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    [Introdução] - Um caminho sem volta.

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    bitenco
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    Garou de Posto Cinco

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    [Introdução] - Um caminho sem volta.

    Mensagem por bitenco em Qua Set 13, 2017 4:57 pm

    Toril! O planeta que um dia foi conhecido pelas línguas arcaicas como “Berço da Vida”, hoje é lar de inúmeras formas de vidas nos seus continentes e ilhas. Dentre eles os mais conhecidos são Faerûn, Kara-Tur e Zakhara. Estes três unidos compõe o maior continente conhecido. Cada qual com suas peculiaridades de cultura, fauna e flora. Contudo foi a região de Faerûn que ganhou mais renome dentre as três por concentrar uma quantidade absurda de seres com poder para moldar o terreno a sua vontade e até mesmo enfrentar os próprios Deuses. Estes seres ganharam o título e as habilidade de um Escolhido.

    Ano de 1371 do calendário do Cômputo dos Vales (CV) “O Ano da Harpa Emudecida”, Mês Nightal “A Nevasca”, Dia 20

    Na borda norte das montanhas de Evereska, um dos últimos lares de elfos da região norte, o Guardião das Tumbas chamado Galaeron Nihmedu – elfo da lua atípico com uma estatura elevada e um corpo sólido de aparência grosseira e abatida pelo tempo – fazia sua patrulha em uma cripta anciã dos Setes Nobres Aryvandaaran, lordes responsáveis pelas Primeira Guerra da Coroa. Durante sua rota ele notou a pegada de humanos recentes e foi atrás delas pelas tumbas adentro, se deparando com um bando de humanos de Vaasa e um arquimago chamado Melegaunt Tanthul vasculhando um grande véu mágico prateado que parecia servir como barreira.

    Os dois rapidamente entraram num conflito mágico, Galaeron usando a Trama e Melegaunt usando a Trama das Sombras. Quando as magias se chocaram uma grande explosão tremeu toda a cripta abrindo fissuras e provocando pequenos desmoronamentos. Os dois não podiam parar e continuaram o conflito em meio a poeira dando origem a mais um choque. Desta vez a barreira mágica que sofreu o impacto, estilhaçando-se e liberando os seres que nelas estavam aprisionadas: os temíveis phaerimms – uma poderosa, má e anciã raça.


    Os dois tiverem que cessar o combate em vista de um novo inimigo em comum e voltar todos seus esforços para deter os novos monstros. Apesar das habilidades com armas e magia de Galaeron, foi a Trama das Sombras de Melegaunt que trouxeram os maiores resultados do combate. Permitindo até mesmo que eles resgatassem um ser gigante que estava aprisionado junto dos phaerimms. Um grupo inusitado então se formou desta fuga com o líder dos humanos de Vaasa, o Guardião das Tumbas, A sombra e o Gigante.

    Quando o grupo recém-formado estava longe dos perigos, Galaeron pediu para que o mago o ensinasse a Trama das Sombars para poder ser mais eficaz contra as criaturas. E é claro que Melegaunt não se recusou e logo propagou suas habilidades. Contudo o elfo foi mais fundo do que o mago imaginava, sendo consumido na mesma proporção que ele usava a Trama das Sombras nos combates que vieram. Suas emoções se embaralharam, o auto-controle foi perdido, sua lealdade foi mexida, mas o pior dos efeitos foi perder a Reverie – o estado meditativo que os elfos compartilham.

    1372 CV “O Ano da Magia Selvagem”, Martelo “O Inverno Profundo”, Dia 1

    Tudo parecia meio perdido para eles quando Melegaunt foi ao encontro de uma Bruxa na Floresta Alta para que ela os guiassem até as Ruinas de Karsus. O intuito era achar algo que derrotasse os phaerimms, mas foi o mago que foi derrotado pelo inimigo que lá residia. Antes de morrer o esperto mago levou toda sua consciência para o elfo, permitindo-o saber a história completa dos Vultos e quem era de verdade o mago – o Príncipe desta Raça banida a muito tempo pelos seus erros mágicos, os Nethereses. Assim colocando na cabeça de Galaeron que os Vultos aprisionados eram os únicos com poderes suficientes para deter os phaerimms.

    OUÇA-ME AGORA, POVO DOS VULTOS. SIGAM-ME AGORA, POIS O RETORNO ESTÁ EM MINHAS MÃOS!

    Galaeron Nihmedu preparou o ritual junto da Bruxa, que havia conseguido os restos do líder da Ruína como queria, e ambos proferiram palavras de conjuração. Contudo foi apenas o elfo que levou as mãos aos céus e proferiu o encanto final trazendo a Pedra Karse em sua mão direita. Nos céus de Faerûn um grande portal negro se abriu trazendo a escuridão por todo o lugar. De dentro uma gigantesca montanha de picos para baixo voava pelo céu escuro. Em sua plataforma uma cidade reinava. Os antigos nethereses, e agora vultos, estavam de volta ao Plano Material e prontos para resgatarem seus anos de banimento.


    A Cidade Sombria logo quando surgiu foi em direção ao grande deserto, pois já sabia que era lá seu antigo lar e o tumulo dos seus conhecimentos. Durante um bom tempo seu foco foi enfrentar os Phaerimms que residiam lá e impediam seu avanço, assim como Galaeron queria. Contudo esta verdade não durou por muito tempo. Alguns meses depois os Vultos começavam a agir fora do deserto. Primeiro foi a recusa da aliança com Águas Profundas e logo em seguida os atos de derretimento do Gelo Alto e da deformação das Terras centrais.

    O Elfo Guardião das Tumbas não podia deixar seus atos de lado e foi a procura de Cormyr trazendo provas sobre tudo que estava acontecendo. A região ficava também fronteiriça ao deserto e provavelmente seria os próximos a receberem os avanços dos vultos. Eles então começaram a se organizar para tentarem impedir a Cidade Sombria. Esta que já tinha colocado os pés até mesmo em Myth Drannor.

    Quando as preparações de Cormyr começavam a chegar a sua parte final para tentar sua investida, a Cidade Sombria havia agido mais rápido e logo marchou até Tilverton numa espécie de contra-ataque. Vangerdahast, o Mago Real de Cormyr, não podia deixar isso acontecer e antes que seu exército chegasse ao local, ele preparou sua arma mágica de tamanho poder e disparou contra o exército de vultos. A interação mais uma vez da Trama das Sombras com este poder lançado desencadeou uma onda de energia espetacular que destruiu tudo em volta. O que sobrou do impacto foi um espaço côncavo e negro coberto por escuridão profunda.

    Eleasias “O Alto Sol”, Dia 2

    A Cidade Sombria já havia ido longe demais com suas destruições e manipulações do terreno. Alguém deveria fazer alguma coisa. Alguém que tivesse o poder o suficiente para enfrentar uma cidade inteira de Vultos descendentes de Magos superpoderosos que estavam recuperando tudo que era deles por direito. E o único que se sentia capaz de fazer isso era Elminster Aumar e seu grupo de Escolhidos de Mystra, a Deusa da Magia. Junto do Elminster foram Khelben Arunsun, Laeral Silverhand, Alustriel Silverhand, Dove Falconhand, Storm Silverhand.

    Foi uma batalha intensa dentro dos muros da Cidade Sombria e próximo aonde estava bem protegido o Mythallar que permitia o voo daquela grande estrutura e garantia suas proteções. Os Escolhidos de Mystra usaram tudo que tinham para combater a Trama das Sombras, mas ainda sim suas magias pareciam não surtir muitos efeitos. A não ser pelos choques provocados pelo encontro das Tramas e as rupturas provocadas no tecido dos planos e nas próprias estruturas físicas do lugar.

    Para olhos não-treinados apenas clarões de diferentes cores se colidiam com as sombras do lugar diminuindo sua intensidade. Vultos pareciam cair enquanto os seis Escolhidos permaneciam de pé enfrentando aquela batalha arduamente. Elminster entretanto era um dos poucos que não conseguia usar todo seu potencial, pois havia uma mulher de cabelos castanhos e pele branca escondida atrás de escombros e usava o mago como protetor.

    No meio do combate um grande estrondo se rompeu vindo do Mythallar. Uma rachadura apareceu em suas faces cristalizadas e o poder das sombras colidiu com toda a Trama que estava no lugar abrindo uma fenda nos planos de existência. De dentro da fissura uma ambiente diferente apareceu como uma paisagem numa janela. Eram terras sem vida com rios vermelhos e chamas ardentes, fazendo clarear até mesmo o ambiente dos vultos. Os segundos pareceram parar enquanto todos arregalavam os olhos com o que havia acabado de acontecer.

    O INFERNO ESTAVA ALI!

      Data/hora atual: Sab Out 21, 2017 8:12 am