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    [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

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    Bravos
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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por Bravos em Ter Fev 06, 2018 11:20 pm

    Estavam já de pé e abrindo a porta da cabine para seguir até o último vagão. Ewgol voltou a gaguejar e dessa vez severamente. O jovem francês sentia um misto de pena e agonia por ele.- Calma, estamos com você. - Piscou-lhe com o olho. Cassandra indicou o caminho e se perguntou sobre o corredor vazio. - Talvez Sophie passou por último na nossa cabine e por isso todos do vagão já saíram. - Propôs enquanto caminhava e tentava ver se havia pessoas nas demais cabines. Logo o som dos altos falantes soou poderoso pelo corredor. Clément escutou tudo num misto de susto e de perplexidade. Não entendia o motivo daquele anúncio. Logo ao fim, deu de ombros. - Acho que o maquinista é meio desequilibrado. - Continuou a caminhar em direção ao último vagão.

    Hylian
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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por Hylian em Sex Fev 09, 2018 11:53 pm


    ALANNA O’SHIER & JOHN CASABLANCAS
     


     
    A situação ficou até um tanto constrangedora o que fizera May enrubescer por alguns instantes. Ele sabia que ninguém poderia ver o que ele via e, de fato, ele mesmo se questionava as vezes se podia realmente enxergar o que via ou se era apenas um garoto problemático como dizia seu irmão, November.

    - Nada, não foi nada... – Disse o pequeno May nervoso para a irmã e logo em seguida virando-se para Allana – Aonde foi quem?

    - Ninguém Mayzinho... – Disse November finalmente se levantado – Ninguém foi a lugar nenhum porque não há ninguém aqui além e nós...

    - Claro que há! – Retrucou October debochando – O amigo imaginário do May

    - Eu não tenho amigo imagi...

    Naquele momento o trem chacoalhou de forma violenta causando um frio incomodo na barriga de seus passageiros. May fora o primeiro a se desequilibrar e, na tentativa de se segurar em algum lado acabou levando consigo Alanna e ambos cairam sobre o solo duro do corredor estreito diante da porta da cabine. November se segurou em uma das barras que havia no maleiro que os mantinham presos ali. July tentou se equilibrar, mas tudo fora tão rápido que ela fora jogada sobre Jhon.

    - Ai.. – Gemeu May que ficara por baixo de Alanna.

    - Me desculpe, John – Disse July que logo se recuperou quando o trem voltara ao normal e tentou se colocar de pé, ainda se segurando em algum lado por precaução.

    - O que foi isso? – Perguntou October assustado mesmo sabendo que ninguém ali saberia responder.


     
     
     
    DAEMON GRIFFITHS
     


     
    Lillo ficou alguns segundos mirando o colega e tentando imaginar como ela fingiria dor de estomago e se isso não seria muito patético.   William adiantou-se do lado esquerdo, apoiando sua mão sobre o braço da menina e a outra nas costas, como se estivesse de fato a ajudando a se movimentar.

    - Certo, vamos logo! – Disse William ansioso.

    Lillo fizera sinal para que Daemon fizesse o mesmo do lado direito e ambos continuaram andando o mais rápido que era possível. Havia dezenas (ou talvez centenas) de portas que levavam a cabines exatamente iguais, algumas portinholas estavam semiabertas e outras fechadas. Não era possível enxergar o fim do corredor, ele era extenso e cobria toda a extensão da locomotiva, porém até aonde os olhos podiam enxergar não havia ninguém perambulando e o silêncio só era incomodado pelo motor do trem que roncava freneticamente.

    Talvez já estivessem há alguns vagões de distância, quando William avistou uma coruja que havia recém adentrado o trem por uma janela aberta. A coruja se equilibrava sobre a tapeçaria vermelha do corredor com apenas uma pata e a outra se escondia sobre as penas inferiores.

    - Sangue – Exclamou Lillo se desvencilhando dos amigos e aproximando-se da ave – Daemon, William, essa coruja está machucada...

    Não era muito sangue, apenas duas ou três gotinhas que respingaram no chão e mancharam suas pernas. Lillo notou que a coruja trazia consigo um envelope pendurado em sua pata saudável. – O que é isso? – A menina desprendeu o envelope revelando uma carta grossa e envelhecida exatamente como a que Dameon havia recebido antes, mas desta vez o nome que vinha em seu corpo era “Andrew Montbell, o Décimo segundo” .

    - Ei, Daemon, é igual a carta que você recebeu! – Exclamou William animado puxando a carta para si, esperando que ela fosse para ele, mas decepcionado ele leu o que havia no corpo externo do envelope – É... Não é para mim... Alguém conhece um tal de Andrew Montbell?

    A coruja naquele momento começou a se afastar de Lillo com leves pulinhos. Os três puderam sentir que ela se contorcia de dor, o que não era normal para apenas um machucadinho, pelo menos era o que parecia, apenas isso. Finalmente a ave soltou um ultimo guincho desesperado e caiu sobre o tapete escuro da locomotiva sem vida, dura e gelada.

     
     
      
    ANNABELLE HOOPER & ANDREW MONTBELL
     


     
    Aguardando o post de vocês...

     


    CLÉMENT VAGANAY
     



    Os três continuaram a caminhada em silêncio por alguns minutos e atravessando os próximos vagões. Cassandra estava preocupada e se perguntava o porquê não havia ninguém nos corredores e tão pouco podia escutar conversas dentro das cabines. A sensação que tinham era que estavam sozinhos ali dentro.

    - Não acham estranho? – Perguntou Cassandra que resolveu dividir suas preocupações – Não há ninguém, portas semiabertas e nada...

    Ewgol não respondera nada, continuava em silêncio, mas partilhava da preocupação, de fato, o pequeno estava amedrontado, seu corpo estremecia levemente e ele mantinha a mão segurando algo por cima de sua camiseta, como se aquilo lhe desse coragem para seguir a diante.

    Não tardou muito até que encontrassem o fim do corredor. Havia três portas diferentes ali, uma de frente para eles e duas que levavam para lados opostos. A porta que levava para a esquerda dizia “Banheiro das Meninas”, a porta que oposta que levava para a direita dizia “Banheiro dos Meninos” e a terceira porta que continuava no sentido d corredor não havia dizeres algum, nem placas nem símbolos que pudesse ser identificada, porém a porta era diferente e mostrava uma fechadura em formato estranho.

    - V-va-a-m-moos O bah-h-nheiro d-d-as meninas... – Disse Ewgol aterrorizado ao olhar para a porta e puxando a barra da camisa de Clément em direção ao banheiro, como se quisesse sair dali o mais rápido que fosse possível.
     


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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por Raijecki em Sab Fev 10, 2018 6:53 am


    Daemon reparou pelo olhar de Lillo que ela não havia achado seu plano tão bom assim, mas após a iniciativa de William, ela acabou concordando, deixando-o aliviado e o fazendo seguir como planejado. Ao passar pelas diversas portinholas das cabines, observou que o corredor estava muito silencioso, apesar do forte barulho da locomotiva. "Se havia vários convidados para a festa, porque não há ninguém indo para ela?" Se questionava, apesar de achar que podiam muito bem serem os primeiros ou os últimos a irem para lá.

    Perdido em seus pensamentos, Daemon acabou não percebendo a chegada de uma coruja que havia adentrado o trem por uma janela aberta, se surpreendendo quando Lillo corria em direção a ela após a mesma reparar no machucado da ave. Tentando se recompor do susto, Daemon notou que a coruja em questão detinha uma carta, exatamente igual á que o ele havia "recebido" na cabine em que tinha se acomodado. "Ah não, outra carta!?"   William também havia reparado na carta, tanto que a puxou eufórico das mãos de Lillo, "Sera que chegou a sua William?" Seria normal pensar nisso, pois William estava junto a ele quando havia recebido a sua pouco tempo atrás, mas acabou que suas duvidas aumentaram ainda mais, pois William leu com um tom de desapontamento a escritura externa do envelope.

    William escreveu:É... Não é para mim... Alguém conhece um tal de Andrew Montbell?

    - Não, mas acho melhor guar- Antes que pudesse completar a frase, foi interrompido pela estranha atitude da ave, que parecia sentir muita dor, o que não fazia sentido para Daemon e seus amigos, pois o machucado era pequeno e aparentemente inofensivo. Não conseguiu nem ajuda-la, porque logo depois a coruja soltou seu "ultimo suspiro" e caiu morta em frente a eles. "Essas cartas, não podem ser coisa boa, quem faria isso á um pobre animal desses?" Daemon sentiu uma sensação ruim, como se sua felicidade e alegria por estar ali com seus colegas não fosse nada, suas mãos tremiam enquanto seu coração batia freneticamente. Olhou para os dois e com um tom de voz claramente abalado, lhes disse:

    - Eu...não sei o que fazer... acho que talvez devêssemos guardar essa carta até acharmos esse Andrew e...hã... levar essa pobrezinha para algum superior decidir o que fazer, o que vocês acham?

    Desde novo, Daemon sempre teve para si, um código moral de nunca machucar ou matar qualquer animal, os amava, de coração, por isso não podia nem aceitar a ideia de deixar o animalzinho jogado ali no chão como se fosse algo descartável. Caminhou até a ave, e a segurou em seus braços, e enquanto decidiam o que fazer, analisava o ferimento, tentando achar algum vestígio ou explicação plausível para tal infeliz acontecimento.  


    shamps
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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por shamps em Seg Fev 12, 2018 2:25 pm


    Preocupada por deixar May triste, Alanna seguiu até a porta atrás de Yam, mas foi surpreendida pela resposta do rapaz. Ela tinha notado que os irmãos do menino não lhe davam crédito e, Alanna por seu histórico, acreditou nele desde o início.

    - Ah... o Yam... bem... deixa para lá – disse um pouco amuada, deixando a frase morrer enquanto a voz sumia aos poucos. E olhou para November, sério como sempre, de certo que ele a acharia louca também. October também debochava do irmão.

    - Deixa ele, May – Alanna olhou para o garoto quando ele retrucou October. A garota já estava achando aquilo tudo muito chato. Irmãos mais velhos nunca entendiam os mais novos. Por mais que se desse super bem com sua irmã, ela pegava no pé da ruivinha às vezes.

    Alanna já voltava para a poltrona quando o trem balançou e quase todos foram parar no chão. May se desequilibrou e acabou derrubando Alanna que estava no meio do caminho. A menina caiu por cima dele.

    - Me desculpe, May – ela tentou se levantar depressa, ficando ajoelhada ao lado dele e o ajuda a se levantar – você se machucou? – olhou para October e respondeu de maneira inocente – o trem balançou!

    Ela se levanta e vai até a janela para ver se era possível notar algum fator externo para o episódio.

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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por Wolfnys em Ter Fev 13, 2018 11:00 am

    Andrew ouve as palavras de encorajamento do monitor, mas nem por um segundo cogita a ideia de ir a tal festa.

    "Ir nessa festa ser obrigado a interagir com outras pessoas, vocês só podem estar malucos"

    Não diria mais nada, deixando que sua atitude, de continuar a ler seu livro, mostrasse o que realmente iria fazer até chegarem ao tal colégio.

    "Vão todos, sigam para essa festinha indesejável e me deixem sozinho!"

    Pensava consigo mesmo enquanto seus olhos deslizavam pelas palavras impressas na página 18.
    Bravos
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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por Bravos em Qua Fev 14, 2018 3:17 pm

    Caminhavam pelos corredores vazios e de fato, agora até Clément estava um pouco temeroso.- Eu bem que achei estranha essa festa... - Porém continuaram a avançar. Ewgol parecia segurar algo sob a camisa e pedir forças desse ato. O jovem francês levava uma das mãos no bolso, segurando a varinha. Não que isso significasse alguma coisa, ele conhecia dois poucos feitiços e nenhum deles eram exatamente de proteção, mas cada um se apoia no que tem. - Será que essa festa tá acontecendo mesmo? Não foi talvez uma piada? - "De mau gosto", completou mentalmente. Mas enfim chegaram até a porta dos banheiros. Havia, no entanto, uma terceira porta, bem diferente das demais. Mesmo a fechadura era diferente. Clément ficou observando-a absorto até que sentisse o puxar de Ewgol junto com seu tatamudear. - Sim... Vamos. - Empurrou a porta que dizia 'Banheiro das Meninas'.

    vikinius
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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por vikinius em Qua Fev 14, 2018 11:22 pm

    John fora pego de surpresa pela fala de May e quando decidira intervir,o trem balançou de tal forma que caíra junto com Alanna,May e July.July acabara caindo em cima dele e começara a se desculpar,mas John dissera,um pouco ruborizado pela aproximação inesperada que ficaram,que ela não precisava se preocupar:-Está tudo bem,eu sei que foi tudo um acidente.Assim que se levantara,John perguntara:-Vocês estão bem?
    Observara que Alanna fez menção de ir até a janela para ver se identificava o ocorrido e John perguntara a ela o que conseguiria ver.
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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por mimacarfer em Sab Fev 17, 2018 1:35 am


    Embora o monitor dissesse que aquilo seria divertido, Annabelle não tinha tanta certeza assim. Sabia que, ao mesmo tempo que novatos puro-sangue como ela e Melissa poderiam estar presentes, a probabilidade da ralé de Hogwarts estar em peso no lugar era muito maior. Torceu um pouco o nariz ao pensar nisso, embora estivesse com muitas coisas passando por sua cabeça, desde a caixinha de música que roubara no impulso, até a carta misteriosa encontrada naquele vagão.

    Notou que o garoto da cabine havia voltado ao seu livro e respirou fundo enquanto olhava novamente para Louie e Melissa. Com certeza ele não tinha recebido uma boa educação de seus pais... Acompanhou a conversa do monitor e de sua prima, observando o garoto do outro lado da cabine, pronunciando-se apenas no fim.

    - Podemos dar uma passada só pra... Sei lá, matar a curiosidade talvez?

    Olhou para Melissa sorrindo carinhosamente, enquanto guardava a carta no bolso oposto em que guardara a caixinha de música. Assim que possível a abriria, mas antes precisaria encontrar um lugar mais calmo para fazê-lo e a ideia de poder encontrar esse lugar durante a festa quando todos estariam bastante focados em se divertir lhe parecia interessante. Já ia se levantar quando ouviu a voz do maquinista, seguido de toda a confusão com a outra bruxa e não pode deixar de rir enquanto olhava para Louie e as vozes sumiam.

    - Quem são esses dois malucos?
    Hylian
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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por Hylian em Sab Fev 17, 2018 5:10 pm


    ALANNA O’SHIER & JOHN CASABLANCAS
     


     
    O céu azul ensolarado era lindo, com poucas nuvens que cobrissem sua beleza. Estava fazendo tamanho calor no lado de fora que a própria janela já estava morna, porém nem se quer era possível ter uma ideia já que as cabines e instalações internas do trem eram enfeitiçadas para manter o clima agradável. Por alguns segundos, o que parecia ser um borrão vermelho cortou os céus tão rápido que não era possível distinguir do que se tratava o borrão logo sumiu por entre as nuvens em direção ao norte.

    Os quatro irmãos assustados demoraram um pouco para se recuperar e responderam quase juntos “Estamos”, quando perguntado por John. May foi o primeiro a perceber que algo estava estranho, não que ele fosse muito sensato para perceber coisas fora do normal. – Vocês estão ouvindo isso? – Perguntou ele incomodado com a situação.

    - Ouvindo o que? – Perguntaram juntos July e November se concentrando para ouvir algo.

    - Nada... – Respondeu May olhando pelo corredor – Não tem ninguém nos corredores, ninguém apareceu...

    - É verdade... – Concluiu July fazendo uma careta – Será que ninguém notou quando o trem chacoalhou?

    July ainda estava tímida pelo acontecido. Embora que tivesse muitos irmãos e, fosse a única menina, praticamente, ela não estava acostumada com tal aproximação, ainda que fosse sem querer, já que se desequilibrara.

    - Talvez todos tenham ido a festa... – Arriscou October.


     
     
     
    DAEMON GRIFFITHS
     


     
    - Vamos nos meter em encrenca se formos pegos por aqui... Não acham? – Perguntou William preocupado.

    - Talvez, mas o que podemos fazer com este animal? Eu nunca vi isso... – Lillo estava assustada e se lamentava pelo acontecido – Meu pai trabalha no setor de proteção ao animais mágicos e não mágicos, podíamos falar com ele, ah... mas...

    - O que foi? – William acompanhava a amiga, sem nem tirar os olhos do cadáver a sua frente, o que o fazia se sentir estranho, talvez com o estomago revirando.

    - Como iremos falar com ele daqui? Só poderia enviar-lhe uma carta quando chegássemos a Hogwarts. – Explicou Lillo.

    Naquele momento sem aviso prévio, Lillo, William e Daemon sentiram seus corpos serem jogados contra a parede oposta a das cabines, não com tanta força, era como se o trem estivesse virando, porém não chegou a tanto. Finalmente o vagão parou de tremer com violência, voltando ao normal. Lillo  protegera a cabeça com as mãos e só percebeu que estava encima de Daemon quando finalmente sentiu que o vagão parara de chacoalhar e seu estomago parara de revirar.

    - Desculpa! – Disse a menina encabulada tentando tirar o corpo de cima do amigo o mais rápido que era possível. – Você está bem?

    William estava a pouco mais de um metro de distância, porém não parecia ter se machucado. – Vocês estão bem? Ei, cadê a coruja? – Perguntou o garoto assombrado.

    O cadáver havia sumido e em seu lugar havia uma pequena quantidade do que parecia ser um pó escuro e brilhoso.


     
     
      
    ANNABELLE HOOPER & ANDREW MONTBELL
     


     
    Melissa concordou com a cabeça a proposta da prima sobre irem para a festa e ignorava sem piedade o garoto a frente, já que Andrew não falava muito e nem demonstrava se quer algum respeito por estar em companhia de duas senhoritas. “Garoto mal educado, aposto que é da ralé...” pensou a garota furiosa com a atitude nada legal do colega de cabine.

    Melissa e Louie também não puderam conter a risada com a situação patética entre o maquinista e tal bruxa maluca ao quais todos se referiam – Flora é a representante do ministério que acompanha os estudantes por toda a viagem. Dizem que ela faz esse percurso todos os anos há mais de vinte anos, por isso ficou maluca...

    - Nossa, vinte anos? E não enjoou? – Perguntou Melissa arregalando os olhos.

    - Provavelmente... Bom, eu preciso ir e eu aconselho vocês a irem à festa, será divertido!

    Louie deixou a cabine o mais rápido possível, sua cabeça parecia doer e sua mente pensava em mil coisas ao mesmo tempo. Annabelle e Andrew, era como se esses nomes tivessem algum significado. Por algum segundo, ainda no corredor, sua mente lembrou-o do que não devia; aquela pequena e doce garotinha... Evelyn.... O monitor chacoalhou a cabeça esperando que tais pensamentos sumissem, mas já era tarde...

     


    CLÉMENT VAGANAY
     



    O banheiro das meninas era longo e estreito. Havia um caminho livro no meio entre duas fileiras de divisórias sanitárias para cada um dos lados. Todas as portas que davam para pequenas “cabines do alivio” estavam fechadas, com exceção de duas delas. A terceira porta do lado direito e a que se localizava a sua frente, ambas estavam vazias, exceto pelos objetos óbvios que se espera encontrar dentro de um “ box” de banheiro.  

    - Mas qual era a porta? – Perguntou Cassandra tomada pela duvida. Ela não se lembrava se o monitor havia explicado qual era a terceira porta.

    - P-p-poode ser q-qua-al-quer uma... – Gaguejou Ewgol preocupado com a situação.

    A primeira porta estremeceu como se tivesse levado uma grande porrada e então chacoalhou até finalmente ceder e se libertar das dobradiças que a mantinha presa na divisória. Não havia NINGUÉM por trás da porta e isso era visível quando a mesma se levantou sozinha como num passe de mágica e se lançou contra a parede duas ou três vezes até finalmente quebra-se em pedaços.

    Assustado, Ewgol dera um grito olhando com terror para a divisória que ficara sem porta, finalmente ele desatou a correr de volta pelos corredores aonde parecia ser mais seguro. Cassandra fizera menção de sair também, mas a porta a qual vieram se fechou com tamanho força que o vento fizera seus cabelos levantarem.

    - Hi...hi...hi....hi.... – uma voz infantil e aguda soou vindo de ninguém, porque não havia ninguém além dos dois.

    - Está trancada! – Gritou Cassandra aterrorizada, olhando para Clément na esperança que ele pudesse fazer algo.
     


    shamps
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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por shamps em Dom Fev 18, 2018 7:03 pm


    Olhando pela janela, Alanna ficou admirada ao ver algo avermelhado voando entre as nuvens e soltou um sonoro “UAU”.

    - Tinha algo vermelho e voador lá fora – disse com inocência – e foi naquela direção – ela apontou para o norte, o lado para qual o borrão tinha rumado.

    Alanna voltou a ficar assustada quando May fez uma colocação interessando sobre o silêncio no corredor.

    - Verdade – October falou e ela o olhou com estranheza – mas mesmo que tivessem na festa, tudo aconteceu há pouco tempo, eles deveriam estar assustados, mesmo indo para a festa ou já estando lá. Deveríamos estar ouvindo algazarra... May, o Yam já voltou? – ela pareceu preocupada.

    Também tinham outras pessoas que causavam preocupação na menina.

    - Como será que estão minha irmã e meu primo? Estou preocupada com eles – ela não sabia nem por onde começar.


    vikinius
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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por vikinius em Dom Fev 18, 2018 8:04 pm

    John ficara intrigado com o chacoalhar e ainda mais com esse borrão vermelho visto pela Alanna.John a conhecia há pouco tempo mas já confiava nela o suficiente para não achar que esta estaria mentindo e sabia que ela não tinha anda igual a May que vê amigos imaginários e coisas assim.O mais estranho de tudo,era o silêncio profundo que se fez nos corredores logo após o chacoalhar do trem.

    John costumava estranhar os momentos em que tinha silêncio,visto que o lembrava do silêncio que antecedera a confirmada catástrofe daquela noite em sua vida...Mesmo passando um tempo como estudante na igreja católica,o que o fez ter muitos momentos de silêncio e orações,John ainda achava que o silêncio sinalizava um acontecimento ruim.

    Por isso a primeira coisa que fizera assim que acordara de seus pensamentos,fora propor o seguinte:-Vamos todos explorar o resto das cabines e ver se alguém se encontra por lá.
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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

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