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    [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

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    Bravos
    Sacerdote de Cthulhu
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    Sacerdote de Cthulhu

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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por Bravos em Ter Fev 06, 2018 11:20 pm

    Estavam já de pé e abrindo a porta da cabine para seguir até o último vagão. Ewgol voltou a gaguejar e dessa vez severamente. O jovem francês sentia um misto de pena e agonia por ele.- Calma, estamos com você. - Piscou-lhe com o olho. Cassandra indicou o caminho e se perguntou sobre o corredor vazio. - Talvez Sophie passou por último na nossa cabine e por isso todos do vagão já saíram. - Propôs enquanto caminhava e tentava ver se havia pessoas nas demais cabines. Logo o som dos altos falantes soou poderoso pelo corredor. Clément escutou tudo num misto de susto e de perplexidade. Não entendia o motivo daquele anúncio. Logo ao fim, deu de ombros. - Acho que o maquinista é meio desequilibrado. - Continuou a caminhar em direção ao último vagão.

    Hylian
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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por Hylian em Sex Fev 09, 2018 11:53 pm


    ALANNA O’SHIER & JOHN CASABLANCAS
     


     
    A situação ficou até um tanto constrangedora o que fizera May enrubescer por alguns instantes. Ele sabia que ninguém poderia ver o que ele via e, de fato, ele mesmo se questionava as vezes se podia realmente enxergar o que via ou se era apenas um garoto problemático como dizia seu irmão, November.

    - Nada, não foi nada... – Disse o pequeno May nervoso para a irmã e logo em seguida virando-se para Allana – Aonde foi quem?

    - Ninguém Mayzinho... – Disse November finalmente se levantado – Ninguém foi a lugar nenhum porque não há ninguém aqui além e nós...

    - Claro que há! – Retrucou October debochando – O amigo imaginário do May

    - Eu não tenho amigo imagi...

    Naquele momento o trem chacoalhou de forma violenta causando um frio incomodo na barriga de seus passageiros. May fora o primeiro a se desequilibrar e, na tentativa de se segurar em algum lado acabou levando consigo Alanna e ambos cairam sobre o solo duro do corredor estreito diante da porta da cabine. November se segurou em uma das barras que havia no maleiro que os mantinham presos ali. July tentou se equilibrar, mas tudo fora tão rápido que ela fora jogada sobre Jhon.

    - Ai.. – Gemeu May que ficara por baixo de Alanna.

    - Me desculpe, John – Disse July que logo se recuperou quando o trem voltara ao normal e tentou se colocar de pé, ainda se segurando em algum lado por precaução.

    - O que foi isso? – Perguntou October assustado mesmo sabendo que ninguém ali saberia responder.


     
     
     
    DAEMON GRIFFITHS
     


     
    Lillo ficou alguns segundos mirando o colega e tentando imaginar como ela fingiria dor de estomago e se isso não seria muito patético.   William adiantou-se do lado esquerdo, apoiando sua mão sobre o braço da menina e a outra nas costas, como se estivesse de fato a ajudando a se movimentar.

    - Certo, vamos logo! – Disse William ansioso.

    Lillo fizera sinal para que Daemon fizesse o mesmo do lado direito e ambos continuaram andando o mais rápido que era possível. Havia dezenas (ou talvez centenas) de portas que levavam a cabines exatamente iguais, algumas portinholas estavam semiabertas e outras fechadas. Não era possível enxergar o fim do corredor, ele era extenso e cobria toda a extensão da locomotiva, porém até aonde os olhos podiam enxergar não havia ninguém perambulando e o silêncio só era incomodado pelo motor do trem que roncava freneticamente.

    Talvez já estivessem há alguns vagões de distância, quando William avistou uma coruja que havia recém adentrado o trem por uma janela aberta. A coruja se equilibrava sobre a tapeçaria vermelha do corredor com apenas uma pata e a outra se escondia sobre as penas inferiores.

    - Sangue – Exclamou Lillo se desvencilhando dos amigos e aproximando-se da ave – Daemon, William, essa coruja está machucada...

    Não era muito sangue, apenas duas ou três gotinhas que respingaram no chão e mancharam suas pernas. Lillo notou que a coruja trazia consigo um envelope pendurado em sua pata saudável. – O que é isso? – A menina desprendeu o envelope revelando uma carta grossa e envelhecida exatamente como a que Dameon havia recebido antes, mas desta vez o nome que vinha em seu corpo era “Andrew Montbell, o Décimo segundo” .

    - Ei, Daemon, é igual a carta que você recebeu! – Exclamou William animado puxando a carta para si, esperando que ela fosse para ele, mas decepcionado ele leu o que havia no corpo externo do envelope – É... Não é para mim... Alguém conhece um tal de Andrew Montbell?

    A coruja naquele momento começou a se afastar de Lillo com leves pulinhos. Os três puderam sentir que ela se contorcia de dor, o que não era normal para apenas um machucadinho, pelo menos era o que parecia, apenas isso. Finalmente a ave soltou um ultimo guincho desesperado e caiu sobre o tapete escuro da locomotiva sem vida, dura e gelada.

     
     
      
    ANNABELLE HOOPER & ANDREW MONTBELL
     


     
    Aguardando o post de vocês...

     


    CLÉMENT VAGANAY
     



    Os três continuaram a caminhada em silêncio por alguns minutos e atravessando os próximos vagões. Cassandra estava preocupada e se perguntava o porquê não havia ninguém nos corredores e tão pouco podia escutar conversas dentro das cabines. A sensação que tinham era que estavam sozinhos ali dentro.

    - Não acham estranho? – Perguntou Cassandra que resolveu dividir suas preocupações – Não há ninguém, portas semiabertas e nada...

    Ewgol não respondera nada, continuava em silêncio, mas partilhava da preocupação, de fato, o pequeno estava amedrontado, seu corpo estremecia levemente e ele mantinha a mão segurando algo por cima de sua camiseta, como se aquilo lhe desse coragem para seguir a diante.

    Não tardou muito até que encontrassem o fim do corredor. Havia três portas diferentes ali, uma de frente para eles e duas que levavam para lados opostos. A porta que levava para a esquerda dizia “Banheiro das Meninas”, a porta que oposta que levava para a direita dizia “Banheiro dos Meninos” e a terceira porta que continuava no sentido d corredor não havia dizeres algum, nem placas nem símbolos que pudesse ser identificada, porém a porta era diferente e mostrava uma fechadura em formato estranho.

    - V-va-a-m-moos O bah-h-nheiro d-d-as meninas... – Disse Ewgol aterrorizado ao olhar para a porta e puxando a barra da camisa de Clément em direção ao banheiro, como se quisesse sair dali o mais rápido que fosse possível.
     


    Raijecki
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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por Raijecki em Sab Fev 10, 2018 6:53 am


    Daemon reparou pelo olhar de Lillo que ela não havia achado seu plano tão bom assim, mas após a iniciativa de William, ela acabou concordando, deixando-o aliviado e o fazendo seguir como planejado. Ao passar pelas diversas portinholas das cabines, observou que o corredor estava muito silencioso, apesar do forte barulho da locomotiva. "Se havia vários convidados para a festa, porque não há ninguém indo para ela?" Se questionava, apesar de achar que podiam muito bem serem os primeiros ou os últimos a irem para lá.

    Perdido em seus pensamentos, Daemon acabou não percebendo a chegada de uma coruja que havia adentrado o trem por uma janela aberta, se surpreendendo quando Lillo corria em direção a ela após a mesma reparar no machucado da ave. Tentando se recompor do susto, Daemon notou que a coruja em questão detinha uma carta, exatamente igual á que o ele havia "recebido" na cabine em que tinha se acomodado. "Ah não, outra carta!?"   William também havia reparado na carta, tanto que a puxou eufórico das mãos de Lillo, "Sera que chegou a sua William?" Seria normal pensar nisso, pois William estava junto a ele quando havia recebido a sua pouco tempo atrás, mas acabou que suas duvidas aumentaram ainda mais, pois William leu com um tom de desapontamento a escritura externa do envelope.

    William escreveu:É... Não é para mim... Alguém conhece um tal de Andrew Montbell?

    - Não, mas acho melhor guar- Antes que pudesse completar a frase, foi interrompido pela estranha atitude da ave, que parecia sentir muita dor, o que não fazia sentido para Daemon e seus amigos, pois o machucado era pequeno e aparentemente inofensivo. Não conseguiu nem ajuda-la, porque logo depois a coruja soltou seu "ultimo suspiro" e caiu morta em frente a eles. "Essas cartas, não podem ser coisa boa, quem faria isso á um pobre animal desses?" Daemon sentiu uma sensação ruim, como se sua felicidade e alegria por estar ali com seus colegas não fosse nada, suas mãos tremiam enquanto seu coração batia freneticamente. Olhou para os dois e com um tom de voz claramente abalado, lhes disse:

    - Eu...não sei o que fazer... acho que talvez devêssemos guardar essa carta até acharmos esse Andrew e...hã... levar essa pobrezinha para algum superior decidir o que fazer, o que vocês acham?

    Desde novo, Daemon sempre teve para si, um código moral de nunca machucar ou matar qualquer animal, os amava, de coração, por isso não podia nem aceitar a ideia de deixar o animalzinho jogado ali no chão como se fosse algo descartável. Caminhou até a ave, e a segurou em seus braços, e enquanto decidiam o que fazer, analisava o ferimento, tentando achar algum vestígio ou explicação plausível para tal infeliz acontecimento.  


    shamps
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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por shamps em Seg Fev 12, 2018 2:25 pm


    Preocupada por deixar May triste, Alanna seguiu até a porta atrás de Yam, mas foi surpreendida pela resposta do rapaz. Ela tinha notado que os irmãos do menino não lhe davam crédito e, Alanna por seu histórico, acreditou nele desde o início.

    - Ah... o Yam... bem... deixa para lá – disse um pouco amuada, deixando a frase morrer enquanto a voz sumia aos poucos. E olhou para November, sério como sempre, de certo que ele a acharia louca também. October também debochava do irmão.

    - Deixa ele, May – Alanna olhou para o garoto quando ele retrucou October. A garota já estava achando aquilo tudo muito chato. Irmãos mais velhos nunca entendiam os mais novos. Por mais que se desse super bem com sua irmã, ela pegava no pé da ruivinha às vezes.

    Alanna já voltava para a poltrona quando o trem balançou e quase todos foram parar no chão. May se desequilibrou e acabou derrubando Alanna que estava no meio do caminho. A menina caiu por cima dele.

    - Me desculpe, May – ela tentou se levantar depressa, ficando ajoelhada ao lado dele e o ajuda a se levantar – você se machucou? – olhou para October e respondeu de maneira inocente – o trem balançou!

    Ela se levanta e vai até a janela para ver se era possível notar algum fator externo para o episódio.

    Wolfnys
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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por Wolfnys em Ter Fev 13, 2018 11:00 am

    Andrew ouve as palavras de encorajamento do monitor, mas nem por um segundo cogita a ideia de ir a tal festa.

    "Ir nessa festa ser obrigado a interagir com outras pessoas, vocês só podem estar malucos"

    Não diria mais nada, deixando que sua atitude, de continuar a ler seu livro, mostrasse o que realmente iria fazer até chegarem ao tal colégio.

    "Vão todos, sigam para essa festinha indesejável e me deixem sozinho!"

    Pensava consigo mesmo enquanto seus olhos deslizavam pelas palavras impressas na página 18.
    Bravos
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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por Bravos em Qua Fev 14, 2018 3:17 pm

    Caminhavam pelos corredores vazios e de fato, agora até Clément estava um pouco temeroso.- Eu bem que achei estranha essa festa... - Porém continuaram a avançar. Ewgol parecia segurar algo sob a camisa e pedir forças desse ato. O jovem francês levava uma das mãos no bolso, segurando a varinha. Não que isso significasse alguma coisa, ele conhecia dois poucos feitiços e nenhum deles eram exatamente de proteção, mas cada um se apoia no que tem. - Será que essa festa tá acontecendo mesmo? Não foi talvez uma piada? - "De mau gosto", completou mentalmente. Mas enfim chegaram até a porta dos banheiros. Havia, no entanto, uma terceira porta, bem diferente das demais. Mesmo a fechadura era diferente. Clément ficou observando-a absorto até que sentisse o puxar de Ewgol junto com seu tatamudear. - Sim... Vamos. - Empurrou a porta que dizia 'Banheiro das Meninas'.

    vikinius
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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por vikinius em Qua Fev 14, 2018 11:22 pm

    John fora pego de surpresa pela fala de May e quando decidira intervir,o trem balançou de tal forma que caíra junto com Alanna,May e July.July acabara caindo em cima dele e começara a se desculpar,mas John dissera,um pouco ruborizado pela aproximação inesperada que ficaram,que ela não precisava se preocupar:-Está tudo bem,eu sei que foi tudo um acidente.Assim que se levantara,John perguntara:-Vocês estão bem?
    Observara que Alanna fez menção de ir até a janela para ver se identificava o ocorrido e John perguntara a ela o que conseguiria ver.
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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por mimacarfer em Sab Fev 17, 2018 1:35 am


    Embora o monitor dissesse que aquilo seria divertido, Annabelle não tinha tanta certeza assim. Sabia que, ao mesmo tempo que novatos puro-sangue como ela e Melissa poderiam estar presentes, a probabilidade da ralé de Hogwarts estar em peso no lugar era muito maior. Torceu um pouco o nariz ao pensar nisso, embora estivesse com muitas coisas passando por sua cabeça, desde a caixinha de música que roubara no impulso, até a carta misteriosa encontrada naquele vagão.

    Notou que o garoto da cabine havia voltado ao seu livro e respirou fundo enquanto olhava novamente para Louie e Melissa. Com certeza ele não tinha recebido uma boa educação de seus pais... Acompanhou a conversa do monitor e de sua prima, observando o garoto do outro lado da cabine, pronunciando-se apenas no fim.

    - Podemos dar uma passada só pra... Sei lá, matar a curiosidade talvez?

    Olhou para Melissa sorrindo carinhosamente, enquanto guardava a carta no bolso oposto em que guardara a caixinha de música. Assim que possível a abriria, mas antes precisaria encontrar um lugar mais calmo para fazê-lo e a ideia de poder encontrar esse lugar durante a festa quando todos estariam bastante focados em se divertir lhe parecia interessante. Já ia se levantar quando ouviu a voz do maquinista, seguido de toda a confusão com a outra bruxa e não pode deixar de rir enquanto olhava para Louie e as vozes sumiam.

    - Quem são esses dois malucos?
    Hylian
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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por Hylian em Sab Fev 17, 2018 5:10 pm


    ALANNA O’SHIER & JOHN CASABLANCAS
     


     
    O céu azul ensolarado era lindo, com poucas nuvens que cobrissem sua beleza. Estava fazendo tamanho calor no lado de fora que a própria janela já estava morna, porém nem se quer era possível ter uma ideia já que as cabines e instalações internas do trem eram enfeitiçadas para manter o clima agradável. Por alguns segundos, o que parecia ser um borrão vermelho cortou os céus tão rápido que não era possível distinguir do que se tratava o borrão logo sumiu por entre as nuvens em direção ao norte.

    Os quatro irmãos assustados demoraram um pouco para se recuperar e responderam quase juntos “Estamos”, quando perguntado por John. May foi o primeiro a perceber que algo estava estranho, não que ele fosse muito sensato para perceber coisas fora do normal. – Vocês estão ouvindo isso? – Perguntou ele incomodado com a situação.

    - Ouvindo o que? – Perguntaram juntos July e November se concentrando para ouvir algo.

    - Nada... – Respondeu May olhando pelo corredor – Não tem ninguém nos corredores, ninguém apareceu...

    - É verdade... – Concluiu July fazendo uma careta – Será que ninguém notou quando o trem chacoalhou?

    July ainda estava tímida pelo acontecido. Embora que tivesse muitos irmãos e, fosse a única menina, praticamente, ela não estava acostumada com tal aproximação, ainda que fosse sem querer, já que se desequilibrara.

    - Talvez todos tenham ido a festa... – Arriscou October.


     
     
     
    DAEMON GRIFFITHS
     


     
    - Vamos nos meter em encrenca se formos pegos por aqui... Não acham? – Perguntou William preocupado.

    - Talvez, mas o que podemos fazer com este animal? Eu nunca vi isso... – Lillo estava assustada e se lamentava pelo acontecido – Meu pai trabalha no setor de proteção ao animais mágicos e não mágicos, podíamos falar com ele, ah... mas...

    - O que foi? – William acompanhava a amiga, sem nem tirar os olhos do cadáver a sua frente, o que o fazia se sentir estranho, talvez com o estomago revirando.

    - Como iremos falar com ele daqui? Só poderia enviar-lhe uma carta quando chegássemos a Hogwarts. – Explicou Lillo.

    Naquele momento sem aviso prévio, Lillo, William e Daemon sentiram seus corpos serem jogados contra a parede oposta a das cabines, não com tanta força, era como se o trem estivesse virando, porém não chegou a tanto. Finalmente o vagão parou de tremer com violência, voltando ao normal. Lillo  protegera a cabeça com as mãos e só percebeu que estava encima de Daemon quando finalmente sentiu que o vagão parara de chacoalhar e seu estomago parara de revirar.

    - Desculpa! – Disse a menina encabulada tentando tirar o corpo de cima do amigo o mais rápido que era possível. – Você está bem?

    William estava a pouco mais de um metro de distância, porém não parecia ter se machucado. – Vocês estão bem? Ei, cadê a coruja? – Perguntou o garoto assombrado.

    O cadáver havia sumido e em seu lugar havia uma pequena quantidade do que parecia ser um pó escuro e brilhoso.


     
     
      
    ANNABELLE HOOPER & ANDREW MONTBELL
     


     
    Melissa concordou com a cabeça a proposta da prima sobre irem para a festa e ignorava sem piedade o garoto a frente, já que Andrew não falava muito e nem demonstrava se quer algum respeito por estar em companhia de duas senhoritas. “Garoto mal educado, aposto que é da ralé...” pensou a garota furiosa com a atitude nada legal do colega de cabine.

    Melissa e Louie também não puderam conter a risada com a situação patética entre o maquinista e tal bruxa maluca ao quais todos se referiam – Flora é a representante do ministério que acompanha os estudantes por toda a viagem. Dizem que ela faz esse percurso todos os anos há mais de vinte anos, por isso ficou maluca...

    - Nossa, vinte anos? E não enjoou? – Perguntou Melissa arregalando os olhos.

    - Provavelmente... Bom, eu preciso ir e eu aconselho vocês a irem à festa, será divertido!

    Louie deixou a cabine o mais rápido possível, sua cabeça parecia doer e sua mente pensava em mil coisas ao mesmo tempo. Annabelle e Andrew, era como se esses nomes tivessem algum significado. Por algum segundo, ainda no corredor, sua mente lembrou-o do que não devia; aquela pequena e doce garotinha... Evelyn.... O monitor chacoalhou a cabeça esperando que tais pensamentos sumissem, mas já era tarde...

     


    CLÉMENT VAGANAY
     



    O banheiro das meninas era longo e estreito. Havia um caminho livro no meio entre duas fileiras de divisórias sanitárias para cada um dos lados. Todas as portas que davam para pequenas “cabines do alivio” estavam fechadas, com exceção de duas delas. A terceira porta do lado direito e a que se localizava a sua frente, ambas estavam vazias, exceto pelos objetos óbvios que se espera encontrar dentro de um “ box” de banheiro.  

    - Mas qual era a porta? – Perguntou Cassandra tomada pela duvida. Ela não se lembrava se o monitor havia explicado qual era a terceira porta.

    - P-p-poode ser q-qua-al-quer uma... – Gaguejou Ewgol preocupado com a situação.

    A primeira porta estremeceu como se tivesse levado uma grande porrada e então chacoalhou até finalmente ceder e se libertar das dobradiças que a mantinha presa na divisória. Não havia NINGUÉM por trás da porta e isso era visível quando a mesma se levantou sozinha como num passe de mágica e se lançou contra a parede duas ou três vezes até finalmente quebra-se em pedaços.

    Assustado, Ewgol dera um grito olhando com terror para a divisória que ficara sem porta, finalmente ele desatou a correr de volta pelos corredores aonde parecia ser mais seguro. Cassandra fizera menção de sair também, mas a porta a qual vieram se fechou com tamanho força que o vento fizera seus cabelos levantarem.

    - Hi...hi...hi....hi.... – uma voz infantil e aguda soou vindo de ninguém, porque não havia ninguém além dos dois.

    - Está trancada! – Gritou Cassandra aterrorizada, olhando para Clément na esperança que ele pudesse fazer algo.
     


    shamps
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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por shamps em Dom Fev 18, 2018 7:03 pm


    Olhando pela janela, Alanna ficou admirada ao ver algo avermelhado voando entre as nuvens e soltou um sonoro “UAU”.

    - Tinha algo vermelho e voador lá fora – disse com inocência – e foi naquela direção – ela apontou para o norte, o lado para qual o borrão tinha rumado.

    Alanna voltou a ficar assustada quando May fez uma colocação interessando sobre o silêncio no corredor.

    - Verdade – October falou e ela o olhou com estranheza – mas mesmo que tivessem na festa, tudo aconteceu há pouco tempo, eles deveriam estar assustados, mesmo indo para a festa ou já estando lá. Deveríamos estar ouvindo algazarra... May, o Yam já voltou? – ela pareceu preocupada.

    Também tinham outras pessoas que causavam preocupação na menina.

    - Como será que estão minha irmã e meu primo? Estou preocupada com eles – ela não sabia nem por onde começar.


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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por vikinius em Dom Fev 18, 2018 8:04 pm

    John ficara intrigado com o chacoalhar e ainda mais com esse borrão vermelho visto pela Alanna.John a conhecia há pouco tempo mas já confiava nela o suficiente para não achar que esta estaria mentindo e sabia que ela não tinha anda igual a May que vê amigos imaginários e coisas assim.O mais estranho de tudo,era o silêncio profundo que se fez nos corredores logo após o chacoalhar do trem.

    John costumava estranhar os momentos em que tinha silêncio,visto que o lembrava do silêncio que antecedera a confirmada catástrofe daquela noite em sua vida...Mesmo passando um tempo como estudante na igreja católica,o que o fez ter muitos momentos de silêncio e orações,John ainda achava que o silêncio sinalizava um acontecimento ruim.

    Por isso a primeira coisa que fizera assim que acordara de seus pensamentos,fora propor o seguinte:-Vamos todos explorar o resto das cabines e ver se alguém se encontra por lá.
    Raijecki
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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por Raijecki em Ter Fev 20, 2018 2:36 pm


    William escreveu:- Vamos nos meter em encrenca se formos pegos por aqui... Não acham?

    - Infelizmente, acredito que encrenca é o menor de nossos problemas agora William... - Disse Daemon enquanto mantinha o olhar para a pobre ave em seus braços.

    Lillo escreveu:-Talvez, mas o que podemos fazer com este animal? Eu nunca vi isso...Meu pai trabalha no setor de proteção ao animais mágicos e não mágicos, podíamos falar com ele, ah... mas...

    William escreveu:- O que foi?

    - Seu pai talvez consiga identificar a causa disso Lillo. - Daemon ainda parecia abalado com o ocorrido. Em sua cabeça achava que se talvez tivesse sido mais rápido poderia ter salvo o animal.

    Lillo escreveu:- Como iremos falar com ele daqui? Só poderia enviar-lhe uma carta quando chegássemos a Hogwarts.

    - Acho mel- Antes que pudesse terminar, Daemon sentiu uma vibração no corredor, como se o trem estivesse virando, e logo que se deu conta, William acabara sido jogado a mais ou menos um metro de distancia, ele próprio no chão e Lillo em cima de seu corpo. Antes que pudesse se preocupar, Lillo, um pouco envergonhada, se levantou rapidamente e mostrando um misto de preocupação com desculpas o perguntou:

    Lillo escreveu:- Desculpa! Você está bem?

    - Argh... Sim, claro, estou bem, e vocês? - Daemon também se levantara e olhava para os dois enquanto William espantado perguntou:

    William escreveu:Vocês estão bem? Ei, cadê a coruja?

    Um frio tomou conta de sua barriga quando reparou que no lugar do cadáver da coruja, agora estava apenas o que parecia ser um pó escuro e brilhoso.

    "Era um feitiço?"

    - Pessoal, parece que nos metemos em algo além de nossas habilidades, olhem em volta, não tem ninguém aqui, as cabines por onde passamos estavam muito silenciosas, acho melhor voltarmos para nossa cabine e esquecer esta festa, se é que ela realmente existe, depois que chegarmos a Hogwarts podemos contar isso para algum professor.

    Não era de seu feitio deixar os amigos na mão, mas a situação parecia mais séria do que uma simples brincadeira com cartas bloqueadas magicamente.


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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por Bravos em Qua Fev 21, 2018 4:17 pm

    De repente enquanto eles tentavam descobrir a entrada, foram lançados num filme de terror: a porta do primeiro banheiro abriu-se violentamente e em seguida se chocou contra a parede até se espatifar. Clément deixou sair um grito assustado quando a porta se despedaçou finalmente. Ewgol saiu correndo, com Cassandra atrás, porém a porta fechou-se subitamente. A garota tenta abrir a porta, sem sucesso. O jovem francês corre até lá e tenta também forçar a maçaneta. Os esforços são vãos. No seu semblante o desespero começa a tomar forma. Mas uma idéia faisca-lhe na mente!- Tente me proteger, vou ver se consigo chamar atenção para nós! - Ele saca sua varinha, mete a ponta por debaixo da porta e... - Caligo! - Sua idéia era encher o corredor de uma névoa que pudesse chamar atenção de algum monitor ou adulto. Só não sabia se aquilo ia ser o bastante...

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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por mimacarfer em Sab Fev 24, 2018 6:47 pm


    Annabelle ouviu Louie explicar quem era Flora, feliz pela prima estar rindo também. Percebera seu incômodo com o outro garoto, embora aquilo definitivamente não fosse pior do que viajar ao lado de um elfo doméstico.

    - É, nós vamos. Não custa dar uma olhada, não é mesmo?

    A menina despediu-se de Louie com um aceno de cabeça e em seguida levantou-se, esperando pela prima enquanto o jovem monitor saia da cabine apressado.

    - Vamos, Mel. Até mais, estranho. - disse para o outro garoto, antes de apertar sua bala na mão e sair com a prima corredor afora rumo ao banheiro que Louie havia indicado.
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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por Hylian em Dom Fev 25, 2018 4:11 pm




    OFF IMPORTANTE escreveu:

    A partir daqui os protagonistas terão uma penalização em suas ações importantes de (-1) devido ao medo que sentem.
    Os personagens secundários, ditos NPC's terão uma penalização maior de (-2).

    @mimacarfer & @Raijecki , os personagens de vocês se encontram no fim do post da mima (Annabelle), já podem interagir entre si no próximo post.

    OBS: Sempre que forem lançar um feitiço, para encurtar o tempo, já rolem um dado no tópico: Rolagem de Dados E, por favor, especifiquem no post dos dados para que foi a rolagem, obrigado!

    @Wolfnys, aguardo o teu post!

    Quaisquer duvidas, estou a disposição!


    ALANNA O’SHIER & JOHN CASABLANCAS
     


     
    Os irmãos WoodBurns concordaram em coro com Alanna, pois realmente tudo estava muito estranho. May olhava curioso pelos corredores como se buscasse algum sinal que só ele poderia enxergar. October estava ocupado demais tentando buscar um sentido para tudo aquilo, para como ralhar com o irmão quase um ano mais novo.

    - Eu não o vejo... – Murmurou May tristonho.

    - Porque ele não existe, caramba! – Bufou October.

    July concordou com John quando ele propôs que explorassem o lugar, ajeitou a barra de sua vestimenta que usava e guardou sua varinha bem segura em um dos bolsos, embora não se sentisse segura em usa-la. – Deve haver alguém dentro deste trem, não é possível que estejamos sozinhos aqui, quando há dez minutos ele estava lotado...

    - Vamos de uma vez... – Disse November impaciente e cortando a cabine em direção ao corredor. – Qual lado?

    - Aquele! – Respondeu May quase que na mesma hora, seguro de que Yam havia desaparecido pelo caminho a direita deles que era exatamente o sentido contrário ao que o trem percorria.

    - O banheiro não fica lá no fim, no ultimo vagão? – Perguntou July tentando recordar das explicações sobre a festa – Será que estão todos mesmo lá, já? Não vejo ninguém nos corredores...

    O corredor estreito estava realmente vazio. Não era possível enxergar muito longe, o que dificultava saber se havia alguém. Não havia se quer algum barulho, exceto o moto da locomotiva que roncava expelindo uma fumaça escura e espessa no horizonte. Naquele momento o trem fazia uma curva em velocidade alta, mas não chacoalhava tanto. Os objetos decorativos continuavam intactos, mesmo com tudo aquilo, nem pareciam ter sofrido o mesmo que a cabine deles, era como se tivesse sido tudo um sonho. May ficou se perguntando por algum tempo se realmente o trem havia quase virado, se nada estava quebrado, nada parecia estar diferente.

    July abria porta por porta, pelo menos umas quatro no mesmo vagão e não havia nada em seus interiores, exceto malas. Indignada e com certo medo invadindo seu interior, ela tentava não demonstrar, mas aquilo tudo a assustava. Talvez fosse alguma brincadeira de mal gosto de seus irmãos mais velhos? Não, não falo de October e November, mas os outros meses, como February, ele era uma verdadeira peste e provavelmente estaria por trás disto junto com January, seu irmão gêmeo.

    Pelo menos dois vagões a frente até encontrassem finalmente algo a mais. May abrira a porta de uma cabine revelando outro pequeno aposento sem ninguém, exceto por uma grande gaiola que protegia uma ave comum no mundo bruxo, a Diricawl.

    - Olhem!! – Chamou o pequeno May e todos se viraram para dentro da cabine.

    - Um Diricawl... – Comentou November.

    - Os pertenc...

    Naquele momento, um grito alucinante como um pedido de socorro desesperado ecoou pelo trem como se saísse dos alto-falantes imaginários. O grito se estendeu por alguns segundos até morrer e dar lugar a um silêncio assustador e o eco vinha exatamente do mesmo sentido em que o grupo seguia. July agarrou com força o braço de John instintivamente como se aquilo a fizesse se sentir mais segura e May se escondera atrás de Alanna quase que na mesma hora, perdido dentro de um pavor imenso. October e November se olharam tentando fingir que nem se abalaram, mas davam graças a mérlin que não molharam as calças.

     
     
     
    DAEMON GRIFFITHS
     


     
    Lillo soltara um grito de terror quando assistiu o que houve com a ave. Sentiu um gosto amargo que demorara alguns segundos a mais para digerir aquilo. Levou as mãos à boca demonstrando um medo muito grande. Definitivamente ela queria sair daquele trem imediatamente, mas como o faria se estavam em alta velocidade há horas de distância de Londres?

    - E vamos ficar na cabine sozinhos, quando todo mundo desapareceu? Meu irmão estava nesta cabine, não posso e não quero ficar aqui, tenho que encontra-lo! – Disse Lillo segura de si, tentando buscar um pingo de coragem para concluir seu objetivo que era encontrar seu irmão e deixar aquele trem dos horrores.

    - Então você tem um irmão? – Perguntou William tentando mudar o foco do que estava acontecendo, aparentemente pensar em outra coisa o acalmava.

    - E quem quer que seja esse tal de Montbell, talvez ele esteja aqui, talvez ele possa nos ajudar... – Lillo não estava segura de sua afirmação, mas preferia se agarrar nele, preferia acreditar que havia alguém ali que pudessem ajuda-los, de outra maneira só Hakujah poderia olhar por eles.

    Lillo começou a andar tentando ignorar o que houve com a ave e o pó brilhante no chão. Não era perita em nada no mundo bruxo, mas sabia que se algo brilhava e não fosse feito em uma loja de crianças, bem, algo bom não era. – Vamos, vamos logo para esta festa, meu irmão pode estar lá! – Disse ela olhando para trás esperando que os amigos a acompanhassem, ela realmente não desejava seguir sozinha.

    - Olhem! – Exclamou William. O garoto notara que não muito longe dali, ainda no mesmo vagão havia um pequeno pingente redondo e transparente, do tamanho de uma bola de gude, dentro dele uma espécie de fumaça acinzentada chamuscava criando formas indefinidas. William o pegou analisando o objeto entre os dedos – Deve ser de alguém, não?

    - Provavelmente, mas que objeto estranho... – Respondeu Lillo como se  sentisse algo ruim, fazendo uma careta – Quem em sã consciência usaria um pingente desse no pescoço?

    Um grito alucinante cortou os ares de todo o trem, vindo do mesmo sentido que o trio de amigos caminhava. Um berro em pedido de socorro totalmente em desespero ecoava alto até finalmente o grito morrer e um silêncio perturbador tomar conta novamente da locomotiva e o único som que podiam ouvir era o ronco do motor que, naquele momento, fazia uma curva chacoalhando minimamente os vagões.

    William sentira que sua espinha havia congelado naquele momento. Rapidamente ele guardou o pingente no bolso e Lillo levou a mão à boca para abafar o grito inconsciente que dera em resposta. Seus olhos arregalados, ela já não tinha mais certeza se queria seguir a diante, mas também não sentia segurança em voltar. A garota agarrou forte o braço de Daemon, como se esperasse que ele fosse protegê-la.


     
     
      
    ANNABELLE HOOPER
     


     
    Louie não estava mais no corredor quando as primas, Anna e Melissa deram os primeiros passos em direção à festa. O corredor estava vazio e não havia sinais de que mais ninguém continuava no trem. As cabines mais próximas estavam entreabertas e ninguém por lá, exceto malas que continuavam guardadas imóveis. Os objetos decorativos continuavam no mesmo lugar, exceto pela caixinha de musica que Annabelle havia surrupiado e, Melissa se lembrou quando vira o criado-mudo vazio logo a diante.

    - E aquela caixinha de musica? – Perguntou Melissa curiosa – Foi ali que a pegamos, não foi?

    O banheiro das meninas ficava a alguns vagões de distância, pelo menos uns dez minutos caminhando até que pudessem chegar ao seu objetivo. Melissa sentia um pouco de fome, o que a animava a ir até a festa, já que a moça dos doces, como era conhecida, não dera as caras até o momento. Nada mudou quando chegaram ao outro vagão, tudo estava silencioso e vazio, cabine por cabine. Nada se ouvia, exceto o ronco do motor que dava forças ao trem.

    - Cadê todo mundo? – Perguntou Melissa demonstrando estar incomodada. A menina se aproximou da prima como se buscasse por segurança, já que odiava aquele tipo de situação.

    Finalmente passaram em frente a cabine que estavam originalmente e tiveram certeza disso, pois o elfo continuava a sono profundo. Melissa o olhou com certo arrepio, ele realmente era muito feio. Aquele nariz torto e peludo, aquele rosto pelado, exceto por alguns fios castanhos que se perdiam em sua face. Elas podiam vê-lo de fora da cabine cuja porta estava entreaberta.

    - Aquele elfo de novo... – Comentou Melissa apontando o dedo, chamando a atenção da prima mais velha.

    Um guincho do que parecia ser uma ave soou próximo dali. As meninas tiveram a sensação de que o animal estava com dor e pedia por socorro. Não demorou muito para um gritinho infantil soar também e ser abafado rapidamente, tudo parecia acontecer bem perto delas, mas não era possível ver, apenas escutar. – Tem mais gente aqui, você ouviu? – Perguntou Melissa esperançosa, como se aquilo a aliviasse um pouco.

    Melissa largou a prima e começou a correr em direção ao guincho seguido do gritinho infantil, não estava longe, ela tinha certeza, eles estavam próximos dali, ou não seria possível escutar com tanta clareza. Ela correu o próximo vagão ignorando-o, ignorando as portas entreabertas e as fechadas, até finalmente encontrar o buscava no próximo vagão.

    Dois meninos e uma menina que pareciam ser primeiranistas estavam diante delas, a alguns metros de distância. Daemon, Lillo e William que, no momento pareciam falar sobre um objeto que jazia nas mãos de William.

    Um grito arrepiante cortou os ares, como se saísse de imaginários alto-falantes e ecoava por todos os vagões. Melissa tivera a sensação que alguém estava gritando do seu lado, mas não havia ninguém. O berro aterrorizado como um pedido de socorro vinha com mais força da direção que elas a pouco corriam, mas finalmente o silêncio tomou conta novamente e a pequena Melissa se perguntou se realmente havia ouvido alguma coisa.


     


    CLÉMENT VAGANAY
     



    Uma faísca acinzentada emergiu da ponta da varinha de Clément e mais nada acontecera. Ao que tudo aparecia, o feitiço não dera certo, uma falha triste, mas comum para alguém que nem havia começado o ano ainda. Uma risada estridente que ecoava pelo banheiro fazia com que a espinha dos dois congelasse em desespero. Cassandra gritava se encolhendo diante da porta atrás de Clément, desejando que tudo não passasse de um daqueles pesadelos terríveis que a perturbavam nos últimos meses.

    Clément e Cassandra sentiram uma vibração gélida aproximar-se dos dois. Não era possível enxergar nada, era como se houvesse realmente alguém ali, porém estava invisível, um fanstasma talvez? Arriscou Cassandra em seus pensamentos, mas não tinha muitas condições de pensar sobre, já que estava tomada pelo medo.

    -... me de volvam... – uma voz esganiçada, que fazia uma força enorme para produzir som, finalmente apareceu diante dos dois - ... aquilo que me pertence... Ew...g....g...

    De repente a voz cessou, uma ventania atingiu eles tão fortes que fora capaz de arrepiar os cabelos de ambos. Uma porrada na porta e ela entortou de tal forma que era possível enxergar parte do corredor, mas dificilmente conseguiriam passar pelo vão. O silêncio voltou a tomar conta do banheiro parcialmente destruído. Duas privadas quebradas atiravam água como se fossem dois gêisers. Por alguns segundos Cassandra continuara encolhida, tentando recuperar-se do acontecido. Finalmente ela não sentia mais vibrações e nem que havia alguém ali, era como se tivesse ido embora.

    - O que foi isso? – Perguntou Cassandra ofegante, se segurando para não chorar. Ela nunca sentira tamanho horror em sua vida toda, não que tivesse vivido muito. – A privada! – Disse a menina se levantando ainda trêmula, tentando se aproximar da terceira privada. – Vamos sair daqui logo, não quero ficar aqui! – Gritou Cassandra desesperada, buscando pela bala que havia deixado em seu bolso. Desembrulhou a balinha colocando-a na boca enquanto se posicionava diante da privada. Sentiu-se um tanto estranha e de repente, ecoou de sua boca o som característico do canto das baleias.  Por alguns segundos nada acontecera, Cassandra já se sentia normal novamente. Aquelas eram apenas balinhas da Zonko’s, balinhas de diversão. – Acho que esta fes...

    A privada aumentou seu tamanho até ficar duas vezes maior que a menina. Como uma grande boca ela engoliu o corpo infantil de Cassandra de uma só vez e finalmente voltou ao normal, como uma privada comum. Um leve e singelo arroto ecoou segundoss depois.

    Canto das Baleias Clique Aqui!
     

    shamps
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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por shamps em Seg Fev 26, 2018 2:06 pm


    A pequena Alanna estava preocupada com seu novo amiguinho, May, que estava preocupado com Yam. Por mais que ela não o visse, escutasse ou sentisse, a menina acreditava nele. Infelizmente nem todos pensavam assim e October, um dos irmãos mais velhos, insistia em diminuir o irmãozinho.

    - Por que você é tão chato, October? – de toda sua sinceridade e inocência infantil, ela saiu em defesa do amigo. Tinha até uma carinha enfezadinha, com as sardinhas ressaltando a graça da menina.

    Depois disso ela se aproximou de John e July, e a garota Woodburns estava concordando com a ideia do menino para explorar o lugar.

    - Vocês acham mesmo uma boa ideia? – ela não parecia muito confiante com a ideia de sair da cabine e do vagão. November, o outro irmão, passou feito um furacão por eles, saindo da cabine e seguindo pelo corredor, deixando claro que exploraria o lugar, não deixando chance para dúvidas ou medos.

    Ela segurou na mão de July, numa proteção mútua com a nova amiga, e seguiu atrás dos outros, já que foi voto vencido. Seguiram na direção apontada por May, mas o silencio era sepulcral.

    - Festa? Vocês acham mesmo que ainda dariam uma festa depois disso? Parece que não tem ninguém aqui... e está tudo... no lugar – ela constatou, junto com May, que apesar do solavanco, nada tinha se quebrado e apertou a mão da amiga.

    Caminharam pelos corredores e nada... até encontrarem um diricawl em uma das cabines, o que foi bem curioso. Quem largaria seu bichinho sozinho assim, após um solavanco em um trem? Ela ia se aproximar da gaiola quando ouviu um grito terrível vindo não se sabe de onde, o que fez o sangue da ruivinha gelar. Ela abraçou July com força e depois olhou para os meninos.

    - O... o... que... foi isso? – gaguejou visivelmente assustada. May se escondia atrás delas e de John.


    Raijecki
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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por Raijecki em Seg Fev 26, 2018 9:54 pm


    Nem em seu pior pesadelo, com exceção do mais recente, Daemon acreditaria que pudesse passar por uma situação tão ruim como á que ele e seus amigos se encontravam. O medo e a insegurança tomavam conta de deus pensamentos, a ponto de sugerir que voltassem a sua cabine até o final da viagem. As palavras de Lillo, vindo do pouco de coragem e bravura que ainda lhe restavam, fizeram Daemon voltar a si.

    Lillo escreveu:- E vamos ficar na cabine sozinhos, quando todo mundo desapareceu? Meu irmão estava nesta cabine, não posso e não quero ficar aqui, tenho que encontra-lo!

    Era nítida a situação em que estavam, não foram as pessoas que desapareceram, mas sim eles que provavelmente haviam sido pegos em algum encantamento das trevas, o motivo é claro, ainda não fazia ideia. Resolveu colocar a cabeça para funcionar de modo a achar algum jeito de saírem daquela situação, enquanto seus amigos continuavam a conversar, provavelmente tentando se manterem calmos:

    William escreveu:- Então você tem um irmão?

    "Foi o que ela disse William"

    Lillo escreveu:- E quem quer que seja esse tal de Montbell, talvez ele esteja aqui, talvez ele possa nos ajudar...

    - Talvez, ou pode ser que ele esteja na mesma situação que nós. - A feição de Daemon transparecia uma seriedade total, como se estivesse calculando todas as opções viáveis antes de tomar alguma atitude. Lillo resolveu ignorar sua observação e decidiu ir na frente e tentando os incentivar a fazer o mesmo:

    Lillo escreveu:Vamos, vamos logo para esta festa, meu irmão pode estar lá!

    Antes que Daemon pudesse expressar sua opinião sobre a tal festa, William exclamou:

    William escreveu:Olhem!

    Daemon reparou que era um tipo de medalhão que William trazia consigo em suas mãos, era circular e transparente, do tamanho de uma bola de gude, e dentro dele detinha uma espécie de fumaça acinzentada que criava várias formas aleatórias.

    William escreveu: Deve ser de alguém, não?

    Lillo escreveu:- Provavelmente, mas que objeto estranho...Quem em sã consciência usaria um pingente desse no pescoço?

    - A mesma pessoa que está nos causando isso?

    Suas discussões acabaram por serem interrompidas por um barulho ensurdecedor, que parecia um grito de socorro que ecoava por todas as direções, até cessar tão rápido quanto como havia começado. Daemon sentiu que seu coração pudesse saltar por sua boca a qualquer momento, e seu suor escorria por entre suas têmporas. Seus amigos também não fugiam a regra, estavam tão ou até mais assustados que ele, Lillo havia tampado sua boca com a mão a fim de suportar a dor que sentia do grito, e logo após segurou forte o braço de Daemon. Precisavam tomar alguma atitude o mais rápido possível, para não ser tarde demais. Porém quando Daemon conseguiu se recompor mentalmente, reparou que na frente deles havia surgido duas garotas, aparentemente da mesma idade deles, e que provavelmente estavam na mesma situação.

    - Vocês duas! Estão bem!? Venham pra cá... Me chamo Daemon e esses são Lillo e William, e vocês são? A gente nunca se viu antes? - Após as devidas breves apresentações, Daemon explicava seu plano:

    - Bom, já devem ter reparado de que não há mais ninguém aqui neste trem além de nós mesmos, então a minha ideia é de que talvez a unica saída daqui seja mesmo no tal banheiro das meninas, devemos irmos para lá em uma formação em que não sejamos surpreendidos e- Puxou sua varinha branca com núcleo de cabelo de veela e continuou. - Eu sei apenas o feitiço Flipendo e Frosta, então acho melhor eu tomar a dianteira e vocês decidam quem fica atrás, tudo bem?

    Daemon se prontificou a ficar na frente na ida para o tão misterioso banheiro feminino.

    "Tomara que eu esteja certo mamma"

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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por mimacarfer em Ter Fev 27, 2018 2:32 am


    Ao ver o corredor vazio, Annabelle se encheu de coragem. Pelo jeito todos já haviam ido para a tal festa pois as outras cabines se encontravam vazias. Observou cada detalhe ao seu redor, parando na tal mesinha em que antes a caixinha de música se encontrava.

    - Sim, Mel. Foi ali... Mas depois vemos isso – disse, apertando inconscientemente a parte do casaco em que a havia guardado – Precisamos ir logo antes que sejamos pegas.

    A garota sorriu para a prima, mas no fundo estava preocupada. Até aquele momento a viagem estava sendo bastante estranha e perturbadora para ela. Apressou o passo rumo ao banheiro das meninas, mantendo o máximo de cautela possível na transição de um vagão para o outro, o que fez com que levassem um pouco mais de tempo para chegar ao local.

    Durante todo o caminho seu coração parecia querer sair pela boca... Ela sempre tentara se comportar ao máximo e servir de exemplo para Melissa e já quebrar regras no primeiro dia não parecia muito exemplar, ainda mais de roubar algo que não lhe pertencia. Prometeu a si mesma que assim que possível olharia a caixinha de música com mais calma e lhe devolveria ao local de onde a pegara. Com sorte ninguém perceberia sua ausência até lá.

    Ouviu Melissa lhe perguntar onde estava todo mundo com certa apreensão:

    - Provavelmente já devem ter ido pra tal festa.

    Embora as palavras saíssem de sua boca, não tinha exatamente certeza se era isso mesmo. Se realmente todas aquelas pessoas tivessem ido para a tal festa, seria difícil mantê-la como algo secreto, e isso de certa forma lhe incomodava. Segurou a mão da prima para lhe dar forças e proteger.

    - Tudo bem, Mel. Estamos no Expresso de Hogwarts. Nada de ruim vai nos acontecer aqui.

    Continuou andando firmemente, porém com cautela, até passarem pela cabine delas onde o elfo doméstico continuava dormindo profundamente. Torceu levemente o nariz olhando-o rapidamente e em seguida, levando um dos dedos até a boca, sinalizou para que Melissa fizesse silêncio. Porém, o guincho de uma ave a fez pular de susto. Levou a mão à boca para não gritar, apertando um pouco a mão de sua prima.

    - Desculpa... – sussurrou, enquanto olhava ao redor tentando descobrir de onde vinha o barulho da ave e o grito abafado que veio após ele. Sacudiu a cabeça positivamente para a prima, passando ela para trás de si como forma de protege-la caso acontecesse algo perigoso. Embora a prima parecesse se sentir aliviada com aquilo, ela se sentia em total estado de alerta, tanto que nem percebeu Melissa se soltar e correr na direção do barulho.

    - Mel... Não – gritou o mais baixo que pode, indo atrás dela.

    Seu coração agora realmente parecia que ia sair pela boca, isso lhe era quase certeza. Atravessou os vagões rapidamente para não perder a prima de vista, agora já não se importando mais se fazia ou não algum barulho que pudesse chamar atenção, parando apenas quando Melissa parou e pode ver os dois meninos e a menina diante de si.

    Segurou o braço de Melissa novamente, sem se importar muito com a presença dos outros alunos, seu rosto já bastante vermelho pelo esforço da corrida para alcançar a prima e da vergonha de ter que lhe chamar a atenção diante dos outros.

    - Nunca mais saia de perto de mim dessa forma – disse, parecendo bastante brava. Porém não teve tempo de dizer mais nada pois um grito arrepiante fez com que saltasse novamente de susto.

    O silêncio que se seguiu parecia ter congelado o seu sangue. Olhou para Melissa e para os outros alunos diante de si, como se tentando decidir o que fazer, porém um dos garotos já saiu falando em um ritmo que mal conseguia acompanhar. “Daemon? Lilo? William?”. Fez uma cara de quem não estava entendendo nada enquanto o garoto perguntava se estavam bem. Sim, é claro que estavam... Na verdade isso lhe parecia bastante óbvio. Permaneceu calada observando a situação enquanto ele continuava a falar. Tinha a estranha sensação de conhece-lo, porém não se lembrava de onde. Talvez o medo que sentia estivesse lhe impedindo de pensar.

    - Não viaja, valentão... – disse, levando sua mão até a mão do garoto e forçando-a para que ele a abaixasse, seu sangue começando a ferver – Você vai é acabar machucando um de nós com isso aí.

    Respirou fundo novamente, seus grandes olhos esverdeados encarando-o. Precisava pensar rápido para que Melissa não se apavorasse mais.

    - Provavelmente alguém se assustou com alguma mala caindo e nós estamos aqui perdendo nosso tempo com besteiras. Pelo jeito vocês também vão para a tal festa... Sabem pra que lado fica o tal banheiro?
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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por Bravos em Qua Fev 28, 2018 7:08 pm

    O feitiço que tentara usar não funcionou, sendo seu esforço, portanto, vão. Enquanto sentia aquela presença sinistra e invisível, ele segurava e se segurava em Cassandra, como ela também fazia com ele. Uma voz arrastada e forçada falava com eles, embora não pudesse eles não pudessem ver a origem dela. Um golpe violento acertou a porta, chegando a entortá-la. E quase o nome de Ewgol. Clément pensou o que ele teria a ver, mas num pensamento rápido e fugidio, pois logo a presença diante deles pareceu sumir e as privadas jorraram água. Cassandra, ainda amedrontada, agiu antes de Clément. Correu em direção à terceira privada. Ele, na realidade, tentou outra vez abrir a porta sem sucesso. -Esqueça essa privada, vamos tentar sair para o corredor! - Mas já era tarde, Cassandra comeu a bala e cantou como uma baleia e em seguida a privada aumentou de tamanho e a engoliu. O jovem francês ficou alguns segundos atônito e então tentou a porta novamente. Não conseguindo, foi para o mesmo sanitário que fora a garota. - Seja o que Deus quiser... - Abriu sua bala de tigre e comeu.

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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

    Mensagem por Hylian em Qui Mar 08, 2018 6:24 pm




    OFF IMPORTANTE escreveu:

    Peço desculpas pela demora em atualizar a mesa! Aparentemente estive passando por um bloqueio criativo, então é triste!

    @Vikinius Peço que entre em contato comigo, pois não sei se continuará a jogar na mesa!

    Quaisquer duvidas, estou a disposição!


    ALANNA O’SHIER
     


     

    O grito ainda ecoava pela mente de todos fazendo-os estremecerem. A Diricawl também se assustou, mas estava impossibilitada de se mexer devido ao confinamento da gaiola, soltara um guincho de pavor abrindo suas asas até aonde as barras de aço da gaiola permitiam até finalmente se acalmar.

    – Vamos, logo! – disse October ignorando a reclamação de Alanna, empinando o nariz sem demonstrar que também estava tomado pelo medo.

    November fizera sinal para os outros seguirem – Vamos logo para esta festa!

    – Esperem! – Disse July – Por que estamos indo na direção do grito, aquele lugar me da calafrios, porque não vamos na direção oposta? – Sugeriu ela apontando para o outro lado do corredor – Se chegarmos no fim encontraremos a cabine do maquinista, ele deve estar lá, não?

    – Mas Yam está para o lado do grito, talvez tenha sido ele quem gritou! – Reclamou May choroso.

    – May, pare com isso! – Raclhou July que já estava perturbada demais para ter que lidar com as alucinações do irmão.

    – Mas é verdade...

    – Não é, quem quer que tenha gritado provavelmente deve estar pregando uma peça para gente, não é muito estranho que não haja ninguém além de nós? – Disse November com os olhos fixos no fim do vagão, na direção que viera o grito.

    – Ótimo! Eu vou sozinho então! – Retrucou May saindo de trás de Alanna e correndo para onde tinha certeza que estaria seu amigo, sem temer o que poderia acontecer, deixou seus irmãos para trás e seguiu.

    – MAY! – Gritou July correndo atrás se desvencilhando dos outros irmãos, afinal ela se sentia responsável por ele.

    Um vagão, dois vagões, três até finalmente o pequeno cansar. Aquele vagão estava de pernas para o ar. O papel de parede e o carpete carmesim estavam rasgados, portas destruídas como em uma cena de terror, malas e pertences jogados pelos cantos e não havia uma só cabine arrumada. Era como se um tornado tivesse passado por ali.

    – O que houve aqui? – Perguntou-se May curioso e assustado.

    Uma risada icônica e estridente soou naquele vagão, mas não havia nada ali além de tamanha destruição. May colocara um pé para trás demonstrando um medo que talvez ele nunca tivesse sentido, um medo que lhe invadira por inteiro. Seus grandes olhos arregalaram-se como se não acreditavam no que via e o que via era invisível para todos ali. July sentira uma vibração no ar, era como se conseguisse perceber que havia alguém ali, mas seus olhos não eram capazes de lhe dar certeza. October e November ficaram estáticos diante do medo do irmão menor e ainda decidiam se demonstravam seu medo ou se ficavam ali como bons homens, afinal eram os mais velhos, mesmo que por meses.

    A ventania começou aumentar à medida que a “coisa” se aproximava deles. May perdera o equilíbrio caindo de bunda no chão e estava muito assustado para se mover. “Os... O..l...hos..., ahhh... Estes olhos que veem a... v-e-r-d-a-d-e...” a voz era proferida como se a “coisa” tivesse dificuldades em dize-las e ela aparentava cada vez mais próximo das crianças. Alanna notara um grande pedaço de caco de vidro que talvez fosse maior que a palma de sua mão, ele flutuava como se estivesse sendo carregado por alguém, um alguém que não existia e como uma flecha o caco percorreu a pequena distância que existia entre eles em direção aos olhos do pequeno May.

    Um bater de asas violentas impactando o caco e este se espatifou ao ir de encontro uma das laterais do corredor. A Diricawl soltou um guincho e mesmo de asa machucada ele ase posicionou em ataque para a mesma direção que May olhava.


     
     
     
    DAEMON GRIFFITHS & ANNABELLE HOOPER
     


     

    – Olá! – Disseram Lillo e William juntos. William se senta um tanto mais seguro agora que havia mais pessoas ao seu arredor. Lillo manteve um sorriso simpático no rosto, embora fosse difícil com toda aquela tensão.

    – Estávamos indo para o banheiro quando ouvimos um grito.. – Comentou Lillo curiosia – Vocês também ouviram?

    – O banheiro fica nesta mesma direção, mas não sei se estamos perto ou não... – Comentou William.

    – Quantos vagões devem ter neste trem? – Perguntou Melissa rezando para que estejam próximos do tal banheiro.

    – Vamos de uma vez, meu irmão está lá! – Exclamou Lillo voltando-se para a direção que acreditavam estar certa.

    O próximo vagão estava parcialmente bagunçado. Malas e pertences foram espalhados pelo chão como se ali tivesse tido uma guerra. Através da janela, todos puderam notar que a noite se aproximava. O sol já tratava de se esconder e o horizonte alaranjado perdia suas cores minuto a minuto. Já era possível enxergar parcialmente a lua que ainda encontrava-se escondida por trás de nuvens e do clarão alaranjado.  Havia duas portinholas que se mantinham penduradas por uma das dobradiças, outras portinholas estavam completamente destruídas no chão junto com roupas e pertences. Eles ouviram um guincho que provavelmente pertencia a uma ave, mas o som vinha do lado contrário. Lillo estremeceu agarrando a mão de Daemon no seguinte em que ouvira, era o jeito que se sentia segura, mas logo soltara constrangida.

    – O que está acontecendo? Odeio esses barulhos – Choramingou ela duvidando se ainda tinha coragem para seguir em frente, mas se tratava de seu irmão, ela tinha que ir. “Era ele quem devia vim atrás de mim, ele é o mais velho” bufou indignada.

    – Olhem! – Exclamou Melissa apontando o dedo para uma pequena e sorrateira placa que estava pouco iluminada. “Banheiros a dois vagões” leu ela em alto som. – Estamos perto!

    O próximo vagão estava aparecido ao anterior e ainda mais bagunçado, porém as portas estavam intactas, ainda que todas abertas, apesar de uma única que estava fechada. Lillo avistou as três últimas portas no final do último vagão, finalmente, mas algo fizera com que seus passos cessassem. A porta do banheiro das meninas estava torta de uma maneira como se tivesse sido quase arrombada, era possível enxergar por um vão. A porta do lado oposto possuía a indicação de que era o banheiro masculino e havia uma terceira porta diferente no centro, não havia placas nem qualquer indicação sobre o que seria essa outra porta. Annabelle e Dameon notaram que a fechadura ali era diferente tinha um formato estranho que jamais viram antes.

     


    CLÉMENT VAGANAY
     




    Clément sentiu-se estranho a garganta quente e uma sensação como se estivesse doente, mas na verdade não estava. O rugido firme e majestoso de um tigre soou de sua garganta de uma maneira nobre. Novamente os segundos que se passaram foram constrangedores e apenas o rugido ainda ecoava na mente do garoto, até que finalmente a mesma privada ganhara vida e crescera até parecer um monstro e engolira o menino soltando um breve arroto.

    Vaganay sentiu seu corpo percorrer em alta velocidade como se estivesse em um “tobogun”, não era possível ver nada, pois a escuridão lhe cegava completamente os olhos. Não tardou muito ele fez uma curva até cair em queda livre, sentindo seu corpo ser puxado pela gravidade junto com a água, seu coração disparou com a adrenalina e “PUM”.  Aquele aposento era diferente dos demais e, até mesmo alguém que nunca tivesse viajado de trem antes, estranharia o seu interior. Não havia cabines, apenas pequenas janelas para todos os lados e uma única porta ao fim de um corredor estreito que existia em uma das laterais da sala. Aparentava ser um salão aberto muito maior do que visto por fora e possuía quatro mesas retangulares com espaço para até vinte pessoas cada uma e cobertas por lençóis brancos. Acima delas, dezenas de velas flutuavam fora do alcance de suas mãos e o teto parecia não existir, pois não era possível vê-lo devido ao breu que cobria o espaço entre as velas e ele.

    Uma quinta mesa, dessa vez menor, também jazia no centro do vagão, e era a única que não estava coberta. Sobre ela haviam dois objetos curiosos:
    O primeiro era uma espécie de relógio ou algo parecido com isso, uma pequena ampulheta imóvel dentro de um círculo de metal muito bem polido. Havia algo escrito, mas era impossível de ler. Abaixo do objeto um pergaminho dizia: "Um giro para rever os segundos, dois giros para rever os minutos e três giros para nunca mais voltar...".

    O segundo era uma bandeja com quatro copos cheios de líquidos nitidamente diferentes. Abaixo dos copos um pequeno bilhete explicava: "A cor preta lhe mostrará seu maior medo. A cor azul é um segredo, tome ao seu próprio risco. O copo de líquido rosa lhe tornará um meio-veela por alguns minutos, e o copo branco, bem, é o contrário do copo azul!"

    O chão estava coberto por corpos que pareciam mortos. Vários estudantes que Clément vira horas antes perambulando pelos corredores e cabines da locomotiva agora estavam estáticos, paralisados sobre o carpete que cobria o chão e nem era possível vê-lo. Vaganay notou que todos estavam com olhos arregalados, uns rostos com aparência pálida, amedrontas e bocas abertas.

    Cassandra chorava em um dos cantos aonde quase não havia corpos jogados ao chão, já que eles se concentravam mais ao centro, todos eram alunos mais velhos, é claro, com exceção de alguns primeiranistas que já haviam chegado antes deles, mas como saber?

    – Clé... Clément! – Exclamou Cassandra enxugando os olhos vermelhos. Ela estava bem molhada ainda. A garota se levantou tentando se acalmar e se sentindo melhor agora que possuía companhia.  – Estão todos mortos... – Choramingou ela desviando dos cadáveres em direção ao amigo.


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    Re: [!Prólogo!] Capitulo Um - Lembranças de Evelyn

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      Data/hora atual: Ter Out 16, 2018 10:37 pm