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    A cidade de Dafodil

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    Leomar
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    A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Sex Dez 22, 2017 6:25 pm

    Mais uma abençoada noite sem problemas (ou quase) se passa. Vocês podem então pegar as primeiras impressões da cidade, seja explorando elas sozinhos ou em grupos. Lembrando que a pousada Aron kom Kar ainda é o ponto de referência para vocês, vocês podem combinar de voltar a ela na hora do almoço ou do jantar para não perderem os contatos com as demais pessoas do grupo.

    O dia amanhece claro, embora um pouco frio. A cidade começa a mostrar um pouco de vida, embora ainda pareça uma cidade triste, o clima já não está tão pesado como a noite. Como tinham percebido, haviam muitas construções que tinham sido destruídas em algum confronto recente, e assim que Hélius Flava (estrela principal) nasce, várias pessoas começam a arrumar várias destas construções. As ruas ficam cheias de entulhos. Algumas pessoas aproveitam os entulhos dos outros para reconstruir as próprias casas.

    A rua onde estavam possui três grandes oficinas que terão um movimento relativamente forte o dia inteiro. A primeira é uma carpintaria/marcenaria/madeireira, e segunda uma ferraria/forja/armoraria e a terceira é... tipo... ela é bem difícil de se definir, mas poderíamos a grosso modo chamar de "loja de ferragens" e tem vários tipos de instrumentos para as mais diversas profissões de artesões. Esta terceira oficina dá vários suportes para as outras duas e parece em parte uma mistura delas, além disto tem alguns trabalhadores do tipo pau para todo tipo de obra.

    As oficinas não são um primor em organização, matérias primas e produtos acabados estão estocados em tudo que é canto, são prateleiras e prateleiras cheias do chão ao teto. Mas elas claramente são um dos pontos principais da cidade, assim que abrirem as pessoas já vão procurar estas três oficinas, ao meio-dia o movimento ali se torna uma coisa de louco, com fila de vários minutos para ser atendido.

    Nenhuma outra loja comercial chama tanta atenção, mas existem várias pequenas oficinas e lojas esparramadas: alfaiatarias, courarias, muita coisa de artesanato, vendedores ambulantes que vendem de pequenos animais a talheres de prata (livros, roupas, quinquilharias), alguns bares e alguns armazéns que vendem produtos diversos de alimentos prontos ou para cozer, lojas de produtos para herbanários...

    Enfim, qualquer coisa que possam imaginar que teria numa vila pequena ou média certamente tem em Dafodil, e algumas coisas só de cidades um pouco maiores também.

    Os homens de Reikon irão para o porto cuidar dos seus negócios pessoais, e o rio é um lugar que certamente vocês procurarão mais cedo ou mais tarde, pois não tem como ignorar um lugar com tanta água, ainda que sejam movidos pela curiosidade de entender o que os homens de Reikon tanto falavam sobre estes lugares cheios de água.

    E quando chegam no rio, é impossível não se emocionar. É muita água. Vocês não acreditavam que existisse tanta água assim no mundo inteiro. Quando saíram na cidade-prisão, a caravana de vocês tinha umas 200 carroças-pipa, ali daria para encher muito mais de 200 carroças-pipas só numa linha do rio.

    A largura dele era de cerca de dez casas médias. O rio chamava Rio da Serpente e era muito sinuoso. Haviam três pontes, uma dava num lugar que chamavam do "bairro baixo", outra na Necrópole e outra ligava as partes sul da cidade. As margens do rio eram de uma terra preta e em alguns lugares as correntes eram fortes.

    Vocês veem também pela primeira vez os tais "barcos" que os homens de Reikon tanto falavam, espécies de "casas de madeira que andavam sob as águas" e se admiram.

    Depois de babarem um pouco por aquela visão tão diferente, vocês reparam o porto. Tudo para vocês é novo, tem algumas pessoas pescando (e finalmente vocês veem o que são os tais "peixes" que os homens falavam), há três lugares para atracar (portanto não é um porto tão movimentado, os navios são de tamanho médio), tem alguns pontos que dá para nadar, há um comércio local em volta do porto. A parte mais movimentada é o embarque e desembarque de cargas, as pessoas ao redor perceberão claramente que vocês não estão acostumados a ver um porto, e vão mandá-los ficar longe da área de carga para não atrapalhar.

    O porto é também um dos lugares mais barulhentos da cidade, pessoas gritando ordens de todos os lados, a maioria parece apressada e muitos tem até a cara inamistosa. O número de homens supera o de mulheres em 8 ou 9 por 1.

    Em toda a cidade, e principalmente no porto, há pessoas falando vários idiomas. Alguns falam Moloke, outros Esperanto, outros Yrdok e várias outras línguas, sendo que muitos os compreenderão e muito não.

    No meio da cidade há construções melhores que as que viram no norte, algumas casas de pessoas com obviamente mais posses, mas ainda nenhuma mansão. A construção que mais se destaca é o templo, com muitas linhas curvas, vários espaços com dois, três ou quatro andares e uma torre do lado. O templo ocupa todo um quarteirão, tem um pátio grande e uma praça na frente. Está cheio de barracas no seu pátio onde aparentemente, pessoas recebem ajuda principalmente de curadores.

    Alguns híbridos começam aparecer com mais frequência. Muitos semi-ocultos por capuzes e roupas largas, outros bem misturados ao ambiente como se já estivessem acostumados aos humanos e estes acostumados com eles. Alguns demônios aparecem depois das 10 horas, por enquanto ainda parecem poucos, mas estão com armas e armaduras pesadas e patrulham a cidade como guardas, e provavelmente são mesmo um exército.

    Pelo que Ranëri falou, e também pelo que observam na cidade, há dois ou três dias a parte oeste da cidade atacou esta parte onde estão, mas a parte leste parece ter ganhado a disputa e expulsado os outros de volta para a Necrópole. Alguns ainda estão comemorando. Ela também deixou informações de como achar a "Praça das Celebrações", que é um dos pontos importantes para a tal "Corte dos Milagres". Outro ponto óbvio é o Templo e a praça da Corte em frente dele, mas o tal Icanor estará na Praça das Celebrações, que fica cinco ruas abaixo da rua do templo.

    Quem estiver procurando Icanor:

    Ele não é difícil de se achar. Algumas pessoas em volta os olham com desconfiança, mas se forem inteligentes e procurar direto por alguém que pareça estar ajudando bêbados e estropiados, verão um homem negro, por volta de seus quarenta e poucos anos, numa barraca que até parece uma barraca de um vendedor ambulante cheia de ervas, pastas e vidros.

    Ele confirma ser a pessoa que procuram, se falarem que foram indicados por Ranëri, ele também diz saber quem é. Quando chegam, Icanor estava enfaixando o braço de um homem, e não para quando começam falar com ele. Apesar disto a primeira impressão é de que parece uma pessoa amigável. Se alguém quiser pode jogar Reação com 1D12, sendo 1 uma primeira impressão "neutra" e 12 que ficaram muito impressionados com ele. Pode rolar e já interpretar, mas se não quiser não é obrigatória pois já defini que "hostil" ele não se mostra.

    Suas roupas são boas, o cabelo parece bem tratado e a barba bem cortada. Não parece rico, mas deve ser alguém de certa importância. Tem um físico forte, embora vocês veem que não é um corpo de um guerreiro, talvez o considerem até bonito ou atraente. Ele fala Esperanto ou Moloke com facilidade, um pouco anasalado como Ranëri, mas ao contrário dela domina bem o idioma.

    Não demonstra qualquer atitude diferente quando algum híbrido fala com ele. Além do homem que ele estava atendendo, várias pessoas ficam perto da barraca dele. Vocês inclusive veem uma demônio deitada no chão, aparentemente trêbada. Ela é alta e muito musculosa, e geme de dor (provavelmente de cabeça) perto de alguns sacos com folhas (provavelmente medicinais) que ele tem por ali.

    Icanor não parece levar nenhuma arma consigo. Enquanto trabalha cumprimenta tanto vocês como outras pessoas que passam, logo ele termina de enfaixar o braço do homem, falando para ele trocar a bandagem depois de 16 horas e tomar cuidado para não infeccionar. Ele continuará falando com vocês mas se interrompendo de tempos em tempos para falar com outras pessoas, pois embora não tivesse uma fila enorme, muitas pessoas o procurava.

    Outras impressões aleatórias que podem ter da cidade, podem escolher qualquer número delas, dependendo que quanto tempo gastem para andar por ai, ou podem tirar algumas nos dados, como preferirem:

    1 - Algumas nuvens tampam Hélius Flava por um minuto e meio, deixando a cidade mais escura, e neste breve tempo você tem a impressão de ver raios de luz vermelha indo de um lado a outro das nuvens. Mas a impressão passa logo que Hélius sai de trás das nuvens.

    2 - Um casal, com vestes de couro pesado e escuro e espadas longas longas se destaca na multidão. Eles parecem observar tudo em volta, e quanto percebem seu olhar o cara pergunta: TÁ OLHANDO O QUE?

    3 - Um meninos de 10-12 anos corre na rua e se esconde num beco. Logo atrás dois homens correm na mesma direção gritando algo. Quando o perdem de vista, ficam olhando ao redor, com raiva.

    4 - Alguns homens no porto cozinham um "monstro estranho" perto da praia. Na verdade era apenas um peixe enorme com mais de dois metros e algumas centenas de quilos, vendendo pedaços para quem quiser comprar.

    5 - Numa praça, um trio de artistas canta por moedas, um homem com violino, uma mulher com uma flauta e outra cantando. Ela tinha a voz bonita, mas a música era muito triste, mesmo não entendendo o idioma dela.

    6 - Uma mulher com roupa muito chamativa corre para o meio-fio e vomita. Dois homens vêm atrás dela, a ajudam ficar de pé, colocam uma moeda na mão dela falando algo em voz baixa e a levam para dentro de uma casa.

    7 - Num beco, você vê um corpo de um homem jogado num canto, cheio de marcas de facada, parece ter sido morto a pouco tempo.

    8 - Uma das ruas possui vários cartazes com rostos de pessoas desenhados, e algumas coisas escritas, tipo "recompensa" e "procura-se".

    9 - Uma mulher de meia-idade, roupas coloridas, para você na calçada e diz: "sinto uma magia forte em você! Por duas moedas eu posso ler o seu futuro!"

    10 - Bêbados cambaleiam por todos os lados, alguns urinam na rua, um deles pego com a "arma" do crime nas mãos é arrastado por alguém vestindo algo que parece um uniforme para sabe-se-lá-onde, o mijão pede misericórdia.

    11 - Perto do porto, homens e mulheres são vendidos como escravos por dois mercadores, um deles vendia escravos negros e altos, outro vendia escravos de pele parda, mais baixos e de ombros e quadris largos, eles eram concorrentes e pessoas nas ruas olhavam com indignação seletiva. Era uma das áreas mais bem vigiadas da cidade. Apenas um pequeno grupo de pessoas com vestes brancas gritavam contra os escravistas (em Esperanto, Yrdok e outra língua) frases como "arrependam deste pecado da escravidão", "No pós-vida seus escravos estarão melhores que vocês", "Raças inteligentes não foram feitas para serem escravizadas", "arrependam-se em nome da Virgem, escravagistas não entrarão nos Círculos Celestes".

    12 - Um rapaz anda na rua com uma faca na mão, ela dá um encontrão com uma mulher e corta a bolsa que ela levava no cinto. Ela não percebe na hora que foi roubada.

    13 - Ambulantes lotam uma praça, ao lado há também várias pequenas casas que vendem produtos diversos cada um tentando chamar atenção no grito para produtos das mais diversas qualidades. Uma moça chega perto, abre um sobre-tudo e mostra diversos frascos: "Iae camarada, produto do bom só com a Gazela aqui, o que você precisa? Remédio ou veneno? Tenho de tudo, e se quiser uns bagulhos mágicos te arrumo rapidinho, por um bom preço..."

    14 - Duas humanóides com feições felinas dançam na praça, pessoas jogam moedas no chão perto delas, de vez em quando algum homem (e mais raramente uma mulher) chega perto e tenta agarrá-las, mas elas sempre se esquivam, chutando as pessoas para longe, a o público gargalha toda vez que fazem isto.

    15 - Três mulheres gritam e trocam tapas na rua. Duas delas começam bater na outra, que cai no chão e é segurada pelos cabelos, mas quando elas pensam que iam poder arrebentar a terceira na porrada, ela gritra, e das mãos dela saem chamas, queimando o rosto de uma das mulheres que a agredia.

    16 - Você encontra uma moeda grande, caída numa rua meio escura.

    17 - Ouve-se com som alto de berrante vindo da direção do templo, e então dezenas de pessoas passam a caminhar para lá, algumas dando soquinhos no ar e recitando alguma coisa.

    18 - Alguns homens com chapéis de palha e sem camisa estão retirando escombros de uma casa, um deles grita: "Preciso de homens fortes, pago 3 kons a hora!"

    19 - Uma súcubo, alta e com grandes chifres, segurando uma caneca de bebida, chama pessoas na rua: "Bebida grátis para todos que participaram da vitória da Corte dos Milagres! Morte aos covardes de Ades! Morte aos covardes de Ades! Esta cidade é nossa." Alguns dão vivas e urras enquanto ela grita.

    20 - Dois homens fortes batem num cara fraco e magro, ele pede ajuda, mas ninguém parece se importar.
    Kether
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Qui Jan 25, 2018 12:59 pm



    Nergal caminhava pela cidade, agora com mais tempo e sabendo como funcionava o templo em si, ele podia conhecer melhor aquela tão estranha cidade. Porém agora para não haver mais nenhum problema como acontecera no dia anterior ele não iria ter a mesma postura que teve onde quase pôs tudo a perder.

    Caminhava observando a cidade acompanhando o fluxo de pessoas que seguia para o rio. E que visão maravilhosa era aquela, a abundância de água contrastava e muito com a paisagem que o acompanhou em quase toda a sua jornada ele parou por alguns instantes observando o que acontecia. Viu crianças maltrapilhas e seus pequenos golpes, duas felinas dançando o que lhe trouxe um meio sorriso e muita admiração por ver pela primeira vez tal povo. Ele seguia na direção delas motivado pela curiosidade quando uma mulher o aborda:

    - Sinto uma magia forte em você! Por duas moedas eu posso ler o seu futuro! - ela era uma mulher de meia-idade, roupas coloridas.

    - Parece um preço justo. Senhora? - Ele aguarda ela dizer seu nome e então pega duas moedas e a entrega uma para ela enquanto pergunta - Será que conseguirei ingressar em uma das escolas de magia? Lhe darei a segunda após sua previsão sendo ela boa ou ruim.

    Ele fica um tempo com a mulher ouvindo sua previsão e quando ela termina ele entrega a segunda moeda se despedindo pensando ainda no que a mulher falara. Então ele repara que não vê mais as duas felinas que dançavam e sim um trio de músicos de rua seguindo então para ouvir mais de perto a triste mas bela música tocada.

    Quando eles terminam aquela música que soava como um lamento, ele pega uma moeda e se aproxima mostrando a moeda, ele não queria ser indelicado nem causar nenhum constrangimento e entrega a moeda para a pessoa que se adiantou para recebê-la.

    - Esta melodia foi deveras encantadora. Digna até de Lord Piro! Eis um singelo pagamento pelo maravilhoso entretenimento. Mas se não for um abuso, sobre o que tratava a letra da música, ela passava um sentimento de tristeza. - disse em esperanto, esperando que eles entendessem o que falava.

    Ele conversava com os músicos sobre a arte deles, enquanto tentava identificar se havia entre eles algum relacionamento mais pessoal entre quem, principalmente sobre a jovem cantora. Caso não existisse ele iria cortejá-la, senão ele ia continuar conversando e ouvido a música deles.

    Nergal estava entretido com a companhia dos músicos e sua arte quando ouve o som de um berrante vindo do templo para onde ele havia até se esquecido que era o seu compromisso principal. Ele então olha para os músicos e os convida para seguirem com ele na direção do som do berrante.

    off:
    Independentemente do que os músicos disserem o Nergal vai para o Templo. Caso eles sigam com ele bem, senão ele pergunta se ele poderia encontrá-los mais tarde, sobretudo se a cantora deu condições para ele.

    Leomar
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Qui Jan 25, 2018 10:55 pm

    A cidade não era muito bonita. Aliás tinha grandes defeitos, ainda assim Nergal procura apreciar o que tinha de bom. As margens do rio não eram tão bonitas como a beira do mar, ainda assim era bom vê-las depois daquele deserto. E tinha até algumas pessoas improvisando sua arte por aí.

    - Parece um preço justo. Senhora?

    - Pode me chamar de Morgana, bonitão! - Ela fala sorrindo, jogando um pouco de charme. Nergal calcula que ela deveria ter sido uma mulher muito bonita quando mais nova, pois apesar da idade ainda tinha algumas atrações. Elas segura as mãos de Nergal, olhando suas palmas.

    - Será que conseguirei ingressar em uma das escolas de magia? Lhe darei a segunda após sua previsão sendo ela boa ou ruim.

    Morgana ri.

    - Mm, uma pergunta específica! - Ela tira um maço de baralho das dobras da roupa. - Embaralhe, devagar, até achar que sua energia entrou em afinidade. Agora divida em três partes. Você é destro ou canhoto? Então escolha uma carta deste grupo. Assim!

    Nergal vai seguindo as orientações dela.

    - Vamos ver a carta que tirou... - Nergal mostra a carta que tinha tirado - Um Ás de Gládio! Mm, uma das melhores cartas para se tirar como coração. Só ela já representa uma força incrível. Seu desejo deve ser forte, e isto já é metade da vitória. - Ela tira outra carta de cima do baralho. - Ás de Ferro. Com dois áses seguidos, pelo menos numa escola militar você terá um futuro promissor. - Ela olha para Nergal, pensando. - Uma escola como Yüksek Kan seria promissora, embora... não sei se é bem o que gostaria... mas deixe-me meditar sobre os elementais - Ela fecha os olhos por alguns segundos em silêncio, tira outra carta - Ás de Lua? Definitivamente não é algo que eu veja todo dia! Bem que tinha sentido algo diferente. Vejo possibilidades se abrindo: Izete, Atemense, Sen... Parece que as escolas que brigariam por você. Sim, você tem muitas habilidades que ainda serão moldadas... Está difícil é focalizar qual energia primária seria a sua. Vou tentar as cartas secundárias. - Ela aperta a mão de Nergal, fecha os olhos, depois pega mais uma carta no topo. Morgana demonstrava bastante simpatia e espontaneidade, que Nergal calculava que parte tinha sido aprendida como parte do show, mas de repente sua expressão fica um tanto séria. Ela fica em silêncio por alguns segundos.

    - Morgana??

    - Arco... Ás de Arco... Você... - Ela olha Nergal de cima abaixo - Sim... Você vai ingressar sim numa grande escola... Você... Deve atingir bons feitos... E... E... - Ela tira outra carta - Eu... Preciso só tirar uma dúvida ali dentro... Você... Pode chamar aquela garota loira ali do lado da árvore só pra ela pegar algo pra mim?

    Nergal se vira e dá uns passos em direção à árvore próxima, mas não consegue saber de qual moça loira ela falara. Tinha algumas loiras naquela direção mas não estavam tão próximas. Quando se vira novamente Morgana tinha sumido no ar.

    E nem levou a outra moeda.

    Nergal viu só de relance qual última carta ela tirou. Parecia uma arma, ou um cetro.

    "Estranho..."

    Nergal volta atenção então para um grupo de músicos, esperando a música acabar. A moça flautista recebe a moeda que ele oferece.



    - Denêeä!

    Ao ver ela agradecendo em Yrdok, Nergal se anima e tenta travar uma conversa. A moça fica com um sorriso um pouco amarelo.

    - Ããin... Denêeä?

    Pelo jeito o Yrdok dela era limitado ao obrigada. Nergal tenta em Esperanto:

    - Esta melodia foi deveras encantadora. Digna até de Lord Piro! Eis um singelo pagamento pelo maravilhoso entretenimento. Mas se não for um abuso, sobre o que tratava a letra da música, ela passava um sentimento de tristeza.

    - Ah, Laŭdata Piro?

    - Jes! Piro!

    - Réquiem?

    - Vocês estavam tocando um Réquiem?

    - Sim, podemos tocar para você! - Parece que novamente ela não tinha entendido, mas ela fala com o violinista e eles começam tocar uma música instrumental, também levemente triste. Nergal tem que esperar novamente.



    Enquanto eles tocam, Nergal vê algumas pessoas se afastarem quase correndo, mas outras poucas se aproximavam. Um senhor até tira o chapéu e fica em "posição de sentido" para ouvir a música.

    - Réquiem de Piro!

    - Esta música é um Réquiem feita por Piro?

    - Sim! Nós não violoncelo, mas Réquiem de Piro!

    O Esperanto deles também era meio limitado. Pelo menos agora ele sabe que Piro compôs um Réquiem, embora a versão original seja tocada com violino e violoncelo, e ela é capaz de inspiram medo em algumas pessoas, e respeito em outras. Os músicos são uma pequena família, a flautista e o violinista são pais de jovem cantora. Ao que parece ou a flautista era um pouco mais velha do que Nergal achava a início, ou a cantora deveria ser mais nova do que calculava. A jovem se chama Eirian. Nergal acaba esquecendo o nome dos pais dela.



    O anjo-negro elogia os artistas, os artistas agradecem, várias vezes, mas as conversas acabam sendo truncadas e não se entendem muito, mas são bem simpáticos.

    Ao ouvir o som do berrante, ele percebe que é um chamado do templo. Os artistas não vão junto com a população. Pelos pedaços de conversa que tiveram, eles devem se apresentar sempre por ali mais ou menos neste horário, e mais a noite perto do Rio da Serpente. Talvez ele pudesse ver Eirian de novo.

    Nergal começa seguir o fluxo de gente que se dirige ao templo, obviamente ele se destaca no meio dos humanos, alguns olham, mas ninguém parece incomodado com um anjo os seguindo (ou pelo menos não incomodados o bastante para reclamar). Enquanto se dirigem ao templo, muitos humanos gesticulam, numa sequência de dois socos com a mão fechada no ar, depois abrem a mão e batem no ar novamente, recitando:

    "Dector Azendi!
    Evetor Azendi!
    Aana Nuci!"


    Parecem palavras em Tareno, um idioma que alguns exilados de Fajr-Regno falavam em Verda Ero. Mas como Nergal já aprendera três idiomas, acabou não aprendendo Tareno.

    Quando chegaram ao templo, alguns humanos davam voltas ao redor da torre, antes de entrar no templo (outros desviavam e entravam direto) aos poucos o pátio fica meio bagunçado, com pessoas querendo rodear a torre, pessoas querendo entrar na torre, pessoas querendo sair da torre e pessoas querendo entrar no templo. Depois de um tempo Nergal acaba entrando junto (nota, as pessoas que tinham levado armas ou armadura as deixam numa mesa logo na primeira sala, mas a maioria já tinha ido para lá desarmada). Algumas pessoas queriam ir para a nave principal, mas parece que o acesso ainda era proibido e a contra-gosto a multidão era espalhada em salas menores.

    Como Nergal não conhecia nada de ritualística religiosa (em Verda Ero os anjos-negros oravam e congregavam, mas não precisavam de templos) ele acaba se deixando levar para uma sala com mais cerca de trinta humanos e humanas. Um homem com vestes sacerdotais conduz um culto, infelizmente o idioma ali também parecia ser Tareno. Em alguns momentos os humanos ajoelhavam, em outros se levantavam, depois sentavam, ajoelhavam de novo. Os versos "Dector Azendi! Evetor Azendi! Aana Nuci!" eram repetidos em vários lugares do templo, no fim do culto, que ele não entendeu muito, acaba seguindo os demais para a chamada Nave Sagrada (é uma nave enorme, redonda, com dois andares ou dois e meio, no outro tópico está marcado como 4 no mapa).

    A nave era impressionante. Haviam algumas obras de arte nas paredes e até no teto, mas o mais impressionante de tudo eram oito estátuas entre dois a três metros cada que estavam dispostas em forma de semi-círculo. A maior delas Nergal reconhece como sendo de Piro, ela estava no meio do semi-círculo (meio, não centro).

    Era a primeira vez que via uma escultura do deus (alguns refugiados até tentavam desenhar, mas não eram tão bons) ainda assim era fácil reconhecer. Uma de suas mãos estava voltada para cima, duas outras voltadas para as demais estátuas, noma posição de doação de energia e a última pousada na cintura, segurando um violino.

    À direita de Piro estava uma estátua de uma demônio de rosto muito belo e curvas sensuais, à direita desta demônio estava um demônio já não tão bonito e à direita deste uma estátua que parecia em parte uma linda mulher, em parte um peixe. Nergal imaginou que deveria ser uma sereia, as chamada filhas de Jara. Nunca vira uma delas, mas tinha ouvido falar sobre.

    À esquerda de Piro estava uma anjo, pelos traços físicos não era uma negra (todas as estátuas eram de pedra cinza, mas embora a anjo fosse muito bonita, seu rosto parecia com uma exilada e Ajros). À esquerda dela estava uma estátua que deveria ser de um centauro, pois parecia com a amiga que estava no grupo, só que macho, à esquerda dele estava a menor de todas as estátuas, uma mulher com asas que pareciam de uma borboleta e à esquerda dela, a última estátua era de um humano.

    Todas as estátuas, com exceção da humaninha com asas de borboleta e da de Piro, estavam segurando uma espada com a ponta voltada para o centro do semi-círculo (a humaninha apontava a mão nua). O humano, a anjo e a demônio seguravam seus elmos na mão esquerda.

    Todos usavam um tipo de uniforme, uma espécie de túnica e capa preta com uma faixa vermelha na frente que ia do peito até altura dos joelhos (as estátuas eram cinzas, mas Nergal viu pessoas no templo usando uniformes parecidos). Nas estátuas o uniforme variava em vários detalhes: o humano usava armadura ao invés de túnica, o centauro usava só a capa e a faixa na frente do corpo, a demônio usava um decote muito generoso, além duma fenda para deixar toda sua coxa e cauda a mostra enquanto a anjo usava a túnica bem larga e sem nenhum decote.



    Um senhor se aproxima:



    - Estilasseje koiat?

    - Pardonu. Ĉu vi prolas Esperanton?

    - Jes! Mi parolas.  - Ele sorri e continua em Esperanto - É a primeira vez no templo, não é? Estas estátuas são mesmo de tirar o fôlego.
    Kether
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Qua Jan 31, 2018 10:47 am



    - Não precisa se desculpar senhor... Sim, esta é minha primeira vez aqui no Templo de Lord Piro. De quem são estas representações? Todos são deuses?

    Nergal não conseguia ocultar a admiração pela grandiosidade do lugar o que provavelmente deu a certeza ao homem de que ele estava maravilhado e as perguntas, muitas com o frescor da mente infantil ao se deparar com o mundo descoberto, lhe indicou que o anjo era alguém de fora.

    - Perdoe-me pelas perguntas senhor. Me chamo Nergal. O senhor seria um dos instrutores do templo?
    Leomar
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Qua Jan 31, 2018 6:25 pm

    @Kether escreveu:- Não precisa se desculpar senhor... Sim, esta é minha primeira vez aqui no Templo de Lord Piro. De quem são estas representações? Todos são deuses?

    - Sim... e não... Afinal, "sois deuses", não?

    Vocês estão em pé, entre a estátua de Piro e a estátua da demônio gostosona, vocês conversam sem parar de olhar para as estátuas, mas o senhor vira um pouco o rosto na sua direção vendo que você não entendeu muito e continua, falando de uma forma bem didática, como se estivessem num museu:

    - É uma das citações de Piro. Não das mais conhecidas, mas que intrigou gerações. "Sois deuses! Não como nós, mas com poderes que vós mesmos duvidam. Trancados estão vossas divindades por medos mil e falta de fé, mas quando despertarem, farão maravilhas que hoje são incapazes de imaginar."

    Ele fica um tempo calado, porém não completa o ensinamento, talvez esperando que Nergal fizesse suas própria deduções.

    - Se foram heróis específicos, e talvez tenham sido, os nomes deles se perderam no tempo. Mas o que importa? Há quem diga que quem esculpiu ela (falando da demônio) fez com as pernas parecidas de Snaya, os seios parecidos com de Lilith. - de fato a estátua da demônio era extremamente sensual, com a coxa aparecendo totalmente pela fenda da túnica - Há quem enxergue Ramed ou Argut. - Ele fala olhando para a estátua do humano. - Andreeva, Mirya, Ĵanut, Gah, Aremeia, Tar'rîn, Netusa, Sanvam, Savest... - não dá pra saber a quem qualquer um destes nomes provavelmente pertenceram - Isto não importa... Afinal o que importa é isto! - Ele faz um gesto com a mão, mostrando da primeira à última estátua no semi-círculo. - Isto... - Ele inspira e espira lenta e profundamente, como diante de uma epifania - Você consegue ver?

    - Perdoe-me pelas perguntas senhor. Me chamo Nergal. O senhor seria um dos instrutores do templo?

    O senhor junta os dois punhos fechados em frente ao peito e se inclina levemente, Nergal intui que é uma forma de saudação e faz o mesmo.

    - Konyang Fah Osbaran. A maioria me conhece como Mestre Fah. Sou um instrutor espiritualista. - Ele insinua levemente para o símbolo em sua roupa. Nergal tem impressão de que não é um símbolo totalmente desconhecido para ele, embora também não saiba muito (se quiser pode rolar um teste de Heráldica, mas não é obrigatório).

    Depois de uma pausa, ele comenta: - E você é um anjo-negro? - Apesar do tom, o comentário é uma afirmação e não uma pergunta. A voz e expressão dele são neutras, não demonstram surpresa, nem qualquer exaltação, positiva ou negativa, apenas mostra que sabia que não era um anjo comum e aparentemente não se incomoda com isto.

    Mestre Fah começa andar sem qualquer pressa, Nergal passa andar do lado dele, conversando sem precisar olhar diretamente um para o outro. Tinham muitas informações naquela nave, além das estátuas, de um pequeno altar e bancos, tinham vitrais, pinturas, estátuas, símbolos, padrões... era mesmo quase como estar andando num museu.

    - Deve ter andado muito.

    obs.: ele não tinha se desculpado no tópico anterior, você que tinha pedido desculpa por não falar o idioma que ele falou primeiro, antes de começar falar Esperanto.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Qui Fev 01, 2018 10:18 am

    Konyang Fah Osbaran escreveu:- E você é um anjo-negro?

    Nergal olha para si, repetindo a ação do Mestre Fah, não com desdém mas de uma forma neutra. Mas o que mais surpreende Nergal é a neutralidade no tom de voz do homem. E ainda mais surpreendente quando ele diz:

    Konyang Fah Osbaran escreveu:- Deve ter andado muito.

    Eles seguiam caminhando a passos quase coreografados, quando Nergal ao ouvir a assertiva do homem fica com seu passo numa cadência mais lenta, como se fosse uma música eles estariam até então no mesmo compasso e Nergal teria perdido uma fusa ficando 1/8 atrás.

    - Posso deduzir que o senhor conhece meu povo e nosso lar, Mestre Fah. 

    As palavras de Nergal seguiam num tom neutro, mas se o homem conhecia o povo de Nergal, provavelmente ele seria alguém a quem buscar auxílio. Parecia que Piro estava lhe apontando para um novo horizonte enfim.

    - Venho de minha cidade natal... - neste momento a voz de Nergal, tem um tom pesaroso. - em busca de ajuda. Acredito que eu seja um dos últimos dos anjos negros de Verda Ero. Pois a cidade foi engolida por um grande furacão, durante o tempo que estive próximo a cidade eu não encontrei nenhum sobrevivente. Mas houveram outros por menores que gostaria que um Mestre pudesse me explicar. 

    Nergal olha em volta, parecia que ninguém os acompanhava ou pelo menos prestava a atenção na conversa. Então ele continua.

    - Quando eu me aproximei da cidade uma Anja estava ali e acabamos lutando e por sorte eu sobrevivi. Quando me levantava e tentava me aproximar mais do furacão que estava estático, dois raios vindo dele me atingiram eram eles um branco e um negro. Depois disso não me recordo de nada, até que despertei e uma mulher humana estava tratando de meus ferimentos e febre.


    Nergal se silencia aguardando uma possível explicação ao fato ocorrido.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Sex Fev 02, 2018 8:20 pm

    @Kether escreveu:- Posso deduzir que o senhor conhece meu povo e nosso lar, Mestre Fah. 

    - Como a maioria, só das lendas. É a primeira vez que vejo um de sua raça, e até achava que os anjos-negros seriam mais... negros... Ainda assim dá para perceber que não é um anjo comum.

    Era um banho de água fria.

    - Verda Ero então! Interessante escolha! - A comunidade era secreta, mas não a região, que era vasta. - Então ela foi atingida por um cataclismo mágico? É deveras uma pena! O único lugar agradável nesta ilha condenada...

    Ele faz uma pausa.

    - As histórias que ouvimos aqui são de sociedades de anjos-negros vivendo no Desfiladeiro Selvagem. E claro, mil histórias de bardos e bêbados, das quais só um por cento se aproveitam.

    Outra pausa, vocês param em frente uma coluna que tinha em cima um tipo de bacia ou pia feita de mármore, obviamente um objeto sacro, no qual Mestre Fah mexia a água com os dedos, sem falar nada ele bate os dedos na sua frente, jogando gotas d'água na sua testa, depois garganta. Ele manda levantar as mãos e faz o mesmo gesto nas mãos, braços e peito.

    - Coloque as mãos aqui dentro. Não se preocupe, não irá doer.

    Mestre Fah mergulha as mãos e se mantém concentrado, Nergal simplesmente imita. Em pouco tempo a água em volta das mãos de Nergal borbulha, como se fosse um anticéptico em volta de alguma ferida (tipo água oxigenada). Vocês ficam quietos por alguns segundos, um humano passa perto, estica o pescoço meio curioso, mas mestre Fah parece nem se dar pela presença dele.

    - Ah magia latente em suas veias. Talvez ela tenha se manifestado tardiamente. Quantos anos você tem? - Era difícil um humano estimar idade de um anjo-negro que envelhecia devagar - Bom, isto certamente é algo a se trabalhar.

    Vocês tiram as mãos da pia e se põe a andar novamente.

    - Talvez você tenha sido pego por uma ruptura de mana, ou talvez... - como ele fica reticente, Nergal pensa que os sábios de Verda Ero falaram algo sobre disruptura, e pensa se o Mestre Fah estaria com receio de dizer a palavra - ...outra coisa qualquer. Em muitas vezes, a magia atrai a magia, tal como abyssus abyssum invocat. Pode ter sido uma reação, um chamado, um acidente. Dependerá de sua posição.

    Vocês começam subir uma escada para o segundo andar. Os corredores começam parecer meio labirínticos, algumas salas com livros, aquela parte do templo não tinha sofrido com o ataque recente, vocês passam por um demônio de pele azul e chifres pequenos, como deve ter reconhecido o mestre, ele se limita a mostrar os dentes e dar um rugido baixo.

    - Sou um mestre espiritual, como disse. Não um mestre mago. Posso responder algumas perguntas, mas precisará de outra ajuda. Posso lhe apresentar alguém.

    Segundo os sábios de Verda Ero, a mente controlava uma parte da magia, e outra parte era controlada pelo corpo. Poderes mentais eram diferentes de poderes mágicos, mas ele nunca soube bem a diferença. Alguns anjos-negros desenvolviam dons mágicos, mas como os humanos, eram uma minoria e não eram muito intensos. Nergal até teve uma amiga que tinha alguns poderes de cura. Mestre Fah portanto deve ser um especialista em poderes mentais ou da alma, ou espírito, os termos não eram bem divididos na comunidade de anjos-negros. A posição dele deve ser mais próxima de sacerdote, embora voltado para educação e pesquisa, do que um mago.

    - Creio que podemos falar com Tinafe em... - ele analisa um vitral, depois observa a luz dele refletida do outro lado, Nergal deduz que era uma forma de ver as horas - ...vinte minutos. Ela não é uma das instrutoras do templo, mas é uma maga eficiente e... se pedir com jeitinho, ela pode ajudar.

    - Vou apresentá-los. Enquanto isto, se tiver algo que eu possa ir esclarecendo...


    O templo era uma fonte inesgotável de curiosidades, estátuas, quadros, símbolos, livros, ficava até difícil saber onde começar, mas você tem vinte minutos para pensar em algumas perguntas inteligentes.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Seg Fev 05, 2018 4:28 pm



    Nergal caminhava com Mestre Fah ouvindo suas explicações um pouco decepcionado, pois ele pensava que talvez ele tivesse mais respostas. Até que eles pararam na frente de uma pia e ao ver a água borbulhar ele se espanta quase retirando as mãos.

    Mestre Fah escreveu:- Ah magia latente em suas veias. Talvez ela tenha se manifestado tardiamente. Quantos anos você tem? 

    - 19. -responde ainda assustado com o que acabara de ver.

    Mestre Fah escreveu:- Talvez você tenha sido pego por uma ruptura de mana, ou talvez... outra coisa qualquer. Em muitas vezes, a magia atrai a magia, tal como abyssus abyssum invocat. Pode ter sido uma reação, um chamado, um acidente. Dependerá de sua posição.


    - Acredito que talvez possa ser um pouco dos dois Mestre Fah. 

    Ele segue em silêncio apenas observando o caminho e as pessoas.


    Meste Fah escreveu:- Creio que podemos falar com Tinafe em... vinte minutos. Ela não é uma das instrutoras do templo, mas é uma maga eficiente e... se pedir com jeitinho, ela pode ajudar.  Vou apresentá-los. Enquanto isto, se tiver algo que eu possa ir esclarecendo...

    - Sim... existe algo que poderia me explicar. Sabemos que os anjos são possuem uma maior sinergia com o plano celestial e os demônios com o plano infernal. De certa forma a magia branca talvez possa estar relacionada ao plano celestial e a negra ao plano infernal. Porém eu sou um anjo negro, tocado pelos raios branco e negro. Eu nunca conheci nenhum ser que tivesse acesso a tais fontes de magia. Será que por minha comunidade ser devota a Lord Piro que diz não haver distinção entre raças mas nas índoles de cada um esta possa ser uma representação de seu toque me protegendo ou ainda me abençoando para que eu desenvolva estas habilidades? 

    Nergal para por um instante tentando juntar o raciocínio para traduzir em palavras as dúvidas que tinha.

    - Também tenho outra pergunta Mestre... Talvez um mestre em espíritos possa ter uma visão diferenciada quanto ao que perguntarei. Mas por favor não pense que estou sendo herege em minha indagação. Apenas busco uma resposta para um dilema. A Deusa-mãe Angelina, diz que todas as criaturas existentes merecem seu amor. Porém os Anjos-negros não, já que eles não existem.

    Ele faz uma pausa e continua seu raciocínio.

    - Lady Ratnæl, sempre foi a Deusa principal de meu povo. Os mais jovens como eu que passaram a adorar Lord Piro também, devido a Ele ser o consorte de nossa Deusa. Angelina também negava a existência dos Deuses Antigos. Será que existe alguma coisa em comum com o fato de minha sociedade ser seguidora de Lady Ratnæl com a negação de Angelina a existência de minha raça? Tornando a visão de seus anjos para conosco como sendo de um ser mais nefasto que os Demônios?
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Qua Fev 07, 2018 6:59 am

    Nergal escreveu:- Sim... existe algo que poderia me explicar. Sabemos que os anjos são possuem uma maior sinergia com o plano celestial e os demônios com o plano infernal. De certa forma a magia branca talvez possa estar relacionada ao plano celestial e a negra ao plano infernal. Porém eu sou um anjo negro, tocado pelos raios branco e negro. Eu nunca conheci nenhum ser que tivesse acesso a tais fontes de magia. Será que por minha comunidade ser devota a Lord Piro que diz não haver distinção entre raças mas nas índoles de cada um esta possa ser uma representação de seu toque me protegendo ou ainda me abençoando para que eu desenvolva estas habilidades?

    - Uou! Vamos por partes...! Você diz que sobreviveu a uma ruptura de mana negra e branca, isto não diz que você possua dons de magia negra e branca. Seria preciso fazer testes, e já lhe adianto sem querer ser chato, mas estes testes podem ser muito desagradáveis.

    Quanto às afinidades, elas são reais, mas as especulações que nós Mestre Espirituais fazemos e as especulações que os Mestres Magos fazem são bem diferentes e talvez seja melhor se aconselhar primeiro com eles, pois nossas definições de "alma" as vezes se misturam com as de magia, as vezes se opõem totalmente. E os dogmas sobre magia negra e branca são destes.

    No que diz respeito à magia, realmente não é possível dominar duas magias tão opostas. Não há nenhum demônio que consiga dominar magia branca e nenhum anjo que consiga dominar magia negra. Mesmo os humanos, que têm capacidade de desenvolver uma ou outra, quando desenvolvem uma, não conseguem desenvolver a outra. Muitos tentaram. Muitos morreram tentando.

    Mas... apenas supondo que você conseguisse isto: Há cem anos, nem anjos, nem demônios conseguiam dominar bem o dom da magia da terra. Hoje alguns conseguem... Mas o preço foi alto...


    - O Ragnarök?

    - Isto... Caso alguém fosse capaz de dominar as duas forças, isto indicaria que as regras da magia mudaram de novo. Por um lado seria interessante, por outro traria muitas perguntas. Mas elas seriam o de menos, dependendo de qual seria o PREÇO desta mudança.

    Quanto o resto da pergunta, são mais relacionados com dogmas espirituais. Já ouviu a expressão: "Ironia dos 90%"?


    - Superficialmente... Alguns sábios anjos-negros dizem que é quando a magia não sai como o mago deseja...

    - Basicamente. Alguns mestres dizem que com muito treino, você pode prever 90% de tudo que a Prana fará, como barro inerte nas mãos de um artesão. Ela pode ser manipulada a bel prazer, sem se importar com as consequências, como as leis físicas. Mas em 10% a Prana simplesmente fará o que ela quer, como se fosse uma alma consciente, que não obedece nem ao deuses.

    Nova pausa para assimilar.

    - Reconhece o símbolo em minha roupa?



    - É o símbolo dos espíritos? A luta entre o bem e o mal?

    - Imaginei que fosse dizer algo assim. É o que os magos costumam pregar, e na minha opinião causa muitas lacunas nas teorias dele. É um símbolo da ALMA. Não falamos "bem e mal" pois bem e mal são relativos, mas nós falamos de "fluxo entre positivo e negativo" que é menos capcioso. O que é bem? O que é mal? Daqui cem anos você ainda não saberá a resposta absoluta para esta pergunta.

    Mas positivo e negativo são mais fáceis de entender. Por que Piro deu direitos civis aos demônios? Porque eles se mostraram tão capazes quanto humanos. Há uma "gota" (falando do símbolo) de positivo em cada negativo, e uma "gota" de negativo em cada positivo. Se não houvesse uma fração de mana branco nos demônios, eles não morreriam sufocados, mas tire o ar deles e eles morrem como qualquer mortal. Se não houvesse uma fração de mana negro no anjos, eles não poderiam encarnar, não suportariam um corpo físico, ainda que sutil.


    Nergal escreveu:- Também tenho outra pergunta Mestre... Talvez um mestre em espíritos possa ter uma visão diferenciada quanto ao que perguntarei. Mas por favor não pense que estou sendo herege em minha indagação. Apenas busco uma resposta para um dilema. A Deusa-mãe Angelina, diz que todas as criaturas existentes merecem seu amor. Porém os Anjos-negros não, já que eles não existem.

    - Respeitamos Anĝelina como deusa-mãe, mas todos sabem que em termos de dogmas Piro e Anĝelina divergem bastante. Então não se preocupe com heresias na busca de conhecimentos. Herege é Ades que distorce ensinamentos que conhece numa busca egoísta. Pois bem, como mestre espiritual estudei não só os livros sagrados de Piro, mas dos demais deuses também. Os de Anĝelina estão bem longe de serem os mais simples. Mas se o que vale é o texto, temos que ser taxativos na literalidade. Anĝelina disse:

    "Os anjos-negros não existem. Ainda que tais existissem, seriam merecedores do amor que devemos a qualquer criatura viva."

    - Bem, parece que você existe. Então me diga: você é merecedor de amor?


    Nergal fica em dúvida se a pergunta é retórica, de qualquer forma pensa demais antes de responder e acaba mudando de assunto:

    Nergal escreveu:- Lady Ratnæl, sempre foi a Deusa principal de meu povo.

    - Sério?

    Vocês entram numa sala onde um humano trocava alguns quadros na parede, Mestre Fah diz alguma coisa a le, que resmunga, depois pega um molho de chaves e abre um tipo de cofre, Mestre Fah procura um quadro.



    - Não é exatamente original. O primeiro humano que a pintou, pintou de memória, e este quadro foi pintado de memória sobre aquele quadro. Mas já tinha a visto representada?

    Os mais jovens como eu que passaram a adorar Lord Piro também, devido a Ele ser o consorte de nossa Deusa. Anĝelina também negava a existência dos Deuses Antigos. Será que existe alguma coisa em comum com o fato de minha sociedade ser seguidora de Lady Ratnæl com a negação de Anĝelina a existência de minha raça? Tornando a visão de seus anjos para conosco como sendo de um ser mais nefasto que os Demônios?

    Mestre Fah pensa bastante antes de responder esta.

    - Falamos de ironia, ela sempre existiu em Akaŝa, mas ninguém "atraiu" tanto a ironia como Piro. Ele foi o primeiro deus a sangrar, quando reduziu seu poder mágico drasticamente. Nem mesmo ele sabia que os deuses podiam sangrar. E imagina o caos que isto foi para tudo que se sabia sobre os deuses! Mesmo tendo sido apenas um arranhão do qual perdeu poucas gotas, o soldado que o feriu ficou com medo de que fosse morto por causa disto. Todos em volta estavam preparados para morrer pelo segredo, mas não houve segredo, Piro deixou o fato ser amplamente conhecido e testou seus limites mais e mais. Desde então percebemos que até sobre os deuses nós sabemos pouco.

    ...Bem, vou ver se Tinafe pode lhe receber.


    Você espera, enquanto ele entra em outra sala, pouco tempo depois ele lhe chama.

    - Tinafe, este é um viajante interessado em aprender um pouco sobre magia!

    Ela tem um sorriso um tanto quanto malicioso para você.

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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Sex Fev 09, 2018 12:56 pm



    Nergal nunca tivera visto uma representação física de sua Deusa e fica deslumbrado perante sua beleza, "Seria esse o fascínio que um Deus consegue projetar num mortal?" ele pensa.

    Porém ele desconversa, seguindo a ouvir as explicações e explanações de Mestre Fah. Havia muita informação passada por Fah. Então Nergal tentava ao máximo compreender aquilo que ele falava e criava suas próprias indagações que provavelmente iria fazer para Tinafe. A conversa sobre os deuses Ratnael, Piro e Angelina foi muito boa e instrutiva, o ajudou a entender um pouco mais sobre eles pela visão de um mestre espiritual. 

    Mas o que eles falaram sobre os raios, magia, Ragnarok e dualidade martelavam em sua cabeça como um mestre ferreiro em sua forja manipulando o metal para assumir a forma desejada. Talvez fosse isso mesmo... Sua cabeça esquentava com o tema depois vinham as marretadas e por fim esfriavam com a "água fria" para que se repetisse todo o processo. 

    "Todas as coisas então possuem mesmo que em numa fração infinitesimal o seu elemento oposto. Mas tentar fazer com que o seu oposto seja desenvolvido pode ter reações catastróficas..." - pensava quando Mestre Fah o apresentou a Tinafe.

    A primeira reação de Nergal é ficar embasbacado, a segunda enrubescido e a terceira é não conseguir desviar o olhar da criatura com traços aracnídeos. Suas asas se abrem um pouco e ele enche o peito estufando um pouco. Devolvendo um olhar penetrante ao reconhecer malícia nos olhos dela. Nergal estava a bastante tempo se uma parceira e isso já começava a incomodá-lo, uma vez que ele desde que conheceu os prazeres sempre teve uma companheira. Já havia se insinuado para as companheiras de viagem, Pana e Calisto, não conseguido nada, fora mais direto com a musicista e nada também. 


    - Realmente é um deleitamento conhecê-la mestra Tinafe. E como Mestre Fah disse sim eu desejo aprender aquilo que estiver disposta a compartilhar.

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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Sex Fev 09, 2018 9:08 pm

    off:
    Eita, agora que você falou que me dei conta que parece umas patas de inseto atrás dela, eu tinha visto só como se ela tivesse num lugar cheio de espinhos.

    - Realmente é um deleitamento conhecê-la mestra Tinafe. E como Mestre Fah disse sim eu desejo aprender aquilo que estiver disposta a compartilhar.

    Ela observa e avalia Nergal de cima abaixo, e de baixo acima. Ela parecia se divertir, embora não desse para ter certeza sobre o que sua expressão indicava.

    - Você não disse que ele era um anjo-negro?

    - Ele é.

    - Anjos-negros não deveriam ser negros?

    - Talvez não totalmente...

    - Mmm, sabe qual foi a última vez que um anjo entrou neste templo?

    - Uns oitenta anos? Perto da construção?

    - Não, eles NUNCA estiveram aqui antes.

    - Tem certeza?

    - Não seria algo que passaria despercebido, não acha? - Ela segura o queixo de Nergal, falando agora para ele: - Você é o primeiro anjo que vem aqui dentro. O que acha: Devemos prestigiá-lo pela coragem, ou devemos enforcá-lo pela ousadia de penetrar no nosso solo sagrado?

    Tinafe dá uma volta em volta dele.

    - Não sei qual das duas opções me deixaria mais tentada.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Qui Fev 15, 2018 1:44 pm

    Nergal observava os dois conversando, tentando descobrir mais deles pela sua postura, gestos e pelas correntes de mana que suas penas sempre o auxiliaram a perceber.

    - Anjos-negros não deveriam ser negros?

    - Talvez não totalmente...

    - Pois é... quando não nos confundem com os outros anjos, sempre perguntam sobre isso... Assim como os humanos, nós também possuímos diferenças entre os indivíduos. Existem os com pele e asas negras, pele negra e assas brancas e os mais raros brancos com asas negras. - Nergal comentou deixando de comentar a estrutura de sua sociedade e também o porque dele ser branco com asas negras.





    - Não, eles NUNCA estiveram aqui antes.

    Aquela informação pegara Nergal de surpresa, não pelo fato de um anjo-negro nunca ter estado ali, já que isso era completamente dedutível. Mas pelo fato de nenhum anjo ter ido até este lugar. O que depois de um tempo refletindo ele achou até lógico esta informação. Com a mão da mulher em seu queixo ele olha diretamente nos olhos dela. Mas sua expressão não é mais de surpresa nem medo. Ele tinha curiosidade.

    - Se o fato de nunca um anjo, seja ele de qual origem, ter pisado aqui lhe surpreende a mim após refletir um breve momento não mais. Os anjos que todos conhecem são seguidores de Angelina como se usassem antolhos que são o seu Sutra. Já meus pares, viviam numa cidade auto suficiente e não necessitavam sair de lá.

    Ele continua de costas para a mulher acompanhando-a pela sombra projetada pela iluminação do local o que o permitiria ter uma noção mesmo que esparsa da posição dela em relação a ele.

    - Mesmo nós sendo fiéis seguidores de Ratnael, e por consequência de Lord Piro. Não sentíamos a necessidade de vir a um templo para poder realizar nossas preces e oferendas a nossos Deuses. As rochas e a natureza eram nosso altar e templo. 

    - Você é o primeiro anjo que vem aqui dentro. O que acha: Devemos prestigiá-lo pela coragem, ou devemos enforcá-lo pela ousadia de penetrar no nosso solo sagrado? Não sei qual das duas opções me deixaria mais tentada.

    - Acredito que além da tentação estará o prazer da descoberta. E terás mais descobertas comigo vivo do que morto Lady Tinafe.

    Ele responde quando ela para a sua frente.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Qui Fev 15, 2018 11:10 pm

    As expressões de Tinafe eram impossíveis de ser lidas. Ela ia do elogio à ameaça na mesma frase. Fazia cara de ingênua, de bobinha, de maliciosa, de bondosa. Aquilo parecia um jogo para ela. Ou seria mesmo assim? Aquela provavelmente era a primeira conversa de verdade que tinha com um demônio, e não sabia muito sobre eles. Adeptos de Piro também tinham a fama de não ser "as pessoas mais racionais de Akaŝa", o que esperar então de uma demônio adepta de Piro?

    Um odor levemente adocicado é percebido na sala, além disto suas penas ficam levemente eriçadas, como quando o ar está carregado de eletricidade no tempo seco antes de uma tempestade. Tinafe parece movimentar esta eletricidade enquanto anda.

    - Pois é... quando não nos confundem com os outros anjos, sempre perguntam sobre isso... Assim como os humanos, nós também possuímos diferenças entre os indivíduos. Existem os com pele e asas negras, pele negra e assas brancas e os mais raros brancos com asas negras.

    - Hm. Seria mais bonito se fosse negro. (desinteresse)

    Os anjos que todos conhecem são seguidores de Angelina como se usassem antolhos que são o seu Sutra.

    - Antolhos? (bobinha)

    - É o mesmo que tapa olhos, mestra. - Responde Mestre Fah.

    - Ah tá, ele tem o mesmo falar pomposo dos outros anjos. Tem certeza que é um anjo-negro, mestre? (desprezo)

    Já meus pares, viviam numa cidade auto suficiente e não necessitavam sair de lá.

    - É? (interesse, ou seria deboche?)

    - Mesmo nós sendo fiéis seguidores de Ratnael, e por consequência de Lord Piro.

    - Quem é Ratnael? (bobinha, ou seria deboche?)

    - É a deusa ancestral dos cristais, que foi encontrada... - Mestre Fah responde antes de Nergal.

    - Ah! Ela! (se lembrando, embora talvez ainda fosse deboche.

    Não sentíamos a necessidade de vir a um templo para poder realizar nossas preces e oferendas a nossos Deuses.

    - E quem sente? (Esta pareceu uma pergunta retórica, talvez carregada de sentido místico, mas nem no chute dava pra saber que grau de seriedade ela dava)

    As rochas e a natureza eram nosso altar e templo.

    - "A natureza é nosso templo." Isto não é uma frase de Anĝelina? (didática)

    - Não. É de Jara.

    - Tem certeza, mestre? (humilde)

    - Sim, de Jara, com toda certeza. E de Tamuz, ratificando a mãe.

    - Mas Piro também já concordou com ela. (intelectual)

    - Não sei se explicitamente...

    - Foi sim, ele diz para os magos treinarem próximos à natureza. (intelectual, ou talvez satisfeita)

    - Acredito que além da tentação estará o prazer da descoberta.

    - MMMM, acho que estou começando a gostar dele... (sorriso malicioso, mas talvez um pouco de interesse como professora)

    E terás mais descobertas comigo vivo do que morto Lady Tinafe.

    - Olha, que corajoso. Ele parece não ter medo de mim... (o sorriso agora parece um pouco ameaçador, talvez um certo desprezo, ou talvez certa admiração?)

    - Deve ser. Eu ainda tenho medo de você.

    - Não tem medo de demônios, anjo? Não tem medo que eu te morda? (ela mostra os dentes, mas não da pra saber se é ameaça ou desafio)

    - Você morde? Vai me morder se eu te ensinar magia? (ela fala baixinho, aproximando-se do pescoço de Nergal, com as mãos sobre o peito dele, desafio e malícia, não necessariamente nesta ordem.)

    off:
    Desculpa o post rápido, estou meio apertado hoje.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Sex Fev 16, 2018 10:43 am

    - Não tem medo de demônios, anjo? Não tem medo que eu te morda? (ela mostra os dentes, mas não da pra saber se é ameaça ou desafio)

    Ao ouvir a primeira pergunta ele deixa um meio sorriso em seu rosto, realmente aquilo era divertido. Era um jogo, ele pensava, afinal se ela o quisesse morto ele já estaria. Poderia se um teste para saber até onde ele iria. Ora a magia era isso, andar sempre no limiar da vida e da morte, mesmo para as magias de cura. Era a regra dos 10% incontroláveis da mana.

    - Se alguém que deseja aprender a magia tem medo do imponderável... Bem é melhor ir aprender a bordar. Magia é como toda a relação, você tem de confiar nas suas habilidades para minimizar o estrago que vai ser feito. Acho que isso responde se tenho medo de demônios ou de sua mordida. 

    - Você morde? Vai me morder se eu te ensinar magia? (ela fala baixinho, aproximando-se do pescoço de Nergal, com as mãos sobre o peito dele, desafio e malícia, não necessariamente nesta ordem.)

    A mulher se aproxima bem de seu pescoço, Nergal se mantém parado até certo ponto. Pois quando ela o toca no peito e murmura ele a "abraça" com as asas puxando-a para junto do seu corpo. 

    - Se você pedir com jeitinho eu posso até te dar uns tapas... (responde também murmurando)

    Então ele abre as asas e fica ali colado com ela.

    - Novamente se enganam com minha aparência não sou um anjo de Angelina. Não tenho as mesmas limitações morais deles. Sobre tudo sou um seguidor de Piro. Sua raça não me diz nada, seus atos que me dirão ser um inimigo ou um aliado. Mas no seu caso... poderia ser até mais que uma aliada ou mestra.

    Ele a segura pela cintura, mantendo-a junto ao seu corpo, e murmura para ela próximo ao ouvido sentindo seu cheiro, seus hormônios estavam a flor da pele afinal já faziam semanas desde a última companhia feminina.

    - Já esteve com um anjo negro antes?
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Sex Fev 16, 2018 7:03 pm

    Tinafe sorri, parecendo gostar da iniciativa do anjo.

    -Mmm, acho que estou mesmo começando gostar dele. Creio que uma ou outra aula não seria tão ruim, até vermos se ele prestará para alguma coisa ou se é mesmo o inútil que aparenta.

    - Se você pedir com jeitinho eu posso até te dar uns tapas...

    - Já disse que gosto de mordidas, não de tapas. - Ela eleva o tom de voz então - Não falaram para ele que é uma falta de respeito andar armado no templo?

    Nergal não entende a fala dela.

    - Eu deixei minha espada na entrada, mestra! - Diz meio confuso, pensando se cometeu mesmo algum desrespeito ao templo.

    - E esta adaga no bolso? - Ela o segura pelo pescoço.

    - ????

    Tinafe revista Nergal, então o larga.

    - Oh... Eu me enganei... Pensei mesmo que era uma adaga...

    Nergal fica um pouco constrangido, sem saber se ela tinha mesmo achado que estava armado ou se fazia parte do jogo dela.

    Mestre Fah também tinha achado estranho a mudança dela, mas resolve sair de fino quando ve a gafe da outra.

    - Acho que estão me chamando lá em baixo, boa sorte nas aulas de magia. - Ele vaza porta afora.

    Nergal fica com a adaga armada enquanto Tinafe finge que nada aconteceu.

    - Não quis te deixar constrangido, - Talvez não de propósito, mas ele duvidava que ela estivesse arrependida - mas eu vou te aceitar como aprendiz, pelo menos para alguns testes iniciais. De certa forma está certo, pelas regras de Piro não devo recusar um aprendiz por sua raça. Mas pessoalmente estou cagando para estas regras e só vou lhe testar porque fui com sua cara. Se não tivesse ido eu lhe mandaria para os infernos independente de sua raça. E isto não é uma figura de linguagem. Se quiser podemos começar amanhã cedo.

    - Já esteve com um anjo negro antes?

    Ela levanta a sobrancelha como se não tivesse entendido bem.

    - "Esteve" é alguma gíria? Ou você pretende algo como me chamar para sair e beber alguma coisa? - Ela parecia cética - Já teve qualquer tipo de treinamento mágico antes? Já lhe disseram que pode ser perigoso se envolver com quem lhe ensina magia?
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Dom Fev 18, 2018 6:46 pm

    - "Esteve" é alguma gíria? Ou você pretende algo como me chamar para sair e beber alguma coisa? Já teve qualquer tipo de treinamento mágico antes? Já lhe disseram que pode ser perigoso se envolver com quem lhe ensina magia?

    Nergal era quem se divertia agora com a reação da demônio.

    - Sim é um convite para sairmos e ter um encontro. Eu não sabia que era proibido o envolvimento entre mestra e aluno. Uma vez que o aluno deve confiar totalmente em seu mestre. Acho que com minha resposta já tenha respondido que nunca tive um treinamento mágico antes. E como meu treinamento somente se inicia amanhã ainda teria uma noite para aproveitar com uma bela companhia.

    Nergal respira fundo acalmando ou tentando acalmar...

    - Mestra, eu já havia falado com o mestre Fah sobre o que ocorreu em Verda Ero. Pelo o que ele me falou ocorreu uma disruptura de mana, eu digo que era um grande furacão que destruiu tudo e todos. Um anjo de Angelina estava lá vislumbrando o que acontecia, acabamos lutando e como estou aqui minha adversária não teve a mesma sorte. Após a luta dois raios me atingiram um raio negro e um raio branco simultaneamente.


    Ele ficou observando a lindíssima demônio de feições aracnídeas e antes que ela falasse algo, ele concluiu seu raciocínio.

    - Mestre Fah me disse que é impossível alguém dominar as duas fontes de mana. Mas eu não acredito nisso, acredito que possa ser possível. Afinal como o símbolo da ALMA demonstra, na luz há trevas e nas trevas há luz. Então na minha ignorância que apenas os aprendizes possuem o fluxo de magia permeia todo lugar, assim como a vida e a morte também estão. Pela lei do equilíbrio da natureza não deve ser impossível manipular estas energias. Mas pela mesma lei o perigo de feitos combinados poderia causar um efeito como o que destruiu Verda Ero?

    Ele para novamente agora aguardando as duas respostas, sobre o encontro e sobre a sua ponderação quanto a magia.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Dom Fev 18, 2018 8:29 pm

    Tinafe pisca, fica sem palavras por segundos e faz cara de verdadeira surpresa, desta vez ela não conseguia falsear sua expressão. Ela realmente não tinha acreditado que Nergal realmente tinha a chamado para sair.

    - É... Tá... podemos beber alguma coisa... Não é proibido, é perigoso. Creio que você possa me levar para beber um conhaque ou cerveja. Em que lugar da cidade está ficando?

    Aparentemente, ela perdeu o jogo.

    Spoiler:
    Ele ficou observando a lindíssima demônio de feições aracnídeas e antes que ela falasse algo, ele concluiu seu raciocínio.

    Serio que ela parece tão aracnídea? Mas se tá linda, tá bom. Mas aqueles galhos com espinhos atrás dela são mesmo galhos e não pernas extras. Ou você gostaria que fossem pernas extras?

    - Uma disruptura seria mesmo capaz de destruir uma cidade inteira, embora seria algo extremamente forte e raro. Ela deixaria uma "assinatura" forte a onde tocasse. Neste caso se eu fosse lá, mesmo depois de dias, poderia "ler" o ambiente. Você também tem traços fortes de magia, andei lendo-os enquanto estava aqui. Parecem forte demais para seu controle, o que pode dizer que você é um wanamko*, ou que a magia impregnada está apenas em estado latente. De qualquer forma terei de fazer testes amanhã.

    Spoiler:
    *wanamko, embora não seja uma das palavras mais corriqueiras, é relativamente comum para Nergal já ter ouvido. Wanamko é uma pessoa que desperta o dom tardiamente e de forma abrupta, o que costuma ser catastrófico. Os wanamki ter dons mágicos normalmente fortes ou muito fortes, porém pouco controle sobre o próprio dom. Isto muitas vezes é tido como uma maldição, pois os wanamki podem causar muito estrago sem desejar, até a pessoas amadas ou a si mesmos. Eles porém são raríssimos.

    - Como anjo, negro ou não, sinto que a energia que corre é principalmente branca, mas ainda assim terei de testar. Já aviso que são testes que podem ser dolorosos, ainda mais se quiser mesmo saber se há mana negra potencial em você, se testarmos e der negativo isto será bem perigoso para você. Claro que há o modo lento, que dói menos e é mais seguro, mas é lento.

    As terias magicas são diferentes das terias espiritualistas, e "trevas e luz" são termos que você pode dar à alma, ou talvez ao corpo, mas evite usa-los comigo enquanto for neófito. Por enquanto concordo com Mestre Fah, é teoricamente impossível ser um dominador da mana branca e negra ao mesmo tempo, mesmo entre humanos. O próprio método de manipular uma e outra são opostos, e se já é extremamente difícil um humanos dominar magia azul e vermelha juntas, ou magia verde e branca, dominar magia branca e negra seria não só um trabalho digno dos deuses, como sim, poderia causar um estrago incalculável, talvez não disrupturas, mas rupturas de mana muito provavelmente.

    Seja como for, só poderei avaliar depois de alguns testes. Mas por enquanto vamos pensar naquela cerveja, ou conhaque.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Seg Fev 19, 2018 11:34 am



    Spoiler:

    Serio que ela parece tão aracnídea? Mas se tá linda, tá bom. Mas aqueles galhos com espinhos atrás dela são mesmo galhos e não pernas extras. Ou você gostaria que fossem pernas extras?

    Parece sim... olha os detalhes no chifre, tomei a liberdade de pegar a mesma imagem só que maior para te mostar, ele é uma aranha!!! Isso sem contar os outros detalhes que ela tem no corpo e os filamentos de teia.

    Imagem com zoom:

    Não sei se você curte desenho animado, mas no Transformers Prime tinha um robô inimigo que era uma aranha. E talvez ficasse legal serem assim como na imagem abaixo:

    Spoiler:


    O anjo negro, observa o quanto havia deixado a demônio "sem graça", e continuou com a sua atenção focada em tudo o que ela falava apenas gesticulando afirmativamente com a cabeça. Até que enfim ela aceita seu convite ele sorri de forma cortês para ela.

    - Tenho um quarto na Aron kon Kar, lá parece ser um bom local para bebermos e comermos alguma coisa. E nos conhecermos melhor... Isto se for bom para você Tinafe, digo, Mestra Tinafe. Se me permitir leva-la até nosso destino... Antes precisarei apenas pegar meus itens que foram retidos na entrada do Templo.

    Ele então estende sua mão para que pudessem sair dali.

    off:
    Ele aguardará por ela, caso ela tenha de pegar algum item pessoal. Acredito que dentro do templo ele seguirá lado a lado ou um pouco atrás por conta do status dela ali. Mas fora do Templo e se ela permitir seguirá de braços dados (braços humanos) com ela, senão seguirá ao lado próximo a ela. Durante o caminho ele irá perguntar para ela sobre a Cidade.

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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Seg Fev 19, 2018 9:28 pm

    - É bom o suficiente! - Ela pega uma sombrinha antes de sair. - Esta luz forte de Hélius não me faz muito bem. - É fato conhecido que boa parte dos demônios não gosta muito da luz do dia.

    Tinafe aceita ser guiada de braços dados pela rua. Se Nergal já chama atenção antes, como casal eles param as ruas, literalmente. TODO MUNDO pára para olhá-los. Burburinhos e palavras de "aberração" são escutados nos três idiomas que Nergal fala e mais uns três que ele não fala.

    - A única coisa boa desta cidade é sua localização. Este é o único motivo pelo qual Dafodil cresceu. Pessoas do mundo todo passam por aqui para ir para outros lugares. Assim que os primeiros clãs e tribos se instalaram há 100 anos atrás. Uns 90 anos atrás apareceram os primeiros e mais ousados mercadores, interessados em negociar com estes clãs. Mas mercado aqui é algo perigoso, então em seguida mercenários vieram proteger estes mercadores, e surgiu o primeiro muro da cidade.

    Ali - ela aponta - é um pedaço do que foi o segundo muro, mais pra lá
    - aponta outro lado - é onde fica o terceiro. Já estamos no quarto muro. Cinco se contar o que separa o cemitério da Necrópole.

    Estes muros servem mais para manter as pessoas dentro, do que os perigos fora. Se aqui não fosse o centro do mundo, Dafodil nunca existiria. Ou seria outra Ĵokona. Este solo é uma porcaria e a água do rio pouco confiável, demorou décadas para que algo começasse brotar aqui, e como pode ver, nossa flora é bem pobre. O único lugar de solo fértil é Verda Ero, e parte da região lupina.


    Nergal tentava prestar atenção no que ela dizia e não às pessoas em volta, mas um grupo de pessoas loiras, certamente ajrenses pois ele começa ouvir palavras em Yrdok, se aproxima conversando e gesticulando.

    - Pelo amor de Anĝelina! * * * que tipo de feitiço * * ser do inferno * * que a deusa possa libertá-lo * * ajude * * * * * força...

    Ele não presta atenção ao diálogo todo, apenas palavras cortadas, mas percebe que o grupo gesticulava como fazendo magia. Ele se prepara para intervir, mas Tinafe também percebe. Ela não deve falar Yrdok, mas deve saber que estão para ser alvo de magia, e comenta:

    - Ora, uma magia de interrupção... Isto pode ser interessante. Quer experimentar?

    Ele não entende bem, mas se a mestra não estava incomodada, resolve seguir em frente como se nada tivesse acontecido. Sente uma leve irritação e um fraco mau estar ao passar pelos supostos magos ajrenses, percebe também que o aroma levemente doce que parecia acompanhar Tinafe some no ar, mas pelas caras de decepção que os outros fazem, pelo jeito esperavam mais que isto. Tinafe por sua vez parece dar meio sorriso.

    - Então? - Ela pergunta, Nergal comenta sobre o mau estar e o aroma. - Ah, que pena, então agora você não está mais sobre o meu controle. - ela ri.

    Eles continuam andando de braços dados.

    - Depois dos mercadores e mercenários, a ilha se encheu de exilados. Os primeiros vieram de Ajros. Eles não fazem escravos e raramente usam a pena de morte, mas numa guerra ninguém sai sem cometer alguns pecados... De qualquer forma com as Guerras de Conquista, que vieram antes das Guerras de Reconquista, ninguém podia cuidar muito dos indesejáveis e Ajros passou despejar gente aqui. Segundo eles era até um ato de benevolência, tipo "vocês não tem lugar entre os nossos, mas tem uma segunda chance de fazer disto aqui seus lares, se cuidarem bem da terra, ela pode retribuir, blablablabla"... vendo que a solução parecia boa, Ajros nunca parou de mandar exilados para cá, depois fizeram o mesmo Gaja, Akvlando e Fajr-Regno.

    Se você é um exilado, acaba tendo que se aliar alguma tribo, se quiser viver. Dafodil nunca deixou de ser um amontoado de tribos. Já deve saber que a principal aqui é La Cour des Miracles, eles mantêm pelo menos dez tribos diferentes sobre controle. Cada um tem "seus lugares" mas respeitam áreas "neutras" da cidade,
    e enquanto mantem este respeito, a Cour não os aniquila. Então bem ou mau, a cidade cresceu melhor que Ĵokona...


    Um homem armado surge do nada gritando e interrompe. Nergal saca a espada, mas antes que se dessem conta, ambos batem numa barreira invisível. Nergal apenas perde o equilíbrio como se tivesse tropeçado, o outro homem porém é arremessado uns cinco metros e cai sem sentidos.

    - Amador. - Tinafe faz cara de desprezo - Primeira lição: se for atacar alguém, não grite antes.

    - A senhora quem fez isto? - Nergal percebe que a ouviu dizer algo segundos antes, provavelmente palavras mágicas, mas não tinha prestado atenção.

    - Não precisa me chamar de senhora no meio de um encontro, nem cheguei nos oitenta anos ainda! É um truque básico, extremamente eficaz contra almas fracas, nem preciso gastar minha energia, uso a raiva dele contra ele mesmo. Uma das vantagens de ter o dom negro: pessoas que lhe atacam com ódio, lhe dão munição contra elas mesmas.

    Quando chegam à estalagem, ela estava barulhenta, mas quando entram todos param para olhar e tudo fica no mais puro silêncio. Eles sentam, mas depois de um tempo como ninguém se prontifica a atendê-los, Nergal chama a estalajadeira.

    Ela parecia acordar só depois disto, olha para Nergal, olha para Tinafe, olha para Nergal de novo, olha para Tifane de novo, depois então olha mais uma vez para Nergal, olha mais uma vez para Tinafe, e sem saber a quem atender olha para a parede no fundo sem fixar nos dois e pergunta:

    - O que querem?
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Qua Fev 21, 2018 3:49 pm

    - Duas canecas de cerveja e dois conhaques e queijo para acompanhar. - responde Nergal para a atendente.

    Depois ele se vira para Tinafe e fala.

    - Mil perdões por minha gafe anteriormente... Esta cidade é realmente intrigante, num primeiro momento quando aqui cheguei não estava em meus planos ficar por algum tempo. A atmosfera aqui era tão... tão... pesada e opressora que nunca podia imaginar encontrar uma pessoa tão cheia de atributos interessantes como você.

    Ele deixa os olhos percorrerem o rosto de Tinafe e então continua.

    - E não estou falando do óbvio... Mas de sua inteligência, personalidade, mistérios perigosos e mortais. - ele sorri com um toque de malícia - Quem poderia dizer que num local tão opressor eu um anjo negro forasteiro quase um caipira, estaria nesta cidade que é o centro do mundo com uma companhia maravilhosa.
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    Re: A cidade de Dafodil

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      Data/hora atual: Qua Maio 23, 2018 2:31 am