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    [Lars-Gaehlia] O Porto

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    [Lars-Gaehlia] O Porto

    Mensagem por Bravos em Ter Set 26, 2017 11:06 pm

    Proximidades da Zona Portuária

    Aventura 2 - Primeiro dia

    Yaha Sooth




    Três dias se passaram desde que quase morrera na Universidade. Era o primeiro-segundo do oitavo mês. Yaha deixou para trás Nadyne e buscou um refúgio. Andando pela cidade, acabou indo parar nO Porto. A zona portuária de Lars-Gaehlia era bastante viva nas primeiras horas da manhã até o entardecer. Inúmeras pequenas embarcações iam e vinham sem parar. Dali saíam barcos para Iv-Loah todos os dias. Para Lars-Friehba pelo menos uma vez a cada dois dias. E para Iv-Miralie, Iv-Mael ou Meriba pelo menos uma vez por semana, quando não mais. Não era inusitado haver também grandes embarcações vindas do continente ou de outras ilhas. Trazendo mercadorias e levando caixas e mais caixas de elementos alquímicos e manufaturados alquímicos, que afinal, eram a grande jóia de Johas.


    Porém, depois que a noite cai, O Porto fica vazio. Lugar de transgressões e de crimes. De transações suspeitas e de gente que você prefere não olhar duas vezes. É verdade que ali havia também algumas hospedarias e mesmo moradores, mas esses evitam sair depois que anoitece. Mesmo os donos de hospedariam aconselham veementemente permanecerem em seus quartos, isto quando não trancam a porta sem dizer mais nada. Foi numa dessas hospedarias que Yaha encontrou abrigo. Quase não entrara, pois já anoitecia. Dera sorte que o dono tivera piedade do seu corpo lamuriado.


    No dia seguinte havia acordado bem melhor. A poção havia auxiliado bastante em sua recuperação. Conseguira ali alguns bicos, sobretudo lendo as notas e verificando as mercadorias que chegavam e partiam. Saber ler era um diferencial, mesmo em Johas. De forma que juntou algum dinheiro, e aproveitando-se de estar nO Porto, conseguiu adquirir alguns livros antes mesmo de chegarem nas lojas. Estar afastado da Universidade o tranquilizava e, de certo modo, sentia-se até levemente feliz por - inicialmente - estar vivo, e em seguida, por se sentir vivo naquele lugar.




    @Linkcronus começamos tua segunda aventura aqui. Pense como um jogo de Sandbox. Diferente da primeira aventura, não tenho quase nada programado, quero que os personagens busquem seus interesses, vocês já não são uns zé-ninguém. Então vai interpretando o que o Yaha vai querendo fazer e vamos desenvolvendo o jogo a partir disso. Diferente da primeira aventura que aconteceu toda em um dia, nessa se passarão quantos dias forem necessários haha

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    Re: [Lars-Gaehlia] O Porto

    Mensagem por Linkcronus em Qua Set 27, 2017 1:59 am

    Off:
    Eba! Tô ansioso pro que pode acontecer! Vamos lá!

    Foram dias e noites sombrios. O jovem estudante foi informalmente expulso pela universidade, ou pelo menos é assim que ele escolheu entender a tentativa de homicídio por parte de Dohr Jaereo. O que lhe restava na vida se não os livros? Em vários momentos lembrou-se da mãe. Lembrou-se do futuro que sempre lhe foi programado, o futuro que construiram meticulosamente para ele como única saída possível para a vida. Yaha só poderia ser uma pessoa plena caso se tornasse um cientista, um docente, enfim, um acadêmico de renome. E agora, o que lhe restava?

    Passou a primeira noite numa hospedaria na zona portuária com esses pensamentos fortes como uma crise de identidade. Felizmente o dono da hospedaria aceitou sua presença ali desde que oferecesse trabalho na forma de leitura, uma das atividades que o destacavam da maioria. Nesta noite, após muito remoer, decidiu que ainda poderia se tornar uma pessoa plena mesmo que por linhas tortas. Mentes mais mesquinhas, mais vingativas, certamente pensariam em fazer Jaereo sofrer, mas não Yaha. As pessoas que o traíam deixavam de existir assim que não lhe oferecessem mais perigo, dessa vez não foi diferente. Pelo menos parcialmente, pois o ocorrido serviu para que ele percebesse que o mundo mudou e sua adaga não seria o suficiente para protegê-lo. O mundo não é mais lugar de paz com pequenos focos de violência. Não, não, o mundo agora é um local que permite construções feitas a partir de pele e órgãos de seres vivos. O mundo permite rituais assustadores que usam da vida para invocar a angústia, o medo, a morte. O Nada.

    E Yaha precisa saber se proteger do Nada.

    Lembrou-se dos estudos em magia que viu de relance diversas vezes na universidade. Arrependeu-se de pensar que numa universidade isso seria desnecessário, que ele poderia focar em matérias mais pacíficas que o interessassem mais. Pois ele estava errado, e agora saber invocar bolas de fogo, saber disfarçar sua aparência, saber respirar de baixo d'água, saber andar pelas paredes como se andasse pelo chão, saber sentir aura mágica... Tudo isso fazia falta no novo mundo real, e muita. E assim decidiu que se tornaria um grande acadêmico de renome, sim. Em magia. Se tornaria intelectualmente e fisicamente poderoso. Para isso precisava encontrar pessoas dispostas a ensiná-lo que não tivessem ligação com a academia. Era bem tarde da noite quando Yaha chegou a essa conclusão: imediatamente sentiu o cansaço do dia, o sono veio como um tufão e ele se deixou levar para o mundo dos sonhos.

    Sonhou que era um pássaro voando pelo céu vermelho. Formas grotescas o miravam lá de baixo. Apenas o olhavam de forma ameaçadora sem se mover. Ele tinha a sensação de que poderia ser abatido a qualquer momento... Quando de repente notou no horizonte diversas colunas acinzentadas que subiam para o céu de forma retorcida, como se fossem se encontrar num mesmo ponto. Aterrorizado com a visão das colunas, Yaha deu meia volta, dando de cara com sua mãe. E acordou.

    Durante os próximos dias ele cumpriu com o combinado e ganhou uns trocados lendo notas e verificando mercadorias. Dessa forma teve acesso a livros de magia antes mesmo de irem para suas lojas! Durante o dia, trabalhava, durante a noite, lia, estudava magia e até ficar exausto e dormia. Dessa forma quando chegou o primeiro-segundo do oitavo mês, Yaha se sentia apto a invocar alguns feitiços básicos! Mas sabia que estava próximo do seu limite com o autodidatismo.

    Decidiu que hoje iria para o porto checar as mercadorias como de costume, mas aproveitaria para perguntar tanto para seu empregador quanto para a pessoa que conseguiu acesso aos livros de magia se conheciam alguma pessoa que consumia esses mesmos livros sem ter nenhuma relação com a universidade. Não se importava que fossem de outra cidade, ele estava disposto a se aventurar, a se descobrir, a se aprimorar.

    Com essa ideia em mente, Yaha deixou a hospedaria e seguiu rumo ao porto.
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    Re: [Lars-Gaehlia] O Porto

    Mensagem por Bravos em Qui Set 28, 2017 12:26 pm

    Proximidades da Zona Portuária

    Aventura 2 - Primeiro dia

    Yaha Sooth


    Tomou café cedíssimo e foi para O Porto. Estava trabalhando na segunda doca, onde atracavam barcos maiores, e onde necessariamente precisavam de mais fiscalização com as mercadorias. Ela ficava mais a oeste, fazendo com que Yaha passasse diante de quase todas as outras docas. Fazia o percurso pela orla, vendo os demais trabalhadores e enchendo o pulmão de ar salgado fresco vindo do mar. Chegava logo, menos de 500m separavam sua hospedaria do seu novo trabalho. O sol começava a se levantar, iluminando o percurso que ainda estava um pouco escuro, se não fossem as luzes alquímicas distribuídas pela cidade.


    Chegou quando o seu empregador estava abrindo o cadeado pesado que fechava o galpão. Era um senhor corpulento, de pele curtida pelo sol e com as primeiras marcas de cabelos brancos aparecendo próximo às orelhas e ao pequeno topete que levava. Se vestia de maneira simples, embora tivesse um rendimento invejável com sua atividade. Usava praticamente a mesma roupa dos carregadores, suja de graxa e outros fluídos. Com ele estava Strirt, um goblin que era como um contínuo do lugar. Ele ajudava Ezra, o empregador, na supervisão geral, atuando mais como um X-9 que como um supervisor.


    - Bom dia, Yaha! Chegaste cedo. Bom! Teremos uma chegada grande hoje, por isso precisaremos esvaziar o galpão o mais rápido possível. E para isso precisamos que você verifique se está tudo em ordem. - Ezra era um homem trabalhador e que pensava constantemente no trabalho. Decerto cria que os demais também faziam o mesmo. Abriu o grande portão metálico, que deixou entrever o galpão que tinha inúmeros caixotes cobertos por panos surrados que um dia haviam sido brancos, mas hoje estavam de um amarelo irreversível. Strirt entrou no galpão cantarolando alguma coisa que Yaha não foi capaz de compreender.  



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    Re: [Lars-Gaehlia] O Porto

    Mensagem por Linkcronus em Sab Set 30, 2017 9:20 am

    Durante a caminhada até o porto Yaha tinha o costume de se perder em suas memórias, particularmente sobre os estudos em magia. Mentalizou o funcionamento da magia Distorcer Aparência. Sabia que ela poderia ser extremamente útil caso entrasse em alguma situação de risco como na universidade. Inclusive, todo o ocorrido três dias atrás encorajou seu aprendizado de magias na tradição alteração. Yaha notou que poder passar despercebido ou fugir de situações desagradáveis através do uso de magia poderia ser tão, se não mais útil do que ter força bruta.

    Chegou no local de trabalho em meio a devaneios. Logo notou Ezra com sua animação habitual para com o trabalho. O jovem humano gostava do senhor seu empregador, percebia algo de honrado na forma que ele colocava o trabalho como prioridade em sua vida. Definitivamente Yaha não compartilhava de sua paixão, mas podia admirar a honestidade do homem nesse âmbito, visto que diferente dele, Ezra não parecia querer apenas dinheiro com sua ocupação. Talvez fosse o aquilo que dava sentido para sua vida?


    E pensar que cada pessoa no mundo busca sentido para sua vida de uma forma completamente diferente... Incluindo esse aí.

    O pensamento com tom de deboche era destinado ao goblin Strirt. De modo não confesso, Yaha possuía um preconceito contra goblins. Acreditava que eram pequenas criaturas gananciosas e traiçoeiras: a qualquer minuto poderiam esfaquear suas costas por um punhado de centavos de cobre. Strirt estava um pouco abaixo, pois além de sua opinião preconceituosa, ainda tinha que lidar com o fato da criatura ser um belo de um fofoqueiro do pior tipo. Yaha podia jurar que ele sentia prazer em ferrar os outros. Talvez esse fosse o sentido da vida para ele? Ver os outros sofrerem, como um sádico covarde?

    Afastou os pensamentos, respirou fundo e buscou uma voz animada:


    - Bom dia. Perfeitamente, Ezra, pode contar comigo. - Hesitou alguns segundos, mas logo adicionou. - Tudo bem se conversarmos um pouco após o expediente?

    Sabia o quanto seu empregador valorizava um trabalho bem feito, por isso calculou que teria mais chances de obter informações úteis após trabalhar arduamente durante o dia. Ninguém poderia acusá-lo de ser preguiçoso (pensou em Strirt, com raiva), além de quê, nunca se sabe o que pode encontrar num dia de trabalho. Quem sabe mais livros interessantes? E um último, mas não menos importante ponto: Yaha não negava oportunidade de ganhar dinheiro por seus dons.
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    Re: [Lars-Gaehlia] O Porto

    Mensagem por Bravos em Sab Set 30, 2017 6:49 pm

    Proximidades da Zona Portuária

    Aventura 2 - Primeiro dia

    Yaha Sooth


    Enquanto Yaha ia falando com Ezra ele já havia entrado no galpão e já estava carregando coisas de um lado pra outro. De fato o tempo para ele era usado para dedicação no trabalho. De longe vira Strirt saltitando nos jiraus no alto do galpão. Yaha sentiu que quando ele falou que queria falar com Ezra, Strirt o estava observando com seus olhos esbugalhados e um tanto quanto opacos.


    - Fale-me logo, garoto. Nada é pior do que um funcionário com uma preocupação na cabeça durante todo o expediente. Esquecem as coisas, deixam passar erros, derrubam pesos sobre os pés... Todo tipo de desgraça... - Dizia tudo isso andando de um lado para o outro. Já havia deixado a caixa que tinha pegue e agora estava vendo os papéis do dia numa pequena prancheta.



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    Re: [Lars-Gaehlia] O Porto

    Mensagem por Linkcronus em Sab Set 30, 2017 7:16 pm

    Vendo que sua estratégia já tinha ido pela culatra, Yaha muda para uma que denotasse eficiência.

    - Ah, não é nada demais, nada que me preocupasse! Só queria saber se você, com todas as pessoas que conhece graças ao trabalho, teria encontrado alguém que se interessa por livros de magia ou saiba alguma feitiçaria. Estava lendo uns livros sobre o assunto e gostaria de ter alguém com quem conversar sobre.

    Se explica, sem graça. Não queria parecer que o assunto fosse mais grave do que realmente era. Observou Strirt com o canto dos olhos, sem dar muita atenção para o goblin, mas também sem perdê-lo de vista. Se aproxima da caixa que Ezra havia trazido e olha, sem dar muita atenção, atento para a resposta do empregador. Não gostaria de manter a conversa por muito tempo, estava decidido a trabalhar e fazer Ezra orgulhoso naquele dia.
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    Re: [Lars-Gaehlia] O Porto

    Mensagem por Bravos em Dom Out 01, 2017 3:21 pm

    Proximidades da Zona Portuária

    Aventura 2 - Primeiro dia

    Yaha Sooth


    Ezra parou o que estava fazendo e fixou o olhar com mais atenção no jovem a sua frente. Parecia que a vida dele havia sido suspensa por um momento. Depois, levou os dedos roliços a cabeça e a coçou por um instante, deixando seus olhos baixarem como se estivesse procurando na memória algum nome.


    - Olhe... Normalmente eu lido com o transporte, mas sei que há muita venda de livros de magia no Centro. Tudo muito caro, é claro. Exceto os livros de alquimia e magia rúnica. Esses são feitos aqui e são vendidos caro lá fora. Em Lars-Verumdor você encontraria os maiores alquimistas de Johas e, consequentemente, do mundo. Agora... Não é só no Centro que se vende artigos mágicos. No Dédalo Mendicante se vende de tudo. Inclusive coisas sobre magias que nunca deveriam ter sido descobertas. Sugiro que fique longe de lá e se atenha às coisas direitas. - Ele pareceu soturno com o último conselho. Parecia até ter se arrependido do que havia dito. - Esqueça o que eu falei do Dédalo, fique longe de lá. Agora, ao trabalho!


    A vida e o vigor do trabalho pareceu voltarem ao seu rosto e logo ele pegava a caixa que estava diante deles e começava a levar para algum outro lugar. Com um gesto, indicou a prancheta e o carregamento que estava bem no meio do galpão. Eram as mercadorias que precisavam ser verificadas logo, antes que chegasse o navio que aportaria hoje.




    @Linkcronus depois que vc postar reagindo à Ezra e verificando as mercadorias, role um teste de percepção com 1 dádiva.

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    Re: [Lars-Gaehlia] O Porto

    Mensagem por Linkcronus em Dom Out 01, 2017 7:36 pm

    Yaha ouviu a resposta de seu empregador com atenção. Por sorte era do tipo que tinha uma boa memória. Nas aulas na universidade ele era um dos poucos estudantes que levavam prancheta e folhas para anotar as aulas, mas raramente as utilizava. Seus colegas sempre preenchiam folhas e folhas com facilidade, como se fosse possível reler e estudar tudo aquilo mais tarde. Não. Yaha confiava mais em sua memória, anotava apenas palavras chaves e consequentemente se dera bem em sua vida acadêmica. Portanto, memorizou cada informação recebida, atentando para a última informação.

    Pobre Ezra. Quando se fala dessa forma o efeito é o oposto: minha curiosidade de ver o que tem nesse Dédalo Mendicante se multiplicou!

    Riu internamente. Mas, apesar da curiosidade, o jovem sabia que potencialmente encontraria mais problemas do que soluções para seu objetivo. Lars-Verumdor parecia o melhor objetivo, pois lá estaria longe das garras da universidade e estaria envolto por pessoas sábias no caminho da magia e alquimia, certamente não seria difícil encontrar alguém que pudesse auxiliar seu estudo. Só tinha um único problema. Um que o fez estremecer bem como o fez suar frio. Faz 11 anos que não pôs os pés novamente em Lars-Verumdor, desde aquele fatídico dia. A possibilidade de reencontrar sua mãe enquanto estivesse lá o fez considerar desistir da ideia. Lembrou-se vagamente de um sonho que teve duas noites atrás em que sua mãe aparecia... Parecia uma premonição das mais irritantes.

    Percebeu que estava devaneando, se deu dois tapas de leve no rosto e foi pegar a prancheta.


    - Obrigado pela informação.

    Agradeceu de forma seca e ríspida. Por mais que se esforçasse a ser mais sociável, era impossível se vigiar o tempo todo (além de desgastante). Passou os olhos pela prancheta e foi até as mercadorias. Fez o máximo possível para tirar o pensamento do futuro e focar no trabalho aqui no presente.
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    Re: [Lars-Gaehlia] O Porto

    Mensagem por Bravos em Seg Out 02, 2017 10:38 pm

    Proximidades da Zona Portuária

    Aventura 2 - Primeiro dia

    Yaha Sooth


    O trabalho no galpão não era nada interessante, consistia em ler as descrições das mercadorias, conferir se elas chegaram de fato, contar tudo e começar a despachar para os destinatários. Era bastante tedioso para falar a verdade.


    Naquele momento estava quase terminando a verificação. Notou então que faltava uma caixa. Uma caixa pequena, segundo o descritivo da nota. Porém pesada, segundo o mesmo descritivo. Achou estranho. A caixa, pelas medidas descritas, tinha 40 centímetros de largura por 40 de profundidade e por 30 de altura. Era uma caixa que, usualmente, até Yaha poderia levar. Porém, lá dizia que ela pesava quase trinta quilos. Era absurdamente desproporcional.


    Resolvera contar de novo. Recomeçou do início e após toda a verificação, continuava faltando a caixa. Caminhou pelo galpão a ver se ela não tinha se misturado com outras mercadorias, mas aparentemente todas as demais estavam em ordem. Tentou também puxar na memória algum comentário dos carregadores sobre aquela caixa no dia anterior, porém não se lembrou de nada. Refletia sobre isso quando viu Strirt o observando de perto das mercadorias que ele tinha verificado. Quando o goblin notou que Yaha o via também, abriu um sorriso de escárnio e saiu saltitando e guinchando - ou poderia ser aquilo uma risada. Foi então que Yaha notou, exatamente onde o goblin estava de pé há poucos segundos, havia uma marca no chão. Aproximou-se e viu que era uma marca sutil de poeira, envolta de um quadrado perfeito de 40 por 40. A caixa estivera ali.



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    Re: [Lars-Gaehlia] O Porto

    Mensagem por Linkcronus em Seg Out 02, 2017 11:56 pm

    O estudante ficou sem entender o que estava acontecendo. Seu cérebro já havia computado a possibilidade mais provável dentre os acontecimentos, entretanto ainda assim uma coisa não estava nada clara: o motivo. Sabia que Strirt não era flor que se cheire, mas daí a simplesmente roubar mercadoria? E então se deixar ver? E só então sair correndo?

    Qual a finalidade disso? -  indagou-se.

    Contudo, não podia deixar passar. Ponderou qual a melhor forma de prosseguir, inicialmente pensava em dedurar o acontecido para Ezra. Foi quando notou a similaridade do seu ato com a função de Strirt que ficou irritado e resolveu tomar outro caminho: o de seguí-lo e forçar uma resposta.

    Seguiu atrás de Strirt com velocidade e cautela, pois sua desconfiança dizia que aquilo poderia ser uma armadilha. Lembrou-se dos feitiços que havia treinado. Se a oportunidade surgisse não hesitaria em usá-los.
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    Re: [Lars-Gaehlia] O Porto

    Mensagem por Bravos em Qui Out 05, 2017 9:45 am

    Galpão de Ezra

    Aventura 2 - Primeiro dia

    Yaha Sooth


    Tratou de ir atrás do goblin maldito. Ele andava naquele galpão como um patrulheiro anda no meio da floresta. Parecia driblar as caixas com uma destreza sobrenatural, aparecendo de súbito em um outro ponto. Contudo, aquilo não impressionava mais Yaha. O impressionou da primeira ou segunda vez, mas depois disso, não mais.


    Com paciência foi perseguindo-o de longe, até que, como num xadrez elaborado, conseguisse restringir seus movimentos. Quase trinta minutos mais tarde, Yaha o encurralou entre uma parede e caixas empilhadas. - Por que me persegues, filhote de professor? Me deixe brincar!


    Sua voz era gralhada e estridente, profundamente irritante. Yaha se perguntava porque Ezra queria aquela criatura detestável por perto.



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    Re: [Lars-Gaehlia] O Porto

    Mensagem por Linkcronus em Qui Out 05, 2017 7:34 pm

    Pensou em desistir algumas vezes durante a perseguição, pois o tempo que perdia em busca do goblin, poderia estar usando trabalhando e deixando o Ezra mais orgulhoso, consequentemente, mais generoso nas informações. Entretanto se forçava a continuar com o pensamento de que o sumiço da caixa seria ainda mais grave se não remediado.

    Quando finalmente conseguiu encurralá-lo, teve que ouvir o desaforo da pequena criatura. Sua vontade era de socá-lo, mas se conteve, não ganharia nada partindo para violência como um bárbaro.


    - Nem comece, larápio. O que fez com a caixa que está faltando? Eu te vi e sei que foi você, nem tente mentir.

    Interrogou o goblin com autoridade, mantendo uma distância saudável entre eles, ainda que se interpondo na única saída possível. A mão direita apalpava a empunhadura da adaga por baixo da roupa, preparado para qualquer imprevisto, enquanto a direita casualmente se fechava em um punho pouco a frente da barriga, como se estivesse em uma pose defensiva.

    Se colocando na posição do Goblin, imaginou que ele só tinha duas opções: conversar ou lutar. Estava preparado para as duas.
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    Re: [Lars-Gaehlia] O Porto

    Mensagem por Bravos em Sab Out 07, 2017 11:59 am

    Galpão de Ezra

    Aventura 2 - Primeiro dia

    Yaha Sooth


    Quando Yaha o encurralou, o goblin começou a dar pequenos passinhos para frente e para trás. Parecia nervoso de estar ali encurralado. Normalmente era ele que com seus olhos opacos encurralavam os demais.


    - Que caixa? Eu não sei de caixa nenhuma. Só estava brincando pelo galpão e o importunando para que seja menos pamonha! - Yaha notava que o goblin não parecia ter intenções agressivas e talvez estivesse mais nervoso porque o estudante tinha a adaga quase em mãos. Provavelmente não seria necessário sair no braço com aquele infeliz, bastava forçar um pouco mais.




    @Linkcronus rola uma Jogada de Desafio de Vontade contra a Vontade de Strirt, número alvo é 9

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    Re: [Lars-Gaehlia] O Porto

    Mensagem por Linkcronus em Dom Out 08, 2017 4:04 pm

    Yaha se sentiu enojado vendo o goblin naquela posição. Um certo gozo o invadiu por sentir que tinha a supremacia, afinal, ele era a autoridade. Sentiu vontade de abusar dela, oras, quando é que ele teria outra oportunidade dessa? Por que não pressionar o goblin? Retirar a faca, apontar para seu pescoço. Torturá-lo. Qual seria o ponto máximo que ele aguentaria de dor antes de soltar a informação que Yaha precisava? Ele até poderia jogá-lo no mar depois. Ninguém ligava para sua vida, poderia fazer parecer que era apenas um acidente...

    Um pouco de vômito veio em sua garganta, ele imediatamente conseguiu segurar. Suou frio, mas não permitiu que Strirt percebesse os sintomas de sua consciência. Vociferou, de modo firme, dando um passo para frente.


    - A escolha é sua, Strirt. Ou me fala agora ou enfio minha adaga no seu estômago. Acho que consigo fugir daqui bem antes de perceberem seu corpo em decomposição. Para mim só o prazer de vê-lo estrebuchar faz valer o risco. Creio que falar de uma vez seja mais seguro, você não acha?

    Yaha tentou intimidá-lo para encerrar logo esse joguinho. O gosto de bile amargava sua boca como se tivesse o papel de lembrá-lo da corrupção que a agressividade pode trazer.
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    Re: [Lars-Gaehlia] O Porto

    Mensagem por Bravos em Seg Out 09, 2017 9:52 pm

    Galpão de Ezra

    Aventura 2 - Primeiro dia

    Yaha Sooth


    - Seu psicopatinha imundo! - Ele o havia acuado. Claramente estava com medo de Yaha e logo mais golfaria o que o estudante quisesse. Claro que era um goblin boca suja e isso fica ainda mais claro enquanto ele estava nervoso. - Essa caixa é assunto do Ezra, por que não vai mostrar a faquinha pra ele? Ele que mandou a levarem ontem a noite antes de fechar o galpão. - Saltava intranquilo entre um pé e outro. Os olhos opacos corriam de um lado para outro, ora na adaga, ora nos arredores, ora nos olhos de Yaha.




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    Re: [Lars-Gaehlia] O Porto

    Mensagem por Linkcronus em Seg Out 09, 2017 10:56 pm

    A resposta de Strirt veio como uma avalanche para apagar o fogo de um palito de fósforo. Foi traído novamente, dessa vez por seu preconceito. Yaha acreditava com todas as forças que o goblin tramava algo desonesto por trás de seu empregador e que, dessa forma, estaria fazendo um grande favor descobrindo seus planos de pilantra. Mas ali, naquela situação de vida ou morte em que Strirt claramente não estava mentindo, a verdade soou como um gongo nos ouvidos do jovem. Imediatamente abaixou a adaga enquanto seus olhos percorriam um lado para o outro sem enxergar de fato, apenas demonstrando os muitos pensamentos que surgiram em sua cabeça.

    Estrume fétido de um orc velho! Agora como saio dessa? Não vou me rebaixar a pedir desculpas para esse pilantrinha. Se o Ezra sabia que eu ia checar, se ele sabia que eu certamente notaria a falta da caixa, porque não apagá-la do catálogo?

    Pensou por mais alguns segundos quando notou o gosto de bile na boca. Inconscientemente sorriu, não um sorriso de alegria, mas um sorriso sombrio, aqueles típicos de um criminoso antes de cometer um ato ilegal.

    - Será mesmo? E por que não me falou isso antes? Precisava mesmo chegar até esse ponto? Pois agora você vem comigo. Vamos contar novamente essa história para o Ezra e vejamos se é verdade. Andando! E nem pense em tentar escapar, você não vai longe!

    Passou por trás do Goblin e lhe deu um leve empurrão nas costas sinalizando que ele andasse, seguindo de perto pelas suas costas, sempre atento.

    Yaha, assim que a situação permitiu, tomou a posição de autoridade numa relação, algo que raramente faz. Inicialmente sentiu o gozo de ser o mais forte, o conforto de ditar as regras sem se importar com represálias o fascinou! Mas algo dentro dele foi mortalmente contra essa nova postura diante das relações. O vômito veio como se para expurgar essas ideias de grandeza, colocar Yaha em seu devido lugar. Encontrou, feliz consigo mesmo, o meio termo. Agora ele era a autoridade que levaria o goblin para uma autoridade ainda maior que poderia julgar seus atos, tanto de Strirt quanto de Yaha. O enjoo misteriosamente foi embora.
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    Re: [Lars-Gaehlia] O Porto

    Mensagem por Bravos em Ter Out 10, 2017 9:42 pm

    Galpão de Ezra

    Aventura 2 - Primeiro dia

    Yaha Sooth


    - Você vai ver, seu energúmeno... Strirt não mente! - O goblin vociferava ameaças e resmungos enquanto Yaha o conduzia em direção à sala de Ezra. Era uma sala pequena, porém confortável, localizada no andar superior. O acesso se fazia por uma escada caracol bastante pequena em comparação à largura de Ezra. Ele mesmo tinha dificuldades de subir ali. Talvez a tivesse construído muito mais novo e mais magro. Logo estavam diante da porta de madeira. Yaha tocou duas vezes e lá de dentro, com a voz abafada dentro do cômodo, o homem respondeu: - Entra! - Empurrou a porta, Ezra estava de pé e de costas, verificando uns arquivos. Virou-se com um ar de quem está mais concentrado no que está fazendo que na interrupção. - Sim...?



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    Re: [Lars-Gaehlia] O Porto

    Mensagem por Linkcronus em Ter Out 10, 2017 10:13 pm

    Yaha ignora as ameaças de Strirt e segue o caminho pelas escadas até a sala de Ezra, concentrando-se mais em como falaria com seu empregador. O estudante sempre teve dificuldades em como se portar socialmente. Era comum as pessoas acharem que ele era muito abrupto e sem papas na língua, o que contribuía para sua imagem de arrogante metido. Contudo, inteligente como era, sabia que em algumas situações simplesmente ser educado contava mais a favor do que falar a verdade. Nesses momentos sempre ensaiava mentalmente o discurso, pensando na melhor forma possível de falar sem ofender seu interlocutor.

    Este era um desses momentos.

    Adentrou na sala de Ezra, tendo certeza de que o goblin estaria em sua frente, e imediatamente começou:


    - Com licença, senhor Ezra. Quando estava terminando de checar todos os itens da prancheta notei a falta de uma caixa. Eu percebi que ela havia estado no local, mas em seu lugar encontrei o Strirt. Quando fui perguntar, amigavelmente, o que tinha acontecido, ele saiu correndo de forma suspeita. Então o persegui para perguntar sobre o que estava acontecendo. Eis que ele me conta uma história de que o senhor havia retirado ela dali.

    Enquanto falava, gesticula apontando para a prancheta que havia levado até o local. E então se esforça para dizer de modo calmo, obediente e até um pouco desinteressado.

    - Acho que fiz meu dever. Se a história do Strirt é verdadeira, peço desculpas por ter incomodado, apenas julguei melhor trazer o acontecido para o senhor pela maneira suspeita que ele agiu.

    E se afasta de Strirt, dando dois passos para trás como quem quer dizer que terminou de dizer o que tinha para falar e agora se colocava a disposição de seu interlocutor.
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    Re: [Lars-Gaehlia] O Porto

    Mensagem por Bravos em Qua Out 11, 2017 8:26 pm

    Galpão de Ezra

    Aventura 2 - Primeiro dia

    Yaha Sooth


    Yaha notou que quando falou da caixa, Ezra efetivmente parou de se concentrar no que estava fazendo e virou para escutá-lo. Ele parecia de certa forma... surpreso... é, essa deveria ser a palavra: surpreso. Ele escuta com atenção o que o estudante ia relatando e depois de uma breve fungada e um pigarro, responde: - Não fui eu que peguei, evidentemente, mas sim, ele está certo, fui eu quem dei a ordem. Aquela caixa tinha um destinatário específico que estava com pressa. - Balançou a cabeça afirmativamente, confirmando o que ele mesmo dizia. - De modo que foi erro meu, deveria ter dado baixa disso no exato momento que mandei despachar. Não se incomode mais.


    Esticou a mão pegando a prancheta que Yaha mostrava, levou até a escrivaninha, com a pena rabiscou qualquer coisa e com uma régua rasgou fora aquela parte da relação. Devolveu a prancheta ao seu fiscal. - É isso... Strirt, esqueça isso e vá brincar por aí. Yaha, obrigado pela sua diligência.


    Strirt saiu saltitando berrando uns 'Eu avisei! Eu avisei!' e Ezra voltou a se concentrar no que estava fazendo. Aquilo estava confuso, sem dúvidas. Ezra não costumava cometer esse tipo de erro, nem muito menos ter encomendas assim urgentes para serem remetidas na calada da noite.


    Por que aquele tratamento diferente?



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    Re: [Lars-Gaehlia] O Porto

    Mensagem por Linkcronus em Seg Out 16, 2017 5:16 pm

    Yaha acha a reação de Ezra curiosa para dizer o mínimo, mas acata-a sem questionar.

    - Entendo. Peço desculpas pelo inconveniente, Ezra. - Lentamente move a cabeça na direção de Strirt e fala como se rosnasse - E a você também.

    Dá alguns passos em direção a porta quando para, e dá meia volta.

    - Eu terminei o trabalho dessa lista e verifiquei que está tudo em ordem. Existe algo mais que eu possa fazer?

    Sabe que não iria esquecer desse evento peculiar, mas o estudante não tinha a mania de colocar o dedo onde não lhe convinha. Correr atrás de Strirt para indagar sobre a caixa foi válido por afetar diretamente seu trabalho. Investigar o mistério da caixa desaparecida mesmo após descobrir que foi obra de seu empregador não lhe afetava diretamente. Por isso guardou na memória o ocorrido, mas, até achar algo que ligue essa caixa a ele mesmo (ou algo de seu interesse), não moveria um dedo para fazer algo sobre isso.
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    Re: [Lars-Gaehlia] O Porto

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