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    4º passo - Conceitos

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    Luxi
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    4º passo - Conceitos

    Mensagem por Luxi em Qua Ago 02, 2017 9:49 am


    A terceira etapa foi mental e fisicamente desgastante para muitos, bem mais do que a etapa de dança. O concurso exigiria muita persistência dos candidatos para chegar à final. Após uma semana intensa de treinamentos, eles teriam dois dias para descansar antes da exibição do episódio com os resultados.

    A manhã de sábado veio calorosa e agradável, trazendo a calmaria de um dia sem compromissos. A imprensa estava louca soltando notas sobre os candidatos do dia anterior, a sensação do momento era a revelação da identidade da senhorita Beautiful: a garota de nome Shi Myeong, que era filha de ninguém menos do que o dono da Shine Bright Entertainment. A menina era youtuber e blogueira de moda, também recentemente estagiária de jornalismo do grupo de mídia do pai. Sua ficha estava toda na internet, exaltando a beleza da menina. Alguns comentários maldosos em volta disso questionavam se a recente predileção dos editores do programa pelo rapaz tinha algo a ver com isso.

    Boatos na internet diziam também que alguns candidatos tinham passado mal, dentro e fora dos palcos, e supostamente houve um desmaio, não confirmado, mas começaram as discussões sobre o tratamento que a empresa dava para “crianças” em fase colegial e se estava pronta para treiná-los sem traumas.

    Além disso, as listas editoriais elegendo os favoritos entre os candidatos mais bonitos ou de melhor formação começaram, inclusive apostando em nomes para a grande final. Havia uma ou duas matérias de análise falando sobre a voz peculiar de Go Mi Nam, chamado de “revelação” do dia.

    ♪ Eun-Ji ♪

    Pela primeira vez desde que ela conseguia se lembrar, Eunji não foi acordada para a missa, mas também não tinha sido um despertar suave. Acordou sentindo a mochila ser puxada debaixo de sua cabeça e quando bateu a cabeça, acordou com o sol na face. Para os transeuntes era como uma pessoa que tinha bebido Soju demais ou uma moradora de rua. Ninguém se importou em ajudar, mas a movimentação fez um policial se aproximar.

    - Ei. Garota. Não pode dormir aqui fora. Onde estão seus pais? - olhou a garota machucada. Eunji também estava faminta, sem nenhum pertence, e o corpo todo dolorido. - Você não deveria ser uma estudante? O que aconteceu com você? Me acompanhe até a delegacia.

    ♪ Shin-Hee ♪  

    A manhã na casa dos Yoon não poderia ser mais agradável. Isso porque saiu bem cedo, antes mesmo que o senador acordasse com as últimas notícias (pois ninguém naquela casa contaria a ele). A senhora Ming estava feliz da vida, fazendo-o tomar café antes de sair. Sua mãe quis saber onde ele ia e até emprestou o carro para ele, se preferisse. Estava secretamente feliz por ver o filho alegre, com um objetivo e estimulado a sair de casa.

    Myeon saiu assim que ele chegou. Shin notou que na sacada o pai da garota observava o trajeto da filha até o carro. Ela tinha escolhido um visual feminino e delicado: um casaquinho leve rosa e um vestido azul claro, misturando cores pastel para combinar com o verão. Seus cabelos estavam soltos e ondulados, com a tradicional tiarinha, e os brincos em bolinhas rosadas.  



    - Oppa! Você veio me buscar de carro. - parecia impressionada. - Você sabe dirigir!? - perguntou a toa, já que era óbvio que ele mesmo tinha conduzido até ali. - Uau. Às vezes eu esqueço que você já tem 18 - sorriu sem jeito. A menina virou para o pai e acenou para ele alegremente. - Appa! Até mais tarde.

    Ao entrar no carro, o perfume que misturava maçã e jasmim espalhou aos poucos ali dentro, dando um frescor natural de verão. Cada detalhe nela parecia ter sido pensado para o encontro.

    - Conseguiu descansar? - tentava conversar descontraída, mas não parava de olhar cada cantinho do rosto dele, encantada.

    ♪ Yuki ♪

    Yuki recebeu uma mensagem da professora de Eunji, enquanto dormia, avisando que tinha deixado Eunji em casa e que ela estava melhor. Tinha sido um ataque de pânico, apenas. Pelo menos, não era grave. Ela pediu desculpas por não ter dito nada antes, pois estava preocupada com a situação.

    Taegyu olhou a irmã por um tempo antes de estender uma nota para ela. Parecia tentar ler seus pensamentos e querer entender para qual finalidade ela queria créditos. A mãe não havia dado um pio para o rapaz, pelo menos isso ficava claro. Além disso, ele estava mais mão aberta, agora que tinha um novo emprego.

    - Não vá gastar a toa, ok? - não que achasse que ela era gastona, mas não queria que ela perdesse dinheiro ligando para alguém que não merecia. Se soubesse que ela ia gastar créditos com Minsoo…

    - Ah! Yuki - o garoto atendeu, alegre, como sempre. - Como você está? Eu queria...- mas a menina falou atropelando as frases. - Claro, espere. Vou te mandar uma mensagem. Por favor, venha com a gente ao café.

    Ao desligar, a menina recebeu o número de Shin, para quem podia perguntar sobre leis também agora, sempre que precisasse.

    Pouco tempo depois ela também recebeu uma resposta da senhora Bora. A falta de celular da menina também a estava causando preocupação.

    ”Eu ainda não a vi hoje. Estou indo para a igreja mais tarde. Mando notícias quando souber.”

    Suas pequenas missões do dia estavam completas, e agora ela tinha o dia de folga para repousar. Seu celular vibrou de novo, mas agora era uma mensagem de Minsoo.

    ”Está fazendo alguma coisa hoje?
    Você quer sair?”


    Será que era muito grande a cara de pau do garoto em usá-la desse jeito? As palavras da mãe ainda estavam frescas em sua mente. O pior é que ela nem podia ligar para tirar satisfação ou mandar muitas mensagens em resposta, para economizar seus créditos.

    ♪ Eu Se ♪

    Um novo dia tinha surgido, mas ninguém apareceu no hotel para anunciar sua expulsão. Go Mi Nam quis tomar café da manhã com ela e disse que voltaria para casa só no dia seguinte. Estavam livres para passear. Dessa vez, ele não excluiu os amigos dela. Pensava que, se fosse expulsa, então pelo menos a ajudaria a construir boas memórias com eles, em vez de roubar a atenção da amiga para si. Minki adorou a ideia, mas, para a infelicidade de Eu Se, decidiu chamar outra pessoa para integrar o time.



    Rin os encontrou no parque de diversões, que, devido ao bom tempo e o último mês de férias, estava lotado de adolescentes e crianças. A garota usava um short e blusa amarrada na cintura, também as famosas faixinhas de fisioterapia. Acenou para todos e Minki foi logo falar com a menina todo empolgado, deixando os outros para trás, sem nem dar tempo que ela falasse direito.

    - Agora você odiou a minha ideia? - Go Mi Nam perguntou discretamente.  - Mas eu quero te ajudar. Olha só.

    O amigo deu um passo para frente, atrapalhando a conversa entre um Minki sorridente e uma Rin ouvinte.

    - Hm. Desculpe interromper. Seu nome é Hyerin, não é? Eu vi a apresentação do seu grupo. Dei uma nota alta para vocês. Eu sou amigo do Go Mi Nam. Meu nome é Lee Jong-suk. - sorriu, satisfeito por aquele ser o nome do primo e ele não esquecer a mentirinha.

    - Ah. Verdade? - olhou curiosa. - Obrigada pelos votos. - fez uma reverência educada. - Desculpe, não me apresentei.

    - Está tudo bem. Agora muita gente sabe o nome de vocês. Já pensou em qual vai ser o seu nome artístico? - ele ficou exatamente entre Minki e Rin, e a garota embalou na conversa com o amigo dela lá na frente.

    Minki emburrou e cruzou os braços imitando o jeito de Go Mi Nam falar para Amihan, Bae e Eu Se.
    - Eu não gosto do seu amigo.
    - Você não devia admitir isso tão abertamente para um amigo dele aqui do lado, Minki. - Amihan repreendeu.
    - A gente tem que se divertir…
    - Então, onde vamos primeiro?
    - Tanto faz. - inflou as bochechas, ficando ao lado de Eu Se.
    - Certo, então nosso líder do passeio vai decidir. - Amihan olhou para ela.



    shamps
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    Re: 4º passo - Conceitos

    Mensagem por shamps em Qua Ago 02, 2017 2:24 pm

    Pela primeira vez não ouvia os gritos da mãe ao ser acordada, isso já era um alívio, mesmo assim foi estranho, sua cabeça bateu contra o banco, mais uma dor para sua coleção, sua mochila foi levada embora. O sol estava forte em seu rosto e ela estava um pouco confusa e dolorida, não dando importância ao sumiço da mochila. Seu estômago roncou e ela viu as pessoas andando pela rua e tentava entender o que acontecia. Olhou seus ferimentos e se lembrou da noite anterior com tristeza, mas também com alívio por ter falado tudo o que estava em sua garganta e por não estar mais lá.
    Viu o policial se aproximar e permaneceu sentadinha no banco. Ele perguntou se era uma estudante e ela meneou a cabeça e confirmou que sim, quando perguntada sobre os pais ela aquiesceu negativamente, mas quando ele pediu para que ela o acompanhasse a delegacia, sua boca machucada só conseguiu murmurar "hospital".
    A menina não estava suja ou mal cheirosa para ser uma moradora de rua, estava repleta de cortes, vergões e hematomas - que agora apareciam fortes nas pancadas - na face, além da boca inchada e com cortes, havia dois hematomas, um na boca e outro ao lado da orelha (local da luxação) e a marca dos dedos do avô.

    - Mmmminha... mmmmochila - falava com dificuldade, sem mover a boca direito e fazia caretas de dor. Sua mochila não tinha nada de valor, apenas os presentes de Bora e o figurino do programa, mas o cartão com o número dela estava lá, sorte que a menina sabia aquele número de cor - ob....ga...d... - agradeceu a presteza do policial e o acompanhou com dificuldade, pois seus pés também estavam inchados e com bolhas por terem feito tanto esforço. Não era um sapato confortável, por isso lhe cortou o pé, ela teve que tira-los e preferiu andar descalça.


    Gakky
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    Re: 4º passo - Conceitos

    Mensagem por Gakky em Qua Ago 02, 2017 10:01 pm

    Yuki fica toda feliz quando Taegyu lhe dá o dinheiro para colocar créditos no celular. Ela diz contente:

    - Prometo que vou economizar! Só quero saber se a Eun-ji está bem, ela passou mal ontem.

    Depois de ligar para Minsoo, ela recebe o telefone de Shin finalmente. E também recebe o da Senhora Bora. Ela já ia digitar uma mensagem para Shin, quando de repente recebeu o SMS de Minsoo. Ele queria sair? Yuki não entendeu, não parecia certo ele sair com ela, se tinha uma namorada. Ela lembrava das palavras de sua mãe e isso a preocupava. Não conseguia acreditar que MinSoo tinha más intenções, talvez ele só fosse mesmo um bom amigo. Mas Yuki sabia que sair com o namorado dos outros não era certo, podia dar confusão. De repente uma luz de esperança também surgiu na mente da japonesa, talvez não fossem namorados, e sim uma irmã. Mas ao mesmo tempo pensava se ele teria uma irmã, parecia difícil acreditar nisso. De qualquer forma, ela não tinha muitos créditos para tentar averiguar isso, então decidiu ter coragem e resolver isso de uma vez só, respondendo com a seguinte mensagem:

    - Pretendo treinar. Aceito sair, quero conversar umas coisas. Você conhece o meu bairro, que tal na esquina em frente a loja de nozes?

    Yuki queria ver MinSoo e tentar sondá-lo para descobrir quem era a garota, se fosse namorada, ela tentaria ser gentil e tentar fazê-lo entender que não era certo eles se encontrarem assim. Embora seu coração doesse ao pensar nisso, um lado dela queria muito acreditar que a garota não era namorada. Até mesmo as palavras de sua mãe ficaram distantes quando ela sonhava. Depois ela manda uma mensagem para Shin:

    - Quando vai ser o café? Estou ansiosa para provar, obrigada pelo convite!

    Persephone
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    Re: 4º passo - Conceitos

    Mensagem por Persephone em Qua Ago 02, 2017 11:04 pm

    O sábado começou cheio de expectativas. Depois de uma apresentação muito elogiada e um fim de sexta indescritível, Shin não aceitaria um sábado qualquer. Queria poder aproveitar cada segundo daquela folga e do modo mais especial possível. E isto só seria viável se estivesse na companhia de uma pessoa: Myeon.

    Logo no café da manhã, ele já podia sentir como clima estava. Tinha retomado sua rotina de antes e tirara folga no café - na verdade, ele barganhou com o chefe, porque prometeu que ele teria uma surpresa inesquecível. Com isso, ele conseguiu o sábado de folga para poder cumprir sua promessa. Mas naquela manhã, ele acordou bem cedo, fez uma corrida matinal, tomou banho e se arrumou para sair. Mesmo que tivesse dormido bem tarde na noite anterior por trocar mensagens fofas e ficar lendo o feedback das apresentações na rede, ele parecia extremamente disposto.

    Não era para menos.

    Durante o café, Shin comentou com sua mãe que pretendia levá-la ao "The Garden of Morning Calm" para que aproveitassem a paisagem naquela manhã. Claro que não ficariam o dia todo lá, depois ele pretendia levá-la para almoçar fora e pegar um cinema ou jogar boliche depois, ela podia decidir. Mas Shin queria levá-la a esse lugar porque achava bonito e doce como ela - não disse isso para sua mãe, mas ela sabia que ele costumava associar mulheres com flores. Não por serem frágeis, mas por conta das cores e dos perfumes. E também porque uma flor não significa ser fraca, existem muitas extremamente resistentes.

    Ele parecia animado e ficou feliz quando a mãe liberou o carro. Verdade fosse dita, ele já tinha a carteira desde o início do ano, mas não costumava dirigir por simples comodidade. Tinham três carros na garagem da casa, mas o pai nunca disse que um deles era de Shin, era pra "família", com motorista. E a mãe usava um para trabalhar, o pai usava o outro. Ficou satisfeito quando a mãe liberou o carro.

    Despediu-se dela e da Srª Ming, com beijinhos na têmpora de cada uma e seguiu com a chave do carro. Pegou uma jaqueta, boné, óculos, celular e carteira no processo. O carro era um Hyundai Azera (Grandeur), modelo 2017 preto. Seu interior era forrado com couro e ele era uma das paixões nacionais para quem tinha dinheiro. Não era o esportivo que todo jovem gostaria de ter, mas ele estava muito feliz com aquela oportunidade.

    Enquanto seguia até o carro, recebeu a mensagem de Yuki. Parou quando entrou no carro e antes de dar a partida, respondeu.

    "Hey, Yuki! Como vai? Ontem eu não consegui ver vocês depois das apresentações. Você estava ótima!
    O Café está mais do que combinado! Estava para combinar com o Minsoo-shi, mas já confirmei que será segunda-feira. Tudo bem pra você?
    Tem como avisar à EunJi também? Não tenho o contato dela.
    Espero por vocês lá! E sim, vocês são convidadas especiais, poderá escolher o que quiser rsrs
    Até!"


    Shin não gostava de mandar mensagem picotada, preferindo mandar tudo de uma vez. Também enviou uma mensagem para Myeon, dizendo que já estava saindo.

    Colocou no gps o endereço da casa dela e seguiu tranquilamente até lá. O rádio estava numa estação jovem, tocando músicas do pop e de doramas que faziam sucesso no momento. Foi uma viagem tranquila até que ele parou diante da casa dela. Deu uma buzinada, mas não ficou dentro do carro, ele saiu no instante em que Myeon irrompeu pela porta. Deu a volta, caminhando daquele modo jeitoso dele e parou para vê-la com um sorriso.




    Shin-Hee também tinha optado por uma visual mais verão, mesmo que com mangas: era uma blusa azul bebê de manga comprida, mas de tecido leve e uma calça branca. Nos pés, usava mocassim bege, bem à vontade. Tinha retirado os óculos escuros para encará-la e o cabelo estava jogadinho de lado, meio grandinho. Não tinha nenhum gel ou coisa do tipo. De acessório, apenas o relógio dele, diferente para combinar com a roupa. Deu um sorriso, mostrando a covinha e seus olhos brilhavam enquanto a encarava.

    - Parece que sim...Pelo menos é o que acham. - Disse de um jeito engraçado, mas riu mesmo quando ela comentou sobre sua idade. Fez uma expressão amis contida e disse. - É, eu sei, eu pareço muito jovem mesmo. É um creme que eu uso.

    Riu e a reverenciou de levinho antes de abrir a porta para ela. Myeon acenava para o pai e um arrepio percorreu suas costas. Olhou na direção da varanda, somente agora notando a presença do "sogrão". Myeon realmente desviada toda a atenção dele. Arregalou um pouco os olhos e acenou para ele, virando-se corretamente e o reverenciando três vezes. Era um misto de ansiedade e segurança natural dele.  Será que o pai dela ficaria chateado por ele não ter pedido para levar a filha dele pra passear?

    Bom, tarde demais! Ele ia sequestrá-la!!

    Tentou caminhar o mais tranquilamente possível até seu carro e entrou. Lá dentro, Myeon já sentia o cheiro amadeirado dele, mas tudo o que Shin perceberia quando entrasse ali seria o perfume gostoso e viciante dela. Ela também veria que um boné estava no banco de trás junto da jaqueta dele e o celular carregava, mas com o visor com mensagens. Caso Yuki respondesse nesse meio tempo, ela poderia ler a mensagem.

    Logo ele entrou no carro, colocando o óculos, o cinto e dando partida.

    - Digamos que o óculos é uma necessidade hoje. Dormi quase nada, ainda cheio de adrenalina. - Disse naturalmente e foi saindo dali. - E você? Descansou depois das 5:10 da manhã?

    A última mensagem que eles trocaram. Quando parassem no primeiro sinal, ele tocaria de leve na mão dela, fazendo um carinho suave e amoroso.

    - Fico feliz de podermos ter esse momento. - Abaixou um pouco os olhos para encará-la. - Acho que você já foi nesse lugar, mas espero que goste...

    Não diria para onde iriam, mas caso Myeon já tivesse ido, logo reconheceria o caminho. Shin dirigia bem, não era insano, nem impulsivo. Sabia ultrapassar nas horas certas. Só vez ou outra que hesitou, mas era mais por uma questão de habito. No fim, a viagem seria bem proveitosa mesmo. Até que chegasse ao primeiro destino daquele dia...



    Larissa Aprill
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    Re: 4º passo - Conceitos

    Mensagem por Larissa Aprill em Qui Ago 03, 2017 8:52 am

    No dia seguinte, Eu Se leu logo cedo uma notícia nas mídias sobre o concurso e viu que ela estava sendo considerada a revelação da apresentação. Ela preferiu não comentar com ninguém, por que não queria chamar atenção.

    O quarteto desceu para tomar café da manhã e Go Mi Nam se juntou a eles. Como tinham o dia livre, seu amigo sugeriu de irem num parque de diversões. Prontamente todos aceitaram e Eu Se compraria os ingressos da turma, incluindo o da Rin, pois Min-ki fez questão de convidá-la.

    Ela estava na bilheteria com Go Mi Nam, ela viu a garota chegar. Estava usando shorts e uma blusinha que valorizava seu corpo feminino. Enquanto Eu Se estava vestindo uma calça jeans folgada, camiseta preta e uma camisa azul por cima. Ela olhou com inveja e Go Mi Nam percebeu.

    - Ani, gwaenchanh-a. Geunyang naega deo jajucheoleom os-eul ibgo sip-eo
    Não, está tudo bem. Só queria me vestir assim mais vezes


    Se fosse numa situação diferente, Eu Se estaria usando um vestido com os acessórios combinando. Além de deixar seus longos cabelos soltos para aproveitar a brisa de verão. Mas agora ela não se sentia mais feminina. Pelo contrário, ao ver o jeito admirado que Min-ki olhava para loira, cada vez mais ela se sentia invisível.

    Eles entregaram os ingressos e seu amigo ficou no meio do casal, puxando uma conversa com a garota. O que deixou o loiro um pouco enciumado.

    Ela riu pela implicância do garoto, mal sabia que Go Mi Nam estava lhe fazendo um favor. Então ela iria decidir o brinquedo que iriam.

    - Ihaja!
    Vamos ali!


    A garota aponta para a montanha russa, pois adorava brinquedos radicais.


    Luxi
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    Re: 4º passo - Conceitos

    Mensagem por Luxi em Qui Ago 03, 2017 10:11 am

    (Trilha sonora genérica que estranhamente vale pra todos em melodia, mas em letra só alguns hahaha. Imaginei até que em um dorama, isso ficaria com ceninhas de cada um, começando no radinho do carro do Shin)


    ♪ Yuki ♪

    ”Combinado!
    Aviso quando estiver chegando. ”


    Minsoo certamente não esperava por tanta atitude da garota. O programa e suas experiências tinham começado a fazer efeito nela, embora talvez ela nem percebesse. Ela teve cerca de uma hora para se aprontar, se quisesse, até receber uma ligação.

    - Oi, Yuki! Estou chegando. Vou te esperar na frente da loja de nozes.

    Quando a menina chegou ali, o menino já a esperava, virando-se com um sorriso ao avistá-la. Usava, como sempre, roupas que pareciam simples, jeans e camiseta listrada vermelha.


    Levou a mão para trás da cabeça e esperou que ela chegasse perto, cumprimentando-a educadamente. Sorria como se nada tivesse acontecido.

    - Tudo bem com você? Seus pais gostaram da apresentação? Ah! - ele esticou a mão, com um pacotinho de nozes cobertas por chocolate. - Já que estava aqui eu acabei comprando enquanto esperava… Bem, não sei se você gosta. Espero que sim, porque eu mesmo não posso comer.

    ♪ Eu Se ♪

    - Eu te acho mais bonita, só para constar - o amigo tentou comentar, mas baixo. Em uma situação normal, Eu Se já sabia que seria considerada por muitos mais bonita do que Hyerin. Era um pensamento que suas amigas compartilhariam com ela, se estivessem por perto. Não era raro se compararem a modelos para decidir o que caçar para compras no shopping e, principalmente, a coleguinhas da escola.

    Rin foi educada, e tentou recusar a compra do ingresso, mas a verdade é que não tinha muito dinheiro. Todos ali pareciam na mesma situação.

    - Go Mi Nam, você é o filho de um bilionário? - brincou Minki - Seja meu amigo para sempre! Rin, olha que legal, aqui tem…

    O loiro então tomou a dianteira para falar com a menina, quando as outras coisas aconteceram. Agora ele estava com aquela cara fechada até que ela apontou a montanha russa.

    - Ali??? - Bae arregalou os olhos e ficou nervosamente procurando apoio moral. - Ah…
    - Não seja medroso. Eu quero ir no primeiro carro. EI. LEE JONG-SUK. Aposto que você não vai no primeiro carro.

    A tentativa tribal de competir pela garota amada do século moderno encontrada pelo garoto era essa. Go Mi Nam olhou para trás, para a amiga, deu um sorriso.
    - É mesmo? Mas eu ia no primeiro carro com o Go Mi Nam.

    - Eh? Não!!! - apontou para ele.
    - Por que não? - sorriu.
    - Porque é comigo que você vai. Quero te ver chorando como uma menina. - olhou para Rin pelo comentário machista. -....er. Desculpe.
    - Tá bom - deu risada.

    Hyerin deu de ombros, achando graça da situação e acabou andando com Eu Se. Eles pegaram uma fila grande, mas Bae resolveu ser o carregador de bolsas oficiais, por ter medo de altura. No carro, foram Go Mi Nam e Minki, que se esforçava para gritar o  tempo todo que não estava com medo, e atrás Rin e Eu Se. Amihan foi com uma desconhecida.

    No fim do passeio, Minki se empolgou e começou a ditar onde deveriam passear. Ele escolheu brinquedos competitivos, de atirar, acertar e somar pontos e desafiou Go Mi Nam para todos eles. Parecia obcecado em mostrar sua virilidade.  A garota percebia o quanto a loira olhava para Minki com um sorrisinho contido, divertindo-se das atitudes infantis dele.

    - Ele é assim o tempo todo no quarto de vocês também? - sorriu para ela em um desses momentos, que Minki ameaçava Go Mi Nam, exaltando suas habilidades de pontaria. - … Eu fico feliz que ele tenha arrumado amigos. Vocês parecem ser muito legais com eles. Nunca agradeci, mas daquela vez, na prova de dança, você foi muito corajoso em enfrentar o Tae daquele jeito. Eu nunca tinha conseguido… - sorriu.

    De repente Go Mi Nam e Minki apareceram com dois bichinhos de pelúcia.  O de Go Mi Nam, que obteve pontuação maior, era um belo gatinho roxo.


    - Uau! - Rin bateu palmas.
    - O que é isso? - Bae olhou torto para o bichinho que Minki carregava, obviamente emburrado pela derrota.
    - Não me enche o saco.
    - É um porco ou um coelho?
    - Coitadinho, acho que a fábrica errou ao fazer esse - Rin refletiu, curiosa.
    - É o reflexo da derro, Minki, aceite - brincou Go Mi Nam.

    - Aaaaaa. - apontou para o gatinho - Esse é da Rin, dê para ela. - estava mais irritadiço que nunca. - E esse….esse eu peguei para o Go Mi Nam - mentiu, entregando para ela a criatura estranha.

    (off: entendedores entenderão hahaha <3 espero que curta a referência)

    ♪ Shin-Hee ♪  

    A Srª Ming era só sorrisinhos para seu afilhado.
    - Traga a Biuti um dia para cá. Quero alimentar aqueles ossos magros dela.

    A mãe o observou com um sorriso oculto até que saísse de casa. As duas conversariam sobre o crescimento do rapaz e sua opinião sobre a menina.

    Mesmo não dizendo de pronto que tinha achado seu oppa especialmente bonito naquele dia, Myeon o ficava admirando em silêncio, como era um hábito desde que tinha se apaixonado por ele secretamente na escola, mas agora podia fazê-lo sem disfarçar e ele a notava também.

    - Tonto - riu, simulando o tapa no ar, após a brincadeira do creme.

    O senhor Shi, todo poderoso da Shine Bright, o observava diretamente, mas não demonstrava nenhum tipo de sentimento,  mas fez um meneio de volta, respondendo sua reverência.

    - Um pouco, tive que escolher minha roupa ainda. Foi muito difícil, você não quis me dizer onde a gente ia - fez um biquinho. Ainda que fosse diferente das outras meninas da escola… ela ainda era uma garota com suas origens ricas, repletas de vaidades. Ela deu uma encolhida quando ele tocou a sua mão, e automaticamente desviou o olhar, envergonhada. Queria ser mais adulta e confiante, mas era muito difícil. Não era como se nunca tivesse um encontro na vida, mas aquilo era tão diferente…  - Estou ansiosa!

    E estava mesmo. Quando chegou ao local, sua animação era evidente - e a surpresa também.
    - Aqui é tão lindo!! - olhou em volta encantada, como se fosse a primeira vez, e de certa forma era, pois a outra tinha sido meramente para tirar fotos.  - Eu amei!!

    Apesar de inicialmente tímida, Myeon caminhou a seu lado, deixando a mão convenientemente bem soltinha, esperando que ele a segurasse para fazer o passeio pelo jardim. Ela sorriu de olhos fechados, absorvendo aquela experiência tão boba como se fosse a mais importante.

    O casal passeou junto e a herdeira da S.B. era só sorrisos. Seus olhos brilhavam naquele passeio tranquilo. Era só calma e felicidade em seu coração. Aquele local também era livre da movimentação desagradável de um shopping, por exemplo. Por esse motivo, estavam livres de paparazzi, de certa forma… pois assim que avistou a ponte, Myeon ficou toda empolgada e propôs uma brincadeira de posar para ele, mais ou menos parecido com o que tinha acontecido durante o jantar no restaurante “Rocket Spoon”, mas agora ela sorria para ele. Depois, ela o convidou para tirar fotos com ele com filtros bonitinhos para combinar com o local e, em uma delas, virou o rosto para dar um beijo surpresa no cantinho do lábio, dando risada pela travessura e guardando aquelas imagens para si.  

    Quando pararam para observar uma bela árvore do jardim, a menina resolveu reunir coragem após alguns momentos de silêncio e mãos dadas.
    - Oppa…- olhou curiosa para ele. - desde quando você passou a gostar de mim?

    (off: pode partir pro segundo lugar se quiser! Smile )

    ♪ Eun-Ji ♪

    (OFF: Estou seguindo lei brasileira adaptada, tinha pesquisado anteriormente para fazer uma intervenção na casa dela, mas tão profundo assim eu não sei como é na Coreia. Ficarei devendo essa. Mas a gente faz pelo bem da liberdade poética. Smile )

    Mesmo olhando em volta, não havia nenhum sinal do bandido, que provavelmente tinha fugido para a concentração subterrânea de moradores de rua. Agora nada podia ser feito pela mochila e o homem olhou estranho para a menina falando daquele jeito. Decidiu levá-la para a delegacia e a acomodou em uma cadeira na frente de sua escrivaninha, com um computador. Pediu para um estagiário lhe trazer um chá com bolachas de água e sal. A delegacia pela manhã estava bem tranquila, tendo apenas uma outra senhora no local que chorava enquanto contava um caso de furto. Uma policial mulher teve a sensibilidade de lhe trazer uma blusa para se cobrir enquanto dava seu depoimento.

    - Muito bem. Quem são seus responsáveis? Pode escrever o número para mim de alguém que eu possa chamar?

    Ela não tinha identidade, mas sabia o número de Bora de cor. Enquanto a professora era acionada, tinha como comer, ou pelo menos, tentar beber o chá.

    - O que aconteceu com você? Vou fazer algumas perguntas.

    Ela podia escrever se quisesse. Não havia nada de errado com suas mãos afinal. Então ele perguntou como ela foi parar na rua, onde morava, quem eram os pais dela e por que ela estava daquele jeito.  Se não conseguisse, não tinha muito problema. A senhora Bora logo apareceu em prantos, abraçando a garota e precisando ela mesma de um chá para se acalmar. Ela relatou o caso de Eunji segundo sua visão como orientadora da escola. Foi registrado um boletim de ocorrência e o policial deixou claro que sua família seria investigada e o processo correria na Justiça, explicou também que o Conselho Tutelar seria acionado.

    Bora chorava tanto que não conseguia aconselhar direito a menina. Tinha alguma noção do que viria agora e, por esse motivo, nunca tinha feito uma denuncia, mas agora já era tarde. Agradeceu muitas vezes ao policial e, finalmente, Eunji foi encaminhada ao hospital, para fazer os exames médicos que seriam utilizados para comprovar a veracidade do que ela tinha contado. Eunji foi analisada em todas as suas marcas, inclusive a cicatriz nas costas.  Um conselheiro apareceu no local para acompanhar o corpo delito e passou muito tempo conversando com a Senhora Bora.

    Eunji agora estava em vestes de hospital e pela primeira vez também em sua vida foi submetida a exames ginecológicos, para afastar a suspeita de que poderia ter sido abusada sexualmente em casa.  Era a primeira vez que um estranho chegava tão perto dela assim e completamente contra tudo que sua mãe pregava em casa, mas agora não estava mais sob suas asas.

    Quando o perito acabou seu relatório, Bora apareceu e silenciosamente pegou as mãos da menina, tendo algo a contar para ela. Fungou e não conseguia olhar diretamente em seus olhos. Eunji nunca tinha visto a mulher em um estado tão abalado.

    - Querida… eu sei que não vai ser fácil… mas eu vou tentar ajudar você. Eu queria muito que fosse comido para casa… Mas não pode. - soluçou - O conselheiro disse que você foi submetida a muito stress… Não confia em mim para me colocar como sua tutora. Não posso. Não somos parentes. Como foi tão maltratada assim… eles temem que eu também… possa fazer mal a você. Porque eu nunca denunciei os maus tratos. Mas não se preocupe. Ah… eu nunca tive coragem de tomar esse passo, porque sabia que isso podia acontecer. Se pudesse ter falado comigo… eu tiraria você daquela casa. Mas agora…

    O conselheiro, um homem mais velho, apareceu no local, pronta para esclarecer os pontos. Agora, a família da menina passaria por uma investigação e, se condenada, seria presa. Ela seguiria agora para um abrigo provisório, até que Bora pudesse confirmar sua relação com a menina ou algum parente aparecesse. Caso contrário, após todo o caso ser resolvido, seria aberto um processo de adoção tradicional.

    - Vamos? - sorriu o senhor de terno.
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    Re: 4º passo - Conceitos

    Mensagem por Larissa Aprill em Qui Ago 03, 2017 2:55 pm

    Ela deu um sorriso sem graça, quando Min-ki falou sobre seu pai. A garota gelou por um momento e trocou um rápido olhar com Go Mi Nam.

    Então começou uma disputa para ver quem sentava no carrinho, ela também achou graça com aquela atitude infantil do loiro, mas estavam lá para se divertir. Quando Bae falou que ficaria de fora da montagem russa, a menina se desculpou com ele. Mas acabou entrando na fila.

    Digamos que a menina não ficou muito confortável de sentar ao lado de Rin, pois se preocupava em não gritar. Então Eu Se erguia as mãos e continha os gritinhos quando sentia o calafrio na barriga na hora da descida.

    Eu Se estava começando a ficar com pena do Go Mi Nam, pois Min-ki queria sempre ser melhor do que o amigo. Mas esperava que o amigo estivesse se divertindo.

    Rin começou a puxar papo com a garota.

    - Dangsin-ui heungbun hal ttae o geuneun hangsang geuleon-ibnida.l Minki dangsin-iiss-eo haengboghaeyahanda
    Ah ele sempre fica assim quando está empolgado. Minki deve estar feliz que você está aqui.


    Ela corou quando a menina citou o episódio de Tae, ela tinha até esquecido disso, pois para ela era natural ela defender o loiro, por que sempre agia por impulso nesse caso.

    Quando os meninos voltaram, cada um trazia um bichinho de pelúcia. Ela piscou várias vezes quando Min-ki lhe entregou o porco-coelho. Mas antes que ele pudesse se arrepender, ela abraçou o bichinho feliz.

    - Naneun geugeos-eul salang jusyeoseo gamsahabnida
    Muito obrigada, eu adorei!!


    Eu Se não conseguia conter a alegria, até pq era uma pelúcia que o menino que ela gosta tinha pegado. Mas então ela olhou para o grupo e ficou um pouco sem graça.

    - Ije baewa-e Amihan-ui chalye jangnangam-eul seontaeghabnida
    Agora é a vez de Bae e do Amihan escolherem um brinquedo.


    shamps
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    Re: 4º passo - Conceitos

    Mensagem por shamps em Qui Ago 03, 2017 4:06 pm

    De uma forma ou de outra, Eun-Ji tinha aprendido a confiar na polícia e sabia que eles estavam lá para ajudar. Ela ficou um pouco confusa com relação a mochila, não tinha uma noção exata de que tinha sido roubada, de qualquer forma não deu muita importância para aquilo, ela tinha preocupações maiores. Seguiu tranquilamente com o oficial e agradeceu pelo chá com biscoito, que bebeu com vontade. Ela escreveu o telefone de Bora em um papel como pedido, e forneceu as informações pedidas, ora escrevendo, ora falando, já que ela podia falar, apenas tinha um pouco de dificuldade devido a dor. Quando se cansava, escrevia.

    - Moro com minha mãe, meu avô e minha avó. Não... não temos telefone em casa - escreveu seu endereço como pedido. Agradeceu o casaco que a policial depositou sobre seu ombros. Foi um gesto reconfortante apesar de tudo - da dor e de ser uma estranha a faze-lo - ela não sorria e nem chorava, apenas respondia o que era pedido.

    Ele perguntou o que tinha acontecido e ela respondeu com simplicidade.

    - Eu apanhei do meu avô - ela foi dando sequencia a sua narração, relatando a discussão e a surra, contou também que correu de casa e caminhou muito e que pelo cansaço acabou dormindo no banco, tudo como tinha acontecido exatamente.

    Logo sua querida professora chegou e as duas se abraçaram, ela chorava e foi a vez da menina tentar acalmar sua mestre. Ela também precisou de um chá para se acalmar, antes de iniciar seu relato e, com a devida autorização, a menina confirmava os fatos e dava mais detalhes sobre sua vivência em sua residência.

    O policial explicou como se daria o processo naquela situação e a menina ficou um pouco confusa e assustava e só olhava para Bora. Investigação e justiça a menina sabia que tinham um significado importante e também assustador. O policial explicou que ela iria para o hospital se tratar e fazer exames, até um tal de corpo delito que ela não entendeu muito bem o que era e Bora explicou da melhor forma possível.

    Foi um exame muito detalhado, inclusive um tão íntimo que deixou-a envergonhada. Foi um pouco resistente no inicio, mas graças a paciência da enfermeira, a menina acabou entendendo a importância do exame e o fez apesar do desconforto.
    Viu que Bora conversou muito com o homem de terno e a expressão dela não era das melhores. Bora foi conversar com ela, e mesmo sem saber o que ela diria, sua expressão fez a menina começar a chorar.

    - Mas eu só confio na senhora, professora... eu posso falar para ele... - o conselheiro se aproxima e Eun-Ji reluta em ir - senhor, pode me deixar ir com ela... ela é minha amiga, cuida de mim... - ela estava agora assustada - abrigo? Que abrigo é esse? Eu vou poder ver a senhora Bora? E meus amigos? - olhava para ambos preocupada - por que tenho que ir para um abrigo? Minha mãe não vai deixar eu dormir fora, nunca deixou - disse isso ainda em meio a sua confusão - parentes próximo? Mas eu não tenho nenhum parente... - de fato sua família se resumia àqueles três de sua casa. Talvez tivesses parentes chineses, mas isso ela nunca soube.

    Apesar de triste, Eun-Ji acompanhou o conselheiro, ela era uma menina conformada a ser levada de um lado para o outro e naquela situação, não teve muitas forças para ir contra. Ela ainda sofria por não ir com Bora e falou várias vezes que era com ela que queria ir.
    Ficou com medo do que seria esse abrigo e pediu para que o homem de terno falasse para Bora para onde estava sendo levada, pois queria ela por perto.

    - Vá me ver professora, por favor! - a separação foi bem traumática para ela, nunca tinha sido separada assim de alguém. Nem mesmo sua separação de Dam tinha sido daquele jeito. Após o abraço, ela por fim entrou no carro.
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    Re: 4º passo - Conceitos

    Mensagem por Persephone em Qui Ago 03, 2017 6:25 pm

    - Não podia dizer, oras. Era uma surpresa.

    Comentou enquanto segurava a mão dela, fazendo carinho. Percebeu quando Myeon ficou envergonhada com o gesto e ele soltou sutilmente sem parecer chateado com isso. Levou as duas mãos até o volante e sua expressão era bastante tranquila. Daria o tempo que fosse necessário para ela, ainda que ele mesmo também precisasse desse tempo para saber como agir. Talvez tenha sido impulsivo demais também.

    Porém, ele ainda podia falar sem tocá-la.

    - Mas sua escolha foi perfeita, você está linda, Myeon-ya. Ainda que fique linda de qualquer jeito.

    Agora foi a vez dele de corar, mas voltou a atenção para o caminho. O som aumentou um pouco, mas não que atrapalhasse a conversa deles. Shin não voltou a tocá-la daquela forma, para não constrangê-la ou pressioná-la. Não queria isso. Era um passeio feito para que relaxassem e se divertissem.

    Com o trânsito bom e pegando caminhos alternativos, os dois chegaram até o local. Shin-Hee estacionou, mas não deixou que Myeon saísse, ele era cavaleiro até o fim. Abriu a porta para ela e só trancou o carro depois disso. Pagou a entrada dos dois e deixou que ela absorvesse aquela imagem e o momento que tinham. Por ser um sábado de verão, o lugar estava um pouco movimentado, principalmente por conta dos turistas. Porém, era bem mais relaxante e confortável do que um shopping, por exemplo. Até porque, ali eles não precisavam fugir de flashes e pessoas.

    Podiam ser apenas Shi Myeon e Yoon Shin Hee. Não a herdeira do grupo S.B e o filho do senador/novo ídol em ascensão.

    Enquanto caminhavam lado a lado, aproveitando os caminhos, Shin percebia a mão de Myeon solta. Contudo, não estava mmuito certo do que deveria fazer. Acabou aproveitando um quase encontro com pessoas que vinham e caiu um pouco para o lado dela, segurando sua mão. A encarou com as bochechas coradas e soltou a mão - ou quase, porque ele prendeu o mindinho no mindinho dela. Até que, pouco a pouco, entrelaçaram os dedos de novo.

    No início era estranho, quase ousado, mas pouco a pouco ia ficando mais e mais normal. Quase que natural.

    Myeon propôs uma brincadeira que Shin já estava imaginando que aconteceria. Afinal, aquele lugar era lindo demais para não ser registrado. Ele tirou várias fotos dela com seu modelito fazendo poses na ponte. Ela era realmente fofa, uma aegyo nata. Logo Shin Também fez parte da foto e como ele tirava a selfie, por conta dos braços longo, teve que se abaixar um pouco para que não ficassem com uma diferença muito grande de altura. Fizeram várias caretas juntos. A sequência de fotos continuou - porque ele foi pressionando o dedo no automatico.

    Primeiro tinha a foto do beijinho no cantinho dos labios. Depois ele a encarando com surpresa. Uma terceira com ele revidando roubando um beijinho na trave dela também. Uma quarta com a surpresa dela e uma quinta dele rindo da pequena travessura dos dois.

    Não foram fotos perfeitas - bastante tortas, na verdade - mas foram as mais espontaneas de todas.

    Logo os dois voltaram a andar, mas pararam para comprar um sorvete numa das barraquinhas do local. Eles se aproximaram de uma bela árvore centenária para observarem a beleza dela enquanto tomavam sorvete. Ouviu seu chamado, encarando já sem os óculos e ponderou pela pergunta. Abaixou os braços, ponderando.

    - Ahm... - Tentou encontrar as melhores palavras. - Eu não sei, Myeon-ya. Mas tenho a sensação de que sempre gostei, mas precisei de algo para me despertar, de verdade.

    Mexeu com a colher no potinho.

    - Sabe, é difícil não gostar de alguém que ao invés de virar as costas pra você e julgar por ter "repetido um ano", ser tão receptiva e ainda me chamar de oppa. - Deu um meio sorriso. - Só que eu sou avoado e demorei tempo demais para perceber que você sempre esteve ali, mesmo que eu não visse à princípio. As coisas mudaram quando o Quan Lei se interessou por você.

    Admitiu, coçando a nuca de leve.

    - Ele te achou muito bonita e isso me irritou. Depois fiquei com isso na cabeça e percebi que estava com ciúmes, mas não ciúmes de amigos. Porque algo estava crescendo e não havia uma menina que eu olhasse que eu não comparasse a você. O que você faria no lugar dela, o que diria, como se vestiria.- Percebeu que estava falando demais e a encarou - E eu nunca...senti isso por ninguém antes. Quando me perguntaram para quem eu cantava, eu realmente não tinha ninguém, mas quando eu comecei a cantar e a imaginar se você ia gostar ou não, eu percebi que sempre teve sim alguém. Você.

    Esperava que não tivesse sido rápido demais, mas bom, ela que tinha perguntado. Shin sorriu de novo e a indicou com a cabeça.

    - E você? Por que eu? Tenho certeza de que poderia ter escolhido qualquer um, mas por que eu?

    [Off: Acho que fica muita coisa para responder e não quero acelerar, Ju. Eu posso descrever na próxima, mas se quiser ir, ele vai levá-la para almoçar e deixar que ela escolha boliche ou cinema]

    Gakky
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    Re: 4º passo - Conceitos

    Mensagem por Gakky em Qui Ago 03, 2017 10:07 pm

    Yuki sentiu um frio no estômago quando Minsoo disse que estava indo. Ela se arrumou e tomou um banho por via das dúvidas. Vestiu um vestido simples, como todas as suas roupas, e seguiu para o ponto de encontro.

    Roupa:
    Quando viu MinSoo, seu coração acelerou. Ela não sabia que ele ia estão tão bonito, se aproximou prendendo a respiração e soltou quando chegou perto dele. Aquele sorriso era tão encantador, Yuki não conseguia deixar de se sentir flutuando perto dele. Ficou ainda mais surpresa quando ele mostrou o pacotinho de nozes e ainda falou que não poderia comer, com certeza era alérgico a nozes. Era uma informação pequena do MinSoo, mas para Yuki parecia tão importante. As palavras de sua mãe começaram a voltar em sua mente. "Pessoas como ele não ficam com gente como eu. A família dele jamais vai me aceitar, nem ele mesmo" - Pensava Yuki.

    Ela aceitou o presente e pecou o saquinho em silêncio, não tinha coragem de brigar com ele ou falar de um jeito mais grosso. Talvez ele fosse bonzinho demais para perceber que era errado os dois se encontrarem desse jeito com ele tendo uma namorada. Yuki deveria fazê-lo entender, embora doesse, era o melhor para ele também. Ela tentou falar de um jeito indireto, não queria apagar tão rápido o semblante tranquilo do rapaz:

    - Obrigada - Disse com um sorriso contido.

    Era dificil ficar séria perto dele, era tão difícil fazer isso, ainda mais agora que sentia melhor perto dele, a vida era tão complicada, ela também notou que ele não sabia das plaquinhas ainda. Yuki torcia para que isso não acontecesse nunca. Ela respirou fundo e tomou coragem para falar mais:

    - Eles gostaram sim, e queriam te agradecer de novo. Mas você estava ocupado com sua namorada, e eu não quis incomodar. Deve ter sido legal para ela te assistir, você foi muito bem.

    Yuki prendeu a respiração, achou que tinha sido muito boazinha, mas esperava que ele entendesse a indireta, se ele agisse como se nada acontecesse, ela teria que falar mais e explicar a situação. Seu coração doía e ela desviou o olhar antes que MinSoo respondesse, não queria ouvir a resposta olhando nos olhos dele. Ao mesmo tempo não queria se afastar dele, mesmo que fosse para ser sua amiga, queria apoiar ele, mas as pessoas não veriam com bons olhos, e ela também sabia que seu coração iria querer mais.  

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    Re: 4º passo - Conceitos

    Mensagem por Luxi em Sex Ago 04, 2017 12:07 am

    ♪ Yuki ♪

    Minsoo notava que a menina agia de uma maneira estranha e por isso tentava fazer várias perguntas para retribuir toda a aura alegre dela. Então ela fez a pergunta sobre a namorada e ele franziu a testa, então riu, interrompendo um pouco o fim da sua última frase.

    - Quem? - parou para pensar - Ah. A Nana? - sorriu de novo, meio rindo. - Isso é um pouco engraçado. A Nana teria ficado muito feliz se você tivesse falado com a gente. Ela é um tanto sua fã, sabia disso? Eu já sei…  vem comigo. Hoje eu vou fazer vocês se conhecerem. O que acha?

    (queria escrever mais aqui, mas eu queria essa resposta primeiro <3
    quero ver se ela vai ser fofinha ou tsunderezinha)

    ♪ Eu Se ♪

    - Hein1? Por que você ficou TÃO feliz com esse bicho feio? - resmungou Minki, grosso como sempre.
    - Go Mi Nam é uma pessoa simples e valoriza os presentes dos amigos - Amihan explicou e o loiro fez uma careta.
    Rin ficou olhando diretamente para a atitude da menina, pensativa. Seria ciúme do bicho de pelúcia ou algo do tipo?

    - Eu não sei, não sou muito fã de brinquedos radicais e…
    - ALI. - apontou a xícara que girava. - Vamos ali. É tranquilo. Sem problemas. Nada pode dar errado - Obviamente Minki planejava algo. Go Mi Nam deu risada.
    - Está bem...eu acho… - Bae concordou.

    Em mais uma aventura do loiro, eles escolheram o brinquedo “tranquilo” para Bae. Minki sentou-se entre Rin e Go Mi Nam, que acabou ao lado de Eu Se. Bae tinha um mau pressentimento e preferiu ir com Amihan.



    O garoto fez uma competição de girar a xícara com o rival, deixando todos eles enjoados. Rin saiu atordoada, murmurando “aishh” o tempo todo e quase caiu, sendo amparada pelos dois rapazes. Go Mi Nam checou se sua amiga estava bem.

    Amihan e Bae foram acudir o grupinho e o filipino deu bronca em Minki por ser imprudente. O grupo teve que parar para respirar e tomar algo ácido para melhorar a sensação de embrulho no estômago.
    Depois de recuperados, Minki parecia arrependido e aquietou o turno de competição com Go Mi Nam, especialmente porque Rin estava um pouco aborrecida.

    - Eu não acredito que você fez isso… Até agora estou vendo esquisito.
    - Muito bem, vamos tentar ter uma brincadeira saudável agora, que tal? - Amihan, como sempre, tentava apaziguar a situação.
    - Está bem… - comentou com a energia em baixa, sentindo a bronca coletiva. Olhava Eu Se de lado, com vergonha da travessura.

    Finalmente, começaram a passear pelo parque com parcimônia, aproveitando atividades em solo e mais lúdicas, como medidor de força, um mini teatro, uma apresentação de dança, e então voltaram aos brinquedos radicais, para quem estivesse disposto. No caso, Minki, dos garotos, que quis uma companhia e escolheu Eu Se.

    Os demais ficaram -  fosse para querer dar um momento a eles, fosse para descansar. Com isso, a energia do loiro voltou completamente. Ele saiu correndo no parque com Eu Se e fazendo piadinhas com ela. Mas agia como um parceiro, um melhor amigo, claro que não tinha interesse nela. Mesmo assim, ele foi em toda fila de montanha-russa e elevador que despenca com ela, e quando voltavam, viam que o grupo conversava civilizadamente, preferindo comer e se divertir por lá mesmo, também servindo para segurar o porcoelho da menina. Somente Minki tinha toda aquela energia insana e esperava o mesmo dela.

    Quando já estava escurecendo e tinham acabado de voltar de um barco viking, Minki murchou o sorriso ao ver que Hyerin e Go Mi Nam conversavam muito tranquilamente próximos um do outro. Ele fez uma expressão aborrecida e a chamou.

    - Hyerin. - a menina olhou. - Vamos no último? Agora eu queria ir com você.
    - Hm? … er. Qual?

    Ele apontou a roda gigante.
    - Ah, que ótima ideia. Vamos todos então. - Go Mi Nam quis colaborar com a garota.

    Bae até entrou na fila, achando que um brinquedo nada radical não o faria ter medo de altura. Mas quando chegaram as cabines, ele acabou pedindo desculpas e desistindo. Go Mi Nam foi entrando, acompanhado de Amihan. Minki esperou pacientemente até que todos estivessem lá dentro, mas quando Rin foi entrar, ele segurou seu pulso e ela olhou para trás. Os funcionários fecharam a porta, fazendo com que o trio que sabia do segredo de Eu Se seguisse viagem, e o loiro acabou na cabine sozinho com Rin.


    ♪ Shin-Hee ♪  

    Myeon sorriu sem graça no carro. Ouvir que era linda por parte dele era tão especial! Até então, achava que não importava o quanto se esforçasse, ele nunca a enxergaria, mas isso estava acontecendo. Ela ficou um tempo olhando pela janela, toda tímida, mas ele nem conseguia imaginar o quanto estava feliz.
    Aos pouquinhos começava a se soltar mais.  O passeio e as fotos proporcionavam esse clima, especialmente quando ele também retribuiu o beijinho na trave. Ela fez uma cara de surpresa e deu risada alto, chamando-o de bobo.

    Eram as fotos mais imperfeitas que ela já tinha tirado, mas colocava um coração de todas e não tinha vontade nenhuma de postá-las para ninguém. Apenas mostrava para ele de novo como tinham saído, para que visse o quanto ficavam bonitos juntos. Logo trocou o fundo do bloqueio do celular para uma delas e mostrou orgulhosa.

    Myeon ouviu as explicações dele sobre quando tinha começado a gostar dela, espiando-o de canto, enquanto tomava sorvete. Ele realmente tinha respondido tudo. Não esperava que ele fosse tão sincero. Geralmente, as pessoas davam alguma resposta genérica para parecer bem. Não ele. Ele tinha um jeito natural com as palavras. Quem diria que ele ia notar um gesto dela como chamá-lo de “oppa” como algo importante. Ela nem tinha calculado isso! Então riu, inclinando o rosto para frente e sujando o cantinho do lábio de sorvete.

    - Como é? Seu amigo me achou bonita? Hahah - cobriu a boca com as costas da mão, mas o restante de seu discurso a fez sentir as bochechas quentes. Queria pular nele e beijá-lo agora. Mas apenas o observou com muita surpresa e admiração. Chegou a suspirar, apaixonada.

    - … Você também fez uma coisa muito legal, mas provavelmente não se lembra. Quando estávamos na escola e ainda mal nos falávamos, teve uma vez que estava correndo um boato entre as classes e todo mundo só falava nisso no intervalo. Mas quando tentaram te contar, você interrompeu a pessoa e disse que achava a pessoa que estava espalhando os boatos muito pior do que de quem eles estavam falando mal. Você não quis saber do que se tratava. Nem espalhou nada. Em vez disso, você só deixou aquela pessoa muito constrangida. Sei disso porque falaram de você na minha classe. E porque o boato era sobre mim. - sorriu para ele. - Comecei a te observar quando as turmas tinham alguma interação, e vi o quanto você era gentil com todo mundo. Acabei pesquisando um pouquinho sobre você e bem, eu te achava muito legal - riu envergonhada. - Depois, eu percebi que você era aquele tipo de pessoa que achava meninas como eu muito igual a todas as outras. Foi com algum esforço, mas eu consegui me distrair de você, porque não tínhamos muito contato. Bem, pelo menos eu tentei. Aí fomos estudar juntos. Por isso foi natural sempre te chamar como “oppa”. Você comprovou que não gostava alguém que só queria ser famosa… e então eu fui buscar alguma coisa que me fizesse ficar mais parecida com alguém que você gostaria de conversar. Aigoo… eu nunca fiz tantos cursos nas minhas férias, oppa! - choramingou.- Mas por sua causa agora eu tenho um emprego e um n…  nós somos, não somos?

    ♪ Eun-Ji ♪

    Bora mal conseguia segurar o choro ao ver sua protegida falando daquele jeito. Acabou abraçando-a.
    - Eu sei, querida, eu sei…

    - Gostaria de poder fazer isso, mas precisamos da decisão de um juiz. - O conselheiro ajeitou os óculos.

    - Eu posso pelo menos fazer a malinha dela? Está só com essas roupas estragadas…

    - … Posso lhe passar o endereço para vir encontrá-la com os pertences. Enquanto isso, senhora, se conhecer algum advogado, pode ajudar bastante.

    - Querida, não se preocupe com o abrigo, eu não vou te deixar sozinha nesse lugar. Eu vou te buscar logo, está bem? Só me espere. Estou fazendo de tudo para evitar isso.

    O homem ouviu o comentário da menina sobre a mãe, acostumado com casos daquele tipo.
    - Podemos ir?

    - Não, não. Por favor, espere. Vou me despedir. O senhor disse advogado, certo? Advogado… Vou encontrar um.

    - Está bem. Podem se despedir.

    Em seguida, tentou olhar no rostinho de Eunji para dizer tchau, mas acabou grudando nela de uma maneira dolorosa de se assistir. Ela acariciou os cabelos dela.
    - Me perdoe, querida. Farei de tudo. Não se preocupe.

    Após muita resistência por parte da professora, o homem levou a menina para o carro e lá dentro decidiu explicar que o abrigo era onde crianças e adolescentes iam quando passavam por situações semelhantes às dela, mas que deveria ser uma situação temporária.

    - Nem todos têm a sua sorte de ter um adulto tão amoroso por perto que a queira tornar uma filha. Pode ficar feliz por alguém no mundo olhar por você com tanto carinho, garota.  

    O orfanato era uma casinha simples, com um jardim na frente, onde algumas crianças de várias idades aprendiam jardinagem naquele momento. Quando o carro parou, elas ergueram o rosto para observar quem era a novata. Eunji notou que ela provavelmente era uma das mais velhas. Todas aquelas pessoas não tinham pais e muitas já deveriam ter passado pelos mesmo exames que ela e quem sabe por dores semelhantes.

    A diretor do estabelecimento a acolheu, levando rapidamente para poder trocar de roupa, que eram calças um pouco largas de tecido e uma camiseta de manga curta, provavelmente fruto de doação. Depois, foram conversar no escritório. Ali, a menina fez perguntas em código para o conselheiro e fez uma pequena ficha da menina. A mulher fez uma visita guiada rápida pelos quartos compartilhados, banheiro, refeitório e uma sala de televisão (o que já era melhor que sua casa). Entregou a ela um papel com horários de pequenas recreações que eles tinham, como a jardinagem, o horário correto de alimentação e banho. E desejou a ela uma boa estadia, levando-a ao refeitório, nesse momento vazio, para que pudesse se alimentar.
    Logo um prato generoso de bibimbap foi parar em sua mesa, com suco e sobremesa. A televisão do local agora passava um programa de fofocas que falava sobre Yoon Shin Hee, e a descoberta de seu relacionamento com Myeon, a filha do diretor do programa, o que levantava questões de quem seria a moça que os paparazzi flagraram e se o filho do senador era algum tipo de mulherengo ou se isso poderia afetar negativamente a imagem do pai no congresso, o que levava à dúvida: será que teria condições ou vontade de voltar ao programa? Talvez fosse cedo para pensar nisso.
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    Re: 4º passo - Conceitos

    Mensagem por shamps em Sex Ago 04, 2017 1:17 am

    Assim como Bora, a menina também não queria largar sua professora e aquela separação foi muito difícil.

    - Eu acredito na senhora, professora – ela disse entre soluços, crendo que sua mestra conseguiria o advogado – vou rezar muito pela senhora... obrigada...

    No carro, Eun-Ji ficou muda por um bom tempo, era uma situação muito triste. Ela até prestava atenção ao que o conselheiro falava e saber que o abrigo era uma situação temporária a confortou por um tempo. Ela o encarou com profundidade e esperança quando ele disse que Bora a tomaria como filha, seria como um sonho. Deus lhe concederia essa dádiva? Mesmo ela sendo uma pecadora? Aquilo seria uma provação para ela? Era uma forma otimista de se pensar, mesmo ela ainda estando tão triste.

    - Ela... virá me... buscar.

    Ela saiu de vagar do carro e olhou com desconfiança para a casa. Era mais simples que a dela, algo difícil de se imaginar ao ver a garota em farrapos. Sua mãe sempre se vestiu bem e sua casa era bonita, mesmo sua crença pedindo humildade e falta de vaidade, era difícil de acreditar que eles tinham uma vida simples, apenas Eun-Ji usava roupas de segunda mão e dormia num quartinho de empregada, nos fundos da casa, com uma simplicidade ímpar. Quem via sua casa podia imaginar facilmente que ela tinha um quarto digno de uma garota de quinze anos, um quarto de princesa, pena que ela nunca soube o que era um quarto de princesa.

    Ela viu as crianças lá no jardim e ficou um pouco assustada, não sabia como agir, se devia sorrir e cumprimenta-las ou não. Como não se sentia a vontade, apenas olhou para elas e seguiu cabisbaixa, para a sala da diretora. Será que aquelas crianças se tornariam amigas dela ou zombariam dela? Será que sofreram o mesmo que ela? Se fosse, como elas tinham força para sorrir? Ela deveria se considerar sem mãe? Já não tinha pai e agora... não queria muito pensar nisso.
    Ela não se importou com as roupas, eram simples, como as que ela já usava com frequência. Na verdade ela agradeceu por poder vestir roupas limpas. Fez a visita rápida e pensava que nunca tinha estado num lugar como aquele, era diferente dos orfanatos que tinha lido nos livros. Não era bonito como a casa de Bora ou como o prédio da SB, mas seria seu novo lar e deveria se acostumar por enquanto. Observou suas tarefas, tão simples e poucas comparadas ao que fazia em sua casa, que ela olhou com espanto para a mulher.

    - E os horários das tarefas? Limpeza e... lavagem da roupa? Há uma escala... para a cozinha? Eu sei cozinhar – falou um pouco devagar para que ela a entendesse bem.

    Ela agradeceu a gentileza da diretora e salivou ao ver o bibimbap e a sobremesa, na sua casa nunca tinha sobremesa e quando tinha, não era para ela, por mais que fosse ela quem preparasse. Comeu com gosto e devagar, o simples fato de ser outro tempero já deixava o prato delicioso. Por um momento esqueceu-se de sua situação.
    Só quando saboreava a sobremesa que reparou que a TV estava ligada. Nunca tinha assistido àquele tipo de programa. Falavam de Shin e ela prestou atenção. Ergueu as sobrancelhas ao ver que falavam de um relacionamento. Shin tinha uma namorada? E era filha do dono da SB? Desejou mentalmente que Deus abençoasse o casal. Deu um pequeno sorriso, apesar de não entender as especulações que falavam no programa. Isso a fez pensar no programa musical, será que ela voltaria a participar? Será que ela estava presa ali? Lembrou com carinho do convite do rapaz, mesmo não estando no clima para visitar o café, ela viu como mais um lugar que não conheceria.

    Ali, sozinha, começou a pensar em suas amigas e que depois de dormir na rua, ali era o primeiro lugar diferente em que passaria a noite. Não foi na casa de Bora nem na de Yuki ou Chae, seria num lugar estranho. E ali voltou a chorar.
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    Re: 4º passo - Conceitos

    Mensagem por Larissa Aprill em Sex Ago 04, 2017 8:54 am


    Eu Se corou com o comentário e o olhar de Rin. Relutante deixou de abraçar o bichinho. Então todo mundo foi na xícara, mas Amihan e Bae ficaram separado.

    Mi Nam e Min-ki começaram a girar o volante com mais força, a garota ria por causa da velocidade. Mas quando tentava olhar para os lados, as pessoas eram um borrão e passavam como flashes de imagens, ela nem conseguia distinguir direito Amihan porque sua visão já estava distorcida.

    Não demorou muito para ficar enjoada. E ela apoiou as mãos no ombro de Go Mi Nam, quando tentou fechar os olhos a vertigem piorou. Mas graças a Deus o brinquedo parou de girar. Rin tentou descer e perdeu o equilíbrio, assim como Eu Se.

    Quando ela saiu do brinquedo e tentou andar em linha reta, sentiu seu corpo pendendo para os lados. Se sentaram em um banquinho e a garota estava com ânsia de vômito. Felizmente trouxeram um remédio para enjôo. Quando a ela vê Amihan brigando com o loiro, a menina sorri.

    - Jaemihaessjiman, nan ileohge ppalli dasi gaji anh-eul geos-ibnida ...
    Foi divertido, mas eu não iria de novo tão cedo...


    Decidiram aproveitar o parque de maneira mais Light, até que todo mundo tivesse recuperado. Então Min-ki propôs de irem nos brinquedos radicais de novo e a garota aceitou. Ela deixou Go Mi Nam cuidando do porco-coelho e foi se divertir.

    Foram em todos os brinquedos de velocidade e de altura. O que ela mais gostou foi do elevador e da montanha russa no escuro (Hopi Hari). Pararam para comer e já estava escurecendo, então decidiram ir no último brinquedo, a roda gigante.

    Ela ficou um pouco surpresa, quando viu Min-ki pegando a mão da loira e indo em outro carrinho. Provavelmente ele iria se declarar para ela agora. Eu Se evitou de olhar para o carrinho deles e se preocupou em olhar a vista que era muito bonita por sinal.

    Estava feliz pelo dia de hoje, tinham se divertido bastante. É mais feliz ainda por estar com seus amigos.

    - Dangsin-ui naleul dowa nae yeop-yeop-eissda gamsahabnida
    Obrigado por vocês estarem do meu lado.


    Ela só queria agradecer todo o apoio que Amihan e Go Mi Nam davam para ela.

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    Re: 4º passo - Conceitos

    Mensagem por Persephone em Sex Ago 04, 2017 8:26 pm

    - Achou. - Shin confirmou com um bico de desgosto nos lábios e logo completou. - Quan Lei é um mulherengo incorrigível, mas as meninas costumam cair na lábia dele. Sendo bem sincero, ele se tornou meu "sunbae do amor" quando eu não sabia o que fazer com a senhorita. Mas no inicio, foi um rival e foi quem abriu meus olhos, no fim das contas.

    Sorriu, divertindo-se com aquela lembrança recente, mas logo parou para encará-la. Myeon deu um suspiro que a deixou ainda mais graciosa e tomou fôlego para reponder.

    À princípio Shin-Hee fez uma expressão curiosa quanto aquela história. Não se lembrava daquele episódio porque muitas coisas tinham acontecido ao longo de seu período letivo. Inumeras foram as fofocas e Shin sempre teve paciência zero para todas elas. Seu único foco naquela idade, era ser o melhor aluno da turma para que pudesse fazer o que mais amava: jogar tênis. Era uma espécie de condição imposta por seu pai, mas que ele cumpria de bom grado, até porque, todos saíam ganhando.

    Fora isso, ele sempre foi muito gentil com todos os alunos, independente da posição social que ocupassem. Mais do que isso, também era extremamente educado e polido com professores e funcionários. Talvez por essas e outras coisas, ele fosse tão querido e tivesse aquela aura natural de lider. Ele não precisava impor nada para que fosse respeitado. Ele apenas dava o respeito que gostaria de receber.

    Era assim desde sempre.

    Mas ouvir aquela história o tocou de várias formas. Agora que sabia que a fofoca era sobre ela, queria poder voltar no tempo para que falasse muito mais às fofoqueiras de plantão. Contudo, ele não parecia curioso quanto ao conteúdo dela. Sabia que deveria ser alguma coisa que a magoava e não queria que ela sofresse com aquilo. Por fim, ele acabou rindo. Já tinha até parado de tomar o sorvete de melão enquanto ponderava sobre sua resposta. Deixou o potinho de lado e se aproximou dela de novo. Dessa vez, pegou a mão dela de forma mais decisiva e acariciou as costas da mão.

    - Se você quiser, nós somos sim. - Shin respondeu com as bochechas coradas. - Mas eu queria te pedir uma coisa... - Umedeceu os lábios porque agora era um pouco mais sério. - Não viva sua vida se baseando na opinião dos outros ou no que vai alegrar os outros, Myeon-ya. Não quero nunca que chegue um dia que você pare e sinta que não fez nada do que quis, só porque queria alegrar quem estava ao seu redor. Eu gosto de você não por ter um emprego ou ter feito milhares de cursos...Eu gosto de você por quem você é. Sinto que já gostava antes, mesmo antes de tudo isso, mas só precisava de um empurrão para tomar coragem.

    Riu de leve.

    - Você é uma pessoa incrível, muito além de um rosto lindo e perfeito, sabe? Você é corajosa, gentil, comunicativa, divertida...Tem inúmeras qualidades que só aumentam minha vontade de ficar perto de você. E claro que tem defeitos, mas eu gosto deles também. - Pegou a mão dela e deu um beijo suave. - O que você escolher para sua vida, eu vou apoiá-la. Se está feliz com os cursos e seu emprego, eu apoio. Se acha que seu destino é outro, eu também vou apoiar. Desde que tudo isso seja porque você quer, não porque outra pessoa quer. Digo isso por experiência própria.

    E dizia mesmo, ela até poderia imaginar porque, afinal, ela viu como o pai dele tinha reagido naquele dia. E, mesmo assim, lá estava Shin avançando no concurso.

    Depois dessa conversa mais séria, ele bateu nas proprias coxas e tomou impulso para se levantar. Estendeu a mão para ela, dizendo que estava com fome e que gostaria de levá-la para comer almoçar. O restaurante escolhido não era dos mais sofisticados, mas também não era dos mais baratos. Era um local jovem, mas com comidas tradicionais. Era o lugar que servia o melhor naengmyeon, na opinião dele. Myeon perceberia que ele realmente gostava daquele prato e estava feliz de compartilhar aquele momento com ela. Os dois brincaram mais e conversaram sobre tudo - do mundo e sobre eles.

    No fim, enquanto retornavam para o carro, ele perguntou para onde ela gostaria de ir. Tudo tinha sido perfeito até ali, mas gostaria de saber se haveria algum lugar que ela preferia ir.

    Gakky
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    Re: 4º passo - Conceitos

    Mensagem por Gakky em Sex Ago 04, 2017 10:13 pm

    Yuki fica surpresa quando vê MinSoo rindo após sua pergunta, mas ficou ainda mais confusa quando ele começou a falar. "Esse garoto é louco?" - Pensou no momento. Ela olha com os olhinhos arregalados para o rapaz e diz confusa:

    - Conhecer ela? Minha fã? Sério?

    Yuki não entendi como as coisas tinham perdido o sentido tão rapidamente, ou Minsoo era muito ingênuo de achar que sua namorada ia gostar de conhecer ela, ou a namorada dele a achava tão simples que tinha total confiança que MinSoo jamais iria querer algo a mais. Porém ele disse que ela era sua fã, isso não fazia sentido. "Ahh essas coisas são complicadas" - Pensou Yuki.

    - Ah...
    - Murmurou Yuki, olhou para o lado e disse enquanto cutucava a manga do seu vestido - Não sei se isso é uma boa ideia...

    Yuki pensou que até poderia ir, talvez a namorada dele fosse legal e dificilmente alguém a consideraria uma ameaça. Mas ao mesmo tempo tinha medo de ir e ser destratada, sabia como as mulheres podiam ser falsas. De qualquer forma, também era uma boa ideia para ela ver com os próprios olhos a realidade e talvez seu coração pudesse parar de querer coisas além do alcance. Era uma situação difícil.

    - Se não for muito longe... Eu não quero incomodar ninguém... Se ela quiser...  - Disse tímida e sem jeito, em seguida suspirou irritada consigo mesma, não entendia porque era tão difícil contrariá-lo.  

    Luxi
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    Re: 4º passo - Conceitos

    Mensagem por Luxi em Sab Ago 05, 2017 2:39 pm

    ♪ Yuki ♪


    - Então está decidido. Vamos.

    Ainda com um sorriso largo no rosto, especialmente após a reação confusa da garota, Minsoo fez um gesto para que ela o acompanhasse. Foi até um ponto de ônibus com ela e fez a viagem silenciosa mais esquisita que ela já presenciara. Ele continuava sorrindo sozinho, empolgado com alguma coisa e dessa vez sentou a seu lado.

    - Então, qual grupo você acha que vai ganhar nessa etapa? - puxou assunto, enquanto faziam a pequena viagem. Deixou um tempo para que ela respondesse e ele mesmo deu sua opinião. - Eu diria que a apresentação de “Fiction” foi muito boa, mas eles devem perder pontos por causa da pausa. “BIGBANG” tem muitos fãs, talvez acabem ganhando por causa disso… mas tinham muitas pessoas boas no meu grupo. Sobre os grupos de vocês… Eu acabei não vendo todas as apresentações. - comentou meio sem jeito. - Mas eu gostaria que vocês ganhassem. Será que teremos algum benefício por causa disso?

    Minsoo tentou conversar sobre bobeiras com ela, realmente ignorando qualquer desconforto por causa de sua namorada, mas a deixaria em paz se ela não quisesse muita conversa. Estavam se afastando do grande centro e se aproximando mais dos bairros nobres com carros de última linha circulando por aí.

    - Vamos descer? - Levanto-se de repente. - Vem. - sorriu e estendeu a mão para ela, descendo em um ponto de esquina. - Agora vamos andar um pouquinho. Tudo bem?

    Havia alguns bistrôs charmosos naquela rua, com pessoas muito bem vestidas aproveitando o dia para tomar um sorvete, encontrar o amor, ou passear com o cachorro.  

    O garoto continuava animado, e subiram uma rua a pé, até chegarem em um portão imenso de um condomínio fechado. Minsoo adiantou alguns passos, falou meias palavras no interfone e uma portinha se abriu para eles. Ali dentro, vários casarões se intercalavam com árvores em uma realidade paralela, exatamente do tipo de pessoa que a mãe a tinha alertado.


    Ele se aproximou de uma dessas casas de entrada imponente, mas parou na frente da porta.
    - Eu quero te pedir uma coisa. Se você aceitar, claro. Quando eu te der um sinal, gostaria que você cantasse sua parte no começo de “Come Back Home”. Pode ser? - estava todo sorridente e empolgado.

    Após ouvir sua resposta, digitou uma combinação na porta da frente, seguindo para uma espaçosa moradia. Tirou os sapatos na entrada e ofereceu a ela uma pantufinha rosa de coelhinho. Deu um sorriso estranho, observando-a calçá-las. Cobriu a boca com as costas da mão.


    A televisão no local estava alta e Yuki percebeu que deveria se tratar de um documentário, pois fazia uma completa descrição de um cenário florido.

    Minsoo fez um sinal para que Yuki fizesse silêncio e pediu que a acompanhasse. Ele andou até a sala, onde havia uma garota sentada em frente à televisão, de costas para eles. Então, fez um contorno pelas costas de Yuki e sussurrou em seu ouvido. - Quando eu pausar o filme, por favor.

    - Oi - falou com voz suave, pegando o controle da televisão e pausando o filme. - Nana, eu trouxe alguém para ver você.

    ♪ Eu Se ♪

    A vista era realmente incrível. Apesar de não ser uma roda-gigante muito ampla, até esse fato podia fazer uma pessoa refletir o quanto precisava de pouco para ver o quanto as pessoinhas eram quase nada diante da imensidão daquela paisagem.

    Amihan e Go Mi Nam compartilhavam do sentimento de um pouco de pena da menina, que estava presa àquela situação, em muitos sentidos. Compreendiam seus sentimentos, apesar de entenderem aquilo em níveis diferentes.

    - Eu poderia dizer o mesmo. Sempre achei que seria curta a minha estadia aqui, mas fiquei muito feliz por encontrar amigos. - o filipino sorriu de leve.  - Se depender de mim, terá meu apoio sempre.

    - Acho que é isso que você inspira nas pessoas. Eu não gosto de te ver triste, quando está sempre tentando animar todo mundo. Então espero que encontre apoio na gente quando precisar também.


    O brinquedo fez a volta completa. O silêncio da cabine seria uma preciosidade na vida dela quando seu segredo viesse a público e sabia muito bem disso. Era uma calmaria com tempo certo para acabar, como aquele passeio. O trio deixou a cabine, sendo avistado logo por Bae,  e agora deveriam esperar por Minki e Rin, que vinham na cabine seguinte. Porém, quando viraram para fazer isso, foi inevitável ver o menino com o corpo inclinado em direção à menina, com a mão segurando seu rosto e seus lábios pressionados.

    ♪ Shin-Hee ♪  

    - O que é um “sunbae do amor”? - a menina deu risada, ficando ainda mais sem jeito quando ele completou a história.

    Myeon contou o que a tinha levado a se apaixonar por ele, tirando do peito uma história que ela nunca pensou que realmente contaria ao namorado, porque era isso que ele disse que eram e seu sorriso se abriu encantador, desviando o olhar por um momento. Dessa vez não fugiu, deixou que ele tocasse e acariciasse sua mão, até segurando a dele em seguida, com a alguma firmeza. Sua única hesitação foi quando ele quis lhe fazer um pedido e isso a deixou preocupada, fazendo-a olhar de baixo, tensa. O que será que ele pediria a ela? Talvez falasse sobre as regras de um namoro com um “quase famoso”, ou tinha feito alguma bobagem já para a sogra, ou talvez ele se irritasse com alguma coisa nela, como suas manias de tirar foto de tudo, mas a resposta a deixou muito surpresa. Shin notou que o brilhinho apaixonado de seus olhos aumentou, mas no caso era de emoção, que ela fez questão de engolir. Tirando seu pai, nunca tinha ouvido algo do tipo de um relacionamento, fosse com amigos, professores ou quem quer que fosse. Na verdade, ouvia sempre que ela não deveria ficar com ninguém que a tratasse diferente disso, mas achou que não existisse, ou que simplesmente não era o suficiente para atrair alguém maduro e sensível como Shin. Ele tinha tudo para ser uma pessoa rígida como o pai, frio como um filho de senador, ou metido como um garoto rico e ela tinha presenciado e ouvido o quanto ele sofria por não poder ter seguido sua carreira no tênis…

    Ela o observou levantar-se, perdida naqueles pensamentos. Levantou-se também e dessa vez foi ela que capturou a mão dele, buscando entrelaçar os dedos.

    - Oppa. Sei que é muito difícil ganhar apoio. Mas fique sabendo que, mesmo se ninguém mais quiser te ajudar, eu vou fazer possível para te apoiar em tudo que você fizer. Eu agradeço de verdade por ter me estimulado a procurar algo diferente do que minhas amigas e as pessoas perto de mim falavam que eu devia fazer. E eu… - ainda que soasse meio perdido, tinha que tentar falar aquilo de alguma maneira, sem expor que que sabia de seu segredo, embora pudessem ser interpretadas como uma réplica gentil do discurso dele. -  gosto de tudo em você…

    Naquele dia todo, exceto pela parte das fotos, pois era realmente um hábito compulsivo,  ela ficou bem distante do celular. Não importava muito as notícias daquele mundo virtual. Ela adorou o restaurante e revelou que gostava bastante de  jjinmandu, um tipo de guioza coreano. Ali, puderam notar alguns olhares curiosos para eles, às vezes algumas pessoas passavam e cochichavam baixinho, mas pelo menos foram educadas para não interrompê-los.

    - Hmm… o que você acha de irmos ao cinema? Acho que… vai ser mais difícil para as pessoas ficarem falando sobre a gente lá. Quer dizer, se você quiser… eu acho.

    ♪ Eun-Ji ♪

    A diretora trocou um olhar com o conselheiro. Era triste a situação que a menina tinha vivido até então.

    - Não vai precisar trabalhar aqui. Especialmente enquanto tiver se recuperando. Tentamos manter uma comunidade participativa, é verdade, e estimular que vocês cuidem das roupas, da limpeza, mas nada pesado. É a administração que cuida da maior parte disso. Tudo que vocês fizerem será em forma de atividade, todos juntos, para que os menores aprendam disciplina e também autonomia. Vai poder ajudar os mais novos a fazer as tarefas. Pense nessas crianças como seus irmãozinhos e nas atividades, como algo divertido.

    A televisão exibia um tipo de programação que era difícil de ver na casa de Bora, por conta do horário e também pelo fato de que ela tinha tanto mais do mundo para mostrar a ela… Notou também que havia uma estante cheia de livros, alguns dos quais ela já tinha lido, que poderia usar para passar o tempo. Na sequência foram exibidas outras imagens do programa, do dia da apresentação que parecia ter sido há anos, mas tinha sido apenas ontem. Falavam sobre a expectativa de notas e dos grupos que tinham se apresentado. Logo seu rosto estava ali no meio, cantando feliz ao lado de Yuki e as outras duas. O trecho era curto, gravado por alguém da plateia, mas era comentado como uma boa apresentação.

    Enquanto chorava sozinha no refeitório, viu uma garotinha, lá pelos seus 8 anos, que entrou ali atrás de biscoitos. Foi conversar com a cozinheira, tentando barganhar mais sobremesa, mas então avistou Eunji, distraída e soltou um som alto de surpresa. A garota saiu correndo até se esconder atrás do batente da porta, espiando a menina. Fez isso por uns dez minutos então fugiu. De repente, percebeu que mais cabecinhas a observavam curiosas.

    - Deixa eu ver
    - É ela mesmo?
    - Não é não, para de mentir
    - O que ela tá fazendo aqui
    - Ai meu pé
    - Fica quieto, ela vai ver a gente
    - Vocês estão falando muito alto.

    - Crianças… vocês vão sujar a cozinha. Vão lavar as mãos primeiro. - uma voz adulta feminina chamou a atenção delas.

    Elas gritaram fazendo graça umas com as outras e depois um uníssono “Sim, senhora Cheong”, antes de se atropelar e sumir para o lavabo.

    A mulher sorriu. Era uma senhora mais ou menos da idade de Bora, com óculos redondos e o cabelo preso em um coque.
    - Não se acanhe por causa deles. Um dia deixamos que eles ficassem acordados até mais tarde e então essas crianças ficaram obcecadas pelo programa de música na televisão. -  Caminhou até a menina e sentou-se no banco ao lado dela. - Eles passaram uma semana treinando para se apresentar para nós.  - riu. - Bem, eu sou pedagoga. Cuido da educação básica desses meninos e também sou um tipo de ombro amigo. Você deve ter conhecido a diretora. Nós duas criamos este lugar. Todos os outros são ajudantes voluntários, alguns sendo esporádicos, mas acredito que vá se dar bem com eles. Como hoje é seu primeiro dia, você pode ficar livre para fazer o que quiser. Descanse, deve ter tido um dia difícil. Amanhã o Conselho enviará alguém para conversar com você. Espero que fique à vontade para se abrir. É realmente importante conseguir limpar essas sensações ruins que deve estar sentido agora. Só vim me apresentar. Se precisar de algo, não hesite em me chamar.
    shamps
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    Re: 4º passo - Conceitos

    Mensagem por shamps em Sab Ago 05, 2017 6:11 pm

    A menina fez uma cara de surpresa e piscou os olhinhos claros várias vezes não acreditando que não trabalharia ali. Se não trabalhasse seria chamada de preguiçosa.

    - Minha mãe disse ...que eu tenho que trabalhar... para não ficar preguiçosa. Eu não... sou preguiçosa - a diretora explicou como as coisa funcionavam ali e ela ficou pensando - que estranho - falou das atividades e sobre ajudar os menores - isso... eu posso fazer... ajudar... gosto de ajudar - a diretora disse que os pequenos seriam como irmão mais novos e ela não tinha irmãos. Como seria essa sensação? Viu Yuki com o irmão dela e eles pareciam tão amigos, devia ser bom - irmãos? E se eles não gostarem de mim? - ela não sabia como aquilo poderia ser divertido, mas nunca tinha achado ruim trabalhar em casa. Agora parecia estranho ela ter feito tanta coisa enquanto sua família passava o dia conversando. Eles deviam ser muito ocupados, Eun-Ji que devia parar de ser egoísta - eu... vou tentar.

    A TV continuava a falar do programa, para a dor da garota, que via tudo como se nunca tivesse feito parte daquilo. Por que tinha sido tão horrível? Era a primeira vez que estava vendo as outras coisas daquele dia, porque só tinha visto a parte de Fiction, no demais estava triste demais para ter notado. Sua cabeça estava longe naquele dia e seu coração magoado. Sorriu com o lado bom da boca ao ver Yuki na tela - que saudade sua amiga fazia - alguém tinha filmado elas e a ruiva tentava entender como tinha feito aquilo, não se lembrava de seus momentos no palco, talvez estivesse anestesiada demais ou o contrário, com a cabeça à mil. Foi uma boa apresentação? Mas ela nem mostrou seu 100%. Não queria que suas amigas saíssem prejudicadas pelo seu egoísmo e dificuldade de administrar seus sentimentos. Ficou feliz pelas outras, que deram o seu melhor.

    Enquanto secava suas lágrimas, ela viu uma menininha entrar lá, a ruiva apenas observou sua movimentação com o olhar sem ter nenhuma opinião a respeito. Sobressaltou-se com o espanto da garotinha e voltou a encarar a louça à sua frente. A pequena ficou encarando-a por trás da porta e Eun-Ji achou que pudesse estar fazendo algo errado e resolveu que era hora de sair dali. Levantou-se fazendo careta de dor, pegou a bandeja e levou até onde estava a cozinheira e quando voltou viu mais criancinhas ali olhando para ela. Sentiu-se um pouco intimidada, será que elas iriam xinga-la ou jogar coisas nela? Escutou que eles falavam dela, mas não entendeu de imediato sobre o que falavam e foi voltando devagar para o lugar onde estava e voltar a ver a TV, uma atividade que não costumava fazer - ver por horas a TV.

    A voz de uma mulher a fez virar a cabeça depressa e se levantar para curvar-se, como sua educação exigia, mesmo que não tenha feito isso nos últimos momentos. Era chamada de Cheong pelas crianças, a mulher foi até ela e sentou-se junto a Eun-Ji. Ela foi bem simpática e tentou acalmar a ruiva. A mulher disse que as crianças tinham visto o programa uma vez e que tinham gostado, até brincando de se apresentar para os funcionários e Eun-Ji deu um leve sorriso com o lado bom de sua boca.

    - Essas semanas... de treino são bem... puxadas - disse devagar - não sei como... me apresentei... não me lembro de nada... tenho a sensação... de que o fiz, mas... não sei como... - preferiu parar de falar daquele dia - foi um dia horrível... desde quinta... a noite até... agora - não quis ser indelicada, mas era verdade - me desculpe... e elas gostaram? De se apresentarem? E do programa?

    Ela se apresentou como pedagoga, assim como Bora e achou que poderia confiar nela. Meneou a cabeça confirmando que tinha conhecido a diretora e sorriu ao saber que as duas criaram o lugar. Agradeceu quando ela disse que ela poderia descansar, sim, seu dia tinha sido difícil, tanto quanto o anterior. Tinha dormido num banco de praça, passou parte da manhã em uma delegacia relembrando seus momentos difíceis de espancamento - que agora ela sabia que era espancada e sofria maus tratos doméstico - depois passou parte da tarde no hospital fazendo exames, um mais desconfortável que o outro. Realmente era queria descansar. Apontou para os livros.

    - Eu posso... pegar um? - achou que seria bom ler um pouco para se distrair e parar de pensar no K pop Shine, em Dam e em sua família. Procurou por uma leitura leve e que não tivesse romance nem nada do gênero, nem que fosse um livro que falasse sobre plantas, já estava valendo. Cheong foi gentil e disse que a menina poderia ficar à vontade e que poderia até conversar com ela se precisasse. Talvez ela quisesse conversar, mas não hoje. Se alimentou bem e teve certeza que não sentiria fome pelo resto da noite.

    Perguntou onde poderia tomar banho para poder ir descansar e onde ela poderia descansar e quem sabe dormir. Só queria ficar quietinha em seu canto, pelo menos naquele dia. Mais um dia horrível que queria apagar de sua memória.
    Pegou no sono, mesmo se estivesse sentada, lendo o livro até quase o fim. Iria se fosse chamada para o jantar, afinal tinha que tomar seus remédios, que o médico recomendou que fossem administrados por um adulto.
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    Re: 4º passo - Conceitos

    Mensagem por Larissa Aprill em Sab Ago 05, 2017 7:08 pm

    A garota observava as pessoas ficando tão pequenas conforme subiam na roda gigante. Ela apoia a testa no vidro, sentia que aquele era o melhor momento para ser sincera com os rapazes. E ficou feliz de saber que eles queriam ser amigos dela apesar de tudo.

    - Naneun ap-eulo na-ege museun il-i il-eonal ji moleunda. hajiman nae yeop-eissneun jusyeoseo gamsahabnida

    Não sei o que vai acontecer comigo daqui para frente. Mas obrigado por estarem do meu lado.


    Ela encara Amihan. Se não fosse pelo concurso eles nunca teriam se visto, ela nunca iria ligar para um garoto como ele.

    - Museun il-i issdeolado, naneun geudeul-eul doul su-issneun bangbeob-eul chaj-eul geos

    Não importa o que aconteça, irei dar um jeito de ajudá-los


    Então eles descem do carrinho e ficam esperando o loiro chegar. Eu Se viu  Min-ki beijando a Rin e por mais que soubesse dos sentimentos do loiro por ela, não teve como não ficar surpresa com a cena.




    A garota tentou disfarçar e limpar as lágrimas.


    - nae nun-eseo tileul chegyeol ... nan ... ssis-eo su issseubnida ..

    Entrou um cisco no meu olho...eu...eu vou lavar..


    Ela tentava controlar o choro mas percebeu que não ia parar de chorar tão cedo, então começou a andar para longe do grupo. Sabia que se continuasse lá, seus sentimentos iriam trai-la.

    Quando tivesse numa distância segura, Eu Se iria chorar de soluçar. Seu peito doía tanto que ela agarra a própria blusa, numa tentativa vã de melhorar.


    Gakky
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    Re: 4º passo - Conceitos

    Mensagem por Gakky em Sab Ago 05, 2017 11:41 pm

    Yuki arregalou os olhos quando MinSoo disse que estava tudo decidido, o garoto fez um gesto pra ela o acompanhar, e ela foi, embora estivesse muito confusa. Eles entraram no ônibus, era esquisito saber que estava indo conhecer a namorada do garoto que ela gostava. MinSoo no entanto parecia muito feliz, deveria ser porque ia ver a sua garota, imaginou Yuki. MinSoo tentou puxou assunto, Yuki lançou olhares arregalados para ele, como se estivesse surpresa. Mas até tentou responder, embora tenha parecido bem indecisa, na verdade porque não conseguia pensar claramente em outro assunto agora:

    - Eh... Talvez a Gee?

    Então o garoto disse que não havia visto todas as apresentações. "Claro, devia estar ocupado beijando um certo alguém, ai ela tem tanta sorte! Eu nunca nem beijei ninguém... E ela beija logo o MinSoo..." - Pensou Yuki franzindo os olhos por alguns segundos. De qualquer forma, ele continuava gentil, e era essa gentileza que deixava Yuki sempre confusa, MinSoo era um rapaz difícil de se decifrar, mesmo que parecesse fácil. Durante a viagem, ele tentou conversar mais, porém Yuki não conseguia pensar em outra coisa e acabou dando respostas vagas. Ficou olhando a janela espantada conforme iam para os bairros mais nobres. "Onde fui me meter?" - Pensou.

    Então os dois desceram no ônibus, novamente ele foi gentil de estender a mão, mas foi esquisito pegar na mão dele, se sentiu como uma daquelas garotas falsas que roubavam o namorado dos outros. Foi só começarem a caminhar que Yuki ficou cada vez mais envergonhada, ela se perguntava se MinSoo tinha alguma noção do que estava fazendo. Todas aquelas pessoas bem vestidas, ricas e felizes, como se fossem perfeitas, deixava ela com mais vergonha. Seu vestido era muito simples e com certeza aqueles ricos sabiam que era um vestido sem marca, até suas sapatilhas era simples e gastas demais para esse lugar. Ela até andou encolhida ao lado do rapaz, tentava não olhar nos olhos dos outros, sentia que se fizesse isso seria fuzilada pelo olhar deles clínico em descobrir sua pobreza.

    - Ahhs... - Suspirou constrangida - Se eu soubesse tinha vestido algo melhor....

    Yuki sentiu que poderia se expulsa de lá a qualquer momento, não que ela tivesse algo melhor para vestir. Os dois chegaram até o interfone e a porta se abriu. As casas de lá eram enormes e lindas, era como entrar em um mundo diferente. Cada vez mais Yuki sentia que estava indo para o seu fim, um lugar de ricos, sozinha, se aquela garota (namorada do MinSoo) quisesse zombar dela, estaria muito desprotegida. Ela se lembra do que a mãe disse e entendeu melhor agora, com certeza MinSoo ia escolher uma garota que vivesse bem assim.

    As coisas ficaram ainda mais malucas quando ele fez o pedido de cantar. Yuki quase gritou um "Que?", mas a palavra morreu em sua garganta. Ele estava sorrindo e empolgado. "Então é isso? Eu devo ser o presentinho da namoradinha dele, vou cantar igual um cartão musical. Por que não escuto a minha mãe? Ai eu tava tentando resolver as coisas quando chamei ele... Mas deu tudo ao contrário..." - Pensou Yuki na hora. Talvez fosse por isso que ele queria se encontrar com ela, a usaria parar ser como um presente para namorada. A japonesa suspirou e respondeu submissa com a voz bem baixa:

    - Posso tentar...

    Ela não iria negar um pedido no meio daquele lugar estranho, até porque se ele ficasse zangado com ela, e a namorada dele também, quem a levaria para casa? Nesse momento já sentia que não conhecia MinSoo, ele estava sendo um rapaz muito misterioso. Ela até tinha pensado na possibilidade pequena dela não ser namorada dele, mas o garoto não desmentiu quando ela falou. Foi estranho quando ele digitou a combinação, parecia aqueles filmes de detetive, o estranho era que ele entrou tranquilamente na casa. Seria a casa dele? Ou ela deu a senha para ele? Eram perguntas que surgiam na mente e Yuki. Talvez a garota já estivesse esperando na casa dele "pelo presente" ou era a casa dela? Ela pegou as pantuflas e as calçou, estranho foi ver MinSoo rindo. Ele realmente parecia estar se divertindo com isso. O semblante de Yuki agora era de alguém espantado e fora do ninho. As pantuflas eram até bonitinhas, percebeu Yuki, mas isso só contribuía para deixar as coisas mais esquisitas. Será que era algum sonho doido? As pantuflas faziam parte do plano? Yuki sentia cada vez mais medo.

    Eles foram entrando, Yuki entra receosa e tomando cuidado para não ir em nenhum lugar que MinSoo não desse sinal para que ela pudesse continuar. Seu coração apertou ao ver as costas da garota, seria agora que seus sonhos seriam despedaçados, logo neste lugar longe, no meio de ricos que a faziam se sentir menor. Ela olhou para MinSoo, sua respiração já começava a ficar mais forte. Quando ele pausou o filme e falou, ela sentiu que era a hora que deveria cantar. Mas Yuki estava tão nervosa que começou a cantar com a voz muito baixa e bem devagar, nem tinha coragem de olhar para frente.


    Persephone
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    Re: 4º passo - Conceitos

    Mensagem por Persephone em Dom Ago 06, 2017 12:09 am

    - Sunbae do amor é...hm...Deixa pra lá! Você não precisa saber disso! Aish...

    Disse fazendo um bico e ficando com as bochechas meio coradas, envergonhado por ter revelado essa parte. Mas a verdade é que agora precisava retribuir o favor que Quan Lei fez ao distrair os monitores enquanto ele corria atrás de Myeon - nem era pelos grandes ensinamentos, porque todos eles foram acompanhados de pura zoação e gargalhadas por parte do chinês. De todo modo, veria como seria capaz de ajudá-lo.

    Felizmente, a conversa tomou outro rumo, ainda que fosse sério. Shin-Hee não imaginava que a menina ia ficar tão preocupada com o pedido dele. Provavelmente ele era ingênuo demais, mas não estava fazendo um pedido para si, era por Myeon. Nem passou pela cabeça dele falar algo tão egoísta ou começar a podá-la, muito menos pedir algo constrangedor. Gostava de Myeon assim: do jeito que ela era, como já tinha repetido várias vezes e não se cansava. Assim como não cansava de admirá-la.

    Uma vez de pé, ele esperou que ela também o seguisse, mas ela foi além. Dessa vez, ela segurou sua mão, entrelaçando os dedos, o que fez com que o rapaz parasse de novo. Virou-se de frente para ela, fazendo uma sombra nela por conta da diferença de altura. Ao escutar aquelas palavras, foi a vez dele soltar a mão dela, mas não para se afastarem. Ele levou as duas mãos até o rosto dela, acariciando as bochechas com os polegares - era quase como um deja vu do que aconteceu atrás das cortinas do teatro. Shin observava cada pequenino detalhe daquele rostinho, mas focou no brilho de seus olhos e, nesse instante, Myeon veria que os dele também brilhavam, mesmo naquele profundo tom de castanho escuro.

    Aproximou o rosto e deu um beijo na ponta do nariz dela.

    Em seguida, a trouxe para um abraço apertado, a protegendo. Estavam num lugar um pouco mais discreto e como a maioria era turista naquela manhã, puderam ter esse momento um pouco mais íntimo.

    Fato era que Shin podia ficar o resto do dia - e de sua vida - bem ali, abraçando Myeon e recebendo seu abraço. Mas..o estômago dos dois roncou, interrompendo um pouco o clima. Eles riram da situação e se lembraram que ainda tinham um cronograma a seguir. Agora com os dedos bem entrelaçados, eles seguiram para fora do Parque, despedindo-se daquela belissima paisagem. Graças ao hábito de Myeon, eles teriam vários registros dali, provavelmente daria para fazer um álbum inteiro. Eles seguiram até o carro e foram o restaurante.

    Lá, os dois comeram bastante, descobrindo cada vez mais os gostos de cada um. Aquela informação ficou registrada na mente dele. Enquanto conversavam, ele percebia alguns cochichos. Ainda não tinha olhado o celular de novo, até porque, não tinha motivos para isso: a maior curiosidade da vida virtual estava bem ali diante dele, no mundo real. O celular ainda tinha bastante bateria, justamente porque foi ignorado.

    Myeon optou por ir ao cinema e fazia sentido o que ela dizia. Ele esperou por ela e, assim como fez todas as vezes naquele dia, abriu a porta para que ela entrasse e se acomodasse. Enquanto seguiam, Myeon já comprava os ingressos online para já saberem o que teria para assistir, além da comodidade de não ter fila. Procurou por um estacionamento e seguiu até um "shopping só de cinemas". Não tinha nada além de cinemas e restaurantes ali. Naquele horário já começava a ficar um pouco mais cheio, ainda mais no sábado.

    Agora ele colocou o boné e também pegou a jaqueta dele. O óculos foi retirado porque não gostava de andar com ele em ambientes fechados, mas o boné já indicava a discrição. Mesmo assim, se alguém o reconhecesse, ele pararia para falar com a pessoa. Muito embora estivesse de folga e quisesse um tempo de paz, ele sabia que essa exposição na TV tinha seus "ônus" e não podia culpar as pessoas. Só esperava que fossem educados e tivessem bom senso. Mas caso ninguém parasse, a fila seria bem rápida para que tivessem algumas horas de paz na sessão.

    Como Myeon escolheu o filme e as cadeiras, ele se ocupou das pipocas, bebidas e guloseimas. Quando finalmente se acomodassem no lugar e ajeitassem as cadeiras, ele tiraria a divisória de braços e a envolveria num abraço, trazendo mais para perto. Foi bastante natural e sem nenhuma cerimônia dessa vez.

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    Re: 4º passo - Conceitos

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      Data/hora atual: Qua Nov 22, 2017 9:20 am