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    A cidade de Dafodil

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    Kether
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Seg 23 Abr 2018 - 16:23




    Nergal ainda confuso, não sabe se ele estava num sonho ou se estava de fato naquele lugar por meio da magia. Ele então repara que não estava sozinho, haviam outras criaturas ali, prisioneiros e carcereiros. E parecia que dois destes últimos sentiam a sua presença, ou seria a presença de outra pessoa que ele havia se conectado? Ele não sabia, mas seu instinto de sobrevivência dizia que ele não deveria ficar naquele lugar.

    - Ades ficará satisfeito...

    Um frio percorreu-lhe a espinha ao ouvir o nome da Divindade Maligna. Será que ele estava nos domínios de Ades? Ele então tenta se distanciar dos servos de Ades, parecia que eles sentiam a energia negra...

    "Não use sua magia branca para curar demônios, ela fará exatamente o contrário." Lembrou-se Nergal do que Tinaffe havia lhe falado quando ele pensou em usar sua magia para curá-la. "Sentimentos bons, puros... É nisso que eu tenho de me concentrar."

    Foi exatamente tentando se concentrar no mana branco que o fez chegar até ali, ele não conseguiu e o ódio o tomou conta. A frustração começava a surgir e ele logo trata de mudar seu pensamento para outros sentimentos. Tinaffe... sim, aquela demônio por quem ele havia se apaixonado. Ela seria a sua salvação.

    "Envolta pela luz branca..." Foi a resposta de Nergal quando ela havia perguntado qual energia ele sentia quando se lembrava dela. Amor era o que ele sentia? Até então ele não sabia. Mas a necessidade de estar com ela, protegê-la, mantê-la segura e viver ao seu lado, era um sentimento que permeava seu o chackra do coração.

    off:




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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Seg 23 Abr 2018 - 20:01

    off:
    Droga, nem demorou

    Ao poucos o ambiente umbralino vai se desfazendo, as sombras virando sombras.

    A luz vai mudando novamente, a ambiente ficando mais claro. Nergal demora um pouco se adaptar mas percebe que não estava mais naquele lugar, embora também não parecia ter voltado ao templo. Sua mente estava confusa.

    Abre os olhos e se percebe num lugar mais claro, e também sentia o peso do próprio corpo, isto era bom. Ao se acostumar com a luz percebe outra pessoa perto. Era uma senhora, ela espera ele despertar.



    - Parece que alguém dormiu como um anjo.

    Nergal se senta, estava deitado num tipo de divã, em alguma sala sabe-se-lá-onde, o ambiente em volta não diz muita coisa, havia incenso queimando em algum lugar, uma mesa no fundo com várias coisas de vidraria. Pelo menos a senhora não parecia apresentar perigo.

    - Está de volta em Dafodil.

    - Minha garganta... - Nergal sente arranhar um pouco e um gosto não muito bom.

    - Devem ter enfiado algo para você comer.

    - O que... aconteceu?

    - Dissociação. Parece que sua mente foi passear para longe de seu corpo.

    Sua mente... aos poucos o raciocínio vai normalizando.

    - Quanto tempo fiquei fora?

    Ela olha algumas garrafas no fundo da mesa, Nergal percebe cinco com um líquido verde embaixo de um amarelo e outra com as cores ao contrário.

    - Cinco horas. Foi um bom passeio?

    "Passeio? Longe disto!" - Pensa.

    - E onde estou?

    - Numa cabana em Nhafah, pediram para dar uma olhada em você.

    - Não estou entendendo!

    - Falaram que você é um wanamko. - "Novamente isto?" - Bem, a dissociação não é algo simples de fazer. Para se conseguir por vontade própria é preciso muito treino. E para forçar outro é preciso muito poder. No seu caso eu poderia dizer que "magia chama magia". Você simplesmente apagou no templo e Konyang não conseguiu rastrear sua mente. Portanto deduzimos que não entrou no estado por vontade própria, aliás disseram que até assustou a mocinha que estava perto. Só podemos deduzir então que você foi "chamado" para outro lugar. Mas só você pode nos contar onde foi.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Qua 25 Abr 2018 - 19:14


    Nergal corre os olhos pelo lugar onde ele estava e não consegue maiores detalhes, era apenas um quarto. Ele troca algumas palavras com a anciã, que deveria ter sido bela nos dias da sua juventude. Quando por fim ela toca no nome da jovem que deveria lhe ensinar a dominar a mana branca e quando ela diz que a jovem havia se assustado com o que ocorrera, o fez sorrir em silêncio e depois ele acena afirmativamente com a cabeça como quem compreende o que ela falava.

    Ele pondera por alguns segundos, mas a postura da anciã remove toda a possibilidade de fazer algum comentário jocoso. Então ele assume uma postura mais séria, ou até mesmo preocupada.

    - Como posso explicar. Minha mestra Tinaffe já havia me falado e o mesmo fora reforçado pela jovem tutora da Escola Atemense de que o mana branco deve ser manipulado enquanto o mago tem sentimentos bons sobre tudo o Amor. Então busquei em minhas memórias lembranças de um tempo onde eu vivia bons sentimentos. Ou seja, minha terra natal. Até então tudo estava fluindo bem, eu sentia o mana branco percorrendo os meridianos até as pontas dos dedos. Sentia também os meus chakras com este mana.

    Ele para e olha para as próprias mãos.

    - Mas as lembras mais fortes de minha terra natal são as últimas, e elas não me trazem bons sentimentos. Apenas ódio, ira e desejo de vingança. E então o mana negro passou a sobrepujar todo o trabalho que estava fazendo em reunir mana branco. E neste momento eu perdi minha consciência pela primeira vez.

    Ele volta a olhar para a anciã, mais por reflexo ou era o que ele pensava, mas também podia ser em busca de um olhar crédulo ou de aceitação da realidade.

    - Quando eu comecei a recuperar meus sentidos eu estava num lugar que parece com as descrições das histórias que falam do inferno. Lá havia muitos seres aprisionados. Mas esta não foi a primeira vez que eu vi isto. Quando estava treinando com Tinaffe, enquanto testávamos meu corpo com a manipulação do mana negro, eu já havia visto este lugar, mas pareciam ser lembranças de alguém. Desta vez foi diferente, eu estava lá. Eu estava consciente de que eu estava de fato ali. Haviam além das criaturas aprisionadas, dois guardas... Eles sentiram a minha presença, mas ficaram temerosos num primeiro momento.


    Ele faz uma pausa buscando mais na memória.

    - Eles acharam que aquilo poderia ser uma armadilha para eles, num primeiro momento. Mas depois eles começaram a me procurar, pareciam não conseguir me ver mas sentiam o mana negro que eu emanava ou que emanava do local onde eu estava, e eles usaram isso como uma bússola. Eu então comecei a me concentrar, me concentrar em sentimentos bons, mas desta vez usei um ensinamento de minha mestra. E com este foco eu acredito que consegui sair de lá. Pois perdi a consciência novamente. Mas momentos antes de apagar eu ouvi eles falarem se aproximando de onde eu estava. "Ades ficará satisfeito".

    Ele olha para o teto, depois para a anciã.

    - E então a vi na minha frente. A propósito, meu nome é Nergal.

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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Qua 25 Abr 2018 - 20:16

    A anciã ouve com paciência e aparentemente com simpatia.

    - Certo... Quando um mago desperta um dom, e depois desperta outro, um elemento não treinado pode assumir o controle de outro. No seu caso você despertou dois de uma vez, o que é raro, mas acontece com wananki. Controlar memórias não é fácil, e por isto lhe mandaram para mim, sou uma mestre espiritualista, como Konyang. Já sabia seu nome e que era neófito de Tinafe, a propósito me chamo Gáila, estava esperando você se situar para me apresentar.

    Ela para pára pensar um pouco e diz:

    - Não é totalmente raro "roubar" memórias de outros magos em alguns rituais que visam ou exigem algumas ligações. Tinafe certamente sabia que isto poderia acontecer, só não sei se era objetivo dela levar a este resultado. Mas isto não importa a mim, sou espiritualista, não maga. Não posso afirmar também se sua dissociação o levou ou mesmo fez vislumbrar algum lugar no inferno ou se era um lugar no plano material mesmo. A segunda hipótese é mais provável, e a primeira seria não só difícil, mas também catastrófica.

    Se os tais guardas não conseguiram lhe ver, é porque sua alma estava longe de seu corpo, o que é mais um motivo para acreditar que não foi para outro plano, embora não seja de todo impossível. Eles perceberam sua alma, ou sua aura, não apeguemos a termos agora, mas não viram seu corpo e não foram capazes também de aprisionar seu corpo espiritual.


    Gaíla faz uma pausa, e Nergal pressente que não gostaria do que iria ouvir.

    - O templo de Piro tem em sua estrutura, intra e exo, uma série grande de proteções mágicas, mas a dois poréns, o primeiro é que nem mesmo estas proteções são invioláveis, o segundo é que, como o templo é um grande centro para a Cour des Miracles, a concentração de mana negro é bem alta, e isto em si é uma armadilha para magos mal intencionados e até pequenas armadilhas para magos bem intencionados, mas desatentos. Porém - Nergal arrepia as penas ao ouvir "porém" - acredito - o tom de "acredito" parece ser cuidadoso DEMAIS, como uma quase certeza que tenta não eliminar uma esperança duvidosa - que seu estado dissociativo não se deu apenas por vontade, ainda que inconsciente, sua. Mesmo tento grande poder mágico, o poder espiritual necessário deveria ser maior mesmo que as capacidades de um wananko. É possível que "algo" tenha lhe ajudado a ir para onde foi. Com que propósito teríamos que descobrir.

    Pausa.

    - Bem, se quiser falar mais sobre isto, fique a vontade. Mas se achar que deve falar apenas com sua mestra maga, eu entenderei e não me sentirei menosprezada.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Qua 25 Abr 2018 - 21:51


    Nergal fica ainda mais preocupado com o aviso que a mestra lhe dera. E enfim reparou que não era da Atemense de quem ela falara mas de um mestre espiritual.

    - Konyang é um mestre espirutalista? Mas só conheci Mestre Fah. Pensei que falava da jovem Atemense que me ensinava a manipular a mana branca. Mas não consigo me lembrar do nome dela...

    Ele dá de ombros e volta a falar.

    - Não tenho problemas em conversar sobre isso com a senhora. Mas Mestra Gáila, sempre ouço falar que magos não devem se envolver... ser parceiros... Se é que a senhora me entende...

    Ele ruboriza.

    - Eu tenho muito infundido em mim do mana negro e da energia de Tina... minha mestra. Seja do teste como deste envolvimento. Será que isso pode ter algo a ver com o que aconteceu ou ser esta minha visão algo que acontecia com ela? Sem contar que ela foi o foco para que eu retornasse.

    Ele para mais um tempo refletindo em tudo o que a anciã falara.

    - Espero que Tinafe esteja a salvo... Mas se era um lugar neste Plano e não seja uma visão... Eles falaram em Ades... Será que eu fui pego por um efeito da Necrópole? Se for isso, talvez a Corte deva ser avisada de que eles estão sondando o Templo de Piro e talvez possuam um poder de aprisionar os espíritos ou corpo etéreo de um mago para quem sabe ter o controle do corpo deste mago como se fosse uma marionete. E de alguma forma as barreiras de defesa do Templo podem estar enfraquecidas...

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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Qui 26 Abr 2018 - 22:00

    - Fah é o sobrenome de Konyang.

    - Ah, tá! - Nergal se lembra que o mestre espiritualista tinha lhe dito o nome completo uma única vez. Mas não importava, pelo menos estava entre amigos de novo.

    - Não tenho problemas em conversar sobre isso com a senhora. Mas Mestra Gáila, sempre ouço falar que magos não devem se envolver... ser parceiros... Se é que a senhora me entende...

    - Sexualmente. Só porque sou velha as pessoas têm medo de falar honestamente. Ora! Não sou mestra na Sagrada Conduta e não estamos num confessionário. Sabe, vocês jovens não deveriam pensar em nós, velhos, como "apesar da idade dela" e sim como "graças à idade dela".

    (pausa)

    - Não há uma proibição formal entre mestres magos, como há com mestres espiritualistas, portanto não tenha ideias galanteadoras comigo. Há apenas conselhos de pessoas mais experientes que já viram uma maior probabilidade de desastre que de acertos. É como um conselho tipo: "Não se apegue a uma demônio, pois demônios não são de se apagar facilmente." Tinafe já lhe disse algo parecido?

    (pausa, não muito longa, mas também não breve para que tivesse tempo para lembrar sobre)

    - Nem todo caminho deve ser seguido só por ser mais fácil, por outro lado, correr perigos desnecessários é assinar uma confissão de idiota. Relacionar-se sexualmente com um mestre mago não é problema, o problema é que um relacionamento mais íntimo leva a atritos, e quando se começa ter atritos com seu mestre, se começa a afrouxar o compromisso com o aprendizado, e isto leva a problemas cada vez piores.

    Como seria um treino de vocês se estivessem contaminados por ciúmes? E se tivessem contaminados por mágoas? Basta um dia em que ambos não acordem muito bem, para que se firam de forma grave.


    (pausa)

    - Por isto mestres do Adul Genáh sempre começam com: "você tem certeza que está maduro para este relacionamento?"

    Ele ruboriza.

    - Eu tenho muito infundido em mim do mana negro e da energia de Tina... minha mestra. Seja do teste como deste envolvimento. Será que isso pode ter algo a ver com o que aconteceu ou ser esta minha visão algo que acontecia com ela? Sem contar que ela foi o foco para que eu retornasse.

    Mestra Gaíla não perdoa a pequena falha de Nergal.

    - Por que esta formalidade? A conhece a apenas um dia e já tem receio de falar o nome dela?

    - Não!... é só que...

    Gaíla não o deixa explicar.

    - O relacionamento de vocês diz respeito apenas a vocês. Não cabe a mim ou qualquer outra pessoa interferir. Como mestra espiritualista não me interessam os detalhes sobre os prazeres e problemas pessoais que passam ter, apenas que tenha CONSCIÊNCIA sobre o relacionamento, pois isto sim é importante. Se quiser te-la como mestra e amante é uma escolha e um direito de vocês, e também é bom que uma relação não prejudique a outra, mas não deve mentir para si mesmo, acreditando que os papeis não irão se sobrepor.

    Nergal não sabia se estava totalmente confortável com a forma que a nova mestra ensinava, mas de fato a formalidade e a informalidade eram coisas ainda difíceis de assimilar naquela profundidade.

    - Mas uma dissociação não é uma visão. A energia dela não é mais dela quando passa a ser sua. Tinafe ou outros podem lhe ajudar, podem lhe atrapalhar, mas o que quer que tenha acontecido foi causado por sua energia. Sua alma está ligada a seu corpo por sua mente, mas por mais que você precise dos três, sua alma ainda é o mais importante, e a dissociação é justamente um, chamemos de "afrouxamento", da ligação entre sua alma e seu corpo.

    O que sua alma viu, aconteceu em algum lugar. Talvez nem tudo tenha sido claro, a mente pode pregar algumas peças, mas algo aconteceu e não foi uma memória compartilhada. E pelo que sei de Tinafe, também não seria algo da influência dela. Ela pode ser exigente como mestra e lhe passar uma prova difícil, mas não creio que ela seria irresponsável de induzir-lhe um estado instável sem conhecimento.

    Se o vínculo entre vocês o ajudou sair da dissociação, isto é bom, mas o trabalho foi da sua mente, o trabalho de Tinafe foi ter fortalecido sua mente antes.


    - Espero que Tinafe esteja a salvo... Mas se era um lugar neste Plano e não seja uma visão... Eles falaram em Ades... Será que eu fui pego por um efeito da Necrópole? Se for isso, talvez a Corte deva ser avisada de que eles estão sondando o Templo de Piro e talvez possuam um poder de aprisionar os espíritos ou corpo etéreo de um mago para quem sabe ter o controle do corpo deste mago como se fosse uma marionete. E de alguma forma as barreiras de defesa do Templo podem estar enfraquecidas...

    - Ades, apesar de todos os seus erros, continua sendo poderoso e não devemos subestimá-lo. Tentar aprisionar almas ou mentes é bem algo que ele não teria receio de tentar, pois sua busca de poder não se limita por escrúpulos. Mas entenda, o que quer que lhe atingiu, não tinha o templo como alvo.

    TALVEZ em sua falta de controle você tenha manifestado uma onda forte o bastante para algum pau mandado de Ades captar, mesmo que eles não lhe conheçam. TALVEZ o contrário, Ades pode ter mandado pelo ar alguma onda forte que você, por ser wananko captou, ainda que não tenha sido direcionada a você. TALVEZ sua alma simplesmente precisou ou mesmo quis dar uma volta e acabou caindo naquela sala por simples afinidade com a mana negra, como uma magnetita vai puxar um prego, independente disto ser ou não bom. Seja como for, foi o seu poder que foi atraído ou que atraiu o poder de outra pessoa.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Dom 29 Abr 2018 - 22:18

    Nergal ficou em silêncio apenas assentiu com a cabeça. Ele não tinha ideia do que poderia ter acontecido, era por demais inexperiente. 

    - E agora, o que eu faço?
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Dom 6 Maio 2018 - 17:45

    - E agora, o que eu faço?

    Gaíla sorri:

    - Professores tem sempre uma única resposta: Estude!

    Deve ser frustrante, saber que possui poder e não ter controle. Mas há bons mestres na Corte. Não podemos agir sem saber quem ou o que te ajudou a entrar em dissociação, mas podemos ajudar a evitar que caia em novas armadilhas. O fato de ter voltado por si mesmo sem treinamento já é um bom sinal, você poderia ter tido problemas maiores.


    Gaíla aparece com um copo de algo branco leitoso. "- Tome isto!" Nergal bebe, o gosto é entre o aguado e doce, não chega ser ruim embora não fosse agradável.

    - Obrigado, o que é isto?

    - Uma bebida energética feita a base de semen de touro.

    Nergal tem uma crise de tosse, Gaíla de riso.

    - Estou brincando. Mas você deveria perguntar o que era ANTES de beber. Como aceita algo que não sabe o que é de alguém que conhece pouco?

    - Era um teste então, mestra?

    - Não era um teste, mas nós, mestres espiritualistas, nunca perdemos a chance de ensinar algo. Aposto que lembrará de mim quando lhe oferecerem algo.

    Nergal tinha ouvido, em Verda Ero, boatos de que seguidores de Piro eram meio doidos. Ele começa acreditar que estes boatos eram bem fundados.

    - Esta é uma poção básica para fortalecer a mana branca, feita com orquídeas do ar. Não tem semen de touro (pelo menos eu acho que não neste copo). É uma composição fácil de fazer e ajuda liberar nódulos de energia em novatos.

    Mestra Gaíla inicia um momento de meditação, acendendo incenso de zirve. Ela diz para não usar estes incensos perto de Tinafe, a zirve era uma planta conhecida por ser tóxica para demônios, por isto muito procurada. Passa instruções e prática para meditar nos tempos livres também, recomendando que se abstenha de álcool, fumo e carne vermelha, se possível qualquer outra carne que não venha da água pelos próximos dias.

    Os anjos-negros não tinham regras de dieta tão rígidas como os anjos-brancos, bebiam álcool moderadamente e raramente usavam drogas psicodélicas, além disto Nergal jamais fumou, mesmo não sendo adepto de Anĝelina seria uma estupidez muito grande alguém que depende do ar para voar fumar. Portanto não seria um sacrifício muito grande.

    Depois de mais um tempo conversando com a mestra espiritualista, Nergal volta à estalagem. Reikon e seus homens estavam voltando para Akvlando e as garotas e também Voorhees iriam partir com eles em busca de um lugar melhor (Serrote continuava tentando conquistar Lobo, ainda sem sucesso, mas era bem persistente). Só Azrael preferiu não acompanhar o grupo. Como meio-demônio ele ouviu que poderia ter mais sucesso em Fajr-Regno, pois o continente garantia mais direitos a demônios, além disto Azrael tinha conseguido ajuda de um homem ligado à Corte dos Milagres, e parece que suas antigas asas, cortadas quando era escravo, estavam voltando a crescer.

    Quione e Malak não tinham sido vistos desde que entraram em Dafodil. Apesar de Nergal ter ficado pouco tempo com o grupo, entre as despedidas, eles deixam com o anjo-negro uma pequena parte dos espólios que conseguiram com os demônios derrubados, afinal ele ajudou "um pouco" também.

    Ele resolve ficar mais uns dias na estalagem até resolver o que fazer da vida. A estalajadeira o tratava bem, e Nergal percebeu que tinha sido muito generoso com aquela moeda de ouro, que agora sabia que 1ЖЖ vale 25Ж e não 10Ж como pensava. Nergal teria que aprender um pouco mais sobre valores se quisesse sobreviver ali. Ainda tinha algumas joias e moedas que não sabia avaliar e teria que ver isto, resolve então dar umas espiadas em vendedores na região, começa perguntando sobre algumas gemas soltas que tinha, que talvez não valessem muito, mas eram de cores diversas, alguma deveria ter algum valor.

    A primeira tentativa ele pega uma referência com a estalajadeira que lhe indica a única loja de joias relativamente confiável que ela conhece.

    Loja 1:
    (off) não costumo contar, mas os R.Oc. aqui deram muito interessante.


    A vendedora diz chamar-se Natércia, tanto ela como sua joalheria (aparentemente uma das melhores da cidade) parecem dar um ar de mistério. Apesar de Dafodil ter pessoas de todas as cores, negras como ela ainda se destacam, embora loiros de olhos claros também sejam raros e se destaquem.

    Nergal pede a Natércia para avaliar as gemas, ela faz isto demoradamente.

    - Interessante...

    Nergal espera ela dizer algo, mas acaba não aguentando a espera e fala:

    - São interessantes? Então valem muito?

    - Algumas.

    - ...

    - ...

    - Pode me falar algo mais sobre elas?

    - Possivelmente. Quer vendê-las?

    - Bom, isto passou pela minha cabeça quando pedi para avaliá-las.

    - São gemas bem diferentes: safira, demantoide, ágata, berilo, axinita. Eu poderia oferecer... hmmm... talvez... 39ЖЖ pelo conjunto. Mas diga, por que quer vendê-las?

    No dia seguinte Nergal pensa se talvez poderia pedir alguma ajuda a alguém ligada à Corte dos Milagres, afinal era o único contato que tinha na cidade. Não havia comércio dentro do templo, mas em seus pulos ele escuta que talvez alguém na Torre do Alquimista possa ajudar.

    Aparentemente a torre é mais vigiada que o templo, mas com a insignia que mestre Fah lhe deu ele consegue pelo menos passar a primeira porta. Lá um rapaz pergunta o que ele quer.

    - Poderia falar com O Alquimista? - Nergal imagina que sendo a Torre do Alquimista, aquela poderia ser uma resposta válida.

    - Depende... Quem é você e o que quer?

    - Sou um aluno da Cour des Miracles e... queria ver se ele poderia me esclarecer algumas dúvidas. - Nergal mostra novamente a insignia do mestre.

    - Mm, vai precisar de muito mais dessas para falar com O Alquimista. Mas você veio procurar O Alquimista ou um alquimista?

    Era óbvio que Nergal teria que se contentar com um, mas aquilo já dizia alguma coisa sobre como funcionava as coisas ali.

    Loja 2:


    O alquimista disponível era velho e não muito alto, não parecia das pessoas mais animadas do mundo também, mas Nergal se apresenta e mostra as gemas, o alquimista se chama Tiery. Ele avalia as pedras.

    - Hm, por que você acha que nós estaríamos interessados em comprar estas pedras?

    - Não são de boa qualidade?

    - Duas, talvez três delas. Mas por que acha que temos interesse?

    - Não conheço nada da cidade, a não ser alguns membros da Cour des Miracles, e pensei que alquimistas seriam o tipo que se interessam por gemas.

    - Mestre Fah quem disse para procurar a Torre? - Obviamente ele reconhecia a insignia como sendo de Fah.

    - Não, foi uma ideia pessoal. Como disse, apenas achei que um alquimista poderia avaliá-las bem, e quem sabe ter interesse em comprá-las.

    - Talvez eu conheça alguém que conheça alguém que interesse. - Ele dá uma última olhada nelas - Estas duas tem valor, as outras não muito.

    Depois desta, Nergal pergunta à estalajadeira se ela não conhecia outra loja, talvez não tão segura como a primeira, mas quem sabe desse sorte, afinal ainda não tinha coisa muito melhor para fazer.

    Loja 3:


    Conhecendo um pouco mais a cidade, Nergal acaba na "Pérolas de Jara". A loja tinha algumas joias e algumas roubas e acessórios que pareciam relativamente acima da média daquele lugar. Estava perto do porto e Nergal percebe que tinha que passar por três portões antes de chegar na loja. Um homem de meia-idade que estava cuidadosamente alisando o bigode recebe Nergal.

    - Ora! Olá jovem Guardião!

    O vendedor diz se chamar Parl, ou Palo, ou algo parecido, sua pronúncia era difícil de compreender. Nergal lhe mostra as gemas.

    - Mm, deve estar querendo preparar uma joia para a jovem namorada! - Ele dá meio-sorriso.

    - Não, queria apenas avaliá-las.

    - Para fazer uma joia?

    - Não, para vendê-las.

    Parl (ou Palo) não parece tão animado.

    - Parecem boas. Mas por que vender? Não prefere comprar? Ah, talvez eu tenha sido deselegante falando em namorada! Deveria ter dito esposa. Certamente tens uma bela esposa. Tenho certeza que posso preparar estas pedras em algo especial para ela. Ou tenho uma ampla variedade de outras coisas que podem interessar. Acredite, sou melhor para vender que para comprar, e certamente você é melhor para comprar que para vender!

    Nergal insiste na avaliação, Palo (ou Pral) coloca os óculos, num momento ele pede um segundo e fala algo num idioma qualquer, Nergal observa um cachorro de grande porte aparecer do fundo da loja e Palr faz sinal para um "possível cliente" que tinha entrado, o cachorro vigia o cliente que sai rapidinho.

    - Aqui todo cuidado é pouco. Bom, quanto gostaria pelas pedras?

    - Mas eu queria saber justamente quanto você me pagaria por eles.

    - Isto é um problema, jovem Guardião, se você não sabe quanto vale o que tem, como vender? Gemas soltas não valem tanto quanto joias. Eu conheço o que valem os meus produtos, mas se fosse lhe comprar, obviamente teria que oferecer só o valor "duro", sem levar em conta as "possibilidades"...

    Aquilo poderia dar pano pra manga, Nergal lembra do primeiro preço sugerido por Natércia e arrisca:

    - O que me diz de 43ЖЖ?

    O vendedor não faz cara de quem tenha gostado. Começa fazer umas contas. Muitas, muitas contas. Olha e reolha as pedras.

    - Não posso dar tanto. No máximo 28ЖЖ por todas. Poderia conseguir 30ЖЖ se tivesse em vista alguém interessado em alguma joia específica que eu pudesse fazer com elas, mas nem com muita sorte você conseguiria mais de 32ЖЖ por elas, isto num mercado mais especializado do que temos aqui na ilha.

    Por fim Nergal resolve procurar o mercado da praça da cidade. Não acreditava que pudesse ter mais sorte ali que nos outros lugares, mas mal não fazia né?

    Mercadão:


    A vendedora diz ser conhecida como "Preciosa". Nergal pergunta se ela pode avaliar as gemas.

    - Talvez! Posso avaliar por 10 kons.

    - Só para avaliar? Mas a avaliação não devia ser de graça?

    - Ma'bah! E por que eu faria um trabalho de graça? Não pensei que os anjos podiam explorar mulheres pobres como eu.

    - Se tiver interesse em comprar e eu interesse em vender a avaliação não seria trabalho e sim a venda!

    - Pensei que poderia ser mais generoso! Avalio por 5Ж, o preço de prato de carne para uma pobre mãe de família.

    Sua voz soa quase chorosa no final, mas Nergal tem lá suas dúvidas se ela seria mesmo uma "pobre mãe de família", e também acha que ela não conseguiria comer 5Ж de churrasco, mesmo dividindo com um filho. Mesmo se não aceitar o preço dela, ela olhará rapidamente as joias e dirá que não pode comprar as gemas, a não ser as duas de menor valor, mas se quiser mesmo vender ela sabe quem compraria, mas teria que pagar a comissão já que não pagou a avaliação.

    Neste meio tempo, Nergal tinha pego sua armadura, agora mais escura. De perto ficou parecendo um tabuleiro de xadrez com escamas claras e escuras intercaladas. Como o armeiro lhe disse, ele não poderia se esconder mais na neve, mas ali não tinha neve mesmo, e ela ficaria menos visível no escuro, que era uma camuflagem até melhor.

    Anemone tinha sumido desde que Nergal deu pane no templo, mas ele é apresentado para outra mulher que trabalhava pata a Escola Atemense, Latifa. Latifa estava ajudando com alguns feridos no pátio do templo, e embora não fosse a pessoa mais simpática do mundo, ela deixa Nergal observar-lhe para aprender algo. Ela o põe para limpar e fazer assepsia dos ferimentos, drenar feridas purulentas e servicinhos de enfermagem mais chatos. Ele observa que ela usa várias agulhas em suas práticas de cura antes de procurar usar o próprio mana, ela explica que as agulhas ajudam desbloquear os meridianos de energia antes da magia, e que ajudam também a mana fluir melhor tanto no corpo do estropiado quanto a permitir que a mana dela penetre mais facilmente no pontos de energia. A técnica era chamada acupuntura, Nergal observa que em alguns pacientes até uma leve "fumaça" escura parecia sair das agulhas. No pátio estavam várias barracas, algumas com demônios ou híbridos, Latifa porém só ajudava os humanos, no máximo coordenando outros voluntários como Nergal para fazer primeiros socorros nos demais.

    Ele também tirava algumas horas para falar com Gaíla, a "nova" mestra espiritualistas, que lhe dava informações sobre este mundo que ele ainda não conhecia e discutiam sobre meditação e filosofia. Assim como Fah, Gaíla educadamente evitava assuntos de magia, dizendo para questionar sobre eles só depois que tivesse aprendido o básico com outros mestres.

    Depois de cinco dias em que ele segue estas rotinas e busca explorar um pouco da cidade (ainda conhecia pouco, mas os melhores e piores lugares logo ficam claros, bem como as principais oficinas ou onde comer) Tinafe aparece novamente na estalagem o procurando. Depois de matarem a saudade os dois se aninham entre as roupas de cama.

    - Odeio este frio desta cidade. Acho que vou ficar por aqui esquentando meus pés nos seus.

    - Mm, uma vantagem para os dias frios!

    - Não tanto, este frio está ligado a esta névoa maldita, e a névoa da cidade está relacionada com atividades demoníacas. Quanto mas densa a névoa, mas problemas...

    Nergal conta sobre a tal dissociação que sofreu. Tinafe fica pensativa.

    - É bom que tenha falado com os mestres espiritualistas, vai precisar deles. Vou lhe por para treinar mais pesado amanhã também, não terá tempo para ficar só rezando de boa no templo. Por falar nisto, o mestre Fah também quer falar com você. Parece que apareceu outro wanamko como você na cidade.

    Como estava falando mais com Gaíla, fazia uns dias que Nergal não via mestre Fah.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Seg 7 Maio 2018 - 21:17

    Nergal passou aqueles dias em treinamento duro, ele não queria mais passar por aquela situação. Por isso, enquanto estava com Mestra Gaíla ele focava no seu treinamento de meditação e controle de emoções. Por vezes ele sentia que dormia, mas nestes momento ou um balde de água gelada ou um golpe com uma vara de madeira o fazia acordar.

    Ele dividia o tempo ajudando Mestra Latifa tratando dos feridos, por vezes usando sua magia para anestesiar os pacientes para que Latifa realizasse os procedimentos mais complicados, por vezes não usava a magia e limpava os ferimentos purulentos com água e sabão para remover as impurezas para então começar o tratamento com os primeiros socorros. Por vezes Nergal estava ali para cuidar das crianças órfãs apenas para exercitar a bondade.

    Nos intervalos ele avaliou as gemas e agora sabendo o quanto valem ele sabe que no momento que for necessário ele as venderiam com Natércia e quem sabe conseguir 40ЖЖ. Nas noites esgotado ainda conversava com Azrael com quem começava a desenvolver uma boa amizade já que por vezes seguiam juntos até o Templo de Pyro onde se Azrael seguia para ter com seu amigo da Corte. Ele chegou até a comentar com o amigo que pensava em ficar na cidade e talvez adquirir uma casa e propusera para Azrael uma sociedade na compra da casa.

    Ele já pensava em fazer a venda das pedras quando soube do retorno de Tinafe. Após matarem a saudade que sentiam, aninhados eles conversavam sobre o que Nergal havia passado.

    Tinafe escreveu:- É bom que tenha falado com os mestres espiritualistas, vai precisar deles. Vou lhe por para treinar mais pesado amanhã também, não terá tempo para ficar só rezando de boa no templo. Por falar nisto, o mestre Fah também quer falar com você. Parece que apareceu outro wanamko como você na cidade.

    - Parece que o que é raro está se mostrando mais comum do que pensávamos. Mas é verdade tem alguns dias que não encontro com ele, quando eu for para o Templo eu o procurarei. Mas Tinafe eu tenho duas perguntas para te fazer.

    Ele falava acariciando os cabelos de sua companheira.

    - Você passou estes dias procurando respostas para meu problema, acredito que amanhã você irá começar a por em prática o que aprendeu não é? Esta foi a primeira.

    Ele faz uma breve pausa parecia tomar coragem.

    - Estou procurando um lugar para ficar. Não gosto muito de ficar em hospedarias. Penso em ficar por um tempo em Dafodil, pelo tempo ao qual eu seja uma força útil para Corte manter as coisas em ordem. E claro que durante todo este tempo fiquemos juntos. Por isso, você sabe um lugar onde possamos ficar?

    Ele para e observa Tinafe enquanto pensa:

    "Se ela já ficou perplexa com o convite para beber, ela vai me matar com este de dividirmos um lugar."
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Qui 10 Maio 2018 - 20:17

    Ela se aninha, roubando a maior parte das cobertas. A pele dela estava fria hoje, ou será que Nergal só não tinha percebido antes?

    - Estou cansada. Se não ficar quietinho, nenhum de nós dormirá hoje.

    - Você passou estes dias procurando respostas para meu problema, acredito que amanhã você irá começar a por em prática o que aprendeu não é? Esta foi a primeira.

    - Não fique tão animado. Achei mais perguntas do que respostas. Mas não importa, daremos tudo o que temos. Desde que consiga treinar controle, todo o resto será consequência. Se preciso, aprenderemos juntos.

    - Estou procurando um lugar para ficar. Não gosto muito de ficar em hospedarias. Penso em ficar por um tempo em Dafodil, pelo tempo ao qual eu seja uma força útil para Corte manter as coisas em ordem. E claro que durante todo este tempo fiquemos juntos. Por isso, você sabe um lugar onde possamos ficar?


    - Também não gosto muito daqui, mas a Corte precisou de gente aqui, sempre precisa. Conheço um ótimo lugar, mas ele está momentaneamente invadido: Burnabad. - ela se vira para ficar de frente - Irei voltar para lá assim que possível.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Qui 10 Maio 2018 - 20:41

    Nergal beija a testa de Tinafe aproveitando que ela estava de frente para ele.

    - Eu tenho algumas economias. Umas poucas jóias que se vendidas conseguiria quase 40ЖЖ, se este lugar que está invadido puder ser resgatado com este dinheiro não me importaria de pagar. Agora se tiver que reconquistar o local, podemos ir até lá para fazê-lo quando você achar que estejamos prontos.

    Nergal ao sentir que ela estava mais fria a envolve com suas asas. E a beija novamente.

    - Vamos dormir... Pela manhã decidimos o que fazer.

    Nergal ficou preocupado com a companheira, por isso ele se manteve em vigilância velando o sono da, porque não(?), amada.

    "Tinafe... vou cuidar de você durante o tempo que você quiser." - pensava enquanto observava ela dormir.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Qui 10 Maio 2018 - 21:03

    Tinafe dá uma risada bem espontânea.

    - És mesmo um anjo fofo! - Ela lhe dá um beijo bem caprichado - Vai acabar roubando todas minhas calcinhas se continuar assim. Agradeço a ajuda, mas não recuperaríamos uma cidade inteira nem com dez vezes este valor. - Depois fala com um tom mais triste. - Há uma guerra lá fora, e ela é mais antiga que nós dois, já dura mais de noventa anos. Porém as pessoas estão cansadas e a guerra está para terminar. Muito sangue foi derramado, mas há esperanças de que todo acabe nos próximos meses sem mais perdas.

    Tinafe se aninha novamente e não demora a dormir. Na manhã seguinte acorda sorrindo.

    - Mmm, acho que estou ficando muito mansa. Não sou de dormir e acordar assim, com outra pessoa.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Sex 11 Maio 2018 - 13:04

    - Podemos fazer mais vezes para você se acostumar. - Responde Nergal sorrindo para a amada, logo depois lhe dando um beijo demorado.

    Ele se levanta e vai até a bacia e jarra com água da qual ele pega um pouco e coloca na bacia que usa para lavar o rosto e molhar os cabelos que arruma com a mão mesmo.

    - Tinafe, acredito que hoje antes de começar o treinamento poderíamos passar numa joalheria, preciso vender algumas pedras que eu tenho. Meu dinheiro está acabando. Encontrei um lugar nestes dias onde a pessoa parecia ser descente e fez um preço bom pelas peças.

    Ele se arruma enquanto observa com desejo as curvas da amante e mestra, então diz.

    - Se você não se levantar e se vestir eu vou acabar tirando minha roupa e faremos amor o dia todo! Não que seja uma opção ruim, mas precisamos trabalhar... Falando nisso Tinafe, senti seu corpo mais frio quando fomos dormir e estou falando da sua temperatura. O que aconteceu?
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Sex 11 Maio 2018 - 22:35

    Tinafe ri dos cortejos.

    - Não se empolgue tanto. Não sou a garota certa para votos do tipo "até que a morte nos separe".

    - Tinafe, acredito que hoje antes de começar o treinamento poderíamos passar numa joalheria, preciso vender algumas pedras que eu tenho. Meu dinheiro está acabando. Encontrei um lugar nestes dias onde a pessoa parecia ser descente e fez um preço bom pelas peças.

    - É mesmo? Quão bom?

    - A vendedora disse que pode me dar 39ЖЖ.

    - E você não barganhou?

    - Fui em outros lugares, mas ela é a que ofereceu mais.

    - Aff! Não é assim que funciona. Vou ter que te ensinar isto também! A menos que ela seja uma nativa de Ajros*, e mesmo assim se não for uma exilada, pois este pessoal não sabe barganhar de jeito nenhum. Se ela disse 39ЖЖ é porque sabe que vale muito mais, então você tem que falar: Vendo por 200ЖЖ. Então ela fala: ficou doido? Dou 40ЖЖ é é meu último preço. E você diz: em Ajros posso vendê-las fácil por 190ЖЖ, mas faço por 180ЖЖ porque estou com pressa. Então ela fala: 41ЖЖ e um boquete, só o que faço. E você fala: Não, quero só dinheiro, 150ЖЖ para ficarmos satisfeitos. E ela fala: 42ЖЖ e estou sendo generosa. E você fala: 100ЖЖ. Então ela vai falar que se acha que consegue mais de 42ЖЖ, pode ir vender em outro lugar, esta é a deixa para saber que chegou no preço justo, então você levanta e sai, quando estiver na porta ela vai gritar: 43ЖЖ, não posso oferecer mais que isto! Você diz: fecho por 50ЖЖ. Ela diz: 44ЖЖ ou você me quebra. Então você vende por 45ЖЖ, Depois que ela te der o dinheiro, ela vai falar: haha, otário, eu teria chegado nos 47ЖЖ.


    *notinha: Como ela era negra, você sabia que a probabilidade de ser natural de Ajros era pouca. Embora não conheça muito sobre os outros países, sabe que os nativos de Ajros são 90% brancos, 70% loiros e a maioria de olhos verdes ou azuis.

    - Se você não se levantar e se vestir eu vou acabar tirando minha roupa e faremos amor o dia todo! Não que seja uma opção ruim, mas precisamos trabalhar... Falando nisso Tinafe, senti seu corpo mais frio quando fomos dormir e estou falando da sua temperatura. O que aconteceu?

    Ela se levanta.

    - Você não tinha percebido que nós demônios temos o sangue frio*? Mas é uma das coisas que não gosto daqui, esta cidade é fria nesta época. Tivemos sorte do tempo ter aberto estes dias, mas já está fechando de novo. Bom é Fajr-Regno, lá NUNCA faz frio.

    *Isto na verdade não era verdade. São poucos os demônios que têm realmente o sangue frio, a nem Tinafe deveria ter, não no sentido biológico de sangue frio. Mas de fato a maioria dos demônios resistem muito ao calor e parecem não gostar muito do frio. Dafodil era mais fria que as vilas a sua volta, mas para padrões humanos não chegava a ser tão frio como Tinafe fazia parecer, esta noite deveria ter feito uns 20° e de manhã deve chegar aos 25°, mas nos dias ruins Dafodil podia ficar abaixo dos 14°

    Depois de ir à joalheria Nergal procura Mestre Fah (fica combinado de encontrar Tinafe no portão oeste mais tarde).

    Eles trocam cumprimentos de praxe, algumas palavras formais e informais, mas não se demoram muito. Mestre Fah então diz o que tinha descoberto:

    - Talvez estejamos com alguma sorte, Nergal. Foi uma enorme surpresa Tinafe ter confirmado que você pode vir a dominar os dois dons mais improváveis do mundo: magia negra e branca. Mas Akaŝa ama ironia. Acontece que acreditamos que outro wanamko nos procurou, e assim como você, ele também parece dominar as magias opostas, e... ele é um íncubo.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Sex 18 Maio 2018 - 13:27

    Nergal guardou para si quando Tinafe lhe explicou sobre a temperatura de seu corpo. Ela não teria motivos para não contar-lhe a verdade, a não ser que isso fosse ser um problema para ele. De toda a forma, ele não era um demônio para saber. Então achou melhor não fixar nesse tema. Os dois se separam e marcam o ponto de encontro para o final do dia.

    Ao encontrar com Mestre Fah e trocar algumas palavras triviais enquanto caminhavam, o mestre espiritualista diz:

    - Talvez estejamos com alguma sorte, Nergal. Foi uma enorme surpresa Tinafe ter confirmado que você pode vir a dominar os dois dons mais improváveis do mundo: magia negra e branca. Mas Akaŝa ama ironia. Acontece que acreditamos que outro wanamko nos procurou, e assim como você, ele também parece dominar as magias opostas, e... ele é um íncubo.

    As palavras do homem fazem Nergal abrir um sorriso.

    - Até que para raros, terem dois Wanamkos aqui me surpreende. Agora o que mais me assombra é que ele também foi tocado pelos mesmos raios que eu! Isso seria o que? Quase uma ironia celestial!

    Nergal fica sério e faz uma breve pausa.

    - Um incubo... Se não estiver enganado, esta categoria são dos demônios sedutores. Uma das raças que interagem muito com os humanos... Mestre Fah sob a ótica da magia o mana branco, pode destruir um demônio e seus efeitos devastadores num demônio são bastante conhecidos por mim. Não sei se o mana negro é tão letal para os anjos de Angeline, como o branco é para os demônios. Mas apesar de nossa estrutura corpórea ser semelhante a dos anjos brancos. Nós não temos as mesma imersão no plano espiritual que eles e por isso talvez alguns de meus antigos amigos pudessem controlar outra magia que não a branca. Mas isso me leva a tentar entender sob a ótica espirital este fator. Os Anjos conseguem acessar facilmente o Plano Celestial e também o primeiro círculo infernal. Nós anjos negros não temos a mesma imersão então talvez nossa resistência, no que diz respeito a repulsa, a magia negra seja menor o que explique a minha habilidade. Agora já este jovem, será que ele não é um mestiço? Ou ele poderia ser um demônio que não tenha passado por um portal e sim tenha possuído o corpo de alguém? Pela ótica espiritual isso seria possível a ponto de metamorfosear o corpo do hospedeiro devido a uma possessão total?
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Seg 21 Maio 2018 - 5:08

    - Até que para raros, terem dois Wanamkos aqui me surpreende. Agora o que mais me assombra é que ele também foi tocado pelos mesmos raios que eu! Isso seria o que? Quase uma ironia celestial!

    - Celestial não, espiritual.

    Fah faz uma pausa, como Nergal não entendeu, ele faz outra, então o mestre percebe que não foi claro.

    - Celestial suporia uma intervenção dos Círculos Celestes, portanto de ALGUÉM, e nesta escala com dois jovens bem opostos recebendo o mesmo dom, se não fosse a bem improvável intervenção da Deusa Virgem, teria de ser alguém bem próximo, e mesmo assim isto explicaria a mana branca no corpo dele, não a negra no seu. A não ser que extrapolemos para uma disputa entre os Círculos Celestes e os Círculos Infernais no qual vocês foram pegos no meio.

    Porém, por mais que as ironias sejam o prato fino de Akaŝa, ainda prefiro as explicações mais simples, e vejo como um dos muitos caprichos da Prana.


    Os "caprichos da Prana" era algo que já comentaram En Passant, basicamente uma desculpa que dão quando não entendem algo. Porém já ficou claro que a Prana pode frustrar até os deuses, o que alguns teórico e teólogos resistem em questionar é que esta força teria ou não um princípio INTELIGENTE ou apenas aleatório por trás. A consequência da Prana ser inteligente é que ela se igualaria aos deuses, e isto seria problema para as doutrinas estabelecidas.

    O mestre escuta os questionamentos do aluno sem interromper, apenas dobrando os dedos, um para cada apontamento, para não perder as contas.

    - Sim, íncubos e súcubos interagem muito com humanos, mas não são os únicos. Não creio que seja um híbrido, mas de resto teríamos de perguntar a ele.

    Nergal percebe que Mestre Fah presa pela discrição, e percebe que é uma característica (seria obrigatória ou não?) dos mestres espiritualistas. Embora isto deixe curioso, não é difícil perceber que, se ele não permite indiscrições de terceiros, também não falará sobre qualquer detalhe que saiba sobre você para outros.

    - A mana negra não é devastadora apenas em anjos, mas em humanos, sereias e qualquer seres materiais como plantas e animais. Já a mana branca é devastadora para demônios, porém não tanto por suas propriedades em si como ocorre conosco em relação à mana negra, mas mais pela reação que causa na mana negra dos corpos deles.

    As observações que faz sobre "imersão espiritual" estão certas. A forma de estudo ou simplesmente maneira de viver influenciam decisivamente em como o dom influenciará cada indivíduo. Porém isto não responde a tudo, tem o ambiente, diferenças individuais, interações sociais, tem a Prana... Até o nascimento dos deuses mudou de forma geral como magos faziam magia, e o Ragnarök mudou novamente, e isto valeu para anjos e demônios, humanos, sereias e até raças selvagens.

    Mas é bem provável que vocês, anjos-negros, tenham conseguido dominar outros elementos mais fácil que os demais anjos por não estarem tão ligados à Sagrada Conduta, que favorece a mana branca, obviamente.

    Como comentei antes, nenhum corpo é nulo de nenhuma das cinco manas. A resistência de vocês foi alterada como nunca antes, e felizmente ambos nos procuraram, assim podemos orientá-los adequadamente, ao invés de vocês tentarem explorar o dom sem orientação. Inclusive creio que será proveitoso se seus mestres e vocês se conhecessem, já que podemos estar lidando com um despertar novo e quem sabe até o início de uma Nova Era. Posso lhe esperar no Primeiro Chamado? Traga Tinafe, será interessante.


    Nergal ainda compartilha de um rápido lanche com o mestre espiritualista, antes deste ir entoar seus cânticos rituais e ele ir encontrar Tinafe no portão oeste.

    O portão é a entrada (ou saída) da cidade pela Necrópole, ao sobrevoá-la Nergal vê o imenso cemitério. O número de pessoas vivendo ali era impressionante, mas o mais marcante era a concentração de mana negro no ar. De forma geral Dafodil já era magicamente opressiva como um todo, embora Nergal não percebesse muito isto por ter despertado o dom a pouco, mas na hora de voar pela Necrópole ele sente a dificuldade. Ainda maior por ele preferir voar um pouco mais alto naquela região.

    Suas asas ficam úmidas pela neblina, mas parece muito mais que isto, parecia como voar na chuva forte com pressão atmosférica impropícia, em resumo, ele chega exausto no portão. O portão sul, por onde Nergal tinha entrado com seus companheiros de viagem, era apenas uma grade ferro, este portão oeste era bem menos amigável. Tinafe estava no alto dele.



    Ela tinha um olhar distante e triste:

    - Bem desagradável aqui, não é verdade?

    - Já que está dizendo... - Ela ainda parecia com frio, mas até Nergal sentia frio ali, ele a abraça e os dois ficam um pouco mais confortáveis.

    - Há portões como este nas principais entradas dos Círculos Infernais, e até no Goĥal?

    - Goĥal?

    - Um lugar pior do que os infernos. Dizem...

    Longa pausa.

    - Um aviso claro de nossa nada boa hospitalidade. - ela diz apontando o portão - Ainda assim as pessoas passam por portões como este, e muitas vezes por escolha própria.

    Pausa

    - Esta cidade já foi ainda pior, já conseguimos conquistar metade dela. Há lugares ainda piores. - Ela aponta pro noroeste - Para lá está uma cidade chamada Ĵokona. É a pior cidade de Akaŝa. Pode sentir?

    Nergal pergunta o que ou como deveria sentir, Tinafe passa instruções sobre a percepção mágica. A teoria é simples, a prática nem tanto. Depois de onde tempo ela fala.

    - Aqui, tente trazer um pouco de energia de seu corpo para o Terceiro Olho, o Sexto Chacra. Você precisará de muito mais poder e treino do que provavelmente terá nesta vida* para despertar o Terceiro Olho, mas isto não quer dizer que não possa usá-lo.

    *nota: em Verda Ero nem todos acreditavam na possibilidade de outras vidas. Em boa parte de Akaŝa acredita-se que a reencarnação é uma dádiva para poucos escolhidos, e a ressurreição é uma heresia que só mentes doentes procuram. Porém, para os adeptos mais fervorosos de Piro a reencarnação é um dogma do qual eles não têm a menor dúvida, e a exceção são as pessoas que não terão o direito de reencarnar, o que seria uma punição severa para malditos como Ades e seus generais.

    Nergal continua tentando o exercício.

    - Sinto algo como uma "nuvem de tristeza" em volta desta cidade. Não consigo explicar melhor.

    - É difícil mesmo explicar, mas creio que no começo "nuvem de tristeza" é o mais perto que chegaremos de explicar esta mana negra densa.

    Nergal lembra e comenta sobre as visões que teve na caverna e sobre como era penoso voar sobre a Necrópole.

    - Visões e sussurros são efeitos colaterais da magia negra. Alguns se perdem, mentalmente, só por causa disto. Algumas são lembranças, e talvez algumas fossem até minhas, mas magos negros também estão sujeitos a captar "formas-pensamento" que são um tipo de lixo mágico-mental que só servem para enganar. É difícil filtrar isto. Já o voo eu não calculei direito. Algo que invejo das súcubos é a capacidade de voar, deve ser ótimo! Como elas não têm problemas em usar mana negra para dirigir o voo, nem pensei que você teria. Talvez fosse melhor ter escolhido outro lugar já que cansou só de vir aqui.

    Eles ainda ficam um tempo tentando "captar" algo, Nergal tem a impressão de conseguir sentir alguns destes sussurros da direção que Tinafe mostrou, embora não possa acreditar totalmente que sua mente não estava criando peças.

    - Sinto como se, bem ao longe, ouvisse... lamentos?

    - Seria algo de se esperar de Ĵokona. Estamos bem longe, mas este é um lugar onde um mago negro poderia captar mesmo até uma "onda" daquela distância. Com o filtro certo, pode vir a ser útil. Uma das minhas tarefas, que me fez vir de Burnabad para cá, era encontrar minha irmã. Creio que ela está em algum lugar entre aqui e Ĵokona, mas ainda não consegui filtrar seu rastro. Vez ou outra consigo isolar um inimigo e ir a seu encalço, e, o que é mais raro, às vezes consigo até isolar um possível aliado no deserto. (pausa) Ma'bah, pelo menos deve ter tido uma ideia aproximada do que é a mana negra, mas se está exausto pelo voo talvez tenhamos que deixar os exercícios mais complexos para depois.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Ter 22 Maio 2018 - 20:28

    Nergal estava bastante cansado e apesar de ter uma ressonância com o mana negro de maneira que ele pudesse manipulá-lo ainda era um neófito, e durante toda a sua vida pensara em evitar estes fluxos. Isso era uma coisa mais penosa do que ele poderia imaginar, passar a ir contra seus instintos condicionados desde a tenra infância.

    Voar resistindo a energia do mana negro era um dos bloqueios que ele deveria aprender a remover, e muito provavelmente isso poderá possibilitar que sua manobrabilidade e maneira de vôo fossem otimizadas. Tinaffe havia lhe ensinado o como proceder naquele exercício, mas para ele ainda faltava alguma coisa.

    Ele possuía mais pontos sensíveis para esta captação, suas penas, elas que sempre foram a sua "antena" natural. Ele então abre as grandes asas negras mantendo em foco o que Tinafe havia lhe ensinado. Então começa a sentir melhor a nuvem. Seus fluxos e correntes, eram mais pesados que os fluxos de mana branco que ele manipulava enquanto voava.

    Pareceu que havia funcionado ele agora conseguia sentir várias presenças mas ainda sem saber quem ou o que eram.

    - Isso parece como um coral no caos. Não consigo isolar eles, várias fontes todas ao mesmo tempo...

    Nergal respira fundo e solta o ar de uma só vez. Tira as botas ficando com os pés tocando o solo diretamente, mas antes de fazer qualquer coisa ele pergunta:

    - Mestra, você acha que usando a forma que eu me guio voando pelos fluxos de mana do ar. Ou seja por meio das minhas asas e usando o solo diretamente como condutor eu conseguiria filtrar "ouvir mais claramente" estas vozes? Tentando primeiro isolar as mais potentes?

    Ele aguarda a resposta de Tinafe enquanto se concentrava levando a energia para o seu chackra para o terceiro olho enquanto ele fechava os olhos tentando desta forma sentir a energia de Tinafe e desta forma ver a forma dela.

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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Qua 23 Maio 2018 - 6:25

    - Como assim? Como se suas asas fossem antenas? Isto não vai funcionar, você é uma ave, não um inseto. Suas asas conseguem captar o fluxo de mana em movimento, não acho que funcionaria parado. Mas... se quiser tentar...

    off:
    Também não entendi muito bem, de qualquer forma rola percepção e vamos ver o que sai.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Leomar em Sex 25 Maio 2018 - 21:05

    Nergal mantém as asas abertas, curvadas para frente, de alguma forma isto parece lhe ajudar desconectar na mana às costas e focar a frente.

    Ĵokona era muito longe, não apenas porque Tinafe disse, mas ele, de alguma forma, sente esta distância. Não por metros, mas como dias de caminhada, dois, talvez três.

    Um deserto seco, a algo ainda pior mais ao norte, algo não apenas deserto, mas morto.

    Há poucos dias Nergal e os outros estavam a oeste dali, se tivessem ido para o norte, ao invés de nordeste, talvez tivessem sido capturados naquela armadilha.

    Sim, parecia uma armadilha do tamanho de uma cidade, e ao lado da cidade, uma outra "coisa". Não eram demônios, não eram pessoas, mas uma coisa no chão. O deserto para o lado da cidade não parecia mais seco, e sim úmido, mas paradoxalmente aquilo não parecia melhor, mas pior.

    Tudo era confuso, nada daquilo fazia sentido para ele. Mas parecia fazer sentido para Tinafe, ainda que Nergal sequer soubesse explicar direito, era como uma criança querendo falar como adulto mas sem vocabulário.

    - Não tente ser racional, anjo.

    O deserto parecia cheio de pequenas armadilhas. Mas tudo perdia importância com o que estava mais distante. Nergal pensa que, se tinha dificuldades de voar ali em Dafodil, lá naquela tal Ĵokona devia ser impossível. Ele sente somatizar: seu estômago parecia pesado, cheio como se tivesse comido meio porco, embora não tivesse comido demais, seus pulmões parecem cansados e estava com vontade de chorar.

    Tinafe o tocava, parecendo fazer alguma ligação, mas ele nem percebia muito, começa suar, então sua mestra diz:

    - Desça agora, chega por hoje.

    Nergal usa as asas para planar portal abaixo, embora tivesse impressão que ia despencar, mas ele pousa em segurança, no deserto em frente à cidade. Tinafe demora um pouco mais para descer o sinistro portal, mas logo está junto a ele novamente.

    - Não consigo descrever mais do que falei. É estranho. - Isto ainda deixava-o meio frustrado.

    - Você está sendo um bom aluno. Agora descanse. Deu por hoje.

    Ironicamente o ar seco do deserto parecia mais fácil de respirar que a pouco tempo atrás e pelo menos seus pulmões se sentem bem melhor, ele não demora se recuperar, embora a sensação de "enjoo" ainda estivesse presente no estômago.
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    Re: A cidade de Dafodil

    Mensagem por Kether em Seg 28 Maio 2018 - 12:46

    Nergal se encontrava exausto e caminhava ao lado de Tinafe, por vezes parando para diminuir a sensação de enjoo que era uma marca residual da mana negra.

    - Parece que as asas ajudaram um pouco, pelo menos eu consegui direcionar minha atenção, mas preciso aprender a fazer isso de uma maneira mais normal, sem chamar muita a atenção.

    Eles chegam até a hospedaria onde Nergal tinha seu quarto, e após o ritual diário de pedir a comida e bebidas no quarto e subir acompanhado de Tinafe. Ele se senta numa cadeira, respira fundo e faz um breve exercício que aprendera com a mestra Gaíla para equilibrar o mana, enquanto Tinafe se banhava. E ao fazê-lo se recorda da conversa com mestre Fah e a revelação de um incubo que tinha a mesma disposição mágica que ele.

    - Hoje foi muito mais difícil. Parece que cada vez que eu penso que estou controlando melhor minhas habilidades mágicas, eu fico mais cansado e enfraquecido. Desta vez, ainda não consegui me recuperar totalmente da energia residual do exercício. Durante a parte do dia que estive com o mestre Fah, além dos nossos debates filosóficos ele me informou que há na cidade outra pessoa capaz de manipular a mana negra e branca. Um incubo. Ele sugeriu que no primeiro toque estivéssemos no Templo para que fossemos apresentados a ele. Também pediu pela sua presença.

    Ele fitou a demônio na banheira, se despiu e entrou também, passando a esfregar-lhe as costas com as mãos.

    - Pela manhã você me disse uma coisa, que não me saiu da cabeça.

    Colou seu corpo ao dela, encaixando o queixo, com a barba por fazer, no pescoço de Tinafe.

    - Você disse que não era a garota certa para certos votos. O que eu proponho para você é um "até que pare de ser bom". Nós temos uma coisa diferente, minha querida, somos companheiros, mestra e aluno, por vezes mestre e aluna, amantes, parceiros. Eu quero cuidar de você e você cuida de mim. Eu sinto que você se preocupa da sua maneira. Então enquanto isso for assim, dividiremos não só a minha cama mas todo o restante. Sem cobranças. Você disse para eu deixar de ser racional, eu repito isso para você! Não pense no que virá. Viva o agora e o hoje, permita-se sentir. É o que eu faço sempre que estamos juntos.

    Ele a abraça e sussurra ao pé do ouvido.

    - Eu vou lhe ajudar a encontrá-la. Isso é uma promessa. Confie em mim.
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    Re: A cidade de Dafodil

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