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    [Barcos de Papel]

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    Rosenrot
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    [Barcos de Papel]

    Mensagem por Rosenrot em Qui Jan 04, 2018 7:17 pm

    A viagem pela Umbra não tinha sido a melhor das experiências. Aine concordou em retornarem para tentarem achar Samuel, mas o problema todo foi que o caminho de volta era diferente do que eles tinham feito e quanto mais andavam, mais pareciam não chegar a lugar nenhum. Aine tentou de muitas e muitas formas comungar com os espíritos, mas eles pareciam indispostos a ouvi-la ou simplesmente a ignoravam. Mas os Garou prosseguiram, pelo que pareciam horas e horas.

    Mas não encontraram Samuel e pior ainda: perderam Nimue. Era difícil, parando para pensar agora, imaginar em como a situação chegou àquele ponto. Os caminhos que pegavam levavam a lugares diferentes, mas tão parecidos uns com os outros que em determinado momento estavam todos confusos. Em meio aos percursos que faziam, eles encontraram duas novas pessoas, um Galliard Roedor de Ossos chamado Jebediah e uma Theurge chamada Amy, Jebediah explicou que havia sido trazido para lá através de um sonho e assim juntou-se ao grupo em sua busca.

    Ao fim de algumas boas horas de caminhada encontraram uma trilha congelada, por onde seguiram em silêncio e abatidos. Lá, tiveram que resolver um punhado de enigmas para avançar e assim conseguiram encontrar o que tinha sido roubado da Rainha da Neve: um rosa congelada. Após conseguirem o item, não foi difícil para eles encontrarem a Rainha novamente, ela ouviu sua história: o modo como os dois desapareceram e como sentiam-se cansados e desamparados. A Rainha os abraçou como Totem, prometendo-lhes que manteria seus olhos e ouvidos abertos, para caso encontrasse vagando por aí os dois Garou perdidos.

    Agora eram oficialmente uma matilha, com o acréscimo de Jebediah que também se juntará a eles. Aine pediu para Amy que os guiasse de volta para a Tellurian, pois ela ainda ficaria por ali por mais algumas horas. Assim sendo, a Roedora Theurge os levou para fora daquele lugar. Não tinham opções, por mais que quisessem procurar os outros, eles estavam esgotados, fisica e emocionalmente.

    Quando finalmente atingiram a Tellurian, foram surpreendidos com o fato de que estavam nada mais nada menos que há quatro dias vagando por lá. Amy recomendou que fossem para casa, que descansassem e que se encontrassem em outro dia para resolver as pequenas coisas da agora, recém formada matilha. Ela mesma guiaria Jebediah de volta para o refugio dos Roedores.

    [Dimitri @Kether]

    Para o Presas de Prata não era fácil aceitar o ocorrido. Não sabia se tinha falhado com eles ou falhado consigo mesmo, mas mesmo esse sentimento lhe enchia de força para fazer a nova matilha funcionar de maneira mais eficaz e provar que eram capazes de lidar com qualquer coisa que fosse imposta para eles. Também não tinha desistido de encontrar os dois desaparecidos, mas essa tarefa seria adiada por agora.

    De volta a sua casa, ele foi informado pelo tio e pelos contatos das coisas que estavam acontecendo por lá: sobre o escândalo do Visconde e da família de Sienna. Ele soube que o Visconde se entregou à Tribo confessando uma serie de crimes, o mais grave deles fora o estupro da irmã gêmea de Sienna e que agora os Pratas se preparavam para lidar com o assunto.

    Aquilo, de muitas formas, Dimitri sabia, não era bom. Os ShL já estavam avançando politicamente na região e aquele tipo de situação não favorecia os Pratas, também se pegava pensando em Sienna e em como a jovem Parente estava lidando com toda aquela situação. Existiam muitas direções para serem tomadas e pouco tempo hábil para fazê-los.

    [Lailah @shamps]

    Retornar para casa tinha sido um alivio. Não via a hora de reencontrar suas irmãs e seus animais. Lailah foi recebida com festa, mas tudo que queria era uma boa noite de sono e um banho quente. Suas irmãs tagarelavam constantemente sobre as 'fofocas' dos últimos dias.

    Falaram sobre as idas e vindas de gente nova na fazenda vizinha e sobre as fofocas em Bray envolvendo duas famílias poderosas - elas não sabiam nomes -, mas sabiam que os escândalos envolviam abusos a uma moça.

    Também teve de lidar com as constantes perguntas sobre sua aventura, como as irmãs chamavam. Lailah sabia que agora o peso maior de uma responsabilidade pairava sobre ela e seus novos companheiros. Não eram mais apenas filhotes perdidos aprendendo a lidar com as coisas e sim Garous e uma matilha e deveriam agir como tal. Eles se encontrariam em breve novamente, para se apresentarem ao Caern e todas aquelas coisas que Aine tinha explicado antes.

    Era difícil imaginar o que aconteceria dali para a frente. Se encontraria novamente com os demais assim que Dimitri os chamasse, precisava ficar atenta.


    [Maeve @Natalie Ursa]

    Quando Maeve pisou para fora da Umbra e começou a deixar o local de encontro da matilha junto dos outros, um carro apareceu. Uma Mercedes negra e de vidros escuros. Uma das portas se abriram e instruíram que ela deveria retornar a Bray - não era exatamente um pedido, era notável pelo tom -, eles aguardariam enquanto Maeve e os outros terminassem de discutir o que precisassem e depois a jovem ShL seria praticamente escoltada para Bray.


    O lugar para onde foi levada era uma pequena mansão mais afastada do centro de Bray, lá Maeve teve um leve vislumbre de Yuri, mas ela foi logo acomodada em um dos quartos onde lhe ofereceram roupas limpas e comida. Maeve não viu mais nenhuma movimentação no lugar até a manhã seguinte. Quando descesse para o andar de baixo, encontraria uma mesa posta para o café e Yuri lá, sentando lendo um jornal e tomando uma xícara de café. Ele vestia-se de forma mais casual do que antes, usando uma calça jeans e uma camisa social. Desviou os olhos rapidamente do jornal para a jovem.

    - Noite ruim, caçula? - Ironizou brevemente. - Acredito que vá se encontrar com sua agora matilha. Tem um carro para você, se precisar. Eu ficaria de olhos abertos, ouvi dizer que os Presas de Pratas estão caçando menininhas. - Ele moveu as sobrancelhas levemente, com um sorriso de canto. Maeve não tinha ideia do que ele estava falando.

    [Jebediah @Bravos]

    Jebediah finalmente fazia parte de uma matilha, apesar de não ter entendido muito bem como tinha entrado naquilo tudo. Amy tentou esclarecer que às vezes os espíritos eram quem escolhiam aqueles que queriam e que ele deveria se sentir grato por isso, mas ainda sim era algo estranho, muito pelo fato de sua nova matilha ter um Presas de Prata e um Senhor das Sombras enfiadas nele.

    Mas a sensação e de fazer parte de uma matilha era boa demais para se preocupar com todas aquelas outras coisas, e a aventura para se chegar até lá! Tinha sido incrível... Ao seu modo, mesmo que Amy não concordasse muito.

    De volta a cidade, ele ficou sabendo dos recentes escândalos envolvendo a Tribo Alfa, era um assunto que não lhe interessava muito, mas que fazia boa parte dos Roedores ficarem de orelhas em pé, porque aquele tipo de coisa sempre trazia consequências e geralmente nunca eram muito boas para eles. Enquanto pensava naquelas coisas, na manhã fria do dia anterior ao seu retorno da Umbra, Amy lhe cutucou.

    - Tem alguma ideia de quem são essas pessoas dessa matilha doida que você entrou? - Ela parecia realmente preocupada.

    Spoiler:
    @Kether, como o Dimitri é o "líder" deixe para você quando e onde eles vão se reencontrar novamente, qualquer dúvida me procurem no off para eu esclarecer. Sei que ficou meio corrido, mas é melhor do que ficar arrastando a cronica devido a ausência dos players.
    Kether
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    Re: [Barcos de Papel]

    Mensagem por Kether em Sex Jan 05, 2018 1:02 pm

    Dimitri não conseguiu ter tempo para remoer parte do fracasso que ele sentia, muito disso por parte da experiência de seu tio em não permitir que o jovem ficasse lambendo feridas e sim que as deixasse ali para que virassem cicatrizes que moldariam o seu caráter e espírito. Ele se lembrara que havia marcado para dois dias para que a matilha se reunisse assim que souberam que haviam ficado tanto tempo fora perdidos na Umbra.

    Aquele tempo era para que cada membro pudesse lidar com as suas rotinas dentro de suas tribos e que pudessem sentir sozinhos a força que a matilha trazia para cada indivíduo. Ele mesmo se sentia um pouco desconfortável agora longe dos demais, mas haviam problemas muitos problemas para serem resolvidos.

    Os ShL e seu crescimento, mas isso era problema agora para os líderes e Dimitri não tinha muito o que fazer quanto a isso. Apenas observar e tentar aprender com a ShL de sua matilha o que realmente são a tribo beta. "Será que ainda eram a Beta?" - pensava em silêncio.

    E quanto a Siena? Pelo menos não haviam proibido de que se falassem, mas também não falavam mais nada sobre o casamento... Com tanta coisa acontecendo ele olhou seu telefone, não haviam mensagens nem ligações. Será que ela havia esquecido dele. E o irmão dela, eles deveriam ter ido até os Ferir para que ele se desculpasse e pagasse a pena do seu julgamento e nisso também Dimitri falhara.

    Ele não deveria ficar sentindo pena de si, e então resolveu mandar uma mensagem para Siena.

    "Siena, desculpe a demora em entrar em contato. Minha busca demorou um pouco mais do que esperávamos. Sinto muito por tudo o que está acontecendo com sua família. Se quiser uma companhia para que desabafe e seja somente uma garota o mais normal que podemos ser. Gostaria de encontrá-la para pegar um cinema ou mesmo uma peça de teatro. Dimka."

    Ele se flagrou sorrindo, e então se levantou pegou um pedaço de presunto e saiu comendo se dirigindo para o escritório queria saber quais os filmes e peças que poderia assistir naquele dia em que ele queria ser um rapaz normal enquanto esperava a resposta de Siena.

    off:

    Caso Siena não aceite o convite ele irá chamar a amiga dele Lupina para que conversem.
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    Re: [Barcos de Papel]

    Mensagem por shamps em Sab Jan 06, 2018 2:30 am

    Até agora, a viagem para a Umbra em busca de um Totem tinha sido a mais difícil missão todas. Nem tratar com Presas e Crias tinha sido tão difícil. A Umbra se mostrou complicada e tortuosa, mas por fim tinham conseguido realizar sua missão. Infelizmente não tinham encontrado Nimue e Sam, o que a deixava culpada. Outros tinham aparecido e agora como novos componentes da matilha. Certamente Lailah foi receptiva com eles e sempre gentil, mesmo que sua timidez a fizesse parecer uma boba.

    O melhor foi voltar para casa, mesmo que surpresa por saber que quatro dias haviam se passado. Ela estava ansiosa por rever seus pais e irmãos. Foi muito bom poder abraçar sua mãe e seu pai, poder ouvir sua irmã e irmãos mais velhos, além de brincar com o caçula. Sua irmã estava cheia de novidades sobre os vizinhos, ela ficou corada ao pensar em um em especial, mas nada disse para a irmã. Ela não era muito chegada em fofocas, mas ouviu tudo, inclusive sobre a moça que apanhava. Ela preferiu cortar antes essa conversa e foi tratar de seus animais e ajudar os irmãos mais velhos na lida. Ela tinha um exercício para fazer com os animais, para que eles não a temessem mais.

    À noite ela foi mais gentil, respondendo a todas as perguntas sobre sua busca, como a Umbra era bela e assustadora ao mesmo tempo, sobre o orgulho de agora pertencer a uma matilha de verdade e ter um Totem guardião. Podia dizer que era uma verdadeira Garou, o que enchia seu pai de orgulho, que estava mais animado que ela. Lailah adorava vê-lo assim e sorria, buscando essa inspiração.

    - Isso é mesmo emocionante, papai. Logo irei me encontrar com nosso alfa. Ele já deixou marcado uma reunião com a matilha
    – depois olhou para sua mãe, que via tudo aquilo com muita preocupação, típico de qualquer mãe – está tudo bem, mamãe.

    Ela teria dois dias para ser uma garota normal. Estava animada por ter menos problemas com seus animais graças às dicas de Máni. Pensou se poderia agradecê-lo de alguma forma.

    - Lena, minha irmã, estou conseguindo aos poucos me reaproximar dos animais, sabe? Você acha que seria exagerado ir até à fazenda dos Kuhn e agradecer ao Máni e... falar para o Muninn que já tenho uma matilha e um Totem? Já não sou mais criança, né? – ela ficava corada ao pensar em Muninn – esquece isso que falei... eu... eu vou colher maçãs – ela volta para seus afazeres. Sentia-se uma boba por pensar assim, Máni riria dela, pois ela não fez mais do que a obrigação estar em uma matilha e para Muninn que diferença fazia se ela tinha um totem ou não. Ela pôs essas ideias de lado e foi trabalhar, queria curtir sua família por esses dias.
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    Re: [Barcos de Papel]

    Mensagem por Bravos em Sab Jan 06, 2018 12:37 pm

    - Para falar a verdade, Amy, não muito... - Ele coçou a cabeça. Aquele talvez foi o começo mais conturbado que uma matilha já teve. - O alfa é Dimitri Garras-do-Falcão, um Presa de Prata Ahroun. Tem ainda Lailah, uma Filha de Gaia Philodox, pareceu gente boa, bem tímida. E Maeve Sorriso-de-Luna, uma Senhora da Sombra Ragabash. Uou... E estou lá eu, Jebediah Boca-do-Povo, um Roedor Galliard. Quem foi que permitiu que isso acontecesse? Hahahahaha - Riu verdadeiramente. Aquela sem dúvida era uma das matilha mais inusitadas que alguém acharia. Mas logo ele fechou o rosto, pois sabia que as coisas corriam tensas acerca do problema dos Presas de Prata com o estupro de uma gêmea parente, algo do tipo. - Amy, eu não entendo bem essa politicagem dos Presas de Prata com os Senhores das Sombras... Mas o que pode acontecer de fato para nós Roedores por conta disso?


    Perguntou-lhe aquilo e depois da resposta voltou ao assunto da matilha. Aquilo era deveras empolgante e ele mesmo estava se sentindo profundamente satisfeito de estar integrando uma matilha. Para falar a verdade ele se sentia plenamente em casa agora. E Dimitri tinha estabelecido 2 dias até que se encontrassem novamente. Comentou isso com Amy. - Agora que somos uma matilha, ok, qual o próximo passo? Marchar valentes contra a Wyrm para entrarmos nos Registros Prateados? Hahaha

    Rosenrot
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    Re: [Barcos de Papel]

    Mensagem por Rosenrot em Seg Jan 08, 2018 9:08 am

    Após a enxurrada de perguntas irem diminuindo até desaparecerem, Lailah teve tempo para se ocupar de coisas que gostava, como cuidar dos animais da fazenda da família, eram coisas simples, mas que de algum modo fizeram falta durante todo aquele tempo na Umbra. Suas irmãs tinham retornado à rotina normal: escola, atividades e a ajuda que davam à fazenda. Para Lailah a rotina normal agora se tornaria outra.

    Lena tinha deixado o celular tocando baixinho uma música que ela parecia gostar bastante, enquanto terminavam mais uma das tarefas relacionadas ao cuidado do lugar.

    Rock my world into the sunlight
    Make this dream the best I've ever known
    Dirty dancing in the moonlight
    Take me down like I'm a domino
    Every second is a highlight
    When we touch don't ever let me go
    Dirty dancing in the moonlight
    Take me down like I'm a domino


    Quando Lailah falou, a jovem olhou em sua direção. Moveu a cabeça levemente em negativo, dando uma risada leve. Não parecia muito afetada por tudo aquilo. Diferente de Lailah, ela sempre fora mais solta e menos desinibida.

    - Acho que é uma boa ideia. A essa altura talvez eles pensem que você virou cacinha de vaca, já que não aparece tem tempo. - Ela riu de novo e piscou um dos olhos.


    [...]


    Amy voltou os olhos para ele. Aquela era uma manhã particularmente fria e sabia que Jebediah tinha lá seus problemas com aquelas temperaturas - o que tornava tudo ainda mais doido se fosse pensar no Totem que o havia abraçado -, ok, ela sabia que os Roedores não eram exatamente inimigos de nenhuma das treze Tribos, na verdade eles eram constantemente esquecidos por elas, mas ainda sim era estranho o suficiente para um fazer parte de uma matilha onde um Presas de Prata e um Senhor das Sombras orbitavam. Amy suspirou, ajeitando o casaco maior que ela no corpo.

    - Diretamente? Nada. Indiretamente... Quando o sangue jorra nas ruas, Jebediah, costuma escorrer para os esgotos, entende? - Era uma analogia, mas Amy não gostava muito de falar as coisas diretamente. Talvez fosse mal de Theurge isso. Os Roedores ficavam com os restos, com os problemas para resolver porque raramente qualquer uma das Tribos baixava os olhos para ajudá-los. Ela deu de ombros.

    - Agora seu honorável líder tem que responder ao Caern, provavelmente ao de Sussurra-no-Vento, e lá eles vão orientar vocês. Inicialmente devem mandar vocês para tarefas meio bestas que as matilhas mais "antigas" não querem fazer. Pense em vocês como estagiários de Gaia. Divertido né? - Moveu as sobrancelhas de leve, enquanto dobrava uma das esquinas da velha galeria de esgotos de Bray, indo em direção para as ruas. - Mas acho que seria uma boa para você dar uma fuçada e descobrir mais sobre esses seus novos companheiros, informação nunca é demais, padawan.

    OFF:
    @Kether e @Persephone podem continuar por aqui, por enquanto não vou intervir.
    Kether
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    Re: [Barcos de Papel]

    Mensagem por Kether em Seg Jan 08, 2018 10:13 am








    Dimitri que já estava no escritório sentado e ia começar a procurar algo de interessante para assistir com Siena sorri ao ver a mensagem da jovem aceitando o convite.

    "Fico feliz Sie @Persephone por aceitar meu convite. Passo aí para buscar você. Sem problemas com Fiannas. Very Happy! "

    Dimitri ficou um pouco pensativo e seu sorriso some do rosto. 

    "O que Sienna está pensando, Bray é um território controlado pelos ShL isso todos sabemos, bem o filho do líder do Caern em seu nome nos deu acesso livre aos seus domínios desde que mantenhamos as leis..."

    Dimitri pensava enquanto se vestia para encontrar Siena, escolheu uma calça e camisa pretas e um casaco verde com detalhes xadrez (vide a imagem), então ele chama o motorista e lhe pede para que o levasse até a casa de Siena. 

    "Preciso comprar um carro para mim e tirar a minha habilitação. Bray é um lugar muito bonito, mas um território dos ShL, isso pode ser um problema deverei ter mais atenção... A Lisa tinha de ser uma loba e viver longe dos hominídeos não é mesmo!"

    Entre um pensamento e outro, Dimitri observa a bela paisagem que não deixa de surpreender.

    Persephone
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    Re: [Barcos de Papel]

    Mensagem por Persephone em Seg Jan 08, 2018 3:00 pm


    "Ótimo. Então estarei pronta à sua espera."


    Sienna respondeu à mensagem tão logo recebeu. Já tinha distribuído as contas e as correspondências gerais. Colocaria tudo no escritório de seu pai, ainda que não estivesse ali e depois seguiria para se arrumar. As coisas tinham acontecendo um pouco rápido demais e ela não pensou muito bem num cronograma ou boa desculpa para ir ao tal Pub irlandês.

    Sabia que Bray era um lugar um pouco complicado, mas ela não estava proibida de pisar lá, não é? Esperava que Dimitri também não. Além do mais, eles iriam até o território dos Fianna e não dos Senhores - mesmo que Bray intera fosse dos Senhores. Essas divisões políticas eram realmente cansativas e isso tornava dificil a possibilidade de Sienna se sentir uma garota normal. Sua mente, constantemente, tinha que ficar alterando o quadro de quem mandava aonde, onde podia ir e pisar.

    Só achou que fosse uma boa ideia porque, quem sabe, não encontrava mãe e filho McEvans por lá. Com sorte, veria o próprio tio e poderia falar pessoalmente com ele, saber se tinha alguma noticia e passar as informações de casa. Não eram muitas, mas era alguma coisa. Como iria para um lugar bastante informal, Sienna abdicou de seu estilo formal e classico, mas não das cores. Colocou uma calça comprida preta e quente, uma blusa de manga comprida e gola alta rosa clara e carregaria uma jaqueta de couro, para o caso do frio aumentar. Nos pés, uma bota de cano baixo e uma bolsa pequena com apenas o essencial da maquiagem, carteira e celular. A maquiagem também não foi muito pesada e o cabelo ficou preso num rabo de cavalo com tranças laterais.

    Esperaria por Dimitri nos portões de sua residência, perto do horário marcado. Sua casa não era um bom ambiente para recepcionar ninguém, muito embora soubesse que seria de bom tom permitir que ele entrasse. Evitaria isso, preferindo ficar perto do portão principal até que o carro dele chegasse e ela saísse.

    Deixou apenas um aviso ao irmão e não deu satisfações para a irmã.
    shamps
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    Re: [Barcos de Papel]

    Mensagem por shamps em Seg Jan 08, 2018 3:39 pm

    Lailah ainda estava se acostumando com sua nova vida, então achava muito refrescante voltar para casa e ficar com sua família e animais. Era uma vida bucólica, mas era a que conhecia e, sua nova vida era uma agitação. Aproveitou perfeitamente o tempo que teve na fazenda. Sentia-se aliviada a cada animal que se aproximava dela, eram poucos ainda, mas já era uma vitória, por isso se concentrava mais nos filhotes e em seu fiel amigo, o cavalo Lago.

    Enquanto conversavam sobre amenidades do dia a dia, Lena percebia as angústias de sua irmã mais nova, que era socializar. Lailah queria ver Munnin, seu amor platônico, e Máni era uma boa desculpa, mas a timidez da garota tornava tudo difícil. A música tocava e a ruiva ouvia tentando ser como a moça da canção, mas era complicado. Após dizer que ia colher maçã, a jovem volta, um pouco nervosa e indaga a irmã:

    - Ah Lena! Como você consegue? Ser assim, tão solta? Eu... eu nem consigo conversar com meus irmãos de matilha direito. Quando eu tava me acostumando com eles, pessoas novas apareceram e tive que começar tudo de novo. Por que é tão difícil? Eu tremo e suo e não consigo olhar para as pessoas direito. Levei bronca de vários Garou lá no Caern, até do Máni e do pai do Máni... por sorte eu ainda consigo conversar... um pouco... com o Muninn... porque até as irmãs deles são surreais.

    A menina dá voltas no lugar e coça a cabeça diante de sua insegurança, mas as palavras da irmã abrandam o medo da jovem.

    - Caquinha de vaca? Eu? Não, não... não quero que o Muninn, quero dizer, que eles me achem caquinha de vaca... eu... – ela suspira – eu vou colher as maçãs e fazer uma torta e levar até eles... pode ser?

    Enquanto colhia as maçãs, ela fica imaginando os irmãos Kuhn rindo dela, como se ela fosse mesmo tão inferior quanto um monte de esterco. Sacudia a cabeça e começava a desistir, então respirava fundo e readquiria coragem quando pensava em como era agradável vê-los em suas tarefas e como conseguia conversar bem com Muninn. Ela já começava a perder o medo de Máni. Lailah ficou nessas idas e vindas até o momento em que a torta ficou pronta.

    - E se eles não gostarem de torta de maçã? E se eles não estiverem lá? E se tiver pessoas estranhas lá? E se eles não me quiserem por lá? Você vai comigo?

    As duas pegaram a charrete e rumaram para a fazenda vizinha e Lailah tentou parecer uma pessoa normal. Respirava fundo durante o trajeto e só as conversas com a irmã trazia paz à jovem. Chegando ao portão da propriedade, Lailah repetiu o gesto de se apresentar e pedir permissão para entrar na fazenda, à maneira Garou, e aguardou ansiosa.
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    Re: [Barcos de Papel]

    Mensagem por Kether em Seg Jan 08, 2018 3:59 pm



    O motorista antes mesmo de apertar o interfone e se apresentar, Siena apareceu no portão. 

    Dimitri não conseguiu deixar de sorrir ao vê-la e prontamente ele saiu do carro, a tomou pela mão dando um suave beijo e abriu a porta para que ela entrasse dizendo.

    - Corro o risco de cair em repetição, mas você está linda. - sussurra para Siena.

    - Leonard, nós iremos para Bray. - disse para o motorista.

    Após Siena entrar no carro e indicar o destino, ele fechou o vidro que dividia a parte do motorista da parte de trás do carro, podendo assim ter maior privacidade. Ficou alguns instantes observando a jovem, observando não, admirando-a realmente.


    - Sie, eu pensei em aproveitar o dia que está com um sol e caminhar contigo pela orla até o PUB que você falou. O que acha?
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    Re: [Barcos de Papel]

    Mensagem por Persephone em Seg Jan 08, 2018 8:31 pm

    Sienna era uma pessoa naturalmente séria, com a expressão bastante fechada e densa. Carregava preocupações demais nas costas e uma responsabilidade que não deveria ser o fardo apenas dela. Porém, considerando os irmãos que ela tinha, talvez fosse a única O'Shea que tivesse algum resquício de juízo.

    Por isso se cobrava tanto e buscava ser a melhor.

    A expressão estava bastante séria quando fechou o portão da casa. Os óculos escuros escondiam os olhos azuis, mas não a tensão de seu maxilar e as sobrancelhas levemente franzidas. Contudo, assim que percebeu a presença do visitante, ela o encarou e deixou que sua guarda baixasse um pouco. Os ombros relaxaram e ela esboçou um sorriso gentil - os lábios formaram uma linha sutil, mas foi o suficiente para deixá-la mais sociável. Ou talvez fosse o máximo que ela conseguisse naquele momento.

    Quando Dimitri se aproximasse, também poderia perceber o colar que ela usava como acessório. O mesmo que estava em seu pescoço no brunch que ocorrera há 4 dias. De modo geral, os acessórios eram bem discretos - brincos pequenos, aneis finos e um relogio também delicado, por baixo da manga da blusa.

    - Dimitri, como vai? - Perguntou num tom suave enquanto tinha a mão segurada e beijada por ele. O sorriso mantinha-se na mesma linha, permitindo aqueles toques cavalheirescos dele. Caminharam até o carro e, ao ouvir o comentário, o sorriso aumentou um pouco mais. Fez aquele movimento com a cabeça, de quem fica envergonhada por pura timidez, mas foi a forma dela receber e apreciar o comentário. - Tu és sempre muito gentil e polido nas palavras. Também estás muito belo.

    Entrou no carro e acomodou-se num dos cantos, ficando perto da janela. A postura era toda correta e parecia que até mesmo os movimentos que fazia com as mãos eram milimetricamente contados, ainda que ela fizesse parecer natural. Sienna veio de uma educação antiga, principalmente por conta do título que carregava. Era, pois, uma Condessa. Com o nome em risco, é verdade, mas o sangue nobre não era negado. E, como dizem, a educação dela veio de berço.

    Retirou os óculos escuros, começando a dobrá-lo e guardá-lo na caixinha dentro da bolsa quando ouviu o convite. Ponderou por meio segundo e concordou.

    - Seria interessante. Faremos bem em aproveitar um dia um pouco mais quente, não é? Fora que faz tempo que não visito a orla. Acredito que também estejas precisando caminhar um pouco. Sei que não podes me contar muito sobre o que ocorreu, mas...No que eu puder saber, prometo escutá-lo.
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    Re: [Barcos de Papel]

    Mensagem por Kether em Ter Jan 09, 2018 9:27 am

    Ao ouvir Siena tocar no assunto da missão que fizera, Dimitri não pode deixar deixar de se lembrar de Sam e de Nimue. Ele havia perdido os dois, pelo menos no seu ponto de vista. Sam era para ele como um irmão mais novo, ele realmente gostava do garoto e o que dizer de Nimue(?) ela era o seu braço direito(!) era em quem tinha a maior confiança para o dia de sua morte poder liderar a matilha. Ele havia perdido os seus mais chegados, seria isso um sinal?

    O jovem respira fundo e tenta, em vão, abrir um sorriso que evidenciaria para Siena que as coisas não foram muito bem.

    - Claro Sie! Como quando conversamos antes, sempre serei sincero contigo. E com certeza teremos tempo para falar sobre isso. - tenta desconversar.

    Dimitri tentava ficar mais descontraído ao lado de Siena, mas agora havia a sombra da derrota. Seria isso o Harano que tanto falavam? Ele balança a cabeça tentando afastar os sentimentos ruins e levar novamente a jovem, ele dá mais uma respirada profunda e deixa os ombros caírem.

    - Sie, não é justo contigo eu trazer meus problemas com tudo o que está acontecendo ao seu redor. Eu quero ser um pilar para você poder se equilibrar e poder recuperar as forças na sua longa e difícil batalha, que é tão mortal quanto as lutas que eu tenho contra nossos inimigos. 

    Ele que evitava o olhar de Siena enquanto tentava se acalmar e colocar os sentimentos e pensamentos no lugar, dirige o olhar para ela e então repara no colar que ela usava e este detalhe meio que o desarma do que iria falar.

    - Eu... - balança a cabeça - Sim... eu queria ser como um pilar para te dar força e você vem agora e com esse seu jeito seguro, forte e irresistivelmente tranquilizador me traz paz. Assim vai ser difícil não querer ficar sempre ao seu lado. Será que um russo conseguiria ver um sorriso seu? 

    O carro para no início da orla de Bray, como o motorista havia sido orientado antes de chegarem a casa de Siena. Ele então sai do carro e abre a porta para Siena esticando a mão para ela. 

    - Condessa... - disse em tom amável.

    Ele pega a mão de Siena e começa a andar de braços dados com ela e comenta olhando para a praia.

    - Este lugar é lindo. Muito diferente de meu país e sua neve... Você é a guia, moya malen'kaya luna* (minha pequena lua), por onde começamos? Pode fazer a pergunta que quiser eu irei responde-las. Afinal... - ele para e se vira para ela. - Você é minha pequena lua...
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    Re: [Barcos de Papel]

    Mensagem por Rosenrot em Ter Jan 09, 2018 10:36 am

    @shamps

    Lena moveu os ombros: não tinha uma resposta para aquilo. Ela simplesmente era daquele jeito. Sorriu para a irmã, tentando de uma forma ou de outra acalmá-la. E concordou em ir com ela, apesar de achar que Lailah precisava começar a fazer essas coisas sozinhas, se sua intenção era o que Lena imaginava que fosse.

    Tortas prontas, charrete arrumada e já foram as duas irmãs pelo caminho que ligava as duas fazendas, elas falavam pouco já que não tinham muito assunto para aquela tarde. Ela parou a charrete, quando Lailah precisou fazer aquela coisa esquisita de uivar e esperar outro uivo para poder seguir em frente. Era uma das coisas que mais achava estranha na nova rotina de Lailah, quando a jovem voltou elas retomaram o caminho.

    A fazenda em si não tinha mudado muito. O dia estava começando a fiar realmente quente para aquela época do ano, quando as irmãs chegaram, após descerem da charrete e caminharem até a casa, puderam encontrar as irmãs Kuhn junto à mãe numa grande mesa de madeira, elas descascavam e cortavam legumes. A matriarca sorriu para as jovens, indicando que se sentassem, as duas irmãs apenas moveram a cabeça, Sunna - a jovem de beleza surreal sorriu um pouco -, mas como de descume, elas estavam caladas.

    - Vejam só vocês. - Comentou a matriarca, sorridente. - Querem algo? Água? Ouvimos falar sobre sua matilha, Lailah. Que bom que tudo deu certo.
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    Re: [Barcos de Papel]

    Mensagem por Bravos em Ter Jan 09, 2018 11:28 am

    O frio lhe incomodava, era verdade. Porém ele teria que aprender a lidar com ele. Depois de da matilha ter sido abraçada por um totem que ama a neve e o frio, aquele drama pessoal teria que se tornar ainda mais pessoal. Por isso, Jebediah deixou de reclamar do frio e se esforçava conscientemente para nem sequer tremer por causa dele. - Isso é verdade... - A metáfora de Amy era bastante convincente. Ele se sentia, contudo, impotente diante daquilo. Provavelmente como se sentiam todos os outros roedores. Não tinha a ver com eles, mas poderia respingar... O que fazer para se defender? Pouca coisa parecia válida. - É, eu tava brincando quando falei dos registros prateados. Mas até começarem a chegar os trampos temos um tempinho ai. Ninguém esperava que iam passar quatro dias na Umbra.


    Jebediah riu quando Amy falou que informação nunca era demais. - Você está falando isso pra mim? Boca-do-Povo? Ah vá, Amy haha Agora, seria um tanto indelicado que eu saísse perguntando por aí da minha nova matilha não? Já olham torto para nós, aí um outro Roedor sumiu e o novato sai fazendo perguntas num cenário social tenso... - Arqueou as duas sobrancelhas simulando uma cara de surpresa. - Acho que vou passar um tempo com cada um deles... Assim na pior das hipóteses eu ganho um lanche. - Fez um esforço para se lembrar das conversas que tiveram se alguém disse onde morava ou o que faria naqueles dois dias.

    shamps
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    Re: [Barcos de Papel]

    Mensagem por shamps em Ter Jan 09, 2018 10:16 pm

    Animada, Lailah abraça sua irmã quando essa aceita acompanha-la até a fazenda vizinha.  As duas fizeram as tortas e foram para fazenda vizinha. Mesmo sem assunto, Lailah e a irmã conseguiam se entender pelo trajeto. A menina estava animada, era sempre bom passear ao sol e ela se sentia feliz por tudo que tinha passado nos últimos dias, por mais difícil que fosse, tudo tinha dado certo no final.
    Ouvir a autorização para entrar era um alívio, pois significava que, ao menos, Máni estava em casa. Elas rumam até a casa e são recepcionadas pela matriarca da casa. Lailah a saúda amistosamente e logo cumprimenta as meninas.

    - Não precisa se incomodar conosco, senhora Kuhn – ela agradece a gentileza. Mesmo envergonhada e com o rosto vermelho, a jovem consegue falar normalmente com elas. Sorriu para as irmãs e sempre ficava maravilhada com a beleza delas, principalmente a de Sunna, que não era desse mundo – ah, a senhora ficou sabendo? Obrigada. Sim, deu tudo certo – ela coçou a cabeça e continuou – eu tinha vindo para contar para o Máni e para o Muninn, queria que eles se orgulhassem de mim, hahaha. Ah! Eu e a Lena fizemos tortas – ela entrega para a mulher – trouxe para agradecer por todo o cuidado que vocês tiveram comigo nesses últimos dias. Todos me ajudaram muito. A senhora, a Sunna, o senhor Kuhn e o Máni, que me deu dicas valiosas sobre meus animais. Eu posso vê-lo? Gostaria de agradecê-lo pessoalmente. Prometo ser rápida para não atrapalhar.
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    Re: [Barcos de Papel]

    Mensagem por Persephone em Qua Jan 10, 2018 12:22 am

    Sienna observou a mudança de Dimitri e ela não era tola, apesar de jovem. Sentiu que ele havia desconversado diante de seu comentário. Isso, somado ao tempo que ele havia demorado, indicava que os planos não tinham corrido tão bem quanto ele gostaria. O olhar dele ficou um pouco mais pesado, mas não irado como seu irmão ficava, era só...triste.

    Como uma grande decepção. Só não sabia se era com a situação, a matilha ou ele mesmo. Ficava um pouco curiosa para saber e tentar entender melhor aquela parte do mundo. Mas sabia que era uma coisa de cada vez e não seria de primeira que saberia de tudo.

    Diferente de Dimitri, Sienna mantinha aquela postura impecável. Sua família estava destruída, seu nome estava arruinado, era uma derrota, quiçá uma vergonha para a Tribo, mas ela não deixava transparecer isso. Não havia espaço para a derrota quando ainda existia vontade de lutar pelos objetivo. Por mais desesperadora que a situação fosse, Sienna ainda achava que dariam um jeito - pelo menos ela tentaria. E por isso mesmo, não fraquejava ou abaixava a cabeça.

    Coisa que Dimitri fazia.

    Podia ser um pouco incômodo para ele, mas a garota não tinha dimensão dos problemas dele - assim como ele também não sabia à fundo dos dela. Mas enfim, ela o encarava fixamente, observando os detalhes e as mudanças corporais dele. Não disse nada até que ele terminasse de falar. Quanto ao sorriso, ela não pode prometer nada, mas esboçou um sorriso no canto dos lábios.

    - Eu estou bem, Dimitri. E acredito que teremos um bom momento juntos. Meu comportamento é só...Uma questão de hábito. Como não carrego a fúria dentro de mim, creio que consigo ser mais racional do que passional. Me desesperar agora não vai adiantar absolutamente nada. Preciso manter minha cabeça no lugar para as decisões que virão, portanto, não cederei à pressão. Verdade que já fraquejei... - Na frente do tio, pelo menos. - Não é errado, mas chorar ou lamentar não vai adiantar. Então, sigo em frente.

    O carro parou na orla de Bray. Ela aceitou a ajuda para sair do carro, seguindo o protocolo e apoiou a mão no antebraço dele, andando lado a lado. Apesar da proximidade, ela ainda não estava íntima dele. Mantinha uma distancia formal e observava o lugar.

    - A Irlanda é mesmo muito bela. - Comentou. - Mas não sei se serei uma boa guia. Quase nunca venho à Bray. - Admitiu e o encarou diante do apelido. - Por que não descobrimos juntos?

    Não soube o que dizer sobre o apelido, mas conseguiu não corar muito. Só andava ao lado dele, ainda se apoiando.

    - Hm. A pergunta que eu quiser? Sei... - Ponderou. - O que pretende fazer de agora em diante? Já se mudou em definitivo para a Irlanda, já encontrou sua matilha...E agora? Quais serão seus próximos passos?
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    Re: [Barcos de Papel]

    Mensagem por Kether em Qua Jan 10, 2018 9:45 am

    Era admirável ver como Siena era mais forte ao harano, deve ser por não ter sofrido a mudança e ser mais próxima aos humanos que a sua fúria interior. Era uma dádiva para ela não passar por isso. 


    - Será sensacional iniciar nossas descobertas juntos por um lugar tão belo quanto este pedaço de seu país. - respondeu ainda sem saber ao certo como lidar com ela que conseguia se colocar por baixo de todas aquelas máscaras tão comuns à nobreza.

    Dimitri não se surpreendeu com as perguntas da jovem, muito pelo contrário já as esperava ela até foi discreta na sua pergunta. Ele então faz uma graça colocando a mão livre na cabeça como quem diz "eu que te dei liberdade para a pergunta!"

    - Nossa você é bem direta ein! Mas está certo! 

    Ele assume uma postura mais séria pois este era um tema com o qual ele não pensava falar tão cedo.

    - Vamos por partes e pelas perguntas mais fáceis primeiro. Sim já me estabeleci na Irlanda, não pretendo voltar para a Rússia tão cedo. Talvez para visitar e levar você até minha terra natal algum dia para que conheça minhas raízes, e claro se você quiser ou pudermos. Quanto ao que pretendo fazer agora e os meus próximos passos... Bem, para isso eu terei que te falar sobre como foi para sermos abraçados pelo nosso totem de matilha.

    Ele para por um instante e olha para o mar.

    - Realmente lindo este lugar, é um bom lugar para chamar de lar, digo a Irlanda... Nós partimos a quatro dias atrás para conquistar as bençãos de um espírito totem. Partimos em quatro, mas voltamos três. Sendo que um de nós encontramos no meio da tarefa. Dois estão perdidos e eu havia dado a minha palavra de que iria protegê-los. Sie, já ouviu falar do harano? Este sentimento é mais forte em nossa tribo, sobre tudo nos que são como eu. É um sentimento inexplicável de tristeza, perda, derrota que pode até mesmo imobilizar o mais poderoso guerreiro frente ao inimigo. Não digo que estou sobre este efeito, mas acredito que por ter falhado com meus amigos eu meio que flerte com esta sensação. E como eu disse antes, você me traz paz Sie.

    Ele termina segurando a mão de Siena um pouco mais firme como para ter certeza de que ela está ali.

    - Eu quero encontrá-los, mas para isso temos de nos unir mais como matilha e isso virá com o tempo que não temos. Isso é uma coisa mais macro, relacionada a toda a sociedade. Quanto aos planos micros, mais voltados a mim, eles incluem você. Até o momento não foi me dada nenhuma restrição a me aproximar de você, parece que tudo segue da mesma forma. Sejamos práticos como os anciões pensam. Os Berzukov tem dinheiro, sim e muito. Somos donos de um dos cinco maiores bancos da Irlanda, isto contando os bancos nacionais. Porém não temos raízes com a Irlanda. Para a minha sorte, você é uma pessoa admirável e muito fácil por quem se apaixonar. 

    Dimitri ao reparar no que falou cora mas continua.

    - Não tem papas na língua para me contestar, para me chamar a atenção e mesmo para me aconselhar. Esta sua característica é louvável e é algo que para mim e minha família é extremamente valiosa. Talvez por esse seu espírito forte e sua determinação estejamos nós mantendo nossa posição com os O'Shea. Como eu disse, esta deve ser a visão dos mais velhos.

    Ele para de falar e observa Siena, ele havia a bombardeado com muita informação talvez até mais do que ela deveria saber, mas Dimitri não era um homem de voltar com sua palavra e ele se comprometera a sempre ser sincero e direto com Siena, fosse o que fosse ele não mentiria para ela nem iria jogar com seus sentimentos.

    - Eu, moya malen'kaya luna, quanto a todo este drama se realmente casaremos ou não quero que se resolva o quanto antes. E por mim e se você também quiser, casaria contigo e seria feliz como são os Schmeichel. Mas se eu tiver voz com os meus anciãos será isso que irei falar para eles, que a força da família O'Shea vive no seu sangue e está em todo o seu caráter. A vida de alguém como eu é muito curta e gostaria de passar meus dias assim como estamos agora. Essa minha última missão me mostrou bem como é frágil a vida e como podemos perder tudo o que gostamos num piscar de olhos. 

    Ele abre um pouco o casaco sem parar de andar.

    - Acho que agora você me entende um pouco mais, ser um guerreiro é mais que a fúria contra seu inimigo. Eu sou o líder da minha matilha e o bem estar deles física e mental são minha responsabilidade. Eu tenho que resgatar meus companheiros perdidos, mas não posso fazer isso matando ou perdendo os outros. Este é o meu dilema Sie.
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    Re: [Barcos de Papel]

    Mensagem por Rosenrot em Qui Jan 11, 2018 11:56 am

    @Bravos

    Amy parecia tranquila, quando eles finalmente alcançaram a rua naquela manhã: Bray parecia a mesma de sempre. As pessoas indo e vindo, muito ocupadas para olharem para os lados. Ela deu uma risadinha leve, movendo a cabeça em negativo muito suavemente.

    - Você só precisa saber a quem perguntar. - Disse, antes de suspirar. - E de qualquer forma, tem alguém que temos que avisar sobre o sumiço do Samuel. - Nisso, ficou um pouco mais séria, antes de suspirar. Estava levemente quente naquele dia, apesar do vento gelado que soprava às vezes.

    Amy continuou andando, indo na direção do centro, àquela hora as lojas e estabelecimentos começavam a abrir devagar, as pessoas assumindo seus papeis em todo aquele ciclo, Amy parou ao lado de uma veterinária, que ainda estava fechada e olhou para seu relógio velho no pulso.

    O lugar era pequeno, com uma fachada envelhecida, mas parecia bem cuidado ao seu modo. Eles esperaram por alguns minutos, conversando sobre amenidades, quando uma moça finalmente estacionou o carro frente ao lugar. Era uma ruiva de cabelos curtos e bem arrumados, ela olhou para os dois, mas apenas reconheceu Amy a quem cumprimentou, Amy por sua vez os apresentou. A jovem se chamava Emma e aparentemente era Parente Fianna.

    Emma abriu a vet e deixou que eles entrassem, lá ela pôs um café para passar enquanto tentava compreender o que eles precisavam. Amy explicou para a Parante sobre Samuel - aparentemente a Parente o tinha ajudado aqui e ali - e sobre a situação de Jebediah, após servir um café para eles e tomar um tempo para lidar com a noticia sobre Samuel, Emma começou a responder algumas perguntas.

    - Você disse que havia uma filha de Roderick lá? - Perguntou, Amy moveu a cabeça, acrescentando um 'bastarda' na equação.

    - Os Sminorv são bem poderosos aqui na cidade, para falar a verdade, eles praticamente mandam em tudo por aqui. Dentro e fora da sociedade Garou, se colocaram um dos filhos nessa matilha, algum interesse eles tem, isso é fato. - Ela fez uma pausa, olhando para os dois, suspirando. - Mas eu não sei se vou ter muitas informações, são bem reservados. A coisa mais recente é o problema com os O'Shea que todos estão falando.

    Amy suspirou de leve, olhando para Jebediah.

    [...]

    @shamps

    - Vá buscar um pouco de água, Sunna, vá. - Disse a mulher, Sunna se levantou em silêncio, indo para dentro da casa. - Não é incomodo algum, ora. - Elas continuavam sem trabalho de descascar os legumes, ofereceram lugares à mesa para das duas irmãs.

    A matriarca sorria aqui e ali, enquanto Lailah falava sobre o motivo de sua vinda, uns minutos depois Sunna retornou com uma bandeja de madeira, carregando uma jarra e copos também feitos de madeira, bastante caprichados. Ela serviu a água fresca para as irmãs e se sentou no seu lugar, retornando ao trabalho.

    - Muita gentileza de vocês. Obrigada. - Falou a velha mulher, ao largar a faca para pegar as tortas. Deixou-as sobre a mesa, enquanto prestava atenção em Lailah.

    - Máni está por aí com o pai, resolvendo algo do Caern, devem voltar logo, se você não se importar de esperar. Pode almoçar conosco, o que acha? Sunna pode mostrar a fazenda para vocês, tem um riacho aqui perto que elas adoram ir.
    shamps
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    Re: [Barcos de Papel]

    Mensagem por shamps em Qui Jan 11, 2018 6:08 pm

    Para não fazer desfeita, a menina aceitou a gentileza da anfitriã e pegou o copo com água, admirando a beleza do mesmo. Nunca tinha visto copos de madeira, em sua casa, no máximo, tinha copos de argila. Ela sorriu e agradeceu. Também ficou muito satisfeita quando a matriarca aceitou sua torta.
    A menina estava satisfeita consigo mesma por conseguir manter uma conversa normal, sem parecer uma estranha, por causa de sua timidez.

    - Oh! Assuntos do Caern? Ainda tenho um dia para passar com minha família antes de ir para lá. Espero que não seja nada grave.

    Ela recebeu com surpresa o convite para almoçar e olhou para a irmã.

    - Eu não quero incomodar a senhora, mas quero sim esperar o Máni. Há uma pergunta que quero fazer a ele, se bem que o senhor Kuhn também poderia me responder... hummm, mas quero agradecer ao Máni pela ajuda. Faço questão – ela queria saber sobre Muninn também, mas não teve coragem de perguntar e foi surpreendida com outro convite – conhecer a fazenda? Eu adoraria... um riacho? Uau... – por um momento pensou na historia que teve que resolver no seu ritual de passagem. Lembraria daquilo por um bom tempo. Queria que nada de errado acontecesse – vou sim. Vamos, Lena? Se eu ver o Muninn... e a vozinha por aí poderei dar um oi para eles, né?  
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    Re: [Barcos de Papel]

    Mensagem por Persephone em Qui Jan 11, 2018 9:03 pm

    Sienna chegou a arquear uma das sobrancelhas, preocupando-se por um segundo quando Dimitri comentou que ela era muito direta. Os homens costumavam achar as mulheres difíceis, mas era o orgulho deles que preocupava mais. Muito sensíveis e temperamentais. Pensava isso com conhecimento de causa, diante dos homens que convivia. Contudo, ela manteve a expressão e forçou uma cara de constrangimento.

    - Sinto muito se minha sinceridade lhe constrangeu, Dimitri. Mas como disse que eu podia perguntar qualquer coisa, imaginei que fosse qualquer coisa mesmo.

    A reação dele até indicava isso mesmo enquanto os dois caminhavam de braços dados. Sienna tinha sido criada para ser sociável e aprendeu desde cedo que ouvir era melhor do que falar. A fala deveria ser usada apenas para o essencial ou que fizesse alguma diferença. Aparentemente, ela e Dimitri eram opostos nesse sentido, pois ele - por confiar nela, mesmo sem conhecê-la direito - deu mais informações do que os familiares dela lhe deram durante toda a vida. Principalmente no que tange o mundo espiritual e uma matilha. Sienna tinha pouquissimo conhecimento quanto a isso.

    Mas por partes...

    Sienna o encarou por um instante quando ouviu sobre a Rússia. Não disse, mas ela já conhecia a Rússia - era uma Presas de Prata, afinal. Passara algumas temporadas breves, durante sua infância, mas as memórias eram vivam. Ela era, inclusive, fluente em russo, mas não achou adequado comentar sobre essas questões. Apenas deixou um sorriso enigmatico que foi sumindo e deixou os lábios virarem uma linha ao ouvir sobre a história.

    Abraçados por um totem?

    Enquanto Dimitri olhava para o mar, Sienna ponderava, franzindo um pouco as sobrancelhas e olhando na mesma direção que ele logo em seguida.

    - Sim, meu país é muito bonito, de fato... - Mas voltou a prestar atenção na história da matilha.

    A parte moral de sua mente dizia para alertá-lo a não continuar com aquilo. Não podia expor os segredos de seu mundo a ela. Ela não era da família, ela nem ao menos era uma prometida dele! Como podia sair falando dessas coisas? Confiava tanto assim nela para isso? Porém, a parte da sobrevivência que ela vinha descobrindo ao longo das últimas semanas, desejava saber mais. Quanto mais soubesse, mais teria e, quem sabe, isso não seria importante para ela em algum momento?

    Surpreendeu-se com os próprios pensamentos. Ela não era assim, nunca tinha pensado em usar ou prejudicar alguém. Não devia pensar nessas coisas, não era certo.

    Enquanto ela hesitava, contudo, ele dizia tudo. Tudo. E terminava afirmando que ela trazia paz a ele. Pigarreou, soltando o braço dele por um instante enquanto tentava assimilar tudo o que lhe fora dito e colocar nas gavetas mentais.

    - Dimitri, eu... - Engoliu em seco. - Eu não acho que você esteja usando sua razão. Você realmente acha que sua família gostaria de se firmar na Irlanda com a minha, na situação em que nos encontramos? Não.. - Meneou negativamente. - O nome de minha irmã precisa ser limpado, para que o resto da família siga o mesmo caminho. Francamente, somos um elo fraco, atualmente e não faz sentido que você queira dar esse tipo de exemplo para sua recém formada matilha. Botar tudo a perder por uma mulher?

    Mesmo que essa mulher fosse ela. Sienna franziu as sobrancelhas, negando de novo.

    - Eu agradeço imensamente pelo apoio que dá ao meu nome e peço que continuemos aliados, mas casados? Não vejo isso acontecendo, Dimitri. E, por favor, se um dia tiveres a honra de se encontrar com um dos anciões, não gaste o momento pedindo por algo tolo. Você tem uma família agora, uma matilha. Eu imagino como vocês funcionem porque vejo a matilha de meu irmão. Você deve criar laços verdadeiros com eles e se preocupar com eles, não comigo ou alimentando essa ideia.

    Abaixou um pouco a cabeça, cruzando os braços por um instante.

    - Me desculpe por ser direta, mas...não sei ser de outro jeito. Você pediu para que eu fosse uma garota normal, mas não tem como não me preocupar diante das coisas que me disse.
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    Re: [Barcos de Papel]

    Mensagem por Kether em Sex Jan 12, 2018 10:30 am

    Dimitri ouviu calado tudo o que Siena falou e a cada palavra ele ficava mais impressionado com a reação de Siena. Quando ela tocou no assunto do casamento ele se sentiu ainda mais distante dela. Com um pouco de raiva talvez não pela resposta dela, mas por ele ter acreditado que havia a cativado. Então por que raios ela havia aceitado o convite para saírem?

    Por que ela agora jogava nele a culpa dele ter falado sobre seus problemas e ter demonstrado interesse em sua vida? Será que os O'Shea realmente eram um elo podre nos Presas de Prata e preferiam se manter nas sombras e jogar como os Senhores das Sombras com quem haviam vários boatos do envolvimento entre a família dela com a família da Maeve?

    Dimitri aproveitou que Siena havia se soltado dele e baixado a cabeça para respirar fundo sentia uma forte decepção não por Siena mas por seu próprio poder de avaliar pessoas. E ele acreditava até então que com ela ele poderia ser somente o Dimitri, e não o Garras do Falcão. Mas ela o mostrou que ele estava errado. Ele seria sempre o Garras do Falcão antes de ser o Dimitri.

    - Me perdoe Condessa. - ele falou com um tom de voz mais distante. - Parece que julguei mal a nossa situação. - ele enfatizou o nossa. - Eu poderia apostar que você seria mais que uma aliada na guerra. Que seria uma companheira com o valor até maior do que com os membros da minha matilha. Aquela pessoa com quem eu poderia dividir minha vida, meus medos e desejos. E que poderia ser alguém assim para esta pessoa. 

    Ele toca no queixo de Siena levantando o rosto dela, mas seu olhar era sério, com toques de tristeza, bem diferente do do rapaz que queria cortejar uma garota. Algo quebrara dentro dele e a garganta estava seca.

    - Se é assim que me vê, como apenas um aliado. Eu o serei, infelizmente. Eu que lhe tinha como uma querida amiga não uma aliada. Eu lhe ofereci a possibilidade de sermos jovens comuns por algum tempo para que nos fortalecêssemos como indivíduos antes de nossas batalhas.

    Ele ainda mantinha a postura severa de um militar, que era o que o definia para todos os outros.

    - Pois Siena, amigos são assim se ajudam se fortalecem, confiam uns nos outros. São companheiros não aliados. Esse foi meu erro. Querer ser seu companheiro e não seu aliado. E pensei que sendo o único Presa de Prata que não se afastou de você e que desejava lutar pela sua família eu seria mais confiável do que qualquer outro membro da nação.

    Ele queria abraçá-la, era nítido que aquelas palavras doíam demais nele. Seu peito estava vazio. Ele dá um passo para trás, deixa os ombros caírem colocando as mãos nos bolsos de trás da calça. Ele parece querer falar alguma coisa, mas ele se detém por um instante mas ele é um guerreiro e guerreiros não deixam pontas soltas.


    -  Agora me responda uma coisa. Por que me trazer até os territórios dos Senhores das Sombras? Mais do que isso me trazer até os domínios dos Smirnov? Qual a verdade em tudo o que se fala entre suas famílias?
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    Re: [Barcos de Papel]

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      Data/hora atual: Ter Dez 18, 2018 1:26 pm