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    William-Simon

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    William-Simon - Página 6 Empty Re: William-Simon

    Mensagem por Hellkite em Sex Dez 28, 2018 3:57 pm


    William-Simon - Página 6 Durind10

    EPILOGO

    - Precisamos voltar, agora...com a Durindana... - e segue caminhando em direção a espada, buscando retirá-la de seu pedestal.

    Ao sentir com sua mão o toque na espada, William sente que tudo aquilo que passara até então tinha valido a pena. Durindana era leve, perfeitamente balanceada, de lamina elegante. Mas o mais especial de tudo era a conexão com a deusa Mitz e ele pode sentir a mesma iluminação que o Santo Ardtan teve ao empunha-la. O paladino estava orgulhoso de si, havia conseguido um feito semelhante ao de Lord James!

    Ele se volta, e ve que os anões estavam de joelhos, reverenciando aquele belo momento. Porém subitamente a porta se abre, e um feio hobgoblin adentra esbaforido o salão. Os anões imediatamente pegam em armas, mas conforme avançava, o hobgoblin inimigo muda de forma e se revela como o mago Schebet!

    O siltanatense coloca as mãos sobre os joelhos, cansado. Ele olha para Sir William e esboça um sorriso.

    - Vejo que conseguiu o que procurava... Mas ainda continuam em perigo! A confusão se espalhou pelas ruinas, e os hobgoblins começaram uma rebelião! Dividiram-se em facções, e uma delas esta vindo para cá para saquear o tesouro do rei hobgoblin!

    Sob as ordens de William, os anões fecham as portas com cadeiras e armários, e logo a porta começa a ser empurrada e esmurrada. Alguns dos anões fazem força para segurar, enquanto o Sr Greatbrew procurava pelas paredes do salão pela passagem secreta que estaria em algum lugar dali.

    O tempo era curto.

    Um aríete estourou a porta, e logo os primeiros hobgoblins rebeldes adentraram o salão, sendo recebidos com os martelos e as espadas dos anões e por Durindana, empunhada na mão do paladino. Acabadas as magias, até mesmo o mago Schebet empunhou uma espada para ajudar na defesa, mas os inimigos eram muitos, e estavam começando a passar pela porta.

    Súbito, uma trombeta começa a tocar!

    Os inimigos se surpreendem, e voltam seu olhar para trás.

    As tropas do forte de Kumbalgar estava ali, combatendo as hordas inimigas.

    Sir William mata um ultimo combatente, e atravessa a porta. Ele avista os soldados atacando os hobgoblins, usando armaduras com os emblemas do Reino de Galia. A sua frente estava Lorde James, membro do Circulo Interno, empunhando língua de fogo e fé divina, os dois artefatos lendários, despejando retribuição e fúria entre os inimigos... E ao lado dele estava quem havia convocado os soldados do forte e seu irmão.

    Januar. Sua companheira de batalhas.

    William-Simon - Página 6 Januar12

    Ao reconhecer Sir William, ela da um sorriso radiante. E o paladino soube, naquele momento, que jamais iria esquecer aquele sorriso.

    FIM.

    NRPG: Fim do arco. William ganha 2 niveis. Pode fazer o fechamento. Tem algum aspecto que gostaria de explorar para o próximo? Estou pensando em retorno para o castelo de Dorset.

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    William-Simon - Página 6 Empty Re: William-Simon

    Mensagem por Simon Black em Sab Dez 29, 2018 7:30 pm

    Ele sentiu o cabo de Durindana esquentar no instante em que colocou as mãos nela. A presença de Mitz, reconfortante, aconchegante, amorosa, veio de imediato. Um sorriso brotou nos lábios de William ao ter a certeza de que tudo o que passara até ali valera a pena para estar tão próximo a sua Deusa.

    Até mesmo os anões reverenciaram àquele item que pertencera ao Santo Ardtan. Foi nesse momento que chegou até eles o mago Schebet, ainda disfarçado de hobgoblin, e ao deixar o disfarce de lado, passou para eles o que estava acontecendo fora daquela sala.

    William sorriu, contente por seu pensamento estar correto. Sem seu Rei, eles haviam perdido a unidade e agora poderiam ser derrotados pelo exército de Kumbalgar.

    - Travem as portas. Usem o que puderem... Precisamos ganhar tempo e encontrar outra saída!

    Os anões correm para travar as portas. Ele próprio os ajuda, enquanto o Sr. Greatbrew fala de uma passagem secreta naquele salão e põe-se a procurar pela mesma.

    Ocorre então uma sucessão de fatos. Hobgoblins chegam na porta, tentam forçá-la, destroem-na usando um aríete e William, Schebet e os anões derrubam os primeiros inimigos que entram no salão. Mas cada vez mais adversários surgiam, como num enxame de goblinóides, até que uma trombeta soa, uma parede de escudos surge e finalmente as tropas do Forte Kumbalgar estavam ali.

    A maior parte dos humanóides que entrara no salão, agora encontrava-se morta, a última destas por Durindana. Os demais, se voltaram para a tropa que acabara de chegar. William toma a frente de seus companheiros e todos eles correm para ver a batalha, que praticamente é um massacre.

    Seu irmão, Lord James, está a frente da tropa que traz os emblemas do Reino de Gália. Ao lado dele estava a pessoa que os convocara a pedido de William. Sua companheira de viagem, de aventuras, de batalhas. Aquela por quem seu coração batia de forma acelerada naquele instante. Com quem passara a noite anterior momentos tórridos sob a vigília da Deusa que abençoava a ambos.

    Januar parecia uma divindade da guerra. Com um sorriso radiante nos lábios, ao encará-lo, ela descia sua maça sob a cabeça dos inimigos, deixando um rastro de derrotados para trás. William a encarava e sorria de volta, tendo a certeza de que nunca a vira tão bela como naquele momento.

    E ele se sentiu verdadeiramente arrebatado.

    O último adversário foi derrotado e William suspirou, aproximando-se deles. E, com a espada erguida no alto, disse a ela e a Lord James:

    - Missão cumprida. Eis, Durindana!

    Ele abraçou o irmão. E, em seguida, abraçou Januar, beijou seu rosto e sussurrou em seu ouvido:

    - Obrigado. Você foi perfeita!

    OFF: Hell, como falamos pelo Discord, acho que devem voltar sim para o Castelo de Dorset, passando rapidamente por Kumbalgar. Acho que agora é a hora de explorar um pouco o lado social do paladino, resolver o caos amoroso que essa aventura trouxe!

    OFF2: E a Durindana, vai pra onde? To querendo, hein!
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    Mensagem por Hellkite em Sex Jan 04, 2019 11:02 am



    ATO 2 - DE VOLTA PARA CASA
    _________________________

    Sul de Gália. Forte de Kumbalgar.

    1 dia depois da morte do rei hobgoblin.

    William-Simon - Página 6 Januar12

    Reinava a festa na estalagem “Covil do Leao”. Soldados vestidos em roupas simples dançavam com as atendentes, ao som da musica tocada em um bandolim por um bardo viajante. Todos estavam animados, empunhando seus grandes canecos de cerveja. E entre os participantes animados estavam Lorde William, Januar e o siltanatense Schebet. O trio, que há poucos dias atrás sofria nas colinas da ruina do monastério, agora brincava divertidamente, ensaiando passos de uma dança popular entre as classes baixas, o Kassav. O mago Schebet ate que se esforçava bastante, porem era visível a sua falta de jeito com os movimentos necessários de quadril e ombros, parecendo um manequim sendo jogado de um lado para outro. Januar ate tentou ensina-lo, mas dada a dificuldade, preferiu seu par habitual, o qual dançava divinamente aos seus olhos.

    O Kassav tinha momentos em que o casal dançava separados, fazendo giros e balanços com o corpo. E tinha momentos em que dançavam juntos, bem juntos, com as cinturas coladas e a perna de mulher por entre a do homem. E Januar adorava esta parte... Gritos de apoio por parte da plateia incendiavam a dança, e sons de canecos com cerveja batendo em brinde estalavam pelo salão.

    Januar estava mão com mão junto a William, e da um rápido selo em sua boca. Ela sorri um sorriso safado, as bochechas um tanto vermelhas devido ao álcool.

    - Quantas vezes dançamos juntos, e quantas vezes não tive a coragem para me declarar, meu William... Para mim parece um sonho que estamos juntos... - diz, com a voz excitada.

    NRPG: Durindana é do William agora.


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    William-Simon - Página 6 Empty Re: William-Simon

    Mensagem por Simon Black em Qui Jan 10, 2019 2:23 pm

    As festividades por conta da vitória alcançada no dia anterior contagiara todo o Forte de Kumbalgar. Mesmo aqueles que estavam de guarda sentiam-se felizes pelo que acontecera. Havia muito a fazer, era verdade, inclusive uma tratativa formal com Siltanat para saber quem eram aqueles que apoiavam os hobgoblins e levá-los à justiça.


    William-Simon - Página 6 295b81e38c68d0300a0aa134d6a6bb3b


    William, por outro lado, não estava de guarda. Na verdade, ele estava dentro da estalagem "Covil do Leão", trajando roupas simples em meio a muitos soldados e plebeus celebrando, tendo a seu lado não apenas o novo amigo, Schebet, mas também sua companheira, Januar. Aquele tipo de celebração era algo que os dois costumeiramente faziam em festivais durante suas andanças.

    A diferença, entretanto, era que o relacionamento dos dois, anteriormente, era de amizade. Agora, por outro lado, a excitação da proximidade era tal que os dois aproximavam-se cada vez mais, em meio ao álcool ingerido e a dança popular Kassav.

    - Inúmeras vezes. E isso acometeu nós dois... - murmurou, mantendo o ritmo até que, ao fim da música, ele a beijou novamente e sussurrou em seguida - Mas agora tudo está esclarecido, Januar. Vou buscar mais cerveja. Você quer? - perguntou e depois da resposta dela, ele beijou seus lábios e foi buscar bebida.
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    Mensagem por Hellkite em Seg Jan 14, 2019 9:41 pm



    William-Simon - Página 6 Januar12 

    - Inúmeras vezes. E isso acometeu nós dois... - murmurou, mantendo o ritmo até que, ao fim da música, ele a beijou novamente e sussurrou em seguida - Mas agora tudo está esclarecido, Januar. Vou buscar mais cerveja. Você quer? - perguntou e depois da resposta dela, ele beijou seus lábios e foi buscar bebida.

    Januar já estava um pouco alta naquele momento, e abafa um riso com a mão. “Traga um caneco só... Vou beber do seu...”, diz, com um sorrisinho de canto de boca.

    A música tocando o Kassav estava no final, e o centro da taverna voltou a se encher, com soldados brindando e grupos contando historias da batalha do monastério. Um pouco zonzo pela bebida, William avança por entre as pessoas até chegar ao balcão, onde pede um caneco de cerveja.

    O paladino se vira e se encosta no balcão, procurando com os olhos por Januar, mas não pode encontra-la, a taverna muito cheia naquela noite.

    Finalmente o barulho da caneca repleta de cerveja até a borda soou ao bater na bancada de madeira. William virou-se, e viu que a caneca ainda estava sendo segura por alguém. Era Lord James.


    William-Simon - Página 6 Lord_j10


    O irmão de William havia deixado a barba crescer, e parecia que sua face se tornara mais severa. Com voz grave ele diz:

    - Vi sua performance do Kassav com Januar, vocês dois dançam muito bem, jovem irmão. Mas fico imaginando o que diria sua noiva, Lady Lucy Dawson, se visse como vocês dois se esfregavam... Não se lembra que esta comprometido com a filha dos Dawson? E o quanto esta aliança é importante para os Bacheur? Peço encarecidamente que o que mantem você e Januar juntos permaneça aqui, e que retorne para cumprir o seu papel em Dorset.


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    Mensagem por Simon Black em Dom Jan 27, 2019 11:49 am

    William concorda com um sorriso. Dividiram uma caneca de cerveja e, logo, dividiram uma vida inteira, não mais apenas atrás de escudos, mas sim, entre muros, em casa.

    A felicidade plena enchia o peito do jovem paladino enquanto ele encostava-se no balcão e aguardava o pedido que acabara de fazer. Procurou Januar com os olhos, mas não a encontrou, com certeza a garota se divertia. Logo ele retornaria para o meio da celebração.

    Ouviu o som da caneca cheia de cerveja bater no balcão. Virou-se para pegá-la e uma mão, a de seu irmão mais velho, segurava a caneca. Lord James estava com a expressão fechada e a barba crescida lhe dava uma expressão ainda mais severa.

    E ele veio com o melhor dos baldes de água fria, trazendo uma realidade gritante para cima de si. Ele era William, um paladino de Mitz, cavaleiro errante que levava luz e justiça para onde ia, principalmente no interior de seu país, nos locais onde a nobreza e o clero não chegavam.

    Mas ele também era um Bacheur, filho do Conde de Dorset, Thomas de Bacheur. O mais jovem dos filhos do Conde, o único a não ter casado até então. E se por um lado ele tinha seu compromisso com o Clero de Mitz, também o tinha com os Nobres de Gália.

    E isso se resumia ao casamento arranjado, tantos anos antes, entre ele e Lady Lucy Dawson, filha mais jovem do Duque Rupert Dawson. Dorset necessitava daquela aliança. Os Bacheur precisavam da aliança. Mas e o que William queria?

    Esses pensamentos vieram a sua mente, povoando-a. Murmurou, encarando o irmão:

    - Eu e Lucy mal nos conhecemos, James... - respirou fundo, segurando a caneca com a outra mão, os olhos fixos nos dele - Importante é minha missão perante Mitz, levar luz e justiça a todos. A sua missão, irmão, é que sempre foi casar, dar estabilidade a Dorset, comandar nossos homens, aumentar nossos recursos. Sua e de nossas irmãs! - continuou, falando seriamente.

    E concluiu.

    - Eu entendo o que você diz. E gosto de Lady Lucy, ela não tem culpa. Mas não serei ofertado como propriedade por nosso pai!

    E puxou a caneca para si, bebendo um gole.

    - Irei a Dorset e direi, eu mesmo, isso a ele!

    E bebeu mais um gole.
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    Mensagem por Hellkite em Seg Fev 04, 2019 9:28 pm


    William-Simon - Página 6 Lord_j10
    - Eu e Lucy mal nos conhecemos, James... - respirou fundo, segurando a caneca com a outra mão, os olhos fixos nos dele - Importante é minha missão perante Mitz, levar luz e justiça a todos. A sua missão, irmão, é que sempre foi casar, dar estabilidade a Dorset, comandar nossos homens, aumentar nossos recursos. Sua e de nossas irmãs! - continuou, falando seriamente.

    E concluiu.

    - Eu entendo o que você diz. E gosto de Lady Lucy, ela não tem culpa. Mas não serei ofertado como propriedade por nosso pai!

    E puxou a caneca para si, bebendo um gole.

    - Irei a Dorset e direi, eu mesmo, isso a ele!

    E bebeu mais um gole.

    James ouve as replicas de seu irmão com o rosto rígido como pedra. Para ele tudo não passava de palavras proferidas por um jovem cheio de ideais, admiráveis porem não sensatas. O lorde também teve um momento de sua vida que teve que abdicar do seu grande amor, pelo bem de Dorset, e se tivesse que tomar a mesma decisão 100 vezes, 100 vezes o faria.

    Mas William era diferente, sempre fora como o pai, difícil de se mudar de opinião. Teria que ver a situação da família com seus próprios olhos.
    - Faça isto, William, vá a Dorset, encare-o e diga que não casará com Lady Lucy... - diz resignado James. Ele então pega na mão de seu irmão, não forçosamente - Mas antes que faça isto, reflita, e observe a situação de nossa família em Dorset, não está nada fácil... E evite mostrar a publico suas afeições a Januar... Sei que vocês se gostam, é claro para mim ao ve-los juntos, porém causara mal-estar a ambas as famílias de Bacheur e Dawson.

    Dito isto, ele deixa seu irmão ir, e com um discreto sinal indica a seu irmão que alguém o aguardava... era Januar, que olhava preocupada para os dois de Bacheur conversando, e corretamente adivinhou que falavam sobre ela.

    Toda a animação demonstrada pelo tempo juntos se divertindo pela taverna parecia ter ficado para trás, restando apenas preocupação e receio no rosto da jovem mulher. Ela pega na mão de William e a leva até seu rosto, sentindo conforto neste gesto... William sentiu a maciez de sua pele através da palma de sua mão.
    - Sei que falavam sobre mim, querido... Muito me preocupa a situação em Dorset, ouvi falar que nossa província esta sofrendo... - diz, e havia sofrimento também na voz dela - Me doi o coração só de pensar em não ficarmos juntos, mas... será que o que estamos fazendo esta certo? Seremos felizes se Dorset estiver sofrendo?

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    Mensagem por Simon Black em Sab Fev 16, 2019 9:38 pm

    Diferente do que William poderia imaginar, James não fora duro. Ele falou de maneira resignada, deixando-o apenas com alguns pedidos que passaram a martelar em sua mente.

    Suspirou ao encarar Januar, logo após seu irmão se afastar. A música ainda rolava, a animação dos transeuntes permanecia, mas os amantes apenas se encaravam nos olhos, claramente preocupados.

    Ela se aproxima dele e segura sua mão. O cavaleiro fica calado, ouvindo as palavras proferidas pela sacerdotisa e então fecha os olhos. Ele novamente solta um suspiro e a encara.

    - Como o sentimento que temos pode ser errado? - murmura baixinho - Com tantas pessoas, porque justamente o meu futuro é tão importante para Dorset?

    Ele aperta a mão dela, que antes segurara a sua. A outra mão sobe e ele faz um carinho em seu rosto.

    - Entretanto, minha bela Januar, amanhã cedo devo retornar a Dorset e ver com meus próprios olhos o que apenas ouço através de relatos... - disse encarando-a profundamente em seus olhos cintilantes - E informar a meu pai minha decisão, após essa visita! - completou e sorriu levemente, sem tanto entusiasmo antes de concluir - Embora ainda tenhamos essa noite antes de Dorset...
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    Mensagem por Hellkite em Sex Fev 22, 2019 9:56 pm


    - Entretanto, minha bela Januar, amanhã cedo devo retornar a Dorset e ver com meus próprios olhos o que apenas ouço através de relatos... - disse encarando-a profundamente em seus olhos cintilantes - E informar a meu pai minha decisão, após essa visita! - completou e sorriu levemente, sem tanto entusiasmo antes de concluir - Embora ainda tenhamos essa noite antes de Dorset...

    As palavras de William fazem retornar um pouco da animação de Januar. A clériga de Mitz aproxima-se do paladino, que sente o calor do corpo da companheira junto ao seu. Ela apoia as mãos por sobre os ombros largos de William, e com as mãos acaricia a nuca dele, enquanto olha nos olhos, com um sorriso nos lábios.

    - Isto meu amor, não vamos nos preocupar com o amanhã... Eu ainda me lembro de nossa primeira noite bem juntos, e sinto um fogo no corpo que resiste em se apagar - diz, dando um beijo lascivo - Você me quer?

    **

    Na manhã seguinte Sir William e Januar partem em direção a Dorset nos cavalos em que chegaram no inicio da jornada, em forte Kumbalgar.

    Schebet Sokurov disse que ainda tinha que resolver com seus superiores sobre a possibilidade de poder permanecer ainda mais tempo em Galia, dado que sua missão original tinha sido cumprida. “Assim que possível partirei para Dorset para encontra-los la, amigos”, disse o siltanatense. O irmão James também não acompanharia o casal, pois ainda tinha afazeres a cuidar no Forte. “Não aja precipitadamente, irmão... tenha juízo!”, aconselhou a William.

    A viagem de volta para o Condado de Dorset foi bem tranquila, sendo semelhante a muitas que os dois tinham já feito juntos em suas aventuras. A diferença agora consistia nos momentos em que cavalgavam lado a lado de mãos dadas, ou as paradas em que permaneciam os dois abraçados observando a paisagem. “Tinha momentos que eu queria ficar juntinho assim com você, William... Nem acredito que um dia isto pudesse se tornar realidade...”, comenta com a cabeça encostada no peito do companheiro.

    Foram momentos preciosos para os dois, mas que poderia estar fadado a acabar...

    Ao entrarem nos limites do Condado de Dorset, na primeira vila, tiveram contato com o primeiro problema. Nos limites do vilarejo havia uma multidão que atacava uma carroça cheia de caixotes contendo alimentos, onde dois guardas inutilmente tentavam afastar homens e mulheres famintos.

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    Mensagem por Simon Black em Qui Mar 07, 2019 10:30 pm

    - É claro que a quero! - o sussurro dele, em resposta, vem antes de um lascivo beijo.

    As horas passam depois que os dois desaparecem da festa, indo aproveitar num dos quartos da estalagem aquela que provavelmente seria a última noite, em muito tempo, dos dois sozinhos.

    ----------------------------------------------------------------//

    Na manhã seguinte, depois de se despedir do novo amigo Schebet, informando que o aguardaria em Dorset, e também de seu irmão James, para o qual deixou claro que não seria precipitado, William partiu, junto de Januar, de volta para Dorset.

    Cavalgar era uma das melhores sensações que ele já experimentara e seu corcel era um companheiro de viagens, um verdadeiro amigo.

    Além disso, diferente das outras viagens, nesta ele e Januar estavam ainda mais próximos. O paladino sentia a aceleração que tomava conta de seus batimentos cardíacos todas as vezes em que eles seguiam abraçados. Até mesmo as mãos dadas, em muitas das passagens, traziam um conforto, um carinho que ele sabia, logo terminaria.

    William pensara muito naquilo, nas palavras de seu irmão, nos tratados de uma vida. Havia muito que ele precisava fazer e uma decisão a tomar. A proximidade com Januar fazia com que a decisão encaminhasse para um lado.

    A chega em Dorset, por outro lado, poderia virar a maré de definições completamente.

    William bateu com os pés levemente no torso do cavalo, fazendo com que ele aumentasse a velocidade na direção da faminta população que atacava uma carroça. Por hora, a violência parecia contida e ele ergueu as sobrancelhas ao ver aquilo e estranhar o que se passava em sua terra natal.

    - Bons dias, nobres conterrâneos. Poderiam informar a este viajante o que se passa nessas terras? - disse encarando-os, tanto a multidão quanto os guardas - Não há necessidade para agressão!

    As palavras dele eram na tentativa de acalmar todos que ali estavam enquanto tentava compreender o que acontecia...
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    Mensagem por Hellkite em Dom Mar 17, 2019 10:29 pm


    - Bons dias, nobres conterrâneos. Poderiam informar a este viajante o que se passa nessas terras? - disse encarando-os, tanto a multidão quanto os guardas - Não há necessidade para agressão!

    Ainda havia uma certa confusão quando William se aproximou, mas aos poucos a mesma foi diminuindo a medida que os envolvidos percebem a presença de um cavaleiro em armadura de batalha em meio a eles. Os guardas, ao verem o brasão na manta de Sir William, logo reconhecem a presença de um membro da família Dorset, e se ajoelham. Os moradores da vila, vendo a ação dos guardas, aos poucos fazem o mesmo.

    Logo ao lado do paladino aparece sua companheira, que comenta faceira, “pelo visto sua importância não diminuiu com o tempo passado fora, querido!”

    Um dos guardas se levanta e se aproxima. Não estava ferido, porém estava bem cansado e tenso por causa da confusão. “Milorde, lamento pelo ocorrido. Viemos entregar alimentos para a vila, mas a população não se conteve. Não fosse sua chegada, o pior aconteceria...”

    Um morador da vila também se levanta e se põe ao lado do guarda. Estava magro, e sua face estava marcada por olheiras profundas. “Senhor, não nos castigue... a praga nas colheitas acabou com a nossa comida, e o armazém onde estava estocada as nossas reservas foi atacada por bandidos! As famílias estão passando fome... Nós estamos desesperados, e foi nossa necessidade que causou esta confusão. Perdão!”

    Januar sente-se triste pela situação. Ela se vira para Sir William e diz, “entendo o que o morador quis dizer... Tambem já passei fome com minha família, e sei bem o desespero que isto causa... E torço para que minha família não esteja passando por esta situação novamente...”

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    Mensagem por Simon Black em Sex Abr 05, 2019 5:55 am

    William tentara se aproximar sem destacar, ao menos inicialmente, quem era. Entretanto, os guardas acabaram por ver o brasão da família que governava Dorset em sua manta e logo se ajoelharam, no que foram seguidos pelos moradores do vilarejo.

    Januar aproximou-se e fez um comentário. Ele apenas lhe deu um sorriso em resposta e voltou-se novamente para o guarda que se aproximou e explicou parte do que acontecera ali.

    Em seguida foi a vez de um dos moradores falar sobre os motivos que os levaram a tomar aquela atitude. Ele estava bem magro e claramente a fome começara a afetar a mente deles.

    Então James estava certo, sua região estava desolada e, mais do que nunca, acordos seria necessários para que aqueles que dependiam deles não sofressem. Como a própria Januar lhe dissera dias atrás.

    Por falar na clériga, ela fora a última falar, com receio de que sua própria família estivesse passando pelas mesmas necessidades.

    Ele fechou os olhos, respirou fundo e ao abri-los novamente, exclamou:

    - Sou William de Bacheur. Estou fora de Dorset há um tempo e não tinha idéia do que acontecia em nossa terra. Lhes dou minha palavra de que irei imediatamente descobrir a extensão disso e atuarei para que tudo seja resolvido, farei tudo que estiver em meu alcance.

    Ele bate com os pés na lateral do corpo do cavalo, para que ande, e concluiu:

    - Que a luz de Mitz ilumine todos nós!

    E segue em direção ao castelo.
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    Mensagem por Hellkite em Sex Abr 12, 2019 5:21 pm


    - Sou William de Bacheur. Estou fora de Dorset há um tempo e não tinha idéia do que acontecia em nossa terra. Lhes dou minha palavra de que irei imediatamente descobrir a extensão disso e atuarei para que tudo seja resolvido, farei tudo que estiver em meu alcance.

    Ao ouvir o nome do nobre, os olhos dos guardas brilham de admiração, e vão aos joelhos. “Sir William de Bacheur, bem-vindo de volta! As novas chegaram antes do senhor, e falam de sua valentia ao enfrentar a ameaça do rei hobgoblin ao sul! Sua coragem veio em boa hora, para salvar as terras ancestrais! Todo louvor a Mitz!”, diz um deles, com a mão sobre o peito. O gesto é repetido pelos moradores da vila.

    William lança um olhar para Januar, que tem um sorriso de admiração em seu rosto.

    Ele bate com os pés na lateral do corpo do cavalo, para que ande, e concluiu:

    - Que a luz de Mitz ilumine todos nós!

    E segue em direção ao castelo.

    A urgência da situação é mais clara conforme William avança pelas suas terras, com imagens de colheitas perdidas so longo do caminho, as plantas ressecadas e com seus frutos podres. Pessoas vagam pela estrada, com olhares famintos e andar pesado.

    A situação preocupa Januar, que novamente volta a falar de seus familiares. Ao chegarem próximo do castelo, a cleriga de Mitz se despede de William, dizendo que iria visitar sua família. “Logo que puder irei ao castelo... Nos vemos em breve, meu amor....”, diz, com um misto de apreensão e ternura.

    A chegada de William ao castelo de Dorset é festejada pelos guardas, que o saudam de maneira semelhante ao que fizeram os guardas da vila. O nobre desmonta de seu cavalo e logo um escudeiro vem ajuda-lo, levando seu cavalo na estrebaria. A viagem tinha sido cansativa, mas a passos largos William atravessa os corredores para se encontrar com seu pai...

    Porém ao dobrar um corredor, ele esbarra com alguém, que solta um grito agudo e vai ao chão, seu traseiro amortecendo sua queda.

    William-Simon - Página 6 Lucy_d10

    Era lady Lucy Dawson! Ao reconhecer William, ela fica vermelha e sem graça. “Sir William! D-d-desculpe por ter esbarrado no senhor... Sou uma desastrada mesmo...”, comenta, tentando se por de pé novamente.
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    Mensagem por Simon Black em Dom Maio 05, 2019 4:46 pm

    Conforme cavalga por suas terras, William vai percebendo a urgência da situação. Colheiras perdidas, plantas destruídas, frutos podres. Sem contar as diversas pessoas que caminham pela estrada, claramente famintos e cansados.

    Ele sente cada vez o aperto no peito piorar e ao se aproximarem do Castelo, Janua, também pesarosa, informa que visitará os pais.

    - Vá. Fique com eles, eu a procuro! - responde encarando-a e complementa - Não sei como meu pai estará. Melhor que eu vá a sua casa! - completa e dá um leve sorriso carinhoso pra ela.

    Ela então se afasta e ele segue para o Castelo, onde é saudado pelos guardas da mesma forma que foi na vila. A notícia da luta contra o rei hobgoblin chegou rápido em suas terras.

    Após desmontar de seu cavalo, um escudeiro o leva para a estrebaria. Enquanto isso, William segue para dentro do Castelo, caminhando a passos largos por seus longos corredores procurando o Lorde de Dorset. Seu pai.

    Um choque no corredor, entretanto, o faz parar e encarar a pessoa que caíra no chão. Ele próprio sentira, mas era um guerreiro experiente, que já sofrera muito mais do que um leve encontrão em uma curva de um corredor de um castelo.

    Era Lady Lucy e ele a encara imediatamente. Ela fica vermelha e ele levemente sem graça num primeiro instante.

    - Oh, Lady Lucy. A culpa é minha. Quanto tempo não lhe vejo... - murmurou e engoliu em seco logo em seguida - Venha, deixe-me ajudá-la! - esticou a mão para ajudá-la a se levantar.

    - Me desculpe pelo ocorrido... - murmurou pouco depois e completou - O que faz aqui, milady? - perguntou, encarando-a nos olhos, a mão ainda segurando a sua.
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    Mensagem por Hellkite em Seg Maio 13, 2019 4:30 pm


    - Me desculpe pelo ocorrido... - murmurou pouco depois e completou - O que faz aqui, milady? - perguntou, encarando-a nos olhos, a mão ainda segurando a sua.

    Sir William já ouvira falar antes da lendária falta de destreza de Lady Lucy, mas naquele momento pode constatar em primeira mão... enquanto se encaravam, o paladino pode notar que os belos olhos azuis claros daquela garota pareciam reluzir de tão fixos que estavam nele. E ao levanta-la, notou que suas pernas se encaixaram uma na outra, fazendo com que perdessem o equilíbrio novamente, William caindo para tras e sentindo o baque da pedra dura nas suas costas.

    Um pouco zonzo, o paladino notou que algo estava sobre seu rosto, impedindo-o de respirar.

    Algo macio e perfumado...

    Ao se dar conta, mais que depressa Sir William cutuca Lady Lucy para que ela saísse de cima dele. A jovem da um gritinho agudo, ficando mais vermelha que tomate, pedindo novamente desculpas. “Ahmn, desculpe, desculpe! Quero me esconder nas masmorras, que vergonha!!!”, diz, escondendo o rosto.

    Uma vez os dois recompostos da situação, ela acompanha William em sua caminhada até o salão principal. “Então, venho trazer o remédio para tratar da enfermidade que a sua mãe foi acometida”, diz, com um olhar de preocupação, “no que puder contar com a família Dawson, podem contar conosco que iremos ajudar...”

    Ela então morde os lábios e vira o rosto, e diz baixinho, “e também vim pra te ver...”

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    Mensagem por Simon Black em Sex Maio 24, 2019 5:28 am

    William sorri por dentro, achando graça na jovem que, corada e desastrada, ergue-se do chão com sua ajuda. Apenas para fazer um malabarismo às avessas nas próprias pernas, ser impulsionada para frente, derrubá-lo de costas no chão e cair por cima de si, com seu corpo macio e cheiroso.

    Num primeiro momento, o paladino nem mesmo percebeu o que aconteceu. Quando finalmente entendeu, ele a cutucou na altura da barriga. Após um grito agudo, ela se ergueu novamente, pedindo-lhe desculpas pelo ocorrido. Estava incrivelmente vermelha. Ele obviamente também ficara envergonhado, parte de si recriminando-se ao pensar em Januar. Parte tentando controlar seu próprio corpo de ter uma reação ainda mais chocante, forçando-se a controlar a agitação que tomou conta de suas partes baixas naqueles meros segundos.

    - Não precisa se esconder... - murmura ele depois de alguns instantes, tentando quebrar o silêncio que se seguiu e melhorar o clima - Venha caminhar comigo enquanto me conta o que faz por aqui... - completou com um leve sorriso.

    Depois de recompostos, os dois passam a caminhar pela casa.

    As palavras a respeito de sua mãe o fazem engolir em seco e respirar profundamente. Tivera uma conversa particular com o irmão depois da vitória sobre os hobgoblins. Um dos motivos que lhe levara para casa foi justamente o fato de sua mãe não estar bem.

    Antes que pudesse agradecê-la por informar que poderia contar com a família Dawson, ela disse baixinho que viera vê-lo. Ele engoliu em seco novamente e sem encará-la, murmurou, também baixo:

    - Não que seja grande coisa... - e riu levemente - Você já sabia que eu estaria aqui?

    Ele e Lady Lucy se conheciam desde crianças, o que fez com que ele se recordasse de sua infância. Enquanto Januar fazia parte de suas lembranças da adolescência...
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    Mensagem por Hellkite em Sex Maio 31, 2019 5:07 pm


    - Não que seja grande coisa... - e riu levemente - Você já sabia que eu estaria aqui?

    Subitamente Lady Lucy se enche de coragem e para no corridor, segurando firmemente a mão do paladino entre as suas. “Mas para mim você é a pessoa mais importante do mundo! Mais que minha família, mais que meus pais!, diz, com a face radiante. Porém logo sua confiança se esvai, e ela solta a mão de William e se volta para o outro lado, abismada com o que tinha acabado de dizer. “E-E-Então, né, que bom que você veio, foi bem de viagem? Já te perguntei isto? Ah sim, seu pai mandou uma mensagem para o meu castelo, quer dizer, dos meus pais, ou melhor nosso castelo... Enfim, fiquei contente em saber que voce vinha, já que faz tanto tempo que a gente não se vê... “

    O jeito atrapalhado da garota faz com que a memoria do paladino se volte para o tempo em que eram crianças, quando Lady Lucy e sua mãe passaram um ano no castelo de Dorset em um período muito difícil da família dos Dawson. Muitos diziam que eram unha e carne os dois, a pequena Lucy que brigava a todo momento com o pequeno William, mas que não ficava longe dele por um instante. O devaneio do Debacheur é interrompido com o estalar de dedos por parte de Lady Lucy, exatamente como ela fazia na infância.

    Os dois continuam conversando sobre amenidades até chegarem na sala do trono, onde esperava o pai de William, o conde Thomas. Com certo pesar William nota que seu pai havia envelhecido ainda mais, provavelmente devido ao peso dos problemas no Condado e a doença de sua mãe. Seu pai faz um sinal para que se aproxime e o abraça forte, orgulhoso do êxito de seu filho em sua missão ao sul de Galia. “Estou feliz em ver que o sangue da família Debacheur corre forte em suas veias, meu filho. Seus feitos foram de muita coragem, e inspiram a força e a perseverança em todo o povo!”, elogia com a voz rouca. Ele pede que Lady Lucy se aproxime, e pega a mão de William e a põe sobre a mão da Lady. “Lady Lucy, os Debacheur agradecem a ajuda prestada por sua família em momento tão difícil, assim como fizemos no passado. Isto mostra a força que as duas famílias tem, e a união de vocês dois é só o começo de uma esperança por uma Galia renovada e poderosa!”

    Lady Lucy fica vermelha, mas sorri, olhando de lado para a face de William.
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    Mensagem por Simon Black em Qui Jun 20, 2019 9:48 am

    Ele, a pessoa mais importante do mundo? William ergueu as sobrancelhas, surpreso, enquanto ficava momentaneamente sem palavras tendo uma das mãos presa entre as dela.

    Antes que ele pudesse sequer compreender a intensidade daqueles meros segundos, ela o soltou, claramente sem graça pelo que acabara de fazer e passou a falar rapidamente sobre assuntos diversos.

    William permaneceu em silêncio por mais um tempo, não só tentando se recompor, mas também com a mente a mil por hora. Há poucos dias passara momentos perfeitos e deliciosos com Januar. Até a despedida, já ali em suas terras, eles ainda estavam inebriados um no outro.

    Mas o reencontro com Lady Lucy, depois de tanto tempo sem se verem, e a forma como esse reencontro ocorreu, fez com que seus hormônios entrassem em ebulição e suas lembranças voltassem com força, momentos da infância dos dois naquele castelo. Era a época prévia a sua ida para se tornar um cavaleiro sagrado de Mitz.

    Durante a caminhada até a sala do trono, os dois conversavam revivendo momentos do passado, lembrando de travessuras realizadas, o sorriso correndo solto em suas faces. Fazia tempo que ele não gargalhava como criança igual fazia naquele instante, lágrimas nos olhos ao recordar de acontecimentos com a principal cozinheira do castelo ou com o guardião (mordomo) dos De Bacheur.

    As gargalhadas findaram ao chegar até seu pai. William sente o pesar ao encarar o Conde, que estava muito mais envelhecido do que a última vez que se viram. Ele abraça o pai, com carinho, forte.

    - Obrigado pai... - murmura em resposta, agradecendo pela felicitação recebida - Fiz o que você me ensinou. O que o clero de Mitz me ensinou. Levei luz às trevas como aprendi! - disse com um leve sorriso.

    Seu pai então chama Lady Lucy, pedindo que ela se aproxime e em seguida coloca as mãos dos dois, uma sobre a outra. Ela fica vermelha com as palavras de Conde Thomas. Já William, sem graça, engole em seco, sem saber como rebater aquelas palavras. Uma coisa foi discutir com James. Outra era rebater seu pai, cansado e envelhecido por conta dos problemas do Condado e a doença de sua mãe. Sentia estar traindo Januar... mas, como mudar?

    Seus pensamentos foram para Mitz, para que ela o iluminasse. Lady Lucy o encarou, aguardando resposta dele, vendo suas expressões.

    Ele sorriu levemente, tentando se controlar. E murmurou:

    - Essa é a missão de todos nós que amamos Galia, pai. Nossas famílias ajudarão naquilo que for possível, certo Lucy? - encarou a garota e sorriu um pouco mais - O povo precisa de nós. E faremos todo o necessário para ajudá-los! - e voltou a encarar o pai, concluindo:

    - O que podemos fazer de imediato para ajudar?
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    Mensagem por Hellkite em Qua Jun 26, 2019 9:50 am


    - Essa é a missão de todos nós que amamos Galia, pai. Nossas famílias ajudarão naquilo que for possível, certo Lucy? - encarou a garota e sorriu um pouco mais - O povo precisa de nós. E faremos todo o necessário para ajudá-los! - e voltou a encarar o pai, concluindo:

    - O que podemos fazer de imediato para ajudar?

    O velho fica satisfeito com a atitude honrada do filho, enchendo-o de orgulho. “Sua presença aqui, especialmente depois dos seus feitos ao sul de Galia, muito agrada ao povo, tão sofrido com o castigo da fome...”, diz para William, e se volta para Lucy,”e você, minha jovem, também é muito querida por toda Dorset, pela sua ajuda aos mais necessitados...”

    O Conde sorri. “Duas carroças com alimentos vão partir para a vila mais ao norte... Gostaria que vocês dois acompanhassem a viagem, para certificar de que tudo ocorrerá bem... O povo ficara feliz ao ver que Dorset e o ducado de Fland, lar de Lady Lucy e antigo aliado nosso, estão juntos neste momento difícil.”

    Depois da audiência com o pai, Lady Lucy sem mais nenhuma vergonha busca a mão de William para andarem de mãos dadas pelos corredores do castelo. E em um certo momento da conversa, parece que a garota se lembra de algo. “William, William, preciso te mostrar uma coisa!”, diz, puxando-o até chegarem no quarto em que Lucy estava hospedada.

    O mesmo estava impecável, assim como William esperava, pois os de Bacheur eram bem conhecidos pela hospitalidade. A lady vai até uma caixinha em frente da penteadeira, pega e o traz, mostrando em frente de William.

    “Quando nós eramos pequenos, costumávamos roubar doces da cozinheira para comer fora do horário... e no dia que roubamos a maior torta dela, voce ficou tão contente, que me deu um presente... E disse, quando ficarmos grandes, quero que voce use ele no casamento...”, diz, mordendo os lábios e oferecendo a caixinha.”Eu guardei este presente com muito carinho... você se lembra?”
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    Mensagem por Simon Black em Sex Jun 28, 2019 5:34 am

    Ele faz um sinal de cabeça para o pai, agradecendo pelas palavras ditas a seu respeito. Em seguida, encara Lady Lucy admirado por ver a mulher que ela se tornara, sendo querida pelo povo que a família De Bacheur deveria cuidar, justamente pela ajuda prestada aos mais necessitados.

    - Claro, pai. Acompanharei as carroças e impedirei que qualquer coisa ocorra com elas... - murmurou com um sorriso e em seguida se despediu.

    Os dois caminhavam pelos corredores do castelo. Ela o puxara pela mão e assim, de mãos dadas, os dois seguiam. William sentia-se agora dividido. Tinha uma obrigação por justiça nos ermos que o chamava e a companhia que enchia seu coração e pensamentos nestes momentos era Januar. Entretanto, tinha também uma brutal obrigação por justiça para com seu próprio povo. Algo que seu irmão lhe alertara dias atrás e ele dera respostas atravessadas. Porque, no fim das contas, ele sabia, a companhia que o faria combater aquela injustiça social em Dorset era Lady Lucy. E isso também preenchia seus pensamentos e seu coração.

    Ele nem mesmo ouve direito ela dizer que precisa mostrar uma coisa a ele. Apenas deixa-se conduzir, em sua própria residência, até o quarto em que ela está hospedada. Ao entrar lá, percebe que o quarto está muito bem organizado. Ele olha para a cama enquanto ela vai até a penteadeira, volta a olhar para ela de costas, desce o olhar, olha novamente para cama, engole em seco, sente uma contração em suas partes baixas, fecha momentaneamente os olhos, respira fundo, reabre os olhos no instante em que ela começa a falar e volta a olhar na direção dela que vem caminhando até si.

    As memórias da infância voltam, os pensamentos sobre o casamento acertado entre eles há tanto tempo também. Ele sempre gostara dela, porque fizera toda aquela confusão? Porque seus hormônios insistiam entrar em ebulição? Porque ele sentira aquele aperto no peito junto de Januar e agora sentia da mesma forma?

    Oh Mitz, ajudai vosso servo.

    - Claro que lembro! - disse ele sorrindo e pegou a caixinha, abrindo-a e encarou a bela correntinha que ele lhe presenteara tantos anos no passado - Posso? - perguntou, oferencendo-se para colocar em seu pescoço naquele momento.

    Seus olhos estavam fixos nos dela.

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