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    Alexandra O'Hara Aaldenberg / Talulla – [shamps]

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    Sayd
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    Re: Alexandra O'Hara Aaldenberg / Talulla – [shamps]

    Mensagem por Sayd em Seg Fev 19, 2018 9:28 pm

    Ainda no carro, Amel vai respondendo como pode às suas perguntas. “Não exatamente como a família real holandesa… na verdade temos nossa própria realeza com um rei e uma princesa, mas falemos deles outra hora. No passado apenas os sidhe possuíam títulos de nobreza entre os kithain e os outros kith eram apenas servos. Atualmente alguns títulos menores eventualmente são concedidos a esses kith, principalmente o de escudeiro e cavaleiro. Mas devido a esse passado é costumeiro que se refiram aos sidhe como os nobres e nós nos enxergamos dessa maneira, ainda que nem todos nós tenhamos realmente algum título. É como ser, por exemplo, um primo da rainha… isso faria de você um nobre sem título. Eu mesmo sou um cavaleiro de sua majestade, o rei Lothar, do Reino das Flores.”

    Ele fala tudo isso com uma naturalidade chocante.

    “Hoje a noite haverá um baile no palácio de Lothar, mas sua segurança não está relacionada ao baile. Eu apenas fico receoso de que algo possa acontecer a você, já que está passando agora pela crisálida. Há muitos perigos para o nosso povo que você desconhece… como a banalidade, principalmente. A banalidade, coisas banais, pessoas banais, podem feri-la literalmente agora, pois seu eu-fada é composto pela matéria oposta: o glamour. Algumas pessoas extremamente banais são o que chamamos de pessoas outonais e elas devem ser evitadas tanto quanto possível. Há outros perigos como algumas quimeras violentas, ferozes, ou enlouquecidas. Enfim… não é seguro ficar por aí sozinho num mundo desconhecido.”

    Antes que vocês possam conversar mais vocês chegam ao seu destino e você conversa brevemente com alguns fãs antes de entrar. Lá dentro você apresenta Amel e tranquiliza Viko, que fica aliviado com seu comentário.

    Você e sua banda terminam de aprontar tudo. É curioso como o som dos instrumentos parecem diferentes para você agora, como se ganhassem vida própria. Sua própria voz transmitida pelas caixas de som parece de algum modo ter se aprimorado. Amel se mantém sentado em uma mesa no fundo com um copo de whisky a sua frente.

    A banda está animada e conversando bastante, mas você tem um pouco de dificuldade para acompanhar a conversa trivial deles devido a tudo que se passa em sua cabeça. Logo vocês se recolhem para o camarim por um breve intervalo, enquanto a casa abre e o público começa a encher o ambiente. O camarim é bastante confortável, apesar de não muito espaçoso, e está bem abastecido com comida e bebida. Em pouco tempo Amel está lá dentro com você e sua banda. Ninguém entendeu direito como você o conhece, ou porque o levou, mas também não comentaram nada a respeito. Você nota, no entanto, que todos olham para ele com uma reverência sutil inexplicável. A conversa agora gira em torno da expectativa de todos para a apresentação.

    Em determinado momento Amel senta a seu lado e comenta que essa é uma boa oportunidade para você aprender alguns truques dos kithain. “Nosso tipo de magia”, ele diz, num tom que só você consegue discernir perfeitamente, pois os outros estão conversando entre si e de pé.

    “Nós os sidhe costumamos ser especialmente hábeis na arte chamada ‘Soberania’, que consiste basicamente em impor nossa nobreza aos que estão ao redor. Quando estiver cantando, se se sentir bastante confortável, talvez você consiga perceber o glamour em você e se isso acontecer você pode tentar canalizá-lo de modo a cativar ainda mais a audiência. Não se preocupe se nada disso acontecer, mas pode surgir a oportunidade.”

    Sua agente entra no camarim e avisa que é chegado o momento da apresentação. Você se dirige para o palco liderando o grupo. Amel e a empresária ficarão assistindo do backstage.

    Você entra no palco sob uma iluminação que te parece extraordinária para uma casa de shows tão simples. Imediatamente um urro coletivo acompanhado de aplausos emerge do público em frente. A casa está bem cheia. Você sente uma onda, uma espécie de energia, se agitando junto ao público.


    OFF:
    A conversa de Amel sobre soberania foi para que você possa, se quiser, usar suas artes, mas você não precisa fazer nada. Teste carisma+performance
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    Re: Alexandra O'Hara Aaldenberg / Talulla – [shamps]

    Mensagem por shamps em Qui Fev 22, 2018 1:07 am


    Muito solícito, Amael respondia com paciência os questionamentos de Medusa, e ela ouvia atentamente. Achou curiosa toda aquela conversa sobre nobreza e refletiu a respeito.

    - Escudeiro? Parece divertido isso – disse com simplicidade, realmente achando que legal, sua expressão brilhante demonstrava isso. Porém, a parte sobre os perigos pareceu bastante preocupante para a jovem, o que fez seu semblante ficar mais sério – ba... banalidade? Está certo, Amael... eu aceito seus cuidados se há tantos perigos no mundo... Quer dizer, até eu não ser mais tão novata, eu acho – ela mordeu o lábio numa expressão de dúvida e preocupação, acreditando nas palavras do escudeiro.

    Já na casa de show, ela fica feliz ao notar que Viko ficava mais calmo com a amiga. Agora Medusa entendia tudo, ela estava vendo coisas que ele não via e por isso era natural ele estranhas sua atitude.
    A passagem de som foi outro espetáculo para a jovem, que praticamente podia ver cores na música. Era uma sensação muito boa e diferente da que ela estava habituada, é como se a música dançasse para ela. E ela sorria. Nessa loucura toda, mal percebeu o entusiasmo dos membros da banda, ela parecia num mundo próprio.
    A banda foi para o camarim e ela aproveitou para ir até o banheiro e se arrumar. Teve curiosidade besta de saber se sua urina também era diferente. Lavou o rosto e refez a maquiagem, bem mais dramática, com os olhos mais escuros e batom vermelho. A roupa de palco também era mais incrementada, com muito mais couro, tachas e tule, enfim, nada que fugisse do padrão para uma banda de roque. O que mudava era a postura de palco da garota, sempre altiva e confiante. Quando saiu do banheiro, viu que Amael já se encontrava no camarim, junto com os meninos, que o respeitavam com certa devoção. Muitas dúvidas os meninos destrincharam para cima da moça, que respondeu com simplicidade:

    - Conheci o Amael no conservatório. Nada de mais – estava sorrindo – sabe... estudo música, daí um contato aqui e um ali e voilá... Amael entre nós... legal, né?

    Não demorou muito para que fossem até o palco, nesse momento Amael aproveitou para passar mais algumas informações para a jovem, que não conseguiu evitar soltar um sonoro UAU, que ela teve que disfarçar imediatamente.

    - Desculpa! Uau... temos super poderes? Que demais... tudo bem, Amael, não vou ficar pensando nisso. Se acontecer, aconteceu
    – mas lógico que ela ficou pensando naquilo. Os pensamentos sobre as Artes só sumiriam quando ela entrasse no palco.

    Ao subir no palco, ela aproveita o momento em que as luzes se acendem brevemente e ergue os braços para público, já chamando-o para curtir o show. Depois, já na penumbra, ela fica de costas para os espectadores e sua música começa com um sussurro que vai se elevando aos poucos, então a parte vibrante chega e ela se vira, dando início assim ao seu show. A energia emanada pelo público era alucinante, ela sentia-se em êxtase. Era uma troca de energias que ela adorava.


    Carisma + Performance:
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    1 , 7 , 10 , 10 , 7 , 9 , 5
    Sayd
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    Re: Alexandra O'Hara Aaldenberg / Talulla – [shamps]

    Mensagem por Sayd em Ter Mar 06, 2018 9:03 pm

    OFF:
    Eu assumi que sua especialidade em performance é "voz" (o que faz sentido), o que faz com que você tenha tido espetaculares 6 sucessos

    Você começa a cantar e tem a nítida sensação de que está se superando nessa apresentação. Luzes exóticas com as cores da aurora boreal emanam no palco para o público e do público de volta para o palco. Os membros da sua banda não são capazes de enxergar isso, mas eles percebem que você está se sobressaindo e acompanham dando o melhor de si. Viko parece estar em transe enquanto toca a guitarra e o baterista despeja gotas de suor sobre os pratos.

    Conforme a iluminação vai mudando você começa a distinguir os rostos na multidão, incluindo aí algumas pessoas já conhecidas, fãs e amigos da banda. Há também algumas pessoas que você supõe serem outros kithain, a julgar pelas aparências estranhas, como orelhas de coelho e pele esverdeada. Há um ou dois que possuem chifres e patas de bode semelhantes aos de Diadorim.

    Um pouco mais ao fundo você percebe dois rapazes distraídos, que parecem alheios ao show, conversando um com o outro enquanto observam as telas luminosas de seus celulares. Você observa que as luzes boreais feéricas parecem ser repelidas por eles, desaparecendo ao se aproximarem, e isso faz com que você sinta uma repulsa instintiva por eles. Embora não haja nada de ameaçador na aparência dos dois rapazes, eles parecem sugar a energia do lugar, afetando inclusive as pessoas do público que estão mais próximos a eles.

    Uma música termina e outra começa. Conforme o show progride a energia parece aumentar e você a sente em ondas pulsando tanto fora quanto dentro de você. Talvez essa seja a melhor apresentação da sua vida até hoje.

    Amel assiste animado no back stage e faz um sinal positivo para você quando seus olhares se cruzam. A uma certa altura você tem certeza que a energia pulsando dentro de você é o tal glamour ao qual ele se referiu mais cedo.

    Outra música termina. Aplausos. Gritos. Em algum lugar, você escuta alguém dizendo que você é linda. Alguns fãs aproveitam a pausa para pedir músicas específicas.


    OFF:
    Você pode rolar manipulação+empatia para obter glamour diretamente da platéia. Como você não conhece a maioria deles a dificuldade desse teste é 8. Você também pode tentar usar sua arte “Majestade” se desejar. Sinta-se livre para falar com o público em algum intervalo das músicas, se isso te interessar. Você também pode descrever ações como dança e etc.
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    Re: Alexandra O'Hara Aaldenberg / Talulla – [shamps]

    Mensagem por shamps em Dom Mar 11, 2018 6:49 pm


    O melhor show de sua vida!
    Ao menos por enquanto, já que ela tinha esperança de fazer outros tão bons quanto. Era uma sensação incrível, uma que ela nunca tinha experimentado. As cores que ela via vindo das pessoas e dela própria causavam uma sensação de calor, de recebimento e empatia. Era quase tangível. Ela respirou fundo, esticando os braços, num momento onde o instrumental era mais suave, sentindo e absorvendo aquela energia.
    No palco ela era bem profissional, mas sorria quando via rostos conhecidos, não falava diretamente com elas, mas essas pessoas sabiam que eram notadas. Disfarçadamente, algumas vezes ela prestava um pouco mais de atenção aos outros kithain que estavam por ali, tantos e tão diferentes. Eles estavam por aí o tempo todo e ela nunca os tinha visto? E quantas coisas ela não perdeu nesse tempo que ela ainda estava no casulo? Mesmo assim ela sorria feliz.
    Após quatro músicas seguidas, cada qual com sua própria interpretação, era o momento em que ela falava com o público. Com um boa noite enérgico ela iniciava as conversas.

    - BOA NOITEEEEEEEE!!! - ela estendia os braços para o alto para estimular a plateia - nós somos a Gorgon Kiss! Tudo bem com vocês? - ela respirava fundo para recuperar o fôlego - hoje estou vendo rostos novos... bem-vindos! - um pouco ela se referia aos kithains, mas se eles sempre estiveram ali e ela apenas não os tivesse percebido, ela podia se referir aos jovens que, por ventura, estivessem indo pela primeira vez. Nesse momento ela também apresentava a banda e depois trocava uma ideia com os fãs. Nada muito demorado, pois quem pagava para ver o show queria ouvir música, mas a interação era importante também e ela prezava isso - hoje está sendo uma noite muito especial para mim, vocês nem imaginam. Essa energia tá maravilhosa. Vocês são ótimos - ela acenava para os conhecidos e agradecia os elogios, também parou para ouvir os pedidos especiais e os pedido dos fãs eram lei para a banda. Uma música teve que sair no improviso, já que eles não estavam acostumados a tocar, mas como era um clássico, não tinha segredo. O restante fazia parte do repertório da banda ou eles já eram familiarizados com elas.

    O show prosseguia normalmente e ela reparou nos jovens absortos em seus celulares, até então não se importaria com isso, mas agora ela parecia ver a perdição que estava ao redor deles, como se aquela alegria não chegasse até eles. Muito estranho, talvez fosse isso a tal da Banalidade? O Glamour parecia fazer sentido agora, então talvez o oposto também fizesse sentido.

    Não que ela se importasse com a opinião dos outros, mas ela se sentiu mais tranquila com a aprovação de Amel, como se ela não estivesse fazendo nada errado.
    Continuava interagindo com o público até o fim do show, com a tradicional entrega de baquetas e paletas.
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    Re: Alexandra O'Hara Aaldenberg / Talulla – [shamps]

    Mensagem por Sayd em Ter Mar 20, 2018 5:31 pm

    O publico responde efusivamente quando você os cumprimenta. Rostos sorridentes, cobertos de suor olham em sua direção bebendo suas palavras. Vocês seguem tocando e cantando até que finalmente o show chega a um final.

    Assim que você deixa o palco o público começa a gritar pedindo bis. A banda aproveita o intervalo para usar o banheiro, beber uma água e fazer um breve suspense antes de vocês voltarem para mais duas músicas.

    Seu corpo está cansado, porém a sensação é muito boa. Quando se retiram para o camarim sua produtora te abraça, quase chorando, dizendo que você deixou uma ótima impressão nos empresários que vieram te conhecer. Amel se mantém por perto, mas elegantemente calado.

    Seus colegas de banda começam a beber o que há disponível no frigobar do camarim, comemorando o sucesso. Todos cansados, suados e felicíssimos.

    "Vocês pretendem receber alguns fãs?", pergunta a produtora. "Ou preferem descansar um pouco e partir?"

    Amel saca de um bolso o seu celular e, após olhar rapidamente para a tela, franze o cenho com uma expressão bastante preocupada.

    "Vamos? Vamos falar com alguns fãs?", Viko pergunta a você, animado.

    "Vocês que sabem, mas eu prefiro continuar bebendo entre a gente mesmo.", diz seu baterista.

    Amel continua no celular, com um ar soturno. Ele está distraído da conversa no camarim.
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    Re: Alexandra O'Hara Aaldenberg / Talulla – [shamps]

    Mensagem por shamps em Ter Mar 20, 2018 9:01 pm


    A sensação ao fim do show foi maravilhosa, ver o público feliz enchia a garota de felicidade, igualmente. Ela saiu sorrindo do palco e foi para o camarim, onde bebeu água e retocou a maquiagem.
    Claro que voltaria para o bis.

    - Eu sempre converso com os fãs após o show, Samantha – respondeu à produtora, assim que terminou de engolir o morando que degustava. Viko também gostava da ideia – bis feito, é hora de recebe-los – ela caminhou até o baterista e apoiou seu braço no ombro dele – oras, Paul, não seja assim... podemos beber mais, depois. Que tal?

    Ela nota que Amel parecia preocupado e foi até ele.

    - Algum problema?

    Depois se prepara para receber os fãs, com quem ela gostava muito de interagir.

    - Sejam bem-vindos! – ela os recepcionava e depois tirava fotos e distribuía autógrafos, com alguns trocava uma ideia rápida.

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    Re: Alexandra O'Hara Aaldenberg / Talulla – [shamps]

    Mensagem por Sayd em Qui Abr 05, 2018 2:42 pm

    Paul, o baterista, acena concordando em receber os fãs e beber depois. Sua produtora organiza para que um grupo de jovens seja autorizado a visitar o camarim, e logo você está cercada por alguns fãs bastante eufóricos.

    Eles te abraçam, pedem autógrafos e fotos, e tentam conversar um pouco. São fãs que você já viu algumas vezes, mas com quem nunca pode conversar. Os rapazes, em especial, parecem todos platonicamente apaixonados por você. Eles não fazem nenhum esforço para disfarçar isso, mas também não fazem investidas, como se julgassem que você está muito acima deles para esse tipo de coisa. A cada 5 ou 10 minutos o grupo de jovens sai e é substituído por um outro que aguardava do lado de fora. Leva cerca de uma hora até que você tenha conseguido dar atenção a todos os fãs que esperaram.

    Em determinado momento você tem a chance de perguntar a Amel o que há de errado com ele, afinal o sidhe está com uma expressão preocupada desde que viu algo no celular, minutos atrás.

    "Lady Medusa...", ele diz com um ar indeciso, "é até difícil de explicar... bem... como eu havia mencionado, nós kithain temos um rei e uma realeza próprios... e se a informação que recebi recentemente é verdadeira, então nosso rei acaba de morrer. Temo que isso possa gerar algum tipo de alvoroço em nossa sociedade, ou conflitos."

    Amel é obrigado a se interromper, afinal, o momento não é propício para esse tipo de conversa, mas depois da explicação você passa a achar ele mais preocupado ainda. Ao que parece a morte do tal rei pode ter consequências graves.

    Quando fica mais tarde e os membros da banda começam a se despedir, Amel se oferece para leva-la a sua casa. Ele está silencioso e pensativo, mas ao entrar no carro, faz algumas recomendações.

    "Ao longo dos próximos dias você vai se habituar a essa nova realidade que está vivendo. Como estamos num periodo de transição da realeza eu sugiro apenas que você evite a companhia de grupos grandes de kithain, porque não podemos prever qual a agenda deles. E ao conversar com outros kithain, evite manifestar opiniões políticas, e evite discussões em geral. Há duas grandes facções em nosso meio, e é possível que elas entrem em guerra."
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    Re: Alexandra O'Hara Aaldenberg / Talulla – [shamps]

    Mensagem por shamps em Seg Abr 09, 2018 10:24 pm


    Era com grande alegria que a ruiva recebia seus fãs, sempre animada e sorridente, tirava fotos e dava autógrafos, respondia perguntas e dava dicas para quem os pedisse. Abraçava e apertava mãos cordialmente, bem disposta. Seus fãs, em sua maioria, eram pessoas agradáveis e respeitosas, então ela dificilmente tinha problemas com eles, mesmo com os mais abusados. Com esses ela era direta e firme e eles se desculpavam depois. Uns pareciam mesmo apaixonados, mas ela sabia que era coisa platônica, amor de fã. Para essas pessoas ela tentava ser inspiradora e despertar sentimentos positivos.
    Tão agradável era estar ali, que achou tão rápido o tempo transcorrido, apenas abraçando os amigos da banda e seus produtores.

    Notou que Amael parecia preocupado e tentando disfarçar, mas a moça foi até ele e o interpelou. Ele lhe confidenciou sua preocupação.

    - O rei? Morreu? Eu sinto muito, Amael... - ela arregalou os olhos, bastante preocupada, agora entendendo os sentimentos do mais velho - mas... - Amael foi mais enfático ao relatar os perigos que a jovem poderia estar correndo - Amael, eu nem faço parte dessa política toda de que fala. Por que eu correria perigo? - a menção a uma guerra fez seu sangue gelar - guerra? Como assim guerra? Nosso mundo não deveria ser bonito e poético? Você me diz que estamos prestes a entrar em guerra, logo após eu descobrir minha natureza? ... Duas facções? - ela passa a mão na testa enquanto fecha os olhos e suspira - que droga! Amael, não me envolva nessa guerra, por favor... sou uma artista e vivo da alegria das pessoas... farei isso... evitarei qualquer kithain que vier falar comigo. Apenas fingirei que não sei de nada, que sou uma humana comum... pode ser? - ela estava com medo.

    O coração de Alexandra estava apertado e agradeceu por seus fãs já terem saído, pois não saberia se conseguiria esconder tais sentimentos tristes. Olhou para os amigos e pensou em lhes dizer que iria embora, mas não teve coragem, já que estavam tão animados e tinham prometido uma confraternização só entre eles para comemorar. Talvez fosse bom para ela espairecer também.  Mas as palavras de Amael não saiam de sua cabeça: "se acostumar a nova realidade". Difícil...

    Sayd
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    Re: Alexandra O'Hara Aaldenberg / Talulla – [shamps]

    Mensagem por Sayd em Qui Maio 17, 2018 8:55 pm

    Amel escuta seus questionamentos e assente.

    “Sim, você não tem nada a ver com isso, mas o risco que você corre é de que membros de uma ou da outra facção a confundam com um membro da facção rival, já que poucos de nós a conhecem”, ele responde em voz baixa. “Todos nós pertencemos a uma ou outra facção, ainda que possamos eventualmente mudar de lado. Elas se chamam ‘a corte seelie’ e ‘a corte unseelie’ e correspondem às fadas ‘boas’ e ‘más’ das lendas que conhecemos, ainda que essa seja uma explicação muito resumida.”

    Ele suspira e prossegue. “Você não precisa evitar todos, mas eu recomendaria que você evitasse grupos… especialmente grupos que estejam portando armas. O ideal é que eu possa em breve apresenta-la a outros membros de nossa raça, o que vai te ajudar a saber onde está pisando. Receio que você não tenha como ocultar sua natureza de nossos pares e se passar por humana… eles serão capazes de enxergar sua aparência verdadeira, assim como você enxerga a minha ou a de Diadorim”.

    Os membros da banda estão discutindo para onde ir e acabam por decidir ir a um dos pubs/coffeshops da rede Bulldog. Amel se dispõe a acompanha-los, se isso a fizer se sentir mais segura.

    Vocês se despedem do pessoal da casa de shows e da sua produtora, que preferiu ir para casa, e seguem a pé até o Bulldog mais próximo. Talvez seja o horário avançado, mas você não cruza com nenhum outro kithain no trajeto, ao contrário da vinda, onde você acabou vendo vários deles na rua.

    Chegando ao pub vocês conseguem uma mesa quase feita sob medida para o seu grupo, bem no meio do salão, e todos começam a pedir suas bebidas. Alguns estão com fome e pedem algo para comer também. Eles conversam sobre trivialidades, sem se dar conta da conversa que você teve com Amel ou de qualquer evento diferente que tenha acontecido.

    Sentado sozinho mais ao fundo do salão, em um ponto de pouca luminosidade, há um enorme homem com pequenos chifres e pele azulada bebendo cerveja em uma caneca de um litro. Ele parece bebado e nem chega a olhar para vocês.
    shamps
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    Re: Alexandra O'Hara Aaldenberg / Talulla – [shamps]

    Mensagem por shamps em Ter Maio 29, 2018 9:47 pm


    Eram muitas informações para assimilar tão depressa, mas se isso significava sua sobrevivência, Medusa não tinha outra opção a não ser aprende-las. Ouvia atentamente as explicações de Amel e suspirava simultaneamente com ele.

    - Evitar grupos grandes e armados... certo! Farei o possível, Amel - ficou um pouco mais aliviada ao saber que reconheceria outras fadas facilmente, agora era só evitar a maioria delas, principalmente as desconhecidas.

    Ela ainda se sentia um pouco exposta nesse mundo novo, por isso preferia que Amel a acompanhasse, ainda mais quando ele estava cheio zelo e lições para transmitir. Era estranho para Medusa aquela situação, já que ela era bem independente e destemida, agora se sentia receosa, quase como uma criança perdida, e isso a aborrecia muito, mas se esforçou para não transmitir isso.

    Junto aos seu amigos, Alexandra sentia-se a mesma de sempre e conversava animadamente com eles, comia um combo e bebia cerveja tranquilamente. Até mesmo com Amel parecia tratar de assuntos mais amenos e joviais, até reparar em sujeito diferentão no canto do bar.

    - Hey Amel - fala baixo aproximando-se do ouvido dele - aquele ali você conhece? Amigo ou inimigo?

    Sayd
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    Re: Alexandra O'Hara Aaldenberg / Talulla – [shamps]

    Mensagem por Sayd em Qua Jun 13, 2018 8:43 pm

    “Aquele é Uthred, um troll”, responde Amel. “Ele frequenta os círculos da corte seelie... o que significa que é amigo, mas o conheço superficialmente”, ele diz.

    “Trolls não são exatamente conhecidos por seu bom humor e um troll bêbado pode ser muito perigoso, mas costumam ser muito leais e honestos. Você pode se aproximar dele se quiser, eu não vejo nenhum problema nisso”.

    Seus amigos a essa altura já notaram que há algo diferente rolando entre você e Amel, mas eles respeitam a privacidade de vocês e não se esforçam para prestar atenção na conversa ou participar dela. A única exceção é Viko, que parece ter se lembrado do seu comportamento “estranho” mais cedo e está um pouco deslocado.

    Os olhos do troll passam pela sua mesa e Amel o cumprimenta discretamente com um aceno. Ele não retribui o cumprimento e volta a se concentrar na bebida. Você nota então que há um machado ao lado dele.

    “Você tem compromissos para amanhã?”, Amel pergunta. “Seria uma boa ideia nos encontrarmos bem cedo para que eu possa te apresentar a outros kithain e a nova rainha, Delilah”.

    Uthred parece pescar esse nome ‘Delilah’, e a atenção dele volta mais uma vez para vocês. Ele se levanta e caminha em sua direção, com a caneca em uma mão e o machado em outra.

    Chegando ao seu lado ele apoia o machado num canto, puxa uma cadeira e se senta, dizendo apenas “Boa noite” para você e Amel e ignorando os demais membros do grupo, que interrompem a conversa e começam a olhar pra ele sem entender.

    “Boa noite, Uther. Essa é Medusa”, diz Amel num tom amigável.

    Uthred olha para você e dá de ombros. “Tanto faz. Hoje quero beber até desmaiar. Você já sabe que o rei está morto, certo? As ruas podem ficar perigosas”.

    “O rei Guilherme está morto?”, pergunta seu baterista, com grande surpresa.

    “Guilherme? Eu nem sei quem é esse”, responde o troll com uma voz bêbada e pastosa. “Me refiro a Lothar”.

    Amel está com uma expressão constrangida de quem não sabe como sair dessa situação e seus amigos estão bastante confusos.
    shamps
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    Re: Alexandra O'Hara Aaldenberg / Talulla – [shamps]

    Mensagem por shamps em Qui Jun 14, 2018 11:39 pm


    Observando o troll bêbado, Alexandra ouvia as palavras de Amel e só balançava a cabeça em entendimento, satisfeita por ele não ser um inimigo.
    Tentava agir naturalmente, bebendo e comendo com seus amigos, mas era evidente que estava animada e preocupada, situação essa que deixava seu amigo Viko preocupado.

    - Que cara é essa? Vamos dançar assim que terminar de comer   - e sorriu para ele - quero me acabar na pista.

    Amel a convidou para irem no dia seguinte conhecer a rainha e os olhos de Medusa se arregalaram.

    - A rainha? Eu conhecer a rainha Delilah? Uau   - foi nesse momento que o troll se aproximou deles e sentou à mesa. Ela olhou com desconfiança para o machado do grandalhão azul e ficou preocupada, mas Amel já tinha dito que eles eram guardiões e que esse em especial era de confiança.

    O guardião parecia transtornado e logo Medusa saberia o porquê.

    - Você gostava mesmo do rei   - falou na intensão de conforta-lo e notou que seus amigos estavam espantados com a aparição repentina do homem e com suas palavras estranhas - errrr... coisa vídeo game, sabe...  - ela tentou disfarçar, já que Uther falou o nome do rei das fadas em voz alta e confundiu os humanos da mesa - ele está bêbado, não deem trela   - cochichou para Vincent e depois olhou para Amel.

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    Re: Alexandra O'Hara Aaldenberg / Talulla – [shamps]

    Mensagem por Sayd Ontem à(s) 4:26 pm

    Viko se anima com seu convite para dançar. A expressão dele se atenua e ele responde num tom brincalhão “desse jeito vou atrair a inveja de todos aqui”.

    Você saúda o toll recém chegado e apresenta uma desculpa pela conversa estranha dele. Funciona e seus amigos assentem, compreendendo.

    Após algum tempo Amel comenta “me desculpe, mas estou muito cansado e amanhã o dia certamente será cheio. Eu preciso ir. Me ligue quando acordar.” E então deixa a mesa, despedindo-se dos demais.

    Você termina de comer e Viko te puxa para dançar. Os outros da mesa também se levantam para dançar, com exceção do troll, que permanece bebendo muito calado e sério.

    “Você está diferente”, diz Vincent enquanto vocês dançam. “Sabe que pode confiar em mim, não é?”

    Conforme o tempo passa seus amigos começam a se despedir e ir embora um a um.

    Está mesmo ficando bastante tarde.
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    Re: Alexandra O'Hara Aaldenberg / Talulla – [shamps]

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      Data/hora atual: Dom Jun 24, 2018 6:17 am