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    Capítulo 5 - Soldados de Rosso

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    Gakky
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    Re: Capítulo 5 - Soldados de Rosso

    Mensagem por Gakky em Sex Jul 28, 2017 9:43 pm

    ---> Cena Lounge (Marin, Chui)

    Depois da bagunça, Bloo parecia finalmente entender que não devia ter feito aquilo. Ele olha em silêncio para o evo quando o ouve pedir para ajudar a pegar os pacotes. Chui também ajudaria a limpar tudo e fica surpreso por Marin ter conseguido por ordem naquela criança. Rosso fica mais relaxado em seu sofá e volta a ler seu datapad. O alien se aproxima de Marin com certo receio, pega um dos pacotes que jogou no chão e o leva de volta para o armário dizendo:

    - Ray triste... - Repetiu sem sorrir, parecia ter entendido.

    Não demorou para que a guarda-costas e o príncipe chegassem e vissem toda aquela bagunça. (Ir para a terceira cena).

    ---> Cena Sala Médica (Ray)

    O príncipe também parecia feliz, ele sorri com as implicâncias de Ray e devolve fazendo também uma careta:

    - Pavão? É assim que chama os vestidos que as princesas usam? Deixa só elas saberem disso.

    Gail fica até surpreso por vê-la confiante em voltar para o lounge, ela estava sendo muito responsável com os cuidados do Bloo. Ele até admirava isso nela. O príncipe ri e responde antes de saírem da sala:

    - Você é sempre mandona, não tem jeito.

    Os dois vão até o lounge. (próxima cena)

    ---> Cena Todos (Ray, Chui, Marin)

    O príncipe e Ray voltam para o lounge e o encontram todo bagunçado. Havia pacotes de comida espalhados pelo chão, spray de pele por toda parte e um Chui todo sujo de spray tentando limpar o chão. Marin e Bloo também pareciam tentar arrumar as coisas, enquanto Rosso lia seu datapad tranquilamente no sofá. Gail ficou surpreso ao ver tudo isso e observou enquanto sua amiga chamava atenção do alien, mas fez uma careta quando ela o chamou para limpar também. A cada palavra dita por Ray, o alien prestava atenção com os olhos bem abertos, estava com o rostinho tristinho e surpreso. Ele tentar imitar Ray em tudo que ela faz, principalmente para saber como deveria limpar a sujeira. O príncipe também ajudou, estava de bom humor. Chui e Marin percebem o quanto Rhaenee parecia feliz agora, ela estava radiante. Como todos ajudaram, não demorou para terminarem de limparem o lounge, a guarda-costas se espreguiçou, todos precisavam dormir. Rhaenee ainda aproveitou para dar algumas lições ao Bloo. A criança prestou atenção nela e foi até Chui pedir desculpas:

    - Desculpa Chui... - Disse para o caçador, em seguida foi até Marin e falou o mesmo- Desculpa Ma-rin...

    Rosso se espreguiça e levantando do sofá, percebeu que já estava mais do que na hora de todos eles irem descansar. O comandante então dá a ordem aos seus soldados para dormirem. Finalmente teriam uma noite de sono digna. Ele também conta para a guarda-costas um pouco do que aconteceu:

    - Rhaenee, esse seu filhote estava mais para um monstrinho, quase tive que intervir com meus métodos militares de educação, mas foi Marin conseguiu parar ele, parece que o evo tem jeito com crianças. Bom agora podem ir dormir - Avisou Rosso - Descansem o quanto puderem, não vou acordá-los cedo. Quanto a criança... Não sei onde podemos colocá-la para dormir... Por falar nisso, Rhaenee, ele é menino ou menina?

    Bloo ouvia a tudo e logo abraçou as pernas de Rhaenee indicando que queria seguir com ela. Gail sorriu e comentou:

    - Acho que já sabemos onde ele vai dormir, deve ter espaço para ele na cama da Ray. Tão esperto...

    O comandante concordou. O grupo logo se dirigiu para seus quartos para dormirem. A cama parecia mais confortável do que nunca, não demorou para pegarem no sono. Embora Gail tenha perdido o sono por alguns minutos por causa do último acontecimento. Bloo dormiu na cama de Rhaenee, estava muito feliz de poder ir com a Ray, ele se deitou ao lado dela e disse com a voz sonolenta:

    - Ray gosta de Bloo?

    A noite se passou tranquila, o dia seguinte também. Bloo ainda teimava em aprontar, mas Ray dava um jeito. O príncipe não comentou mais com Ray sobre o assunto que tinham resolvido, mas parecia estar muito mais amável com ela. Rosso pediu que Chui deixasse para o dia seguinte a conversa com a irmã. Ele poderia ligar para ela no horário que quisesse. No terceiro dia, Seleucia finalmente chega ao seu destino. Vocês aterrissam na estação espacial do asteroide BT77, era onde a família real estava se escondendo. Assim que saem pelo hangar, vários guardas se aproximam para recepcioná-los. A princesa Adelaine veio juntos com os guardas, e sem esperar mais um segundo, abraçou Gail. Foi um abraço apertado e longo, Rosso fez uma reverência para a princesa e lançou um olhar para Chui, Ray e Marin, com esperança que fizessem a mesma coisa. Bloo segurava a mão de Rhaenee e estava receoso por ficar em um lugar diferente. A princesa soltou o irmão finalmente e enxugou os olhos marejados. Depois olhou para o grupo e sorriu aliviada. Ela também começou a dizer:

    - Obrigada por trazem meu irmão a salvo. Isso é muito importante para Primus e para mim. Eu sabia que tinha acertado ao confiar em vocês. Nós também analisamos as informações que foram enviadas da cápsula de Marin, foram muito importantes. Estarei levando vocês para uma reunião estratégica.

    Em seguida ela chamou por um guarda e disse:

    - Leve meu irmão para os aposentos reais, ele precisa estar seguro a partir de agora.

    Gail não gostou de ouvir isso, lançou um olhar a Rhaenee e logo reclamou:

    - Que? Eu quero ficar com eles. Vou ajudar a recuperar Primus. Não quero ficar parado e trancado, tenho boas habilidades que podem ser úteis para Primus. O comandante pode comprovar isso, e Chui, Marin, e a Ray também. Pergunte a eles, eu serei mais útil ajudando.

    O príncipe lançou um olhar de súplica para os amigos, Marin e Chui, em seguida fez o mesmo para Ray. Porém a princesa não parecia ter a intenção de concordar com isso. Ela esperou para ver se alguém respondesse, mas seu olhar estava firme quando deu a resposta ao príncipe:

    - Gail, a guarda real irá cuidar de sua segurança agora, você precisa lembrar que é o segundo príncipe de Primus, não pode fazer isso. Tem que ficar seguro, já teve aventura o suficiente. Foi arriscado e quase perdi você. Eu já lhe fiz um grande favor que nem devia, agora não tem motivos para não colaborar. No momento precisamos manter a família real segura por Primus. Estar trancado é estar ajudando nosso planeta. Enquanto estiver vivo, nosso povo terá esperança de que a família Arkadia voltará a reinar. Por favor, não se exponha mais, siga o guarda e vá. Dessa vez, a Rhaenee não pode segui-lo, são as normas de segurança. Não que eu desconfie dela, mas entendam, as coisas mudaram e preciso conversar com ela depois também.

    Todos sabiam como o príncipe era teimoso, ele não queria aceitar que sua irmã podia participar de tudo enquanto ele era obrigado a ser um covarde. Também não queria largar os amigos e principalmente, não queria deixar Rhaenee. Mas uma certa pessoa apareceu na garagem, todos ao redor se ajoelham para reverencia-lo. Era um homem alto e forte, tinha cabelos compridos, lisos e prateados, o olhar era firme, tratava-se do rei de Primus. Ele usava roupas da realeza muito luxuosas de cor branca, caminhou lentamente até o grupo de vocês, Rosso tratou de fazer a reverência também e os alertou para fazer o mesmo. O rei lançou um olhar rígido ao grupo e parou no filho, em seguida disse com sua voz grave:

    - Príncipe Gail, você já causou problemas o suficiente, um príncipe deve ser responsável e sensato. Nosso refúgio poderia ter sido descoberto por sua irresponsabilidade de sair voando pela galáxia. Você também não possui conhecimento suficiente de estratégia de guerra para participar disso, sua irmã que é a princesa regente. Limite-se a sua função de segundo príncipe, cumpra com o seu dever pelo país. Agora venha para os aposentos reais, ou ainda vai insistir em me envergonhar?

    Nesse momento Gail se sentiu um pouco constrangido, todos os guardas olhavam para eles. Rhaenee sabia que o pai do príncipe sempre foi muito sério e de poucas palavras, ele também odiava escanda-los. Ela nunca tinha visto o príncipe enfrentar o pai de frente, embora Gail fugisse com frequência, nunca tinham mantido uma discussão longa. Quando o rei chegava, era o momento de Gail se calar mesmo que não concordasse. Os dois nunca se enfrentavam cara a cara. Por isso, sem escolhas, o príncipe lançou um olhar preocupado para Rhaenee e se aproximando dela, sussurrou:

    - Ainda vamos nos encontrar novamente.

    Em seguida se despediu dos amigos, Chui, Marin, e seguiu com o pai. No rosto do príncipe, era visível o quanto estava abalado com a situação, ele entendia que indo para o aposento, seria difícil voltar a ver o grupo. O rei de Primus era muito diferente da princesa, ele não deu nenhum abraço no filho, apenas o seguiu com a postura firme. O comandante os observava se afastarem e comentou com o grupo em voz baixa:

    - Não vamos ver mais o príncipe tão cedo, só depois de tudo acabar. A porta do aposento real deve estar cheia de guardas da realeza e será vigiada 24 horas. Em casos assim, as regras são que ninguém entre ou saia sem o consentimento do Rei.

    A princesa pediu que um dos guardas guiasse o grupo de vocês para uma sala. Neste local tudo era feito de metal, não havia enfeites ou coisas assim. Mas era uma base grande e bem abastecida. Pareciam estar dentro de uma nave especial, só que muito maior. Quando chegam a uma sala quadrada, o guarda pede que aguardem por alguns minutos. A sala possuía assentos e uma mesa quadrada que também era uma tela estratégica. Monitores também faziam parte do cenário. Bloo ainda ficava agarrado com a mão de Rhaenee. O comandante não esperou para orientar os seus soldados:

    - Não se preocupem, é só uma reunião estratégica. Eles vão perguntar sobre o que viram, a princesa estará aqui também. Se um de vocês não quiser mais participar disso, a chance para desistir é agora.

    Cenário:


    Sala da Reunião




    OFF: A sala onde estão aguardando só tem vocês, então podem aproveitar para fazer fofoca se quiserem. Vocês podem interagir também nos dias que adiantei, dizer o que fizeram antes de chegarem a base, não se limitem-se só porque adiantei. Fiquem a vontade.
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    Re: Capítulo 5 - Soldados de Rosso

    Mensagem por Tsumai em Sex Jul 28, 2017 10:54 pm

    Chui ajudou a organizar tudo mesmo quando Gail e Ray retornaram, sorrindo. O caçador prestou um pouco de atenção neles e imaginou que algo de muito devia ter acontecido enquanto estavam sozinhos, ou então usaram algum medicamento alucinógeno, o que era pouco provável. Pelo menos estava contente que Ray e Marin conseguiam dar broncas e ensinar coisas ao pequeno Bloo. Quem sabe Chui não era apenas o tio que aparecia pra brincar com a criança mas deixava a responsabilidade para os pais... o que ele não esperava era um pedido de desculpas tão cedo do alien, que era bastante fofo.

    - Tudo bem, Bloo! - respondeu Chui sorrindo. Queria ter dito "não foi nada", mas achou que seria contra a educação de Rhaenee.

    Depois de finalmente arrumarem tudo - e de passar uma toalha úmida para tirar o spray melequento - Rosso os deixou ir para cama. Não era nenhuma surpresa que Bloo fosse com Rhaenee, afinal, era a mão "adotiva" dele e de quem ele mais gostava. Então, foram dormir e descansar. Chui apagou tão logo quanto deitou, exausto física e mentalmente. O convívio com os amigos e até as artes de Bloo distraíram sua mente para longe do Chacal, e ele só apareceu em alguns sonhos bizarros que consistiam no mercenário correndo enquanto um Bloo gigante espirrava um spray maior ainda nele.

    Quando Chui acordou na tarde seguinte, sentia-se renovado. Queria muito falar com Ashanti, mas acatou o pedido de Rosso de ligar apenas depois, talvez até para também ter tempo de se preparar para contar as notícias e as descobertas. Quando o outro dia chegou, o caçador entrou em contato com a irmã e ouviu seus sermões pela demora. Depois de uma rápida explicação do motivo e uma narrativa também resumida dos acontecimentos gerais, Chui fez uma pausa e revelou a descoberta sobre seu pai, perguntando se Ashanti o tinha visto por lá. Neste momento o caçador ficou um pouco baqueado, ouvindo as palavras da irmã, mas tão logo a ligação terminou e os amigos se reuniram, sua mente voltou a se distrair e ele esqueceu o Chacal.

    - Finalmente vamos rever a princesa. - comentou Chui quando estavam pousando no asteroide. - E não é que eu acertei parcialmente onde ela estava?

    Depois de descerem e receberem a princesa (Chui fez reverência), puderam ouvir o que ela tinha a dizer. Como esperado, Adelaine avisou a Gail que sua liberdade estava contada. O príncipe se chateaou e pediu auxílio dos amigos, e o caçador logo respondeu:

    - Sim, majestade. Gail foi de imensa ajuda, e arrisco dizer que em vários momentos conseguimos apenas por causa de sua presença.

    Claro, também ocultou o fato de Gail embirutar e sair da nave escondido, afinal, quem nunca cometeu loucuras quando estavam tomando seu planeta? De qualquer forma, nenhum argumento parecia tirar a ideia da cabeça da princesa de que o irmão deveria exercer apenas seu papel de status. Chui franziu o cenho e ia retrucar, mas a presença imponente do rei o fez calar-se novamente. Demorou a fazer reverência por ainda estar intrigado, mas, quando puderam se levantar, ouviu o que o homem imponente tinha a dizer.

    "Que absurdo!" pensou Chui. O rei não parecia se importar realmente com a vida de Gail, mas sim com o que ele representava para o reinado. O caçador pensou seriamente em bater de frente com ele e soltar boas informações de como se deve tratar um filho que arriscava a vida pelo planeta, mas seu bom senso e a certeza de que seus argumentos não serviriam para nada o seguraram. Até porque, quem sabe o grupo inteiro sofresse as consequências. Se contentou apenas em ficar calado de sobrancelha franzido e cara de poucos amigos, mesmo depois que o pobre Gail foi levado à "prisão". Ser da realeza devia ser péssimo.

    - Veremos. - respondeu Chui a Rosso quando ele afirmou que não veriam Gail antes que tudo acabasse. Conhecia o príncipe e sabia que ele iria tentar alguma coisa.

    Depois de um tempo, o grupo foi guiado até uma sala metálica e fria, que em nada lembrava o castelo em que os nobres inicialmente estavam. O grupo esperaria li até que viessem para a reunião, conforme Rosso avisou. Para descontrair, Chui se aproximou de Rhaenee assim que sua curiosidade aguçou.

    - Então, Ray. - começou sentando-se ao lado dela com um sorrisinho maroto. - Notei que vocês saíram bem felizes lá da enfermaria... tomaram alguma coisa muito louca? Ou, bem... sabe, casais gostam de aproveitar momentos a sós para beijar...
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    Re: Capítulo 5 - Soldados de Rosso

    Mensagem por Pallando em Dom Jul 30, 2017 5:42 pm

    Marin ainda estava surpreso com o quão bem sucedido fora em tentar repreender Bloo. Tanto o alien quanto Chui logo começaram a recolher os pacotes de comida também, e o evo assentiu agradecido depois de ouvir o caçador sussurrar. Ele estava certo em dizer que Ray poderia ensinar as regras gerais para o pequeno, afinal o próprio Marin duvidava das chances de conseguir enrolar Bloo com chantagens emocionais por muito mais tempo. Felizmente a guarda costas logo retornou junto de Gail, ambos, principalmente Ray, bem alegres. O evo não sabia de onde vinha toda aquela felicidade que transparecia, mas não achou nada tão fora do comum.

    Como esperado, o alien pareceu mais obediente na presença de Ray e a ouviu atentamente. Foi uma grata surpresa vê-lo arrepender-se tão rapidamente e até ir até Marin e Chui para pedir desculpas. Naquele ritmo ele com certeza logo saberia mais sobre como lidar com as pessoas do que o próprio Marin, que apenas assentiu depois de ouvir o pedido de desculpa do alien. Enfim, todos ajudaram a recolher os pacotes e então o comandante se levantou para liberar o grupo para dormir. O evo ficou um pouco aliviado pois estava ansioso para descansar e não precisar voltar a se preocupar com o surtos durante um bom tempo, e não esperou muito para despedir-se dos outros e seguir rumo ao seu quarto.

    Apesar da noite tranquila e do cansaço total que sentia, aquela não foi uma noite em que Marin adormeceu com facilidade. Foi a primeira ocasião desde a mensagem de Annelise em que teve tempo para realmente refletir a respeito sem se preocupar com mais nada, embora ainda não tivesse tanta vontade de pensar sobre sua história. Sempre que se lembrava da mensagem gravada, voltava a sentir a mesma frustração estranha de antes. Não ficava triste por ter sido derrotado, afinal nunca havia se imaginado como o mais forte combatente. Ficava triste por imaginar que se tivesse eliminado Montalban no passado ou apenas evitado o combate, talvez pudesse ter salvo Annelise e todas as outras pessoas, incluindo seu criador. Se tivesse entregue a mensagem antes, talvez as coisas não estivessem assim no presente. No fim, o pior era saber o quanto seus fracassos haviam custado.

    O dia seguinte também foi tranquilo e para o evo serviu como um descanso extra. Também teve alguns momentos de incomodo quando se recordava da mensagem gravada, afinal tudo ainda era bem recente, mas só isso. O evo não ficaria "remoendo" os problemas e não lidava com sua tristeza ficando deprimido por longos períodos. Apenas guardava o desagradável para si mesmo e seguia em frente, pois ainda havia muito para resolver.

    Quando no terceiro dia o grupo finalmente chegou na estação espacial onde a família real se encontrava, Marin seguiu com os outros pelo hangar levando apenas a espada. Alguns guardas e a própria regente vieram para recepciona-los. O evo acompanhou os outros e fez a reverência depois de ver que Rosso esperava que fizessem. Logo a conversa entre Gail e sua irmã tomou um rumo mais tenso, e tudo começava a acontecer exatamente como o príncipe havia dito algumas vezes que aconteceria. E assim como Chui, Marin não demorou para responder assim que Gail lançou-lhes um olhar suplicante.

    - Graças a ele conseguimos a mensagem gravada...e encontramos o alien.- As palavras saíam firmes em apoio ao seu amigo, embora no passado não muito distante ele próprio houvesse considerado uma enorme desvantagem ter o príncipe de Primus no grupo. Era inegável que Gail fora de grande ajuda, mas naquela ocasião Marin apenas o apoiou por que considerava-o um amigo.- E também acho que não teríamos conseguido nada sem ele em alguns momentos.

    Apesar das palavras de apoio vindas do grupo, a princesa permaneceu firme e persistiu na ideia de que Gail deveria ser levado para sua própria segurança. O príncipe certamente teria teimado o contrário se não fosse pela chegada do homem de cabelos prateados, certamente um membro da família Arkadia. Assim como todos os outros presentes, Marin o reverenciou por ser alertado pelo comandante. Aquele homem, o rei, lembrava um pouco o maldito conde de antes por sua postura nobre e parecia capaz de falar tão irritantemente quanto a julgar pelo modo com que falou com o filho. Apesar de achar que as palavras do rei mereciam uma resposta, até Marin sabia que não valia a pena contraria-lo de qualquer maneira.

    Depois daquela cena no lado de fora e de Gail ter sido levado, os outros foram guiados até a sala onde de acordo com Rosso aconteceria uma reunião estratégica. Marin então sentou-se com o grupo e relaxou enquanto prestava atenção na conversa ao lado.



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    Re: Capítulo 5 - Soldados de Rosso

    Mensagem por Luxi em Seg Jul 31, 2017 11:00 am

    - Ainda bem que eu vim logo!! Nada de educação militar em uma criança! Obrigada por cuidar dele, Marin. Parece que estamos descobrindo uma vocação nova? - riu - Ah. É um menininho. Podem deixá-lo dormir comigo. Eu não me importo.  

    Ela tentou esconder um sorriso pelas palavras do príncipe e afagou o rostinho do alienígena. No quarto, a garota deu até seu polvinho de pelúcia para que Bloo pudesse dormir abraçado e o cobriu antes de deitar. Tinha recebido uma carga de energia tão positiva agora há pouco que até se surpreendeu quando o corpo praticamente implorou que ela dormisse logo.

    - Gosto. Gosto sim. Boa noite, Bloo. - sorriu para ele.

    Em uma noite sem sonhos, Rhaenee achou até que tinha dormido demais. Era um bom dia. Estava despreocupada agora sobre os assuntos que tinha conversado no dia anterior. Era meio inconsequente, mas o fato de se sentir amada já era o suficiente para não querer pensar no que viria. Cuidou de Bloo como distração, mas achava ser mais uma irmã mais velha do que uma mãe. Também não tinha brigado com Gail naquela manhã.

    Além do humor para cima, havia outro detalhe que tinha mudado nela:  estava de cabelos soltos, pois tinha dado sua presilha a Gail.
    Fez uma reverência à princesa quando chegaram, retomando sua postura de guarda-costas. Mesmo assim, foi difícil esconder a expressão um tanto chocada quando mandaram que o príncipe saísse para um ambiente seguro tão cedo.  Sabia que aconteceria, mas precisava ser agora? Olhou brevemente para baixo. Era muito perigoso que ele fosse. Ninguém em sã consciência o permitiria sair em missão nas atuais circunstâncias por mais que ele tentasse brigar. Evitou olhá-lo quando sabia que ele buscaria um conforto ou defesa da parte dela, como Chui e Marin estavam fazendo, mas em vez disso, estava séria como uma guarda-costas deveria ser.

    - Concordo e reforço tudo o que Chui e Marin disseram,  mas compreendo sua decisão, princesa. - disse simplesmente. Não queria que ele fosse junto e corresse mais perigo e, além do mais, se fosse defendê-lo, talvez falasse mais do que gostaria. Sabia também que na conversa que teriam que precisaria entregar seu gudam e todo material fornecido pela coroa para que defendesse o príncipe. Seus dias brincando de guarda-costas tinham acabado ali. Agora, somente se seguisse carreira. Seu caminho estava sendo definido.

    Achava que a situação estava levemente sob controle, até que o rei apareceu. Nem ela conseguia ser insubordinada na frente dele. Fez uma profunda reverência e ficou ali imóvel. Ficava sempre envergonhada de ser considerada "guarda-costas" de Gail na frente dele. Era óbvio que seu cargo tinha sido arranjado pelo príncipe e ela sempre desconfiava que o rei não confiava nela para o serviço, por causa daquele olhar tão rígido. Deixou que o príncipe se aproximasse e um sorriso leve escapou.

    -  Por favor, cuide-se  - foi sua resposta, com doçura e uma pequena saudade desde já. Não podia prometer que voltaria também. Era uma missão perigosa e, além disso, agora entendia que beirava o impossível que ficassem juntos. Jamais contestaria uma decisão do rei. As ideias malucas e a coragem de Gail tinham um fim sob as leis do país e de sua família. Tinha consciência perfeita disso, mas brincar um pouco com aquela historinha de conto de fada tinha sido libertador. Demonstrar o que sentia também. Não teria mais arrependimentos. A angústia que tinha por guardar por tanto tempo aquele sentimento tinha desaparecido. Agora só podia esperar pelo melhor e aceitar as coisas como eram.  Observou Gail ir embora com um tipo de nostalgia. Sentia como se não fosse vê-lo novamente, mas seu juramento sob a espada seria uma importante lembrança que ela guardaria de que ele ao menos a correspondia também.

    Sorriu para Bloo um pouco triste, como se ele fosse um pequeno confidente, mas ao entrarem na sala, tentou deixar esse sentimento para trás. Durante toda a aventura, esteve preocupada com o príncipe e sabia que isso a tinha atrasado e fazer coisas absolutamente impensáveis para alguém que pensava em ser militar. Agora, precisava ter outro tipo de postura. Ou pelo menos, tentar.

    - Eu já deixei claro que eu vou seguir com isso até retomarmos Primus. Estarei com vocês até o fim! - comentou empolgada.

    De repente Chui levantou aquele assunto e a menina arregalou os olhos.
    - Quêêêê!? P-Por quê está falando uma coisas dessas, Chui? Ontem eu...E-eu. ..você.. .você sabe que isso é impossível. Nosso príncipe está destinado a casar-se com a princesa Amelie. E se alguém ouvisse isso e achasse que é, assim, um pingo de verdade, seria um graaaaande problema, especialmente aqui!! - ela deu uma beliscadinha no braço do garoto. Agora que estava sem Gail, talvez seus momentos de raiva fossem destinados aos outros dois.
    - Fica tão na cara assim? Eu pareço mesmo tão feliz? Não acho que mudei nada. E o que eu vou fazer se alguém ouvir isso? Ai meu deus, eu achava que estava disfarçando tão bem - choramingou desesperada falando sozinha toda envergonhada e com as mãos nas bochechas.
    Gakky
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    Re: Capítulo 5 - Soldados de Rosso

    Mensagem por Gakky em Seg Jul 31, 2017 8:13 pm

    O grupo aguardava a chegada dos outros que fariam parte da reunião, enquanto isso, Rhaenee ficava corada com as palavras perigosas do caçador, embora fossem engraçadas. Mas se alguém ouvisse poderia gerar uma grande fofoca. A guarda-costas não conseguia esconder o que sentia, pelo menos para os amigos. O comandante ouvia a conversa, ele lança um olhar de desaprovação para Chui e Ray e diz:

    - Cuidado com o que falam - Em seguida ele suspira e diz - Rhaenee, cuidado para não sair machucada disso. Casamento é algo muito sério na realeza, eles dão força ao reino. Se o príncipe não se casar com alguma influência, seria como ser inútil para a família Arkadia. Ainda assim, fico curioso, se fosse possível, seria capaz de prometer casamento ao príncipe mesmo sendo tão jovem? Não acha que poderia mudar de ideia? Na realeza não existe o que chamamos de "namoro".

    Depois de alguns minutos, várias pessoas entraram na sala, eram no total seis pessoas, uma mulher de rosto sério e cabelos negros e compridos (Esha), um homem de cabelos brancos com um tapa olho e olhos azuis (Nio Altugue), o outro também tinha cabelo acinzentado, mas o semblante era tranquilo (Awin). Um deles tinha uma cicatriz no rosto e uma expressão rude no olhar(Gummam). E outro estava com vestes simples e tinha cabelos negros e bagunçados, no seu pescoço havia uma cicatriz bem chamativa (Muranaka). Junto com eles veio a princesa. Bloo se encolheu ao lado de Rhaenee com medo dos estranhos. Nos primeiros trinta minutos da reunião, eles perguntaram a vocês tudo sobre a descoberta da cápsula, queriam todos os detalhes. Depois do longo interrogatório, começaram a dar as informações, Gumman, o que tinha cicatriz no rosto, falava com uma voz grave de tudo que sabiam. Nos monitores apareciam as imagens de Montalbán, um homem vestido completamente com uma armadura de metal:

    - Nossas informações são as seguintes, Montalbán possuía uma armadura, segundo as informações, essa armadura é um dos artefatos, e no total são três artefatos. A espada está com o evo Marin, e falta o terceiro artefato. Nossos espiões notaram que há um tipo de joia com Montalbán, acredita-se que esta deve ser a gema de Gaia, deve ser o que dá poder a ele de invocar as criaturas gigantes. É a nossa teoria.

    O homem era um general importante, seu nome é Logy Gumman, ele anda pela sala enquanto continua a falar:

    - Nosso plano é invadir o castelo de Arkadia durante o evento de nomeação real, sabemos que terá teatro e outras festividades. Precisamos enviar um grupo disfarçado para se infiltrar na nomeação. Nós temos soldados que estarão mobilizados para atacar assim que for ordenado, por fora do castelo. Mas o objetivo é que esse grupo consiga acesso ao Montalbán para retirar deles esses artefatos. Quando ele não possuir mais os objetos, nosso exercito entrará e neutralizará a ameaça. Sei que é um missão quase suicida, mas acredito que é a forma mais rápida de tomarmos o poder, antes que ele encontre este lugar. Montalbán tem o apoio de vários nobres, e do planeta Duos. Em breve ele obrigará os outros planetas a se unirem também, então se há uma hora para agir é agora. Se demorarmos, a tendência é que o poder dele aumente. Com a espada, que é o primeiro poder, devemos conseguir atingir a armadura metálica dele. Porém devemos descobrir qual é o poder por trás da espada e como ativá-lo.

    O general se vira para o evo e diz:

    - Vamos precisar analisar esta arma, vai ter que ficar sem ela por algumas horas. Uma das pessoas que estiver nesse grupo "suicida" terá a responsabilidade de portar essa espada e ele deverá aprender como usá-la adequadamente até este dia. A nomeação real é daqui a cinco dias, temos que agir rápido.

    Outro do que estava na reunião, e que tinha um tapa olho, também começou a falar:

    - Também não podemos ignorar a descoberta do extraterrestre, é uma coisa magnifica. Jamais encontramos seres inteligentes de outro planeta antes na história da galáxia! Será que ele não sabe como os alienígenas foram derrotados? Ele pode ter repostas que ajudarão em nossos objetivos! Ele pode ser o último de sua espécie, ou pode haver mais dele em algum lugar. E se tiver, como foram capazes de criar esses artefatos? Que chance teríamos se eles declarassem guerra a nossa galáxia? Precisamos estudar o alienígena, descobrir suas fraquezas e tirar as respostas dele. O doutor Mussemburg ficará fascinado com esse extraterrestre, é melhor levarmos ele o quanto antes.

    A princesa ouvia tudo em silêncio como se analisasse os diferentes pontos de vistas. Rosso lançou um olhar preocupado para o grupo. O outro militar também se pronunciou, ele se chamava tenente Awin:

    - Muito bem, temos aqui um grupo bem heterogêneo, um caçador, uma guarda-costas e um evo que foi criado há anos atrás. Antes de continuarmos, devemos saber se eles estão dispostos a colaborarem, se não estiverem, terão que ficar aqui até recuperarmos Primus. As informações que eles tem não podem vazar. Mas não se preocupem, não serão prisioneiros, apenas terão que ficar aqui. A princesa confia em vocês, então gostaria de ouvir o que vocês tem a dizer sobre tudo isso, irão nos apoiar? Vão dar suas vidas por Primus e pela galáxia?

    Enquanto o rapaz perguntava isso, o homem mal vestido se aproximou de Bloo e abaixou para ficar na altura do alienígena, ele parecia fascinado com o pequeno azul. Mas Bloo se escondia cada vez mais atrás de Ray.

    - Sou Muranaka, é um prazer conhecer um membro inteligente de outra espécie. Será que sua família não está armando junto de Montalbán? Havia criaturas gigantes assim em seu planeta? Você é por acaso um pequeno maldito espião? Vamos ter que fazer alguns exames em você, não vai demorar. Vou levá-lo agora para ganhar tempo, vamos.

    Bloo não responde, apenas olhava com medo até que Muranaka o puxa pelo bracinho para seguir com ele. Bloo fica assustado e tenta tirar o bracinho da mão grande daquele homem enquanto grita por Ray:

    - Ray... Não... Me solta... Ray, Ray! 




    OFF: Ajuda extra no spoiler:

    Spoiler:


    Muranaka

    Gumam 

    Awin

    Nio

    Esha



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    Re: Capítulo 5 - Soldados de Rosso

    Mensagem por Luxi em Seg Jul 31, 2017 9:01 pm

    - Quem falou em casamento? E eu não confirmei nada. Eu só estava... pensando aqui sozinha. - suspirou. - Eu sei de tudo isso...

    Ficou indignada com o homem de Nio falando de Bloo como um objeto interessante. Ela apertou a mãozinha do alienígena e olhou feio para Rosso. Se eles achavam que iam sair por aí analisando Bloo sem que ela soubesse quem faria o quê com ele, estavam muito enganados! Querendo ou não, era só uma criança.

    - Pode parar. - ela levantou-se e deu um tapa na mão de Muranaka. - Bloo não vai a lugar algum sem mim. Essa é a condição para fazerem uma "análise" nele. Ele vai colaborar melhor se eu estiver por perto. Pode parecer só um alienígena para vocês, mas ele é uma criança e fica assustado com pessoas estranhas. Peço que respeitem isso.

    Virou-se então para Awin, com uma saudação militar.

    - Tenente Awin, tem a minha palavra de que servirei a princesa até o fim, como tenho feito com a família real desde que ganhei este cargo. Estou disposta a dar a minha vida para retomarmos Primus.
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    Re: Capítulo 5 - Soldados de Rosso

    Mensagem por Pallando em Ter Ago 01, 2017 4:52 pm

    Enquanto os outros não chegavam, Marin continuou ouvindo a conversa do grupo sem fazer comentários. Finalmente a relação de Ray e Gail começava a ficar mais clara aos olhos do evo, e por isso não entendeu muito bem o fato de Rosso tê-los repreendido por conversar sobre isso. Não sabia que casamento era uma espécie de "negócio" para os nobres. Havia ouvido e não dito nada, afinal estaria falando sobre o que não sabia, e abandonou a postura relaxada assim que as outras pessoas começaram a chegar na sala.

    Eram cinco pessoas e a própria princesa que chegavam. Marin respondeu às perguntas com a mesma objetividade de sempre, sem se estender muito, e ouviu com muita atenção ao plano que fora apresentado. Não escondeu seu desagrado com a ideia de deixar a espada com aquelas pessoas, embora parecesse muito seguro confiar nelas, mas não se viu em condições de se negar a entrega-la. Em sua opinião, a espada pertencia à família Arkadia de qualquer maneira. Apenas distanciaria-se do artefato se fosse para deixa-los nas mãos da família de Annelise... e isso só depois que Montalban estivesse morto.

    - Okay.- Respondeu pegando a espada colocando sobre uma das mesas, mas estava claramente um pouco incomodado com a situação.

    Perguntava-se o que "adequadamente" significava. Isso por que torcia para que significasse apenas o manejo, pois se isso também incluísse saber usar as possíveis habilidades daquele artefato, o evo teria problemas. Talvez tivesse alguma vantagem para aprender como usar tais habilidades por ter empunhado a espada durante tanto tempo, mas isso ainda poderia colocar em risco sua função como portador da arma.

    Ainda pensando a respeito da espada, Marin não pôde ignorar o rumo que a conversa sobre Bloo estava tomando. Ficou extremamente surpreso por vê-los falar do alien como se fosse um animal qualquer, e a falta de objeção por parte da princesa e dos outros desconhecidos o irritou bastante. Por isso ficou feliz quando viu Ray colocar-se a frente do tal Muranaka daquela maneira.

    - Vou apoia-los...- E obviamente não era por Primus que daria a vida. Não se importava muito com o destino que pessoas desconhecidas levariam, mesmo que fossem tantas. Estava disposto a arriscar a vida para que seu pequeno grupo de amigos tivesse apoio e também para eliminar Montalban, mas para isso precisaria de um favor.- Mas vou precisar de uma prótese nova.



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    Re: Capítulo 5 - Soldados de Rosso

    Mensagem por Tsumai em Qua Ago 02, 2017 9:55 pm

    Chui solta uma risada da reação de Ray, e as falas de Rosso apenas confirmavam o que tinha acontecido. Tinha falado baixo, portanto não teria alertado mais ninguém além do grupo. Queria então ter dito algumas palavras de conforto e perseverança para Rhaenee, mas nem foi possível: um bando de gente de aspecto importante (dentre elas a princesa) entrou no aposento, e às pressas Chui tomou posição de respeito, como já havia feito. Passou a prestar atenção em cada palavra do que diziam, e logo foi ficando cada vez mais sério à medida que o plano e as informações eram dadas.

    Pela primeira vez, Chui sentiu o peso real da ameaça que estavam enfrentando. Estar tão próximo do exército, ouvir de um general de aparência vigorosa e importante sobre Montalban e seus objetos fez com que o perigo fosse bem maior do que Chui imaginara - e de fato era. Para piorar, o plano que falavam parecia impossível de ser concluído com sucesso, quem diria com vida. Invadir o castelo? Esquadrão suicida? Como assim? A imagem de Ashanti entrou em sua mente e percebeu que perder a vida em uma causa grandiosa como essa poderia apenas trazer dor para aquela que já sofreu demais.

    Chui desviou sua atenção para os amigos enquanto ainda escutava o general falar. Ver os rostos de pessoas que lutaram junto dele nas batalhas que enfrentaram pelo caminho o tranquilizava. Ray tinha um grande problema em relação a Gail, que agora estava distante e talvez não conseguisse ficar juntos. Marin descobrira que no passado fracassara indiretamente na tarefa que lhe fora incumbida, e vivia como um sem memória. O próprio Gail, que tinha de ficar preso, como um condenado, simplesmente por nascer na realeza, além de não ter talvez a chance de viver com Rhaenee... todos tinham seus problemas, seus apertos, as dificuldades que o levaram até ali. Não poderia simplesmente ter medo. Viveu muitas coisas ao lado deles, e, por mais que Ashanti brigasse e chorasse com ele sobre sua decisão de ajudar Primus, ele bem sabia que ela faria o mesmo se recusasse. Chui não era um covarde.

    Decidiu que iria sim lutar por Primus. Talvez não necessariamente pelo planeta ou pela realeza - por mais que gostasse da princesa. Mas sim por Gail, Ray, Marin, Rosso e até mesmo o pequeno Bloo, que agora queriam tirar das mãos de Rhaenee como se fosse um objeto de tecnologia avançada.

    - Rhaenee está certa. Ele é mais tranquilo quando está com ela, e tenho certeza de que ela não vai deixar que façam nada que possa prejudicar o Bloo. Sim, ele tem nome, é uma pessoa, será que podem parar de tratar como se fossem um experimento novo?

    Chui fuzilou o "doutor" Muranaka com o olhar. Assim como aqueles que achavam o mesmo. Seu nível de confiança nos militares baixou um bocado depois disso. Por que todos deviam ser tão frios? Estavam mesmo dispostos a salvar Primus desse jeito? Ou queriam apenas salvar seus cargos no exército? Talvez fosse exagero pensar dessa forma, e talvez fosse essa raiva aflorando, mas não gostava desse jeito frio dos militares. Sempre via algo que não concordava no exército. Talvez Rosso estivesse errado ao pensar que poderia ser um bom militar.

    - De qualquer forma, apoiarei... Primus. Podem contar comigo.

    Chui ficou sério e trocava olhares entre Bloo e Rhaenee e dela para Rosso. Não tinha autoridade para exigir anda, mas queria que o comandante pudesse ao menos garantir que não iriam ferir o alien.
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    Re: Capítulo 5 - Soldados de Rosso

    Mensagem por Gakky em Qui Ago 03, 2017 9:06 pm

    A reunião estava tensa, as pessoas ali falavam de uma missão suicida. Também queriam a espada de Marin para investigarem o poder por trás dela. Mas o que incomodou mais o grupo, foi o modo como trataram Bloo. Apesar de tudo, Chui, Ray e Marin concordaram em apoiar a missão. Entretanto, quando Rhaenee bate na mão de Muranaka, todos os olhares se focam nela. A princesa assistia a tudo em silêncio. Muranaka ficou surpreso com o gesto e mal acreditava que uma garota como Ray estava fazendo isso. Chui completou o gesto falando algumas palavras. Bloo voltou para as pernas de Rhaenee a agarrou com força e começou a chorar. Muranaka não entendia o que estava acontecendo e disse:

    - Quem você acha que é? Se é uma ordem levar esse alien, ele será levado com ou sem você. Ele é importante agora para recuperarmos Primus, é um assunto que também envolve toda a segurança da galaxia. Essa criança não te pertence, guarda-costas.

    - Basta - Interrompeu a princesa - Muranaka, fui eu que dei essa permissão a Rhaenee, ordenei que ela cuidasse bem do Bloo. Com sorte poderemos ter uma aliança com os alienígenas, se eles estiverem vivos. Então é uma ordem que Rhaenee acompanhe a criança, é importante que Bloo esteja bem. Se ele sofrer, as chances de sofrermos um ataque serão muito maiores.

    Com as palavras da princesa, os outros não tiveram outra opção a não ser entender a ordem. O comandante Rosso lançou um olhar ao seu grupo e suspirou aliviado, em seguida falou com sua postura típica de militar:

    - Quero sugerir que a pessoa que portará a espada seja Marin, creio que ele é o melhor para desvendar o poder por trás desse artefato. Também sei que já devem ter decidido quem participará desse grupo suicida, podem nos falar quem será?

    Awin sorriu de uma forma doce quando ouviu as palavras de Rosso. Ele responde com tranquilidade:

    - Comandante Rosso, estudamos na mesma classe, lembra? Sempre foi muito perspicaz. Iremos avaliar sua sugestão. O grupo que escolhemos para fazer parte da missão suicida, é feito de pessoas que possuem a confiança da princesa regente. Outro motivo para os escolhermos, foi pensar em grupo que não parecesse militar, por isso queremos que Chui, Marin e Rhaene, estejam nesse grupo que irá se infiltrar no dia da nomeação. Comandante, o senhor também estará perto, embora seja militar, pois duvido que vai largar suas crianças. Iremos providenciar disfarces para vocês, serão apresentados como um grupo de teatro. Assim conseguirão entrar sem grandes problemas.

    - Desculpem se isso parece muito arriscado - Complementou a princesa- Mas eu já tive provas o suficiente do carácter desse grupo, e por serem heterogêneos, serão perfeitos para a missão. Eu confio que vão conseguir, sinto que é o destino deles. E é claro que depois que recuperarmos Primus, serão muito bem recompensados! Primus terá uma dívida eterna com todos eles. Concederei títulos para Chui, Ray e Marin. Além de uma boa quantia em dinheiro e benefícios por toda vida. Também estarei ouvindo os pedidos deles e prometo ajudá-los a realizarem seus objetivos de vida.

    A princesa lança um olhar ao grupo, estava com o olhar determinado e um sorriso tranquilo. Os outros da sala aceitam as ordens da princesa, a reunião havia se encerrado. Adelaine é a primeira a se retirar, em seguida foi Gumman. Quando Esha passa perto de vocês, ela diz:

    - É honra conhecê-los. Ouvi falar principalmente de Rhaenee - Disse a jovem, ela tinha um olhar sério e frio - Ouvi dizer que era guarda-costas por se aproveitar da amizade com o príncipe, nem todos veem isso com bons olhos, é preciso ter coragem. Mas agora posso compreender que deve ter algo especial em você, pois tem até a confiança da princesa. Soube que salvou o príncipe de um sequestro, bom saber que a amiga do príncipe tem realmente habilidades. Eu não deveria ter duvidado do julgamento da família Arkadia, me perdoe.

    Depois ela saiu com o mesmo rosto apático de sempre. Nio passou por vocês e lançou um olhar demorado em Bloo, parecia fascinado ao vê-lo como se fosse um tipo de experimento novo, não deixou de olhar também para o evo. Por fim, vieram Awin e Muranaka juntos, eles param perto do grupo. Awin se abaixa para ver Bloo de perto e diz:

    - Então você é o Bloo? Uma criança alienígena. Você gosta mesmo dela não é? Eu sou o tenente Awin.  

    Embora Awin tentava ser amigável, Bloo continuava com medo e se escondia atrás das pernas de Rhaenee. Muranaka esperava levar o extraterrestre agora para a análise. Por isso diz logo a Rhaenee:

    - Bem, já que é tutora dele, me acompanhe até o laboratório. Os outros devem seguir o tenente, ele irá mostrar os seus novos alojamentos.

    O comandante Rosso vai até vocês, ele não parecia feliz quando falou:

    - Não vou poder seguir com vocês, mas nos veremos durantes as refeições, que serão realizadas nos refeitórios. Estarei cuidando das estratégias de nossa missão. Qualquer coisa, podem se comunicar comigo através do Gudam.

    Com a reunião encerrada, Chui e Marin são levados por corredores frios até o alojamento, era um cômodo único, nas paredes havia quatro camas embutidas, era apertado e seriam para eles dormirem juntos, provavelmente com Rhaenee também. A espada de Marin é levada para a análise, A guarda-costas acompanhou Bloo nos exames, ela precisou ser muito paciente para fazer ele colaborar. Alguns exames eram mais fáceis, porém o último exigia que uma agulha espetasse o bracinho de Bloo. Ele sai chorando do exame e acompanha Rhaenee até o alojamento, onde estava Chui e Marin. Aparentemente, ela deveria dormir juntos com os rapazes dessa vez.

    - Homem ruim... Homem ruim... - Choramingava Bloo por causa do exame de sangue ainda.

    Camas do Alojamento:




    OFF: Ajuda no spoiler, vocês estão todos no alojamento.

    Spoiler:


    Muranaka

    Gumam 

    Awin

    Nio

    Esha

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    Re: Capítulo 5 - Soldados de Rosso

    Mensagem por Luxi em Sex Ago 04, 2017 2:36 pm

    Rhaenee não se intimidou com a atitude de Muranaka e continuo o encarando. Sempre tinha sido uma garota insolente com aquelas pessoas de Arkadia, motivo pelo qual tinha conquistado a amizade do príncipe, para começar, e não seria agora que abaixaria a cabeça para alguém que tratava outro ser vivo como um objeto. Ainda mais quando todos estavam refugiados, bem longe de terem a moral de ostentar cargos. Quando abriu a boca para responder, a princesa interferiu. O que era ótimo, porque ela não estava disposta a ser educada. Em vez disso, apertou os olhos, irritada e o observou até que se afastasse de Bloo.

    - Está tudo bem... - abaixou-se para fazer carinho em sua cabeça.

    O grupo elitista queria jogar os desajustados para morrer na missão . Que grande surpresa! Só que não...
    Apostava que estavam fazendo isso por não quererem correr o risco e terem baixas menores, se fosse o caso, mesmo que a princesa falasse o contrário, não confiava mesmo em nobres e sua trupe (mas era ela que se vestiria como grupo de teatro). Se não fosse pela mãe em Primus e Gail, principalmente, não sabia se estaria nessa missão agora. A princesa falava em recompensa, mas... o que ela queria não estaria em negociação, tinha certeza. Sorriu de canto. Conquistaria a mão de sua "donzela" como prêmio de vitória? Duvidava bastante, mas também não queria pensar que gastaria uma recompensa por causa de um desejo egoísta. Era melhor pensar bem.

    Então aquela moça chamada Esha veio trocar palavras que ela não sabia se classificava como um ataque indireto ou simplesmente um tipo de pedido de desculpas, ou tudo junto. Era uma pessoa estranha, que não demonstrava muito o que pensava. Na dúvida, acabou gerando antipatia tremenda por ela e cruzou os braços, esperando que ela terminasse de falar.

    - Está tudo bem. Eu não comecei nisso para ter aprovação de ninguém, apenas para conseguir proteger o príncipe. - tentou falar de forma neutra, mas ela não era o tipo que conseguia essa proeza.

    Novamente veio Muranaka, e seu amigo urubu novo. Ela cruzou os braços e abriu as pernas, criando um tipo de barreira física entre eles e o pequeno alien, só relaxando um pouco quando notou que Awin não era tão insensível como seu amigo.

    - Vamos lá, Bloo. Eu vou ficar com você o tempo todo. Não vou deixar que te machuquem. Se estiver incomodado, me avise. - sorriu para ele, praticamente outra pessoa.

    Despediu-se de seu grupo, seguindo para a tarefa de tutora do pequeno. Lá perguntou o que era cada um dos procedimentos e segurou a mãozinha dele na hora de tirar sangue. Fez caretas, brincou de fazer trava-linguas desafiando a repetir, para se distrair, e até procurou alguma coisa lúdica (como uma gaze) para dar para o pequeno brincar durante os procedimentos.

    - Muito bem! Você foi bem forte. Esse último machuca em todo mundo, não foi de propósito, está bem? - sorriu para ele. - Mas nunca chegue perto desses homens sozinho. Certo? Sempre peça para me chamar. Sempre fique a pelo menos uma distância assim ó - abriu os braços - - Caso contrário, corra! E venha me buscar - aconselhou, com receito do que um cara esquisito como Muranaka podia querer fazer.

    Ao chegar no quarto, estava cansada a ponto de apenas ir se sentar na cama antes de falar qualquer coisa. Não se importou em dormir com eles. Seus acessos de nervosismo estavam quando Gail ficava por perto. Agora, sabe-se lá o que estaria fazendo.... suspirou.

    - Então nós seremos as cobaias. Se algo der errado, eu aposto que vão tentar nos jogar de iscas primeiro. Já detesto todos eles. Não sei como o comandante tem paciência para lidar com essa gente!
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    Re: Capítulo 5 - Soldados de Rosso

    Mensagem por Pallando em Sex Ago 04, 2017 11:07 pm

    Marin apenas calou-se diante da situação com o atrevido Muranaka. Felizmente a princesa havia se posicionado em defesa de Ray, que permanecera firme contra o homem que queria levar o pequeno alien sem mais nem menos. As coisas poderiam ter ficado bem tensas naquela sala se não fosse tal intervenção vinda da irmã de Gail, pois Ray com certeza não recuaria naquela situação. E nem deveria. No fim, o evo até lamentou não ter demonstrado que reprovava completamente a maneira com que alguns haviam se referido ao Bloo. Estava mais focado nos detalhes sobre o plano e sobre o "grupo suicida", mas não foi nenhuma surpresa descobrir quais eram os integrantes desse grupo.

    Baseado no que havia acabado de ouvir, Marin estava certo de que as chances de Gail ser liberado para acompanhar o grupo haviam diminuído drasticamente. Sentia pena do príncipe e finalmente começava a entender um pouco sobre as razões daquela "rebeldia" dele.

    Toda a parte do discurso que dizia respeito à recompensa foi um pouco deixada de lado pelo evo. Não valeria pensar a respeito agora e além disso não tinha ideia do que faria com sua vida se houvesse um depois daquela missão. Com isso bem resolvido, as pessoas começavam a se retirarem da sala de reuniões, e foi quando outra pessoa se dirigiu ao grupo da Seleucia. Parecia ser uma jovem bem séria e também foi direta com suas palavras, mas apenas isso. Esha logo saiu da sala depois de falar com Ray, que pareceu não ter gostado muito da outra militar. De todos, apenas aquele chamado Awin havia sido gentil.

    Ao fim da reunião o evo deixou que levassem a espada, embora isso o que incomodasse mais do que gostaria, e não se preocupou ao ver Bloo seguindo para os exames, porque Ray estava com ele e as ordens da princesa haviam sido bem claras. Depois foi guiado junto de Chui para o alojamento, que era mais apertado e menos "acolhedor" do que Marin esperava. Nada com que não pudesse se acostumar, apesar de tudo.

    - Quanto tempo será que vão levar com as analises?...- Perguntou meio fraco enquanto ainda observava o quarto. Seu medo de perder a espada chegava a ser infantil.

    Depois de conseguir se sentir um pouco mais a vontade com tudo que havia acontecido, Marin sentou-se em uma das camas e fingiu analisar o quarto enquanto pensava na caixinha de música que havia deixado na Seleucia. Em seguida voltou a se levantar e olhar discretamente nos corredores fora do alojamento, um pouco inquieto por não saber corretamente onde estavam os outros três membros do seu pequeno círculo de amigos. Sabia que estava entre aliados inquestionáveis, mas não sentia-se confortável com aquela gente que conhecera na sala de reuniões.

    Quando a guarda-costas e o pequeno Bloo retornaram, o evo aquietou-se novamente e sentou na cama que havia escolhido. Não ficou surpreso em ver o quão incomodada Ray se sentia com aquelas pessoas.

    - São pessoas estranhas... mas acho que confiaram em nós mais do que o esperado. Estarão perdidos se nós falharmos.
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    Re: Capítulo 5 - Soldados de Rosso

    Mensagem por Tsumai em Dom Ago 06, 2017 5:47 am

    Chui, apesar de concordar com Rhaenee sobre o Bloo, estava surpreso com a valentia da garota perante a elite de Primus. Sempre a via tão obediente e correta na frente do príncipe, de Rosso e da Princesa, que não imaginava que ela teria coragem de enfrentar essas pessoas. Mas, que bom que o fez, pois até mesmo Adeline ficou do lado dela. Chui sorriu, pelo menos sabia que não fariam mal ao Bloo.

    As negociações sobre a missão e seus detalhes iniciais continuavam. Awin parecia ao menos ser gentil, mas Chui não queria gerar expectativas sobre isso, pois exceto por Ray e Rosso, nenhum militar conseguiu seu afeto. O comandante sugeriu que Marin usasse a espada, o que parecia lógico, até mesmo porque precisariam de toda ajuda possível, já que seguiriam para uma missão suicida. Pelo menos teriam uma recompensa se conseguissem, e Chui não tinha dúvidas do que pediria, e esperava conseguir - e se esforçaria bastante para isso - pois gostaria de poder ajudar Ashanti e seu planeta. Afinal, Locus ainda não virara contra Primus, e quem sabe fosse um argumento para que auxiliassem o planeta, que sofria com a desigualdade de riquezas.

    E mais militares demonstravam sua falta de tato e sensibilidade. A tal Esha parecia falar como se fosse surpresa as capacidades da Ray a levaram a seu cargo, e não sua afinidade com o príncipe. Chui já estava de saco cheio daquele lugar, o que era preocupante pois não tinham passado muitos minutos ali e tinha certeza que teriam que conviver mais. O caçador se mantinham calado, pois desde o momento em que vira o Rei até agora, seu desejo rebelde de dar boas respostas estava ansioso para se mostrar, o que poderia causar muitos problemas. Deixou que Ray cuidasse disso.

    Por fim puderam ir até os aposentos. Dessa vez ficariam todos juntos. Chui sentou-se em uma cama que tomou para si e ficou pensativo. Passou a limpar e remontar seu rifle para desentupir canos, firmar junções e ajustar a mira.

    - Era esperado que fizessem isso. Somos os estranhos aqui, não é? - argumentou Chui diante das palavras de Marin e Ray, finalmente abrindo a boca de novo. - Nós somos os "heróis descartáveis". Mas digo uma coisa, é bom ficarmos atentos. Ninguém aqui parece se importar com os outros, com exceção da princesa. Tenho receio de aprontarem alguma.

    Chui engatilhou o rifle e o deixou de lado. Aquele ambiente ali não o fazia sentir-se confortável, mas não era pela cama dura ou sensação claustrofóbica. Cada vez menos gostava da ideia de militar.
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    Re: Capítulo 5 - Soldados de Rosso

    Mensagem por Gakky em Dom Ago 06, 2017 10:01 pm

    O grupo voltou a se reunir no alojamento, Bloo chorava e Rhaenee ocupou-se em consolar ele. O alien ouviu atento as recomendações de sua "mãe" e balançou a cabeça para dizer que tinha entendido. Em seguida se ocupou em conhecer o quarto, mexendo em tudo que via na frente, apagando e desligando a luz e coisas assim. O próximo dia estava tedioso, não havia nada para fazerem, além de saírem do alojamento pra comer no refeitório. Bloo já começava a ficar agitado por não ter com o que brincar ou por onde correr. Até que durante a tarde do segundo dia, Awin bateu na porta do alojamento de vocês e disse:

    - A sugestão de Marin portar a espada foi aceita. Por isso ele deve ir agora para um treinamento, vocês devem ir juntos, pois vão treinar a apresentação de teatro que farão durante a nomeação e até mesmo devem aprender as estratégias que iremos usar, assim como os personagens que vão representar.

    Awin os guia pelos corredores até um compartimento mais amplo, nele estava alguns militares e o general Gumman também. No canto direito havia várias caixas, algumas abertas mostravam o conteúdo que se tratava de roupas de teatro. Esha se aproximou do grupo e disse:

    - Rhaenee e Chui venham comigo, estou responsável por treinar vocês para o teatro - Ela entregou um data pad para o caçador e outro para a guarda-costas - Nesses datapads estão as falas de vocês. Venham.

    Enquanto Rhaenee e Chui acompanham Esha, Marin é guiado por Awin até Gumam. Quando Ray e Chui chegam perto das caixas de teatro, Esha começa a pegar peças de roupas e a colocar em cima de vocês. Bloo os acompanhava curioso e logo foi para uma das caixas mexer nos figurinos.

    - Rhaenee, seu papel na peça vai ser de uma princesa em perigo. - Explicou Esha - Seu nome artístico será Katla Larchika, terá cabelos loiros e sempre sonhou em ser artista do circo. Nasceu em um orfanato, quando ele se incendiou, você se juntou a um grupo circense. Com o tempo foi tendo contatos até chegar ao teatro e se tornar uma das melhores artistas de Primus.

    Esha se virou para Chui e explicou:

    - Seu nome será Logy Malier, por causa da vida precária em Locus e do seu desejo em conhecer o mundo, acabou se juntando a caravanas de saltimbancos, com o tempo chegou em Primus e se tornou um ator revelação. Maiores detalhes estarão escrito no datapad. Seu papel da peça será do bandido que rapta a princesa.

    A garota olha para os dois de uma vez e diz:

    - Foi o novo "Rei" que escolheu essa peça pare ser encenada, basicamente é uma princesa que deve conhecer seu príncipe prometido, até que um bandido rapta a princesa. O príncipe vai atrás do bandido, haverá uma luta perigosa, no fim, o bandido matará o príncipe e a princesa. Marin vai ser o príncipe, ele também tem uma segunda identidade. Depois darei para ele. No datapad estão todas as informações de suas famílias falsas e falas da peça teatral. Agora por favor, podem usar o vestiário a esquerda para se trocarem.

    Rhaenee percebe que teria que vestir um vestido rosa cheio de frescuras e babados, já Chui tinha uma roupa menos empolgante, era toda preta e com uma máscara que tinha o rosto de um monstro. Por que as pessoas sempre achavam que o povo de Locus era bandido? Bloo continuava a mexer nos figurinos bem animado. Do outro lado da sala, Marin era levado para Guman, que ao ver o evo disse:

    - Marin, não é? - O general com cicatriz entregou a espada de volta ao evo e continuou - Vamos ver se você consegue desvendar algo dessa arma. Em nossas análises, não tivemos resultados interessantes, apenas que há uma grande energia contida nessa arma. Pode manusear a arma, só tome cuidado para não atingir ninguém. Vamos para o compartimento ao lado, há um alvo falso que você poderá usar. É importante que consiga descobrir o poder por trás dessa arma.

    Marin é guiado por Gumam para entrar em outro compartimento, este também era amplo e vazio, exceto pelos alvos falsos, que eram na forma de figuras humanas. Gumam fez sinal para que Marin começasse os testes. O evo deveria descobrir como invocar o poder oculto da espada, que também era um artefato. (Marin role CD8 Vontade e Inteligencia CD 8).
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    Re: Capítulo 5 - Soldados de Rosso

    Mensagem por Tsumai em Seg Ago 07, 2017 10:23 pm

    Chui ficou pensativo em suas chances de conseguir realmente ajudar. Ainda não confiava que receberiam a ajuda necessária caso fosse preciso, mas tinha que tentar, ao menos pelos seus amigos e por Ashanti. Além do mais, tinha fé que Adeline não deixaria de auxiliá-los, sendo uma pessoa tão correta como era.

    - Espero que tudo fique bem. - comentou Chui para os amigos.

    O dia passou, e Bloo se aproveitava do tempo livre que tinha para vasculhar o ambiente e encontrar uma forma de gastar toda sua energia acumulada. Apagava luzes e tudo mais, mas era bom vê-lo assim pois de certa forma trazia um pouco de descontração para o ambiente. Chui também entrava na brincadeira para brincar com o garoto e manter controlada a ansiedade que crescia sempre que se lembrava da missão suicida. Mas foi impossível evitar isso quando Awin apareceu na tarde seguinte, trazendo informações sobre Marin usar a espada, o que seria algo bom. O rapaz também os levou até Esha, onde aprenderia sobre a função que teriam no teatro.

    A mulher entregou a ele e Ray (Marin tinha ido treinar com a espada) um datapad para cada um, com uma explicação.

    - Falas? Como assim falas? Vamos ter mesmo que atuar? Você tá brincando, né? - Chui questionou com os olhos preocupados. Não fazia ideia de como atuaria com falas próprias. Uma coisa era improviso e bancar uma história que ele inventara, outra era seguir um roteiro. Isso era preocupante...

    A medida que Esha explicava sobre o papel deles e a falsa história de vida de cada um, duas coisas tomavam a mente de Chui: uma, que realmente teriam que atuar na história, o que lhe dava calafrios; e duas, que até mesmo aqui o preconceito de que o rapaz de Locus deveria ser o bandido aparecia, demonstrando que não eram tantas as pessoas que entendiam a situação. Mas, acabou por relevar, para evitar maiores problemas, mesmo que seu desejo era começar a debater o assunto. Só que não convinha no momento.

    A peça era bem trágica, e era uma representação clara dos fascínios de Montalban, onde o "vilão" e o vencedor. Chui procurou não se preocupar com isso, e apenas foi ver seu figurino. Não era muito pomposo, mas a máscara parecia legal. Depois de experimentar, sentou-se e passou a olhar o datapad, procurando suas falas.

    - Nossa... é muita coisa. Acha que vamos dar conta, R... - Chui não terminou de falar pois quando olhou para a amiga começou a rir. Era muito bizarro ver Rhaenee, uma militar eficiente e firme usar tantos adereços frescos e babados. Não conseguiu falar muita coisa depois disso, apenas rir e procurar uma maneira de não gargalhar em cima do palco.
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    Re: Capítulo 5 - Soldados de Rosso

    Mensagem por Luxi em Ter Ago 08, 2017 1:50 pm

    Marin era simples e via as coisas com menos raiva do que ela, como sempre. Já Chui tinha um pensamento mais parecido com o seu.

    - Eu concordo. Tenho receio de que parte do plano não estão nos contando. De qualquer forma, precisamos tomar muito cuidado. Não conhecemos essas pessoas.

    Ela até deixou que Bloo se distraísse um pouco no quarto, exceto quando ele fazia coisas que podiam incomodar muito o grupo, tentando explicar a ele sobre o funcionamento das coisas, para educá-lo.

    Dormiu, um pouco preocupada com o príncipe. Estaria mesmo em segurança agora? Ao menos, não seria metido em perigo. Com certeza acabaria brigando com os militares dizendo algo sem pensar e arrumaria problemas para a princesa também.

    - Treinar a apresentação? - olhou Chui, abismada. Não tinha intenção nenhuma de ser atriz. Que tipo de plano idiota era esse? Fez questão de manter Bloo perto de si enquanto caminhavam. Pegou o datapad das mãos de Esha e mais uma vez trocou olhares com o caçador. Não estava gostando nada disso.

    - E como é que eu vou fingir que sou uma boa artista? - resmungou, vendo aquele monte de roupa ser colocada em suas mãos. - Como é mesmo meu nome? Katia.... Katla? Bloo, cuidado com essas coisas. Serão usadas na peça. - Olhou para Chui de novo, achando aquela história horrorosa e trágica, mas o que podiam fazer?

    Foi trocar de roupa e enrolou aos montes para sair do vestiário. Estava parecendo... qualquer coisa menos ela.

    - Não.ria. - comentou extremamente corada e apontando para ele, irritada. - Eu não posso ser o bandido? - resmungou de novo - Nunca pensei que vestiria essas coisas.... Isso é horrível de se movimentar! - Ela pegou o datapad. - Estou preocupada. Como vou fazer para decorar isso?
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    Re: Capítulo 5 - Soldados de Rosso

    Mensagem por Pallando em Ter Ago 08, 2017 7:29 pm

    O tempo se passou sem que houvesse muito para o grupo fazer além de esperar o contato dos outros. Marin apenas conseguiu passar tanto tempo dentro do quarto por que conseguia ocupar-se observando as travessuras do pequeno alien e as interações dele com Chui e Ray, mas só observou até o fim. Preferia só tentar educar ou ensinar Bloo caso fosse realmente necessário, uma vez que não se julgava muito bom nisso. O evo também estava ciente da preocupação e desconfiança de seus amigos para com toda aquela gente estranha, mas não partilhava tanto desses sentimentos. Talvez por ingenuidade.

    Não confiava completamente naqueles que planejaram a missão suicida, mas ao seu ver, o fato de estarem dispostos a conceder o artefato/espada ao grupo mostrava o quanto estavam desesperados. E realmente deveriam estar. A nomeação real provavelmente seria a última grande chance de derrubar o falso rei e eram poucas as maneiras de se infiltrar em uma cerimônia assim, logo entendia o porquê de não haver uma maneira fácil de se fazer isso. Só estaria preocupado se a espada não tivesse sido confiada ao grupo, pois nesse caso estariam claramente sendo mandados para a morte como meras iscas.

    No dia seguinte Awin apareceu com uma noticia que Marin considerava boa, afinal poderia guardar a espada consigo durante a missão. Se a perdesse, só poderia culpar a si mesmo. Em seguida o grupo foi guiado pelos corredores até um local mais amplo onde haviam vários militares, e foi então que o evo foi guiado até o general Gumman. Marin o seguiu até a outra sala com os alvos falsos e prestou bastante atenção ao que ele dizia sobre a quantidade de energia contida no artefato.

    Marin parou não muito distante dos alvos e fingiu observa-los. Olhou para os lados e depois analisou a espada em sua mão como se tentasse enxergar nela alguma coisa que pudesse ter passado despercebido nas outras tantas vezes em que a empunhara. Era estranho para o evo saber que aquela arma, a mesma que havia usado várias e várias vezes, tinha alguma habilidade oculta. Talvez sua única pista possível fosse Montalban, que com certeza sabia usa-la. E o evo já o havia visto empunhando a espada, porém não se lembrava de muito a respeito.

    O evo buscaria em sua memória, agora que tinha mais informações sobre seu passado e estava "em paz" com isso. Tentaria lembrar-se se Montalban havia usado as habilidades da espada em algum momento e basear-se nisso. Caso não obtivesse resultados, atacaria os alvos e contaria apenas com o instinto naquele primeiro momento.




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    Re: Capítulo 5 - Soldados de Rosso

    Mensagem por Gakky em Qui Ago 10, 2017 10:25 pm

    ---> Cena Teatro (Ray, Chui)

    Esha continuava com uma expressão séria, ela olha para Chui quando o vê preocupado e também para Rhaenee, depois os responde com o semblante frio de sempre:

    - Sim, vocês tem falas, e sim devem apresentar. Só assim poderão se infiltrar durante o evento. O primeiro ato será apresentado, depois que forem para o camarim trocar de roupa para a próxima cena, será o momento de atacar Montalbán. Não se preocupem em atuar, não errem as falas e tudo ficará bem, não dará tempo para um crítico avaliar se realmente atuam bem.

    Rhaenee e Chui trocaram de roupa, foi um momento um pouco engraçado, Rhaenee não parecia combinar com ela mesma, seu vestido cheio de babados e totalmente rosa, começa a incomodar, era difícil andar com tantas camadas de roupa.  O caçador não conseguia segurar o riso e Bloo ficou brincando na barra do seu vestido, ele queria arrangar os efeites florais.

    - Só decorem o primeiro o ato. E não, claro que você não pode ser o bandido. Quem mais seria a princesa? - Disse Esha olhando pra os dois e franzindo as sobrancelhas dessa vez - Você deve gostar mesmo se vestir como um garoto. Vamos começar, leiam o datapad e repitam as falas.

    Os dois amigos passam a tarde ensaiando e engasgando nas falas. Ray suava por debaixo de toda aquela roupa pesada, havia umas duas camadas de roupa em baixo do vestido. Era comum que roupas assim tivessem muitas peças, ela lembrava que Gail, mesmo sendo um rapaz, costumava usar normalmente umas três ou duas camisas no mínimo. Somente em Seleucia ela viu o príncipe se vestir com roupas mais simples, embora as roupas de Gail não tivessem detalhes exagerados demais como os dos outros nobres, ele sabia ser elegante e sutil, o que não era tão ruim. Já Chui não teve problema com a vestimenta.

    Os próximas dias passaram na mesma coisa, treinando falas, gestos, só ficou divertido quando Bloo sem querer rasgou o vestido de Ray, então ela pode ensaiar um dia sem aquilo. Mas logo no dia seguinte, lá estava seu vestido rosa remendado. Esha explicou que estavam costurando outro para o "grande dia". Também treinaram com Marin, que seria estranhamente o príncipe, embora ele não tivesse qualquer expressão artística. Infelizmente, Ray não teve contato com o príncipe nenhuma vez e nem sabia nada sobre ele. Ás vezes viam o comandando no refeitório e trocavam palavras sobre as estratégias do plano. O grupo teve uma agenda bem cheia durante os cinco dias, até mesmo com estratégias de guerra. Restava saber se realmente estavam preparados, logo chegou o dia da partida.(Ir para última cena)

    ---> Cena Espada (Marin)

    Marin entrou com Gumam na sala, primeiramente observou sua arma em busca de alguma coisa que não tinha percebido antes, algo mais vísivel. Porém não encontrou nada diferente do que costumava ver. Para o evo era estranho saber que aquela arma tinha uma habilidade oculta. Porém tinha que tentar, então empunhou a espada, buscou memórias em sua mente, e dessa vez conseguiu lembrar de algo. Era uma cena de quando Montalbán invadiu a nave e como ele lutava com a espada, esta parecia ter uma aura azulada quando o inimigo a usava, foi o que o evo se lembrou nesse momento. Finalmente ele havia conseguido pela primeira vez se recordar de alguma coisa.

    Com essa nova motivação de descobrir algo novo sobre si mesmo sem ajuda de outra coisa, Marin tentou usar o instinto para atacar os alvos. Nos primeiro não houve qualquer efeito diferente, porém no último alvo, Marin começou a sentir no peito estranhos e desconhecidos sentimentos, seria raiva? ódio? Era como se queimasse por dentro, a cena de Montalbán chegando na nave do passado, latejava como se estivesse na frente dos seus olhos, tudo ocorreu no mesmo momento em que segurava a espada, de repente um brilho azul como uma aura envolveu a espada do evo. Marin atacou o último alvo e este se partiu ao meio sem qualquer dificuldade, inclusive a parte metálica, onde havia o corte, parecia que o alvo havia sido queimado. Gumam ficou impressionado. Nos próximos dias, a fama do evo aumentou e todos já contavam com a participação de Marin no "grande dia". Porém o evo precisou dedicar também algumas horas do seu dia para treinar suas falas do teatro, seu nome falso seria Kohei Sidelet, e faria o papel de um príncipe. Seu figurino era pomposo e com mangas bem fofinhas, era bem exagerado quando comparado as roupas que Gail usava. Ele precisou decorar as falas e treinar o primeiro ato da peça com seus amigos Chui e Rhaenee.

    Logo os cinco dias passaram voando, Marin não parou nesse tempo para quase nada, era treino de espada e treino do teatro, além disso, havia reuniões estratégicas para o dia que vingariam Primus. Logo chegou o dia da partida. (Ir para última cena)

    ---> Partida (Todos)

    Marin, Chui e Rhaenee estavam na estação preparados para partir em Seleucia, que agora tinha uma nova pintura e um novo nome para disfarçar, o novo nome era: Empress. O comandante Rosso estava junto, era até nostálgico. Bloo deveria ficar no asteroide, Awin se encarregou de ficar com o pequeno alien que chorava inconsolável com a partida de sua mãe, tanto que correu para a perna de Rhaenee e grudou de lá chorando:

    - Ray... Ray...- Choramingou- Não me deixa, mãe...

    A princesa também estava lá para ver a partida de vocês, junto de Esha, Gumam, e outros generais. Rosso se aproximou de vocês e sorriu ao vê-los, em seguida disse:

    - Fico honrado em ir em missão com vocês. Não se preocupem, vamos sair vivos disso. Vocês são meus soldados, e eu não deixo meus soldados morrerem.

    Adelaine sorriu para o grupo logo que se aproximou, viu o alien chorando e sorriu com ternura e compaixão, mas não havia jeito, ele precisava ficar, não daria pra ele ir em uma missão suicida. O que o grupo não esperava era a próxima pessoa que surgiu na estação, era o Rei! Ele se aproximou devagar com o semblante rígido de sempre, todos ao redor fizeram a reverência, inclusive Rosso. O Rei lançou um olhar para o grupo e disse:

    - Soldados do comandante Rosso! Eu o Rei de Primus venho desejar sorte a missão de resgatar Primus. É de conhecimento meu que são soldados competentes e de notáveis realizações. O sacrifício que farão por nosso planeta não será esquecido e estará gravado na história. Hoje, Primus está na mão de todos os encarregados dessa missão. Com vocês e com os soldados que atacarão após a infiltração no palácio. O destino da galáxia depende de vocês. Tenham isso em mente quando estiverem em prática. Morrer para vocês, também significa fracasso para todos nós e irreparáveis perdas. A família Arkadia está contando com o esforço de vocês. Que a luz esteja convosco.

    Bloo ficou com mais medo quando o rei apareceu e continuou chorando, os outros não se metiam, nem Awin, talvez esperassem que Rhaenee tomasse alguma atitude quanto isso. Ela também não conseguia evitar de lembrar de Gail ao ver o pai dele ali.  O grupo de Rosso ficou encarregado de ir como um grupo de teatro, chegando em Primus encontrariam espiões da família Arkadia que os ajudariam a ir até o palácio como artistas. Na troca do primeiro ato, saíram pelo palácio a procura de Montalbán e o atacariam para tirar os artefatos, depois que conseguissem deveriam acionar um sinal em seus gudans, isso seria o sinal que as naves aliadas usariam para começar o ataque no Palácio. O problema seria conseguir os artefatos antes que Montalbán invocasse as criaturas gigantes. Na nave estava todo o figurino que iriam usar, todos recém costurados da melhor forma, também havia armamento escondido.
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    Re: Capítulo 5 - Soldados de Rosso

    Mensagem por Tsumai em Sex Ago 11, 2017 10:08 pm

    Chui conseguiu, com muito esforço, segurar o riso a pedido de Rhaenee. Foi uma tarefa e tanto, pois a garota estava absurdamente esquisita pelo simples fato de não combinar nenhum pouco com aqueles vestidos de várias camadas e enfeites espalhafatosos. Ajudou a se distrair disso com a preocupação de vivenciar um personagem - na verdade dois, pois teria que interpretar sua identidade falsa e também seu papel na peça maluca para Montalbán. Por sorte, ou quase isso, teriam apenas que decorar as falas do primeiro ato, porque pelo visto o ataque ocorreria no intervalo deste para o segundo.

    Com o treinamento para o teatro, a preocupação e nervosismo de não conseguir fazer bem feito, os dias se passaram rápido. Chui tentou convencer os generais a conversar com sua irmã, mas, como já era esperado por ele, não permitiram, por questões de segurança. Se contentou em sua função de ensaios e mais ensaios, com Marin e Ray, já que não tinha nem mais a foto holográfica de sua irmã, que agora pertencia ao Chacal. Dia sim dia não acabavam participando de alguma conversa sobre estratégia, mas nada muito além disso. Mesmo com os argumentos de que todos dependiam deles, Chui não confiava em praticamente ninguém ali, somente Rosso e a Princesa, e, no máximo, tinha um começo de simpatia por Awin.

    Quando o dia da partida chegou, o caçador estava bem nervoso. Mas, acalmou-se ao estar para embarcar na missão, pois sentia que já estavam nela e quando o garoto colocava "as mãos na massa", a adrenalina tomava o lugar do nervosismo. Sorriu ao ver Bloo choramingar por ver, mas ficou com pena do pequeno alien, pois estaria nas mãos daquelas pessoas de caráter duvidoso. Pelo menos foi o próprio Awin quem cuidaria dele, e era esperado que não o largasse nas mãos dos cientistas.

    - Vai ficar tudo bem, Bloo! Ray vai voltar logo! - tentou encorajar o caçador, mas sem sucesso.

    Chui então se virou para Rosso, e respondeu a ele com um sorriso:

    - A honra é nossa, comandante! - e fez sinal de sentido.

    Como as surpresas não paravam de chegar, o Rei de Primus apareceu. E, ainda mais surpreendente, foi o fato de desejar sorte, ainda de um jeito esquisito. A escolha de palavras foi péssima: usar termos como "sacrifício" e "morrer" não os faria se motivar mais, e ainda deixava Chui mais encucado com essa história de esquadrão suicida. Mas, ao menos deu as caras, uma pena não deixarem Gail nem se despedir. O caçador olhou pára Ray, pois sabia que ela eram quem mais sofreria com isso.

    Todos revisaram o plano mentalmente e então partiram, para o que seria a missão de suas vidas.
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    Re: Capítulo 5 - Soldados de Rosso

    Mensagem por Pallando em Sab Ago 12, 2017 3:56 pm

    Mesmo que o objetivo inicial ao tentar se lembrar de algo fosse descobrir como usar a espada, depois de algum tempo vendo a cena o evo quase se esqueceu de qual era o seu foco. Poder ver o inimigo entrando na nave naquele dia significava uma clara melhora na capacidade adquirida por Marin de se lembrar de seu curto passado, mas acabava desconcentrando-se por causa da raiva que chegava a arder em seu peito. A experiência era angustiante, embora necessária para que pudesse ter alguma pista de como usar a habilidade do artefato. Com a nova memória ainda vive em sua mente, o evo atacou os alvos e então, no segundo golpe, a mesma aura azul de sua lembrança envolveu a espada. A facilidade com que o alvo foi partido ao meio nesse segundo ataque até assustou o evo.

    Depois daquele primeiro treino, Marin também passou a praticar a parte do teatro junto dos seus amigos. Ficou surpreso tanto no momento em que descobriu que seria o príncipe na história quanto quando viu as roupas que usaria. Estranhou principalmente o figurino, que aos seus olhos parecia cômico demais, e não demorou a perceber que boa atuação era uma habilidade que com certeza não tinha, mas não se importou muito com esses detalhes. Não se via no direito de reclamar sobre as mangas, afinal era Ray que precisaria aturar um vestido e Chui que seria o vilão. Apenas precisava dizer algumas palavras decoradas e depois o ataque começaria antes que as pessoas tivessem tempo de reclamar o quão ruim o elenco era.

    No dia da partida, Marin encontrava-se junto ao grupo na estação e pronto para voltar à Seleucia, que também estaria "disfarçada" de Empress. O comandante estava lá, assim como Awin e o pequeno Bloo, que não poderia acompanha-los naquela missão suicida. O alien chorava enquanto os outros tentavam acalma-lo e o evo, como não era bom com nada disso, limitou-se a fazer o sinal de "V" com os dedos. Também estavam lá a princesa, Esha, Gummam e outros generais de confiança.

    Quando Rosso aproximou-se do grupo e disse algumas palavras, Marin assentiu. Por terem sobrevivido até ali, o evo acreditava muito no que o comandante dizia. Talvez fosse ingenuidade, mas Marin continuava tendo uma confiança bem sólida de que aquele grupo liderado por Rosso não falharia de maneira alguma.

    Com a chegada do rei no local, todos reverenciaram pela formalidade e então o pai de Gail começou a falar. O evo não lhe deu muita atenção porque ainda se lembrava do modo que ele havia tratado o príncipe, porém foi positivamente surpreendido pela atitude do rei de ao menos aparecer na estação para reconhecer os riscos que aquele grupo havia assumido. Em seguida, a hora da partida chegou. Gail não os acompanharia desta vez. Os quatro deveriam voltar à Seleucia e seguir para executar o plano que poderia mudar muitas vidas.
    Luxi
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    Re: Capítulo 5 - Soldados de Rosso

    Mensagem por Luxi em Seg Ago 14, 2017 11:42 am

    Rhaenee chegou a duas conclusões com aqueles ensaios: a primeira era de que não tinha talento artístico. A segunda era que não queria se vestir desse jeito nunca mais em sua vida. Esha podia até achá-la "masculina", mas preferia ficar vestida "de garoto" do que passar tanto calor com aquelas coisas que apertavam e pinicavam.

    No dia da partida, deu um abraço bem apertado em Bloo.

    - Por favor, cuide-se e fique bonzinho. Chui tem razão, vamos voltar logo. Não deixe aquele homem estranho ficar muito perto. Se ficar com medo, esconda-se ou procure a princesa, está bem? - falou baixinho para ele, então olhou Awin. - Cuide bem dele. Não se esqueça de que o Bloo é só uma criança. Não é um experimento. Prometo voltar dessa missão para checar o que vocês fizeram com ele.

    Quando o rei apareceu, ela se ajeitou para uma reverência respeitosa, mas logo teve que abaixar de novo, para fazer um carinho em Bloo e pedir calma.

    - - Vai ficar tudo bem, shh~~  Lembre-se do que eu falei e fique com o polvinho de pelúcia para lembrar de mim.  

    Só conseguia pensar agora na presilha que estava com o príncipe. Estava deixando muitos pedacinhos dela para trás. Será que voltariam? O comandante dizia que sim, mas sentia o estômago revirando de ansiedade. Ao menos, tinha deixado uma boa memória com ele, não é? Pelo menos podia partir sem dúvidas ou remorsos. Tinha revelado seus sentimentos bem antes do que esperava e tinha sido  correspondida, isso era muito mais do que podia querer. Respirou fundo, mas sentiu os olhos lacrimejando.

    Antes, quando estavam no mesmo local, pelo menos podia saber que ele estava em segurança. Agora, a realidade de que iam para caminhos distintos parecia cair.  Fez uma reverência final, sorriu para Bloo com uma tranquilidade que não tinha e virou as costas para seguir com seu grupo, secando o cantinho dos olhos. Tinha medo e sentia que, por algum motivo, sua vida nunca mais seria a mesma depois daquela missão.
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    Re: Capítulo 5 - Soldados de Rosso

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