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    Capítulo 2

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    GodHades
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    Cavaleiro Jedi

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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por GodHades em Dom Jan 07, 2018 9:15 pm

    Saciar sua sede de conhecimento era um programa mais do que bem vindo neste final de semana. Usualmente estaria gastando eu dia em atividades virtuais mas estando ali... com Stella, com a mãe dela, isso lhe remete uma sensação estranha, era nostálgica e ao mesmo tempo agradável. Stella era culta e sua família se mostrava de certa forma prendada...

    As lições ocorrem bem, como Dong aprendia rápido a canceriana não se cansaria tendo que explicar seguidas vezes a mesma coisa. Após o almoço e a sobremesa, o visitante também parecia satisfeito com a torta de maçã, achando mais do que justa para encerrar aquele banquete maravilhoso. Ele não sabia que seria tão bem recepcionado, na verdade não queria dar trabalho para a mãe de Stella, e no fundo ficou um pouco envergonhado de não ter trazido nada para a Sra Jun, além da barriga vazia.

    Quando estava quase acabando a louça ouviu sobra a insulina, e recordando da condição delicada da garota, suas sobrancelhas arquearam quando a mãe dela dava um inicio de bronca, ele mesmo ficou um pouco preocupado. - Sua mãe tem razão Stella, não pode esquecer e se for o caso irei lhe lembrar disso quando puder.

    Disse de forma um pouco intrometida na conversa mas ele estava preocupado, e não queria que a Sra Jun também ficasse desse jeito. Gostaria de passar o ar de garoto responsável, que a mulher poderia acreditar nesse lado dele.

    Depois na cena do quarto, ambos se encaravam em sincronia, a garota pareceu meio boquiaberta, surpresa, sera que Kyung não se expressava com ela assim antes?
    Ele não estava imune a timidez e a resposta dela sobre fazer isso diminuir pelo teatro foi uma boa saída, a encarada que estava dando não durou tanto, afinal a expressão de sorriso que Jun dava era muito bonita e nem mesmo Dong conseguiria encarar por muito tempo, sem esboçar uma reação envergonhada.

    - Confesso que as pessoas não me preocupam tanto, mas compreendo seu ponto. Acho que deveria adotar uma certa cautela sobre minhas escolhas. - Coçou um pouquinho a ponta do queixo liso, agora olhando seus ombros. - Kim parece legal, e um pouco bravo! Vou encontra-lo em breve e a partir dai verei algumas coisas, como por exemplo sua relação com Sunny...

    Estaria Dong atrás de fofocas? - Eu entendi sua referencia, vamos voltar ao inglês... - Chegou a erguer o indicador na direção dela como que imitando um célebre personagem. Seu foco volta na apostila que ela mexia e ficou na espera das novas coordenadas, enquanto a olhada de ladinho.


    - Algum problema ? - Ainda disse assim curioso como se não tivesse achado nada alarmante ou desconcertante em seus dizeres anteriores.

    isaac-sky
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por isaac-sky em Dom Jan 07, 2018 10:20 pm

    Essa última semana havia mostrado a Won que os melhores momentos, aqueles que ele iria guardar com carinho, não eram planejados. E pensar que Won tinha pensado em se esquivar da garota, teria perdido aquele almoço divertido.

    Era se lançando para frente que Won descobria o que nunca poderia com seu jeito tímido. Dessa vez tinha a sorte de ter amigos que o motivavam a se mover.

    - Eu tenho 16 anos, estou no 1ºano do Ensino Médio e passei para um colégio só de meninas. - Famoso e teve sua glória no passado, mas nada comparado ao WangJo. - Eu sou sagitariana. -

    Won atualizava as informações na mente, mesmo que não fizesse parte do painel mental que tanto visualizava. Acabou virando um costume fazer isso.

    -Parece interessante. Eu e o Kang entramos num colégio novo esse ano também, com mais tarefas do que uma faculdade, provavelmente - riu um pouco brincando mas não revelou que era a Wangjo. Talvez Kang comentasse, mas Won não fazia muita questão de contar que estava num colégio de ricaços.

    "Não faz muita diferença falar nisso, muito mais se o colégio carrega tanta fama"

    - É, então. Ninguém falou nada, parece que miou mesmo. Mas eu vou sair com o meu irmãozinho porque ele quer andar de skate no parque. Daí é melhor do que ficar em casa com um moleque hiperativo.

    -Faz bem Kang. Um dia eu vou conseguir minha liberdade para sair com você e o Jae-ki - comentou mas de repente percebeu que soava como um condenado em liberdade condicional.
    -Err, como eu machuquei o braço recentemente meu pai não está muito feliz em me ver dando role por aí que não seja trabalho ou escola - comentou para Ji-Hyun, não que o comentário ajudasse muito a tirar essa impressão.

    - Tá, me liga sim. Eu tô pensando em fazer 2d, como um quadro feito de grãos, sabe? Acho que não vão ligar se eu pegar alguns grãozinhos

    -Aish, eu ainda não faço ideia do que fazer - coçou a nuca, precisava de inspiração pra essa tarefa.

    O trabalho fluiu muito melhor quando Won largou a paranoia com a garota e permitiu que ela ajudasse no que sentia dificuldade devido ao braço.
    Sorria para a colega quando ela o ajudava sem que pedisse, e nem precisou explicar muito mais coisas.

    "Será que ela conseguiu sua primeira gorjeta? Haha, eu fiquei feliz quando recebi a primeira"

    O pai respondeu a mensagem:

    “Hoje eu tenho plantão, só chego amanhã cedo.
    Vamos ao hospital amanhã à tarde para ver isso. Você só quebrou os dedos, afinal, acho que dá pra melhorar isso também. Sente dor ou algo assim? Como foi seu trabalho? Tem comida congelada para você quando chegar em casa. Fui ao mercado antes do trabalho.
    Cuide-se.”

    "Ufa, não foi uma resposta monossilábica"


    Ok, vamos amanhã. Estou sem dor, mas o braço com gesso atrapalha um pouco a fazer as coisas e incomoda. Mas hoje foi bem no trabalho. Obrigado, te vejo amanhã


    Sorriu respondendo. A confiança de que um dia podia reconquistar a confiança do pai se reacendia.

    Na hora de ir embora se despediu de Ji-Hyun que o agradeceu pelo almoço e pelas dicas que havia dado. Won coçou a cabeça e riu um pouco sem graça.


    -Não foi nada haha. Obrigado pela ajuda hoje também. Qualquer coisa não hesite em me perguntar.

    Se despediu da chefe também com certa formalidade. Recebeu um tchau distante, mas o que antes era um tratamento de frio congelante, já bastava.

    Foi direto pra casa, no caminho até mandou uma mensagem pro Kang.

    -Ei K-dragon, volte bem pra casa. Juízo, espião

    Enquanto mexia no celular no metro se recordou dos comentários de música de Ji-Hyun. Curioso, procurou no youtube alguma música do artista e colocou para tocar.


    Com a cabeça recostada no vidro, recapitulou os eventos do dia.
    Ainda tinha o emprego, ainda tinha seus amigos e até tinha conhecido uma pessoa nova. Era um saldo positivo, na verdade era mais que isso...aquela garota, confundia Won.
    Não tanto quanto Bo-Mi o confunde e lhe faz ter vontade de cavar um buraco e se jogar nele as vezes, mas o bastante para que se deixasse levar pela música e pela letra.

    Nesse ponto seu amigo Jae tinha alguma razão: as garotas podiam trazer dor de cabeça.

    Ansiava pela volta dos momentos reflexivos quando andava de bicicleta pelos lugares mas aprendeu a aproveitar esses momentos parados.

    "Quando foi a última vez que eu fiquei parado, sem nada pra fazer num sábado a noite?"


    Entrou em casa com fome. Descongelou a comida e jantou enquanto via TV. Algum programa de variedades, será que estava passando Running Man?
    Sentiu o celular vibrar e verificou que era mensagem de Jae-ki.


    " Não posso mesmo colar a caricatura no banheiro? ㅠㅠㅠㅠㅠ *choro* Mas como vou me vingar do professor? Acho que a briga com o isekiya loiro deu certo, hein! Seus dedos não se quebraram atoa Won Bin, pode ter certeza. E mostra pra esses saekki ricos do seu trabalho que você vai conseguir essa vaga."

    Won riu da parte da caricatura, ele não tinha tirado a ideia da cabeça.

    -Sem caricaturas até segunda ordem, J-dragon -_- Bem, não sei se deu certo, eu acho esquisito ele e os outros ficarem tão quietos e não aprontarem mais nada, a gente tem que ficar de olho. Mas ei, deu tudo certo no trabalho, te conto os detalhes na segunda, mas até tenho uma colega nova. E antes que me diga "Cuidado Won-bin, garotas são do mal", ela é bem legal, pergunte ao Kang. Se cuide, J-Dragon

    Passaria algum tempo livre pensando na lição do sistema solar e estudando um pouco. Por volta das 10 PM Won olhou para o espaço vazio da parede do quarto sem o poster.

    "Hmmm, o que eu posso por no lugar...o painel mental? Não não, meu pai vai ver e vai ficar me perguntando o que é. Vou pensar nisso"

    Começava a ficar tarde mas Won não sentia vontade de dormir e muito menos de estudar ou assistir alguma coisa.
    "Que estranho eu era tão acostumado a virar a noite vendo filmes mas dessa vez...eu não tenho vontade de ver nenhum. Eu queria era fazer alguma coisa...droga, o que tá acontecendo comigo?" segurava alguns blue-rays na mão, sem decidir em nenhum.

    Acabou ligando a TV do quarto num programa qualquer de variedade e kpop.

    "Ha, será que a Ji-Hyun assiste esse tipo de coisa? Ou será que a Bo-mi gosta de Kpop também?" bocejou e adormeceu com a tv ligada.

    Ailish
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Ailish em Ter Jan 09, 2018 4:30 pm

    Conforme caminhava até a sala, ainda segurando Tea, Sunny aproveitou para checar as mensagens que recebeu durante o tempo em que tomou banho. Foi impossível não rir baixinho diante dos comentários de Chae porque a última palavra que Sunny escolheria para definir a nova amiga era... discreta. Não que fosse algo ruim. Já estava tão acostumada a vê-la usando os vários e coloridos acessórios e estes, de fato, combinavam com ela, a completavam, por isso, apesar do vestido lindíssimo, sentia falta de... hmm, como explicar? Alguma coisinha a mais.

    Pensamento que alterou-se rapidamente ao ver a foto do vestido com a echarpe.

    Primeiro, respondeu a pergunta de Lee-Hi, poupando detalhes, mas soando incrivelmente animada – o que não era nenhuma mentira, aliás. O passeio foi maravilhoso e bastante rentável no sentido de... livros. Muitos livros. Enxurrada de livros. Já em outras questões...

    “Eu adoooorei! Você sabe como o Kim é implicante, né? E, aham, os preços estavam decentes, mas do que adianta??? Deixei todo o meu salário lá!”

    Agora, para Chae, fez uma observação mais específica.

    “Estou chocada com a sua mãe! Como ela OUSA insinuar que você não é DISCRETA? Kkkkkkkkkk Ah, Chae! Mesmo assim, tá linda! Esse broche de joaninha é uma gracinha, ficou perfeito! =D”


    Despediu-se das amigas, avisando que iria no restaurante da titia e ainda desejou boa sorte para Chaeyoung, reforçando o quanto seria um programa super divertido, e acreditava mesmo nisso. Era ópera, afinal! Embora nunca sequer tenha estado perto de assistir à um espetáculo do nível, nada que o Google não resolvesse. Mas claro que não existiam comparações. Torcia para que um dia houvesse a oportunidade.

    Ela suspirou e guardou o celular no bolso.

    Yi-Hoo e o appa já estavam arrumados quando Sunny chegou e a menina notou o cansaço delineado no rosto abatido do irmão. Ele sempre se mostrava forte e responsável, ultrapassando os próprios limites, porém tal palavra não encaixava-se no dicionário dele. Isso não preocupava apenas a caçula, mas toda a família. Conheciam a capacidade e determinação de Yi-Hoo – provavelmente um traço hereditário – mas... eles não queriam que tivesse a saúde prejudicava e nem que abrisse mão de outras coisas tão essenciais quanto um excelente emprego. Devagar, e disfarçadamente, se aproximou, apertando o braço do mais velho de levinho e assim que a encarasse, ganharia um sorriso da pequena.


    De coração partido, acenou para os cinco bebês e entre um monte de promessas que voltariam logo, logo, o trio seguiu ao simples carro. Sunny recebeu uma mensagem de Kim, dizendo que estava em casa. Aquilo a fez sorrir, mais tranquila, antes de respondê-lo.

    “Muito bem, humpf! Mais alguns minutinhos e a polícia ia bater na sua porta!!!
    Você também e obrigada pelo dia maravilhoso *-*
    Vamos repetir!”


    Assim que terminou de digitar, o pai puxava um assunto mais... delicado. Como Yi-Hoo, pensou que ele fosse comentar a respeito das visitas, mas para a surpresa geral, não. Sunny arregalou os olhos e o telefone quase caiu por conta do choque.

    - P-Papai?

    A feição alterou-se drasticamente, mas não era possível dizer qual o sentimento que a transfigurara. Sun-Hee entreabriu os lábios, os fechou e permaneceu nesse ciclo contínuo, incerta do que falar para eles.

    - Eu... Eu acho que...

    Ela apoiou as mãos nas pernas, deixando o celular sobre o banco, e esfregava a calça jeans de um jeito lento.

    - Eu acho que é uma ótima ideia, appa.

    Claro que era, pois se havia alguém nesse mundo que merecia todo o amor e atenção daquela família, com certeza tratava-se de Yu-Mi. Ela se sacrificou tanto pelos sobrinhos e... e mais do que uma tia, virou a mãe de cada um deles, embora jamais tenham pronunciado o termo. Então, o que o pai expunha não deveria confundir Sunny, mas ela sentia aquele aperto no peito. Porque isso significava... libertar-se de uma parte imensa de si. Como poderia abandoná-la? Virar a página e... seguir em frente? As visitas nada mais eram do que dolorosas e cruéis... Porém, definitivamente, não conseguia. Não conseguia mantê-la perdida nas tristes recordações. Como um capítulo de livro que ficou para trás.

    Era um passo para qual não estava preparada.

    - Vamos fazer uma festa e mostrar que, apesar de tudo, o dia do aniversário da titia merece ser comemorado!

    Balançou a cabeça de maneira firme e positiva, mas as mãos... as mãos continuavam esfregando o tecido grosso do jeans.
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Persephone em Ter Jan 09, 2018 5:53 pm

    [NATIONAL THEATER OF KOREA]

    06/04/2019 - Sábado
    10:35 P.M ~ 11:30 P.M.


    Antes de MiSoo ser chamada para as fotos, ela ainda teve algum tempo de paz com seus antigos - e o novo? - amigos. Minhyun era um sujeito bem agradável de lidar, tinha uma expressão bondosa, uma postura colocada e sempre fazia a pessoa se sentir importante porque realmente prestava atenção no que lhe diziam. Diferente de Gyu-Sik, ele falava mais - bem mais - e não via problemas em existir divergências de opiniões. Ninguém era obrigado a concordar com tudo mesmo.

    - É...Um musical seria mais interessante. - Bo-Mi concordou, pensativa. - Será que tem algum na agenda desse ano?

    Foi uma pergunta retórica, porque ela já estava levando o dedinho até o queixo, com aquela expressão de quem pondera sobre uma possibilidade.

    O assunto mudou, virando as posições na cadeira e houve uma pequena confusão ali, pois quando MiSoo falou “família Park”, Minhyun achou que estava falando de Jung-Mi e o tio dele também. Mas Gyu-Sik logo corrigiu, dizendo que Jung-Mi não estava ali. Bo-Mi disse que ouviu um comentário de que Hyun tinha ido apenas com o avô e, de onde estava, viu que a família Moon também estava lá. Minhyun fez uma expressão “putz, coitado”, porque ter que lidar com uma ex - principalmente quando essa ex era Eun-Joo - não era algo simples.

    Quanto ao comentário de sms, MiSoo apenas recebeu uma encarada de Gyu-Sik. Ali, naquele cenário e usando um terno caro que parecia bem alinhado a ele, a encarada podia ser um pouco tensa, mas logo ele riu também, mostrando que tinha entendido a brincadeira. Só ficou sem jeito para responder e a irmã começou a atacá-lo de novo.


    (Encarada)


    (sorrisinho)

    Minhyun também riu da interação dos dois, mas ficou um pouco de fora com a história do broche. Gyu-Sik arqueou uma das sobrancelhas com o comentário dela.

    - Eu soube ainda a pouco quando a “culpada” veio se desculpar. Na hora, também pensei que fosse ele. - Respondeu quase ofendido com a implicância dela. Mas era só um exagero suave. Não ficou chateado de verdade. Quase falou que ela sempre fazia besteiras e devia estar acostumada com isso, mas achou melhor não. Vai que ela ficasse irritada de novo com ele. Ainda bem que o filtro do cérebro com a lingua estava ligado naquela noite.

    - Você já se desculpou, está tudo bem. - Bo-Mi comentou, dando forças à amiga.

    Os quatro ainda teriam muito mais o que conversar, mas o tempo era curto para tanta conversa e ainda havia a sessão de fotos. Minhyun foi o primeiro a se distanciar, mas MiSoo logo foi chamada também. Assim, a menina se separou dos gêmeos e seguiu até aquele mundo de flashes e clicks que ela pouco conhecia.

    No início era bastante estranho. Não eram fotos de celular ou de câmera de amigos. Eram profissionais que estavam ali olhando para ela sob uma ótica diferente. As fotos ainda seriam editadas e receberiam uma legenda com seu nome. Que tipo de coisas seriam ditas? O que as pessoas achariam?

    Por que para MinJi e sua mãe aquilo era tão fácil? Será que estava saindo bonita ou com uma carinha desesperada?

    Foram poucos minutos, mas muitos cliques até que as luzes pararam e ela pôde seguir de volta para o camarote com sua familia. Apesar da situação envolvendo Hyun e o escândalo que sua mãe fizera, a noite tinha sido positiva para MiSoo. Ela já estava cansada, mas agora poderia ficar sentada, descansando as pernas e, principalmente, os pés que sofriam com aquele salto.

    Assim que sentasse, ela receberia uma mensagem preocupante de sua melhor amiga. O instinto de MiSoo queria fazer alguma coisa, mas o olhar punitivo de sua mãe a impedia de sair correndo atrás dela. Conseguiu ter uma ideia para salvá-la, mas a resposta dela não foi imediata.

    Apenas dez minutos depois, ela receberia

    “Tentei ligar para o meu pai por dez vezes e ele não atendeu. Não tem ninguém em casa, eu vou ter que voltar pra da minha mãe mesmo. Mas estou sem bateria nenhuma, vou tentar carregar na loja de conveniências e pegar um carro.
    Eu não quero ter que voltar atrás e ficar aqui esperando a Opera acabar pra minha mãe me levar embora. É muito humilhante! Eu volto pra casa nem que seja à pé, mas com ela não!”


    Depois disso, não haveria mais mensagens de Eun-Bi.

    --

    - Eu estou ótima. - Foi a surpreendente resposta de Sunyoung para Hyemin. A postura dela parecia ainda melhor agora, mesmo depois do que tinha acontecido com Myung-Hee. - A noite está bem agradável, para falar a verdade. E fico feliz que esteja assim pra você também.

    Sorriu daquele modo adulto, porém gentil para Hyemin. A capitã do clube parecia uma pessoa confiável aos olhos de Hyemin, quase que uma cúmplice. Claro que havia uma diferença de dois anos de experiência ali, mas ela sempre diminuía cada vez que Sunyoung agia como se Hyemin fosse uma irmãzinha mais nova. Era envolvente e encantador, de fato.

    - Nossa, já imaginou? MiSoo tem muita sorte. E ainda tem uma irmã como a unnie para se inspirar. - Suspirou. - Queria tanto que Minhyun olhasse para ela.

    Comentou por alto e isso, por si só, já era um choque para Hyemin. Se antes a confusão mental já era absurda, agora outro elemento era inserido ali.

    - Essa semana eu vi os dois conversando. - Comentou, ajeitando o cabelo. - Cheguei na secretaria para colocar alguns formulários no escaninho e vi Minhyun e ela conversando. Ela estava tão graciosa e coradinha quando falamos. Era sobre a Ópera, inclusive, eu cheguei a comentar que ficariamos do lado deles. Mas aí minha mãe viu que leu errado os números porque seu pai digitou ao contrário na mensagem. Uma pequena gafe minha. - Fez uma careta que ficava bonita dela. - De todo modo, eles pareciam próximos. Eu aprovaria.

    As duas foram ficando quietas até que também estavam liberadas para partir. Dessa vez, Hyemin não caminharia sozinha ou desamparada. O próprio pai ocupou um lugar ao lado dela, oferecendo o braço e o apoio para que ela andasse com ele. SungKi não era tolo e conhecia a filha que tinha. Sabia de seus gostos gerais e Ópera, certamente, não era um de seus gostos favoritos.

    Nem de longe.

    Por isso tentava acalmá-la e tirar um sorriso mais sincero daquele rostinho tão adorável e perfeito que ela tinha.

    - Ótimo, você vai acordar cedo para jogarmos tênis? Tipo umas 9h para chegarmos às 10h? - Encarou. - Tomara que tenha mais gente para jogarmos em dupla. Somos imbatíveis juntos, não é? - Sorriu, animado e tombou a bochecha na direção do topo da cabeça dela, fazendo um carinho. - A gente não pode ir embora agora, princesa. Aguente mais um pouco e logo iremos para casa. - Pensou por um instante. - Estou com fome, vamos comprar alguma coisa gostosa antes de ir pra casa.

    Determinou e então ouviu a história da Selena. Quem era mesmo? Pelo visto, uma cantora que ela adorava. E ainda pedia um show na Coreia. Ele acabou rindo, não dizendo nem que sim nem que não porque não foi capaz de alcançar essa abstração da filha. Só fez um afago em sua cabeça e a colocou sentadinha antes de se sentar também.

    Novamente naquela confortável poltrona, Hyemin podia relaxar. Porém, ao invés de dormir, ela pegou o celular. Viu a mensagem de Yerin e enviou a resposta, mas dessa vez, a amiga não respondeu imediatamente.

    Discretamente, Hyemin colocou fones de ouvido enquanto as cortinas se abriam. Agora sim a Ópera seria mais interessante para ela.

    --

    Hyun-Hee tinha completado seu desafio com sucesso. Agora estava com o telefone de Sunyoung em suas mãos, mas...por que não estava feliz com isso? Talvez porque se sentisse enganado, como se tivesse caído na droga de uma armadilha!

    Jong-In nem desconfiava o que se passava pela mente de Hyun. Mas também acharia inocência da parte de Hyun achar que ele ficaria observando e deixasse uma oportunidade daquelas passar. Ficou impressionado com o resultado do amigo, mas logo se despediram e cada um voltou para seu respectivo lugar.

    Não havia mais clima para Ópera, pelo menor por parte de Hyun. O que ele mais queria era sair dali e tomar um ar, um remédio, qualquer coisa. O avô apenas o observou, sem dizer nada enquanto via sua silhueta sumindo dali. Verdade fosse dita, o avô já achava que tinha conseguido demais do garoto para um noite. Ele se comportou muito bem, comparado com as oscilações da última semana.

    Tinha sido um avanço e tanto.

    Por isso, Hyun não teve dificuldades de sair de lá e encontrar o lado de fora vazio. Podia ter pego o elevador para descer, mas ele precisava andar um pouco, esticar as pernas. Quando chegasse até a bancada da escadaria, ele ouviria passos apressados lá no térreo. Um salto pisando com forças no mármore. Uma das meninas de sua sala estava andando meio nervosa na direção da saída com o celular no ouvido.

    Vez ou outra, ela fungava e o som ecoava pelo teatro. Aparentemente, ele não foi o único a fugir daquele lugar. E, pelo menos, não estava chorando.
    Apesar de haver certa curiosidade, não sentiria que era problema dele. Talvez se fosse a maldita joaninha, ele mudasse de ideia. Mas não, a joaninha agora estava lá dentro, prestando atenção na Ópera que ele largou. Ainda dividia o ambiente com o filhodaputa do Jong-In.

    Mundo injusto.

    Mulher louca.

    Não era problema dele. Seu objetivo agora seria procurar o que fazer ao longo de uma hora até o fim daquilo. Algo que não envolvesse nada ilegal ou quebrar os ossos de alguém. Celular, talvez, musica, quem sabe. Andar pelo quarteirão também seria plausivel.

    Só precisava voltar para casa com o avô, porque a festa de Jong-In seria às 1 A.M, o horário que ele tinha combinado com o dono da boate para facilitar as coisas.

    Quanto à Ópera, era até irônico Hyun-Hee ter saído justamente na parte do Paraíso. Talvez fosse incômodo ver algo que não conseguiria compreender como era de verdade. Porque dentro de si, ele estava sempre em constante conflito.

    [...]

    12 A.M.


    A Ópera chegou ao fim com muitos aplausos de pé. Tinha sido belo para quem gostava, entediante para quem não gostava. Pouco a pouco o teatro ia ficando vazio e cada um tomaria o rumo de casa. Filas de carros se formariam na frente do Teatro enquanto os motoristas guiavam seus patrões até seus respectivos automóveis.

    MiSoo não conseguiu se despedir direito de Bo-Mi, mas teve autorização de ir para a casa da avó. Não precisaria de roupas porque tinha um quarto para si lá. A última vez que tinha ido fora em Fevereiro. Sua avó costumava manter tudo limpo e arrumado, de modo que ela teria várias opções no armário.

    Depois que a avó se meteu na situação envolvendo mãe e filha, a mãe de MiSoo nem se dignou em falar com a garota direito. Ela tinha feito, afinal o seu papel muito bem naquela noite. A avó foi no mesmo carro que MiSoo e os pais porque no outro não teria espaço, visto que ambas as familias tinham ido com motoristas. Desse modo, ela obrigava o genro a fazer um caminho maior para deixá-la em seu próprio condominio que era diferente do que MiSoo morava, mas ainda não mesmo distrito.

    Chegariam quase que ao mesmo tempo que sua prima e agora elas podiam ficar juntas pelo tempo que quisesse. O único problema era a ausência de notícias de Eun-Bi.

    Hyemin, por outro lado, teria espaço de sobra dentro de seu carro. Apenas ela e o pai estavam acomodados ali, além do motorista. Ela se sentia exausta por conta da montanha russa de emoções, mas agora tinha a perspectiva de passar um domingo com o pai e compras com a tia - se é que ela não tinha esquecido disso.

    Porém, antes de ir para a casa, a fome do pai falou mais alto e ele parou no surpreendente drive-thru do Mcdonald’s. E não fez pouco lanche não, pediu muita coisa porque não mentiu quando disse que estava com fome. Hyemin também podia pedir o que quisessem, sem culpa.

    Aparentemente, era uma ótima forma de voltar para casa, depois da Ópera: comendo hambúrguer e batata dentro do carro. O pai era engraçado, às vezes. Quando agia assim, nem parecia CEO de uma Chaebol e sim um homem qualquer.

    Claro que seria um lindo “homem qualquer”, mas...Parecia comum. E parecia que seria feliz assim.

    Talvez por isso ele até gostasse daqueles malditos bolsistas.

    E por falar em malditos…

    Jong-In finalmente tinha se afastado da família Park, mas não do celular de Hyun. Enquanto esperasse pelo carro, ele receberia o endereço da festa que começaria dali a uma hora. Talvez ele conseguisse sua moto, depois de ter se comportado tão bem.

    Enquanto se distraía com o celular, ele ouvia o avô falando com alguém e...De novo?! Essa foi a cara de Chaeyoung quando viu o pai todo animado falando da Ópera com o avô de Hyun. Nada contra o avô dele, mas...Ele estava ali.

    A garota até revirou os olhos, de modo nada educado, para que ele visse enquanto ela mexia no proprio celular. Estavam esperando os carros, afinal, não dava nem para fugir dali.

    Mas por que ela estava olhando o celular agora? Será que tinha recebido o local da festa também?

    Chae parou de digitar e afastou o celular, tirando uma selfie com uma cara fofa, mas cansada. Olhou a foto, fazendo careta e apagou para tirar outra. Estava enviando mensagens para o grupo que compartilhava com Sunny, mas ele não tinha como saber disso.

    Spoiler:
    MiSoo e Hyemin podem turnar até o dia seguinte, se quiserem. Mas se preferirem que eu comece o domingo, apenas dêem uma geral da noite e digam que tipo de coisas gostariam de conversar com os npcs disponíveis. Se vocês não fizeram a transição do turno de vocês pro dia seguinte (só a manhã, como acordam, essas coisas), no meu turno seguinte, eu farei. O Hyun-Hee pode continuar de onde está, pois o sábado não acabou pra ele.

    [JAE-KI]

    06/04/2019 - Sábado
    10:45 P.M


    Por um instante, Eun-Bi achou que estivesse ficando louca - mais do que já era. Tinha quase certeza de que ouvira a voz de Jae-Ki chamando por seu nome e quando se virou para trás, era a imagem dele que via. Porém, quando não ouviu uma resposta imediata, ela fechou os olhos, levando a mão até o pescoço.

    Só podia estar ficando louca.

    A imagem dele só podia ser coisa de sua imaginação mesmo. Projetava a imagem da pessoa que queria ver, só porque estava num momento quase desesperado. Ela era tão egoísta que ficava atormentando o espírito dele mesmo agora. Onde será que ele estava? O que estaria fazendo? Provavelmente tranquilo e bem, longe daquele pequeno caos que ela estava criando para si.

    A angústia voltou a atormentá-la e ela, ainda de olhos fechados, começava a dar as costas para o “estranho” que tinha chegado. Não era o Jae-Ki e agora o vendedor aceitava os brincos dela em troca do carregador. Droga, ela adorava aqueles brincos, mesmo eles não tendo nada demais. Porém, ela precisava chamar um carro para levá-la até em casa. Tinha receio de pegar um táxi qualquer àquela hora, sem ninguém - e sem dinheiro. Acabaria deixando evidente que não tinha dinheiro e sabe-se lá os céus o que podia acontecer com ela.

    Levou as mãos até as orelhas, mas congelou quando ouviu a voz de Jae-Ki.

    “Mwo?! É você mesmo?”



    Achou que tivesse dito isso alto, mas sua voz não saía. Estava travada de novo na garganta, incapaz de ser produzida. Os olhos ficaram marejados de novo enquanto a realidade a acordava e se mostrava benevolente daquela vez. Foi abaixando a mão e nem reagiu quando o garoto ofereceu o celular para ela.

    O queixo começou a tremer e os ombros dela caíram um pouco quando o peso da jaqueta dele. Precisaria de um impulso a mais se quisesse que ela se mexesse, porque ela não conseguia sair do mesmo lugar. Se Jae a puxasse pelo pulso, ela iria até o lugar que ele indicou. Ainda estava segurando as lágrimas, mas a preocupação dele somado à presença, fizeram as lágrimas escorrerem.



    Tentou amparar a primeira com as costas da mão, pressionando um pouco a bochecha. Mas quando abriu a boca para falar, mais lágrimas escorreram e ela precisou de um tempo. Com o seu orgulho pisado, ela escondeu o rosto com as duas mãos e os ombros dela ficaram tremendo por um tempo.
    O celular de Jae continuava sendo oferecido, mas ela continuava segurando o dela entre os dedos, junto com a bolsa pequena.

    - M-M… - Fungou de novo, em meio a um soluço e foi passando a mão pelo rosto, mas sem tirar a maquiagem à prova dela. - M-Meu appa não aten...atende o telefone. - Fungou e colocou a mão na altura do quadril. - Mi-Minha omm-ommon-ni me expulsou da drogadaopera. - Soluçou. - Tiroumeudinheiromeucartões e agoraeunãotenhobateria nemprachamar a drogadocarro. Vou voltarpracasaàpé!

    De repente, a garota começava a falar muito rápido e era dificil entender. Ela ia do choro chocado ao choro com raiva pela situação dela. Ainda soluçava bastante e fungava algumas vezes, olhando para o celular dele.

    - Ani… - Disse com a voz um pouco rouca. - Eu preciso carre-carregar por causa do aplicati-tivo.

    Encolheu-se um pouco e acabou se cobrindo um pouco mais com a jaqueta dele. Puxava a abertura da jaqueta, como se isso fosse protegê-la de alguma coisa. Quando se deu conta que fez isso, ela voltou a encará-lo com os olhos meio embaçados.

    - E você mesmo, Jae-Ki? - Murmurou. - O que você está fazendo aqui?

    [WON-BIN]

    07/04/2019 - Domingo
    10 A.M.


    A primeira semana em WangJo foi o suficiente para trazer uma série de mudanças em Won-Bin. Era como se ele tivesse tomado gosto pela vida apenas nos últimos dia. Pelo menos, tivera mais aventuras e descobertas do que nos últimos 16 anos. Ainda que nem todas as aventuras terminassem bem ou tivessem um saldo positivo, ainda eram histórias para serem contadas depois.

    Ou pelo menos seriam lições.

    Agora que tinha tomado gosto por viver cercado de pessoas, ficar sozinho em casa era bastante estranho. Trabalhar naquele sábado não tinha sido tão ruim quanto ele pensava. Apesar do “medo” de encontrar um rival, ele descobriu uma nova menina...Menina que conseguia fazer com que Won olhasse para outro lugar além de Bo-Mi.

    Até porque, não tinha falado muito com ela nos últimos dias por conta daquele “ciúme” que estava sentindo.

    Será que ela tinha saído com Ryu? Será que sairiam no domingo?

    Ao invés de sair com ele e os meninos, eles tinham sido substituídos por Ryu? Won nem fazia ideia dos objetivos da garota, mas uma mente ociosa era capaz de criar muita, muita coisa. Nem mesmo os filmes pareciam o suficiente para distraí-lo, por isso mesmo ele decidiu se dedicar a um novo hobby: programas menos cult e mais teen. De certo modo, se sentia mais próximo delas.

    O problema era se acostumar, porque não demorou para que pegasse no sono.

    O despertador tocaria às 6:30 A.M no domingo. Tudo porque teria que trabalhar das 8 A.M. até 12 P.M. Depois disso, o pai tinha dito por sms que o levaria ao hospital para trocar o gesso por mais fácil de conviver. O relacionamento deles ainda não era perfeito como antes, mas pelo menos trocavam algumas palavras e demonstravam preocupação mútua.

    Quando Won estivesse saindo, o pai estaria voltando. E, dessa vez, ele não teria a companhia de Kang porque não era turno dele. O garoto iria aproveitar a manhã ou o fim da tarde no parque com o irmão por ter prometido isso a ele.

    Mais uma vez Won se lembrava do passeio que nunca aconteceria.

    Pelo menos quando chegasse ao trabalho, os ânimos ali estariam melhores. Havia um movimento considerável para um domingo, porém, menos intenso do que sábado. Hyosang estava de bom humor, para uma manhã de domingo. TaeGyu estava ali também e o motivo parecia ter sido algo que ele fez. Ji-Hyun se apresentava com humor e disposição inabaláveis.

    Os dois formavam uma boa dupla e depois de um bom volume de pessoas, agora se revezavam para limpar as mesas.

    Ji-Hyun tinha saído para limpar as que ficavam do lado de fora e a sineta tocou. Won estava de costas para a entrada, mas estranharia quando a sineta tocasse de novo e o som de novos passos. Hyosang ergueu a cabeça e sua expressão se iluminou diante da pessoa que se aproximava. A pessoa parou cerca de cinco passos médios de Won e sua presença irradiava luz. Os pés eram cobertos por um par de all-star preto, mas a perna branca logo contrastava com ele. Um vestidocurto floral, jaqueta por cima do vestido, uma bolsinha pendurada no ombro.



    E, de repente, o sorriso de Bo-Mi. Aquele sorriso inconfundível que ela tinha e que deixavam seus olhos menores. O sorriso era para Hyosang, por estar feliz em vê-la, mas assim que olha o rosto de Won-Bin, o sorriso vacila por um instante, demonstrando mais surpresa.



    - ...Won-Bin-shi?



    Tombou a cabeça para o lado e sua expressão foi mudando para algo diferente - talvez feliz? - por vê-lo ali em pleno domingo.

    [DONG]

    06/04/2019 - Sábado


    - Sua relação com Sunny? - Stella perguntou um pouco em dúvida, tombando a cabeça para o lado. - Você não acha que eles são apenas amigos?


    Sendo sincera, Stella também achava que havia algo mais ali naquela amizade. Eles eram muito carinhosos um com o outro, o que chegava a ser fofo, mas parecia um passo além de amizade. Porém, ela nunca tinha sondado a nova amiga sobre isso. E se surpreendia porque Dong - logo Dong! - tinha reparado numa coisa dessas.

    - Vocês vão se ver amanhã, né? Hm...Eu também vou ver as meninas amanhã.

    Comentou, mas fez um suave biquinho nos lábios. Queria jogar video game com os meninos de novo, mas eles tinham tão pouca fé nas habilidades mais do que comprovadas da garota, que...não valia a pena se aborrecer com isso ou pedir para ir.

    Além disso, ela não sabia se conseguiria aguentar seu próprio nível de abstração se visse Dong por sete dias consecutivos. Era melhor deixar aquela impressão passar - ela devia estar mesmo enganada sobre as coisas que ele disse. Como assim se ela pedisse seria o suficiente? Chegou até a coçar de levinho a cabeça algumas vezes, meio desconcentrada até que ele chamou sua atenção.



    - Ahm?! No! I mean… - Pigarreou. - Nenhum problema, eu só...Estava pensando. - Mordeu o lábio internamente, fazendo um biquinho suave. - No que você disse e lamentando um pouco. Se eu soubesse, teria feito beicinho.

    Disse brincando, mas logo percebeu que podia soar estranho. Acabou fechando os olhos, meneando negativamente e empurrou o ar, como se dissesse “esquece”. Virou-se de frente para a mesa de novo e continuaram estudando. Uma vez que voltassem ao ritmo, ele conseguiriam treinar bastante até umas 5 P.M. Só inglês. Até fizeram os exercícios da apostila e Stella adiantou um pouco das próximas aulas porque tinha a ver com algumas coisas que eles estudaram ali.

    Aproveitaria a boa vontade para tirar algumas dúvidas de física. Tinha entendido, sozinha, mas queria tirar as duvidas para ver se Dong pensava como ela. Também teve uma questão que ela não conseguiu resolver e pediu ajuda.

    Disse que era o “preço da aula”. Apesar de ser algo bem chato para quem não gostasse de estudar, os dois tiveram um bom tempo juntos. Por volta das 7:30 P.M, ela já estava esgotada - eles só fizeram mais uma pausa para um lanche breve - e os estudos não estavam rendendo mais. Comentou que tinha estudado um pouco antes dele chegar também, por isso sua cabeça estava doendo.

    E, por falar em dor de cabeça, eles saíram da sala de estudos para tomarem café da máquina que fazia o café em capsulas. Depois que Dong escolhesse o café e o tomasse com calma, Stella o convidaria a ver o quarto do irmãozinho.

    - Minha mãe ainda não está satisfeita...Eu não entendo a cabecinha dela.



    Comentou enquanto caminhavam pelo segundo andar da casa. Quando abrisse a porta, Dong entenderia o porquê do comentário da amiga. O quarto era um sonho e parecia perfeitamente equipado para receber um bebê hoje mesmo. Ele era trabalhado no estilo ocidental, porque, afinal, era um meio-canadense também. O quarto tinha cores calmas e tranquilas que muito agradavam aos olhos. Stella entrou com Dong, deixando que ele observasse o quanto quisesse dali.

    Após mostrar o quartinho, o horário já estava muito avançado. Ellen até pediria para que ele ficasse mais, porém, Dong tinha bom senso e também podia ter a companhia dos amigos - quem sabe da propria Stella - para jogar em casa até não aguentar mais.

    Não tinha ninguém tomando conta mesmo.

    E ele fez por merecer porque estudou o dia inteirinho.

    Tanto Stella quanto a mãe se despediriam dele e ficariam observando enquanto ele saía. Como prometido, o motorista ficou o dia inteiro ali, à disposição e espera do seu padrão. Agora o rapaz voltava para casa em segurança e na mais pura paz.

    Quando Dong finalmente olhasse as mensagens, ele teria mais de mil para ler - todas de Ha-Neul e Ui-Jin zoando o “encontro” dele do modo mais troll possível, com direito a muitos, muitos memes. Porém, no grupo 2, onde havia Kim, o novo amigo comentava sobre o lugar que tinha ido.Tirou foto das HQs raras que encontrou por lá e também de livros de RPG. Ui-Jin foi à loucura e comentou que, talvez rolasse uma sessão de RPG no domingo.

    07/04/2019 - Domingo
    1 P.M


    Dong teve muitas horas para refletir sobre a primeira semana de aula, sua prima, Stella, os novos amigos e o que era Projeto Medíocres. Para o fim da semana, o bullying tinha dado uma tregua, mas como conhecia aquela gente, Dong sabia que era apenas uma questão de tempo.

    O que ele podia fazer para mudar essa situação? Como seus amigos poderiam ajudar nisso?

    O horário marcado para o encontro era por volta das 1 P.M. e eles poderiam ficar até as 10 P.M, se quisessem. Os preparativos estavam feitos, a cozinheira tinha feito vários quitutes gostosos, mas os amigos sempre traziam alguma coisa também. O lanche e a janta estavam garantidas.

    O primeiro a chegar sempre era Min-Ho - era extremamente metódico e pontual. Os outros não ficavam atrás, mas Min-Ho era do tipo que chegava meia hora antes e esperava na porta - bem que Dong perceberia umas sombras estranhas no quintal, mas como estava acostumado, podia imaginar bem quem era. Quando a campainha tocou assim que deu 1 P.M, Min-Ho já se apresentava.

    Cinco minutos depois, Ui-Jin e Ha-Neul chegavam, um dera carona para o outro. Kim Joo-Hyuk foi o mais atrasado, por assim dizer - chegou 7 minutos depois. Cada um tinha levado uma coisa para lancharem, fora os livros e os próprios controles, além de notebooks, mouse e headset. Eram gamers, não podiam fazer diferente. Porém, a primeira pergunta que surgiu assim que sentaram, ao invés de ser “oi, tudo bem? como vai?” foi.

    - Você viu o quarto da Stella? - Ha-Neul.

    Kim engasgou com a água. Min-Ho só fechava os olhos, morrendo de vergonha e Ui-Jin parou com o bolinho no meio do caminho.

    - Como é que é o quarto de menina? Eu nunca estive em um, gente. Ui-Jin, de irmã não conta. Eu to falando de menina. Dong, você é um safado.






    Gakky
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Gakky em Ter Jan 09, 2018 7:44 pm

    Jae-ki acabou tendo que conduzir Eun-bi para o canto, porque ela não se mexia e nem respondia. Depois de fazer aquelas perguntas a ela, esperava ansioso e preocupado por respostas enquanto segurava o celular na direção dela. Porém não esperava o que veio a seguir, de repente Eun-bi começou a chorar e a chorar muito, até tremia. Jae-ki ficou totalmente sem reação e com os olhos arregalados olhando a bailarina. "Aigoo... Ela tá chorando! Tá chorando mesmo! Otoke? " O garoto teve vontade de envolvê-la em seus braços. Eun-bi parecia muito frágil, queria reconfortá-la, mas por algum motivo tinha impressão que se fizesse isso, a garota fugiria ou sumiria como uma borboleta. Como se a presença dela ali fosse muito frágil e que pudesse ser estragada por algum movimento mais brusco, não queria assustá-la também e ela parecia bem desolada. Vê-la ali tinha sido quase uma aparição para ele, apesar de saber que era bem real, ainda se perguntava se tudo isso fazia algum sentido.

    Então ela começou a tentar responder suas perguntas, mas chorava ao mesmo tempo e soluçava. Era bem surpreendente a forma como ela mudava o tom de voz de chocada para raiva, tudo misturado a voz embargada que mal dava para entender o que ela queria dizer. Jae-ki até tentou compreender, ficou olhando calado com uma expressão confusa, chegou a pender a cabeça para um lado enquanto a escutava. "Foi o que? O pai dela não atende o telefone, é o que parece... É... Acho que foi isso, e ela foi expulsa do que...? A omoni dela tem haver com isso... E ela vai fazer o que? Aigoo... Acho que ela disse ir para casa a pé? Ela tá doida? Ou Eun-bi mora aqui perto ou ela não sabe medir distâncias..."


    De qualquer forma, apesar de ser bem doida a forma como ela chorava, ficava com raiva e soluçava, deixava Jae-ki comovido. Também notava que Eun-bi ficava ainda mais linda chorando e isso lhe dava mais vontade de protegê-la do que o normal. Pelo menos as coisas que ela dizia, mesmo emboladas, não pareciam tão grave quanto a possibilidade de ter sido quase sequestrada, ou ter fugido de algum pervertido. De certa forma se sentiu mais tranquilo e menos assustado. Ele não podia entender perfeitamente, mas tinha percebido que tinha algo haver com a família dela. Talvez ela tivesse fugido porque a mãe dela expulsou ela de alguma coisa? Jae-ki tinha passado à pouco por uma situação onde se sentiu acusado e ameaçado. Começava a pensar que talvez tivesse sido um pouco duro demais com Eun-bi, no final talvez ela só tivesse agido sem pensar por algum motivo que ele não podia imaginar. Mas não era hora pra voltar a pensar nisso.

    Pelo menos as últimas coisas que ela falou, deu para entender melhor. Sobre precisar do carregador era provavelmente por causa de um aplicativo de transporte particular. Eun-bi se encolheu um pouco se cobrindo com a jaqueta que ele tinha a dado. Jae reparou e gostou da sensação de vê-la coberta por sua jaqueta. Ainda queria abraçá-la, como seria? Por instinto esticou um dos braços na direção dela, o que não segurava o celular, mas antes que se aproximasse demais ou encostasse, vieram as perguntas dela. Jae-ki não teve problemas em responder, não era como se precisasse contar toda a sua noite para ela:

    - Claro que sou eu! Não tá me reconhecendo? Eu tava dando um rolê com meus amigos, eles estão lá fora, devem tá me esperando. Eles só não são muito educados... Mas esse lugar não é pra uma garota andar sozinha, ainda mais assim igual você. Por isso é melhor não irmos lá fora ainda.

    Jae-ki não a abraçou, mas deu um tapinha de leve nas costas dela. Em seguida começou a falar para acalmá-la e ajudá-la, tiraria ela dali em segurança.

    - Olha Eun-bi, não precisa do carregador. E relaxa, não precisa chorar mais, agora eu tô aqui. Esqueceu que eu sou inteligente? Vou dar um jeito, eu sempre dou. E não é difícil resolver isso, você vai ver. Enxuga esses olhos e presta atenção. Eu não saquei muito o que você falou... Mas pelo menos você não se machucou.

    Jae-ki deu uma piscada pra ela e pegou o celular dela, aproveitando que ela tava meio em choque e desolada. Em seguida colocou o próprio celular no bolso, retirou a bateria do dela, pegou o chip e esticou o resto do celular na direção de Eun-bi de volta, tinha um sorriso no rosto para acalmá-la, assim como fazia com sua irmãzinha, tentando passar segurança:


    - Olha, ouve o esquema. Você deve ter internet no seu chip, então é só trocar e colocar o seu chip no meu celular. Aí vamos ter internet, baixamos o aplicativo maneiro e ai você liga pra sua carona, ou pro seu pai, sei lá...  Vai que ele atende o celular agora. Vai ver ele tava no banheiro. Viu como não precisa de carregador. Mas escuta, melhor tirar os seus brincos e o seu colar, guarda na sua bolsa. Isso atrai muita atenção e se precisarmos sair daqui, não pode sair assim. E...
    -Disse em voz baixa a próxima parte - Não confio também em quem entrar aqui... E no cara ali no caixa...

    Ele a olhou mais uma vez como se a analisasse, dobrou os lábios para dentro da boca enquanto a olhava por uns segundos, teria que fazer Eun-bi parecer menos rica, mais isso não era fácil. Não queria que se tivessem que sair da loja e atraísse atenção indesejada. Sabia como uma riquinha bonita assim podia chamar muita atenção.Tirou o gorro da cabeça e esticou na direção dela também.


    - Hummm, você ainda tá muito bonita e parece muito uma patricinha...  Talvez se usar meu gorro ajude. Melhor tirar esses sapatos também, eles são muito altos, você machucou o tornozelo, não é bom andar com isso. Enquanto você faz isso, eu vou por o seu chip no meu celular, OK? E se der tudo no esquema, enquanto a gente baixar o aplicativo, você podia explicar melhor porque brigou com seus pais, você fugiu?

    Jae-ki vai tentar por o chip dela no celular dele, se ela permitir. Ele vai fazendo a não ser que ela resolva impedi-lo. Ele tentará ligar o celular dele com o chip dela se der.
    Luxi
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Luxi em Ter Jan 09, 2018 9:10 pm

    A resposta de Sunyoung era incrível. A menina a olhou com a  admiração de uma donsaeng. Precisava ser forte desse jeito. Como é que ela conseguia passar por algo tão ruim e aparecer não apenas sem chorar, mas tão cheia de brilho e confiança? Gostaria de aprender mais com ela. Ainda bem que poderia observá-la de pertinho no clube. Ela não a incomodou mais sobre isso, mas anotou mentalmente que precisava crescer também e ser alguém que não liga para qualquer menina bonita que se aproxima de seu noivo. Mesmo assim, não era uma resolução dessas que controlaria facilmente o que ela sentia.
    - Min...hyun? Ah... -  Pendeu o rosto para o lado, mantendo o sorriso no rosto enquanto a ficha ainda não caía e a mente trabalhava à mil.




    Ela perdeu um detalhe importante que envolvia seu pai fazendo isso, mas não tinha como não pensar em Misoo trocando olhares com o irmão de Sunyoung toda coradinha. Primeiro, sentiu raiva da garota. Como assim estava traindo seu amigo? Jung Mi sabia disso? Era muito estranha a relação deles! Como é que ele nem se preocupava em marcar território? Estava perdendo espaço! Mas será… que era esse mesmo o problema? Ele tinha tanto medo de expor a menina… então talvez estivesse contido DEMAIS. Ela não era de se meter, mas era melhor dar logo uma bela dica para seu amigo, já que ele não parecia ser muito ligado em relacionamentos. Não devia saber exatamente como lidar com uma mulher. Mesmo sendo tão popular, Jung Mi era muito fechado e costumava ser muito tímido na infância. Ela precisava dar um toque nele sobre relacionamentos URGENTEMENTE, porque estava claro para ela que MIsoo estava se sentindo deixada de lado e precisando da atenção de outros homens. Agora já entendia tudo! Aquele vestido era um grito desesperado por atenção. Jung Mi!!! Precisa parar de esconder esse relacionamento ou entrariam em crise e ele a perderia!!
    Cobriu a boca de leve com a mão e olhou sua veterana com atenção.
    - Unnie… - falou baixo. - Mas a Misoo é… - aproximou um pouquinho e sussurrou. - Ela já tem namorado!
    Antes de revelar o grande segredo de quem era, porém, seu pai a tirou daquela conversa e a garota saiu andando a seu lado e gradativamente esquecendo as infelicidades do dia, exceto uma.
    - Aigooo. Waeee?  É muito cedo…. - fez um biquinho choroso sobre o horário, mas como ele falou que iriam jogar juntos, então um sorriso fofo surgiu.   - Tá booom, eu acordo cedo, appa. Prometo! - fez um “v” com os dedos, toda bobona e aceitou o carinho, deixando a cabeça de lado como um gato ronronando. Seria demais jogar com o pai! Sentia mesmo saudades de fazer coisas com ele, ainda que tivessem jantado naquela semana, tiveram uma briga feia e por mais que ela tivesse zerado aquilo no coração assim que recebeu o celular de volta, estava carente de um momento divertido com ele. - Está bem… - fez um charminho sobre tentar aguentar a ópera. - Oba. Eu quero sobremesa - determinou sobre a janta, a noite magicamente estava ótima de novo.




    Como um pet, a menina se comportou bastante até que as luzes se apagassem, aí foi a hora de ouvir toda a playlist da Disney e se segurar para não dar risada dos trechos que os personagens da Ópera abriam a boca para cantar e sem querer dublavam o Sebastião, a Branca de Neve ou o Gênio. Foi bem divertido, no fim das contas. Claro, com um toquezinho Disney qualquer coisa poderia ficar boa. Guardou correndo sua travessura na bolsa quando percebeu que tinha acabado e as pessoas aplaudiam. Ela bateu palmas meio que já querendo sair correndo e naquele instante já estava toda desconfortável na cadeira, incapaz de ficar sentada mais um segundo e por isso logo se levantou também para aplaudir em pé, já na esperança de sairem de lá. Bateu palmas efusivas, extremamente feliz que finalmente iriam para casa e até tinha um sorriso no rosto.
    Despediu-se dos presentes do camarote com educação e ânimo, mas seria muito mais comedida caso vissem os Wang passando. Agora só conseguia pensar no que comeriam e em uma sobremesa deliciosa de morango. Quando conseguiu sair daquele ambiente para o banco de couro do carro, logo soltou o corpo encostando na janela e nem pegou mais o celular. Estava muito cansada. Soltou um bocejo dentro do carro, feliz que poderia parar de ficar sorrindo, e enquanto o motorista dava partida, observou o local pelo vidro escuro, sentindo cansaço e um pouco de melancolia.
    A noite não tinha sido como imaginava. Ela se sentia um pouco culpada de talvez ter feito algo errado. Gostaria de ter agido de forma mais madura e da próxima vez queria uma oportunidade de ficar a sós com seu noivo. Não um evento idiota cheio de mulheres para competir com ela, mas um jantar. Precisava muito conhecer os gostos dele, ele tinha que conhecê-la um pouquinho também e ela sentia que suas inseguranças iriam embora se pudesse ouvi-lo falando mais do que um pedido educado para tomar suco. Bem, ele tinha feito mais do que isso. Ainda lembrava do jeito que se aproximou dela e tocou seu queixo. Encolheu-se envergonhada e fechou a janela. É. Com certeza se tivessem momentos juntos, poderiam namorar um pouquinho. Namorar? Um sorriso tímido surgiu em seu rosto e ela segurou as mãos, um tanto nervosa. Ele era muito cuidadoso e gentil com ela, mas ela precisava de tempo para reunir coragem e conversar. Esse tempo era mais do que um intervalo de festa que ele precisava dar atenção para pessoas importantes. Talvez ele também tivesse percebido e o próximo encontro fosse melhor. Talvez.
    Hyemin não se importou com a playlist de volta para casa, cansada daquela noite. Logo chegaram no drive-thru e a menina pediu um Mc Lanche feliz de bulgogui, um bolinho crocante de arroz e coca-cola. Era bem pouco, e ela só fazia isso para ganhar a surpresa do sanduíche, então pediu sticks de queijo para complementar e um flurry de morango. Nada saudável, mas ela não tinha problemas com isso.


    Não estava desesperada para comer dentro do carro, mas não conseguiu resistir ao flurry, mesmo supostamente tendo que comer depois do salgado. Enquanto voltavam para casa, ela roubava batatinhas do pai e mostrava a língua com a brincadeira. Definitivamente não era a comida favorita dela, nem levaria as amigas ali para passear, mas era o melhor para um fim de noite e não teria a menor paciência de ir a um restaurante agora.
    Achava até bonitinho ver o pai sair daquela casca de Sr. Seo e se transformar… em um companheiro divertido. Só não entendia  mesmo aquelas mudanças drásticas e os gostos peculiares do pai. Afinal, ele não precisava fingir humildade. Então por que fazia certas coisas? Ela o amava muito, mas não compreendia por que ele tinha tanta necessidade de se fazer de “do povo” ou ficava tão bravo com ela por causa de suas ações. Ele e a tia tinham crescido juntos, então era uma incógnita para ela. Hyemin respeitava, mas não concordava e gostaria de não levar bronca por causa daquelas coisas. O relacionamento deles seria muito melhor se não fossem aquelas opiniões dele.
    No fim, chegaram em casa ainda faltando sticks de queijo para comer. Ela comeria o restante, sem se importar muito se o pai não ficasse com ela naquele instante e depois iria direto para o quarto após um boa noite.
    A garota precisou se desmontar inteirinha e sentia os pés arderem, pedindo por um banho de banheira. Ela ficou algum tempo no processo de tirar as joias e a maquiagem enquanto as espumas já se formavam enchendo os ladrilhos rosa. Era estranho se desmontar toda. Parecia bem mais com uma menina agora. Não sabia dizer qual das duas Hyemins ela gostava. Montada de vermelho, tinha se sentido mulher e poderosa, até que começou a se sentir uma farsa. Agora sem nada, sentia-se uma criançona besta sem atrativo nenhum, mas mesmo assim era muito mais familiar a si mesma. No fim, não conseguia sentir-se bem de nenhuma das duas formas. Era uma conclusão um pouco triste.
    Hyemin mergulhou na banheira, relaxando o corpo com o cheirinho de flores e tuttifrutti no ar. Depois de um dia tão atribulado, ficar sozinha um pouco e colocar a cabeça no lugar poderia ser bom, mas ficar sozinha lhe dava uma sensação estranha, de que tudo que tinha vivido e as pessoas com quem tinha conversado estavam bem longe.
    Poderia parecer estranho para a maioria das pessoas, então por isso jamais falava a respeito com ninguém, exceto aqueles que tinham reparado nisso e, portanto, evitavam que acontecesse. Algumas crianças simplesmente nunca tinham passado da fase de medo de serem abandonadas na escola.


    Depois do banho, a menina se enfiou em seus pijaminhas de unicórnio, como bem queria fazer, e ainda teve tempo de escrever um pouquinho no diário, para limpar de vez a mente antes de cobrir os olhos com seu pandinha e dormir abraçada a seu urso de pelúcia. É claro que suas peripécias para enrolar a dormir a fariam esquecer de colocar despertador no celular e acordar só com ajuda dos funcionários da casa.
    Hyemin choramingou alto. Que horas seriam? Ela espiou o telefone e lembrou que nem tinha falado com ninguém no aparelho. Será que Yerin ficaria chateada? É que estava cansada mesmo para conversar no celular e não queria ver aquele monte de cobrança de Yewon. Após checar o telefone, ela anunciou para a casa que tinha acordado e estava se arrumando quando “Don’t Wanna Cry”, do Seventeen.


    Ela correu para o banheiro, para lavar o rosto e fazer o ritual de tonificar e hidratar a pele, enquanto andava até o closet já penteando o cabelo e procurando pela mochila de esportes. Separou as roupinhas e voltou para terminar os cuidados com o rosto. Seus cílios continuavam lindíssimos. Sorriu para o espelho antes de fazer uma maquiagem mais levinha e especial para exercícios físicos: produtos de longa duração e à prova d’água para resistir ao suor.
    Prendeu os cabelos em um rabo de cavalo alto e saiu toda Barbie Tenista para tomar café da manhã.


    (referência)  


    - Bom diiiaaaa - comentou toda animada e optou comer pão e frutas para a prática de exercício. Era um dia muito promissor.

    Persephone
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Persephone em Ter Jan 09, 2018 10:15 pm

    [JAE-KI]

    06/04/2019 - Sábado
    10:48 P.M


    Eun-Bi coçou os dois olhos - do jeito que deu enquanto segurava a bolsa e o celular, um em cada mão - quando ouviu a pergunta dele. A ponta do nariz dela já estava bem vermelho e os lábios um pouco mais inchadinhos, mas o batom vermelho já evidenciava isso. Voltou a abrir os olhos, agora vendo perfeitamente que Jae-Ki realmente estava ali.

    Claro que estava!

    Desde o momento que ele voltou a falar e colocou a jaqueta em seus ombros, já deveria ter entendido isso. O problema era que vê-lo era bom demais para ser verdade, diante das coisas que tinham acontecido. Eun-Bi suspirou, liberando o último soluço neste ato. O choro tinha cessado, embora os olhos ardessem pelas lágrimas. Quando ouviu Jae-Ki falar dos amigos, ela tombou um pouco a cabeça para o lado, olhando pela janela, para o desespero dele.
    Eun-Bi viu que três garotos olhavam na direção deles, mas começaram a bater uns nos outros quando viram que ela tinha visto eles. Apenas um continuou olhando, com a boca meio aberta até apanhar de outro e desviar o olhar. A garota engoliu em seco, diante da aparência deles e encarou Jae de novo.

    Eram amigos bem diferentes de Kang e Won. Não dava para condenar o “susto” dela.

    - Mas… - Tentou argumentar, mas Jae deu aqueles tapinhas em suas costas e a fez se calar. Eram tapinhas suaves, por cima da própria jaqueta dele, mas o gesto foi o suficiente para pará-la por um instante.

    As bochechas coraram um pouco e ela continuou a encará-lo, os olhos no mesmo nível porque estavam com a mesma altura, por conta dos saltos dela.

    - Não…? - Perguntou balançando um pouco a cabeça enquanto ouvia falar sobre o carregador. Ela tombou um pouco a cabeça ao ouvir que ele estava ali e, finalmente, o corpo relaxou. Perdeu um pouco a postura e deixou toda aquela tensão de lado. - Está…? - Um pequenino sorriso surgiu no canto dos lábios dela e ela aumentou para uma linha quando ele falou que era inteligente.

    Ele realmente era, mesmo que ela tenha chamado de burro.

    Olhou ao redor e esticou o braço na direção dos porta-guardanapos que ficava nas bancadas da janela - eram mesinhas para que a pessoa comesse olhando para fora. Arrancou várias folhas, lançando um olhar irritado para o dono. Do tipo “isso eu pego, desgraçado!”, mas quando virou-se para Jae, já fazia uma expressão quase meiga e indefesa de novo - o que não adiantava de quase nada, porque Jae viu todas as nuances dela.

    Usou o papel para secar as lágrimas direito enquanto ouvia o esquema. Parou depois de secar o primeiro olho e o encarou meio chocada.

    - Você é realmente inteligente…- Disse impressionada, por conta do chip. Mas a pouco animação dela sumiu no comentário seguinte. - Não… - Murmurou. - Ele...não está em Seul. - Pigarreou porque a voz estava um pouco rouca por conta do choro. - Por isso eu preciso do aplicativo, para voltar pra casa…

    Disse bastante triste com esse fato, mas os conselhos dele a fizeram parar para pensar - coisa que ela quase nunca fazia. Por que ela precisava tirar os acessórios dela, se os amigos de Jae estavam lá fora? Eles pareciam perigosos e poderiam espantar os outros, não? Não? Não…

    - Ahm...Tá… - Levou a mão até o fecho do colar justo ao pescoço e também tirou os anéis. Colocou tudo dentro da bolsa e ainda equilibrava a jaqueta dele em seus ombros.

    A cabeça estava um pouco baixa quando ouviu o elogio e ergueu o olhar para encará-lo com as bochechas querendo corar de novo. Deu outro sorrisinho.



    - Obrigada pelo elogio… - Não deixou escapar. - Não sabia que você me achava bonita, achei que só me odiasse mesmo. - Disse provocando, mas parou por aí. - Que bom que eu estava enganada. Mas...Eu sou uma patricinha. Uma patricinha briguenta, mas sou…



    Estendeu a mão, pegando o gorro dele, aceitando o que ele oferecia, bem como o que restou de seu celular. Como o gorro cobria parte da mão dele, ela não soube onde ela começava e acabou segurando a mão dele no processo. O tom de brincadeira de antes sumiu e ela o encarou um pouco ansiosa demais.

    Franziu as sobrancelhas meio sem jeito, mas só pegou seu celular de volta e o gorro dele. Abaixou a cabeça, virando-se de lado. Deixou a bolsa em cima da mesma bancada de onde tirou o papel guardanapo e começou a se ajeitar. Primeiro vestiu mesmo a jaqueta dele e depois ficou virando o gorro para ver onde era a frente e enfiou na cabeça. Virou a cabeça para encará-lo e cruzou os braços.

    - E então? Estou disfarçada?



    Perguntou tentando fazer uma cara marrenta, mas logo descruzou o braço ajeitando o gorro.

    - O sapato eu me recuso a tirar. - Olhou para os próprios pés. - Eles estão me matando, mas são lindos...E eu não tenho outro calçado. Não vou ficar andando sem sapatos por aí. - Pegou a bolsa de novo. - Eu fui expulsa, não fugi. Só aceitei a oferta para ir embora, não ia implorar pra ficar.



    Podia não fazer sentido à principio, mas agora ela olhava para aquele ponto iluminado lá longe no horizonte: o Teatro. Olhou para Jae de novo.

    - Você não vai ficar com frio? - Perguntou, preocupada com ele. - E seus amigos ainda estão olhando para cá. Estou atrapalhando o “seu rolé”? Prometo que não vou demorar muito, depois que...pedir o carro.

    A ideia dele tinha dado certo, porque o chip se encaixava no celular dele. O aplicativo não demoraria nada para baixar, com a velocidade daquela internet. Em dois minutos, eles já não teriam mais desculpa. Mas agora, Eun-Bi não estava muito certa ou sendo sincera quando prometia que não iria demorar.

    Porque ela não queria ser rápida.

    [SUN-HEE]

    06/04/2019 - Sábado
    9 P.M.


    Lee-Hi: kkkkkkk..só você mesmo! Daqui a pouco não vai ter mais espaço na sua casa!

    Chae: Devoradora de livros, é? É fácil dar presente pra Sunny-shi, então. <3 <3 <3

    Chae: Achei uma tremenda petulância da Sra. Park ousar dizer que não sou discreto. Absurdo! Hihihihi! Obrigada...eu também gosto dessa joaninha.

    Lee-Hi: Nós sabemos, você até mordeu a Eun-Joo por ela. Mas nunca explicou pra gente o porquê…

    Chae: Por que o que?

    Lee-Hi: Porque ela dizia que o broche era dela.

    Chae: Porque é doida, oras. Bom, vou lá. xoxo =**

    As meninas pararam um pouco com as mensagens e Sunny voltou ao mundo real, seguindo até o carro com o pai e Yi-Hoo. O irmão mais velho a encarou quando teve o braço segurado daquele modo. O sorriso de Sunny iluminou aquela noite e Yi-Hoo só pode retribuir com outro sorriso. Fez um cafuné bagunçado na cabeça dela e abriu a porta para que ela entrasse enquanto ele ia no banco da frente.

    A desculpa para Sunny ir atrás, sempre era a mesma: ela tinha pernas curtas e os irmãos precisavam de espaço.

    Dentro do carro, a sugestão do pai pegou os dois de surpresa. A resposta de Sunny também não foi de todo convincente, o que indicava que ela ainda não estava disposta a abandonar aquele pedaço de si. O pai suspirou e prometeu que conversariam melhor depois, mas que precisariam se organizar direito, caso fizessem a festa surpresa.

    Durante o resto da viagem, não houve mais comentários sobre isso. Quando chegaram ao restaurante, viram que o movimento estava bem alto, mas Yumi ficou muito feliz pela presença deles. Levou o trio para um local discreto e, apesar de serem familiares, foram recebidos como clientes -e pagariam como clientes também!. Yumi nem precisava cobrar, porque o sr. Kim pagava mesmo assim. Era o justo.

    A diferença com os outros clientes foi que eles ficaram até o fim do expediente - ou seja, muito tempo, até o último cliente sair. Yi-Hoo ficou trabalhando do celular mesmo e Sunny podia ficar lendo alguma coisa ou jogando ou ajudar na cozinha, como o Sr. Kim fazia, indo lavar as louças na maior tranquilidade.

    Quando o expediente acabou, os três viraram cinco e foram para casa. No dia seguinte, fariam uma pequena viagem ate Jinhae, para o famoso Festival de Jinhae Gunhangje. Precisariam pegar um ônibus para o outro Estado, bem cedo, pois era melhor usar o transporte publico do que ir de carro. As passagens já estavam compradas, sairiam de Seul às 8h e voltariam de Jinhae às 5 P.M. Era tempo mais do que o suficiente para aproveitar o lugar, turistas e comer bastante.

    Por conta da ida até o restaurante, eles, obviamente, dormiram muito pouco. Sunny ainda chegou a receber mensagens de Chae por volta das 12 A.M, falando que a Opera tinha acabado. Dizia que tinha sido linda, que chorou muito, mas estava exausta. Tirou uma foto na saída para que elas fizessem a comparação do antes e depois.

    6 A.M - 07/04/2019 - Domingo


    A família já estava de pé, todos parecendo uns zumbis, mas sem pensar em desistir da viagem. Comeram um café da manhã rápido e logo se “equiparam” para partir. Tia Yumi fazia o tipo “prevenida” e carregava de tudo em sua bolsa, até sapatos e roupas extras, porque nunca se sabia. Os meninos estavam de mochila e só carregavam biscoito, protetor solar e esse tipo de coisa. Obvio que tia Yumi pediu no espaço deles para que levassem coisas dela também.

    No fim, alguém tinha que carregar aquele peso!

    A família foi de carro até a rodoviária. Deixariam o carro o dia inteiro por lá. Às 8h em ponto, o ônibus partiu. Tia Yumi foi ao lado de Sunny, permitindo que ela ficasse com a janela. O sr. Kim foi sozinho, ao lado dos bancos delas, enquanto os irmãos estavam logo atrás. Jun-Pyo já dormir porque tinha a incrível habilidade de dormir em qualquer lugar.

    O ônibus estava lotado e a família de Sunny tinha comprado lugares mais à frente. Havia uma mistura de aromas e rostos ali que ela, geralmente, não prestaria nenhum tipo de atenção. Contudo, daquela vez, algo ficava atiçando seus batimentos quase que como um aviso de que o ar faltaria a ela muito em breve.

    Mas talvez não por um motivo ruim.

    Felizmente, ela tinha seus fones e a música para embalar a viagem e as paisagens que ela veria enquanto deixasse Seul e chegasse até Jinhae.
    Luxi
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Luxi em Ter Jan 09, 2018 11:06 pm

    Parece que a noite de alguém tinha sido muito pior, não é mesmo? Observou a garota saindo aos prantos daquele evento. Era até um pouco engraçado pensar que em uma situação normal, nenhum jovem daquela idade deveria estar na ópera, só amantes de verdade de arte. Muitos talvez nem pudesse comparecer por não poderem pagar pela presença. No entanto, para eles, era como se fosse um encontro escolar qualquer, porque quase todas as pessoas da escola estavam lá.
    Não se importou em segui-la, mas a figura feminina indo embora o fez pensar em Chaeyoung e em qual seria seu destino certo se desse muita confiança para Jongin. Isso o fez olhar para trás, para ver se alguma pessoa estava atrás dela. Se fosse um homem ou algo do tipo, poderia segurá-lo. Para que a joaninha fosse embora. Não era o caso e ele até fez um “pff” do quanto estava divagando a toa.

    Respirou o ar nada puro de Seul e olhou para cima. Agradeceu por seu irmão e tio não estavam ali também, ou quem sabe seria ele que sairia pela escada… emputecido ou carregado por seguranças?

    Agora precisava de remédio. O avô não tinha enchido o saco, então não precisava voltar. Nem falar que estava bem. Estava livre. Ele afrouxou aquela gravata borboleta estúpida, jogando em um canto da rua e abriu alguns botões da camisa. Deu uma bagunçada nos cabelos e ficou algum tempo do lado de fora, apenas curtindo o silêncio, caminhando no quarteirão. Era bom para recarregar energias.

    Para falar a verdade, queria viver daquela maneira, tranquilamente, sem fazer nada, sem ter que ficar preocupado com joaninhas e Jongins e JungMis. Queria a vida antiga de volta, para sentir prazer e ansiedade de ir à festa sem que, lá no fundo, soubesse que era só um teatro. Não era possível. Sua mente estava estragada e ele não conseguia não sentir raiva extrema ou tristeza infinita. Desde que seus pais morreram, era como se tudo estivesse absurdamente errado, principalmente o fato de estar vivo. A vida tinha dado uma volta completa e era como assistir a um filme clichê de Natal no qual o protagonista morre e observa o mundo seguindo sem ele.  Era tão irônico tudo que ele ainda estava no primeiro ano. Nada que fazia tinha algum propósito. Por isso ele queria se arriscar para ver se sentia alguma coisa.
    No momento, dor de cabeça, então fez seu caminho até encontrar alguma farmácia, comprou algo para ajudar molhar a garganta e então… lembrou que alguém queria vê-lo morto. Talvez fosse melhor voltar para a frente do teatro. Por mais que parecesse estar dando o braço a torcer e odiasse ser controlado, não era mais tão bom assim ficar exposto à noite. Queria ir na festa e não pretendia começar a alimentar pensamentos esquisitos.
    Já la frente, assim que recebeu as coordenadas, enviou para Han Sunyoung, sem nenhum tipo de mensagem adicional. Então avistou a filha do banqueiro descendo, sem a joaninha para ajudar a prender o echarpe e esconder seus ombros. Fechou a cara, claramente ignorado pela menina. Ele nem tinha feito nada! Por que ela continuava tão nervosa? Mais do que isso… por que ela estava cheia de sorrisinho para o celular? Aquele…

    Respirou fundo. Se Chaeyoung aparecesse naquela festa…

    Ah, se fosse a “convidada especial” do amigo…

    Seria muito difícil de se controlar. Ele a encarava com raiva, imaginando aqueles sorrisinhos sendo dados enquanto a menina ria descontraída sentada no colo de JongIn e…

    Respirou fundo e olhou para baixo, tateando a joaninha dentro do bolso. Queria devolvê-la, mas e se ela jogasse fora de novo? Sua vontade era chegar ali e falar “se você jogar essa joaninha fora de novo, eu vou te matar”, mas achava que a ameaça funcionaria do jeito oposto. Então não sabia como falar com ela de novo. Era engraçado, enquanto tinha facilidade com as outras garotas. Talvez fosse porque não ligava se as outras estavam ou não chateadas.

    Só porque eram mais fáceis de manipular. Era só isso. Claro.

    Suspirou e deixou quieto.

    Droga. Não conseguia parar de pensar que ela iria naquela festa. Se fizesse isso, então teria que aceitar que ela e Jongin estavam juntos…
    Aproximou-se então do avô, quando ele ficou sozinho, e comentou sério e objetivo.

    - Fiz tudo dentro do combinado. Quero a chave e os documentos da minha moto.  - Achava o pedido bem razoável. Estava merecendo pelo comportamento exemplar.
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Gakky em Qua Jan 10, 2018 12:54 am

    Quando Eun-bi olhou pra janela depois de comentar dos amigos, Jae-ki ficou um pouco preocupado e não era atoa, os caras tavam olhando e nem sabiam disfarçar. Percebeu que a garota ficou um pouco assustada, é seus amigos não era dos mais "arrumados" e ela patricinha do jeito que era, devia ser mesmo estranho.

    Apesar dos amigos estarem olhando, Jae-ki ignorou isso por hora, porque tinha que cuidar da Eun-bi e falou tudo aquilo para consolar ela e mostrar que não estava sozinha, ele resolveria qualquer coisa, era das ruas e sabia como se virar. Ficou muito satisfeito ao ver o primeiro sorriso surgir nos lábios dela, mesmo pequeno, era sinal que estava dando certo o que estava falando. Percebeu que a bailarina pegava os guardanapos pra enxugar as lágrimas e notou olhar assassino dela para o caixa da loja, voltando-se novamente para o olhar meigo de novo. Eun-bi realmente era uma menina que não tinha igual. " Ela tenta dar uma de durona, mas é muito ingênua... É muito idiota de vir aqui a essa hora, de correr atrás de bandido... Aigo Eun-bi, qual o próximo susto que você vai me dar? "

    Quando a bailarina o elogiou de inteligente, Jae sorriu orgulhoso, mas viu que ao falar do pai dela, começava a ficar triste novamente. Então o pai devia estar viajando, concluiu o garoto.

    - Ahh, então ele ta viajando? Aigoo, eu sei um pouco como é o aboji não estar quando se mais precisa dele. Mas já vamos ter o aplicativo! É muito fácil porque eu estou aqui.

    Então ele começou a dar os conselhos de segurança para Eun-bi. Era certo que sabia lutar, poderia protegê-la, mas como era responsável, Jae-ki não gostava de abusar tanto da sorte, ainda mais com garotas. Não conhecia a área e jóias atraiam não só os vândalos, mas o pior tipo, os verdadeiros bandidos, os que tinham armas. Pior se fossem sequestradores, daqueles da televisão. Talvez estivesse um pouco paranoico, mas era muito protetor com o que era especial para ele. Sabia que Eun-bi era muito rica e a noite que tipo de oportunistas estariam pelas ruas? Não era como se ela fosse ele, um pobre que alguém mal daria centavos por sua vida.

    Eun-bi já começava a tirar as joias quando o garoto percebeu que ela levantou o rosto para encará-lo, notou ela corar e sorrir de novo. Jae-ki não conseguiu se controlar e acabou sorrindo também, ela era mesmo muito linda. As próximas palavras o pegaram de surpresa, porque ela agradecia o elogio que ele deixou escapar sem querer, e depois por causa daquele comentário implicante. Eun-bi sabia deixar ele sem palavras. E ao ouvir a bailarina dizendo que era uma patricinha briguenta, não conseguiu segurar o riso.


    - Não penso só o pior de você, Eun-bi.

    Não ia prolongar o assunto, porque não queria discutir de novo, mas era ela que o deixava doido e ele acabava gritando mesmo. Se realmente a odiasse, não teria tido raiva quando Taemin disse aquelas coisas dela. Talvez fosse mais sensato odiar ela, mas não conseguia evitar, acabava ficando totalmente hipnotizado. Porém agora não tinha mais raiva, só muitas dúvidas, embora não tivesse esquecido, só não tocaria nisso agora. Ela aceitou o gorro e vestiu a jaqueta, Jae-ki ficou observando curioso, até o jeito dela de se movimentar era meigo. Como ela conseguia ser assim tão delicada e ao mesmo tempo agressiva ás vezes? Quando ela cruzou os braços, Jae-ki não conseguiu segurar o sorriso de novo, ela estava muito gata de gorro e jaqueta. Ele nem conseguiu responder a pergunta dela, olhar para ela e ainda mais assim o deixava desconcentrado. Foi quando ela ajeitou o gorro que Jae conseguiu falar:

    - Aigo... É difícil disfarçar você... Mas ficou ótima, quer dizer, tá melhor que antes, chama menas atenção... Mas não podia ter nascido com um nariz torto? Ia facilitar as coisas - Brincou rindo.

    Era incrível como a presença dela ali estava fazendo seu humor mudar. Era como ás vezes que tinham se encontrado fora da Wangjo. Ela parecia o hipnotizar, era estranho como se sentia, mal conseguia deixar de sorrir agora e coração batia de um jeito muito louco. Por que dentro de Wangjo as coisas não eram assim? Sobre os sapatos a garota respondeu que não tiraria, Jae-ki até franziu as sobrancelhas ao ouvir a primeira desculpa dela que era porque eram bonitos. "Que garota doida..."

    - Se eles estão te machucando, devia ter vindo de tênis. - Em seguida brincou meio bobo - Por isso eu nunca uso salto, só tênis.

    As próximas palavras dela sobre ser expulsa o deixaram pasmo por uns instantes. Ela tinha sido expulsa pelos pais dela? Ou melhor pela omoni dela? Que tipo de família era essa? Os pais ricos não eram os que mais mimavam e protegiam seus filhos porque investiam tudo neles? Expulsa de onde? Enquanto Jae-ki pensava nisso, Eun-bi o despertou com uma pergunta meiga que o deixou surpreso mais uma vez, parecia preocupada com ele sentir frio. Antes que pudesse responder, ela também falou dos seus amigos.

    - Mwo? Aishhh... Esses caras!

    Ele lançou um olhar pra eles da janela e fez uma cara de invocado arregalando os olhos e fazendo um movimento com a mão para ver se eles entendiam que deviam se virar. Depois se voltou novamente para Eun-bi:

    - Ahn, demorar?

    Jae-ki olhou para o celular, o aplicativo já tinha quase baixado completamente, era mesmo uma pena que a internet fosse tão rápida. Não queria que a bailarina fosse embora rápido. Estava curtindo tanto, era uma raridade e quando voltassem para escola, achava que começaria aquilo de novo de não se falarem, as coisas ficariam confusas novamente, teria o Taemin, as amigas cão de guarda dela... Ela podia ao menos ficar alguns minutos não é? Depois de ficar alguns segundos distraído pensando, respondeu rápido:

    - Não tá atrapalhando! Eles esperam de boas! Ah e eu não tô com frio, relaxa, pode ficar com a jaqueta. Outro dia você me devolve. Mas...

    O garoto pegou uma das cadeiras da mesinha e a colocou de frente pra garota, em seguida sorriu pendendo a cabeça para o lado e disse:


    - Achou que eu ia deixar passar os sapatos? Ao menos fica sentada até eu pensar num jeito de tirar eles de você.

    Jae olhou novamente para o celular e vendo que o aplicativo já tinha terminado de baixar, sentou na beira da mesa e em vez de comentar sobre isso, falou sobre outras coisas:

    - Eun-bi... Só mais uns minutos não vai atrasar ninguém... Eu queria entender, você foi mesmo expulsa? Mas de onde e por que? Você vai para sua casa depois não é? Mas tudo bem se for? Quer dizer... Vai ficar bem? Eu não entendi o que falou até agora... Você podia me explicar, não vou contar para ninguém... E se quer se sentir mais segura, eu conto um segredo sobre mim para você, isso se confiar e contar para mim o que houve com você. Mas é um segredo que não vai poder contar para ninguém, nem para suas amigas!

    Talvez Jae-ki estivesse arriscando demais agora, mas sentia que era sua chance de entender alguma coisa de Eun-bi. Quando o resultado valia a pena, arriscar era preciso, assim como quando arriscava um golpe novo, quando pichava em lugar proibido e por que não agora? Talvez conseguisse enfim tirar as suas dúvidas e sair da tortura que tava passando todos os dias na escola quando a via. Queria descobrir quem era a verdadeira bailarina, e se ela acabasse contando seu segredo, saberia que nunca mais deveria falar com ela de novo. Era melhor saber do que ficar em dúvida constante. Ao menos era o que achava, e Jae-ki não era lá muito esperto para pensar demais nas possibilidades das coisas darem errado. Assim como já tinha se dado mal até com Kang. Além disso, Eun-bi não parecia ameaçadora e nem malvada agora, mas sim alguém com problemas familiares que podiam ser graves ou não.

    isaac-sky
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por isaac-sky em Qua Jan 10, 2018 1:36 am


    Todos olhavam para ele. Todo mundo torcendo por Won e o pelo que ele iria fazer.

    Ele gostava da plateia, na verdade os incentivava levantando os braços.

    E o momento chegou. Seria capaz de aplicar aquele golpe? Seria o Campeão Máximo dos Quebrados de Tijolos Empilhados?
    Preparou o corpo e aplicou o golpe com toda a sua força.

    E...


    Não quebrou nenhuma.

    "Ai ai ai ai..."

    Acordou do sonho virado de lado, em cima do gesso, incomodado.

    -Ai ai ai. Droga eu fiquei no braço - não levantou empolgado como sempre, apenas esfregou os olhos e se sentou.
    -Meu Deus, que sonho retardado - bocejou se colocou de pé. Tinha levantado cedo e seu pai nem tinha chegado ainda.

    Um dia de trabalho também. Talvez a maioria das pessoas achasse chato trabalhar num domingo, mas Won ansiava por sair de casa e fazer algo nem que fosse servir café pro milésimo ricaço.
    A noite não havia sido muito boa, a solidão lhe atingia com mais força antes de dormir e pensar em certas pessoas lhe deixavam com...ciúme, Won não queria admitir que era isto.

    Decidiu afastar os pensamentos ruins com um banho rápido e se aprontou rapidamente para ir ao café.

    Respirou fundo ao abrir a porta e trancar o apartamento para sair.


    Mandou uma mensagem ao pai, sabia que deveria estar no caminho de volta.

    -Bom dia. Volte bem pra casa. era simples mas mostrava sua preocupação com o pai ali.
    Queria um dia voltar a falar com eles com a liberdade que tinha antes. Na verdade queria ter alguém para contar sobre tudo aquilo que sentia, desabafar e talvez entender porque pensar na Bo-Mi lhe incomodava tanto agora.

    "Aish, desse jeito eu não vou conseguir me concentrar pra nada"

    Não tinha seu fiel amigo para acompanhar hoje mas pelo menos imaginava que estaria saindo com o irmão.

    -Ei K-Dragon, bom passeio com seu irmão hoje xD

    "Então aqui é bem movimentado de domingo também? Acho que essa franquia é famosa mesmo como Ji-Hyun disse, não deve ter um dia de pouco movimento, só menos pessoas que na semana"

    Cumprimentou a chefe e TaeGyu com a formalidade de sempre. Ji-Hyun parecia tão animada quanto ontem, talvez até mais.


    -Oi Ji-Hyun. Pronta pra mais um dia movimentado?

    Continuava em sintonia no trabalho com a colega. Divididos em sua tarefa de limpar as mesas, Won passava pano com a mão boa.

    "A essa hora eles devem estar andando de patins como ela tinha dito na quarta?"

    Seu pensamento foi interrompido pelo som da entrada de mais uma pessoa.
    "Ué, mais um amigo da chefe?" notou como ela reagia àquela pessoa. Se virou, imaginando ser mais algum amigo famoso.

    "Ahn?"


    Feito uma tocha olímpica, irradiando luz, era justamente quem tinha evitado durante toda a semana mas que mesmo assim lhe visitava nos pensamentos.
    Se Won já a achava linda de uniforme, com aquela roupa parecia uma modelo.

    "Eita Won..."

    Percebeu que ela desfez o sorriso ao ver que era ele.

    -O-Oi Bo-Mi - respondeu a ela, completamente sem graça. Sem chances de se esconder obviamente.

    Bo-Mi mudava a expressão mas Won não conseguiu desvendar: "Ela tá feliz em me ver? Ou tá tipo 'droga, ele tá aqui?' Será que ela tá acompanhada? Não, senão teria mais alguém atrás dela agora. Aish, calma Won, fala alguma coisa"

    Estava de uniforme, nem poderia disfarçar que não trabalha ali.

    -Err, tudo bom?

    "Aish, e eu tentando me distrair trabalhando hoje..."

    Natalie Ursa
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Natalie Ursa em Qua Jan 10, 2018 5:15 pm

    MiSoo sorriu com BoMi concordando que um musical seria melhor, mas ergueu a sobrancelha com a pergunta retórica dela. Conhecia a amiga já há muitos anos para reconhecer alguns tipos de nuances.

    Não sabia o que ela quis dizer com isso, mas também não chegou a perguntar. Logo já prosseguiram com as conversas e Minhyun comentava sobre os lugares deles nos camarotes da ópera.

    MiSoo mencionou sobre os Park sentarem-se no camarote ao lado, mas não chegou a passar por sua cabeça que aquilo poderia soar como se estivesse falando do Park mais novo e seu tio. A verdade é que nunca prestara grande atenção nas fofocas sobre essa família para realmente se importar em desmistificar o assunto e separá-los em duas vertentes. Coube à Gyu-Sik corrigir seu erro e explicar de qual “família Park” ela falava.

    Sobre a família Moon, então, a garota nem tinha notado e provavelmente também não percebeu o problema de dividirem o mesmo camarote. Ela dificilmente gastava muitos neurônios com problemas - ou fofocas - de pessoas que mal conhecia, como Moon Eun-Joo. Normalmente ouvia as informações de suas amigas, mas por não pensar muito mais naquilo, logo se esquecia. MiSoo acabou não entendendo direito a expressão que Minhyun fazia sobre o assunto.

    Minhyun continuava a conversa e mencionava que Gyu-Sik era muito sucinto em suas conversas e o assunto acabou abrindo espaço para MiSoo implicar mais uma vez com o irmão da amiga, comentando sobre ele responder melhor por mensagens de texto.

    Quando percebeu a encarada ríspida dele em sua direção, a garota baixou o rosto, achando que provavelmente tinha exagerado e já se sentindo um pouco mal por isso. Às vezes exagerava sem perceber. Será que tinha exagerado? Mas nem tinha dito nada de tão ruim… Ou será que tinha? Enquanto repensava o que tinha dito, notou que ele começava a rir e inflou as bochechas antes de dar um suspiro de alívio. Ainda estavam bem. Não tinha feito mais uma besteira naquela noite.

    Se bem que Gyu-Sik também tinha usado comparações que a desagradaram muito quando acabaram discutindo. Mas aquelas palavras definitivamente não tinham soado como brincadeira na ocasião.

    Os gêmeos começaram mais uma de suas discussões divertidas, que fizeram a garota rir e deixar de lado a insegurança que acabara de sentir.

    E o segundo assunto do qual MiSoo queria falar vinha à tona na conversa. Hyun Hee não era o responsável pelo arremesso do broche de joaninha e sim a garota que viera se desculpas antes das amigas se aproximarem da dupla de garotos. E com a conversa acabou dando mais uma provocada no irmão da amiga, mas estava errada, afinal. Com a resposta de Gyu-Sik, MiSoo apenas estreitou os olhos em sua direção, fingindo estar duvidando de sua resposta.



    MiSoo sorriu para BoMi quando ela afirmou que agora estava tudo bem.

    Logo a conversa precisava ser interrompida para que os dois que ainda não tinham tirado as fotos ainda, fossem acompanhar suas respectivas famílias.

    MiSoo tinha gostado de conversar, mais uma vez, com o garoto do segundo ano. Suas palavras soavam sinceras e parecia interessado na conversa, além de ser um garoto gentil. Parecia que seria interessante falar com ele em outro momento sobre algum assunto que não envolvesse ópera, pois até agora era basicamente sobre isso que tinham conversado, mesmo na ocasião do pequeno encontro na secretaria.

    As fotos profissionais foram algo diferente para MiSoo. Não costumava participar delas e muito menos vestida de um jeito tão chamativo. No passado raramente comparecia aos eventos que a mãe tanto adorava. Quem fazia isso era MinJi. Sentia-se um tanto invadida com tanta atenção sobre ela. Realmente não entendia como sua família agia tão normalmente com aquilo. Seria apenas algo com o qual se acostumava? Se fizesse mais vezes aquilo não pareceria mais tão esquisito? MiSoo não se sentiria mais como se estivesse sendo julgada ou avaliada pelas pessoas que lhe observavam?

    Estava tentando parecer normal, ou pelo menos sorrir nas fotos, mas com o desconforto que sentia, não sabia se estava sendo muito convincente ou se as fotos estavam ficando terríveis. A ommoni provavelmente não ficaria feliz se fosse o último caso.

    Por sorte a sessão de fotos não durou muito tempo e em pouco tempo estavam retornando para o camarote, onde poderia descansar um pouco os pés cansados e doloridos. Achou que finalmente poderia descansar um pouco e terminar de ver a ópera, quando recebeu a mensagem de EunBi e se desesperou.

    Apesar de querer muito ajudar a amiga, acabou ficando com um pouco de receio da reação da mãe, ainda mais depois de ter sido coagida por ela no início do evento. Sem saber o que fazer, MiSoo mandou uma mensagem à EunBi com a intenção de ajudá-la. A resposta veio em dez minutos, mas para a garota pareceu uma eternidade. A resposta era péssima!

    Depois disso a garota mandou várias outras mensagens, tentando falar outra vez com a amiga. Mandaria o próprio motorista da família, se fosse necessário!! O problema é que EunBi não respondeu mais nenhuma de suas mensagens...

    A espera era angustiante… Será que deveria ligar para alguém? Para a polícia!? MiSoo não sabia o que fazer e também não tirava os olhos do celular em busca de uma resposta da amiga. A parte de ir à pé sozinha tinha realmente lhe deixado muito nervosa. Teria que passar o resto da ópera angustiada e nem podia pedir a ajuda dos pais porque já sabia o que a mãe pensava da garota. Provavelmente nem se importaria!

    Apesar da ansiedade crescente, MiSoo precisou convencer a si mesma que a amiga deveria saber o que estava fazendo e seria sensata o suficiente para não ir para casa à pé.

    A ópera lentamente chegou ao seu fim e as pessoas começavam a se retirar do teatro.

    A primeira atitude que MiSoo tomou ao sair do camarote foi ligar para a amiga. Precisava saber se, pelo menos, ela tinha conseguido carga para o celular. A amiga finalmente lhe dava notícias ao atender o telefone e afirmar que estava tudo bem. MiSoo queria falar mais com ela e perguntar o que tinha acontecido, mas devido ao horário e por ter que entrar no carro com o resto da família para que o motorista deixasse ela e a avó na casa do tio, a garota achou melhor conversarem com mais calma amanhã, mesmo que por telefone mesmo. O importante era que EunBi estava bem e à salvo!

    Passou o resto da viagem em silêncio. Já estava com fome e morrendo de sede. Acabou até se esquecendo de se despedir dos outros amigos tamanha a preocupação que estivera sentindo até agora. Felizmente a ligação lhe fazia se sentir bem mais aliviada. Poderia dormir em paz essa noite sem ficar achando que, por não ter saído do camarote para não desobedecer a mãe, sua melhor amiga poderia estar em apuros ou ferida e não tinha feito nada para ajudá-la.

    Depois de alguns minutos de viagem de carro, finalmente chegavam ao condomínio do tio de MiSoo. Avó e neta se despediram do casal Yeun e se juntaram aos demais Kwon. MiSoo trocou algumas poucas palavras com a prima e a avó, mas o traje estava tão desconfortável que  apressadamente se dirigiu ao seu quarto para por algum dos pijamas que guardava na casa do tio. Era ali também que normalmente guardava os objetos e roupas que a mãe não aprovava muito, como seus bichinhos de pelúcia, pantufas fofinhas e inúmeras presilhas de cabelo. Com os pés bem marcados e doloridos, mas finalmente longe dos saltos, MiSoo vestiu suas pantufas de porquinho verde de Angry Birds, tirou o vestido e a cinta finalmente conseguindo respirar fundo. Já se sentia bem melhor sem aquelas peças.  Vestiu um dos seus pijamas floridos e foi até a cozinha beber bastante água e comer alguma coisa que estivesse já pronta por lá. Estava cansada demais para esperar por comida.


    Referência.



    Referência.


    Enquanto comia comentava com a avó sobre a mensagem que tinha recebido de EunBi e como tinha ficado preocupada. Também a agradeceu por ter lhe ajudado com a mãe estava brigando com MiSoo no corredor. Não conversou muito mais porque já era tarde e estavam cansadas. Poderia falar com a avó e a prima na manhã seguinte. Provavelmente acordaria cedo, de qualquer forma, já era acostumada. A avó também costumava acordar bem cedo. Despediu-se da avó e foi dormir em seu quarto, mas antes de fechar os olhos mandou uma mensagem de boa noite ao grupo de mensagens das amigas.
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Ailish em Qua Jan 10, 2018 5:48 pm

    Ao contrário do que eles poderiam imaginar, Sunny adooooorava ir no banco de trás, tá? Ainda mais quando estava sozinha, pois dessa forma, suas PERNAS CURTAS tinham o espaço inteirinho para se acomodarem com bastante conforto, hum! Esse traço foi herdado da parte materna, já que tanto o pai quanto os irmãos possuíam alguns bons conjuntos de centímetros de altura. Por isso eles a perturbavam cheios de propriedade e piadinhas pré-preparadas. Sunny fingia birra, mas não ficava zangada de verdade, no entanto, tratava-se de um excelente pretexto para implicar também... Afinal, todos conheciam o poder da boca dela quando entrava no modo “FIGHT!!!”. Poucas foram as ocasiões em que perdeu uma réplica ou se deu por vencida numa briga. Mas sabe como é... Ela não procura problemas...

    Os problemas que davam um jeitinho de cercá-la.

    Enfim.

    O assunto acerca das visitas e a festinha da tia YuMi acabou não rendendo. Na resposta do pai, Sunny teve certeza que ele percebeu a hesitação da filha. Queria dizer que não os condenava por decidirem seguir adiante, sendo que era mesmo o certo a se fazer. A vida da família precisava acompanhar o fluxo natural, embora o passado ainda seja um peso severo demais para suportarem. Queria dizer mais coisas... Tantas coisas...

    Mas para alguém que se considerava forte na maior parte dos momentos, ela era muito fraca, e... tentava mascarar a fragilidade.

    Inconsciente de que isso, no fim, a deixava mais vulnerável.

    Para disfarçar o clima estranho, Sunny voltou a mexer no celular, vendo as últimas mensagens no grupo. Realmente, Chae não explicou direito o que aconteceu e o motivo da Eun-Joo armar uma cena daquele tamanho e proporção por causa do broche. Hmmmmm, Sun-Hee se lembrou que, minutos depois da confusão, ela viu um curioso sorrisinho de Chae na direção do irmão rabugento de Jung-Mi e, pouco antes, quando o garoto foi lhe cobrar explicações aos berros, ela intercedeu e saiu o arrastando para longe.

    Meros pensamentos avulsos, pois não tinha como fazer qualquer relação entre os dois e o apetrecho lindinho.

    O altíssimo movimento no restaurante não surpreendeu Sunny. Apesar de não possuir o glamour de lugares mais requintados e mil estrelas, tia YuMi era conhecida e a favorita de vários clientes fiéis. Afinal, não conhecia ninguém que cozinhasse melhor do que a titia! Assim que entraram no estabelecimento, o aroma delicioso dos temperos inundou os narizes e atiçou a fome. Quando a titia veio recebê-los, Sunny a abraçou carinhosamente. O trio foi guiado a uma mesa mais afastada, onde teriam privacidade. Ela nem precisou olhar o cardápio e com os olhinhos brilhando e o queixo apoiado nas mãos, pediu uma porção de Soondubu, e depois, metade de outra. Finalmente satisfeita, ela ajudou o pai a levar a louça até cozinha e enquanto o Sr. Kim lavava os utensílios, Sunny secava e guardava nos respectivos locais. Era uma tarefa relaxante quando não se tem a obrigação.

    Logo, a família Kim voltava para casa. Já não tinha mais o banco de trás para si, tendo que dividi-lo com os irmãos, espremida no meio deles, e acabou cochilando no ombro de Jun-Pyo.

    Bêbada de sono, quase não respondeu a mensagem de Chae depois de despencar no colchão macio e quentinho. Mas os comentários da amiga aguçaram a mente da menina e sorria de orelha a orelha ao ver as selcas.

    “Tá merecendo uma montagem, hein?
    Ahhh, que bom que você se divertiu, Chae! Não disse? Amanhã, detalhes. Deve ter sido tãããão maravilhosa!
    Agora, vou dormir, meninas.
    Boa noite, bjs! <3”


    No entanto, antes de fechar os olhinhos e entrar no mundo dos sonhos, mandou uma mensagem para Stella.

    “Heeey, Eun!
    Você sumiu T_T Tá tudo bem? Mande notícias! =D”


    E só então, com o aparelho descansando em cima da barriga, Sunny adormeceu.

    [...]

    Não teve qualquer problema para acordar na manhã seguinte porque estava ansiosa pelo passeio. Não querendo correr o risco de se atrasar, fez tudo bem rapidinho. Ajeitar as coisas, higienização, tomar banho e blábláblá. Na pequena bolsa de lado que escolheu cabia o necessário para a própria sobrevivência: carteira, batom, celular, carregador e uma toalhinha – protetor solar espertamente pegaria emprestado com Yi-Hoo ou Jun-Pyo, não precisava carregar mais peso.

    Enquanto procurava um boné dentro do armário, Sunny acabou esbarrando numa caixa e a derrubou. Várias e várias cartelas de medicação espalharam-se, mas o carpete abafou o ruído do impacto. Ela se ajoelhou com pressa e nervosa, começando a guardar tudo antes que alguém aparecesse ali. Todavia, prestes a encaixar a tampa, ela encarou os remédios com raiva e angústia.

    E se ela ficasse nervosa?

    Ou com dor de cabeça?

    Enjoo?

    Vertigem?

    Como lidaria?


    Era normal alimentar essas preocupações. Todo mundo levava remédios de emergência! Era uma precaução comum. E... apenas um comprimido tinha a capacidade de silenciar os sintomas da doença que prendeu-se nela feito uma tatuagem grotesca. Não existiam motivos para recuar ou sentir-se mal. Não, não havia.

    Furiosa e com os olhos meio marejados, enfiou a mão na caixa e pegou uma maldita cartela, escondendo-a no bolso interno da bolsa, além de fechar o zíper, evitando futuros perigos.

    Devidamente vestida e pronta para a curta viagem, ela se apressou até a cozinha, e seu café da manhã resumiu-se num pedacinho da torta de ontem e uma caneca de chá. Também se preveniu com biscoitos, caso sentisse fome durante o trajeto – o que com certeza ia acontecer – e a garrafinha d’água.

    A roupa era básica e confortável, como geralmente preferia. Um blusão branco e de mangas compridas, mas o tecido leve a impediria de sentir calor, e um short jeans. Nos pés, escolheu sandálias baixas e coloridas para equilibrar a neutralidade das outras peças. E a protegendo do sol, um bonezinho cor de rosa.


    Na rodoviária, Sunny precisou se controlar para não dar pulinhos, então limitava-se a mostrar sorrisos avulsos e por qualquer besteirinha que a família dissesse. Aproveitou que tinham alguns minutos e catou várias bobagens gostosas na loja de conveniência, como chocolates e balas. Não parava de falar no quanto seria legal, e que queria tirar muitas fotos, comer muitos petiscos, levar um monte lembrancinhas para as amigas e Kim... e a lista não achava um final. Só dentro do ônibus que ficou quietinha, pois não desejava incomodar os outros passageiros.

    Às oito em ponto o ônibus partiu e Sunny bateu palmas discretas.

    Ela lançou um rápido olhar para os fundos, vendo o quanto estava lotado e concluiu que muita gente também planejava aproveitar o festival.

    O coração acelerava, e dessa vez, por motivos que valiam a pena a perda do fôlego!

    Poderia tirar um cochilo até Jinhae, porém considerando o quanto estava inquieta, não conseguiria sequer pregar os olhos porque só pensava na quantidade de flores de cerejeira que formariam um novo céu degradê e tapetes no mesmo estilo belo e perfeito.

    Sunny encostou a cabeça no banco e cerrou as pálpebras, deixando que o ambiente influenciasse a sua imaginação... De repente, os vários perfumes difundidos no transporte tornavam-se tão frescos quanto o desabrochar das cerejeiras. Não demorou para que ela pegasse os fones e colocou a trilha sonora adequada da viagem.

    Seus amados clássicos.
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Persephone em Qui Jan 11, 2018 2:36 pm

    [JAE-KI]

    06/04/2019 - Sábado
    10:50 P.M


    Jae-Ki conseguia acalmar Eun-Bi por conta de sua confiança e modo prático de resolver as coisas. O garoto surpreendia porque além de inteligente para a escola, também era esperto para situações do dia-a-dia, tendo sacadas que outros demorariam um pouco mais para alcançar. Porém, ela ainda estava sensível pelo que tinha acontecido. Não ficaria chorando para sempre, mas a mágoa recente a machucava quando era citada.

    Por isso, apesar dos sorriso que Jae-Ki arrancava dela, vez ou outra, ela também ficava um pouco séria - no sentido de triste e se fechava um pouco. Quando ele concluiu que o pai dela tinha viajado, ela meneou positivamente, sem entrar em muitos detalhes, olhando para baixo, mas o encarou quando ele afirmou de novo que tudo ficaria mais fácil porque ele estava ali.

    A presença era importante e parecia muito, muito fácil acreditar em Jae. Porque ele realmente estava ali, no fim das contas.

    Também foi um alívio para ela ouvir que ele não pensava apenas o pior dela. Nos últimos dois dias, ela evitou ao máximo encará-lo ou ficar no mesmo ambiente que ele. Só ficavam juntos na sala, mas ela não se afastava das amigas e procurava ficar mais reclusa nos intervalos. Depois da briga que eles tiveram no corredor, ela achava que ele a odiava de verdade. E que era muito burro por ter um orgulho bobo e acabar caindo na armadilha do Taemin - que, por sinal, andava muito quieto e a preocupava um pouco.

    Ocupou-se um pouco com a arrumação do gorro na cabeça e deixou os pensamentos voarem por um instante. Olhou para Jae e perguntou se estava disfarçada, fazendo uma cara de marrenta. Foi outro momento de quebra e bastante doce que os dois tinham. Acabou rindo com a risada dele.

    - Você quer dizer que eu estou chamando menos atenção assim? - Virou-se de frente para ele e indicou todo o look dela. - Tem certeza?

    Cerrou os olhos, tombando um pouco a cabeça. Na verdade, ela estava chamando ainda mais atenção porque...parecia uma pintura cubista para a moda. Um vestido longuete - batendo na metade da perna - salto alto, uma jaqueta masculina e gorro. Onde isso era discreto? Mas ela sorriu, meneando negativamente porque não concordava com ele, mas também não iria tirar. Quanto aos sapatos, ela colocou a mão na cintura de novo e o analisou.

    - Pois ficaria óótimo de salto alto. Daria postura e elegância, tá bom?

    Fez uma cara engraçadinha, como se soubesse tuuudo de moda e sorriu em sequência. Olhou novamente na direção dos amigos e sentiu um pouco de culpa por isso. Estava estragando a noite e os planos dele. Fez um pequeno bico e comentou sobre os amigos dele.

    Jae olhou para trás e os amigos ainda estavam olhando para a cena. Jong-Suk até fez um “quié?! olha a hora!!”, através de mimicas. JR ria e Joon Geun ainda olhava curioso. Eun-Bi também estava olhando para a cena e estava com uma expressão serena quando ele voltou a encará-la.

    - Eu devolvo ainda hoje, depois que entrar no carro. - Era teimosa e não ficaria com a peça dele. Talvez o gorro, porque era mais fácil de esconder. Mas o casaco, sem condições. - E eles não parecem muito felizes...Tem certeza?

    “Que não estou estragando a noite?”, não chegou a completar a pergunta, mas a deixou no ar. Jae-Ki puxou uma cadeira para ela, respondendo à pergunta com uma ação, praticamente. Eun-Bi colocou uma mecha mais curta atrás da orelha e sentou-se na cadeira, cruzando as pernas e mantendo a postura certinha. Olhou para os próprios sapatos enquanto ele falava que arranjaria um jeito de tirar dela, mas ela negou porque não havia um jeito de se afastar de seus preciosos.

    - Não vou tirá-los… - Respondeu com um bico.

    O aplicativo já tinha terminado de baixar e, infelizmente, ela já sabia disso. A internet era muito rápida e a ideia de Jae facilitou tudo. O coração dela apertava porque seu problema estava resolvido, mas tinha sido tão...conveniente não resolvê-lo. Queria ficar mais, mas não queria pedir. Porque não queria prendê-lo mais e isso gerava um loop mental entre o egoísmo e o altruísmo dela.

    Não queria abusar da boa vontade dele, mas...Teve tanta coisa errada naquela semana que um momento torto como aquele encontro era tudo o que eles andavam precisando. E ela não queria que fosse tão rápido assim.

    E então, Jae tomava a frente e começava a fazer várias perguntas para que eles tivessem um pouco mais de tempo. Eun-Bi arqueou uma das sobrancelhas e ficou com os lábios entreabertos por alguns instantes. Ele queria saber o que tinha acontecido e, talvez, agora, mais calma, ela conseguisse explicar. Jae ainda oferecia um segredo em troca, mas quando ele falou que ela não podia contar nem para as amigas, ela recusou.

    - Não… - Murmurou, mexendo a mão também. Ele podia achar que ela não queria falar nada e começar a se magoar com aquilo, mas ela logo emendou. - Você não precisa contar nada que não queira, para que eu explique o que aconteceu. - Pigarreou e ajeitou-se na cadeira. - Eu estava na Ópera com minha mãe. Não sei se você ficou sabendo, mas comentaram bastante sobre isso essa semana…



    Tentava criar a situação para que ele visualizasse. Encolheu um pouco os ombros e continuou.

    - Dividimos o camarote com a família do Taemin… - Encarou. - Ele não foi. - Tranquilizou. - Mas...Minha mãe...gosta muito da família dele, a ponto de ser inconveniente comigo. Ela já estava brava comigo antes porque...Fiquei uns dias com meu pai. Eles são separados. - Contextualizava, mas não entrava em muitos detalhes. - E então, nós nos aborrecemos, eu fui desrespeitosa com ela e ela me mandou embora, mas quer me dar uma lição. Porque tomou meu dinheiro e meu cartões para que eu fosse embora sozinha.

    Fez um beicinho.

    - Ela quer me provar alguma coisa, aparentemente a verdade é que...Depois que eu pensei que não fosse conseguir carregar o celular ou chamar um carro, pensei que ela fosse conseguir. Apesar de querer voltar pra casa à pé, eu não tenho como. - Deu um sorriso meio nervoso. - Meu pé ainda dói um pouco e eu moro um “pouco” longe daqui. Então, eu teria que voltar e ficar esperando, implorando pelo perdão dela.

    Olhou na direção que ela tinha vindo, onde havia aquele ponto ao longe e bem iluminado.

    - Não é como se eu quisesse voltar rápido para casa, mas...Eu não tenho alternativas. - Virou a cabeça na direção dele de novo. - E é isso...Teria sido horrível se eu não tivesse te encontrado. Parece que você me salvou...de novo? Já é o que? A 3ª vez?

    Fez um gracejo e cruzou os braços.

    - Quando é que você vai começar a se arriscar para que eu retribua e te salve também?


    [HYUN-HEE]

    07/04/2019 - Madrugada de Domingo
    1:20 A.M


    O requerimento de Hyun seria devidamente apreciado pelo avô...quando chegassem em casa. O avô estava mais do que satisfeito com a noite que tivera - além de ter feito contatos e exibido seu neto ligado no melhor modo que ele sabia agir, também pôde assistir a uma arte que gostava. Nem tudo era só por obrigação.

    Olhou para Hyun-Hee por um instante e perguntou de modo quase irônico.

    - Você está vendo sua moto ou espaço para documentos aqui comigo? Acalme-se, pois você será recompensado.

    E virou a cara, esperando que o neto não continuasse a perturbá-lo com aquilo. Ficou mexendo tranquilamente em sua bengala enquanto o Secretário Lee virava o carro para buscá-lo. Hyun-Hee sentiria o celular vibrando com a mensagem de Jong-In. Era bem simples e impessoal com apenas o endereço e horário. Pelo endereço, Hyun logo entenderia de onde se tratava…

    125-16 Cheongdam-dongm Gangnam-gu, Seoul.
    Chegue a partir das 1A.M. Senha: Jayuloun tong-gwa (Passe Livre pelo google :v)

    Quando chegasse em casa, o avô não faria muitos rodeios e entregaria o que o neto queria. Estava cansado - fisicamente falando - e queria muito poder ter uma noite de paz e sossego. E isso implicava em não ter qualquer tipo de discussão ou desentendimento com Hyun-Hee. Esperava que o neto fizesse bom proveito com aquela janela de oportunidade que ganhava.

    Não era tolo.

    Sabia que o neto sairia. Ele era jovem, bonito, rico, podia ir para onde bem quisesse, desde que não causasse problemas para si mesmo ou a familia. O avô não teve filhos homens, mas já teve a idade de Hyun, por isso conseguia compreender as vontades dele. Porém...Isso não significava que Hyun ficaria sem uma babá por perto. Obviamente que a moto dele tinha um adendo especial depois da última crise: um rastreador. E caberia à equipe do Secretário Lee lidar com a segurança do neto.

    Se Hyun achava perigoso andar sozinho durante o dia, à noite podia ser ainda pior. Por isso mesmo, todo cuidado por parte do avô era pouca.

    Ele, contudo, queria mais era ser livre. Por isso mesmo não tardou em tomar as ruas de Seul, em direção ao Club Answer. Trocadilhos à parte, ele talvez conseguisse encontrar suas respostas naquela noite.

    Àquela hora, não havia uma fila tão extensa para entrar na casa noturna. Além dela ser bastante cara e só ter gente rica, 1 a.m já era considerado um horário limite para o início de uma noite inteira. Quando Hyun chegasse perto da porta, encararia a mulher com a lista de nomes. Ela o encarou da cabeça aos pés, talvez avaliando o material, mas assim que a senha fosse dita, ela daria um sorrisinho e entregaria uma pulseira vip que ficava à parte. Nem documentos ele precisou apresentar, só entrar.

    Jong-In tinha seus meios de causar.

    Ainda conseguiu uma área vip, o maldito!

    Quando entrasse na boate, Hyun-Hee teria a sensação de estar na América de novo. Answer tinha os mesmos moldes de qualquer casa noturna de elite, com bastante espaço, bares, poucas poltronas e a área VIP. A música já era muito alta com aquelas batidas constantes que apenas acentuavam a dor de cabeça para quem não estava acostumado com esse meio.






    A pista estava bastante cheia e havia, além de coreanos, muitos turistas também. Provavelmente porque o ambiente fosse quase “universal” e houvesse certo conforto, para quem não era nativo, em retornar para algo familiar.



    O foco dele, contudo, não era a pista e sim um dos mezaninos da área VIP, no 2º andar. Quando Hyun chegasse, já veria o amigocom um copo de energético com vodka, brindando com as pessoas que já estavam por ali. Só os meninos, por enquanto, porque as meninas ainda tinham toda a demora da maquiagem, mas era certeza de que iriam também. Apenas as que não tinham ido para a Ópera davam as caras ali, como uma menina do 3º ano e Mi-Ran. As duas estavam de pé, perto de Da Won e JiRan. Para a tristeza de Hyun, o primo de JiRan também estava ali, o que significava que Jimin não ficaria tão disponível assim.

    Jong-In tinha uma risada cretina quando encarou o amigo, pois sabia, mesmo sem querer, que tinha reduzido as possibilidades.

    - Aee!! Chegou bem na hora! Sirva-se, meu bom e velho amigo - Entregou um copo para ele. - A festa será pequena, apenas para doze pessoas, mas prometo que será inesquecível e a primeira de muitas.



    Brindou com o velho amigo e o guiou pelo camarote.

    Jong-In teve que gritar um pouco para ser ouvido porque a música ambiente era ensurdecedora. Uma batida constante que parecia não sair do lugar, mas embalava as danças e a noite das pessoas que estavam lá embaixo e, também na área VIP. Hyun sabia que Jong-In tinha a política de levar pequenos grupos consigo, por vez, pois era uma prática ilegal e não queria chamar atenção alem do necessário.

    Por isso ele, geralmente, só levava as pessoas que assumiam os riscos e ele confiava, minimamente. Quando iam para os karaokes, levavam mais gente, mas agora estavam na fase das noitadas em boates, querendo ser adultos antes da hora. E a regra era simples: o que acontecia ali, ficava para sempre ali.

    Se alguém contasse, estaria condenado a apanhar dos outros e ter que lidar com o total ostracismo social. Jong-In podia ser perigoso quando queria também, a cara de bonzinho realmente escondia um demônio.

    Ele também disse que tinha chamado doze pessoas e aquilo dava uma margem para a angustia dele. Será que a joaninha seria uma dessas doze pessoas? Só ali, já contavam 7. Faltavam 5.

    os presentes:

    (Ro Young)


    (Da Won)


    (Taehyung - "namorado" da Jimin)


    (Jiran)


    (Noona do 3º ano)


    (Miran)

    DOMINGO
    (07/04/2019)


    [MISOO]

    8:30 A.M.


    MiSoo estava acostumada a acordar cedo mesmo aos domingos. Geralmente, por volta das 7h, ela já estava de pé. Naquele domingo, contudo, a cama pareceu ainda mais confortável do que o normal e seus pés pediam por um descanso maior. A atmosfera da casa de sua avó era capaz de relaxá-la mais do que a própria residência e o corpo parecia pedir por mais tempo com aquela sensação de paz.

    Os olhos abriram e ela estava confortável naquele quarto de seus sonhos. Aquele sim era o tipo de quarto que ela desejava poder dormir sempre. Cada cantinho tinha sido pensado e arrumado ao gosto de MiSoo e não algo imposto. Ali, não precisava ser uma quase adulta, ainda podia estar em sua própria transição e ter as coisas fofas que tanto amava, mas omitia quase sempre.

    A noite passava começava a vir como uma avalanche de memórias.

    MiSoo - e seus pés - ainda recordava bem de tudo. O que ela achava que podia ser o mais difícil da noite, se provou até tranquilo. Os flashes só pareceram ameaçadores no início, mas aos poucos ela já correspondia aos olhares e sorria com certa naturalidade. Alguns diriam que era o traço da família. Afinal, sua mãe era uma Miss Coreia e sempre soube sorrir e posar como uma diva. Min-Ji não ficava atrás e agora estava captando os olhares europeus. MiSoo parecia seguir o mesmo caminho, mesmo que aquele estilo de vida estivesse longe do que ela desejava para si.

    Além dos flashes, também houve a pequena confusão que ela tinha se metido com Hyun. Ele foi mais um que entrou para sua lista de desculpas e, apesar da voz de Jung-Mi se fazer presente agora com o “pare de pedir desculpas pelo que não é sua culpa”, daquela vez foi necessário mesmo. Hyun foi acusado injustamente e, mesmo assim, por um milagre - que podia ser chamado de tinta, quem sabe? - ele não foi grosseiro! E ainda omitiu uma parte da história para que sua mãe não fosse tão rude.

    Se a mãe já tinha feito um escândalo daquela proporção por conta do que viu, imagina se ele tivesse feito uma acusação formal?!

    Essa parte da mãe, era melhor pular. Era apenas mais uma atitude na infinita lista de coisas que sua mãe já lhe dissera. Sempre que a relação parecia melhorar, elas voltavam três casas e perdiam completamente o controle da situação. MiSoo só não conseguia compreender o porquê disso. Uma mãe não devia agir assim, não é?

    Felizmente, ela tinha a amada avó que parecia sua verdadeira heroína e protetora. Se não fosse por ela, não estaria agora protegida em um lugar à salvo da ira da mãe.

    A noite anterior também trouxe sensações inéditas para ela. Nunca tinha imaginado que ouviria tantas vezes, no mesmo dia, que ela estava linda. Bom, das amigas já era comum, mas de meninos? E tantas vozes e tons diferentes...Do modo sedutor de Hyun até o gentil de Minhyun, passando pelo chocado, mas não menos sincero, Gyu-Sik. Era até dificil dizer de qual tinha gostado mais, muito embora seu ego estivesse feliz com os três.

    As amigas também estavam muito bonitas, mas até nas fotos quem mais brilhou tinha sido MiSoo.

    E, por falar em amigas, agora também tinha a preocupação com Eun-Bi. Conseguiram se falar, por volta das 12 A.M, mas a ligação estava esquisita. Eun-Bi parecia estar na rua, porque ouvia o som de carros passando, mas a voz dela estava bem. Será que a louca tinha mesmo voltado à pé? A inconsequencia dela não tinha limites! Mas ela disse que estava bem e em segurança e, bom, não estava chorando. Sua voz estava leve e prometia que conversaria tudo com ela no domingo ou segunda.

    Agora também seria dificil de entrar em contato porque MiSoo tinha esquecido de colocar o celular para carregar. Estava tão cansada que só queria se livrar do vestido, se enfiar num pijama e comer algo. Tinha conversado bem pouquinho com a avó no dia anterior e se recolhido.

    Um novo dia começava agora e, para alguém que antes, estava sem planos a agenda estava bem cheia!

    MiSoo estaria bem disposta até chegar no banheiro e...se olhar no espelho.

    Havia algo errado com sua imagem. Aquele pijama...parecia pequeno. Não estava assim antes, mas agora que tinha abandonado a cinta e o vestido justo, ela se sentia...enorme. Aquela roupa estava pequena e ela começaria a se sentir presa. A verdade estava bem longe disso, na verdade, o pijama estava até um pouco largo porque ela tinha perdido peso desde a última vez que o vestira.

    Uma ansiedade começaria a crescer dentro dela e ela podia sentir - ainda que fosse só coisa de sua cabeça - o olhar julgador da mãe para o pijama.

    Pior que ela não tinha nada no estômago e começaria a se sentir enjoada. Precisava de água, de ar, precisava respirar! Aquela roupa não estava deixando porque estava pequena e ela podia morrer jurando isso!

    Depois que resolvesse o problema da roupa e fizesse a assepsia matinal, ela podia descer para explorar a casa.

    A casa de sua avó seguia uma linha mais moderna. Era muito iluminada com várias janelas enormes que davam para a piscina e o jardim e os moveis eram claros, ainda que nem todos fossem brancos. Também havia muito verde - plantas- em alguns cômodos mais especificos. Tinha, inclusive, um jardim de inverno. A casa inteira tinha comunicação com o jardim, no primeiro andar, porque a avó cuidava dele com muito carinho e gostava de ter praticidade para chegar até ele.




    (Referências)


    Naquele horário, inclusive, ela estaria lá, regando as plantas. Usava uma calça rosa clara de alfaiataria e uma bata branca de manga curta. Usava um chapéu para proteger a cabeça do sol e tinha uma expressão contemplativa para as plantas. Parecia um pouco distraída enquanto cantarolava uma música antiga.

    O resto da casa era só o silêncio. Diferente delas duas, os outros moradores demoravam mais para começarem o dia, ainda mais se o dia anterior tivesse acabado tarde. Na verdade, o primo de MiSoo tinha chegado há menos de 1 hora porque esteve em uma festa com alguns amigos.

    [HYEMIN]

    10 A.M.


    A promessa do pai tinha sido o suficiente para animar a menina a acordar cedo. Hyemin era uma pessoa muito fácil de agradar, bastava ser presente. Podia ser uma patricinha mimada, acostumada a luxos e regalias, mas também era o tipo de pessoa que abria mão de um necessário descanso apenas para poder passar a manhã ao lado de seu pai.

    Todo sacrifício parecia valer a pena se fosse para poder desfrutar de alguns momentos com seu ocupado - e ausente - pai.

    Depois de completar toda sua rotina de beleza, ela desceu ao encontro do pai na sala de jantar. Sung-Ki estava lá, usando uma bermuda branca, blusa polo azul marinho e tenis esportivo. Quando ela passou pela sala, poderia ver a bolsa dele com o equipamento de tênis, apenas confirmando que a proposta do dia anterior não tinha sido um sonho. Eles realmente passariam o dia juntos!

    O pai lia o jornal - ainda gostava desse hábito que tinha adquirido com o próprio pai, mesmo que o digital fosse muito mais prático e “ecológico”. Abaixou as folhas, olhando para Min e sorriu ao vê-la.

    - Bom dia! Você está linda! É uma tática para tentar distrair o oponente? - Perguntou brincando, pois sabia das habilidades da filha com o esporte.

    O café da manhã era bem farto e, mesmo assim, ambos optaram por uma comida mais leve. O pai comeu um pouco a mais até por conta de seu porte físico. Os dois conversavam sobre amenidades, mas estavam ansiosos para saírem logo. Cerca de vinte minutos depois, eles já tinham abandonado a mesa e se arrumavam para sair.

    O pai pegou a bolsa e as chaves do carro esportivo. Enquanto andavam até a garagem, ele desligava o celular para que não fossem incomodados até o almoço, pelo menos. O carro do papai sempre dava uma impressão de poder, além de combinar bastante com a aparência jovial que ele tinha. Só tinham dois lugares no carro e o micro-espaço atrás era ocupado pelas bolsas deles. O controle da rádio ficou sob o comando de Hyemin depois que ele perdeu no jokenpo.

    - Aiiish… - Disse entre os dentes, de modo quase infeliz sabendo que lá viria a sequência de músicas chicletes. Até o motorista já sabia! - Deus me ajude… - Resmungou, fechando os olhos. música que traz dor e sofrimento

    Hyemin se importava? Claro que não! E logo as músicas e coreografias viriam. O pai revirava os olhos, mas na segunda ou terceira vez que o refrão tocasse, ele faria alguma firula.

    Ainda bem que o trânsito estava bom e não demorou para que chegassem até o Clube onde os herdeiros costumavam ir. Era o mesmo lugar onde MiSoo e Hayoung treinavam, bem como Dong e Jung-Mi faziam natação. Ficava na mesma quadra do Jockey club - que era um lugar mais refinado, onde havia corridas, competição de hipismo e áreas de golfe também.

    O clube estava um pouco movimentado, ainda mais por ser domingo, mas pai e filha logo encontrariam um lugar para ficarem. De início, não encontraram uma dupla para jogarem e também não estavam se importando muito com as pessoas ao redor. Por isso, eles começariam disputando entre si.


    (É em outra provincia, mas releva, please :v )

    - Não vale, hein. Eu comi muito ontem. - Começou com as desculpas. - Eu tenho vantagem. Eu sou mais velho. - Apelava e continuava falando para distraí-la enquanto ela se concentrava para sacar - Ah lá, Min, um unicórnio!


    [WON-BIN]

    10 A.M.


    Enquanto ainda seguia para o trabalho, Won receberia algumas respostas das mensagens que tinha enviado. Aliás, Jae-Ki estava sumido desde o dia anterior. Won sabia que ele tinha problemas com internet, então, talvez pudesse relevar isso. Porém, do jeito que o garoto era, sempre ficava a impressão de que estava arranjando alguma confusão. Tomara que não fosse o caso dessa vez, não é?

    O pai foi o primeiro a responder.

    “Obrigado. Não esqueci do hospital, vamos hoje à tarde, ok?
    Tenha um bom trabalho.”


    Vários avanços. Isso era muito bom.

    Era muito ruim ficar longe ou brigado com alguém que se amava tanto. E Won e o pai só tinham um ao outro, eram parceiros e tinham criado um laço inquebrável. Aquela primeira decepção tinha sido dura, mas ia passar...Já estava passando.

    Já Kang, respondeu à mensagem com uma selca dele com o capeta do irmão. O garoto fez uma careta tão engraçada junto do irmão que ficou um pouco difícil de reconhecer os traços dele.

    “O moleque está ensandecido! Espero que seja um bom dia mesmo! D:
    Bom trabalho, Won i.i Fighting! Boa sorte lá no hospital também, espero que não doa muito!
    Vlw, flw..”


    E então começava o expediente. Ji-Hyun chegava animada e sorridente, mesmo trabalhando num domingo de manhã! A resposta para a pergunta dele foi um “fighting” feito de um jeito bem fofinho e ela logo saiu saltitante para o interior do café para se arrumar. As horas passaram e o dia parecia muito bom. Estava melhor do que sábado! E olha que sábado já tinha sido legal.

    Ji-Hyun saiu para limpar as mesas do lado de fora, mas não demorou para que a porta fosse aberta de novo. Hyosang pareceu feliz em ver a pessoa até que Won-Bin identificou quem era, assim como também foi reconhecido. Foi um momento de choque para ambos os lados, como uma batida de bateria na cabeça de ambos. Bo-Mi ficou um pouco insegura, ajeitando a bolsa franjada em seu ombro. O sorriso timido dela foi aumentando um pouco mais porque, depois de alguns dias sem ele falar direito com ela - sabe-se lá porque - ele finalmente falava com ela.

    - Ooi… - Disse meio sem jeito. - Tudo bem e você? Você...trabalha aqui, é? - Bateu na própria testa, meneando negativamente. - Claro que trabalha, está com o uniforme.



    Pigarreou ainda sem jeito.

    - Vocês se conhecem? - Hyosang perguntou, saindo de trás do balcão.

    - Sim. - Bo-Mi disse com convicção. - Estudamos na mesma sala.

    - Verdaade, você também estuda na WangJo.

    - Ye. E ele também foi o menino que mencionei sobre o acidente.

    Hyosang respirou fundo, olhando para o teto da loja.

    - Ficou uma semana falando nisso. - Meneou negativamente.

    - Miane, foi emocionante. - Bo-Mi tentou se justificar, mesmo que soubesse que quando encasquetava com uma história, costumava repeti-la. Em casa, então, tinham ficado muito felizes com isso.



    - Então foi você. - Hyosang o encarou seriamente. - Interessante.

    O que era interessante? Ela não explicou não, ao invés disso, voltou.

    - Smoothie de baunilha, não é?

    - Uhum, eu vou tomar enquanto espero minha ommoni, mas ela deve querer o Macchiato dela.

    Hyosang fez um “ok” enquanto seguia até o balcão, indo ela mesma fazer a bebida. Bo-Mi a encarava como se fosse a pessoa mais importante do mundo, mas era para disfarçar um pouco a falta de jeito com o momento. Quando tinha mais gente, ela conseguia conversar melhor, mas agora, ficava uma tensão um pouco estranha. Principalmente pelo modo que ele vinha agindo nos últimos dias.

    Porém, aquela simples conversa, revelou coisas para ele: Bo-Mi tinha comentado do acidente com outras pessoas; tinha achado emocionante; era conhecida e cliente - frequente?- do café. Hyosang tinha algo interessante a dizer, mas não o fez. Ela gostava de smoothie de baunilha e a mãe...o maldito macchiato. Um arrepio percorreria nas costas dele só na menção do tipo de café.

    Bo-Mi fez um biquinho e o encarou de novo.

    - Não sabia que você trabalhava aqui. Quando começou? - Tentou puxar assunto, apesar da falta de jeito. - Eu não venho há uma semana por conta dos meus horários... - Isso explicava porque nunca a tinha visto ali antes.



    Ji-Hyun estava do lado de fora, limpando as mesas, mas parou por um instante enquanto via aquela garota linda como uma modelo conversando com Won-Bin como se o conhecesse. Achou curioso uma cliente adotar uma postura dessas, a menos que eles se conhecessem - o que seria igualmente curioso.


    [SUNNY]

    10 A.M.


    O ônibus teve todos os lugares ocupados e mesmo quando Sunny olhou para trás, não reconheceria, à primeira vista, ninguém. As pessoas estavam distraídas, usavam chapéus ou bonés. Pareciam ocupadas com seus próprios preparativos para a viagem. Tia Yu-Mi era, inclusive, uma dessas pessoas, tirando uma almofada para colocar no pescoço.

    Procedimento padrão, oras.

    Sunny estava bem animada, mas sossegou em sua poltrona, voltando a mexer no celular. As mensagens estavam lá, finalmente.

    Stella: Meninas, desculpe pelo sumiço. Ontem eu fiquei estudando o dia inteiro e depois apaguei porque meu cérebro pifou >3< Não queria deixar ninguém preocupada, bubub =((
    Chaeyoung, você estava linda <3 Uma princesa.
    Sunny, quero as fotos dos livros depois xD vamos fazer um intercâmbio, miga =x prometo que cuido direitinho e empresto meus amados bebês também. Boa viagem!

    Chae não respondeu por hora, provavelmente porque estava dormindo depois da agitada noite de sexta.

    Uma hora e meia depoi, eles chegavam até o destino. Sunny pôde viajar mentalmente durante todo esse tempo enquanto a sinfonia se fundia à paisagem e funcionavam melhor do que qualquer remédio. Talvez fosse ainda melhor, se ela estivesse com a janela aberta - mas isso não era possível. Mesmo assim, os perfumes do ônibus não eram incômodos.

    Quando finalmente chegassem a Jinhae, a familia Kim poderia esticar as pernas e se alongar antes de começarem a andar. A rodoviária ficava próxima à estação de trem e ambas estavam bem movimentadas.

    Ainda haveria um percurso razoável até o festival - andariam quase 1km, mas para quem estava passeando, não era ruim ou uma distância impossível. O problema foi a imagem de relance que Sunny teve.

    Enquanto a família se reunia e começava a planejar as rotas, ela sentiu uma presença.

    Ao olhar para o redor, teria a impressão de ver um rapaz bastante alto e com boné passando não muito longe deles. E saindo o que? Do ônibus ou da estação de trem? Carregava uma mochila e mexia no celular. Os passos eram marcantes e a postura dele lembrava muito de alguém que ela sabia bem quem.

    Porém, antes que ela soubesse para onde ele iria, Jun-Pyo, cutucaria o ombro dela chamando a atenção.

    - Alooo?!?!

    E o momento teria passado, pois ele não estava mais ali.

    Talvez os remédios estivessem fazendo falta agora.

    - Vamos?!

    Empurrou, mas a segurando, para que começassem a andar. Yumi bateu nele por falar assim com a irmã e, como punição, jogou mais bolsas para cima dele.

    - Vai carregar tudo agora! Palhaço!

    A confusão de sempre, mas logo começaram a caminhar.




    O festival era bastante famoso e atraía nativos e turistas de várias partes do mundo. As cerejeiras eram mesmo lindas e formavam um tapete natural que as mãos humanas não eram capazes de reproduzir.

    A família sempre ia nesse festival e costumava tirar uma foto que se repetia há mais de 20 anos e mostrava a evolução deles. Verdade que há alguns anos, a foto passou a ter ausências, mas eles não perdiam o espírito e tentavam imitar a mesma pose, como desse. Yu-Mi batia a foto, geralmente, mostrando o pai e os filhos. Mas depois logo se juntavam para selcas e coisas do tipo.

    Geralmente, Sunny amaria cada instante daquele passeio.

    Mas desde que tivera aquela “impressão”, ela não conseguia parar de evitar. Olharia ao redor procurando o boné, mas não o encontraria.
    Porque foi apenas na ponte, num ponto mais vazio que ela foi encontrada.

    Quando tinha decidido viajar sozinho para Jinhae como uma pessoa normal, aproveitando a ausência de seu tio, a intenção dele era apenas registrar o festival. Amava a fotografia com a mesma intensidade que amava o violino, mas não era um hobby que ele pudesse praticar sempre, devido as restrições familiares.

    Aquela oportunidade surgiu de repente e ele a abraçou porque queria mesmo se sentir...normal, uma vez na vida. Por isso comprou a passagem de trem até Jinhae. Levou sua câmera, as lentes e o que fosse necessário para passar o dia.

    Depois de uma hora passeando e fotografando, ele sentou-se para trocar as lentes e ganhar um novo tipo de foco. Levantou-se quando viu que uma senhora se aproximava e ofereceu o lugar para ela. Estava no inicio da ponte e concluiu a troca de pé mesmo. Fechou a mochila, ajeitou o boné e começou a testar a nova lente.

    Sorria com certa satisfação diante das imagens que via.

    Até que a virou na direção da ponte para fotografar as pessoas e…



    Não pôde acreditar no que seus olhos ampliados viam. Ficou imóvel por alguns instantes enquanto se esquecia até de respirar e essa seria a visão de Sunny quando olhasse para a frente e encarasse a câmera no fim da ponte - era o fim para ela, inicio para ele.



    Jung-Mi manteve a câmera na frente do rosto, até que, pouco a pouco, lembrou-se de abaixar o braço. O rosto estava um pouco corado por conta do sol, mesmo que ele usasse um boné e a expressão um pouco chocada por vê-la ali. Abaixou a câmera e usava uma blusa preta de manga curta, mas tecido leve e uma calça jeans. Nos pés, um tênis branco.

    Parecia tão desconcertado quanto ela estaria. Olhou ao redor e puxou o boné, ajeitando de novo.

    E se ela achasse que ele estava tirando foto dela? Tinha sido sem querer…

    Né?
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por GodHades em Qui Jan 11, 2018 4:01 pm

    - É uma curiosidade, não chegar a ser algo comprometedor ou ofensivo, penso eu.  - Acompanhou o movimento de cabeça dela, tombando para o lado oposto. Via na expressão dela que dividiam o mesmo pensamento a respeito disso… Dong era mais observador do que as pessoas lhe davam crédito. Havia um certo carinho ali, talvez alguém pudesse até dizer que esse carinho seria parecido com o que ele tem para com uma certa prima…

    Mas Kim e Sun He não eram parentes, não que Dong soubesse pelo menos.

    - Vou vê-lo sim, se possível perguntarei essa questão, mas com cautela, não quero que  o Kim de rages! - Já que os garotos tinham uma impressão de bravo, do garoto, pelo tom que ele usou ao citar seus porquês de ter parado de jogar. Sutilmente estava instigando Stella a perguntar também para Sunny mas talvez ela não fosse tão curiosa a esse ponto…

    Dong gostaria de convidar ela para jogar com eles, visto que facilmente a garota detonaria seus amigos (e a ele próprio aliás), quando tiver uma chance, certamente irá incluí-la na jogatina… em dado momento olhou de lado a canceriana que parecia reflexiva em algum pensamento.

    Kyung a encarou com uma expressão curiosa, acompanhando a mãozinha dela coçando a cabeça. - Hum?? Ah.. - Logo ela revela sobre o que pensava… e isso fez Dong esboçar um sorrisinho, não o mais galante e atrativo dos sorrisos, mas um genuíno e meio sem graça. - Acha que falei demais? Eu não sou muito tratando com garotas Stella-shi se disse algo estranho demais pode me avisar…

    Dessa vez, ele quem levou a mão na cabeça, ou melhor, até a nunca onde coçou tres vezes.
    Após deixar isso claro eles seguiram com a maratona de estudos, malandramente, ambos completavam algumas questões dadas pelos professores, quitando alguns afazeres ainda nesse dia. Uma mão lavava a outra, praticamente, e Dong ve que era muito mais fácil estudar com Stella do que com a ajuda do Mr.Google.

    Finalmente ao cair da noite, Stella se deu por vencida, esgotada, chegando a tatear na testa mostrando sua evidente dor de cabeça para Dong, ali ele soube que a garota estava estudando desde antes de sua chegada na casa, o que lhe deixou surpreso.

    Quando saíram do quarto ele se serviu de café, não muito forte dessa vez pois já sentia a barriga dele cobrar o preço daquele bando de coisas que comeu.
    - Como não entende e pensam de forma tão parecida? - A acompanhou até o segundo andar, e quando chegou no quarto percebeu que ele foi muito bem montado, era muito agradável de se estar. - Captei agora.

    Sorriu de canto, pois achou a decoração ótima, sem ver margens para insatisfação. Isso uma pessoa comum, já uma perfeccionista entenderia a outra, mas Dong não iria apontar coisas no quarto do irmãozinho dela!!

    Seu bom senso deveria prevalecer, o mesmo bom senso que o levaria embora minutos depois. Ele se despediria da Sra Jun com toda a cordialidade, pegando sua mochila e o bonezinho da companhia que chegou usando. Seria um abuso de sua parte convidá-la para mais alguma coisa, visto que a garota pareceu ligeiramente indisposta, por hoje estaria bom assim e Dong estava muito feliz por tudo ter dado certo da forma como planejou.

    Por um momento pareceu que Kyung daria um beijo na bochecha de Stella, mas não o fez por vergonha… já que a mãe dela estava bem ali do lado. Depois disso se encontrou com o Sr Chang o motorista de de lá iriam embora.

    No meio da viagem ele pegaria seu celular para ver o que estava acontecendo.
    - Mais de 1500 mensagens? - Perguntou a si mesmo se conseguiria ler tudo aquilo, em meio a spamms de memes, jogos e outros vídeos que os amigos postaram.

    reação dele:
    Spoiler:

    Ele se inteirou um pouco do assunto, especialmente o grupo que Kim estava falando das HQs e dos livros, Dong até perguntou se aquela não era a edição que um dos vilões sequestra a namorada de um dos hérois.


    Domingo



    Depois de passar o Sábado estudando, agora era justo se divertir um pouco. Ainda ontem ele anotou algumas coisas sobre Stella, e começou uma planilha sobre o Projeto que estava dizendo outro dia com os garotos. Os aborrecimentos e judiações tinham lapsos, iam e voltavam naquela escola, e ele não gostaria de ser pego desprevenido outra vez como foi naquele corredor.

    Mas como estudar, e se preparar para uma coisa dessas? Ele era só um geek afinal, não um herói de novela ou um policial.
    Uma coisa pelo menos já tem em mente: sozinho nunca irá sair do lugar. Precisava de ajuda, de pessoas que pensavam como ele.

    Quando deu 1 da tarde, Dong abriu a porta para Min-Ho, sem mostrar espanto por sua pontualidade. - Espero que saiba sobre o seu GPS ativado. Bem vindo!!

    O recepcionou e minutos depois todos estavam juntos. Quando arrumaram as coisas para começar o lazer… a pergunta cortante de Ha Neul acerta o peito de Dong em cheio. - Eu vi um quarto de estudos. Ficamos lá até de noite estudando, até aproveitamos para adiantar alguns deveres da apostila. - Ainda deu detalhe de que ficaram horas, mas para Kyung a informação não seria problemática e da forma séria como ele falava; era de se imaginar que não estava mentindo. - Era um quarto bonito e bem arrumado, eu não sou tão intrometido assim HaN.


    Falou a pessoa que estava para perguntar sobre Sunny para o Kim ali do lado, entregando um papel toalha para ele.
    - Terminou com as duvidas? Podemos começar? - O perspicaz olhar de Neul notaria que Dong estava sendo ligeiramente evasivo. Mas por que...
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Natalie Ursa em Qui Jan 11, 2018 7:04 pm

    Estava tãoo bom ficar mais tempo deitada na cama. Principalmente  na cama do seu outro quarto. O que não ficava na casa dos seus pais. Naquele quarto, sem dúvidas,se sentia bem melhor. Teve que guardar ali um monte de objetos dos quais a mãe quis que MiSoo se livrasse. Às vezes parecia que a mãe achava que MiSoo deveria ter a idade da irmã mais velha, quando, na verdade, ainda faltava alguns anos para ser uma adulta. Não sabe nem se terá motivos para se livrar dessas coisas quando for mais velha, imagine então naquele momento, com apenas 16 anos.

    Qual era o problema da ommoni com seus objetos mais infantis?

    Pelo menos, ali, tivera sonhos bons e acordava bem, mesmo que os pés ainda estivessem um pouquinho doídos da noite anterior, que agora pareceria ter acontecido há bastante tempo atrás não fosse o estado dos pés para recordá-la.

    Sim. Aproveitaria bem mais um musical e de preferência sem ir com o tal salto alto de mais de 10 cm de altura. Nem era uma menina baixa… Tinham garotas muuuito mais baixas na escola… Só porque era um pouquiinho mais baixa que MinJi e a mãe? Não… Elas mesmas adoravam usar saltos bem altos.

    Não queria mais pensar em sapatos por enquanto. Ainda bem que tinha suas pantufas confortáveis já que os pés mereciam um pouco mais de descanso.

    Mas por enquanto iria às deixar ali do lado da cama e continuar deitada e enquanto olhava para o teto voltava a se lembrar da distante noite do dia anterior.

    Nessa noite nem precisou passar o intervalo todo cumprimentando gente que não conhecia ou da qual não se lembrava! Pôde ficar com seus amigos e dar atenção à eles de maneira apropriada.

    As fotos acabaram sendo algo rápido e MiSoo conseguiu passar bem por essa etapa. No fim acabou conseguindo se concentrar o suficiente para se focar apenas em sorrir para o fotógrafo em vez de se importar com as pessoas próximas. Ainda não seria capaz de agir tão naturalmente diante dos flashes, como a mãe e a irmã faziam, mas se saiu melhor do que imaginava.

    Uma pena que não conseguia se comportar por uma noite inteira sem arranjar problemas. Tinha que ter deixado o lado impulsivo falar mais alto e jogar o broche no colega de classe. E o pior foi saber que o ex-Ketchup nem fora o responsável pelo primeiro arremesso do objeto! Na verdade tinha sido uma garota do segundo ano! Park Chae-alguma coisa. MiSoo se sentia TÃO envergonhada quando fazia uma dessas por impulso…Às vezes parecia que o cérebro se desligava na hora de ponderar em como o corpo estava planejando agir!! Mas no fundo não desejava realmente mudar. Não lhe atraía muito a ideia de pensar demais antes de fazer algo. Só queria ser ela mesma e agir do jeito que queria, mesmo que, às vezes, acontecessem esses pequenos acidentes.

    Ainda bem que tinha conseguido se desculpar, afinal a culpa tinha sido óbviamente dela. Tinha JOGADO o objeto porque QUIS em um INOCENTE!! Esse era o tipo de situação em que deveria se desculpar! Ainda mais que o colega houvesse evitado comentar de tal malcriação em frente à mãe da garota. O garoto não deveria ser assim tão ruim quanto algumas pessoas na escola faziam parecer, mesmo que a frase final dele houvesse soado como uma ameaça. Ou talvez fosse só uma brincadeira mesmo.
    Provavelmente teria sido bem pior se um garoto rank um reclamasse dela para a Sra. Yeun. E que bom que o garoto não era tão tenebroso quanto Mia fazia parecer! Mas o seu elogio certamente deixou MiSoo constrangida e foi em um tom que a garota jamais esperaria ouvir - se é que esperava ouvir elogios em outros tons.

    Não conseguiria distinguir agora se o dele fora totalmente sincero ou só uma mentira para ter algo o que dizer à Sra. Yeun. MiSoo preferiu se ater àqueles que lhe soaram com maior sinceridade do que este.

    MiSoo deixou um risinho escapar e apertou as bochechas que já ficavam um pouco coradas com as lembranças que passavam por sua cabeça. Era assim que as meninas se sentiam quando recebiam elogios de garotos? EunBi e BoMi se sentiam assim quando eram elogiadas? Bem, elas pelo menos sabiam como se portar diante do s elogios. MiSoo tinha até se esquecido de agradecer à Minhyun!!

    Culpa do Gyu Sik que tinha se metido antes que ela pudesse processar o que dizer! MiSoo fez um bico irritado em direção ao teto, mas que logo foi substituído por outro sorriso, pois o primeiro elogio que ouvira tinha sido o próprio irmão gêmeo da amiga que lhe fizera. Ambos tinham sido tão fofos!

    Mas...

    Estava “linda” mesmo? E precisava se vestir de um jeito tão desconfortável para que lhe achassem “linda”? Era só desse jeito que conseguiam prestar atenção nela? E ainda tentavam fazer bullying na escola, inventando que o rei da turma e ela estavam juntos, quando na verdade, os rapazes provavelmente só conseguiam perceber beleza nele quando MiSoo já estava tão “transfigurada” que já nem sabia mais se era ela mesma atrás da roupa que não era do seu estilo e da maquiagem especial para eventos.

    A ideia de que as coisas acontecessem desse jeito lhe desanimou um pouco, mas ainda sim os elogios tinham sido muito agradáveis de serem escutados!
    Talvez esperassem muito mais dela do que sua cara menos maravilhosa do que a da mãe e da irmã, que eram da mesma família e tinham o mesmo dna. Ou talvez as pessoas continuassem teimando em se lembrar de que até o ano passado MiSoo ainda era gordinha… Algo que a colega de sala tinha feito questão de fazer todo mundo relembrar.

    MiSoo finalmente levantou-se da cama, um pouco incomodada com os rumos que sua mente tomavam agora e recordando-se de que ouvira os à rua na lidação para EunBi na noite passada.

    Ela calçou as pantufas verdes e vou atrás de onde tinha deixado a bolsinha que usava ontem, onde tinha deixado o celular. Quando a achou, em cima da poltrona do quarto, percebeu que o aparelho tinha descarregado. MiSoo tinha esquecido de carregar! Teria que esperar para ligar outra vez para EunBi!

    A garota bateu com a ponta dos dedos na própria testa  e foi atrás do carregador, que deveria estar em alguma das gavetas da escrivaninha.

    Pelo menos a amiga não parecia nervosa ou desesperada do outro lado da linha, como as mensagens de texto faziam parecer. Menos mal! Se tinha atendido o telefone aquela hora provavelmente também já tinha conseguido recarregar o aparelho. Vai ver estava no carro e indo para casa… Pelo menos era o que MiSoo esperava e ainda teria que esperar mais um pouco para obter informações.

    A garota deixou o aparelho carregando em cima da cabeceira e foi até o espelho. Normalmente gostava daquele pijama com os babadinhos e as flores. Era fofinho e colorido, mas agora, se olhando no espelho, começava a se sentir mal com ele. Tinha engordado mais? O pijama estava tão apertado… Mas nem tinha comido muito ontem. Mal comera durante o dia e à noite estava cansada demais para encher a barriga. Por que estava se sentindo maior do que antes?? Será que a cinta que usou ontem estava estava escondendo tanto assim seu peso? Era por isso, pela cinta disfarçar super bem, que a acharam bonita?? Quem era aquela pessoa de ontem!?
    Irritada e se sentindo mal com o pijama apertado, MiSoo logo saiu do perto do espelho, não queria mais olhar para ele. Tirou o pijama e colocou um moletom bem folgado verde-limão com estampas de coraçõezinhos em azul escuro e também vestiu uma bermuda preta que sumia embaixo do do moletom comprido e para completar tênis de corrida. Estava antes pensando se deveria correr, como gostava de fazer nas manhãs dos fins de semanas, mas depois de se olhar no espelho tinha quase certeza de que DEVERIA fazer isso! Só precisava esperar o celular carregar para ter o que ouvir e embalar sua corrida.

    Quando ao Brunch ou almoço, ainda teria algumas horas antes de precisar de arrumar para isso. No momento se sentia melhor em uma roupa tão folgada que não conseguia perceber como ainda não estava com um bom peso.

    Já sentia fome, mas não tinha certeza se queria comer algo. Não queria ficar ainda maior depois de ontem… Mas estava ansiosa e a ansiedade lhe dava ainda mais fome…

    Depois de terminar o processo do pós-sono e prender o cabelo em um rabo de cavalo, MiSoo finalmente desceu para a sala e percebeu que estava tudo calmo e tranquilo, o sentimento que aquela casa costumava passar, exceto que realmente não tinha praticamente nenhum som de vida. Todos deveriam estar dormindo. Todos menos a halmoni. MiSoo sabia que ela acordava bem cedo, afinal tinha aprendido com a halmoni à aproveitar as horas da manhã.

    Gostava bastante daquela casa por causa das janelas bem amplas e das plantas e natureza que a envolviam. o jardim de inverno também era muito bonito. MiSoo queria que sua casa de verdade tivesse um desses. Assim poderia cuidar das plantas em um lugar quentinho, mesmo no inverno.

    Esquecendo um pouco de suas inseguranças e incômodos com o peso, MiSoo foi atrás da avó e o primeiro lugar em que procurou foi onde a achou. No jardim.

    Observou por alguns instantes a avó regar as plantas e cantarolar, enquanto sorria com a cena, mas demorou muito para decidir ir até ela. Pelo menos ver a avó cuidar do jardim lhe animava.

    - Bom dia, Halmoniii!!! - exclamou com entusiasmo, abrindo os braços exageradamente e a abraçando calorosamente - Será que eu posso lhe ajudar? - apontou para o regador com um sorrisinho - Aish! Já estava com saudaaades do meu quarto aqui. E da casa também. E das plantas! Como elas estão? Tem plantinhas novas? Ainda não consegui nenhum vasinho de planta novinho para por no jardim coberto de casa. - começava a falar e falar um pouco mais sobre plantas e jardins, deixando de lado o desânimo que há instantes atrás, se alastrou no interior da garota.
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Luxi em Qui Jan 11, 2018 9:19 pm

    Hyun Hee revirou os olhos e respirou fundo. Não questionaria o avô ali, porque realmente estava dependendo de sua boa vontade para obter as chaves da felicidade. Depois do surto insano da semana anterior, era muito milagre que conseguisse reaver a moto e pretendia continuar com ela.
    Não resistiu a tentar observar a joaninha quando entrou no carro e depois disso ficou nervosamente esperando por um sinal, qualquer que fosse, no celular, indicando que ela participaria daquela balbúrdia.

    Entrou no quarto para se arrumar, sem satisfações e saiu de cabelos bagunados e livre da roupa engomadinha. Estava na hora de voltar a ser mais ele. Só queria se ver livre daquela sensação de estar aprisionado às regras e até deu olá para seus acessórios novamente. Capturou de volta sua moto e partiu para a festa motorizado.

    Spoiler:


    (Esqueci a jaqueta pra moto u.u mas né)

    O rapaz soltou um grito no meio da rua, feliz da vida de estar de novo com a cara batendo no vento - ou quase isso, porque estava de capacete. Ele fez mais curvas do que deveria para o caminho, acelerando. Por que é que tinha se sentido tão mal? Se pudesse ter sua moto desde o começo, sentia que nunca teria ficado infeliz uma única vez. Era mentira, mas no momento era isso que parecia. Ele fingia estar perfeitamente saudável, negando o uso de remédios, ainda que a falta deles causasse um efeito bizarro no corpo, até porque não estava completamente limpo. Não fazia nem dois dias completos que não tomava nada. No entanto, agia como se fosse saudável sozinho e estivesse conseguindo largar gradativamente suas drogas lícitas.

    Após o momento loucura, dando berros naquela madrugada e curtindo a noite, era hora de chegar. Conhecia a paranóia do avô e mais ainda do zelo de Jongin a sua festa, então estacionou a um quarteirão da balada de verdade e escondido em um canto. Não estava a fim de arrumar problemas com o amigo, nem que a babá aparecesse naquele lugar, ainda que não fosse difícil encontrá-lo.

    Olhou com interesse a mulher enquanto ela o media, com um sorrisinho maldito, sem se preocupar se ela estaria avaliando sua idade, ele a olhava de volta como se estivesse sendo cantado - e retribuindo a gentileza, dizendo que muito bem, aceitava, era só vir. Brincou pressionando os lábios no ar, jogando um beijo para ela e entrou no local bem confiante. Que ótimo que tinha se livrado da dor de cabeça, mas até o final da noite…

    Por um momento, foi realocado para os EUA. Era desimpedido, sem conhecidos, sem rigidez. Podia só sair e… curtir com coleguinhas. Naquela época, também gostava de misturar festa e remédios, motivo pelo qual... sofria algumas puniçõezinhas depois. Mas não hoje. Hoje ele era outro cara. Estava mais forte. Não tinha acabado de perder ninguém. Seu organismo estava acostumado. Estava tudo certo. Podia ser normal de novo. Ele reconheceu alguns relances de traços ocidentais em algumas mulheres que estavam mais próximas. Era bem fácil de achar que estava em outro país. Talvez tentasse dar uma atenção para aquelas fãs de BTS atrás de um coreaninho de dorama? Sorriu com a ideia, que tratou como uma mera brincadeira massageadora de ego, e saiu andando como se fosse rei do pedaço até a ala VIP.

    Tinha que admitir que Jongin sabia muito bem o que fazia. Contatos eram tudo. Dinheiro ajudava também. Deu uma vasculhada com o olhar nos presentes, com um pouco mais de atenção do que deveria, pois algo o incomodava. Sorriu para o amigo e só de velo já sabia o que era. Aceitou o copo e brindou com ele.

    - Você está melhorando a cada ano! Tá de parabéns por esse lugar - falou alto e sorriu.

    Doze pessoas. Do.ze. Sete. Eram sete. Mais cinco. Sunyoung? Jimin? As três que falaram com eles? Deu um gole generoso na bebida, lembrando do rosto da joaninha sorrindo para o celular.

    - Quem mais? Vai me fazer alguma surpresa? - alargou o sorriso, fingindo que só queria um presentinho. Porém sua mão segurava firme o copo. A bebida tinha o gosto exato de seu sentimento. Que merda. Não estava com ódio agorinha! Bebeu mais uma vez, enquanto o corpo balançava um pouco na batida.

    Olhou para o lado e fez um brinde silencioso aos presentes, dando sorrisos para seus colegas, indicando que estava de ótimo humor como o antigo Park Hyun Hee e que poderiam conversar à vontade. A verdade era que estava procurando uma desculpa para olhar de novo naquela direção, esperando a maldita lista completar.

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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Luxi em Qui Jan 11, 2018 10:14 pm

    Estava muito feliz por vê-lo pronto para passar o dia com ela. Seria incrível e tinha toda a energia do mundo para jogar Tênis com ele, não importando o sono. Qualquer coisa valia a pena. Ok, quase qualquer coisa, ela não aguentaria outra Ópera na sequência. Hyemin sorriu bobona com a gracinha do pai.

    - Appa! - fez um gesto aegyo envergonhado. Mas estava parecendo uma barbiezinha mesmo com toda aquela fofura rosa.




    O café da manhã foi tranquilo, e ela até perguntou se tinha algo interessante no jornal, só para ouvi-lo falar de alguma coisa. A menina nem demorou para se aprontar depois daquilo e foi saltitante para o carro, com o qual já tinha se acostumado, mas adorava o jeitão alto que ele era e como dava um ar de importância para a chegada deles.

    Hyemin não desligou o telefone, mas não ficou grudada nele. Ainda estava receosa um pouco por causa de Yewon, mas usou o aparelho para infernizar o pai com TWICE. A menina dançou e cantou efusivamente dentro do carro, chamando a atenção do pai até que ele fizesse pelo menos um “likey”, afinal era muito fácil de aprender aquela coreografia.




    A menina ria e se divertia demais, especialmente porque sabia que estava pentelhando o pai cantando aquelas bobeiras. Seu humor não poderia estar melhor! Depois daquilo, empolgou nas coreografias chiclete, e colocou até clássicos da época dele, achando que super ia agradar com Gee, depois botou um grupo “jurássico”, Super Junior e fez o movimento de “Sorry Sorry” dentro do carro. Era um clássico que vivia sendo revisitado nos programas de TV. Achou que o pai conheceria e ficava ansiosa esperando por suas reações. Mesmo assim, ela voltou para outras do TWICE e terminou com Very Very Very, do I.O.I.




    Desceu do carro muito animada. Achava que podia jogar tênis o resto da tarde. Daria o seu melhor. Achou uma pena que não tivesse ninguém para ir contra eles, sofrer o poder da melhor dupla pai-e-filha de tênis que existia na história, mas era até melhor que ficariam sozinhos, passando um tempo de altíssima qualidade.

    - Appa. Isto é uma competição juuusta. Não tente trapacear!!! - ela fez uma carinha engraçada e olhou para o lado, fingindo que estava atrás do unicórnio, mas usou o momento para distrair o próprio pai, pois virou de repente para começar o jogo. - Iá! - fez, como se fosse uma brincadeira de luta e soltou um sorriso.  O último concentrado naquilo, porque Hyemin agora era do jogo.

    Os olhos da menina vidraram na bola e ela estaria concentrada como nunca. O esporte era excelente para a garota, como nenhuma matéria na escola. Ela precisava prestar atenção nos movimentos do pai, fazer um cálculo razoável para rebater sem fazer com que a bola saísse ou fosse muito fácil. Era justamente por se desconcentrar com as coisas mais interessantes que livros que ela era boa em seguir algo tão pululante quanto uma bolinha de tênis e reagir exclusivamente à ela.

    Quando criança, aquele esporte tinha sido somente uma tentativa de fazer amigos, mas ajudava no seu jeitinho desinteressado por aulas, porque adorava a  hora da educação física. Com o tempo, ela aprendia através do esporte a se concentrar, mas só conseguia fazer isso com o que gostava. E se movimentar era uma alegria imensa.  Aparentemente, a mente imaginativa da menina com tipos de giros diferentes da bola a ajudavam a treinar e a melhorar. Só não era uma incrível competidora porque tratava aquilo como uma grande brincadeira extremamente divertida, não um jogo sério - só que odiava perder para Misoo e quando Hayoung não dava conta de acompanhar os movimentos dela. Aliás, ela não era boa de ouvir instruções e ficava mal humorada com elas, preferia jogar do seu jeito, o que talvez não fosse a atitude favorita de sua professora na escola, mas com o pai não tinha nada disso.  A garota tinha bastante energia e só pararia quando o pai assim o quisesse. Caso contrário, ela estava disposta a seguir com ele até aguentar.


    Gakky
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Gakky em Qui Jan 11, 2018 10:34 pm

    Estava sendo muito melhor do que Jae-ki poderia imaginar, ver Eun-bi tão frágil e chorando despertou nele seu instinto protetor, não sentia mais aquele ódio, era como se estivesse sob efeito de alguma magia, porque se sentia diferente e estranho perto dela, ainda mais nesses momentos mais doces. Não conseguia deixar de sorrir várias vezes, quando ela questionou o disfarce, Jae não segurou o riso. Realmente não era dos melhores disfarces. Era difícil tornar Eun-bi comum, ainda mais com aquele vestido, na verdade, achava que mesmo que ela usasse jeans, jamais ficaria comum e despercebida. Mas ele havia adorado. Ver ela com sua jaqueta e seu gorro, parecia como se tivesse colocado um aviso: não mexam com ela porque está comigo.

    - Se tivesse um óculos escuro, acho que disfarçaria melhor - Comentou rindo - Mas ainda acho que está melhor que antes, não se anda sozinha com aquelas joias... Devem ser muito caras...

    Quando Eun-bi ainda deu corda para seu comentário bobo sobre saltos, Jae-ki também riu, ainda mais depois da careta que ela fez, era tão bonitinha.

    - Postura? Aigoo, não usaria nem se eu fosse louco, melhor andar descalço - Disse rindo.

    Ao tentar se comunicar com os amigos por mímica, ele não estava ligando muito se estivesse perdendo tempo, com certeza era melhor estar ali do lado dela do que com os seus três amigos que via todo fim de semana. Mas sabia que depois teria que enfrentar as perguntas deles e a zoação, um preço pequeno a se pagar por estar tendo um momento tão único. Eun-bi dizia que devolveria logo a jaqueta, uma pena, porque ele gostava tanto de ver ela vestindo isso, e se a garota levasse para casa, seria um motivo de fazê-la lembrar dele. Mas por que queria tanto que ela pensasse nele?

    Depois de conseguir colocar Eun-ni sentada, observou o bico teimoso dela por não querer tirar aqueles sapatos que mais pareciam um instrumento de tortura. Jae-ki queria arrancá-los dos pés dela e quem sabe ver como seria os os pés de uma bailarina. Mas o tempo deles parecia curto, o aplicativa já havia baixado. O garoto queria mais e fez perguntas a ela. Ofereceu até contar um de seus segredos, pois achava que a garota não confiava nele e estaria disposto a se arriscar para entendê-la.

    Ele estava sentado na beirada da mesa quando ela começou a falar, chegou a ficar um segundo preocupado quando ouviu o não, mas logo ficou surpreso por ela não fazer questão de ouvir um dos seu segredos. Quando a garota disse que explicaria, ficou em silêncio prestando bastante atenção e muito curioso. Ao ouvir sobre a Ópera entendeu finalmente como ela tinha parado ali, era verdade, tinha ouvido falar nisso na escola. Mas foi só o nome de Taemin ser mencionado, que sentiu a raiva apertar seu coração, chegou a arregalar os olhos, mas por sorte a bailarina o tranquilizou um pouco em seguida. Mas ainda estava tenso, parecia que a família dela era bem próxima da família do loiro cretino.

    Porém não ficou muito surpreso pela família dela ser separada, mas achava que devia ser um pouco complicado. Não sabia como era ter pais separados, mas pelo que Eun-bi contava, parecia dar alguns problemas. Conforme ela contava, Jae achou interessante a atitude da garota, ela parecia ter uma personalidade forte e a apoiava na decisão dela. Só não gostou de ouvir que o pé dela ainda doía. Queria ter conseguido causar mais dor ao Taemin, infelizmente o isekyia sabia lutar "razoavelmente bem", razóavel porque não admitiria nem mentalmente que o loiro era bom de briga.

    Quando ela falou sobre ter que voltar para casa e não ter alternativas, Jae-ki queria que tivesse um jeito dela não ir e ficar ali com ele. Mas para onde a levaria? Ainda mais ela vestida desse jeito e sendo tão bonita. Já não gostava nem um pouco da mãe dela só por esse relato e ficava feliz de ter ajudado ela nisso. Mas ainda queria saber mais da relação de Taemin com Eun-bi, se a garota tinha brigado com a mãe, não parecia muito boa agora. "Será que eles namoravam antes e terminaram e agora a família deles são muito próximas?" Jae-ki ainda não entendia como funcionava as intenções dos ricos de casarem seus filhos.

    O gracejo de Eun-bi sobre ele se arriscar fez Jae sair do seu momento pensativo e rir. Em seguida dobrou os lábios para dentro da boca, gostava de ver que Eun-bi reconhecia agora as vezes que a ajudou, mas não era como se quisesse algo em troca. Também não era muito acostumado a receber elogios e geralmente ficava um pouco surpreso quando acontecia, era como quebrar suas defesas.


    - Não precisa retribuir, até porque, que tipo de isekyia eu seria se te deixasse aqui? Não ia me perdoar se eu fosse embora e algo acontecesse. Ainda bem que eu estava aqui.

    Jae-ki sabia bem como era chato estar devendo favores a alguém, dever era algo bem comum na sua vida e não faria isso com ela. Também sabia que mesmo com raiva, não negaria ajuda se a visse em perigo. Mas seria um canalha se negasse ajuda a uma garota sozinha no meio da noite. Ele tinha sua honra, embora fosse um rebelde. Em sua infância também teve uma boa educação moral, foi com o passar do tempo que adquiriu os hábitos detestáveis, mas não havia perdido as partes mais importantes como o respeito as garotas. Só não fazia mais o tipo que procurava ajudar a pessoas, agia quando as situações estavam perto dele e não havia outro para fazer além dele. A única coisa que não gostava era quando eram ingratos com ele e o tratavam mal mesmo depois do que tinha feito. Odiava ser tratado como um idiota, a simples ideia o fazia ferver de raiva. Foi o que tinha achado de Eun-bi, mas agora acreditava ainda mais que havia um motivo para o que ela fez.


    - Eu acho que você fez certo - Disse sobre o relato dela - Agora vai poder mostrar pra ela que sabe se virar sozinha! Tá que eu ajudei, mas ela não precisa saber disso... Aishii...  - Cerrou os olhos com o semblante estressado - Pais são tão irritantes ás vezes... Muitas vezes.

    Ainda se lembrava do castigo que Won Bin tinha recebido e achava que Eun-bi tinha que se impor mesmo sem saber o conteúdo da discussão delas.

    - Se você deixar sua omoni mandar em tudo, daqui a pouco ela vai te dar castigos e não te deixar fazer coisas que gosta. Meu amigo tá a ponto de perder o maior sonho dele por causa do aboji dele. É até bom que você demore a voltar para casa um pouco, sua omoni tem que ficar preocupada, ela não foi legal de tirar seu dinheiro e te mandar embora. Ela tem que saber que podia te perder. Se precisar de ajuda de novo pra isso, pode contar comigo. Eu acho que não tem essa de forçar as coisas, se ela quer te convencer de algo, não é te castigando que vai conseguir.

    Jae-ki falava sua visão sobre pais para Eun-bi e ainda tinha muitas perguntas na sua cabeça, mas respirou um pouco antes. Queria aproveitar que estava com ela para falar algumas coisas boas antes das perguntas:


    - Valeu por ter me contado, eu achei que não confiava em mim... Fiquei pensando muito esses dias... O que você falou naquele dia que me beliscou... E doeu! Como uma bailaria pode ter a mão tão pesada? Aish... - Riu um pouco comentar nisso, é agora parecia engraçado, mas logo voltou para uma expressão séria e calma - E... A Soo-ji perguntou por você... Eu não disse a ela o que aconteceu, não podia magoá-la, mas eu não contei mentiras. Eu acho que talvez me enganei de novo sobre você... É louco né como a gente só se dá bem fora da escola, Wangjo não tá sendo muito fácil pra mim... Ter passado na prova parece mais fácil que conseguir passar o ano lá...

    Demorou mais alguns segundos, dando um tempo para caso ela quisesse dizer algo. Mas em seguida faria uma pergunta muito de repente, algo um pouco inconveniente e repentino. Jae-ki ás vezes era bem direto em sua curiosidade:

    - Eun-bi, você e Taemin já foram namorados? Dá pra ver que tem algo que eu não entendo, sua mãe curte a família dele, o Taemin me jogo no lago... Eu não tô brigando, só queria entender... Se não queria proteger ele, por que fez aquilo? Na minha lógica, seria muito melhor todos descobrirem quem ele é.
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por isaac-sky em Qui Jan 11, 2018 11:27 pm

    "Hmmm, o Jae-ki não respondeu. Não deve ter conseguido um sinal de wi-fi...espero que esteja tudo bem com ele"

    Uma leve preocupação com o amigo mas já tinha se acostumado a esse jeito meio fantasma dele durante os períodos fora da escola.

    Primeiro recebeu a mensagem do pai.

    -Ok, obrigado pai! Bom descanso de volta

    Sorriu sozinho, imaginava estar cada vez mais perto de recuperar seu relacionamento com o pai.

    Won riu vendo a mensagem de Kang e a foto dele e do irmão.

    -Boa sorte pra controlar o mini-Kang hahaha. Vlw!

    "Deve ser legal isso de irmão...mesmo ele reclamando, eles parecem estar se divertindo"

    ...

    Respondeu o fighting de Ji-Hyun com um sorriso e assentindo positivamente com a cabeça.


    Contrariando todas as expectativas o domingo andava melhor que o sábado.

    Mas então, o choque daquela visão lhe atingia em cheio. Meio atordoado Won tinha dito oi, mas sentiu um calor no peito quando ela começava a formar um sorriso tímido.

    "Parece que eu não vejo ela sorrir pra mim faz eras..."

    - Ooi… - Disse meio sem jeito. - Tudo bem e você? Você...trabalha aqui, é?

    Arqueou as sobrancelhas enquanto sorria.

    -Err...sim, tudo bem

    - Claro que trabalha, está com o uniforme.

    "Detetive Bo-Mi se confundindo?"

    -Sim haha. Eu, err, é, trabalho
    - riu de nervoso.

    - Vocês se conhecem? - Hyosang perguntou, saindo de trás do balcão.

    - Sim. - Bo-Mi disse com convicção. - Estudamos na mesma sala.

    Won assentiu positivamente. Quais eram as chances de a chefe desse café, que havia encontrado a vaga por acaso, fosse amiga da Bo-Mi.
    "Parece até que eu to num dorama, todo mundo se conhece..." se sentia um tanto em choque ainda.

    - Ye. E ele também foi o menino que mencionei sobre o acidente.

    Hyosang respirou fundo, olhando para o teto da loja.

    - Ficou uma semana falando nisso. - Meneou negativamente.

    - Miane, foi emocionante.

    Won começa tossir, muito sem graça, e começa a ficar vermelho. Já tinha falado tantas vezes para ela que não tinha feito grande coisa mas ouvindo outra pessoa comentar sobre a historia...

    "Uma semana falando? Como assim!? E o que tem de interessante? Acho que...ela não tinha dito da boca pra fora, ela realmente deve ter apreciado o que eu fiz naquele dia...aish, por que eu to me sentindo feito um idiota agora?"

    - Smoothie de baunilha, não é?

    - Uhum, eu vou tomar enquanto espero minha ommoni, mas ela deve querer o Macchiato dela.

    "Macchiatto eca...pera, ommoni? Ei, pera aí chefinha, onde você vai!?" ela mesmo ia fazer a bebida, deixando os dois meio a sós e um Won bem confuso.

    Won nem parou para notar que talvez Bo-Mi também estivesse nervosa mas ele sentia o coração saltar pela boca, batendo muito forte.

    "Acho que é a primeira vez que a gente fica conversando só nós dois...com tantas coisas acontecendo com os nossos amigos eu nunca nem fiz uma pergunta dos gostos dela" acabara sabendo mais da colega de trabalho numa conversa um dia antes do que da própria Bo-Mi que conhecia a mais tempo.
    "Aish, eu devia ter tentado conversar com ela na semana"


    - Não sabia que você trabalhava aqui. Quando começou? - Tentou puxar assunto, apesar da falta de jeito. - Eu não venho há uma semana por conta dos meus horários... -

    -Ah, err, eu comecei na terça-feira. Então eu sou novato ainda haha - outra risada nervosa - Então você é cliente frequente? A Hyosang até mesmo já sabe sua bebida de preferência


    Inspirava-se em Kang-Cara-de-Pau para perguntar e descobrir qual era a conexão dela a esse café. Ou tentava pelo menos.
    Mas se era pra se inspirar nele, tinha de se jogar de cabeça.

    -Você não conseguiu vir aqui durante a semana e eu nem falei com você durante a semana... - tinha começado a falar mas não fazia ideia de como terminar aquela frase -Aish, desculpa, é tanta coisa na minha cabeça que eu acabei nem te cumprimentando direito esses dias - disfarçava o verdadeiro motivo de ter lhe evitado, mesmo não sendo uma mentira o fato de que suas inseguranças e percepções lhe fizeram ignorar ela.

    "Ainda bem que eu vou no médico hoje, se ele medir minha pressão ele já deve me internar. Não é possível meu coração bater tão rápido!"

    -Ei, você comentou com todo mundo do acidente e do cara que te machucou a perna? Aish haha - riu um pouco sem graça, tentando aliviar o clima - Eu fico sem graça quando conta a história, mas teria feito novamente.


    "Quantas vezes fosse preciso" desejava ter dito isto também, mas as palavras que vinham do fundo do coração não saíram.

    Olhava para Bo-Mi. Won não desviaria o olhar nem se uma bomba explodisse do outro lado da rua, mesmo que ao mesmo tempo não soubesse o que falar ou responder por conta do nervosismo.

    Persephone
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Persephone em Sex Jan 12, 2018 12:19 am

    [DONG]

    06/04/2019 - Domingo
    1 P.M.


    A pergunta de Ha-Neul veio cortando o vento e atingindo em cheio Dong. Ninguém esperava por uma pergunta daquelas, mesmo que não fosse uma surpresa vir de HaN. Kim começou a engasgar com a água que tinha acabado de beber e aceitou o papel toalha de Dong.

    O garoto teve alguns instantes para receber enquanto as imagens de domingo passava em sua mente.

    A casa de Stella era muito aconchegante para os amigos e a garota era bem mais expressiva e falante naquele meio. No colégio, ela geralmente carregava uma aura tensa, como se tivesse receio de cada passo que dava. Porém, em casa, ela tinha um jeito mais extrovertido e era uma excelente professora - ele tinha feito grandes avanços em um único dia de estudo. Também não era uma menina preguiçosa e se esforçava bastante para aprender.

    Além, é claro, de ser muito bonita. Ela era diferente, por isso acaba se destacando para o bem e para o mal. Na distância que eles tinham ficado ao longo daquele sábado, Dong pôde notar a pequena concentração de sardas que ela tinha na ponta do nariz. Eram discretas, até porque Stella não era extremamente branca como algumas coreanas. Seu tom era um pouco acima do padrão e as sardas se camuflavam ali, porém, existiam.


    Quando Dong perguntou se tinha falado demais, a menina corou e só meneou negativamente antes de responder



    - Ani...Eu só não sabia que era capaz de causar esse tipo de reação em você.

    E ficaram se encarando por mais algum tempo até que, malandramente, voltaram a focar nos estudos. Olhando para o caderno e as apostilas ficavam mais fácil de explicar as coisas. Aquele contato visual que tinha a barreira das lentes dos óculos estava se provando difícil de manter.

    Não sabia quando as coisas tinham ficado “daquele jeito”, mas...aconteceram.



    Na despedida, ela também ficou um pouco tensa com o passo em falso que Dong deu na direção dela. Não houve nada, mas a impressão que ficou era que podia ter ocorrido alguma coisa. Stella o observou partir ao lado da mãe dela e foi ficando para trás, à medida em que o carro se distanciava da casa.

    Agora, no domingo, Dong tinha que lidar com as perguntas e zoações inconvenientes de seus fiéis escudeiros. A primeira já foi o suficiente para arrebatá-lo, talvez não conseguisse sobreviver até o fim se fosse alvo de tantas curiosidades!

    - Aish, um quarto de estudos? - HaN levou a mão até o queixo ponderando. - Mwo?! Até à noite? Eu pensei que você tava zoando! Você ficou até à noite na casa dela? E não aconteceu NADA?

    O garoto estava impressionado - negativamente impressionado. Depois de se recuperar do susto e da tosse, Kim encarou HaN por um momento.

    - Por que deveria acontecer, hyung? - Perguntou de um jeito educado, porém, incisivo. Não era amigo do grupo há muito tempo, mas podia sentir o constrangimento que rolava ali. - Eles são só amigos, não são?

    - Não. - HaN e Ui-Jin responderam ao mesmo tempo. Eles até se encararam, quase rindo do jeito que falaram.

    Min-Ho ficou confuso e olhou para Dong, achando que tinha perdido alguma coisa. Kim franziu as sobrancelhas, sem entender nada.

    - Quer dizer…- Ui-Jin ajeitou os óculos para se corrigir. - A gente já está apostando há algum tempo porque...O Dong-shi era o único garoto que a Stella-shi falava direito.

    - Mas ela é mais alta do que ele, apostei que será depois que ele crescer alguns centímetros. - HaN provocou. - Mas agora que estão indo na casa um do outro assim…

    - Vocês são muito exagerados. - Min-Ho finalmente se pronunciou, revirando os olhos porque aquele assunto era cansativo. - Eu ainda aposto na Hayoung.

    Ui-Jin e HaN deram uma risadinha com a aposta de Min-Ho. Kim ainda olhava meio sério, não curtindo muito aquilo porque não sabia se Dong estava confortável em ter a vida exposta e apostada daquele jeito. Mal sabia ele que a zoação entre o grupo era normal. Quer dizer, ele sabia que eram amigos há longa data, mas não curtia muito isso não.

    - Acho que isso não importa muito, não é? - Deu de ombros. - Não acho estranho Dong-shi e Stella-shi serem amigos. Sunny e eu também somos e não há mal nenhum nisso.

    O silêncio se fez na sala e os meninos ficaram encarando Kim por um tempo que pareceu uma eternidade. Não tinham entendido muito bem a frase dele ou deixaram passar alguma coisa. Como assim Sunny e Kim só eram amigos?

    - Mas eu achei que fossem namorados. - HaN soltou, de repente.

    - Mwo?! Ani! Ani! Vocês também achavam isso? - Olhou para os outros.

    Eles fizeram uma cara de “óbvio, não é mesmo?” e Kim respirou fundo, passando a mão na nuca enquanto soltava um “aish” meio cansado. Achava que eles, ao menos, já tivessem percebido que não havia nada entre ele e Sunny. O garoto ajeitou os proprios óculos também e se ajeitou.

    - Somos amigos desde a 5ª série e apenas isso. Somos quase da mesma família, brincamos disso por conta do sobrenome e da enorme família Kim. - Umedeceu os lábios, ajeitando os óculos de novo. - Mas e então, Dong-shi? O que vamos começar, afinal?

    HaN parecia quase desapontado porque os seus dois heróis - aqueles que tinham as melhores imagens dentro daquele grupo - estavam carimbados para a friendzone. Isso parecia matar qualquer esperança que aquele jovem e triste nerd tinha de, quem sabe um dia, alcançar Han So-Na.

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    Re: Capítulo 2

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      Data/hora atual: Seg Out 15, 2018 6:44 pm