Um fórum de RPG online no formato de PBF (Play by Forum).


    Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Compartilhe
    isaac-sky
    Mutante
    avatar
    Mutante

    Mensagens : 726
    Reputação : 182
    Conquistas :
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/411.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/212.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/712.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/410.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1511.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/312.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/2111.png

    Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por isaac-sky em Sab Dez 30, 2017 12:43 pm


    A Guerra. A Guerra nunca muda.

    PRÓLOGO

    O ano é 2290 mas pouca gente se importa com isso. Naquela mesa estavam duas pessoas que já tinham sido servidas com duas doses de café forte de origem desconhecida.
    Era um bar de Lugar Nenhum da região de Não Interessa.

    A mulher é uma repórter que sabe que sua profissão nem existe mais. O homem usa uma máscara de gás.


    [Piper]:Você vai tirar a máscara pra tomar o café ou coloca pelo tubo? - a jornalista ri um pouco e termina seu café.

    O homem segura o caneco com as duas mãos. Está mais concentrado no que falaria do que no café barato.


    [Mascarado]:Piper, a famosa Piper. Aquela que ajudou o Sole Survivor a libertar o Commonwealth* do Instituto.

    Piper respirou fundo, não parecia feliz com a memória.

    [Piper]:Eu mesma. E você tem nome ou é só Mascarado?

    [Scott]:Meu nome é Scott. Quero que você publique uma história, Piper. Quero que todos escutem sobre ela: na Commonwealth, na Capital Wasteland*, no Mojave*...

    [Piper]:Uou uou, calma garoto do ar. Sobre o que seria essa história? - sua curiosidade era maior que seu nível de descrença.

    [Scott]:É sobre a Empire Wasteland. Sobre Nova York.

    Piper inclina o corpo. O homem tomou sua atenção por completo.

    [Piper]:Se importa se eu pegar meu gravador? Acho que isso vai ser uma história longa, não?

    Scott acenou positivamente.





    [Nin & Patrick - 07h00]

    Como tudo em Sandford o Liberty Pub era um amontoado de sucata, materiais diferentes de construção e estilo combinados num estabelecimento que refletia toda a diversidade da comunidade.


    A máquina de música tinha a mesma seleção de músicas desde...sempre, afinal, quem gravaria mais músicas depois do fim do mundo?
    Uma clássica tocava, dando melodia a uma manhã comum.


    Patrick e Nin teriam acabado de chegar e se sentar numa mesa de quatro lugares. O movimento era o comum para aquela hora da manhã: pessoas tomando seu café da manhã, ouvir as notícias do dia anterior e ter mais um dia de trabalho.
    Todos em Sandford trabalham caso queiram se abrigar na cidade. Alguns trabalhos pagam mais outros menos, mas a maioria paga Bottlecaps* o suficiente para o dia a dia.

    Nin e Patrick tem uma seleção meio limitada para seu café da manhã. Caçar era uma opção, mas ultimamente os arredores de Sandford andam mais desertos que o normal, nem as criaturas que rastejam pela terra desolada estavam aparecendo.

    Cardápio:


    - Carne de Brahmin* frita
    - Ensopado de esquilo
    - Iguana no espeto
    - Sopa de vegetais
    - Agua purificada
    - Café solúvel


    Assim que pedissem a dupla receberia um conhecido na mesa.


    [John]:Bom dia - o colega, um scavenger como os dois, joga a mochila ao seu lado no chão. Ele parece não ter dormido muito bem - Viram a Kara por aí? Ah, ela já chegou.

    Kara não é uma scavenger como os três e sim uma espécie de "atiradora independente" que trabalha com bicos de segurança. Ultimamente ela vem trabalhando bastante com John.


    [Kara]: Hey hey Johnny Kido, já acordou com essa cara de Ghoul? E ae Tsunami, Branquelo - ela é desbocada, conhecida por dar apelidos nos outros - Já falou pra eles do serviço de hoje?
    Ela ergue a mão para pedir algo.

    [John]: Ainda não, Kara... - ele soa um pouco incomodado, mas parecia ser o seu tratamento normal com ela - Uns scouts acharam um monte de sucata valiosa perto de Sandford. É coisa nova, vai valer uma grana, mas eu não consigo carregar tudo e sei que vocês sabem a diferença de cobre e de alumínio barato.

    Era um serviço interessante. Caps a mais nunca fazem mal, principalmente em época de baixa de serviço como agora.




    [Kelden Smith - 07h30]

    O Sr. Ninguém pode ter feito muitas coisas em sua vida, muitos feitos inéditos entre seus semelhantes, mas o mais recente era surpreendente: cruzar o país inteiro até chegar ali, em Empire Wasteland.

    Na borda da Empire Wasteland para ser mais exato.

    O caminho até ali tinha sido tortuoso pois não existem estradas da Empire Wasteland para o Mojave. Na verdade a região toda é praticamente isolada devido a duas das bombas terem atingido o meio do caminho, criando obstáculos.
    Além disso havia sido um caminho solitário: não havia visto quase ninguém. Pelo menos não teve de matar ninguém também.

    Um ponto positivo é de que na região haviam musicas diferentes no rádio.


    Sua pista mais recente lhe trazia ali: A Comunidade de Sandford. Um assentamento que havia prosperado e já podia ser considerado uma cidade.


    O portão estava fechado, talvez tivesse um horário de abertura.

    Um guarda encara o viajante. Será que já tinha visto alguém com o uniforme da NCR na vida?





    [Ash - 7h00]

    Um serviço simples e entediante: escolta de mercador.

    Ash já fizera esse caminho e esse tipo de missão centenas de vezes.
    O mercador contratava o serviço de proteção na região da Estação Brooklyn e eles caminhavam até Sandford. Transporte de Brahmin, como sempre.


    O diferente neste serviço era que este mercador era...excêntrico. Um homem com vestes muito mais caras que dos comerciantes comuns da comunidade. Ele até mesmo havia contratado dois guardas ao invés do comum que seria um. Vance é seu nome.


    Vance tinha seu próprio rádio, não falava muito então deixava a música preencher o silêncio.


    Brooker, que faz parte de seu bando de mercenários, também acompanhava na missão.


    [Brooker]:Ahhhgrrr, esse cara parou de novo!? - estava irritado. Não tinha matado nada no caminho e Ash sabe que o colega tem um dedo muito leve e que costuma atirar antes de fazer perguntas.

    Vance estava alguns metros atrás, tinha parado de andar enquanto os dois mercenários estavam mais a frente.
    [Vance]: Senhores...por gentileza...uma pausa para respirar.
    [Brooker]: Falta só uma hora! Vamos! - impaciente.

    É uma região desértica, sem quase nenhuma estrutura ao redor tirando as ruínas de uma lanchonete.


    [Brooker]:Me ajuda a arrastar esse cara. Ele tá demorando tanto que eu imagino se a gente ia ganhar mais só matando ele e levando a carga - sussurrou para Ash. Ele estava curioso com o conteúdo do transporte.

    Quem não estaria?




    [Lizbeth - 07h00]

    O despertador e o relógio revelaram a Lizbeth que era manhã mais uma vez. Se não fosse o caso seria impossível diferenciar manhã da noite, pois o sol não existe naquele mundo que é o Vault.


    Uma máquina de som preenche o silêncio do refeitório quase vazio. Uma música que Liz já ouvira, desde criança, afinal as músicas que tinham no Vault eram as mesmas desde o ínicio do uso do abrigo subterraneo a mais de 200 anos.


    O café em sua caneca é do tipo plantado numa estufa: mais uma regalia que o Overseer lhe concedia. De repente pareciam tantas...

    As coisas andavam quietas em seu trabalho também. Sem novas "ovelhas negras" nem prisões. O Vault 265 parece só uma pequena cidadezinha como nos tempos do pré-guerra, com sua rotina e vidas normais e pacatas.

    [Robert]:Bom dia doutora, se importa se eu sentar com você? - Robert surgia interrompendo pensamentos e se sentava na mesa, de frente para Liz.

    Robert é um dos capitães da Guarda do Vault. De acordo com as avaliações psicológicas de Liz ele é um homem honesto, leal ao Vault mas com um jeito simplista de enxergar tudo.


    É mais uma ovelha do Vault. Mas pelo menos é um rosto conhecido naquela manhã, mesmo que não fosse tão próximo da doutora.

    [Robert]:Faz tempo que a gente não se esbarra por aqui. Como anda o trabalho? - o guarda toma um gole de alguma bebida fria.




    Glossário:


    - Commonwealth: região de Boston onde se passa o Fallout 4
    - Capital Wasteland: região de Washington onde se passa o Fallout 3
    - Mojave: região de Las Vegas/California onde se passa o Fallout New Vegas
    - Bottlecaps: no universo de Fallout o dinheiro papel não tem valor nenhum. A "moeda" de troca são tampinhas do refrigerante Nuka-Cola, os Bootlecaps ou abreviados somente para Caps.
    - Brahmin: Brahmin é um tipo de vaca afetada por radiação das bombas nucleares que mutacionou e possui duas cabeças. É um animal muito utilizado para alimentação e carga.





    OBS: Ufa, finalmente começamos essa mesa! Obrigado pela paciência de vocês nesse começo.

    - Fiquem a vontade para interagir com os NPCs e tomarem suas deciões. Nesse começo eu acredito que vocês podem começar a se acostumar com o cenário e já ir pegando o feeling de seus PJs.
    - Caso fique alguma dúvida ou questionamento fiquem a vontade para me perguntar no grupo ou no pvt.
    Gakky
    Adepto da Virtualidade
    avatar
    Adepto da Virtualidade

    Mensagens : 1658
    Reputação : 227
    Conquistas :
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/311.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1411.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1112.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1011.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1811.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1413.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/2111.png

    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por Gakky em Sab Dez 30, 2017 9:52 pm

    Nin gostava de ouvir o rádio, estava no Liberty Pub com Patrick e a música que tocava a fazia sorrir suavemente. Era mais uma manhã de trabalho e ela não sentia nenhuma preguiça, a música ajudava até a animá-la. Seu amigo Patrick costuma ser mais quieto, Nin estava acostumada com isso e gostava da presença dele. Era bom estar perto de alguém que não a julgava por sua etnia. Ela começava a falar com sua voz fina de sempre:

    - É uma boa música. O que vai ser hoje, Patrick? Eu vou de sopa de vegetais. Vai ver hoje vai estar com um gosto melhor. Animado para o dia de hoje? Vai ver vamos encontrar algo legal. É só seguir meus conselhos sempre, não podemos ficar descuidados.

    Ela se vira para o atendente e diz:

    - Uma sopa de vegetais.


    Logo John e Kara se juntaram aos dois na mesa. Apesar do jeito que Kara havia se aproximado, Nin não se importou, poucas coisas a incomodavam, mas ficou curiosa com a forma como ela mencionou o "serviço de hoje". Por que John não tinha falado sobre isso ainda? De qualquer forma, ela cumprimentou os dois:

    - Bom dia...

    Ela olhou para Jonh esperando pela resposta, percebeu que ele parecia incomodado. Infelizmente havia muito preconceito por causa de sua origem, mas era uma coisa que estava acostumada. Nin acreditava que poderia provar para as pessoas um dia que estavam erradas, ou que as coisas melhorariam quando a conhecessem melhor. O que a importava era os serviços que precisava fazer, acreditava que cada trabalho ali era importante, então deixava coisas assim de lado desde que não a prejudicassem. O serviço parecia muito bom, devia ter bastante coisa interessante lá para ser coletada e Nin jamais negaria um trabalho. Gostava de estar sempre ativa e fazendo alguma coisa. Estavam em mundo decadente, então era bom tentar fazer algo.

    -  Parece bom, nós vamos - Olhou para o colega Patrick ao lado e perguntou - Certo?

    Em seguida voltou a virar-se para John e perguntou:

    - Tem mais alguma coisa que precisamos saber? Gosto de estar bem preparada.

    Natalie Ursa
    Tecnocrata
    avatar
    Tecnocrata

    Mensagens : 316
    Reputação : 138

    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por Natalie Ursa em Dom Dez 31, 2017 1:05 am

    Ao contrário de sua parceira Nin, Patrick não se importava muito com a música que estava tocando no jukebox do Pub. O silêncio também estaria bom para ele. Desde que não ficasse barulhento demais ali dentro estava tudo bem.

    Patrick sentou-se junto de Nin à mesa e apoiou a cabeça sobre o punho, observando o movimento do local enquanto trazia consigo uma expressão um tanto sonolenta.

    Nin começou a falar e Patrick ergueu a cabeça, voltando a atenção à garota. Era uma das poucas pessoas as quais se dava ao trabalho de aparentar estar prestando atenção no que dizia. Normalmente dava para se achar que Patrick estava com a cabeça bem longe dali enquanto falavam com ele.

    - Sopa está bom. - concordou, mas sem o mesmo ânimo que a parceira.

    Para o resto da conversa de Nin, o rapaz apenas meneou positivamente, sem especificar com o que exatamente estava concordando.

    Quando a atendente chegou até eles e a garota fez seu pedido, Patrick pediu para trazer mais uma com um gesto da mão.

    -... E café. - completou, em um tom meio arrastado da voz.

    Voltou a observar o ambiente após o pedido, mas em instantes John chegava para alterar a atmosfera tranquila daquela mesa. Não se deu ao trabalho de erguer os olhos para John, muito menos reponde-lo. O que quer que ele fosse falar, Patrick não estava interessado.

    Ás vezes ia dormir muito tarde por estar trabalhando em alguma parafernália que tentava montar à partir da sucata que conseguia juntar para si e na manhã seguinte acabava mais apático do que o normal. A noite anterior tinha sido uma dessas. Não que a maioria das pessoas conseguisse distinguir direito quando o rapaz estava apático e quando estava em seu estado normal mesmo.

    Kara se juntou aos três e tudo o que conseguiu de Patrick com o apelido foi um olhar de banda, mas não muito interessado.

    Apesar de parecer estar com a atenção em outro planeta, Patricl prestava sempre bastante atenção no que acontecia à sua volta e as conversas que rolavam ali. Ouviu tudo o que John mencionou sobre as sucatas valiosas enquanto piscava lentamente, parecendo que logo iria cair no sono. Não abriu a boca sobre o assunto até Nin lhe questionar:

    - Vamos. - meneou a cabeça preguiçosamente apenas uma vez.

    Novos itens para garimpar era algo que muito lhe interessava, mesmo assim parecia que não era o suficiente para fazê-lo substituir a expressão séria do rosto. Por enquanto seu interesse estava mais para o lado da sopa e principalmente o café.
    Raijecki
    Mutante
    avatar
    Mutante

    Mensagens : 700
    Reputação : 10
    Conquistas :
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/411.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/811.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1811.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1413.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/712.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/612.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/410.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1511.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/2111.png

    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por Raijecki em Dom Dez 31, 2017 8:32 am




    "NCR and PROUD!"



    Kelden, ou como era conhecido no árido deserto do mojave, o Sr. Ninguém, já havia passado por quase todo o tipo de situações, neste mundo distópico. Elas poderiam até ser classificadas como, ruins, péssimas, horríveis, e horrorosas. Mas esta ultima, mesmo para o competente Ranger Veterano da NCR, era realmente diferente de tudo, afinal atravessar quase todo, o que um dia foi o glorioso Estados Unidos da América, até a Empire Wasteland, região da antiga Nova Yorke, era um feito extraordinário.

    O surpreendente foi não precisar atirar em ninguém por toda a viagem, o que nesses dias era quase que um milagre. Apesar de gostar do silencio e solidão, tudo tinha um limite, várias memórias vinham a tona em sua mente enquanto tentava, com sucesso, ouvir as várias rádios locais, um resquício de outra era.

    Uma especifica o fez reviver certos momentos agradáveis, que infelizmente para ele não foram muitos, nem em duração como quantidade.







    "Deste jeito não, cabo Rodgers!"




    O motivo de realizar tal feito, era sua atual missão, e as ultimas pistas o traziam até um assentamento conhecido pela alcunha de "A Comunidade de Sandford". Kelden reparou que o lugar, mesmo por fora, já havia crescido tanto que parecia mais uma cidade do que outra coisa. Ao chegar se deparou com um grande portão, aparentemente fechado, no qual era vigiado por um guarda, que o encarou com um ar de estranheza, afinal Kelden poderia muito bem ser o primeiro membro da NCR que ele já havia visto.

    Kelden não era muito bom em conversas, chegando acha-las até desnecessárias as vezes, era do tipo de "atirar primeiro, depois atirar ainda mais", fruto de uma vida cheia de problemas, desde a perda da sua família até a de seus subordinados. Mas também sabia que estando em lugar desconhecido, e que não seguia a leis de sua terra, deveria tentar ao máximo evitar conflitos.

    Portanto, com um tom calmo, cumprimentou o guarda, enquanto levantava seus braços tentando demonstrar benevolência:

    - Bom dia senhor, gostaria de adentrar a comunidade, sem más intenções, apenas desejo me alimentar e descansar, pois minha viagem foi longa.



    JPVilela
    Investigador
    avatar
    Investigador

    Mensagens : 62
    Reputação : 4

    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por JPVilela em Dom Dez 31, 2017 12:40 pm

    Ash estava um pouco adiantada em relação ao colega, gostava de ir na frente, checando o ambiente de tempos em tempos para ver se não havia algo que pudesse ameaçar o transporte, fazendo uso da luneta de seu rifle. Mantinha o hábito de ser os olhos do grupo, era onde se sentia mais confortável, pois não confiava o reconhecimento do terreno a outras pessoas principalmente, Brooker, que já parecia entediado, provavelmente por não terem topado com nada que ele pudesse usar como desculpa para gastar munição.

    Ela virou em direção ao resto da “caravana” e logo em seguida revirou os olhos e bufou, incomodada com a parada do contratante. Ao se aproximar do colega e ouvir o que ele havia sussurrado, a mulher chegou bem perto e cochichou:

    - Precisamos saber primeiro se o que ele tem vale o esforço... - disse, com um sorriso discreto, afastou-se e deu uma piscadela, e uns tapinhas no ombro dele -  Falta só uma hora... você que acabou de dizer, Brooker. Fica de olho na área, eu vou falar com ele.

    Não gostava daquela ideia, sumir com um mercador não era nada bom para a reputação de quem fazia dinheiro protegendo… dentre outras coisas, mercadores. Brooker podia ser bem estúpido às vezes, mas era boa companhia quando as balas começavam a voar. Flertava com a ideia apenas da boca para fora, só para apaziguar os ânimos do colega.    

    Após falar aproximou-se calmamente do outro sujeito, soltando o rifle que trazia até agora em punho, deixando ele cair para o lado direito pois estava preso a uma bandoleira, que vestia na diagonal, em volta de seu torso.

    - Cansado, Chefe? - perguntou com uma expressão amigável.

    Tirava um pouco de suor da testa com a manga do velho sobretudo bege, enquanto fitava o sujeito analisando seu estado físico.
    ayana
    Samurai Urbano
    avatar
    Samurai Urbano

    Mensagens : 118
    Reputação : 7

    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por ayana em Ter Jan 02, 2018 3:23 am

    Lisbeth Tozier

    Acordou de sobressalto ao primeiro toque do despertador, como uma presa reagindo ao sinal de um ataque noturno. As roupas e o lençol estavam úmidos de suor. Deve ter se debatido muito ao longo da noite até amanhecer na completa escuridão do Vault. Era a forma de o corpo expressar uma vontade cada vez mais latente na cabeça de Liz: “Eu preciso fugir daqui!”.

    Antes a comunidade subterrânea lhe parecia um refúgio até os pesadelos lhe mostrarem que ela estava cada vez mais parecida com um túmulo. A insegurança não surgia apenas das condutas ilícitas que Lisbeth praticava. Se ela entregasse uma avaliação psicológica de si mesma ao governo, o resto de sua vida se passaria em uma cela. E, provavelmente, não seria uma vida longa.

    Como de costume, chegou bem cedo ao refeitório. Ficou feliz em encontrá-lo vazio o suficiente a ponto de nada além da música ambiente conseguir distraí-la. Ela conhecia muitas pessoas no Vault e interagir com elas era parte do trabalho. Sempre procurava nelas indícios que punham à prova a lealdade ao Overseer. Porém, uma vez que sua própria lealdade estava em xeque, estava tentando se manter mais reservada.

    O aroma do café que passaram a lhe servir era mais doce. O sabor, mais amargo. Lisbeth sabia que o governo sempre acabava cobrando por este tipo de regalia. Aparentemente, não bastaria mais enviar relatórios precisos de seus pacientes. As consultas, inclusive, tinham diminuído, o que levava à desconfiança de que o preço que lhe cobrariam seria muito mais amargo que qualquer café.

    Pensar nisso fazia a bebida revirar no estômago. Ela estava prestes a abandonar o café e ir embora quando foi surpreendida por Robert.

    - Bom dia doutora, se importa se eu sentar com você?

    - Não, não. Por favor, fique à vontade, Robert!

    Lisbeth desviou o olhar para o café e começou a mexê-lo devagar com uma colher. Estava acessando nas gavetas de sua memória a avaliação de Robert. Entre os detalhes de que se recordava, não havia nada que o caracterizaria como uma ameaça contra o regime. Agora, contra Lisbeth… já não era possível garantir.

    - Faz tempo que a gente não se esbarra por aqui. Como anda o trabalho?

    - Pois é. Está tudo bem. Estamos obtendo resultados extraordinários desde que aumentei o tempo das consultas. Sabe como é… o tempo é o melhor aliado para conquistar a confiança das pessoas.

    Desde que começou a se sentir insegura, Lisbeth passou a prestar especial atenção nos guardas do Vault, afinal caberia a eles executar boa parte dos desmandos do sistema.

    - É realmente uma surpresa encontrar você aqui nesse horário. O que houve? O Overseer está trocando de novo os horários dos turnos?
    isaac-sky
    Mutante
    avatar
    Mutante

    Mensagens : 726
    Reputação : 182
    Conquistas :
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/411.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/212.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/712.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/410.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1511.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/312.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/2111.png

    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por isaac-sky em Sab Jan 06, 2018 2:43 am

    [Nin & Patrick - 07h10]

    Nin e Patrick, opostos em suas personalidades e origens, eram uma dupla diferente o suficiente para chamar alguma atenção onde estavam. Talvez por isso fossem escolhidos para um serviço diferenciado.

    Os dois são servidos e a conta de caps do café da manhã é descontada diretamente pelo dono do bar numa caderneta: era a forma que cobrava diretamente sem precisar que ficassem carregando caps por aí o tempo todo em Sandford, apenas era descontado do pagamento que recebiam.

    A sopa de vegetais de ambos tem seu gosto característico de muitos ingredientes misturados ali, mas que preenche o estômago como qualquer refeição.
    Patrick toma seu café, um do tipo solúvel, um tanto amargo.

    Nin sabia que muitas pessoas lhe julgavam simplesmente pelas feições asiáticas, até mesmo imaginando se aquele incomodo de John era resultado disso.

    (@Gakky e @Natalie Ursa, se quiserem, podem rolar um teste de Insight para interpretar melhor John através do que ele fala/linguagem corporal).

    A dupla confirma que iriam participar do serviço. John assente com a cabeça.

    Patrick nota que Kara arqueia as sobrancelhas quando ouve a resposta monossilábica dele.
    Dois cafés chegam para John e Kara.

    Nin escreveu:- Tem mais alguma coisa que precisamos saber? Gosto de estar bem preparada.

    [John]:Sim, venham preparados pra talvez passar uma noite fora. É perto mas talvez a gente carregue bastante coisa.

    [Kara]:E levem armas. Fica perto da Lady Liberty's Torch e vai saber o que tem lá perto - ela dá um recado alarmante mas sorri como se quisesse encontrar alguma criatura hostil ou raider.

    (@Gakky e @Natalie Ursa podem rolar um teste de Expertise(Sul de Nova York), DC 5, para verificar se sabem sobre o local)

    [John]:Que tal falar do local depois, Kara? - o scavenger olha com reprovação para a colega.

    [Kara]:Que foi? Eu só disse onde é...tá bom tá bom. O John quer fazer segredinho de tudo - ela vira os olhos.

    [John]:A gente pode sair assim que os portões abrirem as 08hs. Peguem as suas coisas e a gente se encontra na saída do portão oeste - John se levanta, Kara em seguida.

    [Kara]:Tchau Branquelo, Tsunami. Vejo vocês logo! - a garota se despede animada.
    John já está na saída, andando a passos largos.

    A dupla tem uma hora para se preparar, pegar ou comprar suprimentos e todo equipamento que precisassem.

    A comunidade de Sandford possui duas lojas que podem ser úteis caso a dupla queira adquirir mais equipamento para o serviço:

    - Smith's Guns & General Store
    - Old Lady Scanvenger Junkyard

    Com tempo os dois podem se preparar como quiserem e puderem. É um dia raro onde o sol não está tão forte, até o clima parece favorável hoje.




    [Kelden Smith - 07h30]

    Para Kelden o caminho não havia sido fácil, mas um último obstáculo ainda se apresentava diante dele.

    Sr Ninguem escreveu:- Bom dia senhor, gostaria de adentrar a comunidade, sem más intenções, apenas desejo me alimentar e descansar, pois minha viagem foi longa.

    O guarda continua a encerar o ranger, ele mantém a postura tensa. Claramente não é só um guarda que passava o dia entediado em serviço, mas alguém que já vira combate real.

    [Guarda]:Parado. O portão só abre as 08hs, não pode entrar - ele ergue a arma mas não a aponta para Kelden.

    [Guarda]:Que roupa é essa? Os raiders estão ficando mais criativos ou arranjaram novas pessoas pra pilhar? Quem é você e de onde veio? Responda!

    O homem tenta intimidar Kelden com sua voz e com a arma.

    (@Raijecki, pode rolar um teste de Will)




    [Ash - 7h00]

    Ash é uma mercenária, mas é uma mercenária com cabeça fria, o que a tornava um completo oposto de seu parceiro Brooker.

    Ash escreveu:- Precisamos saber primeiro se o que ele tem vale o esforço... - disse, com um sorriso discreto, afastou-se e deu uma piscadela, e uns tapinhas no ombro dele -  Falta só uma hora... você que acabou de dizer, Brooker. Fica de olho na área, eu vou falar com ele.

    [Brooker]:E o desgraçado não falou nada do que tá levando - ele assente com a cabeça e fica de olho na frente. Ash havia conseguido manter o colega na linha, mas talvez fosse realmente prudente chegar logo.

    Ash escreveu:- Cansado, Chefe? -

    Vance, curvado para respirar, se levanta para falar com Ash.

    [Vance]:Com certeza...senhorita...eu só preciso de um minuto... - ele dá um passo para frente, muito suor em sua testa. Com certeza estava vestido bem demais para uma viagem daquelas.

    [Brooker]:Ash! Tá ouvindo isso?

    A atiradora poderia tentar escutar também.

    (@JPVilela, pode rolar um teste de Perception)

    Brooker tira a trava da metralhadora e a segura firme.
    [Brooker]:Se for o que eu to pensando a gente consegue, nós dois derrubarmos. O que acha?

    O colega deveria estar imaginando encontrar inimigos.

    Ash vê que não há estruturas ao redor com exceção da lanchonete abandonada. Não fariam caber um brahmin dentro dele entretanto.




    [Lizbeth - 07h15]

    Não era uma manhã fácil para Liz. Inundada pelos pensamentos que sua consciência trazia ela volta a realidade diante do colega que se sentava com colega.

    Liz escreveu:- Não, não. Por favor, fique à vontade, Robert!

    Robert sorri e se senta. Ele tinha uma tigela com um mingau de cor branca, uma gororoba proteica que todos que faziam trabalhos braçais comiam.

    Liz escreveu:- Pois é. Está tudo bem. Estamos obtendo resultados extraordinários desde que aumentei o tempo das consultas. Sabe como é… o tempo é o melhor aliado para conquistar a confiança das pessoas.

    [Robert]:Que bom, eu não entendo muito o que você faz, mas se está tendo progresso é bom - ele sorri novamente e dá uma colherada no seu mingau.

    Liz escreveu:- É realmente uma surpresa encontrar você aqui nesse horário. O que houve? O Overseer está trocando de novo os horários dos turnos?

    [Robert]:Sim, horários novos e alguns problemas novos - o guarda se curva um pouco e fala mais baixo - Na ala leste estão falando que tem baratas gigantes andando pelos corredores, então o Overseer tá colocando mais guardas por lá. Paranoia.


    Ele se curva de volta.

    [Robert]: Pra mim é obra de umas crianças que andaram remexendo na coleção de quadrinhos dos pais e botando a imaginação pra assustar todo mundo. Daqui umas duas semanas tudo volta ao normal.

    Um evento bizarro que fazia o Overseer enviar mais guardas pra uma ala específica do Vault. Por que para Liz isso não parecia ser exatamente a verdadeira história? Por que aquele absurdo parecia convincente para o guarda?

    [Robert]:Mas eu até gosto desse horário, é tudo tão silencioso que as vezes eu acho que sou o último na terra hahaha - ele ri um pouco e volta a comer.

    [Robert]:Oh, não me deixe segurar você doutora. O dever chama - ele se levanta com sua tigela vazia e sai da mesa.

    Liz tem mais um dia de trabalho apesar de não ter nenhuma consulta marcada naquela manhã, mas a doutora sabe que nunca se sabe quem iria aparecer no consultório de livre espontânea vontade ou não.

    (@Ayana, fique livre para escolher ir para o consultório ou ir para outro lugar no vault)




    Mecânica:
    Spoiler:



    Nin
    Vitalidade: Ok
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 1
    Pontos de poder: 91

    Patrick
    Vitalidade: Ok
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 1
    Pontos de poder: 91

    Sr. Ninguem
    Vitalidade: Ok
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 1
    Pontos de poder: 91

    Ash
    Vitalidade: Ok
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 1
    Pontos de poder: 91

    Liz
    Vitalidade: Ok
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 1
    Pontos de poder: 91

    JPVilela
    Investigador
    avatar
    Investigador

    Mensagens : 62
    Reputação : 4

    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por JPVilela em Sab Jan 06, 2018 7:32 pm

    Era no mínimo curiosa a maneira como aquele sujeito estava vestido, visto a travessia que faziam. Outros mercadores optavam por trajes que lhes dessem alguma vantagem naquele tipo de terreno, proteção, defesa contra os elementos... Um chapeuzinho que fosse para não torrar os miolos e não aquelas roupas. Como nunca vira aquele sujeito na vida, ela não sabia se ele estava sendo apenas um amador no negócio, ou se tinha algo mais naquilo.

    Ash iria sugerir que ele tomasse um golinho de água para que fossem andando logo, antes que o colega fizesse alguma coisa idiota, mas parece que querendo ou não, Vance teria sua pausa. A atiradora de olhos escuros virou o rosto em direção ao colega, ao mesmo tempo reaveu sua arma, liberando a trava. Fitando o horizonte ela focou sua audição.

    Ash escuta o som de motor ao longe. Parece ser de moto ou de um carro pequeno

    - Teremos companhia! - disse, agora olhando nos olhos do mercador, como se aquilo fosse algo que a deixasse mais alegre. Sem perder muito tempo foi para perto de Brooker: - Podemos até ganhar um veículo de brinde nesse trabalho! - brincou - Tomara que sejam Raiders.... - completou em um cochicho enquanto levava a luneta do rifle para perto do rosto.

    Entrando em uma postura de combate, se preparava para checar quem estava vindo... se eram uma ameaça, e principalmente a quantidade.

    - Ai, Chefe, acho melhor você deixar o Brahmin ai e se proteger ali atrás no muro da lanchonete - lançava a voz para que o Vance entendesse - Você sabe... Cobertura e esse tipo de coisa... - comentou casualmente - Aproveita para recuperar o fôlego...

    Ainda de costas para o mercador gesticulava com a mão esquerda para que o sujeito fosse se esconder.
    Raijecki
    Mutante
    avatar
    Mutante

    Mensagens : 700
    Reputação : 10
    Conquistas :
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/411.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/811.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1811.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1413.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/712.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/612.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/410.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1511.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/2111.png

    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por Raijecki em Dom Jan 07, 2018 5:36 pm




    "NCR and PROUD!"




    5 de agosto de 2281, Entrada Oeste de Boulder City


    [Soldado Rodgers]: Ei... Não acha que o chefe tá demorando aí não? – Cochichava para seus companheiros de pelotão. Fazia mais de meia hora que estavam parados em uma sombra causada por alguns escombros do que sobrou de Boulder City durante a batalha contra a Legião de Caesar em 2277.

    [Soldada Warer]: Shiii... Fica quieto Rodgers, não sabe que ele lutou aqui há 4 anos atrás, deixa ele prestar sentimentos aos seus antigos companheiros e... torce para a gente não precisar passar por isso também.

    Kelden era o Ranger líder daquele pelotão, havia recebido um chamado do posto avançado de Boulder City para investigar um suposto ataque de raiders em um assentamento chamado Goldspring, que ficava ao norte dali. Ao adentrar pela entrada oeste, pediu para seus subordinados esperarem enquanto saudava seus companheiros caídos durante uma das mais difíceis e mortais batalhas que já havia passado. A NCR, após a sofrida vitória, havia erguido um grande memorial em homenagem á todos os envolvidos, e era costume de quem passava por ali, mesmo não sendo religioso, de prestar suas condolências aos bravos soldados que deram suas vidas pela causa.

    O Ranger Veterano, ao acabar, passou a mão sobre as escritas lapidadas em concreto, e em seguida deixou, em sua base, entre as duas luminárias alimentadas por baterias, uma munição de .50, normalmente usada pelos Rangers em seus famosos e mortais Rifles Anti-matéria. Se afastou, virou em direção aos soldados e disse, já sacando sua pistola Ranger Sequoia:
    - Sigamos em frente pessoal.




    Portão de Sandford, 07h30

    A mínima esperança de que o guarda o deixaria entrar se esvaiu tão rápido quanto um disparo de metralhadora. O guarda, estranhando sua armadura começou a demonstrar hostilidade e falou:

    Guarda escreveu:Parado. O portão só abre as 08hs, não pode entrar.

    "Era só o que me faltava, toda essa viagem até aqui e tenho de aguentar isso, mas preciso ter paciência e não criar situações indesejadas"

    O que era verdade, se estivesse no deserto do Mojave ninguém iria se opor a ele, nem mesmo questiona-lo se resolvesse fuzilar o tal guarda, mas, novas regiões, novas regras.

    Guarda escreveu:Que roupa é essa? Os raiders estão ficando mais criativos ou arranjaram novas pessoas para pilhar? Quem é você e de onde veio? Responda!
    E o guarda continuava, e desta vez o tirando um pouco do sério, afinal o comparar a uma das coisas que mais odeia em sua existência, era ultrajante.

    Respirou fundo, tentando se acalmar pensando que o guarda não tinha culpa, pois nunca havia visto tal equipamento antes, e era sua função proteger os cidadãos de Sandford de ameaças externas. Talvez Kelden faria o mesmo se estivesse em seu lugar, ou não. Não era sua intenção, logo de cara, revelar que fazia parte da NCR em uma região que poderia muito bem rejeitar tal organização, mas acreditava que cedo ou tarde alguém descobriria, então decidiu apenas esconder sua real missão por enquanto, talvez ganharia a confiança de alguns, quem sabe.

    - Sou um membro da Nova República da Califórnia, um Ranger para ser mais exato, talvez já tenha ouvido falar de nós pelas estações de rádios espalhadas por aí, vim do deserto de Mojave até aqui, motivos diplomáticos

    "Diplomacia é uma boa definição."

    O guarda, ainda desconfiado, mantinha sua postura enquanto ouvia as justificativas do forasteiro.

    - Sejamos honestos, já viu algum Raider com paciência para se explicar, e ainda com as mãos para cima como eu, sem demonstrar hostilidade? Se não quiser me deixar entrar agora, esperarei a abertura do portão até o horário necessário, afinal como você, eu também sigo regras.




    ayana
    Samurai Urbano
    avatar
    Samurai Urbano

    Mensagens : 118
    Reputação : 7

    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por ayana em Seg Jan 08, 2018 3:14 am

    Lisbeth Tozier

    Ao ouvir sobre baratas gigantes, Lisbeth deixou escapar um breve sorriso de deboche. O Overseer estaria subestimando demais a inteligência das pessoas, ou realmente ela estava rodeada por uma grande massa de gente estúpida? Pelas avaliações de Liz, havia mais pessoas simplórias como Robert do que baratas no Vault. E, que a verdade venha à tona, a ignorância seria menos generalizada se ao longo dos anos a psicóloga não tivesse trabalhado com tanto afinco para manter as coisas como estavam.

    - É curioso o Overseer convocar os guardas. Não bastaria formar um grupo de dedetizadores? Mark Wilkis fez um trabalho ótimo lá no consultório. Infelizmente, fiquei sabendo uns meses atrás que ele foi preso.

    Mark foi um de seus pacientes. Foram necessárias apenas duas sessões para Liz constatar que se tratava de uma pessoa instável. Mas ela demorou a entregá-lo, porque precisava contratar um dedetizador tolo que não saberia identificar as drogas que ela escondia, caso as encontrasse durante o serviço. Ainda que ele tivesse descoberto alguma coisa, quem se importa? Agora ele estava preso mesmo.  

    - Me diga, qual o procedimento se você encontrar uma barata gigante? - Prosseguiu Liz. - Vai atirar nela?

    Embora aparentasse interesse pelas baratas gigantes, Lisbeth não parava de cogitar que tipo de ameaça o governo tentava ocultar agora. Ela ficou alguns segundos em silêncio, resgatando em suas memórias quais setores faziam parte da ala leste. Não tinha o costume de andar por aqueles lados. Sabia que era movimentado por pessoas simples, com pouca qualificação. Um tipo de perfil que pouco atraía a curiosidade da psicóloga.

    - Mas eu até gosto desse horário, é tudo tão silencioso que as vezes eu acho que sou o último na terra hahaha - pela segunda vez, Robert interrompia seus pensamentos.

    Lisbeth respondeu apenas com um sorriso para não demonstrar irritação. Observava com ojeriza o mingau pastoso branco desaparecer aos poucos da tigela do guarda. Com certeza ela roubaria comida se tivesse que ingerir aquela gororoba todos os dias. Durante poucos segundos, chegou a se compadecer por aquela dieta miserável, mas logo colocou seus pensamentos de volta aos trilhos que levassem a mais indícios das reais intenções do Overseer.

    - Oh, não me deixe segurar você doutora. O dever chama - disse Robert ao se levantar da mesa.

    - Espere, capitão! - Disse Liz por impulso. - Eu… eu não tenho nenhuma consulta marcada agora de manhã, e preciso entregar um medicamento para um dos meus pacientes que trabalha na ala leste. Se importa se eu lhe acompanhar?

    Ela queria pelo menos dar uma olhada rápida na ala leste, ver a quantidade de tropas mobilizadas. Por algum motivo estava inquieta. Precisava porque precisava ter uma ideia da dimensão daquele problema.
    Gakky
    Adepto da Virtualidade
    avatar
    Adepto da Virtualidade

    Mensagens : 1658
    Reputação : 227
    Conquistas :
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/311.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1411.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1112.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1011.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1811.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1413.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/2111.png

    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por Gakky em Ter Jan 09, 2018 9:59 pm

    Nin tomou toda sua sopa e não desperdiçou nem um pouco, estava normal e fazia bem ao corpo. Isso era o importante, se manter alimentada e com energia. Patrick era como sempre caladão, mas era uma boa companhia,dava para pensar em muitas coisas perto dele. E também era bom ouvinte. Só não dava pra saber muito o que passava na cabeça dele.

    Quando John e Kara chegaram, o assunto se tornou mais interessante, parecia uma boa ir lá. Mas algo neles fazia Nin ficar um pouco incomodada, será que era por ser asiática? Ela ficou bem atenta tentando entender o que estava havendo enquanto a conversa continuava. Seu amigo loiro aceitou também o trabalho, parecia bom mesmo. Ela ouviu a resposta de John e anotava mentalmente que precisaria levar recursos para passar a noite.

    Kara falava de um jeito como se achasse divertido achar coisas hostis por lá. Mas para Nin quanto menos problemas, melhor, era o lógico, certo? Kara era do tipo que parecia curtir mais adrenalina do que se preocupar com sobrevivência mesmo. Nin apenas responde:

    Não uso armas. Mas sei me virar.

    John parecia não querer falar do local agora, isso era estranho, muito estranho. O que teria lá? Por que escondia agora? Nin tentou se lembrar de algo sobre Lady Liberty's.

    - Tá ok, estaremos lá.

    Depois que os dois saíram, Nin se virou para Patrick e perguntou:

    - Notou algo estranho nisso?

    E ficou um pouco pensativa. Depois chamou o amigo para fazer compras:

    - Vamos, temos que comprar recursos. Água não pode faltar, talvez algo que dê para fazer uma barraca de abrigo também não pode faltar. Mochilas, corda para gente arrastar o material! Comida seria bom, energia é sempre útil. Fósforos, armas se você usar. Faca, sempre são uteis não é? Que tal irmos na Smiths Guns? Até que isso vai ser bom, imagine quantos caps poderemos ganhar!! E ainda vamos ajudar! Quem sabe ficamos mais importantes aqui.

    Nin ia gostar se começassem a ver ela de uma forma melhor, embora o trabalho não fosse assim grandes coisas, não custava sonhar. Se Patrick aceitar, ela vai para loja com ele fazer as compras e fica muito animada com isso, pesquisando preços, pechinchando, vendo se os itens eram bons, se não estavam enferrujados e nem rasgados.
    Natalie Ursa
    Tecnocrata
    avatar
    Tecnocrata

    Mensagens : 316
    Reputação : 138

    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por Natalie Ursa em Qui Jan 11, 2018 11:41 am

    Patrick precisava do café amargo para acordar. Ainda estava meio sonolento da noite de poucas horas dormidas. Quanto à sopa... Já tinha comido algumas refeições piores. Podia-se dizer que era decente, já que dava para digerir e o rapaz a bebeu toda sem muita pressa.

    Novamente o rapaz se faz um pouco indiferente à conversa da dupla que tinha lhes abordado, embora prestasse atenção nela. Nem era muito fã de conversar durante seu café da manhã. Já estava no fim da sopa, mas não tinha acabado ainda! Deixou que Nin lhes respondesse, ela provavelmente gostava de se comunicar muito mais do que Patrick.

    Ouviu onde mandavam eles irem, mas a verdade é que não conhecia tanto assim dos arredores da região em que estavam ainda. Seus conhecimentos eram meio vagos. Mas a verdade era quem não tinha gostado do mistério que estavam fazendo sobre o lugar. Só lhe davam espaço para desconfiar de que nem tudo era simples como faziam parecer.

    Quando mencionaram onde poderiam se encontrar, o loiro apenas meneou a cabeça concordando, mas não se despediu, os olhos estavam muito ocupados cuidando da própria sopa.

    Logo após saírem Nin lhe fazia uma pergunta à qual Patrick estreitou os olhos antes de se voltar à garota e responder:

    - Não confie demais neles. Principalmente no John. - poderia ter dito outras coisas à respeito daquilo, mas manteve-se resoluto, como normalmente fazia.

    E de repente Nin começava a falar um monte mais uma vez. Ás vezes o entusiasmo da garota lhe impressionava um pouco. Mas Patrick não precisava comprar armas e ela não usava...

    - Está bem. - colocou a tigela de sopa e a xícara vazios de lado e se levantou - Vamos comprar sua lista suprimentos. - foi até a porta do pub bem à frente da garota, mas parou ali e a esperou para irem juntos.
    isaac-sky
    Mutante
    avatar
    Mutante

    Mensagens : 726
    Reputação : 182
    Conquistas :
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/411.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/212.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/712.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/410.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1511.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/312.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/2111.png

    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por isaac-sky em Dom Jan 14, 2018 11:50 pm

    [Ash - 7h05]

    Sem tempo para questionar sobre a postura e vestimenta do cliente, Ash fica atenta ao alerta de Brooker.

    Ash consegue ouvir o som de motor como Brooker.

    Ash escreveu:- Teremos companhia!

    Vance arregala os olhos, surpreso por aquele alerta.

    Ash escreveu:- Podemos até ganhar um veículo de brinde nesse trabalho! - brincou - Tomara que sejam Raiders.... -

    [Brooker]:Se aqueles desgraçados conseguiram um veículo funcionando eu com certeza vou pegar ele. Meu dedo tá coçando pra matar essas aberrações também.

    O colega parece empolgado com a possibilidade.

    Vance ouve a sugestão de Ash para se proteger.

    [Vance]:Mas o Brahmin...ok - o mercador pega algo na carga do animal e se esconde atrás da lanchonete.

    Com a luneta do rifle Ash pode identificar melhor quem se aproximava:



    Dois raiders montados numa moto pequena.


    [Brooker]:Tem armas, cara de raider, to sentindo cheiro de raider. Deve ser raider - o mercenário se agacha e posiciona a arma - No seu sinal Ash.

    Ordem de iniciativa:
    Ash - Brooker - ????




    [Kelden - 7h35]

    "Uma cabeça fria e a mão no coldre. É isso que vai te deixar vivo lá fora" um conselho que Kelden já ouviu por aí em algum lugar.
    O Sr. Ninguém mantinha a paciência enquanto o guarda o confrontava.

    A autoridade de um ranger não existia em Sandford pelo visto.

    Kelden escreveu:- Sou um membro da Nova República da Califórnia, um Ranger para ser mais exato, talvez já tenha ouvido falar de nós pelas estações de rádios espalhadas por aí, vim do deserto de Mojave até aqui, motivos diplomáticos

    [Guarda]:Mojave? Pff, ninguém sai de lá pra essas terras.

    Kelden escreveu:- Sejamos honestos, já viu algum Raider com paciência para se explicar, e ainda com as mãos para cima como eu, sem demonstrar hostilidade? Se não quiser me deixar entrar agora, esperarei a abertura do portão até o horário necessário, afinal como você, eu também sigo regras.

    [Guarda]:Eu já vi muito raider fazer muita coisa burra por motivos que sei lá o porquê.

    O guarda mantém uma postura agressiva. Até mesmo para um veterano como Kelden não há como não se intimidar diante de um guarda com um dedo leve em uma terra estrangeira.

    Sr. Ninguém está com status Impaired, -2 em rolagens durante a interação com o guarda

    [Guarda]:Pode não ser um raider mesmo, mas ainda é um estranho muito esquisito, não vejo porque te deixar entrar.

    [Mulher]:Ryan, está incomodando mais algum visitante? Você sabe o que o chefe acha de impedir a entrada de gente que pode ajudar?
    Um mulher de casaco de couro se aproxima.


    [Ryan]:E o chefe disse pra dobrar a vigia porque os raiders tão muito quieto, Cheyenne.

    [Cheyenne]:Isso é um uniforme diferente, mas não é um raider. Ei, você, ele não pode mesmo abrir antes do horário. Quer uma água? Espero que tenha caps, eu não sou tão generosa assim.

    O guarda baixa a arma e fica somente encarando Kelden.

    Cheyenne anda até o lado da estrada onde estão suas coisas, uma moto velha e uma pequena fogueira.




    [Lizbeth - 07h25]

    Liz mantinha a conversa com o guarda.

    Lizbeth escreveu:- É curioso o Overseer convocar os guardas. Não bastaria formar um grupo de dedetizadores? Mark Wilkis fez um trabalho ótimo lá no consultório. Infelizmente, fiquei sabendo uns meses atrás que ele foi preso

    [Robert]: Eu acho que bastaria, mas ele quer manter as pessoas tranquilas então temos mais guardas caso uma barata gigante apareça de repente no quarto de alguém - ele responde de uma forma um tanto debochada. Provavelmente achava meio ridículo também.

    [Robert]: Fiquei sabendo do Mark, infelizmente nada que eu pudesse fazer - ele ergue os ombros.

    Lizbeth escreveu:- Me diga, qual o procedimento se você encontrar uma barata gigante? - Prosseguiu Liz. - Vai atirar nela?

    [Robert]: Exatamente. Umas balas de 10mm devem resolver - ele sorri - Meu bisavô já contou uma história bizarra de uma barata gigante na época que ele era guarda. Ele adorava inventar umas histórias, então nem sei se essas coisas existem mesmo ou as pessoas do nosso Vault tem uma imaginação forte.

    Lizbeth escreveu:- Espere, capitão! - Disse Liz por impulso. - Eu… eu não tenho nenhuma consulta marcada agora de manhã, e preciso entregar um medicamento para um dos meus pacientes que trabalha na ala leste. Se importa se eu lhe acompanhar?

    O guarda para surpreso.

    [Robert]:Hmmm, ok, sem problemas doutora - ele sorri e acompanha a doutora.

    O caminho pelos corredores do Vault é um tanto silencioso. Robert não parece tão falante como antes, então só o zumbido de lampadas era ouvido.


    As conexões entre as alas não são livres todos os dias do ano. Em períodos estabelecidos pelo Overseer alguns checkpoints são criados com a justificativa de manutenção da ordem e do uso consciente de recursos.

    Robert e Lizbeth tem a autorização de transição entre as alas, então o guarda apenas pressiona sua senha no terminal e os dois passam pelo checkpoint.


    Assim que chegam na ala leste há um certo movimento e burburinho. A quantidade de guardas é muito maior que o normal e aqueles que moravam na ala leste não pareciam tranquilos também. Todos azuis, com uniformes da vault-tec, poderiam até parecer todos iguais na ala leste ou oeste, mas Liz sabe que há uma diferença muito grande entre essas pessoas.


    (@Ayane, caso queira saber mais coisas ou analisar o local pode realizar testes de Investigation ou de outra skill)




    [Nin & Patrick - 07h10]

    A reunião pré-serviço se encerra.

    Nin escreveu:Não uso armas. Mas sei me virar.

    Kara arqueia as sobrancelhas, curiosa com o que ela queria dizer com se virar.

    Nin e Patrick notam certos detalhes na linguagem corporal de John: ele esconde algo, principalmente quando fala do local e da missão. Infelizmente nenhum dos dois se recorda ou conhece algo sobre a região e o local.

    Agora a dupla estava a sós no bar e diante de suspeitas do que aqueles dois escondiam ou não haviam decidido ir pegar suprimentos no Smith's Guns.

    Os dois conhecem o dono da loja: um rabugento ghoul que devia ter quase uns 100 anos. Não era amigável e um dos poucos ghouls a viver em Sandford. Mas é um homem com conhecimento e os recursos para manter um negócio relativamente grande com armas, munição e suprimentos.


    Quem atende Nin e Patrick é o próprio Smith.


    A loja tem uma seleção variada de suprimentos e armas convencionais. Explosivos são os itens mais caros.
    O que começa a pesar no bolso é o fato de que juntar suprimentos de comidas aos outros materiais ou armas o preço ficaria acima do limite razoável.

    Os dois precisam decidir se levam comida ou equipamento basicamente, ou então, tentar pechinchar com o dono da loja.

    [Smith]:Digam logo o que querem. Estou sem paciência pra criançada hoje.






    Mecânica:
    Spoiler:



    Nin
    +1PH
    Vitalidade: Ok
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 2
    Pontos de poder: 92

    Patrick
    +1PH
    Vitalidade: Ok
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 2
    Pontos de poder: 92

    Sr. Ninguem
    +1PH
    Vitalidade: Ok
    Condição: Impaired (-2 em rolagens)
    Pontos heroicos: 2
    Pontos de poder: 92

    Ash
    +1PH
    Vitalidade: Ok
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 2
    Pontos de poder: 92

    Liz
    +1PH
    Vitalidade: Ok
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 2
    Pontos de poder: 92

    ayana
    Samurai Urbano
    avatar
    Samurai Urbano

    Mensagens : 118
    Reputação : 7

    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por ayana em Seg Jan 15, 2018 9:25 pm

    Lisbeth Tozier

    "Eddie Bushey, Dale Marlerman, Wallace Perrish e Angie Shumway ficam nas estufas". Ao longo do trajeto silencioso, Liz tentava se lembrar quais trabalhadores da ala leste passaram por seu consultório. "Brett Montgomery, Charlotte Nielsen, Christopher… não, acho que ele não voltou… e Lesley Garcia cuidam da manutenção dos equipamentos". Ela tinha ideia de onde cada uma dessas engrenagens com nome e sobrenome estaria - a menos se alguma delas tivesse sido substituída, caso outro agente do Overseer identificasse algum "defeito".

    "Ora, nada pode comprometer o funcionamento do Vault, não é mesmo?", foram as palavras de um colega seu. Ela concordou e até abriu um sorriso, concebido da ideia de estrangular qualquer filho da puta que pusesse as mãos nas ovelhinhas que estavam sob sua tutela.

    Lisbeth nutria um sentimento possessivo pelos pacientes, sobre os quais queria manter certo controle. Mesmo manipulando algumas avaliações, julgava que suas palavras eram incontestáveis. Atentar contra seus pareceres era uma evidente violação à justiça! Isso acontecia, sim, uma vez ou outra; só que nem sempre as informações chegavam até ela. E quando chegavam, já não havia muito o que fazer. No entanto, essas descobertas tinham um lado positivo: auxiliavam a desconstruir a crença - outrora uma devoção santificada - na justiça do Vault.

    Apesar da importância do componente leste, era muito estranha a decisão do Overseer em limitar seu acesso. Não se tratava de um setor de inteligência, como aqueles em que nem mesmo Lisbeth tinha autorização para entrar. "Será que as baratas são tão grandes que precisam passar pelas portas, em vez de se espalharem pelos dutos de ar?", pensou Liz com ar de deboche.

    Assim que atravessou a porta de acesso à ala leste, ela pôde não apenas notar que havia guardas demais como sentir a inquietação dos funcionários. Prestou pouca atenção nos detalhes ao seu redor porque, em primeiro lugar, precisava se afastar do guarda. Não queria que Robert estivesse perto quando ela fosse abordar outras pessoas.

    - A princípio, parece que a manhã está bem tranquila. Também, com tantos guardas, o Overseer não deve se preocupar com a manutenção da ordem por aqui - Comentou apenas para quebrar um pouco o gelo entre os dois.

    - Com sua licença, capitão, mas agora o dever me chama. Preciso ir lá tratar de assuntos clínicos com meu paciente.

    Ela se afastou do guarda seguindo em uma direção qualquer como se soubesse exatamente o caminho que deveria seguir. Com tantos guardas, era melhor não chamar atenção, pois havia o risco de ela receber mais tarde, em seu consultório, algum pau-mandado do governo, questionando sua visita àquele lugar. Sempre que inventava uma mentira, Liz tentava se convencer de que era verdade. Isso gerava um impulso de assertividade que ela punha para fora se fosse confrontada: "Ora, quem ousaria me questionar depois de tudo que eu fiz pra manter essa droga de lugar funcionando!?", revoltava-se antecipadamente.

    Quando estivesse fora da vista de Robert, Lisbeth iria procurar por pessoas conhecidas para se informar sobre o que aquela movimentação de fato representava.
    Natalie Ursa
    Tecnocrata
    avatar
    Tecnocrata

    Mensagens : 316
    Reputação : 138

    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por Natalie Ursa em Ter Jan 16, 2018 2:42 am

    Smith...

    Patrick teria explodido esse ghoul na primeira oportunidade... Se a tivesse.

    Felizmente - para o dono da loja - estavam dentro da cidade e Patrick tinha prometido para si mesmo - ou será que tinha sido para a Nin? - que não causaria nenhum problema dentro da cidade. Fora dela era outra história...

    Mas o ghoul lhes tratava de qualquer jeito. Será que sabia lidar com clientes??? Até Patrick conseguiria tratar um cliente bem melhor.... Ok, isso é uma grande mentira. E como sabia? Em algum momento de sua vida ele já precisou dar uma de negociante e... Bem... Nunca mais.

    Por isso mesmo preferia deixar as negociações dos produtos com Nin. Não queria quebrar a promessa... Tinha mesmo feito essa promessa?

    Não importava... O foco tinha que ser na missão. Era importante...

    ...

    Na verdade nem era tão importante assim... Mas a Nin parecia bastante interessada no trabalho... Começou a falar de vários suprimentos que poderiam comprar... Devia estar animada. Era motivo o suficiente para ir atrás da sucata que John mencionou... E no caminho dava para conseguir algum material extra para as invenções.

    Caminhava logo atrás de sua superior, observando com pouco interesse o interior da loja - bem melhor do que olhar para a cara do Smith e ter ainda mais certeza de que ele os desprezava.

    Antes que Nin começasse a pedir sua lista interminável de itens à serem comprados, Patrick a segurou pelo ombro e a puxou para o canto sem muita cerimônia, já que nem sempre se lembrava de ser uma pessoa educada. Não queria o ghoul se intrometendo na conversa. Inclinou-se levemente na direção da parceira para poder falar mais baixo e manteve a expressão séria, quase inabalável, e sempre:

    - Faça o seu pedido, mas não precisamos de armas. Eu tenho mochila e não preciso de uma barraca. - soltou o ombro de Nin e colocou as mãos nos bolsos do casaco - Pode usar meus caps. - ofereceu, já que a garota parecia muito mais interessada em acumular caps do que Patrick.
    Raijecki
    Mutante
    avatar
    Mutante

    Mensagens : 700
    Reputação : 10
    Conquistas :
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/411.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/811.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1811.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1413.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/712.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/612.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/410.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1511.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/2111.png

    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por Raijecki em Ter Jan 16, 2018 8:58 pm




    "NCR and PROUD!"




    2260:

    2260, Em algumas ruínas abandonadas, Deserto do Mojave





    No árido e escaldante deserto do Mojave, um garoto, com não mais de 7 anos de idade, brincava com algumas sucatas encontradas nos arredores do que um dia fora uma comunidade. Estava com seus pais e sua irmã mais velha, que logo o reprimiu:
    [Sand]: Kel! Não é hora de brincar! A gente precisa achar algo pra vender logo, se meche garoto!

    Sand, apesar de ser apenas 3 anos mais velha que ele, possuía uma maturidade invejável, mas necessária neste mundo desolado e sem esperança em que sobreviviam. Seus pais eram donos de uma caravana de sucata e comércio, um dos poucos meios considerados “legais” de pagar por uma refeição, ainda mais com duas crianças para sustentar.
    [Ray]: Sand, toma conta do seu irmão um pouco, eu e sua mãe vamos dar uma olhada naquela casa aqui do lado.

    [Jena]: Não esqueça de tirar a trava do rifle para usá-lo, nunca se sabe o que se pode encontrar nesses lugares... e fiquem longe daquele porão, ouviram?

    “O que você acha que eu sou? Uma criança?” – Pensou Sand, enquanto via seus pais se retirarem do cômodo em que estavam, no segundo andar de uma casa em ruinas. Era o que outrora havia sido um quarto de uma criança, provavelmente um menino, pois havia, pendurado em um berço, um móbile com algumas naves futuristas.






    [Sand]: Ouviu o que eles disseram? Você tem que me obedecer! Anda vamos, talvez tenha algo no porão aqui em baixo.

    [Kelden]: Mas...Mas... eles disseram que...

    A garota nem ouviu o que ele tinha para dizer, e já saiu porta a fora, em direção ao porão. Kelden, o menino, parecia intimidado com as ordens de sua irmã, e obedientemente guardou seus brinquedos em sua mochilinha, e a colocando em suas costas, desceu as escadas atrás da mesma.
    [Kelden]: Devagar Sand! Espera por mim!

    [Sand]: Você que não seja frouxo e se apresse, anda logo.

    Ao chegarem na entrada do porão, havia uma escada que descia, e notaram que a escuridão tomava conta daquele lugar, e o cheiro, bem, o cheiro nunca era dos melhores, mas aquilo soava um tanto de mais, era fortíssimo, nauseante, e infestava todo o local. Ouviam também alguns sons, que pareciam algum tipo de grunhido, como algum animal velho rosnando.
    [Sand]: Me diz que pegou a lanterna... Kel?

    O menino se escondera atrás dela, e com a mão tremendo entregou a lanterna. Antes de que Sand pudesse liga-la e aponta-la, seus ouvidos captam um forte som, um que eles conheciam muito bem.
    O som de um disparo. E mais outro, e outro.

    O grunhido só aumentou após os disparos, e as crianças já não sabiam mais o que fazer, se iriam em direção aos disparos e ver o que aconteceu, ou se seguiam em frente e adentravam a escuridão do porão.Uma voz, um pouco distante, clareou seu caminho.
    [Ray]: Está tudo bem crianças! Apenas algumas RadBaratas chatas pelo caminho, não se preocupem!

    - Ufa... – Disseram aliviados, ao mesmo tempo.

    [Kelden]: Vamos pra lá Sand, deixa esse porão aí!

    [Sand]: Deixa de ser medroso! Você precisa crescer, nossos pais não vão estar sempre aqui pra gente!

    Não podia estar mais certa, afinal de contas, era a verdade nua e crua, e era exatamente o que ela mais gostava de fazer, passar seus sermões ao caçula da família. Sacou seu rifle-semiautomático, o destravou, fazendo um *clik*, e disse:
    [Sand]: Pega a pistola que o papai te deu, destrava ela como te ensinei aquela vez e me segue.... e vê se não acerta em mim!

    O jovem, ainda temendo a escuridão, puxou de sua mochilinha uma pistola 10mm, e tentando se lembrar dos ensinamentos passados por sua irmã, destravou-a em um *clek* e desceu em seguida dela. Cada passo, um rangido de madeira anunciava o que deviam ter presumido antes de descerem a escada.

    Duas pessoas, mesmo que jovens e relativamente leves, não poderiam descer ao mesmo tempo. Logo no terceiro degrau, a escada de madeira, já podre e desgastada com o tempo, ruiu, derrubando os dois, num chão gelado e imundo. A lanterna caiu virada para a parede em frente a eles, agora visível, revelando o motivo do forte odor que o local exalava.
    Estava acorrentado, e berrava freneticamente, tentando alcançar, logicamente sem sucesso, as duas crianças ali.






    [Sand]: Ah! Então era um Feral ghoul, ainda bem que ele está acorrentado, imagina se a gen - Nem teve tempo de terminar a frase e seu irmão já gritava desesperado em direção a porta.

    [Kelden]: AHHHH!!! PAPAI! MÃE! SOCORRO!!!

    “Esse garoto não tem jeito mesmo” – Observando o desespero de seu irmão, Sand, agora de pé, recolheu seu rifle do chão, se virou, e o apontou em direção ao monstro.

    [Sand]: Cala a boca Kel! Olha pra cá, ele não vai te fazer mal, está preso.

    Kelden então se virou, e a observou fuzilar o ghoul, fazendo o que sobrou de seus miolos se espalharem por todo o lugar. Por um segundo, lhe parecia que sua irmã estava apreciando aquilo, a sensação de poder, da vantagem que detinha.

    Subitamente, ouviram outro grito, mas esse, vinha da porta do porão.

    [Jena]: Eu não disse que vocês não podiam entrar aí?!!!!!!

    [Ray]: Mas que droga foi essa?!




    Portão de Sandford, 7h35


    O guarda se mantinha firme em suas convicções, seu trabalho era desconfiar de todos, pelo bem da segurança de sua comunidade.

    Guarda escreveu:Mojave? Pff, ninguém sai de lá pra essas terras.

    "Verdade, o único idiota que fez isso está na sua frente"

    Guarda escreveu:Eu já vi muito raider fazer muita coisa burra por motivos que sei lá o porquê.

    "Não viu nem a metade..."

    Enquanto o guarda esboçava sua opinião sobre os indivíduos malfeitores da Empire Wasteland, já o indicando como um, Kelden tentava manter a calma, afinal para quem fez uma viagem extremamente longa e demorada, considerada até impossível pela maioria das pessoas, esperar até o horário de abertura do portão não era nada. Principalmente quando se está pela mira de alguém com o dedo leve.
    Guarda escreveu:Pode não ser um raider mesmo, mas ainda é um estranho muito esquisito, não vejo porque te deixar entrar.


    O Sr. Ninguém realizou uma profunda respirada, fazendo um som metálico, quase que eletrônico, por sua mascara de gás, acoplada em seu capacete, se virou já abaixando seus braços e foi seguindo até algum lugar que poderia esperar a abertura do portão, ignorando o irredutível guarda. Mas, de repente ouviu uma voz feminina próxima e acabou observando, de que se tratava de fato, de uma mulher, tinha os cabelos loiros atados, e vestia roupas de couro.
    Mulher escreveu:Ryan, está incomodando mais algum visitante? Você sabe o que o chefe acha de impedir a entrada de gente que pode ajudar?

    "Ryan, é? Vou guardar esse maldito nome"

    A pergunta era direcionada para o sentinela de Sandford, que logo á respondeu:

    Guarda Ryan escreveu:E o chefe disse pra dobrar a vigia porque os raiders tão muito quieto, Cheyenne.

    "Então é Cheyenne seu nome... e chefe? Talvez ela trabalhe para o líder desta comunidade, espero que tenha algumas informações uteis"

    Cheyenne escreveu:Isso é um uniforme diferente, mas não é um raider. Ei, você, ele não pode mesmo abrir antes do horário. Quer uma água? Espero que tenha caps, eu não sou tão generosa assim.

    Kelden reparou que Ryan havia abaixado sua arma, mas ainda continuava a encara-lo, demonstrando claramente suas desconfianças com o mesmo. Já Cheyenne, após oferecer-lhe água, se moveu até o lado da estrada, onde havia, um tipo de acampamento improvisado, com uma fogueira e o que Kelden achou surpreendente, uma moto.

    "Uma moto? Nesses dias? é alimentada pelo que? Baterias?"

    Resolveu se aproximar da moça, porque, no fim das contas, teria de esperar o horário certo mesmo, e ao chegar, á questionou:

    - Cheyenne não é? Já tenho, obrigado, mas gostaria de usar sua fogueira para esquentar minha carne, se importa?

    JPVilela
    Investigador
    avatar
    Investigador

    Mensagens : 62
    Reputação : 4

    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por JPVilela em Qui Jan 18, 2018 5:20 pm

    Sem muito tempo de olhar para trás e verificar se o contratante havia realmente seguido sua dica e tomado uma cobertura segura, Ash confiava no som dos passos que ouvia. Só esperava que Vance tivesse ido para os fundos, e não para dentro da lanchonete, uma vez que eles nem investigaram o interior para saber se era seguro. Talvez a ruína poderia ser casa de criaturas daquela terra desolada.

    - Prepare-se, vou tentar derrubar o motorista. - explicava em um tom relativamente calmo em resposta a Brooker - Depois disso... Atire a vontade. Lá vamos nós...

    A atiradora inalou fundo, e em seguida prendeu a respiração para estabilizar sua mira.

    Raiders eram o tipo de gente que Ashley não fazia questão nenhuma de abrir fogo primeiro e fazer perguntas depois. Era conhecimento comum de qualquer sobrevivente que as diversas gangues eram um dos motivos pelos quais a vida era tão difícil. Saqueadores, torturadores, assassinos, canibais, todos aqueles que não conseguem viver em "sociedade" por serem muito violentos, malucos, desajustados de hábitos repulsivos... Essas pessoas então criam esses grupos para sobre fazendas e assentamentos que não conseguem se proteger, vivendo como sanguessugas.
     
    Isso gerava um grande ódio aos Raiders, principalmente por parte dela, que perdeu parte da família em uma das tentativas de uma gangue saquear Sandford anos atrás.

    Fora isso, não precisava de muito para concordar com esse tipo de pensamento, basta ver pela primeira vez a criatividade que os Raiders tinham em fixar membros decepados e caveiras de suas vítimas em efígies que decoram seus covis, como se fossem obras de arte.

    Bem, e a arte da mercenária de cabelos amarronzados era fazer com que balas encontrassem seu caminho dentro do crânio desse tipo de gente. Essa era uma de suas contribuições  para com a sociedade… uma espécie de “ciclo da vida” maluco ou algo assim... Era no que acreditava.

    Só esperava não acertar a moto por acidente, nem ela nem Brooker, quando este começasse a gastar munição. Esperava que com isso, o colega conseguisse a ação que queria, e deixasse o maldito vendedor chegar ao destino em paz.

    Calculou a altura que deveria manter a retícula, o vento parecia não ser um fator que alteraria a trajetória do projétil e por fim puxou o gatilho.
    Gakky
    Adepto da Virtualidade
    avatar
    Adepto da Virtualidade

    Mensagens : 1658
    Reputação : 227
    Conquistas :
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/311.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1411.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1112.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1011.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1811.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1413.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/2111.png

    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por Gakky em Qui Jan 18, 2018 7:50 pm

    Nin chegou animada a loja, já conhecia Smith de lá mesmo e o mau humor dele não era novidade. A única coisa que a preocupava agora era que John escondia alguma coisa para eles. Mas o que seria? Talvez fosse uma região perigosa, não conseguia se lembrar. Talvez fosse melhor perguntar por aí, quem sabe alguém conhecia? Mas alguém daria ouvidos a ela? Ela encarava o Ghoul enquanto pensava no que comprar.



    - O que viemos comprar é algo muito importante, trata-se de sobrevivência
    - Disse a Smith com uma voz séria.

    Mas logo seu parceiro a puxou pelo ombro, parecia querer dizer alguma coisa. Ela olhou para Patrick meio confusa, mas não era nada demais, só queria avisar que não precisavam de armas. Tudo bem até aqui. Mas ela realmente ficou animada quando ele ofereceu os caps a ela:

    - Isso é ótimo! Até porque vou dividir as coisas com você. Sabe, eu acho que fazemos uma boa dupla de sobreviventes. A gente se completa, você dá o caps, não brigamos por coisas bobas.. E... Ah melhor eu comprar logo se não nosso atendente pode ficar irritado.  

    Ela voltou ao balcão e disse na maior seriedade de negociante:

    - Então, quero coisa boa viu, não coisas enferrujadas demais. Mas nada de armas hoje, só suprimentos. Você teria comida, uma corda e uma rede? Ou algo que sirva de rede, uma tecido fino, algo assim? Ah e dois cantil de água por favor.Ah por acaso você conhece a área perto de Lady Liberty's Torch?

    Nin também tentaria pechinchar e verificaria os itens para não estar sendo roubada, a água ela cheiraria para ver se não tava podre. Depois colocaria tudo na mochila de Patrick:

    -Se estiver muito pesada me avise, não podemos gastar energia desnecessária né.
    isaac-sky
    Mutante
    avatar
    Mutante

    Mensagens : 726
    Reputação : 182
    Conquistas :
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/411.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/212.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/712.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/410.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1511.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/312.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/2111.png

    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por isaac-sky em Sab Jan 20, 2018 1:40 pm

    [Ash - 7h06]


    Ash já lutou com muitos raiders em sua vida mas todo encontro com um deles é intenso à sua maneira: se ela se descuidasse, um dia ela poderia não prevalecer.

    Ash escreveu:- Prepare-se, vou tentar derrubar o motorista.Depois disso... Atire a vontade. Lá vamos nós...

    [Brooker]: Não me decepcione Ash, se acertar de primeira eu te pago uma nuka-cola - Disse o colega posicionado para disparar.

    Ash se concentrou, canalizando todo seu ódio pelos raiders e sua experiência num único tiro...

    A bala voa em alta velocidade e mesmo diante de um alvo em movimento ela tem precisão.
    A raider que pilota é atingida no ombro direito, derrubando a moto e seu parceiro. Pelo scope Ash vê que não foi uma morte nem um headshot, mas atingiu seu objetivo de derrubar a piloto.

    Brooker acompanha, abrindo fogo contra os dois raiders. Os disparos fazem com que os raiders busquem cobertura na própria moto caída e uma das balas atinge o braço do raider que ia na garupa.
    Irritados, os raiders abrem fogo contra Ash.

    A piloto erra o tiro com seu rifle de caça, muito longe de atingir algo. O segundo tem mais sorte, a bala de seu rifle de caça voa na direção da sniper.

    (@JPVilela, pode rolar um teste de defesa Toughness DC 19)

    Vance já não está no campo de visão de Ash ou Brooker.




    [Lizbeth - 07h50]


    Para Liz as linhas que separavam sua relação com seus pacientes do controle sobre elas são tenues. Passar por aqueles corredores alimentava seu sentimento de proteção, e posse, sob aquelas pessoas.

    Lizbeth daria uma ótima funcionária da Vault-Tec antes da guerra.

    Lizbeth escreveu:- A princípio, parece que a manhã está bem tranquila. Também, com tantos guardas, o Overseer não deve se preocupar com a manutenção da ordem por aqui -

    [Robert]:Ahn? Ah claro. Tem sido tranquilo ultimamente, espero que esse povo esqueça logo esse papo bizarro de barata - comenta um tanto distraído.

    Lizbeth escreveu:- Com sua licença, capitão, mas agora o dever me chama. Preciso ir lá tratar de assuntos clínicos com meu paciente.

    [Robert]:Claro doutora. Obrigado pela companhia, se cuide - o guarda se despede de forma educada e anda em direção a um colega guarda.

    Lizbeth se afasta para investigar o que estava acontecendo naquela ala.
    Eram corredores que costumavam ter bastante movimento normalmente pois muitas pessoas vivem nessa área, mas agora quase todos os corredores parecem desertos tirando os guardas.

    A proporção de guardas é muito maior que o normal. A cada esquina Liz vê pelo menos quatro deles.
    Pelo caminho também vê que alguns dos guardas erguendo grades do chão e olhando as tubulações: parece até uma busca genuína por uma barata gigante.

    Ou por alguém. Mas é difícil determinar pois Liz também tenta disfarçar seu propósito ali.

    [Garota]:Doutora? - uma garota chama por Liz. Ela reconheceria: uma paciente.


    Katheryn, 17 anos, problemas de depressão. Recebeu "alta" de Liz após o uso do Fadeway. Apesar disso ainda mantinha uma certa aura triste, mas era funcional o bastante para que pudesse conviver na sociedade do Vault.

    [Katheryn]:Não devia andar por aí sozinha doutora. Estão dizendo que tem uns bichos pelos corredores.

    Antes que pudesse começar a conversa a doutora vê que do corredor vem um garoto, bem novo, correndo a toda velocidade. Liz está em rota de colisão e ele não parece querer desviar, mas ela pode desviar se quiser.




    [Nin & Patrick - 07h30]


    Patrick se conteve para manter a negociação "tranquila". Ghouls não são tão comuns em Sandford, mas aquele era tão importante com sua loja que muita gente esquecia deste detalhe.

    Indicando a sua parceira que gastasse com suprimentos ao invés de armas e que usasse seus caps, Nin assume as negociações.

    Nin escreveu:O que viemos comprar é algo muito importante, trata-se de sobrevivência

    [Smith]:Ah, é mesmo? Achei que queriam doces - respondeu sarcástico.

    Nin escreveu:- Então, quero coisa boa viu, não coisas enferrujadas demais. Mas nada de armas hoje, só suprimentos. Você teria comida, uma corda e uma rede? Ou algo que sirva de rede, uma tecido fino, algo assim? Ah e dois cantil de água por favor.Ah por acaso você conhece a área perto de Lady Liberty's Torch?

    [Smith]:Meu Deus como fala. Ok ok, eu tenho algo aqui - o ghoul vai até os fundos e pega uma pequena caixa.
    Nessa caixa estão alguns enlatados, uma corda velha e um pedaço de pano mais fino (remendado porém serviria o propósito de rede).

    [Smith]:Eu tenho água tratada, tem gosto de ferrugem mas é limpa - e tinha razão, era uma água tratada na própria Sandford que não tinha lá um gosto muito bom mas era limpa. Limpa o suficiente.

    Nin paga Smith e coloca os materiais na mochila.

    [Smith]:Liberty's Touch? Ah, é onde está o pedaço da tocha da estátua. Pff, eu lembro daquela porcaria quando ainda era inteira - Quantos anos aquele ghoul tinha? - Não tem nada nem ninguém interessante naquela área porque não há nada além de um pedaço gigante de estátua e só. Pode ter uns rat-moles, mas eu acho que vocês se viram bem.

    Apesar da atitude do ghoul ele havia dado as informações que pediu.

    [Smith]:Não fiquem enrolando quando estiverem na estrada. Os raiders andam muito quietinhos e isso é esquisito.

    Com seus suprimentos a dupla sai da loja e se dirige ao portão. Já são 8 horas e as comportas já se abriram.

    John e Kara esperam no portão como haviam dito, já armados e com seus suprimentos também.

    [Kara]:...eu to te falando é um ranger da NCR!
    [John]:Desde quando os caras do Mojave vem pra esses lados Kara!? As vezes eu acho que você se faz de maluca.

    Nin e Patrick encontram os dois discutindo algo.

    [Kara]:Oh, olá Tsunami, Branquelo. Prontos pra diversão? - John vira os olhos quando ela fala.
    [John]:Vamos partir agora, pegaram tudo que precisavam?




    [Kelden - 7h45]


    O Sr. Ninguém não gostou daquela recepção, mas quem diria que seria diferente em qualquer comunidade da Empire Wasteland? Haviam tão poucas informações sobre o lugar para as outras regiões, como seriam as coisas por aqui?

    Se aproximou de Cheyenne que só mexia no fogo, agachada. A moto parecia comum, mas com certeza não seria movida a gasolina: todo combustível baseado em petróleo já devia ter vencido nas primeiras décadas da guerra.

    Kelden escreveu:- Cheyenne não é? Já tenho, obrigado, mas gostaria de usar sua fogueira para esquentar minha carne, se importa?

    [Cheyenne]:Sem problema, senhor... - ela dava uma pausa para que ele apresentasse seu nome.
    [Cheyenne]:Não ligue pro Ryan, ele tá um tempinho sem dormir e tem um dedo meio leve.

    Ela dá espaço para que Kelden usasse a fogueira.

    [Cheyenne]:Me desculpe a curiosidade. Mas o que faz aqui, em Sandford? Trabalho bastante viajando entre comunidades, nunca te vi por essas bandas.

    ...

    8 horas, as comportas do portão começam a se abrir para o lado de fora. Ryan cumprimenta um outro guarda e se dirige para dentro da cidade: seu turno tinha acabado e Kelden não teria problemas em entrar agora.

    [Cheyenne]:Sei que quer falar com o Chefe, ele fica no maior "prédio" da cidade, não tem como errar. Ah, e uma dica: cuidado pra não provocar ninguém. É uma comunidade bem unida e é bem fácil ter todo mundo contra você.

    Ela parecia se preocupar com ele, mesmo não o conhecendo.

    [Cheyenne]:Boa sorte - disse subindo na moto e a ligando. Entrou em Sandford.

    O caminho está aberto para Kelden.





    Mecânica:
    Spoiler:



    Nin
    +1PH
    Vitalidade: Ok
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 3
    Pontos de poder: 93

    Patrick
    +1PH
    Vitalidade: Ok
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 3
    Pontos de poder: 93

    Sr. Ninguem
    +1PH, +2PH
    Vitalidade: Ok
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 5
    Pontos de poder: 93

    Ash
    +1PH, +1PH
    Vitalidade: Ok
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 3
    Pontos de poder: 93

    Liz
    +1PH, +2PH
    Vitalidade: Ok
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 4
    Pontos de poder: 93

    ayana
    Samurai Urbano
    avatar
    Samurai Urbano

    Mensagens : 118
    Reputação : 7

    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por ayana em Dom Jan 21, 2018 1:47 am

    Lisbeth Tozier

    A inquietação aumentava à medida que Lisbeth caminhava pelos corredores. Ouvia apenas o barulho ritmado de seus passos, como os movimentos do ponteiro de um relógio. A impressão era que marcavam uma contagem regressiva para a chegada de alguma coisa que romperia o silêncio. Uma coisa que ela se arrependeria de encontrar.

    Cada vez que cruzava com mais e mais guardas, ela se questionava se não era hora de dar meia volta e abandonar aquela desprezível área. Aparentemente, os funcionários de lá já haviam tomado essa decisão. Estavam todos desaparecidos. Escondidos, talvez para se proteger das…

    "Baratas"

    A ideia não lhe parecia mais tão esdrúxula. Por mais que não quisesse admitir, o pensamento estava carregado de temor. Para uma mulher destemida como Lisbeth, era algo inaceitável que estava prejudicando sua capacidade de analisar o ambiente, levantar evidências.

    Havia uma atmosfera de perigo no ar e, talvez, nem fosse preciso ver uma operação de segurança daquele porte para senti-la. Liz sabia que muitas vezes o Overseer empregava uma força desproporcional para manter a ordem. Poucas vezes, porém, havia observado uma operação tão ampla. Viu guardas vasculhando as tubulações. Estariam à procura dos funcionários desaparecidos ou das…

    "Baratas gigantes"

    Recordou-se da conversa que tivera com Robert poucos minutos atrás; do procedimento para matá-las: "umas balas de 10mm devem resolver". Talvez ela se arrependeria por não ter levado a conversa a sério. Ou ainda mais por não ter vindo armada inspecionar a ala leste.

    "Espera, eu não posso ficar andando por aí com uma arma", esforçava-se para que suas inquietações não a desviassem do bom senso. Estava gerando suposições demais para alguém que não havia descoberto nada. De volta ao objetivo, Lisbeth foi atrás de respostas. Ela só precisava encontrar alguém em quem pudesse confiar! Encontrar uma de suas ovelhinhas...  

    - Doutora?

    Lisbeth assustou-se, dando um pequeno pulo para trás como se tivesse pisado em uma brasa de carvão. A garota que a chamou, Katheryn, era uma de suas pacientes. Sentiu alívio em encontrar uma figura conhecida ainda que se parecesse com uma assombração. Katheryn era muito pálida e mantinha o ar angustiado e atormentado de um espírito que não aceitou a própria morte.

    - Oi, Katheryn - foi o máximo que conseguiu dizer, antes de começar a avaliar a garota.

    Era uma pessoa bem jovem, com sérios problemas de depressão - o que já permitiria classificá-la como instável. Além disso, estava condicionada a trabalhar a vida toda nesta área miserável e, se não bastasse, tomada por uma ameaça oculta e avassaladora, a julgar pelo esquema de segurança.

    Isso não seria nada bom para a saúde mental dela e de outros que Lisbeth liberou sem estarem completamente recuperados. Ela acreditava que era questão de tempo até os surtos contra o regime irromperem em algum lugar. Esperava que um simples desentendimento com oficiais de hierarquia superior, por exemplo, seria capaz de gerar uma pequena centelha para acender o rastilho de pólvora no qual aqueles pacientes se transformaram. Mas o que representaria um conflito social tão mundano como esse, em comparação a uma invasão de baratas gigantes que poderia colocar todo o Vault em chamas?

    - Não devia andar por aí sozinha doutora. Estão dizendo que tem uns bichos pelos corredores.

    - Katheryn, onde estão…

    O barulho de alguém se aproximando interrompeu a fala de Liz. Uma criança vinha correndo em sua direção. Em uma situação normal, Lisbeth, que não suportava crianças, iria repreendê-la dizendo que os corredores não eram locais para brincadeira. Muito menos esses daqui, macabros, desertos, ocultando criaturas que pareciam fruto de delírios ou imaginação. Uma possibilidade ainda não descartada pela psicóloga.

    Quando estivesse ao seu alcance, ela tentaria parar o garoto segurando-o pelo braço.
    Conteúdo patrocinado


    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por Conteúdo patrocinado


      Data/hora atual: Sex Set 21, 2018 6:19 pm