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    Capítulo 2

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    Natalie Ursa
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Natalie Ursa em Ter Jan 02, 2018 7:40 pm

    Não bastasse a situação tensa, o garoto ainda fazia questão de encarar MiSoo de ainda mais perto! Pela expressão...Será que era do tipo que fazia bullying também? Neste caso, MiSoo sabia que se demonstrasse alguma fraqueza ele iria, sem dúvidas, se aproveitar e revidar, como um leão atacando o membro mais frágil da manada. Não podia demonstrar medo e nem recuar! Se necessário, podia até olhar no fundo dos olhos da fera e mostrar que era páreo para ela!!

    Se era conhecido agora por jogar coisas nos outros, MiSoo também tinha a mesma fama! A aproximação e o sorrisinho - cínico, talvez? - não iriam intimidá-la! Pelo menos não visivelmente...

    Estava pronta para confirmar sobre Hyung Hee ter jogado o broche e diria isso bem na cara dele, quando sua visão foi coberta por alguém que se colocava entre os dois, protegendo MiSoo do olhar maldoso do colega - e sabe-se mais do que ele poderia aprontar!

    MiSoo surpreendeu-se com a intromissão de Gyu-Sik entre os dois. Apenas por um instante aquilo pareceu a coisa mais incrível do mundo! Alguém que se colocava corajosamente em meio à um conflito e que - na mente da garota - nada tinha a ver com ela. Nem pensava agora que foi nele em quem o broche se chocou... Era uma pena que quando vinha a irmã brigar com MiSoo não havia ninguém para lhe ajudar... Nem mesmo sua prima.

    Mas a admiração não durou nada, sendo substituída pelo medo que tinha reprimido ao decidir encarar o irmão de Jung Mi.

    E se Hyun Hee decidisse que iria revidar contra o garoto de forma agressiva? Ele mal tinha fôlego para correr! E se ele se machucasse? Não queria ninguém ferido por causa de besteiras que acabava fazendo por culpa de sua impulsividade.

    Gyu-Sik começou a falar com o ex-cabelo-de-ketchup, mas era de um jeito respeitoso e não ameaçador como MiSoo fizera à poucos instantes atrás. A garota acabou lembrando-se de que ele era amigo do irmão do garoto em frente à eles. Talvez Gyu-Sik, por conhecer melhor Hyun Hee, conseguisse apasiguar aquele olhar maldoso dele. Porém, mesmo com essa possibilidade parecendo agora bastante provável, MiSoo não conseguia deixar de se sentir bastante tensa com s situação, acabando por segurar o braço de Gyu com certa força, querendo o puxar para longe do colega, mas sem realmente fazê-lo.

    Quando Gyu-Sik explicou ao ex-ketchup que MiSoo não tinha a intenção de machuca-lo, a garota fez uma expresão bicuda para Hyun Hee por cima do ombro do seu defensor. Nem era verdade aquilo. Quando jogou queria que machucasse mesmo! Não tinha machucado Gyu-Sik ao jogar a jóia em seu ombro???

    BoMi voltou a abraçou o braço da amiga e em resposta MiSoo se deu conta que segurava o braço do irmão dela e o soltou, sentindo-se um pouco constrangida e dando um passo para trás, embora logo houvesse esquecido isso, pois Gyu-Sik dizia sentir muito com o ocorrido. MiSoo fez uma careta contrariada, estava arrependida de ter agido por impulso, mas não de ter acertado ele!

    Antes que pudessem presenciar alguma reação de Hyun Hee, MiSoo sentiu o peso da realidade na forma de uma mão em seu ombro. Uma mão que lhe fazia lembrar-se de que estava em um maldito evento social e que não era livre para agir como ela mesma. Só poderia não chamar a atenção da mãe negativamente se agisse como se fosse uma boneca sem alma!!

    Mas foi a voz da mãe que fez a garota estremecer de verdade. E pela voz não estava tudo bem, MiSoo já tinha percebido. Por que ela tinha que aparecer logo nessa situação??

    - Ommoni... - foi tudo o que conseguiu dizer diante da presença intimidadora daquela mulher.

    Baixou a cabeça e deixou que a mãe falasse com os demais presentes com aquele jeito gentil, porém falso dela. Agora não tinha mais a coragem para comentar nada sobre o ocorrido. Já imaginava que teria um enorme problema quando a mão lhe puxasse para longe dos amigos, principalmente se o colega mais velho resolvesse contar para ela o que tinha acontecido.

    Deu um discreto suspiro de alívio ao ouvir Gyu-Sik dizer para a Sra. Yeun que estava tudo bem. Se ela não houvesse visto MiSoo jogar o broche talvez isso acabaria ali mesmo. No entanto viu Hyun Hee abrir a boca e começar a responder. MiSoo já se encolheu toda, esperando pelo pior. Por uma vingança amarga pelo objeto que batera em seu ombro.

    A resposta do garoto tinha sido tão inusitada que MiSoo ficou uns instantes paralisada e boquiaberta.

    "Incrível Beleza"!?!?

    MiSoo sentia o rosto ficando super quente com o elogio inusitado. Arregalou os olhos na direção do ex-Ketchup por um instante, mas logo voltou-os em direção ao chão. Começando a imaginar se aquilo não houvesse sido uma espécie de provocação do garoto..."Por que alguém diria que..." E lembrou-se do que Gyu-Sik dissera, corando outra vez com o rosto ainda abaixado.

    Sendo mentira ou não, o colega de classe não tinha tentado lhe incrimidar diante de sua mãe e isso já era algo importante! Quando percebeu isso e ergueu o rosto, ainda se recuperando da vermelhidão meio oculpa pela maquiagem, Hyun Hee já tinha pedido licença e se afastado do grupo e a mãe de MiSoo também queria fazer o mesmo. Não tinha como negar. MiSoo deixou que a mãe lhe conduzisse em direção ao camarote de sua família, mas no trajeto olhou para trás e acenou, mas lançou um olhar penoso aos amigos de como se fosse um animal que sabia que estava indo em direção ao abate.

    O jeito com que a mãe lhe arrastava só confirmava à MiSoo que ela logo iria reclamar de algo, só não esperava ser jogada contra a parede e quase machucar o pé graças ao salto.

    Resmungou quando levou a bolsada na mão e baixou a cabeça mais uma vez, escondendo o rosto triste e o olhar choroso. Ouviu cabisbaixa toda a reclamação e o sermão que a mãe lhe passava e a parte sobre "a mais bela dessa noite" quase passou batido aos ouvidos da garota. Na verdade ela levou um tempo para processar a frase, mas sabia que a mãe não era o tipo de pessoa que brincaria com aquilo ou que exageraria em um elogio só porque era sua mãe, já que nunca se continha na hora de fazer acusações e reclamar da aparência da filha.

    Quem tinha dito isso!?

    Lembrava-se que já tinha recebido vários elogios, sendo um deles bem duvidoso e outro que lhe deixara bastante surpresa. Mas... " A mais bela"?? Que grande exagero era esse??

    Os pensamentos logo foram interrompidos, pois sua mãe já estava ciente que MiSoo tinha arremessado algo contra o colega, que por acaso era um rank 1 também.

    - Foi ele quem começou... - resmungou por entre os dentes, como se fosse uma pequena criança, mas sabia que nada do que dissesse faria diferença ali - Miane... - continuou encolhida contra a parede, após a última frase da mãe, a qual a acusava de lhe trazer decepções.

    A voz de sua halmoni ecoou pelo corredor e MiSoo ergueu os olhos agora esperançosos na direção da mãe de sua mãe. Felizmente ela estava lá e podia ajudar a neta em um desses omentos em que a mãe jogava sua raiva sobre a cria.

    Ouviu a pequena discussão entre as duas em silêncio, embora estivesse muito grata pela chegada da avó para interromper o sermão da mãe. O olhar que a Sra. Yeun lançou lhe fez ter calafrios, mas logo foi tirada do poder que o ohar exercia sobre ela quando a avó lhe puxou e he afastou da mãe.

    MiSoo nem ousou encarar mais a mãe depois que sua halmoni tinha mandado a filha ir para o camarote comose nem fosse uma adulta. Com certeza a Sra. Yeun deveria estar com muita raiva agora.

    Assim que a mãe se retirou, MiSoo abraçou a avó e agradeceu, aliviada de ter sido poupada de mais palavras duras de sua progenitora. Queria poder comer algo agora, o nervosismo e a ansiedade de novo lhe deixava com o anseio de por algo no estômago, mas naquele vestido era uma tarefa impossível. Teria que aguentar até o fim do evento. Até chegar em casa e poder tirar a roupa.

    Logo voltaram ao camarote e MiSoo sentou-se no lugar em que tinha deixado sua bolsa bege com detalhes dourados. Perto da avó e da prima. A ópera logo começaria e MiSoo nem teria tempo de pensar em tudo o que tinha acontecido no curto período em que ficara na sala VIP.

    Sua atenção logo se voltou ao espetáculo e a beleza nos cenários, efeitos e vestuário. Gostava de assistir esse tipo de entretenimento, ópera, teatro desde que não fosse muito chato ou maçante, exatamente como avaliaria se gostava ou não de algum filme, entretanto achava essa história um tanto densa demais. Não era algo que lhe agradava muito, mas podia asssitir. Não ia ficar a ópera toda dormindo ou olhando para o nada. O melhor era prestar atenção. Logo estava imersa na história

    Algumas partes eram bem interessantes e emocionantes, outras um pouco chatas e cheias de músicas que não faziam muito sentido para a garota, mesmo assim estava interessada o suficicente para acompanhar e se emocionar com a história.

    Depois de uma hora e meia de espetáculo, tinham finalmente chegado ao intervalo. MiSoo já estava cansada e com os olhos vermelhos de tanto chorar com as partes que considerava tristes - e talvez tenha chorado também um pouco por causa do sermão que levara da mãe em pleno teatro. Queria ir ao banheiro verificar o quão ruim seu rosto estava e tentar dar um jeito o mais rápido possível para não chamar  atenção de ninguém ali.

    Chamou a prima para lhe acompanhar e logo sairam do camarote para o corredor, no entanto, antes que chegassem ao seu destino, MiSoo visualisou Hyun Hee, andando logo à frente. Lembrou das palavras dele e sentiu-se envergonhada novamente, mas tentava se focar no fato de que ele não tinha lhe entregado - e que também mentiu sobre sua aparência para desviar a atenção da mãe. Queria aproveitar a chance e agradecer quanto à isso - afinal ele tinha a ajudado depois que ela jogou a jóia nele - mas o rosto vermelho do choro certamente não estava apresentável. Não importava, tinha que fazer isso logo antes que perdesse completamente a coragem ou desistisse ao lembrar que o objeto tinha sido  - PROVAVELMENTE - arremessado por ele, para começo de conversa.

    A garota engoliu os seco, ajeitou os ombros e tomou coragem para ir até ele agradecer, no entanto, quando chegou, virou o rosto na direção do colega, mas manteve os olhos baixos, na direção do chão, impedindo que o rosto fosse, de fato, visualizado. Não queria mais ninguém lhe vendo com rosto de choro. Principalmente mais um garoto!

    - Komawoyo... Por mentir. - falou meio baixo e de modo um tanto inseguro, mas assim que terminou a frase passou por ele e foi em direção ao banheiro para dar um jeito em seu rosto.
    Luxi
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Luxi em Ter Jan 02, 2018 8:42 pm

    Hyun Hee andava olhando um pouco para baixo e uma expressão desagradável. Sua dor de cabeça era a responsável pelo mau humor e ele só queria tomar um pouco de ar fresco e evitar as pessoas. Por isso, quando viu a aproximação de Misoo, achou (e torceu) para que não fosse confusão com ele e revirou os olhos, andando um pouco mais rápido, mas ela continuou vindo em sua direção, ao passo que ele parou para ouvi-la.

    Não queria participar de um novo barraco agora, mas não era como se controlasse quem ia falar com ele. Parou, com as mãos para trás e a observou. Ela estava acompanhada de uma garota lindíssima, que por si já tinha chamado sua atenção.

    Misoo olhava para baixo e com um humor bem mais recatado do que a menina que tinha jogado um broche nele. Lembrou um pouco do ar distraído que a menina andava na escola após o incidente da aranha, no dia em que as meninas tinham arrumado confusão com ela. Não que as duas coisas tivessem relação, mas talvez ela fosse do tipo que ficava cheia de remorso depois de fazer a louca e jogar coisas em alguém -- um pouco parecido com um certo “eu” que conhecia. Irônico se fosse esse o caso.


    Ele atenuou um pouco o olhar, embora a cabeça gritasse para que ela fosse rápida e não enchesse o saco dele, de certa forma ele lembrava um pouco da pena que sentiu dela, por ser um óbvio peixe fora d’água embora estivesse fantasiada de patricinha. Por esse motivo, quis ser paciente, mas a menina agradeceu daquela forma tristonha e saiu andando por ele.

    Hyun Hee franziu a testa e girou o corpo, segurando-a pelo pulso, por puro instinto, para pensar melhor o que ela tinha dito. Ele não tinha interpretado da mesma maneira que ela a parte do “mentir”, achou que se referia exclusivamente ao fato de não contar sobre o arremesso, não que estava fingindo que a achava bonita.  A postura desanimada da menina era um pouco desconfortável de se assistir, mas ele não entendia por que a garota estava daquele jeito, podendo até achar que era o efeito da ópera. Inclusive, tinha acabado de brigar com outra por não conseguir ter essa bola de cristal da mente feminina.

    - Ei, ei, ei. Espera aí. Tenho alguma noção do que você deve ter ouvido sobre mim, mas eu não vou te morder - falou para suas costas e a soltaria se sentisse que ela não estava tão arisca - Está tudo bem, não foi nada de mais. Eu sei como é ser pego arremessando objetos em sobrenomes pomposos - comentou com um certo humor ácido. - Seja mais cuidadosa da próxima vez que tentar se vingar de alguém. - forçou um meio sorriso, mas a mente não estava dando muita trégua para a conversa. Antes que ela se afastasse de vez, chegou a acrescentar, mesmo que tivesse que falar um pouquinho mais alto. -   A propósito, não fui eu quem jogou a joaninha em vocês. Então, se fizer algo do tipo de novo, vai se ver comigo    - o tom amistoso sumiu, com um certo prazer em fazer o papel do vilão, e ele estava pronto para continuar seu não-caminho.

    Natalie Ursa
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Natalie Ursa em Ter Jan 02, 2018 9:54 pm

    MiSoo sobressaltou-se ao sentir o pulso ser agarrado pelo colega de classe. Ficou alarmada com aquele gesto e tentou puxar o braço de volta para  si, para soltar-se das garras do ex-ketchup. Agora passava por sua mente que ele tinha mentido naquela hora apenas para ser bem pior depois, no caso, agora! O que poderia fazer? Precisava se afastar logo!

    MiSoo foi pega de surpresa pelo pedido de Hyun Hee para que esperasse. E a frase que vinha a seguir. Parou subitamente o observou pelo canto do olho. Um pouco incomodada com a palavra "morder", mas mais calma por não ter recebido nenhuma palavra maldosa ou ação mais drástica dele.

    "Ser pego arremessando objetos em sobrenomes pomposos"? Ela voltou a se lembrar do que tinha ouvido Mia e BoMi fofocarem sobre o garoto. Tinha arremessado uma garrafa na garota que foi sua namorada, não era isso?

    Apenas arregalou os olhos e continuou a ouvir, sem virar-se diretamente para ele, ma acabou fazer uma careta irritado quando mencionou que deveria ser mais cuidadosa ao se vingar.

    - Aish! Foi por impulso. Miane! - respondeu bicuda, finalmente se voltando para ele, respirando fundo e dando meia volta para ir embora.

    Até que o garoto falou mais uma vez. E MiSoo parou no corredor, de costas para ele, surpresa com suas palavras.

    -  Mworango? - fez o caminho de volta até ele - Não foi você!? Aigooo! Quem foi! Aishh! Mi--!!  - mas parou ao se dar conta do tom que ele tinha usado ao desferir tal frase à garota e do final da frase - Quem disse que vou fazer de novo!? - exclamou, bufou em irritação - Humph! - afastou-se dele com passos pesados e nada elegantes, voltando para a perto da prima - Vamos logo para o banheiro. - resmungou e tomou o caminho à frente dela.

    Após o banheiro iria conferir as mensagens no celular e finalmente iria atrás das amigas. Com sorte agora poderia encontrar EunBi também.
    Sky
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Sky em Ter Jan 02, 2018 11:01 pm


    - Como assim? O seu emprego não tava garantido de boa?

    -Err, mais ou menos. Eu continuei com a condição que ia mostrar que podia fazer as tarefas. Mas também, eu estou especulando. Pode não ser o caso. Aish, é complicado

    - Vou ver se desenrolo com o meu chefe uma vaga pra você. É que o gesso assusta, né? Você não pode mudar pra uma atadura ou coisa que pareça menos trágica?

    -Não não! Não precisa se preocupar com isso Kang. Eu vou dar um jeito - gostou que o amigo se preocupava, mas não queria dar esse trabalho todo a ele.

    -Nos primeiros dias estava dolorido, mas sem dor porque eu acostumei - o gesso e o braço imobilizado era só incomodo agora - Eu preciso voltar ao médico. Vou pedir pra ele colocar ataduras nos dedos, eu acho que o doutor ficou meio assustado com a cena toda e acabou imobilizando mais do que devia

    Tinha se perdido um pouco num devaneio próprio mas Kang já pensava...

    - Não tem porque ser desonesto, saca? Eu acharia burrice de sua chefe te mandar embora, sendo que você manda bem mesmo com um braço só. Enfim...Não fica assim, para tudo dá-se um jeito. Você também é bonito...Sei lá, é forte, devem te achar bonito.

    -Isso foi tipo um elogio? -arqueou as sobrancelhas

    E então Kang percebeu que a garota bonita almoçando era sua colega/rival.

    "Ahhhh, eu sabia que ele ia gritar!" por sorte não tinha chamado atenção.

    - A sua adversária tá comendo no meu emprego! E é uma gracinha, não tá vendo a oportunidade? Bora lá colocar pimenta na comida dela…

    -Ei, você tá andando muito com o Jae-ki! - parecia um plano vindo direto dele.

    - Sério, vamos lá, Won. Qualquer coisa, você pode seduzi-la e daí ela não terá coragem de tirar o emprego do amor da vida dela. Só não deixa a Bo-Mi saber. O que será que o Jae faria no nosso lugar?

    Won coloca a mão boa sobre a testa. Nem queria pensar na Bo-Mi mas será que ela sentiria ciúme ou nem ligaria?

    -O Jae-ki diria algo como "ah, meninas são sanguessugas e vão arrancar seu dinheiro e sua comida" e aí em seguida ele...é, melhor não pensar nesse exemplo

    - Péssimo exemplo. - Fez uma careta. - Só como frango frito se você pagar, só tenho dinheiro pra um suco.

    Concordou com uma careta também.

    -Olha Kang, eu não conseguiria seduzir ninguém nem se eu quisesse. Mas...você meio que tem razão - do que tinha tanto medo afinal? - Não tem problema conhecer a garota e se ela for minha rival de verdade...bem, quem sabe o que pode acontecer

    Andou para frente, um tanto receoso, mas com uma coragem que desconhecia a origem.
    Pediria ao amigo que pedisse o lamen na frente enquanto se aproximava da mesa.

    -Oi - acenou para ela, já que estava de fones de ouvido - Se importa se eu e meu amigo nos sentarmos aqui?

    Caso não houvessem objeções se sentaria na mesa.

    Won repentinamente se viu sem assunto.

    -Err, ei, gostou da minha recomendação? - comentou um tanto sem graça.

    Persephone
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Persephone em Qua Jan 03, 2018 2:11 am

    [WON-BIN]

    06/04/2019 - Sábado
    1 P.M.


    Kang olhou um pouco mais sério para Won enquanto ouvia sobre as especulações dele. Chegou a menear positivamente, como se estivesse entendendo a posição do amigo, mas logo deu um suspiro e passou a mão pela nuca.

    - Então relaxa, Won-Bin. Sabe, tem coisas na vida que não dependem só da gente. Se você está dando o seu melhor, mas eles não acham o suficiente, que se danem, então! Já falei que te arranjo uns bicos bons, eu posso até ver com meu irmão mais novo, se tem alguma vaga aberta pela área que ele gosta de ficar.

    O garoto era bem desapegado em relação a isso. Por muito tempo, ele tentou agradar todo mundo e só se ferrou. Então, passou a simplesmente deixar rolar, o que ganhasse era lucro. O emprego ali na loja foi por pura sorte e estava indo para a segunda semana, apenas. Mas estava gostando, pelo menos.

    O chefe dele era um velhinho doido, mas legal!

    Quanto ao braço, ele não soube opinar. Nunca tinha se quebrado assim, então não fazia ideia quanto tempo ele levaria ou coisa do tipo. Seu irmão, contudo, já tinha se quebrado todo porque era um pequeno capeta. Tinha noção da teoria, mas nunca sentira na pele. Pelo menos ficou tranquilo em saber que aquilo não incomodava mais, era apenas visualmente “impactante”.

    Incentivou o amigo a ir ao médico para rever isso mesmo.

    Mas em que tempo ele veria isso? Só se falasse com o pai no domingo ou depois. Porque tempo era algo bem escasso na vida desses jovens, atualmente e só ia piorar com o início dos famosos clubes.

    - Pode considerar um elogio.

    Kang piscou, rindo e fez todo aquele estardalhaço quanto à menina. Ao falar sobre Jae-Ki, ele não esperava por uma imitação tão fidedigna e deu uma deliciosa gargalhada porque podia ver o amigo esquentado em cada palavra que Won dizia.

    A risada de Kang era bem idiota, do tipo que contagiava e ele simplesmente não sabia se conter mesmo.

    Depois que se recuperou, Kang pensava num plano de ataque. Won falava daquele jeito e só fazia o amigo discordar, meneando negativamente a cabeça.

    - Você dá pouco crédito a si mesmo. O seu maior inimigo é você mesmo, Batbin. - Disse sério e então levou as mãos à cintura. - Falei pouco, mas falei bonito. Estaria K-Dragon virando um sábio eremita da montanha?

    Pelo visto não.

    A única coisa que o deixou chateado foi que perdeu o franguinho! Won era mão de vaca também, aparentemente. Pois preferiu ir lá falar com a menina do que comprar o frango pra eles. Bom saber...Bom saber! Mas Kang era um bom amigo e concordou em ir pegar - e cobrar depois - a comida deles enquanto Won seguia até a menina.

    Ji-Hyun estava pegando mais uma porção de lamen com queijo quando Won-Bin surgiu, acenando. Ela arregalou um pouco os olhos, escondendo a boca porque estava mastigando e puxou o fone do ouvido direito e meneou positivamente.

    - Claro! - Engoliu um pouco mais rápido e limpou os lábios com um guardanapo.

    Tinha mais duas mesas vazias por ali, mas aquela era a única com sombra boa, então ela imaginou que o pedido dele veio em função disso. Porém, não sabia que amigo era esse que ele estava falando. Chegou a olhar ao redor, mas Kang não estava à vista - Won podia imaginar se era de propósito ou não.

    A garota mexeu os hashis descartáveis e olhou para Won de novo. Deu um sorriso porque também não sabia o que dizer, mas pelo menos tirou os fones, indicando que estava disponível para conversas. Ele identificaria esse sinal bem simples, porque também era uma pessoa que vivia de fone, em seu próprio mundo.

    - Gostei. - Meneou positivamente. - O ajosshi foi bem solícito e o preço estava bom. - Avaliou o produto. - Foi uma boa recomendação. Komawoyo, Won-Bin-shi. - Disse enquanto mexia no macarrão e deixava um sorriso no canto dos lábios.

    Voltou o olhar para o braço dele, fazendo um pequeno bico e o encarou de novo.

    - Você foi bem legal hoje. Estava com um pouco de medo e nervosa, porque era o primeiro dia, mas me senti acolhida. Obrigada. Você nem precisava ter limpado o chão naquela hora e, mesmo assim, fez… - Escondeu os lábios e repousou os hashis, levando a mão até o colo. - Isso foi bem legal.

    Resumiu, sorrindo de novo daquele modo bem gentil.

    Kang ainda estava desaparecido. Provavelmente vai na fábrica pegar o lamen.

    [SUN-HEE]

    06/04/2019 - Sábado
    2:30 P.M.


    Kim ficou um pouco mais sério quando ouviu aquela ironia de Sunny. Sabia, desde o início, que em algum momento daquele dia, Sunny perguntaria sobre as impressões que ela sabiamente captou naquela primeira semana de aula. O garoto tinha se preparado para isso, pensava em ser o mais honesto possível com ela.

    Contar tudo.

    Como tinha sido a primeira vez que vira aquela garota quando era apenas um menino acompanhando a mão no trabalho ao fim de semana, porque não havia ninguém mais para ficar com ele. Como aquele tédio do escritório logo se tornou um parque de diversões cheio de criatividade e brincadeiras com a chegada dela. Antes mesmo de saber quem ela era, ele já a detestava.

    Mas não de verdade.

    Hyemin era muito mimada, irritante, mas havia alguma coisa naquele beicinho carente dela que o fazia aceitar as condições dela. Até que percebeu que não precisava mais de bicos para simplesmente saber o que ela queria, quando queria e porquê. Eram pedidos tão bobos e que a deixavam tão feliz que ele não via motivos para não fazê-lo. Queria muito contar à amiga como foram aqueles meses.

    Como ele queria que o fim de semana chegasse logo para vê-la. Que ela tinha sido uma pessoa muito importante em seu passado.

    E uma das maiores mágoas de seu presente.

    No entanto, na hora em que podia contar tudo, ele travou e se perguntou porque admitiria isso para Sunny? Para preocupá-la? Chateá-la? Para que ela sentisse pena dele? Não precisava disso. Não precisava remexer naquele baú, nem admitir que parte do motivo de estar naquele colégio, era por conta de Hyemin.

    Ainda que indiretamente.

    Ao invés de contar a verdade, Kim foi dominado por uma onda de raiva e resolveu despejar algumas palavras até mesmo rudes e cruéis para Sunny. Em sua defesa, podia dizer que não imaginava a profundidade dos sentimentos de sua melhor amiga por aquele “príncipe”. E em seu íntimo, podia dizer que era um péssimo amigo, porque além de cruel, também era mentiroso - claro que sabia que ela estava sentindo algo a mais. Quem aqueles dois queriam enganar, além de si mesmos?

    Porém, quando ouviu a ironia dela, ele percebeu que era a hora de parar com aquele jogo. Pouco a pouco, seus ombros foram relaxando, assim como ele demoliu aquela barreira para que Sunny não ultrapassasse o caminho. Kim a encarou de novo e suspirou.

    - Miane. - Disse de modo triste e sincero. - Não tem nada que me entristeça mais do que saber que fui mau com você. Então, miane...Eu não queria que...você ficasse triste. Enfim, toma mais um espetinho.

    Entregou o último porque ele também havia perdido a fome.

    Retirou os óculos, massageando o topo do nariz, na area dos sinos da face. Os olhinhos se fecharam, mas ele ouvia tudo o que ela dizia sobre não se meter nas brigas dela e esse tipo de coisa. Kim só meneava positivamente, ainda que não levasse fé em nada daquilo. Por um amigo, era capaz de levar uma caixa inteira de ovos na cabeça. Então, o pedido de Sunny não adiantava muito. Talvez funcionasse com Jae-Ki, mas não com Kim. Ele estava sempre mais perto do que uma ligação, então, era difícil que ele deixasse alguma situação passar.

    - Tenho fé de que não teremos mais problemas desse tipo, Sunny. - Colocou os óculos de novo e sorriu. - Não precisa nem pedir. Somos os Kim, não é? Fazemos parte de uma grande família.

    Riu da própria brincadeira deles e logo bateu as mãos para que ela acelerasse ali.

    - Você sabe que tudo isso, um dia volta, né? Toda essa comida que você acha que está num buraco negro do seu estômago, vai voltar para as suas bochechas. - Começou, de novo, as provocações.

    O nivel da conversa oscilava para as provocações e piadas, o que rendiam respostas sempre ótimas e risadas divertidas dos dois lados. Era muito melhor do que ficar sofrendo por conta do assunto anterior.

    - Eu não sou mão de vaca, eu sou justo. Você que é esperta. Quanto foi o sorvete? Sabe quanto foi a comida? - Começou a pegar a notinha e mostrou para ela. - Isso me dá direito a 5 cafés, só porque lá é caro. Hipster, né? Que nem você.

    Jogou a notinha na direção dela e já se defendeu do contra-ataque dela. “Defendeu”, né? Porque Sunny era mais forte do que ele e tinha uma mira melhor. Quando ela finalmente terminasse de comer toda a comida do mundo, os dois poderiam ir. Antes, contudo, Kim parou e apontou o chão.

    - Deita que eu vou te empurrando para você rolar pela feira e… AI, SUNNYAAAAA - Começou a “correr” dela.

    Mas não podiam abusar muito porque o lugar estava agitado. Segurou as mãos dela para que parasse até que só segurou o pulso e começou a circular pelo lugar. De barriga cheia era mais fácil pensar - ainda que batesse um pouco de preguiça. Agora Kim achou as HQs que queria e não apenas isso, vários livros de RPG e temática geek.

    Obviamente que depois iria aonde ela quisesse e veria todos aqueles clássicos melosos que ela gostava. Mas era bom ver que a feira era democrática sim e os dois podiam se divertir.

    Gastariam a tarde inteira andando de um lado para o outro e gastando uma boa quantidade de dinheiro.

    [JAE-KI]

    06/04/2019 - Sábado
    10:20 P.M.


    No fim das contas, os dois grupos estavam interagindo mais do que poderiam imaginar num primeiro momento. E até que se davam bem. Claro que Dan era o que mais falava e se expressava. Às vezes Kai soltava um comentário irônico e Rey tinha um tom de voz mais sério. Joon-Geun também falava como Jae, mas o mais novo acabou curtindo mais o papo. Jong-Suk conversava, mas não abria tanto a guarda.

    Quando os líderes de ambos os grupos retornaram, o grupo de Jae recebeu o convite para comerem juntos, mas, aparentemente, declinariam da proposta.

    May e Jazz não ficavam chateados por isso. Apenas se despediam, a ponto de sobrar apenas o grupo de Ji-Hoo ali. O líder de Jae queria ir embora, mas quando estava prestes a dar um passo, ouviu o pedido de Jae.

    Parou e voltou-se para ele. Kyung, JR também o fizeram, bem como Jong-Suk e Joon.

    - Sim, eu tenho horário, mas...O que foi? Está com algum problema em casa?

    Jong-Suk e Ji-Hoo sabiam bem qual era o tipo de problema que Jae tinha em casa. Os outros só saberiam se ele contasse, pois no fim das contas, Jae era mais ligado ao seu hyung do colégio e ao líder mesmo. Ji-Hoo pareceu um pouco mais preocupado - ainda que ao modo dele.

    - Fala, Jae, o que houve. - Jong-Suk fez sinal.

    Eles podiam esperar por qualquer coisa, menos por aquilo. Joon arregalou os olhos, JR foi dando um sorriso, Kyung também achou legal. Mas Jong-Suk encarou mais sério e Ji-Hoo cerrou os olhos - nunca era bom quando ele cerrava os olhos.

    - Mwo? - Arqueou uma das sobrancelhas. - Colégio de ricos?

    Agora ele se virava completamente, chegando a cruzar os braços e mexer um pouco o pescoço. Estava ficando um pouco tenso com aquela pequena bomba que estava explodindo bem diante dele.

    - Você passou com uma bolsa de estudos e não contou para a gente? - Jong-Suk mandou logo. - Não teve tempo não, Jae-Ki? - Parecia chateado com aquele “deslize”.

    - Qual colégio você passou, Jae-Ki? - Ji-Hoo disse um pouco mais apressado. - E por que não contou para a gente antes?

    - Estava com vergonha dos seus amigos? - Jong-Suk estava quase decepcionado e aquela atitude dele parecia muito quando Jae tirava conclusões precipitadas também. Porém, agora ele estava do outro lado.

    JR começou a ficar preocupado com Jae, assim como Kyung que logo se meteu. Joon não sabia o que pensar, só coçava o cabelo, pensando que o garoto era muito inteligente. Por que, então, estava naquele meio? Era inteligente, mas doido?

    - Ya...Peguem leve. A gente não teve tantas reuniões assim. - JR tentou colocar panos quentes.

    - É, foi um mês atípico, gente. - Kyung falou.

    - Existe um negócio chamado telefone. E o Jae-Ki já usou muitas vezes para fazer pedidos, não é? Independente da hora, agora para falar uma noticia importante dessas, ele espera quanto tempo? Há quanto tempo você já sabia?? Qual é a próxima notícia, que vai deixar a gangue??

    - Eu.Fiz.Uma.Pergunta.

    Ji-Hoo nem precisou alterar a voz. A aura dele já dizia tudo e foi o bastante para calar Jong-Suk. Nem mesmo JR ou Kyung quiseram ficar na frente depois disso. Ji-Hoo coçou a sobrancelhas de levinho e encarou Jae com aqueles olhos castanhos meio avermelhados.

    - Qual colégio?

    Faria diferença? Seus amigos já estavam putos! Mas Ji-Hoo parecia achar aquela pergunta crucial.

    [NATIONAL THEATER OF KOREA]

    06/04/2019 - Sábado
    10 P.M.


    Nem mesmo os elogios do herdeiro Park foram o suficiente para aplacar a fúria de Hyo-Jin. Sabia que ele mentia por mera educação - pelo menos quanto ao incidente do objeto que a filha arremessara, pois ela concordava que MiSoo estava lindíssima naquela noite. Infelizmente, a chegada dela também tinha cortado todo e qualquer momento que MiSoo criara com Gyu-Sik ao segurar a mão dele também.

    Tudo o que restou para ela, naquele instante, era receber a retaliação daquela que deveria protegê-la e amá-la. Hyo-Jin não poupou esforços para humilhar a própria filha e teria feito muito mais, se não fosse pela chegada da própria mãe.

    MiSoo teve a Ópera como desculpa perfeita para deixar que as lágrimas rolassem por seu rosto. Ninguém a julgaria por se emocionar. O primo a encarou, vez ou outra, mas foi a prima quem forneceu o lenço para que ela secasse discretamente as lágrimas. No fim do 1º ato, a mãe dela disse.

    - É sua chance de se redimir. Ajeita essa maquiagem porque você vai tirar fotos.

    Não foi um pedido, foi uma ordem. E ela não esperou pela filha dessa vez, pegando o braço do marido e seguindo com o irmão. A avó de MiSoo suspirou, meio cansada, mas também se retirou e daria o tempo que a neta quisesse. Ji-Eun ficou ao lado dela, o tempo todo. Não sabia o que dizer, mas achava que a presença já pudesse dizer muita coisa. Logo as duas tomaram o corredor e foram surpreendidas pela presença de Hyun-Hee.

    Ele estava bem ali ao lado, esse tempo todo!

    MiSoo aproveitou para falar com ele. Precisava agradecer pela “mentira” e, novamente, ele a surpreendia, sendo extremamente gentil. Mesmo que no fim, ele tivesse mostrado uma parte do “Hyun Ketchup”. Aparentemente, Bo-Mi estava certa sobre ele ser um “oppa” agora. Oppa Ketchup, mas Oppa.

    Ji-Eun não se meteu na conversa, mas acompanhou a prima até o banheiro do segundo andar. Lá dentro, ela ajudou a retocar a maquiagem e ajeitar o cabelo. Em menos de cinco minutos, estavam prontas para retornar. Dessa vez, Ji-Eun prometia que não sairia de seu lado.

    No terceiro andar, outra dupla também se encaminhava para o banheiro. A Ópera de Hyemin foi insana como um sonho. Em pouco tempo, ela conseguiria esquecer aquelas imagens loucas, mas até lá, teria que conviver com o sorriso provocante de Sunny e MiWoo dando o cavalo para MiSoo - que galopou para longe dali.

    Em algum mundo, essa história faria algum sentido, mas não nesse.

    Felizmente, ninguém tinha visto que ela dormira na poltrona - e ela também não tinha babado. Além da confusão de sonhos, Hyemin também estava diante da grande confusão de mensagens e informações que ela tinha enviado.

    Ela se lembrava disso?

    Porque agora seu celular estava abarrotado de mensagens. Mas primeiro, o retoque no banheiro. Sunyoung a acompanhou e as duas trocaram dicas de maquiagem enquanto se admiravam. Eram duas peças belíssimas, ainda que cada uma tivesse seu próprio destaque. Nem foi necessário gastar muito tempo ali, pois logo poderiam seguir, finalmente, até o salão VIP.

    Salão de Hyun-Hee chegou primeiro.

    Agora havia um painel com patrocinadores, muito bem montado ali num dos cantos, onde as mulheres mais bem vestidas tirariam fotos exclusivas para a revista. No momento, era o casal 20 da Coreia - Myeon e Shin-Hee - faziam isso. Diferente do que ele tinha percebido na primeira vez que fora até ali, a sala estava muito mais cheia, ainda que fosse um ambiente bem espaçoso.

    Garçons bem vestidos também desfilavam com canapés e bebidas.

    Não demoraria para que ele reconhecesse algumas pessoas: Eun-Na estava deslumbrante num vestido azul marinho, mexendo no celular e próxima a Jimin - igualmente deslumbrante num vestido dourado. Jong-In estava ao lado do pai, apesar dos olhos dele estarem em outro lugar.

    Caso olhasse, logo veria para onde: Chaeyoung. Mas dessa vez, a joaninha não estava sozinha. Estava na companhia da filha do diretor, uma bela jovem que era “novata” do 2º ano e tinha a constante presença de Wang Myung-Hee ao seu lado. Dessa vez, contudo, estavam apenas as duas.

    Enquanto olhava ao redor, ele sentiria uma presença se aproximando ao lado dele. O perfume já indicava que Moon Eun-Joo (vestido)estava à caminho, mas o suspiro ao lado dele confirmou.

    - Está muito bem hoje, Hyun-Hee. Fico feliz em ver que...mesmo que pouco a pouco, você esteja voltando para o lugar ao qual sempre pertenceu.

    Sorriu para ele, mas não ficou o suficiente para ser agredida ou coisa do tipo. Ela foi andando até Jimin e Eun-Na.

    Os gêmeos Yoon também estavam ali e agora tinham a companhia daquela que era conhecida como: a garota mais bonita da sala, quiçá da escola. Choi Eun-Bi era, de fato lindissima até sem maquiagem. Mas naquela noite, ela não parecia ser a pessoa mais radiante. O vestido preto talvez ajudasse um pouco nessa impressão que ela passava, mas o semblante também parecia desanimado.

    MiSoo não demoraria a ver seus amigos ali quando chegasse com a prima. Eun-Bi foi a primeira a vê-la e, apesar dos olhos vermelhos e a expressão triste, sorriu para MiSoo. O grupo trocou algumas mensagens no celular, mas estavam tão perto que era melhor falarem diretamente. Eun-Bi acenou, mas não esperou que MiSoo viesse. Ela mesma correu até a amiga e a abraçou, como se precisasse muito daquele abraço.

    Fechou os olhos e suspirou enquanto a abraçava.
    Mas logo arregalou os olhos e se afastou um pouco.

    - Parei, parei! Você está tão linda! Desculpa por ter amassado seu vestido. - Fez um beicinho, mas forçou outro sorriso.

    Bo-Mi também se aproximava, mas Gyu mantinha uma distância. Ele contemplou MiSoo de longe, mas logo abaixou a cabeça e pegou a primeira taça com suco que viu por ali. Sooyeon ainda não era vista.

    Enquanto descia para a área VIP, Hyemin poderia ler as mensagens.

    Yewon estava ensandecida e não tinha parado de mandar mensagens. Foi só quando Yerin mandou ela parar ou a expulsaria do grupo que a garota parou - mas continuou no pvt. Mandava textos e audios frustrados, porque agora queria, porque queria saber o que Jung-Mi tinha com MiSoo e porque Hyemin não contou antes!!

    Já Jung-Mi, respondeu

    “Olá, Min-Ah! Eu não fui porque iria sozinho. Meu tio está fora da Coréia e eu também acordarei cedo amanhã para uma pequena viagem particular. O que houve? Está tudo bem aí? Por que precisam de mim? O.o”


    Com a resposta dela depois, ele disse.

    “Hm...Tá. Tá bem, então. Boa Ópera para você”


    Já Yerin, mandou outro tipo de mensagem

    “Não sabia que Jung-Mi gostava mesmo da MiSoo, mas nesse caso, faça o: lê e esqueci de responder. Não fica se martirizando por isso. A Yewon é irritante quando o assunto é Jung-Mi. Ignora que depois passa.”

    Mas ela não comentou absolutamente NADA sobre a “melhor noite da vida de Hyemin”. A garota podia achar que ela não tinha lido, por conta do volume de mensagens que floodou o grupo. Mas era óbvio que Yerin lera, porque ela sempre lida tudo. Só não comentou porque realmente não engolia MiWoo.

    E por falar nele…

    Independente de quantas pessoas estivessem naquele lugar, os olhos de Hyemin passariam a buscar pela gravata vinho. Não demorou para que ela achasse. O futuro noivo estava esplendoroso, conversando com pessoas importantes ao lado do pai dele. Tinha uma taça de champagne em mãos e, assim que os olhos dele a detectaram tambem, sorriu e brindou à presença dela.

    Sunyoung estava ao lado de Hyemin e procurava pelo outro Wang: Myung-Hee. O bico dela foi ficando pronunciado ao perceber que ele estava se dirigindo até duas garotas. Sabia muito bem quem eram: a filha do banqueiro e a nova Wang. Mas não gostava nem um pouco do fato deles sempre estarem juntos.

    Precisava fazer algo para separá-los.
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Gakky em Qua Jan 03, 2018 12:07 pm

    Jae-ki observava a reação dos hyungs e logo viu que não eram nada boas. Até Jong-Suk parecia ter ficado chateado, a pergunta dele pegou Jae de surpresa. Mal conseguia responder porque eles o enchiam de mais perguntas. Não teve intenção ruim ao esconder isso deles, mas agora parecia que tinha feito algo muito errado. "Otoke... Aishii... Eles estão exagerando..." Jae-ki só não queria contar até certeza, tudo sempre dava tão errado, não queria contar vitória antes do tempo. Agora que tinha contado começava a se sentir encurralado. JR tentou ajudá-lo intervindo e Kyun também, mas a resposta de Jong-Suk em seguida fez o coração de Jae gelar. Era seu melhor amigo ali falando assim e com raiva dele. Eles não deveriam estar felizes com a notícia? Não foi como tivesse mentido, só demorou a contar.

    - Hyun... - Tentou falar.

    Mas as próxima palavras de Jong-Suk o deixaram boquiaberto, sentia como se Jong-Suk estivesse jogando as coisas que fez na sua cara, mas o que fez sua espinha gelar foi ouvir a parte do "deixar a gangue". Talvez porque isso tenha passado algumas vezes em sua cabeça, será que seus amigos estavam sentindo ele fraquejar? Agora via que tinha errado muito ao esconder sobre a bolsa, não iria gostar se um amigo fizesse isso. Tinha errado e agora devia muitas explicações. Porém o que o chamou atenção foi a insistência de JiHoo ao querer saber o nome da escola.

    JiHoo sabia ser assustador mesmo sem gritar, o olhar dele fez todos se calarem e Jae-ki ver que estava ferrado. Mas não entendia porque o líder queria saber tanto sobre o nome da escola. "Jiral... E se eu contar o nome e ele for lá me tirar de Wangjo? JiHoo não faria isso, faria? " Jae-ki não sabia o que fazer, deveria contar mesmo o nome da escola? Wangjo novamente parecia afetar a sua vida. Será que tinha dado tanto valor a bolsa que estava começando a ficar egoísta como aquele ricos que tanto detestava? Devia ter confiado nos seus hyungs desde cedo, por que não fez isso? Odiava quando o tratavam como alguém não confiável, e agora tinha feito o mesmo. Do que teve medo ao não contar? Várias perguntas assim começavam a se passar na mente de Jae-ki. Confiança era algo difícil de se conseguir, mas muito fácil de perder, ele não queria perder isso dos hyungs, mas tinha pisado na bola.  

    Jae-ki tentou avaliar as opções, poderia esconder o nome da escola por segurança, não queria arriscar o futuro da irmã, mas JiHoo ficaria louco se não tivesse uma resposta. Além disso, tinha que reconquistar a confiança dos amigos e como faria isso se começasse não confiando neles? Apesar de tudo, foram eles que tinham ficado do seu lado como Jong-Suk havia lembrado dos seus pedidos... Cada vez ele percebia também como era ruim dever as coisas, mesmo que fossem favores, pedir ajuda nunca era de graça. Tava na cara que tinha se tornado aquele garoto que vivia pedindo e incomodando, o que quando ligava era só pra pedir e falar de problemas. Queria mudar isso, mas agora havia outra coisa pra decidir. Não demorou pensando demais, Jae-ki sabia o que fazer, só esperava que isso resolvesse as coisas com os amigos, embora soubesse que seria difícil. Seus hyungs nunca tinha falhado com ele, então não podia falhar com eles agora.

    - Foi mal hyungs, eu fiz merda... - Olhou novamente para JiHoo, o olhando nos olhos, não por afronta, mas pra passar seriedade e respondeu - O nome da escola é Wangjo...

    Ele queria perguntar no que isso importava tanto, mas queria também se explicar e com certeza não era um momento para questionar o JiHoo, abaixou a cabeça e depois de morder a boca começou a tentar se explicar sem gritar:


    - Eu não contei que fiz a prova porque não sabia se ia passar, nunca tinha feito algo assim antes. E tinha mais chances de eu não conseguir mesmo. Qual é caras... Vocês me conhecem! São dois anos juntos! Eu não menti e nem ia ficar sem contar. Eu só não queria contar mais um fracasso. Sabem é como é fácil as coisas darem errado. Desde o começo eu já queria contar, só esperei para ter certeza e deu tanta coisa errada que demorou a eu saber se ia ficar mesmo ou não... Eu só conto problemas... Só dessa vez queria que fosse algo bom... Quando eu comecei a estudar, eu queria contar, sério! Só que não queria que fosse por ligação, achei que era importante demais para falar no celular e só hoje mesmo que nos encontramos. Vocês sabem, eu tô cansado dessa miséria, eu quero um dia poder pagar minha própria internet. Eu até mandei um sms para avisar o JiHoo que tinha algo pra dizer, eu não planejei não contar! Vocês sempre serão meus hyungs, eu juro que não ia esconder. Eu sei que peço coisas demais, mas eu nunca faltei quando me chamaram. E não é como se eu tivesse mentido... Eu sei que deveria ter falado antes apesar de tudo, eu errei. O que eu posso fazer para reparar essa merda?  
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Natalie Ursa em Qua Jan 03, 2018 3:03 pm

    MiSoo não percebera que o primo lhe encarou em alguns momento, mas ficou muito grata com o gesto da prima de lhe entregar o lenço para secar o rosto e agradeceu.

    A ópera chegava ao sei intervalo. MiSoo sabia que não podia escapar do “pedido” da mãe. Teria que retocar a maquiagem, na verdade já imaginava que a mãe lhe incomodaria sobre isso antes de ouvi-la. Por isso já planejava ir ao banheiro fazer isso mesmo.  Só não estava muito animada para tirar fotos. Já tinha tirado antes aquelas importavam bem mais do que as que a mãe desejava que MiSoo tirasse.

    Ela apenas acatou às palavras da Sra. Yeun e pediu para que a prima Ji-Eun lhe acompanhasse.

    No caminho pelo corredor acabou tendo a conversa esquisita com Hyun Hee ao agradece-lo por não ter dito nada à mãe. É verdade que não tinha adiantado nada, pois aparentemente a mãe já tinha conhecimento do que hava acontecido, mas o importante ali fora a atitude do colega Apesar de segura-la repentinamente pelo pulso, Hyun Hee pareceu inusitadamente gentil e diferente do que imaginava que ele era, pois apesar de MiSoo nunca se fiar em fofocas, não houveram bons exemplos vindos dele até então.

    Infelizmente no meio da conversa houvera uma frase que tinha soado como uma espécie de ameaça, ou então uma provocação e acabou irritando a garota que, apesar de estar disposta a bater mais boca sobre aquilo, não queria ficar ali no meio do corredor com o rosto marcado pelo choro.

    Irritada, MiSoo dirigiu-se com a prima – que preferiu não se meter na conversa dos dois - para o banheiro.

    MiSoo conseguiria ajeitar o cabelo sozinha, mas maquiagem não era muito seu forte e depois, com a companhia da prima, ainda teria alguém para lhe ajudar caso o sapato começasse a lhe incomodar ainda mais.

    Não ficaram muito tempo no banheiro. EM pouco tempo já se dirigiam, mais uma vez à sala VIP. MiSoo ainda queria ficar com as amigas. Até disse que a prima não precisava ficar com ela se não quisesse, mas aparentemente Ji-Eun preferia acompanhar sua prima desta vez sem sair de seu lado. MiSoo concordou e as duas foram atrás do pessoal.

    MiSoo logo encontra os amigos e se dá conta que EunBi desta vez também estava ali. A garota se animou e sorriu alegremente com a visão.  A dupla se dirigia até eles, mas EunBi fora mais rápida ao chegar nas duas e dar um apertado abraço que fora correspondido na mesma intensidade.

    - EunBi-yah! Que bom que está conosco agora! – comemorava enquanto abraçava a amiga, sem ter percebido ainda como estava seu rosto.

    EunBi rapidamente lhe solta não querendo amassar o vestido de MiSoo.

    - Aish! Não se preocupe. Esse vestido é praticamente fechado à vácuo, impossível de amassar! – respondeu em um tom bobo e brincalhão – Não sei nem como vou tirar ele depois! – deu um grande sorriso, mas acabou percebendo o estado do rosto da amiga e o rosto tornou-se sério outra vez – Komawo pelo elogio, EunBi-Yah... Mas... O que aconteceu? Você está bem? – pousou as mãos gentilmente no rosto da amiga para vê-lo mehor – Algo de errado? – já estava ficando um pouco nervosa e preocupada de ver a amiga assim.

    Também ergueu um olhar inquiridor à BoMi, que se aproximava das duas, mas não chegou a prestar atenção no irmão gêmeo dela naquele momento.
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Sky em Qua Jan 03, 2018 3:51 pm


    - Então relaxa, Won-Bin. Sabe, tem coisas na vida que não dependem só da gente. Se você está dando o seu melhor, mas eles não acham o suficiente, que se danem, então! Já falei que te arranjo uns bicos bons, eu posso até ver com meu irmão mais novo, se tem alguma vaga aberta pela área que ele gosta de ficar.

    Won apenas assentiu com a cabeça. Queria ter esse nivel de tranquilidade do amigo nesse assunto, talvez tivesse o que aprender com o amigo também.
    Afinal ele tinha arranjado um emprego sozinho, com um chefe legal.

    "Acho que eu tenho de falar com meu pai pra ir domingo no médico novamente" teria de quebrar o silêncio que havia entre os dois nesses últimos dias. Não seria simples mas tinha de tentar voltar a ter aquela relação com o pai...

    Pelo visto Won imitava Jae-ki muito bem. Riu junto de Kang depois de falar, mais porque a risada de Kang era engraçada também.

    - Você dá pouco crédito a si mesmo. O seu maior inimigo é você mesmo, Batbin. - Disse sério e então levou as mãos à cintura. - Falei pouco, mas falei bonito. Estaria K-Dragon virando um sábio eremita da montanha?

    -Talvez quando você tiver alguma barba, engordar um pouco e ter mais uns cinquenta anos. Talvez - respondeu brincando mas sabia que Kang tinha razão. Se Won queria vencer suas lutas o primeiro oponente a ser derrotado era ele mesmo - Vamos mestre Myagi

    Com coragem Won se aproximou de Ji-Hyun enquanto Kang ia pegar a comida.

    Tinha pegado ela de surpresa mas ela era educada e até tirou um dos fones de ouvido para falar.

    - Claro! - Engoliu um pouco mais rápido e limpou os lábios com um guardanapo.

    Kang tinha desaparecido completamente.

    "Cade você cara? O que eu falo agora? Aiiish, é de propósito, não é?"

    Ela também não parecia saber bem o que dizer agora. Won sorriu também e notou que ela tirou os fones de ouvido.

    "Que tipo de música será que ela ouve?" imaginou.

    Com a pergunta se ela tinha gostado da recomendação acabou quebrando o silêncio.

    [quote- Gostei. - Meneou positivamente. - O ajosshi foi bem solícito e o preço estava bom. - Avaliou o produto. - Foi uma boa recomendação. Komawoyo, Won-Bin-shi. - Disse enquanto mexia no macarrão e deixava um sorriso no canto dos lábios.[/quote]

    -Haha, não foi nada. Se meu amigo não trabalhasse aqui eu nem saberia onde almoçar no meu primeiro dia, esse lugar parece uma cidade própria...

    Ela olhou pro braço engessado. Won já tinha se acostumado aos olhares dos outros sobre o braço, mas a garota parecia ter visto algo além. Ou concluiu algo.

    - Você foi bem legal hoje. Estava com um pouco de medo e nervosa, porque era o primeiro dia, mas me senti acolhida. Obrigada. Você nem precisava ter limpado o chão naquela hora e, mesmo assim, fez… - Escondeu os lábios e repousou os hashis, levando a mão até o colo. - Isso foi bem legal.

    Won sentiu as orelhas ficarem quentes. Ficava meio sem graça.

    -Ah aquela hora... - coçou a nuca com a mão boa - Eu não consegui ver o que aconteceu e não fazer nada. Eu já me acostumei com o jeito dessas pessoas, mas não achei justo que fossem te tratar daquele jeito logo no seu primeiro dia...você está fazendo um bom trabalho, devia ganhar gorjetas e não as caretas de mulheres ricas

    Acabara falando mais do que queria mas sorriu para tentar deixar aquela situação passada menos chata possível.

    Olhou de soslaio e Kang ainda estava desaparecido.

    -Err, então...como acabou parando nesse emprego? Digo, você viu a o aviso em frente com a vaga também? - acabou sendo direto, sorriu para disfarçar o nervosismo. O coração parecia que ia sair pela boca e nem sabia o porquê.

    Como a pergunta podia ter sido direta demais, depois da resposta Won faria outra pergunta, mas mais descontraída.

    -Gosta bastante de música também? - apontou para os fones de ouvido - Eu acho que não consigo andar por aí se não escutar nada haha. O que gosta de ouvir?

    "Olha só Won, com um pouco de esforço, mais uns anos, você vai até parecer uma pessoa normal conversando. KANG EU TO COM FOME, CADE VOCE!?"


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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Luxi em Qua Jan 03, 2018 4:26 pm

    - Uma garota maluca. Não tem importância - respondeu simplesmente. Não revelaria quem tinha sido o verdadeiro culpado, até porque ela não acreditaria, mas se tivesse algum interesse, seria fácil de concluir. Deu de ombros e deixou que ela fosse.

    Era uma boa garota. Por isso ainda sofreria bastante na mão dos colegas, concluía. Hyun Hee continuou seu caminho. Era bom que alguém pedisse desculpas para variar. Será que aquela louca que arremessou a joaninha primeiro teria a capacidade de fazer o mesmo? Não… provavelmente Misoo tinha feito aquilo porque era sua donsaeng, por respeito. Chaeyoung não lhe devia nada, nem os favores, que ela fez questão de gritar na sua cara que não.

    Quando chegou na sala VIP, ela estava bem mais desagradável. Era uma dualidade curiosa que existia nele, embora gostasse de ser o rei do pedaço, preferia ficar sozinho, olhando o reino de cima. Desse jeito, era muita falsidade em potencial para gastar e sua cabeça não estava muito a fim de elogiar mais um vestido! Por “sorte”, a realeza de verdade já estava por ali, então os puxa-saco em potencial provavelmente estariam dando atenção para o casal do ano e o deixariam em paz. Bendita hora em que pintou o cabelo e pode se misturar mais.

    Destacando-se no salão, EunNa com certeza não mostrava metade de sua beleza quando estava de uniforme. Tinha vontade de falar com ela, mas a seu lado estava uma garota realmente espalhafatosa. Riu de leve ao ver Jimin, que ofuscava um pouco a colega. Combinava demais com ela querer aparecer mais do que o lustre da ópera em dourado. Ele lhe daria um sorrisinho simpático e sedutor de longe, caso trocassem olhares, mas não se aproximaria. Era duas mulheres contra um homem cansado e com dor de cabeça.  

    Seu amigo também estava por ali, sem falar com mulheres, ou melhor dizendo, uma em especial. Mesmo assim, ele foi cuidadoso se seguir seu rastro de visão e se irritou um pouco ao ver para onde ele olhava. Pelo menos Chaeyoung não estava em má companhia. Tinha ali a filha do diretor e o Wang que capturou a aranha. Deu um pequeno sorriso. Ótimo. Assim tudo bem.

    “O quê? Dane-se, ela fala com quem ela quiser.” , completou mentalmente, ao notar sua própria satisfação com a cena.

    Concluía que não queria conversar ali dentro, quando o perfume nostálgico chegou perto.  Ele virou o rosto e a mediu sem querer. Suspirou, cansado. Já não sabia o que sentir em relação a ela. Era estranho pois, da vez que jogou a garrafa na menina, sentia raiva de seu passado e de ter voltado, depois queria esganá-la por maltratar Chaeyoung, então sentiu saudade de seu colo e teve vontade de ir até sua sala. Agora… era simplesmente confuso. Não tinha paciência para ouvi-la com seus papos, mas ela ainda tinha uma aura sobrenatural que o fazia parar para ouvir. Não dava para simplesmente dar as costas para ela sem nem parar para uma briguinha, ou para olhar seu rosto. Ela ainda era linda e ainda tinha… alguma coisa. Mesmo sendo tudo o que ele não queria. Ou queria? Não conseguia definir isso direito, mas a verdade era que era muito difícil desapegar da vida antiga quando ela estava bem perto e as coisas pareciam mesmo ter quase voltado ao normal, como ela dizia. Sabia que não era real, no entanto.

    - Meu cabelo fez tudo isso?   -  deu um meio sorriso cínico e, quando ela estava indo embora, ele falou um pouco baixo. - É, eu realmente pintei para te agradar - comentou com ironia e revirou os olhos.

    Sua ex não tinha que ficar feliz de ver nada. Ela não estava ali participando de verdade do que estava acontecendo com ele. Se soubesse de seus reais pensamentos, ela o desprezaria, como já tinha demonstrado que faria quando discutiram em outras ocasiões.

    Ele observou a concentração de garotas ali no meio e resolveu deixar quieto. Nenhuma das meninas agia naturalmente quando Eunjoo estava por perto. Quando namoravam, achava aquilo até um pouco triste, porque a menina vivia em uma fantasia. Ele não gostava muito de andar com o grupo unido, porque sabia muito bem quem eram aquelas meninas quando sua namorada não estava por perto. Enquanto estavam bem e juntos, ele era bastante leal ao compromisso que tinha com ela, então esse tipo de atitude traiçoeira o incomodava, mas como terminavam algumas vezes, ele podia fazer besteira também, então acabava se tornando cúmplice e era por isso que Eunjoo nunca sabia de nada.

    Também chegava ali o grupinho de Misoo. Não se preocuparia em olhar naquela direção. Já não tinha mais assuntos a tratar com aquele pessoal e ele não era do tipo que fazia muita questão de espalhar a verdade aos quatro cantos. Tudo bem que pensassem que foi ele, ele apenas contou à garota porque teve uma oportunidade.

    Hyun Hee aproximou-se então do melhor amigo e o pai. Deu um toquinho em seu ombro, propositalmente para tirá-lo daquele transe de cima de Chaeyoung e até se posicionou de forma que o obrigasse a olhá-lo e tirar aquela maldita aura de urubu carnicento de cima da joaninha. No rosto, no entanto, só havia alegria! Fez uma reverência ao pai dele, com um sorriso no rosto, bem amistoso.

    - JongIn, oppa! Nem te vi quando cheguei. Já estava com saudades. - brincou um pouco, como se fosse namorada dele ou algo do tipo.

    Luxi
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Luxi em Qua Jan 03, 2018 5:34 pm

     Hyemin acompanhou sua sunbae de Moda para o banheiro e se divertiu bastante falando sobre maquiagens. Sentia um orgulho pessoal de conseguir conversar de igual pra igual em algum assunto com uma veterana. É claro que nunca achava que sabia mais do que ela, especialmente em relação a moda, então ouvia com admiração mesmo bobeiras sobre qual paleta de cores Naked da Sephora era a melhor.

    Satisfeita por estar com a aparência intacta, saiu falante com a menina, feliz com sua presença e já considerando a grife que abririam. Algo como SunMin e uma tipografia diferente para cada nome. Ficaria responsável pelos vestidos românticos. Quem sabe a linha de casamento? Afinal, após seu casamento com MiWoo, seu vestido seria o mais comentado da Coreia e isso impulsionaria sua carreira também.

    Enquanto desciam para a sala VIP, ela aproveitou para checar o telefone. Afinal, tinha que avisar EunNa que estava chegando ali também. Viu a mensagem de Jung Mi, mas ficou aliviada por ele ter desconversado. O nome de Yerin com a bolinha de notificação a fez ficar com medo da resposta, mas a amiga foi bem tranquila por sua pequena omissão. Ou talvez ela estivesse mais quieta porque estava enciumada por causa de seu noivo. Realmente, se ela estivesse lá, talvez desse um pouquinho mais de atenção para MiWoo, mas nunca deixaria Yerin de lado! OK, tá bom que se MiWoo quisesse dar uma volta, ela simplesmente tinha que priorizar, mas isso era porque não estavam nunca juntos! Um dia a amiga se acostumaria com isso.

    “Ufa!! Vou fazer isso.
    Obrigada, Riiin ♥️
    Como estão as coisas no jantar do seu pai?”


    Não pediu desculpas para Yerin nesse momento por não ter contado, mas provavelmente teria que fazer isso no colégio depois.

    Ela viu as mensagens no privado que a amiga tinha mandado e fez uma careta. Yewon era muito assustadora mesmo. Será que queria ouvir o histerismo dela pessoalmente? Devia realmente ignorar, mas enquanto aquelas mensagens estavam ali acumulando, ela não conseguia ignorar.

    “Na escola eu conto. Calma, Won-Ah!. Não é nada de mais, prometo.
    Vou encontrar as meninas”


    Escreveu e botou a conversa de Yewon no silencioso.  Como queria saber lidar com as pessoas com o mesmo talento de Yerin! Mas a amiga estaria ali para ampará-la de novo quando se encontrassem ao vivo.

    Falando em ao vivo… EunNa estava ali no meio com as meninas do segundo ano. Hyemin obviamente seguiria para aquele canto, mas antes seu rostinho procurou por uma gravata vinho, isso se não encontrasse um cavalo antes. Que ideia era aquela? Avistou Misoo e seu vestido lindo exclusivo e fez um bico. Da próxima vez ela não podia dar margem àquele tipo de coisa.

    Ela também ficou super animada por saber que estavam no mesmo lugar que Shin e Myeon, para quem gostaria muito de desenhar um vestido, mas tinha nascido alguns anos atrasada. Estava louca para tirar uma foto com eles, mas, como um radar de casal, encontrou seu amor metido em assuntos importantes com o pai dele e o admirou por tempo o suficiente para que ele a visse. Hyemin suspirou ansiosa e sorriu, dando um tchauzinho para ele.




    A menina ficou parada olhando para ele, na expectativa que ele fosse até ela conversar. Sim, porque por mais que quisesse se aproximar, sabia que ali no meio daquelas pessoas importantes, não era o ambiente para ela. Primeiro, porque não queria exatamente atrapalhar - ela nunca ficava com o pai quando ele estava rodeado de pessoas pomposas. Não ficava com ele nem quando o visitava no trabalho! Depois, mesmo que se infiltrasse ali, não teria o que conversar com eles. Dinheiro? Negócios? A própria peça? Não saberia falar sobre nada disso. Só se dava bem com… meninas da sua idade ou gente como Sunyoung, que tinha um gosto aflorado de moda. Fez um biquinho e assim que ele virou para continuar conversando com as pessoas importantes, a mão morreu também, indo até o vestido para disfarçar, pegando um pedacinho dele para caminhar.

    Suspirou. Gostaria de ser daquele universo também, chegar ali com alguma frase inteligente, mas achava tudo muito chato. Bem, ela também tinha suas amigas para conversar e seu noivo tinha obrigações maiores ali no meio. Estava tudo bem. Torceu o lábio, concordando consigo mesma e respirou fundo.  Depois que terminasse o assunto, MiWoo iria até ela, com certeza, e aí eles tomariam suco e ela poderia descobrir alguma coisinha a mais sobre ele.

    - Ahn.. Eu vou ali com as meninas, unnie. - avisou para Sunyoung, convidando-a também a participar, de certa forma, mas não sabia se ela preferiria ir até Wang MyungHee, então a deixou. - Nana!

    Ao chegar perto de EunNa, já abriu um sorrisão, curvando-se para suas veteranas. Estava muito orgulhosa de ver que a menina tinha ficado incrível com seu look. Fez um sinal de positivo para a amiga, aprovando-a.

    - Eunjoo-unnie, Jimin-unnie! Que legal encontrar vocês aqui! Estão tão lindas~~  Dourado é tão a sua cor, unnie, ficou incrível com o cabelo.  Uau, vocês duas estão até um pouco combinando . Esse azul está tão na moda! - sorriu simpática, mas não queria ter aparecido na festa com um vestido parecido com ninguém. - Como estão? Aigoo, vocês sabem se a peça demora muito mais para acabar? Parece que passou uma hora e meia, o que mais eles têm pra mostrar? - choramingou. - Se não fosse pelo meu oppa aqui, eu realmente não sei se teria vindo - fez uma careta. - Tá, meu pai me obrigaria, mas ah! Vocês viram que meu noivo está usando uma gravata combinando com o meu vestiiido? - sorriu fofinha, com as mãos no rosto. - Ah sim, e eu estou no camarote com a Han Sunyoung-sunbae, não é legal? Acho que ela foi conversar com o Wang Myung-Hee-shi.


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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Persephone em Qua Jan 03, 2018 9:43 pm

    [WON-BIN]

    06/04/2019 - Sábado
    1:10 P.M.


    Ji-Hyun concordou com o comentário de Won-Bin acerca daquele lugar. Chegou a ter a olhar um pouco ao redor e juntou as mãos por um instante, imaginando como seria viver num condomínio como aqueles. Isso porque existiam várias casas mais para trás - uma mais bonita do que a outra. Deveria ser maravilhoso ter tudo ao alcance e viver naquele conforto.

    - Parece mesmo… - Suspirou. - Deve ser um sonho morar aqui.

    Esboçou um sorriso tímido, mas logo voltou-se para Won, dando continuidade à conversa. Aproveitou a abertura dada por Won para agradecer de modo apropriado ao que ele tinha feito antes do almoço. Mesmo com o braço daquele jeito, ele ainda tomou uma atitude, não sendo indiferente à humilhação que ela tinha passado.

    - Não é a primeira vez que são grosseiros comigo, os clientes geralmente são assim. - Comentou. - Mas não esperava receber algo de graça, daquele jeito. Quanto mais dinheiro, mais esnobes, não é? Uma pena. - Escondeu os lábios, mas riu do comentário dele. Levou a mão até a boca, escondendo os dentes daquele modo mais recatado. - Eu aceitaria mais gorjetas mesmo! E você também merece, viu?


    Repousou as mãos sobre o colo e olhou na direção da loja de conveniência de novo. O amigo de Won não chegava e ela começava a se perguntar se havia mesmo um amigo. Fez uma carinha pensativa e então empurrou seu bolinho para Won.

    - Você deve estar com fome. Pode ficar enquanto seu amigo não aparece.

    Ela também gostaria de voltar à comer seu lamen antes que ficasse frio, mas agora estava com um pouco de vergonha. Quando Won olhasse de soslaio para a loja, veria a cabeça de Kang emergindo e afundando como um submarino. Durante o processo, ele apenas piscava daquele modo dele e encerrava fazer um “ok” com os dedos.


    - Ah, eu estava num fórum de empregos e vi que postaram sobre essa vaga. Vim na segunda-feira de manhã e deixei meu curriculo. Sexta a Hyosang-shi ligou e eu vim… - Deu de ombros, como se fosse uma história simples. - E você?

    Tombou a cabeça para o lado e olhou para o celular e corou quando ouviu sobre as musicas.


    - Ahm...Eu gosto de Pop, mas eu sou muito fã do Baekhyun. Então, estava ouvindo a minha playlist dele que vai desde pop até algo mais...ahm… - Como explicar? Exemplo - Alternativa? Não sei se chega a ser alternativa, mas é...diferente. Se é que isso fez sentido.

    Coçou a cabeça.

    A porta da loja de conveniencia fez um barulhinho e Kang chegou com uma bandeja. Trouxe até uma salsicha para eles, só pela espera que Won teve que passar.

    - O microondas deu problema. - Disse já se justificando. - Mas aqui está o seu. E olá, senhorita, eu me chamo Kang, prazer.

    - Olá, Kang, eu sou a Ji-Hyun.

    - Eu sei…

    - Como é?

    - Digo, oi.


    - ….? - Olhou para Won.


    Kang pigarreou e logo se sentou.

    [NATIONAL THEATER OF KOREA]

    06/04/2019 - Sábado
    10:10 P.M.


    MiSoo logo chegou ao salão e, mesmo que não aceitasse ou não percebesse, ela atraía bastantes olhares. Receber elogios era ótimo, mas para a jovem, o gosto seria bem agridoce. Os olhares eram resultados de muito esforço, mas também de um sofrimento e risco à própria saúde. Ninguém sabia e também não chegava a ser culpa daquelas pessoas, mas será que, no fim das contas, só dariam valor a ela pela aparência?

    Precisava continuar fazendo aquilo consigo mesma para que recebesse algum tipo de atenção?

    Não dava para saber se os elogios vindo de fora eram ironia, inveja ou um fato, mas MiSoo logo reconheceria em suas amigas toda a sinceridade que precisava. Além de encontrar um pouco de serenidade também.

    Eun-Bi logo correu - com aqueles saltos com cerca de 7 cm, depois de ter passado três dias com o pé imóvel - até a amiga e a abraçou como se buscasse aquilo a noite inteira: os braços de sua Soo-Soo. Apertou um pouco mais do que seria adequado para um evento daqueles, mas logo se afastou e a encarou.

    - Estou vendo. Não está um pouco desconfortável? - Perguntou um pouco mais baixinho para ela, não querendo ser rude ou indiscreta.

    Logo ela também cumprimentou Ji-Eun-unnie, mas a prima de MiSoo não se meteria na conversa. Na verdade, começava a repensar sobre a proposta dela. Assim que visse que MiSoo estava entre amigas, a deixaria em paz e também iria para um lugar mais discreto. Não demorou para que Bo-Mi também se aproximasse.

    - Eu? - Eun-Bi levou a mão até o peito. - Eu estou bem sim, MiSoo-yah. - Forçou um sorriso. - Só fiquei um pouco emocionada com o espetáculo. Denso, né? - Suspirou.


    - Sim, bastante.- Bo-Mi comentou ao chegar mais perto. - Agora que estamos juntas, podemos tirar uma selca mesmo, né?

    - Sim!! Por favor. Vamos, vamos…


    Catou o celular dela e não demorou ela mesma a esticar o braço e juntar as amigas. As três se juntaram e começaram.

    - Agora com bico. - Foto. - Agora com coração. - E faziam coraçãozinho. - Muda o ângulo, bate você, Bo-Mi.


    - Tá! Agora façam cara de “sei seus segredos” - Fizeram a pose.

    - Como é que é?! - Eun-Bi perguntou rindo e a foto seguinte foi mais espontânea com as três dando uma bela risada.



    Aquela câmera de celular conseguiu registros mais verdadeiros e genuínos do que a maquina profissional que o fotógrafo da revista tinha. Elas não paravam e Eun-Bi comentou do aplicativo de dublagem para elas fazerem gracinha depois ou até mesmo uma live no instragram ou snapchat. Tinham que exibir aquele glamour e beleza porque no dia seguinte, estariam estragadas, provavelmente.

    Estavam tão distraídas que não precisavam prestar atenção no mundo ao redor - não era como se quisessem, no fim das contas. Eun-Bi abraçava aquela oportunidade para ignorar os olhares de sua mãe - que estava com a cadeira de rodas bem no canto, conversando formalmente com a mãe de Bo-Mi e a de Taemin. Brincar com as amigas era sua forma de fugir daquela realidade e fingir que tudo estava bem.

    Bo-Mi ainda conseguia prestar atenção em algumas coisas aqui e ali, mas não era capaz de se manter atenta a tudo.

    Percebeu, por exemplo, que a prima de Misoo não estava mais no salão.

    [...]

    Eun-Joo apenas dedicou um sorriso cínico para Hyun antes de se afastar dele e seguir na direção de suas amigas. Assim como ele imaginava, a menina não fazia ideia do grau de veneno que existia ali - bom, ela fazia sim, só não imaginava que existiam traições para cima dela.

    Jimin e Eun-Na não corresponderam aos olhares e sorriso dele, justamente porque, de onde estavam, viam que Eun-Joo se aproximava e todas precisavam manter as aparências. Mas havia sim uma expectativa em seus olhares, pois a noite ali prometia ser uma criança. Aqueles que foram convidados para a festa de Jong-In esperavam grandes coisas para aquela madrugada, a Opera seria um mero pretexto.

    Já o próprio Jong-In parecia mais calmo e tinha a atenção voltada justamente para a pessoa que Hyun queria esconder. Chae estava conversando com a filha do diretor quando o principe herdeiro da WangJo chegou. Em nenhum momento, a joaninha olhou na direção dele, parecendo entretida demais com a conversa com a aparente amiga.

    Jong-In estava dando um gole em sua bebida, olhando para Chae quando Hyun surgiu daquele jeito. O garoto engasgou diante daquela visão e o coquetel sem alcool quase saiu pelo nariz. Tossiu mais e meneou negativamente. Quando recuperou o fôlego, deu uma risada com a cara de Hyun e então fez uma pose galante, sorrindo para ele.

    - Oh, Hyun-Ah, eu também estava com muitas saudades… - Deu uma piscadinha.


    Felizmente o pai dele estava muito distraído para perceber a palhaçada do filho. Os dois amigos riram, divertidos e então Jong-In o analisou.

    - Você está ótimo. Isso tudo é animação e preparo para essa noite? - Arqueou uma das sobrancelhas, com visivel interesse.

    O pai de Jong-In e os amigos olharam para Hyun-Hee e interromperam a conversa por um instante, para cumprimentar a importante pessoa que estava bem ali. Era o único Park que estava no ambiente - nem ao menos o tio dele tinha feito presença na Ópera.

    Após alguns instantes de bajulação, Jong-In conseguiu tirá-lo dali, começando a arrastá-lo para longe.

    - Aish… - Revirou os olhos. - Olha, já combinei com o pessoal. Mas eu realmente me arrependo de não ter conseguido mais convites. Tinham umas meninas que valeriam à pena. - Suspirou. - Jamais diria que a filha do banco era tão bonita assim. Mal a reconheci quando a vi hoje. Ainda estou dividindo o camarote com ela, mas ela é bem quietinha. Pelo menos na presença do pai, mas até aí...Todas são.


    Caso olhasse na direção de Chae, veria que agora Sunyoung tinha se aproximado dali. Jong-In fez um “tsc” estalando a lingua no céu da boca e meneou negativamente.

    - Essas noonas...Por que será que garotas como ela demoram a entender o óbvio? Ai ai...Mulheres. - Revirou os olhos. - Falando nisso, como foi o camarote com a Joonie? Ela te irritou muito?

    [...]

    Yerin não estava online para responder imediatamente às mensagens de Hyemin. Provavelmente estava muito ocupada com os eventos familiares, mas a resposta sempre chegava em algum momento.

    Yewon, por outro lado, estava bem ali esperando por uma explicação e estava “digitando…” quando Hyemin fechou a tela. Sunyoung e ela logo começaram uma caminhada tranquila até a área VIP. A unnie continuava mantendo aquela postura extremamente agradável e com papo leve, pelo menos até chegarem ao salão. Ali, cada uma tinha os próprios interesses em jogo.

    Enquanto Hyemin buscava pela gravata vermelha, Sunyoung procurava por Myung-Hee. As duas não demoraram a encontrar seus respectivos objetivos, mas Hyemin certamente teve uma visão muito mais feliz do que ela. A unnie estava tão distraída que só meneou positivamente para o comentário de Hyemin e seguiu até seu objetivo. Já Hyemin seguia até o trio.

    Eun-Joo estava com uma cara um pouco brava por estar com uma cor semelhante à de Eun-Na. Já Nana, estava muito mais confiante porque seu corpo parecia muito mais bonito ao vestido do que o de Joonie. Quem se divertia era Jimin, pois conseguia se destacar com o seu chamativo dourado. As tres voltaram a atenção para Hyemin.


    (Jimin)



    (EunJoo)

    - Min-ah!! - Nana certamente foi a mais animada e a cumprimentou sem muitos abraços para não se amassarem. Um tratamento bem diferente do que acontecera há poucos instantes atrás entre MiSoo e Eun-Bi.

    Hyemin atraía a atenção das meninas com os elogios e era respondida com sorrisos e agradecimentos.

    - Obrigada, Min-Ah! Você também está muito bem! - Jimin disse.


    - Muita ousadia vestir vermelho, mas caiu tão bem em você, querida! Está maravilhosa. - Joonie demorou-se um pouco mais nos elogios.

    - Eu que escolhi! - Nana disse. - Claro que ficaria linda!


    As meninas disseram que estavam bem, mas logo Hyemin começava a falar da demora da Ópera e como aquele evento era chato para ela. Jimin concordava, mas Joonie não - só não ia abrir discussão quanto a isso. As unnies não foram tão receptivas e animadas com a história da gravata, falando mais um “nossa” “que legal”, mas Hyemin podia facilmente associar ao fato de que elas não tinham ninguém combinando com elas.

    Porém, o interesse voltou ao ouvir sobre Sunyoung. Jimin até procurou por ela e soltou um sorriso irônico.

    - É, uma pena que a unnie fica se humilhando. - Comentou. - Olha lá...Lá vai ela.

    Sunyoung, de fato, se aproximava do trio que Myung-Hee fazia parte. As pessoas interromperam a conversa para encará-la e cumprimentá-la. A filha do diretor ficou um pouco mais séria, mas a filha do banqueiro tentava ser mais prestativa - ela não sabia o teor do relacionamento deles, mas sentia a tensão no ar.

    - Quanto tempo será que o oppa fica? - Joonie perguntou de modo maldoso.


    - Aposto que só mais uma frase. - Jimin falou.


    E não pagou dez. Myung-Hee fez uma mesura para Sunyoung e então levou a mão até o pulso da prima, começando a guiá-la pelo salão depois de pedir licença. Joonie, Nana e Jimin arregalaram os olhos, fazendo um “o” com a boca. Disfarçaram no mesmo instante e Nana protegeu Hyemin, ajeitando o cabelo dela.

    - Mas geente… - Nana falou baixo. - Coitada!

    - É…- Joonie suspirou, pois sabia bem o que era isso.

    Myung-Hee levava a prima até a familia e até era aceitável pensar que era a questão das fotos. Mas Sunyoung tinha ficado sozinha - porque a filha do banqueiro também pediu licença e começou a circular pelo salão sozinha.

    Uma pessoa que tinha saído no meio desse tempo tinha sido a prima de MiSoo - ninguém tinha reparado nisso, apesar dela ser linda como uma fada. Contudo, menos de cinco minutos depois, MiWoo também começou a caminhar na direção da saída. Este, diferente da anterior, certamente seria visto.

    Nana, pelo menos, viu e indicou para Hyemin. Talvez ele estivesse indo até o toilet, não é?

    - Por que não vai até lá preparar o decote? - Falou bem baixinho para a amiga e deu uma cotovelada de levinho nela, piscando os olhos.

    [JAE-KI]

    06/04/2019 - Sábado
    10:20 P.M.


    Jae-Ki se via numa situação difícil. Era muito ruim ficar contra a parede e receber perguntas atrás de perguntas, todas em formas de acusações e julgamentos. Talvez nesse momento, os modos dele para com Eun-Bi e as outras pessoas que ele tinha discutido fossem justificados agora, pois era assim que seu grupo costumava resolver seus problemas.

    Um fruto do meio.

    Jong-Suk não estava nada feliz com aquilo mesmo. Achou uma traição das feias! Como assim algo de bom finalmente acontecia e ele não compartilhava com o pessoal? Só serviam para que ele pedisse? Para que tivessem mais problemas? Na cabeça dele, Jae estava com vergonha dos amigos - não era como se ele fosse lá grandes coisas - mas essa “oportunidade” que ele estava buscando só afastaria de seus verdadeiros amigos.

    Não estava gostando disso não.

    Já Ji-Hoo parecia irritado com outra coisa. Diferente de Jong-Suk, ele não revelava através de alteração de voz ou coisa do tipo. Era mesma a aura, a presença dele. Ji-Hoo sabia ser assustador e ameaçador quando queria. Principalmente seus olhos que tinham a potência de um golpe.

    Quando Ji-Hoo anunciou que tinha feito uma pergunta, todos se calaram e Jae-Ki finalmente conseguiu dar sua resposta. O garoto abaixava a cabeça, anunciando que tinha feito merda e respondia à primeira pergunta.

    Silêncio entre os amigos.

    Joon nem sabia que lugar era esse. JR e Kyung fizeram um bico impressionado, porque tinham uma breve noção de onde era. Jong-Suk arregalou um pouco os olhos e ponderou sobre isso - lembrava-se de Jae ficando um pouco mais na sala, conversando com o professor Kim. O professor tinha comentado, em aula, sobre aquela prova sim, mas ele nem sabia que Jae tinha se interessado de verdade, no fim das contas. Cerrou os olhos e continuou ouvindo a história dele.


    Já Ji-Hoo ficou imóvel, olhando para Jae e absorvendo aquela história.

    O garoto conseguia dizer tudo o que estava guardando nas últimas semanas e por estar de cabeça baixa, só percebeu a aproximação de Ji-Hoo quando ele estava perto demais. O líder parou diante de Jae, com as mãos nos bolsos e aquele olhar ainda ameaçador. Jong-Suk sabia que Jae merecia retaliação, mas teve medo do que poderia acontecer naquele momento.

    - Wangjo…?


    Para a surpresa de todos, o líder começou a dar uma risada, virando o rosto e passando a mão no nariz. A mão seguiu até o ombro esquerdo de Jae.

    - Aparentemente temos uma criatura brilhante entre nós. - A mão não machucava, à princípio. - Parabens, Jae.

    Esperaria que ele o encarasse, relaxando para, finalmente, pressionar o ombro dele. A clavícula doeria bastante e o forçaria a tombar para o lado, a fim de fazer aquela dor passar. Ji-Hoo ainda sorria enquanto pressionava a região e obrigava, de certo modo, Jae a se curvar. O sorriso foi sumindo.

    - Mas não foi brilhante o suficiente para nos contar antes. Da próxima vez que você resolver esconder algo importante assim, vai doer muito mais. Eu juro. - Empurrou um pouco Jae, como se ele mesmo estivesse se controlando para não agredi-lo mais.

    Jong-Suk descruzou os braços e deu meio passo, mas Ji-Hoo não tinha acabado.

    - Vai ter volta. Você tem um crédito comigo agora e não poderá dizer “não” quando eu mandar fazer algo.

    Ji-Hoo afastou-se de Jae, colocando as mãos nos bolsos de novo e virou-se, olhando para Kyung. Os meninos estavam um pouco preocupados com Jae, mas Kyung logo virou-se para ir embora com o líder. Jong-Suk estava com aquele olhar aflito, mas foi JR quem se aproximou primeiro de Jae. O hyung que usava camiseta sem mangas e um boné no lugar do gorro, ofereceu a mão para que ele se levantasse.

    - Vamos...Levanta aí, Jae. - Disse um pouco sério. - Quer dizer que temos um nerdão aqui, hm? Parabéns. Vamos comer alguma coisa, por aí...que tal?

    - Eu não faço ideia que escola é essa, mas parabéns. - Joon-Geun disse de modo mais humilde e o cumprimentou nada.

    Somente Jong-Suk continuava com uma cara séria, mas não se recusou a sair dali para comemorar em algum canto com eles. Só estava, temporariamente, aborrecido com o amigo.
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Luxi em Qua Jan 03, 2018 10:58 pm

    -  Sério que alguém cai nisso?  - botou a mão na frente e riu alto. Nem parecia que estava disputando uma mulher com ele ainda agora. - É claro, hoje é como a minha cerimônia de retorno oficial. Tem que ser grande.

    O riso sumiu por um momento, porque agora precisava dar atenção aos puxa-sacos de plantão. Conseguiu, no máximo, um meio sorriso, meneando e reverenciando aquela gente que ele nem lembrava, ou nem sabia mesmo, o nome. Eram sempre as mesmas perguntas, os mesmo elogios totalmente fora do tempo, desatualizados dos últimos acontecimentos. Ele apenas balançava a cabeça, educado, aceitando tudo como seu avô choraria de alegria. Mas seu amigo conseguiu arrancá-lo de lá.  

    - Aish. É só botar uma gravata que os corvos vêm pra cima. Queria ver se iam me tratar do mesmo jeito se eu tivesse botado outra cor na cabeça. - deu de ombros e aguardou o amigo falar. Assentiu, estava interessado nas tais meninas que Jongin falava, mas sua expressão travou quando ele mencionou a filha do banqueiro…

    Hyun Hee balançava a cabeça e tinha um sorriso natural até que aquele nome foi mencionado. Ele imediatamente congelou a expressão e ficou sem piscar por 10 segundos, enquanto um fogo explodia em sua cabeça. Precisava disfarçar o que estava sentindo. Precisava ser frio, mas a única frieza que sentia era assassina. Apertou os olhos e o meio sorriso, que ficou um pouco mais atrevido, mas não era por causa da menina. Ele visualizou suas mãos agarrando o pescoço do amigo e apertando-o até que ele cuspisse de volta o que tinha falado sobre Chaeyoung e isso aliviou, só um pouquinho, seu ímpeto. Só não podia sair do lugar. Só não podia mudar de expressão. Só não podia falar NADA agora.

    Virou a cabeça vagarosamente na direção da menina, com sua expressão de boneco de cera. Fez bem em não estar com ela na frente do colega, mas, céus, como queria tê-la arrancado daquele lugar antes que virasse vítima dos olhos de JongIn.

    - Ela me parece do tipo que vai mandar o pai chamar a polícia federal se você fizer metade do que faz com as outras, Jongin - riu, mas foi de nervoso e, sem querer, congelou de novo o sorriso e tinha um leve tom de aviso. Não estava ameaçando, era só uma piada, mas queria que ele considerasse. Soltou ar pela boca, tenso, mas fingiu que era só um suspiro por Sunyoung. - Eu mudaria meu sobrenome para Wang se a noona quisesse ficar comigo. Mas é isso que acontece com quem corre atrás de um sobrenome - deu de ombros. - Por que não vai lá chamá-la? Só falar que eu vou lá. A noona deve estar precisando de um ombrinho pra chorar.  

    Quem sabe assim Jong-In tirava a fixação da joaninha da cabeça?

    Gakky
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Gakky em Qua Jan 03, 2018 11:35 pm

    Depois de tentar se explicar, Jae-ki esperava preocupado pela reação dos seus hyungs. Não chegou a ver a expressão facial deles porque estava de cabeça baixa, tinha errado e sabia que teria que reparar isso, o problema é que eram mais "dívidas" e ele já estava cansado de ter tantas delas. De repente percebeu o líder muito perto dele e levou um pequeno susto, ainda mais depois de ver aquele olhar ameaçador. O que JiHoo faria? Jae-ki não sabia, mas o observou com os olhos arregalados. Quando o líder começou a rir, ele não entendeu nada do que acontecia, não tinha graça nenhuma, tinha? Isso definitivamente não parecia bom.

    Quando JiHoo colocou a mão no seu ombro, Jae-ki só observava ainda confuso com o que estava acontecendo. Tinha o perdoado? Estavam bem? Mas se foi isso, por que JiHoo ainda parecia assustador? As palavras no entanto eram um elogio, quando Jae levantou o olhar para o líder sentiu de repente a mão pressionando o seu ombro. JiHoo era tão forte que sua clavícula doeu muito, Jae-ki tombou instintivamente para o lado gemendo de dor:


    - Ashi, ai.. ai...

    A dor não deixou Jae-ki pensar nesse momento, mas por dentro estava nervoso, ouviu aquelas ameaças do seu líder enquanto praticamente se curvava por causa da pressão e da dor. Foi então empurrado para trás, tombou um pouco nos próprios pés e levou a mão ao ombro dolorido. Seu semblante estava assustado e pasmo, e o corpo estava meio curvo.  A última frase dele fez Jae-ki sentir um baque no coração, porque tinha sido ameaçado e também por ter mais uma dívida com JiHoo, a lista de dívidas só aumentava. Significaria mais um risco a correr e com o líder aborrecido, não conseguia e nem queria imaginar o poderia ser a próxima coisa pediria.

    Apesar da mente de Jae-ki estar cheia de perguntas e preocupações, não disse nada enquanto viu seu líder ir embora com Kyung. Percebia que podia ter apanhado por causa desse seu erro, e seria provavelmente uma surra pior que a do Taemin, conhecia o seu líder. Teria que tomar mais cuidado daqui para frente. Isso só contribuía para que ele se sentisse ainda mais cansado de fazer parte do grupo. Sabia que tinha errado, mas ainda achava que não merecia tudo isso. Porém uma vez que havia entrado, não podia mais sair, estava ligado demais a eles. E apesar de ter sido fiel por dois anos, nem havia mentido. Além disso, ainda se questionava sobre várias coisas ali, com o porquê do seu líder querer saber o nome da escola. "JiHoo nem conta da vida dele... Eu só demorei a contar, não foi tão ruim assim, foi? Aigo... Eu tô ferrado...o que ele vai fazer? Por que ele queria saber da escola? Ele se vingaria lá? Não, ele é meu hyung...."    Ao menos Jae-ki tentava se convencer que a amizade deles não faria isso acontecer, embora sentisse uma certa dúvida no fundo.   

    JR e Joon se aproximaram, mas mesmo com o convite deles e os parabéns, era meio impossível animar Jae-ki depois do que aconteceu. Porém não negaria a saída com os amigos que estavam ali, embora não sentisse a menor vontade de comemorar. Mordia a boca de novo preocupado, tirou o gorro e passou a mão novamente no ombro enquanto os respondia com a voz desanimada:

    - Valeu, vou com vocês - Em seguida respondeu a Joon - Ah, é uma escola para pessoas muito ricas e importantes. Eu espero que esse nome no meu currículo me ajude depois a arrumar em emprego melhor...


    Em seguida lançou um olhar para Jong-Suk, mas ele estava aborrecido, Jae-ki não quis importuná-lo por enquanto, já tinha dado suas explicações e entendia que tinha pisado na bola, só não esperava que era algo que fizesse os hyungs ficarem tão bravos. Ele caminhou junto com os outros garotos, deixaria que eles escolhessem o lugar. No momento andava cabisbaixo, era aquela sensação de culpa e preocupação. Pior é que era a segunda vez que errava com os amigos em uma semana, lembrava que a primeira vez tinha sido com Won Bin e Kang. Sua boa memória não o deixava de esquecer as palavras do sermão do amigo, mas também sabia, mesmo apesar do pouco tempo, que os dois não o machucariam por algo assim. Embora com certeza perderia a amizade dos dragões quando descobrissem que ele era envolvido com uma gangue. Lembrando deles começou a se perguntar no que os dois dragões estavam fazendo a essa hora. Talvez dormindo ou vendo filmes?  "O que tá acontecendo comigo? Ando falhando muito, eu não era assim com meus amigos... Tomara que isso passe... " Estudar em Wangjo parecia cada vez mais difícil, Jae-ki não sabia se iria conseguir chegar até o final, só sabia que daria o sangue para isso, prometia isso a si mesmo, porque faria tudo por aquela que era sua luz no meio tantos problemas. No caminho ainda arriscaria alguma palavras com o Jong-Suk:

    - Ei, hyung... Você também... Pode escolher o que eu tenho que fazer para você me perdoar... Não precisa decidir agora...

    Jae-ki não poderia pedir que pagassem seu lanche depois disso, então antes de chegar no lugar, já planejava pagar algo que fosse bem barato, provavelmente deveriam comer algo de uma venda de rua.
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Ailish em Qua Jan 03, 2018 11:41 pm

    Enquanto terminava de comer, meio emburrada tanto por ele apressá-la quanto pelo desfecho da conversa, que no fim, não teve os resultados desejados, Kim a surpreendeu com o pedido de desculpas. Sunny até interrompeu a mastigação para encará-lo. Os olhinhos arregalados indicavam certo choque, e talvez este soasse meio fora de contexto. Mas não na concepção da menina, que imitando o movimento de arriar os ombros, também se mostrou menos arredia. Até porque, não gostava daquela expressão... Não gostava de vê-lo triste assim. Aceitou o espetinho, porém não o comeu imediatamente – Kim... Você não precisa se desculpar. Não estou triste, ok? Então, pára... Mostra um sorrisinho... Assim, ó! – com a mão livre, apontou para os lábios que estavam curvados de maneira exagerada, revelando os dentinhos alinhados.

    Mas no fundo, compartilhava do mesmo sentimento.

    Odiava ser a culpada por qualquer traço de infelicidade no amigo.

    Por isso, o discurso tornou-se num pedido que ela já tinha a certeza que Kim ignoraria. Em determinados pontos das personalidades, os dois eram muito parecidos. Ambos teimosos e protetores, principalmente quando se consideravam criaturas de uma só ninhada... prontas para enfrentarem todos os predadores. Era assim desde o fundamental, e desse jeito, iria permanecer, sempre e sempre.

    Não é que Sunny se incomodasse com instintos protetores... Mas, geralmente, quando alguém desejava defendê-la, algo dava errado.

    A fala otimista de Joo-Hyuk afastou a atmosfera estranha e densa. Eles brigavam, sim, mas não costumava durar. Caso contrário, se as pequenas discussões fossem levadas à sério, andariam mais separados do que juntos – SIIIIIIM! – Sunny soltou um gritinho animado enquanto esticava os braços e mexia os dedinhos, quase derrubando o palito – Aquele pessoal tem que ser louco demais para pisar nos nossos calos!!!

    Voltou a comer – e a resmungar por conta das provocações sobre a comida. Vez ou outra, conforme terminava de engolir o que sobrou no espeto, Sun-Hee repuxava a boca de uma forma arisca e irritadinha.

    - Tenho certeza que vai me avisar assim que esse dia chegar, né, Kim? A verdade é que você tem inveja porque quando a comida pára na minha barriga, ela desaparece, e no seu caso... – pendeu a cabeça para o lado, fingindo analisar os pneus inexistentes – Oh, entendo...

    O tópico mudava, aumentando a diversão de Sunny. Ágil feito um felino, pegou a notinha de sua mão antes dele ter a chance de jogá-la, e encarou o valor com um forçado desinteresse – Barato, muito barato. E o preço de aguentá-lo por tantos anos, hein? – soltou um peteleco no meio das sobrancelhas do amigo, entortando o óculos, mas ela mesma ajeitou, sorrindo – Admita, Kim: nós estamos quites.

    Piscou, implicante.

    Enfim, após comer aquela miníma refeição, ficou de pé e se espreguiçou em seguida. Logo, Kim apontou na direção do chão.

    - QUÊÊÊÊÊ?????

    Como imaginado, correu até ele, tentando agarrar as orelhas, mas por não conseguir, acertava vários tapinhas, sendo bem mááááá. Apenas parou quando Kim a segurou e já aproveitando a deixa, começou a puxá-la, guiando-a pela feira. A primeira visita foi no stand das HQs, para a alegria de Joo-Hyuk. Apesar de conhecer só o básico do universo e não ter maiores interesses na área, Sunny ajudou Kim a procurar os itens e arriscou algumas olhadinhas superficiais, folheando ali e aqui. Então, na vez de Sunny, ele teria que se portar de modo igualmente SOLÍCITO e GENTIL. As orbes apertadas até brilhavam, como se existissem estrelas nas íris castanhas bem escuras e estas concentravam toda a atenção nas estantes, uma por uma. No momento, segurava um livrinho de capa vermelha – de poesia coreana. Abriu numa página avulsa e não demorou para que sorrisse diante da leitura, decidindo levá-lo, dentre outros. Também optou por uma obra bastante conhecida da escritora Kyung-Sook Shin. Embora amasse a literatura estrangeira, os clássicos de seu país também a encantavam.

    Muitos dinheirinhos foram gastos, mas Sunny não ligava.

    Estava feliz.

    No meio da busca... Ela achou algo curioso.

    Um livro de fotografias.

    Fotos de lugares marcantes e construções altas e bonitas.

    Inglaterra, Irlanda, França, Portugal, Alemanha...

    Sunny suspirou baixinho.

    E decidiu ficar com aquela inusitada lembrança.


    Luxi
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Luxi em Qui Jan 04, 2018 12:13 am

     Apesar de achar chato alguém copiar a cor do vestido, ela não se compadecia de Eunjoo, a menos que ela expusesse sua tristeza, então assumiria a culpa por ter escolhido a cor para a amiga, mas não tinha captado a expressão da veterana como sendo tão séria assim. Estava era muito feliz de ver sua amiga arrasando tanto naquele vestido. Ela se contentou em expressar-se com gestos animados com as mãos, em vez de abraçá-la. Talvez não conseguisse se conter tanto se a outra pessoa fosse Yerin, a menos que se lembrasse de ficar intacta para o noivo.

    Hyemin sentia-se muito amada e querida no mundo das meninas da Wangjo. Todas a tratavam tão bem que era difícil entender por que as rejeitadas torciam tanto o nariz. Eunjoo era uma princesa gentil, adorável, quase uma prima mais velha, desde a infância a achava lindíssima e sortuda por ter fisgado o coração do oppa. Sua resiliência durante o período do acidente também a deixava impressionada. Era uma mulher de fibra!

    Já Jimin, do “clã” dos loiros, era um exemplo de unnie. Além de parecer uma Barbie, era excepcional nos esportes e membro de uma família absolutamente perfeita, que consistia também de um lindo como Taemin, embora ele fosse bem assustador quando quisesse e fosse o que ela considerava “elo fraco” dos Do, tendo em vista sua suspensão.

    As meninas, e incluia Sunyoung nisso, eram legais com ela, como se fosse uma irmãzinha mais nova. O sentimento de leveza que tinha ali no meio era diferente daquele que tinha quando ia para casa, por exemplo, ou encontrava gente estranha e chata como SoNa. As amigas a ajudavam sempre a pensar em coisas boas e viajar bastante.

    É claro que tinha o aniversário e alguns excessinhos que as meninas cometiam às vezes, mas… ninguém era perfeito, né? As meninas tinham que se divertir de alguma forma e ela mesma, apesar de ficar um pouco intimidada com agressões físicas, achava engraçada uma bolsinha voando pela janela aqui e um trupicão ali. Até a festa de aniversário seria bem legal… sem os peixes e comidas tããão fedidas.

    Gostava também como todas eram de página virada. Ninguém caçoava dela por ter que limpar a quadra e nenhuma delas estava achando ruim o fato de ela ter jogado ovo na cabeça de um menino x que ninguém ligava. Já pessoas sérias e mais chatonas tipo o Jung Mi e muito provavelmente o grupinho de sua namorada que insistia em ser esnobe e não se misturar com as garotas tinham achado o maior absurdo e carregariam aquilo para o túmulo. Óbvio que ela só queria ficar perto de meninas como Eunjoo, que não a tratavam mal por causa de uma coisinha!

    Ela sorriu toda bobona com os elogios. Seu coração palpitava de felicidade por receber tantos comentários bons das mais velhas. Ousada. Isso era quase sexy, não era? Era tipo uma mulher forte! Sorriu abertamente  e não se aguentou, encostando o rosto no ombro de EunNa de leve, fazendo charminho quando a amiga revelou que foi dela a escolha do vestido.

    - Sim, é verdade, Nana escolheu e acertou muito bem!! Está me dando muita sorte~~ - falou molenga e apaixonada.

    Mal reparava na falta de ânimo das meninas em responder sobre a gravata. Estava muitíssimo acostumada a ser tratada assim pelo próprio grupo de amigos, principalmente Yerin, que detestava seu noivo. Mas estava tudo bem. Era como comer um chocolate na frente das meninas de dieta ou ver todo mundo com celular quando estava de castigo ou um super lançamento exclusivo da DIOR sem seu cartão de crédito. Entendia principalmente Eunjoo. A vida não estava sendo justa com ela.  Além disso, as pessoas não conseguiam sentir a emoção de ser uma noiva dos Wang, porque simplesmente nunca seriam. Ela mesma não acreditava às vezes em sua sorte. Não dava para achar que todo mundo sempre seria empolgado com suas coisas. O pai quase nunca era empolgado com nada que ela fazia, ocupado com trabalho e, agora sabia, a namoradinha, e ainda assim ela o amava muito.

    Então o assuntou recaiu sobre Sunyoung, e Hyemin olhou com curiosidade. Lembrava-se que MyungHee nem tinha aparecido para cumprimentá-la e nem tinha pensado o quanto sua veterana poderia estar chateada com isso, só agora, assistindo à triste cena que ela começava a ter alguma noção.

    - Se humilhando…? - deixou escapar e tombou a cabeça para o lado, em curiosidade. As meninas faziam um “bolão” de quanto tempo a menina levaria para ser ignorada? Sentiu-se um pouco mal disso, porque ela torcia tanto para seu oppa dar atenção para ela, seria muito chato se MiWoo fosse frio daquele jeito… e MyunHee era.

    O queixo da menina caiu e ela puxou o ar com força, fazendo um som de surpresa nada discreto, que com certeza emendaria um “Não acreditoooooo” se não fosse a amiga cobrindo suas reações exageradas.




    - Wang Myun-Hee-shi…. Seu monstro!! - deixou escapar o comentário, atônita. Seu coração estava em pedaços por ver a unnie ser tratada daquele jeito!!   - Coitadinhaaaa… Isso não se faz! Não se trata uma mulher como ela assim. E ela está tão linda. O que ela fez para merecer isso? Nossa, os meninos dessa escola são todos uns grossos!!! - rosnou, balançando a cabeça. Por sorte a amiga arrumava seu cabelo. Estava absolutamente inconformada. Seus sonhos de lançar uma marca ao lado de Sunyoung pareciam beeeeeeeem distantes. Aquele garoto não prestava!! Já era a segunda vez que ele fazia isso. Lembrava-se bem daquele discursinho. Franziu o rosto.

    - Será que ele não tem vergonha? Ameaçou todas nós e agora faz isso. Vou dizer uma coisa, prestem atenção. - falou mais baixo, como um segredo. - Wang Myung-Hee está traindo a família.  Tuuuudo que ele está fazendo é totalmente contra os interesses dos Wang. Ele está estragando tudo! - justificou-se por falar daquele jeito sobre um garoto mais velho. Estava desqualificando-o como uma fofoqueira de “fonte oficial Wang” e enchia a boca para falar aquilo, afinal, era o “braço direito” da sogra. Ah, como queria um jantarzinho com In Na para dedurar todo aquele comportamento horrendo para ela. Queria ter o prazer de cortar o nome dele da árvore genealógica bem ao estilo Harry Potter.

    A figura solitária de Sunyoung a deixou triste. Queria confortar sua unnie, sentia-se na obrigação de mais nova, mas logo a amiga a estava cutucando e chamando a atenção para o que interessava. Hyemin ficou sobressaltada, ansiosa.

    - Aimeudeuseagora? Será que eu vou ficar a sós com o oppa???? - sussurrou meio histérica com a amiga, toda patricinha. - O d-d-d-... waaa..ottoke? Ottoke? Nana!!! - deu uma bronca, rindo um pouco, mas implorou para a amiga, virando-se de frente para ela, como quem pede ajuda para ela ajustar o echarpe e sua roupa. Então depois do “retoque” do visual, segurou os braços da amiga e a olhou nos olhos, ansiosa, mas muito insegura. - Eu vou. Torce por mim!!!!

    Então ergueu o corpo e olhou as veteranas, fazendo uma reverência.

    - Foi um prazer, unnies. Eu adorei a conversa. Por favor, tomem conta da sunbae. - sorriu, simpática, mas apressada, e logo girou no salto para caminhar rapidamente atrás de seu noivo, fazendo um esforço tremendo para somente andar rápido, não simplesmente sair galopando atrás dele.

    Mesmo assim, era difícil controlar o coração a mil e os mini pulinhos que ela dava entre um passo e outro. Suas mãos agarravam a bolsa e o vestido, muito ansiosa. As palavras de EunNa ecoavam e a deixavam ainda mais nervosa. “Mostrar o decote”. É claro que não faria isso, bobona. Tinha vontade de gargalhar no corredor só de pensar nisso, porque era muito ridículo. Não dava para ser sexy em uma Ópera!!  Tá bom que a menina não sabia muito como era ser sexy num geral… mas aparentemente estava “ousada” e “surpreendente”. Já estava ótima, não é? Respirou fundo, erguendo o rosto e prestando mais atenção no caminho. Agora… onde estaria seu oppa? O que ela diria? Estaria tudo bem convidá-lo para o tal suco? Será que ele a tiraria daquele lugar chato e a levaria para uma sorveteria legal? Bem, seria bem esquisito se ela o seguisse até o banheiro,  e pior ainda se ele a pegasse bem na saída. É. Seria horrível. Então resolveu disfarçar um pouquinho e encostar-se a uma parede, olhando para os lados nervosamente. Ele tinha que passar ali de volta ou algo do tipo, não?


    GodHades
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por GodHades em Qui Jan 04, 2018 12:17 am

    Ao tirar seus sapatos Dong deixou eles bem lado a lado e parou alguns estranhos segundos. Ele havia deixado um mais elevado que o outro, e ficou mexendo com as mãos no sapato até deixar ambos perfeitamente alinhados, como numa vitrine.

    Nos pés vestia meias vermelhas claras, quase um rosé, e ele vestiu devagar as pantufas de visita sendo que o seu pé direito deveria ser o primeiro a entrar, só depois calçaria o esquerdo. - Sou grato pela sua generosidade Sra. Jun... pode me usar como desculpa toda vez que for fazer mais comida, aceito com alegria. - O rapaz reafirma que ela era uma cozinheira de mão cheia, da maneira como falavam e era recebido, Dong parecia ser de 'casa' a um tempo, ou pelo menos a maneira de ser tratado o deixava ter essa sensação gostosa. Ele concordou com os doces, dizendo que gostava mais de torta de maçã...

    Claro, sua fraqueza seria algum doce com café... mas ai, seria pedir demais! HeeK passaria a receita para seu amigo cozinheiro, além de uma foto da dona da receita; se aproveitando que ele é timido, certamente pegará sua bombinha quando esse material chegar em suas mãos calejadas de lavar louça da sua familia. O sorriso da mulher sempre era encantador, largo e bem branquilo, Dong mostrava o dele de maneira sutil, tentando se portar educado e da maneira mais agradável que pudesse como visita.

    - Não atrapalha de modo algum. - Disse cordial recebendo o afago no ombro, logo depois daquela marota piscadinha... depois disso Stella e Dongo se encararam, acertando aqueles detalhes dos estudos, de cara ela já presume que ele encheu a cara de café antes de vir. - Está muito obvio? - Perguntou, dando passos de pantufa enquanto seguia ela, chegando na porta de correr, lá o visitante pode avistar a sala de estudos.

    Usualmente Dong entraria antes mas dessa vez, parou do lado dela e esperou que ela passasse primeiro; estava na casa dela, tinha que ter alguma etiqueta. - Benjaminoo - Falou mexendo devagar os lábios - Junho, Gêmeos... Que bom não??

    Disse de maneira descompromissada enquanto analisa a sala, de todos os itens mostrados o notebook foi o que mais chamou sua atenção, mesmo que esse não fosse propriamente um de ultima geração para o lazer de jogos. Kyun sentiu curiosidade de ver como ficar o quarto e se lembraria de pedir para Stella mostrar a ele depois; era um momento especial e bonito... mas parece que ambos tiveram o mesmo tipo de pensamento: será que sofreria algum tipo de maldade ou abuso?

    Não seria mais simples estudar lá fora, ou em casa?

    - Mais ou menos Stella-shi, a verdade é que não fiz curso disso... aprendi sozinho, e estudando o possivel. - Por alguma razão ele resolve ocultar que aprendeu jogando videogames. - Deseja saber meu ponto fraco será que devo revela-lo a você? - Ele falou isso sério como se fosse algo pessoal mas depois riu mostrando o tom de brincadeira. - Brincando! Haha, pronuncia. Gostaria de começarmos neste devido tópico.

    Ambos falariam dos estudos e o rapaz já trouxe sua mochila para isso, esperaria a chance para saber depois o que ela iria aprontar para os deveres que foram passados,  Kyun gostava de comparar suas anotações com as de pessoas que considerava inteligentes, que seria o caso de Stella. É como dizia o velho ditado "Uma mão lava a outra e as duas lavam o rosto!"

    Diferente dela que tinha seu celular por perto, Dong mantinha o dele estrategicamente fora do seu alcance e curiosidade; mas já consegue imaginar o teor das pilha de memes e dos áudios que  estão transitando lá, em sua ausência virtual.


    Natalie Ursa
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Natalie Ursa em Qui Jan 04, 2018 12:26 am

    Lá estavam suas amigas e com elas a melhor maneira de esquecer um pouco a pressão da mãe sobre MiSoo na forma daquele evento social.

    A garota chegava a notar alguns olhares sobre ela, mas sentia-se insegura sobre o motivo deles. Será que estava muito esquisita? A roupa era curta demais ou apertada demais? A cauda era algo muito estranho?? Afinal era bem distinto da maioria dos outros vestidos ali. Mas também houveram elogios que MiSoo gostara de ouvir, que tiver o poder de apaziguar um pouco as inseguranças da jovem, por isso parte de si já deixava de condenar a "fantasia" que usava. Era muito bom ouvir tais elogios que nos anos anteriores costumavam passar bem longe dela. Aqueles que sempre acumulavam-se sobre MinJi.

    Agora conseguia ganhar um pouquinho deles para si, mas... Será que todo o esforço da dieta e das discussões com a mãe, que lhe impedia de comer os doces que tanto gostava, tudo era apenas para ouvir essas palavras no final?

    Na verdade, começou querendo apenas que as atenções negativas diminuíssem e assim MiSoo poderia ficar um pouco em paz. Sua irmã não morava mais com ela e se pudesse parar de ouvir comentários maldosos na escola também, quem sabe poderia finalmente se sentir um pouco melhor. Não esperava que muitos elogios lhe fossem feitos depois da dieta, mas agora era verdade que alguns eram capazes de alegrar MiSoo.

    Mas será que tudo só se resumia à sua aparência?

    Pelo menos as amizades que tinha não eram baseadas apenas em como ela era fisicamente!

    Ao encontrar as amigas MiSoo voltava à dar sorrisos verdadeiramente alegres e ficou ainda mais contente com o abraço de EunBi, embora, instantes depois, começava a se perguntar se realmente estava tudo bem com ela, mesmo a bailarina afirmado que sim.

    Com a pergunta de EunBi sobre o conforto de MiSoo, a garota deu outro sorriso antes de responder

    - É como eu disse na mensagem de mais cedo. Mal consigo me mexer e respirar. - comentou em tom normal, quase de deboche, sem se importar se alguma outra pessoa à volta poderia ouvir - Nada confortável, mas estou bem. Eu sou forte! - ergueu os dois punhos fechados em ma pose de "fighting!" e deu uma risadinha logo em seguida.

    Com a resposta de EunBi sobre o rosto triste, MiSoo concordou com a cabeça, fazendo uma careta tristinha:

    - Aigo... Demais. Para que usar tanta maquiagem e vir assistir à um espetáculo que nos faz chorar?? Tive que ir arrumar a maquiagem antes de vir para cá! - fez um bico em uma expressão meio infantil.

    BoMi já chegava concordando e arrancando outro sorriso de MiSoo, que em poucos segndos já tinha deixado de lado o próprio comentário incomodado.

    - Aish! Foto de novo! - reclamou apenas por implicância, mas logo bateu palminhas de modo descontraído - Yeee!!

    MiSoo se posicionava novamente entre as amigas e seguia as ordens das poses para as fotos que EunBi dava. Essas fotos sim MiSoo gostava de tirar, fazendo caretas ou poses bobas. E era ainda melhor quando tirava junto de suas queridas amigas.





    EunBi passou o celular para BoMi para trocar o ângulo e a garota pediu para que fizessem uma pose que MiSoo até começou a fazer, mas não tinha a minima ideia do que era a expressão que ela tinha pedido para a foto:

    - Mwooo!?? Mas que cara é essa?? - perguntou inocentemente para BoMi, com uma expressão completamente perdida, coçando a cabeça atrás da orelha antes de perceber que tinha sido ua gracinha da garota e acabar rindo junto com a dupla.



    - Aishhhiii! Você tirou foto disso?? - perguntava ainda em meio os risos que tinham se prolongado graças à ideia de como tais fotos deveriam estar ficando.

    Apesar dos protestos e implicâncias bobas, continuaram a tirar mais fotos e a fazer alguns vídeos e MiSoo achou graça da ideia de EunBi, parecia bem divertido!

    Poderiam não ficar super elegantes e belas em suas selcas, mas com certeza eram bem melhores do que as dos fotógrafos que certamente estaruam repletas de falsidade.

    MiSoo estava tão distraída com a "sessão de fotos" que nem ao menos tinha percebido a completa ausência da prima, que antes dissera que ficaria ali com ela.

    Em meio às fotos MiSoo comentava sobre os planos para depois da ópera.

    - Acho que irei dormir na casa do meu tio hoje! Isso se a ommoni não resolver impedir... Espero que não! Ela estava meio irritada... Você viu, BoMi-yah!... Eu queria passar um tempo com a halmoni e a unnie! - ia apontar para Ji-Eun, mas ela não estava mais onde a tinha visto da última vez.

    MiSoo olhou em volta procurando a prima e só então se deu conta que tinha sumido.

    - Ué. A Ji-Eun-Unnie não estava agora aqui?? - começou se esticar toda para ver se a via em algum canto do salão - Achei que ela iria ficar conosco...Hum... - pousou a mão sob o queixo, pensativa - De qualquer jeito, eu acho que não vamos poder fazer nada de divertido no domingo, queria taaantoo. Fiquei triste que aquele passeio combinado no começo da semana não pôde acontecer... - fazia uma careta tristinha e bicuda - Aliás! - arregalou os olhos na direção de EunBi - Você já poderia usar saltos tão cedo!? Você ficou tão pouco tempo com o pé imobilizado!
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Persephone em Qui Jan 04, 2018 11:16 pm

    [DONG]

    06/04/2019 - Sábado
    12:00 P.M. - 2:30 P.M.


    - Está bastante óbvio… - Stella respondeu quando Dong perguntou sobre o café.

    Naquele cenário, Stella ganhava um ar diferente. Tudo bem que mesmo com o uniforme, ela parecia vinda de outro mundo - por conta da altura, do tipo físico, dos olhos e cabelos claros. Mas ali, na própria casa, ela parecia simplesmente uma menina normal - normal e linda. Não havia espaço para compará-la com outras e criar parâmetros para comparações.

    Quando abriu a porta da sala de estudos, esperava que Dong entrasse primeiro, mas ele fez questão que ela fosse. A menina deu um meio sorriso e então entrou, deixando a porta apenas encostada. Não tinham nada a esconder, afinal, mas também não queria que o barulho externo pudesse atrapalhar os estudos.

    Antes de começarem, contudo, comentaram sobre o irmãozinho. Stella riu do modo como ele falou.

    - Benjamin. - Repetiu, pronunciando corretamente, mas caso Dong falasse “errado” de novo, ela daria um sorriso fofo porque era meigo, de todo modo. - Tomara que não, né? Imagina um geminiano! Tem que ser canceriano como a irmã.

    Fez uma carinha fofa, mas fechou o punho na mesma hora franzindo as sobrancelhas e “ameaçando” Dong.

    - Ai de você se falar alguma coisa do meu signo! - Encheu as bochechas, mas logo voltou ao normal, indicando que estava brincando.

    Pegou uma caixinha retangular que estava próxima aos livros e abriu, retirando os óculos de armação redonda e bem fina dali. Geralmente usava lente de contato, mas em casa, ficava sem e pegava os óculos só quando precisava ler ou escrever.


    - Aprendeu sozinho, é? Que incrível! Porque...É bem diferente do coreano, sabe? O inglês não tem hangul ou o estilo oriental. - Comentou porque para ela tinha sido um pouco difícil no início, mas como foi criada assim, logo aprendeu. Enquanto falava, ponderava um pouco sobre as diferenças gritantes que existiam entre os idiomas.

    Perguntou, então, qual era o ponto fraco dele e arqueou uma das sobrancelhas com a resposta. Meneou positivamente e fechou o livro de novo.

    - Certo, então...a gente tem que começar pensando que...o inglês tem mais sonoridade do que o coreano? Nós condensamos muito as expressões e palavras, às vezes falando uma frase inteira com poucos sons. O inglês não é tanto assim, então...Vamos praticar o alfabeto.


    Deu uma risadinha. Poderia parecer algo bobo, mas tinha que puxar desde o inicio. Primeiro pegou a apostila, abrindo no alfabeto e começou mostrando um a um, todo o “A, B, C”. Caso fosse muito difícil, ela faria na musiquinha, como aprendiam quando pequenos. Pedia desculpas por parecer tosco, mas era assim que grudava na cabeça mesmo. Depois de fazer Dong repetir várias vezes, ela começou a juntar as letras, mostrando como ficava o som quando elas estavam juntas.

    Podia parecer pouca coisa para a primeira hora que ficaram ali dentro, mas era uma coisa complexa desfazer toda a linguagem coreana e traduzir para o inglês. Associações eram um pouco difíceis, mas a verdade era que se Dong tinha problema só com a pronuncia, seria muito mais simples do que ensinar a escrever. Pronúncia era pratica e eles poderiam ficar conversando em ingles. Agora escrita, demandaria mais tempo e dicionário constante do lado.

    Felizmente, Dong era um menino esperto que pegava rápido as coisas. Quando a mãe de Stella aparecesse, falando do almoço, a musiquinha do alfabeto estranho estaria na cabeça dele.

    O almoço foi bastante animado - e lotado de comida, como Stella já tinha avisado. Ellen tinha caprichado mesmo naquele dia e Dong poderia comer como um rei. Coreanos já comiam muito, de modo geral, mas naquele dia, ele abusaria ainda mais. Durante o almoço, conversaram apenas sobre coisas amenas e após a sobremesa, café seria servido para ele enquanto as mulheres à mesa tomavam um chá.

    Logo eles voltariam para o quarto, onde continuariam estudando. Precisaram de um tempo para recuperarem o ritmo e, enquanto não voltavam, Stella conversou um pouco.

    - A primeira semana de aula não foi tão ruim, né? - Comentou, mexendo na ponta do livro. - Quer dizer, acho que depois que o diretor brigou com as meninas, as coisas ficaram um pouco mais calmas. Podia ter sido pior…

    Dizia um tanto desanimada. Ainda se lembrava do tombo gratuito que recebeu e o tempo que seu joelho doeu. Agora era só uma mancha verde, mas no dia tinha ficado bem feio.

    - Pelo menos conhecemos pessoas legais. - Suspirou e o encarou. - E no fim, nem fomos para o mesmo clube. Acho que foi melhor assim, teríamos que aguentar gente chata no Teatro… - Fez uma careta, forçando um biquinho. - Mas é uma pena também. Acho que não teríamos outro clube. - Ponderou, viajando um pouco enquanto ainda sentia a barriga cheia.


    Esperaria Dong dar as impressões dele. O celular continuava ali em cima da mesa, mas Stella também não mexia nele. Só olhou naquela hora para ver se havia alguma mensagem e deixá-lo mudo mesmo. Agora, pelo horário, deveria ter muitas mensagens, mas Dong tinha toda a atenção dela.

    [SUN-HEE]

    06/04/2019 - Sábado
    8:30 P.M.


    As compras foram bastante produtivas para os dois. Eles deixaram uma boa quantidade de dinheiro naquela feira e agora voltavam bom sacolas cheias de livros. Agora que mal conseguiam carregar as próprias coisas, eles viam que deveriam voltar mesmo. Não estavam perto de casa e ainda deveriam encarar o transporte publico.

    Além disso, já eram 7 P.M. Eles ficaram horas andando para lá e para cá. Claro que também tiraram fotos, comeram e tiveram uma conversa inconveniente. Mas o dia tinha sido ótimo para eles.

    Joo-Hyuk acompanharia Sunny até em casa dessa vez. Ele estava carregando as compras dela também. E nem sabia que mesmo depois de toda aquela conversa, a amiga estava levando uma “lembrança” consigo. Um livro de fotografias - Kim não viu quando ela comprou isso e, bom, mesmo que visse, nem pareceria suspeito para ele. Não fazia ideia que isso remetia ao Príncipe dos Canalhas.

    Kim não fez questão de entrar porque sabia que se fizesse isso, ficaria muito mais tempo ali dentro e preferia ir para casa direto. Despediu-se da amiga como sempre e logo tomou o caminho para casa. Claro que também pediu para que ela desse um “alô” para o pessoal.

    Assim que a menina colocasse os pés em casa, seria recebida pelos cinco filhos de quatro patas. Os maiores quae a fariam cair, mas todos ficavam pulando, demandando atenção e fazendo gracinhas. Yi-Hoo a ajudou a entrar, segurando um pedaço de bolo entre os dentes para livrá-la dos cães.

    - Chegou em boa hora. - Disse com a boca meio cheia mesmo. - Estamos discutindo o que vamos comer hoje. E parece que vamos lá na tia Yumi.

    Somente Yi-Hoo e o pai estavam em casa naquele horário. O Sr. Kim tinha acabado de tomar um banho e aparecia, limpando os óculos e colocando no rosto, esboçando um sorriso ao ver a filha.

    - Como foram as compras? Vejo que… - Ficou sem palavras para a quantidade de bolsas que ela tinha em mãos.- Ainda bem que você está trabalhando agora, não é minha filha? Cultura é sempre bom, mas isso é compulsão, sabia?

    Yi-Hoo deu uma risada, meneando negativamente e ajudando a irmã a levar as bolsas para o quarto dela.

    - Você está muito cansada para ir até o restaurante da sua tia? Se estiver, podemos pedir uma pizza ou algo assim.

    Daria tempo para que ela se decidisse, porque ninguém estava pronto para sair mesmo. Yi-Hoo até estava com o notebook aberto na sala, fazendo trabalho de casa enquanto a reprise de um jogo passava na tv. Os cachorros também estavam espalhados pelo sofá, prestando muita atenção. Menos Tea que seguia Sunny o tempo todo.

    Após se acomodar, ela veria várias mensagens no celular.

    Chae falava no grupo das meninas que estava bem ansiosa com a Opera, mas triste poruqe ficaria sozinha.

    “Quer dizer, Hye-Won-shi estará lá, mas não é a mesma coisa sem vocês =/ Estou nervosa.”


    “Vai dar tudo certo, amiga! Cade o vestido?”


    Lee-Hi perguntou e então Chae mostrou uma foto dela já quase pronta.

    “Uaau, está linda!”


    Na sexta-feira, o grupo tinha ganhado a presença de Hye-Won à mesa. Era, simplesmente, a filha do diretor, mas aluna nova também. Chae e Lee-Hi fizeram amizade com ela na sala porque foram colocadas num trio para um trabalho. Não fizeram com Ha-Neul porque ele foi colocado com uma menina séria chamada Han So-Na.

    Hye-Won ainda não estava no grupinho, mas estava sob análise e até agora, parecia uma menina legal. Já era bem tarde e Stella não tinha dado as caras no grupo ainda. Sunny sabia que ela estava com Dong em casa, porque iam estudar juntos.

    Mas mesmo assim, fazia muito tempo.

    O dia tinha sido muito agitado para Sunny e agora ela via que a noite seria agitada para a amiga. Lee-Hi não teve do que reclamar também, disse que fez todos os deveres daquela semana e agora poderia descansar.

    Todos os seus protegidos pareciam bem.

    E talvez isso fosse um consolo para aquele coração agitado.

    [NATIONAL THEATER OF KOREA]

    06/04/2019 - Sábado
    10:10 P.M.


    A amizade era um verdadeiro combustível para a MiSoo. As brincadeiras de Bo-Mi e Eun-Bi conseguiam animar de novo a menina, a ponto de transformar aquele triste episódio pré-ópera numa lembrança distante. Não havia espaço para incertezas e chateações quando tudo o que buscavam eram risadas sinceras e momentos únicos.

    Por mais boba que fosse a ideia de Eun-Bi, as selcas e as dublagens ajudaram a melhorar a noite delas. Claro que se divertiam quando estavam em duplinhas, mas tudo ficava mais divertido quando juntavam as três ou o quarteto completo. Enquanto brincavam entre si, a área VIP continuava bem movimentada, com um grande fluxo de pessoas indo e vindo e flashes sendo disparados a todo instante. Era, de fato, um evento importante e cada um dos presentes tirava dele o que seria mais proveitoso para si.

    Eun-Bi ficou mostrando as fotos enquanto a bateria de seu celular ia descarregando. Aparentemente, o aparelho considerado novo, veio com algum defeito porque descarregava muito rápido! Já começava a fazer um bico de insatisfação, mas logo sorriu para as fotos de novo.

    - Essas ficaram muito legais. - Bo-Mi indicou a do coraçãozinho e a da risada espontânea. Mesmo que as três estivessem com a boca aberta rindo, elas saíram muito bem.

    MiSoo estava tão distraída que nem percebeu que sua prima já tinha saído da sala há algum tempo - muito menos o que acontecia ao redor e podia ser considerado uma fofoca, como a situação de Han Sunyoung, por exemplo. Quando fizeram uma pausa, MiSoo comentou que talvez fosse dormir com a avó.

    - Ah, que bom! - Eun-Bi disse animada. - Faz tempo que sua prima tá fora, né? Seria legal vocês ficarem juntas, mas...por que sua mãe estava nervosa? - Olhou de MiSoo para Bo-Mi. Bo-Mi mordeu o lábio internamente.

    - Porque...houve um pequeno incidente envolvendo um broche, Gyu-Sik e o Cabelo Ketchup.

    - Mwo?!

    - É, o Ketchup tacou um broche no meu oppa e a MiSoo rebateu, tacando nele. Daí a mãe da MiSoo-ya viu e...bom...Eu espero que você esteja bem. - Olhou um pouco receosa e preocupada para MiSoo.

    - Poxa...eu também, MiSoo.. - Eun-Bi tocou no braço da amiga.

    Quando MiSoo perguntou sobre a prima, Bo-Mi arqueou uma das sobrancelhas.

    - É...Não sei! Cade? Será que ela ficou chateada com as fotos? Poxa vida... - Bo-Mi olhou ao redor. Não viu a prima de MiSoo, mas viu Hyemin saiu para o corredor, em seu belo vestido vermelho. - Aquela é a Hyemin? Está tão diferente, né? Quem diria que vermelho ficaria bem nela também. É bonita, fica bonita de qualquer jeito.

    Bo-Mi concluiu e deu um meio sorriso. Eun-Bi olhava para o celular, vendo aquela bateria e se aborrecendo, mas logo ergueu a cabeça e comentou.

    - Não sei para onde vou no domingo, mas não ficarei em casa. Tô de saco cheio. - Revelou, meio revoltada. - Pelo menos você vai dormir na casa da sua avó.

    - E depois vai estudar com o meu oppa, não é? - Bo-Mi conferiu MiSoo nesse instante.

    O comentário dela sobre os saltos de Eun-Bi também puxou a atenção de Bo-Mi.

    - Ya! Você não pensa, não?

    - Está tudo bem. - Deu de ombros. - Fiquei tão parada nos últimos três dias que nem dói nada. - Mexeu o pezinho. - Fora que sapatinhas não combinariam com o meu vestido e eu não tinha outro pra colocar, tão em cima da hora.

    - Tsc, tsc, tsc…

    Eun-Bi deu de ombros e olhou para o celular, Bo-Mi continuou olhando ao redor, curiosa como sempre.

    Já MiSoo, veria que uma menina de vestido preto e cabelos soltos caminhava até Gyu-Sik e o chamava por um instante. Gyu a encarava um pouco surpreso. Aparentemente, o garoto estava muito popular nessa noite, engraçado, né? Han Minhyun também estava ao lado dele e sorriu para a menina que se aproximava, como se a conhecesse.

    Assim, meio de costas era dificil de identificar, mas a menina falava algo com Gyu que chegou a abrir a boca, mas ela logo o reverenciava, como se pedisse desculpas. O amigo meneou negativamente, fazendo um gesto com a mão e sorriu, dizendo que estava tudo bem.

    Logo a menina deixou os ombros caírem, como se estivesse aliviada por aquilo e virou-se para partir. Olhando de frente, talvez MiSoo tivesse a impressão que já a tinha visto de algum lugar. O rosto dela era familiar, de alguma forma e ela ajeitava sua echarpe enquanto continuava caminhando sozinha pelo salão.

    [...]

    Jong-In não tirava os olhos do improvável quarteto enquanto Hyun-Hee tentava se recompor. O amigo estava tão distraído com aquela cena que nem reparou que seus comentários causavam um pequena erupção no amigo. Aquele foi um teste de controle que Hyun conseguiu passar com certa tranquilidade.

    Myung-Hee e a prima saíram de cena, deixando Sunyoung sozinha com Chaeyoung. A filha do banqueiro logo fez uma suave mesura para Sunyoung e se retirou, caminhando sozinha pelo salão.

    À essa altura, Jong-In conseguiu disfarçar e encarou Hyun diante do comentário dele. Um sorriso cretino veio aos lábios do rapaz, imaginando em fazer, pelo menos metade das coisas com aquela menina.

    - Parece, não é? Ela tem um gênio forte, sabe? Dá para ver pela postura dela na sala de aula. Não forte do tipo impossível como a Han So-Na que, por sinal.. - Suspirou, levando a mão até o peito. - Se ela se arrumasse um pouco, eu até daria chances a ela. Mas enfim, não impossível assim, mas...firme. Gosto. Faz o desafio parecer melhor, se é que me entende. Valeria a pena correr o risco de ser preso.

    Deu um gole em seu suco e franziu um pouco as sobrancelhas com aquela sugestão.

    - A noona? - Olhou para Sunyoung e para Hyun. - Não chamei o Minhyun-shi porque ele é certinho demais. Mas ele ficaria irritado se eu chamasse a irmã. E também duvido que ela fosse aceitar.

    Assim que disse isso, a proposta ficou mais interessante para ele. Olhou para Hyun de novo e sorriu daquele modo cretino.

    - Por que você não tenta? Vai lá oferecer esse seu ombrinho Park para ela. Não é lá um Wang, mas deve servir. Até que você tá apresentável hoje...oppa. - Devolveu a gracinha, piscando para ele e o incentivando.

    Nesse meio tempo, Chaeyoung tinha se aproximado de Gyu-Sik que conversava tranquilamente com Han Minhyun, o “careta” da conversa de Hyun. Apesar de agora Hyun ter desbloqueado um novo objetivo, se olhasse de relance, veria que a menina tinha reverenciado Gyu-Sik, como se estivesse pedindo desculpas por alguma coisa.

    ”conversa”:
    Chae ficou um pouco sem jeito pela forma como as coisas desenrolaram bem na frente dela. Apesar dela não conhecer à fundo o relacionamento daqueles três, ficou nítido que Wang Myung-Hee fizera uma escolha ali. Sem saber onde enfiar a cara, ela reverenciou a sunbae e se retirou dali.

    Aquela Ópera estava sendo um evento difícil para ela.

    Parecia até Wangjo: Desejava tanto estudar fora de casa e, quando conseguiu, tinha muitos pontos negativos sobre o lugar, muito embora os pontos positivos fossem melhores. A Ópera seguia pelo mesmo caminho. Era seu primeiro evento social importante entre a elite de Seul, mas estava valendo à pena só pela história.

    Além de ter encontrado com Hyun-Hee, ainda viu que sua nova amiga estava com problemas. E agora, lá estava ela, caminhando sozinha por uma sala cheia de gente que ela não conhecia ou não queria conversar - tinha visto onde Hyun estava, por isso mesmo não se aproximou dele.

    De repente, ela viu uma pessoa que colocou sua moral em check. O rapaz que ela tinha atingido estava ali, conversando com o oppa de sua turma. Chae mordeu o lábio internamente e se aproximou dele de modo humilde. Parou em frente, mas numa distância respeitosa.

    - Er...Com licença. Boa noite. - Disse um pouco nervosa e deu um sorriso um pouco nervoso quando o rapaz a encarou de modo surpreso e o oppa sorriu para ela. Cumprimentou o oppa, mas os olhos estavam focados no menino mais novo e mais alto. - Ahm...Isso pode parecer um pouco estranho, mas...Eu te devo desculpas?

    - Mwo? Wae? - Gyu-Sik ficou um pouco confuso.

    - Ahm… - Ela engoliu em seco. - Quem tacou o broche em você fui eu, mas foi sei querer, eu juro! Eu queria ter acertado aquele idiota...digo - Meneou negativamente.- outra pessoa, mas mirei errado e como eu já queria fugir, eu só saí correndo. Foi uma atitude covarde e me sinto envergonhada por isso. Mian hamnida - Disse de modo formal, curvando-se um pouco.

    - Oh oh! Isso não é necessário. - Gyu-Sik ficou um pouco nervoso e também a reverenciou porque não tinha coragem de tocar numa menina mais velha. - Eu nem lembrava mais. - Mentiu. - Está tudo bem.

    - Que bom! Bom...Era isso. Obrigada, então… - Olhou para Minhyun e sorriu. - Com licença…

    Reverenciou mais uma vez e deu as costas, ajeitando sua echarpe e caminhando pelo lugar de novo.

    [...]

    Hyemin ficou chocada com a cena que presenciou junto de suas amigas. Para uma menina inocente, sonhadora e partidária à Sunyoung, aquilo realmente deveria ser um absurdo! Pouco a pouco, Myung-Hee caía mais no conceito dela. Sua indignação foi tamanha que ela simplesmente resolveu soltar uma bomba bem ali, entre alguma das pessoas mais influentes do colégio.

    Não foi difícil conseguir a atenção das três meninas - primeiro porque a cena tinha acabado e elas precisavam disfarçar, mas também pelo modo determinado que ela tinha dito.

    - Ele o que?! - Eun-Joo arregalou os olhos.

    Jimin fez um “o” com a boca e Nana tapou a própria boca, pelo choque.

    - Como assim, Hyemin? - Jimin quis saber mais. - O que a família Wang tá querendo, hein?

    - Tem algo a ver com as decisões do novo diretor? - Eun-Joo deu um passinho à frente.

    Hyemin não tinha mais noção do perigo, nem do alcance da própria lingua. Independente de ser pela internet ou ao vivo, suas palavras estavam criando intrigas cada vez maiores e o momento que todas elas se virassem contra a menina, Yerin não seria um escudo suficiente. A garota estava tão focada em seu glorioso dia que devia ter esquecido a chave da boca em casa, então, a porta ficou destrancada e agora todas as histórias saíam dali.

    Felizmente, ela não concluiu o próprio raciocínio porque Nana, embora estivesse curiosa, também estava atenta e mostrou que o noivo dela estava saindo dali. Quando Jimin e Eun-Joo viram, souberam que tinha perdido a fonte da fofoca, mas sabiam que, em breve, poderiam voltar para aquele tópico.

    Nana fazia uma sugestão bastante audaciosa para Hyemin. Óbvio que a primeira reação dela seria de espanto, mas logo aquela ideia parecia tentadora demais para ser ignorada. Tinha se produzido toda apenas para uma conversa no camarote? Fora que ele tinha prometido que tomariam um suco depois! E ainda tinha a foto!

    Talvez fosse mesmo uma boa ideia.


    Hyemin olhou ansiosa para a amiga e Nana a incentivou a ir. Não via nada demais nisso e estava mesmo torcendo para que corresse tudo bem com a amiga.

    Não demorou para que a menina ganhasse o corredor que levava até os elevadores. Àquela altura, ele já estava mais vazio porque as pessoas estavam concentradas na sala VIP. Em sua cabecinha, era mais do que óbvio que ele estaria no toilet e ela já bolava algum plano para que fosse pega no melhor ângulo e sem parecer uma intrometida. Hyemin estava tão distraída que passou direto pelo corredor, tendo em mente se encostar na parede, próxima ao elevador ou a que melhor contrastasse com seu vestido.

    Diferente do que ela pensava, não demandaria muito esforço para encontrar seu noivo. Ainda no corredor, antes de sair, ela já ouvia uma risadinha feminina, divertindo-se com algum comentário.

    - O que está fazendo, oppa? Você está doido? - Murmurou a voz que ela demorou um segundo para identificar de onde vinha, pois olhava para o outro lado. Até que se virou e viu.

    MiWoo estava próximo demais de uma belissima mulher. E não era qualquer mulher, tratava-se de Kwon Ji-Eun, uma das meninas mais talentosas de sua época na Wangjo e que, atualmente, era trainee de uma importante marca de acessórios - bolsas e óculos. Como se não bastasse isso, ainda era a prima de MiSoo, a menina mais comentada da noite.

    O seu noivo estava olhando fixamente para ela, com um objeto sendo exibido na altura dos olhos dela, para que ela encarasse bem.

    - Por que? Porque estou devolvendo isso para a dona? - MiWoo perguntou de modo divertido.

    Ji-Eun deu um meio sorriso e fechou a mão sobre a dele, pegando o objeto para si. Porém, no instante em que fez isso, ela percebeu o vulto vermelho que estava bem ali. O sorriso se desfez na mesma hora, chegando a corrigir a postura e empurrar de leve MiWoo. Assim que ele viu para onde ela olhava, também pigarreou, fungando e colocando as mãos nos bolsos.

    - Achei no chão, em frente ao banheiro e você tinha acabado de sair, Ji-Eun-shi. Pensei que fosse seu.

    - É… - Ji-Eun umedeceu os lábios. - Minha prima estava incomodada com o brinco e eu guardei, deve ter caído. Obrigada, MiWoo-shi.

    Para piorar toda aquela situação, a mulher que estava com ele não precisou usar vermelho ou decotes para ter a atenção do noivo. Ji-Eun usava um vestido branco, com rendas na altura do busto, muito comportado e delicado. Apenas ajudava a destacar a beleza inocente que ela tinha - Ji-Eun tinha a expressão e luz de uma fada. E, mesmo assim, ela conseguiu toda a atenção e aproximação de MiWoo.

    De modo recatado, ela guardou o brinco na bolsa de mão e MiWoo olhou para Hyemin.

    - Oh, Min-Ah! - Disse sorrindo sem constrangimentos. Ji-Eun reverenciou algumas vezes e começou a sair pela tangente. - Está tudo bem? O que achou da Ópera?

    [JAE-KI]

    06/04/2019 - Sábado
    10:30 P.M.


    O grupo de Jae foi resumido à um quarteto com duas motos. Começaram a conversa enquanto saíam daquele lugar, subindo de novo para as ruas. As motos estavam estacionadas ali perto e não parecia que seriam retiradas dali. Os garotos queriam conhecer Jung-Su e não havia modo melhor de fazer isso do que à pé.

    Fora que a noite mal tinha começado e eles já tinham virado muitas noites na rua. Só não podiam criar confusão, dessa vez.

    Enquanto subiam, Jae contava sobre a escola.

    - Pessoas ricas e importantes…- Joon-Geun ponderou por alguns instantes.

    - Depende para que tipo de emprego você vai mandar o currículo, né? Se for em loja, é capaz de te acharem “muito bom” para o emprego bosta. Tu conseguiu bolsa até o fim do ensino médio? - JR questionou apenas de modo curioso, sem nenhuma ameaça.

    - Aissha, agora entendi! - Joon-Geun bateu uma mão na outra. - A garota é dessa escola?

    - Garota? - JR arqueou uma das sobrancelhas. - Tá namorando, Jae?

    - Não, mas ele fez umas perguntas estranhas no carro. Nem eu entendi o raciocinio.

    - E desde quando você entende alguma coisa? - JR perguntou de modo implicante.

    O quarteto caminhava pelas ruas, de modo despretensioso e sem saber onde comeria. Iriam para um lugar com mais opções e aquela que os olhos batesse e o estômago roncasse com mais vontade seria a escolhida.

    Jong-Suk continuava andando com aquela cara emburrada e olhou para Jae diante daquela proposta. Franziu as sobrancelhas e deu um cascudo no ombro direito dessa vez.

    - Sabe o que me deixa realmente puto? É realmente achar que você escondeu essas coisas por ter vergonha da gente. Tá andando com os ricos agora e esquecendo dos amigos. - Disse ainda irritado. - Tipo, eu me sinto responsável por você, cara. Tu tá nessa porque eu falei e agora tu acha uma boa ideia ficar omitindo coisas do hyung?

    JR e Joon-Geun não se meteram muito. Eles eram bem de boa e não iam lá falar para Ji-Hoo sobre essa conversa, porque respeitavam bastante Jong-Suk também.

    - Daí ele te quebra e eu só posso ficar olhando, mas também é como se eu estivesse apanhando. Você é meu dongsen, Jae. Não achei legal. E que porra é essa de garota agora? O Joon-Geun tá certo?

    Continuavam caminhando e nem sabiam que estavam mais próximos do Teatro do que Jae imaginava. Não demoraria para que achassem uma barraca de rua e o estômago roncasse ali mesmo.
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por GodHades em Sex Jan 05, 2018 4:30 am

    Ao passar pela porta a deixou desse jeito, meio encostada, pois acharia estranho ficar num quarto fechado com uma menina, especialmente tão bela como esta. Apesar do jeito descontraido da familia de Stella, não sabia se eles eram conservadores. Antes do inicio eles trocam aquelas informações sobre signos, fazendo Don ficar surpreso por Jun conhecer bem do assunto.

    - Geminianos podem ser delicados haha. - Ele sorriu quando foi corrigido pela pronuncia do Benjamin. - Virgem e Cancer se dão bem, estamos ok quanto a isso.

    A respondeu com calma naquele tom de voz quase manso que não refletia alguém que tinha bebido tanto café. Aquele inflar de bochechas só servia para fazer Stella ser mais adorável do que o garoto já a achava, mas é de se esperar que ela não saiba disso. Eis que o óculos de armação redonda fora revelado.. quase dando uma nova aparência a canceriana. Dong parou alguns segundos para observar a cena, como e estivesse diante de algo muito interessante. - Sim é bem diferente...

    Concordava com o que ela dizia sobre as diferenças entre o ingles e coreano, mas como não havia feito um curso então a vantagem e sabedoria seriam todas da tutora. Kyung sentiu uma certa confiança no assunto discutido por eles, e essa sensação era muito boa, lhe deixando confortável e interessado; ainda mais interessado. - É o inglês as vezes dobra minha língua.

    Chegando mais perto, encarou a apostila recém aberta por ela. No inicio Dong conseguia acompanhar o alfabeto mas depois de algumas tentativa, a musiquinha seria necessária para auxiliar melhor. Parecia estranho no inicio ter que ficar repetindo essas coisas; soava até mesmo um pouco bobo...mas conforme ele ia juntando a letras, do jeito que ela mostrava, o som se mostrava mais polido. Ela explicava muito bem.. talvez melhor do que qualquer canal do youtube que possa ter estudado isso antes desse momento.

    Como Stella realizou, ensinar a pronuncia era bem mais simples do que escrita, a troca de frases entre eles já respolveria parte das associações, eles treinavam e a Sra Jun aparecia para convida-los para comer. HeeK já estava pensando no monte de comida que aquela super cozinheira teria feito, e quando se depara com a mesa, sente uma ligeira pontada... de fome, e de inveja. Não que sua mãe fosse ruim!! Mas a de Jun... era outro nível. Ele tentou não expressar isso com palavras mas o sorrisinho que deu ao ver o Kimchi já exautaria sua satisfação.

    O garoto que já era magrinho... se enfartou de tanto comer, Ellen já poderia estar orgulhosa desta reação previsível, já que ela era boa mesmo e sabia disso. Sortudo seria esse Benjamin que iria ter muitas alegrias na cozinha! Dong não se esqueceu de experimentar os pratos que não eram coreanos, e inclusive repetiu o nome deles, antes de come-los; olhando para Stella para ver se estava dizendo certo, no tom adequado. - Poutinee... Um prato delicioso mas rico em criar espinhas! Amanha seu rosto cobrará o preço.

    Após a sobremesa suculenta, ele pode se servir do elixir dos deuses latinos chamado de café. Como estava muito quente ele tomou cuidado para não queimar a boca num gole afobado. Antes de retornar ao quarto ele ajudou com a louça, e Ellen veria que esse menino mexia as mãos muito rápido ao fazer isso.


    "Minha nossa estou quase pedindo para a Sra Jun me adotar, mas ai a Stella seria minha irmã, e a piada soaria um pouco pesada... aigo. Não de uma de autista você não está no meio dos seus amigos, Dong!!"

    Havia comido bastante, o suficiente para uma barriguinha quase querer sair naquele corpo esguio.

    - Foi interessante, mas achava que seria mais difícil. - Isso que muitos lá da sala dele mesmo já estavam perdidos com esse simples começo. - Deveria ser sido pior. Com relação as sanções, não aprecio gente fazendo essas coisas e saindo barato.

    O lado severo dele vem atona muito rapidamente quando ela toca nesse assunto, para Dong ficava claro que aquilo tinha dedo de gente grande por trás, como era com todas as famílias mais ricas da Coreia. - Conhecemos sim, nem sabia que eu podia ser tão sociável desse jeito, usualmente ficaria preso aos meus amigos. - Deu uma encaradinha no joelho, bisbilhotando na marquinha verde... que naquele joelhinho de pele bem branca seria deveras evidente; imagine antes.

    - Não seria chato pois teria você por lá. - A encarou quase em sincronia. - Quando voltei para casa parei e pensei... será que é isso mesmo que quero? Poderia soar uma ofensa as pessoas que realmente gostam dessa arte, alguém como eu, que usa atuar como uma "brincadeira". Não gostaria de ver alguém que não aprecie informatica, indo lá para brincar, por exemplo. - Se referia aos jogos de roleplay, os RPGs, mostrando uma parte mais auto-critica. - Iria entrar por sua causa, e existe uma razão para isso.






    Foi mais direto, mesmo que isso fosse obvio. - Se me pedisse com um "por favor Dong-shi" já seria o bastante, talvez batendo o pé no chão e inflamando as bochecha como faz ajudasse também, certamente esqueceria tudo isso e teria me inscrito. Acho que nem bico seria necessário.

    Coçou um pouco a cabeça, revelando um certo poder que a garotinha sobre ele, mesmo que no tom de brincadeira que estava oferecendo. - E se quiser atuar podemos fazer isso qualquer dia, só me mande um script, que eu decoro em menos de uma hora. Quem sabe uma peça inglesa para treinar ainda mais?

    Conforme ia conversando, Dong quase esquecia que o celular dele existia e que já estaria beirando nas 700 mensagens que as pessoas vão spammando nos grupos onde ele se encontra.
    Luxi
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Luxi em Sex Jan 05, 2018 8:45 am

    Hyemin achava que estava entre amigas. Mesmo com Yerin desconfiada que qualquer pessoa naquele colégio poderia tê-las denunciado, a menina não conseguia desconfiar de alguém que era gentil com ela pessoalmente - e ela não tivesse birra anterior. Não achava que estava falando nada demais, até porque as meninas podiam expulsar as bolsistas da escola e também as odiavam, tinham feito uma festa! Eram aliadas. Além do mais, a menina se deixava muito levar pelas emoções, e, no momento, tinha raiva do garoto.

    Sua fala era só um veneninho, um exagerozinho. Ela não tinha intenção de contar sobre o plano de In Na porque, realmente, aquilo era um segredo de verdade. Queria explicar às meninas que era óbvio, porque o novo diretor era um carrasco usurpador e se MyungHee ficava negando a própria família para se unir à filha dele e ameaçando os interesses da tia, que estava só tentando salvar o patrimônio dos Wang, então era um traidor! Não tinha ideia do quanto um comentário daquele podia instigar a mente daquelas meninas, assim como não sabia que o namoro com Misoo era meramente uma suposição.

    A garota mexeu a língua diante de tantas perguntas e se sentiu um pouco pressionada, um sentimento estranho de que poderia, quem sabe, ter falado algo de mais, mas não concordava com a sensação, era só um tipo de intuição adormecida. Abriu a boca para falar algo, mas se atrapalhou, pois Nana vinha com uma notícia melhor. Bem, as meninas podiam esperar. Prioridades.

    A herdeira saiu andando daquele jeito animado, esperando que alguma parte de seus sonhos seria concluída agora, em um encontro romântico particular com seu amor. Quando saiu a sua procura, não conseguia tirar o sorrisinho do rosto. Seu coração batia ansioso, atento para qualquer sinal de seu noivo, como foi com a risada. Era feminina, então não tinha como ser ele, mas acabou chamando sua atenção. Virou o rosto, bem ligada, e até explodiu internamente de felicidade ao identificar a silhueta do noivo, mas o sorriso que apareceu animado murchou lentamente quando o cérebro terminou de pintar a imagem. MiWoo não estava sozinho. Estava muito bem acompanhado.

    Ela observou a dupla, sentindo que as batidas ansiosas do coração mudavam para algo mais descompassado. De repente o corredor parecia um pouco gelado e a temperatura se espalharia pelo corpo. Aquela era a mulher mais linda que ela já tinha visto na vida inteirinha. Os olhos da menina vasculharam alguma imperfeição naquele rosto, mas ela era tão perfeita quanto uma estátua de gelo. Brilhava como uma fada. Pura, angelical e… tão unicórnio quanto Nana tinha advertido para não ser.


    Kwon JiEun. Estilista. Poderia desfilar com as próprias criações como modelo se quisesse e viver só de sorrir para o Instagram. Ela era tudo que um dia HyeMin aspirava a ser, ou pelo menos, tornou-se naquela fração de segundo invejosa que pôde colocar os olhos nela.
    A voz doce da menina era tão bonita falando “oppa”, rindo, soando, existindo. Seu noivo também ficava incrivelmente lindo ao lado dela, como se fossem príncipe e princesa. Não. Perto dela, ele era um rei! Era muito triste admitir isso, mas a altura e a beleza dela combinava perfeitamente com o homem mais lindo da Coreia. Sentiu os olhos marejaram naquela constatação. Sabia que era uma mera bobagem, mas era tão inegável o quanto aquela mulher era superior a ela em muitos, muitos, muitos níveis...




    A mão pura e delicada que fechava-se sobre a pele de seu noivo apertava sem delicadeza o coração inteiro de Seo Hyemin, mostrando o quão pequena era perto daquela aura majestática. Sentiu uma inveja sem tamanho de poder encostar nele, o que nunca tinha acontecido em todo aquele período de falso noivado. Porque era a droga de uma criança protegida pelo papai e que obviamente não era atraente aos olhos de um homem feito. Virou o rosto, fingindo que não tinha visto nada. Queria ir embora. Agora.  

    Sentiu a tristeza querendo chegar a seus olhos brilhantes, mas ela fungou rapidamente e sugou cada resquício de lágrima de volta para o corpo, quando o casal começou a falar sobre o tal do brinco, que para ela pouco importava. Não achava que os dois tivessem nada, essa percepção não tinha, mas era evidente o quanto poderiam ter e ninguém poderia ser contra, porque ela era perfeita, como ele. Talvez fosse um destino bem ruim para ele estar preso a uma garota sem graça como ela, ainda que ela gostasse tanto, tanto, tanto dele. Tinha um pouco de noção de que não poderia inspirar nele a mesma admiração que ela tinha, mas a diferença escancarada assim entre elas era dolorosa demais.

    Sua postura feliz e confiante mudou e ela ajeitou o echarpe, cobrindo-se. Era patética. Estava travestida de mulher adulta, quando na verdade nunca conseguiria sustentar um vestido daqueles. O noivo a chamava de “surpreendente”, mas isso necessariamente era uma coisa boa? Ele podia ter achado extremamente ridículo como ela tentava ficar bonita. Ele podia… ODIAR AQUELE TOM DE VERMELHO!!! Mas pelo menos estava com a gravata… era legal assim estarem combinando? Tinha sido muito legal. Na verdade, o Miwoo era muito gentil e educado, ele não a tinha achado ridícula, com certeza, mas talvez ele tivesse escolhido as palavras que fossem ferir menos seus sentimentos, porque era um cavalheiro. Não era obrigado a gostar dela, afinal. Mas tinha palavra.

    Agora já não conseguia mais olhar na direção da menina loira, porque sua imagem já estava muito bem formada na sua cabeça. Branco e renda, a mais básica e sem graça das possibilidades, e no entanto, ela parecia estar vestida de todo o glamour da festa. Havia uma verdade na moda que Hyemin era obrigada a encarar agora: não importava a roupa, mas quem vestia. E Kwon Ji-Eun era uma rainha natural, enquanto ela parecia uma palhacinha. Uma palhaça com grife e muita classe, é verdade, mas ainda assim ridícula. Não era sua cor. Nunca devia ter ido de vermelho. Nunca. Quem era ela para usar decote? Uma sem vergonha, só isso, porque não fazia a menor diferença. Ia mostrar o quê? Talvez no fim da noite ainda levasse bronca do pai, porque mimimimi tia, mimimi decote.

    A enxurrada de pensamentos criativamente negativos faziam a maior festa na mente da menina quando o noivo se aproximava. Não queria falar com ele. Não queria mais. Só queria ir embora daquela ópera, voltar para seu pijama de unicórnio, coisas rosas e idiotas. No entanto, não poderia ser ainda mais patética. Ergueu o rosto e enfiou um sorriso fraco no rosto de uma linha só. Não conseguia sentir a menor felicidade com a aproximação dele. Só sentia-se mais e mais idiota, porque depois de conversar com aquela mulher, ficaria ainda mais nítido para ele a comparação, como eram diferentes. Então se ele não tivesse ainda percebido que ela era inferior, agora não tinha como.

    Ao mesmo tempo, sentia culpa por ser tão imatura. Kwon Ji Eun jamais sairia do local por causa dela. Não precisava. Sabia que era maravilhosa em cada cutícula e podia simplesmente ficar ali, esperando alguém pegar a senha para falar com ela.  Já Hyemin tinha que sair correndo a ópera toda para ganhar um pouquinho de atenção de seu noivo que… o que é mesmo que ele estava falando? Piscou, voltando ao planeta Terra. Riu de nervoso.

    - Ah. Oi. Está tudo ótimo, o-... - discretamente engoliu o “oppa” da fala, preferindo apenas usar a linguagem respeitosa para pessoas mais velhas que sempre usava com ele. - Chata. Ah... Quero dizer… - disparou sem pensar sobre a ópera. Ficou surpresa com a própria sinceridade, sorriu sem graça e baixou o olhar.

    Estava tão infeliz e se esforçando para ficar em pé ali diante dele que não conseguia pensar em nada mais ou menos “ok” para falar daquela história. Tinha dormido, aliás. Apostava que JiEun não tinha dormido. Ou tinha fingido que não, falado alguma coisa super convincente sobre isso. Mas Hyemin era uma pessoa que quando abria a boca as pessoas achavam engraçado. Na maior parte das vezes isso não a incomodava, mas tinha ciência que era um pouco… lerda. E não queria ser assim na frente de uma pessoa que queria tanto impressionar.

    Como ele era cheiroooooso. Já era tão difícil se comunicar como um ser humano normal quando estava concentrada, imagina agora? Sentia cada parte da roupa pinicar o corpo e o ar condicionado incomodando os braços. Queria agora ter vindo de gola alta. Mas faria alguma diferença? Aiish...

    - Ahn… - arrumou mais uma vez o echarpe desconfortavelmente e depois cruzou o braço na frente do corpo, segurando a bolsa com as duas mãos.

    Como justificaria o que estava fazendo ali sozinha, convenientemente quando ele saiu andando? Era uma sasaeng atrás de seu ídolo? Uma perseguidora maluca? Uma nerd tosca dos doramas apaixonada pelo popular da turma? Não queria se tornar “a esquisita”.

    “Eu vim para ficarmos juntos e tomarmos aquele… suco”, pensou e a ideia agora parecia tão idiota e absurda que ela não conseguia mais convidá-lo para fazer nada. Devia ter se contentado com a gentileza dele no camarote. O silêncio que ela criou já estava constrangedor e a fazendo sentir-se ainda pior por não conseguir manter uma conversa que não fosse sobre moda, maquiagem e as coisas tontas que gostava como a tia e seu pai tanto desprezava. Homens sérios como ele não deviam gostar de nada disso. Já JiEun… Suspirou.

    - A foto - tirou a primeira coisa que veio em sua cabeça e voltou a olhá-lo, tentando cortar o loop que reiniciava em sua mente. - Eu vim chamar para a foto.

    Era uma mentira bem tosca e ela não fazia questão nenhuma de arrumar um álibi ali dentro para confirmar, mas com sorte talvez quando voltassem a família percebesse que era um bom momento para tirar a foto e acabar com isso.

    Não queria que acabasse. Queria aproveitar seu tempo com seu amor, mas tinha estragado tudo. Ela desviou o olhar, virando a atenção para o caminho de onde tinha vindo. Estava louca para voltar e parar de falar bobeira, mas não tinha coragem de largar seu oppa ali e simplesmente sair. Seria uma desfeita e tanto! Era melhor esperar que ele seguisse e, céus, como ela queria simplesmente andar atrás dele e olhar suas costas em vez de ter que conversar agora....


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    Re: Capítulo 2

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      Data/hora atual: Qui Dez 13, 2018 4:31 am