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    Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

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    Natalie Ursa
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    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por Natalie Ursa em Sex Fev 16, 2018 10:57 pm

    Patrick guardava tudo o que tinha achado por ali dentro da mochila. Tinha realmente muita coisa boa naquele vertbird… Muito suspeito. Um lugar tão aberto, com vertbird caído e visível de longe praticamente intacto quanto a ação de saqueadores… Se John e Kara tiveram tempo de avistar e voltar à cidade para preparar uma “excursão”, dava tempo de outros terem encontrado também.

    Nin estava animada com os achados e exclamou seu entusiasmo para Patrick, que concordou com a cabeça e fez um sinal de positivo para ela, mais preocupado com o que poderia acontecer enquanto cotinuassem por lá.

    O rapaz viu a movimentação de relance, assim que Kara começou a falar, fechou a mochila, colocou nas costas e preparou o arco com uma flecha explosiva. Os sons que emitiam deixava claro que eram pelo menos uns cinco. O quarteto tinha sido vencido em número. Antes que desse para fazer qualquer coisa a risada irritante ecoou pela paisagem aberta e destruída.

    Um raider mascarado era o dono da voz, que debochava de suas presas. Uma mulher surgia e depois outros raiders acompanhavam.

    Ouvia Kara discutir com John sem tirar os olhos dos inimigos. Já sabia que o homem não era confiável. Imaginava que ele poderia vir a fazer algo, só não esperava que esse algo poderia ser trazer raiders com ele. Qual era a vantagem nisso, Patrick se perguntava. O que importava é que agora provavelmente seriam três contra seis, mesmo que John houvesse jogado a arma no chão. Patrick chegou a pensar em se aproximar a arma e chutar para Nin, mas não tinha certeza se ela conseguiria usar esse tipo de arma, ou se ao menos ele conseguiria se aproximar tanto antes de despertar a fúria daquela gangue.

    Ouvia Nin reclamar de John também. Se saíssem vivos dali, ele teria o que merecia.

    O líder raider mandou que soltassem as armas e apontou para Patrick, que já o tinha na mira… Deveria ouvir ao homem que tinha o grupo maior? Um RAIDER?

    Se entregar? Para raiders? Até mesmo atacar cinco inimigos armados parecia mais sensato. Raiders não tem padrão de conduta. A não ser destruir e matar. Não ia confiar que se render era uma boa opção para resolver a situação. Não era pelos objetos que tinham adquirido na garimpada, era simplesmente porque raiders eram loucos. Patrick já sabia bem disso e talvez fosse um pouco louco também. O jeito era atacar mais rápido que eles e esperar que não estivessem preparados para a investida.

    Mas não iria atirar diretamente no líder. Também não podia fazer nenhum tipo de sinal para avisar Nin e Kara de que iria atacar. Ia gastar tempo e potencialmente deixar os raiders cientes de suas intenções também.

    O rapaz respirou fundo. O tempo pareceu congelar por apenas um instante. Não costumava ficar agitado em situações perigosas, tinha controle sobre seu temperamento nesse sentido, mas tinha que admitir que com Nin junto tudo se tornava um pouco mais complicado. Certamente teria escolhido correr e achar a coisa mais próxima com a qual conseguisse se proteger, se estivesse sozinho. Mas com ela… Simplesmente não podia correr sem ter certeza de que não a deixaria para trás para servir de alvo daqueles caras.

    Sem muitas saídas, Patrick mirou bem na parte desprotegida do corpo da Raider que estava ao lado do mascarado. Bem no ventre dela. Com sorte a explosão atordoaria à todos, ou pelo menos os dois. Já seria uma pequena vantagem a mais, quem sabe assim Patrick poderia conseguir um tempinho extra para puxar Nin dali e encontrar onde se esconder. Sem muita delongas o loiro disparou o projétil explosivo na direção da Raider e nem esperou a flecha chegar ao alvo para se adiantar na direção de Nin para induzi-la a encontrar cobertura.
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    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por JPVilela em Sab Fev 17, 2018 1:55 am

    Ashley deixou escapar um grunhido ao sentir o projétil rasgando seu braço, grunhido esse que foi logo acompanhado de um xingamento bem alto e destinado a mãe do inimigo. Levava automaticamente a mão esquerda sobre a ferida, pressionando e deixando com que o rifle pendesse para baixo, segurando-o com a força que tinha com a outra mão.

    Não era como se aquela lancinante sensação fosse inédita... Sua pele já fora maculada por tantos calibres ao longo dos anos... Sem contar aqueles inimigos que preferiam brigar em curta distância com objetos cortantes, ou pontiagudos... ou os dois. Já estaria enterrada se a gangue não tivesse um médico surpreendentemente tão bom para um bando de mercenários.

    Não teve tempo nem de checar se a bala causou algum dano sério, pois em meio a dor ardente arregalou os olhos ao identificar o inconfundível movimento de preparação para um arremesso. Em sua profissão, poucas coisas eram arremessadas pelas pessoas com quem ela trocava tiros... Só podia ser uma granada, julgando que não havia tempo do Raider ter preparado um molotov ou algo do tipo. O sangue da mulher de cabelos escuros gelou enquanto o tempo parecia ter congelado. Haviam poucas opções de reação aquele perigo, duas na verdade:

    Poderia tentar atirar na granada em pleno ar... O que colocaria todas suas habilidades com o rifle a prova... E seria incrível se conseguisse acertar em cheio, detonando o explosivo prematuramente na cara do sujeito que havia acabado de lança-lo, ainda por cima com o fato da atiradora estar agora com o braço machucado... Mas infelizmente não podia causar dano colateral em um veículo funcional, uma raridade dessas.

    - Droga... Droga... Droga! - balbuciava sem tempo.

    Sua ganância fava mais alto, e tentar correr para trás da lanchonete em ruínas e atirar-se no chão parecia a melhor opção para a mercenária ferida, só esperava não sentir mais balas atravessando suas costas... e que Brooker aproveitasse o movimento do Máscara de Solda para liquida-lo.
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    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por isaac-sky em Dom Fev 18, 2018 1:17 pm

    [De Deserto a Deserto - 08h50]



    Kelden estava de frente para o líder de Sandford. Sem o ar de soberba que muitos desse tipo de líder possuem ou a autoridade sanguinária de outros, Clark tinha um carisma que deixavam claro como ele conseguia lidar com aquela cidade.

    É muito simples confiar e contar com quem parece saber do que fala com um sorriso.

    A bebida tinha o gosto de uísque que Kelden conhecia tão bem, mesmo que não fosse sua bebida favorita, ainda era uma boa sensação beber após uma viagem tão longa.

    Kelden escreveu:- Ajuda para encontrar alguém e – Olhou em direção a Tachibana, ergueu seu copo e continuou – Não vai nos acompanhar Sr. Tachibana? Não gosta de coisas fortes?

    Tachibana apenas fez uma negativa com a cabeça, mantendo a pose séria.

    [Clark]:Haha, Tachibana não é muito chegado na bebida. O perdoe por isso.

    O Sr. Ninguém então decide contar sobre sua missão e seu objetivo ali.

    Kelden escreveu:- Sr. Clark, Sr. Tachibana, peço que me ajudem a achar um sujeito, um verme criminoso que por muito tempo deixou um rastro infelizmente grande de sangue e desgraça por onde passou, seu codinome é Rust, e possui em seu rosto uma cicatriz em forma de garra, provavelmente originária de algum ferimento contra um dos vários seres hostis do Mojave.

    Clark ouve atentamente.

    Kelden escreveu:- Minhas ultimas pistas me levaram até aqui, onde supostamente ele ou ela passou, claro, entendo que minhas pistas são um pouco vagas, mas agradeceria muito, também em nome da NCR, se pudessem se esforçar para se lembrar de algo.

    [Clark]:E você não sabe se é um homem ou mulher, hmmm...que interessante - uma resposta estranha - Na verdade essa descrição bate exatamente com uma pessoa que recebemos não faz muito tempo. E eu sei pra onde foi.

    Num local meio improvável Kelden tinha a resposta logo a sua frente!

    [Clark]:Eu poderia te contar e assim você poderia pegar Rust com a calça entre as pernas. Mas as coisas não funcionam bem assim Kelden...

    Clark mudava um pouco sua expressão. Parecia agora a de um homem de negócios.

    [Clark]:Nós aqui em Sandford seguimos um lema, um estilo de vida, Kelden. 'Trabalhe e será pago', simples não é? Bem, pra te pagar com essa informação eu preciso que trabalhe ou pague por este preço.

    Deixou Kelden digerir um pouco as informações.

    [Clark]:Eu não quero seu dinheiro senhor Kelden. Quero que faça algo para mim, não, para Sandford. Aí então poderei lhe pagar com esta informação - um serviço - Tachibana, conseguiu aquilo?

    [Tachibana]:Sim. Eles foram pro Liberty's Torch

    [Clark]:Kelden, eu tenho um grupo de sucateiros que encontrou um pedaço de carne maior que podem mastigar. Preciso que vá até lá e traga eles de volta pra Sandford, em segurança.

    Uma missão de resgate e escolta.

    [Clark]:Assim que chegarem eu lhe contarei tudo o que sei sobre essa pessoa e para onde foi.

    Em Sandford tudo tem um preço. A moeda de troca de Kelden eram suas habilidades




    [Vault Doctor - 08H30]


    Lizbeth era muito boa no seu trabalho. Mas nem mesmo ela podia prever essas surpresas e até mesmo ela nunca obteve detalhes muito exatos sobre o objetivo final do Vault.
    Havia um objetivo ela sabia, de que era o desenvolvimento de uma maneira de tornar possível a sobrevivência no mundo nuclear. O que só Liz e outras poucas pessoas sabiam era que isso envolvia o desenvolvimento de novas drogas e fórmulas.

    Foi assim que o Fadeaway surgiu afinal.

    Mas nada a preparou para o que estava naquele holotape.

    Assim que inseriu no terminal uma série de logs eram exibidos: eram arquivos do laboratório, mais precisamente do laboratório principal. Nem Liz tinha acesso àquelas informações.
    Katheryn e Henry apenas observavam atrás dela, um tanto apreensivos.

    O último arquivo a ser aberto, e o mais importante, possuía um nome e uma conversa entre terminais. Projeto Prometheus.



    [Dr. Lawson]:As últimas experimentações tem apresentado melhores resultados quanto à nova droga, mas ainda assim a mortalidade da fórmula é forte demais. Recomendo ao Overseer nos permitir utilizar aqueles insetos gigantescos que encontramos nas zonas abandonadas de construção do Vault.

    [Overseer Maxwell]:Negativo Doutor. Prosseguimos com a fase 3, utilize a reserva se necessário. Temos habitantes que se mostraram muito mais compatíveis depois dos exames de sangue.

    O arquivo possui uma grande lista, repleta de nomes de pessoas que já morreram fazia muito tempo, antes de Liz se tornar doutora.

    Conforme descia a lista os nomes começavam a ficar familiares. Todos com status de "Falha".

    Delinquentes, perturbadores, pessoas que questionavam demais e pacientes irrecuperáveis.

    Ella Mae.

    Nomes familiares por terem sido pacientes de Lizbeth que foram levados a prisão e executados.

    No fim da lista surgia uma pequena listagem de novos nomes. Estes estavam com status de "Reserva".

    Neste nome estavam alguns conhecidos, mas que não eram pacientes:

    Emma Yanek
    Marylin Merrow
    Raymond Haught
    Larry Slonaker
    Jane Duprey


    Aí estava. A razão pela "quebra" de Michael, ele tinha visto o nome da mulher entre aqueles que poderiam ser escolhidos como experimentos.
    Aquele documento comprovava que experimentos mortais estavam sendo conduzidos em pessoas do Vault.

    Ainda havia um último nome na lista.

    Lisbeth Tozier


    [Katheryn]:Doutora...o que é isso? - dizia um tanto confusa. Se aquilo já era chocante para Lizbeth, imagine diante de alguém que nem imaginava que o Vault tinha um objetivo oculto.

    Se Liz ainda planejava uma revolta, um simples comando de enviar aquelas informações talvez fosse o suficiente. Sangue, caos e violência se seguiriam com certeza.

    A doutora tinha agora de pensar como proteger suas ovelhinhas.




    O Duelo no Diner's - 7h30


    Ash já teve dias azarados, mas esse se superava até então. Diante de um raider melhor treinado que o normal e com mais sorte a dupla de mercenários se viu diante de uma situação complicada.

    Aquele comerciante fez bem em contratar dois.

    A atiradora fez uma decisão rápida e se lançou no chão, na direção onde Vance tinha se escondido.
    A explosão foi forte, era uma granada de boa qualidade. Parte da lanchonete praticamente se abriu como uma lata de comida e o impacto ergueu muita poeira no ar.

    A morte ainda não havia vindo buscar Ash, ela estava viva e não tinha sido atingida pelos estilhaços. Ela vê Vance ao seu lado, agachado e escondido atrás da lanchonete.

    Ainda no chão a atiradora escuta mais disparos. Se era Brooker ou o raider era impossível saber enquanto a poeira não baixava.

    Um vulto surge se aproximando.

    [Vance]:Mas que inferno, que tipo de guarda-costas são vocês?

    O vulto está armado e parece mancar um pouco. Se fosse o raider Ash estava sem cobertura e com seu contrato logo ao lado...

    [Brooker]:Ei, Ash, tá me devendo uma nuka-cola - disse o vulto se revelando como Brooker enquanto a nuvem de poeira começava a baixar.
    Ele sangra profusamente na perna direita, então ele na verdade estava mancando pra chegar nela.

    [Brooker]:O desgraçado já era - disse se recostando na parede da lanchonete e se sentando. Ele precisa de cuidado médico.




    Ruínas - 12h35


    A traição e o sentimento de impotência tem gosto amargo. Ninguém sabia as razões de John ter feito aquilo, mas não importava, estavam sobre a mira da pior escória da Empire Wasteland.

    Nin escreveu:- Então era isso John... - Lançou um olhar ao homem e disse - Não podem ficar com nosso trabalho, chegamos primeiro!

    John não conseguiu olhar Nin nos olhos, desviou o olhar para os raiders.

    [Raider Líder]:Hahahahaha, seu trabalho? E quem você acha que abateu essa coisa e montou esse ninho tão bonito com tantas coisas brilhantes? - fazia sentido, afinal não haviam corpos no Vertibird. Aquele lugar tinha sido montado como armadilha, até o vertibird.

    Nin mantinha a calma, enquanto possível, e continuava com sua postura de luta.

    A decisão de lutar, fugir ou se entregar tinha caído nos ombros de Patrick. Os outros três de Sandford já tinham visto os horrores cometidos pelos raiders mas Patrick sabia mais ainda: tudo que um ser humano poderia fazer de ruim e abominável.

    Diante de sua frieza para agir, Patrick decidia lutar.


    A flecha voou. Os raiders podiam esperar que fosse somente uma flecha, não um explosivo.

    O disparo não foi certeiro, errando o ventre da raider por centímetros. A flecha atinge o chão próximo ao pé da raider.

    A explosão lança a raider para trás, assim como atinge outros dois raiders. A raider mulher se levanta, ainda viva. Os outros dois estão no chão sangrando.

    Restam o líder e mais dois raiders ainda de pé que erguem suas armas.

    Kara entende o recado.

    [Kara]:Vão pra trás do Vertibird! - ela começa a disparar com seu rifle, provendo fogo de cobertura, sem precisão para atingir ninguém ainda.

    Os raiders começam a disparar contra os quatro. O líder erra os tiros e não atinge Patrick. Os outros dois raiders disparam contra Nin, a pessoa que acreditavam estar mais vulnerável.

    Um erra mas o outro atinge um tiro.

    (@Gakky, pode fazer um teste de Toughness DC 20, mas pode agir em seguida)

    [John]:Desgraçado! Não foi isso que combinamos! - Ele corre para trás do Vertibird.

    A escolha tinha um preço, era lutar ou morrer.

    Ordem de Iniciativa: Patrick - Kara - Líder Raider - 5 Raiders (3 feridos) - Nin





    Mecânica:
    Spoiler:


    OBS: Estou estabelecendo uma pequena regra de ouro. Percebi um problema mestrando M&M que é conceder PHs durante combates, sendo um tanto injusto pois assim o PJ nunca vai ficar sem nenhum. Tira o impacto do uso e do ganhar PHs.

    E como vocês estão indo muito bem e merecendo os PHs que concedo, eu vou deixar de dar PHs durante combates, concedendo PHs após ele.

    Isso não significa que os pontos concedidos por votação no tópico dos Pontos Heroicos não vão ser concedidos, esses podem ser concedidos durante combate sem problemas.
    Se eu perceber que isso prejudica muito ou ficar ruim eu tiro a regra de ouro. Até então vocês estão tranquilos quanto a gasto de PHs.


    Nin
    Vitalidade: Ok
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 7
    Pontos de poder: 97

    Patrick
    +3PH
    Vitalidade: Ok
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 11
    Pontos de poder: 97

    Sr. Ninguem
    +1PH, +1PH
    Vitalidade: Ok
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 12
    Pontos de poder: 97

    Ash
    +1PH, +1PH
    Vitalidade: Levemente ferida (-1 em rolagens de resistencia a dano)
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 7
    Pontos de poder: 97

    Liz
    +1PH
    Vitalidade: Ok
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 11
    Pontos de poder: 97

    ayana
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    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por ayana em Seg Fev 19, 2018 10:47 pm

    Lisbeth Tozier

    No terminal, havia informações sigilosas sobre o laboratório mais importante do Vault... era isso mesmo? Ao acessar o terceiro arquivo, Lisbeth tomou consciência de que estava diante de uma preciosidade; uma das coroas que atribuía ao Overseer o papel de governar. Diamantes de variadas dimensões estariam escondidos naqueles arquivos. E para garantir que não perderia essas joias, de imediato, ela enviou cópias para seu próprio terminal.

    Inspecionava os arquivos de forma rápida, mas se deteve em um específico. Tinha o nome de "Projeto Prometheus". Era uma grande lista para registrar o nome de cobaias que perderam a vida em testes fracassados do laboratório. Não demorou para Lisbeth identificar um nome e conectar à imagem da pessoa. Logo identificou outro e mais outro e, em determinado trecho da lista, reconheceu a maioria em sequência.

    Todos foram pacientes de Liz. Executados depois de a psicóloga concluir que não deveriam viver em sociedade. Ela já tinha consciência de que fora cúmplice de alguns assassinatos; só não fazia ideia de que era uma peça importante de uma chacina silenciosa. Uma ovelha que se diferenciava pela responsabilidade de encaminhar as demais para o abatedouro. Talvez uma das mais estúpidas por ter passado tanto tempo trabalhando para os lobos.

    Cada nome reconhecido disparava um flash na cabeça da psicóloga com a terrível imagem das vítimas em seu consultório. Novos fantasmas iriam atormentá-la e não seria tão ruim se tomassem o lugar dos pesadelos com a morte de Ella Mae Kaspbrak. Lá estava o nome da paciente no monitor. Para Liz, estava destacado como quando se nota uma cicatriz no pescoço. Os olhos encheram-se de lágrimas e Lisbeth teve vontade de furá-los. Se tivesse permanecido cega às atrocidades das quais fazia parte, hoje ela não estaria vendo fantasmas.

    De acordo com Ella Mae, o Vault não passava de uma gaiola com ratos de laboratório. Uma hora todos fariam parte do experimento e... Lisbeth olhou fixamente para o seu nome no monitor... sim, sua hora estava próxima. Lá estava a constatação de que o sentimento de insegurança que tomou conta dela desde o início da manhã não se tratava de uma paranoia. Era uma ameaça real, um presságio, uma contagem regressiva para um desfecho semelhante aos das vítimas de Liz.

    "Que ironia!", começou a refletir para não se entregar ao medo. "Não satisfeitos com as cobaias que lhes entreguei, agora querem vir me buscar...". Ela olhava para o cursor piscando no terminal. No começo, ele parecia acompanhar seus batimentos cardíacos, mas logo foi deixado para trás. Liz sentiu o coração disparar, as artérias se contraírem e o sangue ferver.

    - Doutora...o que é isso? - Perguntou Katheryn.

    De repente, Lisbeth deu um soco na mesa como se martelasse uma estaca de ferro sobre concreto. Sentia a raiva contraindo cada músculo de seu corpo. Um ruído alto e contínuo tocava em sua mente, perfurando seus tímpanos de dentro para fora. "Eles que venham me pegar! Venham me destruir! Enquanto estiver viva, derramarei sangue de todos que estiverem no meu caminho. Vou garantir que as chamas que consumirem meu corpo se espalhem por essas catacumbas amaldiçoadas! Pela primeira vez, seres vivos vão morrer no inferno"

    Lisbeth permaneceu de costas para Henry e Katheryn e se afastou deles. Tirou do bolso um pequeno quadradinho de papel com Fadeaway e colocou embaixo da língua.

    Os membros ficaram mais leves. Os pensamentos ficaram em silêncio como se a meditação lhes fosse imposta. Lisbeth ouvia apenas o som de sua respiração, que se tornava um pouco mais suave a cada ciclo. O organismo reagia às substâncias de relaxamento, mas o ódio ainda estava lá, intacto, sob controle, reservado para guiar suas próximas atitudes e para transbordar se ela entrasse em conflito.

    Ela se virou para os dois jovens com a cabeça baixa e as mãos cobrindo o rosto. Não tolerava esse tipo de reação, ainda mais diante de uma paciente.

    - Eu peço desculpas por… ter me exaltado dessa maneira.

    - Agora que temos informações sensíveis sobre o Overseer, temo que ninguém aqui esteja seguro.

    - Gostaria que você não se envolvesse com isso, Katheryn, mas como estou marcada para morrer, talvez eu não tenha tempo de resolver as coisas… - o efeito da droga trazia um ar de serenidade nas palavras. - É importante garantir que, se eu falhar, outras pessoas saibam o que está acontecendo. Posso contar com a sua ajuda?

    Lisbeth não tinha um plano para se salvar. Por enquanto, só tinha mesmo uma vontade irresistível de envenenar o Overseer com uma overdose da droga que eles mesmos criaram. Sabia, porém, que mais importante do que sobreviver era acabar de vez com o totalitarismo no Vault. Ela sentia que não teria tempo de articular uma revolta, por isso, caso Katheryn aceitasse fazer parte da conspiração, caberia a ela dar os primeiros passos.

    PLANO B:
    Ela escreveu uma lista com o nome dos pacientes que demonstraram insatisfação com o regime e pediu para Katheryn entregar um holotape com a cópia do Projeto Prometheus para cada um. Era necessário se assegurar de que nenhum deles agiria sozinho, por isso Katheryn deveria orientá-los a se encontrarem entre si para decidirem os caminhos de uma provável revolução. Haveria uma enxurrada de sangue, por isso se tratava de um plano B, que deveria entrar em vigor apenas se Lisbeth fosse presa. Em último caso, bastaria divulgar as informações sigilosas para todo mundo e assim desencadear uma verdadeira guerra.

    A prioridade agora era somente uma: voltar ao seu quarto e pegar sua pistola de dardos. Uma vez que a droga se provou eficiente em diversas cobaias, agora estava mais do que na hora de usá-la nos verdadeiros alvos.
    Raijecki
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    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por Raijecki em Qui Fev 22, 2018 2:13 pm





    "Until the end of the world, we will fight!"





    [A hora da verdade]
    Prefeitura de Sandford, 08h50


    Clark escreveu:E você não sabe se é um homem ou mulher, hmmm...que interessante - uma resposta estranha - Na verdade essa descrição bate exatamente com uma pessoa que recebemos não faz muito tempo. E eu sei pra onde foi.


    Nem mesmo em seu momento mais feliz e encorajador Kelden acreditaria de que sua pista estava tão certa a ponto de Clark se dizer conhecedor até do atual paradeiro de Rust.

    Se sabe de quem se trata, como eu não saber do sexo de Rust é interessante? O que tem em mente velhote?”

    Apesar de querer, continuava não acreditando, afinal mesmo com todo o carisma que um líder como Clark possuía, as vezes só era preciso concentração para reparar em falhas nas suas histórias. Se Rust poderia ser pego com a calça entre as pernas tão facilmente, Kelden com certeza não teria passado anos em sua procura, muito menos deixado pistas tão significativas em um grande assentamento como Sandford. Ao menos que não imaginaria que alguém pudesse viajar tão longe como ele, até o outro lado do país. A vida havia ensinado a Kelden que era melhor não confiar em uma pessoa até ela estar na mira de sua arma.

    Bom, vamos ver até onde você vai com sua história – Deixava Clark se expressar enquanto girava seu copo cheio até a metade com suas mãos. Decidiu não tomar o resto para o álcool não influenciar em suas habilidades.


    Clark escreveu:Eu poderia te contar e assim você poderia pegar Rust com a calça entre as pernas. Mas as coisas não funcionam bem assim Kelden...


    E o pior de tudo é que o velho ainda achava que poderia fazer Kelden de idiota tentando negociar a informação em troca de uma ajuda, uma missão de resgate de algum grupo de sucateiros que haviam aparentemente achado algo mais valioso do que deveria ser, em um local chamado Liberty's Torch.

    Ora, se sabiam da situação, porque precisariam de Kelden para executa-la? E se ele resolvesse matar todos e ficar com a tal preciosidade? Afinal nem o conheciam. Não, a história não fazia muito sentido e Kelden sabia muito bem disso.

    "Uma cabeça fria e a mão no coldre. É isso que vai te deixar vivo lá fora... sinceramente, vá se foder"

    Respirou profundamente e respondeu em um tom calmo:

    - Tudo bem.

    Levantou, largou o copo em cima da mesa, colocou seu capacete de volta deixando seu LED avermelhado refletir no rosto de Clark, e disse:

    - Não se preocupe, irei resgatar seu povo, mas antes...


    Trilha sonora:







    Kelden rapidamente sacou sua Ranger Seqoia e a apontou contra a cabeça Clark, passou por detrás dele para ficar de frente a Tachibana, o deixando rendido.

    - Parado aí Sr. Tachibana, mãos aonde eu possa ver! – Após intimidar Tachibana, encostou o cano da arma na cabeça de Clark e continuou com a ameaça:

    - Você vai me dizer tudo o que sabe sobre esse maldito agora mesmo, e não minta, eu saberei se o fizer... É assim que fazemos negócios de onde venho, senhor "só Clark", fale a verdade e tem minha palavra que resgatarei seu pessoal. – Dizia a verdade, seu dever com a justiça o impedia de deixar quaisquer cidadãos em perigo sem ajuda. Engatilhou a pistola movimentando seu polegar fazendo um *clock* e continuou:

    - Seja rápido, afinal cada segundo que passa fica mais difícil para eles... Tachibana! Nem tente sacar sua arma ou chamar os guardas, passe-a para cá, porque juro que vou estourar os miolos deste velho nem que seja a última coisa que eu faça...

    Quaisquer consequências de seus atos já não influenciavam mais nas atitudes de Kelden, só ainda respirava com o intuito de achar e acabar com o tal Rust, não importando o quão longe deveria ir, do quanto deveria passar do limite.

    - E o que realmente acontece em Liberty's Torch? Se sabiam que seu pessoal estava em perigo, porque não mandaram ninguém ainda?

    "Eu preciso saber, por todos vocês pessoal" - Rust parecia ter feito muito mais mal para ele pessoalmente do que parecia.

    Era a hora da verdade para Kelden...


    JPVilela
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    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por JPVilela em Sex Fev 23, 2018 5:15 pm

    Ainda estava jogada no chão, sentindo por alguns segundos pedrinhas e lascas de madeira, pequenos pedaços metálicos chovendo em seu cabelo e sobretudo enquanto tudo que podia ouvir era um desconfortável e constante zunido em seus tímpanos temporamente assaltados pela explosão. Lentamente a audição voltava ao normal e Ashley percebia a silhueta do assustado Vance, que não estava muito longe dela.  A medida que se aproximava um pouco mais do sujeito arrastando-se pelo chão seco, tossia por conta de toda aquela poeira.

    Finalmente seus sentidos voltavam a se focar, e ela conseguiu ouvir o questionamento do mercador. Sua resposta foi um ligeiro sorriso, percebendo por entre as mechas do cabelo bagunçado que ele não tinha sido atingido por algum estilhaço da estrutura do Dinner. Se o contratante fosse bastante observador, veria que as pupilas da jovem atiradora estavam dilatadas como se houvesse acabado de tomar uma dose de Jet, ela conseguia claramente sentir a través de suas veias o sangue impulsionado freneticamente, sua adrenalina estava no máximo. Agora o ferimento em seu braço nem parecia grandes coisas. A sobrevivente então colocou se de pé com a ajuda de seu rifle.

    Mantendo uma postura agachada no meio da nuvem de poeira, e ainda fitando Vance levou aos lábios o dedo indicador, sinalizando para seu contratante fazer silêncio, com a mão esquerda, retirou sua manchete da bainha de couro velho que mantinha presa ao seu cinturão, preparando-se para um provável combate a curta distância. Já estava pronta para cortar o provável inimigo, mas se segurou para não completar o golpe quando reconheceu a voz de seu colega.

    - Ah… É só você… - riu, abaixando os ombros e fingindo desapontamento com sua linguagem corporal.

    Aproximou-se do colega, voltando a guardar a machete e arrumando o cabelo que estava atrapalhando no rosto. Colocou a mão esquerda em seu ombro, contente que ele estava vivo.

    - Estou devendo mesmo… - bufou, insatisfeita de não ter conseguido acabar com nenhum dos dois - Mais dois pontos… Que não vão para minha ficha… tsc.. tsc.. tsc… - era uma pequena tradição da gangue contabilizar quanto cada um dos membros conseguia abater em um quadro negro.

    Levou a mão a nuca do sujeito enquanto rapidamente o olhava nos olhos com intensidade, poderia dar um beijo naquele idiota ali mesmo, por ter acabado com os dois inimigos enquanto ela errava tantos disparos na manhã mais azarada da história. Mas isso se Brooker não estivesse coberto de suor e poeira e nem ela bêbada o suficiente. Ash então desviou o olhar para o ferimento na perna.

    - Precisamos dar um jeito nisso… - disse calmamente, apontando em direção ao buraco que sangrava.

    A moça recuou um pouco, pensando no que podia fazer. Alguns segundos depois deu de ombros e pegou a parte de baixo de sua blusa fazendo força com o braço esquerdo, enquanto tentava ignorar a dor do ferimento de bala que agora possuía no direito. Com um único movimento rasgou o tecido, deixando um disforme buraco na roupa, expondo parte da barriga magricela e não tão bronzeada quanto seu rosto ou braços. Fez um bolo com o tecido e encostou na perna do comparsa, pressionando contra o ferimento.

    - Somos o tipo de guarda-costas que New York precisa. - falou mais alto, finalmente respondendo a pergunta de Vance, mas sem se importar muito se ele ainda estava ouvido ou não - Os Reapers não deixam nenhum inimigo, Raider… Mutante… Ou qualquer outra porcaria que esse maldito mundo cria escapar da nossa mira. - falou com convicção voltando a fitar Brooker com intensidade.

    Esse lema não era muito diferente de sua filosofia pessoal, tinha sido por causa desse tipo de ideia que ela havia se juntado a gangue para começo de conversa, limpar o mundo da maneira que conseguisse de tanta porcaria.

    - Continua fazendo pressão nisso para mim? - disse a Brooker - Você tem algum um Stimpak… Ou Med-X na sua mochila? - inquiriu enquanto puxava a mão do colega, guiando-a para fazer o que havia acabado de pedir.
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    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por Gakky em Sex Fev 23, 2018 9:54 pm

    Nin notou como as palavras do Raider líder faziam sentido, era tudo uma armadilha, mas não compreendia o porquê de tudo isso. Por que precisavam deles? Por que queriam pegar ela e Patrick? Se sentia idiota de ter confiando em John, se fosse mais desconfiada talvez não estaria ali agora. Mas agora que estava precisava se concentrar em sobreviver e tirar seus amigos dessa. Só que Nin não foi tão rápida, entretanto Patrick agiu muito bem. Ela ouviu o grito de Kara e fez como o pedido, correu para trás do Vertibird. Porém no caminho foi atingida por um disparo dos raiders:

    -Aiiiii...

    Nin coloca a mão sobre o ferimento, vai continuar indo para trás do Vertibird. Essa era a má sorte de não ter uma arma com tiro a distância. Quando conseguir abrigo vai gritar:

    - Patrick!! Cuidado! Vem para cá!!

    Em seguida deu uma olhada em John e disse:

    - Agora vai ter que nos tirar dessa. Alguém tem uma arma a distância sobrando?

    Nin vai ficar atenta para ver se algum inimigo irá se aproximar.
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    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por Natalie Ursa em Dom Fev 25, 2018 7:03 pm

    Patrick correu assim que disparou a flecha e foi em direção à Nin, movendo o braço para indicar à garota que corresse também. O líder disparou sua arma contra ele, mas acabou errado, no entanto, um projétil acertou Nin e o loiro rangeu os dentes de raiva ao ver a parceira ser atingida diante de seus olhos.

    - P*rra! Vamos, Nin! - pegou a garota pelos ombros e a puxou o resto do caminho até o outro lado do vertbird, que nem estava muito longe.

    Soltou a garota ao chegarem do outro lado e tirou a mochila das costas antes de sequer verificar como a amiga estava. Tirou um pequeno mecanismo de dentro da mochila e o prendeu na casca metálica da cauda do veículo, acionando-o com muita pressa, quase de qualquer jeito.

    - Se afastem! - mandou, pegando Nin pelo braço e a puxando para a outra ponta, o nariz do Vertbird.

    Ao ouvir a questão da garota, Patrick mexeu uma última vez na mochila antes de fecha-la rapidamente e a por de volta nas costas, para se preparar para os novos ataques dos Raiders.

    - Eu achei isso, talvez ajude. - jogou para ela o silenciador - Como você está? - perguntou em um tom de voz mais baixo e atencioso, demonstrando preocupação no semblante quase sempre desinteressado.

    Se tivesse tempo teria ajustado a armadura potente e feito a garota entrar naquilo, mas devido ao ataque surpresa o amadura teve que ficar para trás. Não deveria estar funcionando 100%, por isso provavelmente não representava um grande risco deixar para trás.

    - O melhor seria sairmos daqui para um lugar melhor, mas... - olhou em volta, sem saber se tinha um bom lugar para irem além dali e acabou não continuando a frase.

    Estava ignorando a presença de John, por enquanto, pois sua preocupação estava toda depositada sobre a amiga e o ferimento que ela recebeu, mas se saíssem dessa...

    Cuidava mais da direção em que tinha deixado a bomba, enquanto deixava o lado oposto para Nin e Kara.

    Patrick estava novamente com uma flecha explosiva encaixada no arco e estava pronto para disparar tanto a flecha quanto detonar a bomba caso alguém aparecesse.

    Normalmente não estaria muito nervoso com a situação, já tinha se metido em algumas tão ruins quanto e costumava ser uma pessoa calma por natureza, mas não podia negar desta vez que o ferimento de Nin e o perigo em que tinha à colocado ao atirar aquela flecha estavam lhe incomodando bastante... Será que se entregar teria sido uma escola viável...?

    Não...

    E começava a sentir o suor se formar nas têmporas.

    Eram Raiders... Não podia ser.

    Não é?
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    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por isaac-sky em Seg Fev 26, 2018 10:17 pm

    [Vault's Pandora - 08H40]



    A verdade era assustadora. Diante de tantas informações, gerações e gerações de pesquisa, o objetivo final do Vault se mostrava muito tenebroso.
    Poderia haver a chance de melhorar o mundo, de torna-lo habitável novamente, mas a que preço...

    Liz realiza a cópia dos arquivos do holotape para seu próprio terminal, um processo um tanto demorado mas que precisava ser feito.

    Até a controlada doutora podia se descontrolar diante daqueles detalhes. Henry e Katheryn dão um passo para trás quando ela soca a mesa furiosa. Eles a observam atentamente enquanto a doutora coloca algo na boca e começa a se acalmar.

    Liz escreveu:- Eu peço desculpas por… ter me exaltado dessa maneira.

    - Agora que temos informações sensíveis sobre o Overseer, temo que ninguém aqui esteja seguro.

    Katheryn engoliu em seco e assentiu com a cabeça.

    [Henry]:Esse holotape vai dar problema? - a criança talvez não entendesse por completo o nível daquela ameaça mas se até a séria doutora ficou irritada...

    Liz escreveu:- Gostaria que você não se envolvesse com isso, Katheryn, mas como estou marcada para morrer, talvez eu não tenha tempo de resolver as coisas… - o efeito da droga trazia um ar de serenidade nas palavras. - É importante garantir que, se eu falhar, outras pessoas saibam o que está acontecendo. Posso contar com a sua ajuda?

    [Katheryn]:N-Nós podemos ter entendido errado, t-talvez você não corra risco doutora... - ela tremia - Mas...tudo bem, sim, pode contar comigo.

    Na adversidade a depressiva Katheryn demonstrava um pouco de coragem.

    Katheryn assentiu positivamente quando pegou o holotape, compreendendo o plano de Lizbeth. De repente a tranquila doutora se mostrava até mesmo uma estrategista.
    Henry ficaria no dormitório de Katheryn até as coisas ficarem mais tranquilas nos corredores.

    Com pressa a doutora saiu do quarto e partiu rumo o seu, no setor dos dormitórios de pesquisadores e doutores.

    Era um caminho longo, podia cruzar com um guarda a qualquer momento e pela urgência da última prisão talvez não pudesse escapar só com uma conversa.

    Nos primeiros corredores a doutora virou num dos corredores no instante que dois guardas passavam por outro, escapando por pouco. Passando pelo primeiro checkpoint teve sorte de não encontrar nenhum guarda e nos corredores do seu dormitório também não havia ninguém além de alguns vizinhos que não prestavam atenção nela.


    O Vault podia estar prestes a explodir de dentro para fora mas Lizbeth ainda tinha alguma sorte. Chegou em seu dormitório sem ser detectada.
    Sua arma e seus remédios estavam ali, talvez fosse a última chance da doutora pegar o que pudesse de seu quarto.

    As próximas horas eram imprevisíveis.

    No pequeno alto-falante de seu quarto ouviria uma voz familiar.

    [Overseer Maxwell]: Doutora Lizbeth, aqui quem fala é o Overseer. Por favor, se dirija ao meu escritório assim que possível. Me informaram que não está em seu consultório, imagino que esteja em seus aposentos - ele não sabia onde ela estava afinal. Ele tem uma voz suave demais para um ditador, como se quisesse passar a intenção de que era alguém pacífico e confiável.

    A doutora conhecia seu chefe e sabia que ele era exatamente o contrário.




    [Negociações Complexas - 09h00]



    Era uma viagem longa mas os frutos de seu esforço começavam a surgir: Clark sabia quem ele procurava, mas não queria faze-lo de graça.

    Enquanto ouvia vertia o uísque, a cabeça ficava um pouco mais leve mas não estava nem perto de ficar alcoolizado.

    O Ranger não entendia os métodos de Clark, nem o seu propósito em querer enviar somente um estrangeiro desconhecido ao resgate de sucateiros.

    Mas Kelden não estava tão interessado em aceitar um acordo simplesmente. Tachibana viu ele sacar seu revolver mas não foi rápido o suficiente para alcança-lo antes de que apontasse para Clark. Se colocando atrás do chefe, o usava como escudo diante do asiático.

    Tachibana tinha duas lâminas nas mãos, pronto para atacar diante de qualquer deslize do ranger. O Sr. Ninguem era intimidador o suficiente para que nenhum dos dois tentasse atacar Kelden.

    Essa era sua sorte.

    Kelden escreveu:- Você vai me dizer tudo o que sabe sobre esse maldito agora mesmo, e não minta, eu saberei se o fizer... É assim que fazemos negócios de onde venho, senhor "só Clark", fale a verdade e tem minha palavra que resgatarei seu pessoal.

    [Clark]:Haha...hahaah.hahahaahahahaha - o líder começava a gargalhar - Isso é surreal, tá vendo Tachibana? Eu ofereço uma mão e ele quer o meu braço e explodir meus miolos.

    [Tachibana]:Senhor, eu... - o guarda-costas estava preocupado.

    Kelden escreveu:- Seja rápido, afinal cada segundo que passa fica mais difícil para eles... Tachibana! Nem tente sacar sua arma ou chamar os guardas, passe-a para cá, porque juro que vou estourar os miolos deste velho nem que seja a última coisa que eu faça...

    O guarda-costas joga as duas lâminas no chão, próximo a Kelden.

    [Clark]:Não é assim que as coisas funcionam por aqui, ranger. Tudo é uma troca, tudo tem um preço e se você não paga da forma correta vai ficar sem o produto.

    Kelden escreveu:- E o que realmente acontece em Liberty's Torch? Se sabiam que seu pessoal estava em perigo, porque não mandaram ninguém ainda?

    [Clark]:É por isso que to te mandando, pra descobrir o que está acontecendo e porque um dos sucateiros simplesmente não informou ninguém sobre onde ia ou reportou ao seus superiores. Tem cara, cheiro e gosto de armadilha de raider

    Numa situação daquelas qualquer um atrás do cano da arma estaria apavorado: um estrangeiro desconhecido estava com o líder de toda a comunidade sob a mira. Tachibana estava claramente chocado, não esperava aquela reação inconsequente.

    [Clark]:Você parecia civilizado, Kelden. Rust foi muito mais cordial do que você - o velho rapidamente se vira, colocando a testa contra o revolver - Sabe de uma coisa? Atire. Vamos, atire! Atire e perca a sua única chance de alcançar Rust.

    Ele coloca as duas mãos sobre o cano da arma e se aperta o cano contra a testa.

    [Clark]:Atire e tenha toda Sandford, repleta de soldados, mercenários livres, guardas, atrás de você. Você pode até passar pelo Tachibana, mas acha que consegue matar um exército? E nenhum, nenhum deles, vai te contar onde Rust está - Ele sorria - Atire Kelden, ATIRE. Ou aceite a minha oferta, pegar ou largar, última chance.

    Cada segundo valia, cada instante que Kelden demorava era um momento que os sucateiros precisavam de mais ajuda e Rust ficava mais longe.

    Kelden tinha a vantagem para vencer um embate com Clark e Tachibana. A vida do líder de Sandford estava em suas mãos.




    Dois Pontos - 7h40



    Não havia sido uma conclusão muito profissional ao combate, mas estavam os três vivos e o contrato intacto. Ash podia ter perdido uns pontos, mas teve a sorte de terem sobrevivido e vencido.

    Brooker parecia um pouco atordoado mas estava consciente quando ela se aproximou.

    Ash escreveu:- Estou devendo mesmo… - bufou, insatisfeita de não ter conseguido acabar com nenhum dos dois - Mais dois pontos… Que não vão para minha ficha… tsc.. tsc.. tsc… -

    [Brooker]:Ha, mais um pouco e eu vou passar você, Ash... - começava a falar um pouco mais enrolado, era a perda de sangue.

    Priorizando seu colega ao invés de si mesma, que também estava ferida mas menos gravemente, ela começa um processo improvisado de primeiros-socorros.
    Apesar da pouca experiência ela consegue fazer um curativo decente na perna de Brooker e estancar o sangramento.

    Ele estava estável apesar de ainda estar atordoado.

    Ash escreveu:- Somos o tipo de guarda-costas que New York precisa. - falou mais alto, finalmente respondendo a pergunta de Vance, mas sem se importar muito se ele ainda estava ouvido ou não - Os Reapers não deixam nenhum inimigo, Raider… Mutante… Ou qualquer outra porcaria que esse maldito mundo cria escapar da nossa mira.

    [Vance]:Hmpf, vou tomar nota disso se precisar contrata-los novamente. Mas e agora, ele não pode andar assim até Sandford.

    Ash escreveu:- Continua fazendo pressão nisso para mim? - disse a Brooker - Você tem algum um Stimpak… Ou Med-X na sua mochila?

    Brooker assente com a cabeça um tanto lento mas pressiona sobre o ferimento.

    [Brooker]:Eu tenho um med-x mas eu to guardando pra quando for...preciso. Eu...to bem, não precisa

    Se Ash insistisse encontraria o medicamento na mochila de Brooker.

    Agora somente o silêncio desértico do subúrbio de Empire Wasteland os acompanhava, junto do vento que levanta poeira e a sujeira que a granada trouxe.

    [Brooker]:Você devia...levar ele até Sandford. Eu posso usar a moto, só preciso...respirar um pouco. Posso dirigir




    Fragmentos - 12h40



    Na Empire Wasteland nem mesmo os sucateiros podem dizer que tem um trabalho pacífico. Diante de uma traição eles haviam decidido lutar e resistir.

    Talvez não fosse o mais prudente mas era o ato mais corajoso que podiam tomar.

    Num lampejo de sorte o tiro do raider passa de raspão no ombro de Nin, não a ferindo. Mesmo assim a trajetória da bala havia feito um pequeno ferimento que ardia devido ao calor, mas nada que prejudicasse a garota em sua movimentação.

    Patrick, demonstrando preocupação pela primeira vez, corre até Nin e a segura para que corressem juntos.

    O Vertibird tem uma passagem pelo meio que permite ir até o outro lado por dentro dele. Com ajuda de Patrick, Nin alcança o veículo e se posiciona atrás dele, se protegendo dos tiros que voam em sua direção.

    Patrick arma um explosivo na cauda do Vertibird. Raiders são inconsequentes demais para serem ameaçados por uma bomba, mas o artifício podia funcionar se Patrick conseguisse colocar a situação ao seu favor.

    Nin escreveu:- Agora vai ter que nos tirar dessa. Alguém tem uma arma a distância sobrando?

    Patrick entrega o sinalizador nas mãos de Nin. Não era uma arma para combate, seria quase impossível machucar alguém com ela, mas se havia uma chance de que se lançado no céu alguém visse o sinal...

    Kara é a última a chegar atrás do Vertibird, ela está ofegante e vai direto pro lado de John.

    [Kara]:Seu desgraçado! Seu desgraçado!!! - ela dá vários socos no braço dele. Se Nin e Patrick olhassem mais atentamente veriam os olhos dela vermelhos, prestes a irromper em lágrimas - Como você pode vender a gente assim?

    [John]:N-Não era esse o acordo. Era pra eles não atirarem e pouparem...- ele completaria que era pra poupar Kara mas ela deu um soco no rosto dele.

    [Kara]:Eu mesma vou te arrastar pra Sandford pra te prenderem, tá me ouvindo!? Eu confiava em você, eu te... - palavras incompletas mas que eram um tanto fáceis de se entender. A parceria, e o que ela sentia, se encerravam ali.

    Mas as balas não paravam e os raiders não desistiriam de suas presas.

    [Líder Raider]:Vamos vamos, saiam daí crianças! Vem conversar com o Tio. Hahahaha, que ridículo. Vamos, flancos. Não to nem aí se você tá sangrando.

    Sons de passos rápidos. Eles se movimentavam para cercar o quarteto, dando a volta no vertibird, um grupo indo pela esquerda e outro pela direita.

    [Líder]: Ylla, vai - o som de lataria se amassando pega todos de surpresa e logo veem a garota raider saltando sobre o vertibird e ficando de frente para os quatro.

    [Ylla]:Você vai pagar, branquelo - ela se posiciona para atacar Patrick, portando uma gambiarra de luvas com pregos. Queria vingança por aquela explosão, ainda sangrava por conta dela.

    Ordem de Iniciativa: Patrick - Kara - Líder Raider - 5 Raiders (3 feridos) - Nin





    Nin
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    Condição: Ok
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    Patrick
    Vitalidade: Ok
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 11
    Pontos de poder: 97

    Sr. Ninguem
    +1PH, +3PH
    Vitalidade: Ok
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 15
    Pontos de poder: 97

    Ash
    +1PH,+1PH
    Vitalidade: Levemente ferida (-1 em rolagens de resistencia a dano)
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 9
    Pontos de poder: 97

    Liz
    +1PH
    Vitalidade: Ok
    Condição: Ok
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    Raijecki
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    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por Raijecki em Qua Fev 28, 2018 2:43 pm





    "Na paz, preparar-se para a guerra; Na guerra, preparar-se para a paz."





    [A hora da verdade: O retorno]

    Prefeitura de Sandford, 09h00

    Tachibana, intimidado pelo Ranger, atirou suas laminas ao chão perto de Kelden, que ainda com o Clark rendido, as puxou com os pés e as atirou para mais longe, deixando ainda mais difícil uma reação de Tachibana. Infelizmente para Kelden, seu plano irresponsável de ameaçar Clark pelas informações sobre o paradeiro de Rust, não saiu do jeito que esperava. O velho era experiente e astuto, sabia que Kelden nunca iria contra uma comunidade inteira, mesmo que pudesse, porque assim seria o mesmo carniceiro que Rust era.

    Clark escreveu:Não é assim que as coisas funcionam por aqui, ranger. Tudo é uma troca, tudo tem um preço e se você não paga da forma correta vai ficar sem o produto.

    - E o que realmente acontece em Liberty's Torch? Se sabiam que seu pessoal estava em perigo, porque não mandaram ninguém ainda?

    Clark escreveu:É por isso que to te mandando, pra descobrir o que está acontecendo e porque um dos sucateiros simplesmente não informou ninguém sobre onde ia ou reportou ao seus superiores. Tem cara, cheiro e gosto de armadilha de raider

    Clark não precisava repetir, era só citar a palavra raider, que Kelden sentia seu sangue ferver por dentro, como se fosse explodir em ódio. O problema é que quando parece que estamos com a situação a nosso controle, acabamos por nos descuidar e cometer alguns erros. O de Clark foi sua fala e ação seguinte.

    Clark escreveu:Você parecia civilizado, Kelden. Rust foi muito mais cordial do que você.

    Clark então se virou de frente para Kelden, e encostou sua testa no cano da arma, o intimando para atirar. Ameaçar uma pessoa desesperada talvez não fosse algo muito sábio.

    Clark escreveu:Atire e tenha toda Sandford, repleta de soldados, mercenários livres, guardas, atrás de você. Você pode até passar pelo Tachibana, mas acha que consegue matar um exército? E nenhum, nenhum deles, vai te contar onde Rust está - Ele sorria - Atire Kelden, ATIRE. Ou aceite a minha oferta, pegar ou largar, última chance.

    Tudo o que precisava era citar os raiders no começo da conversa e deixar Kelden partir, mas infelizmente Clark havia citado e até elogiado o tal Rust. Para Kelden era certo, Clark não era uma pessoa boa, muito menos ingenua de não saber os crimes do indivíduo que protegia.

    - É a esse tipo de líder que você serve, senhor Tachibana? Você sabe o que Rust já fez? E o que também vai fazer a seu povo? Se concorda com tamanha injustiça, vai ter o mesmo destino deste velho aqui, porque as pessoas vão descobrir cedo ou tarde suas reais intenções, a verdadeira face de vocês, e aí meus senhores, ninguém irá salva-los.

    Clark o fazia lembrar de tantos outros considerados "Líderes" com que já havia se esbarrado pela wastland. Ganancioso e cego pelo poder, sempre achando ser intocável por estar detrás de um exército e uma comunidade.

    - Ah, eu aceito sua oferta, mas como você disse, tudo tem seu preço não é? Que pena que você não pode ver meu olho piscando por causa do capacete, senhor "só Clark". - Subitamente, deu uma coronhada com a pistola na cabeça do velho, o deixando desacordado. Apontou a arma para Tachibana e disse:

    - Não se preocupe, ele vai sobreviver assim como seus sucateiros, deixe-me passar e não terá mais problemas comigo, irei imediatamente ajudar o seu povo, coisa que vocês não fazem, se é que se importam.

    "Então, o que vai ser Tachibana? Vai me deixar ir ou vai se vingar pela coronhada no velho? Meu dedo está coçando..."


    Gakky
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    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por Gakky em Sex Mar 02, 2018 10:53 pm

    Por sorte o ferimento que levou no ombro não era grave, logo que verificou isso, estava um pouco dolorido, mas nada insuportável, era bem leve e Nin ficou menos preocupada, agora deveria se focar no que estava acontecendo. De repente Patrick passou ao seu lado e a pegou pelo braço a ajudando a ir para o Vertbird, mas não entendeu isso, porque poderia ir sozinha, suas pernas estavam boas! Pegou o silenciador nas mãos e ouviu a pergunta dele, parecia preocupado. Patrick não era muito de demonstrar os sentimentos, mas esse realmente a fez se sentir bem. Era sinal que o garoto a considerava importante o suficiente para não deixá-la morrer ali. Poucas pessoas tinham feito isso por ela, talvez só uma havia feito no passado. Nin avança o veículo e fica na proteção ao lado do amigo. Se apoiou no metal do veículo e só nesse momento que ela responde:

    - Tô bem, foi só um arranhão, valeu por isso. Mas sair para onde? Se virarmos as costas vão atirar na gente.

    Nin ficou encolhida para se proteger o máximo possível, mas ainda permaneceu atenta a situação. Patrick armava um explosivo, ele era realmente bom, Nin notava isso, mas na prática era ainda mais íncrivel. Muitos podiam não ver o potencial dele, mas Nin via. Kara foi a última chegar e já queria brigar com John, tudo bem que ele merecia, mas se gastasse energia matando John agora, reduziria as chances dele saírem dessa, por isso se meteu na conversa dos dois:

    - Não vai dá pra brigar agora, deixem a briga para depois.

    O líder Raider continuava a falar com sua voz irritante, mas Nin respirava devagar e já sabia como manter a calma, ela teve um ótimo professor no passado e queria muito sobreviver a este acontecimento, não queria virar comida de Raider! Ficava calma para poder pensar claramente no que fazer, devia usar o sinalizador, talvez assim conseguisse chamar ajuda! Alguém deveria ouvir.  Ela ouviu os passos e notou que estavam se aproximando, por isso ficou na defensiva. Logo uma garota Raider surgiu perto de Patrick!! Se o seu amigo não acabar com essa garota, Nin vai aproveitar que ela está distraída com Patrick e se possível usar seu poder especial para abatê-la: JADE SLEEP. Mas se Patrick conseguir abate-la ou se não for possível fazer esse golpe, Nin vai usar o sinalizador direcionando ele para cima e torcendo para alguém o ver.
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    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por JPVilela em Sab Mar 03, 2018 10:46 am

    Brooker escreveu:Ha, mais um pouco e eu vou passar você, Ash... - começava a falar um pouco mais enrolado, era a perda de sangue.

    Enquanto continuava a fuçar na bolsa do colega, a mercenária voltou a rir com aquela provocação. Tirou os olhos da mochila e fitou o sujeito, erguendo uma das sobrancelhas.

    - Isso mesmo...Continue sonhando. - respondeu em tom de deboche. Enquanto reconhecia em meio a todas as quinquilharias de Brooker o formato familiar da seringa do medicamento.



    Brooker escreveu:Eu tenho um med-x mas eu to guardando pra quando for...preciso. Eu...to bem, não precisa

    Ash trouxe o item para a frente dele, para que visse muito bem.

    - Está aqui. - informou, quase esfregando aquilo na cara do mercenário, em seguida guardou a seringa em um dos bolsos do embornal preso a cintura dele - Não vá desmaiar por ser mão de vaca. - advertiu, dando umas tapinhas no local, para que o colega lembrasse de onde estava.

    Não era enfermeira, passava longe bem disso, e na maioria das vezes era ela o motivo pelo qual as pessoas eram mandadas a enfermarias. Tudo que sabia sobre medicina vinha de conversas, vivência e um ou outro manual militar, preservado do mundo antigo, que teve a oportunidade de ler anos atrás. Med-x servia para amenizar dores, era bastante útil para colocar um soldado baleado de volta a ação por alguns minutos. Mas também não era a mãe do sujeito cheio de cicatrizes na cara. Brooker saberia muito melhor que ela quando precisaria ou não da injeção.

    A atiradora se afastou, indo em direção ao veículo caído e os corpos dos dois Raiders. Voltou a empunhar o rifle, destravado e com o gatilho pronto para ser puxado, enquanto aproximava-se. Fingir de morto era um truque bem antigo e que ela definitivamente não queria ser vitima. Checava se não estavam fazendo nenhum barulho… ou respirando. Quando chegou perto do corpo do Máscara de Solda, deu logo um chutão com o bico do coturno na nuca do defunto, cuspiu e xingou-o, para descontar parte de seu ego ferido pelos terríveis disparos. Coincidentemente a ferida de um dos tiros que aquele Raider acertou no braço dela voltava a latejar e isso a fez reclamar ainda mais. Recolheu o rifle de caça que estava próximo ao corpo. Depois de rapidamente checar o calibre e quantas balas restavam naquele pente ia ao copo do inimigo, procurando por recursos que poderiam ser úteis, ou que valessem alguma coisa.

    Todo o procedimento era feito com um ar de casualidade, nada daquilo era novidade para Ashley, a vida de sobrevivente já havia ensinado esse tipo de coisa quando ainda era uma adolescente. A novidade era descobrir que um de seus tiros foi certeiro no coração do desgraçado, mas não foi aparado por um revestimento metálico da armadura do Raider como havia imaginado, mas sim milagrosamente por um um medalhão, agora destruído. De onde Brooker e Vance estavam, puderam ouvir a toda a genealogia daquele falecido sendo amaldiçoada.

    Após repetir o procedimento na piloto, Ashley voltava para perto do resto da mini caravana, vinha empurrando a pesada moto, enquanto sentia a mancha de sangue na manga do sobretudo ficando cada vez maior.

    - Bem… Eu nunca aprendi a pilotar esse tipo de coisa mesmo, mas tomara que tenha combustível suficiente para voltarmos mais tarde para a Base. - comentava um tanto ofegante. Deixou a moto encostada em uma parede próxima a Brooker.

    Pegou seu cantil, e deu um gole na água fervida, morna e com um leve gosto salubre que carregava, em seguida ofereceu um pouco para o colega. Após recuperar um pouco do fôlego, aproximou-se de Vance, endireitando a postura:

    - Você não teria um stimpack sobrando por ai... teria, Chefe? - perguntava como quem não queria nada, em um tom atipicamente suave, enquanto tinha as mãos para trás e chutava despretensiosamente umas pedrinhas presentes na estrada. Agora parecia até uma doce garota…

    Sabe-se lá quantas balas estavam alojadas em Brooker. Seria estúpido deixa-lo sem ver se podia fazer algo mais para melhorar sua condição. A última coisa que precisava era que ele caísse duro ali e virasse comida de Radscorpion junto com os outros dois cadáveres.
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    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por ayana em Sab Mar 03, 2018 6:22 pm

    Lisbeth Tozier

    "Esse holotape vai dar problema?" era apenas a pergunta de uma criança, cuja resposta não precisava ter compromisso nenhum com a verdade. Bastaria dizer "não" e inventar uma desculpa qualquer. Mas se tivesse que respondê-la com sinceridade, Lisbeth questionaria de forma retórica: problema para quem? "Pra mim, pra vocês, para os funcionários da ala leste (e da oeste, norte e sul), para o Michael (que desapareceu), pra todos os outros Michaels, também para os guardas, para o Overseer... enfim, acho que pra todo o Vault". Um problema que sem aquele holotape desapareceria junto com Lisbeth. Agora, porém, um problema para todo o mundo.

    - Vai gerar uns probleminhas sim, mas só pra pessoas malvadas que nem aqueles guardas. Algumas delas, inclusive, vão ficar bem bravas. Por isso, Henry, você precisa me prometer que não vai contar pra ninguém sobre esse holotape. Pra ninguém, tá me entendendo? Porque se descobrirem, podem nos prender que nem fizeram com a dona Jane - reduziu o tom da voz no final como se contasse um segredo. Sim, ela poderia acalmar o garoto, mas a abordagem da psicologia da qual fazia parte - e que se mostrava bem eficiente no Vault - baseava-se no medo.

    Os tratamentos à base de Fadeaway, por outro lado, eram eficientes para inibir o medo, mesmo instantes depois de receber uma ameaça de morte. Para Liz, ter conhecimento da tentativa de silenciá-la era uma dádiva. Na pior das hipóteses, ela morreria, deixando para trás a existência de uma marionete integrante de uma farsa infindável - pelo menos enquanto os diretores fossem os mesmos. A morte não a pegaria desprevenida, nem à parte de um conflito. E se a "sorte" estivesse ao seu lado, que esse último conflito fosse diretamente contra seu maior adversário, o Overseer.

    Chegar até ele, antes de virem até ela, seria o primeiro desafio. O tempo era curto e ela estava com pressa. Antes de deixar o quarto, disse a Katheryn que voltaria a vê-la no dia seguinte - se tudo corresse bem. Também pediu para que cuidasse de Henry, que agora constava na lista de ovelhinhas sob proteção da psicóloga.

    Passados alguns minutos e agora andando sozinha pelos corredores, Liz podia sentir com mais clareza os efeitos da droga. O trajeto até seu quarto, que levaria alguns minutos, parecia ao menos duas vezes mais longo. A realidade seguia em câmera lenta para que a mente fosse capaz de identificar e processar detalhes ao seu redor. Quando chegou pela manhã à ala leste, talvez ela não tivesse prestado muita atenção, mas agora ouvia ruídos quase imperceptíveis nas tubulações de ar, lâmpadas e atrás das paredes. Ao passar pelos guardas, reparou que um deles mantinha a mão na altura da arma mesmo na hora de bocejar; outro estava puxando a borda da cueca para longe da fresta no traseiro. Nada indicava que eles sacariam as armas, então Liz passou tranquila por eles assim como por outras poucas pessoas que encontrou no caminho.

    Lisbeth entrou no quarto, trancou a porta, amparou as costas sobre ela e soltou um suspiro aliviado. Verificou no terminal se todos os documentos sigilosos estavam lá. Colocou uma música...
    Trilha sonora:
    ...e começou a editar o arquivo do projeto Prometheus, acrescentando na categoria com o status de "reserva" o nome de diversas pessoas, principalmente de guardas com patentes mais altas. Salvou o documento em um holotape que foi deixado ao lado do terminal. Separou algumas drogas, relaxantes e estimulantes, suficientes para dopar um cavalo. Estava carregando a pistola, calculando a quantidade mínima de balas necessárias para chegar ao Overseer, quando uma inesperada mensagem soou pelo alto-falante:

    "Doutora Lizbeth, aqui quem fala é o Overseer. Por favor, se dirija ao meu escritório assim que possível. Me informaram que não está em seu consultório, imagino que esteja em seus aposentos"

    Entre Lisbeth Tozier e Overseer Maxwell, era impossível determinar quem estava um passo à frente de quem. O mais sensato seria apostar nele, o tirano onipotente do Vault. Ele sabia, ou pelo menos suspeitava, de algum desvio de Liz: primeiro o nome dela, uma das mais respeitadas funcionárias do regime, apareceu numa lista para experimentos científicos; agora, ela recebia uma convocação direta do chefe. O que provavelmente ele não soubesse era o quanto ela esperava por esse encontro, que certamente seria desagradável para algum dos envolvidos. Para Liz poderia ser o fim, que sob o efeito do Fadeaway, já não parecia tão desagradável.

    De última hora, decidiu que não levaria mais a pistola. Não seria seguro deixar um rastro de sangue que apontasse para ela. Precisava de mentes ativas que se converteriam em manipuláveis. Precisava manter a discrição de uma profissional exemplar, a pele de cordeiro que expressava sua "lealdade". Por baixo dela, contudo, escondia uma pistola carregada com um dardo, outros dardos de Fadeaway soltos e medicamentos de uso restrito e controlado. Por fim, pegou uma pasta com as fichas de alguns pacientes e seguiu em direção ao escritório do líder da matilha.
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    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por Natalie Ursa em Sab Mar 03, 2018 7:57 pm

    Ao perceber que o ferimento de Nin não passava de um arranhão, a expressão no rosto de Patrick tornou-se um pouco menos tensa, embora ainda assim esboçasse alguma apreensão com a situação em que a dupla tinha se metido.

    - A explosão poderia servir de cobertura para escaparmos, mas teríamos que ser muito rápidos. Não há garantias que dê certo. - respondeu a pergunta de Nin, sem tirar os olhos dos pontos em que seria mais provável que os raiders atacassem.

    Kara corria na direção deles. O movimento surpreendeu Patrick, que quase atirou nela, mas conseguiu frear o próprio movimento, antes que a flecha abandonasse seus dedos. A mulher corria na direção do traidor e brigava com ele. Patrick ignorava a desavença da dupla, mas no fundo apoiava a agressividade de Kara para com o traidor, só que não era bem o melhor momento...

    O loiro ouviu a explicação de John e respirou fundo, meneando a cabeça negativamente para a estupidez dele. Aquele homem era mesmo um grande tolo de achar que um acordo firmado com Raiders iria terminar bem. Alguns homens eram mesmo gananciosos demais para o seu próprio bem. John merecia ser jogado para a linha de frente, para que os próprios Raiders, seus amiguinhos, dessem um jeito nele.

    Se sobrevivessem, John talvez não chegasse vivo à Sandford.

    Patrick notou as intenções de Kara impostas em sua própria voz, mas continuou sem dar maior atenção à eles. Tinha um tiroteio acontecendo à sua volta! Se quisessem dar mais atenção à briguinha do que suas próprias vidas, não era problema do rapaz. Mas pelo jeito era de Nin, que intrometia-se, por fim, para fazê-los parar com a cena. Nin era esse tipo de pessoa...

    O Raider, que deveria ser o líder daquele bando, dizia algo, tentava caçoar de suas presas e depois dava ordens claras aos seus subordinados. Pelo tom debochado do home, Patrick não sabia dizer se era só um louco ou cantava vitória antes do fim da batalha. Provavelmente mandaria todo seu grupo par atacar antes de mover outro dedo.

    Patrick preparou-se para acionar o explosivo assim que o mínimo movimento se fizesse visível perto da cauda do vertbird. Estava atento aos sons. Os passos ruidosos da Raider que chegava de surpresa em frente ao grupo também tinham sido bem escutados pelo rapaz, que recuou uns dois passos, no espanto, com a chegada inusitada dela.

    Sem responder à provocação da Raider - pois seria uma grande perda de tempo - Patrick encaixou uma flecha comum em seu arco e fez uma mira apressada na direção do rosto da mulher. Com as armas que ela portava, era melhor ele atirar mais rápido do que ela conseguia se mover, mesmo assim estava próxima demais... Por isso mesmo uma nova investida com uma flecha explosiva seria perigoso demais. A flecha tomava seu caminho ao mesmo tempo que o rapaz impulsionava o corpo para trás, quase caindo para o lado de Nin, no movimento desajeitado para tomar mais distância da mulher.

    - Cuidado, Nin! - alertou Patrick, de costas para ela, com o arco pendendo no braço esticado, enquanto a outra mão acionava o detonador preso ao casaco.

    Patrick precisou mover-se muto rápido para virar na direção de Nin e empurra-la contra Kara, fazendo-as se afastar um pouco na direção oposta. O rapaz tentava cobrir e proteger a parceira ficando entre ela e a explosão.

    Poderia não conseguir matar aqueles desgraçados, mas algum dano tinha que ser causado. Se os Raiders se tornassem mais lentos, seria mais simples derrotá-los, mesmo em maior número.
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    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por isaac-sky em Qua Mar 07, 2018 1:02 am

    [Negociações Complexas - 09h10]


    Como num jogo de cartas, Kelden apostou alto e fez sua jogada arriscada.

    Tinha deixado claro ali quem era e o que queria, e por mais que não tivesse arrancado as informações que desejava conseguiu ver a face mais sincera de Clark e algumas informações desse serviço.

    Kelden escreveu:- E o que realmente acontece em Liberty's Torch? Se sabiam que seu pessoal estava em perigo, porque não mandaram ninguém ainda?

    [Clark]:Estou tentando mandar você - disse seco. Suspeitava que envolvesse raiders - Liberty's Touch fica a oeste, um pedaço de Ruína da Estátua da Liberdade.

    Kelden escreveu:- É a esse tipo de líder que você serve, senhor Tachibana? Você sabe o que Rust já fez? E o que também vai fazer a seu povo? Se concorda com tamanha injustiça, vai ter o mesmo destino deste velho aqui, porque as pessoas vão descobrir cedo ou tarde suas reais intenções, a verdadeira face de vocês, e aí meus senhores, ninguém irá salva-los.

    [Tachibana]:O que eu vejo é um homem estrangeiro que ameaça meu amigo e fundador desta cidade. E é o único que porta uma máscara - palavras simples de um homem que também havia presenciado sua cota de violência.

    Aceitando o acordo o Sr. Ninguem encerra sua negociação com coronhada e aponta a arma para Tachibana. O asiático não move um único músculo.

    Kelden escreveu:- Não se preocupe, ele vai sobreviver assim como seus sucateiros, deixe-me passar e não terá mais problemas comigo, irei imediatamente ajudar o seu povo, coisa que vocês não fazem, se é que se importam.

    [Tachibana]:Anata wa sore o shiharaudeshou, konoyaro - disse em japonês enquanto o ranger saia do escritório, ileso.

    Por alguma grande obra de sorte Kelden saia sem um exercito o esperando do lado de fora, a cidade de Sandford continuava seu movimento normal.

    O Ranger tinha uma vaga noção de onde ficaria o lugar mas se aqueles sucateadores não tinham tempo então corria contra cada minuto perdido.
    Sem um veículo levaria algum tempo a pé, mas se tivesse um veículo...

    [Cheyenne]:Ei cowboy, deu tudo certo lá em cima? - disse a garota de antes ao vê-lo sair do prédio. Ela limpa as mãos de graxa com um pano.




    [Vault's Future - 09H30]

    Mesmo que fossem ovelhas, Lisbeth buscava não aterrorizar o pequeno Henry.

    Lisbeth escreveu:- Vai gerar uns probleminhas sim, mas só pra pessoas malvadas que nem aqueles guardas. Algumas delas, inclusive, vão ficar bem bravas. Por isso, Henry, você precisa me prometer que não vai contar pra ninguém sobre esse holotape. Pra ninguém, tá me entendendo? Porque se descobrirem, podem nos prender que nem fizeram com a dona Jane -

    A criança assentiu com a cabeça diversas vezes, principalmente quando ela comentou sobre Jane. Henry podia ser só uma criança mas parecia confiável o suficiente para guardar mais esse segredo.
    Lisbeth nem podia imaginar as informações que poderia ter perdido se o garoto não fosse corajoso para fugir e ela não tivesse o segurado.

    Katheryn concordou em ficar com Henry. Ela estava do seu lado, de qualquer maneira.

    Lisbeth, na segurança de seu quarto, aproveita os pequenos instantes de calmaria antes da tempestade para editar os arquivos e se preparar para o caos que poderia lhe acometer.

    Sua paz seria interrompida pelo anúncio do Overseer.

    Numa decisão repentina ela decidia deixar sua arma de fogo e somente levar sua pistola de dados. Enfrentaria de frente o líder daqueles lobos.

    O mundo era o Vault e Lisbeth iria encarar o Rei dele de frente.

    O caminho até o quarteirão de dormitórios mais nobres ia ficando cada vez mais luxuoso, quartos cada vez maiores e o maior deles: a sala do Overseer, uma porta luxuosa e lustrada com bronze e bem cuidada desde o dia 1 de fechamento das portas do Vault.


    Nesta sala todo o Vault podia ser controlado, todas as portas, toda a segurança e até mesmo o controle de entrada do Vault. É o coração do lugar.

    O Overseer Maxwell olhava para algo em sua parede com as mãos juntas para trás do corpo, quando ouviu a porta se abrindo e Lisbeth entrando.


    Ele abriu um grande sorriso, parecia genuinamente feliz em vê-la. A doutora podia ter imaginado que ele atuava muito bem, mas agora ele era digno de um ator daquelas velhas fitas de filmes antigos.

    [Maxwell]:Como é bom vê-la, Lis. Diante de um dia tão cheio de problemas me anima vê-la. Por favor se sente - disse oferecendo uma cadeira a ela e se sentando na poltrona.

    [Maxwell]:Temo que serei muito breve, Lis - ele não a chamava de doutora, cortara esse formalismo a algum tempo em suas interações. Na verdade Lisbeth notaria que em quase todas as conversas que tiveram pessoalmente ele dificilmente se dirigia a ela com formalidade.

    [Maxwell]:Desde que assumi meu cargo eu compreendi o grande fardo que meus antecessores, desde o primeiro Overseer, carregaram. São tantas vidas nesse Vault para cuidar, e ao mesmo tempo ainda temos a responsabilidade de encontrar uma maneira de que possamos curar a terra irradiada sobre nós - ele faz uma pequena reverência, como se respeitasse aqueles que citava como ancestrais.

    [Maxwell]:Eu fiz muitas coisas para que nosso Vault permanecesse no caminho correto, coisas de que me orgulho e outras que não me orgulho tanto. E agora...bem, eu já não sou mais jovem. Começo a chegar ao ponto da vida de um Overseer que ele deve começar a procurar por um sucessor.

    Um sucessor!? Ele não a tinha chamado para um embate final?

    [Maxwell]:Lis, eu sei como se importa com seus pacientes, com todos aqueles que nasceram quebrados ou foram quebrados pela realidade de nosso Vault. Sei que zela pelo bem de nosso povo e também de nossa pesquisa. Eu não vejo melhor candidata para tomar meu lugar.

    Ele suspira.

    [Maxwell]:Mas minha responsabilidade como líder também me leva a outra decisão difícil. Nossa pesquisa atingiu seu ápice e finalmente encontramos a chave para o futuro: você. Seu último exame de sangue, cruzando com as informações de nossos últimos testes nos levou a isso - ele pega algo em sua gaveta: uma seringa com um líquido verde fluorescente.

    [Maxwell]:Este líquido, este medicamento, pode te tornar imune às intempéries do mundo exterior. Você pode ser a primeira de nosso povo a caminhar lá fora e voltar para nos contar como foi. Mas entenda que como todo experimento...há riscos.

    O propósito do Overseer ficava mais claro.

    [Maxwell]:Entende que estou entre meu coração e minha responsabilidade? Eu não queria lhe submeter a isso, mas você é a candidata perfeita, 100% de aceitação do seu sangue com o Prometheus...Se você aceitar, Lis, você não vai ser só a futura Overseer do nosso Vault.

    Ele se levanta.

    [Maxwell]:Pode ser a última da história, porque não vamos mais precisar mais de nenhum Vault

    Aquilo era uma oferta? Ou apenas jogava Lis contra seu destino? Como ver um ditador num homem que sorria e que parecia se sentir péssimo em submete-la a qualquer mal?




    Pagamento - 10h00


    Brooker estava baleado e com contusões no corpo, mas não perdia a oportunidade de provocar sobre os pontos.

    Ash escreveu:- Isso mesmo...Continue sonhando.

    O mercenário fez um "tsc" de discordância diante do comentário sobre ser mão de vaca, mas não reclamou enquanto ela aplicava a seringa. Ele respirou alto com o alívio instantâneo.

    Piscou os olhos várias vezes e começava a despertar pra valer.

    Ash faz a varredura nos corpos dos dois raiders: ambos estavam tipicamente armados como raiders, ou seja, pouco munição, pouca armadura e muita estupidez misturada a insanidade.
    Apesar disso encontrou dois cartuchos cheios de munição de rifle.
    Revoltada com o raider mais preciso que já encontrou, Ash nota o que realmente bloqueou seu tiro certeiro: a bala foi repelida por um medalhão de metal que estava todo espatifado. O maldito sobreviveu por pura sorte, ele não tinha armadura pra resistir a um segundo tiro daqueles.

    Os raiders não carregavam mais nada de valioso além da moto. Ash não ia se desfazer dela, então a empurrava.

    Brooker já estava bem o suficiente para ficar de pé e mancar dois passos até ela e seu cantil.

    Ash escreveu:- Você não teria um stimpack sobrando por ai... teria, Chefe?

    [Vance]:Eu tenho...

    ]Brooker]:Não. Chega. Eu já to bem o suficiente pra chegarmos em Sandford e o pessoal de lá vai me costurar direito. A gente já gastou um med-x, não quero um stimpak abatido do meu pagamento - disse um pouco revoltado com a sua situação. Adorava ação, mas odiava depender das pessoas.

    Brooker colecionava cicatrizes, essa seria só mais uma.

    Eles iriam andando, afinal a distância era pouca e estavam próximos de Sandford, podendo levar a moto junto.

    A caminhada foi um tanto silenciosa, Vance não fez mais comentários sobre cansaço ou paradas, tinha aprendido sua lição sobre parar no meio do deserto da Empire Wasteland.

    Você não para.

    Após algumas horas já era possível ver a massa de prédios e construções que era a cidade de Sandford: um assentamento que podia despertar as memórias mais dolorosas para Ash, mas ainda era um lugar seguro e que tinha muito serviço.

    [Vance]:Foi meio emocionante no final mas vocês mereceram seu pagamento. Preferem que eu entregue seu dinheiro agora ou quando passarmos pelos portões?

    Já viam os portões com clareza.

    [Guarda]:Ei, quem...Juliet, seus amigos! - um dos guardas dos portões abertos grita ao vê-los chegando e uma garota de capuz corre em direção a eles.


    [Juliet]:Ash! Brooker! Finalmente! - ela era uma velha conhecida de Ash e dos Reapers. Era mais conhecida de Ash para falar a verdade, uma adolescente fissurada por armamentos e filha de um dos médicos de Sandford. Iria abraçar Ash se não tivesse visto seu estado.

    [Juliet]:Vocês estão sangrando? Eu vou chamar o meu pai, querem ajuda?





    Fragmentos - 12h50


    No calor do combate Nin e Patrick eram quem tinham o maior controle sobre si mesmos no grupo. Mesmo diante do inferno que era aquela chuva de balas eles tinham ao outro.

    Kara parou de discutir quando ouviu os dois lhe dizendo para se focar no momento: tinham raiders para enfrenter primeiro.

    A raider com luvas de pregos queria fincar eles em Patrick mas Nin mostrava seu treinamento: num golpe ela atinge a raider no ponto preciso.



    A raider dá vários passos para trás e se ajoelha, as mãos sobre a cabeça. Ela está atordoada, mas quase desmaiou diante do golpe.

    Nin ainda tem o sinalizador não utilizado com ela.

    Patrick armava a saída e suas opções, apesar de não serem muitas. Ele atira na raider que já estava meio caída por conta do golpe de Nin e atinge o ombro direito dela, ela grita de dor e não parece estar nada bem.

    Ele decide explodir todo o "tesouro" e a armadilha de uma vez, se aproveitando da proximidade dos raiders para atingir o máximo possível deles.

    Correndo para livrar seus próprios amigos Patrick os joga no chão antes do impacto que aconteceria a qualquer instante...

    A bomba leva um segundo a mais que o normal e se tivesse programado errado?


    Poeira, concreto e pedaços do vertibird iam pelos ares. Munição dentro da nave só alimenta as chamas que agora criam uma fumaça ao redor do local.

    Por um instante Nin e Patrick só conseguem escutar o zunido nos ouvidos por conta da altura do som da explosão. Mas os dois estão bem, assim como Kara. John está sumido.

    [Raider líder]:Não me importa! Achem eles! ACHEM ELES ANTES QUE ELA VENHA! - escutariam conforme recuperavam a audição - Eu quero a cabeça deles empaladas na minha sala!

    Estavam procurando por eles.

    Ordem de Iniciativa: Patrick - Kara - Líder Raider - ??? Raiders (quantidade desconhecida de sobreviventes) - Nin





    Nin
    Vitalidade: Ok
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 6
    Pontos de poder: 98

    Patrick
    +1PH
    Vitalidade: Ok
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 9
    Pontos de poder: 98

    Sr. Ninguem
    +1PH
    Vitalidade: Ok
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 16
    Pontos de poder: 98

    Ash
    +1PH, +1PH
    Vitalidade: Levemente ferida (-1 em rolagens de resistencia a dano)
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 11
    Pontos de poder: 98

    Liz
    +1PH, +2PH
    Vitalidade: Ok
    Condição: Ok
    Pontos heroicos: 14
    Pontos de poder: 98
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    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por Gakky em Dom Mar 11, 2018 1:14 pm

    Não era atoa que Nin tinha um apelido, sem problemas ela atingiu um ponto preciso na raider que deu certo e a fez ficar atordoada. Nin havia sido bem treinada e sabia o que estava fazendo. Ela também havia sido ensinada a manter a calma em momentos que deveriam lutar pela sobrevivência, não adiantava discutir, precisavam escapar dali vivos. A garota ouviu a ideia do amigo e achou meio louca, mas eficiente, em momentos de crise não dava pra escolher as soluções, e se Patrick achava que poderia dar certo, Nin acreditava. Era assim que parceiros deveriam agir, pelo menos ela acreditava nisso.

    Patrick acionou o detonador e a empurrou para o lado oposto. Ela se encolheu enquanto destroços da explosão voavam para todo lado. Protegeu a cabeça com os braços. Era a chance deles fugirem, deveriam correr o mais rápido que podiam para sei lá onde, algum lugar com proteção. o coração dela batia acelerado e apesar de ter sido treinada, era impossível não sentir um pouco de medo. Nin vai abrir um dos olhos no meio de toda essa poeira, Patrick estava do seu lado, ela o agarra em alguma parte da camisa e exclama em voz baixa:

    - Vamos! Vamos! É nossa chance!

    Apressada levanta e em seguida e começa a correr o máximo que podia para longe da direção dos raiders e da explosão. Os cabelos totalmente desgrenhados e cheios de poeira, a roupa então quase cinza de tanta poeira. Não viu John, mas agora não era hora de procurá-lo. Lançou um olhar para Kara também fazendo sinal para que ela corresse. John os tinha metido nessa, então não poderiam arriscar suas últimas chances para salvá-lo. Normalmente Nin gostava de ajudar como podia, mas no caso de John era diferente, porque poderia perder a vida tentando resgatar um traidor. Isso seria um absurdo, valeria a pena se fosse outra pessoa como Patrick ou Kara. John os tinha metido nessa, e agora teria que sair sozinho.
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    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por JPVilela em Dom Mar 11, 2018 7:20 pm

    Brooker escreveu:- Não. Chega. Eu já to bem o suficiente pra chegarmos em Sandford e o pessoal de lá vai me costurar direito. A gente já gastou um med-x, não quero um stimpak abatido do meu pagamento.

    Aquela resposta não foi das mais inesperadas. Naquela linha de serviço ninguém gostava de demonstrar fraqueza, cada um tentava parecer mais casca grossa que todo o resto do mundo, e Brooker não era exceção à regra. Tentou ajudá-lo como pode, mas também respeitava aquele tipo de atitude. Mesmo que se pensasse racionalmente e deixasse o orgulho de lado e aceitasse o outro medicamento isso o deixaria mais apto a ajudar, caso surgissem outros inimigos no meio do caminho.

    A mercenária revirou os olhos em resposta ao colega já esperando aquele tipo de atitude, em seguida voltou-se ao Vance:

    - Então... Ouviu o Soldado, chega de descansar, Chefe... Vamos nessa! - apontou na direção do horizonte para onde já era possível ver de muito longe a cidade.  

    Com isso, começou a caminhar esperando que o restante a seguisse. Ao longo do caminho tentava não pensar muito no passado e o tipo de feridas que Sandford costumavam re-abrir toda vez que Ashley botava os pés dentro dos portões. Para distrair a mente, tentava pensar em coisas mais felizes… Como se decidir sobre o que faria com sua parte do pagamento daquele trabalho, pensava em comprar algumas peças extras para melhorar seu Rifle de estimação... Mas também estava sem uma arma secundária, e se perguntava se conseguiria uma pistola ou revólver em um bom estado no mercado da cidade.

    Enquanto andava também tinha de se preocupar com os arredores e avistar qualquer tipo de ameaça, antes mesmo que essas avistassem sua mini caravana. Mas o restante do caminho foi tranquilo.

    Vance escreveu: - Foi meio emocionante no final mas vocês mereceram seu pagamento. Preferem que eu entregue seu dinheiro agora ou quando passarmos pelos portões?

    - Meio emocionante... - concordava acenado positivamente com a cabeça enquanto mantinha um leve sorriso de canto de boca e fitava o mercador, imaginando que se não fosse por aqueles Raiders que brotaram no meio do caminho, ela teria de salvar o sujeito engomado ser recheado de balas por Brooker... E seu maldito vício por adrenalina… - Pode ter certeza que merecemos! - esboçava um olhar agora distante e o sorriso tanto forçado e cansado, pensando em como aquele trabalho poderia ter se desenrolado de maneiras bem piores. - Se estiver com os Caps ai pode nos pagar logo, Chefe… - completou dando de ombros perante as alternativas, em seguida estendendo a mão sugestivamente.

    Juliet escreveu:- Ash! Brooker! Finalmente!

    - Oh… - não estava esperando encontrar um conhecido tão rapidamente - Oii! - acenou alegremente  com o braço esquerdo, esboçando um sorriso genuíno para a garota distante.

    Quando Juliet aproximou-se, Ash viu que a garota hesitou em lhe dar um abraço, balançou a cabeça negativamente com um sorriso brincalhão e logo em seguida lhe deu um "meio abraço", apenas com o braço que não estava machucado.

    Juliet escreveu:- Vocês estão sangrando? Eu vou chamar o meu pai, querem ajuda?

    - Tivemos Raiders como café da manhã... - brincou com um sutil brilho psicótico no olhar, em seguida concordou com a ajuda oferecida - Mas estou bem... - fitou o braço direito com a manga do sobretudo manchada de sangue escuro, agora coagulado, e o buraco de bala - Ainda estamos terminando o contrato... - olhou rapidamente para Vance e rapidamente de volta para a garota - Você pode ir logo com Brooker, ele está com umas balas alojadas aqui e ali… - comentou casualmente como se colega estivesse com uma unha encravada.

    Virou-se na direção do mercenário que pilotava a moto, erguendo a sobrancelha sem saber se ele iria logo ou esperaria o final dos negócios com Vance.
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    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por Raijecki em Ter Mar 13, 2018 9:15 am





    A safe people
    is a strong people.
    "





    [Prefeitura de Sandford, 09h10]

    Clark escreveu:Estou tentando mandar você - disse seco. Suspeitava que envolvesse raiders - Liberty's Touch fica a oeste, um pedaço de Ruína da Estátua da Liberdade.

    - Parece que vou fazer um pouco de turismo então. – Tinha de admitir, aquele velho era realmente durão, afinal, eram poucos os que tinham coragem de se manterem firmes diante da mira de uma Ranger Seqoia. Agora só faltava descobrir se Tachibana era somente um cãozinho as ordens de seu dono, ou se conseguia pensar por si próprio.

    Tachibana escreveu:O que eu vejo é um homem estrangeiro que ameaça meu amigo e fundador desta cidade. E é o único que porta uma máscara.

    - Não existe amizade nesse mundo Tachibana, só interesses, o quanto antes você entender isso, melhor para sua consciência. - Após nocautear Clark, Tachibana deu passagem para Kelden, sem antes deferir uma frase em um idioma que Kelden não fazia nem ideia do que se tratava.

    Tachibana escreveu:Anata wa sore o shiharaudeshou, konoyaro.

    - Que merda é essa? Você é um satanista? Puta que me pariu, esse mundo tá mais fodido do que parece! – Ao passar e finalmente sair da prefeitura, para sua surpresa tudo continuava exatamente igual, ninguém parecia ligar realmente se tinha dado uma coronhada no líder da cidade. Ou eles ainda não sabiam, e a conta poderia vir mais tarde.

    “Liberty's Touch fica a oeste daqui... Aquela loirinha e sua moto seriam úteis agora hein...” – Se por um resquício de sorte ou algo do tipo, as preces de Kelden pareciam estar sendo atendidas. Cheyenne estava mexendo em sua moto naquele momento, perto o suficiente para nota-lo e chamar sua atenção:

    Cheyenne escreveu:Ei cowboy, deu tudo certo lá em cima?

    - Ah! Era você mesmo que eu queria, minha querida. – Andou rapidamente até ela, e girando sua Ranger Seqoia com o indicador direito, a questionou:

    - Tá afim de dar uma voltinha? Sabe como é, nós dois nessa moto, matando alguns raiders pelo caminho... – Guardou a pistola em seu coldre que ficava do lado direito de sua cintura, ligado a um cinto de munição.

    - Falando sério, seu chefe me mandou atrás de alguns sucateiros que caíram em uma armadilha em Liberty's Touch, então se pudermos ir logo, melhor para eles. – Puxou de suas costas aquela enorme arma acinzentada, seu rifle anti-matéria .50, a arma de fogo mais poderosa do deserto Mojave e da Califórnia. Começou a recarrega-lo enquanto continuava a conversa:

    - Então, o que me diz parceira? Acha que dá conta? Se conseguir me levar até lá a tempo, posso até te pagar uma bebida depois! - Kelden esperava que pudesse atirar em alguém, isso sempre o deixava mais animado. Ainda mais se realmente fossem Raiders.

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    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por ayana em Ter Mar 13, 2018 10:13 pm

    Lisbeth Tozier

    A partir da sala do Overseer, Lisbeth teria acesso a todos os controles do Vault. O que mais lhe interessava era aquele que abriria as portas para a superfície do mundo exterior, para onde fugiria. Seria melhor morrer acreditando que havia vida lá fora, do que esperar uma morte silenciosa nas câmaras subterrâneas do Vault. Ela precisava de tempo. Temia que, uma vez encurralada, tomaria decisões baseadas no desespero, algo inconcebível para uma profissional habituada a avaliar o desespero alheio e dar lições sobre autocontrole.

    Tantos anos de convivência nos altos círculos de poder traziam segurança para enfrentar os lobos. Não seria a primeira vez que o faro de desconfiança dos predadores iria se voltar para ela. Invariavelmente, ela conseguia despistá-los como um pássaro qualquer. Só precisava voar para longe do alcance de suas presas. Hoje, porém, haveria de ser diferente! Afinal, as leis da natureza não se aplicam na hora de derrubar o poder.

    Ela entrou na sala mais importante do Vault já com um sorriso estampado no rosto. O Overseer estava sozinho, o que poderia indicar que ele confiava muito em si mesmo, ou muito em Lisbeth. Uma falha, independente de qualquer opção.

    - Como é bom vê-la, Lis. Diante de um dia tão cheio de problemas me anima vê-la. Por favor se sente

    - Imagino que esteja bastante ocupado, Max. Você me parece bem agora, mesmo assim sempre me deixa preocupada - tentava parecer tão atenciosa quanto uma enfermeira cuidando de um idoso.

    Desde que ele dispensou formalidades ao se dirigir a ela, Lisbeth fez o mesmo. Quando autoridades optavam por essa forma de tratamento, indicava que era assim que gostariam de ser tratadas. Um tipo de abordagem que a psicóloga também usava com seus pacientes.

    - Quantas vezes já não te convidei pra passar no meu consultório? Lembre-se que todo cuidado que tem pelo Vault pode ir por água abaixo se não cuidar de si mesmo. Muitas pessoas aqui dependem de você...

    Liz sentou-se na cadeira com as pernas cruzadas, a pasta sobre o colo e uma caneta na mão. Assim começavam suas sessões de terapia. Por alguns instantes era possível acreditar que estava de volta ao seu consultório atendendo um paciente. Lá estava ela, concentrada, colocando em prática o que sabia fazer de melhor: avaliar palavras e comportamentos.

    - Temo que serei muito breve, Lis

    - Tudo bem - sorriu de maneira ingênua, como uma ovelhinha se empanturrando de comida sem consciência da proximidade do abate. - E como posso ajudá-lo, Max?

    - Desde que assumi meu cargo eu compreendi o grande fardo que meus antecessores, desde o primeiro Overseer, carregaram. São tantas vidas nesse Vault para cuidar, e ao mesmo tempo ainda temos a responsabilidade de encontrar uma maneira de que possamos curar a terra irradiada sobre nós - ele fez uma pequena reverência e Lisbeth abaixou a cabeça em sinal de respeito.

    - Eu fiz muitas coisas para que nosso Vault permanecesse no caminho correto, coisas de que me orgulho e outras que não me orgulho tanto. E agora...bem, eu já não sou mais jovem. Começo a chegar ao ponto da vida de um Overseer que ele deve começar a procurar por um sucessor.

    Lisbeth endireitou-se na cadeira e inclinou o corpo para frente. Arregalou os olhos de sobressalto e franziu a testa de desconfiança. Não era possível que um déspota lhe entregaria o comando do Vault em função de um trabalho sujo realizado ao longo dos anos. Enviar pessoas à morte seria a competência necessária para governar? Ou essa insinuação não passava de uma estratégia para desestabilizá-la?

    - Lis, eu sei como se importa com seus pacientes, com todos aqueles que nasceram quebrados ou foram quebrados pela realidade de nosso Vault. Sei que zela pelo bem de nosso povo e também de nossa pesquisa. Eu não vejo melhor candidata para tomar meu lugar.

    Entre todos os possíveis cenários para essa conversa, absolutamente nenhum a colocava como candidata ao poder absoluto. O foco era quebrar o sistema; jamais se juntar a ele. Liz se viu desprevenida por completo, incapaz de dizer alguma coisa, enquanto a mente processava as informações como o motor de um trem a vapor. A primeira conclusão - baseada na leitura de gestos e palavras, que ela se dedicou a identificar na convivência com o adversário -  estimava que era grande a probabilidade de o Overseer ter falado a verdade. Mas as crenças, que não dependem de lógica nenhuma, diziam que havia "algo de podre no reino da Dinamarca".

    - Fico lisonjeada, Max, mas sinto que isso não é tudo que tem a me dizer.

    Ele suspirou.

    - Minha responsabilidade como líder também me leva a outra decisão difícil. Nossa pesquisa atingiu seu ápice e finalmente encontramos a chave para o futuro: você. Seu último exame de sangue, cruzando com as informações de nossos últimos testes nos levou a isso

    Quando ele se levantou para pegar a seringa, Lisbeth levou a mão para dentro do jaleco, encostando a ponta dos dedos no cabo da pistola. Ela se lembrou mais uma vez do arquivo sigiloso que interceptara. Se lembrou de que era a próxima cobaia.

    - Este líquido, este medicamento, pode te tornar imune às intempéries do mundo exterior. Você pode ser a primeira de nosso povo a caminhar lá fora e voltar para nos contar como foi. Mas entenda que como todo experimento...há riscos.

    - Serei a primeira a utilizá-lo também? - Perguntou por impulso assim que começaram a surgir em sua mente imagens de pessoas sacrificadas ao longo de 200 anos de pesquisa. Sentia que havia se precipitado. Ouvir primeiro tudo que a pessoa tinha a dizer era uma regra básica da psicologia.

    - Entende que estou entre meu coração e minha responsabilidade? - Lisbeth acenava de leve concordando com cada palavra - Eu não queria lhe submeter a isso, mas você é a candidata perfeita, 100% de aceitação do seu sangue com o Prometheus...Se você aceitar, Lis, você não vai ser só a futura Overseer do nosso Vault.

    "Sim, é bem aqui que você já não diz a verdade"

    O Overseer se levantou.

    - Pode ser a última da história, porque não vamos mais precisar mais de nenhum Vault

    Lisbeth se levantou.

    - Só eu posso tomar uma droga que vai me permitir conhecer o mundo exterior… - sussurrou olhando para a seringa e depois para seu antebraço. Conteve um sorriso antes de os dentes aparecerem. "Quer dizer que um fator tão importante para a pesquisa pode optar por não participar?", pensou em como aquele pedido lhe soava patético. "Você também fez essa proposta pra Ella Mae antes de envenená-la?".

    Estava na hora de testar até que ponto iria a cordialidade de um ditador.

    - Você sabe que sempre estive disposta a fazer tudo para a humanidade voltar a prosperar. Mas não sei se estou pronta para deixar o Vault. Meu trabalho aqui é cuidar das pessoas. Muitas precisam de mim. Estive pela manhã na ala leste e os níveis de estresse por lá estão chegando a um patamar preocupante. Não podemos nos descuidar justamente agora que estamos tão próximos de voltar à superfície.

    "Hora de emendar outro assunto"

    - E a propósito, me surpreende muito você me escolher como sua sucessora, quando eu nem tinha ideia da operação que está acontecendo agora na ala leste. Muitas pessoas estavam assustadas e infelizmente eu me vi incapaz de tranquilizá-las. O que acha que pode acontecer quando as pessoas não se sentirem mais seguras no Vault? Agora que o estrago está feito, temos que discutir qual versão da história vamos criar para acalmar todo mundo.

    Sua estratégia era ganhar tempo. Dar corda para o Overseer eventualmente se enforcar com as próprias palavras. Um teste para medir se ele insistiria em convencer Lisbeth a tomar uma droga cuja taxa de letalidade permanecia em 100%.
    Natalie Ursa
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    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

    Mensagem por Natalie Ursa em Qua Mar 14, 2018 12:25 am

    Era impressionante como uma garota tão pequena podia ser tão habilidosa quantos aos movimentos precisos de seu corpo. O golpe de Nin era algo para se admirar, se houvesse tempo para isso.

    Patrick se aproveitou do atordoamento da Raider para se colocar mais à frente e disparar uma flecha comum contra a mulher. Não era um bom tiro, mas com a distância seria muito difícil errar. Qualquer dano contaria para desabilitá-la um pouco mais.

    O rapaz não tinha tomado à frente à toa. Ele aproveitou que tinha se posicionado ao lado de Nin para tentar protegê-la do fogo, empurrando-a e ficando entre a garota e a explosão, embora abaixado também. Graças ao movimento tinha conseguido ajudar Kara também. A explosão tinha saído atrasada. Patrick quase se preocupou com isso, mas foi por muito pouco tempo. O dispositivo tinha funcionado, afinal e destroçado a cauda do Vertbird, provavelmente destruindo boa parte dele no processo.

    Após o estrondo inicial, Patrick desviou a atenção em direção às chamas, cobrindo o rosto com o antebraços.

    O fogo… Era difícil desviar o olhar do intenso brilho das chamas que consumiam tudo. Era quase… Hipnótico. Devastador. Sedutor. O fim e o começo. A destruição tinha sua beleza e era capaz de acalmá-lo. O incômodo zunido nos ouvidos ajudava o rapaz a se desligar da situação que estavam, por alguns instantes.

    Patrick acordou de seu devaneio momentâneo ao ser puxado por Nin para se afastarem do local e ao ouvir o líder dos Raiders berrando, completamente irritado… Ou talvez preocupado? Não importava -e Patrick não conseguia prestar muita atenção no que ele dizia agora - O importante é que a explosão parecia ter conseguido bons resultados.

    O rapaz meneou a cabeça, concordando com Nin e levantando-se apressadamente. Tirava, sem seguida, mais uma flecha explosiva da aljave presa à mochila. Ficar parado atrás do que tinha sobrado do veículo voador não os protegeria por muito tempo. Era necessário arriscar. A explosão era a melhor oportunidade. Talvez as chamas e a fumaça fossem capazes de encobri-los por tempo suficiente para que achassem uma posição melhor para se protegerem. Patrick corria logo atrás de Nin, mas mantinha parte da atenção às costas, sempre virando o rosto o suficiente para ter noção se estavam sendo seguidos e com a arma preparada em mãos, caso precisasse explodir mais alguém. Deixava Nin na dianteira - sinceramente não conseguia acompanhar a velocidade dela e também estava meio que cuidando da retaguarda. Nin ditaria o caminho para eles e Patrick se encarregaria de protegê-las na corrida.
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    Re: Capítulo 1 - Fragmentos e Fantasmas

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      Data/hora atual: Seg Jun 25, 2018 2:29 pm