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    Narração

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    Koresea
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    Narração

    Mensagem por Koresea em Qua Ago 09, 2017 4:08 pm

    Forte não é a poderosa onda que tudo destrói, mas a pacífica rocha que tudo resiste

    O sol nasce no horizonte, com sua postura majestosa e bela, já é possível ouvir os primeiros cantos dos pássaros, estamos no ano 20 da era Tenmei, nos anos do povo do oeste, 1800, hoje a dinastia Tokugawa ainda domina o Japão com a mão de ferro, a muitos anos atrás, Tokugawa Ieyasu tomou para si o título de Xogum do Japão, expulsou todos os estrangeiros e começou a estabelecer seu controle sobre a nação, hoje, seus descendentes continuam o seu trabalho.

    Ao Sul do Japão, não tão longe do mar, na província dominada pelos Tatsuya é possível ver uma pequena comitiva que caminha pelas planícies que na estação atual demonstram todo o seu esplendor.

    A comitiva é composta de dez pessoas a cavalo, eles caminham em um ritmo ainda lento por terem acabado de se colocarem em marcha, a cerca de alguns dias que eles percorrem as vilas da província, chegando agora a aquele que aparente ser seu objetivo final, e talvez a grande razão de se juntar tantas pessoas para uma tarefa tão simples.

    O grupo é composto de dois servos responsáveis por organizar mantimentos, fazer comprar nas vilas em que pararem, organizarem as barracas e outras coisas do tipo, outros três homens são guardas reais responsáveis pela segurança do Daimyo e a frente deles é possível quatro samurais e uma onna-bugeisha, o Daimyo, Tatsuya Daisuke e seus oficiais.

    O Daimyo é um rapaz bastante jovem e inexperiente, com apenas 16 anos tem o rosto "triangular" com cabelos desgrenhados negros como seu pai, seus olhos possuem a cor da noite e traz consigo alguns pelos do queixo e uma leve costeleta que desce pelos seus cabelos, assumiu o domínio de seu falecido pai a cerca de seis meses atrás e hoje tenta provar seu valor como líder, embora se esforce seus oficiais sabem que é dever deles manter o rapaz no trono, pelo menos até que ele consiga experiência suficiente para permanecer ali por conta própria.

    O assunto a qual esta sendo tratado pelos samurais é de vital importância, estamos no primavera e é normal que os funcionário da província visitem as vilas para saber como elas estão após o rigoroso inverno Japonês, entretanto normalmente quem faz essa vistoria é apenas um samurais de escalão mais baixo, e não o próprio Daimyo com todos os seus oficiais.

    Entretanto o problema parece ter começado a ocorrer a cerca de dois meses atrás, quando os espiões de Tatsuya Hiromitsu que estavam alocados na vila de Shizui, a vila mais afastada do castelo, pararam de mandar seus relatórios, Hiromitsu tentou mandar posteriormente um de seus homens para checar a situação entretanto o homem não retornou.

    Durante o inverno todo não foi recebido nenhum tributo da vila, a estação passada foi uma das mais difíceis de se passar na última década e pelo fato da vila ser um pequeno domínio de camponeses que não possuí tanta importância econômica o Daimyo optou por não mandar homens cobrando os impostos, pois o inverno devia estar sendo cruel com os camponeses.

    Porem agora estamos na primavera e a permanência dessa isenção e também o desaparecimento de espiões acabou por despertar a preocupação do jovem lorde, ele então resolve averiguar pessoalmente a situação, trazendo consigo seu Kaishaku, Tatsuya Takeshi, por achar que a presença de um guerreiro como ele será necessária na situação atual.

    Além disso, obviamente acompanha a comitiva o Yojimbo Tatsuya Jirou e seus homens, vieram juntos também o Oniwaban, Tatsuya Hiromitsu, e a antiga aprendiz de mestre Tatsuya Juishi e nova Onmyouji, a jovem Tatsuya Natsuki, que solicitou para acompanhar o Daimyo por "sentir que uma aura negativa paira sobre aquele lugar".

    A comitiva segue viagem por aproximadamente quatro horas quando finalmente chegam em Shizui, a vila é realmente aquilo que se esperava, de longe, vê-se apenas algumas casas simples de madeira e um pouco mais ao fundo as plantações de arroz do local, entretanto o que realmente chama atenção nos samurais ali é o fato da vila aparentar estar vazia, pelo menos suas ruas, vocês caminham até adentrar a vila, a princípio não veem ninguém próximo as primeiras casas, o Daimyo vira seu cavalo e olha para vocês, é possível ver o nervosismo em seus olhos.

    -Certo senhores, vamos nos dividir a partir daqui e tentar entender o que esta acontecendo, Jirou e Takeshi, vocês vem comigo, junto com um guarda também, Hiromitsu e Natsuki, você seguem na direção oposta, levem dois guardas consigo, os servos seguem conosco, caso algo aconteça não hesitem em mandar alguém para nos encontrar, faremos o mesmo caso detectemos algum perigo.

    OFF :
    Certo, talvez o off fique maior que a narração mas é necessário para esse primeiro momento dizer algumas coisas

    Primeiro, finalmente começamos, que alegria huahuahua

    E segundo, algumas notas sobre a interpretação, podem escrever suas ações da maneira que desejarem, para dinamizar, caso falem com um NPC podem vocês mesmos escrever o que eles respondem, então por exemplo, se precisam da permissão do Daimyo para fazer algo (que não seja nada muito importante) podem por si mesmos escrever as respostas dele, o mesmo vale para diálogos mais simples, como por exemplo perguntarem o que ele acha da situação atual, etc, deixarei livre para que construam a personalidade dele junto comigo, o mesmo vale para os soldados e servos (no caso do Jirou, considere o soldado que foi com vocês como o guarda-costas do seu giri, aquele que te segue não importa o que aconteça, sinta-se livre para lhe dar um nome, descrição física e interpretar suas falas).

    Natsuki, lembre-se de o inicio da narração dizer o que você previu, devido a visão que seu giri lhe dá, podendo prever o que vai acontecer durante a aventura.

    Muitos vão perceber que deixei meio aberto a narração até então, justamente para que se habituem com o sistema, vale lembrar que esse é um sistema bastante interpretativo onde os elementos da história são construídos junto com os jogadores

    Nesse caso, se quiserem, sintam-se a vontade para narrar seus personagens antes do Daimyo dando as ordens, dizendo fatos sobre a vila, ou lembrando deles.

    Para fazer isso basta fazer um teste de sabedoria (rolar o número de dados que possui na virtude sabedoria, vale lembrar que vocês todos tem por padrão +1 nessa virtude), usem por favor o comando abaixo, para evitar floodar

    Código:
    [roll="d6"]Y[/roll]

    Escrevam o comando, mudando Y para o número de dados que você tem em sabedoria, logo abaixo do comando já coloquem o que seu personagem sabe sobre a vila, por exemplo "É uma vila que possui muitos ocultistas", "os moradores locais nunca foram fiéis ao Daimyo", o que acharem mais conveniente, mas coloquem aspectos narrativos, como seu personagem dizendo essa informação, caso consigam tirar 10 ou mais nos dados a informação é considerada verdadeira (é bem difícil falhar nesse sistema então podem ficar tranquilos), lembrando que podem "sacrificar" seus dados fazendo apostas, cada dado que vocês eliminarem antes de rolar lhe dá o direito a narrar mais um fato na cena.

    Além disso, após saírem para investigar podem narrar o que acontece com seu personagem, no mesmo esquema, apenas rolem um teste de astúcia, no caso nosso Oniwaban tem +3 dados por causa do aspecto "Atenção constante"

    Usem o comando para rolagem e logo abaixo descrevam o que vocês encontram, sintam-se livre para encontrar civis, criminosos,
    cadáveres, o que quiserem, lembrando novamente que cada dado apostado lhe dá direito a narrar mais um detalhe sobre o que seu personagem descobriu.

    Ainda caso o seu personagem encontre um NPC usando investigação, sinta-se livre para dialogar com ele, mas ele só vai dar informações úteis se rolarem um teste de beleza, caso falem com ele de maneira pacífica e agradável, ou um teste de coragem se intimida-lo, novamente, podem usar o comando de rolagem e descrever o diálogo que tem como ele caso tenha sucesso, novamente, uma informação útil se tiver sucesso normalmente e mais uma para cada aposta feita.

    No caso desse teste, Takeshi tem +3 caso intimide alguém, por causa do aspecto "Aura assassina", Natsumi tem +3 se tentar conversar pacificamente devido ao aspecto "Plácida como um lago em um dia sem vento", e finalmente Hiromitsu tem +3 se rolar tentando descobrir se o alvo esta mentindo.
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    Re: Narração

    Mensagem por shamps em Qui Ago 10, 2017 11:32 am

    A terra estava ressecada, mas entre os veios secos era possível ver alguns pontos brilhantes e rubros. Sangue. Uma névoa densa impedia uma visão clara e sons eram ouvidos: gritos de agonia e dor. Vários contornos negros se afastavam pela neblina. Um flor de prímula estava solitária em meio à seca e, aos poucos, pétala por pétala, ela ia secando.  

    Assim tinha sido a visão de Natsuki que ela informou ao seu daimyo.

    ...

    Já viajavam a dias, explorando e conhecendo as terras de seu senhor para uma melhor compreensão dos problemas da região. O inverno rigoroso tinha enfraquecido a economia local e era preciso avaliar as condições dos povoados, já que a primavera tinha chegado e os tributos ainda não tinham sido pagos. A vila de Shizui era um desses lugares que não causavam problemas, mas que não tinham cumprido seus deveres.
    Há dias a onmiyouji vinha tentando entender sua visão e agora que se aproximavam, as coisas começavam a fazer sentido, pois estranhamente vila estava deserta. Ela aproxima-se com seus cavalo e comenta com Daisuke, seu senhor, uma possível interpretação de sua visão.

    - Com licença, Tatsuya dono - faz uma reverência - a visão que tive antes dessa viagem... - dizia com a voz plácida - a terra seca, o sangue, a flor... Tomemos cuidado! Sinto que as coisas começam aqui, neste local... - ela inclina sua cabeça para ele e se afasta. Logo o daimyo passa instruções para um busca pelo local. Ela achou melhor seguir com a investigação para poder confirmar o que sentia.

    Seguiu com Hiromitsu e mais alguns homens para averiguar o local, seguindo no sentido oposto ao de Tatsuya Daisuke.
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    Re: Narração

    Mensagem por Bravos em Sex Ago 11, 2017 12:29 am

    Shizui era a vila mais afastada da província. Hiromitsu não se recordava de ter mesmo ouvido falar dela antes de ocupar o Giri de Oniwaban. Esse era o nível de importância daquele lugar. Isso mudou, contudo, quando a vila deixou de pagar seus impostos, e mais que isso, quando um dos homens de Hiromitsu fora enviado para averiguar e não voltou. Eles já caminhavam há algumas horas quando chegaram ao local. Estava vazio."Daisuke-dono não deveria estar aqui. Quem sabe o que se passa nesse lugar?" Mal havia pensado essas palavras, Natsuki falou da visão que tivera e que a motivara estar nesse lugar. Seu semblante fechado tornou-se quase sombrio, encoberto pelo chapéu largo que trazia.


    - Todo cuidado é pouco até sabermos o que aconteceu. O homem enviado para averiguar não voltou. - Foi quase um corte à fala de Natsuki. Aquele aviso servia para todos. Especialmente para o Yojimbo, Tatsuya Jirou. Não olhou para ele, nem o mencionou. Mas não era difícil saber que aquele comentário dizia respeito a sua função. Visivelmente nervoso, o Daimyo separou o grupo em dois, ficando Hiromitsu e Natsuki num deles, com outros dois homens. - Daisuke-dono, espere notícias nossas. Se não voltarmos, volte para o castelo e só retorne com mais homens e espadas. Não vale a pena correr riscos aqui. - Disso aquilo também sem olhar para o Daimyo. Tendo os olhos fixos na quase nenhuma movimentação da cidade. - Natsuki-san, não saia de perto de mim.


    Hiromitsu, Natsuki e os dois homens seguiram pela esquerda, no caminho que levava mais em direção às plantações de arroz. Aquele caminho parecia ter mais chances ainda de estar deserto. Seu tino porém indicava que aquele era o caminho a seguir. Caminharam por ali durante algum tempo. As portas e janelas estavam todas fechadas.


    Bravos efetuou 5 lançamento(s) de dados (d6.) :

    1 , 4 , 1 , 5 , 6
    Investigação com 2 Apostas escreveu:1. Os jardins no caminho não parecem abandonados, bem como não há excesso de pó ou folhas diante das portas.
    2. É possível ouvir o relinchar de cavalos ou o grunhido de porcos vindo dos quintais.
    3. Ao aproximarem-se de um pequeno bar, Hiromitsu escuta o som da janelinha sendo fechada.


    - Ali. Eles estão entocados. - Falou em voz baixa para Natsuki e foi diminuindo as passadas no cavalo, até que parasse e saltasse, conduzindo o cavalo pelo arreio e prendendo-o numa cerca próxima. - Não vejo outra opção que entrar. Eiji-san, observe os fundos desse lugar. Fuyuki-san, você vigia essa porta de entrada e nos auxilia em qualquer necessidade. Natsuki-san, vamos entrar e perguntar por que estão escondidos dentro de suas casas e bares.

    isaac-sky
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    Re: Narração

    Mensagem por isaac-sky em Sex Ago 11, 2017 12:33 am


    "Eu passei por inúmeras vilas assim. Como um vagante, um estranho. Eu trouxe violência, problemas, mas também trouxe ajuda aos que necessitavam. É tão estranho vir agora, com a comitiva de um Daimyo.
    Se o garoto puder fazer a diferença, se tornar alguém honrado e justo, então homens como eu nunca mais seriam necessários..."



    Os olhos de Jirou estavam escurecidos desde seu nascimento, mas o yojimbo sabia se guiar com todos seus outros sentidos: o som dos cavalos e seus passos na terra, o cheiro característico da mudança de estações e as vozes dos membros dessa comitiva.
    Mas a falta de sons era o que preocupava Jirou.

    -Meu Lorde, eu não escuto os passos de pessoas na vila. Ou esta deserta ou as pessoas se abrigam - comentou para seu Daimyo. As duas opções não indicavam nada de bom.

    Natsuki escreveu:- Com licença, Tatsuya dono - faz uma reverência - a visão que tive antes dessa viagem... - dizia com a voz plácida - a terra seca, o sangue, a flor... Tomemos cuidado! Sinto que as coisas começam aqui, neste local... - ela inclina sua cabeça para ele e se afasta. Logo o daimyo passa instruções para um busca pelo local. Ela achou melhor seguir com a investigação para poder confirmar o que sentia.

    O yojimbo escuta as palavras da bugeisha. Era uma voz bastante reconhecível.

    -Soa preocupada. Vamos agir com cautela e encontrar alguém que possa explicar o que houve - disse pressionando o bastão que embainhava sua katana.

    Jirou ouve atentamente as ordens do Daimyo e o acompanha na investigação. O samurai atentamente presta atenção enquanto acompanha seu senhor para eventuais sons e sinais de vida.

    -Teria o inverno consumido toda uma vila? Bandidos costumam deixar um outro sobrevivente e a notícia de um ataque costuma se espalhar rápido... - indaga Jirou mais a si mesmo do que àqueles ao seu redor.
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    Re: Narração

    Mensagem por Jezreel em Sex Ago 11, 2017 10:20 am





    Ausente de palavras, Cavalga em direção à seu objetivo. Mesmo com aliados presentes, Takeshi é a espada do clã, deste modo, não poderia ter o luxo de depender de alguém. Sua confiança paira em si e Masamune. Os dois tornaram-se um e personificam a justiça e a vingança de todo clã. Sua mão repousa sob seu tsuke amarronzado, como uma extensão de seu próprio corpo. O sol difere as cores de suas roupas em que a maioria se revela preta e verde escura. Seus cabelos estão presos preguiçosamente, revelando sua vaidade. Seu olhos são fundos e qualquer um que olhar mais atentamente, entenderá que escondem algo assustador ali. Seu semblante não revelava nada do que está em seus pensamentos e sua postura aparenta estar pronta para qualquer combate iminente.

    As palavras de Natsuki não fizeram muito sentido à ele, entretanto, existia algo em sua voz e seu semblante que ele reconheceria em qualquer lugar: medo. E se Natsuki estava com medo, era simples. Exterminar a origem do mesmo. Afinal, foi por isso que foi nomeado Kaishaku.


    - Invernos não matariam os homens de Hiromitsu. Facilmente reportariam que todos da vila pereceram.

    Quebrando seu silêncio quase que sagrado, responde à Jirou de imediato com sua voz áspera e feroz. Como a de um demônio. Diferente da maioria, o Kaishaku não estava preocupado, mas interessado no que encontraria naquele local. O fato de todos os homens que vieram até este lugar não terem voltado, só o dizia uma coisa: uma batalha estaria o esperando. Mesmo que o Daimyo estivesse ali, Takeshi sabia que Jirou faria um ótimo trabalho protegendo-o.

    - Daimyo-dono, quem é a pessoa mais influente desta vila? Podemos começar procurando-a.


    OFF:
    Tsuke = Cabo da Katana
    Koresea
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    Re: Narração

    Mensagem por Koresea em Sex Ago 11, 2017 2:23 pm

    Narração Hiromitsu/Natsuki:

    Vocês caminham juntos pela vila, o local tem uma aparência macabra, as casas aparentam estar vazias ou pelo menos trancados, a poeira no chão voa com o vento e dificulta suas visões, aparentemente o local parece deserto mas olhares mais atentos percebem que o local aparenta ainda estar habitado, ou pelo menos, abandonado recentemente.

    Conforme vocês caminham veem então a sua frente a figura de um bar simples, é feito de madeira e tem seu telhado bastante velho, Hiromitsu desce de seu cavalo e dá as ordens necessárias a seus companheiros, os samurais caminham pelos pequenos três degraus da entrada e o ranger da madeira dá mais uma dica a respeito da velhice do local.

    A entrada não possui uma porta propriamente dita e sim apenas alguns tecidos bordados, bastante desbotados, na imagem é possível ver dragões e guerreiros desenhados, a borda inferior do tecido esta razoavelmente desfiada, do lado direito da porta uma pequena placa de madeira onde de lê "Taverna do Koi"

    O guarda flanqueia o lado da entrada da porta, enquanto o outro dá a volta pela construção, os dois samurais então ambos sacam suas katanas, frente a possível ameça, Hiromitsu então corta o tecido na frente da entrada, seu treinamento marcial o diz para nunca entrar as cegas em um local frente a tal possível perigo.

    Os samurais adentram o local e no momento que o fazem veem um local bastante simples, a taverna demonstra ser tão antiga do lado dentro quanto do lado de fora, as mesas estão arrumadas mas demonstram ser móveis com bastante idade, são seis mesas no total, na parede direita do lugar se vê um balcão consideravelmente longo, também de madeira.

    Subitamente, poucos segundos após adentrar um homem salta do flanco direito de Hiromitsu e o ataca usando uma espada velha, ele grita alto quase que em uma tentativa de intimidar o samurai.

    Entretanto o oniwaban não demonstra dificuldade nenhum em aparar o golpe, em uma defesa bastante incomum o samurai simplesmente golpeia a espada de seu oponente de modo a lançar o peso do braço dele para direita e em seguida investe com o ombro em frente ao corpo, acertando o peito do homem que cai contra o chão, logo após a queda o homem já começa a suplicar atônito.

    --Po.....Por favor, não nos faça mal, eu tenho uma esposa e uma filha, eu não tenho culpa, me perdoe por isso

    O homem é careca e tem uma barba de tamanho mediano, branca, seu olhar já demonstra certo cansaço devido a idade, ele é bastante magro e usa roupas surradas, tipicas de camponeses os outras pessoas da classe mais baixa.

    O homem simplesmente se entrega as lagrimas, soltando a espada e se ajoelhando perante os dois samurais, logo após isso vocês já veem uma porta se abrindo atrás do balcão, e é possível ver se esgueirando duas moças, uma já na casa dos quarenta anos enquanto a outra é apenas uma jovem com cerca de vinte.

    Narração Jirou e Takeshi:


    A comitiva se separa e vocês vão para o lado direito, aquele que parece se direcionar para o centro da vila, durante a caminhada o Kaishaku se dirige ao Daimyo

    Takeshi escreveu:- Daimyo-dono, quem é a pessoa mais influente desta vila? Podemos começar procurando-a.

    -A vila é bastante pequena, não é como se tivesse muita influência, mas sei de um homem, Hideki, aparentemente é o "líder" da vila, um lavrador como todos os outros, mas com bastante iniciativa e força de vontade, pelo menos é o que me disseram.

    Conforme vocês caminham percebem que o vazio das ruas continua, talvez alguma casa possuísse alguma pessoa, vocês até cogitam talvez arrombar a porta de uma delas para checar mas não o fazem, conforme o tempo vai passando vocês veem que se aproximam do local onde aquelas ruas de terra colidem-se, uma espécie de pequena praça, na verdade o local apenas possuí uma grande cerejeira plantada sobre uma terra cultivada no centro, uma grama verde e esplendorosa, ao redor da planta há alguns bancos de madeira e a frente dela vocês veem uma lápide, algo que lhes chama a atenção.

    ao se aproximarem um pouco mais, quando estão prestes a pisar na grama próxima a árvore o Daimyo desce de seu cavalo e caminha até a lápide,
    dessa distância já é possível ler o que nela esta inscrito.

    Hideki, amado pai e amigo

    O Daimyo parece ficar atordoado por alguns segundos, mas antes de dizer algo um barulho metálico ecoa pela rua.

    Vocês se viram em direção a ele e veem cerca de uma dúzia de homens, a maioria armados com espadas mas um carrega consigo uma Tanegashima, todos os homens estão a pé e um deles, que aparente ser o líder, usa parte de uma armadura avermelhada, o homem então grita de longe.

    -É uma pena o que aconteceu com ele, mas não tivemos culpa, ele se recusou a se render, devo dizer que morreu de maneira honrada.

    -Quem é você samurai?, se é que pode ser chamado disso...
    O Daimyo pergunta

    -Me ofendes não reconhecendo minha pessoa, mas é bastante jovem rapaz, mas ouso dizer que deveria ter medo da estrela vermelha, Shirou Katsue.

    Ele dá um sorriso de canto de boca, o homem tem o rosto totalmente sem barba, cabelos longos e soltos, aparenta ter menos de trinta anos e tem uma certa presença forte.

    -Mas não, não posso ser chamado de samurai, não sou servo como aqueles que o seguem, possuo um líder, mas o acompanho por vontade própria e não por falsas clamações de dever, mas de qualquer forma, devo solicitar que os senhores nos acompanhem, vocês tem negócios a tratar com aquele que represento.

    Vocês veem que o Daimyo começa a tremer levemente, ele se coloca de pé, e toca levemente sua katana ainda embainhada, ele encara vocês um pouco aflito, quase sem saber o que dizer.

    shamps
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    Re: Narração

    Mensagem por shamps em Dom Ago 13, 2017 5:42 am

    Natsuki olha para seus companheiros e sorri para eles de forma bucólica.

    - Minna san, a flor começa a morrer por suas pétalas, que murcham e caem uma a uma. Depois o miolo morre e por fim, caule e raiz – ela os encara e explica – minar o poder de nosso daimyo. Exterminando as vilas de fora para dentro para enfraquecer nossa economia... me parece ser esse o caso.

    Logo ela segue com Hiromitsu até o bar Koi, apeia do cavalo e segue-o, o samurai já entra em combate na sequencia e lá aparece um pai de família e sua possível esposa e filha.
    Sempre há a possibilidade de ser uma armadilha, então se mantem alerta.
    Bravos
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    Re: Narração

    Mensagem por Bravos em Dom Ago 13, 2017 10:57 am

    Tudo aconteceu rápido, num segundo tinha rasgado o pano que servia de porta e no outro um velho se atirava para cima de Hiromitsu com uma espada. A diferença de um samurai para um civil armado era essa: os samurais sabiam o que faziam com a espada.- Está louco, velho? - Ele já estava caído e o fio da espada há poucos centímetros do seu pescoço. Na porta, duas mulheres espreitavam. - Engole esse choro. Você é o Koi? - Lembrava bem da placa da entrada e pelas roupas mostrava que ele era um dos homens simples daquele vilarejo.


    Koi: - Sou eu.


    A ponta da katana encostou na garganta do velho taverneiro. Uma gotícula de sangue cresceu e escorreu lenta, quase cautelosa. - Tem mais alguém aqui além dessas duas mulheres? Ainda está tramando algo?


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    Re: Narração

    Mensagem por Bravos em Dom Ago 13, 2017 11:04 am

    O velho engoliu seco quando a espada tocou-lhe a garganta. A ordem para parar de chorar parecia queimar dentro de si enquanto algumas lágrimas ainda teimavam em cair.- Anda! Responda. - Ele acenou com a cabeça quando então começou a falar.


    Koi: - Não, não tem mais ninguém. São minha mulher e minha filha. Samurai-san, eu estava apenas tentando protegê-las!


    - Natsuki-san, eu trato com este aqui. - Indicou com cabeça as duas mulheres. Aquilo queria dizer que ela deveria interrogá-las. Hiromitsu não seria capaz de tirar informações delas de forma decente. Esperou que Natsuki passasse pela porta antes de voltar a falar com o velho caído. - Por que estão todos entocados dentro de casa? O Daimyo está aqui.

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    Re: Narração

    Mensagem por Jezreel em Seg Ago 14, 2017 10:43 pm

    - Você é Shirou Katsue? Diz em tom de desprezo. - Não passa de um homem sem honra que traiu o próprio Daimyo! Não é digno de se chamar samurai, tão pouco carregar uma katana. Teve medo da morte e fugiu com o rabo entre as pernas. Então foram eles que te acolheram. Não devem valer muito mais do que você.

    Sua mão aperta a tsuke com força e seus olhos revelam seu instinto assassino. Está apenas à espera da confirmação de Jirou para atacar.
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    Re: Narração

    Mensagem por isaac-sky em Ter Ago 15, 2017 7:51 pm

    O grupo parou quando o Damiyo foi observar a lápide de perto.

    Jirou não conseguiria ler o conteúdo dela, mas as palavras sussurrantes de um dos seus colegas revelava que o aparente líder daquela vila estava morto.

    As coisas não pareciam boas.

    E então, o som de armas e homens se movendo chama a atenção do yojimbo. Ele segura o bastão que carrega sua espada com atenção.

    -Estrela Vermelha? - - o yojimbo procurava em sua memória de suas viagens de onde escutara esse nome.

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    Re: Narração

    Mensagem por isaac-sky em Ter Ago 15, 2017 7:56 pm

    O nome era vago demais, Jirou não reconhecia quem era aquele homem ou sua história.

    Mas era um homem hostil que agia de forma desrespeitosa com o damiyo. O garoto tinha de aprender a se impor caso queira não entrar nessas situações para começo de conversa.

    -Pode ser a estrela mais brilhante que existe, mas ainda age com desrespeito para com o nosso lorde. Seu mestre é quem deveria vir e se apresentar ao nosso lorde, de cabeça baixa - Jirou erguia o bastão, quem não conhecesse seu estilo não pensaria que ele estava pronto para retalhar quem se aproximasse.

    -Vocês mataram o líder dessa vila? O que houve aqui?
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    Re: Narração

    Mensagem por shamps em Qua Ago 16, 2017 10:35 am

    Assim que Hiromitsu sinalizou estar seguro o local, a onmyouji entra no recinto e se aproxima tranquilamente das mulheres, e com calma inclina a cabeça para elas.

    - Está tudo bem - estava muito serena - estamos com o daimyou. Pode nos contar o que houve aqui? - ela não demonstrava austeridade e nem ameaça de qualquer tipo - quem são as pessoas que passaram por aqui?
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    Re: Narração

    Mensagem por Koresea em Qua Ago 16, 2017 2:09 pm

    Narração Hiromitsu/Natsuki:

    tema para entrar para panelinha das musiquinhas no post

    Koi ainda no chão, limpava as lágrimas em seu rosto, respirava fundo, e ainda tremendo um pouco devido ao medo, respondia.

    -O senhor Manamoto ordenou que nos mantivéssemos em nossas casas, ele falou que poderia acabar tendo uma briga lá fora e era melhor para que não nos machucássemos, ele é o novo Daimyo dessa vila

    Você percebe que o homem desvia o olhar ao falar a última sentença, com medo de encarar o samurai a sua frente.

    A garota mais jovem corre em direção a seu pai, passando por cima do balcão e o abraçando, ela não demonstra se sentir tão intimidada pela espada a poucos centímetros dela, o velho despenca em lágrimas.

    A mulher mais velha permanece próxima ao balcão, um pouco aflita no momento que vê a aproximação de Natsuki

    -Por favor, não nos façam mal, meu marido apenas estava tentado nos defender, eu lhe disse para permanecer escondido mas ele achou que pudesse lutar com vocês


    - Está tudo bem - estava muito serena - estamos com o daimyou. Pode nos contar o que houve aqui? - ela não demonstrava austeridade e nem ameaça de qualquer tipo - quem são as pessoas que passaram por aqui?

    -No final do outono passado um grupo de bandidos veio até nós, ele buscavam roubar nossos suprimentos para o inverno, permaneceram aqui por mais ou menos um mês e meio, não conseguíamos escapar para chamar ajuda dos soldados, desde as últimas guerras a província perdeu tanto soldados que os homens do Daimyo quase nunca patrulham perto de uma área tão afastada e..... Ela desvia o olhar, abaixando a cabeça -Inútil economicamente...

    -Mas um homem veio até nós, seu nome era Manamoto, ele tinha consigo um grupo de mercenários, pelo menos era o que parecia mas ele e alguns de seus homens carregavam katanas como vocês, mas seus kimonos não possuíam símbolos de clãs, ele disse que ia parar na vila de passagem mas os criminosos resolveram intimida-lo, então resolveu usar seus homens para livrar a vila....Ele matou todos os criminosos para nós, mas desde então ele resolveu mandar nessa província

    -NÃO É BEM ASSIM SAKURA!!! O velho grita de longe -Nós pedimos para ele ficar, e ele aceitou, ele não nos cobra imposto além de comida, e esta sempre por perto, nos três meses que esta aqui não tivemos um único problema com criminosos

    -Por favor Koi, eles mataram Hideki, homem honesto e trabalhador, não tinha culpa nenhuma, vinha no bar todas as tardes beber com os amigos conosco, você cantava junto com ele, eram NOSSOS amigos, o jovem Tora cresceu com a Naomi Ela olha para a filha, ainda abraçada com o pai -Lembra dos dois correndo por esse bar quando eram crianças? e você brincava com o Hideki que iriam se casar um dia, agora o rapaz não tem pai e metade da vila o olha com desprezo.

    O velho se levanta e caminha até o balcão, agora com o rosto para baixo, praticamente ignorando o samurai que o ameça, ele ainda arrastando os pés, tristonho, leva sua mão até a parte de baixo do balcão e agarra uma garrafa de saquê, dá um gole profundo e fala.

    -Sim o Tora não tem culpa do que fazem com ele, mas o Hideki não deveria ter ido contra o Manamoto, boa parte da vila queria que ele ficasse, mas o Hideki resolveu juntar sua pequena milicia para lutar contra o novo Daimyo, "Ele não é nosso lorde legítimo, é apenas um tirano", e agora os samurais do "lorde legítimo" vem até aqui, o que vão fazer agora? Matar Manamoto e seus homens, mesmo que entre eles estejam outros jovens da vila, e depois, vão voltar para seus castelos e só retornarão no ano que vem para levar nosso dinheiro, ou podem até ficar aqui, guardando a vila como os paladinos da virtude que assassinaram nossos filhos

    Ele se vira para Hiromitsu, dessa vez com o desprezo em sua face


    Narração Jirou/Takeshi:

    [/color]


    O Daimyo saca a espada, dessa vez com sangue nos olhos e grita raivoso para o "estrela vermelha"
    -COMO OUSAS FALAR ASSIM COM TATSUYA DAISUKE, DAIMYO LEGÍTIMO DESSAS TERRAS, MALDITO SEJAS!!!

    -Por favor garoto, estão em menor número, e possivelmente eu sozinho poderia dar conta dos seus quatro homens

    - Você é Shirou Katsue? Diz em tom de desprezo. - Não passa de um homem sem honra que traiu o próprio Daimyo! Não é digno de se chamar samurai, tão pouco carregar uma katana. Teve medo da morte e fugiu com o rabo entre as pernas. Então foram eles que te acolheram. Não devem valer muito mais do que você.

    -O que sabe sobre meu antigo Daimyo, samurai? Ele era um homem cruel e sanguinário, por tempos fui como vocês, meros cães que seguem ordens sem hesitar, mas não hei de dobrar mais meu joelho para homens como ele

    Vocês percebem que os doze homens começam a se espalhar, cinco de cada lado começam lentamente a contornar vocês, ainda em uma distância grande o sulficiente para impedirem que vocês os ataquem sem se dividir, Shirou e o homem com a Tanegashima permanecem na mesma posição, a metros a sua frente.

    -Darei-lhes mais uma chance para abaixar vossas armas e nos acompanharem, prometo que manterei minha palavra e não serão maltratados ou atacados, caso mesmo assim se recusem, serei obrigado a leva-los a força.

    O Daimyo entra em posição de guarda, permanecendo olhando para a frente, na direção de Shirou, ocasionalmente virando seus olhos para a esquerda e direita para acompanhar os movimentos dos outros homens.

    -O que acham homens? acham que deveríamos se render?

    Ele sussurra, embora esteja com o rosto sério de perto é visível que esta nervoso, o garoto é consideravelmente bom com a espada, mas viveu em um castelo a vida toda, provavelmente sua katana ainda é donzela do sangue de um inimigo.
    [/color]
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    Re: Narração

    Mensagem por Bravos em Qui Ago 17, 2017 4:20 pm

    Finalmente os velhos donos do bar começaram a falar. A realidade é que um tal Manamoto havia arrogado para si o direito de comandar aquelas terras. Aparentemente ele havia ganhado a simpatia dos camponeses com uma suposta caridade, trazendo segurança à vila. - Era de se esperar que um velho como você fosse mais sábio. - Guardou a katana na bainha. E assobiou, indicando para os homens lá fora que se aproximassem. Logo eles estavam de novo no recinto, um deles pela entrada da frente, outro aproximou-se pelo mesmo cômodo que antes estavam as duas mulheres.


    - Seu herói é tão criminoso quanto os ladrões que estavam aqui antes. Quando mataram o meu homem, se tornaram tão assassinos quanto você acha que nós somos. - Aproximou-se do balcão, encarando com firmeza o velho que ainda não havia se recomposto direito das lágrimas. Pegou a garrafa de saquê. - Me dê um copo. - Pegou o copo que o velho Koi lhe dera, um tanto quanto surpreso, serviu-se do saquê e o tomou. De um gole só.


    - Até agora nenhum dos seus filhos foram mortos. O Daimyo, o verdadeiro, está aqui para resolver o problema desta vila. Seu herói não cobra impostos e vocês não tem problemas com ladrões há 3 meses. Quanto tempo acha que isso vai durar? E quanto tempo você acha que essa vila está sob o comando dos Tatsuya? Faça as contas, velho, e veja que é só um inverno diante de tantos outros. - Serviu-se outra dose de saquê, e tomou essa aos poucos, enquanto ia soltando aquelas frases, sem tirar os olhos dos olhos de Koi. - Onde está Manamoto e sua corja?

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    Re: Narração

    Mensagem por isaac-sky em Sex Ago 18, 2017 12:05 am


    "Droga, o garoto tem coragem mas ainda não é sábio o suficiente para saber o que significaria se render agora"

    Jirou anda para frente, utilizando do bastão para se guiar para mais perto do Estrela Vermelha.

    -Seu líder não veio até aqui para pedir essa reunião pessoalmente. Não acho justo enviar nosso lorde para ir com vocês - mantinha um ar de tranquilidade, como se não passasse de um ceguinho.

    -Eu irei como representante do lorde e escutarei as demandas de seu líder. Como prova de sua confiança e hospitalidade eu retornarei ao meu lorde e relatarei tudo o que seu líder tem a dizer. Sou um homem cego, mas minha audição é perfeita - disse finalizando com um sorriso de canto de boca.

    -Takeshi, peço que cuide do nosso lorde enquanto eu estiver fora. Creio não me demorar


    Jirou aguarda a resposta do Daimiyou, Takeshi e o Estrela vermelha.
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    Re: Narração

    Mensagem por shamps em Sex Ago 18, 2017 10:07 pm

    Natsuki escutou calmamente as palavras de Sakura e notou que eles foram iludidos por Manamoto, algo fácil de se fazer quando as pessoas estão entregues ao desespero, fome e medo.


    - Hiromitsu san está certo, Koi san. Esse homem, Manamoto, está se utilizando de um artifício muito baixo, ele está explorando vocês.



    O velho koi parecia irredutível e resistente, mas a jovem se mantinha firme.


    - Essa vila e seus moradores tem tanta importância quanto qualquer outro lugar, tanto que o daimyou veio pessoalmente para para ajudar.

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    Re: Narração

    Mensagem por Jezreel em Ter Ago 22, 2017 9:38 am

    Takeshi com um pouco de resistência, retira sua mão da Katana e assente com a cabeça.

    - Não ousarei piscar enquanto estiver comigo, Daimyo. Tome Cuidado, Jirou.


    Sua fala sai ríspida enquanto seu cenho está totalmente fechado.
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    Re: Narração

    Mensagem por Koresea em Qua Ago 23, 2017 2:30 pm

    Narração Hiromitsu/Natsuki:


    - Essa vila e seus moradores tem tanta importância quanto qualquer outro lugar, tanto que o daimyou veio pessoalmente para para ajudar.

    -Veio até aqui por que deixamos de pagar nossos tributos, pois servimos um novo senhor agora O velho bebe um gole profundo da garrafa de saquê

    -Para mim tanto faz se ele esta aqui a um mês ou a um ano, não pagamos impostos para ele agora, e se viermos a pagar futuramente só voltaremos a estaca zero de qualquer forma

    O desrespeito do velho em relação aos samurais agora é evidente, entretanto, antes que Hiromitsu tome alguma providência a garota mais nova já se levanta e fala rapidamente.

    -Eles estão na antiga mansão, por favor, não machuquem meu pai

    A garota fala com a cabeça abaixada, em sinal de respeito, é possível ver que suas mãos tremem um pouco

    -A mansão fica ao norte daqui, em direção as colinas, cerca de meia hora de caminhada e logo vão vê-la, pertencia a um samurai que viveu a muito tempo nessas terras, é bastante distinguível.

    Subitamente, Natsuki começa a sentir suas mãos tremendo, a garota já passou por isso antes e sabe o que esta por vir, o mundo fica em câmera lenta para ela enquanto seu senso de tempo e espaço vão se contorcendo cada vez mais, a jovem tenta se apoiar contra o balcão mas caí no chão antes, convulsionando.


    Narração Jirou/Takeshi:
    -Hahahaha, então pelo menos vocês tem o mínimo necessário de sabedoria, muito bem, odiaria ter que derramar sangue em um lugar como esse Shirou olha para a lápide do antigo líder da vila.

    -Bem, meu líder apenas busca uma reunião diplomática, acredito que não terá problemas em se um oficial for no lugar de vosso Daimyo, claro, se este concordar

    -Não há problema algum, pode ir Jirou

    O Daimyo assente com a cabeça, guardando sua espada, os homens que começaram a lhes cercar também guardam as deles, aliviados

    -De toda forma, mandarei alguns guardas acompanhar você até nosso...Castelo? podemos dizer assim?

    Os doze homens logo se reúnem novamente, Shirou manda cinco homens acompanharem Jirou, sendo um deles o guarda com a Tanegashima, no momento que os homens se aproximam do rapaz cego um deles diz.

    -Senhor, precisamos ficar com vossa katana, até que a reunião tenha ocorrido.

    (Vou considerar que o Jirou obedece o pedido dos caras de ficar com a katana, não vejo por que ele negaria uma vez que acredito que imaginava que isso fosse acontecer)

    O resto dos homens fica na "praça", um pouco distantes do Daimyo.

    Narração Jirou (solo):
    Os homens o conduzem pelas ruas por cerca de 30 minutos, falando bem pouco, até saírem da parte principal da vila, depois de um tempo você sente o chão se tornando mais macio, é reconhecível o cheiro das plantações de arroz e é possível sentir a umidade do solo, em certo momento vocês começam a subir degraus de perda até que o grupo subitamente para.

    Agora é possível ouvir mais respirações por perto, a mais homens, os guardas conversam um pouco e logo você consegue ouvir o som de um portão abrindo, vocês passam por ele e continua sendo conduzido, o cheiro do interior do local é bastante agradável, provavelmente com um jardim e diversas flores, você entra em um ambiente interno, com chão de madeira e cheiro de limpeza, é possível ouvir tanto do lado de fora quanto do lado de dentro da propriedade onde vocês estão diversas vozes, é bem provável que o lugar possua vários guardas.

    Um dos guardas lhe conduz finalmente até uma sala, e solicita que você entre, você dá alguns passos a frente e logo sente uma almofada no chão, ajoelha-se em cima dela, tu sente uma segunda respiração na sala, sentado a sua frente, a pessoa então finalmente fala, com uma voz rouca e grossa.

    -Então você é o oficial que mandaram até mim, é realmente uma pena seu Daimyo não poder aparecer, mas entendo a preocupação do rapaz

    Você escuta o barulho de um líquido sendo despejado lentamente.

    -Saquê?

    O homem oferece.

    Narração Takeshi (Solo):

    Alguns minuto se passam, o grupo de Shirou agora esta um pouco afastado de você e o Daimyo, eles lhe tomaram os cavalos o que impede que consigam fugir de maneira segura, entretanto os homens agora demonstram menos preocupação, conversando casualmente

    -Ei Sanosuke, vai até a casa da Akane e vê se ela ainda tem um pouco daquele Umeshu que o Hiroto tinha trazido de Kyoto

    Um dos guardas então se desloca para fora da praça e volta alguns minutos mais tarde, com uma garota acompanhando-o, ela traz uma pequena sacola com algumas garrafas de bebida, dois dos homens continuam de guarda mas os demais se sentam após a chegada da garota e começam a desempacotar suas bolsas, com alguns bolinhos e resolvem almoçar ali mesmo.

    O Daimyo não aproveita a situação para atacar ou nada do tipo, o garoto sabe que mesmo na situação atual tentar algo agressivo poderia ser arriscado,
    principalmente para Jirou, ele ordena que permaneçam em paz e vendo que os homens param para comer ele também pede para que os servos também comecem a desempacotar os mantimentos para o almoço, vocês formam uma roda de cinco homens, os três samurais e os dois servos e começam a se alimentar ali mesmo, estão com bastante fome.

    Não há outra bebida além de água, infelizmente, entretanto, após algum tempo Shirou se levanta de seu grupo, com uma garrafa de umeshu na mão e caminha até vocês.

    -Querem um pouco?

    -Por que esta oferecendo isso agora? O Daimyo olha com desprezo

    -Apenas quero mostrar a vocês que não somos inimigos aqui, apenas queremos uma coisa e você outra, não há necessidade de brigar,
    pelo menos, não por enquanto...


    Ele se mantém com a garrafa na mão estendida, enquanto o Daimyo o encara.
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    Re: Narração

    Mensagem por Bravos em Qui Ago 24, 2017 9:25 am

    O velho estava claramente desrespeitando os samurais ali e o Daimyo. Hiromitsu já estava pronto para reagir energicamente, quando a garota falou pela primeira vez. Largou a atenção do velho e escutou atento o que dizia a jovem. Enfim havia encontrado a informação que precisava. Nem tivera tempo de fazer qualquer coisa, Natsuki caiu a chão. Alcançou-a antes que batesse mais violentamente ao chão, apoiando seu tórax com a mão por trás das costas e segurando a cabeça da moça contra seu peito.- Uma bacia com água morna, rápido! - Emitiu a ordem para a mulher mais velha, com olhar sério e voz intimidadora. Já havia visto isso anteriormente. Aquilo significava que Natsuki estava tendo uma visão. Tinha apenas que contê-la para não se machucar no processo. Assim o fez até que ela voltasse à normalidade, pondo panos quentes sobre sua testa, com a bacia com água que trouxera a mulher. Indicara que a mulher preparasse uma pequena refeição e um chá, para quando ela estivesse recobrada.


    Quando voltou ao normal, Hiromitsu ajudou Natsuki a sentar-se num dos bancos próximos.
    - Lembre-se bem desse dia, velho, em que sua filha foi mais sábia que você e lhe poupou a vida. - Falou sem nem sequer olhar para ele. Corria o risco de cortar-lhe fora as mãos num único golpe.


    - O que você viu, Natsuki-san? - Sem olhá-la esperou a resposta. Pouco depois, chamou Eiji, um dos homens que estava ali com eles, e instruiu-o a voltar onde estava o Daimyo, com cuidado e descrição. Para informá-lo e retornar. - Seja invisível. Depois volte para a antiga mansão, como indicou a garota.

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    Re: Narração

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