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    Capítulo I - Os Dragões do Céu e os Dragões da Terra

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    Flamesh
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    Capítulo I - Os Dragões do Céu e os Dragões da Terra

    Mensagem por Flamesh em Ter Set 05, 2017 11:00 pm

    CAPÍTULO I:
    Os Dragões do Céu e os Dragões da Terra






    "Quando o bater das espadas ecoa, a jornada para perseguir o passado termina e a jornada para conhecer o presente começa. Uma alma busca outra e ambas juram sua amizade, um mistério gera outro e as portas para o destino são abertas."



    Você é livre para quebrar as correntes do seu destino...
    Flamesh
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    Re: Capítulo I - Os Dragões do Céu e os Dragões da Terra

    Mensagem por Flamesh em Qua Set 06, 2017 7:44 am

    Excir:

    Condição: OK
    PH: 1
    PP: 120

    Trilha Sonora:


    Os céus estavam riscados de preto. Trovões e relâmpagos eram a paisagem mais bela que Dracônia havia recebido desde que decaiu-se a Necrotia. A chuva ácida constantemente regava o vale da morte fazendo enormes possas de lodo acinzentado por todo o reino da morte. Excir estava em seu trono, uma grande montanha espinhosa ao qual apenas ele e seus subalternos diretos podiam acessar através de uma escada de pedra de mais de vinte andares e que de lá, podia observar todo o seu desastroso reino que antes tinha falhado em proteger, mas que hoje transcendia as limitações da vida.

    As luzes de Necrotia eram verdes, acesas apenas por um fogo verde, também conhecido como Fogo Morto, um fogo que não podia ser extinguido pela água ou pelo vento. Este fogo era uma recurso Taumaturgico de seu conselheiro, Lord Elrich Barstein. Lord Barstein também era um vampiro Regente da Capela do clã Tremere de Necrotia onde outros vampiros de seu clã estavam sob direta supervisão com o intuito de evoluírem a feitiçaria de sangue a favor do clã ao qual pertencia e de Necrotia.

    Lady Calidon e Lord Barstein atuavam bem juntos utilizando seus conhecimentos a favor do reino dos mortos, mas o Dracolich ainda via que a disputa entre os dois mortos de sangue e espírito era acirrada, felizmente punham o dever em frente a suas intrigas pessoais, embora Lady Calidon estivesse proibida de por os pés na Capela Tremere de Necrotia, a Taumaturgia Tremere era uma feitiçaria que os vampiros do clã Tremere protegiam a sete chaves e nem mesmo seu corpo insubstancial era capaz de penetrar à proteção que os vampiros do clã impuseram sobre ela.

    Nesse momento Sir Melker estavam nas margens de Gilgit-Baltistan comandando um grupo contra o ataque dos Muçulmanos que avançavam contra Necrotia em nome de Allah. O exército profano dos mortos contra o exército santo dos vivos. O Dracolich ainda não havia recebido o corvo mensageiro de seu general mas conhecendo Sir Melker, ele não deveria se reportar até ter garantia que a vida dos invasores de Gilgit-Baltistan estivessem completamente extinguidas.

    Já Oseah... Este era o mais imprevisível do conselho particular de Necrotia e certamente o mais atrevido... Oseah raramente dava a Excir as devidas satisfações pois ele provavelmente sabia que se não fosse ele a cuidar das negociações de Necrotia, dificilmente o Dracolich encontraria outro para ocupar o cargo pois eram poucos os que se atreviam a negociar recursos com os amaldiçoados, se não fosse por Oseah, provavelmente os recursos de Necrotia estariam tão mortos quanto seus habitantes. Este era o mundo da política e embora o Dracolich não se atentasse à ela, podia entender que era necessária até mesmo entre os seus apoiadores.

    Atualmente havia um debate preocupante em Necrotia e o Dracolich ainda não havia se manifestado pessoalmente para seus habitantes a fim de dar o seu decreto. Constantemente os vivos tentavam atacar a cidade, orcs e goblins não eram mais problema a eras, tais criaturas pareciam ter sido varridas da face da Terra por completo graças às caças humanas, mas elas não paravam por aí. Os homens santos procuravam varrer a profanação e as obras do mal da face do mundo e Necrotia era uma delas. Excir por muitos séculos fora um dragão paciente e benevolente mas estas épocas se passaram... Uma metade dos habitantes de Necrotia debatia que era hora de se expandirem, atacar e destruir os humanos antes que eles o fizessem com Necrotia, era hora dos mortos ocuparem o trono dos vivos. Já a outra metade debatia que estariam afetando o equilibrio do mundo e assim uma grande catástrofe se instalaria, além do medo de uma guerra dar a todos a morte final pois os vivos eram um numero grandiosamente maior que os mortos. Poucos eram os mortos que tinham o julgamento afetados pela moral, que negavam uma guerra porque todos tinham o seu tempo de vida e isso não deveria ser tirado por ninguém, a verdade era que Necrotia estava assustada e raivosa, a maior parte queria guerra e vingança contra os vivos, a outra metade queria evitar ser completamente extinguida pelo fogo vivo e apenas menos de um terço queria a verdadeira paz entre vivos e mortos.

    O Dracolich ficara de dar uma resposta a seus súditos, mas essa resposta deveria ser dada daqui a três noites embora pudesse se decidir a qualquer momento fazer o pronunciamento. Para hoje, Excir tinha outro compromisso importante que deveria atender... Uma reunião nos Portões do Céus, ou como era chamado pelos humanos, a Garganta do Mundo. Excir havia sido chamado até os Portões dos Céus... O dia estava chegando, todos os dragões podiam sentir... Os Dragões do Céu e os Dragões da Terra já habitam o planeta, mas ainda não haviam sido despertados.

    Excir sabia que há muitas eras, a Torre da Babilônia havia sido construída e que o Rei Gilgamesh havia selado a mesma para o dia do seu retorno, ele havia criado os dragões como seus guardiões e de alguma forma os outros Dragões, os Dragões do Céu e os Dragões da Terra, eram as chaves para a Torre e o que nela guardava. Os dragões foram privados de qualquer conhecimento sobre a mesma, ou sua nova localização, movida e escondida pelo próprio Gilgamesh para a proteção da mesma. O dia em que a Torre estivesse próxima de ser revelada seria o dia em que os Dragões do Céu e os Dragões da Terra estariam sobre o mundo novamente e o destino deles revelaria e despertaria a Torre. Todos haviam sentido que este dia estava chegando e quando chegasse Excir e os outros membros do conselho Dracônico deveriam cumprir com seu papel final de proteger as chaves e a Torre de qualquer invasor para que então o Rei dos Reis, e criador, possa findar com seu destino.

    Até este dia... O conselho havia atuado no mundo de diversas formas, se infiltrando na política dos mundos sobrenaturais e naturais, incluindo agentes discretos em instituições. Os dragões raramente eram vistos pelo mundo e os que eram vistos, eram os que jaziam lendas aterrorizando citadelas fazendo com que em várias culturas, os dragões fossem vistos como criaturas de puro mal e destruição.


    O Conselho Dracônico


    Sharl'Rhuin:



    Sharl'Rhuyn é o Dragão Ancião. Ele domina os territórios da Ásia, o povo Oriental o conhece e o cultua vendo-o muitas vezes como uma figura de poder,
    sabedoria e luz. Seu território é extenso e recebe orações como se fosse um deus. Sharl'Rhuyn é o dragão mais poderoso e o conhecedor de maiores detalhes entre as lendas. Foi o único dragão a conhecer seu criador Gilgamesh e dele, outros dragões foram gerados após a morte do Rei dos Reis,
    inclusive Excir.

    O Dragão Ancião é pacífico e constantemente aconselha os mais novos em seus caminhos, muitas vezes já enviou servos e devotos para a captura de irmãos desastrosos a fim de que sua espécie não fosse caçada até os últimos. Alguns dragões já ousaram chama-lo de pai, ao qual ele repreende,
    pois o verdadeiro pai dos dragões era Gilgamesh.

    Khail'lael:



    O dragão da luz, Khail'lael habita os territórios de onde seriam a Rússia, Casaquistão e outras regiões geladas. Khail'lael nunca se revelou a nenhum humano comum e seus servos são magos brancos ao qual interagem com sociedades sagradas espalhando a magia branca e seus segredos.

    Khail'lael é dócil, sábia, pacífica e reclusa, quando Excir era vivo era próximo Khail'lael mas sua mudança, não pela sua morte, e sim por seu temperamento, afastaram os dois dragões que hoje não são mais tão próximos. Khail'lael é a segunda dragão mais velha, a primeira gerada por Sharl'Rhuyn.

    Gorphyon:



    O dragão das trevas. Gorphyon é o irmão Gêmeo de Khail'lael, ele habita as regiões do Equador. Gorphyon é calado, um dragão de poucas palavras e ao contrário de seus outros irmãos, não possui servos. Gorphyon não se envolve nos mundos terrenos dos humanos e como sua irmã, nunca foi visto por nenhum outro humano. Poucos se sabe sobre Gorphyon e de fato é o dragão mais misterioso do conselho dracônico.

    Iksar:



    Iksar é o dragão dos mares. Há muitos anos Iksar foi patrôno de uma cidade assim como Excir hoje é patrono de Necrotia, só que ao contrário de Excir,
    Iksar abandonou sua cidade e os servos ao qual regia e protegia e assim Atlantis afundou no mar sem o poder e magia de seu mestre para suportar sua incrível e avançada estrutura. Os habitantes de Atlantis eram os seres mais bem desenvolvidos em ciência e magia do mundo até a catástrofe de Atlantis. Iksar nunca revelou o porque abandonou o seu povo e ainda se recusa a revelar.

    Varlick'Hura:



    Varlick é dragão dos trovões e das Tempestades. Seus domínios são nas regiões nórdicas onde frequentemente seus servos o atribuem a Thor, o deus do trovão. Varlick assim como Excir é impulsivo, genioso e vingativo, ele aprecia mostrar sua ira como um deus para os mortais mas frequentemente Varlick tem que competir pela atenção dos mortais com outros Etéreos que se proclamam deuses, assim Varlick faz parte de outro conselho nas regiões nórdicas ao qual tenta usar a política para conseguir o domínio absoluta das terras.[/url]

    Maelthaya:



    O dragão do aço, do fogo e da vida. Maelthaya é cultuado como um deus nas ocultas terras do que seriam hoje as Américas. A região onde mais hábita seria onde hoje é conhecido como as américas do sul, geralmente seus refúgios são grandes vulcões. Maelthaya é um dragão de grande força física e resistência, nunca foi visto por humanos em outras regiões que não os seus próprios domínios. Apesar de sua força, ele utiliza de tratos sociais para lidar com problemas porém nunca deixou de exibir sua fúria para aqueles que se aproximavam de seu reinado. Maelthaya é super protetor e em momento algum permitiu que algum de seus irmãos adentrasse em seus domínios sem um bom motivo.

    Drácula:



    Drácula não é de fato um dragão, porém ele pode virar um. Drácula, assim como Excir, é um Dracolich, mais especificamente um vampiro que adquiriu a benção de tornar-se um dragão e ter o titulo de Filho do Dragão, embora arrogantemente atribuído pela Igreja judaico-cristã a fim de difamá-lo como Filho do Demônio. Drácula é um vampiro que está não-vivo a poucos mais de cinco séculos e foi amaldiçoado a se tornar a fera que é hoje. Dracula domina as regiões da Europa e seu refúgio fica na Romênia. Ganhou sua cadeira no conselho dracônico após ser desafiado por Cserathyon, o dragão da névoa e da noite e derrotá-lo em combate justo. Cserathyon acreditava que Drácula era um farsante e não um legítimo filho de Gilgamesh, aterrizou em seus domínios e atacou o seu castelo perdendo a vida por arrogância. Sharl'Rhuin o reconheceu como um dragão assim como Khail'lael, Gorphyon e Iksar, Maelthaya manteve-se neutro e Varlick'Hura foi contra.
    Lyvio
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    Re: Capítulo I - Os Dragões do Céu e os Dragões da Terra

    Mensagem por Lyvio em Qua Set 06, 2017 3:47 pm

    Enquanto a chuva ácida caia e os relâmpagos vermelhos cruzavam o céu através das nuvens esverdeadas de sua cidade, Excir se reunia com seus ministros de primeiro escalão para discutirem alguns problemas. Ele já tinha sido informado sobre a reunião com o conselho dracônico e como todos os dragões, sentia que o grande dia para o qual eles foram criados estava cada vez mais próximo o que indicava convocações mais constantes para as reuniões do conselho.

    Mas ele precisava acertar algumas coisas antes de partir. Nas cadeiras do seu ministério estavam todos os seus ministros, com exceção de Sir Melker que estava no front de batalha em Gilgit-Baltistan confrontando um exército mulçumano que a muito perturbava Necrótia com ataques constantes e cada vez mais fortes e intensos. Para eles, Necrótia representava o que tinha de profano e demôniaco no mundo e a consideravam um alvo em potencial para ser destruído, somado a isso, o aumento repentino da pressão sobre ele de seu povo quanto a tomar um posicionamento mais claro. A guerra ou a Paz.

    A cidade estava dividida em basicamente três grupos. O primeiro desejama uma expansão e extermínio dos humanos e dominação. O segundo queria que a cidade buscasse uma neutralidade e não ameaçasse os vivos e o terceiro queria um acordo de paz para que todos vivessem bem, entre vivos e mortos. Mas esse terceiro grupo era uma minoria, sequer um terço da população.

    Porém Excir desde que estava em vida buscava o diálogo com seu povo e mesmo depois de morto não costumava impor sua vontade. Seus ministros também eram conselheiros e ele ouvia todos os lados para tomar suas decisões.

    Por todos esses problema e com três noites para se pronunciar somado ao chamado do Conselho Dracônico ele decidiu fazer uma reunião, mesmo sem Sir Melker, posteriormente ele seria informado por Lord Barstein sobre a pauta da reunião.

    Com todos reunidos ele toma a palavra:

    -Como vocês sabem, temos alguns problemas para serem tratados antes que eu parta para a Garganta do Mundo. Sir Melker não está aqui. No momento está as margens de Gilgit-Baltistan comandando um grupo contra o ataque dos Muçulmanos, mais um de vários. Portanto, quero que o ministro Barstein informe-o sobre o que ocorreu aqui e assim que chegar, quero um noticias do combate em Gilgit-Baltistan.

    Encerrava Excir olhando para o vampiro. Então ele volta a se dirigir para os demais.

    -Todos vocês sabem que meu principal intento é o extermínio completo da irmandade das sombras a destruição completa de Alcanther, porém, assim como Lady Calidon, Alcanther é um fantasma e fantasmas não podem simplesmente serem exterminados. Eles sempre retornam e retornam infinitas vezes.

    O clã Tremere descobriu um modo mágico de evitar que criaturas como Alcanther e Lady Calidon trepassem as muralhas de sua capela. Apesar de não ser de meu agrado essa rivalidade entre você Lord Barstein e você Lady Calidon, devo admitir que essa rixa trouxe benefícios para nós.



    O dracolich vira-se para Barstein, com um ar de dúvida em seguido lança uma indagação:

    -Essa técnica que evita que seres incorpóreos atravessem paredes foi desenvolvida pelo seu clã, Lorde Barstein, ela já pode ser utilizada para aprisionamento de seres incorpóreos? Se sim, há algum modo de desenvolver uma feitiçaria de sangue que os destrua por completo?

    Aquilo certamente deixaria Lady Calidon desconfortável, mas infelizmente o inimigo de Necrótia é um fantasma e precisava ser obliterado. A maldade que ele fez quando a cidade ainda era Dracônia é algo inadmissível e sem dúvidas Excir não descansaria até exterminar a Irmandade das Sombras e Alcanther por completo.

    O dragão volta-se para a fantasma:

    -Lady Calidon, em que você está se debruçando recentemente?

    Agora o Dragão encara o ministro Oseah:

    -Oseah, atualmente quem são nossos principais parceiros comerciais e nossas principais mercadorias de compra e venda? Além disso, quero que compre e extraia mais ferro. Iremos reforçar nossa produção de armas e armaduras, pois pretendo responder aos Mulçumanos a altura, no entanto, darei mais detalhes a vocês assim que chegar do conselho.

    A sabatina era apenas para Excir ficar a par da situação de sua cidade, ele estava pretendendo ser mais ativo e participativo a partir de agora, afinal, seu rei estava voltando e os inimigos deveriam ser dirimidos o máximo que pudessem.

    -Colham informações acerca dessa pressão que estamos sofrendo para que eu tome uma decisão sobre Guerra, Paz e Expansionismo quanto aos vivos. Já tenho algo em mente mas precisarei me reunir com todos vocẽs mais uma vez para tomar uma decisão.

    Por fim, quero que enviem espiões para as regiões dominadas pelos mulçumanos e procurem seus inimigos oferecendo aliança e apoio contra os mulçumanos e claro exigindo apoio em contra-partida.

    Quero também um aumento nos nosso parceiros comerciais, principalmente quando a nossas exportações. Precisamos de recursos e corpos para aumentar as fileiras de nosso exército, quanto a isso vocês saberão como fazer.


    Encerrava ele olhando para Oseah.

    Então dispensa todos e assim que eles saem ele ergue vôo para os Portões do céu e para o conselho Dracônico.

    Chegando lá ele ocupa seu lugar e todos já estavam lá com exceção de SHARL'RHUIN, que sempre chegava por último para iniciar os trabalhos, ele cumprimenta os demais e se posiciona.

    Claro, Excir tinha suas impressões sobre cada membro do conselho, quanto a SHARL'RHUIN:

    Excir tinha um respeito imenso por ele, era um dragão que ele se espelhava desde que era vivo, mas tinha resalvas quanto a seu excesso de pacifismo.

    Quanto a KHAIL'LAEL:

    De todos alí, mesmo após ter se distânciado Excir ainda tinha mais proximidade com ele, em vida eles eram muito próximos e Excir em segredo sempe foi apaixonado por ela e mesmo após a morte seus sentimentos quanto a ela não mudaram, apesar de sua personalidade ter mudado consideravelmente.

    Quanto a GORPHYON:

    Para todos os dragões do conselho o dragão das trevas é misterioso e calado, muito resguardado a sí e isso incomoda Excir que não confia muito nele, alguém que tem muitos segredos e evita muito contato sem dúvidas tem algo a esconder e isso preocupava Excir.

    Quanto a IKSAR:

    De todos alí, depois de Gorphyon, Iksar era o segundo que excir tinha menos contato, sabia que ele era um drgão do mar e as terras de Necrótia ficavam longe dos mares, porém Excir olha sempre com reprovação para Iksar por este abandonar sua civilização a extinção. Diferente de Iksar, Excir mesmo após a morte e a detsruição de Dracônia a Reegueu como pôde pois não admitia sua própria falha em protegê-la.

    Quanto a VARLICK'HURA

    De todos alí talvez apenas Varlick'hura era o mais semelhante a Excir, ambos com personalidades muito fortes e impiedosos, algumas vezes Excir já discutiu com Varlick e mesmo por serem parecidos, o que poderia fazer com que se dessem bem, acabou não ocorrendo dessa forma. Eles não tem ódio um do outro, mas evitam muita aproximação.

    Quanto a MAELTHAYA:

    Talvez o mais desconfiado de todos os dragões, além de superprotetor. Pelo menos nesse ponto ele se parecem. Excir também é um grande protetor de Necrótia, mas não tão extremo quanto Maelthaya, além disso eles são opostos em suas representações Maelthaya reprsenta a vida e excir a morte, talvez por isso e por esse equilibrio eles se dão bem.

    Quanto a DRÁCULA:

    Drácula foi algo icônico, inicialmente Excir também, não o reconhecia, mas após ele derrotar Cserathyon, Excir começou a observa-lo melhor e se aproximar dele para conhece-lo e terminou por fim aceitando-o de modo que depois de Khail, Drácula é o mais próximo de Excir. Atualmente pelas circunstância e pelas semelhanças de ambos serem Dracolichs é o mais próximo de Excir.

    Todos estavam apostos aguardando a chegada de SHARL'RHUIN para iniciar a reunião e traçar os planos a partir dalí.
    Flamesh
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    Re: Capítulo I - Os Dragões do Céu e os Dragões da Terra

    Mensagem por Flamesh em Qui Set 07, 2017 12:10 am

    Ayla Benatti D’Angelo:
    PH: 1
    PP: 120
    Condição: OK

    Trilha Sonora:

    Ayla mergulhava num oceano de trevas. Ele era calmo, pacífico e revigorante. A feiticeira se via em um transe profundo, seu corpo caía ao infinito e parecia que não ia nunca atingir ao chão, mas aquilo não era problema pois Ayla sentia-se que de alguma forma estava em completa segurança e paz em meio à escuridão.

    Subitamente, ela e entrava num grande estado de choque e se via em um local completamente diferente. Havia fogo nos arredores, fogo, sangue e destruição. Ayla não sentia como se estivesse de fato lá, nem mesmo sentia ter um corpo físico, ou o via, mas era como se estivesse em uma janela ao qual podia observar tudo, e seja lá o que acontecesse estaria a salvo dentro de sua janela. Estava segura.

    Ela caminhava em meio à destruição podia ver cadáveres queimados, não só de homens, mas também de mulheres e crianças. Escutava gritos de dor vindos de todos os lados mas não via ninguem, apenas o terror. Os céus estavam escuros, a fumaça do fogo não permitia dizer se era dia ou noite, parecia que o fogo se estendia a milhares de quilômetros de distância. Ela via casas destruídas, campos devastados, animais e pessoas dilaceradas, até que ao fundo ela via algo diferente... Uma silhueta humanoide. Uma alma viva no meio do fogo... Ao se aproximar sem precisar temer tocar as chamas, Ayla via que não se tratava de uma pessoa, se tratavam de duas, uma extremamente alta e outra baixa, e algo acontecia entre os dois. Ayla via a pessoa alta, um homem de pele pálida, longos cabelos vermelhos e estranhas vestes avermelhadas erguer a outra pessoa pelo pescoço e uma aura roxa envolver o seu corpo.

    Homem vermelho:

    A pessoa que ele erguia se tratava de uma mulher idosa, parecia ser muito, muito velha, por volta de setenta a oitenta anos, talvez mais. uma exímia anciã e então, o homem perguntava à ela em um idioma que Ayla compreendia mas nunca tinha ouvido até então, em Acadiano.

    Homem Vermelho: Onde está Xennadh?

    A velha, então respondia com dificuldades.

    Idosa: Eu-Eu não sei... Por favor... Pare!!!

    O homem respondia com um sorriso:

    Homem Vermelho: Eu posso não arrancar as respostas de você, ou matá-la, mas ainda posso arrancá-las de sua amada mãe...

    A velha então tentava exclamar:

    Idosa: NÃO!!! Deixe-a em paz!!!

    O homem de vermelho então olhava para a direção onde Ayla estava.

    Homem Vermelho: Como alguém que já está morto pode não estar em paz? Não é mesmo, Clarita?

    Ayla então via-se levitando contra sua vontade, ou melhor... Sua consciência, e ela ia diretamente para as mãos daquele homem que tinha, de alguma forma a pego. Ayla logo começou a sentir uma forte queimação inundar toda a sua consciência como se estivesse pegando fogo, mas apesar de sentir tudo aquilo como se estivesse lá, Ayla sabia que não estava.

    A velha dizia:

    Idosa: NÃO!!! PARE!!! EU CONTO!!! POR FAVOR, DEIXE-A EM PAZ!!!!!

    O homem de vermelho então cessava aquela coisa que fazia Ayla sentir-se como se estivesse sendo queimada viva, uma dor terrível, somente comparada ao horror que passara no Sheol. Ele então olhava para a idosa

    Homem Vermelho: Como você é egoísta... Tantas pessoas mortas, tantos campos devastados, e você cede apenas por uma pessoa. Parece que a vida dela é muito mais preciosa pra você do que a de outras milhares, ou seria a sua própria vida tão importante assim?

    Ele tinha um leve sorriso vitorioso no rosto.

    Idosa: - Xennadh... Está...

    E então... Tudo começava a ficar escuro antes mesmo de que a idosa pudesse completar a frase. A audição da feiticeira também era abafada e ela emergia denovo na escuridão profunda...


    Trilha Sonora:

    Ayla despertava e imediatamente caía da cama sentindo uma dor agonizante. Ela olhava para o seu corpo completamente ensanguentado e queimado, dos pés à cabeça. Suas roupas haviam se fundido com sua pele derretida que em partes exibia os ossos expostos. Ayla estava no quarto da hospedagem que havia se instalado noite passada, seu coração acelerava e logo tratou de usar suas magias de cura de forma emergencial, ou acabaria por morrer ali mesmo da forma mais bizarra e inaceitável.

    Após curar-se completamente e precisar trocar suas roupas ela se deparara em uma mesa de madeira ao lado da cama o Amuleto Congelado.

    Amuleto:

    Outro amuleto que tinha guardado consigo, dessa vez um amuleto que havia pego do Conde, não com a permissão dele, mas de uma forma estranha a feiticeira sentia que era exatamente isso que o Conde queria, embora não soubesse o que o amuleto fazia. Ayla passou dois meses no castelo de Drácula, onde foi tratada com exímia convidada. Drácula de inicio parecia ter interesse em feri-la por ousar adentrar em seu castelo, porém mostrando-se uma mulher inteligente, curiosa e destemida, até para não temer uma criatura como ele, Ayla atiçou a curiosidade do Conde e o mesmo mergulhou fundo no mistério que era aquela mortal. Debateram sobre filosofia, ciência, o oculto, a vida, a morte e o Sheol. Como Ayla, Dracula também já havia estado lá, mas como um negociador. Negociou diretamente com Leviathan e embora não tenha dado mais detalhes, fora assim que conseguira ser o monstro que hoje era.

    Os momentos finais da estadia de Ayla no Castelo de Drácula foram... Estranhos... Drácula havia recebido mais uma visita enquanto Ayla esteve lá e para sua surpresa, se tratava de um Filho do Pecado. Filhos do Pecado eram agentes dos Demônios, os Anjos Caídos, pois os próprios Anjos Caídos não podiam sair do Sheol sem um tipo de âncora, normalmente um humano. Filhos do Pecado eram bestiais, criaturas agressivas e monstruosas, embora muitas delas ainda fossem inteligentes e poderosos. Shakari era o Filho do Pecado que visitara Drácula.

    Shakari:

    Inesperadamente Shakari se deparou com Ayla mas Drácula interferiu em qualquer tipo de conflito que ambos pudessem ter pois em sua casa todos deveriam seguir as suas regras. Após isso Shakari e Drácula tiveram que falar sobre "negócios" e tiveram de se ausentar. Neste tempo Drácula aconselhou Ayla a ficar entre os Ladari, ciganos a quem frequentemente serviam de mensageiros e bisbilhoteiros para o Conde, foi onde Ayla conheceu Leoni e Jade. Lá, Ayla contou a Leoni o que ocorrera e Leoni revelou que Shakari era um emissário do Inferno que não frequentemente vinha discutir assuntos particulares com o Mestre. Leoni não sabia que assuntos eram esses mas revelou à Ayla onde Shakari costumava atuar. Ele era um emissário, assuntos do inferno eram recebidos por ele no mundo superior levando muitos humanos ao caminho da perdição e da depravação. Shakari havia se instalado a pouco tempo em Netus, um vilarejo a três dias de distância, era o vilarejo que Ayla havia chegado noite passada.

    A feiticeira então olhava para a janela e via um gato a bisbilhotando... O que era muito estranho... Não por ter um gato a bisbilhotando, mas esses últimos dias de viagem desde que saiu do acampamento dos Ladari, Ayla tinha atraído gatos de uma forma bizarra e anormal, mas muitas coisas bizarras e anormais já eram comuns para Ayla, após tantas coisas vividas as únicas coisas que ainda mantinham-lhe o pé firme podiam ser as coisas simples com aquela estalagem, a Raposa de Armadura, um local simples de um casal de taberneiros que haviam dado um desconto à Ayla por ser uma jovem e bela moça viajando sozinha.
    Flamesh
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    Re: Capítulo I - Os Dragões do Céu e os Dragões da Terra

    Mensagem por Flamesh em Sab Set 09, 2017 5:28 pm

    Alexander Blake:
    PH: 1
    PP: 120
    Condição: OK

    Trilha Sonora:

    Blake estava sentado num penhasco onde a chuva e o céu negro nunca cessariam, pelo menos não até aquela enorme fenda diante de si fechar-se por completo. Estava sentado apenas observando e refletindo. O buraco tinha mais de 500 metros quadrados, o suficiente para passar uma horda completa e por mais que Alexander e Seraf ficassem por lá, eles não conseguiam impedir todos os Filhos do Pecado de saírem, e Arcanum também sabia que ficar ali apenas prevenindo que menos da metade passasse, não adiantaria nada pois mesmo que fossem destruídos, os Caídos continuariam a dar nascimento em suas proles profanas, era uma batalha já perdida até mesmo para um imortal.

    Alexander se perguntava quais eram as intenções de Leviathan... O Governante do Sheol. Segundo Lucifer, Leviathan foi criado pelo próprio Yahweh antes da Queda. Yahweh era como os Celestes chamavam a Deus, isso antes do sétimo dia da Criação, era o dia em que estavam vivendo atualmente... Cada dia da criação equivalia a milhões de séculos terrenos. Segundo Lucifer, Leviathan sempre fora o Governante do Sheol, os Caídos foram enviados para lá com o mesmo propósito de punição que os humanos, talvez fora o único presente que estes anjos haviam ganhado, pois no princípio, apenas almas humanas podiam ir para o Sheol ou para um dos Sete Céus, ou até mesmo para o Monte Tsafon, onde Yahweh residia. Os Caídos haviam sido enviados para Leviathan para que este os punisse pela eternidade, Leviathan nunca deixou de cumprir sua tarefa, mas parecia que os Caídos já tinham se acostumado tanto com a loucura que se tornaram parte do Abismo e embora fossem habitantes do Sheol, não eram comandados por Leviathan, este não tinha mais o poder de segurar todos eles, muito menos Lúcifer e era por isso que Blake atuava em Haled como podia, apenas com o Governante do Inferno e Lúcifer como aliados.

    Leviathan:

    Leviathan comandava os Cenobitas, como passaram a ser chamados no Sheol, mas sua verdadeira casta era a dos Hashmalins, eles não eram Caídos e não houveram Hashmalins Caídos pois os mesmos estiveram no Sheol ou em Gehenna esperando para cumprirem sua função desde que os mesmos foram criados, e então não puderam se juntar a Lúcifer mesmo que quisessem. Inicialmente os Hashmalins eram comandados por Lúcifer, mas após a criação do Sheol e de Leviathan, os mesmos foram mandados para lá a fim de punir os pecadores malignos pela eternidade até que se arrependessem e talvez... Tivessem uma chance de redenção em uma reencarnação. Quem julgava se uma alma havia se arrependido verdadeiramente era Leviathan e se a alma alegava se arrepender sem que fosse verdade, seu tempo no Sheol era aumentado imensamente. Houve uma alma inocente que fora parar no Sheol e que não deveria estar lá, essa alma era Ayla Beannti D'nAngelo, mas não era como se Alexander sempre tivesse sabido disso, ele apenas soube depois de ter se separado de Ayla anos depois. Há rumores de que alguns Cenobitas estavam aliados dos Caídos em segredo e criaram objetos-portais que atiçavam as emoções humanas e os atraía para suas garras a fim de corrompê-las no Sheol. Este não é um debate que esta discorrente no inferno, e quando uma denuncia de que uma alma inocente está sofrendo a "purificação", já é tarde demais e a alma fora corrompida a ponto de se tornar parte do Sheol e ter de passar pelos mesmos procedimentos de uma alma pecadora.

    Finalmente uma ação ia ser tomada, Ayla estava sendo buscada pelo Sheol para depor contra seu carcere injusto, o grande problema é que os mesmos que a buscavam para depor, possivelmente seriam os mesmos que a queriam morta e corrompida para que não os incriminasse. Alice tinha dito a Alexander que dessa vez eles não deveriam se envolver, era um assunto de Leviathan e como haviam a ajudado antes sem reportar ao governante do Sheol do ocorrido não eram confiáveis. Os Cenobitas estariam livres da punição de Seraf, pois apesar de serem malignos agora, suas funções exigiriam que não fossem interrompidos enquanto passassem esse lado da película, da mesma forma, eles não deveriam ferir inocentes, a menos que entrassem em seu caminho de forma ativa a fim de impedi-los de cumprir sua função.

    A poucos dias atrás, Alice havia dado à Alexander um dos objetos-portais, em um caso específico, o objeto-portal que se partiu e abrira a fenda permanente do Sheoul para a Haled.

    Objeto-Portal:

    Aquele cubo estava rachado nos cantos e ao meio, quebrado, apenas um objeto inútil. Lúcifer havia dito à Alice que este fora o portal criado pelos Cenobitas conspiradores a fim de trazer humanos vivos e almas inocentes ao Sheol. Infelizmente o cubo não podia ser concertado por meios normais, havia um grimório que podia conter os rituais necessários para concertar o cubo porém havia um grande problema... O grimório se encontrava na posse da Igreja, a mesma Ordem que antes tentara caçar Alexander por bruxaria, a mesma Ordem que sentenciou Evelyn, a mesma ordem que dera a ordem de caça à um sujeito conhecido como Alexander Blake, vulgo Arcannum, por heresia não só com a maquinação demoníaca conhecida como "Ciência" mas também por aplicação declarada de Magia Negra, Bruxaria... Parecia que por mais que o tempo tivesse passado, sua nova fama lhe trouxe de volta sua cabeça a prêmio, não só agora Seraf teria de agir discretamente, o que era ligeiramente impossível, mas Alexander também deveria para que não fosse pego pelas regiões dominadas pela igreja e também para não associarem Mawet a Arcannum, isso se alguém não tivera feito. Felizmente, Alexander era uma figura difícil de descrever e seu rosto poderia ser passado despercebido em situações normais, mas mesmo assim ele precisaria da ajuda de Alice, Alexander sabia que boa parte da Igreja era dominada pelas mesmas almas corruptas que Seraf caçava mas Alice também não podia pisar em solo sagrado, precisariam de uma ajuda externa para essa tarefa, precisariam localizar o grimório e então pegá-lo.

    A cidade amaldiçoada se localizava na Itália, especificamente nas regiões ermas de Ancona e mais distante haviam as citadelas grandes. Haviam vilarejos nos arredores, muitos deles isolados, abandonados e debandados, como cidades fantasmas devido à aparição de Filhos do Pecado.

    Alice surgia ao lado de Alexander que estava de olho naquele grande buraco. A demônio vestia uma longa manta negra de viajante, possuía botas para viagens longas, ela cruzava os braços e dizia com uma voz leve e sedutora.

    - E então? Você está aí pensando na morte enquanto a vida passa, ou é a garota D'Angello? Afinal nós a salvamos... Para depois ser caçada e morta...

    Alice tinha decepção em sua frase final, como se tivesse achado um desperdício terem ajudado a menina para que depois fossem ordenados a não mexerem um dedo para garantirem que ela vá até Leviathan depor em segurança.

    - Eu estou pronta para partirmos, vim aqui para ajudar, mas as decisões do que faremos ainda são suas, Blake. Tem dois cavalos prontos para partir na saída.
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    Re: Capítulo I - Os Dragões do Céu e os Dragões da Terra

    Mensagem por MINDGAME em Seg Set 11, 2017 1:16 pm


    Legendas: -Fala ou "Escrita", "Pensamentos", "Paradoxo", (Offs)




    Vestuário:

    "O abismo é frio e solitário. Não imagino oponente mais perigoso.
    Eu devia estar deprimido?"

    Contemplo aquele amanhecer sombrio, enquanto alucinações sussurram em meus ouvidos.
    "Corrompe...
    Você corrompe...
    Traz corrupção a tudo que toca..."

    "Jamais se desesperar. Jamais se render. Será que eu deveria me importar?
    Existe o bem e o mal, e o mal deve ser punido. Mesmo à beira do fim, isso não vai mudar. Mas muitos merecem punição... e eu sou só um."

    "Aguarde...
    Você contemplará...
    E os contemplará por tudo que você fez..."

    "Tantas perguntas que o paradoxo me impede de fazer...
    Tudo bem... respostas em breve. Nada é insolúvel."

    "E enfeitice...
    Lance um feitiço...
    Lance um feitiço sobre o pátria que governa..."

    Permaneço em pé, em silêncio, olhando para o abismo sem desconforto... pois ele é raso quando comparado ao que esconde o meu coração.
    Alice Grim escreveu:E então? Você está aí pensando na morte enquanto a vida passa, ou é a garota D'Angello? Afinal nós a salvamos... Para depois ser caçada e morta...
    "E arrisque...
    Você arriscará...
    Você arriscará todas as vidas e as almas deles..."

    Não me direciono a ela, nem demonstro qualquer expressão.
    "Ela é jovem... e estava tão sozinha.
    Estamos todos sozinhos."

    "E queime...
    Você queimará...
    Você queimará no inferno...
    Sim, você queimará no inferno...
    Você queimará no inferno...
    Sim, você queimará no inferno pelos seus pecados..."

    "Nascemos no esquecimento... e criamos crianças destinadas ao inferno, como nós. Não há nada além disso.
    Não são deuses que matam as crianças. Nem é a sorte que as esquarteja ou o destino que as dá de comida aos cães. Somos nós.
    Apenas... nós."

    "E nossa liberdade está consumindo a si mesma...
    O que nos tornamos é o contrário do que queremos...
    Reverencie..."

    -Existimos ao acaso, sem nenhum um padrão ou ordem. Nenhum significado ou propósito. Destinados a vagar como parasitas... até o dia do acerto de contas. O dia dela chegou.
    Todas as estradas e becos gritam como matadouros, Alice.

    "Morte...
    Você traz morte...
    E destruição a tudo em que você toca..."

    O anjo caído contorce os lábios contrariada.
    Alice Grim escreveu:Não faça isso...
    Você sabe que tem um propósito!
    Significou muito para ela!
    Significa para mim!
    "Pague...
    Você deve pagar...
    Você deve pagar pelos seus crimes contra a terra..."

    Suspiro e respondo com um tom lúgubre.
    -Tolice.
    Isso nunca vai acabar. o mundo sempre foi injusto, com ou sem a minha presença.
    Ninguém permanece bom neste mundo e você não quer admitir isso porque tem esperança de receber perdão de um deus que está morto.

    "Maldição...
    Alimente a maldição...
    Alimente a maldição da nação que você ama..."

    Alice Grim escreveu:Existirá esperança enquanto houver vida.
    E onde está o homem que cruzou o abismo por amor?
    "É, e implore...
    Você vai implorar...
    Você vai implorar pelas suas vidas e suas almas..."

    Será que todos enlouqueceram menos eu?
    Todos continuam tentando remendar tudo... é tudo uma piada. Ninguém mais enxerga isso... nem mesmo ela.

    -A fé dele me cercou de mentiras.
    "E queime...
    Você queimará...
    Você queimará no inferno...
    Sim, você queimará no inferno...
    Você queimará no inferno...
    Sim,você queimará no inferno...
    Você queimará no inferno...
    Sim, você queimará no inferno pelos seus pecados..."

    A garota se aproxima e eu sinto o desapontamento em sua voz.
    Alice Grim escreveu:A fé dele... é tudo o que eu tenho.
    Suas palavras corroem meu coração. Eu abaixo a cabeça, suspiro e finalmente me viro em sua direção. Ergo a cabeça apenas o suficiente para que o chapéu não obstrua minha visão dela e ela me olha nos olhos, determinada.
    "Ah... Grim..."
    Tomo uma postura blasé, reviro os olhos para cima e respondo com ironia.
    -Pedindo assim, com jeitinho, como eu posso te negar?!
    Ela sorri com os olhos.


    Alice Grim escreveu:Eu estou pronta para partirmos, vim aqui para ajudar, mas as decisões do que faremos ainda são suas, Blake. Tem dois cavalos prontos para partir na saída.
    -Você fica.
    A demônio fica claramente contrariada.
    Alice Grim escreveu:Por que?
    -Você é bonita, tem ancas férteis, atrai muita atenção. Só vai me atrapalhar.
    Alice Grim escreveu:Eu chamo atenção?! Eu não causo incêndios por onde passo!
    -Quando não estou incendiando florestas, preciso me infiltrar e conseguir informações enquanto posso. Você é inútil em solo sagrado e aqui você pode proteger a fenda.
    A garota fica entristecida.
    Alice Grim escreveu:Você... vai me abandonar aqui?! De novo?! Sozinha?! Com esses... monstros?!
    -Mas...?! Você...?! Seus...?! Como...?! Eh...?! Ahhh!!!
    "Nota mental: Preciso de um amuleto de proteção contra súplicas."
    Suspiro contrariado.
    "Pelo menos alguém para conversar ao longo da viagem que não faça parte do meu equipamento."
    -Uma condição: não me atrapalhe!
    Alice Grim escreveu:Serei seu anjo da guarda!
    Permaneço estático, olhando para a demônio com o semblante horrorizado, sem nenhum pensamento em mente, me arrepio, então pego meus equipamentos e tomo meu caminho em direção aos cavalos em silêncio.
    Alice Grim escreveu:Está levando algum dos seus brinquedos?
    Balanço a cabeça negativamente.
    -Mawet quebrou todos os que sobraram durante a última horda...
    A garota entorta os lábios.
    Alice Grim escreveu:Ah... pena.
    -Ahg! Quando você disse "cavalos" quis dizer cavalos vivos?
    Contorno os cavalos, claramente incomodado.
    -Odeio montar coisas vivas!
    Alice Grim escreveu:Prefere arriscar acumular mais paradoxo?
    "Acho que já acumulei paradoxo o suficiente por umas dez vidas..."
    -Eu não disse que não vou montar... só disse que odeio.
    Prendo meu equipamento e subo no cavalo que parecer mais manso, com cautela, evitando tocar em mais do que o arreio e as rédias, e o conduzo com o semblante enojado.
    Começo a minha viagem rumo ao templo da ordem mais próximo dali.
    Após algum tempo de viagem, o silêncio acaba me incomodando. Depois de passar a eternidade no abismo, passei a apreciar uma boa companhia. Ela ficou muito mais tempo lá. O que me faz ser impelido a puxar conversa.
    -Assim como os seus parentes, imagino que seu poder venha da fé ou de pactos, mas como você tem obtido?



    Nos aproximamos do vilarejo e, ao entrarmos, reduzimos a velocidade dos cavalos. Passamos lentamente entre as casas investigando.
    (Investigation +13 / Team check da Alice +5(+nvestigation) CD10) MINDGAME efetuou 2 lançamento(s) de dados (d20.) :
    5 , 8
    "O sol vai se por em breve."
    -Precisamos combinar um ponto de encontro... caso eu... não consiga controlá-lo.
    Alice Grim escreveu:Quer que eu continue o trajeto até a próxima cidade?
    -Você não dorme... mas os cavalos sim.
    A garota novamente se mostra triste.
    Alice Grim escreveu:Então eu vou ter que ficar aqui?! Sozinha?!
    -Você que quis vir. Ainda pode voltar.
    A demônio suspira contrariada e, sem dizer uma palavra, pega as rédias dos cavalos e os acompanha até algum lugar coberto.
    Ascendo uma fogueira próximo ao local antes do por do sol.



    Tento subjugar Seraf mais uma vez. Concentro toda a minha vontade para manter o simbionte preso.
    (Resisted by Will (+8). DC is based on the abundance of evil and darkness around) MINDGAME efetuou 1 lançamento(s) de dados (d20.) :
    17
    (Deixei adiantado, mas as coisas podem mudar dependendo do que encontrem na cidade.)
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    Re: Capítulo I - Os Dragões do Céu e os Dragões da Terra

    Mensagem por Neith em Ter Set 12, 2017 10:32 pm

    “A última memória em que eu conseguia pensar, antes de me ver mergulhada profundamente naquelas trevas, era do simpático casal donos da estalagem a qual havia buscado hospedagem. A cada instante eu mergulhava mais e mais naquela escuridão, mas não havia pânico. As trevas e a escuridão faziam parte de quem eu era agora, afinal contempla-la diretamente em suas fontes e permanecer imutável é praticamente impossível. Entretanto elas não definem minha natureza ou determinavam meus atos. Mas, não, nem sempre foi assim...

    No início de minha jornada eu tinha medo, eu estava confusa, mas hoje aquilo que um dia foi capaz de causar-me angustia e temor, me trazia calma, paz e era magicamente revigorante. Acabei descobrindo que muitas vezes você pode combater fogo com fogo, trevas com trevas e mesmo assim fazer a luz e bondade emergir.  Entretanto, aquela sensação de segurança era algo que eu não sentia a muito tempo. Sempre tomando cuidado para não deixar um rastro que Yumael pudesse seguir, nunca permanecendo muito tempo em um local ou estando duas vezes no mesmo lugar. Enquanto eu não reunisse elementos suficientes para derrota-lo eu tinha que evita-lo. Embora, não importe quantas vezes aquele cenobita me derrube, eu vou me reerguer. Só tem um jeito de me impedir de lutar pelo que acho justo... destruindo minha consciência... minha essência.

    Estava completamente entregue aquelas sensações quando sou tomada pelo choque de ver-me, repentinamente, em meio à ruinas do que um dia poderia ter sido um vilarejo e que agora resumia-se a chamas e sangue. E, embora eu pudesse observar aquele lugar e toda a sua devastação era como se eu não estivesse de fato ali... não sentia o peso de meu corpo e se quer era capaz de vê-lo... Entretanto, o mais estranho era a permanência daquela sensação de segurança. Observar aquele local era como... olhar imagens através de uma janela.

    Não importava em que direção eu olhasse eu só encontrava a mais pura expressão do terror. Haviam cadáveres espalhados por todos os cantos, completamente queimados ou dilacerados, sem distinção de idade ou sexo. Aquelas imagens provavelmente causariam horror, agonia e asco na maioria das pessoas, mas embora aquilo preenchesse meu coração de tristeza eu não sentia mais nada além de revolta, pois não há como haver justiça em um ato tão cruel.

    Após um tempo fui capaz de identificar o que pensei, a princípio, ser um humano. Era surpreendente imaginar que alguém havia sobrevivido aquele massacre, mas ao me aproximar noto que eram duas pessoas e não uma. A cena que presencio me faz questionar se havia sido aquele homem o responsável por aquela destruição. Ele parecia estar envolto por uma aura roxa, algo que até então ainda não havia visto, seus cabelos e suas vestes eram vermelhas como o sangue que agora manchavam aquelas terras. Alguém como ele, não poderia ser chamado de humano e... talvez realmente não fosse. Pela postura do homem a idosa provavelmente era considerada como uma sábia anciã. Fui capaz de compreender o que diziam, mas era um idioma ao qual ainda não havia ouvido e não pude deixar de ficar maravilhada com isso. Ele procurava por algo ou alguém denominado Xennadh e a idosa recusava-se a informar; deveria ser algo importante, pois ela resistia mesmo diante aquela destruição. Tento lembrar-me se já havia me deparado com esse termo “Xennadh” anteriormente. Eu não podia continuar apenas observando, sentia vontade de ajuda-la, mas naquele mesmo instante o homem ameaça torturar a mãe da idosa que provavelmente já estaria morta devido à idade avançada. A mulher desespera-se e por mais que desejasse ajudá-la nada pude fazer... Fui surpreendida com o olhar daquele homem em minha direção.”


    Homem Vermelho escreveu: Como alguém que já está morto pode não estar em paz? Não é mesmo, Clarita?
    “Ele não só sabia que e estava observando como sabia quem eu era!! Ao menos entre os ciganos. No entanto, aquela pergunta... Era como se ele soubesse que eu teria a resposta... Não há paz após a morte... Isso é uma das maiores mentiras contadas. Ela serve apenas de consolo para aqueles que ficam.

    Por mais que eu tentasse reagir, não fui capaz evitar que ele arrastasse minha consciência até suas mãos. De algum modo eu havia sido pega e aquilo era intrigante... Começo a sentir como se minha consciência estivesse em chamas e não consigo evitar de tentar imaginar como ele conseguia fazer aquilo, quem ou o que ele era. A essa altura, eu já havia notado que não era apenas um sonho... Não um sonho comum! A dor era imensa e a sensação perturbadora, mas eu havia estado no Sheol ainda em vida quando a maioria vai apenas em espirito... Portanto aquele homem não encontraria desespero em mim, apenas vontade de lutar e curiosidade. Sim, eu estava curiosa sobre como eu poderia estar sentindo que estava ali, vivenciando tudo aquilo, experimentando aquelas sensações, mesmo não estando.”


    Idosa escreveu: NÃO!!! PARE!!! EU CONTO!!! POR FAVOR, DEIXE-A EM PAZ!!!!!
    “Tento olhar na direção da Idosa... Confusa com a reação... Afinal, porque se importar se eu não... a menos que ela esteja vendo a imagem de sua mãe e não a minha. Finalmente a sensação de estar sendo queimada viva é sessada, embora a dor permanecesse... Uma dor que me fez lembrar de meu tempo no Sheol... Eu só havia experimentado algo semelhando lá... E passei bem mais tempo lá... Tentava desvincular-me da dor para observar atentamente a cena e as palavras daquele homem que aliadas a seu sorriso me deixam em choque.”

    Homem Vermelho escreveu: Como você é egoísta... Tantas pessoas mortas, tantos campos devastados, e você cede apenas por uma pessoa. Parece que a vida dela é muito mais preciosa pra você do que a de outras milhares, ou seria a sua própria vida tão importante assim?
    Idosa escreveu: Xennadh... Está...
    “Mesmo ele sendo capaz daquela monstruosidade... Havia uma verdade por trás das palavras daquele homem... Ao entregar o que ele desejava a idosa estava manchando o sacrifício de todas aquelas almas por apenas uma... Mas, o que ele quis dizer ao questioná-la se a sua vida seria tão importante? Ele só ameaçaria a vida dela através de sua mãe se a matasse antes da idosa nascer! Antes que eu pudesse escutar a localização de Xennadh sou novamente tomada pela escuridão e embora ainda sentisse uma dor intensa eu estava novamente em paz... Ao menos por alguns instantes, pois ao despertar não só a dor como a visão de meu corpo tornam-se agonizantes. Eu havia sido queimada viva!!! Através de minha consciência ele afetou meu corpo!!!...

    Sinto meu coração acelerando; provavelmente em resposta aos danos sofridos por meu corpo. Eu acabaria morrendo se não fizesse nada. Infelizmente não tinha certeza se minhas magias de cura seriam suficientes para recuperar-me de danos tão severos, mas eu precisava tentar. Eu não poderia morrer ali e muito menos daquela forma. Mesmo após perceber que fui capaz de curar-me completamente a imagem de meu corpo queimado ao ponto de expor, em algumas regiões, meus ossos era perturbadora e não saia de minha mente. Enquanto me trocava tentava imaginar como aquilo poderia ter acontecido até que me deparo com o amuleto do Conde sobre a mesa e todos os meus pensamentos se concentram naquele objeto.

    Imediatamente sento-me ao lado da cama e o pego deslizando os dedos pela sua superfície, sentindo seus contornos. Havia algo naquele amuleto... Algo que me atraiu até encontra-lo e continua atraindo-me... E que de alguma forma me fez sentir que eu deveria guarda-lo, pois essa era a vontade do Conde.

    Balanço a cabeça negativamente enquanto observada aquele amuleto... Eu não devia ter feito isso!!! A última vez que fiquei com algo que não me pertencia sem saber o que ele fazia eu fui parar no Sheol para a alegria ou não de Yumael. Se ao menos eu soubesse o que isso faz ou como funciona... Eu estava indo até o Conde questioná-lo sobre o amuleto quando me deparei com Shakari... Um dos tantos Filhos do Pecado, criaturas bestiais e agressivas, assim que colocou seus olhos em mim era obvio que um conflito surgiria. Eu conhecia as regras vigentes nos domínios do Conde, mas não poderia deixar de defender-me. Drácula estava por perto e interferiu antes que qualquer conflito fosse iniciado, mas naquele momento dei-me conta de que eu não poderia continuar ali. A última vez que permaneci em um local frequentado por criaturas como aquela, Yumael conseguiu levar-me de volta. Era a hora de partir novamente, eu só queria ter a chance de me despedir... algo que não pude fazer por Alexander, eu não pude dizer adeus e nem agradecê-lo uma última vez por ajudar-me.

    Estava arrumando minhas coisas quando o Conde apareceu para pedir que ficasse entre os Ladari enquanto estivesse fora. Contei que permaneceria um tempo entre os Ladari, mas que não poderia voltar por um tempo, estava ficando perigoso pra mim e eu não queria trazer problemas a ele. E nem poderia permanecer muito tempo entre os Ladari porque não queria atrair Yumael até eles. Mas, que esperava, um dia, poder revê-lo e o agradeci por ter me deixado ficar aquele tempo ali. Nós tivemos um início complicado... Eu queria destruí-lo... Ele queria ferir-me... mas após tantas conversas e ter convivido com ele por aquele tempo acabamos nos tornando bons amigos e eu ia sentir sua falta assim como sinto falta de todos aqueles que deixei para trás, incluindo minha família. Entretanto era mais seguro assim, para todos.

    Em meu tempo com os Ladari eu tive a oportunidade de ajudar Jade com algo que esperava que um dia ela se lembrasse como um simples pesadelo. Aquilo era uma gota de esperança no meio de um oceano de injustiças, mas ainda assim preenchia meu coração de alegria vendo-a brincar tranquilamente pelo acampamento. Em um dos meus últimos dias junto aos Ladari contei a Leoni sobre Shakari e o que ela revelou deixou-me intrigada a respeito dos assuntos que o Filho do Pecado teria com o Conde atualmente. Assim como não podia deixar de achar curioso que tanto o Conde como Alexander se tornaram o que são hoje após negociarem com os habitantes do Sheol. Ao deixar o acampamento dos Ladari não informei a Leoni para onde iria, era mais seguro dessa forma, embora ela pudesse deduzir.

    Vim até Netus atrás de Shakari, mesmo sua presença aqui sendo incerta. Pois, estudando esse vilarejo ao menos poderia ter uma chance de saber um pouco mais como ele atua antes de confronta-lo. Levanto-me da cama na intenção de sair e conversar mais um pouco com o casal donos do lugar na intenção de saber sobre o vilarejo, mas reparo no gato observando-me através da janela. Embora coisas bizarras como o constante aparecimento de gatos por onde passo desde que deixei o acampamento dos Ladari tenham se tornado comuns para mim não são para as outras pessoas. Pessoas como aquele adorável casal, os donos da Raposa de Armadura... Um nome um tanto curioso! Eles poderiam estranhar o repentino crescimento na população de gatos próximos a sua estalagem e eventualmente associarem a minha chegada. Eu não queria isso, afinal além de não querer chamar a atenção o simbolismo por trás dos gatos são contraditórios. Muitas vezes tais animais são acusados de flertar com demônios e associarem-se a bruxas malignas e tudo o que eu não preciso é que uma desconfiança como essa recaia sobre mim. Pois, eu não pretendo ser queimada viva novamente!!! Coloco o amuleto que havia pego no castelo do Conde e escondo o pingente por debaixo da roupa, enquanto isso reflito sobre o que poderia estar atraindo aqueles gatos daquela forma. Da onde eles vem e pra onde vão?

    Uso minhas habilidades para destravar a janela e abri-la o suficiente para que o gato pudesse entrar, e sem que precise me aproximar. Fixo meus olhos nos do gato e observo sua reação quando faço um sinal para que entre.”

    Clarita – Afinal, o que vocês querem de mim?

    “Ou pra quem estão trabalhando? Se fosse Yumael eu já saberia!”
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    Flamesh
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    Re: Capítulo I - Os Dragões do Céu e os Dragões da Terra

    Mensagem por Flamesh em Sab Set 16, 2017 4:30 pm

    Alexander Blake:
    PH: 2
    PP: 120
    Condição: OK

    Trilha Sonora:


    Alexander e Alice seguiam rumo com os cavalos deixando para trás, apenas destroços do que um dia fora uma gloriosa cidade habitada de inúmeras pessoas. O céu ainda era negro como a maldade que Alexander fora condenado de própria escolha a caçar, porém a chuva agora dava lugar à garoa fraca já que estavam se distanciando do centro do ambiente maldito. Os campos eram vastos e as estradas de terra eram longas e levemente transformadas em barro, a vegetação em todo o campo era seca e amarelada, como se o local todo estivesse contaminado pela velhice e pela doença, quilômetros e quilômetros de campo morto e inabitado. Os cavalos apenas trotavam à medida que seus dois mestres os conduziam para seus destinos.

    Levou-se muitas horas de viagem, era difícil dizer que horas eram pois o sol era quase ofuscado pelo céu negro. Alexander não via uma alma viva por aquelas redondezas, não havia nem mesmo um maldito Filho do Pecado, ou Seraf já teria começado a a contorcer-se dentro do mago explodindo-o e rasgando-o até poder sair. Todos dos os Filhos do Pecado que Mawet e Alice não conseguiram impedir de passar pela enorme crosta deviam estar muito longe... Aterrorizando, matando e corrompendo qualquer ser vivo que cruzasse seu caminho.

    Alice estava distraída, pensativa, ela olhava para frente mas parecia que seu foco estava longe de ser de fato a direção que olhava, quando Alexander resolveu quebrar o gelo finalmente.


    Alexander Blake escreveu:-Assim como os seus parentes, imagino que seu poder venha da fé ou de pactos, mas como você tem obtido?


    Alice olhava para Alexander, com sua atenção desperta sem alarde, ela parecia demorar um segundo para raciocinar a pergunta de Alexander e depois respondia voltando a olhar para frente:

    - Quando nos rebelamos com a Estrela da Manhã nós recebemos uma punição, mas que ao mesmo tempo... Fez-nos sentir um pouco amados também, pelo menos eu me senti...

    Ela olhava para Alexander, continuando.

    - O Sheol é destinado apenas para as almas humanas, apenas os Cenobitas são seres de espírito que deveriam habitar ali, pra cumprir com o propósito deles na Criação, no Sheol e em Gehenna. Quando fomos atirados ao Sheol, eu me senti como se tivesse um destino, um lugar para ir, e me senti como se estivesse recebendo as consequências por minha escolha de seguir o Arcanjo Sombrio e então eu sabia que algo que algo tinha acontecido, algo que não deveria, eu fui tratada como humana. Os celestes não tem direito à escolha, mas eu escolhi e fui punida por isso, e desde então eu não senti mais a Fé de Yahweh me circulando, mas eu também não me senti como necessitasse, senti que era dona de minha própria força e meu próprio destino. Para alguns como eu, isso foi maravilhoso, apesar de todos os desastres, para outros isso foi terrível, e para um terceiro grupo isso foi um erro que nunca deveria ter acontecido, pois como donos de si mesmos, alguns Caídos se sentem no direito de agir como querem, aliados ao tormento que é ter de ficar no Sheol sem poder sair, tem resultados catastróficos, mas depois que fizeram suas próprias criações, os Filhos do Pecado, eles os enviaram para destruir os "Bonecos de Barro", por pura maldade, outros para conseguir um pacto e terem um corpo a qual voltar, as vezes os dois... Nem todos tem poder para criar um Filho do Pecado inteligente o suficiente para arrumar um corpo para o seu mestre, eu consegui com a ajuda do Arcanjo Sombrio, os Filhos que eu gero não tão inteligentes, embora ainda sirvam como meus servos e guarda costas.

    Ela parava alguns segundos, parecendo lembrar-se de algo distante e continua:

    - Os outros Arcanjos e seu Príncipe, Miguel, por outro lado ainda tem a Fé de Yahweh para supri-los, assim como todos os outros celestes, mas eles não vem mais para Haled, e eu não sei dizer o porque... Mas a muito, muito tempo, eles não vieram mais e pararam de tentar destruir a humanidade.






    Trilha Sonora:

    Blake e Alice viam que aos poucos o ambiente ficava mais escuro mas felizmente e finalmente, eles chegavam a algum lugar antes que as trevas habitassem os campos fazendo com que o esqueleto de fogo surgisse e os desviasse de seu caminho. Alexander já começava a sentir aquela habitual queimação em algumas partes do seu corpo, nada intolerável, mas certamente incomoda.

    Eles viam a entrada de um dos vilarejos destruídos, onde haviam esquelentos pelas ruas, muitas casas ainda de pé, mas outras ainda destruídas... Havia inclusive alguns corpos ainda em putrefação, de alguma forma durou mais tempo que os demais, estes eram usados como alguma espécie de visão aterroradora, corpos cobertos por vermes pregados nas paredes, pendurados em cordas, espetados em lanças de metal fincados no chão. Alexander e Alice podiam sentir o terrível cheiro que era todos aqueles cadáveres, ratos e outros animais pestilentos em volta do local. Um verdadeiro massacre tinha acontecido ali graças ás hordas que Alice e Mawet não tinham conseguido impedir de sair do buraco e que avançaram se espalhando pelo mundo.

    Vilarejo:

    Os dois desceram de seus cavalos e avistaram uma igreja queimada e destruída, estava no centro de uma parte do vilarejo onde antes haviam arvores vivas dando um bonito contraste no local, mas que hoje dava vazão a um macabro ambiente. Era um local, ironicamente mais iluminado, onde partes das nuvens do céu riscado de negro não obscureciam o ambiente fazendo com que Alexander sentisse aquela queimação irritante diminuir relativamente.


    Igreja:

    Alexander e Alice adentraram na Igreja onde viram amontoados de cadáveres próximos à porta tanto do lado de dentro como do lado de fora e outros do lado de dentro, o cheiro era insuportável, Alice parecia não se incomodar nem um pouco mas Alexander várias vezes tinha o desejo de vomitar com o cheiro nauseante.

    - Eles tentaram se refugiar na igreja, tentaram impedir a entrada dos Filhos do Pecado,  alguns tiveram de ficar para traz... Mas nada adiantou, os Filhos entraram e mataram a todos, dentro ou fora da Igreja. Essa matança profanou o solo.

    Alexander e Alice adentravam na igreja onde havia marcas de sangue seco espalhados em paredes e chão, haviam muitos objetos de prata jogados, muitos quebrados, os bancos da igreja tombados e partidos, o missao estava atirando chão, aberto e rasgado próximo a um cadáver que vestia uma manta.

    Eles adentravam mais nos ambientes da Igreja onde viam um ou dois cadáveres encostados com os vermes se alimentando de suas entranhas, ratos e outros seres rastejantes haviam em abundância em todo o local, eles passavam por quartos com camas de palha, até chegarem a uma sala mais escondida que estava trancada à chave. Alice, logo chutava a porta fazendo a mesma se partir com alguma resistência, a demônio tinha força física, mas não era nada de impressionante, então eles abriram a porta e viram o que deveria ser o cadáver de um Bispo sendo devorado por vermes sentado em uma cadeira de madeira com a garganta cortada e o sangue seco escoado pela bata. No chão ao seu lado esquerdo havia um pergaminho velho com alguns vermes em cima, do lado direito uma faca com a lâmina suja de sangue seco.

    Alice dizia em um tom neutro e conclusivo.

    - Ele se matou pra não enfrentar um destino pior.

    Quando Alexander pegava o pergaminho ele via que as inscrições eram em latim, mas idiomas não eram um problema para ele ao qual conseguia ler.

    "28 de Julho do dia de Nosso Senhor.

    Escrevo essa nota como o ultimo apelo de um homem desesperado, não de um Homem do Senhor, pois como membro da Igreja não posso pedir tal coisa. Oro para que tenha a instrução de entender essas palavras,

    Esta noite nós recebemos a guarda da Igreja, enviada diretamente do vaticano pra prestar proteção devida aos ataques de demônios na região e eu estou preocupado. Samirya é uma mulher bondosa e se a descobrirem tenho certeza que o Santo Oficio à levará para prestar as contas. Eu não contrariei às ordens de vossa santidade porque precisamos de proteção e a coroa nada fez quanto à ela, suas preocupações são com as cidades maiores. Eu avisei a Samyria para partir, há pessoas no vilarejo que suspeitam de seu comportamento e vieram me procurar no confessionário para delatá-la, mas ela se recusa a ir embora porque ainda procura uma forma de fechar as portas do inferno que trazem as monstruosidades para esse lugar, ela faz coisas incríveis que aos olhos de Deus e da Igreja são profanas, mas ela já ajudou à muitas pessoas e isso me fez questionar o quanto a Igreja está certa sobre o que é vindo de Deus e o que é vindo do Demônio.

    No final, Samirya preferiu ficar e concluir o seu objetivo, ela foi pega pelo Santo Ofício, ficou por dois meses em sua posse e por fim foi condenada à fogueira. Eu ajudei como pude, levei água e comida às escondidas para aliviar seu sofrimento. Samirya estava cada mais irreconhecível à cada dia de tanto que era seu tormento, mas ela escapou, no final tudo que eles queimaram foi um boneco morto, Samirya conhece a morte como ninguém, conhece muitas coisas, inclusive a própria Igreja. O Santo Oficio mandou a guarda da Igreja em uma busca quando descobriu que foi enganado e eu não sei se Samirya está a salvo mas sei que ela corre perigo e precisa ser avisada. Eu não tenho como fazê-lo, pois talvez eu tenha de fato me envolvido com o Demônio e a Ira de Deus tenha caído sobre esta vila por minha causa e por isso hoje estamos sendo condenados pelo próprio Inferno. Eu oro para que Deus ou o Diabo, queira o bem de sua serva e faça alguém achar estas escritas e ajudá-la em Firenze, para onde ela medisse que partiria.


    Eu imploro ao leitor dessas palavras, ajude Samyria, e estará ajudando a incontáveis vidas.

    Bispo Sigmund
    "






    Alice e Alexander saíram da Igreja onde procuravam algum refúgio, principalmente para iluminar o ambiente e impedir que Seraf saísse aquela noite. Eles achavam uma estalagem abandonada, cada vez mais Alexander sentia a queimação arder e Seraf dar as caras em Haled. Eles faziam uma fogueira naquele ambiente e coberto e apesar da dor que Alexander sentia e o calor grande ele ainda conseguia manter o Principio Igneo dentro de seus corpo, tinha coisas importantes à fazer e Seraf não podia desviá-los da rota agora.

    Sentada com os cavalos ao redor, Alice dizia:

    - Acho que agora temos um aliado em vista, se essa Samyria era assim uma boa pessoa e está tentando fechar o buraco para o Sheol acho melhor irmos para Firenze, se não a encontrarmos lá, talvez achemos mais escrituras de onde o Grimório pode estar, de qualquer jeito essas vilas pequenas não devem ter notificações de algo tão importante assim.
    Flamesh
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    Re: Capítulo I - Os Dragões do Céu e os Dragões da Terra

    Mensagem por Flamesh em Dom Set 17, 2017 1:06 am

    Excir:

    Condição: OK
    PH: 2
    PP: 120

    Trilha Sonora:

    Ao convocar os membros de seu conselho particular, os mesmos subiam a longa escadaria ao trono de Excir. Barstein vinha no meio, Lady Calidon vinha do lado esquerdo e Oseah à direita. Basrtein tinha pose nobre e imponente, ambas as mãos nas costas e uma postura ereta, tinha um ar de arrogância e confiança apesar de nunca de fato ter mostrado essa arrogância em suas atitudes. Lady Calidon era indecifrável, seus olhos brancos e vazios não evidenciavam suas emoções nem sua pose corporal denotava algo além de leveza de movimentos, ela não tocava os pés no chão, ao menos não parecia. Já Oseah vinha com uma postura bruta com o seu cajado, apesar de andar mancando e usando o mesmo para se apoiar às escadarias fazendo o som da madeira sendo investido contra o chão de pedra, Excir sabia que não tinha nada de frágil, principalmente em seu caráter, muito pelo contrário e sua face mal encarada e ranzinza deixava isso bem claro.

    Os três, após subirem a longa escadaria, paravam diante de Excir, Lord Basteins e Lad Calidon inclinavam seus corpos levemente e fechavam os olhos.

    Bastein: - Milorde...

    Calidon: - Milorde...

    Já Oseah, era alguém mais dificil de lidar e apenas assentia a cabeça num cumprimento respeitoso mas sem mostrar subservência como os outros dois.

    Excir escreveu:-Como vocês sabem, temos alguns problemas para serem tratados antes que eu parta para a Garganta do Mundo. Sir Melker não está aqui. No momento está as margens de Gilgit-Baltistan comandando um grupo contra o ataque dos Muçulmanos, mais um de vários. Portanto, quero que o ministro Barstein informe-o sobre o que ocorreu aqui e assim que chegar, quero um noticias do combate em Gilgit-Baltistan.

    O vampiro apenas assentia diante a decisão de Excir.

    Excir escreveu:-Todos vocês sabem que meu principal intento é o extermínio completo da irmandade das sombras a destruição completa de Alcanther, porém, assim como Lady Calidon, Alcanther é um fantasma e fantasmas não podem simplesmente serem exterminados. Eles sempre retornam e retornam infinitas vezes. O clã Tremere descobriu um modo mágico de evitar que criaturas como Alcanther e Lady Calidon trepassem as muralhas de sua capela. Apesar de não ser de meu agrado essa rivalidade entre você Lord Barstein e você Lady Calidon, devo admitir que essa rixa trouxe benefícios para nós.

    Lord Barstein levantava um sorriso vitorioso discreto, mas nada dizia, Lady Calidon já mostrava os cantos dos olhos brancos se enrijecendo, evidenciando que não gostara do que ouvira mas ainda não fora o suficiente para mostrar algum desrespeito para com seu amo.

    Excir escreveu:-Essa técnica que evita que seres incorpóreos atravessem paredes foi desenvolvida pelo seu clã, Lorde Barstein, ela já pode ser utilizada para aprisionamento de seres incorpóreos? Se sim, há algum modo de desenvolver uma feitiçaria de sangue que os destrua por completo?

    Lord Barstein, com uma voz jovial e serena, respondia:

    - A total Obliteração da alma humana é algo ainda impossível de ser alcançada, Milorde... Ao menos, pelas vias da Taumaturgia, tal feito ainda é pesquisado por muitos Necromantes, inclusive a família Giovanni, um clã de minha espécie que há seculos fazia-se trilhar nos caminhos da Morte e da Alma. Os caminhos espirituais que a Taumaturgia Sanguina ainda é capaz de alcançar são limitados se comparado com a verdadeira feitiçaria dos mortos. A prevenção contra seres incorpóreos é o que de fato jaz nos efeitos do ritual taumatúrgico. É possível agendar uma reunião com a Família, Milorde... Mas precisaremos de certas garantias antes de tentarmos barganhar qualquer coisa com estes Mercadores da Morte, são gananciosos e excêntricos. Para fins de aprisionamento é uma tarefa possível, basta uma boa estratégia para atrair o inimigo.

    Lady Calidon escutava tudo em silêncio, Excir podia ver que de fato a fantasma estava desconfortável com o leve enrigencimento dos arredores dos olhos brancos, porém ela ainda não falava.

    Excir escreveu:-Lady Calidon, em que você está se debruçando recentemente?

    Lady Calidon dava um passo adiante, um passo tão leve e sútil que parecia que a fantasma mantinha-se a flutuar rente ao chão.

    - Milorde, venho a ter buscas de uma pessoa a quem a muito conheci em minha época de vida antes de tornar nossa antiga Dracônica o meu lar. Minha antiga mestra, a pessoa que me ensinou tudo que sei sobre Necromancia: Al Zaya, a Feiticeira de En-Dor. Com o apoio de minha antiga mestra, pretendo aprimorar nossas referências, estender nossos contatos com os seres Etéreos e fundar, com sua ajuda, rituais que possam auxiliar nossa proteção contra outras forças mágicas. Estou certa de que é uma opção mais segura e de um custo muito menor do que nos envolvermos com os vampiros da Família Giovanni. Infelizmente minhas ações estão sendo infrutíferas estando em Necrotia, pretendo realizar uma viagem para encontrá-la e traze-la para Necrotia como uma aliada.

    Excir escreveu:-Oseah, atualmente quem são nossos principais parceiros comerciais e nossas principais mercadorias de compra e venda? Além disso, quero que compre e extraia mais ferro. Iremos reforçar nossa produção de armas e armaduras, pois pretendo responder aos Mulçumanos a altura, no entanto, darei mais detalhes a vocês assim que chegar do conselho.

    Oseah prontamente dizia.

    - Nossos compradores são mercenários, criminosos, bastardos e desertores. Califas tem tentado sabotar o mercado negro em Sind, ao Leste do Mar Arábico, mas sem sucesso, a força da economia é mais poderosa que as entidades sagradas. Alguns dos meus homens tem conseguido fazer o intermédio com o disfarce apropriado, fazemos parte da mesa obscura do mercado em Sind. Nossa produção de ferro local está escaca, a maior leva minerada foi esgotada com esta ultima batalha, mas um contrato com um mercador em Sheesh Mahal está para entrar em vigor a fim de nos reabastecer. Nossas minas de carvão, reserva de madeira, contratos magicos, guarda e assassinato estão em pleno vigor pela Europa.

    Excir escreveu:-Colham informações acerca dessa pressão que estamos sofrendo para que eu tome uma decisão sobre Guerra, Paz e Expansionismo quanto aos vivos. Já tenho algo em mente mas precisarei me reunir com todos vocẽs mais uma vez para tomar uma decisão. Por fim, quero que enviem espiões para as regiões dominadas pelos mulçumanos e procurem seus inimigos oferecendo aliança e apoio contra os mulçumanos e claro exigindo apoio em contra-partida. Quero também um aumento nos nosso parceiros comerciais, principalmente quando a nossas exportações. Precisamos de recursos e corpos para aumentar as fileiras de nosso exército, quanto a isso vocês saberão como fazer

    Os três assentiam positivamente diante das palavras de Excir e tão logo tinha a confirmação de seu conselho e os mesmos se retiravam novamente pela grande escadaria, o Dracolich levantava vôo deixando Necrotia para trás voando por cima das nuvens encontrando um sol brilhante e amarelo, e se quisesse permanecer discreto diante os olhos humanos, deveria assim manter, voando acima das nuvens como muitos outros de sua espécie o faziam.






    O Dracolich demorara o dia e a noite inteira sem descanso de voo até a os Portões dos Céus, localizada na Garganta do Mundo em Nepal, acima da grande montanha, um santuário alado onde apenas aqueles escolhidos pelos filhos de Gilgamesh podiam habitar e servi-los.

    Portões dos Céus:

    Excir subira diretamente para sua torre onde ele via que Khail'Lael, Gorphyon, e Iksar já estavam em suas respectivas torres e os três estavam em silêncio. Quando Excir aterrissava em sua Torre, Gorphyon e Iksar assentiam mas Khail'Lael erguia seu tronco reagindo à chegada do Dracolich. Ela então levantava vôo e passava ao lado do Dracolich olhando diretamente para seus olhos e depois seguindo para baixo dos Portões dos Céus, na Garganta do Mundo, nas gélidas montanhas humanas onde aterrissaria. Aquilo era um sinal claro de que o Dragão da Luz queria conversar com seu irmão a sós antes da reunião, mas era de Excir segui-la ou não.
    Flamesh
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    Re: Capítulo I - Os Dragões do Céu e os Dragões da Terra

    Mensagem por Flamesh em Dom Set 17, 2017 12:35 pm

    Ayla Benatti D’Angelo:
    PH: 2
    PP: 120
    Condição: OK

    Trilha Sonora:


    Xennadh era uma palavra que até então Ayla nunca tinha ouvido falar em sua vida ou em sua estadia no Sheol, ou até mesmo entre os Ladari, a primeira vez que ouvira essa palavra foi em seu "sonho" onde foi feita de refém pelo Homem Vermelho.

    Ayla, aparentemente estava agora em segurança. Não havia mais dor, não estava mais em um ambiente hostil, mas pelo que já presenciara aquilo ainda poderia ser muito distante de estar longe do perigo.

    Clarita observava o gato que estava na janela e com seus poderes e um gesto, ou não, ela abria a tranca da janela e a mesma se abria a distância de forma sutil. O gato havia arregalado seus olhos e se assustara brevemente inclinando para traz e erguendo a pata dianteira esquerda, como se estivesse se preparando para correr, mas ele então miava aguda e brevemente e cautelosamente olhava e farejava os arredores do quarto, procurando algum sinal de perigo.

    Clarita escreveu:– Afinal, o que vocês querem de mim?

    O gato a ignorava e continuava a farejar o ambiente em todas as direções, até que por fim ele entra no quarto de Ayla e lentamente caminhava até ela, farejando-a distância, sendo cauteloso, se aproximando e nesse tempo, Clarita via que mais outros três gatos surgiam pela janela observando o local curiosos, farejando, e apenas dois deles miava na direção de Ayla.
    Flamesh
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    Re: Capítulo I - Os Dragões do Céu e os Dragões da Terra

    Mensagem por Flamesh em Dom Set 17, 2017 3:26 pm

    Mei Xian:
    PH: 1
    PP: 120
    Condição: OK


    Trilha Sonora:

    A muitos e muitos anos atrás, a lenda do Feiticeiro e a Serpente Branca comoveu gerações e gerações, seja para desacreditarem no amor, seja para crer que ele é a força que torna o impossível, possível, e traz vida e cura às coisas e que o preconceito é um dos maiores inimigos dos humanos. O Feiticeiro e a Serpente Branca foram o prólogo de um outro conto, um outro mito, muito maior e mais comovente do que sua predecessora, um mito que ficaria marcado nas eras subsequentes e jamais seria esquecida.

    A lenda conta que do amor verdadeiro entre duas espécies, nasceu um fruto com uma força grandiosa, capaz de trazer a luz às trevas de uma nação em guerra com poderes além da expectativa e a bondade dadivada de Deus. Essa é a lenda da Serpente Esmeralda.


    Mei quase sempre soube onde sua mãe estava, embora nunca a tivesse visto. Uma amiga de seu pai em Yunnan, Lee Feng, levou Mei a uma viagem uma vez quando ela tinha apenas sete anos e estava muito triste pois via muitas crianças na vila com seus pais e somente ela restara no orfanato onde vivia. Mei fora a unica a não ser adotada e apesar de ela ainda não saber o porque todos sabiam. Mei era adorada, mas ainda as pessoas tinham um medo discreto da pequena serpente, um medo inconsciente e que trazia tristeza à pequena jovem.

    Lee Feng levou à numa viagem de duas semanas até a Torre Branca, onde precisaram atravessar o mar até uma pequena ilha, até chegarem a seu destino.

    Torre Branca:

    Diante a Torre, havia uma lápide com o simbolo de uma serpente gravado em chinês.

    Xu Xian

    Devoto esposo e herói de nossos corações.


    Pensando em você, onde quer que esteja, rezamos para que nossos sofrimentos terminem, e esperamos que nossos corações se misturem. Agora vou avançar para realizar esse desejo.

    Lee disse à Mei que seu falecido marido era amigo de Xu e estava no dia em que ele disse que havia sido salvo por uma mulher no lago próximo às montanhas de Yunnan, ninguem nunca acreditou nele, mas depois que ele havia apresentado Susu à eles, ficaram felizes pelo amigo ter encontrado o amor da sua vida. Todos eram amigos de Susu e de Xu e eles esperam que um dia, Susu acorde, e que ela possa aceitar que Xu não esteja mais entre eles. Desde então, Mei soube como chegar até o sepulcro de sua mãe, vezes para treinar ao lado dela, vezes para refletir e ver o quanto seu pai era adimirado, isso se ela assim desajasse tê-lo feito.

    Anos se passaram e Mei compreendia melhor sua natureza à medida que descobria seus sentimentos por Kai Yen, sua melhor amiga que era alguns anos mais velha.

    Kai Yen:

    Yen era filha de Kai Yan, viuva do primo de quarto grau do Imperador Chão Kuang-yin. Kai Yan possuia dinheiro mas detestava a vida nas cidades imperiais e por isso preferia ficar em vilas menores como Yunnam e manter seu alto padrão de vida. Como Yunnam era um local pacífico e sabendo da história de Mei e seus pais, Kai Yan teve seu coração amolecido e tratava Mei como uma filha, apesar de ela sofrer daquele mesmo pequeno medo que todos discretamente tinham.

    Quando Kai Yan descobriu o relacionamento amoroso entre Yen e Mei, ficou furioso e atormentada, não só pela imoralidade tremenda mas por temer que sua filha Yen acabe morta como o pai de Mei terminou. Yan não segurou suas palavras e ofendeu à Mei querendo afastá-la para proteger sua filha e por fim se mudando para outra vila.

    Trilha Sonora:

    Neste tempo, pouco depois de Mei salvar seus amigos do Javali, algo acontecia em Nanzhao... Um tirano imperador Morcego conhecido como Tao Shui começou a proliferar por toda a região fazendo cair as forças da Disnatia Sung e clamando-se como novo Imperador, dando inicio a eterna Dinastia Shui expandindo sua influência e poder pela China. Tao Shui era cruel, eliminou boa parte dos monges caçadores que eram a unica proteção contra os demônios, escravizou inúmeras pessoas e por onde seu reino se expandia o sangue era o novo lago.

    Os impostos eram abusivos e quando não eram pagos, a família devia ceder um membro de sua escolha para servir de tributo ao novo imperador. O recrutamento de mais Monges caçadores eram requisitados por todo o continente e eles se tornaram uma organização secreta para poder atuar contra os Morcegos nessa empreitada. Outros demônios se juntam a Tao Shui nesta guerra, alguns poucos tentam fazer alguma coisa contra o opressor mas Mei nunca encontrou nenhum outro demônio para saber em quem podia confiar. Yunnan ainda não havia sido apoderada pelos morcegos, mas eles estavam vindo e junto com eles, Monges Caçadores que começaram a migrar para lá após terem sentido uma poderosa energia demoníaca surgir novamente em Yunnam. Uma guerra teria Yunnam como o campo de batalha. Mei sabia que seria pega no fogo cruzado, por outro lado Mei não precisaria temer, inicialmente, pois Tao Shui oferecia a todos os demônios de todas as espécies a supremacia sobre os humanos, significava que Mei poderia se juntar à ele e ficar a salvo. Mei ficou sabendo dessas noticias graças a um mensageiro enviado por Yen, ela estava na vila Fujin, uma vila que a pouco fora tomada pelos Morcegos e outros demônios aliados. Dentre eles, Yen dizia à Mei pelo mensageiro que uma serpente verde servia como braço direito de Tao Shui, Qingqing, ela que está em Fujin e está comandando o avanço.

    Mei tinha tempo para se preparar, ela antes pretendia procurar Yen e agora sabia onde ela estava, mas não sabia se ela poder ainda estar viva quando chegasse lá, o que Mei poderia se agarrar era apenas a esperança de chegar lá a tempo, isso se ainda desejasse ir até Yen. Por outro lado, Yunnam logo seria um campo de guerra. Mei teria de tomar uma decisão entre, ficar e ajuda Yunnam na batalha que se sucederia, ir atrás de Yen e salvá-la do cárcere que agora estava imposta, ou fugir para se salvar deste confronto.
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    Semi-Deus

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    Re: Capítulo I - Os Dragões do Céu e os Dragões da Terra

    Mensagem por Lyvio em Seg Set 18, 2017 11:50 am

    Lord Barstein, com uma voz jovial e serena, respondia:

    - A total Obliteração da alma humana é algo ainda impossível de ser alcançada, Milorde... Ao menos, pelas vias da Taumaturgia, tal feito ainda é pesquisado por muitos Necromantes, inclusive a família Giovanni, um clã de minha espécie que há seculos fazia-se trilhar nos caminhos da Morte e da Alma. Os caminhos espirituais que a Taumaturgia Sanguina ainda é capaz de alcançar são limitados se comparado com a verdadeira feitiçaria dos mortos. A prevenção contra seres incorpóreos é o que de fato jaz nos efeitos do ritual taumatúrgico. É possível agendar uma reunião com a Família, Milorde... Mas precisaremos de certas garantias antes de tentarmos barganhar qualquer coisa com estes Mercadores da Morte, são gananciosos e excêntricos. Para fins de aprisionamento é uma tarefa possível, basta uma boa estratégia para atrair o inimigo.

    Excir ouve a resposta do Vampiro sobre suas indagações e pareci bastante interessado, afinal, se uma família se preocupava em estudar o que ele almejava seria interessante conversar com eles e saber seu preço, porém com a cautela devida:

    -Providencie todos os meios necessárias para nossas garantias, afinal, você os conhece mais do que eu e deve saber como se previnir, prevendo suas propostas e movimentos, você mais do que inteligente para isso Barstein, aleḿ disso, procure desenvolver algo plausivel e de fácil trato para por enquanto aprisionamento, converse com Lady Calidon e com ela procure alguns incorpóreos que possam servir de cobais para testes.

    Ambos, você e Lady Calidon já se mostraram de um potencial imenso quando trabalham juntos deixandeo suas diferenças de lado, quero que assim se mantenham.


    Excir encarava Barstein e Calidon demonstrando que mesmo com suas diferenças mantevessem a parceria que seria para o beneficio de todos.

    A fantasma posteriormente responde o que foi indagado por seu senhor.



    Lady Calidon dava um passo adiante, um passo tão leve e sútil que parecia que a fantasma mantinha-se a flutuar rente ao chão.

    - Milorde, venho a ter buscas de uma pessoa a quem a muito conheci em minha época de vida antes de tornar nossa antiga Dracônica o meu lar. Minha antiga mestra, a pessoa que me ensinou tudo que sei sobre Necromancia: Al Zaya, a Feiticeira de En-Dor. Com o apoio de minha antiga mestra, pretendo aprimorar nossas referências, estender nossos contatos com os seres Etéreos e fundar, com sua ajuda, rituais que possam auxiliar nossa proteção contra outras forças mágicas. Estou certa de que é uma opção mais segura e de um custo muito menor do que nos envolvermos com os vampiros da Família Giovanni. Infelizmente minhas ações estão sendo infrutíferas estando em Necrotia, pretendo realizar uma viagem para encontrá-la e traze-la para Necrotia como uma aliada.

    Excir ouve os esclarecimentos de sua ministra atento, ele estava curioso para saber o que ela pretendia, ao mesmo tempo observava-a tentando decifrar suas emoções, mas por enquanto só percebeu seu incômodo quando ele elogiou Lord Barstein o que parecia bom, afinal, essa rivalidade só estimularia uma maior dedicação para ambos mostrarem seu potencial. Excir só esperava que não passae disso.

    -Deveras interessante sua proposta Lady Calidon, creio que não há dúvidas quanto ao aumento de nossas forças com seres incorpóreos, infelizmente são raros, e por isso mesmo poderosos o suficiente para nos dar a vitória contra nosos inimigos, no entanto, temos que ter cautela quanto a quem contatarmos, assim como Barstein se preocupará em prever os movimentos dos Giavani  você deverá ter cuidado com Al Zaya. Se ela já estiver ciente de sua atual situação e mesmo assim continuou aceitando-a está tudo muito bem mas tenha cautela... Antes, fale-me mais sobre essa sua mestra preciso saber com quem estou lhe dando...


    Após, Excir vira-se para os demais, sua expressão era desconfiada e cautelosa:

    -É bom lembra-los que somos todos mortos-vivos, e alguém com muito poder necromântico pode tentar nos subjulgar de alguma forma, portanto quero Cautela triplicada quanto aos Giovani e quero que você também tenha o cuidado necessário Lady Calidon.

    Quero deixar claro também que NADA irá me impedir de alcançar minha vingança e que todas as possibilidades devem ser postas na mesa e analisadas, não podemos descartar absolutamente nada para nosso intento.


    A expressão do Dragão agora se contorcia em ódio demonstrando ainda uma determinação inquebrável para conseguir seu objetivo.

    Por fim, ele houve as palavras de Oseah, elas eram no momento as que mais interessavam a ele, os mulçumanos eram uma preocupação eminente e deviam ser rechaçados, para isso seria necessário recursos e Oseah, apesar de seu jeito isubordinado e carrancudo sempre se mostrou de uam eficiência incontestavel em seu oficio.

    Oseah prontamente dizia.

    - Nossos compradores são mercenários, criminosos, bastardos e desertores. Califas tem tentado sabotar o mercado negro em Sind, ao Leste do Mar Arábico, mas sem sucesso, a força da economia é mais poderosa que as entidades sagradas. Alguns dos meus homens tem conseguido fazer o intermédio com o disfarce apropriado, fazemos parte da mesa obscura do mercado em Sind. Nossa produção de ferro local está escaca, a maior leva minerada foi esgotada com esta ultima batalha, mas um contrato com um mercador em Sheesh Mahal está para entrar em vigor a fim de nos reabastecer. Nossas minas de carvão, reserva de madeira, contratos magicos, guarda e assassinato estão em pleno vigor pela Europa.

    -Muito bem, sua eficiência é incontestável Oseah, seus esforços tem trazido muitas beneces para Necrótia, e espero que continue assim. Quero que fique atento a estes califas...se estiverem atrapalhando muito, dê um jeito de também atrapalha-los inicialmente indiretamente com sabotagens das mais variadas que puder, caso não funcione, tome as medidas mais drásticas...

    Acelere  o contrato com este homem, precisamos de ferro para manter equipados nossos exércitos e torna-los mais letais, organize expedições alémm do que já conhecemos com a ajuda de Sir Melkir para buscar mais reservas e recursos.

    Diga a ele que prepare homens para essa exploração. Além disso o mundo está em guerras constantes do norte ao sul e do leste ao oeste, sem dúvidas vilarejos e povoados estão sendo dizimados encontre-os e transformem os corpos em nosso exército, Crianças, homens, mulheres, idosos e inclusive animais devem ser convertidos, reerguam esses locais como braço de Necrótia, transformando-os em fortalezas de modo que consigam crescer como sob nosso comando.



    Assim que tudo se encerra, ele chega a té a Garganta do Mundo cumprimenta os demais e percebe o intento de Khail'Lael, afinal, se ela queria falar apenas com seu irmão a só, não esperaria que ele chegasse, por fim, assim que ela segue, ele vai atraz dela.
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    Re: Capítulo I - Os Dragões do Céu e os Dragões da Terra

    Mensagem por isaac-sky em Seg Set 18, 2017 4:26 pm




    Mei parou no rio para encher seu cantil e para descansar. Estava a manhã inteira correndo, flutuando sobre a floresta, numa corrida desesperada. Mas seu coração pesado não permitia escolher o destino de sua corrida.

    O mensageiro mais cedo havia lhe dado a notícia: Yen, sua amada amiga, estava em perigo. Mas sua vila também estava, com a aproximação do imperador morcego.

    Mei se sentou sobre as rochas, colocou as mãos sobre os joelhos e ficou observando a água enquanto pensava.
    Era o último ponto do caminho onde poderia escolher entre Yunnan ou Yen.

    Parecia que foi ontem quando as duas andavam juntas no lago próximo a Yunnan:

    Spoiler:



    -Ei ei Yen! Olha! - Mei flutuava acima do lago enquanto Yen a observava da terra firme. Ela havia acabado de aprimorar a técnica dos artistas marciais de Yunnan, a habilidade de usar o vento e flutuar seu corpo - Wohooooo

    E Mei estava se divertindo com isso.

    Yen sempre fora mais séria, mais contida, talvez não somente por conta de ser mais velha que Mei, mas por seu sangue nobre. As duas eram tão unidas nessa época que era quase impossível ver uma separada da outra.

    [Yen]:Vai acabar caindo na água, Mei - como se a garota visse o futuro Mei perdeu o fluxo de vento e tropeçou diretamente caindo no lago.

    Ensopada a garota saiu da água e se aproximou de Yen, a cara emburrada como a de uma criança contrariada.
    Yen quase conseguiu disfarçar o riso.

    Mei correu, de encontro a Yen, a molhando também.
    -Hahahahaha, ri de mim agora! - as duas rolaram no chão rindo. Eram como duas crianças, mesmo agora que começavam a se tornar moças.
    [Yen]: Saia, saia de cima de mim Mei. Quantos anos você tem mesmo? - Mei a soltou e as duas se sentaram na grama.
    -Dezesseis, sua velhinha - respondeu Mei mostrando a língua.

    As duas ficaram ali, admirando a vista do lago.

    -Sabe o que ia cair bem agora?
    [Yen]:Deixa eu adivinhar, comida.
    -Como sabia!? - ela parecia surpresa, mas a amiga sabia que Mei fala sobre comida metade do tempo - Deu uma saudade daqueles pastéis que você sabe fazer!
    [Yen]:Da última vez eu não consegui comer nenhum, já pensou em como pode acabar ganhando peso?
    -Poxa Yen, só porque são tão bons- Mei fazia uma cara de choro.
    [Yen]: Está bem, está bem. Mas precisa pegar leve, afinal você é uma artista marcial, tem que estar em forma.

    Os olhos de Mei brilharam e deu um grande sorriso. Abraçou sua amiga novamente.

    -Um dia eu caso com você pra comer pastel todo dia! - as duas riram.

    Uma era o suporte da outra. O mundo da outra. E agora o mundo delas, e o real, desmoronava aos poucos.


    ”O que eu faço? Yunnan vai acabar no meio da guerra, mas a Yen...a Yen está sozinha. Yunnan tem os mestres, os lutadores. Por que eu não posso estar em dois lugares ao mesmo tempo?”

    Mei se levantou, tirou o bastão das costas e o admirou por alguns instantes: é encravado com os símbolos da escola de Yunnan.
    ”Eu vou salvar a Yen, mas eu prometo, eu vou voltar pra vila. Pai, mãe, olhem por mim do além, eu vou seguir o meu coração”

    Colocou o bastão nas costas e olhou na direção da vila onde estaria Yen. Respirou fundo e saltou, voando com o fluxo do vento.

    Ela lutaria pela amiga, por quem amava.
    Neith
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    Re: Capítulo I - Os Dragões do Céu e os Dragões da Terra

    Mensagem por Neith em Ter Set 19, 2017 8:20 pm

    “Permanecia com o olhar fixo no gato enquanto decidia o que fazer e questionava-me a quanto tempo ele estaria ali, parado e observando. Se ele está ali a tempo suficiente há uma chance de ter visto o que acontecia aqui enquanto eu estava presa naquele... ‘sonho’. Não! Aquilo não foi um sonho. Foi algo mais... mas, o que? Se eu estivesse acordada eu apostaria que estava em uma de minhas visitas acidentais à eventos passados. Mas, mesmo que fosse... Eu teria as mesmas dúvidas: O que é o Homem Vermelho? Como ele conseguiu afetar-me daquela forma? Quem é a idosa? O Que é Xennadh? Que vilarejo é... Hum... Se um evento assim de fato tivesse ocorrido o solo estaria marcado de um modo místico e talvez seja possível encontra-lo magicamente. Além de que deveriam haver boatos a respeito, lendas no mínimo.  Eu preciso investigar isso, mas é melhor eu cuidar desses gatos primeiro. Antes que chamem demasiadamente a atenção para mim.

    Sem tirar os olhos do animal concentro-me na tranca da janela e visualizo-a movendo-se. No momento em que escuto o destravar de seu fecho mentalizo a janela abrindo-se de forma lenta e sútil; afinal não desejava espantar o gato. Aquilo tinha que significar algo, pois estava longe de representar um evento natural e aleatório. Embora ainda não soubesse exatamente como eu pretendia achar um meio de usar aquele animal para conseguir descobrir o que estava os atraindo daquela forma. Apesar de meus esforços o gato se assusta e por um momento pensei que ele sairia correndo, mas embora agisse de forma cautelosa e desconfiada o bravo gatinho aproxima-se. Esboço um leve sorriso ou pensar na bravura do gato acompanhando-o com o olhar.

    Quando o animal continua a procurar por sinais de perigo e ignora-me questiono se não estaria exagerando em minhas desconfianças e é nesse instante que o gato salta para dentro do quarto e cautelosamente inicia uma aproximação. Eu permanecia imóvel apenas o observando quando noto que mais três surgem atrás da janela. O comportamento daqueles gatos não era comum e definitivamente aquilo merecia alguma atenção. Algo estava atraindo-os até mim a grande questão era: O que? Por um instante penso no amuleto do Conde, mas eu já estava em posse dele no acampamento dos Ladari e não faria muito sentido. Embora me sentisse idiota tentando comunicar-me com aqueles gato eu tento novamente.”


    Clarita – Vocês estão atrás de algo. Mostre o que querem.

    [Resumo]:
    Poscognição – Ayla tentará em algum momento usar poscognição para saber os caminhos que aquele gato percorreu até chegar ali. Tentando encontrar se haveria alguém por trás daqueles gatos ou alguma possível pista do momento em que passou a atraí-los tentando descobrir o que os atraiu.
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    Re: Capítulo I - Os Dragões do Céu e os Dragões da Terra

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