camiseta... ele não gosta de camisas fechadas até o colarinho... ele gosta mais de camisetas, acho... aaah unni, olha só, me deixou sem graça hahahahah – ela ri descontraída, achando engraçado ter aquele tipo de conversa com uma amiga. Algo que jamais imaginaria a tempos atrás, nem mesmo com sua mãe – eu até fiquei bem sem graça quando ele começou a desabotoar os primeiros botões da camisa... que boba que eu sou... ainda bem que ele não viu – Yuki prossegue e a ruiva dá um tapa de brincadeira na amiga – informação quente é?  Não quero que pense no Dam seminu hahahahah – e mostra a língua para ela – por um acaso você pensa no Minsoo desse jeito? – perguntou um pouco curiosa, mas a pergunta saiu naturalmente.

    Pensar que Dam podia ter uma namorada a deixava um pouco triste, mas não entendia a empolgação de Yuki, por mais que ela quisesse muito saber.

    - Yuki, isso é segredo tá! Acho que o Dam não gostaria que eu falasse sobre essa pessoa misteriosa... mas, como não sabemos nada sobre nossos amigos? Acho que o Dam já sabe tanto sobre mim e o Minsoo já veio até sua casa e conheceu sua família... acho que nunca vou poder apresentar minha família ao Dam... queria conhecer a família dele... – ficou pensativa. De repente Yuki pula e a ruiva se espanta, mas logo senta dando risada – missão? Que difícil! Fazer perguntas certas? Mas eu prometi não fazer perguntas pro Dam... como farei? – mas ainda sorria com a ideia, seria divertido.

    Logo a mãe de Yuki a chama para lancharem. Eun-Ji fica comovida com a gentileza e dedicação que a senhora Shimada a trata e à filha.

    - Ah, que amor, senhora Shimada... posso ajuda-la em algo? – a garota oferece-se para ajudar a mãe de sua amiga – eu gosto de comer de tudo... sério? Também adoro kimchi. Eu achava que fazia um bom kimchi, mas vovô falou que não... uma pena. Que bom que cozinha bem, Yuki hahaha... se depender de meu avô eu não me caso nunca. Eu gosto mesmo é de gaji muchim – sorriu – deixa sua mãe falar... tenho certeza que ela tem muito orgulho de você, Yuki – e ria com a falta de graça da amiga – nossos amigos devem conhecer nosso melhor, né!

    Eun-Ji se serve e agradece pela comida, estavam muito deliciosos e elas continuam conversando e quando a mãe de Yuki se afasta, ela confessa:

    - Eu queria cozinhar para o Dam, mas agora acho que não devo... se eu realmente cozinha mal, ele vai me odiar...
    – estava um pouco amuada – eu sempre cozinhei lá em casa... não que eu recebesse algum elogio, mas eu gosto da minha comida, então achava que eu cozinhava bem... sou um fracasso total...
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Larissa Aprill em Dom Jun 18, 2017 9:43 pm

    Eu Se aproveita que Min-ki e Bae estavam distraídos jogando e responde baixinho para Amihan. Estava um pouco sem jeito de falar isso com ele, afinal não sabia o que Amihan pensava dela como mulher.

    - Naega dasi yeoja in-e ... Gajog jeonyeog sigsa-e gal pil-yogaEu preciso ir num jantar em família...Voltar a ser uma menina.

    Logo depois que tiraram as fotos, seu celular vibra no seu bolso, junto com a mensagem de Go Mi Nam, havia um áudio de sua mãe. Iria responder a mãe quando chegasse no hotel, mas estava feliz de poder reencontra-la. Depois de mandar a mensagem para o amigo e colar a fotinho no celular, ela guarda o aparelho novamente. Min-ki estava irritado por não admitir que perdeu para Amihan na luta, ela ria com o jeito do rapaz. Eles estavam animados jogando juntos, até mesmo Bae parecia feliz por estar de voltar ao fliperama. A garota estava se sentindo muito feliz, que queria que esse momento não acabasse nunca.

    Então foi sua vez de jogar com o loiro e quando conseguiu ganhar dele, já esperava uma reação explosiva de sua parte, no entanto ela achou fofo o modo como ele disse aquilo para ela. Quando ela retornou das compras com as sacolas, Min-ki fez menção de olhar as roupas, mas ela logo abraçou as sacolas contra o corpo e óbvio que ele deduziu que seria presente para uma menina ou namorada. Sem saber o que responder ela somente cora. Mas quando o loiro dá a entender que aconteceu algo a mais, ela não consegue se conter.

    -  Dangsingwa hamkke hyelin? Você e a Hyerin estão juntos?

    Mesmo que Min-ki não quisesse confirmar isso na frente dos garotos, poderia dizer que a garota tinha um sexto sentido para essas coisas. Eles foram buscar o lanche e o assunto ficou no ar. Enquanto eles comiam, ela percebeu que algumas pessoas tiravam foto do grupo, o que a deixou ela um pouco desconfortável.

    No hotel ela encontrou um momento a sós com Amihan e lhe entregou a medalha, ficou feliz dele ter aceitado seu presente e suas palavras foram como um incentivo para não desistir tão facilmente da competição. Quando estava sozinha no quarto, ela respondeu o áudio de dua mãe, disse que estava feliz por revê-la e que estava ansiosa pelo fim de semana.

    Como não estava com sono, ela pegou na sua mala um caderno de partituras e começou a escrever. Ela tinha essa mania, sempre que estava com a cabeça muito cheia, passava as frases para o caderno isso ajudava a acalma-la. Nesse momento Min-ki entrou no quarto, ela não queria pressionar o loiro, pois sabia que ele falaria quando fosse a hora.

    - Dangsin-eul doulyeogo yagsog eotteon munje na sel su issseubnida.Você pode contar comigo, seja qual for seu problema, prometo tentar te ajudar.

    Ela iria esperar uma resposta do jovem, mas mesmo se ele não quisesse lhe contar nada, ela decidiu que não iria atrapalhar sua vida, ele tinha o direito de ser feliz com quem ele escolhesse, por mais que isso pudesse machuca-la. Depois de algum tempo ela pega no sono.

    Na manhã seguinte, ela levanta cedo, pois tinha combinado de se encontrar com Go Mi Nam, ou melhor dizendo Lee Jong-suk. Eu Se coloca as roupas femininas numa mochila, preferiria se trocar longe do hotel. Se tivesse alguém acordado ela iria avisar que iria encontrar um amigo ou então deixaria um bilhete no quarto.

    Quando ela encontra o amigo na recepção do hotel, ela corre em sua direção e o abraça forte.

    - Idong mi ... Naneun ... Li yong eolmana ... Nohchil museowo uimi?Go Mi...Quer dizer Lee Jong, quanto tempo...estava morrendo de saudades... Então como estou?

    Ela dá uma voltinha para o amigo ver seu visual masculino, depois iriam se sentar no refeitório e tomar o café da manhã lá mesmo. Ela queria saber se ele estava acompanhando o programa, se estava gostando de ver sua versão na teve. Queria saber todas as novidades do amigo de infância. Depois iriam dar uma volta por Seul para ele conhecer um pouco a cidade, nesse meio tempo se os rapazes aparecesse, ela iria fazer o convite para eles também.

    Gakky
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Gakky em Dom Jun 18, 2017 11:28 pm

    Quando Eun-ji fala que mereceu os tapas, Yuki não acha isso verdade, mas não queria falar mal da família da amiga. Ela continuam conversando sobre várias coisas:

    - Ah você devia ser uma bebê muita fofa também, é que sua mãe é diferente. O Dam bebê fofo? Ai não sei, ele tem cara de perigoso, mas isso é tão empolgante!

    Yuki ri do que falou. Então ela começava a falar de como se sentia quando via o Dam, Yuki conhecia muito de shoujo e sabia que isso só podia ser uma coisa:

    - Eun-ji, tenho que lhe informar! Você está apaixonada! Esses são os sintomas certos! E pode acreditar, sou profissional nisso, minha formação em romance foi concluída com sucesso de tantos shoujos que já li. E é um romance proibido, a religiosa garota e o rapaz motoqueiro! A sociedade não permite que fiquem juntos, mas o amor falará mais alto que tudo!

    Ela da risada quando notam que não sabiam nada dos garotos. E cai na gargalhada quando falam o Dam seminu. Mas quando ela pergunta do Minsoo, Yuki cora, não tinha pensado nisso antes:

    - Eu? Eu não penso nessas coisas! Acho que ficaria com muita vergonha se visse... Mas agora entendi o que disse do Dam! Ainda bem que ele gosta de camisetas!

    Eun-ji fala então que era segredo sobre a música do Dam. Mas era verdade que os garotos as conheciam mais do que elas conheciam eles, isso teria que mudar.

    - Tudo que me contar Eun-ji - Diz Yuki seriamente para Eun-ji - Eu não contarei para ninguém, pode confiar, eu sei guardar segredo e de mim não passará. E você também guarde os meus segredos. Eu tenho um segredo também...

    Yuki olha para baixo corada e continua:

    - Quando eu vejo o Minsoo... Meu coração bate acelerado também... Eu ficaria feliz só de poder andar ao lado dele... É uma pessoa com um pensamento tão incrível da vida...Eu o admiro muito...

    E sobre a missão ela diz:

    - Vai ser difícil sim, mas temos que tentar. Da próxima vez vamos fazer perguntas! Eu acho que o Dam não vai se irritar tanto... Mas se você prometeu fica difícil... Tente perguntar coisas simples, como o prato favorito dele! Acho que isso não pode incomodá-lo!

    ~~~~

    Na cozinha com a mãe dela, Yuki pega os salgadinhos e começa a comer, oferece também para Eun-ji enquanto conversam. Yuki ouve a amiga e diz depois:

    - A minha eomma faz um ótimo kimchi! Você pode ensinar ela seus truques, okasan? Eun-ji é especial.
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por shamps em Dom Jun 18, 2017 11:59 pm

    Eun-Ji fica sem entender porque Yuki acha Dam com cara de perigoso e porque isso seria empolgante, e pisca algumas vezes.

    - Um bebê não pode ser perigoso... e porque ele tem cara de perigoso? Ele só é quieto. E porque seria empolgante? Puxa, fiquei curiosa agora... ver uma foto do Dam bebê... será que ele tem uma?

    Yuki continua falando de seus shoujos e deixando a ruiva cada vez mais envergonhada.

    - Eu??? Não... não pode ser... você sabe disso tudo só pelos mangás? – Eun-Ji esconde o rosto com as mãos e balança os pés, negando tudo que a amiga diz – garota religiosa e o motoqueiro? A sociedade não permite? O amor vence... que complicado... essa seria minha história??? Mas nem sabemos o que o D... nem sabemos nada sobre ele... e...

    Ela estava com o rosto pegando fogo já, ainda bem que já mudavam de assunto.

    - Ah sua espertinha... nunca pensou? Nem eu... e que outra coisa eu diria sobre Dam, hein!? Camisetas... camisetas... que bom que entendeu hahahaha.

    Depois ela sorri e concorda com o segredo entre elas. Isso era muito sério para ela.

    - Então você também está apaixonada pelo Minsoo... que lindo isso, unnie... acho que estamos encrencadas – ela se acalma e fita o teto pensativa. Que coisas difíceis eram aquelas – você acha que posso perguntar esse tipo de coisa sem chateá-lo? O prato favorito? Acho que posso tentar... e o que você vai perguntar para o Minsoo?

    Na cozinha, ela sorri com a proposta da amiga.

    - Eu adoraria se não for um incomodo para sua mãe! Senhora Shimada, seria uma honra para mim aprender.
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Luxi em Seg Jun 19, 2017 2:46 pm

    ♪ Shin-Hee ♪

    Yoon In-Na deu de ombros, deixando que o irmão fosse embora. Não era a mais carinhosa dos irmãos, mas certamente não era uma maldita. Era racional demais, talvez, mas tinha muita coragem para bancar todas as coisas que fazia.

    - Filho. - a mãe pediu, levantando-se da cadeira quando ele saiu da cozinha - Shin Hee! - chamou uma última vez, mas desistiu ao vê-lo saindo de casa.

    Os classificados até que não eram ruins, para alguém que quase foi expulso de casa. Poderia tentar ser garçom em restaurantes ali perto, ou simplesmente "ajudante", como um dos anúncios dizia vagamente sobre alguma coisa. O curioso é que a maioria pedia por experiência, mesmo aqueles que queriam as funções mais básicas. A única mais "livre" era para "jovens belos" para trabalhar "à noite" em Gangnam, com "excelente salário".

    O celular acumulava chamadas da mãe, mensagens de Myeon e dos amigos. Era muita gente querendo falar com ele ao mesmo tempo, por motivos distintos.

    Ele teve todo o tempo do mundo para repensar sua vida na solidão daquele café. A mãe poderia achá-lo, se quisesse, mas dessa vez não o tinha feito. A garçonete do local, já incomodada porque ele não pedia nada há um tempo, apareceu para oferecer algo para comer, até que ele o fizesse ou liberasse a mesa, mas antes de ser mais incisiva, ela espiou o anúncio em sua mesa e, compadecida, decidiu falar.

    - Ei, espera… você está procurando emprego? Desculpa me meter, eu não sou a gerente, mas ainda tem uma vaga. Se quiser, eu chamo o gerente. Ele é meio grosso, paga meio mal, mas você parece triste. Ficar sem emprego é uma droga. Eu mal consigo comprar meus livros lá em casa…  

    ♫♫♫

    ♪ Eun-Ji ♪

    - Bem, se ele tiver uma namorada e isso chateá-la, então vamos desfazer o mal entendido depois. Está tudo bem, Eunji. Tenho certeza de que ele vai gostar - a professora a reassegurou enquanto arrumava seus cabelos. - Linda. Está linda. - sorriu com doçura.  - Está tudo bem.  Dam me pareceu um rapaz direito. Se não o fosse, eu nunca sugeriria algo assim. Não se preocupe.

    Estranhamente, Dam não respondeu à foto. Pelo menos, não naquele período.

    ♫♫♫

    ♪ Eun-Ji  e Yuki ♪

    - Você quer dizer por causa daqueles rapazes que vieram aqui? Não seja boba, Yuki-chan, você é muito bonitinha, as pessoas gostam quando eu falo sobre você e é exatamente como eu me sinto: quero mostrar ao mundo o melhor da minha filha. Aquele menino... Minsoo, era esse o nome dele? Pareceu gostar das minhas histórias.  - deu uma bela risada diante da reação envergonhada dela, então virou-se para Eunji - Os mais velhos são mais difíceis de agradar e nem sempre é possível agradar a todos. O pai de Yuki sempre gostou muito de minha comida, e meus sogros também. Infelizmente, ele veio a falecer. Consegui me reerguer e quando me casei novamente, estava cheia de confiança quando fui me apresentar aos meus sogros, mas eles não gostavam da minha comida no começo, pois diziam que tinha muito “tempero japonês”. Eu ficava muito chateada, mas em vez de chorar, eu treinava bastante, aprendi que precisava me adaptar.  Acho que é por isso que hoje cozinho bem - falava com orgulho da própria comida. Era um hobby e um talento. - Mas isso foi na minha época. As meninas de hoje não precisam só pensar em se casar, não é verdade? Meu marido não pensa assim o tempo todo, mas eu entendo que vocês, jovens, estão lutando por outros sonhos. Então façam o que aquece o coração de vocês com muita dedicação! Ah, acabei falando demais...  - sorriu mais uma vez. Sua forma simples de ver o mundo talvez explicasse por que Yuki era tão doce. - De qualquer forma, um kimchi pode alegrar o dia de uma pessoa. Tae-gyu está meio para baixo nesses dias. Então... me ajudem a preparar o jantar, meninas! Vou sair para comprar algumas coisas que estão faltando antes que o mercadinho feche. Eu já volto, podem ir conversando. Yuki, cuide bem da sua amiga, deixe que ela fique à vontade.

    A mãe saiu de casa para fazer as compras e elas puderam conversar mais um pouco. Logo o pai da garota chegou acompanhado de Taegyu. Os dois cheiravam fortemente a peixe, era inevitável reparar. O irmão de Yuki passou na mesa, deu uma olhada em quem estava ali, por um momento achando que era a menina ruiva de antes, mas ficou aliviado por não ser. Sorriu.
    - Oi, baixinha, está cheia de amigos, hm? Que bom. Olá. Eu me chamo Tae-gyu. Obrigado por cuidar da minha irmã. Conte-me se ela estiver com problemas, está bem? Ela tem mania de guardar as coisas, mas eu gosto de resolvê-las. Pai, pode ir primeiro.

    O padrasto de Yuki era um senhor de seus 60 anos, ou era o que aparentava. Já tinha a coluna um pouco curvada, por repetição de movimentos, e calos nas mãos. De fato, um trabalhador. Ele tinha uma expressão sisuda que lembrava um pouco o avô de Eunji. Chegou perto das duas e olhou a ruiva. Se ele fosse como o avô, então a xingaria de alguma coisa ou daria um tapa gratuito em sua cabeça antes de ir embora. No entanto, o que ele fez foi uma mesura respeitosa.

    - Obrigado por cuidar da minha filha.

    Todos eles falavam essa frase, demonstrando o quanto Yuki era importante para cada membro daquela família. O pai de Yuki deu um minúsculo sorriso e sua expressão, ainda que cansada, demonstrou alguma alegria, enquanto ele apertava com carinho a bochecha da filhota sorridente, partindo em seguida para o banho. Definitivamente não era um beliscão. Se parasse para pensar, Eunji lembraria que em nenhuma vez sua família agradeceu Bora por cuidar dela. Pelo contrário, era como se fosse um tipo de obrigação que eles jogavam um para o outro.

    - E então, sobre o que conversavam? - Tae-gyu sentou-se à mesa com elas, mas arrastou a cadeira para longe de Eunji. - Acho que não quero saber - fez uma expressão brava e roubou batatinhas do pote da irmã. -  Hoje eu vou fazer três entrevistas. Por que todos os lugares pedem experiência se nenhum lugar contrata sem experiência? - resmungou, mas ainda levava no bom humor. - Vou ter que contar com meu charme natural. Acho que vou levar minha irmãzinha para convencê-los. “Me contratem, minha irmã é extremamente fofa” - fez cócegas na barriga dela e riu. - Não vou ficar aqui enchendo vocês. Vou separar o que eu preciso. - Levantou-se e foi organizar suas coisas.

    Quando o pai de Yuki saiu do banho, ele se enfiou na sala, que era dois passos ao lado da cozinha e ficou quieto vendo televisão antiga, mas acabou dormindo. A mãe de Yuki voltou com uma sacola com os ingredientes que faltavam. Taegyu foi tomar banho e tão logo saiu de lá vestido em sua única camisa social surradinha, se despediu das meninas, com um beijo na cabeça da irmã e um pedido de boa sorte, partindo com sua bicicleta. A senhora Shimada desejou que o filho fosse com cuidado, depois foi até o marido e carinhosamente o acordou, levando-o para dormir no quarto. O homem resmungou um pouco, mas aquietou quando ouviu a palavra “kimchi”, saindo com um sorriso. Ela até tentou dar alguma privacidade para as garotas, mas não tinha muito o que fazer, pelo espaço físico. Ficou sentada assistindo quietinha à TV até que achou que era tempo de cozinharem.
    Na hora da “aula”, a mãe de Yuki pediu ajuda para separar os ingredientes e utensílios primeiro, depois foi explicando passo a passo, assessorando as duas e dando dicas especiais do começo ao fim, a principal era “amor” - um clichê válido. Ao final, montaram a mesa com capricho e chamaram o pai para comer.
    Eunji notou alguns hábitos diferentes ali naquela família também. Primeiro, todos se esforçavam para comer juntos. Em sua casa, não era raro que comessem sem ela - e não havia preocupação em deixar uma marmitinha separada, como a mãe de Yuki fez para o filho. Ninguém iniciava uma oração antes de comer, mas se ela sugerisse, não seriam contra, nem fariam cara feia. O pai de Yuki fazia barulho para comer, mas isso era um sinal de que gostava muito. A mãe disse que o jantar tinha sido feito pelas meninas e ele assentia de forma prazerosa enquanto degustava seu kimchi. A mãe dela também elogiou as meninas, algo tão raro na casa dos Wong que a menina não fazia ideia de quando tinha sido a última vez que alguém agradecia ou falava bem de alguma coisa que ela cozinhara. Geralmente os adultos não comentavam nada, e isso significava apenas que não tinha nada de errado.

    Quando estava terminando de comer, o celular novo tocou. Era a senhora Bora, avisando que a buscaria em 1 hora, para ter tempo de se arrumar, pois iriam direto para casa. O celular também tinha uma mensagem nova de Dam, que dizia simplesmente “Obrigado.” seguido de um emoji, meia hora depois, com a mensagem: “ Vou guardar. : ) “

    (off: Meninas, podem fazer as conversas antes e depois do jantar, pra não ficarem sem joguinho Smile )


    ♫♫♫
    ♪ Eu Se ♪

    - E eles conheciam você com cabelo comprido… -  Amihan completou e ficou pensativo, realmente tentando pensar em uma solução. - Bem, eu namorei uma mulher uma vez que de um dia para o outro apareceu com um cabelão até o meio das costas quando eu disse que gostava de mulheres de cabelo comprido. Magia não foi, então deve ter um jeito… Acho que você sabe o que ela fez. Desculpe, não sei ajudar mais.

    (...)

    - Qq-q-quê!?- o loiro começou a tossir alto, engasgado com a menção do nome da menina. - … É-É complicado. Não enche o saco. Depois a gente conversa. - e levantou para buscar o lanche. Ninguém quis discutir isso mais, pelo menos, Minki fez um esforço tremendo para falar de outros temas.

    (...)



    - Hm... tá... - Minki deu uma inflada na bochecha, meio emburrado por ser pego de surpresa com o assunto desagradável. Era claro que tinha alguma coisa na mente dele, mas não era agora que ele gostaria de conversar. Ele sentou de qualquer jeito na cama e ficou pensativo um bom tempo, até conseguir devolver um:  - Valeu... Você é um bom amigo, Go Mi Nam.

    (...)

    No dia seguinte, Minki foi a criatura mais pentelha que ela poderia achar pela manhã. Ela tinha acordado mais cedo que o restante, então ninguém estava pronto para sair ainda.
    - Onde você vai? Com quem você vai sair? É? Que amigo é esse? Por que você não apresenta ele pra gente? É segredo, é? Por que você não vai com a gente? - franziu a testa e fez biquinho.
    - Ele vai voltar, moleque chato. - Amihan brincou de forma paternal.
    - Mas por que não podemos ir juntos? Eu quero ir.
    - Depois deixa a gente conhecer, divirta-se. - Bae acenou para ela, ainda se arrumando para sair.
    Ignorado pelos dois, Minki ficou resmunguento no quarto, e sentou de braços cruzados na cama.

    “Lee Jong-suk” estava bem vestido, com uma blusa sem manga, jeans bonito… havia um esforço ali para não ser um garoto da roça. Ele levou um susto ao vê-la assim, mas não perdeu a oportunidade de abraçá-la de volta, estava cheiroso, e bem mais fortinho do que se lembrava, a puberdade e a vida no campo tinham feito bem a ele.

    - Não me abrace tão forte, vão me achar esquisito. - Mesmo assim, não parecia nem um pouco incomodado e deu um peteleco em sua testa para se afastarem, abrindo um sorriso. - Um macho-alfa. Ouvi muito desse tal de Go Mi Nam na escola.  - e fez um toque secreto com a mão com ela, o mesmo da infância. - Pensei que ia me apresentar os marmanjos que estão com você. Andei treinando Taekwondo. Vou dar um jeito em quem você quiser. Aquele engomadinho está por aí também? - referia-se a Tae, mas estava brincando.

    Os dois tomavam café normalmente, enquanto o amigo contava que estava assistindo e gravando tudo, que fez um perfil falso na internet pra elogiar ela e estava pensando em fazer um fã clube. Disse que gostaria muito de vê-la no palco de verdade e tentou evitar os assuntos difíceis, ainda mais em um ambiente daqueles, onde Eu Se viu até Quan Lei passando por eles e dando um aceno rápido. Não era dia de dar deslizes. De repente, “Lee” começou a rir.

    - Estamos sendo observados…

    Ao olhar para trás, veria Minki escondido atrás de um vaso de plantas do hotel, mas Bae e Amihan estavam bem tranquilos ao lado, sem tentar se esconder. Amihan revirou os olhos, mas demonstrou que não tinha como controlar o loiro. Com autorização para se aproximar, Minki era o mau humor em pessoa e foi o único que não se apresentou primeiro, até ser introduzido.

    - Entendi… Bem, eu sou Lee Jong-suk. Eu moro no interior. Sou amigo de longa data do Mi Nam.
    - Hm… - Minki estava emburrado, como uma criança trocada por amigos novos.
    - Nós vamos passear, venham com a gente.
    - Não sei...acho que estou meio ocupado… - ele esperou até que Eu Se parecesse querer convidá-los, então mudou de ideia. - Acho que posso ir um pouco sim.

    - … Mas não vamos ficar muito, não se preocupem, vocês devem ter muito a conversar - Amihan emendou, compreensivo.  Minki fez uma careta.

    O novo quinteto saiu para passear junto e queria saber o que eles faziam por lá e suas histórias resumidas. Em seguida, chegou a vez de receber as perguntas.
    - E vocês são amigos desde quando? Ele sempre foi pequeno desse jeito? - Minki ainda estava aborrecido.
    - Desde a escola. Sempre. Sempre pequeno. Tão pequeno que eu às vezes não o achava na escola - sorriu para ela. - Mas era muito inteligente. A gente brincava de ser astros da TV, mas só ele tinha talento de verdade. Vocês ainda não viram do que esse menininho é capaz.
    - Você o trata como irmão mais novo… - observou Bae.
    - Sim, eu tomei como missão pessoal proteger esse… moleque. - bagunçou seus cabelos.
    - Isso é idiota. Não precisa tratar outro cara desse jeito depois que ele nem é mais teu donsaeng… - cruzou os braços.
    - Go Mi Nam é meu pequeno minion. Algo assim. Eu mataria algum otário que mexesse com ele. Aqui não é tão longe de onde eu moro, sabe? Heh… - Lee comentava bem confiante, brincando com a situação, mas Minki levou aquilo como uma grosseria e ficou mais de cara fechada.
    - Você conhece a namorada do Mi Nam? - Bae reviveu a história por algum motivo.
    - Namorada? Ah, sim. Ela é uma princesa. Tem as roupas mais caras, as amigas mais ricas, os pais mais perfeitos… mas sem nunca perder o que ela é de verdade.
    - Você pareceu até um cara apaixonado… - Bae observou. Amihan era o único que não conversava muito, com medo das saias justas.
    - Ah, não me entendam mal. Eu respeito muito o meu amigo Go Mi Nam aqui - deu tapinhas em seu ombro, puxando-o para perto. - Mas hoje eu consigo ver… o quanto ele é um cara sortudo.  - Um silêncio constrangedor subiu no grupo, já que metade dele tinha entendido aquilo como um amor não correspondido pela namorada de Go Mi Nam, mas só a garota sabia realmente o que poderia ser. De repente, ele começou a rir. - Gente, é brincadeira, o que é isso? Ficou todo mundo sério…

    Eles andaram um pouco pelas ruas, mas basicamente só jogaram conversa fora e compraram comida de rua.  Um bom tempo depois de terminaram de comer lá pela tarde, sentados na porta de um estabelecimento, como um grupo de garotos marginais, Amihan decidiu que era hora de irem.

    - Bom... a gente já tomou o tempo de vocês. Tem muito tempo que não se veem, então acho legal não ficarmos aqui atrapalhando. Bae, vamos repassar a coreografia. Minki...
    - Não preciso. Já sei as coreografias todas.
    - Então te desafio a dançar aquela do Taeyang.
    - É fácil.
    - Du-vi-do.
    - Ah, pelo amor.  Você vai ter que me pagar se eu dançar e...

    Amihan acenou para os dois e saiu andando com os dois amigos, convencidos com sucesso. À sós, "Lee" começou a rir.

    - Eles são divertidos. Seok Minki é uma praga. Por favor, tome cuidado com ele. - riu alto. - Precisa de uma babá para cuidar deles. Amihan é como a "omma" do grupo. É... eu não podia imaginar isso pela televisão. Eles mudam muita coisa. Bem... e agora? Vai me levar a algum lugar realmente legal agora?
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Gakky em Seg Jun 19, 2017 8:24 pm

    - Eu acho que você deveria tentar perguntar essas coisas ao Dam... - Respondeu Yuki corada - Eu não sei o que vou perguntar ao Minsoo... Talvez onde ele estuda, ou se ele gosta de shoujo! Mas é melhor essa última não, vai que ele não gosta, seria um desastre total... Acho que ser japonesa ainda piora tudo... O Minsoo deve querer uma coreana perfeita, que ele merece. E não alguém desajeitada como eu...

    ~

    Na cozinha, suspira e faz um careta fofa quando a mãe insiste que era legal falar sobre sua infância, não concordava com isso, mas não queria deixar sua mãe triste, então não vai insistir. Ela ouve atenta o que sua mãe dizia, principalmente sobre o seu pai biológico. Quando a mãe diz que vai fazer kimchi, Yuki grita animada:

    - Obrigada kaasan! Mas lembra, eu ainda quero aprender a fazer bibimbap!


    Quando sua mãe sai para comprar as coisas, Yuki comenta com a amiga:

    - Vai ser ótimo não é Eun-ji, aprender a fazer kimchi. Assim resolve os seus problemas e você pode surpreender sua família.

    Então seu irmão chega e vem as cumprimentar. Ela sorri e fica feliz por Eun-ji conhecer finalmente o seu irmão. Logo depois o padrasto fez uma mesura e sorriu discretamente e apertou a bochecha dela antes de ir tomar banho. Apesar de não ser seu pai verdadeiro, Yuki gostava muito do padrasto, era gentil, honesto e humilde. Era fato que era um pouco calado, mas sabia ajudar quando precisava e trabalhava muito. Além disso, a considerava como uma filha verdadeira.
    Taegyu logo se sentou curioso com o que tinham conversado, Yuki mostra a lingua para ele e diz:

    - É assunto de garotas. Nossa três entrevistas? Que bom oppa! Mas é... Esses lugares são tão contraditórios... Se eu fosse o chefe te contrataria, é o melhor emprego que tem!

    Yuki então ri quando o irmão lhe faz cocégas na barriga e tenta revidar:

    - Ei, pare! hahaha! Boa sorte irmão!

    Depois quando ficam sozinhas, ela se vira para Eun-ji e diz baixo:

    - Temos que pensar em perguntas boas para fazer aos meninos, mas o que...?

    Yuki deita a cabeça na mesa suspirando por não ter uma boa ideia. Até que tem uma ideia melhorzinha:

    - Já sei, vou perguntar se eles tem irmãos, acho que é um bom começo, ai talvez ele fale do resto da família dele.

    Depois chegou o momento de cozinharem e Yuki acha divertido e presta atenção. Ficou feliz de fazer isso com Eun-ji. No final o kimchi ficou delicioso, se sentiu orgulhosa por fazer algo assim tão bom.

    - Tivemos uma ótima sensei, quer dizer, uma professora, não é Eun-ji? - Comentou Yuki na mesa quando sua mãe as agradecia.

    Uma pena foi quando estava chegando a hora de Eun-ji ir embora. Yuki se despede um pouco triste:

    - Passou tão rápido... Mas fico feliz que tenha vindo. Amanhã tem o ensaio, vamos fazer aquela missão também certo? Ash.... Será que se eu levar o bibimbap para o Minsoo, não vai ficar estranho não ter levado para os outros? Mas fazer para todos vai ser muito difícil... Eu vou pensar em outra coisa... Quero que ele se sinta especial... Mas sem parecer...

    Yuki percebe que o celular de Eun-ji tinha tocado e se junta para ler, logo fica boquiaberta ao ver que era do Dam e fala baixo:

    - O que foi isso?
    Larissa Aprill
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Larissa Aprill em Seg Jun 19, 2017 10:14 pm

    Encerrando o dialógo com Amihan, ele havia lhe dado uma ótima idéia, pois ela sabia exatamente do que ele estava falando, então ela faz um ok com os dedos. No quarto enquanto estava ela e Min-ki ela apenas suspira um pouco alto com as palavras do loiro, era exatamente isso que significava para ele, um bom amigo.

    No dia seguinte. ela pula da cama logo cedo, todos estavam dormindo então ela tenta pegar suas coisas sem fazer muito barulho, mas ao pegar algumas roupas ao lado da cama do loiro acaba o acordando. Então o avisa que sairia cedo com um amigo de infância e ficou surpresa com a tonelada de perguntas que recebeu, ela arregalou os olhos, mas antes que pudesse responder alguma coisa, Amihan e Bae havia acordado também. Ela faz uma pequena reverencia de desculpa aos rapazes. Então colocou  o que tinha comprado ontem, roupas femininas, acessórios e maquiagem na mochila sem que Bae ou Min-ki percebesse.

    Quando ela finalmente conseguiu descer encontrou Go Mi Nam a esperando. Ele estava diferente do que lembrava, mais moreno e encorpado e o abraçou feliz de finalmente terem se encontrado, mas deve ter se empolgado demais, pois precisou que ele a afastasse com um peteleco na testa. A jovem fez cara de indignada, mas logo sorri e fazem o cumprimento secreto, nem pareciam que tiveram afastados tanto tempo.

    - Uliga geu dong-an keopileul gajil su junbi ajig issseubnida. Eles estão se arrumando ainda, podemos tomar café enquanto isso.

    Ele disse que estava lutando, Eu Se levou a mão a boca para esconder a risada, Go Mi Nam nunca tinha se metido em brigas, era do tipo que se visse alguma confusão na sala, era o primeiro a chamar os professores.

    - Jinjihan??  Naega hihihi mid-eul su eobs-eo won-in naneun 'dangsin-i ssaum-eul bol pil-yoga Sério??  Preciso ver você lutando, porque não dá para acreditar hehehe

    Quando perguntou sobre Tae ela negou com a cabeça e disse que ele não frequentava o hotel. Então foram para a fila do buffet, Eu Se pegou torradas, ovos mexidos e suco de laranja. Deixou que eles escolhesse a vontade e depois foram se sentar na mesa, enquanto comia ela ria alto do amigo. Já ficou imaginando qual era o perfil fake  dele, a garota vê o chinês passando do outro lado do salão e apenas acena. Então Go Mi Nam chama a atenção dela.

    Oloiro estava mesmo se escondendo atrás de um vaso?? Ela acenou para o trio e logo todos se acomodaram a mesa, Min-ki estava emburrado e de braços cruzados, ela ficou sentada entre Go Mi Nam e Bae. Já que Min-ki encarava seu amigo de infância frente a frente. O único que parecia estar despreocupado naquele lugar, era Amihan. Assim que acabaram de tomar café, decidiram andar um pouco pela redondeza para mostrar o bairro para o amigo. Min-ki continuava sentado de braços cruzados, não queria nem olhar para o grupo.


    - Dangsin-i oneun geos-i?  Eoseo, jaemiiss-eulgeoya Você não vem?? Vamos, vai ser divertido

    E abriu um sorriso quando o loiro aceitou ir junto, pois ela queria que todos conhecessem Go Mi Nam e que passassem um dia agradável. Afinal todos eram importante para ela de alguma maneira. Quando Amihan disse que ficaria pouco tempo, ela insistiu para que aproveitassem o dia com ela.

    Durante o passeio, eles pararam numa barraquinha para comprar chá gelado, a menina estava entre Min-ki e Go Mi Nam, Bae e Amihan vinham logo atrás. Ela estava se deliciando com seu chá de yakult e pobá, quando começou o interrogatório sobre sua pessoa.
    Ela sorriu quando Go Mi Nam afagou seus cabelos, pois ele mantinha esse habito desde a escola. Ela percebeu que o clima tinha ficado um pouco tenso entre os dois. Achou um pouco desnecessário quando Lee Jong disse que mataria alguém. Pra que tudo isso se estavam entre amigos, ela olhou feio para o colega.

    Nessa hora Bae pergunta sobre sua namorada e a garota se engasga com o chá, ela começa a tossir loucamente e a ficar vermelha de vergonha, Amihan veio rapidamente bater nas costas da jovem, enquanto ela escutava aquela conversa absurda entre os rapazes. Ela olha assustada para seu amigo, com medo que ele falasse demais. Então de um jeito super natural ele dá uns tapinhas em seu ombro e a abraça meio de lado, o que deixa o clima mais constrangedor ainda.

    - Naega yeoja chinguga-eobsneun ... Jalmos ... Bangbeob-eulo ... Naega joh-ahaneun yeojaleul-wihan seonmul-ida. Eu não tenho uma namorada ... Err...de certa forma... é um presente...para uma menina que eu gosto.

    Ela fala de maneira apressada e sente o rosto corar de vergonha, mas naquele momento era a melhor solução. Então eles caminham mais algumas ruas e param para comer Tteokbokki, um bolinho de arroz com molho picante. Depois que todos comeram e pararam para sentar e descansar, o sol já estava quase se pondo. Amihan consegue levar os amigos embora, ficando apenas ela e Go Mi Nam. Ela ouve a opinião dele sobre os novos amigos.

    - Choeso gi nappeun salam-i anida, geuneun maeu jabaljeog-igo bunmyeonghi jiltuhaessda. Baeneun maeu geoui yeollyeo issji, joyonghajiman, joh-eun salam-ibnida. E Amihan-eun imi gajang olaedoen geos-eulo, ulileul dolbwahalyeogohabnida. Byeolching-eun geuga nae bimil-eul yujihagi wihae doum-idoeeossseubnidahandaneun geos-ibnida. Min-ki não é uma má pessoa, ele é muito espontâneo e pelo visto estava enciumado. Bae é muito quieto, quase não se abre, mas é uma boa pessoa. Já Amihan, por ser o mais velho, tenta tomar conta da gente. Alias é ele que tem me ajudado a manter meu segredo.

    Quando o amigo fala sobre saírem ela se lembra que tava carregando as roupas na mochila e que essa altura já deveriam estar todas amassadas. E eles precisavam se arrumarem, já que andaram o dia inteiro.

    - Uii pojang hotello gaja. Geugeos-eun dangsingwa hamkke gago sip-eun balladeu-ida. Vamos para seu hotel, nos arrumamos por lá. Tem uma balada que quero ir com você.

    No hotel dele, ela fica esperando enquanto ele se arruma. Depois ela vai para o banheiro, toma uma ducha bem rápido, faz uma escova no cabelo para alonga-los e se arruma para sair a noite. Enquanto ela se maquiava, achava estranho ver sua imagem refletida no espelho.

    Spoiler:

    Lee Jong estava a esperando na sala, ele também estava bem estiloso.

    Spoiler:

    - Gaja!!  Very Happy Let´s Go!!  


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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Persephone em Seg Jun 19, 2017 11:35 pm

    Aquele tempo realmente foi necessário. Verdade que talvez ele tivesse aproveitado melhor, se tivesse ido para algum mirante ou mesmo praia para respirar o ar puro e colocar tudo para fora. Contudo, o primeiro refúgio que veio à mente foi aquele que mais lhe trouxe paz: até porque, podia pensar na própria solidão enquanto tomava um dos cafés favoritos.

    De todo modo, não era muito bom para a garçonete ver que o rapaz de boné e óculos escuros que vez ou outra demonstrava o proprio aborrecimento batendo na mesa, ficasse ali por tempo demais ocupando o espaço de outro cliente. Shin não quis ser altruísta naquele momento, não queria pensar nos outros. Não agora. Estava com informações e ameaças demais para lidar e por muito pouco não explodiu. Só de pensar na raiva que teve que conter para não virar a mesa do café, ele sentia o braço formigar.

    Outro fato, era que tinha saído de casa às pressas e não levara consigo seu frasco de remédio. Acabou que ficar sentado ali era uma vantagem para economizar energias e não sentir dores insuportáveis até chegar em casa.

    Estava prestes a erguer o braço para pedir sua conta quando ouviu a voz da garçonete logo acima dele. Quando ela tinha parado ali, não sabia dizer, mas virou-se um pouco para encará-la. O olhar dela estava direcionado para os classificados. Bom, ele tinha a intenção de procurar com mais afinco, mas a própria mente começou a pregar peças nele, de modo que desfocou. No fim, ele viu que as vagas seriam um desafio à parte, pois todos exigiam experiências e Shin não tinha nada além de um rosto bonito, sorriso cativante e voz encantadora. E apesar da proposta em Gangnam ser interessante, principalmente por envolver o aborrecimento de seu pai, ele ainda tinha orgulho. Talvez se fosse desinibido como Quan Lei, topasse, mas não se imaginava num lugar como aquele que o classificado sugeria.

    - Ahm... - Antes que conseguisse responder, a jovem começou a lançar várias informações para ele.

    Parece que aquele dia não seria tão ruim, no fim das contas. Parando para pensar, uma vaga tinha caído em seu colo. O que faria com ela, bom, ele podia pensar depois, mas algo dentro de si dizia que precisava agarrar aquela oportunidade. As palavras de seu pai o tinham atingido de um jeito único e, parando para pensar, ele realmente nunca tinha trabalhado antes. Não por vergonha, nem nada, mas porque a mãe sempre o cobriu com tudo.

    Fosse por uma vontade interna ou necessidade de dar uma resposta, Shin encarou a garçonete e sorriu. Aquele sorriso desconsertante, que quebrava as pernas até mesmo das mulheres mais duronas. O sorriso que faria com que ela esquecesse que ele estava sentado ali há horas, consumindo pouco.

    - Você faria isso por mim? - Começou a abaixar os óculos, finalmente revelando seu rosto e a encarando. Não dava para saber se ela tinha visto o programa ou não e nem tinha tirado pra fazer carão de artista. Tirou a peça porque queria encará-la diretamente, de modo humilde. Mas a covinha que surgia enquanto ele sorria chamava mais atenção e seu rosto não era facilmente esquecido. - Eu agradeceria profundamente se você pudesse chamar o gerente. Realmente estou precisando de uma oportunidade...É tudo o que eu peço.

    Abaixou a cabeça e, caso ela o deixasse para chamar o gerente, ele pegaria o celular para ler algumas mensagens e ver há quanto tempo estava sumido.

    shamps
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por shamps em Ter Jun 20, 2017 12:48 am

    A senhora Bora tentou tranquilizar a garota e conseguiu com facilidade. Sorrir ao lembrar de Dam foi fácil, ajudou na naturalidade da foto.

    - Obrigada senhora Bora... fico feliz que tenha  gostado do Dam oppa.

    As duas garotas estavam apaixonadas e cheias de dúvidas sobre os garotos. Como pessoas normais lidavam com aquilo?

    - Ah Yuki... o que ser japonesa tem a ver? Você é fofa, tenho certeza que o Minsoo acha isso também. Se for assim o Dam oppa também jamais olhará para mim. Não sou nem 100% coreana e... sou esquisita ainda por cima... o que faremos??? – ficou realmente preocupada.

    Eun-Ji sorria animada enquanto ouvia a senhora Shimada falar com orgulho da filha. Era tão bonito ver aquela demonstração de carinho, era como se o que ela lia nos livros pudesse ser palpável. Será que um dia veria aquele tipo de coisa em sua casa?
    Shimada logo volta-se para a ruiva, que a ouve com atenção. Ela fica admirada ao saber que Yuki também não tinha pai. Era órfã como ela. Incrível como elas tinham tanto em comum. A mãe dela contou sua história e Eun-Ji ficava um pouco mais confiante.

    - Obrigada senhora. Vou começar a treinar mais então. Tenho certeza que meu avô vai me elogiar um dia e amar meu kimchi. Yuki
    – disse voltando-se para a amiga – sua mãe é fantástica! – quando a senhora pediu a ajuda das meninas, a ruiva quase explodiu de felicidade – sim... claro senhora. Será um prazer – não conseguia se conter em sua alegria – eu vou mesmo poder ajudar a sua mãe?

    Logo a mãe de Yuki sai, seu pai e irmão chegam. Por instinto, a ruiva se levanta e se curva, mantendo o olhar e a cabeça abaixados. O irmão se apresentou e ela ficou um pouco receosa de como devia agir. Nunca viu um irmão de perto, mas o respondeu formalmente.

    - M... muito prazer... sou Wong Eun-Ji... – quando ele sorriu para elas, a ruiva ficou um pouco mais tranquila – é uma honra para mim ser amiga da Yuki. Gosto muito dela... claro, eu contarei... – e olhou para amiga querendo saber se respondeu de forma correta.

    Depois foi a vez do pai e a sensação de receio voltou e novamente uma demonstração de respeito com a jovem visitante.

    - Não precisa agradecer, senhor. A Yuki é minha melhor amiga e farei o possível para cuidar dela – ele não brigou nem bateu e Eun-Ji pensou novamente se as famílias normais eram assim. Seu avô nunca a tratou daquele jeito e a senhora Bora, a pessoa que mais dava carinho a jovem nunca teve uma palavra de agradecimento de sua família. A própria garota era a única que agradecia sua professora e demonstrava o quanto ficava feliz com seus cuidados. Ela e a senhora Shimada eram verdadeiros amores. Seria Eun-Ji um peso?
    Mesmo assim ficou comovida com o gesto dos dois ao agradecerem por ela cuidar de Yuki.

    - Nossa, unnie... eles são tão gentis. Achei que fossem brigar comigo, mas os dois me agradeceram! N... nunca passei por isso antes... nem sei como agir...

    Ela ficou um pouco sem palavras quando o irmão sentou perto delas, mas longe de Eun-Ji, logo ela achou que ele não gostou dela, ainda mais quando ele fez uma cara zangada. Logo ele começa a brincar com irmã, que dá risada, deixando a ruiva confusa. Ele fala sobre suas entrevistas e naturalmente a ruiva fala:

    - Vou pedir a Deus por você... ah, me desculpe – e baixa a cabeça pela intromissão na conversa alheia.

    Eun-Ji acompanhou com os olhos, em silencio, a movimentação da família de Yuki, só absorvendo as informações: o pai sentando e vendo TV, o irmão indo para o banho após conversar com a irmã, a senhora Shimada cuidando do marido. Tudo tão diferente do que vivia em casa. Ela não pode evitar de sorrir, ao menos sua amiga era feliz em casa.
    Também desejou boa sorte para Taegyu quando ele partiu.

    - Confie no Senhor! Ele está contigo – disse com bastante fé erguendo o punho cerrado.

    Quando a mãe da japonesa foi para sala, Eun-Ji ficou curiosa com a TV, mas não quis se aproximar para não atrapalhar. Lembrou-se do programa.

    - Yuki, o programa sobre a dança já passou na TV? Como foi?

    Depois fica pensando na pergunta da amiga.

    - Perguntas boas? Certo... ah, essa da escola e dos irmão parece boa... será que posso perguntar o que ele pretende cursar na faculdade? Ou quando ele pretende ir para o exercito? Tenho vergonha de perguntar sobre a família dele... não sei... acho que só da comida tá bom, né? – fica bastante pensativa, mordendo os lábios de preocupação.

    Na hora da aula, por já saber cozinhar, Eun-Ji já ia se adiantando, sempre pedindo permissão à dona da casa antes. Prestou atenção a cada detalhe que a sensei passava. Sabia que poderia melhor sua culinária.

    - Que dicas valiosas, senhora. Vou aplicar todas lá em casa. Eu que cozinho para minha família, por isso sei fazer bastantes coisas – ela não estava se gabando, apenas retratando a realidade de seu lar, que ela nem imaginava que fazia muito mais do que qualquer garota normal de sua idade – e também sei cuidar da casa. Se eu não cuidar bem das coisas, nossa... me sinto muito culpada. Não gosto de ver minha família triste – ela nunca achou que era explorada em casa, acha normal fazer tudo aquilo em casa, quase como uma doméstica.  

    A mesa estava uma gracinha, com todos sentados para a refeição. A garota só teve lembrança de algo assim com o almoço na casa de Tae, onde a mesa também estava cheia. Foi tão bonito ver a família reunida, a preocupação da mãe com o filho e tudo o mais. Em sua casa, mal esperavam por ela, quase sempre Eun-Ji preparava a refeição, servia a mesa e depois limpava tudo, se alimentando por último. Se comessem sem ela, a garota apenas pegava o alimento das panelas e potes, esquentava e comia, limpando tudo depois. Dessa vez sentiu-se triste, ficando com os olhos marejados, secou as lágrimas e fez um pedido à família.

    - Posso fazer um agradecimento? – tendo a permissão deles ela prossegue erguendo as mãos e fechando os olhos – obrigada Senhor por esse alimento. Que o Senhor derrame suas bênçãos sobre essa linda família e que seus sonhos se realizem. Peço também pelo emprego de Taegyu shi... Amém! – ela então sorri e começa a comer. Ficou admirada ao vê-los felizes e agradecendo a ela e a Yuki pela refeição, novamente bem diferente da casa dela – obrigada senhor e senhora. Ficamos felizes em ajudar – e sorriu para a amiga – sim, unni, a sua mãe foi maravilhosa, aprendi muito com ela – e sorriu em agradecimento para Shimada – unni, também posso te ensinar bibimbap... se quiser, claro... quero ajudar também!

    A jovem já ia se preparando para ajudar Shimada quando o celular toca e Bora avisa que irá busca-la em breve.

    - Tudo bem, professora... vou me aprontar aqui... Yuki, a senhora Bora virá me buscar em uma hora. Já tenho que estar pronta. Ah... uma mensagem... – ela olha e se alegra ao ver que era de Dam, não escondendo um sorriso. Yuki vê a mensagem e pergunta o que era aquilo – um agradecimento... do Dam oppa – falou com simplicidade – é que a senhora Bora disse que eu devia mandar uma foto para ele, porque eu tirei uma foto dele ontem... olha – e mostra a foto dele para ela – ela disse que não tem problema eu fazer isso, porque ele é um bom rapaz. Ela gostou muito dele. Olha, mandei essa foto – e mostrou a foto para amiga, bastante envergonhada – ele agradeceu, mas será que gostou?

    Depois que Eun-Ji feliz volta a ser Eun-Ji normal, ela recebe outra mensagem de Dam e fica pensativa.

    - Por que ele demorou em mandar a continuação da resposta? Será que aconteceu algo? Ah Yuki... o que que eu faço? Ele gostou né? Isso é um rostinho feliz, não é? – mostra para a amiga. Antes que Bora chegue, ela responde a ele:

    “Desculpe pelo incômodo. Fico feliz que tenha gostado. Não achou impróprio? Seu dia foi feliz? Você não vai acreditar, estou na casa da Yuki. Que felicidade!”

    “Espero que esteja tudo bem com você, oppa. Fiquei um pouco preocupada com você! Eu entendi certo, foi um rostinho feliz, né?”

    “Ninguém tem uma foto minha... acho que isso te faz especial também, não é mesmo? Usei sua frase. Acho que é isso, boa noite e até amanhã! Smile


    Ela repete o mesmo emoji. Depois conversa mais um pouco com Yuki e vai para frente da casa espera por Bora, logo após se despedir dos pais da amiga. Ela sabia que a despedida era a certeza de que voltaria para seu lar frio e sem amor. Será que era certo pensar naquelas coisas? Ela chora ao abraçar a amiga na despedida e entrar no carro da professora.
    Ela narra toda sua tarde maravilhosa com a amiga para Bora, muito feliz e animada, apesar de sentir um vazio por saber que não terá um abraço caloroso de sua mãe esperando por ela.

    - Sabe professora, a família da Yuki unni faz as refeições juntos e a mãe dela separa uma porção quando o irmão dela sai. Achei tão bonito isso. Nunca fizeram isso lá em casa... é normal isso? Ah... e o irmão dela fez cócegas nela... o pai apertou as bochechas dela... de maneira gentil, não era um beliscão! E os três me agradeceram por eu cuidar da Yuki unni... porque? Minha eomma nunca te agradeceu por cuidar de mim... nunca vi... é tudo tão diferente... – ela ficou reflexiva por um instante, mas acabou sorrindo para sua professora. Depois falou das mensagens de Dam e de como ficou preocupada com a resposta tardia. E também falou sobre as respostas que mandou para ele – acha que fiz certo?
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Gakky em Ter Jun 20, 2017 9:54 pm

    Yuki estava muito animada com a presença de Eun-ji, quando ela pergunta sobre o programa na TV, Yuki logo responde:

    - Já passou sim o programa. Bom foi legal, eles fizeram um pouco de drama e falaram da confusão que teve da última vez, mas quem apareceu mais foi o Tae.


    Depois elas falam sobre as perguntas que fariam, e Yuki responde:

    - É acho que perguntar do irmão é melhor, acho... Agora sobre faculdade, não sei... Eu não gosto quando perguntam de faculdade para mim, porque lembro que não tenho muitas chances de conseguir uma. Mas é... Não é bom perguntar da família tão diretamente, caso ele não se dê bem com a família, pode ficar chateado... É melhor perguntar algo que possa levar a algum assunto. Pergunta da comida e do que ele gosta de fazer! Ou para onde viajaria, qual o sonho dele!

    Quando Eun-ji fala que cuida da casa e que cozinha, Yuki fica surpresa e elogia:

    - Você é incrível Eun-ji, vai ser uma boa esposa - Pisca depois de falar e ri tapando a boca.

    Na hora do jantar, Yuki respeita o agradecimento de Eun-ji e fica feliz por ela lembrar do seu irmão. A ajuda de sua amiga era muito bem vinda. Quando Eunji fala de ensinar a fazer bibimbap, Yuki fica feliz e responde:

    - Se puder me ensinar, agradeço muito!! Mas pode ser difícil de nos encontramos para isso.

    Então sobre a mensagem de Dam no celular, Yuki olha atenta e muito curiosa.

    - Ual que foto linda!! Claro que ele gostou, até eu gostei. Agora o motivo dele demorar, eu não sei mesmo. Por isso precisamos conhecer eles melhor. Deve ter um jeito. É claro que é um rostinho feliz, ele gostou, não se preocupe.

    Yuki observa a amiga responder. Depois elas conversam mais um pouco e chega a hora da despedida, o que foi um pouco triste. Yuki adorava ter uma amiga. Depois de se despedir, Yuki vai tentar aprender a fazer algum origami para levar para o Minsoo no dia seguinte. Tentará fazer um simples, o famoso tsuru. Era melhor do que nada, pensava. Só queria que ele notasse que ela também se importava.
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por shamps em Ter Jun 20, 2017 10:14 pm

    Ouvir a amiga falar sobre o programa foi muito animador, que bom que Yuki pode apreciar.

    - Uau! Que legal... o Tae sunbae apareceu bastante? Deve ter sido tão legal então, afinal é o nosso sunbae...

    A garota ruiva era tão bobinha e falava tanta coisa sem sentido, que não parava de agradecer por ter uma amiga que a controlasse.

    - Ah, você tem toda a razão, unni... não sei o que faria sem você ao meu lado, é tão inteligente... uma pergunta sobre o sonho dele? Nossa... eu perguntaria isso sim – e fica bem animada – mas ainda acho melhor ficar quieta então... fiquei um pouco confusa agora... hahaha me desculpe.

    Sua amiga a elogia e Eun-Ji fica sem graça, sem saber como reagir.

    - Seria? Não sei... se realmente eu cozinhar mal como meu avo fala, eu serei um desastre total... será que minha mãe cozinhava bem? Será que papai gostava da comida dela?

    Depois Eun-Ji fica bem aliviada com a resposta da amiga sobre a foto e o rostinho feliz.
    Luxi
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    Re: 3º passo - Alianças

    Mensagem por Luxi em Qua Jun 21, 2017 1:25 pm

    ♪ Shin-Hee ♪

    - Bem... você está há horas aí choramingando e eu não consegui te expulsar. Só consegui pensar nisso -  a garçonete respondeu de forma sincera, mas sua expressão meio nervosinha sumiu quando viu a covinha linda do rosto dele. Isso a fez querer sair logo de lá, por vergonha - Vou chamar, ok?

    No celular, Myeon estava "desesperada" querendo saber se ele tinha visto as notícias que falavam sobre ele ser filho do senador. Ela enviou vários links a respeito, sem saber o quanto isso era um inconveniente no momento.

    "Está tudo bem??????? "
    "Tentei te ligar. Qualquer coisa me avisa"

    A mãe também estava entre as ligações perdidas, mas ela tinha desistido, enviando a ele duas mensagens.
    "Desculpe-me.
    Volte para casa em segurança."

    O gerente apareceu. Era um homem de pele mais escura, com traços mestiços, sobrancelhas e nariz grossos.
    - O que é? - perguntou sem muita cerimônia, mas de repente sua expressão mudou. - Na verdade é uma boa ideia. É uma excelente ideia. - Mediu o rapaz da cabeça aos pés.  -  Veja bem, não quero problema com ninguém, então se for menor de idade... hah. Com esse tamanho até parce. Bom, mas se for, só pago meio período. Não me culpe se for mal na escola. A primeira vez que seus pais vierem aqui me xingar, você está na rua. Não me incomode, sorria para os clientes. A equipe sou eu, a Lee Hyo-sang, que é do turno do dia e vai te treinar, e um garoto novo que vem daqui a pouco. Era pra ele ser meu garçom, mas ele vai trabalhar na cozinha e no estoque, enquanto você atende os clientes. Seu horário.... bem, como eu disse, não quero atrapalhar sua escola para ninguém me incomodar. Você está estudando nas férias? Muito bem, vamos trabalhar. Vou só te mostrar o básico.

    Estranhamente o gerente estava bem disposto a contratá-lo e ceder em horários para ele, porque seu objetivo estava além. Ele perdeu algum tempo mostrando o balcão e explicando como saíam pedidos, mas ele teve que interromper as explicações pois um rapaz muito simples apareceu naquele lugar usando uma camisa social de um branco bem gasto e calças desbotadas.  Mesmo assim, agia de forma bem polida na postura.

    - Ah, o garoto da entrevista. Como é mesmo seu nome? Ah, sim, Tae-gyu-shi. Venha, vamos conversar. Lee Hyo-sang, termine de mostrar para ele.

    Sua treinadora decidiu mostrar a ele o básico sobre a máquina de café. Como era mais velha e já estava na faculdade, Hyo-sang impunha respeito e não se preocupava muito em ser delicada ou feliz em explicar duas vezes. Pouco tempo depois, o rapaz apareceu ali, fazendo reverências e deixando o local.

    - Ah. Foi embora. O cara novo é todo esquisito. Você viu como ele veio para a entrevista? Deve ser tipo um desses que mora no subúrbio. Ainda bem que não vai ser ele o meu parceiro…

    - Na verdade, o rapaz é ótimo e vai ser meu faz-tudo. Está desesperado, o coitado. Acho que sou muito coração mole… propus que ele cobrisse turno que o menino ai não puder - indicou Shin com a cabeça. -  Ele me pediu o dia de hoje para pensar a respeito. Bem, como vai o treinamento?

    - O garoto é espertinho. Acho que serve.

    Concluídas as explicações iniciais, que já continham informações demais para serem memorizadas em um só dia, o rapaz estava dispensado e poderia voltar para a casa. Tinha saído praticamente expulso, e voltava com um emprego.  Sua mãe o recebeu com um abraço bem apertado e, para variar, o pai não estava por perto, o que de certa forma era bom.

    Tommy e Quan Lei planejavam ensaiar na academia do hotel pelos próximos dias, mas agora ele teria que conciliar com o trabalho. Para eles, não era problema, afinal, queriam treinar o dia todo (ou quase).

    Na manhã seguinte, um envelope o aguardava no café da manhã. A senhora Min anunciou que tinha sido deixado por seu pai. Nele havia  um belo cartão do proprietário do hotel cinco estrelas Hwarang Seoul. Antes que ele tivesse mais perguntas, a mãe, que o esperava com paciência enquanto tomava uma xícara de chá, começou a explicar.

    - Seu pai quer que esteja no Hotel Hwarang em quatro dias para um jantar de negócios comigo. Ele quer apresentar sua família a um diplomata que o está ajudando a avaliar uma questão no trabalho. Nossa presença é importante para que transmita uma imagem séria, é o que ele diz. - suspirou, parecia um pouco infeliz. - Eu gostaria que fosse. Me pareceu razoável dadas as últimas circunstâncias… também disse a ele que faríamos isso se você o deixasse em paz por causa do programa.

    ♫♫♫

    ♪ Eun-Ji  e Yuki ♪

    A senhora Bora logo buscou Eunji na casa da amiga. No carro, ela chegou a receber novas mensagens de Dam.

    "Smile"
    "Foi divertido?"

    Se era complicado falar com o rapaz pessoalmente, por mensagem era ainda mais estranho, mas pelo menos ele se esforçava de verdade. Em casa, a mãe dessa vez estava esperando por ela, mas sua expressão foi um misto de raiva com decepção pessoal, pois não seria dessa vez que a menina quebrara a promessa. A mãe inventou que ela deveria ajudar o avô a preparar os unguentos da igreja, simplesmente porque já tinham jantado. Se quisesse, poderia até pegar um, dessa vez sob supervisão, mas depois pôde descansar após um dia tão alegre.

    Enquanto isso para Yuki as coisas melhoraram também. Taegyu não voltou muito tarde e comemorou ter conseguido um emprego em uma cafeteria bonita. A mãe pediu para que a menina agradecesse Eunji pelas orações. Será que colocariam seu plano em prática no dia seguinte?

    Faltam três dias para a próxima etapa, o dia das garotas voltou aos eixos. Sem bullying, sem loucuras familiares. O ensaio desta vez seria após o horário de almoço e tinha sido organizado por Dam, então o local seria diferente... o salão do prédio do rapaz.

    Diferentemente de Tae, que era de longe a pessoa mais rica daquele grupo, Dam podia ser considerado de classe média alta, e morava em um bairro mais residencial. Quando chegaram, de carona com Bora, só precisaram dizer que Dam estava esperando por elas e o porteiro orientou seu caminho até o salão de festas.

    Naquele espaço de tamanho razoável, Dam as esperava sentado em um dos dois sofás. O local tinha mesinhas, em uma das quais estava um aparelho de som. Minsoo também já estava lá e interrompeu a conversa quando elas apareceram. As duas notaram ausência de Tae e Hyerin, a segunda mais obviamente.

    - Boa tarde! - sorriu animado.
    Dam olhou meio de canto, com seu característico ar misterioso, mas deu um sorriso leve.

    Depois que elas se acomodaram no espaço, Dam pareceu um pouco aborrecido com alguma coisa, mas logo descobriram o que era.

    - Vamos começar a ensaiar, então? - Minsoo adiantou-se, ainda gentil. Esperava que elas ficassem desconfortáveis, então explicou. - Não sabemos se o Tae vem. Parece que surgiu um imprevisto. Então vamos ter que nos virar sem professor. Alguém se habilita? - riu um pouco. - Não sabemos nada sobre a etapa, então esse ensaio vai ser meio esquisito, mas não cancelamos porque queríamos ver vocês - falou com absoluta naturalidade, mas Dam continuava aborrecido com a falta.

    ♫♫♫

    ♪ Eu Se ♪


    - Talvez, apenas talvez, eu esteja exagerando um pouquinho para te impressionar - o amigo brincou sobre praticar Taekwondo e deu risada com ela.

    (...)

    Lee Jong deu de ombros, mas soltou um sorrisinho de canto de rosto para ela quando foi repreendido. Precisava impor respeito naqueles moleques, afinal estava longe. Só achava que estava ajudando a protegê-la.

    O assunto mudou para os namoricos de Mi Nam e Minki pareceu achar que era a revelação do ano, mesmo já tendo ouvido falar na tal da namorada.
    - Você é popular desse jeito? - resmungou.
    - Bem, ele não é um ogro como como, Minki, é natural que atraia atenção… -  sorriu Amihan.

    (...)

    “Lee Jong Suk” balançou a cabeça conforme ela falava, registrando as informações na mente.
    - Foi mais ou menos isso que eu concluí sobre eles também. Uma balada? - sorriu, mas ao mesmo tempo estava surpreso. - Vamos lá então.

    O hotel do amigo ficava bem próximo ao próprio e era um dos edifícios que tinham sido usados para abrigar concorrentes do programa em convênio com a S.B. Ele levou um pouquinho mais de tempo para se arrumar, parece empenhado, e também não conversou muito com ela enquanto estavam lá. Quando saiu, o amigo esperava por ela sentado na cama, mas não conseguiu esconder a cara de surpresa e acabou com cara de bobo, pigarreando em seguida.

    - Assim ficou bem melhor…… - demorou mais dois minutos para falar alguma coisa. - Está pronta então? - riu por nenhum motivo, provavelmente sem graça. - É… - levantou e fez um toquinho de mão com ela - Vamos então!

    Os dois partiram para curtir a noite livre, cientes de que, por serem menores de idade, não tinham tantas opções quanto aquele que tinham deixado a escola, mas havia um local que “simulava” uma balada de verdade e era bastante popular entre os novinhos ricos. Um dos motivos era a decoração do local: toda em neon e brilhando no escuro. Havia baldes com pulseirinhas fluorescentes luminosas distribuídas para quem quisesse e uma área para pinturas de rosto. Muitas das pessoas iam ao local vestidas de branco, para escrever recados nas roupas dos outros com canetinhas laváveis.

    referência da baladenha:



    O verdadeiro Go Mi Nam tratou de pegar mais de uma pulseirinha para ela logo se soltou, buscando algo para beberem. Para se manter em pé, a casa fazia drinques não-alcoólicos, mas com misturinhas curiosas com energéticos para que os jovens curtissem a noite. O amigo trouxe um esses drinques coloridos para ela.

    - Brindar ao seu sucesso!

    O amigo não era o melhor dançarino do mundo, mas não gostava de ficar parado e era bem divertido de assisti-lo às vezes brincando de ser o Psy no remix do DJ. Fez questão de querer tirar uma foto com ela, mas a luz não colaborava muito.

    -  Pô, assim não dá. Pera, tive uma ideia muito boa. - pegou um potinho de tinta facial de um dos baldinhos decorativos oferecidos para todos e molhou o dedo ali dentro. - Fica parada. - sorriu largamente, orgulhoso da própria ideia. Em seguida, aproximou a mão e passou o dedo em sua bochecha, formando um coração de tinta neon. Se ela quisesse, ele deixaria que ela o pintasse também.

    Depois disso, tiraram as fotos, mas alguma coisa tinha ficado subitamente estranha no ar. O amigo queria lhe dizer alguma coisa, mas estava hesitante. Ela notou que seus olhos não desgrudavam dos dela, concentrados. Parecia ter alguma conversa consigo mesmo, que ignorou o que quer que ela dissesse por um minuto completo. De repente ele ficou muito mais perto. Em um movimento bem rápido, avançou um passo em sua direção e encostou os lábios nos dela, em um ato impulsivo, quase experimental.

    surpriiise:


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    Re: 3º passo - Alianças

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      Data/hora atual: Qui Ago 17, 2017 8:29 am