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    Mordecai – [Douglas Carmo]

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    Sayd
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    Mordecai – [Douglas Carmo]

    Mensagem por Sayd em Sab Out 21, 2017 1:45 pm

    Você desperta naturalmente em seu pequeno aposento no palácio ducal. O quarto é extremamente simples, possuindo apenas uma cama com algumas cobertas, um cabide e um armário pequeno, mas ele conta também com um banheiro privativo que você usa para suas necessidades e para o banho. Fica no sexto pavimento e a porta dá para um pequeno mesanino com outros dois “apartamentos” semelhantes ao seu, reservados para a criadagem. O mesanino leva ao térreo por uma estreita escada em caracol que passa por outros quatro mesaninos similares, todos reservados aos servos do duque, chegando a um hall de acesso para uma porta dos fundos. É a chamada “coluna da criadagem”.

    A janela do quarto é grande o bastante para que você possa sair por ela em sua forma animal, mas em geral você evita fazer isso, porque a janela não pode ser fechada pelo lado de fora. Isso faz com que a calefação não dê conta do frio, deixando o quarto gelado – exceto, é claro, no verão. Ao invés disso, você pode simplesmente subir por uma portinhola que dá para o telhado, se desejar, e lá fazer sua transformação.

    Você olha o movimento normal da cidade pela janela. Crianças chegando na escola, homens com pastas tomando o tram, ou prendendo suas bicicletas antes de entrar numa loja, ou padaria. Nublado e frio como você já havia previsto. Não é nem necessário abrir a vidraça.

    O entra e sai de uma padaria faz com que você se lembre do movimento atípico que tem observado nos arredores do palácio real nos últimos dias. Lá também tem havido um entra e sai intenso, bem maior do que de costume e você vem se perguntando o que isso significa. Você também ouviu dizer que Diadorim retirou a harpa Klara do grande salão, ninguém sabe porquê ou para onde e isso também te deixou com a pulga atrás da orelha.

    Você repara que há um envelope ao lado da porta, onde eventualmente há alguma correspondência. O envelope tem como remetente sua consulente a condessa. "Meu caro Mordecai, peço que se possível venha me visitar esta manhã em minha propriedade livre, pois tenho algumas perguntas que você deve poder responder". O bilhete não especifica nenhuma hora.

    Fazendo um trajeto um pouco mais longo, é possível passar pelo palácio real a caminho da condessa, para ver como as coisas estão e verificar se a movimentação incomum continua. Como a manhã está só começando você também pode adiar um pouco essa visita e fazer qualquer outra coisa.

    Após fazer sua toalete e se banhar você sente fome e pode optar por se dirigir ao refeitório do palácio, ou a algum estabelecimento comercial da rua. Infelizmente você não vê o barco de Aryanna nas proximidades e nem sabe onde ele estará no dia de hoje.

    Você não vê o duque Apoc há dois dias e não sabe se ele está viajando ou apenas retirado em seus aposentos na parte do palácio ducal que fica dentro do Sonho Próximo. O movimento no palácio ducal também anda um pouco intenso, tendo recebido alguns visitantes no dia anterior, de ducados mais distantes do Reino das Flores. Você preferiu não procurar pelo duque antes de ter alguma informação relevante para compartilhar, mas pode fazer isso se achar apropriado.
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    Re: Mordecai – [Douglas Carmo]

    Mensagem por Douglas Carmo em Dom Out 22, 2017 10:38 pm

    De cabelo meticulosamente penteado e envolto em sua capa, Mordecai deixa seu quarto tão impecável quanto seu visual.
    Como em todas as manhãs, ele desce a escada caracol distribuindo saudações de bom dia a todos que encontra. Nada muito exagerado mas o suficiente para mostrar o rapaz educado que sempre fora. E neste caso não restavam dúvidas, desde que se mudara para o palacete todos tinham certeza do bom menino que ele era. Bem, alguns poderiam estranhar suas saídas noturnas, como era tão quieto e reservado ou mesmo como certas figuras importantes requeriam a atenção de uma criança de 13 anos mas fora a isso ele era um bom menino. Se alguns pertences ou mesmo a prataria desaparecia com certeza não foi culpa dele, provavelmente desatenção da criadagem.
    Chegou ao refeitório com seu caderninho debaixo do braço pedindo desculpas por não poder participar do desejum alegando um compromisso mas perguntando se não poderia levar algumas torradas para comer no caminho.
    Em algum momento enquanto preparava seu lanche ele comenta como a nobreza tem estado em polvorosa nestes últimos dias, curioso para ouvir algo novo.
    Independente do desenvolvimento da conversa, ele segue para atender seu compromisso com a condessa pelo caminho mais longo, rumo ao palácio real.
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    Re: Mordecai – [Douglas Carmo]

    Mensagem por Sayd em Qua Out 25, 2017 7:31 pm

    Exceto por um ou outro kithain mais ranzinza, os habitantes do palácio retribuem gentilmente aos cumprimentos de Mordecai. Já no refeitório, enquanto pega algumas torradas, a boggan responsável pelo serviço, com as mãos ocupadas limpando mesas e retirando sobras, apenas acena concordando que ele pode levar consigo o que precisar.

    “Estão mais agitados mesmo”, comenta um redcap com a roupa coberta de farelo de bolo, quando você menciona a nobreza em polvorosa. “Contei a visita de 3 duques e 6 condes somente ontem. Alguma coisa está pra acontecer e ninguém nos avisou ainda. Isso não te irrita?”, ele te pergunta, com os olhos vermelhos e injetados e então se volta para outro bolo pela metade que ele enfia inteiro na boca. “Fe eu fofe fofê manteria efa tesoura ao alcanfe da mão, he? Não penfe que eu não reparei nela, feu fedelho espertinho”, ele completa com a boca cheia, antes de engolir e dar um grande arroto. “Se cuida!”, ele diz e dá uma piscadinha incomum para um redcap.

    Você deixa o palácio e segue pelas ruas de Amsterdam comendo seu café da manhã. Mortais não encantados passam em ondas sem prestar grande atenção em você e você toma o cuidado de evitar uma ou outra pessoa outonal em seu caminho.

    Quando você já está próximo do palácio real sua intuição de que algo está acontecendo se intensifica. Há um glamour quase palpável no ar e você nota que não é o único kithain se dirigindo à residência real. Virando na rua onde fica o palácio você se espanta ao dar de cara com a princesa Delilah, com seu costumeiro enxame de borboletas, acompanhada por Sir Gerald e mais meia dúzia de kithains, incluindo outros dois trolls e o próprio rei Lothar. A comitiva está caminhando em ritmo de procissão e há vários kithain observando a marcha, com curiosidade. Nos últimos anos Lothar vem evitando ao máximo deixar o sonho próximo, então a vista do rei andando na rua te deixa um pouco atônito. Um infante boggan se aproxima de você e pergunta “O que está havendo? Você sabe? Já perguntei a todo mundo, mas ninguém me diz nada. Eu já tenho 10 anos! Não passei pela crisálida ontem!”.

    Você pode se deter por mais tempo observando o passeio real, conversar com os presentes e talvez até tentar falar com alguém da comitiva, ainda que o rosto de Sir Gerald não esteja muito convidativo. Você também pode seguir a comitiva, se o desejar, porém somente até certo ponto, a menos que queira perder seu compromisso com a condessa.

    Após fazer o que julgar mais apropriado você segue para a propriedade livre de Margot, a condessa das folhas caídas, que é na verdade uma casa comum de Amsterdam, relativamente bem cuidada. Você bate na porta e é imediatamente atendido por Yolanda, a boggan que atua como uma espécie de governanta da condessa. “Bem na hora, senhor Mordecai”, ela diz, ignorando sua aparência infantil. “Minha senhora já estava em cólicas. Vamos. Venha comigo.”, ela diz, e então te leva até uma confortável sala de estar exoticamente decorada com um tapete que lembra o chão de um bosque coberto de folhas secas. Lá está Margot, recostada em uma chaise longue, com um livro grande e dourado nas mãos.

    “Meu pequeno vidente!”, ela diz ao ver você entrando. “Venha, sente-se. Você gostaria de um chá?”, ela pergunta, antes de mandar que Yolanda os deixe sozinhos (ou vá te buscar um chá). Você sempre desconfia que Yolanda fica ouvindo a conversa de vocês atrás da porta, mas nunca falou sobre isso com ela ou com a condessa.

    A condessa é uma sidhe rezingona com aparência de 26 ou 27 anos, bonita, mas nada excepcional para alguém deste kith.

    Ela começa a matraquear como sempre:

    “Pequenino, espero que tenha trazido aqueles seus ossos... eu ouvi dizer que o duque Apoc está recebendo vários convidados de outras partes do reino e alguns são ainda mais bonitos do que poderosos... eu preciso urgentemente saber quando será o baile ou festa que ele pretende promover e o que posso fazer para ser convidada. Estou considerando seriamente me render a meu lado unseelie se isso for me ajudar a conseguir a simpatia do duque! Mas receio que esteja muito em cima da hora para isso... Me diga o que você já sabe e o que consegue ver. Eu vou deixar algum dos duques interessados? Talvez aquele estouvado dos Fios Dourados... Vamos, menino.”
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    Re: Mordecai – [Douglas Carmo]

    Mensagem por Douglas Carmo em Ter Out 31, 2017 11:33 pm

    Mordecai preparou algumas torradas com geleia e as empilhou sobre um lenço listrado com o qual fez uma pequena trouxa para viagem. Segurando seu embrulho com ambas as mãos respondeu ao guloso changeling ,como se não houvesse entendido muito bem o que ele havia dito:
    - O senhor tem toda razão, com tesoura não se brinca.- e girando nos calcanhares partiu.

    Com seu passo comedido ele cruzou as ruas da cidade até se deparar com a estranha comitiva na entrada do palácio real. Espantado com a aparição daquelas distintas figuras, Mordecai as acompanha por alguns momentos buscando um bom lugar para observá-las. Mesmo quando a vozinha do pequeno boggan põe-se a reclamar ao seu lado ele ainda pondera sobre o gesto "daquele" ou o olhar desgostoso "deste". Mesmo assim ele responde:
    - "Gente grande" finge que sabe das coisas quando na verdade estão tão perdidos quanto a gente - voltando-se para o outro garoto ele passa a analisa-lo com seus olhos dourados e levanta as sobrancelhas como que surpreso - mas... não entendo por qual motivo te ignorariam assim com tamanha displicência - e como se comentasse sobre o nascer do sol diz algo que parecia óbvio - você tem um futuro brilhante pela frente.

    Apresentando-se, Mordecai oferece uma de suas últimas torradas ao menino e questiona se ele frequenta o palácio real ,afinal, caso contrário estaria cometendo um grande erro. Diz que está com pressa pois precisa atender ao futuro de outra pessoa mas que estava muito interessado em contar-lhe um pouco mais do que sabia. E quando já retomava seu caminho ele completa.

    - Acho importante você ficar de olho no que está acontecendo por aqui, desistir de se manter informado será seu segundo grande erro pois me contaram que algo grande está por vir - e perde-se na multidão.

    - Bom dia Sra. Yolanda, como vai? - cumprimenta entrando após limpar os pés no carpete
    Ouvindo sobre o estado da dona da casa ele tenta atiçar a língua da criada mexeriqueira:
    - Sim, por isso mesmo vim o mais depressa possível. Infelizmente não pude ser mais rápido devido uma suntuosa comitiva que bloqueava meu caminho. A Sra. acredita? Nosso rei nos dando o ar de sua graça em pleno ar livre, quem diria. - comenta enquanto atravessa os corredores e observa a decoração - Aliás, soube de fontes seguras que algo grande está por vir, digno de se girar a chave três vezes ao trancar a porta.

    Após trocar algumas palavras com a governanta, o pequeno vidente adentra no salão onde encontra-se Margot: - Muito obrigado minha senhora, adoraria um chá gelado e um pouco do seu melhor açúcar - acrescenta ao fim de uma reverência ensaiada- não no chá, por favor.

    Sentado, com uma expressão plácida, mãos sobre o colo e os pés balançando sobre o chão, Mordecai ouve interessado as aflições da mulher e quando a sidhe transforma seu discurso em uma ordem ele simplesmente desprende suas mãos e revela um pequeno alforje púrpura. Depois de Yolanda deixa-los a sós com o que pedira ele oferece o embrulho roxo a dama das folhas caídas e espera até que ela despeje seu conteúdo no recipiente cheio de açúcar.
    Ossos.
    Dos mais variados formatos e origens.
    Eles caem e caem.
    Grande parte dos ossinhos tilintam sobre a superfície da mesa enquanto outros poucos mergulham no vasilhame, alguém poderia até mesmo preparar o café com aquela mistura que nem mesmo perceberia aqueles corpos estranhos tão brancos que eram.
    Apenas o silêncio preenche a sala depois destes sons.
    O menino olha os ossos e move os lábios emudecidos como se estivesse lendo um livro para si mesmo, ele volta o olhar para a duquesa apenas uma vez antes de levar o indicador ao recipiente e colher um por um os ossos que encontrou. Logo em seguida leva o dedo a boca sentindo o sabor doce.
    Vendo o ossário que enfileirou a sua frente e sentindo aquele gosto que só ele conhecia, Mordecai pergunta aos restos como Margot poderia ser útil ao duque Apoc.
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    Re: Mordecai – [Douglas Carmo]

    Mensagem por Sayd em Sab Nov 04, 2017 12:42 pm

    Vatícinio: Inteligência 4 + fada 2 = 6

    Sayd efetuou 6 lançamento(s) de dados (d10.) :
    4 , 5 , 7 , 2 , 10 , 1
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    Re: Mordecai – [Douglas Carmo]

    Mensagem por Sayd em Seg Nov 06, 2017 9:56 pm

    Você causa uma boa impressão no menino boggan que te aborda durante a passagem da comitiva e ele acena confiante, concordando em seguir seus conselhos.

    Em seguida se dirige para a propriedade da condessa, onde Yolanda te recebe prestando muita atenção quando você menciona a vista do rei e parecendo levar sua recomendação de girar a chave na porta três vezes de maneira literal.

    Enquanto ouve a ladainha da condessa Margot, Yolanda retorna com seu chá e um açucareiro. Ela fecha a porta atrás de si, mas você permanece com a sensação de que ela está do outro lado escutando tudo.

    Você oferece seu embrulho de ossos à Margot, que respira fundo assumindo uma expressão séria e concentrada. Ela hesita por alguns momentos e então despeja os ossos, que se distribuem da mesma maneira aleatória de costume, misturando-se ao açúcar que você solicitou. Por alguns momentos você examina a maneira como os ossos ficaram distribuídos e então começa a lamber aqueles que se misturaram ao açúcar, permitindo que o sabor também o auxilie em suas visões.

    Você começa a entrar em transe, não imediatamente, mas numa velocidade vertiginosa. A sala ao seu redor parece desaparecer na medida em que você se vê tragado por um vórtex escuro e repleto de vazio no local onde estão os ossos.

    Neste vazio escuro sua primeira sensação vem do paladar: um gosto de morte. Sim! É o sabor de carne morta em putrefação que sua língua de corvo conhece tão bem. Fadas mortas… não meros mortais.

    Em seguida vem o olfato, trazendo um aroma que também é de morte. Uma chacina. Uma verdadeira matança. Outros, de narizes mais sensíveis, provavelmente não suportariam o odor pungente deste abatedouro de trevas e se colocariam a vomitar o que quer que houvesse em seus estômagos, mas para você ele é tão agradável como o de um banquete recém posto a mesa.

    Aos poucos seus olhos se acostumam a escuridão e você começa a distinguir às formas a volta. Há muitos corpos se decompondo espalhados pelo chão e num ponto um pouco mais distante você vê a figura do duque. Você se aproxima e começa a distinguir outras figuras. Nobres. Alguns nobres que você já viu, mas a maioria são rostos desconhecidos. Eles estão sentados em uma enorme mesa redonda, uma távola, e você nota que a condessa Margot não está entre eles. Estão conversando, mas a princípio não há qualquer som no local.

    Somente após alguns segundos você começa a ouvir a voz deles, como se sussurrassem, embora pareçam estar falando em claro e bom som.

    Com muito esforço você consegue ouvir o duque dizendo “Todos vós, meus caros lordes e ladys, que atenderam a esta convocação, compartilham da mesma insatisfação. Todos vós que juraram a mim sua lealdade serão recompensados assim que a última borboleta tiver suas asas arrancadas e destruídas. Todos vós devem agora fazer um juramento solene de viver como reis ou morrer como heróis, para sempre.”

    Os rostos se tornam mais nítidos e você distingue claramente o rosto da condessa Morgana, das mariposas, que parece enorme e terrível. “Há outros que não compartilham da mesma insatisfação e no entanto gostariam de estar aqui, por amor, ou glória, ou tédio”, ela diz, “uma nobre veio me procurar e eu voto por ela”.

    E então, finalmente, a condessa Margot se aproxima, parecendo não entender o que está havendo. “Não vai haver baile?”, ela pergunta olhando diretamente para o duque, com olhos assustados. “Não.”, responde Morgana secamente. “Depois disso virão as armas.”, e dizendo isso ela começa a distribuir entre os convivas longos punhais de ferro frio, que todos recebem com sorrisos macabros, com exceção de Margot que pega seu punhal com uma expressão indecisa.

    Neste momento ouve-se um rugido altíssimo e gutural, como se uma fera imensa estivesse próxima, e todos se olham preocupados.

    “Lá vem”, diz o duque Apoc. “Agora é tarde para desistirem. Alguém tem algo a dizer?”

    “Eu quero ser duquesa”, diz Margot, um pouco insegura.

    “Isso lhe será concedido se o preço for pago com sangue”, responde o duque.

    Você começa a ouvir tambores, que os outros parecem não ouvir. Você escuta novamente o rugido gutural, e todos os outros o ignoram. Você vê alguma luz passar rapidamente pelo horizonte, como um relâmpago, e ninguém mais percebe esse acontecimento.

    “Agora”, diz Morgana, “Todos jurem.”

    E ao som dessas palavras todos eles desaparecem. O som desaparece. O aroma desaparece. Tudo desaparece e você permanece lá no vazio. Como se estivesse sonhando você se lembra que na realidade está parado ao lado de Margot em sua sala e que tudo isso foi apenas uma visão e então as cores e sons e cheiros do mundo real começam a voltar, da mesma maneira vertiginosa com que se foram.

    Você se vê de pé diante de Margot, que o olha com expectativa.

    “Por acaso eu te ouvi murmurar que não vai haver nenhum baile?”, ela pergunta; o que te causa uma certa estranheza, porque você não costuma falar nada durante suas visões.

    “Já sei, já sei… você ainda precisa de um tempinho para decifrar tudo, mas o que já pode me adiantar?”
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    Re: Mordecai – [Douglas Carmo]

    Mensagem por Douglas Carmo em Dom Nov 12, 2017 8:43 pm

    Em resposta a pergunta de Margot, Mordecai permanece em silêncio. Sua cabeça inclina levemente para um lado e depois para o outro como um pássaro curioso pelo que consegue avistar de cima do telhado. Antes da ,pouca, paciência da sidhe se esgotar ele volta a sentar-se e se pronuncia:

    - Minha senhora - e pisca algumas vezes como que recuperando os sentidos - onde já se viu uma multidão não terminar em festa? - termina sorrindo

    - Creio que sua maior preocupação de agora em diante será escolher qual dos bailes prefere. Perdão, que tolice a minha, porquê escolher quando se pode estar em todos?

    Após a reação da mulher o menino se inclina em seu assento, dizendo em tom de segredo:

    - Agora me diga - lambe os lábios sentindo o que restava da visão - o quão próxima minha senhora ,futura duquesa, é da princesa das borboletas e da condessa das mariposas?

    Caso Margot questione sobre maiores detalhes sobre a visão, Mordecai a relembra que seus vislumbres são percebidos através de outros sentidos e reduzi-los a imagens seria mera trivialidade mas garante que o porvir tem sabor de sobremesa e ainda ressalta que sobremesas só tem lugar em celebrações.
    Dependendo da resposta dada a sua última pergunta ele responde que será muito importante reforçar os laços já existentes e criar novos. A condessa ,novamente, futura duquesa, das folhas caídas não precisa estar em todos os lugares e momentos certos quando se tem próxima as pessoas certas.
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    Re: Mordecai – [Douglas Carmo]

    Mensagem por Douglas Carmo em Dom Nov 12, 2017 9:01 pm

    Analise gestual dos principais membros da comitiva real: Percepção 3 + Enigmas 4 *especialização em gestos:
    Douglas Carmo efetuou 7 lançamento(s) de dados (d10.) :
    2 , 2 , 3 , 2 , 7 , 5 , 7
    Sayd
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    Re: Mordecai – [Douglas Carmo]

    Mensagem por Sayd Ontem à(s) 12:16 pm

    Margot te escuta atentamente, mas suas sobrancelhas vão se franzindo, como se ela não estivesse te entendendo.

    "Como assim? Haverão dois bailes do duque? Não sei se estou entendendo..."

    Ela ouve sua pergunta e responde "Delilah, a flor, e Morgana, a bruxa?", ela abre um leque e começa a se abanar.

    "Superficialmente. A princesa parece gostar de mim. Já a convidei algumas vezes para tomar chá e ela sempre compareceu. A bruxa me incomoda um pouco com aquele ar sinistro, mas mantemos relações cordiais. Eramos amigas na época da adolescência e acho que poderia contar com ela se precisasse de um favor. Como isso me ajuda a estar nos bailes de Apoc? Você está muito misterioso hoje! Fale um pouco mais..."

    Se você menciona que ela será duquesa no futuro seus olhos se arregalam e ela exclama apenas "Explique!".

    Ela está claramente insatisfeita com o pouco que você revelou e vai te pressionar até que você fale mais, a menos que você decida usar seu trunfo contra ela para bota-la em cheque. Isso não seria muito sutil...


    OFF:
    Os membros da procissão que acompanhava o rei exibiam uma alegria meramente protocolar. No fundo todos eles pareciam em alguma medida tristes, preocupados ou ansiosos, em especial a própria Delilah parecia estar fazendo um grande esforço para cumprir com a etiqueta.

    Você pode fazer um teste de inteligência+enigmas para uma compreensão mais aprofundada de sua visão, se quiser.
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    Re: Mordecai – [Douglas Carmo]

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      Data/hora atual: Sab Nov 18, 2017 3:28 pm