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    Capítulo 2

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    isaac-sky
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por isaac-sky em Sab Dez 02, 2017 12:45 am


    Se a pergunta havia o pegado desprevenido, a resposta foi uma rasteira em um chão ensaboado enquanto olhava para o outro lado.

    Bo-Mi escreveu:- Não imagino porque… - Murmurou e se ajeitou. - Porque o achariam invisível. Você é transparente no caráter, mas definitivamente não nasceu para ser ignorado.

    "Ok, estou em pane"

    Won começa a ficar vermelho. "Isso foi...err...Não Kang, para de piscar!"

    Quase infartou com Kang dando a maior pinta de que sabia dos dois.

    Deu um riso nervoso e coçou a cabeça com a mão livre. Ele não sabia exatamente como responder.

    Bo-Mi escreveu:- Nossa, cuidado! - Observava. - Mas o que eu ia dizer é que vocês não deveriam se sentir assim. Ninguém deveria, na verdade. - Suspirou. - Mas eu também não sei o que é isso, exatamente. Acho que nunca senti algo tão forte assim, como eles dois. É uma pena que sempre briguem…

    "Nunca sentiu algo tão forte..."
    palavras que tiveram certo impacto, mas que Won decidira não prestar atenção agora.

    -Tem razão Bo-Mi

    Foi até Jae-ki, tentar evitar o pior.

    ...

    Jae-ki era uma pequena bomba com um pavio muito curto. E agora começava a explodir de vez, nem mesmo a interferência de Won poderia impedir.

    Agora gritava até com Eun-Bi, que ele gostava por mais que tentasse convencer seus amigos do contrário.
    Ambos são geniosos, nunca se esquecem de nada...mas tão cegos

    Sem chance de comentar qualquer coisa, Jae-ki disparava empurrando Won para fora dali.

    -Espera, Jae-ki... - sem chances de diálogo. Jae estava nuclear. Nem Misoo ficaria ali para acompanhar o restante daquele conflito.

    Jae-ki escreveu:- Aiishiii, Jiral! Shibal! - Xingou e exclamou baixo com eles depois de morder os lábios com força - Por que eu não aprendo nunca? Como eu fui pensar em ajudar ela?! Ya! Vocês são meus amigos, na próxima vez que eu tiver indo na direção dela, me batam! Eu tô falando sério! Me chutem, me amarrem! Sei lá! Só não deixem eu falar com aquela garota! Aigooo...

    "Eu devia falar com ele que está agindo feito um louco. Mas agora ele está tão irritado que vai ser inútil" deixaria ele desabafar.

    Jae-ki escreveu:- E vocês! Se forem falar com aquelas garotas de novo, não contem comigo! Pensem bem, vocês viram! Aquela com cara de rato queria jogar a mochila em mim de novo! E ninguém liga se ela tá sendo violenta, mas quando eu quero me defender do cretino loiro, querem me suspender. Não, ainda é pior, porque até se eu dormir querem me suspender! Só falta me proibirem de comer! Parece que todos querem me tirar daqui! Eu odeio esse lugar! Eu odeio as pessoas daqui! Eles se acham melhores do que eu! Mas são todos uns saekki! Eles acham que sou um lixo, mas um dia eles vão se arrepender por tudo isso! Vou fazer eles engolirem cada palavra de desprezo que fizeram a mim!

    Won não gostou daqueles comentários. Ele estava tão imerso em seu conflito e paixão por Eun-Bi que achava que as amigas eram uma extensão dela. Não tinha conversado com elas no dia anterior, não tinha visto que eram diferentes das outras que os desprezavam por ser bolsistas.

    Estava sendo injusto. A vida é uma luta e as coisas para os bolsistas seriam bem difíceis ali.
    "Ele não é o único bolsista aqui. Ele não é o único que sofre e vai sofrer com essas pessoas..." olhou para o braço engessado.

    Fechou o punho direito, começou a falar, sério...

    -Jae-ki você está...

    Mas foi interrompido. Uma garota, não, era Yerin! Ela caia para trás!!!

    "Droga, o braço" nunca iria conseguir alcançar a tempo.

    Por sorte, Jae-ki estava a frente e pronto para impedir uma queda pelas escadas.
    Um celular voara mesmo assim.

    Talvez fosse o único tipo de coisa que apagasse o pavio de Jae-ki.

    Gelo.

    -Ei! Tá tudo bem? - perguntou para a garota.

    "Será que ela desmaiou?"

    GodHades
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por GodHades em Sab Dez 02, 2017 5:09 am

    Meninas deixavam ele nervoso... Ui-Jin dizia isso dando uma risada. Oras, quem não ficava nesse estado? Era só olhar para Min-Ho e o proprio Dong, que mascarava com racionalidade seus sentimentos, e medos. O assunto das garotas foi rapidamente engolido pelos jogos... nerds não é?

    A empolgação de participar da suposta campanha intelectual nova, era algo que arranca fascinio e ideias.

    Nesse momento as amigas de Hyemin passavam como agente que protegeriam a presente, faltando apenas Hayoung nessa passada.

    Dong manteve a sutileza, assentindo com o queixo ao trocar um rapido olhar junto de Jung-Mi. As pessoas que iam entrando eram de certa forma interessantes, pena que cada um ali vivia no seu proprio mundo ou tinha seus contatos já arrumados.

    Eis que o ilustre Kim aparece, pelo menos, ele chamaria mais atenção dos outros que entraram.

    Dong observava pensativo, Joo parecia sério mas dava um sorriso simpático... - Bom dia, venha chegando para o social link de cada dia.

    O chamou com os dedos, até ouvir a proza com Ui-Jin, que foi seco na garganta. O pobre Kim já chegou bombardeado, e Stella foi quem respondeu.

    Dong virou o pescoço até ela no maior estilo exorcista. - É possivel, e é real. - Acompanhou o amigo que parecia mais rabugento que antes com a declaração da garota. - Ela é um achado Min-Ho como uma perola dentro de uma ostra. - Se Ha Neul estivesse ali já estaria fazendo declarações de amor. Era muita informação para um nerd só digerir.

    Sua mão encontrou a de Stella, quando pegou o café e ele bebeu um gole, para se certificar se estava mesmo quente e amargo. - Hummm. - Viu que estava tudo certo, e abriu um sorriso de gratidão. O sorrir dele era engraçado, lábios finos e os dentes da frente surgindo daquele aquele formato carismático. - Você é a melhor do mundo Stella-shi.

    Realizou que essa seria a melhor expressão para agradecer.

    Quando fez o seu segundo gole, escuta o Rank da menina "Eu sou Challengerr!"

    Min-Ho cuspiu o chá, Dong estava muitooo perto de fazer o mesmo mas a noticia acabou travando a garganta e ele terminou a cena engasgando mesmo. - Cof cofffff... Challenger?? - A voz saiu arranhada e um pouco fanha, com ele tentando puxar ar para cessar as tosses.

    Estava quase pedindo a bombinha de ar.

    - Conosco não passará nervoso Kim, cof, pode ficar tranquilo. Sendo Ouro já deve ter visto muita coisa.

    Acenou com a mão livre, e voltou a beber o café, na verdade com certa pressa.

    - Jogamos as vezes quando queremos aumentar nossas olheiras, ia ser bom ter você junto. Só faltava a Sunny jogar também e...

    Dong observava as pessoas passando pelo grupo, algumas trocavam encaradas com eles mas pareciam não se importar muito pelo que falavam. Acabou não perguntando qual rota Kim gostava de jogar, achava que não daria tempo de concluir aquela proza sobre mobas e os potenciais Elo Jobs.
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Luxi em Sab Dez 02, 2017 6:00 pm

    Hyemin ficou tão distraída com o lenço feio que ela demorou para pegar o chocolate, deixando a menina esperando abaixada, mas acabou fazendo isso ao encontrá-la ainda abaixada.

    Chamada de a mais linda do colégio, deu um sorriso de bochechas infladas. Receber elogios era muito bom para reconstruir o que tinha quebrado dentro dela. Não tinha por que ficar desesperada. Ninguém a desprezava de verdade, só aquele menino, porque não fazia parte de seu mundo de chaebol, mesmo que sua mãe tivesse alcançado prestígio agora, não tinha sido criado naquele meio, então era natural sentir inveja dela. A namoradinha dele, uma paupérrima ridícula que não tinha nem como comprar um uniforme, também devia ter feito grande influência na cabeça dele. Tudo bem, perdoava. Eram apenas mundos diferentes. Ser odiada por aquelas pessoas não significava nada.

    - Komawoyo~ - dessa vez falou um pouco mais animada, passando blush nas bochechas altas, recuperando um pouco de confiança.

    Sim, pois Hayoung era rica também. Sabia reconhecer o bom gosto e ficava feliz de ser admirada por alguém tão fiel quanto a menina. É claro que ela era meio burrinha e irritante, mas podia perceber o quanto era sincero seu desejo de ser como ela. Querendo ou não era honrado ser ídolo na vida de alguém. É, podia esquecer aquelas pessoas idiotas. Nunca tinha sido odiada no colégio antes! Pra que se importar agora? Para cada palavra rude daquele orelhudo, tinha cem mil elogios de outras pessoas mais importantes e pensar nisso a deixou um pouco mais feliz.

    Gentil e generosa.

    Linda, gentil e talentosa. Sorriu.

    - Obrigada. Minha sogra disse que eu sou linda, gentil e talentosa quando me deu esse colar, sabia? Eu fiquei muito feliz de ouvir. -  Levou a mão ao colarzinho que estava oculto na roupa e observou o coração no espelho.

    Sim, gente que importava muito mais gostava dela. Apenas a família mais importante da Coreia, a sua futura sogra, mãe de seu noivo, que amaria muito e mimaria como merecia. Aquele nerd se arrependeria de ser grosseiro com ela quando ela tivesse um anel no dedo e o sobrenome Wang. Poderia contratá-los para serem seus lacaios pessoais até. O diretor, o nerd e a namorada.

    -  Ah, e não use esse corretivo sem uma base. Ou vai parecer um fantasma. Se você não tiver, você pode tentar a minha. Mas você é muito branca. Melhor comprar a sua, ok? - advertiu, dando uma colherzinha de chá para a menina por ter sido tão boa para ela.

    Terminou a maquiagem, pediu para editar o vídeo e concordou então a voltarem para sala. Só faltava uma coisinha para ficar 100%: o chocolate. Foi desembrulhando o snack enquanto andavam pelo corredor.

    -  Vocês querem que eu vire uma porquinha me dando chocolate assim, mas não vou mentir: eu adoro~~ - sorriu satisfeita e andava bem ao lado de Hayoung, em vez de fazê-la de chaveiro ou obrigá-la a acompanhar seus passos. Tudo isso era uma retribuição por seu carinho e porque não tinha mais ninguém ali com ela por enquanto.

    Depois de jogar fora a embalagem, até subiu a escada mais animada, quando de repente um celular voou nos pés das duas, fazendo-a soltar um gritinho e recuar com a mão defensiva. Será que alguém estava brigando na escada? Pobre celular! Logo um de capa azul clara do Frozen, tão fofi…

    -  Rin. RIN!!!

    Hyemin disparou degraus acima, largando a outra para trás. Conhecia muito bem aquela capinha, porque ela tinha uma combinando, a especial que gostaria de estar usando hoje se não fosse seu pai malvado. Avistou a amiga no chão, cercada por garotos…  a gangue do bolsista número um!

    Arregalou os olhos. Um deles estava com o braço quebrado e o outro com olho roxo!!! A menina subiu desesperada e chegou bem próxima a Jaeki. Agarrando o braço dele.

    -  NÃO ENCOSTA NELA!!! - arfou nervosa, com o rosto todo vermelho, morrendo de medo de apanhar do delinquente, mas não podia deixar sua amiga sofrendo.   -  RIN, o que aconteceu? Mwo... Você está bem??? Eles fizeram alguma coisa?


    Ailish
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Ailish em Sab Dez 02, 2017 11:55 pm

    Tentou ser rápida justamente porque não desejava ouvir uma resposta. No caso, temia que a dada fosse algo para machucá-la, estando Jung inconsciente ou não da atitude. E o medo se provou válido quando o rapaz começou a falar. Durante as palavras dele, Sunny manteve o queixo erguido e a expressão o mais neutra, não querendo que percebesse o quanto doía ouvir que ela nada mais era do que outra dentre tantas mais. Sentia-se tão estúpida... Pois, para Jung Mi, Sunny não era especial enquanto que para a bolsista, ele perseguiu os pensamentos desde que pisou no Café.

    Acabou sendo você.

    E dizer algo desse tipo não era cruel?

    Sunny entreabriu os lábios e liberou uma respiração forçada.

    Por que precisava doer assim?

    Os olhos estavam ardendo, mas não choraria. Nem agora e nem depois... – ao menos procurava se focar nisso, acreditar na própria mentira. Não tinha o direito de ficar magoada, embora se mostrasse impossível não notar o coração trincar feito um copo de vidro. Era como se Jung Mi tivesse soltado um peteleco na pequena estrutura, sem saber o teor frágil que ali se escondia. O que fez de errado para receber aquele tratamento e descaso? Espera...

    Ela?


    Não achava justo ser a culpada.

    E usaria esse pensamento de escudo até ficar sozinha, longe de olhares e atenções... Longe dele. Não era orgulhosa, porém extremamente teimosa. Recusava-se a sofrer por causa de um mentiroso! Mas não considerava o fato específico de Jung ter mencionado um nome errado... Comparado ao que realmente a machucava, isso tornava-se um detalhe bobo. Afinal, Jung ou Young, tanto faz... tinha demonstrado... se importar e este garoto na sua frente, em definitivo, não ligava para ela. Não era o mesmo que visitava a biblioteca na procura de um refúgio, escolhendo livros de fotografias incríveis. Não foi o garoto que a presenteou com algo tão sensível e depois ajudou.

    O rapaz das férias não era mais do que uma ilusão.

    Que foi quebrada em incontáveis fragmentos no primeiro dia de aula, dentro do auditório.

    Sua mente fervilhava, vítima da adrenalina... Talvez o ato de bondade tenha sido uma forma de deixá-los quites a respeito de todos os acontecimentos. Era uma possibilidade plausível.

    Diante da situação, não pensou que o aperto ao redor do punho de Stella pudesse estar a incomodando. Apenas puxou a amiga, não respondendo sequer ao bom dia de Jung. Tinha que sair dali e esquecer que o conheceu ou além do coração, acabaria caminhando sobre a dignidade. Sunny era acostumada com diversos tipos de dores e, principalmente, aprendeu a anestesiá-las. Um processo pouco saudável. No entanto, aquilo... aquilo lhe fugia de qualquer entendimento. Só... dói. Ficou horrorizada quando percebeu as lágrimas invadirem o cantinho das pálpebras e piscou mil vezes até afastá-las completamente do caminho. Apesar da vontade de virar a cabeça e lançar um último olhar na direção de Jung, ela se controlou e já próxima de Chae e Lee Hi, as abraçou, mas sem dizer nada. E era nítido que havia algo de errado com Sun-Hee, só que a menina não possibilitou nenhuma abertura para perguntarem. Por sorte, o horário também não permitiu um papo mais longo. Pegaram as bebidas e Sunny se responsabilizou pela de Min-Ho. Para ela? Nada. Não tinha ânimo.

    A volta à sala foi silenciosa.

    Entraram no momento que Ui-Jin falava com Kim e, automaticamente, Sunny endireitou a postura e tentou aliviar a feição. A resposta de Stella causou uma reação mais intensa em Min-Ho. Antes do garoto sair, estendeu o chá – Esse é seu – murmurou, pois a voz falhou quando viu Jung na mesma fileira. Rapidamente desviou o rosto para a cena de Ui-Jin e Min-Ho, soltando um risinho que não alcançava os olhos. Acompanhou o grupo e permaneceu escorada no batente da porta, mas sem atrapalhar a passagem de ninguém. Dong parecia mais animado, e talvez tenha sido uma impressão mesmo a de mais cedo quanto ao seu humor. Enfim, Kim cumprimentava-os e Sunny correspondeu com um aceno e outro sorriso.

    O assunto contribuía para a quietude dela. Afinal, não entendia sobre jogos e afins, mas se obrigava a prestar atenção, até porque Dong a incluía no papo – Ah, mas sou ótima na torcida... Quando marcarem, por favor, não esqueçam de me chamar, hum! Ficarei ofendida – brincava com ele. Nesse instante, a menina que falou com Jung Mi chegava ao lado de uma amiga e Sunny, assim que ela passou, acabou a olhando, refletindo, porém não a encarou, ciente que era uma atitude mal educada. Enquanto voltava a fitar os amigos, ela escutou a voz de MiSoo se destacar. A surpresa estampou seu rosto por causa do que ela disse. Um... presente? Dessa vez, não disfarçou. Olhou MiSoo e depois Jung... E o bico surgiria sem que ela pudesse esconder.



    Ah.

    Ah, claro.

    Agora estava explicado.


    Olhou para o outro lado, tensa e com um estranho sentimento de traição apertando o peito, mesmo que não fosse certo.

    Mentiroso...

    Ou não.

    Pelo contrário.

    Na escada, Jung Mi foi EXTREMAMENTE claro sobre a realidade dos dois.



    Sunny cruzou os braços e não participava mais da conversa e sem perceber, a expressão zangada dava espaço para uma bem mais sentida e magoada. Estava... triste. Tão triste que não conseguia evitar.


    Persephone
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Persephone em Dom Dez 03, 2017 6:25 pm

    [ESCADAS]
    (Won-Bin, Jae-Ki e Hyemin)

    Yerin estava com a mente bem distante enquanto subia os degraus da escada. A ausência de Hyemin a preocupava, pois sabia como a amiga era sensível e se sentia completamente exposta sem seu precioso celular - por isso ela tinha ficado parada no banco, esperando por ela. Não tinha muito ânimo, nem energia para ficar conversando com Yewon, Mi-Ran ou Eun-Na naquela manhã, por isso tinha dispensado as duas logo nos primeiros minutos.

    Era melhor que fizessem algo de útil, como procurar o lugar delas, do que ficarem falando feito gralhas em seu ouvido, causando aquela poluição sonora desnecessária. Yerin já estava com dor o suficiente para ainda ficar com os ouvidos entupidos.

    A solidão foi bem-vinda.

    Ninguém era louco de se aproximar dela sem ter um bom motivo e ela era ótima em ignorar olhares curiosos. Ficou mexendo no celular, sentindo incômodo por não ver Hyemin online, muito menos por ali no corredor.

    Será que ela ia faltar?

    Se faltasse, Yerin sentiria um pouco de inveja dela, pois também queria ter ficado longe da escola - não que quisesse ficar em casa, mas iria andar num lugar mais tranquilo. Enfim, precisava subir antes que acabasse se atrasando. Talvez Hyemin já estivesse lá em cima, na verdade.

    Enquanto subia, contudo, percebeu que sentia falta de uma companhia. Não para conversar, mas para se apoiar ainda que discretamente. Não gostava de andar pelos cantos da escada porque gostava de sempre se equilibrar no meio, mesmo que isso atrapalhasse o movimento dos outros - eles que dessem a volta!. Mas sua mania a sabotou naquela manhã.

    Com a mente distante e os olhos turvos, ela viu tudo embaçado logo acima. Podia sentir sua respiração um pouco mais pesada e a testa um pouco mais oleosas. Fechou os olhos, levando a mão que carregava o celular até a cabeça. Deu um passo à frente, mas acabou indo para trás. Conseguia ouvir atrás de si alguém reclamando de tudo e todos, como odiava estar onde estava.

    Ela também odiava.

    O corpo fraquejou e ela caiu para trás, chegando a arregalar os olhos de susto. Ouviu o celular batendo no chão e caindo pelo vão - imaginou que seu corpo fosse sentir o impacto do degrau e do chão muito em breve, mas não foi o que aconteceu. O corpo colidiu em alguém. Sentia um braço a segurando e amparando com o próprio corpo, um corpo masculino, motivo pelo qual, ela foi arregalando os olhos, completamente em choque.

    Tinha medo de se virar e ver alguém que fosse detestar.

    Tinha medo que alguém visse aquela cena, um momento vulnerável seu.

    Como poderia manter a aparência, caso alguém visse aquilo?!

    “Mwo?”

    Uma voz desconhecida começou. O peito dela estava disparado por conta do susto e do momento constrangedor. Começou a virar a cabeça lentamente na direção daquela pessoa. O rosto ainda estava embaçado e ela precisou piscar algumas vezes até que as duas imagens se tornassem uma só e ela visse aquele garoto. Era do vídeo da mochila ou algo assim...Um dos alunos novos.

    Engoliu em seco, piscando mais vezes antes de conseguir responder.


    Muito embora Jae-Ki não sentisse, num primeiro momento, o mesmo sentimento arrebatador que tivera por Eun-Bi, aquela menina também era muito bonita. Isso não era uma novidade naquele colégio, visto que quase todas as alunas eram extremamente bonitas ou com algo que chamasse a atenção. Porém, essa menina tinha algo a mais...Aqueles olhos completamente negros como uma ônix eram muito profundos, quase como se olhasse para uma praia à noite, sem qualquer tipo de iluminação.

    Fora que havia algo ali que Jae-Ki também podia reconhecer em si mesmo quando se olhava num espelho.

    Era a ira misturada com a solidão, por ninguem nunca conseguir compreender completamente o que se passava dentro de si.

    A menina franziu as sobrancelhas, mas não de um jeito agressivo. Era só porque olhar para Jae-Ki também a deixava tonta. Levou a mão até a testa e falou um “ye” bem baixinho, só basicamente movendo os lábios rosados em concordância. Estava bem e conseguia seguir sozinha - ou pelo menos achava que sim.

    Antes que Won ou Jae-Ki a contestassem, eles começaram a ouvir os acelerados passos de alguém pelos degraus. Won a reconheceria como a segunda menina a ter que pagar pelos uniformes - Hyemin. Já Jae-Ki se lembraria dela como a garota que comentou sobre gangues quando ele chegou no dia anterior. Ninguém podia julgar o desespero de Hyemin por ver a melhor amiga numa situação daquelas, muito menos as conclusões que ela tinha chegado.

    Hayoung tinha ficado para trás, mas também começava a se aproximar.

    - Min-Ah… - Yerin disse ainda naquela situação e tentando se colocar de pé. - Calma...Está...Tudo bem.

    Disse fechando os olhos e quase caindo de novo, mas se segurando para não fraquejar. Kang tentou se meter.

    - Calma aí, Senhorita! A sua amiga quase caiu da escada, sabia? O Jae-Ki a impediu que algo pior acontecesse!

    Hayoung chegou um pouco esbaforida, já apoiando as mãos nos joelhos. Estava tendo uma manhã muito agitada e tentava entender o que tinha acontecido e o que ela tinha perdido. Kang olhou para trás, vendo a nova menina que tinha chegado e fez uma conta simples: Won com braço quebrado, Jae-Ki com olho roxo, a moça ali desmaiada, essa aqui sem fôlego. Só sobrava ele e a brigona com pique total, mas os dois, se somados, não dava um.

    Temos um empate naquela briga?

    Podia, né? Chega.

    - É verdade. - Yerin disse, para a surpresa de Hyemin. - Ele me ajudou a não me machucar… - Se é que isso fazia sentido. Franziu as sobrancelhas, meio sem jeito e disse olhando para Jae-Ki, algo que ela raramente dizia para qualquer pessoa - Komapseumnida.


    Olhou para Hyemin e se ajeitou, dando a entender que queria sair dali e seguir para a sala. Hayoung ficou sem fôlego, levando a mão até os lábios e arregalando um pouco mais os olhos, sem acreditar no que estava vendo.


    [SALA DE AULA]

    [MiSoo e Hyun-Hee - Parte 1]


    A sala tinha aquela movimentação padrão, mas não estava completamente cheia. O grupo de Dong - que tinha um considerável numero de pessoas - tinha acabado de sair, ficando no corredor para que tomassem um breve café. Ali tinham as duas meninas silenciosas na primeira fileira, na parte que ficava próxima à janela; Ji-Ran sozinho; o trio de Jung-Mi; e o trio formado por Yewon, Eun-Na e Mi-Ran - elas sentavam bem à frente de Hyun-Hee. Os outros lugares estavam ocupados apenas por umas mochilas.

    E foi nesse cenário que MiSoo se enfiou. A garota vinha acompanhada por Bo-Mi, de braços dados. A amiga deu um breve bom dia na direção do grupo que estava do lado de fora, pois tinha o costume de falar com todos mesmo. Não demorou para que elas fossem acompanhadas pelo olhar discreto de Sunny.

    Pelo menos foi discreto até MiSoo chamar a atenção daquela forma.

    Bo-Mi tinha parado, bastante indecisa em escolher um lugar enquanto a amiga seguia daquele modo, parando em frente ao trio de Jung-Mi, mas falando diretamente com ele. Para quem não estava à par da recente amizade deles dois, aquele ato foi visto como uma surpreendente intimidade!

    E MiSoo raramente falava baixo quando se animada com seus amigos e as implicâncias. Como a sala não estava tão cheia assim, a frase dela ecoou com certa força e chamou a atenção dos que estavam ali dentro - bem como de Sunny e Kim que estavam próximos à porta.

    - Mwo? - Jung-Mi se surpreendeu com aquele tom sério dela, mas a frase seguinte, o deixou pálido antes que começasse a temer pelo que ela tinha dito. - Er…


    - Uwaaa?! - Eun-Na se manifestou, de seu lugar, dando uma divertida risada depois de bater palmas. - Não me diga que Jung-Mi-Oppa está namorando a ex-papudinha?! Yewon!!

    Yewon só franziu as sobrancelhas e cruzou os braços, fazendo um palmo de bico.


    - Já começou a fazer caridade, Jung-Mi-Oppa? Ou você gosta de operadas? Porque essa aí com certeza teve um encontro com o bisturi nas férias. O pai dela é cirurgião plástico, né? Fica fácil.


    Eun-Na continuava destilando todo seu veneno. Mi-Ran começou a dar uma risada e até Ji-Ran meneava negativamente enquanto ria. Gyu-Sik queria esganar Eun-Na. Ryu também estava bastante sério e Jung-Mi já virava para responder quando Bo-Mi se meteu.

    - Ya! Lava essa sua boca antes de falar da MiSoo!!


    - Ou o que? - Dessa vez, Mi-Ran se meteu e levantou-se, encarando Bo-Mi de um jeito superior. - Vai falar pro diretor também, dedo-duro? Você sabe que está encrencada, né?

    - Com quem, exatamente? Gyu-Sik não ia permitir que MiSoo e sua irmã fossem vítimas daquelas meninas.

    - Nossa, até esqueci que você existia, sombra do oppa… - Mi-Ran replicou.

    - Eu não tenho medo de voces! - Bo-Mi disse firmemente.

    - Pois deveria… - Eun-Na esboçou um sorriso. - Já vai chorar, MiSoo?


    - Chega!! - Jung-Mi bateu a mão na mesa e ergueu-se. - Eu não lembro de ter dado intimidade ou liberdade para que você fizesse qualquer tipo de piada ou comentário sobre minha vida privada. - Olhava friamente para aquele trio. - Faça o favor de guardar sua insignificante opinião para si mesma antes que eu perca minha paciência.

    - Hm...Poxa, oppa… - Fez um beicinho. - Você realmente gosta da gordinha, né? Que lindo. Aposto que vão juntos no baile. Mas a pergunta que não quer calar…

    Eun-Na virou na propria cadeira, apoiando os joelhos no assento e olhando para o silencioso Hyun-Hee.

    - O que Hyun-Hee-oppa acha da escolha de cunhada? Está aprovada?


    Aquela confusão tinha tirado a atenção de Jung-Mi da porta. Não podia imaginar que o olhar que Sunny tinha feito foi por conta do comentario de MiSoo. Até porque, a julgar pela pessoa que estava próxima a ela, a última coisa que podia imaginar era que Sunny podia sentir algum tipo de incômodo em relação a qualquer coisa de sua vida.

    [Dong e Sunny - Parte 2]


    Stella encarou Dong enquanto oferecia o café, sentindo o breve toque das mãos - que não passaria despercebido por ela, mas não levaria a outros níveis. Ainda estava dando um meio sorriso, achando graça da reação deles. Deu um gole em seu próprio café, acompanhando a expressão dele e correspondeu com um sorriso também.


    - Só por causa de um cafézinho? - Perguntou num tom divertido. - Agora você está me devendo um. Quero ver se vai acertar direitinho.

    Mas logo o grupo ficou reunido discutindo sobre jogo. Ui-Jin já estava com sua bombinha pronta, mas deu um belo tapa nas costas de Dong quando ele engasgou com a revelação de Stella. A bicuda canceriana franzia as sobrancelhas, já começando a se aborrecer com aquelas atitudes machistas dos meninos!

    Revirou os olhos meneando negativamente.

    - Não acredito nisso.

    - Problema é seu, então! - disse já irritada.

    E sua irritação piorou com a fala de Dong. Kim tinha acabado de falar que não jogava mais, que era ouro e era...pro Kim o convite?! Stella trincou os dentes e parou de falar com eles, não ia mais ficar se desgastando ou falando sobre seus gostos peculiares porque, no fim, não importava.

    Foi graças a esse seu desprendimento que ela pôde reparar na expressão de Sunny. Largou os meninos de lado - se é que alguma vez foi colada neles mesmo - e caminhou até Sunny. Tocou em seu ombro, depois que tinha ouvido as palavras de MiSoo. Contudo, Stella começou a ouvir a voz de Eun-Na e a mão tremeu um pouco.

    - Vem pra cá, Sunny-shi… - Disse um pouco apreensiva, a tirando da porta. Caso ela insistisse muito, ela ouviria toda a confusão também. Caso seguisse Stella, ela ficaria do lado de fora. Não precisava fazer parte da conversa dos meninos, até porque Stella também ficou um pouco mais travada.

    A simples voz de Eun-Na era capaz de despertar um medo singular na menina.

    Engolia em seco algumas vezes e olhava para o próprio café, de cabeça baixa.

    Kim estava distraído demais para reparar nessas coisas, focando-se nos meninos.

    - Não posso, Dong-shi. Eu fico irritado, mas...Podemos jogar outra coisa. Tipo Call of Duty ou coisa assim. - Ponderou. - Tudo bem que me dá raiva também, mas LoL ultrapassa os limites da sanidade.

    - Sábado ou domingo? - Min-Ho perguntou, de repente.

    - Ahm?

    - O melhor dia pra você jogar.

    - Ahm...Domingo?

    Ui-Jin deu uma risadinha vitoriosa e Min-Ho foi ficando emburrado de novo. Bufou, irritado e olhou para Stella por um instante, dando de ombros pra cara dela. Parecia que toda a alegria dela das primeiras horas da manhã tinham ido embora.

    Mas não era da conta dele.




    AVISOS

    > Quem está no corredor, pode ouvir o barraco DESDE O INÍCIO, se quiser.

    > Pessoal que está na ESCADA, pode chegar NO FIM da história, vendo as pessoas de pé e sentindo o climão. Podem, inclusive, ouvir a RESPOSTA DO HYUN, se quiserem

    > NÃO TEM enfermaria. Vão para a sala. Sem adendos, dessa vez =x

    > NÃO ESQUEÇAM da disposição da sala o//


    Luxi
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Luxi em Dom Dez 03, 2017 7:36 pm

    Hyun Hee observava a movimentação na sala de aula apenas por falta de algo melhor para fazer, mas acabava adquirindo informações sobre os grupos e a formação hieraráquica daquele primeiro ano.

    Foi inevitável observar o irmão e sua breve conversa com aquela menina. Soltou um breve riso abafado pela mão no rosto. O caçula ainda gostava de meninas inocentes cheias de energia, então? Classificou a garota daquele jeito pela frase inconsequente que ela tinha soltado aparentemente sem perceber e apesar de não ter nada a ver com aquilo, acabou ouvindo os comentários maldosos daquelas que se proclamavam donas na sala na ausência da rainha verdadeira.

    Respirou fundo, inclinando a cabeça para trás, absorvendo aquelas palavras tão rudes e soltou um longo suspiro cansado olhando o teto. Ficava incomodado com essas futilidades das meninas de seu meio. Quem se importava se ela tinha feito cirurgia ou não? Quem ligava se ela era… como tinham chamado mesmo?  Isso era da conta das outras meninas? Bem, era o esperado depois daquela frase despropositadamente desafiadora. Aquilo era uma selva de egos. Ganhava quem protegia melhor o seu.

    Nesse cenário, tinha que admitir que a garota que sentava a sua frente era muito boa nos xingamentos. Poderia facilmente ser do grupo de Eunjoo e não era só isso que se assemelhava.  

    Seu irmão era como ele em seu próprio ano. Brigavam por causa dele. Era isso que estava em jogo ali. Por um lado, via com um pouco de nostalgia como o irmão tinha crescido para se tornar um destruidor de corações. Por outro, reprovava sua atitude passiva e silenciosa.  Precisou que o melhor amigo do irmão se intrometesse e até outra garota, mas ele ficava ali, como uma esfinge, quase como quando tinham cruzado olhares no primeiro dia de aula. Já estava quase achando a situação lamentável quando ele resolveu bater a mão e pedir que aquilo parasse. Foi pego de surpresa. Então ele falava! Mas com ele, nem ao menos sua raiva. Balançou a cabeça negativamente. Seu discurso não funcionaria. Não era assim que se controlava aquele tipo de gente. Tsc. Tão inocente ainda, seu irmãozinho...

    Enquanto isso, como o esperado, EunNa parecia inabalável, uma metralhadora de veneno capaz de discutir com três pessoas de uma vez sem perder sua majestade. Por mais insuportavel que fosse, ela lhe lembrava muito sua ex-namorada. Tão linda quanto maldita… De repente ela virou daquele jeito para chamá-lo para a conversa.

    Por mais que quisesse se manter sem confusão e estivesse com zero paciência para emoções daquela, de repente ela tinha atraído olhares para ele, mas ele só conseguiu olhar para ela, como um tipo de sirena. Pedia sua ajuda para humilhar a menina. Ficar a seu lado seria terminar de declarar guerra ao irmão e a outra metade da sala, que já no dia anterior tinha conseguido uma conquista de expulsar ninguém menos do que Taemin. Ficar contra ela significaria tornar-se um pária em definitivo, tão ruim quando jogar uma garrafa na rainha do segundo ano.

    Era realmente uma droga ter que tomar uma decisão assim, tão logo. Principalmente no dia em que ele não estava com energia. Ela o observava, provocativa e ansiosa por uma resposta que a possibilitasse humilhá-lo também ou usar de arma. Quem diria que uma carinha daquela ela seria tão filha da mãe.

    Enquanto pensava isso, ele a fitava sem hesitar, com a ousadia de alguém que tinha vivido o bastante nos Estados Unidos. Não havia uma expressão bem definida em seu rosto, já que estava cansado demais para brigar. Então, como se não fosse nada, inclinou um pouco para frente e respondeu no mesmo tom que ela:


    - Por que está preocupada com quem o meu irmão namora? Se está com ciúme, eu posso resolver isso com você.

    Um levíssimo sorriso apareceu, achando um pouco de graça na pergunta e indiretamente debochava daquela situação de uma maneira superior, afinal, ele seria originalmente um aluno do segundo ano. Seu tom saía algum desinteresse, como se aquela brincadeira de crianças não lhe importasse, mas ela sim.

    Ajeitou a postura então, recuando um pouco e recostando-se a cadeira. Então inclinou a cabeça levemente para o lado, como se fosse um convite, e continuou observando-a de forma séria, carregada de mau humor e algo a mais, mas era como se estivesse apenas esperando que ela viesse até ele.  

    Natalie Ursa
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Natalie Ursa em Dom Dez 03, 2017 9:06 pm

    Estava demorando.

    O pessoal da sala andava muito… Quieto. Uma hora os xingamentos de graça iria começar.

    Mas na verdade MiSoo já tinha aprendido a se controlar quando a criticavam e a ameaçavam apenas pelo puro prazer de fazer bullying. Tinha experiência com isso, embora não ficasse totalmente indiferente ao diziam, mas podia se controlar bem, só perdia essa pose quando seus amigos eram atingidos.

    O mais importante era:

    -"Não dar mais corda para essas pessoas. Não podiam continuar para sempre se não obtinham o gostinho de se sentirem superiores a tudo e todos."

    MiSoo sentou-se em sua cadeira, fechou os olhos e respirou fundo, por um instante apenas ouvindo aquele somente de palavras sem sentido. Mas MiSoo também não era lá muito boa em ficar quieta quando alguém resolvia ser maldoso.

    Por que exatamente tinha que esconder alguma coisa mesmo?

    Talvez apenas para evitar comentários maldosos e sem razão nenhuma… Sinceramente não aguentava mais ficar quieta e comedir palavras. Seu humor nesse dia não andava dos melhores para fazer escolhas idiotas. Falava como quisesse e onde quisesse com as pessoas que realmente importavam e se os outros se sentissem ameaçados com isso… Deviam se esforçar mais para terem o que queriam em vez de rebaixar os outros para se sentirem melhor.

    Ouviu o primeiro comentário de Eun-Na, mas não fez nad. Apenas torceu os lábios, mas não se virou para ela.

    - “Um dia ela cala a boca.”

    Primeiro reclamavam que MiSoo estava acima do peso, agora iam reclamar que não estava mais??

    Mas a segunda frase….

    Não era mais ela -diretamente - que Eun-Na estava atacando… Não, espera… Ainda estavam tentando atacar MiSoo…

    A garota começou a pensar, sob a pressão do comentário que saia da boca de Eun-Na, em como deveria revidar. Não tinha sido operada, como aquela ali insinuava, mas corrigir essa parte não melhoraria nada, embora manter-se em silêncio provavelmente faria o mesmo.

    Estava naquele quase-transe. Ponderando se deveria ou não abrir mais a boca em meio à todas as pessoas que se faziam presentes na sala, quando ouviu BoMi se manifestar e ergueu a cabeça, como se acordando do transe. Olhou na direção da amiga com um olhar bastante preocupado. Ela não devia ter se exposto. MiSoo achava que só ela deveria carregar o peso daquelas palavras e o peso do que os outros ACHAVAM que ela tinha feito de errado.

    - Não, BoMi… - resmungou entre os dentes, começando a ficar nervosa.

    No mesmo instante de ergueu da cadeira. Sabia que a próxima vítima seria a Bomi, por ter falado algo.

    E então Mi-Ran a ameaçou e daqui em diante a tenista sabia que não poderia deixar impune.

    Gyu-Sik tinha se metido também começou a se meter. Não podia deixar que eles se colocassem nisso no lugar de MiSoo.

    - Chega disso. Garota metida. - se dirigiu à Mi-Ran com um sorriso quase que imperceptivelmente superficial nos lábios - Por que você não sabe do que está falando.

    E se virou para Eun-Na, ignorando completamente o resto da platéia de sanguessugas.

    - Eu deveria chorar porque alguém se sentiu tão inferior a ponto de ter que atacar outras pessoas para se sentir melhor? - e ficou um pouco mais séria - Vocês podem até ficar falando a mentira que quiserem sobre mim, mas não se atreva a atacar eles. Não meta nenhum dos três nisso. Fale o que você acha que precisa falar comigo. - deu ênfase a última palavra enquanto a encarava tentando não alterar muito a expressão facial.

    Os “ensinamentos” de sua irmã mais velhas TINHAM que servir para algo. Mesmo que apenas para não desabar em frente de todo mundo!

    MiSoo estava pensando no que poderia dizer a seguir, em como se manteria firme diante de todo o pessoal que olhava em sua direção, quando Jung Mi bateu na carteira e vociferou o chega. A garota caiu sentada na cadeira com o susto e arregalou os olhos, por um instante achando que aquilo tinha sido para ela. Logo percebeu que não era para ela e respirou fundo, um pouco mais aliviada. Com certeza não teria conseguido se manter firme como tentou fazer ali, se a bronca viesse de um amigo e naquele tom.

    … Mas tinha afetado gente demais com algo que era só uma brincadeira sem importância nenhuma.

    Ouviu o comentário sobre o infeliz comentário sobre o baile, sempre tentando ignorar totalmente quando Eun-Na falava sobre “ele estar gostando da gordinha”. Era simplesmente o comentário mais absurdo que saia da boca dela, junto com a ideia estúpida de irem juntos ao baile. Não esperava ir com mais ninguém do que as amigas nesse tal baile, aliás, nem pensava nele ou se lembrava em que época seria. O que MiSoo iria fazer num baile?? Se encher do que quer que servissem de comida lá?

    Era melhor nem pensar nisso… Mas os comentários da despeitada incomodavam mais e mais a tenista. Ela tinha até chegado ao ponto de envolver alguém que não tinha absolutamente nada a ver com a situação!


    - Já falei. Pare de importunar as outras pessoas se você tem um problema comigo! Nem eles - levantou-se e apontou para Jung Mi, BoMi e Gyu-Sik - Nem o Ketchup… - percebeu que tinha o chamado do mesmo jeito que fez naquele comentário sobre o garoto no dia seguinte e tentou disfarçar o mais rápido que conseguiu - Quer dizer, pare de incomodar seus colegas, por favor! - dessa vez aumentou um pouco o tom da voz, já incomodada e não querendo que mais ninguém fosse incluído nessa confusão por sua causa.

    Mas o comentário do"ketchup",mesmo que nem fosse para ela, com certeza a fez perder as palavras. Esse aí não precisava ser defendido…

    Mas também era um comentário horrível! Arregalou os olhos na direção do garoto por alguns instantes, mas logo desistiu de olhar naquela direção, pois tinha algo que a incomodava ainda mais do que o tom da resposta dele. Como podiam pensar que estavam namorando? Não fazia sentido! Afinal, era era só a “ex-gordinha” da sala.

    Com aquele comentário do ruivo MiSoo sentou-se na cadeira meio encolhida, sem olhar mais para trás ou dizer algo. O peso do que tinha causado começava a aumentar em seus ombros.

    Não queria ter estragado o dia de ninguém por sua causa.

    MiSoo apenas segurou forte a mão de BoMi sem dizer nada. Queria que ela se sentasse em seu lugar, mas não estava lá muito em condições de vociferar seu desejo. Preferia voltar suas forças em se acalmar… Agora devia desculpas à sua amiga e MAIS desculpas a Jung Mi… Poderia até se desculpar com Gyu-Sik também, entretanto ele ainda devia pelo menos umas desculpas pelo que disse no dia anterior antes de poder entrar nessa lista também.

    Ela só conseguia se perguntar por que as pessoas de lá eram tão nocivas? Por que parte de seus colegas, sua irmã e sua mãe só conseguiam pensar em querer se dar bem às custas dos outros, sendo maltratando os que achavam inferiores ou vangloriando os que acreditavam que lhe trariam algum benefício?
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Gakky em Dom Dez 03, 2017 9:10 pm

    Jae-ki sentia seu coração queimar de raiva, estava realmente explodindo, tinha chegado no seu limite. Já era normal que ficasse facilmente furioso quando era rejeitado, desprezado, mas pela garota que sentia sentimentos que nunca havia sentido por ninguém antes, estava sendo realmente forte. Sua raiva transbordava em várias palavras de ódio, que seus dois amigos escutavam. Já não pensava racionalmente quando estava assim.

    Música:

    Mas quando aquela garota caiu, o susto e o instinto de segurá-la aplacou sua ira por alguns instantes. Perguntaria a menina se ela conseguia andar, proteção era algo natural em seus impulsos. Infelizmente seus atos de fúria acabavam fazendo com que a maioria das pessoas não enxergassem isso. Seu descontrole contribuía para que a maioria só visse nele um garoto violento e de péssimos hábitos. Quando olhou nos olhos dessa menina para saber se poderia soltá-la, sentiu algo diferente neles... Jae-ki sentiu como se olhasse em um espelho e isso o surpreendeu por alguns segundos. Estava confuso, como poderia ser possível sentir que compartilhava alguma coisa com uma patricinha dessa escola? Isso de alguma forma mexeu com ele, tanto que sua crise de raiva havia baixado quase instantaneamente para um nível menos destrutivo, como se tivesse levado um tipo de susto.

    Quando começou a perguntar se ela podia andar, uma garota de repente apareceu gritando e agarrando o seu braço. Jae-ki virou o rosto na direção dessa maluca com um olhar nada amigável. Se ele não estivesse acostumado a ter equilíbrio ou firmeza, essa doida podia até ter desequilibrado eles da escada. Seriam todos idiotas nessa escola? Se perguntava Jae-ki, já começava a ficar aborrecido de novo. Mais uma vez estava tentando ajudar e recebia uma agressão verbal por isso. Mas antes que despejasse sua raiva sobre Hyemin, a menina que ele ainda segurava a respondeu.

    Notou que Kang ficou do seu lado e isso fez Jae-ki se sentir um pouco melhor e o lembrar que embora estivesse em um ambiente totalmente hostil, ainda tinha amigos. Won Bin também estava ao seu lado e agora que já não estava cego de raiva, Jae não ignorava isso. Mais uma garota chegava até eles, porém o que despertou a atenção de Jae-ki foi a resposta de Yerin. Jae-ki a ajudaria até ver que ela poderia fica em pé sozinha, não correria o risco de soltá-la rápido e ela despencar. Embora já esperava que esta seria outra louca que recusaria sua ajuda, como se ele fosse um tipo de lixo, mas foi diferente. A garota falou a verdade para amiga histérica, a verdade, não gritou como uma mimada que não precisava de um bolsista, como ele achou que ela faria. Para a sorte de Hyemin, isso abaixou a raiva que ela tinha causado ao puxar o braço dele. Embora não dava para dizer que Jae-ki tinha voltado ao seu estado normal, ainda estava muito furioso, mas uma raiva mais contida agora.

    Jae-ki olhou para garota que caiu, ela parecia que seguiria para sala sem problemas. Ele também queria seguir para sala, mas ele nunca esquecia nada, por isso era tão bom nos estudos e em guardar mágoa. Não deixaria as palavras de Hyemin passarem como se não fossem nada e jamais as esqueceria. Ainda mais agora que guardava tanta raiva de Wanjo. Antes de seguir para sala, colocou o corpo na frente de Hye a olhando por cima com uma posturava ameaçadora. Levantou o queixo para cima com o semblante amarrado e perguntou:


    - Por que "não encostar nela"? Queria que eu deixasse sua amiga cair? Humm? Ou o que? Acha que sou algum tipo de doente contagioso? Que sou um lixo? - Jae-ki soltou um Aishhiii quase como um suspiro e completou sem dar espaço para resposta - Garota, não sou o tipo que você pode pisar, cuidado.

    Jae-ki não esperava por uma resposta, só queria deixar claro sua posição. Olhou para os amigos e fez um movimento com a cabeça para indicar que iria subir para sala. Enquanto dava os primeiros passos para subir, lançou um olhar invocado para trás em direção a Hyemin e suas amigas:


    Quando saiu dos degraus, olhou para Kang e Won, após um suspiro disse:

    - Eu disse muitas coisas... Eu odeio todos daqui, mas não vocês dois. São meus amigos. Vou pegar lugares bons.

    O semblante de Jae-ki ainda não estava tranquilo, sentia-se se pesado e incomodado por guardar tanto ódio. Mas ainda havia aquela luz que o fazia poder respirar, os seus amigos. Também estava intrigado com aquela patricinha que caiu, mas não era algo que merecia sua atenção agora. Quando ele entrou na sala, sentiu que havia uma tensão ali. Ouviu o garoto que sentava ao seu lado soltar um comentário para uma das garotas, sentia que havia uma malícia nessas palavras, mas não era da sua conta. Também percebeu que MiSoo estava ali com sua amiga, mas Eun-bi ainda não havia chegado. Vê-las fazia a raiva agitar no seu peito, por isso virou a cara para a direção oposta a elas e colocou sua mochila no lugar ao lado de Hyun, porque o considerava um bom local e também não tinha motivo para não sentar ao lado dele.

    Jae-ki colocou a bolsa térmica em cima da mesa que seria a de Kang, para guardar o lugar, e na mesa ao lado, a mochila de Won Bin. Logo a abriu pegando os cadernos, apostilas e lápis. Queria deixar tudo arrumado para o seu amigo machucado, mesmo que talvez fosse invasão de privacidade. Vai dizer para Won:

    - Com que mão você escreve? Eu posso copiar a matéria para você.

    Em seguida vai sentar na sua mesa, como sempre de pernas abertas e bem largado, vai pegar seu caderno e começar a rabiscar algo. Se Won e Kang falarem com ele, vai responder e prestar atenção. Se Eun-bi entrar na sala, ele vai lançar um olhar para ela, embora ainda se sentisse muito otário por isso, queria checar se a idiota tinha chegado inteira na sala. Depois vai desviar os olhos para não perder o controle de novo.
    isaac-sky
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por isaac-sky em Dom Dez 03, 2017 10:21 pm

    De todas as chances, de todas as probabilidades, aquilo acontecia ali e agora. E Jae-ki, o pavio mais curto da Wangjo estava no epicentro daquela situação.

    HyeMin escreveu:- NÃO ENCOSTA NELA!!! - arfou nervosa, com o rosto todo vermelho, morrendo de medo de apanhar do delinquente, mas não podia deixar sua amiga sofrendo. - RIN, o que aconteceu? Mwo... Você está bem??? Eles fizeram alguma coisa?

    A garota, Won reconhecia...

    "A patricinha do vídeo!"

    E pelo visto estava preocupada com a amiga que Jae segurava.

    Won fez menção de responder que não era o caso, Jae tinha acabado de salvar ela, mas Kang já dizia que a intenção ali foi de salvar ela.
    Yerin concordava, já consciente o suficiente para responder um agradecimento a Jae-ki.

    "A garota de gelo com algum desmaio e sendo salva pelo badboy em ascenção da sala. Ela não parece tão do mal agora..."

    Um sentimento ruim tomava conta de Won. Não podia deixar de se sentir inútil: sua natureza de se jogar e ajudar as pessoas era inibida pela sua condição de braço machucado. Seria sempre assim agora? Não poderia ajudar ninguém por si mesmo?

    Afastou esses pensamentos rapidamente.

    "Jae-ki não faz ideia de quem ele acabou de salvar..." um pouco de seu instinto de investigação retornara por um instante. O favor, quem sabe até a amizade, da rainha do gelo poderia ter muitos resultados.

    Jae já reagia com sua forma explosiva para HyeMin. Won percebia como isso era o padrão na verdade.

    Jae-ki escreveu:- Por que "não encostar nela"? Queria que eu deixasse sua amiga cair? Humm? Ou o que? Acha que sou algum tipo de doente contagioso? Que sou um lixo? - Jae-ki soltou um Aishhiii quase como um suspiro e completou sem dar espaço para resposta - Garota, não sou o tipo que você pisar, cuidado.

    "Você precisa aprender a segurar a fúria de vez em quando Jae"

    -Ela só estava preocupada com a amiga, Jae. Está tudo bem, vamos pra sala - não ia deixar o amigo começar outra discussão com outra garota. Desse jeito ele ia acabar tendo um ranço com toda a sala, uma garota por vez.

    Won nota um detalhe.

    -Err, o seu celular. Acho que ele acabou caindo pela escada - olhou para o caminho que ele fez, tentando verificar onde estava. Caso fosse possível e estivesse próximo ele iria até lá e pegaria o aparelho e o devolveria a Yerin.

    Sorriu de forma educada para as três garotas e subiu junto de Jae-ki e Kang.

    ...

    Jae-ki escreveu:- Eu disse muitas coisas... Eu odeio todos daqui, mas não vocês dois. São meus amigos. Vou pegar lugares bons.

    Won apenas assente positivamente com a cabeça. Deixou que ele fosse na frente ir atrás de lugares.

    Suspirou rapidamente, Kang perceberia no olhar do amigo a frustração e...cansaço.

    -Vamos Kang, direto pro ringue - entrou na sala.

    Um clima pesado no ar da sala. Uma discussão? Ou seria o normal daquela sala aquele sentimento de que há uma guerra fria e o combate começaria a qualquer momento?

    "Eu tento mas não consigo deixar de pensar como se fosse um filme"

    Até Bo-Mi e Misoo pareciam tensas, aquilo era preocupante.

    Ouviu a última frase de Hyun. Algo envolvendo seu irmão.

    Parecia ser uma situação ruim mas Won quase agradecia se isso evitasse que percebessem seu braço engessado.

    Jae-ki tomava a dianteira e escolheu os lugares, já arrumando suas coisas numa carteira.
    "Proativo mas meio enxerido Jae"

    -Eu uso a direita - podia usar a esquerda também, era ambidestro, mas costumava escrever com a direita mesmo.

    Ficaria calado, observando a sala e prestando atenção no desenrolar daquela discussão, principalmente se suas amigas estariam no meio dela.

    Ailish
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Ailish em Seg Dez 04, 2017 12:00 am

    A conversa sobre jogos continuava acalorada e Sunny, perdida nos pensamentos, não percebeu a chateação de Stella diante da maneira que os meninos a excluíam e até menosprezavam suas habilidades. Apesar de estarem em grupo, existiam duas redomas, e uma abrigava exclusivamente a bolsista. Entre os batentes, Sun-Hee ficou escondidinha, quase encolhendo-se dentro de si mesma, na inútil tentativa de apenas desaparecer dali. Mas não correria o risco de se afastar e perder o horário da aula. Só que não precisava mais prestar atenção na conversa e acabar magoada com o que poderia escutar, ainda mais de Jung Mi. Ignorá-los era a melhor opção. No entanto, difícil obrigar a mente a praticar algo que as vontades não permitiam. Talvez, se fosse ao banheiro... Lavar o rosto, enrolar um pouco... Dava tempo?

    De repente, o toque no ombro a trouxe de volta e assim encontrou o olhar preocupado de Stella. Antes que as duas pudessem dizer qualquer coisa, vozes exaltadas começavam a se espalhar no interior da sala de aula. Eun percebeu algo e já puxava Sunny para longe da porta, mas a menina simplesmente criou raízes no lugar e virou rosto para encarar o que acontecia... – Eun... O que será que...

    Mas calou-se por conta das palavras cruéis que eram disparadas na direção da amiga de Jung Mi. E por mais que o termo “namorada” a afetasse absurdamente, o tom maldoso de Eun-Na ecoou na cabeça de Sunny, fazendo o sangue aquecer. Ela não conseguia não se estressar com pessoas desse tipo, tão estúpidas, que precisavam diminuir as outras para sentirem-se menos infelizes com a própria existência medíocre. Podia estar sentindo ciúmes de MiSoo – e nem sequer reconhecia o sentimento – mas compadecia-se da situação dela. Ninguém merecia ser humilhado!

    A amiga logo reagia e a protegia das maldades e, subitamente, uma avalanche de bate-bocas se iniciava.

    Que era interrompida pela brusca atitude de Jung.

    Sunny arregalou os olhos.

    Não se lembrava de já tê-lo visto tão zangado.

    Devido a confusão, acabou desencostando-se e praticamente pairava no meio da porta, junto de Stella. Encarava os ocorridos, ainda chocada, e a expressão mantinha-se contraída de desgosto com as ofensas. A língua coçava...

    Então, curiosamente, Eun-Na cobrava uma posição do irmão de Jung Mi, o amigo-não-amigo de Chae. De forma automática, o olhar caiu em Hyun e ele parecia demorar a falar de propósito. A resposta atravessada e carregada de deboche pegou Sunny de surpresa, mas aquele menino já mostrou ser uma verdadeira incógnita. Por fim, era a vez de MiSoo, a principal atingida. Além de se defender, protegia os companheiros, o que era muito nobre. E, fora de momento, Sunny imaginou que tratava-se de uma das qualidades que Jung Mi deveria admirar nela. A menina também demonstrou grande simpatia e tinha um jeitinho extrovertido e cativante. Sun-Hee engoliu em seco.

    Olhou para Stella e notou o quão incomodada ela parecia agora.

    Queria falar alguma coisa e deixá-la melhor... mas lhe faltava voz.

    Por isso, se limitou em apertar seu braço delicadamente, mostrando que como ela estava ali pela novata, Sunny corresponderia do mesmo modo. E prosseguiu naquela silenciosa tortura, na espera do desfecho, torcendo para que Eun-Na e suas amigas se engasgassem com o veneno que não cansavam de cuspir.  


    GodHades
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por GodHades em Seg Dez 04, 2017 2:47 am

    Ainda bem que Stella não levaria a outros níveis ja que ele tocou meio que sem querer, imagine, dar margens a coisas fantasiosas? - Já estou devendo muita coisa, é melhor começar a quitar minhas dividas, logo. - Disse numa honesta preocupação -
    - E se eu não acertar, ao menos ganho pontos por tentar?



    Depois, Dong havia se engasgado, por sorte recebeu alguns tapinhas de Ui-jin até o ponto de se recuperar, respirando mais calmamente.

    Stella contudo tinha razão. Tanto ela quanto Min-Ho na verdade. O antro de jogos online sempre foi e sempre será machista.

    A propria Coreia do Sul é o apicentro do machismo, era algo cultural. Homens podem, homens ganham mais, as mulheres devem ser sempre bonitas, para os homens.

    Ela ainda diz que estava num dos ranks mais altos daquele famoso jogo, e nem Dong ou qualquer outro jogador teria ouvido falar de um time de jogadoras nesse nível no competitivo.

    Pois se existisse, a pessoa já seria famosa a essa altura, pelo menos como streamer. Mesmo assim, ele não duvidaria das palavras dela.

    - Stella deve ser uma das melhores jogadoras da nossa região. Imagine a cara do pessoal quando eles virem o brasão, junto da skin de campeonato.

    Defendeu, um pouco tarde demais, pois o bico já havia parecido. Duas vezes fez isso, e das duas vezes a garota se aborreceu. Pelo menos as que contou.

    Não estava conseguindo sicronizar seu feeling com o dela.

    Só pode observar se afastar, chegando até Sunny que parecia meio deslocada dessa conversa, que modestia a parte, nem estava acalorada ou tão técnica assim, foi só uma proza de duas ou tres frases e uma pergunta.

    Para o virginiano, em sua mente reflexiva, Stella já tinha lugar garantido em qualquer atividade que ele viesse a fazer, especialmente com relação aos jogos.

    Mas parece, que a mesma queria que isso fosse devidamente expressado. Dong teve a impressão de estar sendo omisso com algo, como se alguma coisa lhe escapasse dentre os dedos magros que tem.

    O amargo do café se mistura a um amargo diferente em sua boca que não soube descrever com clareza...

    "Garotas gamers são confiantes, no geral."


    Uma challenger ter desafiado Min-Ho para um X1 e lhe dado uma sonora surra de vara de goiabeira.

    "Stella-shi não se mostra cheia de si, acho que ela precisa de um empurrãozinho..." Como no dia em sua casa que, por pouco não participou das jogatinas.

    - A ultima coisa que desejamos é que fique ofendida, senhorita Sunny! - Ajeitou a armação preta do óculos um pouco mais no rosto, com a mão livre. Ao finalizar seu café, deixou o copinho numa lixeira azul próxima da parede onde ficou parado todo aquele tempo, conversando. Juntou as mãos como numa reza e direcionou isso para Jun, num gesto de gratidão.

    Os rapazes marcaram para Domingo, qualquer atividade que envolvesse gameplay. Ao menos Kim gostava de Call of Duty e não de Battlefield, que tinha uma comunidade bem toxica, semelhante a do League e Dota.

    Havia um certo barraco rolando ali, o climão se estendia pelo corredor, o Round 1 foi la fora mas o Round 2 estava lá dentro da sala. Dong olhou para Jin e Ho, chegando até a porta a passos lentos e despreocupados, mexendo na gola do seu uniforme bem limpo e alinhado. Sua sonolência havia passado graças a aquela larga dose de café duplo, some isso com as palavras vis que escutava logo cedo e não havia cabeça que não estaria em alerta. Alerta e latejando já. Ao se sentar no seu lugar, pegou uma caneta, de cor preta. Refletindo sobre as coisas que ouviu, uma palavra veio a sua mente.

    "Medíocres." Sua mão direita, a que usava a caneta, escreveu isso numa folha de papel que continha a matéria da aula passada de matemática. Sem perceber ele escreveu, como se o subconsciente agisse. Sua vontade era de falar bem alto essa palavra mas acabou apenas escrevendo na sua folha.

    Do lado, completou com "Projeto - Medíocres?" e sentiu que isso em francês soaria melhor, talvez mais parte perguntasse a Stella como ficaria na linguagem. Dong esperava ter mais tempo para investigar esse assunto, e ele sabe que as pessoas da sua sala seriam ótimas fontes iniciar sua ideia, as informações voavam entre as trocas de farpas, e Kyung precisava entender um pouquinho melhor esses alunos antes de investir em algo que pode ser, perigoso e afrontoso...
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Luxi em Seg Dez 04, 2017 7:57 am

    Hyemin queria parecer ameaçadora, mas nervosa só parecia um filhote bravo, com os lábios torcidos e as bochechas infladas. Tinha dificuldade em olhá-lo diretamente e o soltou de imediato, observando-o crescer diante de si com aquela postura ameaçadora e desviou o rosto, assustada e sem conseguir realmente prestar atenção em sua justificativa.

    - A-a….n-não….eu… e-e-eu s-só….  

    Tinha tentado comprar uma briga, mas o que poderia fazer se aquele louco resolvesse bater nela? Seu coração acelerou muito, apavorada. Nunca tinha lidado com bolsistas antes, mas queria proteger sua amiga! Mas ele parecia muito forte e assustador…. Mas ela queria proteger Yerin!  Algo em seu discurso, no entanto, era curioso: deixá-la cair?
    O outro membro da gangue, que tinha até o braço imobilizado, tentava contornar a situação, e ela concordou com afinco três vezes com a cabeça, como se implorasse para que o líder-marginal acreditasse nas palavras do amigo e não resolvesse bater nela.  




    - É… é… foi isso…! -  deu um sorrisinho sem graça, mas logo levou um segundo susto com a amiga quase caindo de novo. - Rin!!! - chamou preocupada e fez o contorno em volta de Jaeki, aproximando-se da amiga.

    Novamente lançou um olhar confuso  para os garotos, mas era Kang quem falava agora, relaxando sua expressão novamente.

    - Ah...foi? - seus lábios formaram um “o” curioso e surpreso. Como assim Yerin tinha sido salva pelos marginais? Piscou várias vezes, olhando de baixo para Jaeki e seu olho roxo assustador.  Então eles falavam mesmo a verdade.

    Era muito difícil de visualizar aquela cena, Hyemin mal podia acreditar. Ficou olhando embasbacada para aqueles meninos enquanto Yerin os agradecia formalmente. Sentiu um pouco vergonha de tê-los acusado daquele jeito, sendo que deveria agradecê-los, especialmente quando a amiga estava fazendo isso, mas tinha muito medo de falar alguma coisa para aquele garoto invocado e achava que o mal entendido era muito justificado! Era culpa deles se tinham cara de marginais.  Won novamente tentava ser educado. Será que era a mente estrategista do grupo? Nos doramas, sempre tinha um que era o mais explosivo e o outro mais quieto, que fazia as estratégias! Talvez ele fosse a mente pensante da gangue… mas e aquele gesso, hein? Talvez ele fosse só o braço direito do chefe.

    Perdida em pensamentos, olhou com desconfiança, perguntando-se por que ele estava fazendo graça com o celular de Yerin, mas de repente ele fez menção de ir procurar de verdade. Achava que Hayoung já poderia tê-lo pego, mas a intenção dele de fazê-lo a deixou surpresa. O que estava acontecendo!? Será que queriam roubar o celular dela? Não era para serem marginais mal encarados que cospem no chão? Estava muito confusa.


    - ...er… Komawoyo… (Obrigada) - falou baixinho, ainda meio sem jeito e surpresa com toda a situação.

    Os três eram completamente diferentes do que ela imaginava. Como deveria agir com eles? Achava que sabia minutos atrás. Ficou parada na escada, pensando sozinha, com um biquinho. Logo começava a imaginar bonequinhos de Jaeki, Won e Kang vestidos com roupas de marginais, com tacos de baseball e outras armas na mão e expressões raivosas. Então Won falava daquele jeito gentil e flores surgiam em volta de seu gesso, desfazendo sua roupinha de gangster. Do outro lado, Kang a chamava de senhorita, então perdida o ferro da mão, substituído por um de passar roupa. E depois Jaeki, no centro, latindo loucamente tinha uma bonequinha pequena de Yerin caindo em seu colo e ele a salvava, ganhando uma coroa de príncipe.

    Waaaaa.

    Isso daria um dorama tão legaaa---

    De repente, Jaeki, que subia as escadas, olhou para trás, e a menina fez uma careta, encolhendo os ombros fazendo um biquinho e estourando o balãozinho de pensamentos. Que assustadooooor. Engoliu em seco, mas balançou a cabeça.

    - K-... KOMAWOYO! - gritou para as costas dos meninos, fazendo duas reverências breves.

    Quando eles já tinham sumido de vista, levou a mão ao peito.

    - Aigooooo… Eu achei que fosse morrer. Vocês viram o olho dele? Parece que brigou com um rinoceronte. Waaa… - choramingou, encostando-se no corrimão. Suspirou pesadamente, então lembrou-se de por que tinha começado isso. -  AH! Rin. Você está bem? Por favor, vamos na enfermaria, você precisa se cuidar. Está com a pressão baixa? - tocou o braço dela, muito preocupada, mas diante da recusa, só fez um biquinho chateado.   - Tá bem…. Mas se você cair de novo, eu vou chamar a ambulância atrás de você e ninguém vai me impedir..
    Ofereceu o braço para a amiga e então subiram as escadas rumo a aula. Quando chegaram perto da porta, teve a infelicidade de encontrar Sunny  e seu namoradinho. Suspirou. Que dia irritante. Jamais pediria desculpas para aquela garota ou seja lá o que o namorado dela queria que ela fizesse. Não era mais da conta dela. Agora os dois podiam cair mortos que não era mais problema dela.

    Passou pelos nerds neutros, sem cumprimentá-los porque o outro lá estava muito próximo, porém fez questão de dar um tchauzinho simpático para Uijin. Gostava de ter fãs na escola. Então adentrou a sala de aula, que estava em um clima horroroso que a menina nem entendeu direito. Todos pareciam ouriçados, especialmente suas amigas ali no fundo.

    - Bom dia~~ - anunciou alegremente para geral na sala, como se nada estivesse acontecendo. -  Ah, vocês guardaram meu lugar, muito obrigada, meninas. - arrumou suas coisas na carteira e virou para elas. - Aconteceu alguma coisa? - começou a olhar confusa entre os rostos nervosos.


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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Persephone em Seg Dez 04, 2017 7:26 pm

    [SALA DE AULA]
    (Todos)

    Completamente indiferente ao público que aumentava, Eun-Na continuava encarando fixamente Hyun-Hee num indireto desafio - afinal, ele estava de fato passando por uma provação naquele momento. Sua resposta atraiu a atenção de Ji-Ran - representante de Taemin - e de Jung, principalmente, mas os outros que tinham acompanhado tudo desde o início, como MiSoo e Sunny, também carregavam certa expectativa. Dong tinha acompanhado parte da briga, mas preferia não dar ibope aquilo, por achar de uma mediocridade sem tamanho.

    Isso, inclusive, foi uma ideia que ele escreveu no canto do caderno.

    A resposta dele foi surpreendente. Não apenas pelo conteúdo, mas também pela forma. Eun-Na foi arqueando uma das sobrancelhas e apoiando ainda melhor a mão no encosto da cadeira. Estava sem modo algum, visto que seus joelhos estavam sobre o assento e ela se apoiava um pouco no encosto da mesma. A resposta dele foi ouvida por Won e Jae-Ki, mas não pro Hyemin, que chegou depois.

    Eun-Na não deixou por menos e logo disparou.

    - Pode mesmo? Só se você não tacar uma garrafa em mim depois. Se prometer isso, é só me dizer quando e onde, Oppa…

    - Nana… - Até mesmo Yewon falou baixinho.

    Eun-Na fez um gesto para que ela se calasse. Mas as trocas acabariam por ali, pois Jae-Ki já chegava ocupando o lugar que Hyun tinha oferecido. Como estava alheio à situação, ele simplesmente pegou o lugar e foi separando outros dois para seu grupo. Eun-Na encarou Jae-Ki com uma das sobrancelhas arqueadas, mas logo olhou para Hyun e deu uma risadinha.

    - Fomos interrompidos… - Mais uma risadinha afetada.

    Virou-se em seu cadeira e, finalmente, viu que outras pessoas a encaravam. Não se importou com nada disso. Quem eram aquelas pessoas, além de vítimas em potencial? Todos uns medrosos.

    Jung-Mi também ficou meio incrédulo com aquele comentário do irmão. Soltou um “tsc” e meneou negativamente, sentando-se de novo. Dessa vez, também ficou sem uma postura correta. Não esperava ter que passar por isso logo nas primeiras horas da manhã.

    Será que era pedir demais por uma aula normal!?

    Olhou para as costas de MiSoo, vendo a divisória perfeita de seu cabelo para o penteado que parecia difícil. Pensou que, talvez, ela estivesse animada para o dia ainda mais para ter se dedicado tanto assim - Jung era bastante observador. Apesar de suas palavras fortes, qualquer um ali perceberia que a menina estava se segurando - e muito - para não fraquejar. Bo-Mi estava ao lado dela, pronta para voltar a discutir, caso necessário. Jung-Mi tinha percebido que Eun-Na estava pronta para revidar às palavras defensivas dela, por isso mandou que parassem com aquela besteira.

    Pegou o celular e começou a escrever.

    Bo-Mi bufou, irritada, mas sentiu naquele toque em sua mão um silencioso pedido de ajuda. Olhou para MiSoo e entrelaçou os dedos ao dela, passando forças antes de se sentar. Continuaram de mãos dadas - com as mãozinhas penduradas no corredor.

    Jae-Ki, Won-Bin e Kang estavam passando pelo corredor central, indo na direção do fundão. Bo-Mi os encarou num misto de irritação - não com eles - mas tristeza também. As coisas podiam ter sido bem piores, se eles estivessem ali. Won-Bin já estava machucado e, provavelmente, acabaria se machucando ainda mais por tentar defende-las. Isso na cabeça da garota. Fora Jae-Ki que também era bem estourado e podia acabar entrando por conta do amigo. Acompanhou o trio com o olhar, mas logo voltou sua atenção para MiSoo. A resposta de Hyun-Hee a tinha deixado envergonhada e ela preferiu não saber mais no que aquilo daria.

    A voz de Eun-Na a enojava.

    Como era canhota, Bo-Mi conseguiu facilmente pegar suas coisas. Tirou o fichário da mochila e abriu na página de adesivos. Tinha um adesivo bem fofinho de um ursinho fazendo com corações na cabeça. Ela tirou o adesivo e se esticou, colando bem bonitinha no caderno dela. Estava próximo à data. Era uma forma de tentar animá-la e mostrar que o dia não tinha acabado por conta daquilo - não podia acabar, na verdade!

    E, caso MiSoo olhasse para ela, Bo-Mi faria um coração com o polegar e o indicador da mão esquerda, sem soltar sua mão.

    Nesse meio tempo, o celular de MiSoo vibrou. Era uma mensagem de Jung-Mi. Como ele não queria piorar ainda mais o dia dela, ele evitou se levantar e tocá-la, mesmo que fosse no ombro, para dizer que estava tudo bem. Ao invés disso, ele mandou uma foto do bonsai e disse.

    “Não é uma foto repetida, eu juro. Tirei hoje cedo. O bonsai segue vivo e bem.
    E sim, só pelo presente, eu posso roubar o lugar sim. Se for para deixar você e suas amigas mais distante dessa gente, melhor ainda.
    Tenha uma boa aula.”


    Depois que ele enviou a mensagem para MiSoo, Jung suspirou um pouco cansado e olhou para a frente. Fosse uma ironia ou não do destino, Sunny estava na frente de MiSoo e, qualquer movimento que a garota fizesse, possibilitava uma visão das costas de Sunny. Foi impossível não levar a mão até a têmpora, massageando a região com alguma cautela.

    Será que ela tinha escutado o comentário de MiSoo também?

    Tinha achado o mesmo que os outros?

    Estaria irritada como ele estava com ela?

    Por que se importar com isso, afinal? Tanto faz!

    Abriu a apostila de biologia de modo um pouco brusco e ficou esperando pelo professor. O sinal já tinha batido, no meio de toda aquela confusão. E isso significava que ele entraria na sala a qualquer momento. Antes, contudo, outras pessoas também chegariam.

    Stella tinha ficado um pouco mais tensa por conta daquela confusão. Como Sunny tinha criado raízes ali, ela acabou ouvindo toda a história e a voz de Eun-Na gerava uma série de lembranças ruins na jovem. Sua manhã, pouco a pouco ruía, visto que do lado de fora, os “amigos” não levavam fé em suas habilidades gamers por ser uma menina e, do lado de dentro, via uma pessoa super legal como MiSoo ouvindo aquele tipo de coisa e ela nem ao menos conseguia se mexer.

    Seus olhos ficaram um pouco mais marejados e a ponta do nariz vermelha. Mordeu o lábio internamente e nem percebeu quando as coisas começaram a rumar para o fim. Alguns meninos passaram por ela - Jae-Ki, Won e Kang - mas ela olhava para baixo, com uma expressão apática enquanto segurava o braço de Sunny.

    Talvez um pouco tarde, a bolsista tenha percebido que tinha algo errado. E, mais tarde ainda, Dong também percebeu. Eles realmente não estavam tão sincronizados quanto gostariam.

    A jovem ergueu a cabeça, mas antes que pudesse caminhar na direção de sua cadeira, Hyemin e Yerin entraram na sala. Hayoung também estava com elas, mas, como sempre, um pouco mais atrás.

    Esperou que elas passassem e seguiu até seu canto, passando por Dong que escrevia alguma coisa - seu sedentarismo tinha falado mais alto e ele sentou antes dos outros. Mas justiça fosse feita, somente Sunny, Stella, Kim e Min-Ho ainda estavam de pé ali fora ou na porta. Ui-Jin já tinha feito seus movimentos ninjas e estava sentado também. Ao chegar até sua mesa, a garota ajeitou o blazer e sentou-se mais encolhida, fingindo interesse por qualquer coisa ali.

    Sunny veria Hyemin e Yerin passando diante dela, mas havia algo diferente ali. Aparentemente, o climão estava concentrado nos fundos, pois nenhuma das duas algozes pareciam interessadas ou preocupadas em serem grossas com ela. Inclusive, Yerin parecia um pouco mais abatida e andava se apoiando em Hyemin mais do que seria considerado “normal”. Não era como se as amigas estivessem de braços dados, vez ou outra, Yerin realmente apoiava mais em Hyemin para não cair ou tropeçar.

    Kim entrou na sala quando a conversa do lado de fora chegou ao fim. Tocou no ombro de Sunny por um breve segundo e indicou a cadeira.

    - Vamos?

    Estava sério. Apesar de não ter escutado toda a história desde o início - por estar do lado de fora, conversando - mas já tinha escutado o suficiente. Não queria se meter em políticas e confusões naquela sala, isso era cansativo demais e fora de sua área de interesse. Não quer dizer que fosse indiferente, isso seria impossível, mas abraçar todas as causas dali seria algo além de suas habilidades.

    Sabia que tinha pelo menos mais uma pessoa interessada em lidar com aquilo. Mas quando viu essa pessoa, passando com o braço engessado e o amigo dele com o olho roxo, imaginou que, talvez, os métodos são fossem do mesmo estilo que Kim tinha.

    Uma pena.

    Quando Sunny e Kim sentaram, Hayoung entrou. A menina tinha ficado mais para trás porque começou a responder umas mensagens de sua mão pelo celular. Fora que Hyemin sempre a esquecia completamente quando estava com Yerin e simplesmente acelerava, a deixando para trás.

    Abaixou o celular quando chegou na sala e voltou a atenção para Dong.

    - Bom dia, primo. - Disse com um sorrisinho cativante. Parecia animada de novo e sem aquela aura triste da noite anterior. Era como se tudo aquilo não tivesse passado de um pesadelo. - Bom dia, meninos.

    Estendeu o cumprimento aos outros, ainda que não fosse ter uma resposta de Ui-Jin. Min-Ho tinha dado bom dia, pelo menos.

    Dong sabia que Hyemin era uma espécie de amor platônico para Ui-Jin. Mais do que qualquer outra, era aquela menina que sempre roubava seus bolinhos e falava pelos cotovelos que sempre o cativara mais. Desde a 6ª série. Desde o primeiro bolinho furtado. Receber um bom dia, um olhar ou simplesmente um tchauzinho, já iluminava os dias daquele mestre de voz envolvente e mal aproveitada.

    Quando Hyemin e Yerin passaram por ali e a primeira cumprimentou o amigo, ele pôde ouvir a respiração asmática e profunda de Ui-Jin. A bombinha foi contida até Hyemin não olhar mais - e isso quase o matou, porque ficou alguns segundos sem ar. Quando o ar invadiu seus pulmões de novo, ele respirou bem.

    E, então, Hayoung entrou na sala e ele já corou de novo, sem conseguir responder ao bom. Mas a prima foi atenciosa com todos, principalmente com Dong. Talvez fosse bom ver aquele sorrisinho animado. Certamente era melhor do que saber que estava triste ou chorando pelos cantos.

    Min-Ho tombou na direção de Dong quando ela se afastou. Ia comentar algo, mas leu o que ele escreveu e falou um pouco mais alto - mas só entre eles.

    - Projeto medíocres? O que é isso?

    Indagou.

    Enquanto isso, Hyemin estava na presença daquela que era taxada de medíocre e não fazia ideia das coisas que tinha perdido. Tudo o que ela e Yerin perceberam foi a expressão divertida que Eun-Na trocou com...Hyun-Hee?

    Com certeza tinha perdido muita coisa.

    Mas tinha sido por uma boa causa…

    Nas escadas, ela encontrou Yerin e viveu momentos de grande perigo. Jae-Ki ficou irritado com sua atitude, mas, por algum motivo, Yerin foi capaz de acalmá-lo. A amiga não respondeu mais ao que ele disse, mas aquela frase. “Garota, não sou o tipo que você pode pisar, cuidado” tinha despertado um brilho diferente em seus olhos. Era quase...uma música para seus ouvidos.

    Alguém que não aceitava ser pisado?

    Que ainda mandava ter cuidado?

    Por um momento, ela até se esqueceu que o aviso tinha sido para sua querida Hyemin, mas o suficiente para que ela perdesse o tempo de resposta. Fora que o outro rapaz, o do braço quebrado, comentava sobre seu celular. Yerin até chegou a olhar ao redor e o viu no chão do lance abaixo do que estavam.

    Naquela correria, tanto Hyemin quanto Hayoung esqueceram o objeto por ali. Yerin agradeceu uma segunda vez quando o rapaz se prontificou a pegar o aparelho e entregou a ela. O trio seguiu na frente e logo Hyemin e Yerin seguiram. A amiga disse que estava bem, que não era necessário seguirem até a enfermaria. Queria chegar logo na sala para se sentar.

    Com a ajuda de Hyemin, elas chegaram na sala num tempo razoável. Passaram por Sunny, Stella e Kim que ainda estava em pé e pelo grupo de Dong. Yerin não olhou para ninguem, mantendo a cabeça erguida e focando em sua mesa. Contudo, havia aquele ar um pouco abatido e, vez ou outra, ela parecia quase parar e só continuar por conta do apoio de Hyemin. Claro que disfarçava, mexendo no cabelo vez ou outra e mantendo a expressão majestosa.

    Olhou uma vez mais na direção de Jae-Ki, mas logo sentou-se em sua cadeira.

    Hyemin fez a pergunta que ela também gostaria de saber.

    - O de sempre. - Yewon comentou. - Colocando ordem na casa.

    O que significava que estavam aprontando para cima de alguém. Yewon ainda direcionou a cabeça para MiSoo, indicando que ela era a vítima da vez. E havia certo prazer - e raiva - em sua expressão. Eun-Na ainda se divertia depois da resposta para Hyun-Hee, mas finalmente se sentava direito. Hayoung foi a última a chegar no grupo, ocupando o lugar dela.

    Jae-Ki, Kang e Won-Bin tinham escolhido um excelente lugar para ficar bem no meio do fogo cruzado. Depois de toda aquela situação na escada, eles ainda pegaram uma briga quase finalizada. Hyun-Hee tinha dado uma resposta atrevida, provocante, mas eles ficariam chocados com a ação da outra menina.

    Ela era muito atirada!

    Para as meninas, podia ser um choque, mas qualquer menino sentiria “algo” com aquela postura dela. Até porque, ela tinha aquela aura de malícia e uma presença provocante. Kang, por exemplo, achava que meninas assim só existissem na tv. Mas estava bem enganado.

    Jae-Ki ainda seria apontado como aquele que impedia que Eun-Na continuasse seus planos com Hyun.

    Kang ficou com uma expressão meio perdida, mas também estava reconsiderando tudo o que tinha acontecido há alguns instantes. Won-Bin também tinha recebido um agradecimento da rainha do gelo. Tinha sido tão sucinto e distante quanto o que ela destinara para Jae-Ki, mas ainda assim, um agradecimento.

    Porém, quando ela e Hyemin entrassem na sala, ele perceberia que, talvez, não fosse tão fácil assim ter o favorecimento de uma garota como ela. Yerin exalava realeza e não olhava para ninguém, mesmo depois de seu quase acidente.

    Não era do tipo que abaixava a cabeça ou se colocava numa posição inferior.

    O agradecimento dela tinha sido uma exceção!

    De onde estava, Won também perceberia melhor os grupos que Bo-Mi citou no dia anterior. Grupo neutro de Dong, primo de Hayoung. Agora tinham Sun-Hee e Kim com eles, aparentemente. Grupo de Misoo, grupo de Jung-Mi - que não pareceu nem um pouco feliz com a resposta do irmão. Ji-Ran e Taemin no lugar vago. Alguns mais timidos do outro lado, grupo de Yerin.

    Não era uma sala muito grande, mas a tensão ali era quase palpável.

    - Por que ela apontou para a MiSoo? - Kang perguntou baixinho para Won depois de ouvir as palavras de Yewon para Hyemin.

    Eis que a sala estava quase toda completa até que Eun-Bi chegou. Parecia um pouco aborrecida com aquele par de muletas. Ficava na mesma fileira de Ui-Jin e Stella, sentando-se logo atrás dela. Como o segundo corredor - entre Ui-Jin e Dong - era um pouco maior, ela decidiu passar por ele.

    Porém, como Jae-Ki tinha percebido, ela não tinha grandes habilidades com a muleta. Assim que passou por Dong, a mochila bateu no ombro dele. Diferente das outras meninas, Eun-Bi virou-se na mesma e falou.

    - Miane! (Desculpa) Machucou?

    Mas quando fez isso, ela bateu em Ui-Jin. Arregalou os olhos e virou-se para ele também.

    - Mian… - Curvou-se um pouco e continuou. Ainda passou por Stella e derrubou o estojo dela. - Aiiish… Maine, Stella-shi.

    Ainda ia parar para pegar, mas Stella mexeu as mãos.

    - Está tudo bem! Você está machucada. Quer ajuda, Eun-Bi-shi?

    - Ani. - Negou mais uma ajuda, teimosa como ela. - Já estou logo ali. Miane… - Olhou para Sunny e deu um sorriso gentil antes que derrubasse algo nela também. Depois de passar do meio da sala, ela já largou as muletas bem irritada, fazendo um “tsssc” e quase jogando de lado.

    Só apoiou as duas na parede e ficou pulando com um pé só antes de se ajeitar e sentar. Virou-se para MiSoo.

    - Ya! O que houve? Por que está com essa cara? O que eu perdi?

    Antes que MiSoo conseguisse responder tudo, um homem parrudo e alto, com uma voz de trovão bateu na porta da sala e já chegou dando um caloroso.


    - Bom dia, turma. Sentem-se porque a aula vai começar.

    Fechou a porta, vendo que todos os alunos estavam ali. O professor Jang Do-Kang dava medo de olhar porque parecia um homem muito imponente e sério - mal comparando, um general de Goryeo! Ele tinha, inclusive, uma cicatriz pequena no lábio superior, fruto da época que serviu obrigatoriamente no exército.


    Contudo, todos os alunos falavam bem dele. Todos adoravam a aula de biologia e, logo nos primeiros momentos. Assim como o professor de matemática, ele tinha uma didática envolvente, mas não carregava aquele jeito truculento de lidar com os alunos. Também era diferente da professora de ingles que parecia um pouco timida ainda e se distanciava muito do professor de fisica que não tinha didatica nenhuma.

    Fora que ele era um artista. Só estava com a lista de chamada, algumas canetas e a apostila. A apostila ficou fechada o tempo todo, mas ele falava as páginas de cabeça e fazia desenhos maravilhosos no quadro - iguais aos da apostila. Começariam estudando o big bang com a origem da vida.

    Materia que, geralmente, era dada desde sempre, mas agora bem mais aprofundada, com dados novos e conteúdos mais minuciosos.

    Era uma excelente aula para os dois primeiros tempos de uma quarta-feira, ainda mais depois daquela confusão toda. Os alunos nem perceberiam o tempo passar direito e logo se foram surpreendidos com o sinal do 3º tempo. Vinte páginas foram dadas de modo fluido e bem explicado. Ele passou dever de casa, fez um convite para que participassem do clube de ciências - só pra constar - e pediu uma forma criativa de representarem o sistema solar. Eles podiam fazer com grãos, com maquete, desenho, colagem, como quisessem. Era uma forma de ver como eles tinham interpretado sua primeira aula.

    Despediu-se dos alunos e pegou tranquilamente suas coisas.

    Pouco tempo depois, o segundo professor entrava.

    Os alunos ainda recuperavam o fôlego quando o professor de Literatura entrou. Algumas meninas perderam o fôlego ao ver Chang Wook entrando. Apesar de ser bastante jovem, ele também sabia ter presença como professor.


    Talvez aquilo animasse um pouco MiSoo, pois sabia que ele era um professor bem cuidadoso com seus alunos. Já Hyun-Hee e Jung-Mi teriam que lidar com a presença do primo excluído da família. Chang Wook se apresentou e disse que seria o professor de coreano e literatura, além de participar do clube de teatro e literatura também. No caso, ele dividiria essas responsabilidades com outra professora.

    Essa aula seria interrompida pelo intervalo, mas eles teriam um segundo tempo depois. Chang começava abrindo um debate com seus alunos sobre o que era literatura para eles. Selecionou alguns o que eles achavam que a literatura significava, como ela se fazia presente na vida deles. Ele vinha de uma geração de transição que abandonava o livro material e estava cada vez mais ligados à era digital.

    Mas por que deveriam estudar isso?

    Porque era uma forma de arte, uma manifestação de expressão que era capaz de transcender o tempo. Porque arte andava junto de história e apenas assim, o passado seria sempre um exemplo e uma inspiração. Naquela primeira aula, ele queria só mostrar o percurso que eles fariam no 1º bimestre, apontando até que estilo literário chegariam.

    Isso dentro da cultura deles, mas dava para fazer um paralelo com os clássicos ocidentais e como foi que eles influenciaram o pensamento koreano depois que o intercâmbio cultural ficou mais intenso.

    Assim como a aula de biologia, ela também passou muito rápido. E, depois de 2 horas intensas, eles estavam liberados para o breve intervalo.




    RECADOS:


    > Não pedi para que rolassem dessa vez, porque já passamos da primeira aula impactante, então, acho que vocês podem decidir por si mesmos, diante de tudo o que aconteceu com seus chars, quem está em condição ou não para dar seu melhor nessas aulas aí. Sintam-se livres para curtirem ou não os professores, entenderem ou não a matéria.

    > Na parte que o professor de Literatura pediu opinião, vocês podem dar a de vocês, se quiserem. Não dei nomes, mas podem dizer que o professor chamou por você, se quiser

    > Podem ir para o intervalo, procurando seu grupinhos =]
    Luxi
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Luxi em Seg Dez 04, 2017 8:33 pm



    Hyemin estava muito preocupada com a amiga, embora continuasse andando como se nada tivesse acontecido. Não ficaria perguntando no caminho como ela estava, porque isso faria com que os outros notassem também, então agiu naturalmente até a mesa, mas trocando alguns olhares em cada falha de passo que percebia.

    Já na sala, fez uma cara curiosa para a resposta de Yewon, que viraria logo um alarme visual, quando acompanhasse o olhar dela e descobrisse que o alvo era Misoo. Isso era terrível!! Jung Mi com certeza ficaria muito desapontado por ter seu caso secreto perseguido.  Aish, ela tinha falhado em proteger sua cunhadinha! Mordeu o lábio, nervosamente. Isso seria problemático.

    Além disso, EunNa estava toda estranha para o lado de Hyun Hee. O que tinha perdido na sala de aula naquele tempo todo? Não quis dar bola para a nova vítima. Só esperava que não colassem um selinho de flor na mesa da menina, ou isso a obrigaria a evitá-la também.  Inflou as bochechas, preocupada, mas pensaria em algo para ajudar Jung Mi a proteger seu amor.

    Então EunBi entrou com muletas. Era uma cena triste de ver, que a deixou até preocupada A menina não era uma bailarina? Nossa, não era a toa que Taemin tinha sido suspenso por causa da história toda do lago. Agora lembrava brevemente da menina sendo carregada nos braços. A gangue estava ali também. Nossa, eles já tinham salvado uma pessoa… mas não eram eles que tinham começado a briga? Era estranho… Bem, era covarde quem quer que tivesse atingido Eunbi. A menina era legal na maior parte do tempo, apesar do gênio forte. Nem saberia o que fazer se fosse com ela. Tinha achado que era culpa de Jaeki, mas agora achava que provavelmente ela tinha escorregado e caído mesmo. Enfim, muito esquisito... De qualquer forma, não era seu problema.

    Logo o primeiro professor entrou, colocando medo na menina, que já sofria por antecipação. No entanto, ele tinha sido, de longe, o professor mais legal que já tinha pisado ali dentro. Estava longe de gostar da matéria, mas só o fato de ele não ter mexido na apostila já atraiu sua atenção, especialmente por causa daqueles desenhos bonitos. Hyemin viajava na aula, mas era uma astronautinha em sua nave rosa acompanhada de um gato alienígena espacial mágico. Ela perdia todos os detalhes de fato mais científicos e se atinha às visualizações mentais da origem do universo.

    No fim, já estava pronta para revirar os olhos cansada de uma mais lição de casa que esqueceria, mas de repente tinha imaginado uma incrível maquete feita de doces em diversos tamanhos, de um yakgwa chapsal fazendo uma rodela de Saturno até  um tteok lunar. Melhor, podia pegar vários kyungdan coloridinhos e montar todo o sistema solar.  Estava era bem animada de cozinhar aquelas coisas e decorar seus docinhos para o professor. Nem imaginava que isso era estudar e fazer lição de casa, para ela, era só uma tarefa de confeitaria que ela fez questão de anotar no caderno. Definitivamente queria trazer seus docinhos na próxima quarta-feira. Já até imaginava seu projetinho feito de cake pops, ou quem sabe, CUPCAKES!

    Spoiler:




    Seu humor tinha melhorado bastante com aquela aula, o que e era estranho. Em seguida, foi a vez do professor mais novo - e muito atraente. Porém, o que ela lembrou no momento foi a raiva que seu noivo sentia por ele. Sentiu um ódio automático e isso influenciaria em sua participação na aula. Se recusava a concordar com qualquer coisa que saísse da boca daquele homem! Afinal, seu amor não gostava dele. Tinha que ficar bem de olho naquele lá.  Dessa forma, cruzou os braços e se fez de menina rebelde para não ser chamada. Tinha muito mais nerd louco para participar naquele momento. Hah. A literatura na vida dela. Gostava dos contos de fada, mas não conhecia a origem verdadeira e cruel deles, apenas gostava dos remakes da Disney e já considerava aquilo como literatura. Se bem que havia uma coleção de livros que ela tinha conseguido ler até o fim: Harry Potter! Ela realmente leu todos e viu os filmes, mas parou por aí. No máximo leu um “Diário da Princesa”, mas nunca conseguiu terminar. Era assim com livros em geral. Nárnia, então, só conseguiu assistir ao filme! Mas era difícil conseguir terminar de ler alguma coisa. Harry Potter era uma exceção por ser tão mágico e instigante, como nada que ela já tinha lido.

    Na segunda hora já estava fechando os olhos sozinha. Que insuportável aquele debate chatoooo. Encostou o rosto na mão e ficou olhando para a janela, dando algumas pescadas significativas no sono.  Quando ela fosse a primeira-dama da escola, trocaria aquela aula por CINEMA. Eles ficariam assistindo filmes em cartaz e estreias em primeira-mão.  Faria uma parceria com a Disney.

    Foi quando de olhos fechados, começando a sonhar consigo mesma andando como uma princesa no castelo da Cinderela que levou um susto com o sinal. Ela bocejou e se espreguiçou. Estava exausta.

    - Que aula mais chaaata   - reclamou. - Ele deu alguma lição? Ai, eu não vou fazer. Ei, Hayoung, a propósito, você tem feito a cópia das minhas lições de casa como sempre, né? Não esqueça que minha folha de papel almaço é rosa.

    Não havia problema fazer isso em matemática, pensava. Afinal, os números eram praticamente todos iguais. Os outros exercícios, que precisavam ser feitos no caderno, poderia copiar depois. Era assim que geralmente faziam.

    Ficou olhando Yerin, esperando que ela decidisse o que gostaria de fazer naquele intervalo e então se adiantaria para dar o braço para ela e ir para onde a amiga desejasse. Não estava muito em cima dela e perguntando como estava, porque já tinha entendido que algo estava errado e ela ainda assim não queria contar. Então, seria sua bengala.

    - Rin, se quiser eu busco comida pra gente, tá? - falou mais baixinho para ela, gentil.


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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Gakky em Seg Dez 04, 2017 11:07 pm

    Jae-ki ouviu a resposta daquela garota atrevida (Eun-Na) e até arregalou os olhos. Estava mesmo em Wanjo? Se perguntou em pensamento. Pelo visto até entre os mais ricos haviam esse tipo de garota. Até se lembrou de um beijo que teve com uma garota atrevida, mas eram dias passados que só atiçavam sua raiva. O que não o deixava com raiva? Podia contar nos dedos... Sabia que a diferença em Wanjo estava em que o dinheiro iria fazer ela parecer santa para algum otário, concluía Jae-ki, um bem rico. Percebeu o riso dela afetado, lançou um olhar zangado de volta e continuou o que estava fazendo. Essa garota que não viesse mexer com ele, porque encontraria um bolsista muito hostil.

    Ouviu a resposta de Won Bin sobre a mão que ele escrevia, parecia que não precisaria de ajuda para escrever por enquanto, mas ficaria de olho no amigo. Suspirou fundo ao pegar o seu próprio caderno, ainda sentia-se estressado pelo que tinha acontecido. Passou a bolsa térmica no olho roxo, em seguida na testa e em cima da cabeça de tão irritado. Tinha acalmado de certa forma, não explodia, mas a raiva ainda estava ali queimando, embora presa por enquanto. Encostou a testa no caderno fechando os olhos e suspirando:

    - Aishhh...

    Depois olhou para Won e Kang e disse com o semblante nada tranquilo:

    - Vou precisar do caderno de vocês para copiar a matéria de ontem...  Aishi, preciso contar umas coisas para vocês do que aconteceu hoje de manhã. E Kang eu tenho umas coisa secreta também pra te falar, fica ligado, no intervalo a gente desenrola.

    Para Won ainda perguntou algo mais íntimo e em voz baixa:

    - Foi muito ruim com seu velho ontem?

    Enquanto o professor não chegasse, ele começaria a rabiscar um desenho em uma das páginas do caderno, porém escondendo o desenho com os braços, quase encolhido sobre a página. Sua atenção despertou quando Eun-bi chegou. "Ela conseguiu chegar..." - Pensou com preocupação, ainda traído pelos seus próprios sentimentos. Mas ficou surpreso ao ver o jeito que Eun-bi tinha com as muletas, praticamente esbarrando em todos pelo caminho, era até um pouco engraçado. "Não queria minha ajuda, agora aguenta, não vou mais me mover para você. Aigo... E ainda diz que sabe se cuidar, que idiota." Um riso se formou no canto da sua boca, Jae-ki tratou de escondê-lo o mais rápido que podia, se concentrando no seu desenho para não rir. Não entendia porque era engraçado. Talvez por ver uma borboleta que antes era tão cheia de postura, agora tão desastrada. Ou porque dizia saber se cuidar quando na verdade era totalmente oposto? Ou era a satisfação de estar certo sobre ela precisar de sua ajuda. Jae-ki não estava animado para o começo da aula, o professor não possuía uma aparência amigável, e não poderia dormir. Coçou os cabelos já pensando que não podia arrumar mais problemas. Sussurrou baixo para Won:

    - Se eu dormir, me empurra para eu acordar, estou sentindo meus olhos pesados. Não quero levar uma advertência.

    Porém conforme o professor foi falando e fazendo os desenhos, a coisa não ficou tão tediosa. Jae-ki curtiu a habilidade do professor e copiou todos os desenhos em seu caderno sem qualquer problema. Mesmo que tivesse na apostila, ele quis fazer isso porque era maneiro. Até já tinha decorado o conteúdo só por fazer isso, poderia fazer uma prova agora se tivesse. Mas quando o professor falou de fazer uma representação do sistema solar, Jae-ki já se sentiu ferrado.

    - Aishi... - Suspirou em voz baixa.

    Não tinha tempo para coisas frescas assim! Tinha um trabalho de meio período. Mas pelo menos o professor citou desenho, embora tivesse ressaltado que deveria ser criativo. Desenhar era fácil para Jae-ki, ser criativo não era difícil também, mas teria que gastar seu precioso tempo. Já imaginava que não poderia gastar nenhum centavo com isso, se fosse gastar qualquer coisa com seus trabalhos, no final dariam uma fortuna. Logo imaginava jeitos de fazer isso com coisas que se encontrava em lixo mesmo. Talvez uma caixa de papelão que costumava ter no seu próprio trabalho, sempre jogavam fora coisas assim. Mas legal mesmo seria poder colocar uma lâmpada dentro. Será que conseguiria arrumar algo assim com alguém? Seus vizinhos eram muito fofoqueiros e intrometidos, e odiava falar com eles por causa disso. De qualquer forma, pensaria mais tarde. É claro que ele foi o aluno a perguntar:

    - Vale nota? - Gritou lá dos fundos para ser ouvido.

    Se não valesse nota ele com certeza faria só um desenho, já que era muito rápido fazer isso para ele. Um sistema solar seria muito simples de desenhar. Jae-ki também lançaria olhares toda hora pra Won Bin, para saber se precisava de sua ajuda. Se o amigo tinha que apagar algo, Jae logo se prontificava e apagava mesmo sem ter sido solicitado. Também perguntava várias vezes se ele estava cansado:

    - Ye, Won... Tá doendo?Tá cansado? Pode deixar que eu copio - sussurrava.

    A aula de literatura foi entediante, mas Jae-ki prestou atenção em tudo embora não concordasse com muita coisa, só queria decorar para a prova mesmo. Estava mau humorado demais para fazer polêmica no debate. Ás vezes era até interessante ser o do contra das ideias só para ver a turma pegar fogo, mas dessa vez não. Sentava-se sempre com sua má postura, como se tivesse morrendo na cadeira, pernas abertas, corpo escorrendo para frente, bocejos várias vezes sem cobrir a boca com a mão...

    Finalmente o sinal tocou. Jae-ki tinha uma missão que foi adiada, mas ele não esqueceu! Algo importante assim não seria esquecido. Mas ontem a história com Eun-bi tinha atrapalhado seus planos, mas não mais. Won Bin e Kang podem perceber que o amigo se esticava da carteira como que para ver alguém. Não demorou nem dez segundos e Jae-ki rapidamente saiu do seu lugar sem guardar o material ainda e gritou na sala o nome completo:

    - KIM SUN-HEE! Espera!!

    Estava determinado a falar com ela o mais rápido possível, do jeito que iam as coisas não queria correr o risco de perder mais um dia. Para Jae-ki era algo muito importante que deveria ser acertado, e se a garota saísse da sala antes dele, poderia não encontrá-la na escola que era gigantesca. Talvez sua atitude foi exagerada, certamente... Jae-ki não era o tipo mais discreto ou que ficava pensando no que iriam pensar caso ele gritasse igual doido na sala, achava isso muito natural. Era assim que tratava seus amigos quando os via de longe, era a melhor forma de chamar alguém para ele. Até sua halmoni o chamava assim mesmo fora de casa na rua, por que não faria o mesmo? Depois de gritar o garoto nem reparava se tinha alguém olhando, vai a passos rápidos para perto da garota e diz apressado:

    - Sun-hee! Preciso falar com você - Já falava em um tom normal - É muito urgente. Tem que ser agora.

    Jae-ki foi interrompido por seu estômago roncando, queria comida, queria muito comer. Mas acreditava que seria rápido com a garota, não era como se fossem conversar por horas, era mais um aviso. Colocou a mão na barriga como se isso fosse ajudar a acalmar sua fome e continuou:

    - Pode ser aqui na sala, só esperar todos saírem. Mas meus amigos Kang e Won podem ficar... Confio neles, estão ali atrás, são bolsistas também. Se quiser seus amigos também podem - Em seguida sussurrou - Se confia neles - Continuou falando sem parar e muito apressado- Ou você quer outro lugar? Que não seja longe. É papo rápido, mas tem que ser agora, porque é muito importante. Ok?

    Jae-ki termina de falar com um olhar sério e encarando, parecia determinado. Vai olhar para trás da direção dos amigos e fazer um aceno para eles se aproximarem.
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Luxi em Seg Dez 04, 2017 11:53 pm

    Era triste ver a tentativa da menina atacada de se defender, quando a outra era tão insistente. Misoo precisava muito mais do que isso para vencer. Para começar, ajudaria ter alguém forte a seu lado que conseguisse impor respeito, se não conseguisse fazê-lo por si. Infelizmente, seu irmão não estava dando conta, apesar de sua explosão. Seu método não era destruidor, e era esse tipo de coisa que calava aquelas garotas. Não lhe fugia o detalhe daquele apelido que escapou rapidamente da boca da menina. Estava falando dele? Franziu a testa. era bem atrevida de fazer
    isso, não achava não?

    Após dar sua própria resposta, provava aquele ponto. Provocar aquele tipo de comoção era bem gratificante. Ainda que não quisesse aparecer quando chegou na escola naquele dia, ao ser provocado, algo movia automatico dentro dele para jamais sair derrotado. Ser capaz de causar aquele tipo de comoção era um tanto satisfatório. Tinha respondido à altura. A menina mencionava a garrafa, mas não parecia querer ofendê-lo, apenas não sair como ‘perdedora’, como ele.

    - O que eu prometo é que você não vai se arrepender. É só vir me procurar. - falou mais baixo, de forma que somente ela e a amiga próxima pudessem ouvir e encerrou o diálogo ali com um sorriso dúbio. Até a garrafa estava justificada com aquela resposta, deixando no ar a dúvida de que Eunjoo talvez estivesse dramatizando o fato.

    Não estava com paciência para vê-la de novo naquele dia, mas se ela o procurasse poderia ser realmente bem divertido. Estava mesmo precisando de alguma distração. De fato, ela era muito bonita. Não era uma ideia nada ruim. Começava a pensar que talvez pudesse ir atrás dela… Ah, se estivesse com sua moto, seria um belo jeito de impressioná-la. Quem sabe acordaria bem disposto no outro dia? Ou poderia melhorar com a ajuda dela...

    Com a interrupção, sorriu de volta para ela, estreitando os olhos e imaginando que não seria mesmo uma perda de tempo. Não sentia a mesma empolgação do dia anterior, mas conseguia simular um ou outro sorrisinho mais seco.

    Cumprimentou Jaeki com um meneio simples. Não tinha nada contra o garoto um tanto desajustado naquele espaço e até já tinha emprestado uma borracha para ele. Esperava que ele se acostumasse logo ao ambiente, mas a julgar por aquele olho roxo, não era bem isso que aconteceria tão cedo: ninguém o veria como algo além de um marginal daquele jeito. Ele se compadecia da situação do colega. A menina da muleta apareceu, causando algum tumulto. Não fez nada para ajudar. Ser neutro era o mais importante agora e ela já tinha apoio o bastante dos demais.

    As aulas começaram e Hyun não tinha interesse naquele dia. Sua atenção foi mediana, mas ele não gostava da ideia de já ter visto alguns conteúdos estudando nos EUA e ser um praticamente um repetente. Por isso, fazer uma maquete era bem incômodo, pois não tinha tempo ou energia para esse tipo de coisa. Decidia simplesmente não entregar, se não pensasse em nada minimamente OK para fazer. Achava que tinha mais o que fazer do que ficar pensando em como montar projetos… uma atividade que teria sido muito divertida na infância ao lado do irmão, com Legos, mas agora parecia bem tonta. Deixaria a atividade para depois.

    Na aula de literatura, a animação não foi nem um pouco melhor.  Ele observou Jung Mi, para captar qualquer relance de reação dele em relação ao primo. Será que alguma coisa tinha mudado ali? Será que Chang Wook continuaria profissional apesar da situação desagradável de ter os primos ali? Era bem esquisito ter aula com um parente, ainda mais um tão novo, mas ele sempre tinha uma alma de velho, mesmo quando se encontravam. Com certeza ele não se importaria… mas será que era informante alguém?

    Era improvável, por seu corte de vínculos. A história era um tanto comovente. A mãe dele tinha sido expulsa da família logo cedo. Era um grande escândalo e ele não tinha conseguido manter o padrão após ser removido da árvore genealógica. “Lee” Chang Wook não era digno de ser professor dele, se fosse pela ótica do avô. Que informação boa para contar ao velhote sobre seu dia. Qual seria sua reação?

    No caso de Hyun, ele apenas achava a reunião familiar uma grande ironia. Ao menos, Chang Wook tinha ido ao hospital, ainda que se tivesse sido forçado pela tia, demonstrava alguma preocupação. Sentia uma pontada de inveja da oportunidade que ele tivera de abandonar uma parte da família e agora circular livremente naquela escola como se fosse uma pessoa diferente.  Sua postura confiante e indiferente aos títulos daquele bando de ricos também era algo a se admirar. Ele o desprezaria? Aguardava um contato visual, apenas para confirmar. Só queria uma reação. Qualquer coisa…

    De toda forma, era sempre embaraçoso encontrar-se com a família ou qualquer tipo de conhecido como seu novo eu. Já presumia que seria julgado e comparado. Ele ainda sentia um pouco de vergonha de coexistir com pessoas que o conheceram antes que sua mente entrasse em colapso, mas isso era demonstrado em forma agressiva ou transformada em insegurança. Ele muito bem poderia ter sido colocado ali por causa dele… uma peça que ele jamais desconfiaria. Não? Sua paranoia sugeria a ideia de leve, mas antes que ele realmente desse importância,  resolveu distrair-se com outra coisa.

    Nada melhor do que a dona dos cabelos sedosos a sua frente. Inclinou-se na cadeira enquanto os mais cdfs da sala falavam sobre Literatura, decidindo inventar sua própria historinha interessante.  

    - Suas amigas ligam se você der uma sumida no intervalo?

    Deu uma trégua para que a menina pensasse um pouco e voltou a sugerir coisas.

    - Vamos sair pra fazer algo interessante...  - sorria de leve, bem inclinado na mesa para conversar com ela baixinho.

    Inicialmente não queria ficar correndo atrás dela, mas sentia um pouco de necessidade de fugir temporariamente daquele mundinho e se embrenhar em outro que sentia mais segurança. Era praticamente um vício.

    Quando a aula terminou, Jaeki deu aquele berro desesperado e ele quis ver onde estava o incêndio. Ficou só o bastante pra concluir que não era uma briga, mas ficou olhando para o colega ali perto. De fato ele era uma figura interessante ali dentro, mas tinha coisas melhores para fazer no momento.

    Hyun levantou-se da mesa e deu uma breve olhada para trás para Eun-Na, sem dizer nada, apenas convidando brevemente e saindo da sala. Iria sem pressa comprar uma bebida e ir para seu passeio favorito nos jardins. Não tinha dado o lugar para que Eun-Na o achasse, mas também não ficaria esperando. Se ela quisesse, e aí sim isso se tornava interessante, que o procurasse, como ele havia dito. Eventualmente, quando ele quisesse muito, já saberia de quem ir atrás.

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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por isaac-sky em Ter Dez 05, 2017 12:19 am

    "Essas são mesmo as rainhas do mal, agressoras dos fracos e opressoras da sala? Parecem não ser isso...agora" Won mudava um pouco sua impressão sobre elas, principalmente de Hye Min uma das figuras no vídeo com o ovo.
    Ela tinha se assustado com Jae-ki pelo visto e agradecia de seu jeito um tanto...fofo?

    De qualquer forma foram para a sala, encontrando o campo de batalha após o embate.
    Uma garota, uma do grupo da Rainha do Gelo, respondia Hyun de um jeito esquisito. Pelo visto os conflitos realmente aconteciam sem bolsistas presentes, aquele era uma situação tensa entre alunos que já estudavam ali e se conheciam.

    O lugar no fundo era muito bom para olhar toda a sala e seus alunos. Aos poucos Won reconhecia os rostos do mapa mental associando aos nomes que Bo-Mi havia lhe informado ontem.
    Por um instante se esqueceu de que se sentia um inútil e completou seu mapa mental.

    "...pra que eu to fazendo isso? Não vai...adiantar de nada" voltou a sua atenção para seu caderno e na entrada de mais gente.

    A rainha Yerin e suas súditas mostravam ali porque tinham esse tipo de reputação: a forma que se portava era como de uma nobre, como se todos ali fossem meros coadjuvantes. Mesmo a contragosto a mente de Won viajava em como e porque ela e as amigas eram assim.

    Kang escreveu:- Por que ela apontou para a MiSoo? -

    Won também notou aquilo.

    -Hmmm, não sei. Depois a gente pode ver com as meninas o que rolou antes de chegarmos - respondeu baixinho também.

    Eun-bi chegava com suas muletas e um jeito meio desastrado. Pensou em se levantar para ajudar, mas ela negava ajuda de qualquer forma.
    Ser amigo dela também deveria ter suas dificuldades.

    Jae-ki escreveu:- Vou precisar do caderno de vocês para copiar a matéria de ontem... Aishi, preciso contar umas coisas para vocês do que aconteceu hoje de manhã. E Kang eu tenho umas coisa secreta também pra te falar, fica ligado, no intervalo a gente desenrola.

    -Ok, pode deixar, eu te empresto o que copiei - apesar de não ter prestado muita atenção nas aulas ontem -Tudo bem Jae-ki. Depois a gente conversa
    Também tinha coisas para falar com Jae-ki, mas esperaria ele estar mais calmo. Não estava gostando da forma como ele reagia às garotas que eram suas amigas, principalmente com Misoo. Só faltaram jogar coisas um no outro novamente.

    Jae-ki perguntava em seguida outro assunto complicado:

    Jae-ki escreveu:- Foi muito ruim com seu velho ontem?

    Won assentiu com a cabeça.

    -Estou num castigo eterno e vou ter de ir ao dojo onde treino pedir desculpas ao mestre. Não vai ser muito fácil, mas vai tudo se resolver - não acreditava muito nisso, mas não queria preocupar Jae além do necessário.

    -Tenho permissão pra te cutucar caso durma então? Ok Jae-dragon, pode deixar - respondeu num tom bem humorado.

    O professor entrou, biologia. Alguém sério porém não era assustador ou algo do tipo. Parecia ser do tipo de professor que Won também gostava: objetivo e que entendia do assunto! E a cicatriz...

    "Veterano de guerra?" aquilo era um detalhe interessante.

    Ele desenhava de memória os assuntos da apostila. Won prestou atenção na aula, talvez fosse a primeira até então.

    O professor pedia um trabalho. Agora sem treino Won teria muito tempo livre pra esse tipo de coisa, era quase desesperador pensar nisso. Mas tentaria fazer um bom trabalho mesmo se não valesse...

    Jae-ki escreveu:- Vale nota?


    "Direto ao ponto"
    pensou, já quase se acostumando ao jeito chamativo do amigo.

    "Ok, uma aula inteira sem incidentes...muitos incidentes. Isso é possível Wangjo!"

    A aula voou e logo já se encerrava.

    Jae-ki escreveu:- Ye, Won... Tá doendo?Tá cansado? Pode deixar que eu copio

    -Não precisa Jae. Se eu não conseguir copiar nada eu vou me sentir um inválido - sorriu para tentar soar como uma brincadeira - Até agora tudo tranquilo, sem dor

    Veio a aula de literatura. Algumas garotas perdiam o fôlego ao ver o professor.

    "Não é o cara da enfermaria de ontem? Que parecia preocupado com algo..." o reconheceu, se recordando que Misoo o chamara pelo nome naquela ocasião.

    Ele começava a aula de um jeito interessante, um debate. Pelo visto era alguém que gostava realmente do assunto.

    Won se recordava de algumas coisas da antiga escola e apesar de não ser muito chegado em ler muitos livros, gostava dos épicos e dos mitos folclóricos cheio de heróis e que inspiravam boas adaptações no cinema.

    Foi pego de surpresa quando o professor perguntou a ele, Hwang Won-Bin, o que a literatura significava para ele.


    "Eu não sei. É um monte de livros. Mas tem histórias boas, alguns..."


    Engoliu em seco. Tentava passar aquelas aulas sem ser percebido, mas agora era tarde demais.

    -Err, eu acho que...bem, significa... - respirou, tinha de começar a enfrentar seus demônios da timidez logo. Se queria ser algo além de um inútil com aspirações de heroi...

    -...são histórias de várias épocas. De herois, vilões, gente de outros tempos. Essas histórias servem pra compararmos com o passado, e como podemos fazer as coisas boas de antes e evitar as ruins - soou tão sério de repente, Won não entendeu bem como chegou naquela conclusão - Ah, e servem pra fazer uns filmes legais - sorriu e coçou a cabeça, sem graça.

    "Por favor aceite a resposta e vai pro próximo. Vai pro próximo!"

    Essa aula também voou. A pergunta do debate havia o intrigado de certa maneira, ninguém havia lhe apresentado muito sobre a literatura até então.

    Jae-ki já estava no 220, levantando da cadeira (do qual antes parecia que estava desfalecido de tão largado) e gritando o nome de uma garota.

    "Não é uma bolsista? Por que Jae-ki quer falar com ela?" arqueou as sobrancelhas.

    Aguardou com Kang o desfecho daquela conversa. O que Jae-ki estava aprontando agora?

    Natalie Ursa
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Natalie Ursa em Ter Dez 05, 2017 2:33 am

    A cada instante que se passava, MiSoo sentia-se pior do que no anterior. Nada disso era para ter acontecido. O peso da culpa aumentava. Não era MiSoo que tinha atacado os colegas de uma forma tão baixa e debochada, mas foi ela que permitiu que isso acontecesse. Sem perceber tinha dado o empurrão inicial.

    Não estava se sentindo assim pelas palavras que tinham usado para lhe atacar. Já tinha ouvido piores. Nada de tão grave fora dito sobre ela. Não estava mais acima do peso, não poderiam usar isso contra ela a não ser tentar lembrá-la de que isso um dia aconteceu e torcer que a lembrança lhe incomodasse. Mas não era o que acontecia. O que importava era como estava agora e no agora deveria ter mais ou menos um peso próximo ao das agressoras.

    Não eram à ela que atingiam. Eram aos outros que foram incluídos em meio as palavras maldosas. Os que não tinham nada a ver com o ódio que a garota víbora queria jogar sobre a tenista. Era por eles que MiSoo sentia-se tão mal. É por ter permitido que fossem arrastados para isso junto com ela.

    BoMi…

    Não podia deixar que suas amigas sofressem por ela. Não podia deixar que os elementos cheios de maldade ficassem insistido em fazê-la lembrar do perigo que Taemin poderia se tornar.

    Gyu-Sik…

    É claro que defenderia a irmã. E mesmo ele e MiSoo não estando nos melhores termos, a jovem não ia deixar de se culpar. Se a irmã gêmea houvesse necessitado sua proteção era por que MiSoo foi a verdadeira responsável por toda a situação que os levaram à esse ponto.

    O quão inconsequente… Que estúpido achar que a escola poderia melhorar de nível, após passarem para o outro prédio e que ali poderiam ser um pouco mais felizes. Ainda estudava com as mesmas pessoas viçosas…

    MiSoo ignorava completamente a voz de Eun-Na. Já não se dirigia mais à ela ou as pessoas à sua volta.
    Também não prestou atenção na chegada do trio de bolsistas ou dos nerds que sentavam na frente. Também não levantou os olhos para ver a chegada estranha de Hyemin e Yerin.

    Estava quieta, afogada nos próprios pensamentos enquanto segurava a mão de BoMi, que ajeitava seu material sobre a mesa  com a mão livre. MiSoo ergueu o olhar para a garota e viu o gesto com os dedos, que a fez esboçar um sorriso em resposta, mas logo a expressão se fechou e deu lugar a um olhar triste e meio distante.

    - Miane, BoMi-yah. Não queria criar problemas à você ou ao Gyu-Sik. - disse meio baixinho, mas os garotos de trás com certeza ouviriam.

    Embora ainda estivesse ignorando o irmão gêmeo da amiga, ainda podia tentar se “desculpar” com ele de forma indireta. Pelo menos foi no que pensou na hora.

    Também tinha Jung Mi…

    MiSoo percebeu o celular, que estava sobre a mesa com a tela virada para baixo vibrar. Pegou o aparelho e logo viu na tela que tinha uma mensagem de Jung Mi. Foi o suficiente para fazer a garota estremecer. Olhando para o nome, ela hesitava em abrir a mensagem e ler.

    Tinha certeza que o amigo recém feito estaria bastante incomodado com o envolvimento dele no ocorrido à pouco. Tinha até batido na mesa, aumentado o tom da voz e reclamado sobre a intromissão da garota em sua vida pessoal.  De ex-robô deveria estar passando agora para criatura furiosa! Será que era a primeira vez que era envolvido em alguma espécie de bullying?
    Oras, chamavam de o “rei” da sala! Óbvio que sim! E a culpa era da MiSoo!!!

    Estava pensando que, já que tinha chamado ele para conversar, aproveitaria para pedir mil perdões à ele naquele momento, já que na sala… Não queria mais confusão para cima de ninguém.

    MiSoo imaginava que nem outro bonsai consertava essa nova mancada dela. Quem ia querer ser ridicularizado diante de toda a sala?? Ser associado como namorado de MiSoo deveria ser a pior coisa. Já estava se preparando mentalmente para se desculpar da melhor maneira que conseguisse e, à partir daquele momento, manter distância do garoto. Era o melhor à se fazer para evitar mais comentários ridículos das garotas do time das cobras… E para se safar da “provável” fúria do rei.

    Mordendo os lábios e cerrando os olhos, temendo que tipo de reclamações viria ali, MiSoo abriu a mensagem no celular.

    Abriu um olho e…

    -”O que é isso? É uma ameaça ao bonsai???” - pensou ao ver a foto da planta logo em cima, na mensagem e sobressaltou na cadeira.

    Por um milésimo de segundo se irritando com a mensagem que tinha recebido.

    - Mwo? - disse em voz alta, se acalmando ao começar a ler o conteúdo, DE FATO, da mensagem.

    Cadê todo o ódio que esperava? Ou a ameaça desumana à pobre plantinha indefesa??

    MiSoo respirou aliviada ao saber que o bonsai estava bem - e que não sofrerá nenhuma retaliação pelo que tinha acontecido ao entrar na sala. Mas ela se surpreendeu mesmo foi com o resto da mensagem. Algo que não poderia esperar, de jeito algum, depois de ter colocado seu amigo na mira do bullying da colega enciumada.

    Tinha respondido sua brincadeira!!!... Como se nada houvesse acontecido. E também queria manter MiSoo e suas amigas longe do ninho das cobras.

    A mão que segurava o celular deu uma leve estremecida após a leitura da mensagem. O peso nos ombros de MiSoo diminuíram consideravelmente. Agora parecia muito menos grave do que imaginara previamente.

    A mensagem facilitava o fraquejar de MiSoo, que jamais esperaria receber algo assim. Os olhos acabaram se umedecendo e as lágrimas quase escorreram, mas a garota respirou fundo e se controlou. Não podia fraquejar no meio da sala! Não tinha fraquejado agora, não era por causa de uma mensagem que iria!!

    Manteria-se firme! E agora menos deprimida. Ainda pretendia se desculpar,mas agora sabia que não teria que enfrentar o ódio de ninguém para isso - só das colegas talvez?? E nem arranjar outro bonsai! Se bem que nem seria complexo arranjar outro…

    Enfim, pelo menos nem tudo tinha se tornado completamente desastroso naquela manhã. Palavras mal intencionadas ditas por criaturas sem escrúpulos ainda poderiam ser remediadas!

    Finalmente retornou à atenção ao mundo exterior à tempo de ver EunBi chegando. COm tudo o que ocorrera tinha até esquecido que a amiga estava vindo mais atrás por causa do pé machucado e das muletas.

    MiSoo viu EunBi esbarrar nas pessoas e já se levantou, se segurando bastante para não correr ali e ajudá-la, sabia que a amiga não gostaria,mas tinha que fazer algo.

    A tenista afastou a cadeira da mesa de EunBi para facilitar um pouco a vida da melhor amiga e assim ajudá-la a se sentar mais confortavelmente. Pelo menos isso podia fazer!

    Após ajeitar-se na cadeira, EunBi fiz a pergunta à MiSoo, que torceu os lábios e franziu um pouco as sobrancelhas. Até chegou a abrir a boca para tentar dizer algo, mas foi interrompida pela entrada do professor na sala e apressou-se para sentar de volta em sua cadeira.

    Desta vez já sabia quais matérias teriam na quarta. Aquele só podia ser o professor de biologia! E embora, em um primeiro momento, houvesse causado certo nervosismo à tenista, ela logo percebeu que em nada iria se parecer com a aula de matemática. Conseguia acompanhar a matéria de maneira satisfatória e era possivelmente graças aos desenhos bonitos que o professor fazia no quadro. Desenhos eram mais fáceis de se lembrar do que palavras e mais palavras que ele poderia dizer. MiSoo tinha que deixar a parte do bullying bem longe de sua mente e se concentrar na aula! O tênis dependia disso! Só de lembrar, já recuperava um pedacinho de sua determinação.

    MiSoo podia até não ser lá muito chegada em biologia - embora não fosse necessariamente ruim na materia - mas até estava gostando do professor. Não tinha uma arma. Era um ponto bastante positivo! E conseguia explicar direito até mesmo sem olhar para a apostila, além de ter os desenhos incríveis!

    Não ter nenhuma decepção com a aula que se passava contribuía para manter MiSoo naquele mesmo estado mais “normal”, embora ainda não estivesse totalmente bem. Não era ainda a MiSoo alegre que suas amigas conheciam.

    Acabou não respondendo EunBi, nem virando-se para trás, para os meninos que agora ocupavam o lugar que era delas na manhã anterior, mas volta e meia comentava alguma coisa com as amigas em meio à aula, baixinho para não chamar a atenção do professor. Com certeza não estava nem animada e nem tagarela como em um dia normal, mas não tinha sucumbido totalmente à maldade das inimigas.

    O Professor passava dever de casa e pedia uma espécie de projeto, como uma maquete, em que fosse montado um sistema solar de forma criativa. MiSoo não se considerava muito criativa nem artística e já imaginava que teria dificuldade nisso, por isso acabou fazendo uma careta com o dever.

    Ouviu Jae-Ki perguntando sobre valer nota e já revirou os olhos. Quase tinha esquecido da existência do idiota que achava que ela era um rato! Por que é que ele tinha que abrir a boca e fazè-la se lembrar?

    - ”Como EunBi tinha feito um amigo desses….?” - se perguntava, um tanto irritada.

    Tentou voltar a ignorar a presença do delinquente e comentou baixinho para as amigas sobre o dever:

    - Aiishh… Eu não vou saber o que fazer. Não sou criativa. - fez uma carinha de dar pena, com um biquinho triste.

    Mas logo o professor de literatura entrou na sala e sua expressão mudou completamente. Tinha um sorrisinho bobo no rosto. Estava agora feliz por ter um professor que já conhecia e do qual gostava bastante do jeito com que ensinava ali para lhe dar aula. Também era bem mais agradável olhar para ele do que para os outros professores!

    - Aigo! Que bom que é o professor Chang Wook. - comentou para as meninas - Com certeza não vamos ir mal nessa matéria! - tentou se animar um pouco mais, incentivando as outras meninas e assim tentando se incentivar também.

    Ele dizia participar dos clubes de teatro e literatura. MiSoo imaginava que seria bastante legal se participasse de um dos clubes em que ele estava envolvido. Com certeza tudo seria mais fluído!

    Teatro ou Literatura…? Qual MiSoo poderia entrar??

    Teatro parecia ser bem interessante, mas a jovem já se imaginou falhando miseravelmente no clube. Com certeza era péssima atriz. Mal sabia mentir direito! Literatura?? Até gostava de ler, mas não sabia se aguentaria esse clube. Só ficavam lendo e comentando, não? Mas talvez não fosse tão ruim. MiSoo logo fez uma careta com os devaneios. Por que estava pensando nisso? Já tinha um terceiro clube. Uma ficha para entregar! Não tinha como escapar para nenhum outro...

    O professor fez a pergunta aos alunos e logo apontou para Won-Bin.

    MiSoo chegou a virar-se na direção dele, com um sorrisinho nos lábios, como se quisesse incentivá-lo após ouvir o garoto parecer ter dificuldade em responder, o problema é que quando se virou percebeu que Gyu-Sik ficava bem no meio do caminho. Não estava pronta para olhar diretamente ao garoto e o sorriso acabou morrendo. Após poucos segundos em um estado de congelamento, olhando na direção do irmão da amiga, MiSoo baixou o olhar e se voltou para frente, abandonando totalmente a ideia de tentar ajudar o bolsista herói.

    Em seguida MiSoo viu o professor apontar para ela e o sorriso voltou. Sentia-se ansiosa em demonstrar que as aulas com o professor não tinham sido em vão. Que tinha aprendido com elas e que podia responder suas perguntas.

    A garota colocou-se ereta na cadeira e assumiu uma pose confiante, quase como se agisse como uma nerd, mesmo que não tivesse certeza nenhuma se era capaz de dar uma resposta decente e alcançar a expectativa de seu professor.

    - A literatura significa ter a possibilidade de se conhecer sobre muitas coisas diferentes sem precisar viajar pelo mundo. Podemos conhecer o mundo através dos olhos de outras pessoas e podemos nos inserir em todo o tipo de histórias incríveis, sendo elas reais ou fictícias. - tinha ficado orgulhosa da própria resposta, pois até parecia ser inteligente!

    Quando era mais nova costumava ler bem mais do que atualmente. A quantidade de livros tinha diminuído bastante depois que entrou para o tênis, mas tinha algumas histórias - as fictícias principalmente - que gostava bastante de ler. Pelo menos era um assunto que, em parte, conseguia compreender e responder.

    - Que vergonhaaa…- finalmente desfez a pose ereta, cobriu o rosto com as mãos e resmungou com as amigas, quando o professor não estava olhando, finalmente se arrependendo - um pouquiiiinho - de ter respondido desse jeito.

    O resto da aula do professor Chang Wook foi bem agradável exatamente como MiSoo esperava e passou rapidinho. Logo tocava o sinal do intervalo.

    Antes de sequer poder arrumar o material já ouviu o delinquente do fundo da sala berrando e correndo atrás da garota que estava à sua frente - a qual mal tinha notado até então. MiSoo arregalou os olhos. É claro que o mal educado iria correr e sair gritando no meio da sala com o professor ainda ali. Tinha que reforçar o quanto lhe faltava a educação. Tinha que mostrar pro professor super legal como era um garoto delinquente.

    - Aishhhh! Esse garoto. - resmungou e fez um bico, cruzando os braços, mas logo olhou para EunBi e lembrou das muletas que ela usava.

    Antes da amiga levantar, MiSoo pulou de sua cadeira e pegou os objetos para entregar para ela.

    - Assim fica mais fácil de pegá-las quando se levantar. - justificou para que a amiga não achasse que MiSoo estava querendo carregar ela como se não pudesse caminhar por si só.


    Junto de BoMi e acompanhando a velocidade de EunBi, MiSoo se dirigiu até o lado de fora da sala com o celular no bolso e o papel da inscrição para o clube de moda em mãos. Avisou para as amigas que ia colocar isso em seu devido lugar antes que nunca mais se lembrasse!! E também tinha um assunto que tinha iniciado antes da aula e que agora pretendia emendar com as desculpas pelo papel que fez o garoto passar… Só precisava saber como iria falar com ele com todos aqueles olhares maldosos por perto…

    - Ya… Eu acho que vou precisar me ausentar um pouquinho. - avisou às duas - Tenho que por esse papel pra entregar e mais desculpas à pedir. EunBi-Yah. Toma cuidado com as muletas, okay? BoMi-Yah Miane... De novo… - baixou o olhar triste - Logo eu alcanço vocês e a Mia na lanchonete. Vou sentir saudades. - fez coraçõezinhos com os polegares, quase como em resposta ao que BoMi lhe fizera na aula e foi devagar e repleta de insegurança em direção ao local em que deveria depositar a ficha de inscrição.
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por GodHades em Ter Dez 05, 2017 4:23 am

    - Bom dia prima, vejo que está ótima, como sempre. - Prontamente a respondeu com um sorriso, a garota tinha algo que o cativava, sentia como se fosse impossível ficar emburrado ou chateado olhando para aqueles olhinhos de jeito infantil. Revidou o sorriso cativante com outro, de canto. Ela perceberia que Dong não estava abatido pelo que ocorreu noite passada, mas se tivesse o pego minutos antes, veria um outro rapaz.

    O que um café bem dado não faz para os animos...

    Acenou de forma breve para ela, quando avistou Hyemin chegar, mexeu a mão  para coçar sua nuca algumas vezes, talvez isso lhe deixasse nervoso... esperou para ouvir aquele respirar descompassado de cachorro asmático, e ele finalmente veio. Aproveitou a cena do gordinho sem ar para lhe dar um tapinha no ombro. - Aigoo. Vai ficar sem respirar agora é? Esquece isso aii... - O 'isso ai' que ele falava era a menina cuja qual Ui-jin se dedicava.

    Disse num falso tom de bronca ate Min-Ho chegar e tomar sua atenção. Kyung deixara a folha bem exposta, mas não é como se alguém fosse entender ou se interessar pelo assunto, além dos seus amigos. - É sobre aquilo que falamos da outra vez. Aquilo que irá me ajudar quando pudermos sentar e discutir sobre o clube de informática. - O fintou na esperança de que o rapaz lembrasse do assunto, mas era algo complicado para tratar no meio da sala de aula especialmente depois do climão que ficou. Nesse momento recebeu uma bela mochilada no ombro, primeiro ele se assustou um pouco, arregalando os olhos por trás das lentes, depois respondeu com mais calma ao ver do que se tratava. - Não se preocupe, eu..

    Antes dele falar "Quer ajuda?" Stella foi bem mais rápida, ligeira, feito uma pistola. Como se lesse seus pensamentos 2 segundos depois. Após isso Dong se calou, não haviam razões para mais gentilezas pela trombada e então, aproveitou para dar uma olhada no estado da menina, parecia ruim mas ela ficaria bem.

    Para a alegria dele e da maioria dos sentados na frente, o professor de bio chega saudando os alunos e com certa autoridade, muito posudo e enigmático. Assistir a aula dele foi agradável, quase uma conexão intelectual ocorre, como se estivessem falando o mesmo idioma ali. Este homem no alto de sua sabedoria sabia desenvolver figuras sem sequer olhar as apostilas, datando sua experiencia pericial e memoria eidética, o tipo de atuação que ele espera desse ensino de elite. Todos os professores tinham que ser como este  que estava a frente de Kyung, pensou nisso com muita certeza.


    Descrever sobre o big bang não era algo tão simplório assim... escutar uma pessoa como essa lecionar lhe dava sede de conhecimento e curiosidade para querer aprender mais, querer ser, como ele. Sentiu até tristeza quando notou que o tempo simplesmente pulou de uma hora para outra. O virginiano anotou o dever de casa já cozinhando as ideias na mente de pronto, diferente de algumas caras meio perdidas que ele pode enxergar virando o rosto por cima do ombro. "Será que arrisco incluir Plutão? Preciso pensar..." para logo em seguida sentir a cabeça mais leve, mesmo após ter absorvido o alto de 20 paginas disso.

    Uma pessoa normal se sentiria zonza, esgotada mentalmente, mas o efeito nele era contrário, seu físico que ia embora, a cabeça continuava bem ativa.

    O professor Jang vai embora e Kyung lhe saudou de forma respeitosa, dando lugar ao de literatura... e rapidamente, se percebe que era alguém bem apessoado, e jovem. Dizem que pessoas dessa idade nessa profissão não ganham tão bem, ainda mais na Coreia do Sul. A não ser que tenha alguns contatos... Mas sem preconceitos não é mesmo? Nem com isso, nem com idade... o intuito era aprender. Professor Chang tinha uma fala bem bonita e clara, era bom de ouvi-lo falar, uma dicção sucinta. Parece que ele conhecia palavras que nem sabia que existiam no dialeto coreano atuais, mas a forma como o faz soar não o fazia parecer um velho, e sim alguém mais cult, que uma pessoa jovem poderia compreender e até usar. Só ai Dong entende o por que deve ter sido escolhido para essa função.

    - A literatura é uma forma comunicação. Por isso é fascinante e importante, por que as pessoas amam se conectar a algo. - Pontuou essa ultima parte, sua resposta parecia natural e convicta como se já tivesse escutado ela em algum lugar. Na verdade seu avô já havia dito isso uma vez, e faria sentido se forem levar em conta os negócios da família, talvez Hayoung se lembrasse dessa frase se tivesse alguma lembrança dos eventos familiares.

    Kyung gostaria de falar mais sobre literatura religiosa, mas ai já seria outro tópico mais delicado e para outra ocasião.

    Depois a aula chegou ao fim e ele esticou os braços se espreguiçando como geralmente faz. Não que a aula tivesse sido chata, nem de longe. O rapaz sente como se toneladas estivessem em seus ombros, e que a gravidade lhe puxava para baixo com mais força para baixo, se tivesse que nadar com esse pique, precisaria de boias.

    Reuniu forças para se levantar e sair da cadeira, mostrando movimentos e desenvoltura de um homem de 70 anos. Havia tomado uma boa dose de café mas parece que essas horas de aula lhe sorveu isso. Ele tinha problemas de gastrite e sua mãe já alertou que não bebesse tanto enquanto estudasse. Hee Kyung esperava seus companheiros saírem para irem comer algo, caso desejassem, ainda tem o café que ficou de dar para Stella e Ha Neul também.

    Alias onde estava ele?

    Dong foi para o corredor, e não trocou olhares ou acenos com seus companheiros, já que eles sabem a essa altura desse habito do rapaz de sair o quanto antes pela porta.
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Ailish em Ter Dez 05, 2017 1:49 pm

    De tão absorvida pela própria angústia, não tinha percebido que algo semelhante acontecia com Stella, mas Sunny não conseguiu pensar em nada que pudesse ter provocado aquela carinha de choro. Ahhh, provavelmente foi a situação desdenhosa dos meninos em relação ao seu talento. Entretanto, se precisasse palpitar, essa não seria a primeira opção de Sun-Hee. Ignorava o desfecho dos acontecimentos para dar atenção a Eun, mesmo que um pouco tarde demais. Delicadamente a tocou no ombro, virando-se, e era nesse momento que os meninos, Jack, Won e Kang, passavam pela porta – Eun...? – Stella levantou a cabeça, mas, de repente, duas aproximações tiravam o foco de Sunny, que as olhou de canto, já que era simplesmente impossível ignorar Hyemin e Yerin. Mas, elas pareciam mais aéreas ou, o mais provável, que sua presença não fazia qualquer diferença. Quem sabe o aviso do diretor tenha mudado o foco delas? Sunny respirou fundo. Estava cansada e o dia mal começou ainda.

    Stella seguiu para a sua cadeira, mas Sun-Hee hesitou antes de imitá-la.

    Não queria ficar ali, por mais estúpido que soasse.

    A maioria da turma já se encontrava ajeitada nos seus respectivos lugares, até Dong e Ui-Jin. Junto de Kim, que a chamava, Sunny sentou no assento ao lado de Eun e evitava olhares expansivos, pois próximos da área, estavam Jung e a namorada, MiSoo – ou o que quer que eles realmente sejam um do outro.

    Era como se a cabeça girasse...

    Tanto que não percebeu a expressão séria de Kim ou a maneira que Yerin se apoiava em Hyemin. Na verdade, buscava uma concentração excessiva e absurda na fácil tarefa de mover os pés. Na cadeira, Sunny pegou o caderno e o abriu numa parte vazia, esperando os nomes das matérias que aprenderiam hoje.

    Suspirou baixinho e apoiou os braços na mesa para descansar o queixo sobre eles enquanto aguardava a entrada do professor ou professora.

    Para piorar... – sim, havia como... – nem poderia dar umas bisbilhotadas em Jung Mi por causa da disposição de cadeiras. Além de fazer parte da sua fileira, MiSoo estava entre os dois. E, de certo modo, bem ou mal, era melhor assim. O que aconteceu do lado de fora não foi suficiente, hein? Sem contar que seria uma tremenda falta de respeito com a outra menina e Sunny não era esse tipo de pessoa. Esfregava os olhos, afastando a ardência das lágrimas, embora continuassem meio avermelhados e turvos. Queria tanto ir embora ou, no mínimo, respirar num local menos pesado e opressivo. Aquela sala de aula roubava toda a sua já pouca energia.

    Desviou a atenção quando uma garota de muletas esbarrou nas coisas de Dong e depois em Ui-Jin. E acertou Stella também, como saideira. Sunny concluiu que não devia ser fácil carregar a mochila, segurar as muletas, tomar cuidado e ainda andar no espaço estreito. Prestes a se oferecer para ajudá-la, Stella adiantou-se. Diante do sorrisinho de EunBi, retribuiu da mesma maneira, acenando com a cabeça.

    Então, um homem grande e de aparência intimidante entrou na sala. Era o professor de Biologia e automaticamente Sunny ajeitou-se, o encarando. Será que ele era bravo? Ou muito carrasco? Tal pensamento se dissolveu nos primeiros minutos de aula. Ele tinha um modo bastante peculiar de explicar os assuntos e deixava a disciplina divertida e interessante. Porém, vez ou outra, Sunny viajava e quando percebia, levava um susto. Forçava-se a escrever as informações que julgava mais importantes e até tentava fazer os desenhos, sem muito sucesso. Chegou a mostrar uma careta para a folha devido a total falta de jeito. Quase não notou o tempo passar e o sinal indicava o fim da primeira aula. O Sr. Jang pediu para casa que montassem uma maquete representando o sistema solar. Ela mordia a tampa da caneta conforme pensava no que poderia criar de legal.

    Quando o novo professor veio em seguida, Sunny entreabriu os lábios, o reconhecendo de imediato. Era o oppa que estava com Jung Mi no Café!

    Daria aula de Literatura, a favorita de Sun-Hee, apesar de gostar de todas as matérias.

    O Sr. Chang Wook iniciou um debate sobre a Literatura na vida dos alunos, mas Sunny não sentia ânimo de participar. No entanto, escutava as opiniões dos outros alunos. Ela era apaixonada por leituras em geral, tanto que sempre carregava um exemplar dentro da mochila, independente do peso extra. Agora, por exemplo, relia o Fantasma da Ópera.

    Mesmo que não falasse nada, assim como ocorreu na aula de Biologia, o professor de Literatura tinha uma forma envolvente de falar, ao menos para aqueles que já adoravam a disciplina. Seu humor melhorou um pouquinho diante da perspectiva do percurso que seguiriam pelo bimestre.

    O sinal tocou de novo, encerrando aquela parte.

    Sunny sentia-se decepcionada consigo mesma.

    Esses problemas estavam a atrapalhando.

    Tinha que se controlar com mais afinco, pois não tratava-se apenas dela própria, mas da família também. Começou a guardar o material lentamente e muitos alunos se apressavam a sair para o intervalo, e Dong enquadrava-se aí. Levantou-se devagar, terminando de fechar a mochila quando ouviu alguém lá de trás gritar o seu nome. Sun-Hee encolheu os ombros e fechou os olhos por um breve instante, com medo de que esse berro significasse novos problemas. Da última vez que isso ocorreu aqui, ela teve que lidar com os surtos de Hyun-Hee, que não parava de chocar todo mundo. Devagar, se virou na direção da voz, surpreendendo-se ao descobrir quem foi o dono do pequeno escândalo. Ela o encarava de maneira desconfiada, mas a expressão não era hostil ou aborrecida. Parecia confusa – Muito... urgente?

    Fitou Jae-Ki e o seu olho roxo.

    Não que estivesse confortável, mas relaxou a postura – só um pouco -, pois não havia brutalidade nos modos do rapaz. Mas, de súbito, o rosto assumiu traços preocupados – O que houve? Algo sério? – a mente fervilhou diante das inúmeras possibilidades – Desculpe, eu não lembro de você – falava de maneira sincera, realmente acreditando na chance deles terem se visto antes. Até porque, ela trabalhava numa biblioteca e lidava com o público dia após dias.

    Ele falava sem interrupções, a deixando cada vez mais apreensiva. Olhou para Kim e Stella – Mandem uma mensagem para a Lee Hi e a Chae, por favor, que irei atrasar – porém, não disse para eles a esperarem ou não porque não desejava prendê-los, mas imaginou que Kim não se afastaria... Era uma certeza. Aliás... Os dois ainda tinham o que conversar também – Ok, vamos aguardar aqui ou até achar outro lugar nesse colégio, perderemos o intervalo inteiro – sorriu, um gesto praticamene automático.

    Aos amigos dele, Sunny ergueu a mão e acenou, cumprimentando-os, mas logo voltava a encarar Jae-Ki, ansiosa e, propositalmente, se colocou de costas para o fundão, evitando um ponto bastante específico.
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    Re: Capítulo 2

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