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    Nabooru - Sailor Paladina

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    Hellkite
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Hellkite em Seg Jul 31, 2017 8:08 pm

    - Entendo que sua criação tenha sido diferente Mestra Naiby, mas um grupo eclético de aventureiros é sempre mais eficiente, visto que podemos não apenas ter diferentes pontos de vista de como lidar com uma situação, como por exemplo a que aconteceu aqui, como contar com diferentes habilidades para sobrepujar futuras complicações.

    Naiby volta o olhar para o grupo: um cavaleiro esqueleto comedor de cebolas, uma cozinheira gerudo tímida e um elfo menina clérigo de Mitz. “Complicações é o que vamos ter...”, diz, montando em seu cavalo.

    - É verdade que a Rainha de Karzek tinha uma irmã gêmea? E que o Reino de Avalon já entrou em guerra com Karzek por diferenças culturais? Cheguei a ler menções sobre isso, mas seria tão legal ouvir isso de alguém que possivelmente tenha presenciado tudo...

    Sir Davos bate um de seus dedos esqueléticos na própria caveira, fazendo um som de “tec-tec”. “Dificil saber o quanto de verdade existem por tras das lendas... As historias são antigas, e a nobreza mais velha do que aparenta. Poções de longevidade existem para quem pode pagar... E quem não pode, existem outros meios de se viver bastante...”, comenta pensativo.

    “Então o que vou lhe dizer, deve ser encarado com desconfiança... Pois bem, dizem que Dominatrix Kawaii Val tinha uma irmã gêmea, mas que ela morreu em algum tipo de missão heroica. E sim, Avalon e Karzek já entraram em guerra, quando os reinos de hoje eram impérios antigamente. As batalhas foram memoráveis, e se encerraram em uma trégua, e depois assinaram um tratado de não-agressão,” diz, em tom professoral. “Eu estive la, presenciei a assinatura do tratado: tropas esqueletais, demônios, paladinos, elfos, todos estavam la, vendo o rei Hector e Dominatrix Val juntos, celebrando o acordo.”

    Se Davos tivesse olhos, estaria chorando naquele momento.

    - A comida está deliciosa, Ryna, você foi treinada ou aprendeu sozinha? De onde você veio e como foi parar lá no forte, um lugar cheio de futanaris?

    Ryna passa a mão nas madeixas de seus cabelos cobre-avermelhados, revelando uma orelha pontuda. Estava feliz. “M-m-muito obrigada, Nabooru, você é muito gentil! Não estou acostumada a ser tratada deste jeito, na nossa tribo todas são muito rudes e grossas comigo. Eu aprendi a cozinhar com minha mãe, e eu fui eleita a melhor cozinheira da tribo, em uma competição muito rigorosa, com três juradas muito chatas e cri-cri. Talvez tenha ajudado com minha habilidade com laminas, e entre as mulheres sou a mais habilidosa com espadas. Fui convocada para ir no forte, e la no templo abandonado as minhas companheiras todas fizeram um ritual e pediram a benção de Erótika. Todas receberam, mas eu não fui abençoada... Ai voce já sabe... Quando voce apareceu, já estava toda dolorida, minhas irmãs não perdoavam uma noite, e até estavam se enjoando de mim... Não fosse por Erotika eu já estaria gravida, sem saber quem seria o pai-mãe...”

    -E vocês? Algum plano pro futuro ou vão viajar e seja o que Mitz quiser? Ou Erótika, ou Shadowlady, no caso do Davos aqui...

    Após ouvirem a historia de Nabooru com interesse e a indagação do mesmo, os outros 3 permanecem em silencio. Naiby, que não era muito de conversar, decide falar. Ela abaixa o lenço, revelando ter lábios carnudos, e com seus olhos verdes fita o pequeno elfo. “O futuro pertence a Erótika. Ela me abençoou com um membro poderoso, e me tornou mais do que qualquer mulher ou homem. Cabe a mim provar a deusa que sua escolha foi correta e vencer qualquer desafio que surja pela frente.”

    Ryna permanece sentada, em posição de lótus. “E-e-eu espero ser mais confiante...”, diz, meio sem-jeito.

    Sir Davos mastiga uma raiz, que se assemelhava a uma cebola. “Qualquer coisa é melhor que guardar portão. Ooo troço chato!”
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Sailor Paladina em Qui Ago 03, 2017 2:43 pm

    Nabooru estava satisfeito e tranquilo ao perceber que conseguira fazer com que os seus companheiros se abrissem socialmente, mesmo que timidamente. Seria questão apenas de costume pra fazer o companheirismo aflorar. Sua especialidade era fazer amigos e ampliar o círculo social. Nos dias seguintes de viagem, continuaria a contar mais situações engraçadas em que se meteu, assim como outras complicadas ou dramáticas a fim de entrosar sua plateia. Também canta e dança, convidando Ryna a acompanhá-lo nessa atividade, com o propósito de tanto diminuir sua timidez como agradar seus companheiros que apreciavam vê-los entreter sua plateia. Queria chegar ao ponto de que cada um importava o suficiente para o outro de modo que numa situação complicada, eles se ajudariam sem reconsiderações.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Hellkite em Sex Ago 04, 2017 11:15 pm

    Nabooru estava satisfeito com o modo de como tudo estava acontecendo. Tinha um bom grupo, que começava a se entrosar, o tempo estava sempre ensolarado, afinal era um deserto, e logo estariam chegando em terras melhores... ou não.

    Aliás, já faziam alguns dias que estavam no deserto, as montanhas do Vale das Almas sempre a direita e mais para frente, no horizonte, areia e mais areia.
    “Agora que voce esta falando nisto,” comenta Sir Davos, “creio que já deveríamos estar chegando ao final do deserto de Pheelo, já que já faz mais de 1 dia que deixamos o ultimo oásis. Pode ser que nós tenhamos nos perdido...”

    Naiby para seu camelo. “Como pode isto, Davos? Olha as montanhas do Vale! Elas estão la, sempre a direita! Seguindo em linha reta, não tem como errar!”, diz irritada.

    Ryna, de cabeça baixa e coçando a nuca, tinha uma opinião diferente. “Hmm, v-v-veja bem... Quando menina, ouvi falar historias a respeito deste deserto... Historias que dizem que suas miragens enganam os viajantes, deixando-os perdidos... Perdidos em um local que existe entre os mundos, onde o real e o imaginário se encontram, uma terra comandada pela Senhora dos Sonhos...”

    Naiby revira os olhos e ameaça dar um tapa em Ryna. “Não diga asneiras! Estes são contos de gênios, para fazerem as crianças dormirem!

    Porém o dia avança, a agua começa a escassear, e nada de chegarem ao fim do deserto.

    Até que, no horizonte, uma pequena nuvem de areia, levantada por cavalos, parece se aproximar. Naiby se volta para os outros, com a face séria. “Vamos até eles, ou não? Se não encontrarmos agua fresca, morreremos no deserto...”
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Sailor Paladina em Dom Ago 06, 2017 11:53 pm

    Nabooru suspira um pouco desapontado pra Davos. Acreditava que o cavaleiro sabia para onde estavam indo, mas ele estava tão perdido quanto os outros. Ao ver a reação de Naiby para com as palavras de Ryna, o sacerdote tem que concordar parcialmente.
    - O que ela disse é verdade, Ryna. Meu avô me contava essa histórias pra dormir... Porém, Naiby, esses portais pro reino da Senhora dos Sonhos, costumeiramente só existem no deserto de Al-Kamal. Desconheço a existência deles fora da minha terra natal, mas eu posso estar enganado...

    Se perguntado, como o avô dele poderia ser um gênio, Nabooru diz que sua mãe era uma meio-gênio e sua avó era humana. O sangue mágico dilui bastante na segunda geração, mas ele teve muita facilidade em aprender magia.
    - Se formos parar na terra dos sonhos será um problema sério. Não só os portais de saída ficam em locais completamente aleatórios, como todas dão pra Al-Kamal. Eu não queria voltar pro ponto de partida... Diz Nabooru já com vontade de chorar.

    Em resposta a Gerudo, Nabooru diz que cercá-los estava fora de opção, fugir também. Teriam que ir na direção deles mesmo, já que era alguma coisa. Orava a Mitz que suas conjecturas sobre os portais estivessem corretas. Ele faz um esforço pra reconhecer o que vinha a distância.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Hellkite em Qua Ago 09, 2017 2:50 pm

    Nabooru da sua sugestão para Naiby, e a mesma acena com a cabeça. Talvez o conceito do pobre meio-elfo estivesse subindo para a líder Gerudo, pois já fazia um tempo que ela não o chamava de mosca. Alheio a isto, o clérigo aperta os olhos, confiando em sua visão élfica: podia ver que se tratava de um batalhão de algum exercito, portando armas e bandeiras, embora não fosse possível ainda reconhecer de que reino seriam estes cavaleiros. Era ao menos 20, o que tirava qualquer chance de sobrevivência caso fossem hostis.

    A nuvem de poeira parecia se aproximar cada vez mais, o que indicava que o grupo de Nabooru tinha sido avistado. Naiby permanecia com sua mão pousada sobre sua arma, porém a mantinha em posição de descanso.

    Porém a medida que chegavam mais perto, pode-se notar que estes cavaleiros possuíam feições distorcidas, como se estivessem por tras de uma névoa forte, os seus corpos e de seus cavalos um tanto quanto pálidos e esfumaçados, a maneira de fantasmas.

    A uma distancia de 10 metros eles param, suas imagens distorcidas e esvoaçantes. Aquele que parecia ter uma armadura imponente vai um pouco mais a frente e pergunta, “Viajantes! Se souberes a resposta, ou tiveres a mais vaga idéia, não hesiteis em responder, pois cavalgamos por estas areias há mais tempo que a mais antiga das montanhas, e estamos cansados e desalentados... Qual o caminho que leva ate a cidade de Bundhakistão?”

    De repente, de um dos cavalos desce uma figura, que ao contrario dos outros, era bem distinta... com exceção de ser bem pálida. Era uma mulher que usava uma roupa de um estilo desconhecido pelos reinos, que deixava descoberto o umbigo, estava rasgada e escrita em alguma língua desconhecida. Suas vestes eram pintadas parte em vermelho e parte em azul, assim como a ponta de seus cabelos e abaixo dos olhos. Ela portava o que parecia ser um enorme porrete.

    Spoiler:


    “Eu disse para eles que tinham que achar primeiro o Bucethakistão, que fica bem do ladinho, mas ninguém quis me dar ouvidos...”, comenta a moça, que se apresenta como Arlequina.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Sailor Paladina em Qui Ago 10, 2017 1:00 am

    O meio-elfo vê aquela cena e tenta segurar o riso, mas quanto mais a mulher fala, mas fica difícil, então ele estoura numa gargalhada quase caindo do camelo. Depois desse alívio cômico, ele pigarreia enxugando as lágrimas dos olhos e pede desculpas pela reação. Sempre ria ao ouvir falar do nome desses lugares.
    - Essas cidades ficam em Al-Kamal. As duas vivem em conflito pela preferência de Peniskistão na exportação de leite e madeira.

    Nabooru diz que não via motivo pra alguém querer visitar tais cidades. Bhundakistão era praticamente um esgoto fedorento, enquanto Bucethakistão sofria com a violência, tendo que aguentar um jorro de sangue todos os meses. Al-Kamal supostamente ficaria a nordeste de onde eles estavam, a norte de Asamura e o Vale das Almas.
    - Bom, eu respondi a pergunta de vocês e adoraria se pudessem devolver o favor. Estamos querendo ir pra Karzek, mas estamos tão perdidos quanto vocês. Poderiam nos escoltar pra fora desse deserto?


    Diplomacia.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Hellkite em Sex Ago 11, 2017 11:10 pm

    Ao ouvir as descrições das cidades de Bundhakistão, Bucethakistão e Peniskistão, a jovem Arlequina cai na gargalhada, rolando na areia segurando a barriga e quase se mijando. “Caraca, eu tava zoando, ta de brincadeira que estas cidades existem mesmo? Meu, e quem nasce nestas cidades, como é que chamam? Bucetudos e Bundhões? Acho que os Penisenses são muito moles para o meu gosto, e as bucetudas muito abertas para os negócios... Kkkkkkk!”

    Os risos de Arlequina, que começam vigorosos, vão diminuindo de intensidade ao notar o olhar das imagens fantasmagóricas dos cavaleiros. Ela para de rir, coça a cabeça, colocando o bastão para trás das costas. “Se bem que os moradores destas cidades devem ser super-gente-boa, e ta quente por aqui, nenao?”, diz, fazendo uma careta para Nabooru. A garota se aproxima do clérigo e cochicha, “o grupo de vocês tem vaga? Porra, estes cavaleiros ai não tem senso de humor, e eles não tem muita... substancia. Tava na garupa, e fui afundando, cai umas três vezes do cavalo, ai pensei, Arlequina, onde voce pode encontrar algo duro pra se apoiar? Tive a brilhante ideia de sentar no colo de um deles... O pau dele ficou duro e me serviu de apoio pro resto da viagem...”

    As palavras e os gestos de amizade caíram bem com os cavaleiros perdidos, que se oferecem para levar Nabooru e companhia para fora do deserto. Mas Arlequina cutuca com o bastão na costela do elfo. “Ta maluco, cara? Voce acha que se eles soubessem o caminho de algum lugar, não teriam saído? Só to com eles porque precisava de companhia, e estes caras são muito mortos!”

    Davos, Naiby e Ryna não entendiam como se podia tirar sarro numa situação desesperadora como aquela.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Sailor Paladina em Sab Ago 12, 2017 12:36 pm

    Nabooru explica que algumas cidades fronteiriças de Al-Kamal recebiam nomes segundo a anatomia humana seguidas de istão que significa lugar da morada e os apelidos dados pela garota não correspondiam a verdade. O sacerdote então começa o que parecia um sermão:
    - Existem três tipos de pessoas nessas cidades: Cacetes, Xotas e Cuzões. Xotas acham que todo mundo pode se entender e Cacetes só querem saber de transar o tempo todo sem pensar, mas ai tem os Cuzões, Arle. E os cuzões querem cagar em cima de tudo. Então as Xotas podem ficar irritadas com os Cacetes, porque são fodidas pelos Cacetes. Mas os Cacetes também fodem com os Cuzões, Arle. E se eles não fodessem os Cuzões, sabe o que aconteceria? Meu cacete e sua xota ficariam cobertos de merda.

    Nabooru pede desculpas pelo linguajar, mas não havia como ser menos específico se tratando dessas cidades. Ele por sinal, não era nativo de nenhuma delas, graças a Mitz. Respondendo ao cochicho o clérigo diz que ela poderia ir no camelo da Ryna junto com ela, ou com Davos se ela não se importasse com o cavaleiro. Ele já estava com a Naiby. Voltando-se para o que poderia ser sua única chance de sair dali, o meio-elfo conclui seu pedido reforçando a motivação dos cavaleiros:
    - Então, senhores. Vocês possivelmente iriam apreciar apoiar a causa de Peniskistão. Vocês seriam considerados Cacetes honorários, fodendo um monte de Cuzões e sendo vistos como heróis por centenas de Xotas. Temos um acordo?
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Hellkite em Seg Ago 14, 2017 11:24 pm

    Nabooru reforça seu pedido de ajuda para os cavaleiros fantasmas, o qual eles aceitam sem discutir. Arlequina revira os olhos, assopra a franja para cima e sobe no camelo de Ryna, e junto com Nabooru, Naiby e Davos, acompanham o grupo fantasmal em sua viagem pelo deserto.

    Eles cavalgam em direção ao centro do deserto, afastando-se das montanhas do Vale das Almas. Uma tempestade de areia os envolve, obrigando a todos, exceto Davos, a cobrirem os rostos com lenços. Ao sair da tempestade de areia eles voltam aos mares de dunas, o sol escaldante queimando seus rostos. Depois de cavalgarem por mais algumas horas eles encontram um oasis, e a noite cai mais uma vez. O grupo de Naiby abre um acampamento, enquanto os cavaleiros permanecem em seus cavalos.

    Arlequina faz uma escultura de areia no formato de um travesseiro e se cobre com mais areia. “Ah que ótimo, agora tenho uma bela caminha de areia para tirar meu soninho... Já contei como achei estas minhas roupas? Encontrei uma outra Arlequina, de um outro lugar, e ai eu bati nela e roubei suas roupas... Ou foi o contrario? Bem, agora não sei se fui eu ou foi ela que disse que precisava encontrar a Senhora dos Sonhos pra voltar pra casa... A Arlequina me disse que eu era um sonho, e ela estava me sonhando... Então eu pensei comigo mesma: se eu sou um sonho, pode um sonho sonhar que quem sonha é o sonho?”, filosofa.

    Ryna, que tinha pescado alguns peixes no laguinho do oásis e agora preparava um ensopado, ergue a sua colher de madeira de estimação e aponta para Arlequina. “N-n-não disse que existe uma Senhora dos Sonhos? Como é que podem existir duas Arlequinas, senão num sonho?”, pergunta.

    Naiby cruza os braços, pensativa. “Voce deve estar certa mesmo, Ryna. Isto somente pode ser um sonho. Cavaleiros fantasmas, uma maluca esquisita, tempestade de areia surgidas do nada, um oásis no meio do deserto com peixes, um cavaleiro esqueleto. Tudo muito estranho.”

    Davos levanta a mão esquelética para falar. “Somente lembrando que eu já existia antes de entrarmos no deserto. Me tire da lista.”

    A futanari gerudo se levanta e vai em direção de Nabooru. Ela chuta areia em cima dele. “Acompanhar estes fantasmas só nos vai nos transformar num deles, mosca. Preciso de outra solução.”
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Sailor Paladina em Dom Ago 20, 2017 3:21 pm

    As suspeitas de Nabooru se intensificam. De alguma forma eles foram se perder entre os portais mágicos da tal Senhora dos Sonhos e Al-Kamal. Ele pega seu livro e tenta lembrar de qualquer coisa que pudesse ajudá-lo a sair dali. Conhecimento arcano, histórico ou dos planos. Notando a chateação de sua chefa, Nabooru a puxa pra um canto:
    - O que a moça falou é verdade e estamos presos em alguma mistura de portais. Tipo um labirinto sem paredes. Precisamos observar qualquer detalhe que possa minimamente indicar a saída ou vamos sempre retornar pro começo. Até lá sugiro que esses cavaleiros não sejam nossos inimigos... Mas se quiser, posso tentar algo arriscado...

    Falando no ouvido da Gerudo, o clérigo diz que se não achasse nada em seu livro que ajudasse, talvez destruindo os esqueletos, os livrasse de alguma possível maldição. Ele poderia expulsar a maioria ali, mas caso alguns escapassem seria necessário estarem preparadas para o combate.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Hellkite em Qua Ago 23, 2017 4:25 pm

    Nabooru, cada vez mais convencido de que estavam perdidos nos domínios dos sonhos, vasculha por entre seus tomos por mais informações, porem não encontra nada que pudesse ajuda-los naquele momento. O elfo vai ate Naiby e a puxa pela mão, levando-a até o lado de uma palmeira. A chefe do grupo ouve a sugestão do clérigo, mantendo sua atenção fixa na imagem fantasmagórica dos cavaleiros, que não tinham desmontado e aguardavam em silencio por algum motivo. “Podemos tentar o que esta propondo, prefiro morrer em uma luta do que vagar como um fantasma por estas terras...”, diz com determinação, segurando sua arma com força.

    O clérigo então pega em seu item sagrado e dirige-se sozinho para onde estavam os homens fantasmagóricos. Tal como fez contra os zumbis na beira do deserto de Pheelo, Nabooru repete sua performance contra os cavaleiros, e sentindo o poder de Mitz dentro de si, com a mão ao alto portanto o objeto sagrado ele solta um poderoso clarão de seu punho, ordenando-os a se retirarem.

    A pose de Nabooru permanece a mesma, o poder de Mitz representado pela grande luminosidade diminuindo depois de ter alcançado seu pico, até acabar totalmente.

    Mas nenhum dos cavaleiros foi afetado, e cada um permanecia observando silencioso o elfo.

    “Parece que não funcionou. Acho que eles não são mortos-vivos”, cochicha em seu ouvido Davos. “Viraram sonhos...”

    O fantasma da armadura mais imponente se aproxima com seu cavalo de Nabooru, e Naiby surge de um salto para defende-lo, em uma posição marcial revelando um estilo de luta diferente de outras de sua tribo. Logo depois surgem Ryna e Davos com suas espadas e Arlequina, mascando uma goma e com o seu bastão a tiracolo.

    O fantasma então para, e levanta a mão, em um sinal de que não desejava guerrear. “Viajante, apesar da morte ser certa, voce nos desafiou. Não temeu o combate, e aceitou seu destino. Não faça como nós, combatentes covardes, que fugiram para continuar vivendo, e cuja sina é continuar fugindo por toda a eternidade! Enfrentem com coragem seus desafios, não importando o quão difícil pareçam! Somente assim poderão ir para onde quiserem!”

    O líder fantasma faz um sinal para seus companheiros, e então cavalgam juntos, indo em direção alguma, até desaparecerem de vista em uma nuvem de areia.

    Arlequina acena para eles e grita, “Entrem pela porta traseira de Bundhakistão! Cuidado com as explosões de gases!”

    Davos permanece observando os fantasmas se irem, e então se volta para Nabooru, suas mãos esqueléticas pousadas sobre o ombro do clérigo de Mitz. “Ei, voce foi bem corajoso rapaz... Tem tanta fé que até faz minhas mãos arderem quando toco em voce. Mas queria ver esta panca toda, se estivesse frente a frente com um Vorme das Areias! Eu me mijaria todo, se tivesse uma bexiga para começar...”

    Dito isto, as terras daquele oásis começam a tremer...
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Sailor Paladina em Qui Ago 31, 2017 11:59 pm

    Nabooru tinha uma resposta na ponta da língua.
    - Se eu morrer, irei para o reino da minha Deusa, por isso não temo a morte. Dedico a minha vida a agradar àquela que venero e... Santa Mitz, que boca essa sua hein, Sir Davos?

    Nabooru tenta manter o equilíbrio. Não sabia se aquilo era um terremoto comum ou o monstro mencionado pelo morto-vivo e tenta liderar a situação.
    - Ryna e Arlequina, cuidem dos cavalos para que não fujam a galope, tentem deixá-los calmos!

    Se o que Davos falou fosse verdade, o clérigo ficaria pronto para o combate, convocando um Cão Celestial e encantando a arma de Naiby para causar mais dano. Iria curar se necessário. Nunca tinha visto um bicho daqueles e estava na hora de aumentar o conhecimento.
    - Não é hora de se borrar, Sir Davos. Prove pra Shadowlady que ainda existe um bravo cavaleiro que daria sua vida e não-vida por ela!
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Hellkite em Sex Set 01, 2017 9:13 pm

    - Se eu morrer, irei para o reino da minha Deusa, por isso não temo a morte. Dedico a minha vida a agradar àquela que venero e... Santa Mitz, que boca essa sua hein, Sir Davos?

    Sir Davos ergueria uma sobrancelha, se tivesse uma. “Hmm, será que eu possuo algum poder de invocação? Vamos ver... Só faltava a gostosa da Dominatrix Kawaii Val aparecer aqui e desintegrar o Vorme da Areia, ai seria legal de se ver... Hmm, acho que não...”, constata desapontado o cavaleiro esquelético.

    - Ryna e Arlequina, cuidem dos cavalos para que não fujam a galope, tentem deixá-los calmos!

    Ryna e Arlequina gritam para Nabooru, “sim, chefe!”, recebendo por sua vez um olhar mortal de Naiby.

    O tremor de terra começa a ficar mais forte, dando a impressão de estarem andando em geléia. As palmeiras do oásis balançam, e uma delas vai ao chão, com as raízes desterradas para fora. Os cavalos se assustam, e as duas mulheres do grupo se esforçam para acalma-los. Nabooru se prepara para o combate, abençoando a arma de Naiby e chamando um cão celestial para o seu lado. Sir Davos mastiga um pedaço de raiz da palmeira desterrada, para acalmar seu nervosismo.

    Ao longe, e se aproximando rapidamente, surge o Vorme das Areias.



    “PUTAQUIOPARIUDEPORRAEMERDADEVORMEFUCKINGBIGMONSTERCOMEDORDELOLODETODOSPLANOSMATERIAIS”, comenta Arlequina.
    Sir Davos faz o sinal de benção a Shadowlady. “Vou para o teu abraço mais uma vez, minha deusa... Talvez fosse melhor ser covarde como os fantasmas dos sonhos e ter fugido, mas agora é tarde. Ou ter continuado como porteiro... hmm, não, melhor ir para o teu reino mesmo.”

    Aquele monstro enorme avançava com uma rapidez descomunal, e não havia escapatória para lugar algum, ainda mais com o terremoto que fazia levantar as areias para os ares. O cão celestial da um ganido e desaparece de susto, e a monstruosidade vinha exatamente na direção de Nabooru.

    Naiby, que vivia sempre com sua face severa, baixou seu lenço e permanecia com uma expressão estarrecida, com lagrimas nos olhos. Deixou cair suas armas no chão. Estava derrotada.

    Só que de repente a gerudo adquiriu em sua face uma expressão mais serena. Foi andando em direção de Nabooru e parou em frente dele. O elfo era menor, e por isto Naiby se agachou. “Este é o fim. Fui dura com voce, mas é porque eu te amava. É difícil reconhecer isto, que após virar uma futanari eu fosse me apaixonar por um homem, porem se este é o meu ultimo momento, que eu va com a consciência limpa,” diz com a voz seria. A guerreira então beija Nabooru, um beijo com gosto de adeus.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Sailor Paladina em Dom Set 03, 2017 1:40 pm

    A fé de Nabooru era inabalável e ele conseguia ver oportunidades onde aparentemente só vinham mazelas. Após o beijo recebido,, o clérigo segura a mão da Gerudo e a puxa numa tentativa muito provavelmente pífia de sair do meio do caminho daquele vorme.
    - NÃO CHEGAMOS ATÉ AQUI PRA MORRER NA PRAIA. MEXA-SE!

    Nabooru tem uma ideia maluca. Talvez a criatura tivesse percebido os cavalos e tivesse vindo na verdade na direção deles. Não havia como salvar as montarias, mas talvez fosse possível montar o monstrengo, subindo em cima dele. Ele grita essa ideia enquanto tentava qualquer ideia maluca que pudesse dar certo. Não queria morrer antes de conhecer Karzek e implorava a sua Deusa por alguma ajuda. Por fora demonstrava tanta calma quanto possível, mas seu coração batia acelerado. Não tinha certeza se por medo ou excitação de realmente estar indo pro reino de sua Deusa, preferia acreditar na segunda opção. Só lamentava profundamente por todos que iriam perecer junto com ele.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Hellkite em Ter Set 05, 2017 10:26 am

    Nabooru não se deixou levar pelo desespero da situação, e confiante de que ainda havia alguma saída, puxou Naiby junto com ele. O chão tremia e pulava, a areia indo aos ares formando uma espécie de tempestade. O elfo olha em direção do vorme, e percebe que ele podia abocanhar as montarias e eles juntos! Ele grita sua ideia de montar o bicho, mas o ruído era tão forte que apenas Naiby conseguiu ouvi-lo. “Não dá tempo de escapar da boca!”, grita a gerudo de volta.

    Sir Davos, Arlequina e Ryna estavam resignados, apenas esperando pela vinda do terrível fim.

    Talvez realmente não houvesse esperança...

    “Há uma esperança!”, disse Naiby.

    Tomando o controle da situação, ela puxa Nabooru para seu lado. “Fique comigo! Vou chamar a atenção do monstro!”, diz e começa a abanar os braços e a pular. “Faça o mesmo!”, ordena.

    A bocarra do monstro muda sua direção, e se volta para aqueles dois pequenos seres que eram como formigas para ele. Deslizando por entre as dunas, ele vem em grande velocidade em direção de Nabooru e Naiby, a bocarra aberta para tragar o oásis inteiro!

    Ao ver a aproximação daquela enorme boca, que ameaçava engolir o céu, Naiby sorriu. “Não se esqueça de nós”, disse para Nabooru. E então a gerudo, com seus poderosos braços, pegou o elfo e o lançou o mais alto possível, como se fosse uma bola de beisebol, para cima, aproveitando que o vorme das areias completava a curva descendente para abocanha-los. O elfo-projetil passou rente pela tri-mandibula do bicho, saindo rolando pelo couro espesso dele, até que conseguiu agarrar em uma verruga localizada na parte superior.

    O vorme das areias havia engolido todo o oásis, não restando nada dele. E Nabooru agora estava não somente montado sobre ele, e sim andando sobre ele, conforme o bicharoco continuava sua viagem pelos desertos dos sonhos.

    Nabooru olha mais para cima, em direção do corpo do vorme, e nota que tinham mais duas figuras ao longe, conversando enquanto o vorme serpenteava pela imensidão de areia.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Sailor Paladina em Dom Set 10, 2017 9:45 pm

    Incrédulo com o que acabara de acontecer, Nabooru pela primeira vez em muito tempo é alvo de uma mistura de emoções misturadas. Nenhuma delas boa: Raiva, tristeza, arrependimento, ódio, desamparo. Por que diabos a Gerudo tomou uma decisão daquelas? Ele não tava conseguindo raciocinar direito. Fingindo que nada aconteceu e tentando temporariamente juntar seus pensamentos, ele olha pra onde estavam essas pessoas e tenta identificá-las. Seriam Arlequina e Ryna? Onde elas estavam? E como ria controlar aquela coisa? No momento não sabia o que fazer.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Hellkite em Qua Set 13, 2017 7:35 pm

    Tendo as coisas culminado naquela situação, Nabooru não pode deixar de evitar que os sentimentos ruins invadam o seu ser. Buscando se recompor, ele volta sua atenção para aquelas duas pessoas que já estavam no vorme das areias, que deslizava calmamente pelas areias do sonhar.

    Ao se aproximar, nota que não se tratava das suas ex-companheiras, e sim de um homem e uma mulher. A mulher era muito bela, de olhos azuis e cabelos cor-de-areia, vestindo uma roupa que nada tinha a esconder.

    18+:

    Ao seu lado estava um homem forte, loiro, com uma enorme espada e portando uma armadura semi-completa. Seu rosto não parecia tão amigavel quanto o da garota.



    Ela se aproxima, e Nabooru pode notar que não usava nada para cobrir suas partes intimas. “Muito bem, caro viajante por minhas terras... Passaste por uma grande prova, e venceu seus temores. Como recompensa, permitirei que deixe meus domínios, e minha montaria o levará para qualquer lugar que desejares!”, diz, com um grande sorriso.

    “Isto é o que voce diz, Senhora dos Sonhos... Quando é que vamos chegar ao meu destino, hein?”, comenta o cavaleiro, em tom irritado.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Sailor Paladina em Sex Set 15, 2017 6:25 pm

    Nabooru fita os olhos da mulher por alguns segundos com cara de poucos amigos, olha para as partes íntimas dela, a encara de novo revirando os olhos com expressão de "aff".
    - Tá precisando de uma calcinha, querida?

    Nabooru olha pro cavaleiro e já assume um comportamento diferente, mão na cintura, olhar faceiro e uma sobrancelha levantada.
    - E você, galante cavaleiro? Imagino que esteja em uma situação similar a minha.

    O clérigo se posta ao lado do rapaz, cruza os braços e fita novamente a mulher.
    - Sou um seguidor de Mitz, Deusa da Luz e do Bem. Você colocou em risco a vida de pessoas de boa índole que me acompanhavam. O mínimo que podia fazer é nos colocar sãos e salvos na fronteira desse labirinto. Mitz perdoaria essa ato vil de intuito unicamente voltado ao prazer egoísta.

    Nabooru esperava que o cavaleiro ficasse ao seu favor.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Hellkite em Ter Set 19, 2017 12:01 pm

    A senhora dos sonhos aguarda a resposta de Nabooru, e sua expressão sorridente muda aos poucos para o de alguém que foi ultrajado. “Como, como se atreve...”, começa, mas não tem tempo de terminar, pois Nabooru já tinha lhe dado as costas.

    O elfo dirige-se para o cavaleiro, que também ergue uma sobrancelha. “Galante? Obrigado. E sim, estamos na mesma situação. A Senhora dos Sonhos não tem palavra alguma.”

    Aquela moça parecia agora a encarnação do capeta, tamanha a sua fúria. As palavras de Nabooru dirigidas a ela em tom de demanda só servem para enfurece-la ainda mais. “Eu coloquei em risco? Quem são vocês para falar o que eu devo ou não devo fazer? Fiquem felizes que passaram no meu teste e que vao agora para casa! Eu sou a Senhora dos Sonhos, seus infelizes que não sabem reconhecer minha generosidade! Não preciso da aprovação de Mitz, nem de ninguém!”, diz, parecendo mais ainda com uma demonia.

    O cavaleiro se põe ao lado de Nabooru, apoiando sua espada no couro do vorme com as duas mãos. Em tom solene e objetivo, retruca, “até onde sei, você é a senhora dos sonhos, e não uma divindade. Cuidado com o que diz relativo as deusas, elas podem se zangar e te destituir. Se estamos insatisfeitos, é porque não pedimos para estar aqui, e que para sairmos tivemos que pagar um preço alto. E no caso do rapaz aqui, eram pessoas boas. Agora só queremos sair deste lugar, e rápido, se possível.”

    A Senhora dos Sonhos nada diz, permanecendo em observação daqueles dois homens petulantes. Ela então suspira, e volta a sua forma gentil e desnuda de antes. “Muito bem, sou uma pessoa de palavra, e levarei para onde querem ir, sem mais demora... Satisfeitos?”

    O cavaleiro levanta a mão, esperando um high-five de Nabooru.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Sailor Paladina em Dom Set 24, 2017 1:26 pm

    Nabooru devolve o movimento, provavelmente tendo que dar um pulinho pra alcançar, visto a sua baixa estatura. Ele no entanto, percebe a chateação da mulher e tenta apaziguar suas emoções.
    - Moça não me entenda mal, mas acredito que já tenha vivido o bastante para ter conhecido uma grande variedade de pessoas e... você há de convir que nem todos possuem o mesmo gosto. Tenho certeza que muitos homens devem ter apreciado ver sua vagina desnuda e morrido de amores, mas nem sempre isso vai acontecer. O método como nos tratou achando automaticamente que iríamos nos encantar sexualmente já diminuiu alguns pontos a seu favor.

    O clérigo diz que a dica dele era, caso ainda fosse continuar com aquele tipo de abordagem, que aparecesse de forma neutra sexualmente falando e verificasse as preferências de suas vít... pres... alv... err... sobreviventes. Ela podia aparecer como furry pra quem curte algo mais animalesco.
    - Se é que me entende... Bom eu gostaria de aparecer na fronteira de Karzek junto com meus companheiros, a Naiby, Ryna, Davos e Arlequina, se não for pedir muito. Creio que o cavaleiro galante ao meu lado tenha... (sigh), um destino diferente...
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

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