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    Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

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    JPVilela
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    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por JPVilela em Ter Jun 12, 2018 6:02 pm

    Ver o peso da idade no líder de Sandford não mudava em quase nada o julgamento da ex-moradora de cabelos negros, se aquilo significava alguma coisa era que ele estava mais lento e cansado. Eram ainda mais motivos para não ser um bom líder. Ele e Duncan provavelmente tinham mais ou menos a mesma idade. Como o líder dos Reapers é alguém com quem ela convive a passagem do tempo é mais difícil de ser notada. Diferente de Clark, “Duke” ainda consegue chutar muitos traseiros.  

    Clark escreveu:- Eu achei que ela ia ficar na dela por mais um tempo, mas a Rainha pelo visto já está tramando - dizia olhando para Tachibana - Os raiders que viu provavelmente não tinham essa marca porque eram scouts. A moto deveria ser roubada do mesmo lugar que a Cheyenne, a nossa scout, arranjou a dela - disse olhando para Ash.

    Sem sair do lugar onde estava e ainda com os braços cruzados Ashley estreitou o olhar prestando atenção no símbolo presente naquele pedaço de pano que Clark mostrava. Aquilo era novidade para a atiradora, seria um grupo de Raiders que nunca havia encontrado antes? Como isso era possível?  

    - Ela? - inquiriu com uma das sobrancelhas erguidas sem gostar do jeito com que aquele bode velho não abria o jogo e falava logo de cara do que aquilo tudo se tratava. Mas Clark a ignorou e direcionava a palavra ao seu capanga.

    Tachibana escreveu:- Se conseguiram pegar mais uma moto em Fort Morris então eles tem bem mais números que imaginamos.

    Clark escreveu:- Sim...Ashley, eu acredito que vamos precisar dos serviços de sua...organização.

    Ashley agora erguia as duas sobrancelhas, com uma expressão carregada de ironia ao ouvir o sujeito havia acabado de dizer.

    - Hhhumm - imaginava o que Duncan teria a dizer sobre o fato do velho conhecido finalmente admitir que aquela cidade precisa deles - Vou avisar no rádio.

    Clark escreveu:- Você confirmou rumores que levariam alguns dias para confirmarmos, obrigado Ashley...diga ao Doutor Blazcowitz que tem meu agradecimento também. Vamos nos preparar para o pior, Tachibana irá tirar suas dúvidas e os detalhes dessa questão.

    Não expressou nenhuma mudança da sua expressão neutra ao ouvir o agradecendo. Ao final de sua frase e antes que o sujeito saísse daquela sala a atiradora completou com convicção:

    - Seus moradores estão sentindo que algo ruim está por vir, abra o jogo com eles, Clark.

    Provavelmente aquele bode velho não lhe daria mais ouvidos passado o ponto em que ela já havia completado seu papel de batedor, um batedor que trabalha de graça. Poderia capitalizar aquela informação, se o pedido não tivesse sido de alguém que significava algo para ela. Era
    nessas horas que se arrependia de não ser tão indiferente e cínica quanto outros de seus colegas de profissão.  

    O "prefeito" acabava de deixar o e Ashley respirou fundo, aliviada que não precisava mais dividir espaço com aquele que nutria tanto rancor. Agora ficou encarando o asiático braço direito do líder do lugar por breves segundos de silêncio mortal.

    - Ela? - repetiu a pergunta replicando exatamente o mesmo tom e expressão que havia usado anteriormente quando havia sido ignorada - Faz mais de dez anos que trabalho por aí atirando em Raiders e coisas piores… Como que nunca ouvi dessa "Rainha"? - completou descruzando os braços e indo em direção ao balcão de bebidas olhar mais de perto aquele novo símbolo.
    ayana
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    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por ayana em Ter Jun 12, 2018 10:25 pm

    Lisbeth Tozier

    Era impossível se manter indiferente à descoberta de que o Overseer tinha desejos por Lisbeth. Um detalhe tão inesperado que desafiava a capacidade dela em decifrar a psiquê humana. Se soubesse dessa paixão, com certeza iria usá-la a seu favor.

    A paixão afastava o ser humano da racionalidade. Há alguns anos, esse sentimento deixou de fazer parte da vida de Liz. Ele foi desaparecendo aos poucos, nas doses quase diárias de Fadeaway. Na época em que ela realizava dois trabalhos sujos: entregar as cobaias para o regime depois de usá-las em sua própria pesquisa. O que estava em jogo era o desenvolvimento de uma arma com um poder extraordinário. Suas ambições não poderiam ser menores do que tomar o controle do Vault, ou pelo menos destruí-lo se não obtivesse sucesso.

    Com a administração correta da droga, era possível viver integralmente em função de sua pesquisa. Uma vez concluída, o consumo de Fadeaway teve uma vigorosa queda, e o organismo da psicóloga, recordando-se de sua humanidade, eventualmente voltava a sentir desejos. Em uma dessas ocasiões, alguns beijos na boca de Robert foram suficientes para satisfazê-la. A psicóloga pediu para que o guarda a beijasse quando ele ficou sozinho em seu consultório, submisso e completamente dopado.

    Uma boa lembrança… que estaria perdida se eles não tivessem se encontrado pela manhã.

    Envolver-se com o Overseer, por outro lado, sempre esteve fora de cogitação, mesmo após descobrir que ele guardava um amor secreto. Amor que certamente havia deixado de existir; agora convertido em ódio. Observando pelo lado positivo, veio a certeza de que compartilhavam o mesmo sentimento um pelo outro.

    De repente, as lágrimas do Overseer, incapaz de se despedir da filha, despertaram certo fascínio na psicóloga. Era a primeira vez que ela submetia um usuário a uma tortura psicológica. Concluiu que estava praticando uma das formas mais cruéis de tortura. A única que chegava ao ponto de impossibilitar a completa expressão da dor. Secou as lágrimas dele com a manga do jaleco e acariciou o lado esquerdo de seu rosto. Os lábios dela foram se aproximando dos lábios dele bem devagar, como um barquinho de papel em uma poça d’água, empurrado apenas pelo ar de sua respiração quente e ofegante. A dois dedos de distância para os lábios se tocarem, Lisbeth abriu um sorriso.

    - Já ia me esquecendo que você não me ama mais - fez uma expressão triste antes de começar a rir e se afastar.

    Da mesa do Overseer, Lisbeth escutava atentamente as informações do guarda enquanto fazia anotações em uma folha de papel. A desconfiança de que boa parte dos oficiais do Vault era bem estúpida começava a se revelar como verdade, no momento em que um guarda estúpido não soube sequer informar o motivo da revolta. (Ela anotou no papel: "Eliminar os incompetentes", como uma das metas de seu governo). Pela maneira como ele descreveu os acontecimentos era muito provável que outras pessoas viram a lista que desencadeou um cataclismo no Vault.

    O que Lisbeth jamais poderia prever era que teria de enfrentar o início de um verdadeiro apocalipse, quando Deus resolvia liberar ao mesmo tempo uma série de calamidades para se assegurar de que ninguém sobreviveria. Havia uma revolta, uma doença, uma praga e uma ameaça de invasão. Mas talvez Deus não tivesse previsto que justo no dia do juízo final outra pessoa assumiria a liderança do que restou da humanidade. Uma mulher que também gostava de jogar como um Deus.

    Lisbeth ainda fazia anotações quando a voz do intercom ficou em silêncio. Sem desviar os olhos do papel, começou a passar instruções para o Overseer.

    - Escuta, você precisa deixar bem claro pra eles que é inadmissível o uso de força letal contra qualquer pessoa. Explique que agora é impossível ir até lá, mas que muito em breve você fará um pronunciamento para todos da ala leste.

    Quando o Overseer encerrou a chamada, a psicóloga ainda permaneceu em um estado de concentração cirúrgica, costurando todas as ameaças para não deixar pontas soltas. Embora detivesse o poder, tinha consciência de que sua permanência ainda era um tanto frágil. Por isso as próximas etapas do golpe de estado deveriam assegurar certa estabilidade para que as pessoas acreditassem na legitimidade da transição de poder.

    - Agora vamos consertar os erros que você e eu cometemos - disse com entusiasmo, levantando-se da cadeira e chegando mais perto do Overseer. - Animado?

    INTENÇÕES:


    • O Overseer deve ligar para o porta-voz do regime para comunicar a todos da ala leste que em breve ele fará uma retratação e um comunicado determinante para o futuro do Vault.
    • O Overseer deve pedir para o chefe de segurança trazer alguns guardas para evitar que qualquer pessoa apareça na sala dele e também enviar outros para vasculhar as cozinhas e os depósitos à procura de baratas.
    • Por fim, o Overseer deve enviar médicos para examinar as pessoas que moram no bloco da Hope.

    Natalie Ursa
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    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por Natalie Ursa em Qua Jun 13, 2018 9:59 pm

    Quanto mais tempo passava, mais pessoas surgiam vindas sabe-se lá de onde, como se isso fosse alguma reunião de gangue, exceto que aquelas pessoas eram estranhas. Patrick não se admirava que um vertbird perdido em meio a escombros cumpriria bem o papel de chamar a atenção de toda a sorte de seres humanos da wasteland... Junte isso a explosão e ao tiroteio que acabara de acontecer... Patrick sabia que tinham que ter dado o fora dali quando tiveram a chance, mas Nin tinha que ser teimosa e querer voltar pela mulher ferida.

    Agora eram obrigados a lidar com possíveis novas ameaças.

    Patrick continuou observando de longe, escondido entre os escombros enquanto Nin corria até Kara e, consequentemente se aproximava dos outros homens que falavam entre si.

    Ele imaginava o que poderiam ser... Mercenários talvez?

    Instantes depois mais um surgia impondo-se e fazer exigências, além disso usava um capacete que distorcia sua voz... O rapaz apertou os dentes, incomodado ao ver que o homem podia detectá-lo. Só podia ser o capacete que Patrick mal conseguia enxergar direito pela distancia e por ainda estar escondido.

    Com o vertbird ali perto, a tecnologia do capacete e toda a a bagunça que se sucedeu naquele local, Patrick começava a imaginar se o homem, que estava claro que também tinha sido o atirador por trás do rifle - anti-matéria, se não bastasse já apenas o fato de ser um rifle - não seria um membro da brotherhood. Se ele realmente fosse, seria bem mais perigoso do que o bando de raiders... Estaria ele com os outros dois homens?

    Com aquele capacete não adiantava continuar escondido... Se conseguisse destruí-lo... Quem iria explodir a cabeça de quem?

    Patrick tirou a mochila das costas e a soltou atrás dos escombros, tirando antes um dos explosivos e guardando dentro do casaco, caso precisasse de uma ação de emergência. Só depois o rapaz levantou-se lentamente do seu esconderijo, permitindo que os estranhos lhe avistassem.

    Patrick se revelou, mas não disse uma só palavra. Ocupou-se apenas em observar os estranhos, enquanto o homem com o capacete resolveu que era uma boa hora se apresentar...

    - Califórnia...? - Patrick repetiu, mas baixo demais para ser ouvido, mas começou a lembrar-se de que tinha visto aquele homem chegando em Stanford quando o quarteto estava se dirigindo aos portões.

    Se bem se lembrava, Califórnia era um lugar bem longe dali... Faria sentido se o transporte voador fosse dele... Mas era um ranger atrás deles??

    - Enviado por quem? - perguntou, pulando convenientemente a parte da apresentação e sem tirar os olhos da movimentação dos outros dois. Já imaginava que tinha alguma relação com Stanford - quem de lá poderia estar atrás deles? - mas queria saber mesmo assim.

    Nin se rendia facilmente, o que arrancou um suspiro do loiro. Por que perdia tempo tentando ajudá-la mesmo? Patrick já estava bastante arrependido de ter voltado. Devia ter deixado ela para trás.

    Como podia estar oferecendo algo em troca...?

    " Essa garota é descuidada demais..." resmungou mentalmente para si mesmo.

    A pergunta sobre a etnia de Nin não era bom sinal. Patrick conhecia o ódio que algumas pessoas nutriam por essas pessoas. Para ele não fazia diferença alguma o que tinha acontecido antes, era algo muito distante dele, mas não era assim que a maioria pensava.

    De repente o ronco daquela moto da mulher que vivia em Stanford ecoa pelo lugar e Cheyenne surge no meio da bagunça reclamando e indo ajudar Kara. Patrick observa a movimentação até que Kelden se dirige ao homem mais velho para responder sua questão e demonstra seu ódio a brotherhood. Pelo menos nessa parte podiam concordar. Seria péssimo se eles resolvessem aparecer. Podiam querer o que sobrou do vertbird de volta...

    E... O Ranger já conhecia Cheyenne... Então foi assim que eles chegaram ali?

    Patrick recuperou a mochila do chão e se aproximou lentamente do trio de garotas, sempre se mantendo atento aqueles tinha visto hoje pela primeira vez. Se tinham vindo "resgatar" Nin, Kara e (talvez) John, Patrick se perguntava como eles sabiam, em primeiro lugar, que estavam em perigo. (Não, ele não se incluía na lista de pessoas a serem resgatadas.

    - Leve-a de volta para a cidade. - Patrick se dirigiu para Cheyenne enquanto apontava para sua moto e desta vez não estava se referindo a Nin, estava pensando mesmo em Kara
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    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

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