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    A cidade de Dafodil

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    Kether
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Ter Mar 20, 2018 2:24 pm

    Tinafe escreveu:- Sua pergunta não faz muito sentido. Enquanto estiver aprendendo controle, terá que focar mais na energia interna, mas as duas coisas acontecem ao mesmo tempo. Isto só dá pra sentir nos exercícios práticos.

    - Meridianos não são pontos de energia, meridianos são os caminhos que ligam estes Chacras. Pense que suas veias são seus meridianos, por enquanto, não precisamos ser mais precisos que isto. A energia corre o tempo todo em todos eles, então podemos dizer que usamos todos os chacras o tempo todo, mas acessá-los de forma consciente e usando seus poderes ao máximo aí, sim, é bem difícil.

    Em geral o dom desperta de baixo para cima mesmo. Você pode despertar alguns tantos chacras de uma vez, dependendo de até onde você foi na vida passada, mas quem não desperta os inferiores, não tende a despertar os superiores. Eventualmente lhe ensinarei mais sobre os pontos isoladamente, mas podemos fazer alguns exercícios canalizando os meridianos por enquanto, o que acha? Quer continuar conversando ou vamos exercitar um pouco? Eu não tenho pressa.


    - Como eu lhe disse... eu confundi o que eram meridianos com os pontos de... digo Chacras. Sim vamos fazer alguns exercícios, e eu gostaria que nestes exercícios, mesmo que seja doloroso para mim, que você teste minha habilidade mágica. Mesmo que o Mestre Fah e você tenham me dito que é raro alguém ter habilidades com os manas negro e branco... Eu confio em você para que faça este teste.

    Nergal tinha sinceridade em sua voz, ou ele estaria apaixonado pela demônio? Ele não sabia responder, mas de fato estar com ela naquele lugar era exatamente onde ele queria estar. Pela primeira vez em anos ele se sentia bem e em comunhão consigo mesmo. Nem mesmo quando vivia em Verda Ero ele havia passado por isso. Lá ele seguia as ordens, as indicações dos mais puros que ele. Afinal ele era um mestiço e pela sociedade onde vivia ele era de uma casta inferior, fadado a no máximo ser um caçador.

    Por isso Nergal tinha a postura que tinha naquele tempo, de partir até algumas vilas próximas e passar dias junto com os humanos. Eles o viam como um ser fora da rígida linha das castas. Mas agora ele era o senhor das suas decisões. Aqueles com quem ele havia se encontrado, na maioria eram ex escravos, mas apesar de ter a sua liberdade (pois não vivia preso a grilhões) Nergal sabia no seu íntimo que era tão prisioneiro quanto eles.

    Agora estar ali com uma demônio, por quem nutria uma verdadeira admiração. Não por ela ser uma demônio, ou uma maga poderosa já que era uma Mestra, nem pelo sexo que tiveram na noite anterior. O que Nergal admirou em Tinafe, foi a reação dela quando ele a convidou para sair. Ao lembrar disso ele sorri.

    - Você disse que eu posso ser um Wanamko, e por isso eu prefiro que você tenha o controle neste exercício. Eu ainda não tenho o controle nem sei a extensão do meu poder. Mesmo eu tendo a consciência eu posso acabar por ferir você, que absolutamente é a última coisa que eu desejo e feri-la.

    Nergal se estremesse com a mordida dela em seu pescoço. Ele então começa a respirar mais profundamente, tentando sentir os pontos que Tinafe havia tocado nele.

    Tinafe escreveu:- Sabemos que você tem poder latente, provavelmente magia branca. Uma forma de testá-la é na reação com a minha magia negra. Eu posso infundir a minha magia em seu corpo, aos poucos, e ver como você reage. Não é um exercício agradável, mas é mais rápido que outros tipos de exercício. Ou você pode tentar usar a sua magia no meu corpo, que é mais seguro.

    Tinafe passa os dedos na sua nuca e na altura do terceiro chacra, lhe corta com as unhas.
    Resultado das rolagens:

    Role 1D12, se der 1 ou 12 role de novo.

    Kether efetuou 1 lançamento(s) de dados (d12.) :
    12

    Kether efetuou 1 lançamento(s) de dados (d12.) :
    11


    O Anjo sente uma leve dor, mas mesmo assim ele se mantém de olhos fechados confiando em Tinafe se apegando ao sentimento de carinho que ele tem por ela. Não a luxúria e o desejo sexual, mas aquele sentimento de troca, de confiança um no outro que eles compartilharam na noite anterior. Ou seja, ele mantém pensamentos bons em sua mente conforme ela havia falado para concentrar o mana branco.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Qua Mar 21, 2018 6:23 am

    Tinafe ri.

    - Bobinho, mesmo que os wanamki possam despertar um poder muito grande, eu sei as formas de me proteger. Mas vamos fazer como quer.

    Por um tempo, Nergal sente apenas os dedos dela tocando-o e os pequenos cortes na pele.

    - Estou canalizando energia sem ser na forma sutil, seu corpo pode REAGIR contra isto, me avise se doer muito.

    Passam-se vários segundos os dois começam a ficar inquietos.

    - Não sente nada?

    - Não. Estou fazendo algo errado?

    - Você não tem que fazer nada. Seu corpo que está reagindo mas eficiente do que eu calculei.

    Ela se concentra mais, Nergal sente uma onda de energia diferente percorrendo sua coluna, do estômago em direção à garganta. Um leve mau estar vem junto, seus músculos ficam um pouco cansados e um sentimento de tristeza bate. Mesmo a caverna sendo úmida, ele sente o céu da boca seco e uma vontade de vomitar. Comenta isto com Tinafe.

    - Neste momento você já deveria estar de quatro, gritando e chorando. Seu corpo... está fazendo a mana negra circular rapidamente. Isto... Não parece... certo... PELAS BENÇÃOS DE PIRO! Você é mesmo um mago negro! Você está sendo capaz realmente de canalizar minha energia!

    A mão dela sobe, do terceiro para o quarto chacra, Nergal pode sentir mais claramente a energia dela fluindo de suas mãos para o corpo dele, desta vez não é agradável como foi a noite.

    - Você é o primeiro anjo com o dom negro no mundo. Quer mesmo chegar até o fundo disto?

    - Sim, eu quero!

    O teste começa realmente ficar doloroso, Nergal podia sentir a energia fisgar até nas pontas dos dedos das mãos e dos pés. Tinafe segura a cabeça de Nergal pelas têmporas, ele vê flashes sombrios, imagens infernais passando rapidamente em sua mente, lugares lúgubres, figuras demoníacas, sentimentos de dor e agonia, como se fossem sentidos reais de outra pessoa.

    Sente um choque forte e é jogado para frente, enquanto Tinafe é jogada para trás, ela também grita. Você começa vomitar, e parece que ela também vomita no canto dela. Há uma sensação de torpor.

    - Não me encoste! Mantenha-se longe! - Ela fala com dificuldade.

    - Desculpe... Eu não queria...

    - Eu sei, mas não podemos nos tocar agora. (ofegante) Mesmo não seguindo os ensinamentos de Anĝelina, sua magia foi feita para curar e destruir demônios. A minha foi feita para matar e destruir os anjos.

    - Mas o que posso fazer?

    - Nada. Esperar, buscar... harmonia... es... esvazie... sua... mente...

    Os dois ficam um tempo neste climão, não há noção de quanto tempo passa até recobrarem totalmente os sentidos e a respiração.

    - Pronto, acho que agora nossas proteções já foram estabelecidas.

    Ela se aproxima, parece muito cansada. Segura Nergal pelo braço, ele pega suas coisas, veste novamente a armadura e os dois saem da caverna. Lá fora o caminho parece ocre e esverdeado, pois Hélius Flava já tinha se posto e é Hélius Blua, a grande estrela azul, que iluminava fracamente a noite.

    Há alguns homens nas estradas e montanhas, dá para sentir, mas Tinafe não se preocupa, e fala talvez para eles ouvir:

    - Não se preocupe, não vão atacar, mesmo fracos poderíamos matá-los todos.

    Tinafe anda com dificuldade, tendo até que se apoiar em Nergal. Ele agora repara que ela está com um olho roxo.

    - Isto foi culpa minha?

    - Não, eu tive uma "discussão" com outro demônio antes de vir para cá.

    Aos tracos eles voltam para cidade, estavam exaustos e Nergal acaba levando Tinafe para a estalagem novamente. Os dois dormem para recuperar as forças.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Qua Mar 21, 2018 8:00 pm

    Nergal caminhava junto com Tinafe a apoiando durante todo o caminho. Ele se sentia preocupado com a sua parceira, amante e mestra. Durante o caminho as poucas pessoas por quem passaram observavam o casal inusitado, ainda mais agora quando a demônio estava enfraquecida e ferida. Por isso mesmo, o jovem anjo a protegia ainda mais com as asas como uma ave protege sua parceira no ninho.

    Como ele não sabia onde Tinafe vivia ele resolve levá-la novamente para a estalagem, onde a recepção desta vez fora diferente da noite anterior, com a estalajadeira quando os viu entrar, até se aproximou e perguntou se desejavam alguma coisa.

    - Sim, gostaria de pães, mel e frutas. E um jarro grande de água pura para beber. Mas gostaria que fosse servido no meu quarto.

    Assim que pede ele segue com Tinafe para o quarto, ela vai diretamente para a cama. Nergal pega um pano limpo e usando a água que havia para lavar o rosto ele umedece o pano e vai até a mulher deitada e começa a cuidar dela, limpando o rosto, as mãos, braços... ele molhava o pano e espremia na bacia, e tornava a molhar. Quando começou a limpar o rosto novamente ele dá um beijo na testa da parceira.

    Neste momento alguém bate na porta, era a refeição que ele havia pedido. Negal agradece e paga pela comida e água. E volta para dentro. Quando ele olha para Tinafe, ela estava quase dormindo. Eles então comem um pouco de pão com mel e as frutas, somente coisas leves para ela, mas aquela era a refeição padrão para Nergal que sentiu que ainda estava fraco demais.

    Tinafe repara que Nergal mesmo com todo este zelo estava muito enfraquecido e ordena que ele deitasse também pois ambos precisavam recuperar as energias. O Anjo negro então se deita ao lado da demônio que se deita apoiada no peito dele e lhe dá uma leve mordida no mamilo.

    - Se eu não estivesse tão cansado...

    - O que o anjinho não quer... - diz Tinafe zombeteiramente passando os dedos indicador e médio no peito do anjo como se fosse um boneco andando.

    - Precisamos nos energizar... Se tentarmos, um de nós com certeza irá morrer aqui.

    Ela sorri dizendo:

    - Esse aluno aprende rápido.

    Nergal a beja nos lábios e então fica em silêncio. Em pouco tempo Tinafe estava dormindo sob seu peito, ou ele assim pensava, mas Tinafe ainda estava um pouco assustada com o que ela havia descoberto e fingia dormir. Ele ainda pensava no que havia acontecido, as imagens que ele viu. "Será que eram lembranças dela?" - ele se perguntava e então o sono e o cansaço o vencem e ele acaba adormecendo quase ao mesmo tempo Tinafe com o silêncio e de olhos fechados acaba dormindo.

    Os dois inconscientemente acabam se sentindo seguros um com o outro, ou seria reflexo do cansaço, dormem profundamente.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Qui Mar 22, 2018 6:49 am

    Nergal acorda primeiro. Desta vez ela ainda estava em sua cama. Vestia apenas um vestido muito fino, que marcava as curvas mais interessantes. Mesmo dormindo era bem sexy, tirando o olho roxo.

    Depois de um tempo ela acorda.

    - Ainda está aí? Está tão quietinho.

    - Não quis abusar enquanto dormia.

    - Seria abuso se já deixei antes?

    Eles trocam alguns carinhos, mas depois conversam sobre o que aconteceu na caverna.

    - Nós podemos continuar nos ferindo apenas por causa de nossas magias?

    - É possível, se formos imprudentes.

    Tinafe era bem objetiva nas respostas, não se importava em "suavizar".

    - Eu fui imprudente ontem, demorei a acreditar que você poderia manipular a magia negra em tal força, deveria ter parado antes.

    Faz uma pausa.

    - Por tudo que aconteceu, agora eu vou ter que estudar mais se eu quiser continuar sendo sua instrutura. Sua condição é única.

    Ela se prepara para levantar.

    - Mm, tem que ser agora?

    - Vou acabar me acostumando com isto tudo, caipira! - se ajeita um pouco mais na cama - Acho que posso aproveitar um pouquinho mais, mas depois terei de partir para estudar por alguns dias.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Qui Mar 22, 2018 4:16 pm

    Nergal também se ajeita e começa a acariciar o corpo de Tinafe levantando o vestido que ela usava, quando eles ouvem alguém limpando a garganta.

    - Nergal, até que para um anjo você é legal, mas se você precisa de mais privacidade arrume um quarto SÓ para você. - disse Azrael já seguindo em direção a porta. - Pode deixar eu só vim aqui pegar algumas coisas.

    Nergal que havia se assustado com o barulho feito pelo companheiro, ri da situação.

    - Está certo Azrael, eu vejo isso depois!

    Tinafe, puxa Nergal para junto de si e o beija, e logo em seguida morde o lábio de Nergal chegando a abrir uma pequena ferida.

    - Isso é para marcar que é meu...

    Os dois seguem com as carícias numa troca de energia onde nenhum dos dois tinha o comando mais uma vez, apenas desejavam um ao outro dividindo sentimentos e energia até até que chegam ao clímax juntos. Depois de descansarem e se acariciarem. Nergal se levanta e começa a vestir a calça e pergunta ainda de costas para Tinafe:

    off:
    O Nergal está cheio de marcas de mordidas e ela com chupões em todo o corpo... rs

    - Você vai partir em busca de conhecimento para poder me instruir melhor. Mas o que eu posso fazer por enquanto para tentar desenvolver minhas habilidades. Já que tenho ambas essências, como posso usar minha magia para curar o seu olho sem tirar as outras marcas que eu deixei?

    Ele se senta numa cadeira enquanto calça as botas.

    - E você acha que seria prudente eu praticar algum exercício para poder melhorar minhas habilidades mágicas?
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Qui Mar 22, 2018 6:52 pm

    - Eu não deixaria você tentar curar meu olho e lhe digo para não tentar usar poderes de cura em nenhum demônio. Isto é algo que eu já sabia que não ia lhe ensinar. Mais cedo ou mais tarde você precisaria de um mestre especializado em magia branca. Bom, agora parece que vai ter que ser mais cedo e não mais tarde.

    Vou ter que ficar uns dias fora. Talvez três, talvez mais... Não faça beicinho! Sei que magia é muito melhor treinar na prática do que com o nariz em livros, como os humanos, mas serei obrigada e gastar meu tempo lendo.

    Se for fazer qualquer tipo de exercício, seria prudente encontrar outro mestre para lhe orientar. As pessoas da Cour des Miracles não são ciumentas com seus discípulos, diferente de pessoas como os Atemenses. Mas talvez você deva procurar um Atemense assim mesmo.


    - Não sei o que são estes "Atemenses".

    - São estudantes das magias do ar e do fogo. Se tiver dificuldades fale com os mestres espiritualistas no templo, eles lhe mostrarão quem são eles. Talvez você acabe tendo que dar uma de humano e ficar um tempo com o nariz nos livros também. De qualquer forma, tenha em mente o seguinte: para um Wanamko não é tão importante o que fazer, mas o que não fazer. Por enquanto o que não deve fazer é tentar usar magias de cura ou treinar qualquer magia perto de alguém que possa ferir sem querer. De resto: faça meditação, ou tente atacar algumas árvores ou bonecos. Pode fazer alguns exercícios leves tentando imaginar sua energia partindo da sua coluna para a ponta de suas mãos, ou pés. Isto é um exercício que todo mago deve fazer até o fim da vida. Faça de preferência descalço, num chão de terra ou grama, e lembre-se também: o solo pode ser seu fio-terra, se sentir que está perdendo o controle e que vai dar merda, ajoelhe-se, ou ponha as mãos no solo, ou se jogue no chão, talvez como wanamko você tenha que passar por isto algumas vezes.

    Nergal termina de se vestir, eles dão um último abraço, já na porta ela comenta:

    - Mas ainda tenho uma curiosidade...

    - O que?

    Ela se esfrega maliciosa nele.

    - Quando você pensa em mim, pensa comigo em volta de luz branca ou de luz negra?

    Ela então se despede até sabe-se-lá-quando. Nergal está mais uma vez na cidade, sem ter nada planejado até que ela volte.
    Kether
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Sex Mar 23, 2018 1:43 pm

    Tinafe escreveu:- Quando você pensa em mim, pensa comigo em volta de luz branca ou de luz negra?

    Ele sorri e ainda agarrado a ela sussurra no ouvido sem pensar.

    - Luz branca. Não sinto agonia, dor, nem desespero ao pensar em você.

    Eles se despedem e quando ela ia saindo ele fala para ela:

    - Quando voltar venha matar as saudades do caipira aqui. E tenha cuidado.

    Ela parte, e então Nergal veste suas roupas novas a calça preta de couro e uma camisa* mangas longas vermelho escuro, mas mesmo com a camisa de mangas longa que fechava até o pescoço as marcas das mordidas de Tinafe eram visíveis no pescoço de Nergal.

    off camisa:



    Ele então pega sua armadura e a leva até o ferreiro. Deixa com ele para que ele faça os reparos corretos, mesmo demorando mais para que ele estude a composição do metal. Também iria perguntar sobre quanto aumentaria o custo para alterar a cor da armadura colocando algumas escamas pretas e outras brancas, intercalando-as. Caso não ficasse muito caro (algo superior ao custo do reparo da armadura +2po ele faria).

    Após deixar a armadura no ferreiro, Nergal seguirá para o templo de Piro, levando consigo apenas a espada que deixa na entrada como o costume do templo e pergunta para a pessoa que o atende.

    - Bom dia, procuro por Mestre Fah. Podem me informar onde posso encontrá-lo?

    Ao receber as indicações ele agradece e vai ao encontro do mestre.

    - Olá Mestre Fah! É sempre muito bom revê-lo. Estive com Tinafe desde que nos apresentou, mas infelizmente minha Mestra deverá se ausentar por alguns dias enquanto faz algumas pesquisas para que continuemos com nosso treinamento. Por isso ela me indicou que eu procurasse algum mestre Atemense para que ele me passe alguns exercícios para que eu possa melhorar minhas habilidades de controle de magia do ar.

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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Ter Mar 27, 2018 12:24 am

    Nergal escreveu:- Luz branca. Não sinto agonia, dor, nem desespero ao pensar em você.

    - Nem malícia?

    Neutral

    - Haha, só você mesmo pra me imaginar envolta em luz branca. Mas como considera algo "bom" vou me sentir elogiada. Agora tenho de ir.


    E vai.

    No ferreiro, ele avisa que podia fazer com escamas de metais diferentes, mas provavelmente ia aumentar o peso em meio quilo aproximadamente, ou apenas escurecer metade das escamas quimicamente, o que deve dar melhor resultado. Fazendo isto ela perderá um pouco da função de camuflagem em ambientes claros (areia, neve, vegetação seca) mas pode ficar melhor de camuflar a noite ou em vegetação fechada.

    Nergal não tinha parado pra pensar nisto antes, mas em Verda Ero as armaduras não ajudavam muito os guerreiros/caçadores na camuflagem, ainda mais com asas e peles escuras do anjos-negros. Talvez a técnica delas seja desde o tempo dos anjos ajrenses, pois em Ajros há vários lugares cheios de neve, ou talvez os anjos-negros apenas não ligassem muito para camuflagem da armadura, pensando (talvez) que se alguém chegasse a vê-los, não chegaria a escapar deles para contar.

    off: tecnicamente você já não tinha moedas, pois não vendeu nada, mas vou considerar este último serviço pago, depois vou me tornar mais duro com questão de dinheiro.

    - Olá Mestre Fah! É sempre muito bom revê-lo. Estive com Tinafe desde que nos apresentou, mas infelizmente minha Mestra deverá se ausentar por alguns dias enquanto faz algumas pesquisas para que continuemos com nosso treinamento.

    - Olá, que a luz te guie! Que bom que ela te aceitou como neófito. E como foram os treinos?

    Ele comenta sem malícia, mas Nergal acaba sorrindo demais e gagueja para disfarçar, o que fica pior.

    - Oh, entendo... entendo...

    Por isso ela me indicou que eu procurasse algum mestre Atemense para que ele me passe alguns exercícios para que eu possa melhorar minhas habilidades de controle de magia do ar.

    - Um Atemense? Por que ela sugeriu isto? - Ele pareceu genuinamente surpreso. Como Nergal não entendia muito o que era um "atemense", não entendeu porque a surpresa, e apenas repetiu que deve ser para treinar magias do ar. - Certo... Bom, não há muitos atemenses na cidade. Na verdade, que eu conheça, só tem a Latifa. Ela não está ligada ao templo, mas tem nos ajudado com os feridos no pátio, posso apresentá-los. E por sorte, hoje é uma Terminadora (equivalente a um domingo nosso) e mesmo com poucos atemenses na cidade, é provável que eles apareçam por aqui.

    Ele conversa no templo, e haviam dois membros da Escola Atemense lá, uma jovem estava na biblioteca.


    E havia também um senhor sentado na Nave Sagrada, ele olhava o templo parecendo avaliar ou procurar alguma coisa, ou talvez esperando alguém.


    E no pátio, Latifa estava ajudando alguns feridos, como mestre Fah havia previsto.


    Ele pode apresentá-lo à Latifa, ou pode acompanhá-lo para falar com um dos outros dois.
    reação:
    Vou jogar reação só para o senhor, pois ele parece mais ocupado, mas se quiser testar para as outras, é aquele sistema: quanto maior, mas amigável eles vão parecer.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Ter Mar 27, 2018 4:18 pm

    Rolagens:

    Copiei do tópico de rolagens só para facilitar.
    Teste de Reação:

    - jovem na biblioteca.
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    - Senhor sentado na Nave Sagrada
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    6

    - Latifa
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    9

    Nergal fica um pouco constrangido quando fala de Tinafe, até porque eles haviam começado um relacionamento além do mestre e discípulo. Mesmo assim ele, agradece internamente pela reação do mestre Fah em ser polido o suficiente para mudar de assunto.

    - Mestre Fah, acho que deveríamos falar com aqueles atemenses que estão dentro do templo, talvez caso sejam mestres eles possam me ajudar com meu treinamento. E depois poderemos falar com Mestra Latifa. Acredito que um deles poderá ter mais sinergia para comigo e me ensina a manipulação do mana branco, fazendo-o percorrer meus chakras como foi feito no treinamento com Tinafe.

    Ele então segue até a Biblioteca onde encontram com a bela jovem da Escola Atemense. O mestre espiritualista segue a frente e faz as devidas apresentações.

    - Olá, me chamo Nergal. E como pode ver sou um anjo negro com sua aptidão mágica recém desperta, minha mestra me disse que sou um Wanamko. Estou em busca de ajuda com o desenvolvimento das magias do Ar e Cura. Recentemente iniciei meus estudos com Mestra Tinafe, ela me ensinou sobre os Chakras, meridianos e fluxo de magia pelos meridianos e chakras. Porém ela não teria como me ensinar a manipular magias de cura, devido a sua natureza opositora a este tipo de magia.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Qui Mar 29, 2018 5:12 pm

    Nergal escreveu:- Mestre Fah, acho que deveríamos falar com aqueles atemenses que estão dentro do templo, talvez caso sejam mestres eles possam me ajudar com meu treinamento. E depois poderemos falar com Mestra Latifa. Acredito que um deles poderá ter mais sinergia para comigo e me ensina a manipulação do mana branco, fazendo-o percorrer meus chakras como foi feito no treinamento com Tinafe.

    - Duvido muito que mais alguém queira lhe treinar como Tinafe. (pausa) Cada mestre tem suas particularidades, é bem provável que os métodos Atemenses não sejam tão dedicados como os de Tinafe.

    Embora mestre Fah permanecesse sério, desta vez Nergal acha que sentiu uma pequena pontada de malícia. Ou seria só sua consciência?

    Procurando na biblioteca vocês encontram uma jovem Atemense, ela estava debruçada na mesa com três livros abertos e vários papeis cheios de desenhos e esquemas, alguns carvões e uma caneta com pena de metal (a pena de metal chama atenção, pois o comum é usar penas de aves ou madeira), depois de se apresentar Nergal tem que repetir o que disse um pouco mais lentamente.

    - Oh kobila gui korrala! Anesmá, eu me chamo Anemone. Um negro anjo... como nas lendas? Shocked Sério... você wanamko? affraid Oh! Que... grande oportunidade de estudo! Mizurias dinakula u obajan dones! Seria... grande interesse para minha escola. Mas você está já com um instrutor? [Esta] Tinafe não vai... reclamar?

    Anemone olhava para Nergal como um nerd olha para um livro novo.

    - Não, foi sugestão dela procurar um mestre Atemense.

    - Sei. Sua escola não sabe ensinar cura. Sem ofensas!

    - Não me ofendi. - diz mestre Fah, pois o "sem ofensas" parece ter sido dito para vocês dois. - A verdade não deve nunca ofender. Com tantos estudiosos de magia negra e do fogo, não temos muito mesmo a oferecer sobre cura.

    Anemone faz uma breve careta de constrangimento.

    - Bem, na Escola Atemense... procuramos equilibrar o... poder do fogo e a proteção do ar. Temos um certo número de... equilíbrio entre magias ofensivas e defensivas. (pausa) Temos um... repertório de magias curativas e... mm... bem, pirocinese.

    Mestre Fah troca algumas rápidas palavras em um idioma desconhecido, e ela responde, ele replica, ele responde novamente. Embora ela tivesse um pouco de dificuldade em falar Esperanto, não tinha dificuldade de ouvir em Esperanto, desde que não se falasse rápido.

    - Guilmafa! Parece que você começou agora. Posso ensinar vários conceitos. Aaa... Você não se... incomodará de estudar segundo a MINHA escola?
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Qui Mar 29, 2018 9:13 pm

    Nergal quase se perdeu nas palavras daquela jovem chamada Anemone. O olhar dela para ele como se ele fosse uma espécie de troféu ou uma criatura mítica como a guarda de Ratnael, quase o fez rir. Mas ele se conteve.

    - Anemone, digo, mestra Anemone. Não tenho problemas com aprender, seja por qual maneira deva ser feito. Meu primeiro treinamento foi feito com a incursão de mana de minha mestra em meus chakras para que ela pudesse saber a extensão de minhas defesas e familiaridade com a magia.

    Esta explicação era mais para mestre Fah do que para Anemone, ele queria proteger de certa forma a imagem de sua, por que não dizer, amada mestra.

    - Mestra Tinafe, devido ao que descobriu resolveu que ela deveria estudar mais sobre suas descobertas e me indicou que aprendesse a controlar e manipular mais esta minha habilidade natural com a magia do Ar. Tudo o que até então eu sabia era sentir o fluxo deste mana com minhas asas e com este sentimento conseguir voar melhor.

    Ele faz uma breve pausa.

    - Não fico ofendido com seu comentário. Mas quase ouso afirmar que minha escola se não for um problema para a senhora mestra Anemone, irá ganhar bastante com um de seus membros aprendendo as magias de cura e ar. Eu gostaria de lhe fazer uma pergunta.

    Ele para novamente e olha para mestre Fah e depois para a Anemone.

    - Você mestra, acha que algum ser pode manipular magia negra e branca?
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Sex Mar 30, 2018 8:49 am

    Anemone se mostra um pouco tímida, ainda que curiosa.

    - Oh, não! Sou muito nova para ganhar o... o... smintra de mestre. Mas posso ser chamada "instrutora". (risinho tímido)

    Anemone alisa as penas de Nergal. Embora seu interesse obviamente seja só analisar e não seja considerado um toque muito ousado, em algumas sociedades de anjos-negros isto pode ser considerado inconveniente, como ficar mexendo nos cabelos de alguém que não tenha intimidade.

    - É... o fluxo das manas são básicos... A magia pode ser feita sem senti-lo, mas a... precisão não. Canalizar magias que precisem de precisão requer fluxo sentir. Como voar bem e voar muito bem. Ar e fogo muito de depender... de sentir... aaa, depende muito de sentir fluxo corretamente. Fluidos de água e principalmente de terra mais pesados... ou melhor, mais "densos". Eles têm suas particularidades diferentes, embora também de sentir fluxo precisem para canalizar com precisão também. Mas ar e fogo mais "suave", menos "denso", canalização mais "sutil".

    - Você mestra, acha que algum ser pode manipular magia negra e branca?

    - Oh! Claro que não!

    Ela começa ter dificuldades com termos técnicos, e mestre Fah ajuda traduzir.

    - Os Atemenses seguem uma linha que chamamos de "oposistas". - ela mostra um desenho tipo uma rosa-dos-ventos em que o "norte" é pintado de branco, o "sul" de verde, o "oeste" de azul e o "leste" de vermelho. - Para eles os elementos tem forças que se opõem, o fogo se opõe à água e o ar se opõe à terra. Segundo os oposistas mais, chamemos de "clássicos" para não ofender, nenhum mago do fogo poderia ser também mago da água, ou do ar e terra simultaneamente.

    Isto até foi uma verdade QUASE absoluta até o Ragnarök, que foi quando Piro praticamente destruiu o mundo, desde então magos do fogo e água surgiram com mais frequência. Bem, mas os oposistas explicam que você pode canalizar a magia do fogo em um momento e a da água em outro, mas não as duas ao mesmo tempo, e que mesmo assim o número reduzidíssimo de magoa que dominam elementos opostos "provam" que os oposistas estão certos.

    Bem, com elementos complementares, no caso dos Atemenses fogo e ar, o ar cria o fogo, portanto eles tem particularidades, mas podem ser usados juntos. Você pode "encapsular" a canalização de uma bola de fogo envolvida em mana branca e criar uma explosão de fogo muito mais forte do que seria possível só com mana vermelha.

    Água e terra são similares, a água também cria a terra. Um exemplo que ela pode dar são das magias regenerativas da terra, em alguns casos, principalmente de órgãos rígidos como ossos e carne, a terra é o elemento mais poderoso que existe, superando ar e água. Mas magias de cura verde são deveras doloridas. Um mago de água e terra poderia também "encapsular" a magia de terra com mana azul para diminuir o sofrimento da pessoa que ele quer regenerar.


    (pausa)

    - Já a magia negra é druzu. Ela ferra contudo, não só as teorias dos oposistas, mas diversas outras teorias mágicas tem buracos para explicar a magia negra. Para explicar a oposição, alguns oposistas "clássicos" dizem que a magia negra também se opõe à magia branca. A consequência óbvia disto seria que a magia negra seria parecida com a magia da terra, se não fosse igual, pelo menos similar.

    Mas isto seria não só meio que uma ofensa aos magos verdes, mas seria uma forçassão de barra, pois há muitas diferenças entre as duas magias. Portanto o que "eles", os Atemenses mais modernos pregam, é que a magia negra se opõe a TODOS os outros elementos. A magia negra não seria uma magia, mas uma anti-magia, e a mana negra na verdade uma anti-mana.

    Os requisitos para canalizar uma e outra magia também seriam opostos. A mana branca você canaliza com o amor, o mana negra com o ódio. Bom, neste ponto nós da Corte achamos eles pouco precisos, mas é assunto para depois. O tipo de meditação que você faz para ampliar a magia branca também é "quebrado" por todo tipo de exercício de magia negra. Até os elementos que você usa para fazer uma poção que amplie a magia branca são invalidados por elementos da magia negra.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Seg Abr 02, 2018 9:46 pm

    Nergal ouvia atentamente a tradução feita por mestre Fah as palavras da jovem Atemense.

    - Entendo o que vocês falam. - mesmo que ele não acreditasse devido ao que ocorrera com Tinafe. - Mas pensemos num fato, não num cenário hipotético. Mestra Tinafe testou em mim o fluxo de mana negro, ela imbuiu seu próprio mana negro em mim fazendo-o percorrer meus chakras, ela chegou a um nível tal no teste onde nós dois fomos jogados para longe.

    Nergal observa a reação dos dois, e continua.

    - Por este motivo ela necessitou buscar mais conhecimento para continuar o meu treinamento. Mas ela também sentiu o mana branco, que num determinado momento ele reagiu e...

    Ele faz uma pausa se lembrando que ele havia quase matado a amada e quase havia morrido também.

    - Bem... o que eu quero dizer é que eu sou um mago negro e branco. Eu estive pensando desde que Tinafe partiu para sua pesquisa e sim o amor é um sentimento que devemos usar como canalizador para o mana branco e o ódio para a magia negra. Mas existe um sentimento que poderia trazer esse efeito que seria a indiferença. Como na filosofia que me apresentou mestre Fah. - diz apontando para o símbolo na roupa dele. - A dualidade em si demonstra que para que se exista um ponto sua contraparte deve viver nele mesmo. Então acredito que este caminho que fica no meio deva ser o caminho para alguém como eu.

    Nergal continuava a falar sem perceber se os dois acreditavam nele.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Ter Abr 03, 2018 7:02 am

    Nergal observa a reação dos dois

    Mestre Fah continua em sua postura meditativa de sempre, já a jovem, enquanto fala de Tinafe, continua neutra, afinal ela não fazia ideia de quem seria esta mestra e a descrição que faz dos métodos dela também não chegam impressionar; é um procedimento padrão, até onde ela sabe. Mas ela se mostra um pouco menos a vontade quando Nergal expõe suas conclusões.

    - Por este motivo ela necessitou buscar mais conhecimento para continuar o meu treinamento. Mas ela também sentiu o mana branco, que num determinado momento ele reagiu e...

    Ele faz uma pausa se lembrando que ele havia quase matado a amada e quase havia morrido também.

    - Tinafe é uma boa maga. Se ela disse algo, deve saber o que fala. Resta esperar as pesquisas que for fazer.

    - Bem... o que eu quero dizer é que eu sou um mago negro e branco.

    Neste ponto Anemone balança a cabeça, cética. Nergal continua.

    Eu estive pensando desde que Tinafe partiu para sua pesquisa e sim o amor é um sentimento que devemos usar como canalizador para o mana branco e o ódio para a magia negra. Mas existe um sentimento que poderia trazer esse efeito que seria a indiferença. Como na filosofia que me apresentou mestre Fah. - diz apontando para o símbolo na roupa dele. - A dualidade em si demonstra que para que se exista um ponto sua contraparte deve viver nele mesmo. Então acredito que este caminho que fica no meio deva ser o caminho para alguém como eu.

    Mestre Fah dá um grande suspiro, quase doloroso, ao ouvir a palavra "indiferença".

    - Se há um caminho do meio entre o amor e o ódio, terá que descobrir sozinho. Mas lhe garanto que não é a indiferença. Seria mas racional pensarmos no ódio como um "meio-ponto" entre amor e indiferença. A indiferença não canalizaria nada, ela...

    - É um "ANTI-sentimento" - Anemone interrompe o mestre querendo se mostrar intelectual. Mestre Fah pensa por quatro segundo e entra na onda dela.

    - É, talvez a indiferença possa ser a mana negra dos estudos espiritualistas. As regras pra magia às vezes são mais simples para se mover uma montanha do que para se mover um preconceito. A dualidade que falei...

    - É magia residual! - Ela interrompe novamente.

    - Hein?

    - A teoria que usam, as manas residuais de todos os elementos, estão presente em todos os corpos, nap energia latente e potencial não são a mesma coisa. As energias residuais fazem parte de nossa constituição, nap não do dom.

    - Creio que é uma forma que fica mais fácil dos mestres magos descreverem, para nós espiritualistas a alma não se divide em elementos, por isto dizemos sempre que a nossa dualidade não é a mesma que falam os mestres magos.

    - Então, portanto, como seu mestre diz, a reação aos manas brancos e negros não quer dizer que você seja um mago negro e branco. - Fah faz uma expressão tipo "não foi bem isto que eu disse, mas..." - Aliás, se você disse - Ela assume uma postura de professora agora - que sua mestre infundiu mana NEGRO no seu corpo e você reagiu "jogando os dois para longe", então esta reação tem que ser dada pelo elemento OPOSTO, logo ela estava usando mana negro para testar o mana branco, pois você REAGIU, e não CANALIZOU. Sendo assim é um mago branco.

    Os termos técnicos confundem um pouco Nergal, pois Tinafe tinha mesmo dito algo parecido, embora a conclusão das duas seja diferente. Mestre Fah pondera:

    - Bem, a jovem Anemone tinha dado exemplo dos magos do fogo e da água, que segundo os oposistas podem canalizar uma ou outra em momentos diferentes, mas não ambas. Se for capaz de treinar uma ou outra em momentos diferentes, isto já seria algo nunca visto antes.

    Os dois começam debater entre eles, começam falando sobre "lacunas" nas teorias, com Anemone defendendo principalmente que, mesmo que a teoria oposista tenha lacunas, as outras teorias possuem outras piores. Os dois acabam falando em Tareno pois ela se expressa melhor neste idioma, o que deixa Nergal de fora. Eles debatem educadamente, embora fique claro que não estavam dispostos a abdicar de seus pontos pessoais, mestre Fah termina diplomático.

    - Como disse a meu aluno, nossas esferas de conhecimento são diferentes. Por isto deixamos os mestres magos usar a didática própria. Mesmo dentro de nossa própria escola estas diferenças existem. Portanto, Nergal, lembre que as verdades espirituais não invalidam as verdades dos mestres magos, apenas são temas diferentes.

    Anemone aceita a visão diplomática do mestre espiritualista.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Ter Abr 03, 2018 9:48 pm

    Nergal observa os dois enquanto debatiam sem que ele entendesse o que falavam. Então ele descalça as botas para poder tocar diretamente o chão.

    Depois ele começa a se concentrar no fluxo de mana, seu sentimento de frustração por ninguém, exceto Tinafe, acreditar na sua capacidade de usar a magia negra e branca. Ele então deixa o fluxo de mana chegar até os dedos, e faz o caminho inverso.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Ter Abr 10, 2018 9:06 pm

    Nergal sente a energia daquele lugar sagrado; aquilo lhe transmitia boas sensações. Paz, talvez esperança.

    Quando sente a troca do fluxo de energia com ao ambiente, observa um gradual, mas significativo aumento na temperatura da sala, e também as paredes brancas do templo começam a brilhar, emitindo uma luz clara.

    Todos olham para as paredes da sala, mas Nergal parecia mais surpreso que os outros dois. Mestre Konyang Fah parece ter percebido mais rapidamente a influência da magia e explica:

    - Phosmanita. Esta rocha branca da qual é feito o templo, tem propriedade de brilhar e esquentar em contato com magia.

    - O templo é todo feito com phosmanita? É a rocha da Sagrada Montanha e da Grande Biblioteca Helênia. - Acrescenta Anemone.

    - Não totalmente, mas quase. Está certa, é a rocha dos lugares mais sagrados de Ajros, muito usada na arquitetura daquele continente, embora sua extração seja controlada.

    - E conseguiram trazer tijolos de lá para cá o bastante para construir um templo! A phosmanita reage principalmente com mago da luz.

    - Principalmente, mas ela reage com qualquer um dos elementos. Mesmo o toque de um não-mago pode fazê-la aquecer levemente.

    - Sim, mas seu aprendiz deve ter grande poder da magia do ar para interagir assim com o templo.

    - Como foi dito, acreditamos que Nergal seja um wanamko.

    - Que bom que temos o templo como proteção então.

    - Sim, sim. Cremos também que ele poderia se beneficiar de estudos para aprender a canalizar este poder justamente por isto... - O mestre sugere sutilmente.

    - Mm, claro, melhor se pudermos ajudá-lo, antes que aqueles demônios druzu tentem instruí-lo.

    - Podes então instruí-lo?

    - Se estiver a meu alcance... - Ela diz com meio sorriso, como a reconhecer que não tem conhecimento técnico para o processo todo, apenas parte.

    Ele troca poucas palavras, provavelmente de elogio, no idioma dela, depois oferece:

    - E você minha jovem, conheceu o resto do templo além da biblioteca? Eu poderia ajudá-la também?

    - Estive na Nave Sagrada. É bem impressionante o grande acervo artístico que o templo protege! Mas vim mesmo pela biblioteca. Nesta terra de indoutos é uma gota de luz num lago de trevas!

    - Bem, temos várias horas antes das atividades diárias. Sintam-se a vontade em nosso lar! - Mestre Fah faz menção de afastar e deixá-lo se entender com a jovem, mas antes apresenta algo que soa um pouco como um enigma (ou seria apenas um ensinamento retórico?) - Parece que ainda não tens raiva suficiente para o que busca. Haverás de conhecer, só não sei por que a pressa.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Qui Abr 12, 2018 6:57 pm

    Nergal deixa a energia se esvair quando ouve o comentário do mestre espiritualista. E então responde.

    - Não mestre realmente não tenho muita raiva. Nem tanto ao mar nem tanto a arrebentação. Não tenho pressa, apenas controle.

    Ele faz um gesto respeitoso ao mestre Fah quando este se afasta, e então se vira para a jovem.

    - Gostaria de receber sua instrução, mas antes devo apenas fazer um a parte. Sou um seguidor e servo de Lord Piro, portanto não categorizo as pessoas por sua raça, mas por sua índole. Sigo o caminho do justo e não do bem e do mal. Entendeu?

    Nergal estende a mão para a jovem pegando a mão dela. Afastando depois um pouco deixando a palma da mão da jovem para cima e a dele para baixo semi flexionada.

    - Me diga, qual sentimento devo focar para manipular o mana de cura? Compaixão? Amor?

    Então ele começa a se lembrar da humana com quem começou a viagem e depois de Tinafe por quem tinha um carinho imenso.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Ter Abr 17, 2018 6:59 am

    - Segundo a filosofia, o caminho da sabedoria é o caminho do bom, do belo, do justo e do verdadeiro. Muitos magos dizem que a magia do fogo é o caminho do justo, já a magia branca é o caminho do bom e do belo.

    Os dois começam conversar, e vendo que Nergal tinha pouco ou nenhum conhecimento de mundo, Anemone começa falar sobre a história de sua escola. As palavras exatas não foram decoradas, mas o que se guardou do conteúdo foi o seguinte:

    Antes do nascimento dos deuses-filhos, as deusas-mães tinham criado a Igreja Cisne Branco, uma igreja para amenizar as divergências entre a Igreja Central e a Sagrada Conduta, e esta Igreja Cisne Branco se tornou mais influente que a Igreja Central ou a Sagrada Conduta em muitos casos (até aí, isto já era conhecido até em Verda Ero).

    Quando Piro nasceu, Anĝelina quis criar junto com o filho uma escola que superaria em importância até a Igreja Cisne Branco. "Atem" é a palavra em Yrdok pala "fôlego", e então ela criou a Escola Atemense. Esta escola realmente cresceu forte, se tornando a principal em todo Ajros e Fajr-Regno. Humanos, anjos e centauros dos dois continentes, e até de alguns lugares do ocidente passaram a seguir a Atemense.

    Piro demonstrava ter vocação muito mais psico-artística que religiosa, e sendo assim a escola Atemense era mais ligada à magia que à religião, embora a religião ainda fosse forte. Anĝelina porém não via problema nisto, inicialmente. Mesmo ela sendo bem mais religiosa que a irmã (Jara), ter a Atemense com inclinação mágica a separava da Igreja Cisne Branco e fazia a "sua" escola mais forte.

    Magos poderosos foram treinados e magias novas aprendidas e ensinadas. Jara (que para os seguidores de Anĝelina às vezes é considerada uma copiadora) e Tamuz ainda demorariam séculos para criar o Yüksek Kan, e sem o mesmo empenho que Anĝelina tinha criado a Atemense. A escola era um orgulho para a deusa.

    Durante a infância de Piro (e isto são muitas décadas, séculos até) houve em Akaŝa e especialmente na Escola Atemense uma era que os historiadores (pelo menos os historiadores em quem Anemone se baseia) descrevem como de grande paz e abundância, onde todas as pessoas do mundo eram felizes, fora alguns poucos invejosos em se ressentiam com a felicidade alheia, em que não haviam guerras, nem grandes crimes ou sequer grandes pecados. Este período foi chamado de Anos Dourados.

    Durante estes Anos Dourados, Anĝelina estava tão orgulhosa de seu filho que aparecia mais para os mortais ao lado dele, ela usava longos cabelos vermelhos-vivo e até a íris de seus olhos eram vermelhas. Embora Anĝelina seja muito mais pintada como loira, ali naquele templo haviam algumas pinturas dela como ruiva.

    Tudo parecia perfeito, as poucas divergências com a Sagrada Conduta eram justificadas por "uma busca diferente ao conhecimento de magia" (ou desculpas equivalentes). Anĝelina acreditava que, quanto mais seu filho amadurecesse, ele não destruiria a Sagrada Conduta, mas tornaria-a ainda melhor (ou mais poderosa) com a Escola Atemense.

    Entre as muitas curiosidades sobre Piro e sua insaciável busca por desvendar os mistérios da magia, Anemone diz que ele, em alguma parte dos Anos Dourados e talvez até hoje, desenvolveu certo fascínio (na falta de palavra melhor) por sua tia e os poderes dela. Piro é capaz de fazer um eucalipto viver anos no deserto sem água, mas não é capaz de fazer uma simples chuva para molhar uma arvorezinha, e o deus do fogo se "enamorou" da magia da água.

    Entre as curiosidades disto, está o ritual que ele criou para o Grande Lago. Uma ou duas vezes por ano ele reúne magos azuis "voluntários" para perto do Grande Lago em Fajr-Regno, o deus cede boa parte de seu poder para estes magos que então "espontaneamente" transformam a Prana em água e enchem o Grande Lago. Claro que isto não é obrigatório, se quiserem, os magos podem se recusar a transformar este poder e ficar com todo o poder para si mesmos, mas até hoje nenhum deles recusou (claro que o fato de que, se um humano guardasse o poder de um deus no próprio corpo, ele assaria por dentro, não é relevante para o caso, afinal eles tem direito de escolha).

    Os primeiros problemas sérios para seguidores de Anĝelina com a Escola Atemense surgiram por causa dos dogmas alimentares: os centauros eram dispensados de seguir a dieta vegetariana da Sagrada Conduta pois não conseguiriam viver sem carne por causa de seu tamanho e peso, Piro então declarou que qualquer pessoa que estivesse ligada à Atemense poderia ser dispensada de seguir a dieta vegetariana. Anĝelina não gostou desta decisão do filho, divergências começaram surgir, mas pensaram que isto não prejudicaria a escola Atemense.

    Piro tinha sido conquistado pelo sabor da carne e portanto liberou seus seguidores. Por falar em carne, Anĝelina percebeu que seu filho não seguiria também seu exemplo na castidade eterna, por isto conjurou para ele uma esposa, Lilith. Lilith deveria ser uma esposa perfeita e submissa, mas ela acabou não sendo tão submissa como deveria.

    Quando Piro começou mexer com os dogmas sexuais pregados pela Sagrada Conduta, aí a escola Atemense começou ter várias disputas internas e perder seguidores e influência. A primeira atitude de Piro foi mudar os votos matrimoniais de "por toda minha vida" para "até que a morte nos separe".

    Com isto Piro permitiu que viúvos pudessem casar novamente. Os mais conservadores (principalmente os anjos) começaram deixar a escola Atemense e seguir apenas a Sagrada Conduta. Nesta época Anĝelina deixou de usar os olhos e cabelos vermelhos, demonstrando que já não aprovava tanto as decisões "revolucionárias" do filho. Haviam acabados os Anos Dourados, embora a deusa ainda não tenha rompido com a escola Atemense.

    Dos anjos, apenas um defendeu (ou teve coragem de declarar) a atitude de Piro, Uriaal, que tinha sido casado com uma humana. Como anjos vivem muito mais que humanos o casamento entre eles é desencorajado justamente para evitar uma viuvez prolongada. Uriaal defendia novo casamento para viúvos não pela falta de sexo, mas pela necessidade de afeto.

    Apesar de aparentemente esta mudança ser bem específica, alguns teóricos aproveitaram para flexibilizar outros dogmas, como ter que manter a virgindade até o casamento.

    Enquanto isto virava uma reação em cadeia, Piro começava a colecionar romances fora do casamento, a princípio de forma discreta, mas quando se é um deus não faltam humanas e sereias dando em cima de você (e até algumas anjos, embora ninguém fale delas).

    Algumas das decisões equivocadas de Piro foram parcialmente atribuídas à influência de Lilith. Tenham ou não fundamento tais acusações, Lilith passou ser severamente julgada pela escola Atemense e mais ainda pela Sagrada Conduta. Alguns passaram chama-la de "traidora", "prostituta", "corrompida", até por fim "alma caída" que é o mesmo que dizer que ela se tornou uma demônio. O ódio era voltado tanto para ela como para Piro e muitas histórias sobre Lilith ficam obscuras e difícil de separar o que é verdade do que é boato para destruir sua imagem. Muitas pessoas ligadas à Sagrada Conduta buscaram inclusive retirar o nome de Lilith de todos os livros religiosos e de história, e muita gente hoje nem sabe que ela foi a primeira esposa.

    Anĝelina acabou conjurando outra esposa para Piro, uma "alma nova"* mais submissa, e mandado que Piro deixar Lilith. Porém ele não quis deixar a primeira esposa, cuja personalidade personalidade forte o tinha conquistado.

    * Alma nova
    Spoiler:
    Anemone explica o termo como tendo sido criada do zero apenas com Prana, não fica claro a diferença entre a criação desta nova esposa e de Lilith, que também não era uma reencanada, portanto também tinha sido criada do zero, mas aparentemente Lilith tinha recebido fluídos (não se sabe se mágicos, espirituais ou ambos) do ambiente que a permitiram ter personalidade mais "própria", por isto ela não ser uma mulher totalmente submissa.

    Com tudo isto, Piro declara que, pelo menos em Fajr-Regno, os cidadães poderiam acreditar ou não nos dogmas que achassem melhor (com algumas exceções, por exemplo, o aborto continua sendo crime grave onde podem ser condenados à morte a mulher que abortou e todos que ajudaram ou influenciaram; estupro também continua sendo punido com morte, prisão perpétua ou castração; mas relações sexuais consentidas passaram a ser muito mais liberais). Claro que isto significa rompimento total com a Sagrada Conduta e portanto com tudo que Anĝelina pregava, e desde então a Escola Atemense se tornou uma escola apenas mágica e vem decaindo cada vez mais.

    Como Piro não tinha deixado Lilith como Anĝelina mandou, ele se tornou polígamo, e suas conquistas não eram mais discretas. Ele mantem relações sexuais com praticamente qualquer fêmea bonita que o deseje, humanas, sereias, anjos (segundo as más línguas, até centaurinas), independente de serem casadas ou não. Em muitos lugares de Fajr-Regno, ser amante do deus é algo tão valorizado que até os maridos se sentem honrados quando suas esposas se tornam amantes de Piro.

    E o golpe final que Piro deu as tradições, foi começar a ter amantes entre as demônios e a dar à raça demoníaca direitos que antes eram só das outras raças superiores. Esta é uma das atitudes que os historiadores tem quase certeza que Lilith influenciou, ela se tornou muito amiga de pelo menos duas esposas demônio de seu marido. Vale lembrar que para alguns, Lilith neste momento já podia ser considerada uma demônio também, mas não há unanimidade sobre isto.

    Embora os demônios tenham ganhado inclusive o direito de participar da Escola Atemense, como é uma escola de fogo e magia do ar eles não tem interesse nela. Os anjos também abandonaram a escola (talvez ainda exista duas duzias em toda a escola, se muito) e os centauros a seguem apenas por tradição, mas também são poucos. Sendo assim a escola Atemense é uma escola praticamente só de humanos e quase só procurada por humanos que tenham algum dom mágico. As tradições também são meio divididas, alguns membros tentam manter algumas tradições de Anĝelina, outros tentam manter mais as de Piro e há um grande número de ateus na escola, muito mais da metade dos membros.

    Em Ajros, sobraram apenas dois templos-escola ligados aos Atemenses, os demais foram destruídos ou abandonados, mesmo em Fajr-Regno a maioria foi abandonada. E esta é a história básica.

    - Me diga, qual sentimento devo focar para manipular o mana de cura? Compaixão? Amor?

    - O amor é a mãe de todas as virtudes, assim como o orgulho é o pai de todos os vícios. Focar-se no amor é sempre o melhor, o problema é: "O que é o amor?"

    Nem os maiores mestres conhecem o amor verdadeiro, e ele é confundido com tanta coisa. Até vícios como ciúme são considerados amor. Atração sexual é considerada amor, mas não deveriam ser.

    Portanto foque em qualquer sentimento bom que possa ter pelo alvo de cura, seja compaixão, amizade, ou mesmo piedade. Deseje verdadeiramente que ele melhore, independente do nome que dê a isto. Se quiser chamar de "amor", chame. Mas a verdade é que só os deuses poderão saber se é ou não amor.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Qui Abr 19, 2018 3:01 pm

    Nergal fica abismado com toda a história de Lorde Piro e da Escola Atemense. Era muita informação histórica que ele recebia, mas se manteve calado quando ela não havia falado sobre Ratzael.

    - O amor é a mãe de todas as virtudes, assim como o orgulho é o pai de todos os vícios. Focar-se no amor é sempre o melhor, o problema é: "O que é o amor?"

    Nem os maiores mestres conhecem o amor verdadeiro, e ele é confundido com tanta coisa. Até vícios como ciúme são considerados amor. Atração sexual é considerada amor, mas não deveriam ser.

    Portanto foque em qualquer sentimento bom que possa ter pelo alvo de cura, seja compaixão, amizade, ou mesmo piedade. Deseje verdadeiramente que ele melhore, independente do nome que dê a isto. Se quiser chamar de "amor", chame. Mas a verdade é que só os deuses poderão saber se é ou não amor.

    Ele acena com a cabeça afirmativamente entendendo o que a jovem havia lhe falado. Ele então começa a focar em pensamentos bons, tentava lembrar-se dos momentos felizes. Ainda em Verda Ero, quando estava com sua família. Sua mãe e irmãos. Ele começava a sentir bem com a recordação daqueles dias e começava a sentir o fluxo de energia similar as ondas do raio branco que o acertara percorrerem pelos seus chackras.

    Porém a mente, seja ela a humana ou a angelical talvez até mesmo a demoníaca ou demais raças, é uma armadilha traiçoeira. Que faz com que Nergal se lembre da destruição de Verda Ero o que lhe trás uma onda de ódio...

    - Não... não estou conseguindo controlar... A... aju... da...
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Sex Abr 20, 2018 10:04 pm

    Nergal sente como se fosse desmaiar, sua visão fica turva ele se sente caindo ou sendo puxado antes de perder os sentidos.

    Logo em seguida tem flashes de visões (?) em um lugar escuro, bem diferente do templo. Imagens borradas de grandes asas perto da parede (de anjos? anjos-negros?) Ele se move incertamente pelo ambiente, tudo está nublado.

    Ele "cochila" por uns segundos (?) depois visões voltam, um pouco mais claras. Novamente as asas, algumas parecem ter sido cortadas, outras parecem ainda estar em seus donos, estes amarrados na parede. Nergal não enxerga bem, mas estava num lugar onde pessoas tinham sido torturadas, isto parecia clara. Ele consegue andar, mas sem sentir o próprio corpo, como se estivesse num sonho.

    Sons desconexos, Nergal fecha os olhos para se concentrar, aos poucos vai distinguindo palavras em Moloke.

    Ao abrir os olhos, percebe vultos. Tudo ali parecia sombras, duas "pessoas" conversando, outras "pessoas" chorando, o corredor e até alguns móveis. A única coisa que parecia sólida era a parede. Ele escuta:

    - Há alguma coisa chegando!

    - Alguma "coisa"?

    - Não sei, parece outra presença por aqui.

    - Mmm, parece que "invocamos" algo...


    Ao que parece, aqueles vultos também não podiam ve-lo ali, mas pareciam pressenti-lo.

    - (palavras sem sentido) ... do mestre.

    - Sim, o mestre deve estar chamando, fique atento.

    - Mas ele caiu em uma armadilha do mestre ou nós que caímos na armadilha?

    - Concentre-se. Seja o que for, temos que estar preparados.


    Eles concentram, as sombras diminuem mas todo ainda está escuro. Nergal podia andar por ali, mas quando andava o espaço parecia ficar maior. Consegue "ver" a silhueta dos dois vultos, eram seres com chifres, provavelmente demônios, o lugar cheira a mofo e parece não ter janelas.

    - ...Energia negra...
    - ...sim, forte agora...


    Sorrisos maliciosos

    Os dois aproximam, mas parecem tatear no ar, como se ainda não tivessem lhe visto.

    - Ades ficará satisfeito...

    Spoiler:
    Ok, vamos soltar o Jekyll Evil or Very Mad depois de postar, role D12
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    Re: A cidade de Dafodil

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      Data/hora atual: Sab Out 20, 2018 9:08 pm