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    Azhol - Renascido da Guerra.- OFF TOPIC

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    Brazen
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    Re: Azhol - Renascido da Guerra.- OFF TOPIC

    Mensagem por Brazen em Sab Jul 01, 2017 5:35 pm

    Pessoal, estava revendo o manual e o blog do Tio Nitro e acho que, para melhor entendimento de todos (incluindo eu mesmo) vamos fazer da seguinte forma: PVS = CONS +20 + bônus por vantagem (se tiver).

    Neste caso, os PVs seriam:

    Fenris: 2(CONS) + 20 = 22

    Howling: 3(CONS) + 20 + 6 (Estou substituindo por DURO DE MATAR 1 porque o bônus é maior) = 29

    Nimaru: 4 (CONS) +20 +6(DURO DE MATAR 1) = 30

    Acho que assim tudo fica equilibrado. Se alguém notar alguma irregularidade ou tiver alguma dúvida, por favor, me avise.
    Brazen
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    Re: Azhol - Renascido da Guerra.- OFF TOPIC

    Mensagem por Brazen em Sab Jul 01, 2017 5:37 pm

    @Nimaru Souske escreveu:#Astoth4ever

    Vou colocar o mendigo nos ombros e formar the great megazord of Astoth orc bárbaro templário  


    Vai ser um baita de um Tanker O.o
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    Re: Azhol - Renascido da Guerra.- OFF TOPIC

    Mensagem por Nimaru Souske em Sab Jul 01, 2017 5:45 pm

    Ficha editada ^^
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    Auuuuu

    Mensagem por Howling Wolf em Sab Jul 01, 2017 5:49 pm

    Opa, por mim está tudo bem fazer essas mudanças! O único problema eu acho que estaria em mudar a vantagem de Murilo para Duro de Matar.

    Veja: a habilidade Pontos de Vida Extra faz com que ele ganhe 4 PV + 4 PV para cada ponto adicional na vantagem Energia Extra. Ou é o que entendi pela descrição no livro.

    Por isso, o 1 ponto em Vida Extra daria quatro PV + doze PV, já que eu tenho 4 pontos investidos na vantagem Energia Extra. Mudando para Duro de Matar, Murilo deixaria de ter os +16 PV e passaria a ter apenas +6.

    É isso, não é? Ou estou raciocinando errado? Caso não tenha ficado muito claro o que eu tentei dizer, por favor, me avise.
    Howling Wolf
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    shame on me auuuuuu

    Mensagem por Howling Wolf em Sab Jul 01, 2017 5:51 pm

    [ignore, dupliquei o post sem querer e não sei deletar]
    Brazen
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    Re: Azhol - Renascido da Guerra.- OFF TOPIC

    Mensagem por Brazen em Sab Jul 01, 2017 5:56 pm

    @Howling Wolf escreveu:
    @Howling Wolf escreveu:Opa, por mim está tudo bem fazer essas mudanças! O único problema eu acho que estaria em mudar a vantagem de Murilo para Duro de Matar.

    Veja: a habilidade Pontos de Vida Extra faz com que ele ganhe 4 PV + 4 PV para cada ponto adicional na vantagem Energia Extra. Ou é o que entendi pela descrição no livro.

    Por isso, o 1 ponto em Vida Extra daria quatro PV + doze PV, já que eu tenho 4 pontos investidos na vantagem Energia Extra. Mudando para Duro de Matar, Murilo deixaria de ter os +16 PV e passaria a ter apenas +4.

    É isso, não é? Ou estou raciocinando errado? Caso não tenha ficado muito claro o que eu tentei dizer, por favor, me avise.

    O raciocínio não está errado mas a descrição da vantagem no manual que está, por isso a confusão. Foi um erro de digitação no manual. O correto, seria:

    a habilidade Pontos de Vida Extra faz com que ele ganhe 4 PV + 4 PV para cada ponto adicional na vantagem Pontos de Vida Extra.  ou seja, é progressivo, quanto mais pontos você gasta nesta vantagem, mais bônus de PV você ganha.

    Mas essa vantagem já tem uma versão melhor que é DURO DE MATAR, onde você ganha +6 Pvs por ponto gasto. Por isso, é melhor substituir.

    Energia Extra é uma vantagem referente a energia, por isso os PVs não são afetados.
    Howling Wolf
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    Re: Azhol - Renascido da Guerra.- OFF TOPIC

    Mensagem por Howling Wolf em Sab Jul 01, 2017 6:01 pm

    Ah!! E eu todo tonto achando que havia descoberto um jeito de fazer as vantagens trabalharem juntas, haha. Nesse caso, editarei minha ficha agora para deixá-la na nova fórmula, mas também darei uma redistribuída nos pontos de Vida Extra e Energia Extra.
    Brazen
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    Re: Azhol - Renascido da Guerra.- OFF TOPIC

    Mensagem por Brazen em Sab Jul 01, 2017 6:05 pm

    @Howling Wolf escreveu:Ah!! E eu todo tonto achando que havia descoberto um jeito de fazer as vantagens trabalharem juntas, haha. Nesse caso, editarei minha ficha agora para deixá-la na nova fórmula, mas também darei uma redistribuída nos pontos de Vida Extra e Energia Extra.

    Sem problemas!


    Bem galera, vamos só aguardar então o tópico ser criado para a gente começar!
    Howling Wolf
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    Au au auuuuu

    Mensagem por Howling Wolf em Sab Jul 01, 2017 6:10 pm

    Said and done.

    Posto que você não os incluiu em sua fórmula, eu removi aqueles +5 PV bônus que haveria pelo 3 de constituição; mas caso seja para mantê-los é só dar um toque que eu volto atrás.

    Com alegria aguardarei pela criação do tópico.
    Brazen
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    Re: Azhol - Renascido da Guerra.- OFF TOPIC

    Mensagem por Brazen em Dom Jul 02, 2017 4:27 pm


    ---------------------- TÓPICO TRANSFORMADO EM SESSÃO OFF GAME --------------------------------
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    Re: Azhol - Renascido da Guerra.- OFF TOPIC

    Mensagem por Nimaru Souske em Seg Jul 03, 2017 6:24 pm

    iaew, alguma estimativa de começo da aventura ? Very Happy
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    Re: Azhol - Renascido da Guerra.- OFF TOPIC

    Mensagem por Brazen em Seg Jul 03, 2017 10:59 pm

    @Nimaru Souske escreveu:iaew, alguma estimativa de começo da aventura ? Very Happy

    Já começamos Very Happy


    @Short Monk
    Amanhã a noite eu posto o seu tópico!
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    Re: Azhol - Renascido da Guerra.- OFF TOPIC

    Mensagem por Nimaru Souske em Seg Jul 03, 2017 11:11 pm

    Já já respondo XD
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    Re: Azhol - Renascido da Guerra.- OFF TOPIC

    Mensagem por Howling Wolf em Seg Jul 03, 2017 11:30 pm

    Yahoooo!!! Amanhã o quanto antes eu escreverei minha resposta! Só não faço agora porque a lua me chama.

    Murilo Murilo está para entrar em ação.
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    Re: Azhol - Renascido da Guerra.- OFF TOPIC

    Mensagem por Nimaru Souske em Seg Jul 03, 2017 11:35 pm

    Khirodon aguarda seu conterrâneo enquanto organiza seu café-da-manhã XD

    Postado ^^
    Short Monk
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    Re: Azhol - Renascido da Guerra.- OFF TOPIC

    Mensagem por Short Monk em Ter Jul 04, 2017 2:06 pm

    Ansioso para começar Smile
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    Re: Azhol - Renascido da Guerra.- OFF TOPIC

    Mensagem por Fenris Andriel em Ter Jul 04, 2017 2:48 pm

    [quote="Fenris Andriel"]

    Fenris Andriel




    Nome: Fenris Andriel  
    Sexo: Masculino  
    Idade: 310 anos, aparência de 22.  
    Aparência:  
    Origem: Leore.   
    Raça: Elfo.  
    Tendência:  
    Classe:  Arqueiro.  
     
    ATRIBUTOS
     

    - Força (FOR) 2  
    - Destreza (DES) 3 (+1)  
    - Constituição (CONS) 2 (-1)  
    - Inteligência (INT) 2  
    - Sabedoria (SAB) 2  
    - Carisma (CAR) 1
     
     
    ATRIBUTOS SECUNDÁRIOS
     
     
    - Movimento (MV): 6 unidades.  
    - Pontos de Vida (PV): 22.  
    - Pontos de Energia (PE): 13.  
    - Redução de Dano (RD): Armadura + bônus proveniente de alguma vantagem. Corresponde quanto dano o personagem pode absorver de ataques físicos.
     
     
     
    PERÍCIAS
     
     

    Acrobacia: 1  
    Arqueiro: 3  
    Atletismo: 1  
    Furtivo: 2  
    Guerreiro: 1  
    Ladino: 1  
    Percepção: 1  
    Sobrevivência: 0 (+1)
     
     

    VANTAGENS
     

    Super Sentido: 5
    Visão Noturna: 1
    Ambidestro: 1
    Flexibilidade: 1
     
     
    DESVANTAGENS
     
     
    Vingativo: 1  
    Sem Fé: 1  
    Preconceituoso: 1
     
     
    APARÊNCIA
     


    Fenris foi abençoado com os traços belos de sua mãe e o porte físico de seu pai.  
     
    De seu pai, ganhou um corpo digno de um verdadeiro caçador com seus 68Kg muito bem distribuídos em um 1,70m de altura. É dono de uma constituição mesomorfa e uma estrutura física ágil e acrobática, conhecido por sua flexibilidade e capacidade atlética que seu trabalho como caçador exige.  
     
    De sua mãe, ganhou os traços belos, que mais pareciam esculpidos. Lábios carnudos, feições bem delimitadas e simétricas, nariz bem construído e cabelos lisos, que tendem a mudar seu penteado vez ou outra. Seus olhos são verde, quase prateados, suas sobrancelhas são muito bem desenhas, deixando-o com um aspecto muito atraente.
     

    EQUIPAMENTO
     
    Leore Bow
    Arco curto comum que Fenris recebeu de seu pai e que o acompanha desde então.
     
     
    PERSONALIDADE
     


    Se quando em vida o pai fora um exemplo a ser seguido, em morte fora totalmente canonizado pelo filho, tornando-o obcessivo pelos códigos de honra de seu pai, colocando a proteção da vila acima de qualquer coisa, inclusive ele mesmo. Essa obsessão só é vencida pela necessidade de vinganca que o garoto sente pela raça licantropa, em especial por Armond, o assassino de seu pai.  
     
    Fenris, após a morte de seu pai, passou a sorrir menos, a falar menos e, no geral, a ser visto menos. Como se impusesse a si mesmo uma maldição brutal por seu fracasso naquele fatídico dia, oprimindo todo o seu ser feliz e o trancafiando naquele antro de solidão que se tornará sua capa de luto eterno.  
     
    Fenris é muito racional e calculista, agindo segundo sua razão e seus códigos de honra. Não tem muita experiência de vida fora dos desfiladeiros de Laore, mas sua ligação com a natureza é muito forte. Não é algo como uma idolatria, mas uma extensão de seu próprio corpo, um habitat natural, seu domínio. Estar rodeado de árvores o faz ficar completamente relaxado, além de esquecer um pouco suas preocupações e  frustrações.  
     
    Em multidão, ele simplesmente desaparece. Ignorando todos ao redor, agindo com indiferença e, geralmente, responde as pessoas em sua mente, sem, contudo, mover sua boca. O que as pessoas geralmente veem é um homem parado a sua frente, olhando-o, mas parecendo não enxergá-lo. No geral os outros se aborrecem e o esquecem.
     
     
     
    DADOS ADICIONAIS
     

     
    Com Família: Sua mãe morreu após dar a luz a Fenris, o resultado de sua gravidez durante o Inverno de sua vida. Cresceu ouvindo de seu pai que sua mãe ficara muito feliz em dar a vida dela por ele, que a Mãe o protegeria por onde quer que fosse, pois era a semente amada de sua madre. Com esse tipo de pensamento, Fenris mais parecia um príncipe enquanto crescia, sendo o tipo de garoto amável, gentil e solícito, que iluminava o ambiente por simplesmente abrir seu sorriso.  
     
    Infelizmente, ao estar próximo de completar seu Verão, recebera a notícia da morte terrível de seu pai, que o destroçou completamente. À essa altura não tinha mais família, herdando tudo que seus pais possuíam, mas se importando pouco com isso.  
     
    Seu sorriso foi desaparecendo e sua dor fora transparecendo para os demais, que começaram a se afastar do solitário elfo. Com o passar dos anos, passou a se importar menos ainda com a opinião alheia, curtindo a dor que seu peito carregava da perda que jamais teria de volta.  
     
    Com Amigos: Fenris não tem muita confiança em qualquer pessoa ao seu redor e isso fez com que seu círculo de amizade diminuísse com o passar dos anos. Era bem diferente em seu primeiro século, sempre rodeado por pessoas, exibindo seu sorriso carismático e um jeito de criança que muito parecia mágico de tão encantador, mas a morte de seu pai foi minguando sua felicidade. É comum vê-lo sempre pelos cantos, tentando parecer o mais invisível possível, escondendo-se embaixo de sua capa, ignorando totalmente a presença dos outros e falando o mínimo possível.  
     
    Com Inimigos: Fenris tem um ódio irracional por Licantropos. Se vê um, dispara sem a menor piedade.  
     
    Desde a morte de seu pai, assassinado brutalmente por um lobisomem após uma noite de lua vermelha, o garoto passou a odiar todos os lobos que rastejam pela terra, sonhando com o dia que enfim irá se deparar com Armon Arat, o Lobo Albino que arrancou as estranhas de Arir, seu pai.  
     
    Com os demais oponentes, Fenris procura ser rápido e eficiente no modo de matar, não gosta de ver ninguém sofrer, lembra demais a brutalidade com que seu pai foi morto.  
     
    Não é do tipo que faz joguinhos, muito menos tem paciência para eles, resolvendo o problema na hora ou deixando de lado e ignorando completamente seu provocador.  
     
    Com Amantes: Fenris passou a ignorar essa questão, mesmo estando em seu Verão.  
     
    Sua Primavera, antes da morte de seu pai, fora bem calorosa, cheia de amores passageiros e importantes momentos de prazer e realização emocional. Sua boa aparência lhe rendera amantes influentes e paixonites divertidas, embora nunca tenha realmente se apaixonado de verdade.  
     
    Após a morte de seu pai, seu corpo se esfriou e esqueceu o que era calor humano. Não desejava mais estar com ninguém e, mesmo que atraísse olhares alheios, sempre agia com frieza e indiferença.  
     
    Realizações Marcantes: É caçador por herança genética. Seu pai o era e ele também se tornou, quando teve idade o suficiente para segurar um arco e manipular suas tão amáveis adagas. Dizer que o garoto é exímio na arte da caça é eufemismo. Seguindo os passos de seu pai, o filho de Arir se tornou um com a natureza, tornando-se silencioso como uma sombra, de onde veio seu apelido.  
     
    Caça sozinho, mas sempre traz mais do que os demais caçadores, embora nunca tenha ficado presente para receber seus aplausos.  
     
    Sua maior realização fora no dia em que seu pai morrera. Conseguira abater dois lobisomens jovens sozinho e abatera um dos mais velhos durante a fuga de Armond. Apesar disso, considera um grande fracasso, já que não conseguiu vingar seu pai, além de deixar o algoz de seu progenitor fugir com seu bando.  
     
    Conhecido Por: Não houve falhas no caminho de Fenris, ao menos não para aqueles que o cercam. É um excelente caçador, possui uma capacidade de ocultação incomum e, para os que se lembram de épocas mais brilhantes, era um garoto feliz e aberto. Entretanto, desde o falecimento de seu pai, passou a ser conhecido por sua solidão e isolamento, chegando ao ponto de quase não ser notado, mesmo quando há muitas pessoas ao seu redor — Na verdade, especialmente nessas ocasiões.  
     
    Presença: Antes, Fenris era difícil não ser notado, sua presença precedendo grande alegria e sorrisos por quem tivesse contato com o garoto.  
     
    Depois do sucedido, se tornou uma sombra em sua capa, andando sem fazer som, falando o mínimo possível e quase como se não emitisse ruídos. No geral, Fenris não seria notado, a menos que quisesse.  
     
    Visão Religiosa: Era muito crente nos deuses por causa de sua mãe. Durante sua primavera, Arir ensinou muito a seu filho sobre o amor da primeira Mãe e de sua coragem em enfrentar o mal supremo. Disse que Ela sempre guiaria o rapaz e traria muita felicidade ao seu caminho. Talvez tenha sido essa escolha de palavras que o fez ter tantas dúvidas a respeito de sua própria fé. Culpou-a pela infelicidade que sentia e por sua falta de proteção para a pessoa que o garoto mais amava.  
     
    Não desacredita na Matriarca, mas não confia mais que Ela se importa com ele, ou com qualquer um de seus filhos.  
     
    Relação com o Reino: Não é uma questão de inimizade ou de pura repulsa, apenas de decepção.  
     
    Fenris habita na fronteira do reino élfico com um vilarejo de lobisomens, numa vila chamada Laore. O vilarejo, apesar de próspero graças a relação das criaturas da luz com a natureza, sofre de ataques raros dos licantropos, em especial durante a época da lua de sangue, quando a vila entra em alerta total. Na opinião do mero caçador, seu reino deveria fortificar aquela fronteira, antes que os lobos conseguissem ultrapassá-la e avançar em direção ao coração da Floresta sem Fim.  
     
    Metas e Motivações: Matar Armond, mesmo que para isso tenha de morrer na escuridão.  
     
    Fenris não vai ter o seu descanso enquanto esse ódio não for, enfim, saciado. Ele precisa vingar a morte de seu pai. Só assim poderá voltara ser ele mesmo e seguir seu caminho sem esse peso que o acompanha.
     
     
    HISTÓRIA
     

    — Armadilhas postas! — Foi o que eu disse, abaixando meu capuz enquanto deixava a segurança das sombras das árvores. Um sorriso maroto brincava em meus lábios, ainda mais ciente de que assustara Evbel, obrigando-o a saltar de onde estava.  
     
    Ele me olhou feio antes de capturar meus lábios, numa demonstração de afeto à luz do dia, no meio da comunidade, sem qualquer pudor. Totalmente natural. Eu ri com sua coragem, ainda mais com meu pai há metros de distância, olhando-nos com vontade de esmagar a cabeça do garoto entre seus braços musculosos.  
     
    Estávamos do lado de fora das muralhas, fincando estacas de madeira para o caso do pior acontecer. Eu havia passado as últimas quatro horas instalando armadilhas nos arredores e verificando tantas outras que haviam sido instaladas durante a semana. Graças a Aine estávamos adiantados!  
     
    — Precisa me assustar toda vez? — Inquiriu, sorrindo abertamente.    
     
    — Preciso! — Devolvi e, para se vingar, ele me fez cócegas. O que me obrigou a gargalhar de forma melódica, como eu sempre fazia. Era tão belo, que as pessoas em volta riram junto comigo.  
     
    — Bom saber que alguém está se divertindo no meio dessa confusão. — Arir Andriel, o comandante das forças de defesa de Laore durante aquela Lua Vermelha, deixou sua voz grave reverberar pela pequena clareira silenciando as risadas.  
     
    A expressão do meu pai era intimidadora. Evbel se encolheu em sua capa, disfarçando e fingindo ir verificar um dos armamentos dos mais novos. Eu ri. O loiro sempre fora evasivo e esguio. Meu pai tinha uma dificuldade enorme em aceitar um fujão como genro, ainda mais quando tanto ele, quanto eu mesmo éramos tão necessários na vila. Ele só não implicava mais porque sabia que era algo passageiro, logo eu me enrabichava por outra pessoa e deixava Evbel de lado.  
     
    — Encontrou algum deles? — Inqueriu, a expressão preocupada.    
     
    — Não, aparentemente será um noite calma. — Disse, sorrindo confiante. Meu pai, no entanto, não pareceu tão seguro. Ele nunca ficava calmo em noites de lua de sangue.  
     
    — Que a Mãe nos permita, Fen. — E bagunçou meus cabelos ao passar por mim, indo verificar mais um dos preparativos. Eu resolvi entrar, ver como estavam as coisas dentro da cidade.  
     
    Laore estava em estado de alerta.  
     
    As pessoas se movimentavam de um lado a outro, dirigindo-se para o abrigo subterrâneo, construído abaixo do prédio da guarda. Vi muitos de meus amigos se dirigirem para o edifício feito de pedra cortada, que erguia-se no meio da cidade. Um alquimista aplicaria um líquido selador na porta para que todos os odores da entrada fossem totalmente apagados e o ancião lançaria o feitiço que manteria a porta trancada até o dia seguinte.  
     
    O ancião era um bruxo que vivia em Laore há muitos anos. No início, chegara para estudar o nosso cotidiano, tão próximos dos lobos, mas acabou afeiçoando-se ao povoado. Foram anos de desconfiança, até o dia em que ele ajudou a salvar uma pequenina que estava doente de um ataque surpresa de um lobo desgarrado. Depois disso, a desconfiança foi sumindo e passamos a tratá-lo como parte da família.  
     
    Os portões também receberiam o mesmo tipo de encantamento selador, enquanto sentinelas ficariam vigiando por sobe as muralhas. Se eles chegassem àquele ponto, choveria flechas sobre eles.    
     
    Isso acontecia todo mês em Laore, era parte da nossa rotina como vizinho dos Lobos. Toda vez que a lua de sangue se erguia, nós nos preparávamos para a guerra, embora nem sempre ela viesse. Às vezes os lobos nem chegavam a atravessar a fronteira;  às vezes era apenas um desgarrado, facilmente abatido pelas sentinelas; às vezes, no entanto, um bando inteiro vinha para a nossa cidade com a intensão de assassinar quem encontrasse pela frente.  
     
    Era muito rara a incidência de um bando inteiro marchando contra Laore, considerando que não éramos, exatamente, sua iguaria mais desejada, mas ainda assim, nos mantínhamos em alerta, preparados para o pior cenário. Meu pai comandava nossas forças já há anos e, mesmo estando no Inverno de sua vida, parecia no auge de seu vigor e sanidade. Dando ordens e transmitindo confiança para as forças que comandava.    
     
    Ainda era cedo e tínhamos horas de vantagem até a lua de sangue, mas minha inquietação aumentava a cada segundo que o relógio de sol avançava. Não gostava nem um pouco de ver a cidade naquele estado, mas entendia a necessidade.    
     
    — Nós estamos indo! — Falou meu pai, me abraçando por trás. Um abraço longo e apertado. Desses que anunciam uma despedida final. Queria ter aproveitado mais aquele abraço.  
     
    — Que a Mãe os guie a vitória! — Desejei. — Vou vigiar com as sentinelas! — Garanti, feliz por ser útil de alguma forma, embora preferisse estar com meu pai.  
     
    Ele havia reunido os caçadores mais experientes para caçar os que estivessem rondando nossas fronteiras. Eu deveria estar com ele, mas ele insistira que eu era mais necessário nas muralhas, para comandar a defesa de Laore, caso as coisas fugissem do controle. Na minha cabeça era apenas uma desculpa muito bem elaborada e do tipo que não podia argumentar para me manter longe do perigo, enquanto ele mesmo estava se expondo.  
     
    Subi as muralhas, vendo os portões sendo lacrados com o feitiço costumeiro, acompanhando o séquito de trinta caçadores que começavam a desaparecer sobre as sombras das árvores.  A partir daquele momento, nada entrava e nada saía. O feitiço não podia ser desfeito, não importa qual fosse o mago ou a intenção. Mesmo que quiséssemos abrir os portões, era impossível.  
     
    Caso fosse necessário, os caçadores tinham uma cabana estratégica próximo aos desfiladeiros, com algumas defesas, em que eles poderiam recuar. Já havia a usado várias vezes quando precisei para repousar entre uma caçada e outra, mas se o caso fosse uma invasão de um bando, duvido muito que ela conseguiria conter os avanços dos licantropos.  
     
    — Preocupado, meu príncipe? — Phiaar fez uma vênia exagerada, um sorriso debochado em seu rosto.  
     
    Eu ri e soquei seu braço de leve.  
     
    Phiaar era um dos meus ex-namorados. E, desde que ele descobriu que eu tinha ascendência real, ele passou a me chamar daquela forma. Não é como se eu tivesse direito ao trono de Dugeloff. Eu devia ser, sei lá, o septuagésimo nono a ter o direito ao trono. Minha mãe era prima da princesa e, durante muito tempo foi sua aia, antes dela encontrar-se com meu pai e se apaixonar perdidamente.  
     
    Segundo meu pai, o casamento fora especialmente estressante para ele. Minha mãe se atrasara e ele ficara apavorado com o fato dela ter desistido do casório e fugido com um nobre qualquer, mas valeu a pena vê-la tão linda no final da clareira, o seu sorriso contagiando a todos com sua beleza. Segundo ele, foi um dos momentos mais felizes da vida dele. Ele dizia que eu tinha o sorriso dela.  
     
    A princesa comparecera ao casamento, causando choque nos convidados, e levara um presente muito especial para minha mãe. Um par de kukri's, forjadas com o brasão real na base da lâmina. A lâmina era especialmente afiada, como nenhuma outra já vista, o punho, feito de âmbar com uma pedra de jade cravejada na ponta, era especialmente confortável e seguro.  
     
    Minha mãe nunca usara aquela arma, apenas a mantivera como decoração em cima da lareira, para alivio do meu pai. Segundo ele, mamãe era muito desastrada.  
     
    Muito mais tarde, meu pai me dera as adagas, que eu guardava comigo a todo tempo, uma maneira de me lembrar da minha mãe, de sentir que ela estava comigo. Isso era suficiente para confortar naquele dia cheio de tensão.  
     
    ***
     
     
    A alvora se foi, dando lugar ao crepúsculo, a noite cada vez mais próxima de nossa cidade. As sentinelas estavam com seus olhos firmes no horizonte, vigiando cada ponto cardeal, seus arcos tensionados preparados para serem tencionados ao primeiro sinal de movimento entre as árvores.  
     
    Minha atenção estava voltada para onde eu sabia que era o primeiro posto de vigia, há 5 quilômetros de minha posição, outra fora posta há 3 quilômetros e o terceiro há 1. Era um sistema para que nós soubéssemos o avanço dos oponentes, se é que haveria algum. Se fosse apenas um desgarrado, os vigias lançavam apenas uma flecha vermelha, que explodiria no céu. Uma azul representava uma invasão de bando.  
     
    A lua se erguia, conforme os uivos de Ovedo eram trazidos pelos ventos. Estava feliz que ao menos os ventos estavam ao nosso favor, trazendo o odor de nossos inimigos, enquanto escondia o nosso próprio. Nossos caçadores tinham sentidos apurados e eram exímios arqueiros. Não teria com o que me preocupar, não naquele momento.  
     
    A tensão só aumentava, conforme as horas iam passando e nenhuma flecha cortava o céu escuro. Os uivos eram aterrorizantes e pareciam cada vez mais próximos, mantendo todo o corpo da guarda nervoso. Era possível notar pelo modo como todos se mexiam demais ou balançavam as pernas, muitos tiques se manifestaram e eu ri nervosamente.  
     
    Phiaar, ao meu lado não se distraiu, apenas deu um meio sorriso, mantendo seu olhar no horizonte.  
     
    — Se acontecer alguma coisa, agente faz você rir. Eles vão se acalmar e ir embora! — Comentou e eu dei-lhe um soco no ombro, como de costume.  
     
    Evbel se aproximou de nós dois, o olhar enciumado. Fez questão de enlaçar meu corpo de forma possessiva, enquanto o outro parecia nem se importar com isso. Eu não gostei da atitude de Ev, embora já a esperasse. Boa parte de nossas brigas sempre eram por causa dos ciúmes dele. O fato de eu já ter ficado com boa parte da cidade pode até ser uma boa razão para isso, mas eu nunca traí ninguém.  
     
    Ouvimos o zumbido de lago subindo os céus e, para nosso horror, há 3 quilômetros de nossa posição, o céu ficou iluminado com uma coloração azulada. Era uma invasão de bando.  
     
    Meu primeiro pensamento foi entender que o primeiro posto de vigia já era. Meu segundo pensamento foi perceber que meu pai estava em apuros. Eu precisava ajudá-lo.  
     
    Sem dizer uma palavra mais, peguei uma poção que estava próxima e a sorvi totalmente, enquanto pegava o gancho e a corda que usávamos para a necessidade de descer ou subir pela muralha, caso fosse necessário.  
     
    — O que você pensa que está fazendo? — Ev esbravejou, mas eu dei pouca atenção a ele. Minha mente só conseguia pensar em meu pai sendo encurralado por um lobo naquelas condições insanas. Eu precisava salvá-lo. — Eu não vou deixar você ir! — Ele disse e segurou meu braço.  
     
    — Pretende ir comigo? — Perguntei e, como eu previra, ele recebera aquilo como um golpe, afrouxando o aperto e me dando a oportunidade de fincar o gancho na muralha. — Phi, você está no comando. Vou atrasá-los! — Falei firme e Phiaar acenou afirmativamente.  
     
    Eu saltei pela muralha com agilidade, munido de meu arco e aljava e minhas kukri's bem embainhas, presas acima das minhas nádegas. Meu manto era diferente dos demais. A tintura dele era feita de forma a parecer com as árvores do local, numa camuflagem bem feita.  
     
    Baixei o capuz enquanto entrava na sombra dos pinheiros. Aproximei minha mão do meu nariz para perceber que eu estava fedendo, no mesmo odor da floresta. Ainda bem que eu lembrara de tomar aquela poção antes de descer. Ela manteria meu odor disfarçado. Eu usava isso para poder caçar, fazendo com que o animal não sentisse meu odor natural, mas o da natureza que o cercava.  
     
    Inspirei fundo, enquanto começava a me movimentar pela floresta, escolhendo os lugares que iria pisar, evitando as folhas secas, dançando como um bailarino na ponta dos pés, saltando com graça pelo emaranhado de raízes sem nem me afetar, cair ou cansar. Não era questão de planejar demais meus movimentos. Há 300 anos eu corro por aquela floresta, caço nela e vivo nela. Não há um metro quadrado daquele lugar que eu desconheça, uma árvore se quer, da qual eu não saiba a quantidade de folhas que tem e quantas já caiu. Aquele era meu lar, meu lugar seguro, meu maior tesouro e eu não permitiria que cachorro nenhum mijasse no meu território.  
     
    Avancei os metros sempre atento aos meus arredores. Em dado momento eu ouvi o andar desenfreado do que parecia um mastodonte pesado se arranhando pelas árvores. Parei. Entendi que não era apenas um, mas dois. Naquele ponto eu ainda não havia chegado a primeira vigia, portanto, ou eles já foram derrotados, ou esses dois apenas atravessaram sem que eles vissem — O que, dado a quantidade de barulho que faziam, seria impossível.  
     
    Subi na árvore e tensionei meu arco. Deixei minha respiração imperceptível, abaixei meu ritmo cardíaco e permiti que as folhas das árvores me cobrissem, me escondessem, me tornando um com aquela árvore, que já havia me dado abrigo antes, quando caçava corças.  
     
    Eles vieram como tempestade, tropeçando nas raízes, se arranhando nos galhos e com suas costas salpicadas de flechas fincadas. Seus olhos eram vermelhos e seu pelo parecia grosso e ensebado. As patas estavam machucadas, haviam caído nas armadilhas que eu tinha montado, um deles estava com o lado esquerdo todo cortado, exibindo suas vértebras, provavelmente fora pego no pêndulo. Essa foi uma armadilha difícil de esconder. Na verdade, eu tinha quase certeza de que eles não cairiam nessa! Aparentemente, naquele estado, não eram lá muito inteligentes.  
     
    Eles passaram por mim, mirei a flecha no que passou com as vértebras expostas. Lembrei-me das inúmeras vezes que cacei lobos comuns e disparei, mirando a flecha no coração da criatura. A flecha não teve dificuldade de transpassar a carne já exposta e empalar o coração da besta. O lobo caiu. O outro parou, farejando o ar, ficando de pé.  
     
    Percebi que não era exatamente tão grande, talvez um dos mais jovens. O que, afinal de contas, estavam fazendo ali? Meu pai me contara que os lobisomens evitavam a todo custo desastres durante a lua de sangue, trancando-se em suas cidades. Claro que aconteciam acidentes aqui e ali, mas aquilo parecia muito estranho. Talvez um grupo jovem que ignorou os avisos de seus pai?  
     
    Talvez fossem eles os invasores! Se fosse apenas isso, tudo estaria resolvido no momento que puséssemos todos abaixo.  
     
    Tentei parecer invisível de novo, mas o disparo já havia me denunciado. Ele já sabia que eu estava ali.  
     
    Foi um segundo que meus olhos piscaram e as garras dele já vinham contra o galho onde me encontrava. Fora um salto e tanto, mas imagino que para aqueles músculos impressionantes não devia ser praticamente nada. Tive pouco tempo de reação, deixando o arco no meu lugar e usando o galho como impulso para um salto para trás. Agarrei um dos galhos da árvore que tanto conhecia e usei a inércia do movimento que havia jogado meu corpo para trás para voltar com meus dois pés, num chute contra o desajeitado monstrengo. Usei o impulso do impacto do chute para dar uma pirueta no ar, caindo de pé, enquanto ele era arremessado pela força do golpe.  
     
    Meu arco já era, partido no meio pelas garras dele. Minha capa estava com um rasgo e tanto na barra, mas não fora tão ruim quanto podia ter sido. Saquei minhas kukri's e elas imediatamente brilharam no meio da escuridão da floresta. Não eram o tipo de arma que eu gostaria de usar para missões furtivas, mas o fio da lâmina era tão afiado que tenho certeza que poderia abrir talhos bem firmes naquele monstrengo. Além do mais, ele estava no meu território.  
     
    Ele se ergueu, rosnando pra mim. Avançou feito uma carruagem desgovernada descendo a ladeira, tropeçou numa das raízes e se desequilibrou. Eu saltei para o lado com agilidade, avançando na direção do lobo, paralelo a ele. Minha adaga abriu um talho em toda a lateral de seu corpo, desde o antebraço, passando pelo torax e chegando a cocha. Saltei para traz, antes que a mão dele esmagasse meu pequeno corpo.  
     
    Ele teve que fazer uma força extrema para arrancar seu pé, já ferido por conta de uma armadilha de urso que ele pisou, da raiz. Em seu ímpeto de retalhar meu corpo, em vingança pelo que havia feito, ele deu de cara com uma árvore, enquanto eu deslizava sem maiores problemas por baixo de seu corpo imenso, cortando fora seu escroto. Isso lhe causara uma dor tão intensa, que o golpe final fora simples de dar. Saltei e cravei as duas facas em seu crânio. Ele tombou, morto.  
     
    Tão logo eu arranquei as facas, eu as embainhei, iniciando uma nova dança pela floresta, saltando as raízes e me esquivando dos galhos, emitindo nenhum som, feliz pelo vento estar soprando de frente para o meu rosto, trazendo o odor de meus inimigos para mim. Há frente, eu senti o odor de sangue. Era o local do primeiro posto de observação.  
     
    Saltei em uma árvore e passei a pular de galho em galho, usando a sombra das árvores e a folhas para tentar me manter o mais escondido possível, aproveitando minha leveza para fazer pouco ou nenhum ruído. Encontrei a armação da torre de madeira, oculta pela vegetação e por tintura feita de extrato de folhas.  
     
    Subi na torre como um gato. Segurei bem firme em uma das vigas e a usei como trave, impulsionando meu corpo para cima, pousando em pé no posto. Um punhado de flechas foram apontadas para mim, embora não tivessem disparado, para meu alívio.  
     
    — Como estão? — Perguntei e eles disseram estar bem.  
     
    Abaixo da torre de vigia, três lobos estavam abatidos. Aparentemente foram pegos de surpresa por uma boa saraivada. Todos tinham o mesmo tamanho dos que eu abatera, portanto também deviam ser jovens. Minha suspeita de que alguém resolveu ignorar o costume de reclusão aumentou, mas precisávamos fazer alguma coisa.  
     
    — Desçam e sigam para as demais vigias, vejam como os outros estão, resgatem os feridos. Se possível, dividam-se em um grupo de caça e me encontrem na cabana. Vou ver como está meu pai e os demais. — Falei sério, como meu pai falava quando estava dando instruções. Não percebi, até aquele momento, que eu tinha esse tipo de espírito de liderança, tão pouco a capacidade de pensar tanto em uma estratégia para um resgate tão rapidamente. — Se entrarem em combate com eles, permaneçam sobre a densa vegetação. Não tenham pressa em atacar. Essas coisas não conseguem nem nos encostar se quisermos.  — Garanti, recebendo um aceno afirmativo dos vigias.  
     
    Com a mesma agilidade com que subi, eu desci, descendo de galho em galho, até pousar sobre a carcaça de uma das feras, não sem antes pegar um arco reserva na torre. Tomei o caminho à esquerda, me dirigindo para os as ondas que se quebravam, próximo aos desfiladeiros marítimos. Era uma diagonal grande, enquanto eu trancava meu caminho por entre as árvores, dançando silenciosamente, conforme os ventos traziam o odor da batalha que ocorria no local.  
     
    Eu sentia cheiro de sangue fresco, o cheiro ensebado dos lobos e o cheiro das essências com que nos banhávamos. Eu estava indo para o lugar certo.  
     
    Demorou mais do que imaginei, mesmo com minha velocidade, talvez uns cinco minutos no meu ritmo furtivo. Mas lá estava, a batalha. No caminho, vi corpos dos caçadores e dos lobos, aparentemente eles foram recuando para a cabana, como imaginei. A caçada deve ter começado simples, como era de costume, mas imagino que eles tenham ganhado território, forçando os caçadores a recuarem passo a passo, até encurralá-los nos desfiladeiros.  
     
    Não abandonei a floresta de imediato, analisando bem a situação. Ela era meu refúgio mais seguro.  
     
    Haviam cinco deles, rodeando a cabana. Eram bem maiores do que os que eu enfrentei. Também estavam machucados, com flechas despontando aqui e ali. Eu vi, não apenas uma vez, armadilhas presas em suas patas, cortes profundos em seus corpos e ferimentos graves. Demorariam para se curar, com toda certeza.  
     
    Um deles se destacava. Era maior de todos e sua pelagem era branca como a neve, suas garras eram afiadas e vis. Pelo modo como agia, aquele era o líder da alcateia, rosnando ordens que os outros não relutavam em obedecer. Ele era meu alvo.  
     
    Aproveitei minha capacidade de me esconder, mesmo naquelas circunstâncias, e tencionei o arco, mirando com paciência. Inspirei fundo, sem executar qualquer som e deixei a flecha voar do meu arco, enquanto eu finalmente me movia, pondo uma segunda flecha e disparando-a instantaneamente na mesma direção. Estava recuando sem, contudo, olhar para traz, conhecia meu abrigo.  
     
    Não aconteceu como imaginei. O disparo realmente abateu um lobo, mas não fora o albino. O negro se intrometeu e adiantou-se para proteger seu mestre, caindo inerte em seguida. Seu chefe latiu as ordens de ataque enquanto eu já iniciava o meu recuo.  
     
    Os quatro que sobraram estavam prontos para vir atrás de mim, mas a confusão os fez se distrair da cabana. Disparos desceram sobre eles e mais dois caíram. O lobo albino uivou, recuando passo a passo para o desfiladeiro, lançando-se nele junto com seu outro comparsa, de pelos cinzas.  
     
    Esperei ainda um pouco antes de finalmente sair da minha toca. Os caçadores já deixavam a segurança da cabana para me encontrar. Apenas cinco deles. Não vi meu pai entre eles. Seus semblantes estavam desolados quando se aproximaram.  
     
    — Eu sinto muito! — Foi o que ouvi de um, mas não conseguia enxergar a pessoa direito. Estava embaçado demais.  
     
    ***
     
     
    No dia seguinte, nós enterramos trinta guerreiros, numa cerimônia em que não consegui emitir um som se quer. Todos me olhavam, esperando que eu chorasse ou gritasse ou qualquer coisa do tipo, mas tudo que eu podia fazer era olhar para as lápides erguidas, pensando no quão fútil foi a carta de pedidos de desculpa que o Rei Mikain mandou, dizendo que não descansaria até que encontrasse o culpado por aquele atroz ato de terrorismo. Ela não traria de volta as vidas perdidas. Ela não traria de volta meu pai.  
     
    Fiquei ali, diante da lápide de meu pai, mesmo depois que todos já haviam se dispersado.  
     
    — Eu vou destruir todos esses malditos cães! — Jurei pra mim mesmo. 

    I'm going to destroy all these damn dogs!  


    I'm going to avenge my father's death!

     


    Azhol - Renascido da Guerra
    ------------------------------------------------------------------------------
    @Lilah

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    Re: Azhol - Renascido da Guerra.- OFF TOPIC

    Mensagem por Fenris Andriel em Ter Jul 04, 2017 2:48 pm

    Aí tio, ajustado o que você pediu
    Brazen
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    Re: Azhol - Renascido da Guerra.- OFF TOPIC

    Mensagem por Brazen em Qui Jul 06, 2017 10:05 pm

    @Fenris Andriel escreveu:Aí tio, ajustado o que você pediu

    blz, Finris, assim que chegar do trabalho amanhã a gente começa e eu atualizo o topico de todo mundo!
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    Re: Azhol - Renascido da Guerra.- OFF TOPIC

    Mensagem por Brazen em Seg Jul 24, 2017 10:52 pm

    Pessoal, desculpe minha ausência, ia atualizar tudo no domingo mas minha internet deu pau. Logo dou andamento!
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    Re: Azhol - Renascido da Guerra.- OFF TOPIC

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      Data/hora atual: Dom Nov 19, 2017 5:03 am