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    Capítulo 2

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    Persephone
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Persephone em Qua Dez 06, 2017 2:42 am

    [SALA DE AULA]
    (Todos)

    O mal-estar criado na sala por conta das provocações de Eun-Na ficou para trás depois que a aula de Biologia começou. Os alunos, em geral, foram bastante receptivos com aquele professor cheio de conteúdo e que mal olhava para a apostila, por simplesmente não precisar dela. Mesmo os alunos que não fossem tão bons assim em biologia conseguiriam ficar com alguns exemplos e explicações na mente, acabando por ter mini-gatilhos de memória que despertariam quando lesse uma frase ou palavra específica ao estudar.

    Quando tinha pedido um trabalho envolvendo uma “maquete” do sistema solar, ele sabia que alguns poderiam fazer muchocho. Não seria a primeira vez que isso aconteceria, afinal.

    Olhou na direção de Jae-Ki ao ouvir a pergunta dele e mexeu de leve as sobrancelhas com um sorriso enigmático - se é que dava para chamar aquilo de sorriso. E um terrível “talvez..”. Talvez por que?

    Porque talvez ele se lembrasse disso nas provas quando alguém precisasse de décimos ou coisa do tipo. Mas a verdade é que ele não estava muito preocupado com a forma que entregariam, era uma espécie de releitura. Achou que tivesse sido claro que eles poderiam usar qualquer material ou contexto para criar o sistema solar. Em outras palavras, seria como se cada um fosse um mini-Big-Bang ali. O homem achava que aproximava mais a matéria dos alunos quando eles usavam coisas que conheciam e usavam a criatividade para tal.

    Mas claro que ele teria surpresas na semana seguinte.

    Quando ele se foi, o professor Chang Wook entrou. Apesar de não ter a mesma experiência de vida e tempo de sala de aula do professor anterior, Wook tinha dom para lecionar. Era mais do que um rostinho bonito e tratava seus alunos como criaturas pensamentos e não “pessoas sem luz”. Como Literatura não costumava ser a matéria que a maioria amava, ele tentou conversar antes, para aproximarem ideias e tirarem preconceitos.

    Chamou por alguns nomes aqui e ali, evitando os primos. Wook não tinha nada contra Hyun ou Jung-Mi. Na verdade, ele gostava dos dois primos mais novos e durante muitos anos, foi uma espécie de “babá” para eles. Dez anos separavam seu nascimento do de Hyun. Sua mãe era a irmã mais velha, mas também foi mãe muito jovem, então, ele não era da mesma faixa etária dos caçulas, mas nunca os destratara por isso.

    Não seria agora que o faria. Não havia mágoas entre ele e Hyun-Hee por ele estar com o avô. Até porque, Wook nunca considerou que um dia teve um avô - só avó.

    Por isso mesmo, o olhar que ele trocou com os primos foi de professor. Era imparcial e os tratou como tratava qualquer um ali, sem ser mais amigo de um ou de outro. Logo começou a indagar algumas coisas para uns nomes. A resposta de Won-Bin trouxe algumas risadinhas dele e da sala, por conta dos filmes legais.

    - Tem toda razão, Hwang Won-Bin. E estão cada vez mais legais mesmo. - Olhou para a chamada e falou. - E você...Yeun MiSoo?

    Claro que a incluiria naquela conversa. Só precisou fingir procurar pelo nome para que não ficasse tão na cara assim. Ouvir a resposta da menina trouxe um sorriso orgulhoso aos lábios. Tinham debatido um pouco mais profundamente sobre o tema, na época em que deu aulas para ela. Foi gratificante saber que ela ainda estava estudando por conta ou simplesmente se lembrava.

    - Ver através dos olhos de outra pessoa...Essa é uma colocação bem interessante. - Chamou mais alguns e, por fim. - Dong Hee-Kyung?

    Procurou até que viu que o menino estava bem na frente. A colocação pontual dele, o surpreendeu. No fim, todos estavam certos e tinham pontos a acrescentar ali. Dava até para criar uma discussão mais apronfudada, mas o sinal tocou. Ele não deu nenhum dever de casa, ainda, pois no retorno, ainda teria um tempo. Talvez continuassem falando sobre outro espectro da linguagem.

    Começariam a falar dos tipos de textos e narrativas.

    Chang Wook seguia até sua mesa e estava bem alheio às intrigas que existiam ali. O último menino a falar prontamente saía da sala e, mal ele saiu, a maioria dos alunos tomou um susto com o grito de um dos rapazes lá de trás. Jae-Ki correu rapidamente até Sun-Hee e chamou bastante atenção com isso.

    O professor olhou meio assustado e só pegaria a bolsa-carteiro para seguir até o intervalo.

    [...]

    Dong foi o primeiro a sair. Apesar de sua disposição de um velho de 70 anos, ficar perto da porta tinha suas vantagens, tal como: rota de fuga favorável. Mal ele tinha dado dois passos para fora da sala, pôde ouvir o grito de Jae-Ki chamando por Sun-Hee, mas não pareceu nada alarmante.

    Do corredor, ele percebia que os alunos do 2º e do 3º ano já tinham deixado as salas também, quase como se estivessem mais desesperados pelo intervalo do que os alunos do 1º. As aulas pareciam complicadas mesmo.

    MiSoo estava começando a guardar seu material enquanto Hyun-Hee se levantava quando isso aconteceu. Não demorou para que Hyun encontrasse sua liberdade do lado de fora, deixando o hospício para trás.

    Yerin ia abrir a boca para responder à amiga, quando tomou um susto e ficou de boca aberta, vendo tudo aquilo. Sun-Hee mal teve tempo de se ajeitar e já estava lidando com Jae-Ki muito próximo. Kang e Won-Bin estavam mais atrás, ainda se recuperando das intensas aulas.

    [HYEMIN]

    Após o susto dado por Jae-Ki, Yerin respirou fundo e voltou a atenção para sua amiga ao lado dela. Estava disposta a continuar a conversa quando reparou que Hyun-Hee - o zé droguinha - ainda parecia interessado com algo atrás dela. Virou-se, apenas para ter certeza do que estava acontecendo.

    Eun-Na o acompanhava com o olhar até que viu que Yerin a fuzilava com o olhar. E não era a única, aparentemente, visto que Yewon também tinha um palmo de bico, achando um absurdo esse comportamento dela.

    Yerin cerrou os olhos - e isso nunca era bom.

    Antes de colocar ordem na casa, contudo, ela deu atenção para Hyemin.

    - Achou a aula chata? Eu achei interessante. Mesmo sendo jovem e inexperiente, o professor de literatura parecia conduzir bem a explicação. - Deu seu ponto de vista. - Mas não se preocupe, eu te ajudo.

    - Eu também. - Hayoung também ergueu a mãozinha. - Já estou fazendo as lições, Hyemin-Ah! Já comprei o bloco de papel almaço rosa, para o ano inteirinho! Vai dar tudo certo. - sorriu animada.

    - Viu? Tem gente cuidando de você. E não é necessário, na verdade, eu preciso descer. Tenha certeza de que verá algo interessante acontecendo hoje.

    Yerin não estava completamente recuperada de seu mal estar, mas a verdade é que isso também seria como um álibi. Tinha muitas testemunhas ali que poderiam dizer como ela estava se sentindo mal naquele dia e que não tinha feito nada de errado.

    Aparentemente.

    Quando a rainha se levantou, as outras também se levantaram, quase que de modo coordenado. Apenas Hayoung demorou um pouco porque tinha um pequeno delay mental quando envolvia alguma atividade física. Enfim. A sala estava ficando vazia - MiSoo já tinha saído e se distanciado das amigas, mas Eun-Bi ainda estava para trás, visivelmente irritada enquanto olhava na direção de Jae-Ki. Bo-Mi estava ao lado da amiga, esperando que continuassem andando e não ficassem ali para sempre. Jung-Mi e os amigos também estavam saindo. Ryu chegou a parar para falar algo com Bo-Mi que meneou positivamente e disse que já o encontraria.

    Dong estava na porta do 2º ano e Stella estava prestes a sair, segurando o celular enquanto digitava.

    Hyemin pôde perceber algo estranho quando passou por Ye-Ji. A bochechuda, amiga da Sapo, olhava fixamente para Yerin até que abaixou a cabeça, diante do olhar mortal da rainha de gelo. Uma linha sutil subiu no canto dos lábios de Yerin, numa quase sorriso enigmático e ela pareceu ainda mais interessada em sair da sala.

    Hyemin, Hayoung e Yerin iam na frente enquanto Eun-Na e Yewon discutiam um pouco mais atrás. Mi-Ran ficou esperando por Ji-Ran e logo grudou no garoto. Hyemin e Yerin tinham chegado na metade do corredor quando ouviram um corpo caindo. Ao olhar para trás, viram Stella no chão e Yewon olhando para ela com uma expressão de “ops”.

    - Eu vi, hein? Ridicula!! RIDICULA! - Eun-Bi apontava a muleta na direção de Yewon.

    - Ai! Viu o que?! Cuida do seu pé, bailarina! - Yewon estalou a lingua no ceu da boca e continuou andando.

    Dong, Eun-Bi e Bo-Mi tinham visto quando, mesmo discutindo com Eun-Na, Yewon se aproveitou da distração de Stella e colocou o pé na frente, por trás. A menina, distraída com o celular - estava mandando mensagem para Lee-Hi - tropeçou e caiu de joelhos no chão. O celular escorregou um pouquinho, mas ela logo levou a mão por cima da meia ¾. Ainda foi obrigada a ouvir um “ops” de Yewon.

    Eun-Na controlou a risada e simulou uma cuspida na direção de Stella - mas não soltou nada. Yerin apenas parou para ver o que tinha acontecido, mas logo continuou sua caminhada, guiando o grupo. Não tinha sido ela a provocar, mas ela também não fez nada. Eun-Na e Yewon voltaram a discutir sobre as atitudes da mais atirada.

    Yerin também tinha muito o que dizer em relação a Eun-Na, mas estava com pressa. Mesmo assim, ela fez uma pausa no topo da escada e encarou as duas que se calaram, no mesmo momento.

    - Eu só vou dar um aviso. Arranje problemas com Eun-Joo e eu finjo que você um dia fez parte do meu grupo. Fui clara?

    Eun-Na tirou todo e qualquer resquício de sorriso da cara, ficando com uma expressão bem séria e resignada. Trincou os dentes e Yerin deu meia volta, começando a descer as escadas com as amigas. Ao invés do refeitório, ela caminhou como quem não queria nada, na direção dos armários apenas para ver se uma certa pessoa já estava por ali.

    O sorriso no canto dos lábios reapareceu ao ver que sim…

    [DONG]

    Dong sentia a necessidade de mais cafeína em seu corpo esguio. O efeito dela já tinha passado, após duas intensas horas de aulas. Por mais instigantes que elas fossem, o preço sempre era cobrado. Após uma breve alongada e a certeza de que seu corpo tinha 70 anos, ele saiu da sala.

    Deu dois passos para fora e ouviu o grito de um garoto, chamando por Sun-Hee. O corredor já estava um pouco agitado - as portas dos 2º e 3º ano já estavam abertas e os alunos transitavam. Pareciam desesperados pelo intervalo, num claro indício de que não tiveram a mesma sorte que o 1º anos. De todo modo, os grupos começaram a sair da sala dele também.

    Primeiro foi Hyun-Hee que passou rapidamente e sempre sozinho - nem parecia fazer questão de companhia, na verdade. E, a julgar pela fama que corria, as pessoas não faziam muita questão de se aproximar também. Alguns diziam que ele estava louco, outros apontavam como possível dependente químico.

    Enfim, quando Dong chegasse até a porta do 2º ano, veria que Ha-Neul conversava com alguém. E não era qualquer pessoa, tratava-se de uma linda jovem nerd. Seu nome era Han So-Na e o primeiro amor de Ha-Neul e quase todos jovens nerds. A menina era recatada, na dela, a única garota que fazia parte do clube de informática. Era discreta, silenciosa e estava sempre lendo um mangá ou hq ou livros. Não fazia a mínima questão de fazer parte daqueles grupos, muito embora fosse educada quando precisava ser.

    So-Na ajeitou seus óculos escuros, ponderando sobre o que Ha-Neul dizia.

    - Talvez você esteja certo, mas só dessa vez. Não se acostume.

    - HA-HA-HA...Eu sempre estou certo, So-Na-Shi.

    - Agora você está agindo de modo errado. Parabéns, perdeu os créditos recém-adquiridos. - Sorriu e deixou o garoto sem graça, com um palmo de bico num típico “aishuuu”. Mas, Dong viu que ela sorriu de modo até meigo.

    Nesse meio tempo, mais pessoas tinham saído da sala dele - MiSoo tinha disparado pelo corredor para entregar um papel, mas as duas amigas dela, inclusive a de muletas, estavam mais para trás. O trio de Jung-Mi também saiu e um deles se demorou com uma das amigas de MiSoo - não era o gêmeo de Bo-Mi, era Ryu.

    Ha-Neul estava quase saindo quando Dong ouviu um.

    - Bom intervalo, primo. - Hayoung acenou para ele, passando ao lado de Hyemin e Yerin.

    Stella também tinha saído da sala e Dong podia ver, depois de falar com a prima, como ela estava distraída. Porém, mais do que a distração, ele viu o pé que se colocou na frente do de sua amiga e o corpo dela indo ao chão. Stella caiu de joelhos, sem qualquer instinto de proteção e deixando o celular deslizar um pouco. Fez um sonoro “ai” que só não foi mais alto porque a menina de muletas apontou para a culpada.

    Min-Ho e Ui-Jin saíram mais depressa ao ouvirem o barulho e a briga enquanto Ha-Neul já chegava ao lado de Dong. A culpada escapava de uma retaliação maior, simplesmente saindo dali, na direção de sua líder. Eun-Bi olhava irritadissima para aquilo e começou a se aproximar, bem como Bo-Mi.

    - Você consegue se levantar? - Bo-Mi perguntou de modo gentil, tentando ampará-la.

    Stella ainda estava na mesma posição, mas com a cabeça abaixada, completamente envergonhada. Os braços dela tremiam e ela ficava entre as lágrimas do choro e da raiva.

    - Se quiser gelo, eu tenho uma bolsa de gel… - Eun-Bi comentou ao chegar mais perto.

    - Ani… - Stella murmurou com a voz embargada e só conseguiu se sentar.

    Ha-Neul deu uma empurrada de leve em Dong, para ver se ele faria alguma coisa. Ui-Jin e até mesmo Min-Ho também se aproximavam, mesmo que um pouco mais hesitantes. So-Na e Mia - uma garota alta e com corpo mais atletico, amiga de MiSoo - tambem saíram da sala. Enquanto So-Na ficava sem saber o que dizer, Mia se aproximava das amigas, perguntando o que tinha acontecido.

    Stella passou a mão pelo rosto e começou a procurar pelo celular, pronta para se levantar.


    [SUNNY, JAE-KI E WON-BIN]
    (Sala de Aula - Parte 2)

    O trio de bolsistas se conhecia cada vez melhor. As primeiras impressões tinham passado e novas características de cada um vinham à tona. As posturas e Jae-Ki não pareciam incomodar ou envergonhar Kang ou Won-Bin. Kang só achava que o Jae-Ki-Boy era muito estourado e extremista e, talvez, precisasse parar para pensar antes de agir. Fora isso, ele gostava muito da companhia dele e achava ainda mais legal toda aquela preocupação com o Won.

    No intervalo entre a aula de biologia e literatura, Kang tombou para a frente para olhar além de Won-Bin e disse.

    - Eu te empresto o caderno no fim da aula, pode ser? Certeza que anotei mais do que Won. Ele estava numa saga investigativa.

    Soltou sem querer querendo. Estava recuando, mas então se lembrou de uma coisa.

    - AH É! - Bateu a mão na testa. - Eu trouxe seu bolinho, Jae. Pra você também, Won, mas trouxe 2 para o Jae. Não esqueci não, viu? Te dou no intervalo e aí você não vai precisar gastar nada nas máquinas, nem comer só frutas.

    Sorriu animado e sentou-se de novo.

    A aula de literatura pareceu inspirar Won. Quanto mais tímida uma pessoa era, maiores eram as chances dos professores apontarem o dedo para elas e fazer uma pergunta. Felizmente, Won se saiu bem e Kang fez um “joinha” para ele. Won também percebeu que recebeu três breves olhares - que foram mais demorados: MiSoo, Bo-Mi e a bochechuda Ye-Ji. MiSoo o encarou com um sorriso nos lábios para incentivá-lo, mas foi algo pareceu incomodá-la - era Gyu-Sik, que nem estava olhando para ela, mas ficava “no caminho”; Bo-Mi encarou por mais tempo, mantendo o queixo apoiado na mão esquerda e também deu um sorrisinho com a resposta. Lá da frente, Ye-Ji, a menina bochechuda que o vinha encarando há dias, também prestou atenção na resposta e...meio que achou a melhor de todas.

    Kang nem comentou nada, só sorriu e fez o gesto de “bang bang bang”. Parece que ele tinha aprendido tuuudo sobre bang bang bang. Ou talvez fosse só o braço que chamava a atenção. Nem o blazer ele podia botar direito por conta do gesso, daí era uma competição desleal mesmo.

    A aula acabou e antes que conseguissem se decidir, Jae-Ki dava aquele berro que fazia a sala tremer. Kang quase caiu da cadeira pelo susto, mas só olhou espantado mesmo. Olhou com cara de “tá doido?!”, mas ficou no lugar para pegar os bolinhos.

    Jae-Ki não teve nenhuma matéria favorita, mas as aulas tinham sido boas. Pelo menos ele tinha conseguido se distrair o suficiente - ou assim pensava. Tinha até desenhado bastante, o que era algo que amava fazer. Mas a verdade era que ele esperava muito pelo intervalo, principalmente pelo motivo: lanches de graça. Antes, contudo, ele lembrou-se de uma nome e uma imagem. Precisava falar com ela antes que fosse embora, por isso gritou “KIM SUN-HEE!!!”.

    Kim olhou para trás, na mesma hora. Jae-Ki não era o único com instinto protetor ali e não parecia normal ou razoável, ouvir algo assim. Sunny esteve um pouco ausente na maior parte do tempo - ele tinha percebido. Mesmo em literatura, a amiga não estava ali. Alguma coisa a tinha afetado profundamente e Kim não sabia porque.

    Quando o sinal tocou e as pessoas começaram a sair, Kim só conseguiu dizer.

    - O que está acontecendo, hm?

    Mas antes que ela pudesse responder, foram interrompidos por aquele menino. Kim voltou a atenção para trás. Jung-Mi também. E não foi o único, Eun-Bi também se interessou por aquilo - mas não de modo positivo. Stella franziu um pouco as sobrancelhas, sem entender nada. Enquanto muitas pessoas se levantavam e começavam um trafego pela porta, Jung continuou sentado, de braços cruzados.

    Eun-Bi tinha aceitado a ajuda de MiSoo, mas agora estava fuzilando Jae-Ki com o olhar. Começou a passar pelo corredor estreito, sem esbarrar em ninguém - mas querendo bater nele com aquela muleta. Então era assim, né?! Bastava gritar com ela que logo se jogava para outra menina!

    Abusado!! Que raiva desse menino!!!

    Jae-Ki sentia aquele olhar perfurante da bailarina não tão frágil assim. Ela logo virou a cara, fazendo um “hunf”. Saiu com suas amigas, mas não tomou os corredores, pelo contrário, ela ficou bem perto da porta para ouvir o máximo de conversa que conseguisse. Estava muito incomodada com aquilo.

    Jung-Mi também, mas ele só respirou fundo e massageou a têmpora. Se Sunny estivesse atenta, perceberia que ele saiu depois de MiSoo e eles nem tinham se falado. Não pareciam tão intimos assim, apesar de “namorados”. Passou pelo grupo daquele jeito de sempre, bem sério e quase fazendo um bico por não comportar nenhum sorriso nos lábios.

    Won-Bin também viu o momento que um dos garotos, Ryu, ficou um pouco mais para trás e falou algo com Bo-Mi. O que era, ele não conseguiu ouvir, mas Bo-Mi fez uma expressão curiosa até que esboçou um sorriso e meneou positivamente, concordando sabe-se lá com o que.

    Ele só disse que ia guardar um lugar para elas e pegar um chá para ela. Bo-Mi cutucou Eun-Bi para dizer alguma coisa.

    Kim continuou encarando Jae-Ki.

    - Eu vou ficar com você, Sunny. - Comentou. - Não me leve a mal - Falou com Jae-Ki - mas não é tem sido muito seguro ela andar por aí sozinha, mesmo depois da conversa.

    Deu a entender que não tinha problemas eles conversarem, o problema real era o “depois”. Talvez Jae-Ki aceitasse melhor assim. Stella saiu, dizendo que iria procurar as meninas. Ui-Jin e Min-Ho também estavam de saída, mas o grupo de Yerin passou primeiro. No instante em que Bo-Mi estava cutucando Eun-Bi para dizer alguma coisa, eles ouviriam um barulho do lado de fora.

    Eun-Bi logo apontou na direção das garotas, chamando de ridiculas e se encaminhava para lá, meio que pulando. Bo-Mi também saiu do campo de visão. Caso saíssem, veriam Stella no chão, próxima à sala do segundo ano.

    [MISOO]

    MiSoo estava passando por um verdadeiro teste de resistência, no mais amplo sentido. A culpa estava prestes a consumi-la e ela não podia nem se socorrer de um docinho ou lanchinho para tentar aplacar aquela angústia crescente em seu coração. Muito embora, gostasse de parecer forte, ela era uma das pessoas mais sensíveis dali.

    As aulas tinham ajudado a esquecer um pouco toda a situação.

    Ela não parecia aceitar muito bem que seus amigos não estavam com medo ou a culpando por alguma coisa. Tanto Gyu-Sik quanto Bo-Mi e Jung-Mi tinham feito aquilo porque quiseram, porque acharam o justo. MiSoo não tinha feito nada de errado, mas se martirizava.

    E como!

    Estava a ponto de abrir mão de suas amizades para não envergonhar ninguém e sua lista de desculpas não parecia ter mais fim.

    Felizmente as aulas estavam aí para distraí-la e a presença de Chang Wook também a acalmava. Sua resposta para a pergunta dele tinha sido muito bem vista e aceita, o sorriso orgulhoso dele tinha se repetido, bem como no dia que ela refizera todo o teste e passara com louvor após tanto estudo. Ela era especial para ele, como uma aluna muito querida, dedicada e esforçada que só precisava acreditar em seu grande potencial.

    Porém, no meio da aula, ela também tinha se deparado com o olhar distante de Gyu-Sik. Na tentativa de olhar na direção de Won-Bin e incentiva-lo a responder, ela viu o olhar meio perdido de Gyu. Era uma sensação estranha ali.

    Geralmente, Gyu-Sik a estava encarando ou correspondia ao seu olhar quando o encarava. Daquela vez, contudo, ele estava...aéreo, em outro mundo. Nem mesmo dois segundos depois, ele voltou, continuando introspectivo demais. Algo novo para MiSoo - será que ela tinha deixado a mão pesada demais naquele dia? Será que ele estava chateado por ter sido ignorado?

    Até o fim da aula, ela continuou se culpando quando, finalmente, ouviu o sinal. Levantou-se rapidamente, entregando a mochila extra para Eun-Bi e a ajudando. A amiga aceitou a ajuda dessa vez, mas estava olhando irritada na direção que Jae-Ki tinha gritado. Eun-Bi tinha se arrastado um pouco mais, ainda querendo saber que palhaçada era aquela ali, mas logo as três saíram da sala.

    - Tudo bem, MiSoo-Ya… - Eun-Bi respondeu e a encarou. - Vamos procurar por Mia e te esperamos no refeitório, pode ser?

    - Ou vamos te buscar lá na secretaria...Não é bom ficar andando sozinha. - Bo-Mi comentou.

    - É verdade. - Eun-Bi se prontificou também, mesmo que estivesse um pouco debilitada.

    A resposta ficou à critério de MiSoo, preferia encontrá-las no refeitório. As amigas concordaram e fizeram corações para ela também dando um sorriso. Parecia que não havia mais mágoas entre Bo-Mi e Eun-Bi, as duas estavam até conversando tranquilamente.

    - O que aconteceu que eu perdi? - Eun-Bi perguntou, mas olhava para a sala, vez o outro.

    Bo-Mi tentou começar a contar a história, mas foi interrompida pela chegada de Ryu e, não conseguiu completar tudo por conta dos incidentes que vieram. Era até bom MiSoo não estar por perto ou seu instinto falaria mais alto ali e ela certamente acharia que tinha mais dívidas em sua conta.

    O formulário deveria ter entregue na secretaria, até sexta-feira. Era quarta, então, MiSoo estava dentro do prazo. Muitos alunos já circulavam pelo pátio e refeitório - os outros anos tinham saído já. A menina andava completamente sozinha, podendo fraquejar sem que ninguém a julgasse muito.

    Enquanto andasse, veria que o “Ketchup” estava caminhando na direção do jardim, carregando uma bebida consigo. Ele tinha sido um dos primeiros a descer, já tinha pego algo para beber e agora procurava um canto só seu. Já MiSoo, sabia para onde deveria ir e fazer algo que não queria: se inscrever no clube de moda.

    Ao chegar na secretaria, a recepcionista indicou o escaninho que ficava disponível para os clubes. Claro que era supervisionado e bem abaixo de uma câmera de segurança. Bastava MiSoo completar e colocar ali.

    Enquanto fazia isso, outra pessoa entrava na secretaria. Era um rapaz que estava olhando para uma pasta aberta e caminhava até o escaninho também. Acontece que, quando MiSoo virasse para trás, bateria direto na pasta dele, fazendo as inscrições dele voarem pro alto. As folhas caíam naquele ritmo lento de um objeto sem peso nenhum, enquanto a pasta, mais pesada, já estava no chão. O rosto dele era revelado vez ou outra - um traço do queixo, o nariz certinho, os lábios entreabertos e o olhar meio curioso, vendo as folhas voando.

    Quando a última folha passasse pelo rosto dele, ela veria ninguém mais, ninguém menos que Han Minhyun. O menino do 2º ano que a mãe dela tinha comentado na noite anterior. Ao invés de brigar com ela, ele escondeu os lábios, meio pensativo e começou a se abaixar para pegar as folhas - não adiantava nada brigar por esses acidentes assim.


    - Você está bem? - Perguntou meio que no automatico, apesar de não dar para se machucar com isso.

    Ele era ainda mais bonito do que ela podia se lembrar, da época que o via pelos corredores - quando ela era da 7ª e ele da 8ª série. Estava mais adulto, ainda que tivesse aquela cara fofinha. A voz dele estava mais grossa também, mas o que não tinha mudado era o jeito gentil e educado de tratar os outros.

    [HYUN-HEE]

    Eun-Na não teve a oportunidade de responder a Hyun e, na verdade, ele nem esperava por uma resposta. Estava com pressa de sair dali porque aquela sala era um pouco sufocante, no fim das contas - e só tinha maluco também! Era quase um absurdo ele ser o único a precisar de remédios ali.

    Os corredores estavam um pouco movimentados e enquanto ele descia pelas escadas, teve a impressão de ver uma certa joaninha entrando no banheiro com sua amiga - mas foi tão breve que não dava para ter certeza e nem valia muito à pena, no final.

    O refeitório não tinha filas para o que ele queria beber e, muito embora houvesse uma série de lugares disponíveis, ele preferiu ir para o jardim.

    Diferente do que aconteceu de manhã, ali havia uma movimentação maior, porque os alunos realmente precisavam de um pouco de ar. Enquanto refletia sobre todas as impressões e sensações nostálgicas que ele tivera naquele primeiro dia, um de seus fantasmas apareceu, mas não sozinho, dessa vez.

    Eun-Joo saída do prédio, jogando seu cabelo para trás e sendo seguida por Jimin e Hyejeong - faltava uma menina do quarteto, mas se ela ainda namorasse o menino um ano mais velho, dava para imaginar onde estavam. Além das duas, também havia Han Ji-Rin- prima de Minhyun, um antigo amigo dele - além de Taehyung, Da Won e Ro Young. Jong-In não estava ali e isso parecia um breve mistério.

    O extenso grupo dava risada de alguma coisa, até que todos repararam na repentina mudança de humor de Eun-Joo.

    A rainha, ex amada de Hyun, parou de andar e viu seu sorriso morrer. Foi olhando para o céu, respirando fundo e, de repente, não tinha mais vontade de estar ali. Os outros olharam para a frente, sem entender o porquê daquela repentina mudança dela.

    Jimin e Hyejeong arquearam uma das sobrancelhas, mas com visível interesse nele. Os meninos não tinham uma opinião ou expressão formada e Ji-Rin pareceu confusa. Eun-Joo deu as costas e voltou para o prédio porque não queria se indispor. Hyejeong, mantendo as aparências, virou-se também, mas Jimin deu um sorriso discreto para Hyun antes de sair.

    Os rapazes ficaram.

    E, para a surpresa de Hyun, começaram a se aproximar.

    Não foi uma aproximação hostil, estava mais para curiosidade. Dos três, o que mais tinha aparência de líder - com exceção de Jong-In - era Da Won. O rapaz parou em frente a Hyun, com as mãos nos bolsos e comentou.

    - Finalmente nos reencontramos. - tombou um pouco a cabeça para o lado. - Não sei o que deu em você, porque mudou tanto e porque não parece o antigo Hyun, mas...Seja bem-vindo de volta. Você fez falta.

    Os outros também concordaram. Apesar do que eles ouviram a respeito de Hyun, esses caras ainda se lembravam do líder que ele era e o respeitavam. Havia um fio beeem fino ali de respeito, mas talvez fosse uma brecha que Hyun não esperava encontrar.

    Mas talvez fosse uma brecha boa de explorar. Taehyung foi o primeiro a se afastar depois de cumprimentá-lo - ele queria ter dado as boas-vindas, mas também queria ficar com Jimin. Ro-Young também queria voltar para ficar por perto de Ji-Rin. Coube, mais uma vez, a Da Won se manifestar.

    - Quer ir com a gente? Ou se sente mais confortável aqui?

    Caso Hyun-Hee fosse, ele chegaria a tempo de ver o que acontecia próximo ao armário.

    [ARMÁRIOS]
    (1º andar)

    Yerin tinha diminuído um pouco os passos, fazendo suas amigas pararem também. Im Yuha estava conversando com seu oppa Ah Kyung-Soo enquanto mexia no código de seu armário. Achou um pouco estranho o cadeado estar daquele modo, mas deu de ombros até abrir o mesmo.

    Hyemin foi forçada a parar e amparar Yerin de novo.

    Lee-Hi e Chae desciam as escadas, acompanhadas por Jong-In - aquilo era uma surpresa para elas. Afinal, o que o herdeiro de uma chaebol tinha para falar com aquelas esquisitona? O trio passou e estava se encaminhando até o refeitório quando Im Yuha achou uma caixa de presentes.

    - Awn, Oppa...Você comprou pra mim?! - Perguntou para o namorado.

    - Eu? Do que está falando? Nunca vi essa caixa e...não me diga que você está ganhando presente, Yuha!

    - Ani! Eu não sei quem me deu! Mas vou abrir… - Começou a abrir.

    Yerin massageou a têmpora e estava pronta para dizer que estava melhor quando Yuha deu um berro. Eun-Joo e as amigas também tinham retornado e pararam no meio do caminho. O grito de Yuha ecoou pelos andares e ela largou o “presente” no chão, se escondendo no namorado.

    - Ya! O que houve?!

    A menina nem conseguia falar porque estava apavorada. A caixa começou a se mexer e as patas de uma tarântula começaram a aparecer. Yuha estava em franco desespero, porque ela tinha pavor de aranhas. O rosto da capitã de culinaria estava completamente vermelho e ela sem ar nenhum. As meninas também entraram em desespero.

    Hyemin percebeu que Yerin fez um “ooh” e recuou também, a protegendo.

    Yewon quase subia as escadas de novo, de tão apavorada.

    Apesar do nojo que sentiu, Chae tomou a frente e usou a própria caixa de presente para conter a bicha de novo. Jong-In viu ali uma oportunidade de ser útil e completou o trabalho por ela. O ombro dele roçava no de Chae, mas o trabalho estava feito.

    - QUEM FOI QUE FEZ ISSO?!?! - Yuha berrava, mas ainda estava completamente desconjuntada. - FOI VOCÊ, NÉ? SUA VÍBORA!

    Apontou na direção de Yerin.

    - O...que?! - Yerin perguntou completamente chocada.

    - QUEM MAIS NESSE COLÉGIO SERIA CAPAZ DISSO?!

    - Você está me acusando de algo terrível. Nem eu seria capaz de fazer isso...Tenho certeza de que alguem viu ou filmou. - Olhou para Yuha. - Tenho certeza de que o culpado irá aparecer.

    Yuha congelou com aquela palavra sobre filmar.

    - Isso não é justo! Não fui eu que mandei o vídeo para o diretor! - Disse em meio às fartas lágrimas e o namorado a segurado.

    - shh shhh, está tudo bem. Vamos, Yuha-shi. Já passou o perigo.




    AVISOS


    > Respeitem o tempo de seus quadradinhos. Apesar do instinto de proteção ser muito latente em vocês, deixem que os chars mais próximos tenham a iniciativa, ok?

    > A cena nos armários pode ser vista por Hyun-Hee, caso queira. Caso MiSoo seja rápida e não queira falar com o Minhyun, pode chegar nos gritos da Yuha acusando a Yerin.

    > Os outros não verão essa cena, mas saberão dela em breve =x

    > Adendos estão liberados, diante das interações que vão acontecer.

    > As cores podem estar erradas, mas to com sono =((
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Luxi em Qua Dez 06, 2017 9:41 am

    Hyemin levou um susto na sala de aula quando Jaeki soltou aquele grito. Aquele garoto era muito assustador mesmo! Fez um beicinho de medo. Até com outros bolsistas ele iria implicar? Nossa, ele era totalmente um gangster!  O que será que Sunny tinha feito de errado para ter que ouvir aquele berro? Ela não chegaria a descobrir, não prestou muita atenção,  pois logo teve que abaixar o rosto e desviar o olhar, já que Joo Hyuk chegava perto de sua amada para protegê-la do marginal. Não queria mais nenhum contato com aqueles dois e isso era algo que tinha acabado de prometer para si mesma.

    Ficou ali admirando a beleza e a inteligência de Yerin. Ficou um pouco sem graça de não ter gostado de Literatura e fez um bico, que se aliviou quando a amiga disse que a ajudaria.

    - Você é a melhor - sorriu, satisfeita.  Hayoung falava também e Yerin acabou dando moral para a menina. Bem, era verdade que “tinha gente cuidando dela”. Fez um coração com os dedos para Hayoung, com um beijinho. Tinha amigas (e estava incluindo sua pet naquele dia) maravilhosas! Nada mais importava. - ...Hm? Precisa por quê? Vai à enfermaria? Não está se sentindo bem? Ahn… tá bom - piscou com a cabeça pendendo para o lado, sem saber o que esperar, mas curiosa.

    Sem celular, a menina nem tinha muito o que levar para o lado de fora. Deu o braço à melhor amiga e saiu logo da sala, antes que começasse a se importar com a aura daquelas pessoas que ficavam para trás. Por não querer olhar para lá, acabou encontrando o rosto de Yeji. Ela mesma acabou franzindo a testa. Por que ela ficava olhando para Yerin? Que atrevida.

    - Tteok - falou baixo em uma careta agressiva, para que a outra parasse de olhar para elas, fazendo referência às bochechas da menina, que para ela lembravam um bolinho de arroz coreano.

    A onda de bullying se alastrou na parte de trás do grupo, mas quem tinha caído era Stella. Olhou brevemente para a menina, mas ficava um pouco constrangida com esse tipo de coisa, então fingia que não tinha visto nada, virando o rosto de novo e seguindo. Teria achado engraçado se fosse Yeji e sua menina de tentar enfrentá-las. A voz de Eunbi ao fundo também foi ignorada. Aqueles problemas eram só de Yewon e EunNa, não dela.

    Hyemin só entendeu por cima que Nana aparentemente estava se jogando pra cima de alguém, mas ela era meio lentinha para captar toda a conversa, até que Yerin decidiu dar um ultimato nas duas. Olhou a amiga, um tanto alarmada. Ela não dava trégua em momento algum, mesmo tendo um dia tão difícil e ter quase caído da escada! Era um tanto admirável aquela força. Mas por que Eunjoo brigaria com elas? Isso a lembrava que não tinha conseguido falar com Hyun Hee e fazê-lo pedir desculpas a Eunjoo. Era uma amiga bem ruinzinha, esperava que a rainha do segundo ano a compreendesse. Mas o que ela podia fazer? Seu oppa a tinha ignorado completamente, não era do tipo que se humilharia em público duas vezes por uma pessoa para ser ignorada.

    Sentiu um mal estar. Esperava que EunNa e Yerin não brigassem. Não queria o grupo se separando. Gostava bastante de andar em bando, era muito mais legal para fazer compras, tirar fotinhos em máquinas e coisas do tipo. Por sorte, as duas pareciam ter se resolvido. Seria tão bom se ela tivesse essa mesma influência e pudesse proteger Misoo por Jung Mi também… mas ela não se atreveria a bater de frente com as amigas ou seria ela a virar chacota.

    Enquanto pensava nisso, mal reparou por que estavam paradas no meio da região dos armários. Avistou a sunbae do clube de culinária e deu um sorriso, sem desconfiar de nada. Yerin tinha que discretamente contê-la pelo braço, pois a vontade que Hyemin tinha era de acenar e dar oi. De repente ela viu aquela tarântula saindo da caixa e gritou junto da veterana, soltando um grito fino e escandaloso atrás do outro, virando o rosto automaticamente para perto de Yerin e sendo protegida por ela, quando cessou o show.  

    Com o rosto encostado no ombro da amiga, enquanto se acalmava reparou a frieza com que lidava com a situação. Ouviu a outra a acusando e ergueu um pouco o rosto até então toda encolhida contra Yerin. Seus olhos se encheram de medo e surpresa, crescendo como um filhote. Era o “algo interessante” que estavam vendo? Entreabriu os lábios. Teve um pequeno dejavu de quando toda a escola começou a passar mal no banheiro, enquanto a ela tinha sido oferecida uma refeição alternativa.

    A mesma calma. A mesma cena tranquila entre as duas, tendo escapado “sem querer” enquanto todo o resto da escola sofria muito. Era como sentar-se ao lado da lareira próxima à janela do castelo e observar o reino ser congelado. A sensação era estranha. Observava a amiga com um misto de admiração e medo. Claro que era bom ser protegida, mas aquela expressão fria e sinistra em seu rosto nessas situações sempre a deixavam insegura.

    Virou então o rosto para a garota do segundo ano que estava em prantos e lembrou-se de sua tia. Será que tinha sido ela que divulgou o vídeo? Até as meninas ricas estavam contra Yerin também? Queriam a coroa de sua amiga a esse ponto de dedurá-la? Mas já não estavam felizes com os postos atuais? Para que fazer isso? Ficou bem magoada de pensar que poderia ter sido alguém que tratou com carinho e ansiava para fazer parte do clube. Esperava de coração que Im Yuha não resolvesse ser malvada com ela no clube. Mas será que tinha sido ela mesmo? Não tinha como saber…  Abaixou um pouco o olhar.

    Tinha mesmo muito a aprender com a amiga e a tia. Ajeitou a postura, ainda que seu rosto estivesse ainda indefeso e surpreso, mas pelo menos o bicho tinha sido contido. Após alguns minutos, pegou-se olhando novamente para Yerin, com aquela pergunta lhe saindo dos olhos, e então não conseguiu mais parar.  Sabia que tinha sido ela e isso causava nela batimentos cardíacos estranhos.

    Sempre ficava se perguntando se precisava de tudo aquilo. Uma tarántula era bem perigoso. Como ela tinha conseguido? Isso era ainda mais impressionante. Um desconforto adicional se remoía em seu peito. Estava sempre com receio do que viria depois de uma ação daquelas. Não era boa em não ser pega como a amiga, então era por isso mesmo que jamais poderia realmente participar dos planos de Yerin. Sem reação, diminuiu os lábios, sem graça e deu o braço à amiga novamente, querendo ser conduzida para outro lugar. Estava muito chocada para comentar qualquer coisa e a outra já podia esperar que Hyemin se comportaria assim por algumas tentativas de mudar de assunto até que realmente esquecesse.


    Gakky
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Gakky em Qua Dez 06, 2017 9:59 am

    Quando falou sobre pegar o caderno emprestado, ele ouve que Won emprestaria, mas logo Kang também oferece o dele dizendo ter mais anotações que o Won. Jae-ki assentiu com um movimento da cabeça e franziu as sobrancelhas ao ouvir sobre "saga investigativa".Já ia perguntar, mas Kang voltou a falar, dessa vez sobre os bolinhos, e eram dois! Jae-ki arregalou os olhos surpreso pelo amigo ter se lembrado e ainda ter trazido o dobro para ele. Sorriu para Kang enquanto notava que realmente tinha dado sorte em encontrá-los.

    - Uwa! Daebak! (íncrivel) - Em seguida resmungou deitando a cabeça e o peito na mesa - Quero comer logo... Tô com fome. Esse sinal demora muito a bater...



    Depois ter perguntado sobre o aboji de Won Bin, Jae-ki ouviu preocupado a resposta dele, embora tinha sido otimista. Respirou fundo pelo amigo. Nunca esqueceria o sacrifício dele, com as aulas já se sentia mais calmo, embora a fome o incomodasse. Ver como os amigos eram legais também o fazia se sentir melhor. Mesmo que as pessoas de Wanjo os desprezassem, ainda tinham um outro. Jae-ki valorizava os amigos mais do que podiam imaginar, e por isso ficava tão furioso quando se sentia traído.

    Jae-ki suspirou quando o professor de biologia não o respondeu exatamente sobre valer nota. Não era o tipo de aluno empenhado em trabalhos assim, mas dessa vez queria fazer o seu melhor. Em Wanjo era diferente, porque queria se tornar o melhor o aluno para mostrar que não era inferior como eles pensavam, seria como um tipo de vingança. Em literatura ficou aliviado pelo professor não tê-lo escolhido para responder, prestou atenção na resposta de Won, sorriu quando ele falou sobre servir para fazerem uns filmes legais. "Esse Won... Será que ele gosta de livro velho também?" Quando chegou a vez de MiSoo, Jae-ki fez uma careta de desgosto. " Que resposta idiota... Viajar pelo mundo... Eles não são ricos? Não precisam de livros para viajar pelo mundo. Tudo resposta pronta para ganhar ponto...". Sobre Dong não tinha nada contra, só achava entediante. " Literatura não me conecta a nada..." Ainda bem que o professor não o tinha escolhido, se não sua resposta poderia lhe render uma suspensão, imaginava, ninguém gostava de ouvir a sua verdade.

    Quando finalmente foi o intervalo, gritou e foi até Sun-Hee sem nem pensar no que Eun-bi iria achar. Ouviu a resposta da filha do seu professor e sorriu ao ver que ela parecia confusa. Não se importou que o amigo dela quisesse ficar, já tinha percebido que ela tinha o próprio grupo e sabia como era importante para os bolsistas tomarem cuidado.

    - Sim é muito urgente! É algo sério que eu tenho que te falar - Assentiu com um movimento da cabeça, em seguida sorriu - Você não me conhece, mas eu sei quem você é. Não tem problema seu amigo ficar. Tá certa, é melhor ficar aqui, essa escola é muito grande. Pode guardar seu material enquanto o povo tá saindo, eu não vou demorar também.

    Jae-ki sorriu ao ver a garota acenando para seus amigos, ele a observou notando que havia um jeito nela que lembrava muito o professor Kim. Sentia um pouco de inveja dela, não de uma forma maldosa, mas porque ela havia dado muita sorte de ter o Senhor Kim como pai. Quando Eun-bi passou, virou o rosto, porque queria dar entender que não ligava mais pra ela. Mas não aguentou muito tempo e lançou um olhar rápido para a bailarina, percebeu que ela o olhava furiosa e que logo virou a cara irritada. "Ela fica linda invocada... Aigoo, vou me bater por ter pensado nisso, jiral...  Tá nervosinha porque eu não vou cair no jogo dela..."

    Com a sala mais vazia, Jae-ki começou o que queria falar para Sun-Hee, não pretendia demorar. Percebeu que teria que explicar quem era, se não a garota poderia achar que ele era um doido de oferecer ajuda do nada.

    - Eu sou o Song Jae-ki, seu pai foi meu professor de matemática - Sorriu ao falar porque sentia emoção só de tocar no assunto, dobrou os lábios para dentro da boca uns instantes e continuou - Para mim, seu o seu pai é o melhor professor matemática desse país. Eu...

    De repente ouviu o grito de Eun-bi, só isso foi motivo para preocupá-lo. Será que ela tinha caído? Será que alguém machucou ela? Não tinha prestado atenção nas palavras do grito, apenas correu instintivamente até a porta e ao ver que a bailarina não tinha caído nem nada, só outra garota no chão, Jae-ki voltou novamente para Sunny:

    - Tsc, não era nada, uma garota caiu e já vão ajudar ela - Suspirou zangado por ter sido interrompido.

    Devia ter ignorado, se ela caísse seria porque não aceitou sua ajuda, então porque ficava tão preocupado? Isso só o atrasou mais em sua conversa, por isso logo continuou falando com Sunny, dessa vez com um olhar sério e determinado:

    - Não sei se você sabe, mas é por causa do seu pai que eu estou aqui. Ele acreditou que eu poderia passar, me falou da prova e eu acabei acertando tudo. Mas mesmo assim eu quase perdi a matrícula, não consegui vir aqui por causa de uns problemas, mesmo acertando 100%, eu não ia poder estudar aqui - Continuou falando mais baixo, era um assunto muito íntimo para ser falado tão normalmente - Mas o seu aboji me ajudou de novo, ele me comprou até o uniforme que eu nunca teria como pagar. E eu não vou conseguir pagar de volta o que ele fez, mas eu sinto que preciso fazer algo, uma coisa assim não dá pra ignorar.

    Sunny pode perceber que o olhar de Jae-ki e seu semblante estavam bem sérios, ele também falava sem pausas. Com a voz mais baixa completou:

    - Sun-Hee, se alguém te ameaçar ou fizer alguma coisa assim, te xingar ou quiser te bater, me chame. Não importa onde você esteja, em um clube, ou até no banheiro das garotas, não sou pervertido, só que eu sei que garotas podem bater umas na outras lá dentro... Qualquer lugar daqui, me manda uma mensagem, me chama, eu vou correndo não importa onde eu esteja. Até no meio da aula, não importa, eu vou. É minha forma de retribuir o que seu pai fez. Não se preocupe, não tô querendo ser amigo nem nada, nem preciso te adicionar no meu celular, não vou ficar te perturbando, só tenha o meu número, ok? Pense como se tivesse um segurança, ou um aliado. Se precisar de alguma outra ajuda também pode chamar, só não pense, me chama. Não é um favor que estou fazendo, é como eu posso retribuir seu pai. Então por ele, aceite minha ajuda, eu estou falando muito sério, não faço promessas que não vou cumprir. Anota meu número aí. Eu soube o que aconteceu no primeiro dia. Me diz quem foram as garotas que fizeram aquilo com você, não vou por o seu nome no meio, só me diga quem são.


    Jae-ki tinha falado sem pausas para não perder muito tempo, tentou ser resumido e queria muito ir ao refeitório comer. Depois de ter dito tudo que queria, só esperou pela resposta dela, esperava que ela aceitasse sua ajuda e daria o seu número do celular. Se Won e Kang se aproximassem para ouvir não ligaria.
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Luxi em Qua Dez 06, 2017 5:46 pm

    Hyun Hee achou que a visão da joaninha era só alguma peça besta de sua cabeça, mas essa breve visão provocou nele um tipo de vontade espontânea de falar com ela em um dia que estava sem ânimo para nada. Achava um tanto curioso, mas não se prenderia e esses detalhes. É só que… era divertido conversar com ela, mesmo que fosse para irritá-lo daquele jeito.

    Sem vontade de esperar ou algo do tipo, saiu para andar na escola, mas refeitórios e locais cheios de gente fechados não eram dos mais agradáveis. Todo mundo ficava olhando para ele e vez ou outra ele acabava achando que… bem, que algo ia acontecer de muito errado. Tinha a intenção de ficar mais quieto, ao ar livre, com a falsa sensação de liberdade que a natureza conferia.

    Era bom para colocar a cabeça no lugar, ainda que isso foi um tanto impossível. Cada passo ali naqueles corredores o fazia lembrar-se de outros tempos. O uniforme era o mesmo, mas ele nunca esteve tão contemplativo. Reparava agora em detalhes bestas do corrimão ao piso que ele simplesmente não tinha tempo de se preocupar antes, tamanha sua solidão nos dias de hoje.

    Dessa vez para sua infelicidade, o jardim estava mais movimentado, então ele teve que realmente tomar o remédio às escondidas. Dava um gole generoso da bebida e metia a mão na boca, com um “chiclete escondido”. Depois ficava olhando em volta, observando todos viverem suas vidas sem preocupações reais. Era como se estivesse visitando o ginásio, naquela sensação de que você não pode voltar no tempo, mas se enxerga em todos os grupos de amigos. A diferença é que os antigos amigos estavam todos lá, só que um ano na frente.

    Eis que Eunjoo surgiu. Linda como sempre, atraindo os olhares dos outros e acompanhada de suas amigas falsas e a prima de Minhyun. Hyun Hee não fez nada além de se inclinar no banco, onde estava sentado com as pernas meio abertas e o braço de qualquer jeito sobre elas. Teve vontade de levantar e ir até ela, enquanto as duas amigas, já sabendo que namorariam, dariam desculpas para deixarem os dois em paz. Sabia que isso não aconteceria, tinha jogado uma garrafa nela em um dia e no outro jogado a menina na parede. Então não se mexeu, mas olhou o bastante para que elas reparassem e ficassem desconfortáveis. Não estavam sozinhas, a outra metade do pessoal estava ali também e atraía completamente sua atenção. Taehyung, Da Won e Ro Young o faziam quase sorrir, dar um aceno espirituoso, fazer um “Ya” e se aproximar com alguma piada idiota, depois mencionar que EunNa ficou caindo na dele depois de um mimimi qualquer na sala para ver suas reações e contar vantagem. As memórias antigas e novas se mesclavam um pouco. Sentiu-se sozinho e em dias como aquele isso realmente o incomodava.

    Quando escolhia sair de perto dos outros era uma coisa. Ser excluído por vontade alheia era outra. A verdade era que sentia falta daquilo tudo. Podia ser um grupinho meio escroto às vezes, mas era o seu grupinho. Seus parceiros pras festas, pra espairecer…

    A ausência de Jong-In não era passada em branco também. Estava desatualizado. Será que ele tinha se metido de vez em algo sério para que eles não se falassem mais? Improvável. Mas parte dele agradeceu por não vê-lo no encalce de Eunjoo. Essa traição não perdoaria. Podia ser o louco que fosse, mas a mulher do amigo? Isso não devia fazer. Assim como ele nunca tinha feito.

    Ele acompanhou a saída de Eunjoo sem sorrir. Não a provocou de forma nenhuma, nem acenou ou deu um sorriso maldito como teria feito em outros dias, apenas a deixou ir, apático. Era o esperado, mas ainda assim era uma parte de si mesmo que conhecia que ia embora junto. Detestava que sua mente pegasse carona em qualquer brecha daquelas, mas era assim que funcionava. Observou as duas amigas de Eunjoo com a mesma expressão neutra, parecia quase inocente do crime que tinha cometido. Talvez por isso Jimin tivesse acenado e aí sim ele riu e balançou a cabeça negativamente, fazendo um coração com os dedos para ela um tanto debochado, mas sem ânimo. Sim, aquela talvez fosse a pior das amigas de Eunjoo e ela simplesmente não podia ver isso. Era inacreditável aquela abertura que a loira estava lhe dando, mas quem sabe outro dia.

    Quando olhou mais para o lado notou que os amigos ficaram. Até então, tudo bem. Nem sempre os caras andavam com elas, mas de repente eles começaram a vir em sua direção. Fechou a cara, desconfiado. Já tinha entendido. Era coisa de Jong-In. Estavam vindo pra soltar um recado, uma ameaça, alguma coisa.... Mas não. Sua expressão se defez e ele ouviu com atenção.

    “Você fez falta”

    Aquilo teve um baita efeito nele. Tinha sido a primeira pessoa que comentou aquilo desde sua volta. Ele se pôs de pé, deu um meio sorriso e cumprimento com um toquinho no ombro. Ergueu um pouco mais a cabeça, sentindo-se importante e olhou cada um deles, reconhecendo sua boa vontade em vir até ele, cumprimentando-os então. Por fim, resolveu falar:

    - Eu tinha que fazer algum barulho pra voltar, não é mesmo? Sabe como é a Joonie… - balançou a cabeça e estalou a língua, completamente debochado. - Tão sensível e exagerada… Só porque eu arranjei coisa melhor lá fora. - seu sorriso de escárnio ampliou um pouco.

    Um convite foi feito para ele, abrindo um tipo de véu de trevas em sua cabeça. Pareceu tão familiar e confortável e saudoso… aceitou com desconfiança interna, mas queria muito essa oportunidade de voltar à matilha.

    - Eu vou. Depois eu me resolvo com ela. Pra não ficar chato. Como é que estão as coisas? É só eu sair e vocês deixam enfiarem uns bolsistas por aqui. - riu sarcástico.
    Hyun Hee não estava atuando. Era o tipo de coisa que falaria antigamente. Não acreditava em absoluto que as coisas voltariam a ser como antes mas não ficaria remoendo isso. Queria tentar agarrar a oportunidade. Dane-se a garrafa. Dane-se Eunjoo. Se tinha aprendido algo com aqueles remédios insanos é que nenhum dia era igual ao outro.

    Tentou atualizar-se um pouco sobre a situação da escola, jogando alguns verdes no amigo. Quem sabe assim também saberia se seu tom era de honestidade ou evasivo.

    - Jong-In ficou com medinho de mim? Ele já foi mais corajoso. Taehyung pelo visto continua na coleira… E você? Já avaliou a safra do primeiro ano?

    Logo ele avistou seu antigo melhor amigo, mas ele estava acompanhando…. A joaninha? Não deixou de ser pego de surpresa e erguer a sobrancelha. Que demônios ele estava fazendo ali? Ele nunca foi de dar um passo sem motivo. Não teve muito tempo para pensar nisso, de repente duas meninas começaram a berrar e logo tinha uma aranha no chão!?

    - Mas que por… - de repente ele botou um sorriso na cara, para rir da menina da joaninha caçadora de aranhas, deu dois passos para frente para fazer uma piada com ela e ajudá-la, mas… seu amigo foi mais rápido. Sua cena de salvador no cavalo branco não passou despercebida. Aquela roçada de ombro proposital também não. Ficou sério. Conhecia bem demais aquele filho da puta para não achar que ele não…

    Abortou a missão de cumprimentar Chae ali. Dane-se. Não queria mais. Em vez disso, sentiu extrema necessidade de aparecer, de outro jeito.

    - Olha só quem está aqui em mais uma cena do crime… Eu fico mesmo muito intrigado com essas coincidências - comentou em seu tom de ironia e não deixou de sorrir para EunNa com olhos de raposa.

    Voltou a olhar Chaeyoung, mas não disse nada. Só estava… puto. Não sabia o que ela tinha feito de errado, mas não queria olhar na cara dela. Olhou então Im Yuha, com alguma gentileza.

    - Você está bem, Im Yuha-shi? Ah Kyung Soo-shi, podem deixar a caixa comigo, posso dizer que é minha especialidade lidar com criaturas peçonhentas. - soltou o comentário ao léu.

    Ele mesmo não sabia o que faria com uma tarântula, mas de repente achou que seria muito mais seguro ter aquela caixa do que deixá-la solta na mão daqueles estudantes loucos (que ironia, não é mesmo?).

    Ailish
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Ailish em Qua Dez 06, 2017 10:24 pm

    Para a sorte de Sunny, Jae Ki a chamou no momento certo, apesar da maneira abrupta utilizada na ação. Aquela pergunta de Kim era algo que ela definitivamente não queria responder, porém qualquer recusa despertaria novas desconfianças que poderiam motivá-lo e... não, não, não. Tinha que pensar numa alternativa e evitar o aumento da situação. E esse meio tempo ofereceu a brecha perfeita. Antes de “cobrar” explicações, Kim lhe devia algumas e agora achou a oportunidade conveniente de questioná-lo sobre a Srta. Nojentinha... Afinal, impossível não notar o clima tenso que existia entre os dois.

    E tal “climinha” a preocupava bastante.

    Como se esforçava em não reparar na presença de Jung Mi, acabou sofrendo o efeito contrário. O sinal tocou, a sala já estava quase vazia e ele não saiu imediatamente. Provável que esperava MiSoo, mas logo...

    Hmm?

    A garota ia com as amigas.

    Aquilo foi estranho.

    Quando Jung levantou-se para seguir o próprio caminho, Sunny apenas o encarou no instante que passou por ela e só conseguiria observar as costas dele. Entretanto, durante um segundinho bem pequenininho, pelo perfil do rosto, enxergou a sombra de um bico zangado ali. Loucura ou não, Sun-Hee imitou a expressão, abaixando a cabeça antes de voltar a prestar atenção em Jae, completamente “recuperada”.

    Depois de avisar aos amigos a respeito do breve atraso, Stella decidiu se juntar a Lee Hi e Chae enquanto a esperavam – Eu encontro vocês no refeitório, ok? – sorriu para ela.

    Já Kim...

    Ele enfatizou que a aguardaria, como Sunny imaginou. Acenou de modo positivo e Jae demonstrou que não se importava. Desde sempre, Kim possuía esse instinto protetor e até entrarem no WangJo isso não era razão de estresse ou ansiedade, mas tudo havia mudado. Caso comprasse suas brigas, tinha chances de se prejudicar. Exemplo? A maldita ovada.

    Que se comparado ao ataque... Não. Sentia o ar fugir dos pulmões apenas de cogitar a hipótese.

    Sunny não permitiria.

    De acordo com a escolha do lugar, Jae finalmente entrava no assunto. Independente da aparência mais invocada, realçada por conta do hematoma escuro, Sunny não sentia-se intimidada ou com medo. Assim que Jae Ki se apresentou, ela arregalou os olhos conforme os lábios liberavam um ruído de pura surpresa. Porém, uma surpresa boa!

    Nossa, claro que era ele!

    Que tooonta.

    Como não percebeu???

    A forma afetuosa do garoto de se referir ao seu appa causou a instantânea simpatia de Sunny. Sorriu de um jeitinho muito doce. Um sorriso parecido com o do professor Kim, aliás... Daqueles que transmitem uma sensação de paz e conforto. Mas o grito agudo e zangado que vinha do corredor atrapalhou a interação, provocando uma linha na separação das sobrancelhas finas da menina – O que será que aconteceu? – perguntou, olhando para Kim e Jae, que precipitava-se na direção da porta. Todavia, aparentemente, não foi nada grave, pois ele retornava com uma feição tranquila e mencionava o acidente – Ah, coitada! – Sunny torceu a boca, mostrando uma carinha de pena. Então, prestes a dar continuidade, Jae reiniciou o discurso, impedindo-a. Sunny entrelaçou as mãos frente ao corpo e não o interromperia. A atenção da bolsista era dele e no complexo discurso.

    O coração se apertou de levinho com a sinceridade.

    Jae Ki tinha uma vida difícil.

    Ao fim, não respondeu depressa...

    Procurava as melhores palavras para dizer.

    - É um prazer conhecê-lo, enfim, Jae Ki – sorriu mais uma vez, o encarando – Papai me falou de você sim, em vários momentos, e mencionou o que fez para ajudá-lo.

    Lembrou-se de como a titia ficou brava e acabou rindo.

    - Quer realmente retribuir e agradecê-lo? Pois bem... Estude. Aproveite essa oportunidade. Faça as amizades certas e fique longe das pessoas que desejam menosprezá-lo. Ele ama ensinar, ama matemática e, principalmente, ele ama os alunos. Mas você... Você é especial. Quando fala de você, eu vejo tanto carinho e orgulho... Tanta fé na sua capacidade... Honre-o, Jae Ki, por favor. Pague com esforço e dedicação. Papai sabe que pode ir além e torce muito.

    Respirou fundo para prosseguir:

    - Não preciso de um segurança ou aliado. Eu consigo me proteger. Não estamos em guerra, mesmo que a maioria queira a nossa cabeça. Porém, adoraria tê-lo como amigo ou alguém com quem posso contar.  

    Era até engraçado ela falar aquilo, já que soava feito uma grande mentira devido aos traços frágeis e a constituição franzida. Mas Sunny desafiaria qualquer pessoa que ousasse duvidar.

    - Sobre o primeiro dia de aula, não há nada para ser resolvido mais. O episódio passou, e pronto. Não vou te contar porque não deixarei que se meta em confusão por minha culpa. Não vou mesmo.

    O rosto ficou sério.

    - Não somos bem-vindos e todos os dias nós teremos que buscar forças sabe-se lá de onde, mas não vamos dar o gostinho dessa gente de ver qualquer pontinha de fracasso. Certo? Escute direitinho o que vou te falar... Você é inteligente, muitíssimo inteligente, porém... – apontou o olho machucado – Precisa ser igualmente esperto. Não permita que o atinjam, é o que querem, fazê-lo enlouquecer ao nível de cometer alguma besteira irreversível – ela deslizou a mão na nuca, sentindo uma dorzinha chata na região – Espero que não se zangue comigo... - e suspirou.

    Sunny pegou o celular na mochila em seguida.

    - Vou te adicionar, mas em troca, quero que salve meu número também. E, Jae Ki...

    Outro sorriso apareceu, afastando a palidez natural da pele.

    - Obrigada por alegrar o papai. Você não tem ideia do quanto significa para mim vê-lo assim... Tão feliz...


    Natalie Ursa
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Natalie Ursa em Qua Dez 06, 2017 11:07 pm

    BoMi sugeria para buscarem MiSoo na secretaria, mas a garota recusou, meneando a cabeça negativamente. Se estavam com medo de algo acontecer, MiSoo preferia que ficassem no refeitório, onde parecia mais seguro, afinal EunBi tinha o pé machucado e BoMi já tinha se envolvido na confusão de mais cedo. Se as cobras ainda estivessem com raiva e resolvessem aparecer, não queria colocar as duas no meio.

    MiSoo se despediu das duas e tomou o rumo da secretaria. Começou o caminho apressadamente, mas um leve desânimo a fez diminuir o passo e caminhar normalmente. Nem o sorriso do professor de literatura dirigido à ela tinha sido capaz de apagar seus problemas. A cena de mais cedo voltava a lhe assombrar. A garota tinha mesmo achado que estavam namorando apenas por causa de uma brincadeira? Provavelmente era por pura vontade de implicar com MiSoo que tinha inventado isso. Ninguém da sala deveria ter acreditado nas palavras dela. Era totalmente ridículo! Aquilo devia ter sido movido por ciúmes, pois o garoto que consideravam o “rei” da turma tinha ido sentar perto de MiSoo e suas amigas e também estava interagindo com elas agora.

    Mas a tenista não queria ser a responsável por destruir a reputação do amigo. Não queria prejudicar ele ainda mais agora que aparentava estar diferente do jeito que era nos anos anteriores.

    Queria pedir desculpas, mas agora estava com um pouco de vergonha de ir fazer isso e precisava reunir um pouco mais sua determinação.

    Enquanto atravessava o corredor, reparou no ketchup indo em direção ao jardim. Era difícil não enxergar o garoto com aquele cabelo de cor vibrante. Era mesmo o irmão de Jung Mi? Eram bem diferentes, mas até aí, MinJi e ela também eram. Ketchup parecia bem esquisito. MiSoo se lembrava da risada dele na manhã anterior, meio assustadora e hoje a resposta que tinha dado à cobrinha atirada. Parecia louco ou perigoso. Era bom que sentasse bem longe mesmo, do lado do delinquente! Deveriam fazer uma dupla perfeita. Um rindo alto e assustadoramente e o outro berrando como um selvagem.

    Olhou o garoto por breves segundos antes de continuar seu caminho daquele jeitinho meio desanimado e contemplativo.

    Tudo estava ruim hoje… Exceto pela presença do professor Chang Wook, a qual MiSoo tinha gostado bastante. Se esforçou para deixá-lo orgulhoso de seu desempenho e pelo jeito com que sorriu devia ter funcionado. Pelo menos essa parte da manhã tinha sido bem gratificante!

    Pena que somava mais desastres do que méritos.


    O que lhe fazia pensar em Gyu-Sik, outro enciumado. Só porque tinha concorrência nas amizades masculinas da tenista agora.

    Agora ele também estava nisso de ficar ignorando? Será que tinha ficado chateado por MiSoo ter fingido que ele nem estava lá? Mas não era essa mesma a intenção de ignorá-lo para começar? Só que MiSoo detestava chatear os amigos,mesmo que ela ainda estivesse bastante magoada com a atitude dele. Achava que fosse fraquejar de novo, como quase aconteceu no dia anterior no refeitório, se resolvesse falar direto com ele. Temia que a cena da manhã anterior se repetisse e a situação se complicasse ainda mais. Não queria ouvir outra acusação maldosa vinda de um amigo. Poderia aguentar quando eram as colegas horrorosas que estavam por trás delas, mas era completamente diferente quando eram ditas por alguém que realmente importava.

    Já estava na porta da secretaria finalmente. Sem nenhum problema até ali… Além do de ter que oficialmente selar seu destino com o tal clube de moda do qual não queria participar, é claro.

    Entrou pensativa na secretaria, mas mesmo assim sorriu e deu bom dia para a recepcionista, que lhe indicou onde deixar o papel da inscrição.

    Preferia não pensar muito no que estava fazendo naquele momento. Já bastava o tempo que teria que gastar no clube. Sua mente se voltava ao assunto que interrompera quando entrou na sala, mas ainda estava pela metade. Se se sentia mal sendo ignorada, já deveria imaginar que poderia ter o mesmo efeito nele. Mas o garoto merecia, não???

    MiSoo chegava a conclusão que sua atitude não ajudaria em nada, mesmo assim não tinha coragem de falar normalmente com ele - ou olhar no seu rosto sem se lembrar do que ele tinha dito. O melhor era mudar a estratégia!! A garota já montava uma estratégia mental e com determinação virou-se para sair depressa da secretaria, só que em sua virada brusca acabou derrubando a pasta das mãos de um garoto que tinha logo atrás dela.

    Nem tinha percebido alguém que vinha logo atrás!!


    - Aishhiii!! - exclamou cobrindo a boca com as mãos e dando um passo para trás, enquanto via todos os papéis flutuarem pelo ar entre os dois e ocultarem o rosto do dono deles - Mian hamnida!!  - curvou-se para pedir desculpas.


    Estava pronta para ajoelhar-se no chão para recolher a pasta e os papéis que tinha derrubado, quando o rosto do garoto foi revelado e MiSoo surpreendeu-se com quem estava diante dela. O garoto de quem sua mãe tinha falado ontem mesmo!!

    - Ah! Han Minhyuk! - acabou falando o nome dele em voz alta sem querer quando se deu conta de quem era e também abaixou-se quando ele o fez, para ajudar a recolher o que tinha derrubado - Ahn? Sim! Estou bem! - deixou que recolhesse a pasta e alcançou os papéis que tinha recuperado do chão para ele.

    Por alguns instantes ficou encarando o garoto do segundo ano. Se recordava que ele tinha a ajudado uma vez, mas não que era tão bonito. E fazia pelo menos um ano que não lhe via, não se lembrava totalmente da voz, mas achou que tinha alguma diferença ali.

    Quando percebeu que estava olhando para Minhyuk sem dizer nada, resolveu dizer qualquer coisa que lhe viesse à mente para não parecer uma maluca.

    - Oh. Você irá na ópera de sábado, não é? - ficou um pouco sem jeito de puxar o assunto assim do nada, mas ainda era melhor do que ser consumida por vergonha de ficar encarando alguém sem nada à dizer - Quero dizer, minha Ommoni comentou que a família Han sentaria próxima à nossa e fiquei surpresa de encontrar um dos Han um dia depois… - e baixou os olhos por um momento, sem saber mais o que dizer sobre o assunto.

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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por GodHades em Qua Dez 06, 2017 11:17 pm

    Muita gente do segundo e terceiro ano já estava lá fora mostrando o desespero em sair daquelas salas, depois de longas horas sendo massacrados pelos professores. Verdade seja dita que muitos dos gritos e chamadas de atenção não puxavam o foco de Dong até elas, seu objetivo era ir até Ha Neul e ao parar ante da porta, o avista com um belo exemplar feminino. O ar de nerd exalava de Han So-Na, aquela menina de antes que estava na árvore sozinha escutando suas musicas, se lembra dos amigos passaram mal por causa dela no dia.

    "So-Na-Shi... veja só que audácia desse HaN"

    Cruzou os braços como quem faz aquela cara de "bonito heinn"

    O menino ficou vermelho, sem jeito, era bem engraçado ve-lo com aquela feição pois parecia um tomate.

    - Bom intervalo, prima, juizoo.. - Acenou para ela quando passou ao lado daquelas figuras.

    Stella foi o seu foco seguinte e parecia bem avoada, respondendo a alguém...

    Será que era o tal canadense?

    Não, não seja assim Dong!

    Segundos depois de pensar nisso alguém sacaneia Stella deixando o pé.

    Fazendo com que Kyung se sinta mal...

    O ai da menina ecoou e por muita sorte ela caiu sobre os joelhos, podia ter se machucado feio..

    A cavalaria Nerd aparecia ali mas eles ficaram tão assustados ou surpresos que nada fizeram, como alguns ali. O primeiro ato veio de Bo-Mi que a amparou, alguém com empatia afinal.

    Ha-Neul empurra o vácuo pois Dong andava até a cena, vendo uma sentada e humilhada Jun.

    - Mas que infortúnio Stella-shi! Parece que encostou no estrume e escorregou, aigo. Temos que avisar pro diretor que vacas andam passeando pelos corredores.

    Estendeu a mão para a menina que parecia ainda atordoada pelo ato. Quem não ficaria?

    Tentou procurar pelo telefone dela, na verdade nem Dong achava este aparelho que deve ter deslizado para algum canto. Tomara que não tenha quebrado nada.

    - Venha vamos lavar esse pé, não quero que pegue alguma doença contagiosa! Essa gente é retardada, um retrocesso.

    Esperaria ela se levantar e o responder para ver os reais danos daquele atitude vil.

    Kyung não era o tipo de cara que iria segurar no braço da autora disso, puxar e xingar de coisa pior.

    Compara-la com estrume e dizer isso em bom tom já bastaria.

    Até por que, queria ver se a outra tinha coragem de voltar e retaliar na cara dele.

    - O que é?! Isso aqui não é um show. - Brandou aborrecido com os demais que olhavam calados. - Ha Neul me ajude aqui.

    Chamou o amigo com a mão enquanto meneava negativamente o rosto, inconformado com aquela atitude. Stella podia ter se machucado lindamente, mas olhando daquele angulo, ela não parecia muito ruim...

    Pelo menos não por fora.

    isaac-sky
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por isaac-sky em Qui Dez 07, 2017 1:42 am

    Kang escreveu:- Eu te empresto o caderno no fim da aula, pode ser? Certeza que anotei mais do que Won. Ele estava numa saga investigativa.

    -Ei! Mais ou menos... - deixaria para explicar em momento mais oportuno.
    Won tinha até esquecido de algum papo sobre bolinhos, parece que havia sido a milênios atrás.

    -Jae está em fase de crescimento, precisa de mais bolinhos?
    - comentou brincando - Valeu Kang

    ...

    Para alívio de Won o professor havia gostado da resposta, na verdade não parecia exigir uma resposta certa ou algo do tipo naquela discussão.
    Kang até mandou um "joinha" para sua resposta o que fez Won sorrir um pouco.

    "Eu fui bem piegas, mas até que não fui tão mal..."

    Sua resposta havia despertado alguns olhares: o lugar no fundo realmente era perfeito para ver as reações de todos na sala.
    "A Misoo...será que tem algo errado?" notou que algo a incomodou num instante.
    "Sempre prestando atenção, né Bo-Mi" não saberia interpretar exatamente o porquê.
    Também percebeu o olhar de Ye-ji. "Essa garota...qual será a dela?" pensou um tanto intrigado.

    Prestou atenção nas respostas seguintes.

    A resposta de Misoo foi interessante. Soava como uma forma de escapismo se inserir numa história, será que ela gosta de se imaginar em outros lugares, outra vida?
    Dong também deu uma resposta boa, sobre se conectar e se comunicar. O que será que queria dizer sobre si mesmo com aquilo...

    "Aish, estou analisando as pessoas de novo" se pegou de novo com esse costume, talvez o lado investigador estivesse em sua genética.

    Queria ter ouvido mais respostas mas o sinal tocou.

    Jae-ki com sua sutileza de um elefante se aproximava de Sun-hee e começava a conversar.

    Sem querer notou que Ryu, o garoto que já não ia muito com a cara, se aproximava de Bo-mi.
    Aquele sorriso com o qual sonhara agora lhe despertava algo...uma irritação, não, uma onda de raiva. Ou ciúmes?
    Não entendia bem porque sentia tanta raiva em ver aquilo, porquê sentia inimizade pelo garoto com o qual nunca trocou uma palavra.

    Era de qualquer maneira um sentimento ruim do qual queria se desfazer, apenas olhou em direção a Jae e Sunny. Pelo visto Kim também ficaria.
    Cumprimentou Sunny e Kim com um aceno discreto com a cabeça.

    Imaginava o que de tão urgente o amigo tinha para falar com a garota, acompanhada de seu provável namorado.
    Ficou meio de canto apenas ouvindo, ao lado de Kang.

    Jae-ki escreveu:- Eu sou o Song Jae-ki, seu pai foi meu professor de matemática

    "Que coincidência. A filha de seu professor na mesma escola e sala. Esse professor deve ser bom, já tem dois numa Wangjo..."

    Jae-ki escreveu: - Para mim, seu o seu pai é o melhor professor matemática desse país. Eu...

    O grito de Eun-Bi era como um alarme disparando direto na cabeça de Won. Que se dane o braço engessado, ele iria até lá ver o que aconteceu, agir se fosse necessário.
    Jae também deve ter pensado o mesmo, indo também até a saída para ver o que havia acontecido.

    Uma garota caída e uma pequena comoção ao redor dela além de alguns gritos. Meio que reconhecia ela...seria a garota mestiça que Bo-Mi comentara, a que sofria bullying das colegas?
    Se fosse, aquele era um exemplo do que lhe acontecia sempre?

    Sem controlar seus pés ou seu próprio instinto de justiceiro, mesmo que não acreditasse mais em qualquer potencial próprio, Won se movia em direção a cena, ignorando a conversa de Jae-ki com Sunny.

    Por sorte muita gente parecia se comover com a garota. Bo-Mi e Eun-bi por exemplo pareciam querer ajudar.
    "Antigamente elas faziam isso? Ajudar a garota que era perseguida a tanto tempo" imaginava o quão diferente as coisas eram nessa escola diante em comparação aos outros anos.

    Um garoto, um dos nerds que Bo-Mi contara, ajudava Stella a se levantar. Além disso provocava alguém, provavelmente a pessoa responsável por aquela queda.
    Não deixou de rir um pouco do comentário de estrume e vaca. Sutil porém direto ao ponto.

    Dong escreveu:- O que é?! Isso aqui não é um show. - Brandou aborrecido com os demais que olhavam calados. - Ha Neul me ajude aqui.

    Won chegar sem ser percebido era quase uma marca registrada do qual estava se apropriando.
    Apenas se aproximou do celular que havia deslizado e o pegou. Andou até Dong que ajudava Stella a se levantar e o estendeu para a garota.

    -Acho que isso é seu - comentou com uma expressão neutra. Não demonstrava dó dela, pois sentia que isso apenas a faria se sentir pior devido a sua expressão de quase choro. Devolveria o celular com tranquilidade.
    Na verdade Won nem percebia mas manteria uma postura séria esse tempo todo, mesmo com o braço engessado.

    "Seria muita idiotice perguntar se tá tudo bem por aqui, é óbvio que não tá nada bem"

    Não queria constranger a garota, então se dirigiu ao amigo que a ajudava a levantar, Dong.
    -Precisa de algo? - não era a pergunta de um curioso, de alguém interessado só na desgraça alheia. Era a pergunta de alguém que queria realmente ajudar.

    Gakky
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Gakky em Qui Dez 07, 2017 12:14 pm

    Quando Jae-ki viu que Won ficaria para ajudar a garota que caiu, Jae-ki apenas voltou para falar com Sun-Hee, suspirando zangado por ainda ter se preocupado com Eun-bi. "Won... Tem que abrir o olho com essas garotas..." Ele achava que seu amigo ainda poderia se dar mal um dia por ser tão prestativo. Mas quando isso acontecesse, esperava estar por perto para ajudá-lo, como Won Bin  o ajudou quando mais precisava.

    Jae-ki voltou a falar com Sun-Hee e depois de dizer tudo que precisava, esperou a resposta da garota. Notou que o sorriso dela lembrava mesmo o do seu professor, mas é claro que ela era muito mais bonita e agradável de olhar. Ficou surpreso quando ouviu dela que o professor Kim já havia falado dele e que foram várias vezes. Realmente não esperava por isso. Sun-Hee continuava a falar e suas palavras só deixavam Jae-ki mais pasmo, fazendo- o morder a boca sem jeito. A garota estava praticamente dando conselhos para ele, como o professor Kim provavelmente faria.

    Ele não era muito bom em ouvir conselhos, mas dependendo de quem vinham, dava muito valor. Sun-Hee poderia não saber, mas estava conquistando a admiração e a confiança de Jae-ki. E quanto mais a ouvia, mais ficava surpreso. Já era ótimo saber que o professor Kim acreditava nele, mas saber que era especial e que tinha orgulho dele, realmente tocava seu coração. Enquanto os outros professores sempre o viam como o problema da turma, o professor o Kim o achava especial. Além disso, quantas pessoas tinham dito que se orgulhavam dele? O seu próprio pai não dizia isso, era ao contrário na verdade. As palavras sobre menosprezá-lo fizeram seu coração apertar, porque no momento era essa sua visão sobre Eun-bi e Taemin. "Vou honrar o professor Kim sendo o melhor na classificação." - Prometia Jae-ki a si mesmo, agora não se tratava só de vingança. Já até planejava fazer os trabalhos o quanto antes e se empenhar na representação do sistema solar. Nada melhor que uma boa motivação.

    Porém fez um bico um pouco invocado  quando ouviu que ela não precisava de um segurança. Para Jae-ki, Sun-Hee parecia muito frágil, com certeza precisava de alguém para defendê-la, não era o tipo que garota que parecia conseguir vencer uma briga física. "Essas garotas... Elas não vê que mal aguentam um vento? Uma já até caiu no corredor... Quem anda convencendo elas que são fortes? "Mas o pedido de amizade o fez ficar pensativo. Aos seus olhos, Sun-Hee parecia ser uma garota muito boazinha e doce.

    Infezlimente não tinha conseguido arrancar dela a informação de quem tinha sido as responsáveis por estragar o uniforme dela. Sun-Hee também estava se preocupando se ele iria se meter confusão. Mas Jae-ki não se importaria se fosse pelo responsável por tê-lo colocado ali. Se odiaria se deixasse que fizessem mal a ela, ainda mais agora que sabia que ela era tão gentil e legal por ter contado essas coisas. Jae-ki era teimoso e apesar da garota não ter dito, não insistiria. Porém investigaria ele mesmo quem foram as responsáveis por esse primeiro dia, não desistiria fácil assim.

    De repente o rosto de Sun-Hee ficou sério e ela começou a falar de coisas preocupantes sobre Wanjo. Arregalou os olhos quando ela apontou por seu rosto, não esperava por isso. "Ser esperto? Me enlouquecer?" - Pensou Jae-ki no mesmo instante - "Aishi, mas eu já eu enlouqueci..." Lembrava-se de como ficava confuso perto de Eun-bi, e realmente tinha feito uma besteira ao brigar com Taemin, já que não imaginou que ele poderia ser tão cretino e levar amigos. Então veio o suspiro dela sobre ele não ficar zangado. Mas isso seria praticamente impossível, Sun-Hee tinha até o chamado de muito inteligente e apesar de criticá-lo, dava para ver que era porque parecia preocupada. E depois de ouvir todas aquelas coisas sobre seu professor, não havia como ficar com raiva.

    Quando ela foi pegar o celular, Jae-ki também pegou o seu do bolso. Aceitaria por hora adicioná-la também, se isso pudesse fazê-la o chamar quando precisasse, seria ótimo. Quando desbloqueava a tela, mais uma vez Sun-Hee o deixou surpreso.


    "Eu deixo o professor Kim feliz?" - Se questionava em pensamento. Sentiu como se seu coração se aquecesse, mas não era raiva, era um sentimento confortável. Ultimamente a única coisa que tinha conseguido era aborrecer os outros. Não que se achasse errado, mas ficava muito zangado porque por mais que tentasse fazer as coisas certas e tirasse boas notas, só ouvia reclamações na maioria das vezes. Por isso ouvir que deixava logo o seu professor alegre, realmente significava muito. Era raro ser reconhecido, quando acontecia, valorizava muito. Dessa vez nem era por amigos, era por um professor. Além disso, havia alguém que acreditava que ele poderia ir longe, mesmo tendo tantas complicações, se alguém como o professor Kim acreditava nisso, era porque devia ter chances mesmo.

    - Araso (entendi), eu... Ahn... Valeu por contar essas coisas. Para mim, nenhum professor dessa escola vai ser melhor que seu aboji... E eu não esperava que era importante para ele... Isso é muito importante para mim...  - Disse a Sunny com o olhar pensativo e meio sem jeito, ás vezes não conseguia encontrar as palavras certas. Em seguida disse com determinação - Pode deixar, vou me esforçar. Você tá certa, não vou ficar perto de quem me menospreza e vou tomar cuidado com as pessoas daqui. Já percebi como elas são... Mas mesmo que você ache que pode cuidar de você, o que eu falei vai estar sempre de pé. Precisando, é só chamar. Não vai me meter em confusão se for pra impedir que te machuquem - Jae-ki suspirou, mas em seguida sorriu e continuou - Como o professor Kim fez minha matrícula, é como se nós tivemos o mesmo responsável na escola. Faz parecer que poderíamos ser irmãos. Eu já tenho uma irmã mais nova e vou considerar que aqui você é uma segunda irmã. Não vou esquecer o que você me disse. Mas não se preocupe tanto! Eu já tenho amigos incríveis que me ajudam. Você parece mesmo o seu pai! Tem muita sorte de ter ele como seu aboji.

    Jae-ki ainda sentia fome, mas essa conversa tinha valido muito a pena. Era também como Won falou, tinha que usar a inteligencia ao seu favor. Ouvir Sun-Hee falando isso, ajudou muito a convencê-lo, estava determinado em evitar brigas. Não daria o gosto de ser suspenso aos ricos de Wanjo. Ele dá o seu número para ela e adiciona o dela também. Jae-ki olhou para Kang e depois para a garota e Kim, e disse:

    - Não esquece o que te falei, mesmo que não aceite. - Virou para Kim e disse - Continua cuidando dela, você parece maneiro, valeu. Eu vou descer, preciso comer algo antes que o intervalo acabe. - Riu e completou - Eu tô sempre com fome. Se cuida, Sun-Hee. Não esquece hein! Tem em mim um irmão que pode sempre contar. Vamos Kang?

    Jae-ki vai guardar seu material e do Won, e carregar as duas mochilas. Se ele não tiver voltado, ele vai com Kang buscá-lo e apressá-los para irem o mais rápido possível para o refeitório. Não podia perder esse tempo tão importante, era o melhor horário depois do almoço.


    GodHades
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por GodHades em Qui Dez 07, 2017 4:14 pm

    No meio da confusão seus olhos castanhos escuros puderam avistar um rapaz alto e de braço engessado. Sua expressão foi de surpresa por alguém ter se importado com aquele ato egoísta... o celular que havia deslizado foi encontrado por ele. Não deu tempo dele checar se tinha quebrado alguma coisa, danificado.

    Won Bin escreveu: Acho que isso é seu

    As posturas de ambos eram parecidas, pelo menos no semblante, mas Kyung estava nitidamente aborrecido com as sobrancelhas finas afundadas na armação, algo que dificilmente assustaria alguém. O aborrecimento era por conhecer a pessoa afetada em questão, já não gostava de ver gente maltratada, pior ainda sendo pessoal. - Ela vai ficar bem não se preocupe, é metade canadense...

    Se Won não queria constrange-la Dong por outro lado se certifica de faze-lo, ressaltando a genética poderosa dela mesmo que este possivelmente fosse um dos vários motivos de implicância. - Obrigado pela força, você está bem? - Deu uma encaradinha naquele braço engessado, mostrando empatia ao perguntar aquilo. - A proposito, sou Dong Hee Kyung, essa é Stella Jun. - Apontou a mão para ela esperando a reação da garota até agora, como era o intervalo, estava inclinado para ir comer algo, contudo, ele não sairia da vista de Jun naquele momento. Os amigos nerds também estavam próximos, e ainda aguardava pelo apoio deles que acabou não chegando.

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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Persephone em Sab Dez 09, 2017 7:51 pm

    [SECRETARIA]
    (MiSoo)

    Minhyun não esperou pela iniciativa de MiSoo e logo se abaixou, começando a catar as folhas que ela tinha derrubado sem querer. Estava com a cabeça um pouco baixa, trazendo os formulários - que não eram muitos também - para perto de si até que ouvir as desculpas da menina. Foi então que ele olhou para cima, meneando negativamente, mas de modo que dizia que estava tudo bem.

    E aproveitou para perguntar se ela também estava bem. Mais como um reflexo de sua personalidade gentil e paciente, que não tinha se incomodado em brigar com ela por conta de uma bobeira dessas.

    Outro mais esquentado, certamente teria mandado ela tomar mais cuidado - e de modo bem rude! Mas ele não foi assim.

    As meninas também nunca tinham citado algum episódio onde ele tenha sido um perfeito babaca ou o causador do problema. Minhyun era o garoto mais calmo dos Han que estavam no colégio. Pelo menos quando se tratava de sua irmã mais velha e a prima de mesma idade. Já Han So-Na não era sua parente direta, pertencendo a outra linha da árvore genealógica, mais pura, por assim dizer, pois ela era Ranking 1. Já Minhyun e as outras duas meninas, eram Ranking 2.

    O garoto olhou para MiSoo novamente quando ela falou seu nome daquele jeito. Houve uma certa carinha de surpresa ali, porque não esperava que fosse tão popular assim. Porém, ele não parecia reconhecer MiSoo de cara. Até porque, a tenista era diferente do que ele se lembrava, quando ainda estudava no outro prédio.

    - Eu!- E deu um sorrisinho, como se dissesse “presente” para aquela chamada. Pegou suas folhas e levantou-se, ajeitando tanto as folhas quanto sua postura. - Ah, que bom que está bem.



    Aproximou-se da pasta de Esgrima, colocando as últimas inscrições ali. Tomou um tempo ajeitando, colocando na ordem alfabética - havia um certo ar perfeccionista, mas também zelo por ser o capitão daquele clube. MiSoo reparava nos traços dele e o menino tinha mesmo ficado muito mais bonito do que já era. A família Han inteira era assim, na verdade. A irmã dele, Sunyoung, era a rainha do 3º ano e capitã do clube de moda também.

    MiSoo comentava sobre a Ópera e Minhyun fazia uma cara pensativa, como se tentasse se lembrar.

    - Ahm...Eu não sei. Vou? -Coçou a nuca e virou-se um pouco. Ouviu o comentário sobre sentarem perto e ficou ponderando.



    - Ah...Mian...Minha ommoni e noona falam tanto de tantos eventos que eu não presto muita atenção. - Riu meio sem graça e colocou as mãos nos bolsos de novo. - Mas deve ser...Por que ficou surpresa? Estudamos no mesmo colégio e somos poucos alunos, apesar do lugar ser enorme.

    Não foi uma pergunta grosseira, tinha sido curiosa.

    Antes que ela pudesse responder à pergunta, contudo, a porta da secretaria foi aberta e duas meninas entraram. Todas mais velhas e, uma delas, era justamente Sunyoung, irmã de Minhyun e Ah Ye-Eun, capitã do clube de Teatro. Sunyoung olhou com certa surpresa para o irmãozinho.

    - Que orgulho. Está cuidando dos formulários?

    - Ye. - Concordou e deu um sorrisinho. - Ah! Noona! Você sabe como não presto atenção nos eventos que ommoni e você me enfiam, mas...Nós vamos à Ópera esse sábado?

    Sunyoung fechou os olhos, respirando fundo com a pergunta tola do irmão.

    - Estamos falando disso há uma semana.



    - Por isso mesmo, eu disse que não prestei atenção.

    - Vamos. E vamos sentar ao lado dos Yeun. - Olhou para MiSoo sem carregar nenhum resquício de desdém. - Estou muito feliz com isso, viu? Sou uma grande fã de sua mãe e irmã. MinJi-shi era uma inspiração pra mim enquanto estava no colégio e eu não teria tanto interesse em moda se não fosse por elas duas.

    - Uwa! - Minhyun ficou bem surpresa.

    - Você também se inscreveu no clube? Até estranhei um pouco por não ter visto seu nome desde o início.

    [ARMÁRIOS]
    (Hyemin e Hyun-Hee)

    Ainda do lado de fora, Hyun-Hee experimentava uma sensação inédita desde que tinha retornado à Coreia do Sul. Estava, finalmente, conversando com os antigos amigos. Não dava para considerar as interações anteriores uma conversa, de modo algum, mas, apesar de tudo o que aconteceu, seus antigos seguidores foram até ele.

    Era um sinal de que, talvez, ele ainda pudesse recuperar algo que acreditava ter perdido.

    Os três rapazes tinham ido falar com ele, mas apenas Da Won continuou - atualmente, ele era o capitão do clube de política e não era difícil imaginar que estivesse se acostumando a treinar com situações conflituosas como essa em cena. Contato, no entanto, era muito importante. Também havia sinceridade em suas palavras, mas todos agiam de modo cauteloso depois das últimas histórias.

    E Hyun dizia que a menina estava exagerando.

    - É, conhecemos bem o perfil dela… - Concordou. - Achei a história da garrafa um pouco exagerada, mas ontem no corredor, alguns viram. - Ou seja, não foi exagero da segunda vez. Mas Da Won não se importou em continuar com isso. - Me lembra as brigas antigas, uma semana depois vocês já estavam juntos de novo.

    Deu uma risada um pouco nostálgica. Os outros dois rapazes tinham se afastado porque queriam aproveitar o intervalo de outra forma. Já alcançavam o prédio de novo, momentos antes da gritaria.

    Hyun e Da Won seguiam em passos mais lentos e colocavam parte da conversa em dia.

    - O pai do Myung-Hee-hyung morreu no ano passado. E parece que o patriarca da família deu todos os poderes do colégio ao segundo filho, o nosso atual diretor. Talvez seja um teste de capacidade para ele. Todos sabemos como essa escola é impossível de mudar, mas ele chegou fazendo grandes mudanças. Tenho pena de alguns bolsistas, uma menina já faltou pelo segundo dia seguido depois da história da ovada. - Comentou. - Enfim, nada contra, desde que respeitem as hierarquias, eu não ligo pra isso.

    Sempre andando em cima do muro, lá e cá colhendo informações. Assim que Da Won conseguia, desde sempre, se manter.

    - Jong-In-shi não está com medo. Na verdade, eu acho que ele está aprontando. Essa história de bolsistas rendeu várias meninas novas e bonitas também. Tem 6 meninas novas na minha turma, mas 2 não são bolsistas. Uma delas é a filha do diretor, muito bonita, por sinal. Já a outra...pelo que soube, que ela é simplesmente a filha caçula do Banco Coreano. Ela é muito rica, mas anda feito uma desleixada...Mas...Você já sabia disso, né?

    Da Won o encarou.

    - Não põe prego sem estopa também. Ela é a garota da joaninha e Eun-Joo certamente se arrependeu de agredi-la depois que soube quem ela é. Jong-In também se interessou quando soube, mas sabe como ele é...Está de olho em várias ao mesmo tempo.

    O rapaz nem sabia, mas tinha acabado de plantar uma semente bem venenosa na cabeça de Hyun. Principalmente porque quando chegaram, se depararam com aquela cena. A namorada de Kyun-Soo, capitão do clube de música, estava aos berros diante de uma caixa que se movia. Todas as meninas ficaram gritando junto - algumas mais expansivas do que outras.

    Eun-Joo, por exemplo, estava se escondendo atrás das amigas. Foi logo a joaninha que teve a iniciativa de parar a caixa, controlando o peso por cima. Antes que Hyun se aproximasse, Jong-In foi até ela e tocou em seu ombro - propositalmente ou não, depende da interpretação de cada um.

    Outra garota que não reagia muito, mas ela quase nunca reagia a nada, era Yerin. Hyemin sabia da verdade - tinha visto a troca de olhares entre Yerin e Ye-Jin e a vontade que a amiga teve de descer, mesmo estando debilitada. As acusações logo vieram em direção à Yerin, mas ela passava uma segurança ímpar.

    Mesmo que, no fundo, soubessem que tinha sido ela, a verdade sempre a afastava das acusações e ela saía ilesa. Yerin não estava minimamente preocupada com isso e falava bem sério quando disse que a unnie deveria ter provas antes de acusá-la. Talvez alguém tivesse filmado alguma coisa, não é?

    O bom de ter sido no intervalo, foi que Yerin não estava avaliando apenas a reação da menina.

    Tinha mais gente suspeita ali.

    A verdade é que Yerin não achava que songamonga da Yuha fosse capaz disso. Tinha que ter uma mente estratégica e isso faltava nela. Mas aquela era uma excelente forma de passar o seu recado. E criando as cenas que ela gostava de fazer. Yewon tinha subido varios degraus, mas Eun-Na ainda estava na base da escada.

    Antes que continuassem, a voz de Hyun foi ouvida e ele conseguiu mesmo chamar todas as atenções dali. Eun-Na ficou um pouco perturbada com aquele comentário de Hyun, porque não tinha sido ela! E, pior do que isso, ela logo sentiu a encarada suspeita de Eun-Joo. Yerin trincou os dentes e cerrou os olhos.







    Somente nesse momento, Chae percebeu a presença dele - estava tão focada na tarântula antes que não o vira. Os olhos deles se cruzaram e ela formou uma expressão bem séria também, igualmente “puta” depois das palhaçadas dele.



    Yuha fungou, secando as lágrimas enquanto ele se aproximava. Suas mãos estavam geladas, mas ela se amparava do namorado.

    - Não, Hyun-Hee-shi. - Disse manhosa. - Eu morro de medo de aranhas...Estou me tremendo toda! - E estava mesmo. Só de falar, ela começou a chorar de novo.

    Quando ele disse que cuidaria do animal, Yerin deu uma meia risada.

    - Você? - Olhou com desdém. - Uma criatura instável dessas carregando um animal perigoso. Vai tacar a caixa ao invés de garrafa, da próxima vez?



    Perguntou bem afrontosa. Estalou a língua no céu da boca e revirou os olhos.

    - Eu ficarei com a caixa.

    Todos sentiriam um arrepio percorrendo a coluna ao ouvir aquela voz. Yewon tinha se assustado porque ele vinha logo atrás e descia os passos de maneira calculada, sendo “seguido” por uma outra menina. Wang Myung-Hee olhou para todos eles como se visse várias crianças. Ao lado dele - pelo menos era o que parecia - estava Wang Hye-Won, a filha do diretor e prima do garoto.





    Todos se sentiriam diante da realeza, pelo menos no que consta de Myung-Hee. Se tinha alguém naquelas salas que tinha a capacidade de carregar uma coroa de verdade, era esse menino. Só a presença dele, dava uma sensação de opressão e admiração. A menina ao lado dele, parecia um pouco envergonhada pelos olhares que atraíram e virou a cabeça para o lado.

    Myung-Hee parecia muito seguro de si. Continuou descendo os degraus e Hyemin teria a sensação familiar já. Era seu primo, não é? Quer dizer...Ele seria seu primo depois que ela casasse com MiWoo! E os seus filho o chamariam de titio! Teriam muita sorte de ter um tio tão lindo e resoluto como aquele rapaz!

    O herdeiro pegou a caixa com Hyun, sem qualquer problemas.

    - Talvez o laboratório de Biologia ganhe uma nova espécie. - Ponderou. - Levarei isso ao conhecimento do diretor...Ah…

    Ergueu o dedo e olhou para todos.

    - E aproveito para deixar um aviso. Espero que vocês parem de agir como uns vândalos e tenham a educação e postura de herdeiros. Estou começando a me aborrecer com as situações que estou sabendo e só digo uma coisa: Eu não tenho medo do dinheiro de vocês. É bom que não me queiram como inimigo.

    Deu um sorriso no canto dos lábios.

    O esquema mental de Hyemin começaria a ruir. Como assim Myung-Hee-oppa estava do lado do diretor!? Não fazia sentido! Wang In-Na tinha sido tão clara quando disse que eles perderiam tudo se ficassem ao lado do diretor. Como Myung-Hee podia concordar com ele?

    Mais duvidas acabariam vindo à mente da menina, visto que...Se ela realmente queria eliminar os bolsistas - porque precisava disso - os métodos “demais” de Yerin teriam que ser colocados em prática.

    Porém, como a própria Hyemin sentia, esses métodos começava a incomodar. Precisavam mesmo machucar as pessoas?

    Depois dos avisos de Myung-Hee, ele e a prima começavam a se afastar para ir até o diretor. Tinha sido o suficiente para dissipar aquela bagunça. Eun-Joo e as amigas se aproximavam de Yuha - a lider ignorava a presença de Hyun-Hee. Chae também se levantava e começava a dar as costas para ele para seguir com Lee-Hi. Jong-In tinha parado ao lado de Da Won, mas não conversavam, só observavam.

    Yerin fazia sinal para seu grupo. Hayoung nem sabia onde enfiar a cara.

    - Vamos, Min-Ah? Estou com fome… - Yerin a chamou, agindo normalmente porque sua mente estava tranquila e livre de qualquer culpa.


    [CORREDOR - PARTE 1]
    (Dong e Won-Bin)

    Logo depois de ter recusado a ajuda de Bo-Mi e Eun-Bi, Stella não aguentou se levantar de uma vez e caiu sentada, meio para o lado. Apesar de querer aparentar força e resistência, ela estava bem envergonhada com o que tinha acabado de acontecer. O rosto estava bem vermelho e o bico à frente, indicava o choro que ela estava segurando.

    Min-Ho e Ui-Jin já estavam no corredor, mas ainda hesitantes. HaN tinha saído da sala e So-Na também parou por um instante, mas sem muita intimidade ou trato social, ela só cruzou os braços, julgando as meninas que se afastavam.

    Dong se aproximou antes que HaN precisasse dar o “empurrão”. Stella voltou os olhos mel esverdeado na direção da mão do menino, depois de seus dizeres. Diferente dele, ela tinha se encolhido, sem xingar ou revidar. Eun-Bi estava se equilibrando com as muletas e deu uma risadinha com o comentário dele.

    - É verdade. Está precisando de uma limpeza mesmo. Isso aqui não é um curral!

    Yewon não ouviu - ou fingiu não ouvir, por isso eles tiveram paz. Bo-Mi ainda estava um pouco curvada, mas quando viu que Dong tomaria a iniciativa, ela se afastou um pouco. Stella umedeceu os lábios e estendeu a mão na direção de Dong, apoiando-se ali para se levantar. Seu joelho doía devido à pancada, mas a verdadeira dor não era vista à olho nu. Dong continuava falando e até pedia a ajuda de HaN.

    - Está tudo bem… - Stella murmurou.

    HaN tinha dado um passo à frente, mas Won-Bin tinha sido mais rápido em achar o celular - o segundo que ele achava no mesmo dia. Pelo menos ajudava de alguma forma. O rapaz se aproximou e foi acompanhado por Bo-Mi, Eun-Bi e os amigos de Dong. Stella virou-se diante do novo rapaz que vinha com aquela gentileza.

    - Komawoyo…- Disse de modo educado, mas não formal quanto Yerin fora. Pegou o celular. Mas toda aquela gentileza foi gerando uma onda emotiva nela e os olhos dela foram marejando.

    Até ouvir o comentário de Dong, sobre o sangue mestiço dela. O maxilar dela trincou - Bo-Mi e Eun-Bi arregalaram os olhos e HaN deu uma cotovelada não muito gentil. Até Min-Ho soube que aquela não foi a palavra certa. Stella o encarou de modo triste, quase decepcionado. Sabia que todos sabiam, mas o triste era ficarem reforçando o que ela era. O sangue mestiço era o principal motivo por toda aquela perseguição! Porque não era pura, porque era muito diferente!

    Porque tinha olhos claros, cabelo castanho claro sem tinta, era alta! Fugia do estereótipo Coreano, mesmo sem cirurgias, lentes ou tintas.

    Parte dela, sabia que o garoto não tinha falado por mal, mas doía mesmo assim.



    - É...Eu aguento. - Disse de modo um tanto quanto irônico. - Não se preocupem, por favor. Eu estou bem.



    Olhou para todos eles e os reverenciou brevemente. Olhou uma última vez para Dong e tomou o cuidado de não esbarrar nele. Foi andando - até que normalmente, sem demonstrar a dor no joelho - para o fim do corredor. Eun-Bi não foi porque não era rápida o suficiente e Bo-Mi porque ficou indecisa.

    - Precisava mesmo ter falado, né? - HaN foi o primeiro a citar o ponto. - Que ela é canadense. Aigooo...Depois eu que sou o burro e o Min-Ho o insensível.



    - Até eu teria ficado quieto… - Min-Ho concordou.

    Eun-Bi e Bo-Mi também lançaram um olhar julgador, mas a bailarina que disse.





    - Não sei se sempre foi assim. Eu sei que ela sofria bullying porque ela tem a flor negra lá que esqueci o nome. Mas foi a primeira vez que vi na minha frente, assim. Se eu estivesse andando, teria agarrado o aplique da Yewon. - Comentou com bastante naturalidade. Eun-Bi estava em seu limite, por outros motivos. - Não podemos deixar esse tipo de coisa acontecer. Já não deveriamos permitir antes, agora menos ainda...Não é justo, nem certo.

    - Elas estão impossíveis. - Bo-Mi falou. - A Eun-Na falou coisas horríveis para a MiSoo-ya também…



    - O que? - Mia, a menina do segundo ano, também se aproximou para saber o que tinha acontecido com a amiga.

    Dong ouviu, em partes enquanto Won e Eun-Bi chegaram bem depois. Bo-Mi contou o resumo da história, que Eun-Na começou a atacar MiSoo, falando da aparência dela, dando a entender que ela tinha feito cirurgias e agora Jung-Mi a namorava por pena. Tudo porque ela comentou do bonsai que tinha dado a ele no dia anterior. E que Eun-Na continuou espezinhando a moral dela até voltar a atenção para Hyun-Hee.

    Agora Won sabia o porquê daquela carinha infeliz que MiSoo vinha fazendo. E era mais uma coisa na lista de seu mural mental. Dong também recebia mais material para planejar seu “projeto medíocres”, anti-bullying. Mas também estava aumentando a quantidade de desculpas que “devia” a Stella.

    A menina tinha seguido até o banheiro para se recompor. Como tinha caído no meio do caminho, ela se desencontrou de Chae e Lee-Hi - que antes, também estavam no banheiro. De lá, mandaria uma mensagem para as duas, avisando sobre Sunny e dizia que as encontraria depois. No entanto, ela não estava sozinha no banheiro. So-Na tinha ido, discretamente e acabou ficando, por receio de que ela ficasse pior.

    Já o grupo de Dong e Won-Bin - considerando Eun-Bi e Bo-Mi uma extensão do grupo dele - continuavam no corredor, pelo menos até a saída de Sunny e Jae-Ki. Acabou que, naquela confusão, os meninos sem apresentaram direito. HaN deu um suspiro e cumprimentou Won.

    - Aliás, eu sou o Ha-Neul, sou do 2º ano. E aqueles são Min-Ho e Ui-Jin. É um prazer conhecê-lo.


    [SALA DE AULA]
    (Sunny e Jae-Ki)

    Sunny e Jae-Ki tiveram a companhia de Kim, Kang e Won-Bin -pelo menos por um tempo. Assim como Won-Bin, Kang e Kim também tinham certa expectativa por aquela conversa. Kang estava curioso para saber o que Jae-Ki tinha para dizer enquanto Kim só era alimentado por aquele instinto protetor mesmo.

    Assim que Jae-Ki citou o pai de Sunny, as paredes de Kim ruíram, principalmente pela forma como o rapaz escandaloso falava do “tio Kim”. Kang abriu a boca, fazendo um “o” surpreso com aquela novidade. Chegou a dar uma cotovelada em Won, indicando aquela coincidência.

    Infelizmente, a conversa foi interrompida por um instante porque os gritos chamaram a atenção deles. Enquanto Jae-Ki só conferia se Eun-Bi estava bem, Won ia até a porta. Acabou que o rapaz só ficaria sabendo daquela ligação entre Sunny e JaeKi, não da profundidade da relação. Logo Won saiu e Kang não foi atrás porque adorava uma história feliz.

    Sentia-se assistindo a um dorama ou filme, onde os “irmãos separados na maternidade se reencontram”. Até deixou os bolinhos em cima da mesa para levar a mão até o rosto, os olhos marejados indicavam a emoção - mas Kang era um artista também!

    Kim foi deixando aquela cara fechada de lado e sorria para Jae-Ki.

    - Ashaaa! - Comentou, achando incrível. - Conheço o coração generoso do Sr. Kim, sou um “sobrinho adotado”, mas isso vai além de qualquer expectativa.



    - Que lindo. - Kang tapou a boca.

    A resposta de Sunny apenas deixava o momento mais belo ainda. Jae-Ki oferecia sua proteção, dizendo que eles não precisavam ser amigos - Kang já sabia que ele criava essa barreira para evitar mágoas com amizades que o decepcionassem. E, sabendo do gênio do amigo, todos o decepcionariam cedo ou tarde, pois ele era extremista. Porém, Sunny não buscava por um guarda-costas e sim um amigo.

    E foi isso que ela sugeriu.

    Kim já esperava isso de Sunny e, para ajudar a amiga, ele completou.

    - Se o Sr. Kim acredita e confia tanto em você, só pode ser uma pessoa legal. Como você já sabe e também já sofreu ontem, nós não somos bem-vindos. - Kim era, porque não era um bolsista, mas depois de suas atitudes, entrou na lista também. - Mas ontem cheguei a conversar com Won-Bin, acho que é o seu amigo, né? E, bom, acredito que juntos, temos mais chances.

    Ajeitou o óculos de armação grossa e completou.

    - Por isso, se é amigo de Sunny, também é meu. E você também, se quiser. - Olhou para Kang.

    - Eu quero! Uwaa!! Já tenho mais amigos do que tive minha vida inteira! Viu como aqui não é tão ruim, Jae-Ki-Boy? - Cutucou o amigo. - E você também pode contar comigo, Sunny. No caso, vocês dois, né? Posso não ser forte como Won ou doido feito o Jae-Ki, mas eu tenho lábia, entende? E sou um bom detetive…



    Era uma piada interna, mas ele nem teve muito tempo para explicar, porque Jae-Ki estava desesperado.

    - Ya! Calma aí, olha aqui os bolinhos! - Entregou dois para Jae-Ki. Como não sabia os gostos dele, trouxe o original mesmo. O outro era de Won-Bin e também tinha um para si. Olhou para Sunny e Kim e indicou a porta. - Vamos?

    - Vamos sim, né? - Kim olhou para a menina, mas eles foram um pouco mais atrás.

    [CORREDOR - PARTE 2]
    (Dong, Won, Jae-Ki e Sunny)

    Jae-Ki não precisaria correr muito para achar Won-Bin. Logo ele perceberia que o amigo era bom em falar com as pessoas - também era algo que Won estava descobrindo recentemente. O rapaz de olho roxo chegaria bem na hora que Ha-Neul se apresentava e, logo atrás dele, vinham Kang, Kim e Sunny.

    Bo-Mi e Eun-Bi ainda estavam por ali, porque a menina estava contando o que Eun-Na tinha aprontado com MiSoo. E Jae-Ki também veria que o grupo estava consideravelmente maior, dava até para dizer que formavam uma gangue, ainda que os estilos fossem bem diferentes: cabia de tudo ali, até os mais nerds.

    E por falar em nerds, Min-Ho e Ui-Jin o encararam por um instante. Mais por curiosidade do que por medo ou coisa assim.

    Eun-Bi também o encarou. Estava com uma expressão séria e ficou ainda mais ao vê-lo - revirou os olhos, bufando, sem nem ao menos esconder e falou em alto e bom som.


    - Podemos ir, Bo-Mi-Ya? Mia-Ya? - Olhou as amigas e disse fazendo um beicinho. - Tenho fome!

    - Vamos, vamos...Vocês também estão indo? - Bo-Mi perguntou.

    - Ai, Bo-Mi! Eu não quero falar com aquele ali! - Eun-Bi apontou a muleta para Jae-Ki e continuava falando alto.


    Mia e Bo-Mi encararam a amiga com uma cara “quem é você?! por que está fazendo esse escândalo? Foi contaminada?”. Mas a verdade é que nem Eun-Bi se entendia porque Jae-Ki a deixava nervosa e agora estava com ciumes mesmo. Sem dar maiores explicações, ela fez o segundo “hunf” para ele e virou-se, começando a ir anqueles passos de tartaruga amparada por muletas, mas fingindo que é rápida.

    - Céus… - Bo-Mi coçou a nuca.


    - Tô indo para o elevador!

    - Estamos vendo!! - Mia disse.

    - Mulheres… - HaN comentou.


    - Ya, Won-Bi!! - Kang mexeu os braços e correu até ele. - Aqui seu bolinho. - Jae-Ki já tirava a mochila de Won para carregar.

    Dong, Sunny e os amigos percebiam que Kang e Jae-Ki paparicavam bastante o amigo engessado. Kim deu uma leve risada, mas percebia algo de estranho ali porque pessoas tão diferentes não estariam juntas, se não fosse por um problema em comum. Logo percebeu a ausência de alguém e falou com Sunny.

    - Cadê a Eun-Seok-shi? - Perguntou baixo, mas nem era por ser um segredo.

    À essa altura, Stella já estava esperando por Sunny perto da escada. So-Na certificou-se de que ela estava bem e logo desceu para ficar quieta e deixá-la em paz também.




    AVISOS


    > O grupo do corredor (Dong, Won, Sunny e Jae-Ki) não vai tomar conhecimento, por hora, do que aconteceu lá no térreo.

    > Jung-Mi, Ryu e Gyu-Sik estavam no refeitório durante todo esse tempo e por lá ficarão.

    > Se a MiSoo voltar para o prédio, vai chegar +- na mesma hora que as amigas - elas demoraram bastante lá em cima, conversando e essas coisas.

    > Quando a MiSoo sair da Secretaria, ela vai ver o Wang com a caixa


    Gakky
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Gakky em Sab Dez 09, 2017 10:30 pm

    Jaeki sorriu para os comentários de Kim, ele parecia um cara legal aos seus olhos, era bom saber que a filha do seu professor tinha boas companhias. Mas ao mesmo tempo, ainda estava determinado a seguir seu plano de proteger Sun-Hee, não confiaria o que achava seu dever nas mãos de outro. Kim era legal, mas provavelmente não estaria disposto a fazer tudo. Só Jae-ki sabia como era estar disposto a tudo por um irmã. Quando ele falou que também os considera seus amigos, Jae-ki ficou animado. Ouviu o comentário de Kang logo em seguida e riu, seu amigo sabia ser engraçado. Mas Kang tinha chamado ele de doido?

    - Ya! Eu não sou doido... - Resmungou Jae-ki, mas não estava brigando -  Você detetive? Quando?

    Ele riu em seguida achando graça de Kang ter falado essas coisas, não entendia da onde ele tinha tirado que era um detetive. Sobre ele ter lábia, já estava acostumado com essa. Jae-ki se despedia de Sunny e Kim, e pegava a sua mochila e a de Won para seguir pra fora da sala. Kang notou que ele tava apressado e deu os bolinhos. Quando os viu, os olhos de Jae-ki brilharam.

    - Uwaaa! Você é incrível Kang! Você deve ter o poder de ler mentes, acertou que eu tava morrendo de fome e me trouxe dois! Ontem eu nem jantei, tô pensando em comer desde que acordei.

    Jae-ki pega os bolinhos como se tivesse ganhado um ótimo presente. Já começava a desembrulhar um para comer no caminho mesmo. Por que esperar? Enfiou o bolinho de uma vez na boca e respirou fundo olhando pra cima curtindo o sabor. Depois apenas acenou para Kang para irem, e mais acenos para Sunny e Kim, enquanto mastigava com as bochechas infladas. Seu semblante estava mais calmo e a raiva havia passado por causa da conversa que teve. Saber que era importante para o professor Kim e que tinha gente torcendo por ele e o valorizando, o fez sentir que tinha ganhado o dia.

    - Uwa...Mui...to bom... - Disse com a boca cheia.


    Quando saíram da sala, Jae-ki viu algumas "pessoas" ali além de Won Bin. Não tinha ideia do que tinha acontecido, para ele a garota que caiu foi só porque tropeçou. Aparentemente o amigo estava conversando com uns garotos estranhos que não eram bolsistas. Não demorou para ele sentir um pouco de ciúmes do amigo, ele era seu "irmão" não dos outros. De qualquer forma, ainda estava feliz por causa de Sunny. Ainda mastigando, levantou um dos braços e chamou:


    - Ya! Won Bin!

    E então seus olhos bateram nos de Eun-bi. Ele logo percebeu o semblante irritado de Eun-bi. "Porque ela tá assim? Eu que devia estar explodindo!" Quando ouviu ela falar em voz alta e apontar para ele com a muleta, ficou um pouco surpreso e aborrecido. Engoliu o resto do bolinho em uma só engolida e lançou um olhar sério para ela:


    Enquanto se aproximava de Won com Kang, começou a tirar a mochila das costas do amigo e foi dizendo normalmente em voz alta também:

    - Viram aquela garota de muleta? Ela está apontando pra mim e eu nem conheço ela. Aigoo... Tem algumas garotas doidas aqui..

    Em seguida também comenta:

    - Tsc, você nem ficou para falar com Sun-Hee, ela é muito legal, ela é diferente das garotas esnobes daqui.
    isaac-sky
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por isaac-sky em Sab Dez 09, 2017 11:12 pm

    Won notava que mais apoio vinha de Eun-Bi e de Bo-mi. Isso era bom, se a garota pudesse ver que haviam mais pessoas boas que ruins naquela sala...

    A garota responsável por aquela agressão saia, ignorando os comentários de Dong e Eun-Bi.

    "Mas será que adianta confrontar alguém quando ela está longe e de costas pra você?"

    A garota murmurava estar tudo bem, mas era claro que não estava. Won assentiu com um sorriso simpático quando ela agradeceu educadamente.

    Dong escreveu: - Ela vai ficar bem não se preocupe, é metade canadense...

    Won arqueia as sobrancelhas. Era um comentário direto demais. Bo-Mi havia contado que a garota era perseguida por conta disso mas...será que parte da perseguição vinha dos próprios amigos?

    -Canadá? Que legal, Wangjo é internacional - tentava responder com certo bom-humor, tentando remediar o irremediável -Mas eu só conheço de nome porque sei que é onde gravam muitos filmes e séries americanas - coçou a nuca com a mão boa e sorriu.

    Dong escreveu: - Obrigado pela força, você está bem? -

    Por um instante tinha até esquecido do braço engessado.

    -Ah, estou bem! - respondeu um tanto surpreso -Só um pequeno problema com os dedos, fico bom em pouco tempo - omitira a verdade, mas Bo-Mi sabia o verdadeiro motivo do braço estar daquele jeito.

    -Sou Hwang Won-Bin. Prazer em conhecer vocês - cumprimentou Dong.

    Stella parecia chateada, ela confirmava que ficaria bem em resposta a Dong num tom irônico. Notava que seus olhos marejavam.

    Reverenciou educadamente quando ela saiu.

    "Será que ela saiu para chorar?" aquilo que apertava o peito. Nem conhecia a garota, mas era uma situação tão horrível...
    "Ninguém vai atrás dela?" Won começava a entender melhor porque as coisas ali eram daquele jeito...

    Os dois amigos nerds de Dong o chamam a atenção por ter falado daquela maneira. Então realmente era um assunto sensível para ela.

    - Não sei se sempre foi assim. Eu sei que ela sofria bullying porque ela tem a flor negra lá que esqueci o nome. Mas foi a primeira vez que vi na minha frente, assim. Se eu estivesse andando, teria agarrado o aplique da Yewon. - Comentou com bastante naturalidade. Eun-Bi estava em seu limite, por outros motivos. - Não podemos deixar esse tipo de coisa acontecer. Já não deveriamos permitir antes, agora menos ainda...Não é justo, nem certo.

    - Elas estão impossíveis. - Bo-Mi falou. - A Eun-Na falou coisas horríveis para a MiSoo-ya também…

    Até as duas estavam revoltadas com a situação.

    "Mas elas nunca perceberam que a garota era perseguida nesse nível? Até mesmo Bo-Mi me disse que ela sofria na mão delas..." Won não julgava elas necessariamente, mas entendia que parte das coisas serem daquele jeito em Wangjo não estava somente com a rainha do mal: a inércia daqueles que observavam e não diziam nada também fazia parte do problema.

    E além disso em poucos instantes havia perdido que até mesmo atingiam Misoo.
    Won ficou um pouco mais sério diante dessa informação.

    Bo-Mi explicara a situação.

    "Ah, então era pra ele o bonsai daquele dia?" não tinha ido muito com a cara de Jung Mi, mas não parecia ser o tipo de cara que agiria de má fé com Misoo.
    Sentia revolta ao ouvir como a garota falava coisas ruins sobre a amiga.

    Won permaneceu sério, como se analisasse o que ouvira. Em sua percepção, essa garota era pior que Yerin e Hyemin.

    - Aliás, eu sou o Ha-Neul, sou do 2º ano. E aqueles são Min-Ho e Ui-Jin. É um prazer conhecê-lo.

    O garoto quebrava um pouco do momento sério para se apresentar.

    -Prazer conhecer vocês - respondeu educado. O garoto parecia divertido, um jeito próprio de se portar que era carismático à sua maneira.

    Em seguida Won viu Jae-ki, Kang, Sunny e Kim se aproximando. Por um instante seus alertas de "PERIGO" apitavam: Jae e Eun-bi próximos numa mesma roda de conversa.
    Estava pronto para apartar brigas, nem que tivesse que pegar o extintor.
    A interação entre os dois agora tinha regredido ao fundamental: provocações e desculpas esfarrapadas para sair.

    "Pelo menos não estão jogando coisas uns nos outros"

    - Mulheres… - HaN comentou.

    "Hasuhasuasha, esse cara é engraçado" segurou o riso.

    Apenas acenou com a mão boa para as meninas que saiam agora.

    -Yo, Kang! Jae-ki! - cumprimentou os amigos com casualidade. Pegou o bolinho de Kang.

    -Valeu! Esses são Jae-ki e Kang - apresentou seus amigos também.

    Acenou cumprimentando Kim e Sunny também.

    Jae-ki escreveu:- Viram aquela garota de muleta? Ela está apontando pra mim e eu nem conheço ela. Aigoo... Tem algumas garotas doidas aqui..

    "Acho que não tem ninguém normal nessa escola Jae"

    Jae-ki escreveu:- Tsc, você nem ficou para falar com Sun-Hee, ela é muito legal, ela é diferente das garotas esnobes daqui.

    -Eu fui conferir o que tinha acontecido no corredor - explicou brevemente, somente para Jae-ki.

    Se virou para Dong e seus amigos:
    -Vão para o refeitório? A gente vai pegar algo pra comer, provavelmente - olhou para Jae-ki que devia ir para seu segundo bolinho.

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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Luxi em Dom Dez 10, 2017 12:15 am

    Hyun Hee sentiu-se confortável conversando com Da Won. Tinha contato com seu eu antigo muito naturalmente quando perto deles, bem mais do que voltar a casa do avô ou rever o irmão. Talvez se pudesse mesmo retomar suas amizades antigas, conseguiria sentir-se como antes. Parte dele achava que era errado e beirava o impossível, mas queria muito mais tentar, já que era a última chance que tinha de sentir que algo era familiar, de sentir que ainda existia um pouco de si mesmo que ainda fazia algum sentido.

    Não prolongou o assunto Eunjoo. Não estava orgulhoso de suas últimas ações, mas apreciava a forma como o amigo tinha resolvido aceitar sua pequena mentira para manter o bom relacionamento entre eles. Riu com ele e assentiu, fazendo aquele mea-culpa como se fosse apenas uma pequena briga de casal.

    Então começaram a falar de algumas questões internas da escola. Não queria se meter muito também, mas achava positivo como Da Won falava sobre tudo aquilo sem parecer pisar em ovos. Finalmente tinha alguém ali dentro que poderia contar, pelo menos um pouco. Concordou. O problema de bolsistas parecia ter afetado muito mais as garotas do que eles, exceto aqueles que se sentiam ameaçados.

    - É mesmo? Talvez seja a hora de fazer caridade. É bonitinha pelo menos? - quis saber sobre a bolsista que faltava. Até ficou com um pouco de pena. Se ela decidisse voltar para a escola, as meninas tripudiariam ainda mais. Eis que começaram a falar sobre Chaeyoung e Jong-In. Franziu a testa. Eram muitas informações interessantes.

    Então Chaeyoung era marrenta, mas era uma princesinha rica, não é mesmo? Não a toa tinha apreciado uma boa joia. Acabou sorrindo sem perceber, mas o sorriso morreu com o restante.

    - Então agora ela é conhecida como garota da joaninha.. - falou sozinho e refletiu um pouco. Não gostava que aquele apelido particular se espalhasse, ele quem tinha inventado. - Bem, eu impedi Eunjoo de fazer algo que se arrependeria completamente. Ela devia me agradecer... É...eu sei como ele é. - pontuou, querendo esconder o aborrecimento repentino, mas acabou matando o assunto.

    Quando encontraram aquele grupo reunido, todas as suspeitas se confirmaram. Não sabia por que estava tão incomodado assim com o fato de Jong-In fazer o que sempre fazia. Ele geralmente era neutro e ria das iniciativas mulherengas dele, mas agora era diferente. Atribuia isso ao fato de não serem lá mais tão amigos. Obviamente era uma mentira bem ruim. Sentia-se meticulosamente atacado pelo antigo amigo, mas queria ainda acreditar que não era esse o caso, embora já tivesse a certeza de que sim, era isso mesmo.

    O ambiente começava a irritá-lo, pois ele não suportava aqueles gritinhos. Isso o deixou bem mal humorado. Tanto que não conseguia sentir nada além de um pouco de raiva daquelas caras e bocas direcionadas a ele, exceto pela capitã de Culinária.

    - Mianhae, Im Yuha-shi - foi polido e educado. Não teve a intenção de provocar mais choros na menina.

    Yerin então decidiu respondê-lo. Hyun olhou diretamente para a menina e inclinou um pouco o rosto para o lado, analisando aquele lindo rosto gelado. Não se ofendeu com a réplica.

    - Não sei. O que você me sugeriria fazer? Sua mente me parece mais do tipo que trama pelas costas dos outros. Eu sou um pouco mais corajoso que isso. Quer ver só? - fez um movimento brusco, mas tomou o cuidado de tapar bem a tampa para não ter um acidente, apenas ameaçando de jogar na direção do grupo dela.

    Eis que Myung-Hee deu as caras em uma entrada triunfal. Ele observou os dois que surgiam e resolveu se calar, esperando o discurso. Não havia muito o que fazer, entregou a caixa de bom grado e até com um pequeno sorriso.

    Sabia que o vândalo se aplicava a ele, mas não exatamente. Afinal, ele não tinha por que proteger Eunjoo dele ou algo assim. Era um assunto particular. De qualquer forma, tampouco tinha medo da realeza da escola. Não lhe devia nada.

    Não via problemas daquilo parar nas mãos do diretor também, inclusive era um opção que tinha em mente. Então viu Eunjoo se aproximar da amiga e lançou um rápido olhar para ela, um tanto pensativo, depois reparou em Chaeyoung indo embora e deixou que isso acontecesse, sentiu um pouco de raiva disso, mas não podia simplesmente ir atrás dela diante dos olhares alheios sem que parecesse ter um bom motivo, além disso, ela parecia um pouco aborrecida com ele também.

    Então tinha Da Won, com quem já estava andando mesmo e… o outro.

    - Ya. Jong-In. - falou finalmente, com um tom até que neutro. - Há quanto tempo. Senti sua falta. Nem me mandou flores.

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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Luxi em Dom Dez 10, 2017 12:15 am

    Só agora Hyemin começava a raciocinar as outras faces daquela ação da amiga. Não tinha imaginado que Yeji seria a culpada, será que ela a tinha ameaçado de alguma forma? Eram opções tão complicadas que ela nunca conseguiria pensar sozinha e fazer as conexões necessárias, mas toda vez que tentava e pensava em alguma coisa mirabolante era muito assustador, pois ela nunca conseguiria elaborar algo daquele tipo sozinha. Yerin estava sempre a muitos passos à sua frente, por isso a achava tão inteligente, mas a forma como agia tão fria diante disso era difícil mesmo de acreditar que tinha premeditado tantas reações dos outros.

    Virou o rosto para ver Hyun falando que pegaria a caixa com a aranha. Nem tinha visto direito quem tinha conseguido fazer isso, mas quando viu que era uma menina, ficou muito impressionada! Mas por que esses loucos achavam normal e tranquilo andar por aí com uma aranha? Fazia um beicinho de choro só de imaginar aquela coisa escapando. Não entendeu direito as caras e bocas que as amigas estavam fazendo, era muita informação para ser processada, mas ela estava mesmo era ainda aborrecida com toda a situação.

    Hyun ameaçou jogar a aranha na amiga, e ela agarrou-se ao braço de Yerin, colocando-se um pouco a frente, querendo protegê-la, realmente com medo que o seu antigo oppa fosse fazer algo louco, como tinha feito com Eunjoo.

    - Rin! - murmurou com um beicinho.

    De repente, uma voz nova apareceu naquele meio. Hyemin abriu a boca ao reconhecer o membro da família Wang. Seus olhos se encheram de esperança para que alguma palavra iluminadora surgisse ali de seu futuro parente. Seguiu os passos dele com o olhar, achando-o especialmente incrível.  Waaaa, seria assim quando fosse noiva oficial do Miwoo também? Morria de inveja. Queria aquela aura para si.

    Eram uma família tão perfeita! Já podia imaginar cozinhando para Miwoo em um jantar entre ele e MyunHee, enquanto os dois discutiam coisas difíceis e importantes. Ela andaria por aí orgulhosa, deixando os meninos decidindo o futuro da família, enquanto coordenava os demais visitantes. Tudo isso para que os dois lhe reservassem um sorriso especial de família, reconhecendo sua eficiência em manter tudo aconchegante.

    Myung-Hee elogiaria os filhos dela com Miwoo e seu marido lindo ficaria muito honrado por ter uma esposa tão bonita que cuidava tão bem deles. “Levarei isso ao conhecimento do senhor W----diretor”

    Hyemin piscou, parando de sonhar acordada na mansão Wang e voltando ao empreendimento Wangjo. Seus lábios diminuíram. Ei, quem era vândalo ali??? Franziu a testa. Só Hyun Hee oppa!  Mas então o restante da frase a fez gelar inteirinha. Ele era simplesmente impossível de ser ignorado. Olhou para Yerin, esperando saber se ela tinha ficado com medo também, mas para sua segurança, não. Não tinha medo mesmo de nada? Mordeu o canto do lábio. Isso significava que ela enfrentaria o aviso de WANG Myung-Hee.

    Mas espera…  ele não era um Wang? Tudo foi tirado do pai dele! Não era par ele estar revoltado e com raiva e ajudando a espantar os bolsistas? Isso era muito esquisito. Ficou visivelmente confusa. Será que ele estava do lado do diretor? Bestinha. Claro que estava!!! Mas por quê??? Ah, era tudo tão estranho… mas especialmente ruim saber que nem ele era a favor. Sua imagem perfeita do jantar Wang do futuro se quebrou. Myung-Hee era um ADVERSÁRIO de seu Miwoo. Sofreu com isso, não queria desgostar daquele garoto, ele nem parecia ruim…

    Abaixou um pouco o rosto. Gostaria de saber a opinião da sogra sobre isso. Será que tinha sido burra e entedido tudo errado no Country Club? Talvez estivesse envergonhando In Na com aquelas atitudes todas. Não… a tia tinha deixado claro que era isso mesmo que ela queria, mas ela também era contra. O pai era contra… AIIISSHH quantas pessoas eram contra? Sua vida começava a ficar mais complicada na tentativa de agradar os outros. Ela só queria poder ficar em paz com todo mundo, era tão difícil assim?

    - Vamos… - falou sem muita energia e a seguiu.

    Hyemin tinha muito o que pensar. Não estava tão fácil viver no colégio naquele ano. Muita gente tinha resolvido se meter na ordem natural das coisas. Ela não gostava muito quando Yerin tomava algumas atitudes extremas, mas sabia que era para manter o reinado e o respeito dos outros, mas uma aranha? Ela também não tinha gostado da festa do ovo, tudo bem dar um susto nas bolsitas, mas precisavam ter machucado daquele jeito e..peixes? Ela mesma tinha limpado aquilo, era muito nojento. Caminhava cabisbaixa ao lado das amigas e avoada.

    Estava insegura. Só queria ter a certeza de que com isso tudo mesmo Miwoo ia gostar dela. Porque afinal… quem tinha pedido isso tudo era a sogra. Talvez Miwoo nem ligasse pra isso? Bem, ele tinha dito que estava chateado com as questões do diretor. Precisava confiar mais nele. Mas é que era tão difícil continuar isso sem saber se estava indo bem… até então, só tinha levado punições, mas ninguém tinha falado que alguma ação sua estava certa. Todo mundo começava a olhá-la estranho e xingar seu grupo. Ela só queria voltar a acenar pras pessoas e circular nos lugares como antes, mas estava começando a ficar bem difícil. Para começar, estava louca para roubar uns bolinhos, mas não se sentia à vontade de se aproximar nem do grupo dos nerds. A vinda dos bolsistas tinha estragado tudo…
    Além do mais, suas amigas não eram as mais fáceis de lidar, mas com a junção dos problemas, esse ano estava especialmente difícil. Não queria que elas implicassem tanto com Stella sem ela fazer mais nada para irritá-las, muito menos com Misoo, que apesar de ganhar dela no Tênis nunca tinha feito nada…

    Entendia por que Taemin estava bravo com um delinquente como Jaeki, mas ele tinha salvado Yerin… Aish, era tudo tão difícil. Quando deu por si, já estavam no local que as amigas queriam. Fez um biquinho. Estava sem cartão para comprar alguma bobeira para comer e infeliz com tantos pensamentos. Pelo menos tinha comido um chocolate, mas precisava de algo que a fizesse sentir como no ano passado.

    - Hayoung. Quero meu bolinho. Vai buscar pra mim com o gordinho dos nerds.

    Antigamente, levantaria e iria até ele, mas não queria correr o risco de trombar com Kim e companhia. Não estava nem um pouco inspirada para conversas de qualquer tipo, apenas um pouco emburrada no canto.


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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Persephone em Dom Dez 10, 2017 12:51 am

    [ADENDO - CORREDOR]
    (Won e Jae-Ki)

    A tentativa de Won-Bin foi de bom coração, mas tinha falhado um pouco com Stella. Não era nada pessoal, mas a cicatriz já tinha sido cutucada e, apesar de ser bom ouvir alguém vendo o lado positivo, ainda era muito pouco se comparado a quantidade de vezes que ela teve a mente bombardeada de perseguições.

    De todo modo, ela saiu depois da resposta que deu para Dong - independente da tentativa do menino de tentar se consertar. Logo os amigos e as meninas que estavam ali, deram seus puxões de orelha e a conversa demorou um pouco a voltar.

    Dong e Won se apresentaram e a história sobre bullying recomeçou. Bo-Mi contava com mais detalhes tudo o que tinha acontecido na sala - agora Dong ouviria os detalhes que tinha perdido enquanto Won, Eun-Bi e Mia ouviam a história pela primeira vez. HaN estava um pouco por fora, pois não fazia parte da sala. Já Ui-Jin e Min-Ho ouviam com atenção, ainda que ficassem quietos - era a primeira vez que ficavam perto de meninas populares e bonitas por tanto tempo.

    Na sala, prestes a sair, Jae-Ki já comemorava os bolinhos recebidos e Kang dava um sorriso animado.

    - Claro que sou incrível! Sou o K-Dragon. - Fez o trocadilho infame e seguiu para fora da sala com o amigo.



    Assim que saíram - Kim e Sunny também - eles ouviriam Ha-Neul se apresentando para Won-Bin. Como Dong só apresentara Stella, HaN não se fez de rogado, nem tímido e foi falando por si e seus companheiros. Verdade seja dita, ele nunca precisou dos outros para se fazer presente.

    Won aproveitava a chegada de Jae-Ki e Kang, para apresentar ao grupo. HaN ergueu o braço.

    - Olá, muito prazer! Eu sou o Ha-Neul e esses são Ui-Jin, Min-Ho e Dong… - Caso não se conhecessem. O que não era impossível.

    - E aí? Prazer… - Kang olhou para eles e então a viu...a menina bem alta, mais alta do que ele estava acostumado. Os olhos dele se arregalaram e a surpresa estava estampada em seu rosto. Aquela menina...era mesmo real? - Satisfação…



    Até passou pelo blazer, se ajeitando e tentando conter o sorriso para...Mia. Bo-Mi observava aquela cena e deu uma risadinha divertida.

    - Essa é a Mia. - Indicou. - Mia, esses são Kang e Jae-Ki.

    Mia não entendeu a cara de Kang, por isso só acenou animada, mas não do jeito que Kang esperava.

    Foi então que Eun-Bi manifestou o desejo de dar meia volta e ir embora, não sem antes provocar Jae-Ki. Ela inclusive deu um impulso e meio até ouvir a resposta dele. Era aquele ditado...Quem fala o que quer, ouve o que não quer.

    E ela respirou fundo ao ouvir o comentário dele. Mia e Bo-Mi nem tinham se mexido ainda, acompanhando. Kang, muito distraído e sem perceber que tinha sido de propósito, virou e disse.

    - Como não?! Esse olho roxo aí não foi porque você brigou com o Tae...min… - Foi arregalando os olhos e ficando transparente quando percebeu o que falou. Levou as duas mãos até a boca, com os olhos bem esbugalhados.



    A culpada era Mia!! Mia o distraíra!!!

    - MWO?! - Antes que Jae-Ki ou Won punissem Kang, Eun-Bi já tinha dado meia volta. Odiava aquelas muletas, por isso as empurrou na direção de Mia e foi pulando numa perna só até Jae-Ki. - O que ele acabou de dizer?!



    Agarrou Jae-Ki pelo blazer, em parte para se equilibrar, em parte para sacudi-lo porque queria arrebentar com o outro olho dele.

    - Eu não disse nada. Eu juro que não disse nada…

    - SHHH!

    - Então esse foi o massacre… - Bo-Mi comentou.

    - Aigooo… -Kang escondeu o rosto com as duas mãos.

    - Jae-Ki...Você vai me explicar isso agora! AGORA! - E começou a puxá-lo para longe da confusão do corredor. Nem se importava em quem estava vendo, não enxergava mais as amigas ou os meninos.



    Acabou colocando o pé ruim no chão e fez um “ain…” de dor, mas estava tão irritada que o puxou mesmo assim. Pegou uma das muletas e foi equilibrando a perna e Jae-Ki, pelo menos até a curva, onde o empurraria contra a parede. Não tinha a mesma força de um garoto de sangue, mas podia ser brava como um.



    - Que história é essa? É por isso que você está com olho roxo? Porque brigou com o Taemin ontem? Por que você fez isso? Wae? WAE?!?!VOCÊ É MALUCO OU O QUE?! Ele te machucou!!

    O rosto dela foi ficando vermelho enquanto repetia a pergunta e o beliscava quase que compulsivamente.

    Os outros tinham ficado no corredor, diante da proposta de irem comer enquanto os dois se matavam na curva do corredor, perto das escadas.




    >> Jae-Ki responde. Won espera Dong e Sunny que eu respondo em seguida.
    Natalie Ursa
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Natalie Ursa em Dom Dez 10, 2017 12:57 am

    MiSoo ergueu uma das sobrancelhas quando o garoto do segundo ano lhe respondeu com um “eu!”, que mais parecia uma resposta à chamada de um professor. Era engraçado, no entanto ela não riu, só o observou por um momento enquanto ajeitava com cuidado as inscrições para o seu clube, que por curiosidade, a garota esticou-se um pouco para conferir qual era. Esgrima. Esse meio tempo em que se deu conta de que estava praticamente o encarando, o que não era nada legal, acabou por lembrá-la do que a mãe lhe dissera na noite anterior. O que acabou comentando com Minhyun.

    Com a resposta do garoto MiSoo fez uma careta de confusão:

    - Huh? Eu… Não sei?? Foi o que a ommoni falou… Eu acho. - pousou o indicador sobre o queixo, tentando se recordar do que tinha sido dito por sua mãe.

    Será que tinha ouvido mal???

    - Ahh. Ani, quer dizer… - acabou ficando um pouco sem jeito com o que tinha dito depois da pergunta de Minhyun sobre sua surpresa - Estudávamos em blocos diferentes ano passado, então…- deu um sorrisinho forçado como o de uma criança que tinha feito alguma besteira e agora tentava omitir, embora não fosse o caso, mas não conseguiu terminar a frase, pois chegava mais gente à secretaria.

    Para MiSoo era quase como voltar ao ano passado em sua habilidade em se comunicar com garotos. Normalmente não sabia direito o que dizer mesmo, por isso a ansiedade atacava e acabava não falando nada de muito interessante. Ter conseguido se comunicar direito com os rapazes nos últimos dias é que tinha sido novidade. Normalmente, nos anos anteriores, tinha a impressão que estavam lhe julgando, quase como as meninas do grupo das cobras, por isso mantinha distância. Mas aparentemente ainda não era capaz de acertar em todas as vezes que ia falar com um  garoto.

    MiSoo logo percebeu que quem tinha entrado ali eram mais membros da família Han. Ainda lembrava do rosto da líder do clube de moda, mas não tinha ligado direito uma coisa à outra quando pegou o formulário.

    Observou a família interagir por algum momento - pareciam bem fofinhos, bem diferente da sua - e ouviu Minhyun perguntar sobre a ópera à irmã.



    Tinha achado graça do garoto, que assim como ela esqueceu dessa tal ópera também, embora a mãe ficasse falando sobre o evento. Aliás, continuou não lembrando sobre o que era a tal ópera, mas pelo menos suas amigas também estariam lá para lhe acompanhar. Conteve o riso com a interação dos irmãos, até que a mais velha resolveu dirigir o olhar à MiSoo, que apertou os lábios para disfarçar.



    - Uh? Oh. - esboçou um sorriso - Fico feliz que elas tenham se tornado uma inspiração à você. - a resposta não era totalmente forçada, MiSoo reconhecia o talento delas para essa área, só detestava as habilidades sociais as quais tinham desenvolvido - Elas são talentosas mesmo… - a última frase já exigiu um pouco mais de força da Yeun mais nova para ser dita.

    Se a garota não houvesse se inspirado nas personalidades delas, apenas nas habilidades e amor pela moda, então MiSoo estava contente sim pela influência que sua mãe e irmã exerciam sobre a irmã de Minhyun.

    Novamente ergueu as sobrancelhas com a reação do garoto, que tinha ficado surpreso com algo que a irmã dissera, só que MiSoo não conseguiria dizer direito o que poderia ter sido.



    - Eu me inscrevi sim. - mantinha aquele meio sorriso nervoso, já querendo sair logo dali antes que lhe fossem feitas muitas perguntas daquilo que não entendia - Eu acabei de colocar a minha inscrição ali. - apontou para a pasta do clube de moda - Mas é melhor não ter muitas esperanças comigo… Quero dizer, diferente da ommoni ou da… noona - não gostava de chamar MinJi assim - eu sou bem ruim nessa área. - abaixou um pouco a cabeça e esfregou o pé no chão - Espero que eu não atrapalhe muito vocês.

    Ponderou um pouco antes de continuar. Ainda tinha o que fazer e também tinha pedido para as amigas esperarem no refeitório. Não poderia ficar para sempre evitando suas responsabilidades e além disso também estava com fome.

    - Aish… - pegou o celular do bolso e olhou para o horário que estava marcado na tela - Miane. Eu preciso ir agora, estão me esperando. Então nos vemos sábado na ópera… Ou antes, porque não tem tanta gente assim aqui na WangJo, não é? - deu um sorrisinho ainda meio nervoso em direção à Minhyun ao parafraseá-lo.

    Com certeza aquele estava sendo um dia bastante complicado para MiSoo. Nem estava conseguindo falar direito com as pessoas agora. Qualquer um que a conhecesse melhor já poderia dizer que a tenista estava longe de seu humor normal. Parece que tinha voltado alguns anos mentalmente depois que tentaram lhe ridicularizar na sala de aula. Queria ter falado de um jeito mais normal, pelo menos com o Han mais novo, que parecia um garoto legal. Ter sido pega de surpresa e falado qualquer coisa que lhe veio à mente talvez houvesse sido uma péssima ideia.

    - Até mais. - deu um sorriso mais decente e verdadeiro agora, acenando com mais entusiasmo para o trio e se despedindo enquanto saía de dentro da secretaria para o pátio do colégio.

    Agora não podia mais perder muito tempo. Apesar de estar ainda bastante envergonhada com a situação do início da aula, tinha chamado Jung Mi para conversar no intervalo e se não falasse nada ia ficar ainda mais esquisita a situação. Deveria aproveitar que tinha o chamado para conversar e pedir as desculpas que achava que devia à ele. Não ia deixar atitudes mal pensadas trazerem problemas aos amiguinhos.

    O difícil era reunir coragem. Não queria ir até ele, sabe-se lá onde, no meio do resto da escola, para chamar ainda mais atenção das pessoas maldosas. O melhor seria enviar uma mensagem para chamá-lo. Parecia a opção mais decente dentre as poucas que tinha. Nao queria continuar sendo consumida pela culpa. Precisava resolver logo seus problemas.

    Primeiro uma mensagem ao grupo das amigas:

    “Ya! Vou demorar só um pouquinho mais! Não sofram muito com minha ausência!”

    Agora para Jung.

    MiSoo engoliu em seco antes de digitar:

    “Ainda quer conversar? Estarei no banco perto da quadra de tênis.”

    A garota respirou fundo e estufou o peito para ver se assim sua costumeira determinação resolvesse dar as caras, mas logo teve a atenção chamada por um garoto que tinha passado ali perto e carregava uma caixa consigo. MiSoo não tinha certeza, mas achava que o garoto em questão era um dos herdeiros da família Wang, dona de WangJo.

    Apesar da curiosidade, logo ela deu de ombros, guardou o celular no bolso e voltou a seguir até o lugar que tinha indicado, só esperava que não fosse algo demorado.
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Persephone em Dom Dez 10, 2017 2:55 am

    [ARMÁRIOS - HYUN-HEE]

    Hyun-Hee tinha tomado a decisão de bater de frente com Yerin. Não demoraria para que ele percebesse que, assim como Chaeyoung, Yerin não era uma menina “normal”. Melhor dizer, ela não se enquadrava na vertente da vítima ou princesa indefesa que precisava da proteção de seu principe. Era uma mulher independente, segura e…fria. Ela não transmitia nenhuma emoção, além de desprezo.

    A atitude dele - de jogar a caixa - foi respondida com um simples e lento piscar de olhos. A garota nem ao menos se mexeu na direção dele. O máximo que ela fez foi conter Hyemin, a mantendo onde estava.

    Não precisava mesmo que a amiga se metesse na frente. Não tinha medo daquele animal - e não estava falando da Tarântula, muito embora também não.

    - Corajoso você seria se tivesse a real intenção de tacar a tarântula em mim. - Replicou seriamente. - Se eu sou o tipo que trama pelas costas, você é o tipo perdido. Quer chamar a atenção a qualquer custo, não é? Pena que ninguém se importa.



    Revirou os olhos, meio entediada, mas a conversa deles não prosseguiu porque o herdeiro Wang surgiu ao lado da prima. Yerin acompanhou os dois com bastante atenção e não houve hostilidade de Myung-Hee para cima de Hyun-Hee. E a questão do vandalismo não foi direcionada apenas à Hyun-Hee, mas nos últimos dias, eles tiveram amostras o suficiente de violência.

    Ovadas, lago, empurrões…

    Hyun-Hee era responsável apenas por um, não por todos eles. O recado dele tinha sido geral e não se incomodou em explicar mais. Bem na frente de todos, eles pegou a caixa com uma mão, mas a outra foi direcionada ao pulso da prima. A menina respirou fundo, tentando esconder o rosto, mas foi vista.

    Como Yerin tinha dito antes, as pessoas não continuaram ao redor de Hyun-Hee. Eun-Joo foi até as amigas e não para os braços dele; Hyemin ia embora com o próprio grupinho e não para falar ou ter atenção de seu oppa. Até mesmo Chae parecia irritada - por conta das mensagens e do comentário dele de mais cedo e seguia de braços dados com Lee-Hi para o refeitório sem olhar para trás.

    Apenas os meninos ficaram ali, mas diferente de antes, agora falavam algo com Jong-In. O garoto estava com o cotovelo apoiado na parede e a mão próxima ao rosto. Não olhava para Hyun-Hee porque acompanhava a saída de Chae e Lee-Hi. Na primeira, via as cifras, na segunda, via uma diversão qualquer.




    E foi no meio desses pensamentos nem um pouco bondosos que a voz de Hyun-Hee chamou sua atenção. Jong-In se afastou da parede, colocando as mãos nos bolsos e tombou levemente a cabeça enquanto olhava da cabeça aos pés. Se ele sentiu nostalgia, alegria ou ódio, não ficou claro porque sua expressão sempre parecia agradável, ainda que por dentro não fosse exatamente assim.



    Da Won também colocou as mãos nos bolsos, mas não estava falando nada demais antes. Só comentou sobre a postura de Myung-Hee, pois achou bem curiosa. Aparentemente, nesse ano, todos se importavam com as pessoas.

    - Sentiu mesmo? - Jong-In retrucou. - Soube que voltou há um mês e nem se incomodou em ligar também. - Suspirou, mas logo sorriu. - Se você gostasse de flores, eu teria mandado para você. Mas certamente os EUA têm flores mais interessantes...Rose, Margareth, Dayse…- Dizia alguns nomes estrangeiros que associassem a flores.

    Apesar de sua franqueza, ele esboçou um sorriso e se aproximou, ainda com as mãos nos bolsos.

    - Como tem passado? Vermelho virou sua cor favorita agora? - Fez uma cara estranha pro tom usado na cabeça dele. O que ele tinha em mente quando fez isso consigo mesmo?

    Enquanto conversavam, Hyun-Hee veria o irmão saindo dali mexendo no celular. Estava sozinho, sem seus fiéis companheiros - quase como Hyun estava há poucos minutos atrás. Porém, algo o interessava no celular, pois ele respondia enquanto andava. Logo ergueu a cabeça e tomou o rumo do jardim para procurar por quem quer que fosse.

    - O garoto cresceu, hm? Tem falado com ele? - Jong-In acabou tocando na ferida, mesmo “sem querer”.


    [REFEITÓRIO - HYEMIN]

    Hyemin foi poupada de toda aquela história que tinha começado a ser traçada na mente de Yerin assim que o Diretor saiu da sala. Ela sempre era poupada desses planos mais sórdidos porque Yerin queria proteger esse lado da amiga. Podia parecer contraditório, mas a rainha de gelo nunca quis macular Min-Ah com a maldade crescente em seu peito.

    Geralmente resultava em momentos como o que passavam agora: de puro silêncio.

    Com pouca ou quase nenhuma energia, Hyemin seguiu Yerin depois de todo aquele espetáculo nos armários. A amiga tomava a frente, como sempre, mas vez ou outra, olhava por cima do ombro, vendo a carinha apática de Hyemin. Ao chegarem no refeitório, as cinco teriam se sentado juntas, mas Yerin não ficou. Ela seguiu até as máquinas para pegar o que queria antes de voltar..

    Era o momento que um bolinho fora requisitado por Hyemin. Hayoung ficou com a boca aberta até que Yerin se aproximou com uma bandeja contendo duas bebidas e guloseimas para apenas duas pessoas.

    - Quero ficar à sós com Hyemin. Encontrem outra mesa.

    Sentou-se de frente para a menina e pegou um pacote de pepero de cookie para si mesma. Eun-Na a encarou se sentindo culpada.

    - Rin-Ah...Eu…

    - Eu te avisei para não despertar a antipatia de Joo-Unnie. - Nem ao menos encarou Eun-Na. - Quero falar com a Min-Ah. Vão arrumar o que fazer em outro lugar.

    - Até eu? - Yewon perguntou.

    Yerin só mastigou o pepero enquanto Eun-Na puxava Yewon e começava a se retirar. Hayoung também se levantou para atender ao pedido e, logo ficaram apenas as duas. A amiga deixou o pacote de pepero em cima da bandeja e encarou Hyemin por um instante.

    - Sinto muito. - Disse baixo, abaixando os ombros e apoiando as mãos em suas coxas. - Você sabe que não compartilho esse tipo de coisa com você, pois não quero preocupá-la, mas isso foi necessário.



    Olhou atentamente para a amiga.

    - Alguém quis nos prejudicar, Min-Ah. Nesse momento, você é a única pessoa que confio nessa escola. Por isso farei o que for necessário para proteger nós duas. - Suspirou. - Claro que não posso atacar sempre, mas preciso que fique preparada para situações costumeiras. Não se engane achando que todos aqui gostam de mim do mesmo jeito que você gosta. Na verdade, a maioria me odeia...E é por isso que preciso que o medo seja maior do que o ódio.



    Voltou a pegar o pepero.

    - Espero que consiga me compreender...Não tem sido fácil.

    Os ombros dela caíram de novo e Yerin engoliu em seco ao se lembrar do dia anterior. As dores ainda estavam presentes nela, mas ela precisava ser forte para não curvar a cabeça para seus inimigos.

    Muito menos para ele.


    [JARDIM - MISOO]

    Com a chegada de Sunyoung, a confusão inicial de MiSoo e Minhyun foi deixada de lado. O rapaz era bastante tranquilo de lidar e parecia ter uma boa relação com a irmã mais velha - uma realidade bem diferente que MiSoo vivia. Enquanto as duas interagiam, ele e a outra menina apenas observavam.

    Sunyoung era uma menina lindíssima, tinha uma aura de rainha mesmo. Diferente da rainha da turma de MiSoo, Sunyoung tinha mais calor.

    Porém, o fato dela se inspirar na mãe e na irmã de MiSoo podia ser algo um pouco dúbio. Seria só no gosto pela moda ou também seria no caráter? Ela tinha uma presença bem agradável, assim como o irmão. Mas num mundo onde aparências e falsas amizades são o costume, era difícil julgar pessoas apenas numa primeira conversa.

    Além do mais, MiSoo estava bastante vulnerável naquela manhã.

    Por mais forte que ela tenha aparentado ser, as palavras de Eun-Na a magoaram de verdade. Tanto que ela tinha se afastado completamente das amigas, mesmo dizendo que se encontrariam em breve no refeitório. Podiam ter entregue o formulário em outro momento, talvez na saída. Mas as palavras cruéis sabotavam a consciência da menina e ela se sentia inferior, preferindo ficar sozinha.
    Sunyoung nem imaginava isso, por isso meneou positivamente, concordando.

    - São sim talentosas. Você deve ter muita sorte por ser dessa família. - Sorriu. - E não se preocupe. Nós trabalhos juntos, então, você certamente encontrará seu espaço e lugar no clube.

    Foram palavras gentis, mas até que ponto verdadeiras, era um mistério.

    As duas continuaram se encarando por um momento, mas não estavam no humor ideal para continuarem um assunto. Sunyoung também estava ali para resolver suas pendências. Minhyun acompanhava por mais um tempo até que MiSoo se despedia daquela forma.

    - Até sábado! Ou sim, pode ser antes. -Minhyun sorriu e despediu-se dela com um discreto aceno.

    A irmã apenas moveu a cabeça de leve e a acompanhou com o olhar. Logo MiSoo tomou o pátio de novo, mas não seguia para o refeitório como combinado. Preferiu aproveitar o momento para chamar por Jung-Mi para conversarem. Era uma faca de dois gumes também: se eles não tinham nada a esconder ou a provar para ninguém, por que ela pedia para que ele a encontrasse perto da quadra?

    Talvez não fosse a melhor ideia do mundo, mas foi o que seu impulso e mente pediram no momento. Nesse meio tempo, ela passou pelo herdeiro do colégio que carregava uma caixa e vinha com uma menina ao lado dele.

    MiSoo não entenderia o contexto e também não se ligava que a menina era filha do diretor. Mas também não foi algo importante para ela reparar. Estava mais preocupada com as mensagens.

    As meninas não responderam imediatamente à mensagem. Jung-Mi, por outro lado, levou apenas um minuto para dizer.

    “Logo estarei aí.”

    Sucinto, como sempre.

    E o logo dele foi breve mesmo, pois a quadra não ficava tão distante assim de onde ele estava. A curiosidade dele também o fez aceitar de cara à pergunta de MiSoo. O refeitório estava vazio e ele nem tinha acompanhado o escândalo da tarântula. Também não viu as amigas de MiSoo ou Sunny por ali. Algo estava acontecendo e, visto que MiSoo tinha sido a primeira a dizer alguma coisa, ele foi atrás dela.

    Jung-Mi logo a viu sentada no banco perto da quadra de tênis. Guardou o celular no bolso e continuou caminhando até ela. Não trouxe nenhuma bebida ou comida consigo - imaginava que ela fosse seguir para o refeitório depois. Não dava para terem conversas muito extensas num horário apertado como o do intervalo.



    - Ya, MiSoo-shi. - Disse ao se aproximar, tapando um pouco o sol antes de se sentar ao lado dela. - O que houve?
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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Gakky em Dom Dez 10, 2017 3:11 am

    Quando viu os amigos de Dong se apresentarem, Jae-ki apenas deu um aceno com a cabeça, tinha outras coisas em mente agora, como comer o bolinho e comer mais no refeitório. Não entendeu porque Bo-mi o apresentava a garota alta. Won respondia que tinha ido ali só conferir o que houve no corredor. Ele acabava de tirar a mochila de Won Bin enquanto respondia implicante a Eun-bi. Porém quando ouviu o que Kang disse, Jae-ki ficou totalmente pasmo! Eram tantas coisas para pensar nesse momento, primeiro a vergonha por Eun-bi saber que ele tinha brigado com Taemin, principalmente se ela achasse que era por causa dela. Odiaria ser visto como um otário que corre atrás de alguém que gosta de outro! Segundo era a dúvida de como Kang sabia disso antes dele contar?

    Não teve tempo para pensar muito, mas chegou a lançar um olhar para Kang com os olhos arregalados e a boca aberta de espanto! Ainda bem que não tinha mais bolinho na boca. Mal sabia como responder e Eun-bi já começava a gritar e ir até ele pulando! Isso era muito louco! Jae-ki também lançou um olhar rápido para Won, dava pra ver em seu semblante que não havia gostado nada do seu segredo ter sido exposto, logo Won! Era um olhar repreensivo. De repente sentiu Eun-bi agarrando seu blazer, isso era quase inacreditável para Jae-ki. O que estava acontecendo? Kang tentava se desculpar, mas era em vão agora, mal conseguia prestar atenção nele agora.

    - Ya!! - Reclamou.

    Mas Eun-bi o puxava em direção a algum canto! o que tinha dado nela? Jae-ki poderia ter a empurrado, mas é claro que não faria isso. Também não fez força contrária porque estava ainda pasmo com essa reação e porque a garota tinha agarrado de um jeito que ele não esperava. De onde veio tanta força de Eun-bi? Onde estava a bailarina frágil que ele conheceu? Ela poderia rasgar seu uniforme! Instintivamente também não queria fazer um movimento que fizesse os dois cair, ela o puxava tanto que nem parecia pensar que poderia se machucar mais!

    - Eun-bi! Ya! - Reclamou ainda se dando conta da situação.

    Então ela o colocou contra a parede, Jae-ki arregalou os olhos ao encará-la de frente. "Jiral Kang!" - Xingou pensamento. Eun-bi continuava a fazer perguntas com o rosto ficando vermelho a cada palavra. Jae-ki estava realmente muito pasmo com essa cena, não esperava que uma patricinha bailarina pudesse explodir assim. A garota ainda começou a encher ele de beliscões sem parar, mal podia pensar numa resposta racional e sensata agora. Jae-ki soltou muitos "Aii, aish..." Por causa das "agressões". Como ela podia ter dedos tão pesados?


    - Aishhh! Ya! Isso dói! Michyoso? (está doida?) - Respondeu tentando desviar dos beliscões e segurando os pulsos dela para que parasse - SIM! Eu briguei com Taemin! Era isso que queria ouvir? Que foi? Tá preocupada com ele? Sim ele me bateu! Mas ele não saiu ileso! Aishh! Não sou maluco, você que é! Pode ter defendido ele, mas eu não ia deixar ele rindo achando que venceu! Olha pra você! Tem que usar muletas! Você pode não se importar, mas eu me importo!... Importava!  

    Jae-ki não sabia o que dizia, tudo saída muito impulsivo e na agitação do momento. Mordeu os lábios nervoso por se sentir muito idiota agora. Tinha tentado defender ela do Taemin quando ela não queria, e agora Eun-bi sabia disso. Estava sentindo-se exposto, suas intenções, seus sentimentos... A vergonha de ter apanhado para Taemin... Estava parecendo um verdadeiro otário. Que ódio sentia por isso. Mal conseguia dar um reposta bem pensada e contornar tudo isso. Odiava ter mostrado que se importava com ela, quando a mesma pensava em outro. Jae-ki estava impulsivo e já estava farto de tudo isso, ela queria a verdade, então ele daria isso a ela, seu segredo já estava estragado mesmo, mas diria também o que pensava de deles.


    - Ya! Eu fui fazer algo já que ninguém ia fazer! Jiral! - Falou mais ainda irritado e alterado - Não queria que ele voltasse a te... Que ele pensasse que ninguém poderia ir contra ele! Que ele podia fazer o que quisesse! Eu fui parar ele já que ninguém tem coragem de fazer isso! Não tenho medo dele! Mas ele é mais isekya do que eu pensei! Eu teria vencido, mas ele trapaceou! Cretino! Mas não se preocupe, não vou brigar mais com seu queridinho porque eu já entendi qual é a dele, e ele não vai conseguir me tirar daqui! E não, não quebrei nenhum osso dele se você está tão preocupada!  Apesar dele ter quase quebrado o seu pé! Satisfeita? Feliz? Essa é a verdade. Pode me soltar agora!

    Era verdade que Jae-ki achava todos uns covardes ali. Sempre teve que se defender sozinho porque os outros que deveriam não dava conta. Professor, diretores, amigos... Jae-ki tentou falar tudo em um tom mais baixo, mas algumas palavras inevitavelmente saíam um pouco mais altas. Terminou de falar a encarando com um olhar irritado, sentia a boca seca. Já estava explodindo de novo? Nunca pensou que Eun-bi teria esse lado tão agressivo. Por que esse escândalo? Era para defender Taemin? Ou ela tinha medo de se envolver em alguma confusão?
    Natalie Ursa
    Cavaleiro Jedi
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    Cavaleiro Jedi

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    Re: Capítulo 2

    Mensagem por Natalie Ursa em Dom Dez 10, 2017 1:09 pm

    “Sorte.”

    MiSoo engoliu em seco e abaixou o rosto quando ouviu a rainha do terceiro ano lhe dizer que tinha muita sorte de pertencer à família Yeun. MiSoo sabia que alguém como ela, uma verdadeira pária, nunca teria sorte naquela família.

    A tenista não sabia o que pensar sobre a garota que tinha dito aquela frase. Seria ela como sua mãe e irmã? Não estava a fim de descobrir se essa era a verdade. Preferia que pudessem interagir daquele jeito amistoso, mesmo que fosse uma mentira só para a garota ter o que queria, provavelmente manter boas relações com sua família. Não queria arranjar problema com mais pessoas. Já tinha dado problemas demais aos outros em um só dia.

    - Komawo. - fez uma leve reverência e agradeceu quando Sunyoung falou que não era para se preocupar e que todos trabalhariam juntos.

    Voltou o olhar à garota com frágil sorriso nos lábios e aquele constante receio pairando no ar de que por ter o mesmo interesse que a Sra. Yeun e sua filha mais velha e as admirá-las, poderia ser igual à elas.

    MiSoo logo resolveu deixá-los em paz. Deveriam ter coisas mais importantes do que falar com a menina do primeiro ano que, apenas por coincidência, era parente de pessoas que eram admiradas pela garota mais velha. Nem sabia onde estava com a cabeça quando puxou assunto com Minhyun sem ter realmente muito o que dizer.

    A tenista se despediu deles de modo educado. Seu sorriso se tornou um pouco mais forte e convicto quando o Han mais novo lhe respondeu gentilmente e sorriu para ela. Ele certamente não lhe causava a mesma estranheza que a irmã. Embora não houvesse conseguido conversar com ele direito, achava que poderia não ser algo difícil em algum outro momento. Não tinha sentido dele nenhum olhar desdenhoso de julgamento.

    Mas agora existiam outros assuntos para resolver. Potencialmente o último de sua lista, se é que suas amigas tinham mesmo voltado a ficarem de bem uma com a outra. Talvez fosse melhor ter cuidado disso antes, mas da última vez que as tinha visto pareciam se entender quase como antes. A única parte disso que faltava era tomar conhecimento dos motivos de EunBi para mentir. Mas agora ia cuidar da conversa com Jung Mi, já que ele tinha dito para se falarem no intervalo. Dificilmente seria sobre o assunto original que MiSoo tinha em mente, mas era melhor aproveitar logo a oportunidade.

    No pátio a garota enviou as mensagens e logo recebeu uma resposta de Jung Mi, para sua decepção. Parte dela torcia para que a mensagem fosse ignorada ou que ele não a visse à tempo. Assim não precisaria falar com o garoto. Estava muito envergonhada de já ter cometido outro grande erro com o colega em tão pouco tempo. Já não sabia mais onde enfiar a cara perto dele. Infelizmente era uma garota determinada, teimosa e justa demais para deixar isso de lado.

    Viu a passagem do herdeiro Wang carregando a caixa estranha e puxando a outra garota a quem não identificou, ponderou por breves instantes para que direção iam com a caixa, mas logo voltou aos seus pensamentos e ao caminho até as proximidades da quadra de tênis.

    Não fez o caminho com muita pressa, não saberia quando o colega chegaria ali.

    MiSoo sentou-se no banco e pegou novamente o celular. Estava pensando em mandar mais uma mensagem. Dessa vez para outra pessoa.

    Ainda estava incomodada com seu amigo mais antigo. Realmente não tinha condições mentais de querer falar com ele e não sabia quando suas mágoas para com ele amenizariam, se é que isso aconteceria. Mas depois que foi ignorada de volta por ele, começou a achar que talvez fosse uma péssima ideia agir assim, que potencialmente pioraria tudo também. Então talvez uma mensagem.. Já que assim não teria que encará-lo diretamente nem falar nada. Na verdade só iria mandar uma imagem mesmo - e a teria jogado na cabeça do garoto se estivesse perto e isso fosse “possível”.

    Pegou a imagem de um dos seus bichinhos favoritos da Disney, em que ele parecia irritado e enviou para Gyu-Sik sem nenhum texto.


    Estava tão concentrada no que fazia no celular, que só percebeu Jung Mi ali quando ele sentou-se no mesmo banco em que MiSoo estava, a jovem assustou-se com sua presença e levantou apressadamente, dando dois passos de distância.


    - Ah. Você já chegou. - respirou fundo, meio nervosa com a súbita presença dele.

    - Hm… Ye… - tentava colocar as coisas no lugar em sua mente antes de começar a falar - Ahn... O motivo inicial pelo que eu queria conversar não era esse, na verdade era para perguntar sobre ontem, sobre o que aconteceu no lago com Taemin, mas…. MIANE!! - a tenista curvou-se brusca e exageradamente pedindo as desculpas meio alto, sem controlar direito o tom da voz - Eu fiz algo muito estúpido hoje!! Eu devia manter minha boca fechada!! Aigooo! As vezes eu falo demais! Como sou idiotaaa!! - a cada frase que dizia ficava mais agitada - Eu não queria complicar a sua reputação, muito menos fazer você ser vítima de bullying!! Se quiser eu dou outro bonsai, ou uma árvore!! Flores?? Petúnias! São minha favoritas e… Sorvete!??! Eu prometo que eu não falo mais com você na escola!! Aí eles logo esquecem essa loucura e tudo volta ao normal! - tinha se tornado uma metralhadora de palavras, quase não respirando enquanto falava - Eu só faço besteiras! Recém pedi desculpas à você na segunda e já estou fazendo isso de novo!! Mianeeeee…. - e deu mais uns dois passos para trás, quase já indo embora e já meio ofegante de falar tanto em tão pouco tempo e mal respirando.

    Tinha o rosto baixo, escondendo-se um pouco atrás da própria franja. Já sabia como era e que quando ficava nesse estado qualquer coisinha já lhe fazia fraquejar. Não podia, pois tinha que se desculpar apropriadamente!!


    Na cabeça dela, MiSoo não estava no nível da maioria das meninas da escola, principalmente BoMi e EunBi. Por isso tinha certeza que a maioria dos garotos ficaria incomodado em ser relacionado romanticamente por outras pessoas com alguém como ela, mesmo que o garoto à sua frente fosse gentil demais para dizer abertamente. E ainda tinha o fato de que por causa da atitude impensada dela de mais cedo, o colega também tinha sido alvo do bullying.
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    Re: Capítulo 2

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      Data/hora atual: Qua Dez 13, 2017 1:31 am