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Capítulo 4: Lamentações

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Elminster Aumar
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Capítulo 4: Lamentações

Mensagem por Elminster Aumar em Sab 18 Nov 2017 - 11:47



Capítulo 4: Lamentações


O velório do Sr. Belgarten acontecia no interior da grande abadia dedicada à Menoth, em Ellsporth. A cerimônia estava aberta a visitas de qualquer um que quisesse prestar alguma homenagem ao falecido, uma vez que o próprio era uma figura pública e uma das mais carismáticas. A cidade estava em luto e as pessoas compareciam com flores e mensagens de apoio à sua filha, Anna, que não se desgrudou por um momento sequer do caixão. Ela nunca tivera a dimensão de como as pessoas gostavam dela simplesmente por ser filha de quem era.

Gregory Belgarten contribuiu muito para o crescimento de Ellsporth, e sempre com muita responsabilidade e zelo pelo meio-ambiente. A notícia de que um dia antes de sua morte ele havia sido eleito o novo conde do Ducado de Caspia caiu como uma bomba nos jornais locais. Até mesmo para Anna aquilo havia sido uma surpresa. O seu pai então sobe de cargo político e um dia depois é assassinado? Não podia ser coincidência, e saber disso, só aumentava a sua dor. Annalise estava acompanhada de Ratchford de um lado e de Gutierra do outro. Calista, a megera de sua madrasta, havia posado ao lado do caixão apenas por alguns minutos para que os fotógrafos tirassem suas fotos e depois foi embora. O Sr. Scoresby não quis entrar em detalhes, mas disse que não poderia comparecer ao velório de seu grande amigo. Com isso, Lizzie, a órfã do prefeito de Vicari, foi deixada sob seus cuidados. Annalise ainda não teve coragem e nem tempo para dizer a sua madrasta que adotaria uma criança.

As horas iam se passando sob o teto da abadia, e a fila para ver o corpo do Sr. Belgarten e dar um último adeus ainda era enorme. Anna sentia-se cansada quando uma voz bem conhecida lhe deu um novo ânimo.

- Meus pêsames a você, Anna. Sinto muito pelo que aconteceu. - Quem diziam aquelas palavras era Hidgens Lenser. Ele continuava grande e forte, embora o tamanho da barriga tivesse aumentado ligeiramente. Anna mal podia acreditar que o seu antigo protetor viera lhe dar força. Hidgens a abraçou paternalmente como fizera muitas vezes antes no passado. Ele depois se virou para Ratchford, o homem que o substituiu em seu cargo de guarda-costas. - Quero lhe parabenizar pelo seu trabalho. Por cuidar de Anna.

Hidgens estava sendo respeitoso, como era do seu feitio. Ele deu a mão para Ratchford, que a apertou amigavelmente. Gutierra lançava olhares tímidos para o cavaleiro, que por sua vez, se prestou a observar o rosto pálido de Gregory. Hidgens estava bastante sentido em vê-lo daquela forma. Passado alguns momentos de uma lamentosa contemplação, Hidgens se voltou novamente à Anna e segurou as suas duas mãos.

- Quero que saiba que se você precisar de qualquer ajuda pode contar comigo. Você sabe onde me achar, uma vez que continuo morando na mesma residência de outrora. Pode pedir qualquer coisa, Anna, e eu a farei.  



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Re: Capítulo 4: Lamentações

Mensagem por Luxi em Qua 22 Nov 2017 - 21:27



Annalise não conseguia traduzir seus sentimentos em palavras. Do momento em que recebeu a notícia até agora, não se lembrava direito do que tinha feito, apenas lapsos de memória.

No primeiro deles estava incrédula e sentiu os braços do guarda-costas a impedindo de ir ao chão.

No segundo, lembrava do céu, e de como gritou para ele antes de desatar a chorar.

Depois disso, era tudo uma mistura de vozes, mas ela estava sempre a mesma: chorando ou olhando o nada em locais diferentes da casa, diante de um prato vazio, do quarto solitário ou da estufa particular.

A pequena garota que trouxera consigo ficou sob responsabilidade dos empregados a maior parte do tempo, mas o serviço sobrou um pouco para Ratchford e até para Gutierra.

Não quis saber detalhes no primeiro momento, mas mesmo assim estava ávida por eles minutos depois. Sua mente não estava nada preparada para receber tantas informações.

Porém, em nome do público, a filha do barão de Ellsporth aguardava as palavras de conforto que viam de todos os locais. Seu vestido agora era preto, a cor mais triste que já utilizara nos últimos anos. Respondia os sentimentos com educação, um aperto de mãos ou um abraço, sempre agradecendo as boas palavras e até arriscava um minúsculo sorriso.

Nunca teve a chance de falar com seu pai abertamente sobre Os Coletores. Ele jamais poderia ter o orgulho de saber que tinha aceitado fazer parte daquilo, e agora teria que ir até o fim, pois sabia que era um desejo de seu pai.

Como gostaria de ter ido no lugar dele, se dividir e poder substituir o senhor Belgarten em todos seus compromissos e então poder enfrentar os problemas em seu lugar. Como teria sido sua morte? Vez os outra pensava nisso, com o coração dolorido. Algo nela dizia que essa história estava intimamente ligada a sua morte, mas não tinha ideia do que era, de fato, pois não estava tão ligada assim aos assuntos políticos do pai. Com quem ele andara falando ou o que andava fazendo era um mistério, exceto que tinha sido promovido em seu cargo e isso não era uma coincidência.

Recusou-se a olhar para a madrasta ou sair em fotos com ela. A menos que ela se esforçasse para isso, ainda assim a jovem sairia olhando para baixo, frustrada. Ver aquela mulher viva e desdenhando do caixão de seu pai lhe feria muito mais, mas pelo menos ela teve a decência de ir embora.

Tinha em Gutierra uma quase irmã de verdade, por isso confiou a ela que olhasse Lizzie por alguns momentos, mesmo sem explicar quem era aquela menina. A outra nem teria coragem de perguntar, sabia. Também entendia que nã era nada responsável fazer isso, mas não tinha estrutura nenhuma para carregar aquela notícia agora, só queria delegar o máximo possível do mundo, enquanto o mundo tratava de jogar sobre ela aquele problema, que se transformaria em muitos outros.

Ergueu o rosto para observar seu antigo guardião e notou o quanto o tempo tinha passado e quanto gostaria de voltar a ser uma criança boba que tentava dar nó em seu guarda-costas. Ela o abraçou com vontade. Era uma das poucas pessoas que conseguia confiar completamente depois do que tinha acontecido. Nunca poderia saber se alguém ali que visitava o velório seria um traidor e esse sentimento a deixava mais calada ainda.

- Muito obrigada, senhor Hidgens... Isso é muito importante para mim. Muito mesmo.

Até tentou olhar o movimento do ex-protetor até o caixão, mas era muito difícil olhar para o rosto sem vida do pai. Abaixou o rosto de novo. Quando isso acabaria?



Segurou suas mãos, adquirindo delas todo tipo de força espiritual que conseguia.

- O senhor fez demais por minha família. Eu só...  peço que... continue cuidado de nós.... de mim. - franziu o rosto, prestes a chorar novamente e apertou suas mãos. - Muito obrigada, senhor Hidgens. - suspirou. - Se souber de algum coisa .... qualquer coisa... - olhou bem em seus olhos. Referia-se a traições, a notícias e explicações. Era realmente qualquer coisa. Queria torná-lo um braço direito que tinha perdido naquele tempo. Ele podia entender isso. - Obrigada.

Estava confusa e perdida. Mas acima de tudo exausta. Não aguentava ouvir mais nenhum "meus pêsames" ou o quanto seu pai tinha sido incrível. Já sabia de tudo aquilo. Ao mesmo tempo, não queria ve aquela tampa fechando e tornando tudo muito real. Por esse motivo, ela apenas existia naquele local, sem uma gota da alegria e espontaneidade que a acompanhavam antes.

Elminster Aumar
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Re: Capítulo 4: Lamentações

Mensagem por Elminster Aumar em Sex 24 Nov 2017 - 0:38



O senhor Hidgens passou o dedo ao redor dos olhos de Anna, enxugando suas lágrimas. Talvez ele fosse agora o que mais poderia se assemelhar a um pai para ela. Em seguida ele ergueu suavemente o queixo cabisbaixo de Anna para que ela o olhasse nos olhos.

- Eu estou e sempre estarei do seu lado, te apoiando e te ajudando no que puder. Sabe disso, Anna. Talvez - ele fez uma pausa, abaixando o tom de voz. - Talvez aqui não seja o melhor lugar e nem a melhor hora para se dizer qualquer coisa. Por favor, Anna, me procure nesse lugar.

Ele fez como se fosse cumprimentá-la e então deixou um pedaço de papel escorregar por entre os seus dedos e cair na mão de Anna. Em seguida o senhor Hidgens fez uma última homenagem frente ao caixão e se retirou do local. Annalise talvez não tenha percebido, mas durante o restante do velório Ratchford ficou mais quieto e imóvel do que o normal. Depois de ter acabado a cerimônia póstuma, quando o céu já havia escurecido, Anna e seu guarda-costas subiram numa carruagem para irem para casa. Anna não estava nenhum pouco ansiosa para estar em casa; depois da morte de seu pai, sua casa parecia estranhamente vazia e opressora. Calista se portava como se fosse a dona do lugar e aquilo era enojante.

Em dado momento da viagem dentro da carruagem, Anna se lembrou do papel dado por Hidgens e espiou o que estava escrito nele. Havia o nome de uma rua para que ela fosse e se encontrasse com ele. Ratchford, sentado à sua frente, se enrijeceu.

- Você não vai, né? - perguntou.

Ele sentiu que a resposta seria outra, então falou novamente e agora ficava claro o que o estivera preocupando nas últimas horas.

- Anna, você sabe o perigo que isso acarreta? O seu pai foi assassinado! Pra piorar as coisas ninguém sabe direito quem foi o autor do ataque. Não é seguro que você, como sua filha, fique saindo por aí. Entende isso? Ninguém mais é confiável nessa cidade. Se aceita o meu conselho, eu aconselho a você não ir se encontrar com ele. Se o que ele tinha a falar era importante, ele podia ter falado ali mesmo.

Ratchford era uma figura surpreendente. Ele podia passar horas sem falar uma palavra sequer, e então de repente ele começava a desembuchar tudo, sem esconder o que estava sentindo. E o que ele estava sentindo no momento era mais do que um dever de protegê-la. Ratchford estava com ciúmes.



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Re: Capítulo 4: Lamentações

Mensagem por Luxi em Sab 25 Nov 2017 - 18:10



Anna guardou o papel para dentro da manga, observando o homem com a atenção especial que merecia a partilha de um segredo. Assentiu, séria, e agradeceu, parando de chorar.

O que será que ele tinha a lhe dizer? Será que já sabia algo sobre o assassino de seu pai? Seu coração se cobriu de ansiedade. Observou ao redor paranóica. Será que alguém tinha percebido aquela movimentação? Alguém pareceria feliz? Seria muita canhalice aparecer no velório do senhor Belgarten, mas ela já sabia que nobres não tinham escrúpulo nenhum.

Ao final da cerimônia, a jovem só pensava em chegar em casa e dormir, sem um horário específico para acordar, para não ter que observar a administração de Calista. Sua cabeça latejava de tanto estresse e ela tinha encostado na lateral da carruagem para respirar um pouco, lembrando-se do papel interessante e só agora retirando-o da manga do vestido para dar alguma atenção curiosa. Era uma pequena esperança, uma mudança de foco que poderia ter.

Quando estava prestes a dar um pequeno sorriso, o sempre tão taciturno guarda-costas resolveu falar, mas não era nada agradável. Piscou os cílios molhados na pele e observou um tanto surpresa. Do que ele estava falando? Essa dúvida certamente o motivou a continuar a falar daquela maneira e a assustou novamente.

- Por que está fazendo isso? Por que precisa falar dessa maneira? - engasgou e torceu o rosto, que ficou vermelho de novo.- Eu acabei de enterrar o meu pai, Ratchford! Eu não tenho que ficar ouvindo sermão agora! Já está tudo tão horrível e díficil e eu ainda... - cobriu o rosto com as mãos, soluçando. Demorou alguns minutos para conseguir para de chorar, secando o rosto com um lencinho.

- O senhor Hidgens é o mais próximo de um pai que eu tenho agora, Ratchford. Me recuso a desconfiar dele. Não quero perder isso também... Se é tão contra que eu vá até lá, então pelo menos vá comigo. - suspirou. - Não posso simplesmente... deixar que isso acabe assim, você entende, não entende? - olhou sofrida. O guarda-costas era o mais próximo de confidente que tinha agora.

- Não vou deixar a pessoa que fez isso solta por aí e seguir a minha vida. Não é uma coisa que eu possa fazer. Eu não vou ser uma Lizzie mais velha, Ratchford. Não tenho ninguém para me segurar agora e eu gostaria que você não se colocasse contra mim. Se há uma chance de saber quem mandou fazer isso... eu quero que essa pessoa pague nem que seja a coisa mais estúpida que eu faça na minha vida ou mesmo a última.  Você entendeu?



Elminster Aumar
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Re: Capítulo 4: Lamentações

Mensagem por Elminster Aumar em Ter 12 Dez 2017 - 22:30



Enquanto a carruagem seguia o seu caminho em direção à mansão dos Belgarten, Anna e Ratch seguiam conversando quase no limiar de uma discussão.

- Eu só quero o seu bem, Anna! Por todo esse tempo que passamos juntos, você ainda não compreende isso? - Ratchford tentava se defender depois de uma reação calorosa de sua protegida. Ele olhou apiedado para Anna. - Ainda mais depois do que aconteceu com o seu pai, sinto que é a minha obrigação alertá-la sobre os perigos desse mundo. Você viu em Vicari apenas uma parte disso... pessoas traindo umas às outras, pessoas se matando a troco de nada... Você acha mesmo que dá para confiar em Hidgens ou em quem quer que seja?

O guarda-costas observou-a quietamente limpar o rosto das lágrimas que caíam.

- Pense bem, Anna, talvez nem em mim você devesse confiar cegamente - disse de um modo reflexivo. - Mas se o que você deseja é se encontrar com ele, quem sou eu para impedi-la? Eu não posso te controlar, Anna, nem te fazer entender os perigos que você estará correndo. Mas eu posso estar do seu lado. Posso te proteger e dar a minha vida pela sua.

Ele parou de falar para olhar agora diretamente nos olhos de Anna. Era sempre muito difícil saber quais os pensamentos rondavam a mente de seu guarda-costas, em sua expressão sempre havia um quê de mistério. Seria pena o que ele sentia por Anna? Seria compaixão? Solidariedade? Ou apenas era o olhar de quem tentava a todo custo cumprir com o seu trabalho? Por um momento o único som que se fez presente foi o balançar da carroça nas ruas de pedra de Ellsporth. Até Anna havia parado de soluçar para também observá-lo. Os olhos de Ratchford eram bonitos à sua maneira, agora que ela parara para prestar atenção. Seu olhar era intenso e penetrante.

- Às vezes - disse Ratch, baixinho, quase timidamente - eu sinto que sou capaz de dar muito mais do que a minha vida por você.



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Re: Capítulo 4: Lamentações

Mensagem por Luxi em Ter 19 Dez 2017 - 8:14




Annalise não tinha muita força para discutir, tinha gastado boa parte no funeral e agora se via confusa observando o guarda-costas em seu discurso. Tentava absorver um pouco do que ele dizia. Era a voz da razão, enquanto ela se sentia tão sozinha. Abaixou o rosto. Não podia mesmo confiar em Hidgens, mesmo ele sendo um bom amigo de seu pai. Nem mesmo o senhor Scoresby tinha sido confiável quando viajou a Vicari, afinal. Apesar de no fim ele fazer parte de um grupo que supostamente seu pai apoiava, ele demorou a contar isso a ela. Então o senhor Hidgens também poderia estar escondendo segredos dela.

Pousou o lenço no colo, desanimada e soltou um longo suspiro infeliz. Então ele sugeriu que talvez não devesse confiar nem mesmo nele e isso causou um baque. Ergueu o rosto novamente, para observá-lo um pouco assustada. Deveria mesmo desconfiar até de seu guarda-costas? Seus lábios diminuíram, parecendo ficar bem mais nova do que era de fato. Ele estava agora apoiando seu encontro com o ex-guarda-costas e afirmando que iria com ela, fortalecendo aquela relação de proteção entre os dois. Respirou fundo, olhando-o atenta diretamente nos olhos.

Não conseguia desvendá-lo, mas isso não era uma surpresa. Aparentemente era péssima em julgar as pessoas, já que alguém próximo poderia ter traído seu pai, segundo ele. Ficou em silêncio, respeitando o barulho da carruagem. De alguma forma, era familiar e reconfortante olhar para ele daquela forma.

Ouviu a frase, mas não sabia como interpretá-la direito, ainda mais vindo de uma pessoa que não sabia se expressar direito. Mesmo assim, aquela frase conseguiu aquecer um pouco daquele coração chuvoso.  Um mínimo sorriso surgiu por um segundo, quando tornou a abaixar o rosto.

- É por isso que eu confio em você, Ratchford. Você é a última pessoa que sobrou... e que sempre esteve lá. Você pode dizer que não devo confiar em você cegamente, mas se eu não fizer isso... em quem vou confiar? Eu não tenho mais uma pessoa que me conheça de verdade ou que eu acredite que gosta de mim. Eu me sinto sozinha e... completamente perdida. A única pessoa que eu tenho que me lembra um pouco como as coisas eram boas antes... bem, essa pessoa é você. Então não me peça para não confiar, pois mesmo se você quiser me enganar, eu vou fingir que está tudo bem e vou acabar seguindo o que você tem a dizer. Você é muito importante pra mim e se... você achar que eu não devo ir até o senhor Hidgens, eu não irei... Mas quero que saiba que eu queria muito... muito... poder descobrir quem fez isso com o meu pai e trazer justiça para ele. Bem... para falar a verdade... eu me sinto tão perdida que eu não sei de verdade o que eu deveria fazer... não sei como continuar a fazer as coisas daqui para frente, Ratchford... Então... se você tiver uma ideia... eu... - ela soluçou de novo e teve que parar de falar para não chorar aos montes, secando o canto dos olhos.



Elminster Aumar
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Re: Capítulo 4: Lamentações

Mensagem por Elminster Aumar em Sab 23 Dez 2017 - 8:51



Muitos pensamentos rondavam a mente da jovem Anna naquele momento, e certamente Ratchford passava pela mesma coisa. Os dois já haviam passado por tanta coisa juntos... por mais que fosse o trabalho de Ratchford seguir e proteger Anna, ele não fazia mais isso apenas por obrigação. Havia uma ligação muito forte entre eles e que só aumentava a cada novo desafio que ultrapassavam juntos. Quando Anna terminou de falar, o interior da carruagem ficou novamente em silêncio.

Talvez Anna não tivesse percebido, mas Ratchford pela primeira vez se mostrava ansioso em pequenos gestos. Ele abriu a boca para dizer algo, mas de repente travou no meio do processo e desistiu da ideia. Fez que ia levar sua mão em direção ao rosto da jovem para lhe fazer um afago, mas então refugou em última instância. Anna continuava cabisbaixa e chorosa, possivelmente sem ter percebido nada disso. A viagem até a mansão parecia se estender e estar longe do fim, pois pros dois, apenas aquele momento é que importava.

- Anna... - chamou Ratchford com a voz baixa mas firme, depois do que pareceu um longo tempo. - Quero que olhe para mim - pediu, e em seguida, segurou a mão dela. - É difícil pra mim admitir isso, mas eu...

Ele parou de falar, achando que tinha ido longe demais. Suas palavras, contudo, eram inegavelmente verdadeiras e não poderiam mais ser desditas. O guarda-costas, então, tentou recomeçar o seu raciocínio.

- Olhe, não sei o que estava passando pela minha cabeça quando disse que você devia ir se encontrar com o Senhor Hidgens. É óbvio que você tem que ir atrás de quem fez isso com o seu pai, e eu irei com você. Prometo que irei ajudá-la a trazer a justiça e a verdade, Anna. Eu prometo que acharemos o culpado e que esse culpado se arrependerá do que fez até o último fio de seu cabelo. E vou te proteger também contra a sua madrasta, pois eu sei o quanto vocês se desgostam. Se ela por acaso se sentir afrontada e quiser me despedir, que assim seja. Isso não me afastará de você, Anna. Ninguém nos afastará até que tudo esteja resolvido.

Havia ardor em suas palavras. Ele estava falando com o coração e não mais com a razão. Sua mão foi em direção ao rosto de Anna, passando delicadamente os dedos pelos seus cabelos e pescoço.

- Eu...

Era como se ele tivesse voltado ao que estava prestes a dizer momentos antes, mas ele nunca chegou a completar a frase. O seu rosto foi se aproximando lentamente do rosto de Anna, seus olhos haviam se fechados e ele se preparava para lhe beijar...

 



Luxi
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Re: Capítulo 4: Lamentações

Mensagem por Luxi em Qua 27 Dez 2017 - 12:47




Annalise ergueu o rosto desesperançoso e observou o guarda-costas, que era a última pessoa com quem tinha uma ligação forte em sua vida. A voz que ele utilizava era tranquila e estranhamente tinha muito mais sentimentos do que ela estava se lembrando já ter ouvido. Era preciso muita brincadeira e provocação para tirá-lo do jeito sempre tão sério e profissional, por isso ela ouviu com surpresa e silêncio cada coisa que ele dizia. Ele tinha toda sua atenção.

Anna sentiu-se acolhida e emocionada conforme ele jurava caçar e punir o assassino de seu pai como ela jamais poderia fazer sozinha. Os olhos foram se enchendo de lágrimas, mas dessa vez eram positivas. Ouviu sobre Calista e então ficou confusa sobre a última frase. Se fosse demitido, ele não iria embora? Ficaria com ela não importava o quê? O rosto pálido ganhou uma cor rosada, sentindo algo diferente de tristeza pela primeira vez em algum tempo.

Entreabriu os lábios, surpresa por aquela demonstração nítida de que ele se importava com ela. Porque um de seus medos era que o contrato acabasse e ele fosse embora, deixando-a sozinha. Se antes isso era um medo infantil, agora, que estava sozinha, era ainda maior, porque não queria se ver longe do único que a protegia e a ouvia.

Ouvir isso dele, então, era um presente. Sabia o quanto ele estava pisando em protocolos para fazer isso e seu rosto demonstrava toda a surpresa por conhecer um lado emocional forte que ela jamais tinha visto nele. Respirou fundo e fechou os olhos instintivamente, aproveitando o carinho, mas envergonhada de certa forma. Era surreal demais vê-lo demonstar-se de sua posição para tratá-la assim, como uma pessoa, não uma protegida.

Além do mais, aquele toque era agradável, e lhe dava um alento para o coração ferido. Abriu os olhos, para encontrá-lo daquele jeito tão confuso quanto, aproximando-se dela. O coração da jovem ardeu. O momento poderia não ser o melhor, mas para ela era sim: estava sozinha, infeliz e triste, e de repente era cuidada como nunca e, no fundo, sempre nutriu uma paixão platônica por aquele homem.

Ela fechou os olhos também, encostando os lábios nos dele, o que ligou a certeza que ela precisava. Sempre tinha gostado de seu guarda-costas. Sempre quis mais do que ser apenas protegida. Era muita a surpresa de ser correspondida, mas isso estava acontecendo após muito tempo imaginando. Ela o puxou com uma mão pela roupa, apenas para demonstrar que não achava errado e não queria que ele se afastasse, correspondendo a seu beijo, de forma doce e até um pouco tímida. Demorou para afastar-se dele, quando reucou esfregando um lábio no outro e olhando a janela da carruagem enquanto piscava muito. Suspirou e voltou a olhá-lo, confusa com aqueles sentimentos de luto e realização.

- Não sei se deveríamos ter feito isso.... - falou um pouco afobada - Mas eu de certa forma não importo. - Seus olhos brilharam, e não era de choro desta vez. Anna o olhava de uma maneira nova, que ficava entre menina e mulher, como sempre tinha sido a filha do barão. E como era esperado dela... ela não ligava muito para as convenções sociais, sendo sua única trava agora um certo respeito ao luto, algo que ela achou que deveria ter. Mas estava seca de bons sentimentos. Ela esticou as mãos, alcançando as dele, apertando-as de leve, em um carinho, então foi ela mesma quem inclinou o rosto em sua direção, mostrando que também tinha decidido aquilo. Após um segundo beijo, ela sentiu-se finalmente acolhida, mas o coração começava a decidir o lugar de todas as emoções e ela sentiu uma grande tristeza repentina e afastou o rosto. Pulou para seu lado e deixou os ombros caírem. De repente, decidiu abraçá-lo, mesmo que de forma meio torta, como queria ter feito desde que tinha recebido a notícia.

- Obrigada... por ficar ao meu lado - choramingou.



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Elminster Aumar
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Re: Capítulo 4: Lamentações

Mensagem por Elminster Aumar em Seg 1 Jan 2018 - 22:15


Annalise correspondeu ao beijo pretendido por Ratchford de uma maneira que ele mesmo não poderia ter sonhado com aquilo. Havia uma troca profunda de sentimentos envolvidos naquele gesto, uma troca que completavam a ambos. Mesmo com toda a dor do luto, era impossível para Anna não aproveitar o momento que tanto ansiou. E Ratchford também. Suas atitudes em relação a sua protegida foram mudando gradualmente ao longo do tempo. Anna foi amadurecendo e conquistando cada vez mais um espaço no coração normalmente fechado do guarda-costas. Ele a beijava com ardor, retribuindo suas carícias e dando amor.

Aquilo era um conforto ao coração despedaçado de Anna pela morte do pai. Os dois se desgrudaram momentaneamente com certa afobação. Ambos pareciam pensar no que havia acabado de fazer, e Anna traduziu sua reflexão em palavras. Ratch fez um carinho em sua cabeça, afastando alguns fios rebeldes de cabelo de seus olhos.  

- Eu não me arrependo do que fiz - disse Ratchford, seguro de sua afirmação. - Meu único arrependimento é não ter feito isso antes. - Anna, por outro lado, havia sido tomada por uma tristeza repentina e encolheu os ombros ao abraçá-lo como uma filha abraçaria a um pai. Levaria ainda um tempo para Anna deixar a menina em seu interior de lado e se transformar na mulher que sua posição lhe exige, e talvez ela nunca deixasse de ter o seu lado infantil e puro. Ratchford passou seu braço pelos seus ombros e a abraçou de modo firme. - Não precisa agradecer, Anna. Eu fico de bom grado ao seu lado, e assim permanecerei enquanto você me quiser por perto. Cometi alguns erros na minha vida, e não pretendo cometê-los novamente. Eu não quero... - ele fez uma pausa de dois segundos, e então complementou com pura emoção: - ... te perder.

Eles ficaram assim abraçados por um longo tempo. Era reconfortante para Anna saber que agora tinha alguém para compartilhar todos os seus medos e dúvidas acerca do futuro que a reservava. E para Ratchford era a possibilidade de ter encontrado alguém que poderia fazê-lo se esquecer do seu antigo amor. A carruagem finalmente chegou à mansão, e os portões de entrada foram abertos para dar-lhe a passagem. Foi nesse momento que Ratch percebeu um detalhe que havia passado despercebido até então: a bolsa de Anna encontrava-se com o zíper aberto. Ele estendeu a mão para fechá-lo, e então se surpreendeu com algo.

- Anna, tem um papel aqui.. - disse o guarda-costas, retirando um pequeno pedaço de papel. - Parece que você tem um novo bilhete - comentou com ar preocupado.

Ele estendeu o bilhete a Anna, para que ela pudesse ler. O que estava escrito nele era:



"Fiz uma promessa para o seu pai. Preciso da sua ajuda para cumpri-la."

Seguido a essas palavras estava anotado um ponto de encontro numa taverna local e um horário para amanhã cedo. Na assinatura constava uma única letra: R. O guarda-costas leu o bilhete por cima do ombro de Anna.

- Isso está muito estranho... - disse. - Outra pessoa querendo te encontrar dizendo que tem informações sobre o seu pai? E quem pode ter deixado isso na sua bolsa? Eu estava ao seu lado o tempo todo e não vi ninguém mexendo nela. - Ele parou para ler novamente a assinatura deixada no papel. - R... uma assinatura um tanto misteriosa demais para o meu gosto. Contudo, como disse a você antes, Anna, eu farei de tudo para descobrir os responsáveis pelo assassinato do Sr. Belgarten, e agora acredito que devemos ir ao encontro dos dois que lhe escreveram. Eu até posso ir sozinho resolver essa questão, se preferir...


 

Luxi
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Re: Capítulo 4: Lamentações

Mensagem por Luxi em Ter 2 Jan 2018 - 21:15


Geralmente era Anna que fazia comentários constrangedores para deixar o guarda-costas em uma posição desconfortável, mas agora era ela quem corava e ficava um pouco sem jeito, por nunca imaginar que ouviria dele aquele tipo de coisa. A tristeza dava lugar a um sentimento neutro, de apenas cansaço. Seu pai jamais teria aprovado aquilo, era verdade, e ela queria que pudesse comemorar mais do que de fato estava fazendo, mas não podia deixar de sentir alguma gratidão por ele ter dado esse conforto a ela.

- Ah não. Não acredito que estou ouvindo isso. Eu sempre soube que no fundo você tinha um coração, Ratchford - sorriu debochada, mas inegavalmente mais alegre.

Anna passou o tempo para expurgar a negatividade naquele abraço longo. Chegou quase a adormecer, quando ergueu o rosto para olhar sua bolsa, curiosa. O que era aquilo que nem tinha reparado? Mais uma pessoa tentava falar com ela sobre seu pai...  Ela não podia ignorar uma mensagem daquela, mas ficava se perguntando quantas mais pessoas apareceriam querendo se aproveitar do momento e quantas tinham mensagens verdadeiras. Suspirou, sentando-se corretamente.

- Parece que agora eu me tornei muito popular... - fez um muxoxo. - Não. Eu quero ir. Ambos querem me encontrar pessoalmente e eu estaria dizendo que estou desconfiada se eu mandasse um representante. Se forem amigos sinceros do meu pai, quero que eles não me vejam como uma inimiga. Se não forem, então você estará lá para caso dê algo errado.

A parte que ela não lhe contava era que... se algo acontecesse a Ratchford, ela queria estar junto para encerrar suas aventuras no lugar. Afinal, teria realmente perdido tudo.

- A verdade é que papai nunca me deixou muito por dentro de tudo que estava fazendo... então eu acho que essa não vai ser a última pessoa que vai tentar me contactar. Se for alguém querendo terminar o serviço... vai ser melhor ainda.


 

Elminster Aumar
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Re: Capítulo 4: Lamentações

Mensagem por Elminster Aumar em Ter 9 Jan 2018 - 12:44


A surpresa de Anna ao ver o bilhete foi o mesmo de Ratchford. Os dois se entreolharam pensando se as duas mensagens entregues naquela noite fora apenas uma coincidência ou não. Apenas do guarda-costas se oferecer para tratar aquela questão sozinho, Anna também queria ir. Os dois estavam juntos metidos naquelas encrencas.

- Que assim seja então - cedeu Ratchford, sabendo que era inútil tentar discutir para proclamar a segurança de Anna. Ele já não era mais apenas um guarda-costas. - Teremos que tomar cuidado amanhã, mas por ora, ficarei feliz se não irritarmos a sua madrasta.

Chegar em casa já não era mais a mesma coisa para Anna e ela tinha duvidas se podia chamar a sua moradia de lar. Calista fazia de tudo para dar a impressão que a mansão e todos os funcionários eram dela. Eles tiveram sorte em conseguir entrar desapercebidos por Calista. À porta do quarto de Anna, os dois se despediram com um beijo de boa noite. Ambos queriam ter mais tempo para se aproveitarem, porém era arriscado fazer isso àquela hora.

Anna foi deitar em sua cama, ciente que o dia seguinte reservava muitas revelações.


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Re: Capítulo 4: Lamentações

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