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    Nabooru - Sailor Paladina

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    Hellkite
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Hellkite em Sex Set 29, 2017 12:19 am

    A Senhora dos Sonhos ouve as palavras de Nabooru e suspira. “Tudo bem, se é o que deseja...”, começa falando, mas de repente ela para por alguns instantes como se estivesse em transe. Sua expressão facial se torna mais seria, e então ela se ajoelha e murmura algumas palavras, tocando no couro do Vorme das Areias.

    A criatura então ergue a cabeça bem alto e se joga contra as areias do deserto, abrindo um buraco profundo.

    NRPG: Paladina agora posta no tópico de Argus e Nabooru.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Hellkite em Qua Jun 27, 2018 5:56 pm

    - Vamos nessa taverna ai que você apontou, talvez possamos fazer algum showzinho pra conseguir alguns trocados... Eu sei cantar e dançar. Você toca algum instrumento? Eu tou falando SÉRIO! Se você quiser comer, ou ajuda ou lava os pratos!

    Na menção de participar do show, a Arlequina se mostra super-animada, fazendo tilintar os guizos que tinha no pescoço e levantando a mão sem motivo algum.



    - Eeeuuuu!!! Eeeeeuuu!!! Toco, claro que toco! Gosto muito de tocar o alaude, embora não tenha nenhum agora, e também sei cantar, podemos fazer um dueto! Noussa, voce sabe, quando eu canto, eu posso inspirar muita gente, porque minha canções são demais, trazem as lagrimas e os risos, e como falo bastante, não fica um segundo de silencio, e isso é muito bom para as apresentações, imagina só um silencio.

    Arlequina para de falar, olhando fixa para Nabooru.

    - Viu como é chato?! Ah, eu sei como animar uma festa, uma taverna, qualquer lugar, só me arranjarem um alaúde, ou qualquer outro instrumento de corda (que não seja uma forca)!

    A maluquinha para de falar de novo. Põe a mão na testa, passando os dedos nas temporas.

    - A forca! A forca! Cuidado com a forca! Mensagem da senhora dos sonhos... Procure pela garota dos cabelos de fogo... Ela ira leva-los ate onde estão os outros... O tempo é curto... A forca... Cuidado com a forca!

    Arlequina respira fundo, pisca os olhos duas ou três vezes, e diz:

    - E ai, vamos para a taverna?

    **

    A taverna era um local simples, como tantas outras da região. Seu nome era Melões Laranjas, fruta muito apreciada por ali, tanto pela suculência como por seu formato sugestivo. Dentro um bardo tocava uma musica com seu bandolim, mas sua apresentação tinha sido pífia, e melões podres foram jogados sobre ele sem dó.

    Ao entrarem pela porta, Nabooru e Arlequina chamam muito a atenção da audiência, formada por homens trabalhadores da cidade e do campo. Assobios e gracinhas são feitos na direção dos dois, e era obvio que pensavam que Nabooru era uma mulher.

    Arlequina aproveita para roubar o bandolim do pobre bardo, que estava desacordado devido a uma melaozada no cucuruto.

    - De o seu melhor, Nabbie! – diz a maluquinha, subindo no palco e dando os primeiros acordes.

    NRPG: Faz um perform ai, Palada, e continue a descrição de acordo com o resultado. Falha indica melaozada da plateia... a menos que...
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Sailor Paladina em Sab Jul 07, 2018 11:46 am

    off: Já que vou fazer uma dança sensual, pode ser performance sexual? Se for é +5.

    Nabooru já estava com o ouvido zunindo com aquela matraca berrando no seu pé do ouvido e dá a ela um pergaminho com as notas musicais pra ela saber o que tocar a fim de acompanhá-lo na canção. Ele aponta para o palco e diz que vai falar com o taverneiro pra oficializar o show e acertar os pagamentos enquanto ela começa os primeiros acordes. Ele chega no homem e aponta para o palco onde sua parceira aguardava:
    - Oi moço, minha companheira e eu gostaríamos da sua permissão pra nos apresentar ali. Ao invés de qualquer pagamento, um prato de comida pra cada um será suficiente, caso nossa atração agrade. De bônus ainda ofereço uma benção da Deusa Mitz!

    Nabooru faz a oferta, mas pisca um olho de jeito safado como se disposto a adicionar outro bônus "mais tarde". Ele vai até o palco e com sua voz fina e melódica inicia a cantoria:



    Nabooru termina esperando que tenha dado certo. As palavras que Arlequina falou sobre a mulher de cabelo de fogo o fazem lembrar de Naiby. Talvez fosse uma boa ideia, depois de comer caso tudo tivesse dado certo, perguntar pela cidade se algum tipo de punição pública envolvendo enforcamento estava para acontecer. Era bem provável que tivesse que se envolver. Por sorte teria a Lady Amy como um possível recurso para usar numa situação complicada com a lei.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Hellkite em Seg Jul 09, 2018 5:12 pm

    Depois de fazer os acertos com o taverneiro e entregar a partitura para Arlequina, Nabooru vai até o palco sob os olhares atentos dos fregueses. Estes estavam em bom numero, pois o Melões Laranjas era famoso pelos seus espetáculos musicais e performáticos.

    A maluquinha faz um sinal de ok com a mão e começa a dedilhar o bandolim, tocando uma melodia serena que encanta a plateia. O elfo aguarda alguns instantes, esperando para o momento certo para soltar sua voz...

    NRPG: Teste falhou.

    Nabooru e Arlequina estão escondidos atrás de uma mesa, sempre atentas desviando de algum melão mais perigosamente caindo em sua direção. A loira de cabelos manchados de vermelho e azul faz um sinal de ok com a mão.

    - Tudo bem, pelo menos nossa sobremesa esta garantida, estes melões parecem deliciosos. Continue como um clérigo, ta bom? Sua voz é horrível! – comenta Arlequina.

    Logo um outro grupo vai se apresentar, e aproveitando o desvio de atenção para o novo show, Nabooru e Arlequina saem de fininho e se encontram em frente ao taverneiro, que esta enxugando um caneco. Ele não esta bravo pela fraca performance, ele até sorri mostrando compreensão.



    - Não se deixem abater meninas, o povo por aqui é muito exigente. Alias, eles até jogam melões em gente que não é tão ruim assim, só porque eles acham isso divertido. Mas sempre falo que não é para machucarem muito o pessoal que se apresenta. A igreja de Mitz cobra caro pelas curas... – diz, e coloca o caneco de lado e encara Nabooru – Podem comer na minha taverna. E vou querer também a benção de Mitz. A proposito, meu nome é Rubin.

    O taverneiro então faz questão de servir os dois, e ao deixar o prato para Nabooru, ele pisca um olho para ele, devolvendo o olhar safado. Arlequina observa tudo aquilo pasma e esta indignada.

    - Olha, este taverneiro tem algum problema, ele não sabe que você é homem? Se era para alguém pagar alguma coisa aqui em espécie teria que ser eu, e já faz um bom tempo que eu não dou pra ninguem! Ta certo que eu não sou muito peituda, mas com certeza tenho bem mais que voce, Nabooru! Sem dizer que na parte de baixo, voce tem muito mais do que eu também! E eu sou mil vezes mais bonita! Depois a maluca sou eu!!!

    Depois de uma ótima refeição, onde Arlequina lambeu ate os beiços, Rubin se senta junto com os dois. Perguntado sobre algum tipo de punição publica, ele olha para cima pensativo, mas logo responde:

    - Ah sim, esta marcado para amanha! Alguma coisa sobre traição, não me lembro muito bem. Será na praça em frente do castelo do Conde de Brookland.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Sailor Paladina em Ter Jul 10, 2018 11:54 am

    Nabooru observava incrédulo ao tanto de baboseiras que aquela garota conseguia falar por minuto. Conseguia ser pior do que a Lady Amy. Ele suspira desapontado e fitando Arlequina nos olhos, ele lhe dá um sermão:
    - Senhorita Arlequina, eu entendo que a senhorita veio de outro mundo, afinal sequer conhecia cidades famosas do meu reino de origem e no entanto apareceu do nada ali... Permita-me lhe deixar algo bem claro: Nesse mundo, ter um pênis não significa exatamente ser macho. A senhorita irá constatar isso quando ver uma futanari. São mulheres com pênis e algumas são mais "homens" que os próprios. As deusas deram bundas pra todo mundo de modo que qualquer um decida como ter prazer do jeito que quiser. A sua vagina aqui é só um meio de reprodução, ou pra fazer xixi. Seu órgão sexual jamais definiu como casais se formam. Sei lá, talvez nos cantos mais remotos do mundo onde pessoas sem cultura e retrógradas pensam que só existe um tipo de união. Eu diria que beleza e carisma é um fator muito mais determinante e sem querer ofender, sua cara pintada, voz gasguita, comportamento bizonho mais afastam um potencial candidato ao seu amor do que atraem. Não é a toa que estás a tanto tempo sem dar, enquanto eu ainda nem me recuperei da última...

    Com a mão repousando no pênis de Rubin por sobre a calça dele, Nabooru sorri e agradece a atenção do taverneiro, dizendo que aquela comoção toda não diminuiu em nada o apreço que ele tinha pelo estabelecimento, alegando ser um ambiente de muito bom gosto e que iria recomendá-lo aos membros de sua religião. Atirar melancias era um entretenimento similar em Al-Kamal apenas com frutas diferentes. O sacerdote agradece pela informação recebida e diz que sairia pra se informar a respeito com alguns conhecidos. Ele também diz que o convite pra dormir com o taverneiro mais tarde estava confirmado. Olhando pra Arlequina, Nabooru diz em tom sério:
    - Acho que o mínimo que você poderia fazer pelo almoço é ajudar na limpeza do local, isto é, se ainda quiser continuar andando ao meu lado. Estou indo ao castelo do Conde e tenho certeza que não vão permitir a entrada de uma forasteira que andou causando problemas locais. Eu volto pra te buscar *depois de um suspiro arrependido* eu prometo.

    Nabooru iria até a residência do Conde e perguntaria por Lady Amy alegando ser um conhecido dela. Esperava que ela lembrasse que tudo o que fez foi pra mantê-la segura e que não houvesse ressentimentos. Preferia não ter que falar com guardas comuns sobre o assunto sob o risco de ser confundido como "um dos bandidos". Precisava se aproximar da maneira certa.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Hellkite em Qui Jul 12, 2018 2:40 pm

    O sermão de Nabooru surte um grande efeito na Arlequina, que começa a chorar copiosamente, o que faz borrar toda a sua maquiagem. Ela diz, entre soluços:

    - Poxa, Nabbbie, não é para tanto, é que, sabe, é difícil, para mim, que sou uma mulher linda e gostosa, perder para um magrelo que nem voce. Mas tudo bem, tem gosto para tudo, e um dia se ganha, e outro se perde, como minha mãe sempre me dizia.

    Depois de dizer ao taverneiro e a Arlequina que iria voltar, o elfo parte em direção da residência de Amy. Ele tem que caminhar um tanto até chegar ao castelo da família Brookland, que era realmente uma obra de arte, com suas altas torres recheadas de bandeiras ondulando com as brisas, as estatuas de homens e mulheres nus talhadas no mais fino mármore adornando as laterais, os grandes vitrais multicoloridos refletindo a luz do sol em varias tonalidades.



    No portão principal, Nabooru é interpelado pelos guardas, e tem que esperar mais um pouco ate ter sua entrada permitida. Ele segue andando por um caminho sinuoso que subia em direção do cume do monte em que se encontrava o castelo.

    Uma das servas atende o clérigo de Mitz, e o leva ate o quarto onde estava Lady Amy, bem no momento em que um de seus inúmeros pretendentes saia cabisbaixo com um enorme ramalhete de flores.

    Ao entrar no quarto, Nabooru ve que a ruiva estava sentada em sua cama, com uma das mãos sendo cuidada por uma manicure. Ela olha para o elfo e da um grande sorriso.

    - Ah, ola Nabooru, como esta? Deseja algo para beber ou comer? Posso mandar servir algo, se quiser... – diz, e então afasta a manicure, indicando a porta da saída com um dedinho. Amy rola e deita-se na cama de bruços e com os cotovelos apoiados no colchão e as mãos no rosto ela continua – Encontrou-se com Argus? Como ele está?
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Sailor Paladina em Sab Jul 14, 2018 3:09 pm

    Nabooru fica super aliviado ao ver que fora bem recebido pela nobre, pois temia que ela tivesse guardado algum rancor. Ele aproveita a oportunidade pra aumentar ainda mais o ego dela a fim de manter a vantagem. Após uma reverência respeitosa, ele começa:
    - É bom revê-la também Lady Amy e me alegra ao vê-la bem. Quanto ao Argus, sinto dizer, mas não o vi novamente desde que nos separamos. Na verdade, achei de bom grado manter distância, pois não me agradaria ser o pivô de algum problema entre vocês. Inclusive gostaria de pedir perdão por quaisquer rusgas que tenham sobrado entre nós em nossa última aventura. Não nos conhecíamos direito então acho que podemos relevar tudo. Por mim já são aguas passadas e eu tenho respeito pela senhorita.

    Nabooru aguardaria resposta, mas tentaria mudar de assunto o mais rápido possível:
    - Agradeço sua oferta e aceitarei apenas uma bebida, se não for pedir demais. Porém... O motivo que me trouxe até aqui no entanto é sobre outra coisa que eu não sei exatamente se a senhorita pode me ajudar.

    O sacerdote pela primeira vez explica como foi parar onde Amy e Argus estavam. Imaginava que a história que tava contando a Lady Amy iria soar como conto de fadas, mas ele pede que ela continue ouvindo. Ele fala de como foi parar perdido no deserto, o tal vorme das areias e da senhora dos sonhos. Quando ele a encontrou com Argus, já nem sabia discernir o que havia sido um sonho ou não, até que... a tal da Arlequina apareceu no cidade. Em meio as maluquices da garota, ela falou de alguma mensagem relacionada a tal senhora dos sonhos, traição e mulher dos cabelos vermelhos. Logo depois ouviu falar de que haveria um enforcamento em público.
    - Por isso eu vim até a senhorita, Lady Amy. Eu temo que alguns amigos estejam indo pra forca por algum tipo de engano. Temi que minha pessoa somente, não seria capaz de investigar o assunto. Talvez a senhorita ou seu pai possam me ajudar de algum jeito. Eu ficaria eternamente agradecido.

    Nabooru ainda estava com a expectativa de que Arlequina tivesse se confundido de alguma forma, mas caso não estivesse, seria melhor já ir preparado.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Hellkite em Sex Jul 20, 2018 2:20 pm

    Lady Amy fica satisfeita com a maneira subserviente demonstrada por Nabooru, concluindo que algum tempo nas ruas de Averin foram o suficiente para amansar a fera. Embora o fato do elfo não saber nada sobre o paradeiro de Argus a tenha deixado incomodada, saber que ele não iria mais atrapalhar seu caminho já era algo de valor.

    - Eu o perdoo, Nabooru, pois sei que outras culturas não tem o costume de manter o devido respeito com aqueles acima na hierarquia. Talvez voce possa ser de alguma ajuda, caso deseje ficar aqui na cidade.

    O elfo já muda de assunto, explicando o motivo de ter vindo ali. Lady Amy ouve toda a historia um tanto quanto desconfiada, mas o fato dele ter surgido do nada, já com o pau metido dentro dela, faz alguns dias atrás dentro da cabana, era algo que corroborava a seu favor.

    - Por isso eu vim até a senhorita, Lady Amy. Eu temo que alguns amigos estejam indo pra forca por algum tipo de engano. Temi que minha pessoa somente, não seria capaz de investigar o assunto. Talvez a senhorita ou seu pai possam me ajudar de algum jeito. Eu ficaria eternamente agradecido.

    Lady Amy ouve o apelo de Nabooru, pensativa. Ajudando-o agora, mais tarde poderia pedir um favor do clérigo de Mitz... Algo bem necessário diante da situação em que se encontrava. Ela acena com a cabeça e se levanta da cama, indo direto para o espelho para se arrumar.

    - Muito bem, farei este favor a voce, Nabooru - diz, enquanto penteava os cabelos. Ouvi sim que haveria um enforcamento de uma traidora na Praça Central, hoje a tarde. Ainda estão montando o espetáculo, temos tempo para uma conversinha com esta mulher.

    **

    Nabooru e Lady Amy acompanhavam um dos carcereiros que as levava pelos corredores mal-iluminados e frios do calabouço. Homens sujos e fedidos colocavam as mãos nas grades, implorando por saída, ou com xingamentos e provocações sexuais dirigidos a Lady Amy e ao elfo.

    Finalmente na ultima cela, a porta é aberta. Amarrada a correntes esta uma mulher de cabelos vermelhos...



    Ela tinha olhos azuis-violeta, e vestia uma indumentária a base de couro, que deixava boa parte de seu corpo a mostra. Ao ver a entrada de Lady Amy e Nabooru, ela vai em direção a eles, mas as correntes a impedem de avançar muito.

    - Por favor, por favor, sou inocente! Estou sendo vitima de um grave erro! Soltem-me, por favor!

    Lady Amy se vira para Nabooru, inquisitiva.

    - E ai, é uma de suas amigas?
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Sailor Paladina em Sex Jul 20, 2018 9:31 pm

    Nabooru esconde o sorriso. Era muito fácil engabelar pessoas egocêntricas. Seguindo com ela para a cadeia, seu coração palpitava de ansiedade. Porém, ao ver aquela mulher andrógina na sua frente, Nabooru sente um imenso alívio. Não era quem ele estava pensando ser e ele prontamente avisa a Lady Amy sobre o seu engano. No entanto, a moça se dizia inocente. O sacerdote questiona Lady Amy se não seria interessante investigar aquilo. Sabendo seu ponto fraco, ele vai direto na jugular:
    - Sabe milady... eu conheci muitos nobres e cidades diferentes na minha vida. Em algumas cidades, o povo adorava assistir a um enforcamento ou decapitação, por outro lado, esse mesmo povo vivia com medo de seus governantes. Eles não eram admirados, mas temidos. Ninguém falava bem deles e só lhes desejavam o mal. Esse tipo de nobre costuma ser cercado de gente falsa, bajuladores que mal podem esperar pra puxar o tapete de quem fingem adorar e vendem informações a governos rivais sem o menor escrúpulo. Já os bons governantes, afastam esse tipo de gente. Ao invés de mandarem matar pela diversão rápida, eles são sábios e governam com justiça e honestidade. As pessoas admiram de coração um governante assim. O povo se espelha em seus governantes e a cidade só tem a melhorar com decisões acertadas.

    Nabooru devolve o olhar inquisitivo e pergunta que tipo de povo a Lady desejava cultivar.
    - Tenho certeza que o juiz que decretou o enforcamento dessa moça é devoto de Shadowlady. Para eles o que importa é o veredito. Não conheço essa mulher, mas a Deusa Mitz jamais me perdoaria se eu virasse as costas para alguém pedindo por ajuda. Se me permitir, gostaria de investigar o caso.

    Com a permissão de Lady Amy, Nabooru iria perguntar o nome da moça e do que ela estava sendo acusada. Caso contrário, teria que pensar em outro jeito.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Hellkite em Seg Jul 23, 2018 10:45 pm

    Lady Amy ouve atenta o sermão de Nabooru sobre governantes bons e maus, e considerando-se uma governante boa, atende ao pedido do elfo de assumir a investigação. Ela esconde um bocejo com a palma da mão, e diz:

    - Nesse caso não foi um devoto de Shadowlady, mas sim um dos seus, Nabooru. Por isto que necessito de sua ajuda para controlar a igreja de Mitz aqui no condado de Brookland... Mas isto pode ficar para depois de você averiguar este caso...

    A ruiva nobre abana um leque em frente do nariz para afastar o mau cheiro, e deixa Nabooru a sós com a cativa.

    A moça presa na cela sente um fio de esperança com a presença de Nabooru ali, mas o peso das correntes faz com que ela de suas declarações sentada. Sua voz era rouca e grave, mas ainda feminina.

    - Meu nome é Natashia Malinovsky e eu sou de Karzek... Com o fim das hostilidades entre os reinos, eu decidi conhecer o tão famoso reinado de Avalon e sua cultura. E fui vitima de uma conspiração! Em uma festa daqui de Averin, acabei bebendo muito, e me descontrai, beijei varias pessoas, e... só sei que me lembro que acordei em uma cama, do lado de uma pessoa morta! E me disseram que era um alto religioso de Mitz! E agora querem me enforcar por terem assassinado ele, mas não fui eu!

    A moça tinha lagrimas nos olhos, e suas mãos estavam juntas em uma suplica.

    - Tem que acreditar em mim, Nabooru! Nem todos são maus em Karzek! Fui vitima de uma armação!
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Sailor Paladina em Sab Jul 28, 2018 2:28 pm

    - Milady... temo que o problema dessa jovem esteja intrinsecamente relacionado ao seu no que concerne ao que acabou de me dizer.

    Nabooru questiona Lady Amy sobre o que ela quis dizer com "controlar a igreja de Mitz" e especifica que pelo que ele entendeu de suas palavras, era que a igreja estava passando dos limites, como quem quisesse se sobrepor a soberania do Conde, vulgo pai dela. Caso ela confirmasse isso, as peças começariam a se encaixar pra ele.
    - Ouça com atenção, milady. Eu sou um devoto fervoroso de Mitz. Li todos os seus ensinamentos de ponta a ponta várias vezes pelo simples gosto de apreciar sua ideologia. E se tem uma coisa que eu tenho certeza é que a Deusa Mitz, sob hipótese alguma aceitaria que seus servos condenassem alguém vivo a morte.

    O sacerdote dá entonação a palavra "vivo" a fim de que ficasse claro que ele separa gente viva de morta como vampiros e afins. O fato de sua amiga Arlequina ter sido expulsa da igreja, que a princípio aparentou ser um caso banal dela estar causando confusão por lá, agora começava a parecer que os clérigos dali a expulsaram por algum outro motivo tão errado quanto o de condenar alguém. Tanto que ele foi logo achando se tratar de um juiz de Shadowlady.
    - Se for mesmo o que estou pensando, confrontar sozinho a minha igreja corrompida,o não trará frutos. Eu tenho influência em meu próprio reino, mas aqui sou um forasteiro e provavelmente posso cair na armadilha deles também. Milady, gostaria de ter uma audiência com o Lorde, seu pai e alertá-lo de minhas suspeitas. Seu suporte será essencial e provavelmente destruiremos dois vampiros com uma estaca só! Haja o que houver, esse enforcamento não pode acontecer!

    Nabooru sabia que precisaria de uma influência maior pra levar aquela investigação mais longe. Queria poder ver o corpo do sacerdote, a fim de eliminar todas as dúvidas. Uma coisa era certa: Se a palavra se espalha de que uma Igreja de Mitz condenou alguém a morte, causaria vergonha para toda a religião dela e os seguidores de Mitz seriam vistos como hipócritas por todo devoto de Shadowlady. Outras religiões perderiam completamente a confiança na sua. A situação era muito pior do que se podia imaginar.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Hellkite em Ter Jul 31, 2018 4:14 pm

    Diante da pergunta sobre o que seria controlar, Lady Amy confirma a suspeita que Nabooru tinha de que a igreja de Mitz queria mais poder para si.

    - Se for mesmo o que estou pensando, confrontar sozinho a minha igreja corrompida,o não trará frutos. Eu tenho influência em meu próprio reino, mas aqui sou um forasteiro e provavelmente posso cair na armadilha deles também. Milady, gostaria de ter uma audiência com o Lorde, seu pai e alertá-lo de minhas suspeitas. Seu suporte será essencial e provavelmente destruiremos dois vampiros com uma estaca só! Haja o que houver, esse enforcamento não pode acontecer!

    A nobre ruiva leva um dos dedos aos lábios, mordendo de leve a ponta, pensativa. Ao final ela acena com a cabeça e concorda.

    - Muito bem, mas saiba que papai é difícil de se convencer. Aquele velho sabe da importância do apoio da igreja de Mitz, e ele quer evitar ao máximo qualquer desavença com as autoridades religiosas – diz, e lidera o caminho para a saída do calabouço.

    Acompanhada de Nabooru, Lady Amy entra na carruagem da nobreza que a esperava, e ordena ao cocheiro que os levem para onde estava seu pai.

    Gastaram um bom tempo procurando-o, encontrando-o finalmente no final da tarde em uma das estradas principais do Condado de Brookland. O conde estava sobre um cavalo, supervisionando os trabalhadores que cuidavam da manutenção das vias.

    Lady Amy acena de sua carruagem para o pai, que abre um sorriso ao ve-la.

    O Conde Arcturus Brookland era um homem impressionante, vestido com armadura, e tinha uma expressão forte em seu rosto, daqueles que eram presentes em homens que tinham o costume de liderar.



    - Mas que acontecimento raro, minha filha vindo me visitar! Cansou dos joguinhos na corte e finalmente veio conferir com seu pai o trabalho árduo das pessoas que mantem as estradas e por isto nossas rotas comerciais. É isto?

    Lady Amy da um sorriso de canto de boca e diz zombeteira, “É claro que não, pai!”

    Ela desce da carruagem e apresenta Nabooru para o Conde, que acena com a cabeça.

    - Este é Nabooru, representante da religião de Mitz em Al-Kamal. Ele tem um pedido para fazer... – diz a ruiva.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Sailor Paladina em Qua Ago 01, 2018 1:00 pm

    Com tanto tempo gasto a procura do Conde, Nabooru prefere não perder tempo escolhendo um local apropriado para conversar. Na verdade, fora de seu castelo parecia o melhor lugar.
    - Milorde, é uma honra encontrá-lo pessoalmente. Gostaria que a situação fosse diferente para uma conversa, mas eu tenho um pedido extremamente urgente e importante a fazer, como a Lady Amy disse.

    A dica de Lady Amy sobre seu pai viria a calhar. Nabooru adorava entender seu interlocutor antes de começar uma conversa. Ele explica que em nenhum lugar do mundo, seja por qualquer motivo, um sacerdote de Mitz condenaria outra pessoa a morte. Que ele já vira casos de um assassino serial ser condenado a prisão sendo obrigado a trabalhar em prol de uma comunidade a fim de se redimir dos seus pecados por anos, mas jamais a morte, tortura ou alguma maldade similar. Seria como se rebaixar ao nível do criminoso. Sacerdotes de Shadowlady por outro lado, eram ávidos em condenações malévolas desse tipo.
    - Nesse momento uma moça condenada A MORTE, pelos sacerdotes de Mitz aguarda seu enforcamento para amanhã. O senhor PRECISA impedir que isso aconteça.

    Lembrando das palavras de Lady Amy, Nabooru já esperava que o Conde respondesse com algo sobre preferir não confrontar a igreja de Mitz e responde de acordo:
    - Ocorre Milorde, que essa igreja em seu condado não é uma verdadeira representante da Deusa Mitz, pelos motivos que explanei. E como eu já disse a Lady Amy antes, se a palavra se espalha de que uma igreja de Mitz condenou alguém a morte, todo o clero será visto com desconfiança pelo mundo inteiro.

    Nabooru vai adiante e diz que o resultado disso seria que altos representantes de Mitz iriam vir até o Condado, fechar essa igreja, investigar o caso, refutar os rumores, trazer a verdade e por a culpa NELE, por ser conivente com tal coisa acontecendo em suas terras.
    - Creia-me milorde, se o senhor deseja mesmo estar em bons termos com a Igreja de Mitz, ajude-me a impedir que isto aconteça.

    O sacerdote se ajoelha, tira a sua bíblia do bolso e mostra a página exata onde a apóstola Belldandy cita um dos mandamentos de Mitz: "¹Não condenarás um ser vivo a morte em hipótese alguma. ²Sempre aceite a rendição do inimigo e procurais um castigo adequado que não envolva tortura."
    Caso percebesse que o Lorde estava inclinado a ajudá-lo, Nabooru idealiza um plano. Não seria a melhor opção chegar lá e mandar parar tudo. Ele preferia confrontar pacificamente os clérigos da cidade sobre o fato e mostrá-los que estavam errados e que deveriam investigar melhor o ocorrido. Ele próprio se proporia a ajudar. Caso não houvesse acordo, eles poderiam tentar o plano B: cancelar o enforcamento por autoridade do Conde.

    Voltando-se pra Lady Amy, ele pede que ela mandasse um carta que ele escreveria para o Sumo Sacerdote de Mitz em Yelena. Este seria o plano C e que já seria posto em andamento, afinal de contas, o Papa precisava saber de coisas desse tipo acontecendo na Ordem. Ele certamente incluiria comendação ao Conde e sua filha pela ajuda essencial na resolução do caso.
    - Eu aceito total responsabilidade sobre tudo o que estou pedindo aqui, milorde. Se no final das contas me provarem errado, eu aceito ir pra forca no lugar da moça. Prefiro morrer a viver num mundo em que os representantes da Deusa da Vida condenam alguém a morte.

    Nabooru estava resoluto, olhando o conde nos olhos demonstrando total seriedade em suas palavras.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Hellkite em Seg Ago 13, 2018 9:14 pm

    O Conde de Brookland ouve as palavras de Nabooru com o rosto sério, sem dar nenhuma mostra que estava em acordo ou desacordo, apenas avaliando friamente a questão. Como o elfo estava esperando, o nobre lembra do poder da igreja de Mitz e seu desejo em não confronta-la, mas Nabooru encaixa logo sua suspeita sobre uma possível falsa liderança dentro do culto a deusa do bem.

    Arcturus Brookland volta seu olhar para o horizonte, maquinando sobre as possibilidades. Ele volta seu olhar para o clérigo de Mitz, examinando-o com olhos dissecadores, como se estivesse descascando-o camada a camada para ver o seu interior. Com a voz grave e segura, diz:

    - Suponha que eu acredite em sua palavra, o que se propõe a fazer?

    Nabooru explica todos os seus planos e pede pela ajuda de Lady Amy, que acena com a cabeça. Ela parecia um tanto quanto impressionada pela lábia do elfo magrela, passando a observa-lo com novos olhos.

    O Conde da mostras de sua concordância acenando brevemente com a cabeça, satisfeito.

    - Se voce esta disposto a apostar sua própria vida nesta sua crença, talvez exista nela alguma verdade. Mas se estiver errado, não impedirei de manda-lo a forca, será uma punição que poderá abrandar a ira dos sacerdotes de Mitz, por ter dado ouvidos a um estrangeiro.

    Arcturus põe a mão sobre o ombro de Nabooru, e este sente a força que ele tinha, a força de um homem acostumado a mandar nas pessoas. Com a mão ele traça uma linha pela estrada, indo de uma ponta a outra do horizonte.

    - Estas estradas eu mesmo supervisionei sua construção, e mostram todo o poderio de Brookland. Elas são a minha força, a força do meu comercio, uma força que poderá engrandecer não somente estas terras, mas toda Avalon! Pense nisto, caso tenha sucesso em sua empreitada. Tambem arrisquei muito para chegar ate aqui, mas nunca me esqueci de quem me ajudou – diz, olhando firme para Nabooru.

    Lady Amy chega para o lado de Nabooru e o enlaça pelo cotovelo.

    - Muito bem, deseja conversar com os seus coleguinhas sacerdotes agora a noite, ou prefere esperar de manha? Voce pode dormir no castelo, se quiser, não é, papai?

    O Conde somente acena com a cabeça. Conhecia sua filha.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Sailor Paladina em Ter Ago 14, 2018 5:47 pm

    Nabooru fica muito aliviado ao perceber que o Conde estava inclinado a lhe ajudar naquilo e suas palavras finais o empolgam ao saber que seria gratificado pelo seu empenho. Então Lady Amy chega de supetão com possíveis segundas intenções e ele fica completamente desorientado ao ouvi-la. Nos poucos segundos que formulava uma resposta pra ela, seu raciocínio rápido o lembra de Arlequina e do taverneiro.
    "-hmm, eu disse que ia voltar pra passar a noite com ele, e deixei a tadinha lavando os pratos... acho que a melhor opção seria aceitar esse convite e deixar que a Arle durma com o taverneiro no meu lugar. Que pena, ele parecia bonito, mas preciso ser justo".

    Nabooru volta a si quando Lady Amy chama seu nome estalando o dedo em frente ao seus olhos e ele responde:
    - Sim, sim, claro, senhorita, eu aceito seu convite pra dormir no castelo. Devemos chegar meio tarde da noite então amanhã pela manhã irei a igreja pra tentar por algum bom-senso na cabeça deles.

    Na volta ao castelo, enquanto conversavam sobre coisas triviais, Nabooru percebia o quanto Lady Amy era inteligente e versada em vários assuntos, sabendo inclusive falar outras línguas como ele. Isso a faz subir bastante em seu conceito e pelo visto a recíproca era verdadeira. Após jantarem, Lady Amy leva o sacerdote ao seu quarto. Ele deixa sua bolsa em cima da cama e diz que iria tomar um banho. A nobre sugere começar a escrever a tal carta enquanto ele se banhava na sala ao lado. Nabooru estava tranquilo respondendo as perguntas de Amy enquanto ela "supostamente" escrevia a carta. O que a moça fazia na verdade era vasculhar a bolsa do rapaz pra ver se encontrava alguma coisa interessante, talvez algo relacionado a Argus e toma um susto ao perceber que sua mão toca algo grosso, longo e roliço amarrado a algum tecido. Ela abafa um grito e remove o objeto. Para sua surpresa, era uma calcinha com um dildo muito bem talhado preso a ela. Dentre outras coisas, uma mordaça de bola, chicotinho, algemas e um plug com rabo de cavalo, fora a bíblia de Mitz. "Que pervertido," pensa a Lady.

    Nessa hora Nabooru chega no quarto envolto a uma toalha e seus olhos se arregalam quando vê Lady Amy girando a calcinha/dildo em seu dedo, perguntando o que era aquilo.
    - I-i-i-sso? E-e-eu... nem sei como fo-foi parar ai e... AH!
    O meio elfo começa a gaguejar surpreso, olhando para os lados quando sua toalha cai, mostrando seu pênis minúsculo.

    Nabooru apanha a toalha morrendo de vergonha e cobre apenas seu orgão sexual, ajoelhando-se e pedindo desculpas.
    - Perdão Milady, mas se a senhorita me permitir vestir minhas roupas, podemos... começar... a escrever...

    Nabooru só conseguia imaginar Lady Amy vestindo aquela calcinha, mas não acreditava que ela curtisse inversão de papéis.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Hellkite em Seg Ago 20, 2018 11:37 pm

    - Sim, sim, claro, senhorita, eu aceito seu convite pra dormir no castelo. Devemos chegar meio tarde da noite então amanhã pela manhã irei a igreja pra tentar por algum bom-senso na cabeça deles.

    Lady Amy sorri satisfeita ao receber a concordância de Nabooru ao seu convite de pernoite no castelo. De fato o primeiro dia de encontro entre eles não havia sido nada bom, já que o elfo tinha surgido do nada com o pinto enfiado em sua buceta, porém agora a nobre o via não mais como um possível entrave no seu relacionamento com Argus, mas como um afeminado inteligente e com boas idéias. E como Argus tinha desaparecido, quem sabe Nabooru não teria alguma pista de sua localização atual...

    E em seu intimo, Lady Amy de certa maneira invejava o elfo de Al-Kamal, que facilmente encontrava soluções para os problemas. Quem a libertou do cativeiro do vampiro da floresta foram ele e Argus, e enquanto Argus era um macho forte e viril, Nabooru era franzino e fraco. E além do mais, o caçador parecia nutrir grande simpatia por ele... A ruiva cerra o sobrecenho ao fitar Nabooru, mas quando o mesmo se vira para encara-la, ela disfarça e da um sorriso. “Que ótimo, então suba na carruagem, temos um longo caminho pela frente...”, diz ela, despedindo-se de seu pai.

    Após o jantar e enquanto Nabooru se banhava, Lady Amy aproveita para vasculhar a bolsa do clérigo de Mitz. Esperando encontrar algum bilhete de Argus, encontra algo inesperado... Apetrechos pervertidos! Os olhos da ruiva brilham ao descobrir este grande segredo! Que pervertido! Agora sim este Nabooru tinha ficado interessante...

    O retorno de Nabooru e a cena da toalha caindo era hilária para Lady Amy, mas ela faz cara de seria.

    - Perdão Milady, mas se a senhorita me permitir vestir minhas roupas, podemos... começar... a escrever..

    A ruiva nega com o dedinho, fazendo tsc, tsc.

    - Nada disso Nabbie. Isto que eu descobri é algo muiiito sério. Imagina se alguém souber que o clérigo de Mitz que esta acusando o alto clero de Brookland na realidade é um pervertido? – diz, e então faz uma cara de susto – Oh! E se meu pai descobrir? Ira manda-lo para a forca hoje a noite! Hmm... Acho que o seu destino esta nas minhas mãos, Nabooru...

    “Que delicia! Esta é minha chance de dominar este homenzinho esperto... Pode me bater em conhecimento, mas na cama vai ser eu que vou mandar...”, pensa, ficando molhada só de imaginar. Gostava de dar para homens viris como Argus, mas homens submissos que nem Nabooru também lhe davam muito tesão.

    Com a calcinha/dildo girando em seu dedo, ela da um sorriso maroto.

    - Quer dizer que voce trouxe seu kit de viagem para o caso de encontrar alguém que goste de te colocar no seu devido lugar, mocinho? Pois então já coloque a mordaça de bola e o plug de cavalo e beije os pés de sua mestra, e diga, sim senhora.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Sailor Paladina em Qua Ago 29, 2018 4:22 pm

    O clérigo fica estático por alguns instantes. Várias ideias passavam pela sua cabeça naquele momento de como escapar daquela situação. Podia inventar qualquer desculpa, até mesmo inverter a mesa e alegar sabotagem. Mas seu coração dizia outra coisa e no fundo ele queria fazer aquilo. Em meio a essa confusão, uma anjinha pousa em seu ombro e diz pra ele se render aos seus desejos. Uma diabinha pousa no outro ombro e diz que Nabooru deveria usar sua inteligência pra contornar seu dilema.

    Lady Amy estala o dedo para ver se Nabooru saía daquele transe e o meio-elfo tremendo nas bases, se prostra de quatro, engatinhando até a nobre. As ameaças dela não o preocuparam de todo, mas a situação era excitante demais.
    - Sim senhora. Como mandar, mestra. - Diz Nabooru dando beijinhos nos pés dela.

    A nobre pega a mordaça e joga suave no rosto de Nabooru que o põe em sua boca. Ela faz um sinal com o dedo apontando pra que ele se virasse.

    18+
    Spoiler:

    Nabooru recebe palmadas até ficar com a bunda bem vermelha. Ele começa a se masturbar e quando diz que tava perto de gozar, Amy para de meter e o empurra de lado dizendo que não era a hora ainda. Ela se deita na cama e manda o clérigo lamber seu falo de mentira, enquanto jurava lealdade a ela. Isso deixava a moça se sentindo muito poderosa. Mas o golpe final estava por vir. Ela manda que Nabooru se ajoelhasse sobre ela e sentasse em seu falo. Ela queria vê-lo masturbando o rabinho e o pênis ao mesmo tempo enquanto olhava nos olhos dele. Queria vê-lo gozar e ver sua cara envergonhada. Como havia sido interrompido no pré-gozo, Nabooru demora mais uns bons minutos roçando a bunda naquele falo enquanto era xingado e estapeado de leve na rosto. Do lado de fora do quarto, duas empregadas que ouviam a safadeza dentro do quarto, trocavam risadinhas. Nabooru finalmente goza e alguns dos jatos vão no rosto de Lady Amy que sorri majestosa e passa a língua pra limpar. O meio-elfo apenas desaba na cama, se cobre e tenta dormir envergonhado.
    - Não acredito que fiz isso...

    Lady Amy tira a cinta e diz que falaria com Nabooru no dia seguinte. Ela sai do quarto e uma das empregadas que cruza com ela no corredor aponta o dedo pro próprio rosto, como indicando que o rosto da nobre tinha alguma sujeira no mesmo local que ela apontava.
    - Oh! Nem vi isso. Obrigada. - Diz Amy lambendo o dedo. - Pergunte se nosso convidado precisa de mais alguma coisa, sim?

    A empregada bate a porta e abre devagarzinho vendo nabooru coberto e a cinta-consolo no chão.
    - Precisa de mais alguma coisa, senhorito?
    - Eu... estou bem... Pode fechar a porta...
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Hellkite em Ter Set 04, 2018 8:42 pm

    Acometido por um sentimento de culpa e vergonha por ter perdido a luta com seus desejos carnais, Nabooru rola de uma lado para o outro da cama. Finalmente o sono vem para Nabooru, junto com sonhos proféticos e de conteúdo misterioso.

    O elfo de Al-Kamal acorda no dia seguinte, fica na beira da cama e esforça-se para não esquecer de seu sonho, mas batidas na porta do quarto de Lady Amy tiram a sua concentração, e logo tudo esta perdido.

    - Senhor Nabooru, Lady Amy aguarda na sala de refeições para seu café da manhã – diz através da porta uma das empregadas.

    O clérigo de Mitz se veste e acompanha a empregada pelos inúmeros corredores, ate chegar na sala onde ele era esperado. A mesa era grande e havia um grande numero de quitutes, bolachas e frutas, queijos e vinhos.



    Lady Amy estava sentada em uma das pontas, e estava com as mãos cruzadas e os cotovelos apoiados na mesa. Ela tinha um sorriso no rosto, e aponta para uma das cadeiras ao seu lado.

    - Bom dia, Nabbie, dormiu bem? Mandei minhas servas prepararem um café da manhã real para o meu querido elfo... Por favor, faça-me companhia, estou apreciando um bom salame com pão e vinho... – diz, extremamente simpática, algo que era totalmente o oposto de Lady Amy nos primeiros dias em que se viram.

    A ruiva acompanha com os olhos e espera Nabooru se sentar, para então colocar sua mão sobre a dele.

    - Você foi maravilhoso ontem, e esta é uma mostra de que eu sei cuidar bem de quem me agrada... Por favor, sirva-se do salame... Eu gosto especialmente deste, que é bem grosso e picante... – diz, passando a mão sobre o embutido.

    Uma das empregadas entra na sala e cochicha algo no ouvido de sua senhora, que fica escutando com a face seria. Com um sinal da mão ela dispensa a serva e se recosta na cadeira, incomodada.

    - Pensava que teríamos mais tempo, mas parece que o alto clero de Mitz planeja fazer a execução da herege ao meio-dia. Não que tivesse chance da carta chegar a tempo em Yelena, mas esperava ter mais tempo... Queria conversar com a chefe da guarda, que é minha amiga, para providenciar algum tipo de contratempo que adiasse a execução.
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Sailor Paladina em Seg Set 10, 2018 11:41 am

    Ao contrário do que outros em sua situação poderiam esperar, Nabooru estava de muito bom humor. O que acontecera na noite passada não foi nada fora do comum pra ele, na verdade, foi um retorno ao hábito. Humanos fortes que curtem elfos finos, ou futas em fogo faziam parte do seu cotidiano e basicamente não era nenhum segredo entre seus correligionários em Al-Kamal. Seja lá o que Lady Amy estivesse pensando, ela estava com a impressão completamente equivocada. Se ela achava ter uma carta na manga contra ele, o clérigo tinha um Luz de Rua Real se estivessem jogando Poking. Uma nobre como a Lady Amy revelando seus anseios eróticos com um forasteiro? ISSO era fora do comum. Nabooru guardava um segredinho de sua colega e ela nem imaginava. Porém, fingido como era, ele continua a interpretar a situação, andando na direção da nobre, cabisbaixo simulando vergonha e dando um bom dia baixinho. Salvo pelo gongo quando a serva fala nos ouvidos de sua senhora, a expressão do meio-elfo muda completamente quando ele ouve a palavra "execução" novamente. Ele chega a esmigalhar o pedaço de pão que segurava.
    - Lady Amy, entendo que gostaria de mais tempo pra conversarmos, mas isso precisa de total prioridade. Preciso ir até essa igreja imediatamente e interrogar esses falsos clérigos de Mitz!

    O estômago de Nabooru dá um ronco que o deixa meio embaraçado. Pedindo perdão a Deusa, ele pega outro pão, coloca algum recheio dentro e bebe algo pra acompanhar. Não ia conseguir resolver nada com fome...
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

    Mensagem por Hellkite em Dom Set 16, 2018 7:21 pm

    - Lady Amy, entendo que gostaria de mais tempo pra conversarmos, mas isso precisa de total prioridade. Preciso ir até essa igreja imediatamente e interrogar esses falsos clérigos de Mitz!

    A nobre recosta-se na cadeira, acenando com a cabeça. Não havia tempo para joguinhos, infelizmente.

    - Voce esta certo Nabooru. Iremos a igreja e como filha do conde eles não terão como negar uma audiência – diz, tomando um longo gole de sua taca de vinho e limpando seus lábios com o dorso de sua mao.

    Os dois vão a passos rápidos pelos corredores labirínticos da mansão de Brookland, a ponto do elfo se sentir desorientado pelas rápidas mudanças de direção. Logo eles se encontram na frente da residência, onde entram os dois na mesma carruagem do dia anterior.

    Lady Amy manda o cocheiro ir a toda velocidade para a igreja de Mitz, e com um rápido galopar os cavalos e a carruagem partem.

    **

    No interior de uma luxuosa sala, que continha belas pinturas sobre acontecimentos religiosos envolvendo a deusa da luz, aguardam serem chamados Lady Amy e Nabooru. A nobre estava irritada por estar sendo feita esperar, mas nada disse a respeito para Nabooru, querendo passar uma imagem diferente da jovem arrogante e mimada que ela era na realidade.

    Após mais cinco minutos, eles são levados para uma outra sala por um servo, onde esperava por eles sentado ao lado de uma longa mesa o bispo de Brookland. Ele era um homem belo, de cabelos loiros e olhos azuis, usando a indumentária religiosa branca comum dos seguidores de MItz ocidentais. Na mesa estava aberto um livro de paginas negras, que tinha um desenho de uma mulher em poucos trajes.



    O bispo faz um sinal de positivo com a mao, e sorri.

    - Ah, ola, Lady Amy, desculpe te-la feito esperar, sei como odeia isto... Mas eu estava ocupado vendo os preparativos para a execução da herege – diz, e olha para Nabooru, fazendo uma mesura – Ah, o senhor deve ser Nabooru, representante da deusa em terras orientais. Meu nome é Frau Biblack, bispo da deusa da luz de Brookland. Em que devo a honra de sua visita?
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    Re: Nabooru - Sailor Paladina

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      Data/hora atual: Seg Nov 12, 2018 4:44 pm