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    Capítulo 1

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    Gakky
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    Re: Capítulo 1

    Mensagem por Gakky em Sab Nov 11, 2017 1:51 am


    Jae-ki já não estava muito bem quanto lavava seu uniforme, tentava acalmar-se com a ideia de um descanso merecido, mas ainda sentia muita raiva. De repente seu pai surgiu e começou a falar de novo, e estranhamente falava de respeito por ser filho dele!"Respeito? Sério?"- Pensava Jae-ki batendo na roupa com sua raiva acumulada. Chegou a espirrar água com sabão para fora, mas não ligava, era difícil fazer algum serviço de casa sem causar alguma bagunça também. Mas dessa vez porque tava com raiva.

    Para piorar o pai continuava falando como se fosse um pai normal, Jae-ki sentiu seu sangue ferver e o coração acelerar enquanto ouvia as palavras dele. Era tão revoltante como seu pai tinha a cara de pau de criticar seu comportamento e ainda dizer que ele não tinha controle. Logo seu pai, o cara com menor controle daquela família, o que tinha praticamente os abandonado. Muitas vezes tinha precisado do seu pai e ele não estava lá. Jae-ki sabia que sua gangue tinha seus defeitos, mas era revoltante ver como seu aboji podia ser tão ingrato depois do que seu chefe fez por ele.

    Quando o pai falou sobre pagar a dívida, Jae-ki não aguentou e acabou rindo de nervoso. Seu pai havia sido a ultima gota da água pra perder seu limite. Jae-ki ficou cego de raiva e não media palavras ou consequências quando ficava assim. Bateu mais um vez na roupa e após soltar a risada nervosa, despejou toda sua raiva em palavras grosseiras sobre seu pai:

    - Pagar? SÉRIO? Ashiii... Há anos que não vemos nem um centavo do seu dinheiro! Por isso eu tenho que trabalhar naquela merda de emprego! Você nos larga e agora vem se preocupar com minhas dívidas?

    Jae-ki se levantou bem alterado e até ofegante, estava como uma metralhadora disparando todo ódio que fervia no seu peito:

    - Ainda quer falar de respeito e me criticar! Você some e nos larga sem qualquer respeito por mim e pela Soo-ji! Eu me desgasto para gente não passar fome, tento consertar as merdas que você fez, e eu ainda tenho que te respeitar? Aqueles caras, meus amigos, foram os unicos que me ajudaram quando você tava na rua bebendo sem se importar com a gente! Não tem o direito de julgar eles!

    Jae-ki passou a mão pelo rosto totalmente descontrolado, nem notou que sua mão tava suja de sabão:

    - Não é meu comportamento que fez eu voltar assim! É tudo culpa sua! Essa miséria que você nos enfiou fez me xingarem de lixo hoje! Fui arremessado no lago como se fosse uma escória para aquela escola! Tive ainda que implorar dinheiro na secretária para voltar para casa porque meu cartão estragou! Já tô cansado de ser tratado como um nada por sua causa! Eu não preciso perder controle pra eles me humilharem e isso também é por sua causa! É ate engraçado você falar sobre a escola, porque foi por sua causa que eu quase perdi a matrícula!

    O garoto tinha a boca seca de nervoso, umideceu os lábios, seu rosto estava corado pela raiva:


    - Por sua causa até as garotas acham que podem me tratar como idiota! O minimo que você pode fazer é pelo menos ficar vivo para Soo-ji não ir para um orfanato, isso se é que você se importa! - Na raiva arrancou o cigarro da boca do pai e jogando no chão com força continuou - Já ta tentando se matar com outra coisa? Sério? Aigooo... E ainda acha que tenho que ter calma!Não tem dívida nenhuma, hyung fez isso porque é meu amigo. Mas se quer pagar algo mesmo, o que dúvido, pode fazer quando quiser, qualquer valor vai ser mais do que você já deu um dia.

    Totalmente enraivecido, Jae-ki volta a se sentar e quase derruba a bacia na violencia que havia se sentado. Bufou e rosnou irritado enquando voltava a lavar seu uniforme. Sem olhar para o pai, Jae-ki tentou tirar ele dali:

    - Pelos menos podia fazer algo pra gente comer do que ficar me atrapalhando!

    Jae-ki talvez tivesse sido um pouco cruel com seu pai, mas a verdade era que já estava farto do seu dia, cansado de ser tratado como lixo e  ninguém enxergar o seu valor. Também incluia a frustração e tristeza pela forma como Eun-bi tinha lhe tratado, imaginava que uma garota assim jamais iria olhar pra ele com respeito.

    Luxi
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    Re: Capítulo 1

    Mensagem por Luxi em Sab Nov 11, 2017 1:56 am

    Hyun Hee não riu para o garoto, mas achava interessante como ele era esperto pela aparente idade e já aproveitava para oferecer serviços que ele achava que tinha a ver com ele. A tinta… bem, não era má ideia.

    -  Pode me mostrar o lugar das tintas, mas só depois que eu comer.  

    Não tinha nenhum tipo de alegria na voz, apenas neutralidade. Não havia nada contra uma criança como aquele moleque, mas ele cutucava uma cicatriz permanente em relação a seu irmão. Era um tanto quanto incômodo ficar olhando para ele. Sabia que o pobre garoto não tinha nada a ver com a história, mas não conseguia sair dando risada para ele enquanto um mau humor estava instalado dentro de si. Esforçava-se para ignorar esses fatos e dissociar as imagens.  Fingiu ignorá-lo com fome, pelo menos por enquanto.

    -  Bulgogi. Bibimbap. Qualquer coisa, na verdade. O que recomenda?   - olhou para baixo, lembrando-se que estava com aquela plaquinha com o próprio nome. -  Hm? …. Talvez, mas improvável. Eu não estudava naquele lugar faz um tempo. Qual é o nome do seu irmão?

    Não era como se fosse adiantar muita coisa. Estava há muito tempo sem notícias e já era até um repetente…  Era estranho que alguém que se propusesse a trabalhar de engraxate fosse irmão de um herdeiro naquela escola de metidos, então sobrava a possibilidade de ser um daqueles estudantes novos que ele não prestou atenção ou de repente um rico excêntrico, exceto que achava o uniforme caro. Não fazia lá muita diferença, apesar de ser curiosa aquela coincidência, não era como se houvesse possibilidade ou interesse de se tornar amigo do irmão daquela pessoa.

    -  Não. Eu só quero comer. Anda, me leva pra algum lugar antes que eu resolva pegar de volta aqueles 10 mil won.

    Sentia falta de pegar pequenas peças em seu irmão mais novo, como fazê-lo achar que uma nota de dinheiro, qualquer uma, podia comprar qualquer coisa que ele queria e então instruí-lo a tentar comprar alguma bobeira, só para ir resgatá-lo do apuro depois, trazendo consigo um ensinamento “muito adulto” no auge de sua pouca diferença de idade, que para eles era como se fosse um mar. Era uma conversa boba, mas bem incômoda que estava tendo agora.

    Persephone
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    Re: Capítulo 1

    Mensagem por Persephone em Sab Nov 11, 2017 2:02 am

    [HYEMIN]

    Apesar de sua dor de cabeça inicial, Chun-Ja permitiu que a sobrinha falasse o que tanto lhe afligia o coração. Meneou negativamente quando ouviu a história da festinha, mas parou por um instante quando escutou sobre “vídeo”.

    - Vídeo? E vocês deixaram filmar? Hyemin! - Havia certo grau de reprovação naquilo. - O problema da sua geração é esse exibicionismo. Duvido que você tivesse metade dos problemas que tem agora se não tivessem gravado! Como esse vídeo chegou no diretor, hm??

    Como Hyemin era bastante ingênua, cabia à tia “ajudá-la” nesse processo de raciocínio. Diferente da menina, Chun-Ja tinha vasta experiência em cobrir seus rastros. Existe um ditado que diz “não há crime perfeito”, mas este não se aplica à essa mulher. Desde sempre ela soube manipular mentes e corações, além de sua sua influência para conseguir o que queria, independente das consequências para os outros.

    Chun-Ja suspirou e falou.

    - Escute bem o que vou te dizer, Hyemin. As guerras não são vencidas numa única batalha, minha criança. Você pode ter perdido dessa vez, mas use os erros para aprender a não cometê-los de novo. Já disse que acho que In Hwa não deveria ter pedido isso à você, mas agora você está vinculada a ela, certo?

    Ponderou.

    - Bom, acho que o maior erro dessa festa foi o vídeo. Como ele parou com o diretor? Porque alguém certamente enviou para ele. Mas qual objetivo? Quem foram as pessoas que apareceram além de você? - Tentava fazer a menina pensar. - Podem ter feito isso para prejudicar sua imagem ou justiça, as duas versões podem ser válidas e, obviamente, podem existir mais motivos. Ainda assim…

    Umedeceu os lábios.

    - Seu pai está chateado, não vale à pena brigar com ele agora. Meu conselho é que você engula o choro e o orgulho nesse momento e faça o que ele quer. Sua situação só vai piorar, se continuar assim. Seu pai é um homem de palavra e se você não fizer o que ele mandou, ele realmente vai te colocar para trabalhar. Às vezes, querida, a gente engole o orgulho e devolve como vingança depois. E também, como eu disse, você nem sempre pode atacar. Recue e pense nos erros.

    Deu uma olhada nas unhas.

    - Peça as desculpas que ele quer. E, da próxima vez, não mostre seu rosto. Você tem que encontrar pessoas, lacaios, que façam as coisas por você. Assim não terá seu nome envolvido, sem provas. E não desista, se realmente quer expulsar essas crianças. Ainda é o que? 2º dia de aula? Tem um ano inteiro pela frente.

    Sua cabeça estava aumentando com o chilique da sobrinha e a falta de visão dela. Não sabia se tinha feito um bom trabalho com Hyemin nos últimos anos. Provavelmente não, porque se tivesse, ela não teria caído tão facilmente na lábia de In Hwa. Como ela podia ser tão ridiculamente parecida com aquela mulher? Tanta ingenuidade a levaria para garras perigosas e, bom, se fosse assim, Chun-Ja preferia que fosse nas delas.

    Só assim conseguiria manipular a empresa.

    - Espero que titia tenha te ajudado. Domingo nós vamos passear e eu te compro uma bolsa nova, que tal? Ou sapato para compensar o que estragou hoje. Bom, descanse, querida. Beijinhos…

    E nem esperou muito tempo para desligar o telefone.


    Hyemin agora se via sozinha naquele imenso quarto. Havia um mundo de objetos caríssimos e coisas que qualquer menina-princesa desejava ter. E, mesmo assim, a garota se sentia vazia, como se não tivesse nada. Por que aquele sentimento nunca era preenchido? O pior era que as palavras de seu pai a tinham magoado de verdade.

    E abriam precedentes para uma série de lembranças ruins.

    O banheiro da suíte era maior do que a casa de muitas pessoas. A banheira estava cheia de espumas por conta das essências escolhidas. O cheiro era gostoso, mas o nariz de Hyemin estava entranhado com o cheiro de peixe. Algumas bolhas lembravam muito bolinhas de sabão. Uma delas estava bem na frente de Hyemin e tinha um tom rosado.

    Remetia a um dia de verão, muitos anos atrás.

    A brincadeira era boba, apenas assoprar bolhas de sabão, na área verde da HGT. Duas crianças pareciam se divertir e havia toda aquela ingenuidade de que o mundo podia se resumir a uma competição de quem fazia a maior bolha. A pequena Min-Ah fazia questão de estourar todas as bolhas que o Macaquinho fazia e o garoto não se fazia de rogado ao puxar a maria-chiquinha dela.

    “Boba! Se quer aprender a fazer, eu te ensino!! Não precisa estourar a minha!!”

    E, naquele instante, a competição tinha se iniciado. E não pararia apenas ali.

    Imagens começavam a brotar na mente dela e quando ela cansasse de vê-las, ainda teria que conviver com os ecos do passado e do presente.

    “Eu nunca vou te deixar. Promessa de dedinho”

    “Vai morar com sua tia!! E não volte!!”

    “Deixa. Deixa que ela faça isso”.

    Mas foi a última voz que doeu mais.

    “Saranghae, Min-Ah…”

    E foi o caminho necessário para a voz da tia entrar de modo venenoso e dizer.

    “Recue e pense nos seus erros. Você ainda tem um ano inteiro.”

    isaac-sky
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    Re: Capítulo 1

    Mensagem por isaac-sky em Sab Nov 11, 2017 2:48 am

    Misoo e Gyu-sik saiam correndo na frente, literalmente afirmando que era uma grave emergência devido a fome.

    "Acho que eu não vou fazer amizade com ninguém normal nessa escola...haha, mas até que nem isso é ruim"

    Bo-Mi estava tão próxima que Won podia sentir seu perfume novamente. Sentia o coração acelerar as vezes, mas aos poucos começava a se acostumar um pouco, nem que fossem nos milissegundos a mais que conseguia olhar.


    - Hm? É mesmo?

    - É? - Kang olhou. - Digo, claro que ele tem, Sabiá! É o Bat-Bin…- Riu porque quando um menino dizia, o apelido realmente parecia ridículo.

    "Calma Kang, assim você cria muita expectativa!"

    - E qual seria o plano? - Bo-Mi colocou as mãos no quadril, apoiando na altura dos rins. Deu um sorriso gentil quando ouviu que ele tinha conhecido um pouco melhor da turma deles. - Ah, você acha que entendeu, foi?

    "Um pouco. UM POUCO"

    -Digo, na visão de quem chegou ontem já tenho mais do que sabia hoje pela manhã

    Ela parecia muito interessada nessa "investigação", aquilo divertia Won de certa maneira.

    - Bom, digamos que eu tenha um certo conhecimento sobre o assunto. - Disse com certo orgulho. - O que você gostaria de saber?

    -Bem, eu preciso saber sobre as pessoas que eu não sei nada a respeito. Acho que aí está o link para completar meu mapa mental da sala


    "Eu não disse mapa mental, disse?"


    ...

    Sentados na mesa e devidamente alimentados o desespero da fome já não os atormentava.
    Bo-Mi, como uma verdadeira detetive estilo o pai do Won, puxou um pequeno caderno para anotar na investigação.


    "Hmmm, ela é canhota? Que interessante"
    no mundo das artes marciais isso poderia ser uma vantagem.

    - Eu, como ajudante, posso garantir que tem algo a ver com o vídeo de ontem. Acertei? - Olhou para Won.

    Kang incorporou o sidekick mesmo

    -Exatamente. Foi onde eu comecei

    Bo-mi começava a explicar sobre esse ano e essas mudanças. Won escutava com muita atenção, com a mão no queixo, um gesto idêntico ao do pai quando analisava algo com cuidado.

    "Turma maior, só isso já poderia ser inicio de um estresse entre os alunos. Bolsistas e o irmão do Rei. Hmmm, não são gêmeos como a Bo-Mi e o Gyu-sik. Um repetente?"

    Gyu-sik se manifesta perguntando se era fofoca. Tinha visto ele com Jung-Mi, devem ser amigos.
    "Deve se incomodar de falarmos dele assim" decidiu não revelar sua desconfiança sobre ele diante de Gyu-sik.

    -Não, ela não tá fofocando. Eu perguntei - confirmou com segurança. O beicinho de Bo-Mi era o que lhe desestabilizava por um instante.

    Kang comenta do vídeo, Gyu-sik concorda que aquilo havia sido ruim.
    "Bom saber que estamos todos na mesma página pelo menos nisso"

    O justiça de Kang era muito ridículo, mas inocente como o amigo sempre era. Won ri também, estavam brincando de super heroi agora ao invés de espiões.

    Won respirou um pouco antes de ficar um pouco mais sério.

    Hwang pega o celular e abre no email do diretor. Ele mostra para Bo-Mi.
    -O diretor enviou isso para os bolsistas, sobre ontem e um evento que lamentava e que liberava as vítimas de virem sem uniforme. Eu não vi o vídeo, soube por conta desse email

    Guarda o celular assim que ela terminar de ler.

    -Eu conclui que quem chegasse sem uniforme na sala seria uma das pessoas atingidas. Uma garota que chegou depois, Sun-Hee o nome se não me engano e o aluno não bolsista Kim Joo Hyuk - deviam ser mais pessoas, mas Bo-Mi saberia quem seriam as outras vitimas.
    -Pelo que eu percebi, não foram só bolsistas agredidos. Temos o caso do Kim. Eu falei com ele no começo do intervalo e ele me explicou o que aconteceu

    Tentava dar o melhor relato que podia.

    -Era um convite de uma festa para uma garota de outro ano. Mas quando chegaram lá as garotas que convidaram pegaram ovos, peixe, vocês sabem porque viram o vídeo - ainda bem que falava após comerem, não devia ser uma cena agradável de lembrar - Pelo visto o Kim viu o que tava rolando, tentou interferir e levou sujeira também.

    Com isso concluía sua primeira pergunta:

    -Ou seja, não foram só as duas que o diretor apontou como culpadas. É um grupo. O que eu quero saber é: por que atingir não-bolsistas também, como no caso dele? Existe algum tipo outra inimizade que existe entre outros alunos e esse grupo de garotas culpadas?

    Ouviria atentamente essa resposta.

    -Me empresta uma folha Bo-Mi? - assim que pegasse a folha começava a desenhar uma espécie de mapa mental que se assemelhava ao mapa de sala

    -Temos o grupo de vocês - considerava o trio de Misoo e o de Gyu-sik nesse grupo enquanto desenhava um símbolo "Pessoal legal" - Eu e Kang na frente - desenhava o símbolo do batman.
    -Jae-ki no fundo e Taemin e seu amigo próximos - desenhava o símbolo de um J e um Loiro para Taemin. - Kim, a amiga Sun-hee e alguns alunos que não conheço aqui mas que conversavam com eles no intervalo - desenhar um símbolo de...vitimas não seria muito legal, colocou como Outros.

    Esse era os que reconhecia.

    -É muita gente, eu sei, mas o que eu preciso saber é algo mais específico - sua mente conjecturava muitas coisas.

    -Eu acredito que quando Eun-bi e Jae-ki foram se reunir no lago nenhum de vocês disse nada a nenhum colega - acreditava que Bo-Mi teria sido discreta.
    -Nossa posição ali era bem...chamativa. É bem possível que o Taemin tenha nos visto ali e concluiu que eram os dois reunidos...mas algo me diz que não é isso. Ele não parece tão esperto. Taemin foi direto pro Jae, de surpresa, ele sabia que os dois estavam ali.

    Won desenha um símbolo de interrogação no mapa e fazia uma seta para Taemin.

    -A minha segunda pergunta é: quem que odeia bolsistas, prestaria atenção no grupo de vocês e é próximo o suficiente do Taemin para dedurar a reunião e fazer ele ir direto ao pote?

    Tudo se ligava como uma teia em sua mente.

    -Eu acho que os dois eventos tem alguma conexão. Uma coisa são conflitos ocasionais, mas eu tenho a impressão de que os dois casos foram planejados de alguma maneira. Até o vídeo com as duas culpadas bem estampadas

    Won para de falar, notando que tinha falado muita coisa.

    -Bem, é o que eu acho. Posso ter entendido tudo errado - deu um sorriso nervoso.


    Luxi
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    Re: Capítulo 1

    Mensagem por Luxi em Sab Nov 11, 2017 3:41 am


    Hye Min acabou ficando quieta sentindo culpa por ter sido filmada. Já tinha entendido que aquele tinha sido seu maior erro no fim das contas. Parecia muito pior do que ter jogado o ovo, pois as pessoas começaram a assumir até coisas que não tinha feito. Diferentemente do sentimento que teve de rebeldia contra o pai, ela queria ouvir a tia e conhecer suas estratégias. Afinal, ela era ótima, mesmo que o pai fosse cego em relação a isso. Por isso, esperou sua vez de falar. Será que a tia tinha razão? Alguém teria coragem de tentar incriminá-la de propósito? Mas por quê? Então pensou em Yerin. Muitas pessoas poderiam querer prejudicá-la. Isso a fez sentir uma pontinha de raiva. Quem tinha sido tão atrevido de fazer isso? Franziu a testa, mas voltou a sentir culpa. Talvez pudesse ter evitado a amiga no vídeo se não tivesse agido. Bem, já tinha concluído que não importava mais e a culpa não fazia mais sentido, mas alguém tentando prejudicar Yerin, ah isso era perfeitamente plausível!

    Ou… tinha sido mesmo aquele… casalzinho? Fez um bico. A ideia a deixava menos raivosa do que pensava. Talvez porque estava cansada. Ou porque intuitivamente achava que não, porque ninguém teria seus telefones. Teriam? Talvez fosse algo óbvio assim...

    Não. Sua tia achava que era algo mais proposital e calculado, então tinha que confiar.

    A tia finalmente lhe dava o conselho que precisava sobre o que fazer com o pedido de desculpas. Então até ela precisava engolir o orgulho e fazer essas coisas às vezes… bem, até que não parecia tão humilhante agora.

    Recuar…
    Fazer o que o pai queria…
    Engolir o orgulho…
    Pensar nos erros.
    Não aparecer mais em vídeos.
    Sem provas.
    Usando alguém para agir por ela…

    - Eu entendi, tia. Você não faz ideia do quanto isso me fez bem. Vou tentar ser mais esperta da próxima, eu prometo. É meio difícil pra mim, mas eu vou tentar lembrar de tudo que você me falou, ta?

    Ainda conseguiria ser como ela. Achava Yerin completamente em outro nível, mas tinha esperança de conseguir alcançar a tia, ainda que seu pai achasse isso um absurdo, qual era o problema? Era uma mulher forte e decidida.

    - É uma ótima ideia! Eu preciso mesmo de uma nova bolsa branca.  Muito obrigada!

    No entanto, a conversa terminou bem rapidamente e logo ela estava de volta ao quarto solitário. Aquela ligação não tinha sido suficiente e descobriria isso assim que terminasse de entrar na banheira já cheia.

    Submersa em pensamentos desastrosos, Hyemin se abraçou dentro da água e ficou naquela posição por tempo o bastante para seus dedos enrugarem.  Por que era tão ruim em apagar pessoas de sua cabeça? Levou as mãos aos ouvidos e fechou os olhos com força, como se fosse possível parar de lembrar certas cenas.

    No fundo, a menina sabia que não conseguiria fazê-lo, pois eram todas especiais demais. Ainda eram boas e calorosas a ponto de fazê-la desejar com muita força tê-las de volta.

    Achou que já não tinha nem o que chorar mais, mas sua cabeça não lhe dava trégua em momentos como aquele. Encolheu o corpo na banheira, como se fosse possível comprimir ainda mais seu coração e as pessoas que estavam ali dentro. Não podia impedir aquela confusão de vozes que se contradiziam, mas queria tanto arrancá-las dali...

    A mente navegou no redemoinho de vozes deixando-a naquela posição até o momento que elas sumiram, quando estava completamente exausta e a espuma já tinha até perdido sua cor inicial. Saiu do banho para se trocar e quando percebeu estava sobre o edredom, jogada de qualquer jeito sem ao menos se cobrir.

    Acariciou o espaço vazio a seu lado e seus lábios se mexeram sem forças para a voz completar a frase. Hye Min encolheu o corpo e puxou um bicho de pelúcia para abraçar e enterrar o rosto nele.

    Ficou ali como uma criança por tempo o suficiente para adormecer sem sonho e acordar de novo, incomodada com o cabelo molhado horroroso que precisava de um tratamento urgente para o dia seguinte.

    O dia seguinte.

    Afinal, o que faria?

    Pediria desculpas e resolveria aquele problema da forma que sua tia tinha sugerido. Era a única saída. Era mesmo? Então por que sentia a mesma angústia de quando tinha visto um certo alguém no elevador?  Porque era muito boba, não era ainda esperta como a tia. Era muito fraca e por isso tinha passado por esse problema todo. Tanto é que não aguentaria pedir desculpas, de jeito nenhum. Seus olhos ardiam muito. Ela acendeu a luminária do quarto já escuro e abriu o armário onde guardava seu diário. Viu a caixinha de costura ali e suspirou pesadamente. Não estava pronta ainda.

    Puxou então o caderninho de presente da amiga. Será que ela estava bem? Como contaria toda essa vergonha? Precisava organizar os pensamentos.

    Dessa vez, ela demoraria muito para escrever, talvez para estender a companhia. Estava com fome, mas em hipótese alguma sairia para jantar e correria o risco de encontrar o pai lá fora. Sua vantagem era o sono absurdo que ainda tinha. Após guardar o diário, ela foi tentar cuidar das olheiras e do cabelo antes de se deitar, mas sem um terço da paciência e zelo que teria em qualquer outro dia.

    Sem ninguém para desejar boa noite, recorreu a um abraço apertado no bicho de pelúcia.
    Amanhã seria um novo dia.

    Natalie Ursa
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    Cavaleiro Jedi

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    Re: Capítulo 1

    Mensagem por Natalie Ursa em Sab Nov 11, 2017 4:19 am


    - Poupar energias? - MiSoo virou o rosto para trás só para fitá-lo com outra careta, mas sem soltá-lo - Pretende chegar no refeitório para a janta!? - voltou a puxar com mais força - Já que não é um caso de vida ou morte pode ficar aí se arrastando até lá! - ia soltar a manga de Gyu, mas ele acabou sendo mais rápido e a segurou pelo pulso.

    No instante seguinte já era ela a arrastada.

    - Ya! Não inverta os papéis! - fez um “humph” bem ruidoso, mas não tentou impedi-lo de puxar, afinal também estava com fome.

    Gyu-Sik começou ir mais rápido e de repente estavam correndo e a expressão marrenta de MiSoo transformou-se em risadinhas.


    - Socorro! Sequestro! - MiSoo exclamou para BoMi logo depois que Gyu-Sik avisou que era uma emergência por isso corriam.

    - Aishh! Não me faça cair na escada ou lhe derrubo junto! - brincou em meio a risos enquanto desciam pelas escadas apressados.

    A brincadeira logo acaba quando chegam no refeitório, mas tinha sido o suficiente para diminuir consideravelmente a ansiedade acumulada pela manhã turbulento que MiSoo tivera. Por isso mesmo tinha feito um prato mais saudável e não muito entupido de comida. Tinha imitado a escolha da amiga, mas tinha colocado uma boa porção de legumes e verduras para equilibrar, afinal deveria continuar seguindo a dieta.

    MiSoo comia o restinho da comida em seu prato quando BoMi pegou o material e fez a pergunta aos rapazes. Ela apenas ergueu uma das sobrancelhas até ouvir Kang falar sobre o vídeo do dia anterior.

    - Aish… O vídeo de novo. - logo lembrou que assistiram em meio ao almoço ontem e fez um bico.

    MiSoo terminou de comer enquanto BoMi falava sobre os novos colegas deste ano. Quando ouviu sobre o irmão de Jung Mi arregalou os olhos.

    - Irmão?? Quer dizer… O maluco com cabelo de ketchup?? - lembrou da risada que ele deu em sala e estremeceu - Aigo! É verdade. Acho que BoMi falou sobre isso antes de começarem as aulas… - tombou a cabeça e uma expressão pensativa tomou seu rosto - “Será que risada maligna poderia ser algo de família?” - se perguntou mentalmente.

    MiSoo escondeu o sorriso nos lábios com a mão quando BoMi respondeu que não era fofoqueira e concordou com a cabeça quando Gyu afirmava que o que aconteceu no vídeo foi ridículo.

    Alguns colegas são muito abusados… - resmungou, contrariada novamente com a lembrança do vídeo.

    Mas a contrariedade foi deixada de lado quando Kang falou “justiça” e conseguiu tirar risadas de todos.

    A tenista se inclinou sobre o ombro de BoMi para ver o que tinha no celular que Won a entregou e também leu o email que ele mostrava, fazendo um “oh” silencioso com a boca.

    - É bom saber que o diretor resolveu agir quanto à isso. Foi legal saber que aquelas duas terão que pagar com dinheiro e serviçooo~! - tinha um sorriso quase maldoso nos lábios.

    Não afirmaria em voz alta, mas adorava ver os bullies na outra ponta da situação, sendo os que sofriam a humilhação.

    Começou a ouvir todos os detalhes que Won Bin tinha para compartilhar com o grupo atentamente, mas poucos minutos depois sua mente já estava divagando em alguma das informações que ele estava dando e acabava perdendo umas partes do que ele dizia. De qualquer forma, BoMi era a pessoa que sabia bastante sobre os outros, MiSoo geralmente era a que esquecia quem as pessoas dos outros anos eram. Não seria a melhor das ajudas.

    Won Bi pergunta sobre o motivo de terem atacado pessoas que não eram bolsistas e MiSoo só resmungou:

    - Eles odeiam todo mundo. - fez uma careta e apoiou a cabeça sobre o braço.

    Observou Won rabiscando na folha, parecia que ele sabia o que estava fazendo. A garota deu de ombros quando ele fez sua segunda pergunta. Não sabia responder quem estaria prestando atenção neles. Afinal a escola era cheia de pessoas e os amigos de Taemin eram vários.

    - Eu acho que eles são não gostam de bolsistas… - resmungou outra vez, sem falar especificamente para Won, depois que ele tentou relacionar os dois casos.

    Quando Won terminou de falar, MiSoo arregalou os olhos para ele por breves segundos antes de exclamar:

    - Uwa! - inclinou um pouco o corpo sobre a mesa e cortou totalmente o clima de investigação que tinha se instaurado à mesa - Então você é um espião, super-herói e também detetive!?! - exclamou com uma exagerada expressão de surpresa - Ah! Gyu-Sik-Shi! Won-Bin - agora tinha decorado o nome - é tipo um herói, você tinha que ver! - mas provavelmente já tinha visto - Foi absolutamente incrível! Ele me protegeu do Taemin! Segurou o braço dele! - contava cheia de animação e seus olhos chegavam a brilhar - Ele também salvou minha mochila ontem! É tipo nos filmes que os heróis aparecem do nada para salvar as pessoas sempre que precisam! - pousou as mãos sobre as bochechas mantendo a expressão boba e maravilhada no rosto.


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    Re: Capítulo 1

    Mensagem por Persephone em Sab Nov 11, 2017 10:16 pm

    [JAE-KI]

    Dae-Joon engoliu em seco quando o Jae-Ki começou a falar daquele modo. Geralmente era assim que eles dialogavam, entre gritos, xingamentos e zero respeito. O homem não sabia porque ainda tentava!

    - A culpa é sua! - Disse, de repente. Sua mão já tremia bastante e ele mal conseguia acender o cigarro. - A CULPA É SUA, JAE-KI!

    Disse, de repente, começando a virar o jogo. Alguns vizinhos já estavam estrategicamente posicionados próximos à janela. Eram o tipo de pessoa que se alimentava da desgraça alheia e as brigas da família Song sempre eram um espetáculo à parte. Jae-Ki tirava o pai do sério, olhar para ele gerava uma culpa que só era apagada quando ele se envolvia com a bebida.

    - Eu tento!! Eu estou sempre tentando, mas você, moleque ingrato, está sempre me levando para baixo!! Quantos pais suportariam ouvir esse tipo de desaforo e desrespeito, sem devolver com um tapa, no mínimo?? Só sabe me culpar, me responsabilizar pelas suas escolhas, me colocar pra baixo!!

    Dae-Joon perdeu seu cigarro porque a tremedeira e o tapa que Jae-Ki deu em sua mão o fizeram voar longe. O homem começava a suar e ficar com aquele olhar perdido.

    - Você acha que eu fico feliz em ter um filho assim?! Que corre em busca da confusão?? Que está dentro de uma gangue?? Eles não são seus amigos!! Eles vão te consumir e vão cobrar todos os favores que fazem a você! Eu sei porque conheço esse tipo de gente!! Se você me despreza tanto, deveria ter mais cuidado com as coisas que se mete, Jae-Ki. Você não tem ideia do quão parecido nós somos.

    Cuspiu aquele monte de informação. E era muito injusto, pela visão do menino, mas o pai realmente o culpava por sempre cair no vício de novo. Quando tudo começou, Jae-Ki ainda era pequeno, mas a situação piorou depois que a mãe morreu daquele modo. A entrega ao alcoolismo foi verdadeira e ele buscava grandes quantidades de alcool para esquecer os filhos, para afastá-los dele e de toda aquela verdade que não podia dizer.

    Com o passar dos anos, a situação tinha ficado assim: insustentável. Dae-Joon queria ser alguém melhor, um pai melhor, mas Jae-Ki tinha se tornado num menino agressivo e dizia aquelas palavras que só o empurravam para baixo. Há quantos dias ele não bebia? Muito tempo, mais do que conseguia se lembrar, mas Jae-Ki não via seus esforços e ainda colocava toda a culpa em seus ombros. O que seu vício tinha a ver com a briga de hoje, por exemplo? O que tinha a ver com a formação da gangue?

    - Quer saber? Vai pro inferno, Jae-Ki! Eu não vou mais me meter na sua vidinha, não vou mais ouvir que sou o responsável pelos seus erros!! - Anunciou enquanto seguia para casa de novo.

    Não demorou nem dois segundos ali dentro, saindo enfiando a carteira no bolso e botando o boné na cabeça, contendo aquele cabelo.

    - Da próxima vez, me deixa morrer no beco!! Eu não quero que você me responsabilize das cobranças que farão a você. O que eu apanho, você vai apanhar o triplo se não pagar…- Deu um sorriso infeliz. - E faça você a comida, se quiser. Não me espere!


    [HYUN-HEE]

    O garotinho tombou a cabeça para o lado quando o hyung falou que poderia mostrar as tintas depois do almoço. Como assim?, o menino se perguntava.

    - Ahm...Certo.- Deu um sorriso animado. - Tem uma loja só de perucas, maquiagem de cabelo e tintas aqui perto. É bem famosinha, pelo menos aqui no bairro.

    Conforme ele dava as sugestões, o menino passava a mão pela barriga enquanto a lingua ia pelos lábios. Estava ficando mesmo com uma fome doida só de imaginar aqueles pratos, mas não seria abusado ou sem noção! Era um mero engraxate, mas tinha seu orgulho!!

    - A melhor comida do mundo, é claro, Bimbipad! Tem um restaurante muito bom e famoso por isso! - Mas ele logo se distrai com o uniforme e o nome dele. Isso o animou a falar de seu irmão. Deu alguns pulinhos no mesmo lugar, erguendo o dedo e disse. - Kang Woo Jin! Meu irmão começou...ontem. - Deu uma risadinha. - Ele passou em 4º lugar na prova. Não teríamos dinheiro para que ele estudasse lá, mas foi muito legal quando soubemos que ele passou! Meu hyung não tem meu charme, mas é meu ídolo.

    Aquelas palavras fortes ecoaram algumas vezes nos ouvidos de Hyun-Hee. E o sorriso sincero que o garotinho abriu, de repente não era mais dele. Oito anos atrás quando Hyun-Hee tinha apenas 9 anos e Jung-Mi 8, o irmão tinha feito a mesma pose. Hyun-Hee tinha acabado de passar no exame de faixa no TKD e foi uma sequência de chutes muito elogiada. Jung tinha corrido até ele para a foto e dito.

    “Meu hyung é o meu ídolo!!”

    E agora, o mesmo menino que era apaixonado pelo irmão naquela época, hoje em dia virava a cara e nem ao menos tinha dado um oi.

    Dava quase para invejar Kang Woo-Jin por ainda ter um irmão que o admirava.

    - Não, não, hyung! Eu levo, eu leeevo...Mas não me tome os 10 mil wons. Eu nem tenho 10 mil wons ainda na minha caixinha! - Fez um beicinho e começou a guiá-lo. - Venha, por aqui, por favor.

    Indicou a subida da rua estreita para que encontrassem o restaurante escondidinho com o melhor Bibimpad do mundo, segundo aquele garotinho estranho!

    [MISOO E WON-BIN]

    Bo-Mi encarou MiSoo com uma das sobrancelhas arqueadas e ar de surpresa quando ela associou o ketchup ao hyung de Jung-Mi. Um sorriso um pouco incrédulo apareceu em seus lábios, mas logo meneou negativamente.

    - Mia só estava falando disso, MiSoo-yah… - Comentou e ainda achava certa graça da distração da amiga.

    Gyu-Sik ouvia tudo enquanto ainda brincava com a colher depois de terem encerrado a refeição. Conseguia dividir a mente e prestar atenção em tudo, mesmo que aparentasse distração. Ouvia as coisas que Won-Bin dizia e observava como MiSoo facilmente se distraía. O que será que ela estava pensando?

    Será que ela se dava conta das caras que fazia enquanto se distraía? Gyu-Sik dava alguns sorrisinhos, mas caso ela o encarasse, ele faria uma cara de paisagem.



    Diferente do irmão, Bo-Mi estava bastante concentrada no que ouvia. A caneta continuava na mão, mas levou até o celular dele para ler o e-mail. Juntou-se à MiSoo - num dos curtos momentos que ela esteve 100% ali e achou interessante a postura dele. Fez uma carinha impressionada e devolveu o celular.

    - Eu tenho o vídeo ainda, caso queira ver. - Disse enquanto puxava o celular e já colocava no ponto para que ele desse o play. - Talvez você não consiga identificar no meio dessa bagunça, mas duas meninas que estavam aí, não eram bolsistas…


    Anunciou e deixou que ele visse, caso quisesse. Kang tombou a cabeça na direção do celular porque se Won-Bin não quisesse ver, ele veria. Bo-Mi ficou observando as reações e lamentava pelo que tinha acontecido. Era um pouco vergonhoso saber que estudava com pessoas assim, mas, ao mesmo tempo, também tinha medo. Agora que tinha se metido na história de Taemin, temia que coisas semelhantes começassem a acontecer com ela. Os ombros caíram um pouco e Gyu-Sik tacou uma bolinha nela para tentar animá-la. Bo-Mi prontamente devolver a bolinha na direção dele, mas errou feio - mesmo que ele estivesse perto. Tinha uma mira horrorosa.

    Quando Won terminasse - caso tivesse visto o video- ele voltaria contando a versão de Kim. Bo-Mi tombou um pouco a cabeça e meneou negativamente. MiSoo dava o resumo que todo mundo achava: eles odiavam todo mundo e não gostavam dos bolsistas, mas Bo-Mi deu sua opinião sobre a situação de Kim.

    - Eu acho...Que esse menino só sofreu o ataque porque se meteu. Mas veja bem que só uma menina o sujou. Essa que apareceu quebrando um ovo na cabeça dele é Hyemin… - Bo-Mi deu um instante. - O que foi um choque, porque...Apesar dela ser a melhor amiga da Yerin, Hyemin é um doce. Assim, patricinha e um pouco malvadinha às vezes, principalmente com algumas meninas mais tímidas, mas...Ela nunca foi dada a atitudes agressivas assim.

    Gyu-Sik meneou positivamente, pensando no que a irmã dizia.

    - Já a outra... A que faz o discurso depois de virar todo o conteúdo na cabeça deles. Essa sim é perigosa. Oh Yerin. - Bo-Mi mordeu o lábio internamente. - Ela tem o nome de Rainha do Gelo, é a líder dessas meninas, talvez tenha até mais influência do que as mais velhas. O WangJo tem uma espécie de rainha para cada ano. E dos três anos, Yerin certamente é a pior. Ela é capaz de coisas terríveis…

    - Pior que é verdade. Essa garota dá medo em qualquer um porque não parece sentir, sabe? É um pouco bizarro e não é exagero nosso. - Gyu-Sik comentou enquanto dava um gole em sua bebida.

    - Mas gente… - Kang levou a mão até o queixo, pensando. - Que absurdo…

    Bo-Mi entregou uma folha para Won-Bin e foi vendo os desenhos que ele fazia.

    - Então esse é o seu mapa mental até o momento? - Deu um meio sorriso, usando o termo que ele tinha usado. - Precisa de uns upgrades mesmo.

    Pigarreou e começou a apontar para os grupos.

    - Esses meninos aqui do canto. - Indicou onde Sun-Hee e Kim tinham sentado. - São os nossos nerds engraçados. O líder deles é o Dong Hee Kyung, herdeiro da TGS - Uma espécie de SKT/A Empresa de comunicação mais poderosa e influente na Coreia do Sul. - Ele é legal, os amigos são mais tímidos. O Dong é primo da Hayoung. - E, nesse instante, ela apontou para o grupo “do mal”. - A Hayoung idolatra a Hyemin, sabe? E a Hyemin é a melhor amiga da Rainha do Gelo. Outras meninas que andam com a Rainha do Gelo são Yewon e Eun-Na. É um pouco dificil de explicar, mas elas sentam num formato de cruz. - Fez o desenho.

    - Oooh!! Deve ser aquela garota que sentou atrás de mim!! Nossa, eu realmente estou correndo risco de vida!! - Kang levou a mão até o peito.

    - Não é aconselhável se meter com elas mesmo. - Bo-Mi fez um biquinho. - E assim, a Yewon, a Eun-Na e a Mi-Ran, uma menina que senta mais atrás, elas são violentas. Tem uma mestiça na nossa sala, a Stella. Ela….Ela sofre nas mãos delas. - Mordeu o lábio de novo, um pouco infeliz. - E outras duas meninas também, a Ye-Ji e a Ye-Sol. Elas andam juntas e são as meninas que estão no vídeo, mas vieram de uniforme.

    Caso Won estivesse atento nos últimos acontecimentos, se lembraria da menina que vivia dando sorrisinhos para ele e tinha um par considerável de bochechas. Ye-Sol devia ser a amiga estranha que andava com ela.

    - Então… - Bo-Mi coçou a bochecha. - Eu não contei pra ninguém, mas a gente não tava conversando baixo também. - Disse com vergonha. - Talvez possam ter escutado mesmo e, nesse caso, eu chutaria uma dessas… - Indicou Eun-Na, Mi-Ran ou Yewon.

    - Eun-Na ou Mi-Ran. - Gyu-Sik disse. - Porque elas estavam no lago com o Ji-Ran, Taemin e os outros. - Cruzou os braços, mostrando que estava ali sim.

    - É. - Bo-Mi tamborilou os dedos na mesa. - Quanto à situação do lago…Não sei se tem relação com as ovadas. Na verdade, eu acho que Taemin voou no Jae-Ki por ciúmes. Ele gosta da Eun-Bi-yah desde sempre, eu acho. O jeito que ele agiu hoje pegou todo mundo de surpresa, porque o Taemin nunca foi santo, ele inclusive era amigo do Gyu-Sik.

    - Nós brigamos nas férias

    - E quando você pretendia me contar isso?

    - Não pretendia, mas você é esperta o suficiente para notar que não estamos andando juntos.

    - Aish… - Trincou os dentes. - Bom, o Taemin é violento, mas nunca ousou tocar daquele jeito na Eun-Bi. Por isso eu acho que não tem relação, mas não quer dizer que vocês estejam à salvo de alguma situação futura…

    Bo-Mi mexeu em sua caneta e ficou encarando os presentes. Esperava que suas informações tivessem ajudado a clarear as teorias de Won-Bin. Já Gyu-Sik logo voltou a atenção para MiSoo. A menina estava impressionada com a veia investigativa de Won e um palmo de bico foi formado quando ouviu a história.

    - Ah é mesmo? - Perguntou de modo visivelmente desinteressado e olhou de banda para Won-Bin.

    A simpatia parecia ter chegado ao limite naquele instante, como se ele não tivesse gostado daquela história. Trincou um pouco os dentes e olhou para MiSoo de novo.

    - E quando foi que você virou uma mocinha indefesa? Não sabia dessa. - Disse de modo debochado, quase rancoroso.


    Bo-Mi também tinha ficado um pouco séria quando ouviu o modo que MiSoo falou de Won, mas não gostou do jeito que Gyu-Sik falava com MiSoo.

    - Oppa… - Disse repreendendo.

    - É verdade. Você é uma ogrinha, nunca fez a linha mocinha indefesa, mas ainda bem que temos o novo herói do WangJo para te proteger, não é? - Sorriu meio forçado, numa clara ironia e incômodo.


    Bo-Mi cerrou os olhos, mas Gyu-Sik logo se levantou-se, recolhendo a bandeja dele. Nem precisava dizer que já estava se retirando. Deixou a mochila de Eun-Bi em cima da cadeira mesmo e começou a marchar para longe dali, indo para a saída. Bo-Mi fechou o caderno também, afinal, era seu irmão e a condução que tinha.

    - Sinto muito por esse desfecho. - Colocou as coisas na mochila. - Preciso ir, MiSoo-yah...você...quer ir com a gente…? Se não quiser entrar no mesmo carro que aquele idiota, eu chamo um uber pra gente.

    Kang trocou um breve olhar com Won-Bin, também fazendo sinal de que precisavam ir, mas achando que tinha perdido algum detalhe ali. Será que Won tinha entendido alguma coisa? Bo-Mi esperaria pela decisão de MiSoo para se despedir dos meninos e seguir com a amiga.





    > Hye-Min espera os próximos turnos agora;

    > Won-Bin pode seguir para o trabalho, se quiser e decidir se vai ou não na briga da noite;

    > Jae-Ki pode se encaminhar para o turno da noite também, a menos que queira mais uma rodada em casa.
    Natalie Ursa
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    Re: Capítulo 1

    Mensagem por Natalie Ursa em Dom Nov 12, 2017 12:32 am


    MiSoo arregalou os olhos quando BoMi avisou que Mia tinha falado do irmão de Jung Mi várias vezes.

    Ela falou mesmo! Aigo! Não prestei muita atenção depois de um tempo… E como eu ia saber que o irmão dele era um doido qualquer? - fez uma careta descontente - Falando nisso cadê a Mia!? - pegou o celular para tentar mandar uma mensagem para a amiga.

    Durante a conversa às vezes olhava para Gyu-Sik fazendo aquela cara de que estava em outro planeta. Imaginava se estava ouvindo sequer uma palavra da “investigação” de Won-Bin acerca da escola. Pensou em dar um chute de leve no pé dele para ver se acordava, mas logo abandonou a ideia e voltou a ouvir o que diziam, mesmo que em alguns momentos ela mesma se distraía.

    Quando BoMi quis mostrar o vídeo para os novatos, MiSoo virou o rosto para outro lado e bufou com irritação. Ficava incomodada só de ter de ouvir os gritos das meninas atacadas mais uma vez. Já tinha até apagado o vídeo de seu celular.

    MiSoo só voltou a encarar as pessoas da mesa quando viu uma bolinha sendo jogada para o nada e atravessar seu campo de visão.

    A tenista lançou um olhar confuso à BoMi, sem saber se aquilo tinha sido para chamar sua atenção ou de Gyu-Sik.

    Começaram a falar sobre o novato, Kim Joo Hyuk, e consequentemente de Hyemin.

    - Eu disse mais ou menos isso mais cedo. Fiquei meio surpresa com o que Hyemin fez.

    BoMi cita Yerin e MiSoo torce os lábios em uma careta que era parte entediada, parte incomodada.

    - Rainha das Cobras. - MiSoo corrigiu. Não gostava do título de Rainha de Gelo atribuído àquela pessoa e por isso se recusava a usá-lo.

    A garota arquejou mais uma vez quando Gyu-Sik falou sobre Yerin.

    - Eu acho um pouco exagerado sim. Eu diria que ela está mais para uma… Hmmm… - ponderou, fazendo uma careta pensativa exagerada - Estátua rabugenta!.... Como era…? Medusa? Aquela mulher da mitologia grega… - mais uma careta enquanto pensava - Mas acho que nesse caso a mulher que transformava os outros em estátua… Aishh… - coçou a cabeça e se distraiu um pouco da conversa.

    Só voltou a prestar atenção quando Kang falou a garota que sentava atrás dele.

    - Ah. Yewon? Ela me olha como se quisesse roubar a minha alma! - ficava mais incomodada com alguém que lhe lançasse um olhar desses do que uma pessoa que não esboçava expressão nenhuma.

    BoMi continuou explicando e MiSoo ouvia sobre aquelas meninas com uma expressão de indignação. Cruzou os braços e ficou um pouco entristecida lembrando que algumas meninas da sala sofriam bastante nas mãos dela. Infelizmente era meio difícil de se meter nisso. Eram várias garotas e MiSoo não queria acabar envolvendo as amigas caso resolvesse bater de frente com elas. Só sabia que se alguma dessas maldades e/ou agressões acontecessem na frente dela, não conseguiria se conter.

    - Elas estavam lá? - questionou, quando Gyu mencionou as meninas que tinha aparecido junto à Taemin - Não prestei muita atenção em quem estava em volta.

    - Aishh! Quem vai gostar daquele troglodita oxigenado!? - resmungou, fazendo sua costumeira expressão de criança pirracenta - Ele deveria deixar a EunBi em paz! - pontuava depois que BoMi disse que Taemin gostava de sua amiga.

    Gyu explicou que tinha brigado com o loiro e MiSoo se meteu com um meio sorriso.

    - Ainda bem que não andam mais juntos. Não queria ele por perto mesmo! - embora só houvesse ficado irritada assim com o elemento depois do que ele fez à EunBi.

    Balançava a cabeça, concordando consigo mesma com uma expressão meio engraçada, mesmo que houvesse a feito sem querer. Em seguida bebia um pouco de seu suco de morango.

    Depois que trocaram todas aquelas informações, como se agora fossem detetives, MiSoo explicou cheia de animação o que Won tinha feito, mas Gyu-Sik se demonstrou completamente desinteressado, o que fez a garota perder toda a alegria e fazer um beicinho descontente.

    - Mocinha indefesa… - repetiu a frase dele, extremamente incomodada com a atitude de Gyu-Sik - Mas o que…? - estava meio perdida no por quê do garoto estar agindo assim.

    Ia dizer algo, mas quando foi chamada de ogrinha, por um momento perdeu completamente as palavras que iria dizer. Tinha os olhos arregalados em uma expressão de quase choque e não ouviu direito o resto da frase, pois tinha travado aquela palavra. Logo ela rangeu os dentes, inflou as bochechas por alguns instantes, mas em seguida respondeu cheia de irritação, aumentando o tom da voz.

    - Ahh! Então é isso que você pensa de verdade! Eu sabia! E… Aish! - bufou, levantou-se do banco e bateu as mãos sobre a mesa, fazendo tudo que estava por cima estremecer - Já que sou tão capaz de me defender, na próxima vez que Taemin sair da linha eu vou enfrentar ele com a minha raquete e dar umas raquetadas naquela cabeça loira até a tinta sair! - esboçou um sorrisinho quase cínico - Afinal eu consigo fazer isso, não é mesmo!? Porque sou um ogro e posso derrubar um troglodita!! - respirou fundo e bufou, cheia de irritação, afastando-se um pouco da mesa com passos pesados e ruidosos.

    Tinha cruzado os braços e dado as costas para a mesa, não querendo mais encarar o garoto depois de como ele reagiu e do que disse.

    - Ogra…! - resmungou entre os dentes cerrados e punhos apertados.

    Não olhou mais em direção à mesa enquanto Gyu-Sik se retirava. Só falou para responder BoMi quando ela se desculpou.

    - Aigo. Eu não sou uma ogra… - fungou, esforçando-se para conter as lágrimas - Ou então… - não terminou a frase e virou o rosto rápido, apenas para olhar para BoMi pelo canto dos olhos - Uber… - resmungou, esfregando as mãos sobre os olhos e já querendo ir embora logo para não correr o risco de acabar chorando na frente dos outros dois meninos.
    Ailish
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    Neófito

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    Re: Capítulo 1

    Mensagem por Ailish em Dom Nov 12, 2017 1:25 am

    A conversa entre Sunny, Chae e Lee Hi foi curta, com a menina explicando o que aconteceu, mas dizia estar tudo bem e, aparentemente, era mesmo verdade. Porém, como Joo-Hyuk, Chaeyoung também não poderia acompanhá-los no almoço, ganhando um beicinho triste de Sun-Hee – Ah, poxa... Mas, sim, passe lá, Chae! E da próxima vez que a gente marcar, iremos no fim de semana, daí todos estarão livres para participar, ok? – após a despedida, a observou se afastar por um tempinho antes de seguir até os outros, e já ria da cara de HaN quando Chae os cumprimentou na saída. Logo, conforme observava o trio andar mais adiante, chegou à conclusão de que Dong era um cara bem afrontoso. Olha lá ele fazendo questão de ficar perto da Stella, ignorando sua raiva. A mestiça batia o pé e não amolecia o coraçãozinho. Braaaaaava.

    Pelo menos, entre mortos e feridos, todos se salvaram, né?

    O grupo seguiu ao estacionamento da instituição, onde encontraram o adorável Ui-Jin e o simpático Min-Ho.

    Sunny revirou os olhos para Kim, mas sorria em seguida, soltando alguns tapinhas no ombro do melhor amigo – Claro, claro... Presentes para você... Uhuuum – e mostrou uma expressão fingidamente angelical.



    Quando ele mencionou o uniforme, a menina balançou o queixo de modo positivo e acenou de volta.

    Vixiiiiii... O UNIFORME!

    Notando a situação, Stella se oferecia para levá-las e de quebra, usava aquilo com a intenção de desanimar Dong da carona ou uma pequena vingança. Sunny riu e entrou na onda da nova amiga – Acho muito justo que o Dong venha com a gente. Aposto que ele já está super animado! – arqueou a sobrancelha e encarou o rapaz por um tempinho até se virar para Stella outra vez – Se não for incomodá-la, a gente aceita, Eun. Obrigadaaaa. E como maneira de retribuir, poderá escolher qualquer coisa no Café, tá? Aliás... Vocês estão convidados a aparecer no restaurante da titia. Ela vai adorar recebê-los!

    Então, HaN se preparava...

    E apesar do olhar de Stella, ele se mostrou audacioso o suficiente para continuar.

    Compras.

    Clube de dança.

    Opinião feminina.


    Enquanto absorvia as palavras-chaves, Sunny balançava a cabeça.

    - D-Dança? – disse quase ao mesmo tempo que Stella, igualmente surpresa – Que escolha interessante, HaN... – mas os amigos não concordavam – Ficarei feliz em ajudar! – e à medida que dizia aquilo, Sun-Hee não deixou de pensar...

    ”O que é uma calça bloggueeeeirinho?????”

    Por sorte, o sorrisinho cheio de dentes escondia as dúvidas internas.

    Só que, de repente, uma voz aguda cortaria o clima brincalhão. Automaticamente, a expressão receptiva desapareceu conforme Sun-Hee se virava para encarar uma animada Hayoung. No entanto, assim que percebeu as presenças próximas do primo, a feição da garota mudou. Não desejava provocar qualquer mal-estar, mas era difícil para Sunny olhá-la sem se lembrar da covardia gratuita de ontem. Verdade que não notou se Hayoung também atacou ou não, mas... importava? Mesmo...? As meninas que não jogaram as coisas eram tão culpadas quanto aquelas que praticaram o ato! E ela tentou desmentir Stella! Foi tão... sonsa. O queixo tremeu um pouco e Sunny não correspondeu o cumprimento. Embora seja doce e atenciosa, não era o tipo de criatura com uma lista imensa de colegas porque existiam tantos detalhes nas pessoas que a irritavam e os quais não precisava aceitar...



    No instante que o carro de Stella chegou e ela ofereceu os lugares, Sunny não demorou a entrar, depois de agradecer, e devido à pressa, até esqueceu de se despedir dos rapazes, mesmo que fossem se ver logo mais. Ela arrumou a bolsa em cima do colo e olhava pela janela, evitando a direção que acontecia a interação entre Dong e a prima.  

    Distraidamente, as mãos mexiam nas alças, apertando-as... Um jeitinho discreto de descontar a frustração. Embora dissesse que estava tudo bem, que o episódio seria esquecido e blábláblá, não era exatamente como funcionava.
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    Re: Capítulo 1

    Mensagem por Gakky em Dom Nov 12, 2017 2:32 am


    O coração de Jae-ki parecia queimar de raiva ao ouvir aquelas palavras do seu pai. Era tão absurdo vê-lo o culpando desse jeito que doía muito. Talvez Jae-ki pudesse ter sido um pouco melhor com pai pelos dias que estava sóbrio, mas ele já tinha tanto visto seu pai sumir e quebrar as coisas, que não conseguia acreditar mais em seu pai. E todas as promessas em que dizia que traria dinheiro, nunca eram cumpridas. Se ao menos ele realmente provasse que tinha mudado, mas lá estava seu pai lhe jogando toda culpa, como se tivesse esse direito. O aboji nem via o peso que ele carregava nas costas, tinha assumido responsabilidades acima de sua idade, tudo pela Soo-ji. Mas se não fosse por ela, com certeza tinha abandonado essa família, estaria bem mais perdido.

    - MINHA CULPA? - repetiu quase incrédulo do absurdo que ouvia.

    Pra piorar seu pai ainda tinha a coragem de dizer que não queria ter um filho assim. Embora fosse do seu dinheiro que o pai comia, e de seu esforço em procurá-lo que estava vivo. E se tinha algo que o irritava era ouvir que era parecido com seu pai. Sua família o criticava por entrar numa gangue, mas Jae-ki revoltava-se porque só reclamavam em vez de ter lhe dado uma opção melhor. Seus amigos tinham sido os únicos que se importavam, quando vivia largado e forçado a enfrentar seus problemas sozinho.

    - Não sou igual a você! E eu não queria um pai como você!

    Cada vez era mais difícil ser reconhecido pelos seus esforços. Será que ele não via que se não tivesse um filho assim, Soo-ji e ele estariam passando fome? Estava cada vez difícil fazer as pessoas verem o seu valor. Mas ainda tinha sua Soo-ji, e agora o professor Kim, o único que tinha lhe dado a outra opção e não só o criticado.

    - Eu sou o ingrato agora?! Aisshiii... Era só o que faltava!

    Quando o pai falou que não iria se meter mais  em sua vida, Jae-ki soltou mais comentário no calor da raiva:

    -Ótimo! Finalmente você entendeu que minha vida não é da sua conta!

    Mas quando viu o pai entrar e sair em seguida, sentiu-se aflito. Mais uma vez ele iria sumir e ainda se fazia de vítima. O que seu pai esperava depois de tudo? Não recebia nada em troca enquanto perdia sua juventude fazendo o que o pai deveria fazer. Nem mesmo teve a chance de comemorar que tinha passado em primeiro lugar, eram só problemas e críticas. Só Soo-ji lhe dava força para aguentar tudo isso. Antes que o pai sumisse de sua vista, Jae-ki ainda gritou:

    - Eu devia ter imaginado! Nunca faz nada por mim!

    Dpepois que o pai se foi, chutou a bacia de água, a derramando no chão junto com o uniforme. Talvez devia ter ficado quieto, seu pai era um idiota mesmo, mas tudo foi porque ele insistiu em lhe chamar atenção de algo que não era sua culpa. Jae-ki colocou as mãos na cabeça e bufou furioso e ao mesmo tempo sentindo-se perdido por saber que mais uma vez seu pai voltaria ao vício.

    Com essa raiva, era difícil fazer qualquer coisa, por isso Jae-ki pegou a mangueira e enfiou a cabeça embaixo da água pra tentar se acalmar, em seguida colocou a bacia no lugar e terminou de lavar o uniforme. O estendeu e fez bico para os olhares dos vizinhos curiosos. Depois tomou seu banho e procurou algo para comer. Se sentia muito sozinho e largado agora, pela família, e agora ainda por Eun-bi. Tanto que decidiu mandar outro sms a cobrar para won Bin, precisava de um amigo:

    - Cara eu to explodindo! É tudo tão injusto, tô cansado. Aparece mesmo hoje, cara, Tô precisando falar com alguém se não vou enlouquecer. Vou acabar com aquele dondogori.

    O resto do intervalo até o trabalho, Jae aproveitar para desenhar e refletir. Quando Soo-ji voltasse, tentaria não comentar muito do pai. Abraçou a irmã o máximo que podia. E depois do trabalho exaustivo, foi direto ao ponto de encontro da briga, ainda cego de raiva. Mandou um sms para a avó dizendo que chegaria mais tarde. Usava um gorro preto, uma camisa preta larga e uma calça jeans rasgada nos joelhos, que mostravam o quanto era magro, apesar do seu apetite. Olhou ao redor aflito esperando ver Won Bin primeiro, queria muito que ele fosse lhe apoiar.

    Roupa:

    *considere sem a máscara

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    Re: Capítulo 1

    Mensagem por isaac-sky em Dom Nov 12, 2017 4:13 am


    "Ketchup, esse é um apelido legal hahahah" em seu mapa mental o colocava com o símbolo ketchup.

    Pelo visto havia uma questão complicada de família rolando ali, mas Won não acreditava que atingia a questão destes conflitos de bullying. Pelo menos não agora.

    Misoo sorriu falando sobre a punição das duas agressoras na sala. Mas Won não sentia a mesma satisfação.
    "Isso só vai atiçar o vespeiro" tentou não transparecer isso.

    O assunto do vídeo já deveria ter sido muito discutido entre eles, por isso Misoo parecia um tanto aborrecida em vê-lo novamente.
    Bo-Mi ofereceu para ver o vídeo. A prova cabal. Sabia que sentiria raiva vendo aquilo, mas precisava.


    "Duas não bolsistas. Será que juntaram dois tipos de pessoas que odiavam pra um serviço só?"


    Poucas coisas deixavam Won furioso. Essa era uma delas. Toda a encenação inicial, os gritos das vítimas, as risadas, os choros e o estado em que estavam. Kim realmente parecia ter surgido para parar aquilo, sendo uma vítima também.
    Won soltou a caneta de uma das mãos para não quebra-la no meio, sentia vontade de pressionar os punhos com força. Reprimia a raiva, não podia fazer nada naquele instante.

    Quando ergueu os olhos viu Bo-Mi de ombros caídos e um pouco triste. Ela também não gostava dessa situação.

    "Será que ela tem medo também? Mesmo sendo tão popular?"
    Seu irmão tentava anima-la, Won sorriu quando a viu jogar a bolinha de forma horrorosa.

    Bo-Mi escreveu:- Eu acho...Que esse menino só sofreu o ataque porque se meteu. Mas veja bem que só uma menina o sujou. Essa que apareceu quebrando um ovo na cabeça dele é Hyemin…

    "É bem provável que seja isso" assentiu com a cabeça.

    Bo-Mi escreveu:O que foi um choque, porque...Apesar dela ser a melhor amiga da Yerin, Hyemin é um doce. Assim, patricinha e um pouco malvadinha às vezes, principalmente com algumas meninas mais tímidas, mas...Ela nunca foi dada a atitudes agressivas assim.

    Pelo visto a surpresa ali estava na participação de Hyemin. Realmente a impressão que teve dela não foi a mesma que teve de Yerin ou da garota que sentou atrás de Kang. Seria ela diferente das outras e estava ali por influência da amiga rainha?

    "Pra derrubar um reinado, nada mais certeiro que encontrar o elo fraco. Será que todas elas estão à vontade com essa situação toda?"

    Bo-Mi escreveu:- Já a outra... A que faz o discurso depois de virar todo o conteúdo na cabeça deles. Essa sim é perigosa. Oh Yerin. - Bo-Mi mordeu o lábio internamente. - Ela tem o nome de Rainha do Gelo, é a líder dessas meninas, talvez tenha até mais influência do que as mais velhas. O WangJo tem uma espécie de rainha para cada ano. E dos três anos, Yerin certamente é a pior. Ela é capaz de coisas terríveis…

    -Mas isso é oficial? É tipo um cargo de representante de sala ou é tipo um trono que se toma? - perguntava, um tanto curioso como que a hierarquia funcionava nessa dimensão paralela chamada Wangjo.

    Gyu-sik escreveu:
    - Pior que é verdade. Essa garota dá medo em qualquer um porque não parece sentir, sabe? É um pouco bizarro e não é exagero nosso.

    "Como que o mestre Baek dizia? 'O homem sábio teme a fúria de uma pessoa tranquila'" parecia ser uma variação desse caso. Won sentia uma mistura de curiosidade e raiva, queria entender como essa mulher aterrorizava à todos.
    Estava quase torcendo por um conflito direto, mas seria caótico demais e atingiria todos os amigos que havia feito.

    Até Kang achava aquela situação absurda.

    Won sentiu um leve nervosismo quando Bo-Mi olhava seu desenho com atenção. Não tinha o menor talento sabia disso, mas se sentia meio bobo fazendo aqueles rabiscos e mostrando.

    -É, ainda é bem básico - comentou sobre a necessidade dos upgrades.

    Bo-mi atualizava os gaps em seu mapa. Won ouvia com muita atenção, resistindo para não se distrair com a forma como ela desenhava com a mão esquerda.
    "Então Kim e Sun-Hee estão próximos dos nerds engraçados. Eram um grupo grande, se eles se mantivessem juntos eles não ficariam tão vulneráveis"

    E então viu ali uma relação...curiosa.

    "O líder dos nerds é parente de uma das patricinhas. Será que ele e seu grupo tem alguma proteção por conta dessa relação? Se ele e o grupo dele continuar se associando com Kim e Sun-Hee estariam eles arriscando perder isso ou a prima garantiria extensão dessa proteção?" imaginava se ali também estava outro elo fraco.

    Kang descobria que a garota atrás dele era parte desse grupo de patricinhas.
    -Eu te perguntei se queria trocar - respondeu com bom humor.

    Bo-Mi continuava. Tentava associar os nomes aos rostos que vira.

    Bo-Mi escreveu:Tem uma mestiça na nossa sala, a Stella. Ela….Ela sofre nas mãos delas. - Mordeu o lábio de novo, um pouco infeliz. - E outras duas meninas também, a Ye-Ji e a Ye-Sol. Elas andam juntas e são as meninas que estão no vídeo, mas vieram de uniforme

    "Espera, então esse tipo de coisa é uma continuação do que já acontecia antes? Por que ninguém nunca fez nada!?" disfarçava seu sentimento, mas era inundado por uma revolta.
    Não com Bo-Mi, Gyu-sik ou Misoo. Mas era uma revolta com toda a sala, com a escola. Que tipo de lugar era esse onde você tinha que abaixar sua cabeça diante da violência dos outros e fingir que não via nada para não ser atingido?

    A antiga de escola de Won também tinha seus próprios problemas com bullying mas não se comparava a Wangjo.

    Sentia que pela forma que Bo-Mi falava da mestiça era algo pesado. Tinha vontade de ajudar, mesmo que nem soubesse quem era.
    Se ligou de que reconhecia as outras duas garotas repentinamente.

    "A garota das bochechas e a amiga dela!" tinha notado como ela o notava com um pouco mais de intensidade ali na sala, mas nem tinha pensado muito a respeito. "Eu...eu estou ficando famoso. Droga, mas não é de um jeito todo legal"

    Bo-Mi então concluía sobre a questão da reunião no lago: poderia ter sido qualquer um, mas Gyu-Sik tinha duas suspeitas. Eram aquelas que ficaram olhando Jae-ki e Won entrando na sala?

    Assentiu com a cabeça para Gyu e desenhou algumas setas, as de seus símbolos para o de Taemin.

    -É provável que seja ciúmes mesmo, mas o que achei estranho foi que a situação pareceu muito...ordenada. Sabia onde estavam, foi direto de encontro dele e sequer percebeu a gente - e eles estavam muito óbvios - Cego pelo ciúmes ou já tinha um alvo graças a denúncia.

    "Então Gyu e Taemin eram amigos?" sentia curiosidade em saber o porquê, mas se manteve calado. Não se sentia tão a vontade de falar com ele assim.

    Bo-Mi alertava sobre futuras ações de Taemin. Won necessariamente não tinha medo dele, mas temia pelo que poderia acontecer com seus amigos...com Bo-Mi. Sentia uma ansiedade crescer no peito, mas manteria sua expressão tranquila.

    Todo aquele relatório tinha dado muito para Won pensar: suposições erradas foram descartadas e as certas reforçadas. Era muita coisa e uma situação que envolviam muitas coisas que Won não funcionava.

    Misoo emendou com elogios: detetive era mais uma alcunha que recebia. Won riu, de nervoso, diante dos comentários dela. Era a primeira vez que ouvia tantos elogios seguidos e aquilo o deixava feliz...mas também o tornavam mais ansioso.

    "Caramba Won, olhe, você queria passar despercebido e acabou que agora tem gente te chamando de super heroi! Eu...eu não sou um herói. Não, eu definitivamente não sou um, não quando eu mais precisava ser"

    -Não, eu sou só... - teria continuado a falar, tentando diminuir a grandeza dos elogios afirmando ser só Won-Bin, o filho do policial mais comum de Seoul. Até mesmo falaria novamente sobre sua falha em evitar as quedas no lago.

    Mas Gyu-Sik falava, e seu olhar sobre Won era como uma sombra gigantesca projetada sobre si.
    Won teria dito algo mas ele continuava: a questão não era exatamente com Hwang e sim com a Misoo.

    "O que tá acontecendo? Isso é minha culpa?" olhou confuso para Bo-Mi.

    Sentia a tensão crescendo entre os dois, até Bo-Mi parecia incomodada.

    Gyu-Sik escreveu:- É verdade. Você é uma ogrinha, nunca fez a linha mocinha indefesa, mas ainda bem que temos o novo herói do WangJo para te proteger, não é?

    Aquilo irritou Won, mais do que esperava. Era amigo dela, estavam correndo agora pouco feito crianças e agora era uma troca de ofensas por culpa do comentário sobre o Won!?
    Manteve a calma o suficiente para falar sem elevar a voz, mas soava um pouco diferente de antes:

    -Cara. Não precisa falar assim com ela. Eu não sou um heroi ou nada do tipo - disse sério.

    Ele saia, claramente irritado. Mas por que?

    "O que deu nele? Será que um dia a gente vai conseguir se reunir sem uma discussão?" já era a terceira vez. Que tipo de ímã maluco de nervos afetava esse grupo?

    Bo-Mi sentia pelo que havia acontecido, talvez nem ela entendesse o que houve.
    Misoo era quem parecia começar a chorar a qualquer instante. Won sentia angústia, ele pelo visto era parte da razão!
    Kang indicava com o olhar que era hora deles irem também.

    Se levantou, um pouco sério.

    -Está tudo bem Bo-Mi, não precisa de desculpar. Eu não entendi bem a reação dele mas...eu não quero ser motivo para discussão. Vocês são um grupo de pessoas muito legais, e são...amigos que já considero importantes. Quero ajudar, quero proteger meus amigos, talvez eu seja meio inocente por querer ajudar todo mundo também e meio intrometido
    - falava com uma sinceridade espontânea.

    Olhou diretamente para Misoo. Queria dizer algo que evitasse ela de chorar mas não encontrou palavras.
    Desviou o olhar para as duas.

    -Até mais meninas, eu e Kang temos um compromisso. Vemos vocês amanhã e se possível com as únicas maiores emoções serem somente professores esquisitos - sorriu e pegou sua mochila. Se despediu e andou junto com Kang.
    -Err, vai querer ajuda pra carregar a mochila da Eun-bi? - perguntou.

    "Você podia ter se despedido depois de perguntar isso Won"

    ...

    Iria com Kang até a enfermaria, atrás do blazer que havia dado para Eun-bi se aquecer. No caminho ainda comentaria com Kang:

    -Só pra constar Kang, eu sou seu maior fã - disse do nada - Sair com o pessoal no domingo hahaha. - deu um soquinho no ombro de Kang.

    Tentava manter o clima leve, mas o dia estava só pela metade e os problemas também.

    Recebeu mais um sms de Jae-ki. Ele estava irritado, na verdade, parecia estar completamente no limite.

    Won pensou um pouco antes de responder:

    -Jae-dragon, sabe quando a gente acorda com os dois pés esquerdos da cama? É hoje. Mas sabe, esses dias servem pra a gente aproveitar os dias bons. Hoje é dia de luta, tenta relaxar um pouco antes de ir pra lá. Eu vou estar lá

    Won não concordava em brigar com Taemin, não daquele jeito. Mas sabia que na verdade teria era de ajudar o amigo, não lutar. E Jae-ki era alguém que precisava de apoio, nem que fosse para assisti-lo numa luta com resultados provavelmente ruins.

    Seguiu com Kang até o condominio do trabalho. Se sentia pensativo boa parte do percurso.

    Uma vez no trabalho daria 100% de si ali, tentando ao máximo evitar pensar sobre o que houve naquele dia e no que ainda haveria de acontecer. Talvez a distração fizesse bem.

    Won decidiu ir a luta, talvez naquela noite seu pai nem fosse para casa por conta de algum plantão.

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    Re: Capítulo 1

    Mensagem por GodHades em Dom Nov 12, 2017 4:51 am

    O jeito que Sunny tratava Kim fazia com que Dong sorrise de canto para Han Neul, do tipo "tem algo aiii".

    Os gestos entre esses dois era algo quase encantador de se olhar, diferente de Stella e o proprio Kyung que se mostravam um aborrecimento e braveza sem fim.

    "Aposto que ele está super animado" Sunny dizia, e aquilo golpeou lhe fundo, na alma. Seu lado sedentário já estava almejando uma cama gelada para seu corpo quente esquentar, mas não teria nada disso já que se candidatou a saídas e rangos.

    Os olhos de Hee Kyung se estreitaram ao perceber a reação das meninas, com relação as escolhas de HaN.

    Parece que era uma surpresa muito grande o menino gostar de dançar ou almejar isso, enquanto observava as feições dela, alisou a ponta do proprio queixo.

    - Acalme-se, temos tudo sobre controle. - Disse para Ui-Jin e Min-Ho, que já estavam prevendo a vergonha garantida. - Possuo provas que HaN não apenas é inteligente como tem talento para o dom dança, seus figurinos arrojados destacam sua personalidade viva, estou pensando seriamente em ser o empresário dele.

    Dava asas para a imaginação da criatura, o que era pior.

    Ao acompanha-los seria impossivel não achar Hayoung, do jeito que previu, ela o achou e o deu aquele gritinho, acenando.

    Prontamente responde o gesto com a mão, sem nenhuma vergonha disso. Ocorreu um conflito de humores obvio quando Sunny e Stella a viram de pronto. Parecia que um dia ensolarado acabou de se tornar nublado com previsões de fortes pancadas de chuva.

    Não teria melhor descrição mental que essa na cabeça do rapaz.


    - Caramba, eu não vi! Aigoo- Levou a mesma mão que acenou até a altura da testa, Dong não tinha mexido no celular desde então pois estava focado nas aulas e no que o diretor havia dito. - Vamos jantar sim! Vou me valer do seu otimismo Hayoung, e levar comprimidos extras caso briguem. - Dizia comprimidos para enxaqueca.

    Dong revelava que haviam certas rusgas familiares, então mostrava que não tinha uma vida tão perfeita como alguns poderiam concluir.

    - Sachonn.. - Se aproximou dela, enquanto todos iam para seus carros. O herdeiro ainda mexeu os dedos para que ela chegasse mais perto, parecia que ia sussurrar algo no ouvido dela.

    - Hay-shi. - Começou com o apelido para amenizar - Vou sair com o pessoal agora para comer e fazer outras coisas.

    Gostaria de convida-la, sim. Mas ela também nunca se expressou muito animada em participar das coisas com os amigos de Dong.

    - A noite nos encontramos, você sabe que vai me salvar, né? - Falou isso como se esperasse ver um sorrisinho de novo já que tinha acabado de dar a recusa da carona. - Bom, é isso. Vou indo, e responderei a suas mensagens, pelo menos as que não forem áudios de 10 minutos!

    Brincou sutilmente, ajeitando a mochila num dos ombros.

    Ele se despede dela, depois de aguardar a resposta. Parou um segundo para encar HaN ali fora de um dos carros. A cara que fez para o amigo foi como de Cristo indo para a cruz. O futuro dancer veria claramente a barba aparecer na cara de Dong, tal como a coroa de espinhos.

    Kyung chega no carro de Stella, caso a parte de trás do automóvel estivesse muito cheia, iria no banco do carona.

    O correto teria sido ir com Ha Neul, e ser bem sacaneado por eles lá dentro, possivelmente.

    Porém, como Sunny já havia pensado, Dong era um afrontoso, parecia simplesmente não ter medo das consequências.


    - Então, como estavam dizendo, compras com meninas. Me arrisco a dizer que não estou familiarizado com tal ambiente mas, farei meu melhor para sobreviver.

    Ainda dizia na maior cara lavada depois de ter cochichado com a priminha, mas elas tinham que dar uma colher de chá para Dong, já que acabou de recusar a carona com a familiar, e com os amigos, para prestigiar a fabulosa mestiça. Estava se dedicando, do jeito dele.
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    Re: Capítulo 1

    Mensagem por Luxi em Seg Nov 13, 2017 12:37 am

    Perucas, hm!? A garota da joaninha provavelmente iria gostar de um lugar assim. Achou engraçada a coincidência,  mas não era nada importante agora. Quando a identidade do irmão do garotinho foi revelada, ele foi logo falando por cima.

    - Ah, um dos bolsistas. Não, eu não conheço o seu…… irmão - soava um pouco grosseiro, mas não era sua intenção. Interrompeu a frase abruptamente, vendo-o se transmutar na figura de um Jung Mi bem mais novo, que o idolatrava como irmão mais velho e agora…

    Não havia um agora, pois o garoto era Jung Mi. Sua mente lhe fazia uma pegadinha extremamente real e aquele sorriso o machucava mais do que a pobre criança deveria imaginar.

    O que tinha acontecido para perder todo o respeito de seu irmão mais novo? Já sabia a resposta e não podia culpar Jung Mi por isso. Afinal, a culpa era toda sua por estarem sozinhos agora e não havia nada que poderia fazer para mudar isso, apenas odiar as circunstâncias que suas vidas estavam agora.

    Mais uma vez encarou o garoto de uma maneira que ele poderia resumir como assustadora, pois carregava mágoa, raiva e arrependimento, mas uma forte saudade.  Um dos punhos fechou de forma reativa e de repente ele já estava andando atrás dele.

    Não tinha mesmo prestado atenção no elenco escolar daquele ano, mas aquele pivetinho parecia um bom irmão. Parecia muito com ele, a ponto de não conseguir odiá-lo. Era só uma criança! Hyun andava com uma expressão fechada e certamente causaria alguma preocupação em qualquer adulto responsável que o olhasse “perseguindo” aquele menino indefeso.  O curioso também é que ele evitava ficar olhando o orelhudinho, exceto para o vulto que escolhia seu caminho.

    - É aqui? Ok. - deu alguns passos para frente e sentiu aqueles olhos fixos em suas costas. Virou o corpo para agradecer e dispensá-lo. Acabou revirando os olhos. Por que é que tinha se virado mesmo? Sabia que aquela criança estava com fome. E daí? Olhou para cima de novo. Não tinha talento para ser babá. Não tinha nada a ver com aquele moleque. Mas o jeitinho tonto daquele menino acordava um tipo de proteção natural de um irmão. Bufou.

    - Entra aí. Vamos ver se é mesmo o melhor do mundo. Se não for, preciso dos meus 10 mil won de volta.   - justificou, convidando o pequeno para se sentar com ele.

    Inevitavelmente, acabava olhando para aquele menino e sentindo ares de nostalgia, mesmo que ficasse a maior parte do tempo parecendo um cão bravo.

    - Então… seu hyung te deixa trabalhando na rua e não tem medo que alguém tente se aproveitar de você. Como é isso? Por que está trabalhando de engraxate? Não deveria ser trabalho dele trabalhar para ajudar a família?

    Persephone
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    Re: Capítulo 1

    Mensagem por Persephone em Seg Nov 13, 2017 2:54 am

    [DONG E SUNNY]

    Poucos minutos depois que Dong afirmava que tudo estava sob controle, a presença de sua prima desestabilizou as emoções. Era um pouco injusto cobrar um posicionamento dele, afinal, estava tratando diretamente com alguém de sua família e por quem nutria certo apreço. Mas as meninas tinham sua razão quando viravam a cara ou preferiam não comentar a chegada dela.

    Hayoung realmente tinha mentido ou, pelo menos, se feito de boba no dia anterior.

    Verdade que elas não faziam ideia da discussão que os dois tiveram no carro enquanto iam para o colégio, mas, mesmo assim, dava para entender os dois lados.

    E a grande verdade é que Hayoung não parecia se importar. Bom, ela se incomodava com aqueles olhares, porque sentia muito pelo que tinha acontecido - tanto que ela nem chegou a jogar nada ou rir. Ela chorou, mas foi obrigada a ficar parada bem ali, como se fosse um teste de resistência para que continuasse no grupo. Mas seu foco era, de fato, Dong. Não estava ali tentando ser amiga de Stella, Sun-Hee ou a outra menina - até porque estava proibida de fazer qualquer aproximação com aquelas meninas.

    Por isso, seus olhos estavam focados em Dong e ela deu uma risadinha quando ele comentou sobre os comprimidos. Concordava com isso, talvez precisassem mesmo. Esses jantares nunca davam muito certo, mas o avô deles fazia questão de momentos assim, pelo menos de vez em quando para manterem as aparências. Desde muito cedo, herdeiros como eles aprendiam que aparência era tudo.

    Quando Dong a chamou mais para perto, ela deu meio passo. Stella ainda estava fora do carro, esperando para ver para onde Dong iria- esperava que não estivesse fazendo papel de boba. HaN também estava fora do carro, mais pela fofoca mesmo.

    - Ah é? Então divirta-se, primo! - Sorriu para ele, nem aparentava estar chateada. - E se encontrar algo fofinho, lembre-se de mim!

    Fez uma expressão aegyo e um “v” com os dedos indicadores e médio.

    - Não se preocupe com as mensagens, eu estarei um pouco ocupada, mas à noite nos veremos. Que bom que terei sua companhia. Bom passeio.

    Acenou e observou para qual carro Dong ia. Ao ver que era o de Stella, ela arqueou uma pouco as sobrancelhas e cruzou os braços de levinho. Stella não a encarou de volta, preferindo ignorar sua existência e entrando no banco de trás. Estava tão confusa quando Hayoung, porque acreditava que ele fosse mudar de ideia.

    Mas Dong era afrontoso mesmo.

    Hayoung observou os dois carros partirem, mas diferente do que tinha dito, ela se chateava sim. Tinha conseguido realizar o seu sonho de finalmente ficar ao lado de sua ídola maior Hyemin, mas olha onde estava agora...Sozinha. Enquanto seu primo seguia com aquela mestiça metida e ia se divertir. Queria estar com Hyemin, mas sabia, pelo modo que Yerin tinha saído da sala, que não deveria se aproximar por hora. Nem mesmo Yewon ou Eun-Na tinham feito isso.

    Tudo o que lhe restava era o caminho de casa mesmo.

    [...]

    - Você lembra um pouco o Kim, Dong-shi. - Lee Hi comentou quando Dong falou aquilo. A garota estava sentada no meio enquanto Stella ficava atrás de Dong e Sunny atrás do motorista. - O Kim também é o tipo de amigo que dificilmente diz não, mesmo que não esteja familiarizado com algo que Sunny propõe.

    Sorriu, admirando.

    - Você é um bom amigo. - Concluiu e ajeitou-se no banco.

    Stella não disse nada, olhando para a paisagem pela janela do carro. Porém, ela sabia que não deveriam manter aquele clima estranho, por isso falou.

    - Não sabia que HaN-oppa dançava. - Comentou. - Espero que ele se dê bem nesse clube.

    - Acho que a pessoa não precisa, necessariamente, saber. Dizia que podia ser qualquer um, devem fazer algum teste.

    - Hm, você vai participar?

    - Vou sim. E você? Quais clubes escolheu?

    - Literatura e Botânica. Ainda tenho vaga para um terceiro, mas acho que vou deixar assim mesmo.

    No dia anterior, ela e Dong tinham comentado sobre a possibilidade de entrarem num terceiro clube e ela brincou falando de Teatro. Claro que não tinha falado sério e agora imaginava que não fariam mais nada mesmo.

    - E você sempre foi desses clubes? - Lee Hi se interessou. - Como são, afinal?

    - Literatura sim, mas Botânica não. Ficava só com Literatura e Ciência Política porque...hm, digamos que eu não conseguiria me adaptar aos outros e minha agenda era um pouco cheia. E eu cansei um pouco de Ciência Política, fazia porque meus pais são ligados a isso, mas já disse que não é minha área de interesse.

    Sorriu e coçou um pouco a nuca.

    - E os clubes são uma espécie de aula ou oficina. No de Literatura, por exemplo, vou falar como era, porque não sei como está agora no Bloco B. Mas tínhamos uma lista de livros para ler, de determinado estilo literário e a cada encontro tínhamos uma atividade diferente, formando um ciclo. Criávamos resenhas e resumos para fazer uma discussão ou um debate sobre a história. Treinávamos a escrita seguindo a linha daquele estilo literário, faziamos comparações com adaptações de filmes, séries ou peças, enfim. E na semana da cultura, costumamos chamar alguns autores influentes para discutir suas obras e montamos painéis para que sintam o livro além das palavras. Então assim, parece um pouco puxado, pra quem não gosta, mas os clubes são especializações para quem gosta muito de determinado assunto. E às vezes, fazemos intercâmbios, sabe? O clube de Teatro chama Literatura, Dança e Musica para a apresentação do fim do ano.

    - Nossa, que legal!

    - É, eu acho bem divertido. - Sorriu de modo contido. - Nossos trabalhos também são publicados na semana da cultura. Mas não sei como será nesse ano. - Suspirou. - As coisas mudam um pouco no Bloco B.

    [...]

    Cerca de meia hora depois, os carros chegaram até a Galeria Geek. Era um shopping que atraía os amantes de games, séries, filmes, HQs, a cultura pop, em geral, mas sem envolver a música popular koreana. Havia, contudo, uma loja de musica ali, mas era mais voltada para o rock e suas ramificações.

    Os restaurantes da praça de alimentação também eram diversificados. Tinha muitos lugares com influência ocidental, mas também tinha a comida chinesa, tailandesa, japonesa e, obviamente, a tradicional.

    Apesar da fome que eles tinham, o grupo concordou em seguir até a bendita loja que HaN tanto queria ir! Havia o receio de que não encontrasse a peça lá. A loja tinha temática de super-herois e só vendia roupas e acessórios - como funko, canecas e almofadas - de super-herois. Existiam outras lojas temáticas pelo shopping e Stella estava pensando em ver a de Star Wars e Harry Potter depois - talvez outro dia.

    HaN deu um grito de alegria quando achou a calça.

    - Ahssaaaaa!! - Ergueu a peça e as meninas logo viram que era uma calça mais justa do homem aranha.

    Lee-Hi arregalou um pouco os olhos, mas achou interessante. Stella tombou a cabeça para o lado. Ui-Jin tentava conter sua risada e Min-Ho fingia que não conhecia, já bastava o escândalo que ele fazia.

    HaN seguiu para o vestiário, mas foi proibido de sair para exibir a calça como tinha ficado. Min-Ho quase agradeceu por isso, já bastava de vergonha alheia! Mas ele conseguiu e não parou por aí.

    - Agora que vi que tem do Wolverine, Capitão América, Homem de Ferro. Levarei todas. Dá licença. - Mandou Min-Ho sair do caminho. - Isso é um achado e ficou tão bem em mim! Aaah, certamente vou me sair muito bem nessas aulas.

    Ui-Jin não aguentou e soltou sua risada de porquinho. Isso estimulou o proprio HaN a rir porque a risada parecia mais engraçada do que a própria piada em si. Stella foi contaminada e meneou negativamente enquanto seguia até a área das heróinas, dar uma olhadinha. Não estava pensando em comprar nada, mas tinham coisas muito lindinhas ali. Lee-Hi não entendia muito de heróis, mas estava se divertindo com toda aquela bagunça.

    Uma vez que todas as compras estivessem fechadas, eles poderiam comer em paz.

    O grupo acabou indo para o mesmo restaurante do dia anterior: uma hamburgueria que conseguia inserir elementos coreanos nos sanduíches. Eles pegaram uma mesa redonda porque não dariam para ficar nas de sofazinho porque estavam em 7. Lee-Hi sentou-se entre Sunny e Stella e os meninos se ajeitaram de seu jeito. Min-Ho e Ui-Jin ficaram um pouco mais afastados das meninas, sobrando para HaN e Dong sentarem ou do lado de Sunny ou de Stella.

    A mestiça já olhava para os pratos e enquanto alguns pediam milk-shake, ela pedia um chá gelado de cranberry. Fazia tempo que não via isso e achou curioso terem no cardápio. Será que era como se lembrava?

    - Então, Ha-Neul? - Lee Hi encarou o menino. - Feliz com suas compras?

    - Muito! Muito satisfeito! Agora já estou pronto para as aulas.

    - Estava comentando no carro que não sabia que você dançava… - Stella comentou.

    - Sabia que vocês falavam de mim. - Deu uma piscadinha, mas meneou negativamente rindo. - Pois não danço, mas quis experimentar. Acho que tudo bem sair da zona de conforto às vezes, né? Vamos ver. - Suspirou e olhou para as meninas de novo. - Ah, mas obrigado pelo apoio, viu? Posso ser bobo, mas achei muito legal que vocês tenham ajudado a escolher e tudo mais. Obrigado pela paciência e companhia.

    Sorriu de um jeito fofo. Lee-Hi também fez uma carinha “awn” e Stella corou de levinho. Até que HaN sabia ser fofo quando não bobo.

    [HYUN-HEE]

    Quando o garotinho tinha parado Hyun-Hee para oferecer seus serviços de engraxate, não tinha imaginado no tamanho da confusão que acabaria se metendo. Jamais tinha passado por sua cabeça que seria capaz de mexer tanto com a mente daquele hyung. Ele parecia bem mais velho e, apesar de seu estilo um tanto quanto extravagante, parecia rico - tinha 10 mil wons para dar à toa! Só podia ser rico! O garotinho só não imaginava o quão rico era.

    Por que ele fazia aquelas caras raivosas o tempo todo? Não entendia.

    Seu irmão fazia caras bravas, às vezes, mas não daquele modo. O pior de tudo é que Hyun-Hee não despertava o total medo no menino. Ele era esperto e sabia que existia toda sorte de pessoas no mundo, mas havia algo ali que despertava segurança.

    Apesar de tudo, conseguia identificar o instinto de proteção. E mais, uma solidão que precisava ser preenchida.

    Como não estava fazendo nada e já tinha ganhado o dinheiro que sonhava ter ao longo daquela semana, ele não viu problemas em guiá-lo para um tour. Diferente das pessoas que olhavam preocupadas, o menino trazia uma expressão tranquila até que chegaram num charmoso restaurante. Era bem bonitinho, não chegava a ser um restaurante de Gangnam, mas tinha um bom gosto evidente ali.

    - É aqui! A cozinheira é muito, muito boa! Tenho certeza de que você comerá o melhor Bimbipad do mundo aqui!

    Sua barriga roncou de novo, mas ele forçou um sorriso para disfarçar. Estava pronto para ir embora quando recebeu uma “ordem” com uma condição.

    - Eu não minto! Eu até conheço a dona, se quer saber! É a “Dona” Yu-Mi. Se ela escuta o que você tá dizendo, sai de dentro da cozinha com uma frigieira pronta para dar na sua cabeça! Hunf! - Cruzou os braços. - Mas eu aceito! Só porque vou comer E ficar com os 10 mil wons. Qualquer coisa, eu grito e me enfio na cozinha.

    Respondeu de volta e entrou no restaurante. Os dois foram atendidos por uma garçonete com rosto e sorriso gentil. Ela pareceu reconhecer o garotinho e perguntou.

    - Amigo novo, Dae-Ho?

    - Siim, nos vê a melhor mesa, por favor, Noona!

    A garota deu uma risadinha e indicou uma das mesas. O menino seguiu até lá e se acomodou, deixando sua caixinha de lado. A impressão de que ele não era tão pobrezinho assim, se confirmava. Ou ele era muito tagarela e sociável ou, de vez em quando, comida naquele restaurante mesmo.

    O Bimbipad foi pedido e o menino o encarou.

    - O meu nome é Kang Dae-Ho, aliás. Muito prazer. - Sorriu, mas fez um bico quando ouviu aquelas indagações. - Todo mundo trabalha, na minha família. - Explicou. - Mas o meu trabalho ainda é só pra mim. Quero um pc gamer e estou juntando com alguns bicos. Hoje fiquei 10 mil wons mais próximos da TGS TELECON ou da HGT GALAXY

    Sorriu, otimista.

    - Meu hyung trabalha numa loja, num condominio de ricos, ele ajuda em casa, eu ajudo a cuidar de casa. E você? Por que está comendo sozinho? Está longe de casa?


    [MISOO]

    Pelo segundo dia seguido, o almoço que tinha começado bem gostoso, seguia um rumo um tanto quanto amargo. Para alguém que amava doces, esse gosto não era bem vindo. Ainda mais quando o assunto envolvia a história das bolsistas e culminava numa “crítica” à sua própria imagem.

    MiSoo estava participando ativamente - pelo menos ao seu modo, se distraindo de vez em quando, mesmo que fosse para reparar como Gyu-Sik estava distraído. Quando se deu conta de Mia, mandou uma mensagem para ela, mas não teve resposta imediata. Como eles tinham demorado demais dentro da sala e a garota tinha compromisso, acabou que nem teve tempo de conversar, nem nada. Mas se não fosse por isso, ela certamente estaria ali entre eles e dando informações sobre o segundo ano.

    O grupo seguia uma linha de raciocínio até que chegavam à questão do lago. Ali, MiSoo demonstrava sua raiva para com o “troglodita oxigenado”, a nova alcunha de Taemin.

    A relação deles não era ruim, mas depois de hoje, todos estavam se odiando.

    Porém, a menina comentou com Gyu-Sik sobre as ações de Won-Bin. Não havia nada de errado no que ela dizia, o problema foi que ela comentou com a pessoa errada, que já vinha alimentando teorias estranhas e erradas. O irmão de Bo-Mi estava confuso com os proprios pensamentos e, portanto, sem refletir muito, agiu daquele modo com MiSoo.

    O garoto soube que não havia mais volta quando viu a cara que ela fez com a palavra “ogrinha”. Ainda que usada no diminutivo, tinha ofendido. E ele não podia mais voltar atrás.

    - Isso, faça isso. Você será capaz de derrotá-lo com sua raquete. - Ainda completou, para desespero de Bo-Mi que já tinha se levantado.

    Para Won-Bin, Gyu-Sik apenas o encarou e, sem dizer nada, se retirou.

    Bo-Mi ficou amparando a amiga e impediu que ela virasse. Ficou na sua frente e agradeceu às gentilezas e pediu desculpas mais uma vez. MiSoo acabou não ouvindo tudo o que ela disse, porque as palavras acabavam ferindo mais do que ela podia imaginar. Depois da amiga recusar a ajuda de Won-Bin, as duas seguiram de braços dados para fora do colégio. Bo-Mi mexia no celular, chamando por um carro. Mas não só isso, ela enviava uma mensagem bem grosseira para Gyu-Sik mandando que ele fosse embora e, de preferência, não aparecesse na frente dela em casa.

    As duas desceram até a entrada do colégio e ficariam esperando o carro.

    - Eu sinto muito, MiSoo-yah. - Pegou um lencinho, gesto tradicional da familia e secou as lágrimas da amiga.

    Era estranho.

    O gesto de Bo-Mi remetia, de modo diferente, ao modo carinhoso que Gyu-Sik a tratara há algumas semanas quando se encontraram no condomínio. MiSoo tinha gritado com Jung-Mi e corrido em disparada. Gyu não se fez de rogado e, mesmo tendo um condicionamento fisico ruim, ele correu atrás dela apenas para secar suas lágrimas e dizer que tudo ficaria bem.

    Por que ele estava agindo assim agora?

    Primeiro foi a frase incompleta do intervalo e agora a chamava de “ogrinha”. Bo-Mi encarou a amiga num misto de vergonha e tristeza.

    - Não sei porque oppa agiu daquele modo. Acho que...pode ter ficado um pouco incomodado com o modo que falou do Won-Bin, mas...eu tenho certeza de que ele não pensa isso de verdade. Você é linda, MiSoo-yah, uma flor delicada e alegre. Não chore por conta daquele byung-shin (idiota).

    Bo-Mi tentava ajudá-la, mas sabia que MiSoo precisaria de tempo. E o fato dela ir para casa, não ajudava muito.

    [...]

    Felizmente, ela tinha treino de tênis naquela tarde e poderia ocupar a mente e o corpo com duas horas de seu esporte favorito. Afinal, MiSoo não treinava apenas no clube da escola, ela era inscrita como tenista junior do clube que quase todos os alunos da WangJo frequentavam.

    MiSoo tinha aulas particulares e treinava com sua técnica que também era a professora do colégio. Ela era ex-atleta e parou de competir depois que seu joelho a impediu de continuar com os circuitos em quadra. Porém, ela não abandonou o esporte e passou a treinar jovens talentos.

    Adorava MiSoo. Achava que ela tinha um futuro promissor, pois era muito habilidosa e dedicada ao que fazia. Porém, ela começava a perceber algumas mudanças estranhas no comportamento da menina. Naquele dia, por exemplo, ela estava um tanto quanto desfocada. De modo que a técnica pediu para que pausassem e parou a máquina que arremessava bolas para se aproximar da menina.

    Usava um conjunto de vestido azul marinho e uma faixa vermelha na cabeça. Olhou para MiSoo.

    - Que tal uma pausa para conversarmos? - Sugeriu. - Um suco de melão pode fazer milagres nesse calor, sabia?

    Convidou MiSoo a guardar o equipamento e segui-la até o restaurante do clube. Eram umas 4:30 P.M, mas MiSoo sentiria um cansaço como se já fossem 10 P.M. A técnica pediu o suco de melão e um sanduiche integral para elas. Não havia doces em excesso, nem nada, mas queria que ela comesse alguma coisa.

    - Então? O que está acontecendo, hm? Você está...diferente hoje. O que está bloqueando essa cabecinha adorável?


    (Jin-Hee)

    [WON-BIN]

    - Não, é um título que existe no colégio desde sempre. - Bo-Mi respondeu sobre a questão da rainha. - É uma besteira, mas toda sala tem sua “monarquia”. Eu acho que antigamente fazia mais diferente, mas...enfim, ainda é um título de respeito.

    Deu de ombros. Bo-Mi continuava dando as informações que Won-Bin buscava. O mapa mental dele ganhava nomes e acabava se ampliando um pouco mais. Logo ele perceberia que a menina não era apenas bonita, mas também esperta e antenada. Não era como se fosse fofoqueira, mas ela era observadora e tinha seu jeitinho de conseguir pegar as informações relevantes.

    Kang também ficou quietinho enquanto via. Várias das teorias mudavam conforme eles iam conversando, mas, infelizmente, chegou num momento que a conversa tomou um rumo esquisito.

    O comentário de MiSoo despertou um lado irritadiço de Gyu-Sik que acabou agindo de maneira grosseira com a menina.

    Verdade que o almoço estava chegando ao fim, até pelo horário, mas teria sido melhor se eles tivessem encerrado de modo amistoso e não daquele jeito. Gyu nem ao menos o respondeu, preferindo ir embora e deixar a irmã e a amiga para trás. Bo-Mi o repreendia enquanto consolava MiSoo e, também, pedia desculpas pelo que tinha acabado de acontecer. Won ficou um tanto quanto aborrecido com aquilo, não poupando suas expressões de desagrado. Bo-Mi as compreendeu, mas logo quando ele voltasse a atenção para ela, seria respondido.

    - Você também é muito legal. Digo, vocês, no caso.- Indicou Kang. Jae-Ki ela não podia dizer, porque pouco tinha conversado com ele, mas também parecia legal. - E sim, devo desculpas por encerrarmos assim. Não é sempre, eu garanto. - Suspirou, tentando aliviar o lado do irmão também. - Eu acho generoso de sua parte e a ajuda é bem-vinda, não leve meu irmão à sério. Foi um caso isolado. De todo modo, amanhã nos veremos de novo.

    Não conseguiu sorrir porque sentia a tristeza de MiSoo. Quando ele se ofereceu para levar a mochila, Bo-Mi meneou negativamente, indicando que estava tudo bem.

    No caminho para a enfermaria, Kang estava ponderando sobre o que tinha acabado de ouvir até que viu a reação de Won.

    - Ahm? Por que? Aaaish, não me bate! - Massageou o braço magro e o encarou com um palmo de bico. - Oh sim! - Animou-se, de novo. - Meu amigo, quando você encontra uma brecha dessas, você só pode correr para o abraço. Não literalmente, mas você me entendeu. Só que sei lá, não sei se vai acabar rolando.

    Comentava enquanto caminhava com Won.

    - O irmão da sabiá parecia bem irritadinho. Será que estava com ciúmes de você? - Olhou bem para Won. - Inveja? Nah, acho que ciumes…

    Ponderava, mas não conseguia chegar a uma conclusão certa.

    [...]

    Kang e Won-Bin seguiram até suas bicicletas e foram para o trabalho. Como Won-Bin não contou das mensagens de Jae-Ki, Kang estava por fora sobre o que aconteceria naquela noite. Ao chegarem no condominio, eles se separaram e cada um seguiu para seu emprego. O menino aproveitaria um momento livre para mandar uma mensagem para Jae-Ki também.

    Já Won estava prestes a lidar com seu primeiro dia.

    Lidar com pessoas era um pouco difícil, pelo menos as primeiras que apareciam. Porém, ia ficando mais fácil conforme pegava o ritmo. As pessoas daquele condominio eram bastante esnobes e poucas se dignavam a ver Won-Bin. Geralmente só olhavam de relance, sem decorar os traços do menino e pediam seu café.

    A chefe dele já parecia acostumada, mas forçava um sorriso educado - era nisso que ele tinha que se ater: ser educado. Não precisava ser amigo de ninguém, tampouco se preocupar com eles. Só fazer seu serviço com qualidade já estava bom.

    Para um primeiro dia, ele conseguiu se sair bem. Não se aproximou da máquina, mas limpou muitas mesas e anotou pedidos dos clientes que ficavam para se sentar - quem tinha pressa, ia direto no caixa e saía com seu café. Ele limpou o salão e pegou notinhas. Umas quatro pessoas - as unicas que o viram e não apenas o olharam - foram mais generosas e deixaram uma gorjeta. As outras não se importavam muito.

    Um pequeno choque, mas no fim do expediente, Lee Hyosang - a chefe - se aproximou dele e o elogiou. Disse que, apesar da tensão inicial, o rapaz tinha mostrado uma boa postura e, por isso mesmo, esperava que ele quisesse ficar com a vaga também. Caso a resposta fosse positiva, ele ganharia a plaquinha com seu nome e o uniforme de seu tamanho.

    [...]

    Após o fim de seu expediente, por volta das 7:30 P.M, Won-Bin tinha uma certeza: aquela noite seria dia de luta. E não estava se referindo apenas aos treinos de TKD - que ele teria que sair mais cedo ou faltar, caso quisesse chegar ao local do encontro no horário certo. Seria uma luta com acertos de contas.

    Won-Bin já tinha aconselhado Jae-Ki, mas havia algo de errado ali Seu faro investigativo apontava isso.

    Taemin tinha sido muito covarde ao jogar uma menina no lago. Por que não seria de novo agora com Jae-Ki, numa luta fora do colégio? As meninas disseram que Taemin gostava de Eun-Bi e, provavelmente, sentira ciumes da aproximação dos dois. Aquele não era um momento perfeito de se livrar de Jae-Ki? Fora a questão de bolsistas que os riquinhos estavam dispostos a eliminar.

    Caso Won tivesse a ideia de procurar imagens do endereço do lugar, veria que era um ferro velho próxima trilhos de trem atualmente desativados. Um lugar meio deserto, principalmente naquele horário. Um garoto rico, sem limites e violento de um lado contra seu amigo visivelmente desfavorecido.

    Seu pai sempre dizia para que ele não se metesse em confusões, mas também sempre disse que o filho podia contar com ele.

    E agora? O que o jovem espião-heroi-detetive faria?

    Seu mais novo amigo parecia correr riscos que ele não tinha percebido ainda.


    [JAE-KI]

    Aquele desagradável encontro com o pai só tinham piorado as coisas para Jae-Ki. Não bastasse toda aquela humilhação que ele tinha sofrido num único dia, ainda tinha que ouvir absurdos vindos do homem que deveria protegê-lo ou ter o minimo de cuidado com a família. A vida era muito injusta com ele.

    O que ele tinha feito de tão errado assim para merecer tudo isso que acontecia?!

    O pai não discutiu mais, mesmo diante do ataque de fúria dele. A verdade é que ele realmente acreditava nas coisas que dizia e se sentia a vítima da história. Sua doença era tamanha que não conseguia enxergar o mal que tinha feito aos filhos. Alguns estragos em Jae-Ki podiam ser irreparáveis! E Soo-Ji era um milagre, praticamente. Ou só era daquele jeito, justamente porque Jae-Ki abdicou da própria vida para que ela tivesse alguma chance de futuro.

    Nem toda a água do mundo seria o suficiente para acalmá-lo.

    Quando o sangue dele fervia, apenas a violência conseguia dar jeito. Isso ou Soo-Ji com seu jeitinho lindo e calminho de ser. Felizmente, a irmã apareceu antes - bem antes - da briga que ele tinha marcado.

    Naquele dia, a garotinha foi direto para cas - assim como no dia anterior. Ela mostrou bastante surpresa quando viu o irmão, mas logo abriu um dos seus lindos sorrisos e, achando que era uma surpresa dele, o abraçou pela cintura e não quis soltá-lo mais.

    - Oppaa!! Que bom te ver!! - Ela o vira de manhã cedo, mas isso não importava, pois ela sentira saudades independente do tempo que tinha passado. - Como foi seu dia?

    Esperaria que Jae-Ki contasse tudo e nem imaginava que o irmão escondia mil coisas. Ela se prontificou a fazer o almoço: arroz e pedaços de frango que a avó tinha mandado que ela levasse para casa. Aquilo sim seria um banquete! A menina já agia com a destreza de uma dona de casa e se virava muito bem na cozinha. Enquanto fazia o almoço, ouvia as histórias de Jae-Ki em meio a sorrisos.

    Por volta das 1:30 P.M, Jae-Ki receberia uma mensagem de Kang.

    “Jae-Ki-Boy. Eu fui um péssimo amigo hoje, não consegui te ajudar na enfermaria porque me perdi. O Won pediu para que eu comprasse o café para você, mas eu não soube voltar e nos desencontramos. Espero que você possa me perdoar, amanhã eu levo um bolinho daqui da loja pra você! Como você está? Espero que possamos conversar amanhã! O Won está montando um “Dossiê Wangjo: As mentiras” e soubemos bastante coisas hoje. Amanhã conversamos.
    Faloou!”


    Kang se sentia culpado por ter estado ausente enquanto ele ficava na enfermaria. Na verdade, sentia-se inútil e esperava reparar esse “erro” no dia seguinte.

    [...]

    Depois de ter passado aquele tempinho com sua irmã e seus desenhos Jae-Ki seguiu para o trabalho. Soo-Ji tinha sido a pausa boa de seu dia. Pelo menos o garoto não encontrou nenhuma decepção no trabalho. Ele já era uma droga e não tinha como criar boas expectativas com aquilo ali.

    Ouviu reclamações de clientes, recebeu olhares bravos do gerente, mas nada que não fosse normal.

    A verdade é que ele estava muito distraído e ponderava sobre se tinha tomado a melhor decisão. Taemin dissera que Eun-Bi não tinha honra. Por que? Bom, ela tinha mentido já duas vezes, mas havia algo no olhar dela naquela enfermaria que indicava que ela tinha feito achado o que era melhor.

    Fora que quando pensava muito nela, era um pouco dificil de não lembrar o que aconteceu antes de toda aquela confusão. O jeito dela se portar, sorrir e admitir seus erros. As coisas que ela não queria dizer no momento...Ela era um mistério, isso era verdade. Mas uma desonrada? Por que ele diria isso?

    Não dava para levar em conta alguém que agredia uma menina.

    [...]

    Depois que foi liberado do trabalho, Jae-Ki seguia para o ponto de encontro. Tinha pedido para que adiassem para as 10 P.M por conta do trabalho. Ele ainda precisou gastar dinheiro com o metrô para ir até uma área mais remota da cidade.

    O lugar era um ferro velho e ficava próximo a trilhos que não funcionavam mais, mas tinham galpões sobre eles. Jae-Ki esperava pro ver Won-Bin, mas tudo o que tinha era a mensagem do amigo. Ele disse que estaria ali e, bom, ainda tinham uns 10 minutos para que ele chegasse.

    Por outro lado, Taemin estava ali, mais do que pontual.

    - Então você realmente veio? Corajoso… - O garoto falava enquanto caminhava de modo displicente até uma das poucas áreas iluminadas pelos refletores. - Está pronto para tomar a surra da sua vida?

    Perguntava enquanto retirava a jaqueta e jogava para o lado. Taemin era um garoto alto e até mesmo forte. Dava paraver pela sua postura que ele entendia de artes marciais e que aquele soco, provavelmente machucava. Esperava por Jae-Ki e parecia bem animado com a briga que estava para começar.

    Finalmente tinha encontrado o seu alvo.




    > Mando as referências do Ferro-velho amanhã;

    > Não turno mais em bloquinhos agora, porque preciso que todos terminem suas cenas ao mesmo tempo;

    > Hyemin terá turnos normais na próxima rodada, ainda nessa terça-feira.

    Luxi
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    Re: Capítulo 1

    Mensagem por Luxi em Seg Nov 13, 2017 3:49 pm



    - Aham, sei. Veremos, garoto.  - comentou entre o aborrecimento e a provocação. Era um lugar simpático e até mais agradável do que ele esperava encontrar. Estava bom o suficiente.

    -  É mesmo? Gritar e correr para a cozinha? Essa é a sua estratégia para fugir de alguém? Imagino que tipo de pessoa essa tal ‘dona’ Yumi pode ser para se apoiar nela   - achou graça da inocência e logo alguém apareceu para atendê-los.

    Virou para observar a garçonete e lhe retribuiu um sorriso de canto dos lábios, fitando sua beleza com curiosidade. Deixou o menino fazer o pedido especial por eles, mas completou com um:

    -  Pede para caprichar no meu, por favor.

    Sorriu mais uma vez, daquele jeito envolvente que sabia fazer apesar de sua aura contrária. Então a observou se afastar em um prazer pessoal que tinha de arrancar uma reação envergonhada daquele padrão de mulher.

    - Ok. Kang Dae Ho. É mesmo? Você quer se tornar um jogador profissional? - deixou escapar uma risada discreta, cobrindo o nariz com as costas da mão. -  TGS ou HGT, hm!? Que irônico.  Eu não diria que é algo bom, mas você está mais perto do seu sonho do que imagina. Os herdeiros dessas empresas estudam com o seu irmão, sabia disso?  É mesmo um país pequeno… especialmente entre chaebols. - estalou a língua, pensando na imagem daqueles dois, mas tendo em vista os últimos acontecimentos, nem se considerava mais próximo de Hyemin ou indicaria que qualquer ser humano saudável que não fizesse parte daquele grupo de patricinhas fosse conversar com ela.  Quanto a Dong, nunca tinha sido de sua sala, apenas sabia das empresas que circulavam naquela escola, como praticamente todos os alunos.

    Daeho continuou falando e ele não tinha muito interesse, mas deixava o garoto achar que  estava ouvindo. Eram uma família então de classe média que dividia suas responsabilidades. Parecia honesto. Mas ele nunca deixaria Jung Mi exposto daquele jeito. Preferiria trabalhar ele mesmo em três empregos simultâneos do que ter que ver seu irmãozinho se matando por 10 mil wons. Não passava por sua cabeça que talvez isso não preenchesse o dinheiro necessário para alguns tipos de família, mas ele era superprotetor demais para ouvir isso e achar que estava tudo bem.

    A última pergunta do garotinho o fez ficar introspectivo de novo. Olhou para baixo, alargou o sorriso em escárnio, riu um pouco e respondeu logo.

    - Gosto de ficar sozinho. E sim, estou muito longe de casa, garoto. Tão longe que nem tenho mais como voltar.   - o tom amargo dissipou assim que ele virou o rosto para a garçonete. - Linda, e aquelas bebidas e entradinha, tem como adiantar?

    Natalie Ursa
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    Re: Capítulo 1

    Mensagem por Natalie Ursa em Seg Nov 13, 2017 4:19 pm


    Como ele ousava falar assim com MiSoo? E ainda concordava que a garota poderia vencer Taemin na violência!! Gyu-Sik só estava reafirmando sua visão de MiSoo como uma criatura longe de se parecer ou se portar como uma garota normal!

    MiSoo mordeu o lábio inferior com tanta força que por pouco não fez uma ferida. Estava de cabeça quente, o que intensificava a dor gerada pelas palavras do garoto. Era milhões de vezes mais doloroso ter de ouvir esse tipo de insulto saído da boca de alguém que lhe era importante, do que de qualquer outro bulling verbal que já precisou enfrentar em sua vida.

    Ouviu uma parte do que Won-Bin disse depois. Ela assentiu com um movimento da cabeça e acenou para os dois quando se despediram, mas não chegou a virar-se diretamente para eles. Mantinha um olhar baixo, com muita vergonha do seu estado atual, outra vez querendo chorar em um lugar público e com platéia.

    Acompanhou a amiga para o lado de fora da escola agarrada à seu braço e vez ou outra fungando, embora ainda se esforçasse para impedir que outras lágrimas escorressem pelo rosto.

    Enquanto esperavam pelo carro deixou mais umas poucas lágrimas molharem as bochechas e ouviu o pedido de desculpas de BoMi, enquanto ela usava um lenço para lhe secar o rosto.

    - Tudo bem, BoMi-yah. Você não precisa se desculpar. Você nem fez nada de errado. - após ter as lágrimas enxugadas, MiSoo abraçou a amiga, pois estava precisando muito de um abraço no momento.

    Lembrava-se do gesto semelhante de Gyu-Sik ao secar suas lágrimas quando MiSoo saiu correndo pelo condomínio depois de gritar contra Jung Mi. Vai ver tinham agido de modo parecido porque são gêmeos…?? Mesmo assim não fazia sentido nenhum ele ter sido tão gentil naquela ocasião e agora tão rude sem motivo algum para isso.

    Mas tinha que ter um motivo, pois mesmo que ele mudasse rápido de humor às vezes, aquilo tinha sido bastante drástico.

    MiSoo se acalmou um pouco e a raiva diminuiu o suficiente para que ela pudesse repassar mentalmente o que poderia ter dito à causar tamanha reação em Gyu-Sik. Por que tinha sido tão áspero não muito tempo depois que estavam brincando pelos corredores e escadas da escola.

    A tenista novamente ouviu o que sua amiga dizia, incomodada pela cena no refeitório tê-la deixado visivelmente triste também. Tinham voltado a ficar mais alegres depois de toda a aflição do que tinha acontecido no intervalo e o medo que BoMi tinha demonstrado por ter entregado Taemin ao diretor, mas agora, em instantes, tudo tinha ruído de novo. Que dia horrível era esse??

    - Byung-shin… Byung-shin!! Olha só o que ele fez… Agora até você está se sentindo mal. - bufou, bagunçando um pouco a franja - Mas agora eu entendi perfeitamente porque ele fez isso. - cruzou os braços e fez outra careta de irritação - Por ciúmes! - fez um beicinho, sem dizer nada por alguns instantes, para conseguir manter o controle de si, não queria mais chorar - Ele tem ciúmes porque agora não é mais o único garoto que tenho como amigo! Aiishhhhh… Que irmão problemático você tem!

    Respirou fundo e atenuou a expressão carrancuda, em seguida abraçando BoMi de novo, desta vez de lado.

    - Obrigada por ficar aqui comigo, BoMi-yah. E por me consolar. - esboçou um sorrisinho e encostou a lateral da cabeça na dela - Mas… Uma flor delicada? - deu uma leve risadinha, achando que não tinha nada a ver com ela.

    Principalmente depois de ter sido chamada de ogra, não acreditava muito no elogio da amiga, mas apreciava que ela estivesse tentando lhe animar.

    Depois que pegaram o carro para voltarem ao condomínio, MiSoo não teve muito tempo para se lamentar mais sobre o assunto, tinha um treino de tênis para ir. O único problema é que teve tempo o suficiente para vomitar tudo o que tinha comido, movida por todas as emoções negativas acumuladas em uma só manhã. Desta vez nem tinha pensado muito. Apenas colocou tudo para fora, como se pudesse assim anular toda a parte do almoço que lhe deixou profundamente entristecida.

    O treino era uma das melhores partes do dia e tinha melhorado bastante o humor da garota.Ficava muito contente só de poder praticar seu esporte favorito sem ocupar a mente com os constantes problemas em casa… Mas agora tinha problemas até na escola!! Tentava se manter focada no que fazia, mas seu corpo, que normalmente aguentava muito bem as duas horas do treino de tênis e até mais, estava mais lento. Parecia mais pesado, cansado. Nem tinha feito nada que houvesse despendido muita energia, além de correr até a enfermaria e depois até o refeitório. Em um dia normal uma corridinha dessas não seria nada para toda a energia de MiSoo, mas agora tinha algo de errado… Sem falar que estava com fome e distraída, acabando por voltar a mente ao que tinha acontecido com Eunbi no lago e depois com a discussão com Gyu-Sik no refeitório.

    Quando percebeu sua treinadora tinha pedido para pararem um pouco com o treino. MiSoo arregalou os olhos sem ter certeza se já tinha chegado ao fim do treino. Pelo cansaço parecia que sim, mas o tempo não parecia certo.

    A garota ficou surpresa com sua técnica lhe chamando para conversar e beber o suco, mas sorriu e aceitou. Já estava com um pouco de calor e o suco cairia muito bem.

    Enquanto Jin-Hee fazia o pedido, já sentadas à mesa do restaurante, MiSoo sentia-se um pouco sonolenta agora que tinha parado definitivamente o exercício. O Sanduíche e o suco vieram. Só quando a garota olhou para o sanduíche que percebeu que estava com fome, por isso acabou aceitando.

    - Komawo, Jin-Hee-Shi. Pelo sanduíche e pelo suco. - sorriu e balançou um pouco o corpo em uma espécie de dancinha super contida.

    Escutava a pergunta preocupada da professora enquanto dava uma mordida na sanduíche.

    Quase uniu as sobrancelhas em uma expressão preocupada e meio triste, virando o rosto para o lado enquanto mastigava e pensava no que dizer.

    - Mianeyo… - respondeu em um sussurro, baixando a cabeça como um animalzinho de estimação que era repreendido, mesmo que ali não fosse esse o caso - Estou meio distraída depois de tudo o que aconteceu hoje… Na escola. - mordia o lábio, cabisbaixa, voltando a se sentir meio triste por mencionar a manhã desse dia - A EunBi-yah, minha amiga, foi derrubada no lago da escola… Ela machucou o tornozelo. Fiquei tão preocupada… Ela parecia estar tão mal. BoMi-yah, também minha amiga, está com muito medo de sofrer retaliação depois de dedurar o garoto que empurrou a EunBi.

    MiSoo solta o sanduíche no prato, sentindo o estômago revirar um pouco enquanto contava à instrutora o que lhe afligia. Sentindo-se ansiosa em ter que relembrar dessa manhã, a garota uniu as mãos inquietas embaixo da mesa, sobre as coxas.

    - Eu vou tentar proteger ela!! …. - falou de modo determinado, mais alto e imponente, erguendo o punho na altura do rosto para dar mais ênfase,  mas a voz logo murchou ao tom entristecido e baixo de antes - Mas eu não se consigo… Mas acho que com a ajuda que teremos agora ficará tudo bem. - tentava se convencer disso, mas a voz estava longe de conter alguma confiança naquelas palavras - Por fim… - baixou os olhos em direção ao chão e não conseguiu conter mais algumas lágrimas que escaparam dos olhos levemente vermelhos - Eu… Eu discuti com um amigo… Não. Um amigo discutiu comigo! Estou muito triste com a atitude dele! - fungou, esfregando um guardanapo que achou sobre mesa na bochecha para secar as lágrimas e respirando fundo para se acalmar depois da última frase alterada - Por isso estou um pouco distraída… Eu acho… - logo que terminou a fome lhe atacou outra vez e MiSoo retomou o sanduíche para dar uma grande mordida cheia de angústias.


    Era definitivamente um recorde. Tantos problemas e era só o segundo dia de aula!!
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    Re: Capítulo 1

    Mensagem por isaac-sky em Seg Nov 13, 2017 4:55 pm

    - Não, é um título que existe no colégio desde sempre. - Bo-Mi respondeu sobre a questão da rainha. - É uma besteira, mas toda sala tem sua “monarquia”. Eu acho que antigamente fazia mais diferente, mas...enfim, ainda é um título de respeito.

    Won achou aquilo curioso. De certa forma Wangjo tinha sua “fantasia”, talvez aquilo realmente fosse tipo uma realidade paralela.
    E a bolha perfeita dos herdeiros era furada com a chegada dos bolsistas.

    Acenou positivamente diante dessa constatação de Bo-Mi. ”Então o rei é aquele Jung”.

    Aquele almoço divertido terminava com um gosto agridoce. Won não entendia a atitude de Gyu-Sik, não parecia normal nem pra irmã dele e acabou nem respondendo o comentário de Hwang.

    - Você também é muito legal. Digo, vocês, no caso.- Indicou Kang. Jae-Ki ela não podia dizer, porque pouco tinha conversado com ele, mas também parecia legal. - E sim, devo desculpas por encerrarmos assim. Não é sempre, eu garanto. - Suspirou, tentando aliviar o lado do irmão também. - Eu acho generoso de sua parte e a ajuda é bem-vinda, não leve meu irmão à sério. Foi um caso isolado. De todo modo, amanhã nos veremos de novo.

    -Está tudo bem. Obrigado pelo almoço e pela investigação - deu um sorriso tímido mas logo o desfez, Bo-Mi parecia triste como antes - Até amanhã, vai ser mais tranquilo espero. Sem fortes emoções como hoje

    Bo-Mi negou a ajuda com a mochila, então Won e Kang saíram andando após se despedirem.



    Kang estava tão distraído que não falou nada o caminho todo pra enfermaria.

    - Ahm? Por que? Aaaish, não me bate! - Massageou o braço magro e o encarou com um palmo de bico. - Oh sim! - Animou-se, de novo. - Meu amigo, quando você encontra uma brecha dessas, você só pode correr para o abraço. Não literalmente, mas você me entendeu. Só que sei lá, não sei se vai acabar rolando.

    Won acenou positivamente. Queria ter esse desprendimento que Kang tinha: o amigo não tinha medo de passar vergonha nem nada do tipo.

    - O irmão da sabiá parecia bem irritadinho. Será que estava com ciúmes de você? - Olhou bem para Won. - Inveja? Nah, acho que ciumes…

    -Ciúmes? Ciúmes por que? - aquela possibilidade passava longe da cabeça de Won - Ciúmes de mim!?

    Na verdade fazia sentido, mas Won não se considerava grande coisa para causar ciúme em ninguém.

    -Será que foi por conta do que a Misoo tava falando? Aiiish, ela falou aquilo antes eu achei que estava brincando. Não fiz grande coisa - era sincero com o amigo. Poderia ter causado uma impressão daquelas, mas não achava que tinha feito o suficiente pelos amigos.



    Won colocou os fones de ouvido e pegou sua bike. Junto de Kang os dois foram em silêncio para o trabalho.



    Refletiu sobre tudo que aconteceu. Tinha feito mais amigos: uma quantidade que não havia feito desde muito, muito tempo. Seus impulsos o haviam feito se expor novamente, dessa vez diante de alguém perigoso.

    Se sentia angustiado: Jae-Ki tinha comprado uma briga grande demais com alguém que não conheciam direito, mas que parecia criar uma influência de medo grande o suficiente para fazer as pessoas reagirem daquele jeito.
    Além disso sentia muito como até mesmo suas ações pareciam afetar aqueles ao seu redor como Bo-Mi e Misoo. Kang era quem parecia melhor, mas também tinha a impressão que os evento o atingiu também.

    Até pouco tempo atrás suas maiores preocupações eram sua rotina corrida e qual filme iria ver na sessão de sábado ou domingo do cinema. Won se inspirava nos heróis que via na tela, em seu sábio mestre e no seu pai.

    Decidiu deixar essas questões e o seu grande dilema daquela noite de lado para a próxima tarefa.

    -Te mando mensagem mais tarde, Kang-man - disse se despedindo do amigo - Qualquer coisa manda o Bat-sinal - sorriu, brincando com o apelido que recebera dele.

    Respirou fundo antes de abrir a porta do café. A chefe explicou o que faria naquele dia, não ficaria na máquina mas cuidaria de limpar, atender nas mesas, esse tipo de coisa.
    Suou frio ao atender as primeiras pessoas: a maioria, esnobe, nem o olhava nos olhos.

    ”Por acaso eu sou um fantasma camarada que te traz os pedidos!?” pensou quando constatou isso, mas manteve a expressão polida.
    Foi perdendo um pouco do nervosismo conforme se acostumava e percebia que era mais fácil não sentir vergonha quando as pessoas sequer notavam sua presença direito: elas nem ao menos se lembrariam de como era.

    Aproveitou aquelas horas de trabalho para se distrair, gostava de trabalho duro e nem achava ruim ter de limpar.
    ”Fortalece os braços” se lembrava das palavras do mestre Baek. Aquilo era fichinha comparado em varrer e limpar um dojo pós-treino.

    ”G-Gorjetas!?” ficou um tanto impressionado, no primeiro dia já tinha ganhado gorjetas. A chefe tinha dito no dia anterior que podia ganhar gorjetas mas pegou Won de surpresa mesmo assim. ”As pessoas não são preto e branco, algumas até te viram Won-Bin”
    Continuou trabalhando duro até o fim do expediente.

    Ficou tenso quando Lee Hyosang se aproximou.
    ”Droga, eu fiz tudo errado né? Eu vou ser fritado pelos olhos de raio laser...UÉ, ela tá me elogiando?”

    Surpreso ele sorriu diante da oferta definitiva da vaga. Acenou positivamente com a cabeça, um tanto exagerado, mas feliz.
    -Sim, eu adoraria trabalhar aqui - respondeu - Obrigado!

    ”Missão completa Won-Bin. Missão completa”



    Agora liberado do trabalho, não podia mais fugir do que viria pela frente e suas decisões.

    Olhou no celular para ver como era o local:
    ”Um ferro-velho. Que ótimo, um lugar cheio de barras de metal e material cortante. Pra ficar bem tranquilo”

    Com certeza Taemin tentaria trapacear, duvidava que o Demônio Loiro lutasse honestamente. Não conhecia as habilidades de Jae-Ki, mas cada vez mais parecia uma luta desigual.

    ”Como a Bo-Mi disse, eu tenho que usar de Preparo”

    Pegou a bicicleta e foi até o dojo para treinar. Avisou antes de começar ao Mestre Baek que ele teria de sair um pouco mais cedo pois tinha um compromisso importante.
    Queria poder ser completamente honesto com o mestre, mas com certeza ele tentaria impedi-lo.

    Na hora que iria ir embora, Won passa pela sala de equipamentos. Já tinha decorado tudo que ficava ali, o dojo era sua segunda casa.
    ”Eu espero não ter que usar isso” disse pegando um nunchaku de madeira: não era do tipo mais resistente e forte, pois era uma arma de treino, mas ainda sim era uma arma que poderia machucar muito caso utilizada corretamente.


    Guardou na mochila. Odiava fazer aquilo, mas pretendia devolver no dia seguinte, na verdade não pretendia nem utilizá-lo.

    Saiu do dojo de modo discreto, para não atrapalhar o restante da aula. Sentia o estômago revirar diante do que aconteceria em seguida.
    Foi rumo ao local do confronto, afastado da cidade Won teria de correr pra chegar a tempo.

    ”Mas que droga, isso é uma péssima ideia. Isso tudo é uma péssima ideia!” estava muito agoniado. Garantindo que não estava sendo visto, colocou o nunchaku por baixo da calça, no lado direito, oculto.

    No metrô seu sentimento de angústia era substituído por uma tensão: a mesma que sentia durante o confronto com Taemin.
    ”Se o Taemin apanhar ele vai tentar trapacear, pegar alguma barra de ferro ou chamar os amigos pra cima dele. Se o Jae-ki apanhar, ele vai querer surrar o Jae-ki no chão. Eu vou ter que interferir de qualquer maneira”

    Um plano novo se formava na cabeça de Won-Bin. O tipo que envolvia mais pessoas e mais problemas.

    Pegou o celular, achou seu pai nos contatos e começou a escrever:

    ”Pai, eu estou no *endereço do ferro velho*. Estou bem, mas tive de salvar um amigo. Preciso da sua ajuda, pode vir aqui?”
    Salvou a mensagem no rascunho e deixou o celular preparado para mandar assim que o desbloqueasse.

    ”Ok, eu tenho o plano B”

    Respirou fundo, deixou de pensar para se concentrar enquanto via o que passava pelas janelas do metrô. A música o imergia num estado de preparo.


    Correu até o local quando saiu da estação. Estava em cima da hora.

    Viu que Jae-ki já estava lá, e logo a frente estava Taemin. Chegou na hora exata.

    -Yo Jae. Desculpa a demora, essa não dá pra perder por nada - disse, um tanto ofegante, anunciando sua chegada ao amigo.
    Ficou de pé, apoiado em alguma carcaça de carro.
    -Acaba com ele - disse, sério, completamente diferente do jeito atrapalhado e goodguy de antes.

    ”Não adianta dar bronca no Jae-ki agora. Me resta torcer por ele e esperar o melhor” - sentia o peso do nunchaku oculto em sua calça e o celular no bolso. Eram as armas que havia trazido.

    Olhava ao redor, verificando onde estariam os amigos de Taemin.

    Gakky
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    Re: Capítulo 1

    Mensagem por Gakky em Seg Nov 13, 2017 9:10 pm

    Jae-ki se sentia muito mal por causa da raiva, quando recebeu a resposta de Won Bin, suspirou aliviado por saber que podia contar com alguém, isso era muito importante para ele. Em dias comuns já teria ligado para os hyungs da gangue, mas dessa vez não queria envolvê-los.Por sorte, sua irmã apareceu mais cedo, quando sentiu o abraço dela em sua cintura, sorriu e exclamou:

    - Uwa! Que abraço bom!

    Se abaixou para retribuí-lo, bastava ver Soo-ji para se sentir muito melhor. Quando ela perguntou sobre seu dia, Jae tentou ser animado e omitiu todas as partes ruins, que foram muitas. Não contou sobre Eun-bi, pois não queria magoar a irmã. Ainda não sentia que podia confiar na bailarina, e jamais confiaria sua irmã em alguém que mentia tão facilmente. Sorriu quando viu Soo-ji preparar seu almoço, ela era tão íncrivel. Jae-ki se sentou enquanto a observava cozinhar. " Soo-ji-ya, não me arrependo de nada que fiz por você, faria tudo de novo se fosse preciso. Vou aguentar esse colégio com tudo que tiver, não importam o que façam comigo, não vou desistir. Darei um futuro merecido para você."

    - Ahssa!! - Exclamou ao comer a comida da irmã, encheu a boca de comida e falou - Muito bom! Você é íncrivel Soo-jiya! Sua comida faz eu ficar mais forte! Você sabe mesmo cuidar bem do seu oppa.

    Comeu tudo rapidamente e já se sentia melhor. Aconchegou-se com a irmã para descansar o almoço, queria aproveitar ao máximo a companhia dela. Se tinha alguém que consiguia valorizá-lo, era Soo-ji, essa nunca o decepcionaria. Ela tinham um jeito de especial que mesmo que se tivesse que chamar atenção dele, Jae-ki não se aborreceria, e sim se sentiria culpado.

    Quando recebeu a mensagem de Kang, Jae-ki sorriu. Ele estava preocupado e se achava um péssimo amigo. Quantas pessoas tinham agido assim com ele? Muito poucas. Nem mesmo seu pai, que realmente era péssimo, o tratava dessa maneira. Não queria ter que responder a cobrar, mas não podia gastar seu pacote de sms, era uma escolha difícil. Mandou a cobrar mesmo assim, prometendo a si mesmo que recompensaria o amigo depois por essa despesa, embora ainda não soubesse como.

    "Bolinho?! Uwa!! Não vou recusar! Mas desencana Kang, você não foi um péssimo amigo. Você e o Won Bin são muito maneiros. Eu não ando bem, estou com muita raiva de algumas coisas. Dossiê? Ya! Quero saber tudo amanhã! Falou!"

    Jae-ki ainda não estava tão familiarizado com os apelidos que os amigos usavam, ainda nem entendia porque o chamavam de Jae-ki-boy, mas achava maneiro. Era muito bom ver que alguém se importava como ele estava se sentindo, diferente do seu pai. Quando lembrava das palavras do seu aboji, ainda sentia muito rancor. Infelizmente havia muito ódio guardado no coração de Jae, e isso o fazia mal.

    O trabalho havia sido o mesmo, aguentava qualquer coisa por Soo-ji. Na verdade ter sido jogado o lago não era nada quando pensava que tinha sido pela irmã. Para ele não importava o que aconteceria, mas não desistir do colégico, mesmo que doesse, porque havia uma íncrivel meninha que amava e o fazia se sentir o melhor irmão do mundo. Mas era verdade que se revoltava muito quando injustiçado. Por isso se irritou tanto com Eun-bi. Enquanto trabalhava pensava em várias coisas, como Eun-bi, mas não conseguia entender ela, e achava que talvez nunca fosse conseguir. Uma hora ela o tratava bem e outra mentia, era difícil. Se pergunta se talvez em uma outra realidade em que fosser rico, ela pensaria duas vezes em vez de tratá-lo assim. Era tão injusto o quanto o tratavam pelo dinheiro e não pelo seu valor. Mas não conseguia ter raiva 100% dela, por isso estava com ódio de Taemin, não acreditava no que um idiota desses falava de Eun-bi.

    Quando finalmente saiu do trabalho, Jae-ki colocou seu gorro e foi até o ponto de encontro. Não conhecia o estilo de luta do seu adversário e nem se ele tinha um, isso poderia ser considerado um tiro no escuro. Mas Jae-ki não era o melhor em tomar certas decisões, principalmente quando com raiva. Desde cedo aprendeu que deveria se defender sozinho, senão ninguém o faria, e por isso esse era o seu jeito de resolver as coisas. Não podia deixar passar um episódio desses, porque odiava ver Taemin se dar bem depois do que fez, era preciso fazer algo. E denunciar para professores e funcionários da escola não resolveria, nunca resolveu para Jae. Por isso tinha que fazer justiça com as próprias mãos.

    Quando chegou ao ferro velho, procurava por Won Bin. O local era bastante deserto e inseguro. Estava exposto ali, qualquer um poderia fazer mal a ele. Taemin poderia até vir acompanhado de um grupo, mas Jae-ki não estava pensando bem sobre isso. Era inteligente, mas ainda um adolescente de cabeça quente. Era certo que tinha amadurecido mais cedo que muitos outros adolescente, mas foi rápido demais e por isso não era completamente experiênte como um adulto deveria ser. Quando viu Taemin aparecer, Jae o encarou com um olhar marrento.

    - É claro que eu vim!
    - Disse invocado - Não vou tomar uma surra, vai ser você que vai pagar pelo que fez! Antes de acertarmos as coisas, tenho algo para te falar. Não importune mais a Eun-bi! Ela não é uma coisa que te pertence, não tem o direito de machuca-lá. Ela pode falar com quem ela quiser, até se ela não quiser mais falar comigo, é um direito dela. Se quer bater em alguém faça como estamos aqui, não como um covarde em uma garota indefesa.

    Apesar da altura de Taemin e do seu físico mais forte, Jae-ki não se sentia intimidado, ele era mesmo destemido quando estava com raiva. Porém não imaginava que tipo de habilidades o loiro teria. Mas olhando a postura dela, pecebeu que deveria entender algo de luta. Jae-ki já ia para sua posição quando viu Won Bin chegar. Logo sorriu animado e foi até o amigo, deu um tapa nas costas do colega e o abraçou:

    - Ya! Won Bin, você veio mesmo. Valeu cara. Pode deixar, esse isekiya* (filho da..) não vai sair daqui inteiro!

    Se virou para Taemin e disse cheio de marra:

    - Won Bin veio assistir, vai ser como uma testemunha. Vamos começar isso logo! Ninguém me trata como otário e fica por isso mesmo! Pode vir! Não tenho medo de covardes e de isekiyas como você! Vamos acabar logo com isso!


    Jae-ki tirou o gorro e deu para Won, em seguida ficou em posição de ataque que conhecia do Hapkido, um estilo próprio para ele mesmo, pois era magro e não possuía tanta força quanto alguns outros garotos maiores que ele. Assim que o loiro desse sinal de começo da luta, Jae-ki investirira contra ele os golpes que conhecia, era muito bom de briga, mas também não era o melhor.

    Ailish
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    Re: Capítulo 1

    Mensagem por Ailish em Seg Nov 13, 2017 10:56 pm

    Para o provável desespero de Ui-Jin e Min-Hon, Dong reforçava a ideia de HaN na dança, incentivando-o ao dizer que confiava nas habilidades do amigo, algo que Sunny achou muito fofo, apesar do tom de brincadeira explícito. Entretanto, antes que a argumentação pudesse gerar maiores comentários, a prima dele apareceu e foi impossível prolongar a atmosfera leve e descontraída. Por isso mesmo, quando Stella ofereceu os lugares, Sun-Hee não pensou duas vezes em aceitar. Não condenava o comportamento de Kyung, já que os dois eram parentes, porém, não precisava ficar perto... Preferia evitar esse tipo de situação. Stella permaneceu próxima da porta, certamente aguardando Dong decidir o que iria fazer: seguir com elas ou aceitar a carona de Hayoung. Lee Hi estava acomodada ao seu lado, quieta, e Sunny imaginava que a amiga compartilhava os mesmos sentimentos em relação ao episódio de bullying que sofreram, e diferente de Sun-Hee, a menina era mais frágil e sensível.

    Não que Sunny não fosse também.

    Mas assumia uma postura mais durona, permitindo-se desabar apenas quando sentia segurança para tal. Ou seja...

    Sozinha.

    Puxou assunto com Lee Hi, até para desfazer aquele súbito peso e então, assim que Dong e Stella finalmente entraram no veículo, perceberiam que Sunny não era o tipo de garota que alimentava rancores e coisas do nível - em determinados casos, claro, pois não cumpria o papel de tola que fingia ser cega ou guardava frustrações. Não, não, não. A personalidade bravinha tratava-se de um dos principais motivos que sempre a colocavam em confusão, para o desespero de Kim e dos próprios irmãos. Preferia falar na cara da pessoa do que ficar remoendo e remoendo e remoendo. E, às vezes, acabava por comprar brigas que não a pertenciam.

    Como se nada tivesse acontecido - e, de fato, não aconteceu -, Dong retornava ao assunto de antes, ganhando um sorrisinho de Sunny - Não sei se te anima, mas... confio na sua capacidade de sobrevivência - arqueou a sobrancelha e cruzou os braços em seguida, quase um desafio a ele.

    E a primeira parte começa agora:

    O trajeto inteiro até à galeria.

    Num carro cheio de senhoritas.

    Mais adiante, Lee Hi comparava Dong e Kim, e os elogios ao garoto fizeram com que Sun-Hee revirasse os olhos de modo implicante - Você só esqueceu de acrescentar que ELE RECLAMA um pouquinho antes de se render, Lee Hi!!! Não pensem que aquele lá é tããããão bonzinho, huh! - porém a sombra do sorriso desmentia as respostas. Kim era incrível e dono de um coração enorme e gentil - Mas sim, Dong, eu concordo com a Lee Hi - balançou a cabeça de leve. Nesse momento, Stella quebrava o silêncio particular para citar HaN e sua escolha pelo clube de dança. Lee Hi, que também optou por este caminho, dizia que não era muito importante saber.

    - Uhum... - Sunny acrescentou - Acho que o mais válido é a vontade de aprender, e bem... Disposição é algo que NÃO falta em Ha Neul.

    Stella falava sobre as opções e Sunny sorriu quando ela mencionou Literatura - Ahhh, Eun! Que legal! Estaremos juntas!

    Prestava bastante atenção nas explicações da mestiça, ficando ainda mais interessada na atividade extra. Para alguém que vivia cercada de livros, tanto no trabalho quanto em casa, a oficina seria um verdadeiro sonho, e descobrir que teria a companhia de Stella melhorava mais o seu humor e animação.

    - Eu preenchi as três com Literatura, Música e o Grêmio Estudantil - suspirou - Na hora, nem pensei na quantidade de tarefas, mas não me importo de verdade.

    Em questão de organizar o tempo, Sunny executava cada milagre, pois também possuía suas obrigações pessoais na casa, onde todo mundo se dividia.

    - Tomara que continuem da mesma forma, Eun. Gostei bastante desse método, porém... só semana que vem, né?

    Olhou para Dong, sorrindo.

    - E você? Quais foram as suas opções?

    [...]

    Aquela não era a primeira vez que ia ali, considerando que tinha um amigo viciado em games e coisas do gênero. Não era o assunto favorito de Sun-Hee, mas ela costumava aparecer quando Kim a convidava. Até porque, a gama de opções não resumia-se apenas em jogos e seus derivados. Os olhos passeavam pelas vitrines, esperando que algo chamasse sua atenção. Embora o Dumbinho estivesse brincando, Sunny planejava mesmo comprar uma LEMBRANCINHA para ele e os irmãos.

    Todos concordaram que o ponto inicial da lista imaginária seria a tão esperada loja. A animação de HaN era contagiante e não tinha como ficar sem rir das palhaçadas e comentários bestas. Mais uma vez, ela sentia as bochechas doerem e o sorriso simplesmente paralisou no rosto devido à frequência que se manifestava. Enfim, quando chegaram no local, HaN começou a busca da CALÇA. Sunny bisbilhotava também, o ajudando, até que se desconcentrou ao ficar encarando os bonequinhos cabeçudos. Assim que pegou o Homem de Ferro, Ha Neul gritou daquele jeito e ela quase derrubou o treco, além de esbarrar nos restantes. O coração gelou apenas por pensar na possibilidade ÍNFIMA de estragos!

    "Calma, Sunny... Isso foi somente um mínimo ataque cardíaco, está tudo ok."

    Logo se focava na peça colada do herói aracnídeo e... – Eu... adorei. É diferente e única... hehehe – disse com cuidado, temendo criar um monstro por causa do elogio.

    Mas tarde demais.

    A criatura já estava dentro de HaN!

    E ele decidiu levar tuuuudo, tudinho.

    A risada de Ui-Jin desencadeou as restantes e ao fim da crise, Sunny limpava o cantinho dos olhos que lacrimejaram. Esses meninos eram loucos!

    Conforme o grupo se separava, Sun-Hee tentava decidir quais dos objetos variados iria comprar de presente. A ponta do indicador, como um compasso, batia de leve contra o nariz, de uma maneira que até parecia atrair a decisão. Após intermináveis minutos, escolheu uma Caneca do Dragon Ball para Yi-Hoo, um Funko do Darth Vader para Kim – já que o dele tinha estragado recentemente - e para Jun-Pyo, que era viciado em filmes de terror, levou um do Jigsaw.  







    Proooonto.

    Depois das compras, eles seguiram até a Praça de Alimentação e lá escolheram uma hamburgueria onde Sunny ainda não tinha frequentado. O cheirinho misturado de temperos e especiarias alertou o estômago, lembrando-a do quanto estava faminta. Sentou ao lado das meninas e pegava o cardápio para analisar as opções. Enquanto procurava um preferido nas combinações, pediu um refrigerante.

    Não conseguia decidir!

    O buraco negro que existia na barriga não permitia uma escolha decente...

    - Esse... Hmm... Não... Ah... Talvez esse aqui... Não, não... Ou... – pendia a cabeça para lá e cá, indecisa, fazendo bico – Aqui... Esse... Nãããão...

    Desviou o olhar do menu, interessada na resposta de HaN. Sorria de novo, apoiando o cotovelo na mesa e o queixo na palma aberta. E, de repente, ele fazia um comentário tão bonitinho, agradecendo-as pela ajuda – Ahhhh, HaN, nem precisa. Foi super divertido e tenho certeza que você vai se sair muito bem nessa nova experiência!



    Esses meninos eram tããão gracinhas – Min-Ho, você não – que dava uma séria e incontrolável vontade de apertá-los!!!

    Ainda rindo baixinho, Sunny voltou a encarar o cardápio – Podíamos marcar de ir ao cinema num dia em que todos não tenham nenhum compromisso – virava a página e as pupilas brilhavam diante das outras combinações – Fiquei atarefada nas férias... Quase não aproveitei, e a tendência é só piorar por causa da nova rotina – suspirou, coçando a nuca com a mão livre.
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    Re: Capítulo 1

    Mensagem por GodHades em Ter Nov 14, 2017 4:19 am

    Após se despedir da prima, Dong ficou no banco da frente do carro onde Stella e as meninas estavam, ao ouvir a palavras de Lee Hi acabou dando um sorrisinho de canto.

    - Parece que eu e Kim temos gostos em comum. Sinto que ele também é um bom sobrevivente.

    Tossiu de leve, enquanto se ajeitava também colocando a mochila por cima dos pés.

    - Mesmo assim, Ha Neul tem o algo de especial nos movimentos, parece que quer captar a atenção da plateia com seu ritmo, se treinasse isso seriamente, talvez ele......

    Colocou a mão na altura do queixo, enquanto participava da conversa, apesar, que a troca de palavras ficou mais em Lee e Ste, o topico seria sobre a Literatura e Botanica.

    - Informatica e Xadrez. - Disse num tom de conformismo como se fosse algo, que espiritualmente devesse seguir, dentre as escolhas essas eram as que mais encaixavam no perfil dele; era a sina de alguns geeks. - Estudo a possibilidade de ingressar em Teatro, afinal Stella-shi disse que cogitava ir se eu fosse, espero que ela mantenha a palavra.

    Dong falou aquilo de lado, olhando para as meninas, como estava no banco da frente tinha que se esticar um pouco para olha-las.

    [ --- ]

    Na galeria Geek... existiam muitos acessórios e presente tanto para os mais exigentes quanto, aqueles casuais ou que não entendiam muito do assunto.

    Seria impossivel não notar referencias de alguma série antiga ou algum personagem de infancia.

    Este era um local onde nostalgia e a atualidade brindavam.

    As feiras atuais eram bem mistas especialmente por causa dos filmes e seriados da cultura POP.

    Não era algo que se resumiria em Star Wars e Star Trek como alguns anos atrás.

    Ante de comer acabou seguindo Ha Neul, e descobriram o motivo do barulho: a tão falada calça.  - Ele está mesmo determinado com isso.

    Dong era o pior pois incentivava. - Será que eles tem sunga do homem aranha?

    Colocava mais pilhas, como se fosse usar o modelo em suas aulas.

    Por fim conseguiam comer depois daquilo.

    Como antes Ha Neul pegou cappuccino para Dong, dessa vez, ele fez questão de os pedidos deles assim que selecionassem nos cardápios. Não todos, pois era muita coisa, entretanto todos veriam que além de trazer o de Ha Neul, ele também entregaria cordialmente o de Stella, seguido por Lee Hi. - É as vezes.

    Concordou sobre a tal conversa da zona de conforto e se calou olhando sanduíche com frango que tinha pedido, a bebida seria café, outra vez. Preto, fervendo e sem nenhum açúcar.

    - Cinema parece ótimo e me pergunto que tipo de filme agradaria a todos? Não cheguei a perguntar seus gostos, quanta indelicadeza.

    Só de olhar para Dong e Ha Neul já daria para ver que gostavam de heróis, o ideal não seria forçar esse tema em cima delas.

    Ele encara Min Ho de lado já imaginando alguma fuga ou recusa, por conta do dinheiro já que ele não era um gastador.

    Ho, parecia ser o mais nerd daquele grupo de garotos, já que usualmente nerds não se relacionavam bem com meninas, ou andavam com elas do jeito que Dong começou a fazer, e esse ato acabou indo para Ha Neul também.

    Que claramente chamava atenção com seu jeito extrovertido, diferente de Ui-Jin que ainda preservava o lado timido e geek de se relacionar.

    Sunny pareceu se divertir genuinamente, melhor que isso só de Kim estivesse lá, provavelmente, mas não iria dizer o que estava pensando.

    Só deu um sorrisinho do nada, e voltou a beber seu café.
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    Re: Capítulo 1

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