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    Um dia Típico (Nadhull)

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    Leomar
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    Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Leomar em Ter Fev 06, 2018 6:48 am

    O dia tinha começado claro, depois de dias de neblina forte. Nadhull observa a cidade abaixo. Ele está no telhado da mansão da família Aznatah, uma das pouquíssimas famílias ricas da cidade, e a segunda maior construção de Dafodil.

    A primeira era a Torre do Alquimista que ficava ao lado do Templo da Corte. Só que voar em torno do templo era como pedir para levar uma "flechada de aviso", então mesmo que os Aznatah também não gostassem de outros empoleirando no seu telhado, ali era mais seguro.

    Por falar no templo, o inconfundível som do didgeredoo (tipo de berrante) soa da Torre de Alquimista. Deveria ser perto das 11 horas. Um grande número de humanos e demônios começa se deslocar para o templo.

    Lá embaixo, as cenas de sempre: muleques roubando pequenos objetos de vendedores, alguns dando sorte, outros sendo pegos e levando uma surra, outro mais infeliz sendo arrastado para um beco de onde provavelmente jamais veria a luz do dia novamente...

    Meretrizes exibem seus corpos em ruas estrategicamente pouco movimentadas (embora outras mais corajosas abordam homens nas praças ou no porto mesmo). Comerciantes montam suas barracas na praça central, outros vendem seus produtos de rua em rua o dia inteiro.

    O comércio de drogas é livre na cidade toda, aliás não há lei oficial na cidade, só várias "leis" não escritas de território em território. A bebida é de longe a mais procurada, Dafodil podia ser chamada até de "cidade dos bêbados". Metade ou mais de qualquer produto ou serviço pode ser negociado com álcool.

    Muitas pessoas têm se viciado também na infermnência, a droga do esquecimento. O beco onde era vendida, a noroeste, já se tornava popular. Era uma droga que viciava fácil e matava com frequência, nem mesmo demônios tinham resistência contra ela, e de onde estava, Nadhull conseguia ver o traficante que se escondia embaixo de um capuz negro.

    Haviam guardas nas ruas, mas não era uma guarda unificada. Cada clã ou tribo preocupava-se apenas com seus próprios interesses, assim alguns guardas vigiavam ferrenhamente qualquer ladrão que agisse no seu quarteirão, mas não davam a mínima se alguém atacasse um comerciante do outro lado da rua. Valia a lei do mais forte.

    E os mais fortes, pelo menos naquele área, eram La Cour des Miracles (pronuncia la cu de mirracle), há quatro dias começou-se uma mini-guerra que durou apenas dois dias, mas deixou boa parte da cidade destruída. Os demônios de Ades eram muito mais numeroso, cerca de 1000, enquanto a "Corte" tinha pouco mais de 200 soldados, entre estes muitos vagabundos descartáveis.

    Mas a Corte dos Milagres venceu, e ontem ficaram o dia inteiro jogando os corpos dos demônios de Ades para o outro lado da cidade. O cheiro de sangue ainda era presente em todo lugar.

    Na praça em frente ao grande templo, pessoas ainda comemoravam a vitória. Humanos, demônios e híbridos se divertiam juntos, tomando até cerveja de graça. Nada como uma vitória para unir todos numa festa, mesmo que amanhã aquelas mesmas pessoas que bebem juntas agora voltem a se matar.

    Apenas mais um dia típico em Dafodil!
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Dycleal em Ter Fev 06, 2018 3:52 pm

    Nadhull empoleirou-se no telhado dos Aznatah, é um lugar alto e seguro para observar a cidade. São mais ou menos onze horas e o som do didgeredoo se faz ouvir, multidões de demônios, meio-demônios e humanos se dirigem ao templo de Piro, a construção mais impressionante de Dafodil. O dia parece ser como outro qualquer com os ladrões roubando comerciantes e os comerciantes roubando seus clientes e todos se drogando de alguma maneira. Esta era a rotina desta grande pobre cidade.
     
    Mas o Incubo está pensativo, depois do fenômeno que mudou a sua vida, libertando da poderosa súcubo Taxicdril. Aqueles raios que o atingiram, lhe abriram uma nova perspectiva, o poder não vinha apenas da luxúria, mas ele queria o poder proveniente da magia, seja arcana, divina, das sombras ou do caos não importa, ele queria manipular os elementos que estariam sob o seu poder e as magias de ilusão e encantamentos que aprendera com a sua antiga e poderosa mestra agora era pouco e ele queria mais, ele queria submeter Taxicdril sob os seus pés e faze-la a sua escrava a mercê dos seus desejos.
     
    Ele olhava para o templo e sabia que assim como sua mestra, não era partidário de nenhum dos deuses, mas tinha uma simpatia por piro e as relações que sua mestra tinha com a corte dos milagres, seria uma porta para desenvolver aquela energia crescente em seu ser, e seu espirito lhe empurrava atrás desta fonte, a poderosa escola de magia. A vitória recente da corte contra os demônios de Ades, fora uma veemente prova da superioridade da escola na defesa do setor leste da cidade e isto, numa cidade dividida entre vários clãs e tribos era importante.
     
    E decide procurar por um grupo, um grupo que tivessem o proposito comum de se protegerem neste mundo perigoso para os solitários e apesar de não ter lembrança do seu passado, pois estes fatos foram sugados junto com suas energias pela antiga mestra, sabia que queria construir um futuro e voa para um ponto pré-escolhido onde irá se disfarçar de humano para se dirigir ao templo e procurar parceiros e oportunidades para construir este futuro que na sua mente já visualiza.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Leomar em Qua Fev 07, 2018 5:51 pm

    O templo sempre esteve lá, mas Nadhull não se lembra de já tê-lo visitado antes. Até então não vira necessidade nisto, mas o templo atrai até fervorosos ateus nem que seja pela curiosidade.

    Havia um amplo pátio, e em frente ao templo uma praça também ampla. Tanto a praça como o pátio estavam lotados de barracas. Feridos, pessoas que perderam os parcos pertences na última disputa e gente que simplesmente não tinha o que fazer ou pra onde ir se amontoavam em busca de caridade, qualquer que fosse.

    Em frente ao templo, no pátio, erguia-se a Torre do Alquimista (5) com seus quatro andares. E então o templo em si, com suas linhas curvas e totalmente assimétricas.



    As pessoas caminhavam para a entrada principal (1). O templo tinha sido atacado e a parte de trás dele tinha sido destruída (6), muitas pessoas já se encontravam lá para ajudar reconstruir o templo.

    R.Oc.

    A entrada principal (1) era guardada apenas por dois humanos, ambos muito fortes, um de pele clara, outro negro. Mesmo com as portas altas e largas as pessoas tinham que entrar devagar, pois o fluxo era grande. Ao se aproximar, Nadhull sente uma forte, embora não ofensiva (ainda) onda de energia percorrer seu corpo.

    "O templo é guardado por magias de proteção, e provavelmente por magias de detecção de magias. Era de se esperar" - pensa.

    Todas as pessoas que portavam qualquer tipo de arma ou armadura eram obrigados a deixá-las na primeira ante-câmara (2), com exceção de elmos, pois como estavam trabalhando no templo, era perigoso cair um tijolo na cabeça de um desavisado, bom que ficassem avisados.

    Desde a rua até a entrada, um bom número de pessoas (seguramente as mais religiosas) repetiam os mesmos gestos ritualizados: davam dois soquinhos no ar com o punho fechado, então abriam a mão dando mais um tapa no ar, enquanto pronunciavam o mantra:

    "Dector Azendi!
    Evetor Azendi!
    Aana Nuci!"


    A nave central (3) estava interditada ao público, o que causou algumas reclamações, mas a maioria das pessoas parecia já saber onde ir e vão se espalhando pelas salas do templo. Nadhull segue o fluxo, vira à esquerda e entra em uma das primeiras salas junto com outros. Acaba ficando numa sala pequena, ao lado de dois demônios e doze humanos (coincidentemente todos homens, embora muitas mulheres tivessem entrado no templo também).

    Um sacerdote ministra um breve culto, usa algumas palavras em Tareno (provavelmente) mas também apresenta uma palestra em Moloke.

    Ele fala sobre Anrgar, Danhil e Gonara, os primeiros demônios que lutaram para ser reconhecidos em Fajr-Regno e como Piro, com apoio de sua primeira esposa, Lilith, os elevou, junto com seus amigos, ao status de cidadães, e como regras foram criadas para demônios que jurassem submissão à lei.

    Era uma era em que muitos portais que levavam do Inferno para o Plano Material foram estudados, vigiados e posteriormente fechados, mas que muitas fêmeas demônios (diabas ou súcubos) começaram engravidar, trazendo almas demoníacas "legalmente" a este plano.

    "Foram pequenas conquistas para alguns, oportunidades que a maioria dos demônios nem de longe soubera aceitar. Toda a podridão, todos os vícios dos Círculos Infernais tentam o tempo todo. Não apenas demônios ouvem seu canto de morte incessante, mas outras raças inteligentes também sucumbem a estes chamados dia, após dia, após dia. O Inferno quer conquistar o mundo à força, mas há uma força que a força nunca conseguirá conquistar, e temos dito!

    A herança dos injustos será o Inferno, e não importa as oportunidades de arrependimento que Piro ofertou. O Inferno ainda é o Inferno, um lugar sem luz, sem amor, sem alegria (Aana Nuci! Diz um dos demônios). Não importa se você é demônio, híbrido ou humano. A vida foge, e cedo ou tarde dormiremos o sono da morte. E em que condições vocês querem acordar do outro lado?

    Piro (louvado seja, gritam alguns) fez o chamado, mas a escolha é de cada um. Podemos vencer juntos ou cair lutando um contra os outros. Que vossas consciências sejam vossos guias!"


    O culto é breve, provavelmente entre 30-40 minutos no total. Depois disto as pessoas vão se dispersando aos poucos. Muitos ficam andando pelo templo, conversando em pequenos grupos ou mesmo andando sozinhos verificando as coisas do templo.

    Haviam várias pequenas salas como a que estavam, destinadas apenas a reuniões e estudos, mas também outras com pequenas e não muito pequenas bibliotecas, salas destinadas a serviços confessionais e outras atividades religiosas e outras destinadas à vida diária de quem se dedicava realmente ao templo. Era fácil ter informações sobre qual era qual, já que tinha muita gente por perto.

    A Nave Sacratíssima (3) era a maior e continuava interditada, mas a Nave Sagrada (4) podia ser explorada.

    O templo já era uma atração em si, para todo lado que se olhasse haviam quadros, estátuas, símbolos, vitrais, papiros com mensagens escritas, objetos religiosos, muitos trancados obviamente, pessoas com uniforme da Corte dos Milagres (ligadas ou não ao templo) e agora, para variar, ainda tinham muitas pessoas (voluntárias ou não) trabalhando na retirada de escombros e outras já fazendo reparos.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Dycleal em Sex Fev 09, 2018 12:54 am

    Nadhull desce não muito distante de uma das esquinas traseiras do templo, observa aquele prédio majestoso e têm esperança que ali possa achar uma luz que dê um rumo a sua vida de recém liberto. Sabe que quer poder mágico, mas sabe também que isso não é tudo, precisa aprender a viver, a entender a força interior que o impulsiona a seguir em frente. Suas lembranças da vida pré-mortal são vagas, consumidas pela drenagem que sua antiga mestra exercera nas suas energias demoníacas e mágicas, mas sabia que aquele fenômeno que o libertou deste jugo da súcubo, tinha algo que o deixara diferente e ele precisava descobrir.
     
    Antes de entrar no templo, precisava compreender alguns conceitos humanos, que ouvia de alguns escravos como bondade e honra. Maldade já sentira muita, tanto partindo de si, como exercida nele e isso não era o que procurava com certeza, pois não alimentava essa sua fome. Olhou nas vielas a procura de um dos pequenos larápios que vira de cima do telhado e logo viu um de aproximadamente cinco anos roubando duas maças e que estava quase sendo alcançado pelo malvado comerciante que batera em outro rapaz até a morte e voltara para sua barraca como se nada tivesse acontecido. Podia-se ver muito de cima de um telhado. Aquele menino por alguns instantes lhe abriu a memória para ele mesmo aos cinco anos correndo de alguns demônios que o queriam devorar, não lembrava o porquê, mais lembrou de sua sensação de desespero em salvar-se.
     
    Despertando destas memórias, decidiu fazer seu teste prático de bondade naquele momento, fora um impulso, mas um impulso consciente e conjurou algumas palavras e o comerciante teve a sua visão turbada por alguns instantes e perdeu de vistas o pequeno ladrão que sai sorrindo ao ver seu perseguidor olhando para ele e ao mesmo tempo não o vendo e correu para uma viela perpendicular e dobrando duas paralelas mais abaixo escorregou e sumiu para não ser mais achado. A sensação foi grandiosa, o gesto, para as minhas capacidades foi pequeno mais a resposta fora contundente. Era por ali, o caminho.
     
    O incubo continua em direção ao templo e observa que boa parte da parede traseira foi destruída e que muitos trabalham recolhendo entulhos e outro estão iniciando um trabalho de restauração da parede destruída. Ele se aproxima e pega uma pequena pedra oriunda da parede, uma parte orgânica do templo e a guarda para depois analisar sua composição e possíveis irradiações mágicas e pergunta para alguns trabalhadores porque estão ali ajudando e os rostos respondem melhor que as palavras, que lhe passam despercebidas, todos irradiam alegria e satisfação e as palavras fé, esperança e amor aparecem diversas vezes nas múltiplas respostas que o jovem demônio recolhe nesta sua rápida pesquisa.
     
    Nadhull segue a multidão e entra no templo e de repente ouve um mantra que se repete, com as mesmas palavras agora concatenadas e hierarquizadas: - Fé, Esperança e Amor.  E antes que perceba está em uma pequena sala com alguns demônios e vários humanos ouvindo a pregação sobre os três primeiros demônios elevados e equiparados a cidadãos, ouve a citação ao nome do deus Piro e sua mulher Lilith como principais articuladores desta conquista e enquanto tenta digerir esta informação e contextualizar com suas experiências daquele dia, o palestrante refere-se a vida miserável e o dia a dia deprimente e sufocante dos demônios com seus focos demoníacos e a lembrança da transitoriedade e fugacidade da vida mortal, mesmo para os demônios. E é instigado a refletir sobre que tipo de despertar deseja para o seu pós vida. 

    A palestra acaba mais suas perguntas não e sua fome o leva a uma biblioteca mediana, onde há vários livros de magia e livros doutrinários da igreja de Piro e o logo da Corte dos Milagres está presente na maioria deles e o Incubo abre aleatoriamente um dos livros de magia e é um livro básico, mais mostra magias que nunca vira e que sabe que mesmo na sua simplicidade de magias de ciclo básico, são magias extremamente poderosas, e fica encantado com tudo aquilo e senta-se numa poltrona e começa a unir todos os pontos levantados naquele curto período de aprendizado desde que descera do telhado a pouco mais de uma ou duas horas, não sabia ao certo quanto tempo estivera mergulhado em seus pensamentos e procura alguém que tenha o uniforme da Corte e por fim acha uma senhora e educadamente se dirige a ela: - Sei que és a porta, quero acreditar, quero aprender sobre magia e sobre a vida e o pós vida, Eu que aprender sobre salvação e redenção! Quero subir a escada que tem como degraus: A fé, a esperança e o Amor, podes me ajudar, tu e tua instituição?
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Leomar em Sex Fev 09, 2018 8:16 pm

    Fazia quase um mês que Nadhull estava com a mente blindada, mas aquele dia parecia particularmente agradável. Seria a falta da neblina habitual da cidade?

    Ao pegar um pedaço de pedra branca (a maior parte do templo era feito com aquela pedra branca, que destacava ainda mais das casas cinzas e marrons de Dafodil) ele sente a pedra emitir um leve brilho e calor. Coloca no bolso antes que alguém perceba.

    Depois do sermão, que acaba sendo breve, Nadhull anda pelo templo. Estava um caos de pessoas indo e vindo, ninguém o impede de ir à biblioteca ou folhear os livros. Porém ele é observado o tempo todo enquanto lê.

    Não é se de surpreender, livros eram um bem precioso, e numa biblioteca como aquela todos tinham que ser monitorados para não serem tentados a roubar páginas.

    Ao terminar, ele vê uma senhora próxima vestindo as cores vermelho e preto típicas da Cour des Miracles. Ao guardar o livro ela avisa.

    - É na estante de cima, não prestou atenção na hora de pegar? Aff, olha a ordem alfabética!



    Nadhull se desculpa, colocando o livro no lugar certo.

    Nadhull escreveu:- Sei que és a porta, quero acreditar, quero aprender sobre magia e sobre a vida e o pós vida, Eu que aprender sobre salvação e redenção! Quero subir a escada que tem como degraus: A fé, a esperança e o Amor, podes me ajudar, tu e tua instituição?

    R.Oc. - obs. R.Oc. significa rolamento oculto, neste caso rolei Reação, não preciso falar o que deu, mas desta vez foi muito bom.

    Ele ainda não conhecia muito sobre a Corte, mas sabia que eles tinham muitos níveis, sendo o mais baixo relativamente fácil de entrar, e fala "porta" de propósito sabendo ser um dos títulos que eles usam. A senhora levanta a sobrancelha, num gesto de dúvida, mas parece surtir efeito, ela se mostra amigável.

    - Tens certeza? A Escada é íngreme e sinuosa, o caminho solitário e a porta estreita. Valorizamos o aprendizado, mas nossa escola só se sobrevive com "Milagres". Você tem algum milagre para apresentar para a Corte?
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Dycleal em Sab Fev 10, 2018 4:48 pm

    Nadhull ao ver a senhora com a veste vermelha e negra característica dos membros da corte dos milagres, se levanta da poltrona e guarda apressadamente o livro que pegara na estante de forma a não perder de vista a senhora e a interpela pedindo mais luz. Porém a senhora o reprende por guardar o livro no lugar errado e indicando onde deveria guarda-lo. Nadhull se desculpa com humildade e pegando o livro, o recoloca no lugar correto enquanto a senhora observa que os livros são guardados respeitando a ordem alfabética dos títulos, o que ele observa agora com mais atenção, pois isso o ajudará a procurar outros livros que forem do seu interesse e agradece sinceramente a senhora pela informação.
     
    Após guardar o livro no lugar certo e agradecer a informação dada, a senhora agora parece se dedicar a responder a sua pergunta e começa perguntando se ele tem certeza de que quer seguir o caminho a que se propõe e alerta que o caminho é solitário, muitas vezes árido e difícil, que é uma porta estreita com um caminho estreito, que limitará suas opções e exigira disciplina e dedicação, exigindo sacrifícios e escolhas difíceis. Nadhull já esperava por isso, pois sabia que grandes conquistas deveriam ter um grande e difícil preço e fala para a senhora que sabe que nasceu para aquilo e que esse ideal que nutre é o único capaz de satisfazer a sua fome interior. 

    A senhora parece satisfeita com a sua resposta e se torna um pouco mais amigável e continua: - Se você está disposto a subir uma escada íngreme e sinuosa, a trilhar um caminho solitário e atravessar a porta estreita, deve estar disposto a pagar o seu preço e a nossa escola sobrevive à custa de “Milagres” como bem diz o nome, você tem algum milagre para apresentar para a corte? E Nadhull pensa no que pode ofertar, nos termos colocado pela senhora e de repente tem um insight, ele se percebe como o próprio milagre a ofertar, ou como não ver o encandear dos acontecimentos daquele dia, não sendo um milagre? Desde sua mente destravar em pensamentos claros e precisos, ouvir o que precisava ouvir e tudo acontecer de forma encadeada até chegar ali? Era isso, ele era o milagre a ser ofertado e responde: - Senhora, o fato de eu estar aqui na sua frente, ouvir as verdades reveladores que ouvi aqui neste templo e simplesmente estar livre para seguir meu caminho quando a apenas um mês eu era um escravo de mente completo e sem nenhuma perspectiva? Sim senhora, eu sou o milagre a ser ofertado para a escola que vai me moldar no que nasci para ser!
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Leomar em Seg Fev 12, 2018 6:16 pm

    - Ah, outro ex-escravo. - Ela prossegue amigável. - A grande massa de nosso rebanho é de ex-escravos. (pausa) Nossa escola arrebanha um grande número de exilados da sorte: ex-escravos, trapaceiros, bandidos, prostitutas, assassinos, perseguidos, exilados, ladrões de galinha, corsários, trapaceiros. Acho que já falei trapaceiros, mas tem muitos deles por aqui, melhor tomar cuidado. Enfim, temos todo tipo de "carne para forca".

    Isto já era de conhecimento de Nadhull e provavelmente de toda Dafodil. Os miseráveis sempre buscavam a Corte dos Milagres e eram usados por ela para seus trabalhos básicos, como coletar taxas de serviços (normalmente proteção) e serviços de informação. Era aliás o melhor serviço de informação da cidade, NADA escapava dos olhos e ouvidos da Corte. Eram também os primeiros a morrer, as buchas de canhão. Mas pelo menos a população tinha o minimo de tranquilidade, como na tentativa de invasão recente em que estas carnes para forca derrotaram um exército medonhamente mais numeroso.

    Por outro lado, qualquer filiação em Dafodil deveria ter mesmo muitos miseráveis, pois quase toda população da cidade era de miseráveis.

    Vocês se levantam e começam andar pelo templo. O templo possuía muitos artigos sacros e artísticos: vários quadros em muitas paredes, vitrais, estatuetas e a própria arquitetura do templo era, no mínimo "singular".

    - Muitos procuram La Cour des Miracles por falta de opção. Não temos espaço para todos. Outros buscam por convicção. Buscamos separar o que é trigo do que é cevada, mas o processo pode ser longo, ainda mais quando o trigo acredita que é cevada. A maioria fica satisfeita em treinar magia, ou aprender técnicas mais ofensivas...

    Também não era nenhum segredo, principalmente para moradores de Dafodil que o forte da Cour des Miracles era uma escola de magia, e as cores rubro e negro não deixavam a mínima dúvida que os elementos ensinados eram magia do fogo e magia negra.

    Vocês entram em uma das maiores naves do templo, era uma nave redonda com vários andares. Oito grandes estátuas se destacavam, elas tinham entre dois a três metros cada, e estavam dispostas em forma de semi-círculo. A maior delas Nadhull reconhece como sendo de Piro, ela estava no meio do semi-círculo (meio, não centro).

    Segundo Nadhull tinha ouvido falar, a Corte dos Milagres não era uma escola religiosa, portanto NÃO estava OFICIALMENTE ligada a Piro. Por outro lado, apenas adeptos ligados a Piro ou neutros (ateus ou devotos de alguma Deusa-Mãe) eram aceitos, e discípulos de Ades eram execrados com violência. Mas também oficialmente aquele era um templo de Piro, e não da Corte dos Milagres, que apenas usava o espaço para interesses em comum.

    Uma das mãos de Piro estava voltada para cima, duas outras voltadas para as demais estátuas, noma posição de doação de energia e a última pousada na cintura, segurando um violino.

    À direita de Piro estava uma estátua de uma demônio de rosto muito belo e curvas sensuais, à direita desta demônio estava um demônio já não tão bonito e à direita deste demônio estava uma estátua de uma sereia, com seu belo rosto e cabelos compridos, e da cintura para baixo um grande rabo de baleia.

    À esquerda de Piro estava uma bela anjo com os típicos cabelos encaracolados dos morados de Ajros. À esquerda dela estava uma estátua de um centauro e à esquerda dele estava a menor de todas as estátuas, uma mulher com asas que pareciam de uma borboleta, ela não tinha armadura ou elmo, por fim à esquerda dela, a última estátua era de um humano.

    Todas as estátuas, com exceção da humaninha com asas de borboleta e da de Piro, estavam segurando uma espada com a ponta voltada para o centro do semi-círculo (a humaninha apontava a mão nua). O humano, a anjo e a demônio seguravam seus elmos na mão esquerda.

    Todos usavam um tipo de uniforme, uma espécie de túnica e capa preta com uma faixa vermelha na frente que ia do peito até altura dos joelhos (as estátuas eram cinzas, mas era óbvio que eram uniformes de magos da Corte). Nas estátuas o uniforme variava em vários detalhes: o humano usava armadura ao invés de túnica, o centauro usava só a capa e a faixa na frente do corpo, a demônio usava um decote muito generoso, além duma fenda para deixar toda sua coxa e cauda a mostra enquanto a anjo usava a túnica bem larga e sem nenhum decote.

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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Dycleal em Seg Fev 12, 2018 10:35 pm

    Nadhull fica um pouco chocado de ser lembrado como um ex-escravo, porém era isso que ele era, um ex-escravo, mas com uma vida livre de agora em diante e achou obvio que em uma cidade de miseráveis, a grande massa de seguidores da escola fosse dos que a senhora chamava de “exilados da sorte”. Acompanha a senhora quando ela começa a caminha pelo templo e passam por vários objetos sacros e artísticos. Observa vários e belos vitrais e os corredores são profícuos em quadros e estatuetas, o jovem demônio se deleita com o que vê e seus olhos sentem-se agraciados com tanta beleza e após caminhar por um bom tempo, com pausas para observar e refletir, dadas pela própria senhora ao ver o interesse do acompanhado, adentram numa grande nave redonda e com vários andares.
     
    Neste recinto o incubo observa que se destacam oito grandes estatuas, onde no centro do semicírculo que elas traçavam estava a estatua representando o deus piro com uma das mãos elevada para o alto, duas voltadas para os grupos de estatuas de cada um de seus lados e a última, pousada na cintura e segurando um instrumento musical, um violino. A direito do deus vemos uma demônio muito sensual e um demônio nem tanto e no final deste lado uma bela sereia com cauda de baleia e a esquerda do ser divino vemos uma anjo, um centauro e uma mulher com asas semelhante a uma borboleta e um humano.
     
    Nadhull observa alguns padrões que apresentam pequenas variações, todos apontam suas espadas com a mão direita para o centro do semicírculo exceto o deus e a mulher borboleta que aponta a própria mão direita. Alguns seguram o elmo na esquerda e todos tem um tipo de uniforme onde se destaca uma faixa vermelha a frente da túnica que vai do peito até a altura do joelho, embora as túnicas variem no corte e até sejam substituídas por armaduras, mas sim, um padrão flexível e a demonstração que assim como o deus Piro a escola aceita e não faz distinção das raças. O que leva Nadhull a refletir sobre a filosofia da escola em consonância com a filosofia do deus. 

    Nadhull por fim olha para a senhora e faz uma pergunta sincera: - Vejo que a escola assim como o deus Piro, não faz acepção entre as raças e pergunto para a senhora: - O que planejas para mim, de que forma queres me testar se sou merecedor do abraço dos irmãos da ordem e ser recebido como membro do rebanho?
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Leomar em Qui Fev 15, 2018 11:37 pm

    - Vejo que a escola assim como o deus Piro, não faz acepção entre as raças e pergunto para a senhora: - O que planejas para mim, de que forma queres me testar se sou merecedor do abraço dos irmãos da ordem e ser recebido como membro do rebanho?

    Ela sorri.

    - Eu não planejo nada. Tu que deves planejar. Se nos procuras, deve querer alguma coisa. O que seria? Aprender magia? Conquistar posições? Não deve ter vindo apenas por causa de meus belos olhos.

    Nadhull estava acostumado com jogos de domínio e submissão, o humor da senhora era algo novo para ele. Ela o deixa pensar.

    - Esta é nossa Nave Sagrada. Um lugar para pensarmos em nossos heróis. - Ela mostra a nave com um gesto de mãos - Qualquer pessoa é bem-vinda para usar o templo quando quiser, exceto a Torre, claro. Já se buscas professores de magia da escola, serás testado o tempo todo. Posso até considerar que passou no primeiro teste, mas este foi dos fáceis.

    (pausa)

    - De fato, é uma representação e tanto! - Diz falando das estátuas - Mas ainda não passa de uma representação. Não estamos nem sequer perto de termos as raças todas em busca de um bem comum. Todos os outros testes serão muito mais difíceis!

    Spoiler:
    Desculpe o post pequeno, estou meio apertado hoje, mas vou compensar na MP.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Dycleal em Sex Fev 16, 2018 1:48 pm

    Nadhull sorri, o humor da senhora lhe agrada e ele observa que ela é versada nos seus jogos. Mas ele sente que a sinceridade é a melhor arma e portanto a melhor estratégia de jogo e para diante daquela mensagem que as estatuas a sua frente lhe passam e reflete que se existe um padrão, mas que esse padrão aceita se adaptar as individualidades e que se a sua raça está representada, a escola é o seu lugar e ele se deleita com esta conclusão e diz para a senhora: - Eu tenho uma fome e não é por comida, bebida ou prazeres. A minha fome interior é canalizar a energia que carrego em mim; dá uma pausa e continua, Quero aprender magia, quero destravar todo esse poder e fluxo que está preso em meu interior, se isto vai me levar a galgar posições, que seja. Se isto vai me levar a outros lugares, que eu vá. Se vou passar por testes que eu seja testado e se por isso eu morra, que se cumpra o meu destino.

    Enquanto espera a resposta da senhora, observa cada semblante das estatuas ali representadas e pergunta: - Conheço Piro, mas quem são os outros heróis representados e o que eles fizeram pela corte? Eles não devem estar representados aqui por acaso e como tudo mais que vi no templo, devem estar carregados de significado e conteúdo de ensino. E eu quero aprender e entender tudo que eu possa para satisfazer minha fome e cumprir meu destino.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Leomar em Sex Fev 16, 2018 8:07 pm

    Ela continua sorrindo, a conversa fluía fácil entre os dois.

    - Pois se está consciente de suas escolhas, só me resta proclamar: "Que os deuses se agradem e fortaleçam o que for conveniente!"

    (pausa)

    - Que seja! Posso lhe indicar alguns mestres magos que TALVEZ lhe aceitem. Que tipo de conhecimento você já possui e que tipo de conhecimento busca treinar primeiro, ou nunca teve treinamento formal?

    - Conheço Piro, mas quem são os outros heróis representados e o que eles fizeram pela corte? Eles não devem estar representados aqui por acaso e como tudo mais que vi no templo, devem estar carregados de significado e conteúdo de ensino. E eu quero aprender e entender tudo que eu possa para satisfazer minha fome e cumprir meu destino.

    - Pioneiros! Ou pelo menos gostamos de pensar assim. - Ele olha para as estátuas. - Quanto vim para cá a primeira vez, a quase cinquenta anos, as estátuas já estavam aqui. Creio que foram esculpidas um ou dois anos depois do começo da guerra.*

    *informações sobre a guerra:
    Como morador de Dafodil, você tem alguns conhecimentos comuns sobre o mundo. Primeiro, vocês estão no ano 1426 jP (jarPiro) ou seja, 1426 anos depois do nascimento de Piro. No ano 1327 jP o deus Piro quase destruiu completamente o planeta todo, um evento que foi chamado de Ragnarök.

    Este evento foi responsável inclusive pelo surgimento da ilha onde estão, pois Dafodil é uma cidade que faz parte de uma ilha maior conhecida como "Ilha dos Exilados". Um imenso número de demônios invadiu o Plano Material também por causa deste evento.

    Um ano depois, em 1328 jP várias guerras surgiram no mundo todo, posteriormente estas guerras foram chamadas de Guerras de Reconquista, e são todos os continentes lutando contra todos os outros, ou seja, caos total.

    Já faz portanto quase cem anos que o mundo inteiro está em guerra, para ser mais preciso a guerra completou 98 anos a pouco tempo. Muitas cidades e estados já estão se rendendo, e alguns acreditam que estas guerras (pois são várias e não só uma) estão para acabar, mas os continentes ainda não se renderam.

    - Acredito que ninguém sabe os nomes deles, e se sabem, são poucos. Gostamos de imaginar que são pioneiros da Corte dos Milagres, ou ainda da Escola Maior. Muitos gostam de "brincar" de dar nomes a elas. Mas isto não quer dizer que não estevam cheios de significado, e poder.

    Por sinal, enquanto conversavam, um humano estava parado em frente à estátua do humano anônimo, em posição de respeito, talvez até orando em voz baixa.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Dycleal em Sex Fev 16, 2018 11:35 pm

    A senhora estava sendo muito simpática quando declarou "que os deuses se agradem e fortaleçam o que for conveniente", mas a frase impactou na mente de Nadhull, a parte se for conveniente repetiu-se como um eco, no inicio causando dúvida, mas longo se transformando em um poderoso "É conveniente" pois se os deuses permitiram que fosse atingido pelos raios negros e pelos raios brancos, e permitiram que estivesse vivo, livre e com sua mente aguçada, pulsando de energia arcana dentro de si, pronta para ser canalizada pelo conhecimento, ele conclui categoricamente, que ele, Nadhull, o Incubo era sim, conveniente aos deuses existir e portar esta vocação e olhando para a senhora diz: - Senhora, eu estar aqui diante de uma mestra da corte dos milagres, é um milagre, que prova que é conveniente, que eu aprenda a arte da magia e canalize esta energia que pulsa em mim, desde que fui atingido por aqueles raios negros e brancos e aqui estou para cumprir e trilhar meu destino pois foi para isso que nasci.


    Nadhull, olha para a mestra com os olhos firmes e diz: - A minha antiga mestra me ensinou truques ligados a ilusão e aos encantamentos, mas de fato, não foi um ensino formal, pois era inconstante e muito mais movido pelas necessidades delas, do que de um programa escolástico, se me entende. Ela era uma súcubo e aponta para a estatua correspondente,  - E fui preso pelas suas magias de ilusão até ser atingido pelos raios. Dá uma nova pausa para valorizar a afirmação seguinte: - Sim, eu quero que a senhora me indique magos que me ensinem magia, os melhores, mesmo que os testes também sejam, os mais difíceis. 


    O incubo se aproxima do demônio e toca na estatua com respeito e concentra-se para sentir a energia que por ventura vibra naquela pedra trabalhada por mão humana e percebe que a energia irradia dele para a estatua, de forma vibrante e que o poder da estatua na verdade em ser de alguém que o tempo apagou a memória, pelo menos para a grande maioria e sem uma identidade que o torna-se único ele podia ser todos e representar a cada um e ele se vira para a senhora e diz: - Agora eu compreendo a grandeza da representação dessas oito estatuas, elas representam a todos nós e a cada um de nós. É um chamado. E eu aceito.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Leomar em Sab Fev 17, 2018 1:19 am

    @Dycleal escreveu:- Senhora, eu estar aqui diante de uma mestra da corte dos milagres, é um milagre, que prova que é conveniente, que eu aprenda a arte da magia e canalize esta energia que pulsa em mim, desde que fui atingido por aqueles raios negros e brancos e aqui estou para cumprir e trilhar meu destino pois foi para isso que nasci.

    - E como sabe que eu sou uma mestra da Corte dos Milagres?

    A pergunta pega Nadhull totalmente desprevenido Neutral Ela continua num tom cordial, mas dá-lhe um banho de água fria:

    - Você pode ter passado em um teste, ao ver a simbologia desta nave, mas já falhou no segundo, que era muito mais fácil. Você falou comigo, mas não teve a educação de se apresentar. Não disse seu nome, não perguntou o meu. Você deduziu que sou uma mestra só por ser velha? Há muitos que entram e morrem na Corte sem chegar a ser mestres. Aliás, eu vestida de vermelho no templo de Piro pode ser um sinal que eu seja uma de suas seguidoras, mas eu poderia nem mesmo fazer parte da Corte dos Milagres.


    Nadhull não sabe onde enfiar o rabo de vergonha, como comete um deslise tosco deste? Ele então se apresenta, fica sabendo que ela chama Mestra Gaíla, que é mestra espiritualista, e não mestra maga. Mestres espiritualistas são parecidos com sacerdotes, podendo inclusive fazer quase qualquer rito que os sacerdotes fazem, mas os mestres espiritualistas se dedicam pouco os rituais e mais ao aprendizado e ensino. Ela já foi membra da Corte dos Milagres, mas passou se dedicar como sacerdotisa no templo. Nadhull acha estranho pois as sacerdotisas de Piro normalmente são jovens e ela diz que já foi jovem uma vez (outra bola fora). Ela então largou o sacerdócio para se dedicar às ciências espirituais. Como ela nunca se desligou oficialmente da Corte dos Milagres, alguns ainda a consideram como membra da Corte, mas como ela a muito tempo não se envolve diretamente, outros a consideram mestra apenas do templo e não mestra da escola.

    - A minha antiga mestra me ensinou truques ligados a ilusão e aos encantamentos, mas de fato, não foi um ensino formal, pois era inconstante e muito mais movido pelas necessidades delas, do que de um programa escolástico, se me entende. Ela era uma súcubo e aponta para a estatua correspondente,

    - Eu sei como é o modo de operação dos íncubos e súcubos, não ficarei "chocada" com isto.

      - E fui preso pelas suas magias de ilusão até ser atingido pelos raios. Dá uma nova pausa para valorizar a afirmação seguinte: - Sim, eu quero que a senhora me indique magos que me ensinem magia, os melhores, mesmo que os testes também sejam, os mais difíceis. 

    - Os mestres magos devem estar todos ocupados agora, mas poderá voltar cedo, no primeiro chamado ou antes. - Da mesma forma que haviam chamado ao templo por volta das 11 horas tocando um didgeridoo, havia um chamado as 6 horas que era o primeiro chamado de todos os dias. - A menos que tenha tempo de esperar.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Dycleal em Sab Fev 17, 2018 2:42 pm

    Nadhull percebeu a mudança no jogo, a mestra ainda o estava testando, pois mudara drasticamente a abordagem meiga e bem-humorada para uma crítica e mais agressiva e seu feeling continua dizendo para que ele continuasse verdadeiro, mas devia contra-atacar com a argumentação da sua alma, que era verdadeira e poderosa. Ele olha firme para a senhora e diz: - Perdoe-me senhora, mas desde o primeiro momento que me falaste, ensinando modos educados de colocar cada coisa no seu lugar, sabia que eras uma mestra, pois sabedoria não depende de idade, mas de tirocínio e tenacidade em buscar seu caminho e percebi isto na senhora desde o primeiro momento.
     
    Logo depois ela o repreende por não ter se apresentando e nem perguntar o seu nome e o informe que não passou neste segundo teste tão fácil. Ela se apresenta como mestra Galia, uma mestra espiritualista e não maga. Nadhull, faz uma reverencia e diz: - Imaginei que não devia ser uma mestra maga, pois ofereceu me apresentar alguns mestres magos e se fosse mestra maga, a senhora mesmo me instruiria e se me permite chama-la pelo nome, Mestra, assim o farei a partir de agora, pois lembre-se que a não muito tempo, tive uma mestra, que não permitia falar com ela, sem que ela o permitisse primeiro e pensei que, devido ao seu enfático poder de ensinar, que se o nome dos primeiros heróis não era importante, me senti pequeno em falar o meu, que muito menos importância teria. Mais uma vez, isto mostra o quão boa mestra a senhora é, pois já tinha incorporado ao comportamento o conceito do anonimato, mas sou apenas Nadhull, um recém liberto incubo que pensa que pode alçar o seu sonho de satisfazer sua fome de aprender e explorar seu potencial até o limite. Nisto és uma mestra superior à minha antiga mestra, pois o meu respeito vem pelo teu saber, e não me é obrigado a tê-lo, mais é exercido a partir do meu livre arbítrio de o fazer. Portanto, verdadeiro. Perdoe os erros secundários aos ecos do meu passado. 

    A mestra Gaila informa que todos os mestres magos estão ocupados no momento, e que ele podia voltar no dia seguinte no primeiro chamado e apresentou uma segunda opção que era simplesmente esperar até que um dos mestres se desocupasse. Nadhull não tinha onde ficar ou fazer, seu foco agora era o aprendizado e a mestra Gaila estava ali a sua frente e a cada fala que ela fazia ele aprendia cada vez mais e pensando nisto diz: - Senhora, mestra Gaila, eu estou aqui, no templo do deus Piro, que não faz acepção de pessoas com uma mestra poderosa na arte de ensinar e que me revelou ser uma mestra espiritualista. Meu mundo é aqui agora, no templo do saber, que é o instrumento da mudança e se não for pedir muito, eu, Nadhull, gostaria que a mestra trabalhasse os conflitos que ainda habitam neste coração recém liberto do jugo de uma mestra má, para ajudar a permear essa mudança que os novos saberes trará para esse ainda conturbado coração. Pois não quero perder mais tempo nesta minha vida, que agora segue com propósito.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Leomar em Dom Fev 18, 2018 7:49 pm

    Mestra Gaíla pondera sobre o que você diz.

    - Tudo bem... Tudo bem... Bom, se vai esperar, me siga.

    Ela o leva para uma sala pequena e vazia, sem janelas, portanto um pouco escura já que era iluminada apenas por dois castiçais de três velas cada, mas uma pálida luz parecia também "irradiar" das paredes brancas. Para Nadhull aquilo não ela problema, pois como demônio enxergava mesmo em lugares bem mais escuros que aquele. Também não havia mobília, só uma grande esteira no chão, os castiçais e um incensório que espalhava um cheiro fraco e agradável, levemente doce no ar.

    Mestra Gaíla senta em posição de lótus. Nadhull não tinha o menor treinamento com meditação e acha tudo um pouco estranho, mas por instinto a imita.

    - Bem, talvez eu possa responder muito poucas dúvidas sobre magia, mas provavelmente sabe que as forças espiritualistas influenciam o poder mágico. Me conte até onde você conhece a respeito.

    off: O que sabe está no tópico sobre rolagem, ok?

    - Ainda é só o básico, terá muito a aprender ainda. Certamente aprenderá mas com mestres magos que com mestres espiritualistas. Não vou mentir, muitas vezes mestre espiritualistas e mestres magos brigam por causa de vários temas, mas eventualmente eu poderei ensinar algo também. Quer tentar me mostrar alguma magia que aprendeu?

    - Qualquer uma? - Nadhull fica meio na dúvida, até agora as magias que sabia eram basicamente ilusões e sedução. Mas Gaíla certamente estaria preparada para qualquer magia que ele tentasse, portanto não a enganaria mesmo se quisesse. As energias da sala pareciam fortes, como em todo o templo alias, mas a sala deveria ser especialmente preparada para testes mágicos e também era certo que Mestra Gaíla deveria ter voluntariamente baixado suas defesas voluntárias. Ainda assim Nadhull tenta demonstrar o que sabe, mas é incapaz de iludi-la, ou mesmo de envolve-la na sua "nuvem" de sedução.

    - Mm, não está conseguindo sintonia com as energias externas. O templo em si pode fazer isto enquanto não estiver "familiarizado" com ele. Leva tempo... Bem, enquanto esperamos, podemos debater sobre as energias espirituais. Ou prefere apenas meditar? Também é útil.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Dycleal em Dom Fev 18, 2018 11:30 pm

    Nadhull obteve uma resposta compreensiva da mestra, após as suas explicações. Ela concorda em aproveitar o tempo de espera lhe proporcionando uma ajuda na harmonização das suas emoções, talvez por reconhecer o grande fluxo de contraditórias percorrendo o interior do incubo e o leva pelo templo até uma sala sem janelas e parcamente iluminada. Ela se coloca na posição de lótus sobre uma esteira e por puro instinto Nadhull faz o mesmo. A mestra Gaila fala que não pode ajudar com o conhecimento de magia, mas como mestra espiritualista pode ajudar a entender as emoções e a maneira como elas influenciam a magia. Ela pergunta ao jovem demônio o que ele sabe sobre magia e emoções.

    Nadhull pensa um pouco sobre as vezes que sua mestra ensinava ou falava sobre magia e também correlaciona essas memórias com alguns hábitos da antiga mestra e lembra que a mestra muitas vezes mudava alguns hábitos de comer, vestir e até de se relacionar com algumas pessoas, todas essas mudanças relacionadas a um déficit na potência das suas magias. Lembrou também que algumas escravas eram mais resistentes as suas magias de sedução, e que as magias funcionavam melhor quando as pessoas alvo delas, não sabiam que ele as estava enfeitiçando. Deduzira com isso que as pessoas têm uma resistência natural a magia, variando de intensidade de pessoa para pessoa e dependia da sua consciência em relação a execução da magia. Observou e deduziu que o seu estado emocional ajudava ou atrapalhava as magias e isso não era igual para as magias de encantamento, que eram afetadas de forma diferente das magias de ilusão. Ele relata essas observações de deduções para a mestra Gaila que confirma suas observações e diz que apesar de ser observações bem básicas, são observações importantes e validas.
     
    A mestra depois desta pergunta pede para que o incubo tente enfeitiçar ela com alguma magia que ele conheça e ele fica duvidando que vá conseguir de alguma forma, pois com certeza por ter mais treino que ele e saber que tipo de magia ele lançará, mas mesmo ela garantindo que relaxará as suas defesas, Nadhull fracassa completamente nas suas tentativas, mas a mestra justifica que quando ele se acostumar melhor com as energias do templo, ele terá uma performance bem melhor e sorri com anuência e simpatia. 

    A mestra após justificar que o templo pode tolher seu poder de fazer magias por ele não estar ambientado, e Nadhull se admira de saber que uma estrutura física imbuída de poder como o templo, pode apresentar resistência a magia como um ser vivo, a mestra pergunta se ele prefere debater um pouco mais sobre as energias espirituais ou simplesmente meditar, o jovem de pronto diz que prefere debater sobre as energias espirituais pois não tem muito costume de fazer meditação como ela imagina, embora ele saiba que nas últimas semanas ele tenha meditado bastante sobre a sua nova condição, mas ao comparar esse tempo de meditação com o aprendizado das poucas horas daquele dia, ficou com mais certeza, que o debate com a mestra seria muito mais produtivo e fixa sua atenção ao que ela vai falar em seguida.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Leomar em Ter Fev 20, 2018 3:40 pm

    Gaíla escuta as primeiras observações do íncubo e realiza um primeiro teste. Como ele estava disposto a debater, ela assume uma postura didática.

    - Não deveria se impressionar tanto pelo templo ser, em si, uma fonte de magia. Não preparou com sua antiga mestre objetos encantados? A diferença de um templo para um talismã, guardada as proporções, é de tamanho. Uma coisa que tanto mestres espiritualistas como mestres magos ensinam é que "tudo é energia". Portanto basta pensar um pouco para deduzir que se um templo recebe energia constante de centenas de pessoas por anos, cada pessoa dentro dele recebe estas energias de volta enquanto deixam as suas.

    Portanto não é só questão de respeito o motivo pelo qual magos evitam duelos em terrenos sagrados. Aliás muitas vezes o respeito é o que menos importa. Alguns terrenos se tornam sagrados por causa dos altares, alguns altares são feitos por causa do terreno sagrado.

    São coisas óbvias, mas que a maioria só se dá conta depois da prática. Pode parecer uma rixa entre mestres, mas quando digo que mestres magos pecam nisto, é justamente porque eles não ensinam a pensar.

    Peguemos a resistência como exemplo, você disse que algumas escravas eram mais resistentes. É um tópico muito bom que daria anos de treino. Quando se treina magia, normalmente o grande foco é o ataque e a defesa. E isto nas escolas que ENSINAM defesa, pois a Corte dos Milagres que trabalha com os elementos mais agressivos terá sorte se aprender algumas esquivas.

    Mas ninguém ensina sobre a resistência, pois a resistência não vem do dom mágico e sim de mente. Claro que é bom que um neófito aprenda sobre ataques e defesas, pois se não souber canalizar seu poder ele pode explodir, física e meta-fisicamente falando. Neste ponto os anjos levam uma grande vantagem sobre os demônios, pois eles treinam as habilidades mentais junto com as físicas, desde que nascem. Se tentasse usar suas magias contra um anjo, falharia como falhou comigo. Bom, na verdade você falhou agora por falta de sintonia, mas dá quase na mesma.

    A magia branca, treinada pelos anjos, requer muito mais controle, mais autocontrole, mais disciplina. Portanto embora ela pareça mais fácil de ser canalizada, ela requer muito mais esforço para aprender.

    A magia negra dos demônios não. Ela é canalizada pelo ódio, e é muito fácil odiar. Portanto é fácil aprender a concentrar e lançar mísseis de energia ou até criar um campo de obliteração. Mas criar resistência à magia negra e bem mais difícil. Já percebeu como, não só a magia negra, mas principalmente ela, muito da magia dos íncubos são baseadas em enganação e trapaça?


    Ela enfatiza esta parte da pergunta e faz uma pausa para ter certeza que ficou bem gravado, depois termina:

    - Um dos trunfos de Piro contra Ades é que Piro foi inteligente o bastante para perceber isto. Sabe por que um demônio de Piro derrota sozinho três, quatro demônios de Ades?
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Dycleal em Sex Fev 23, 2018 12:40 am

    Nadhull fica admirado com a facilidade que a mestra discorre sobre assuntos tão profundos e complexos de forma fluida e simples. Tais falas e ensinamentos o fazem refletir sobre as suas práticas e crenças e se pergunta se realmente compreendeu tudo que a mestra lhe tentou ensinar. Ele fica se perguntando se o poder está no templo ou na fé que as pessoas descarregam naquele lugar tomado por eles como santo e conclui que o poder está no fluxo que corre entre a fé e o foco da fé como se cada um retroalimentasse o outro, não sendo nenhum realmente verdadeiro sozinho, mas apenas validos se acompanhados desta simbiose energética.
     
    O Incubo ainda confuso, recebe uma explicação sobre a resistência, que ele notava variar de pessoa para pessoa e a mestra afirma que a resistência vem da força mental e não do dom ou poder mágico. A mestra discorre um pouco sobre ataque e defesa e como a resistência pode interferir na diminuição de um ataque ou no aumento da defesa e critica os magos que apenas trabalham a técnica, mas não ensinam a pensar tais práticas.
     
    Por fim começa a falar sobre algumas diferenças quanto a magia branca e a negra. Ela informa sobre controle e disciplina necessárias no aprendizado e no seu domínio, mais que discorre mais fácil na sua execução. Já a magia negra é movida e baseada no ódio e no rancor e tais insumos são muito mais abundantes que os insumos da magia branca, o amor e a caridade, a benevolência.
     
    E por fim para testar as suas falas, lança ao discípulo uma pergunta prática, ela quer que Nadhull lhe responda porque um demônio de piro pode facilmente superar até três ou quatro demônios de Ades. Nadhull observa que a base da sua magia demoníaca se baseia na enganação e na trapaça, coisas que quando descobertas geram muito ódio o que praticamente impossibilita a resistência a magia dos íncubos pois elas se fortalecem com este ódio enquanto o mesmo ódio enfraquece a resistência a própria magia demoníaca e pensar e refletir sobre essa prática e realidade e mecânica da prática faz com que está vantagem transforme os demônios de Piro extremamente superiores aos de Ades e ao refletir sobre a sua resposta, a transmite para a senhora Gaila e espera que a mesma continue com o seu ensinamento, o corrigindo ou corroborando com o seu entendimento.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Leomar em Dom Fev 25, 2018 9:39 pm

    Mestra Gaíla faz algumas caretas enquanto Nadhull comenta o que entendeu.

    - Mais ou menos... Estava pensando em termos mais básicos, pois é muito mais complexo do que parece, e você terá que aprender muito ainda.

    (pausa)

    - Veja bem, não é que o ódio enfraquece a resistência, embora às vezes enfraqueça pois tudo está interligado, mas a diferença está na esfera do que é mágico e do que é espiritual. O ódio pode servir de combustível para exercício mágicos, mas a resistência está em outra esfera e só pode ser exercitada com exercícios espirituais.

    Nós também odiamos os demônios de Ades, portanto nós também abrimos pontos fracos, brechas. A diferença básica é que buscamos ser mais conscientes destes pontos fracos, enquanto eles buscam atacar frontalmente com todo poder mágico, o que é típico de QUALQUER mago negro e mesmo vermelho, nós os atacamos justo nas brechas que eles deixam. E como eles treinam apenas a magia, eles raramente usam as nossas brechas contra nós, e mesmo se usassem, teríamos mais controles sobre elas.


    Gaíla usa o plural para se referir à Cour des Miracles, mas na verdade falava dos demônios da Corte e não de si, que era humana (ou pelo menos parecia). Vocês se levantam e começam andar pelo templo.

    - Os demônios em sua arrogância gostam de "fingir" ou até "ignorar" que têm pontos fracos, e é aí que se tornam vulneráveis. Muitos dos nossos também caem facilmente por treinarem apenas a percepção mágica, alguns dos heróis demoníacos da Corte dos Milagres só se tornaram mesmo heróis depois de muitos anos apanhando e servindo de bucha. Nosso pátio está agora lotado de barracas com feridos por causa disto.

    Você tinha visto as barracas antes de entrar, no pátio do templo e na praça em frente, mas elas ainda podem ser vistas das janelas. Mestra Gaíla se dirige para uma parte do templo que estava sendo reconstruída.

    Cuidado onde pisa! (pausa) Quando nos procuram para aprender magia, ensinamos magia a eles. Quando nos procuram para aprender alquimia, ensinamos alquimia a eles. Quando vêm em busca de conquistar posições, os testamos para isto. Entrar em nossos círculos externos não é difícil. Mas muitos não tem "criatividade" sequer para chegar ao quarto círculo.

    Ela começa falar com um dos operários que estava escorando uma parede, este fala com ela sobre o paradeiro de alguns membros.

    - Bom, se não tiver mais perguntas, por enquanto, creio que posso lhe apresentar algum mestre mago, mas Mestre Sardotien está com o Arkebispo e nenhum deles podem ser interrompidos agora. Vamos procurar outro.

    Você a segue até outra nave, vocês encontram outro humano, também de idade, eles se cumprimentam.

    - Mestre Fah!

    - Mestra Gaíla!

    - Que Hélius Flava traga energia a seus dias!

    - Que Hélius Blua traga serenidade a suas noites!

    - Mestre Fah, temos um neófito precisando de testes, Tinafe está no templo?

    - Infelizmente ela acabou de sair com outro neófito, mm, provavelmente está testando-o também.

    Ela volta falar com você.

    - Parece que não estamos com muita sorte. Acho que só Mestra Latifa está no templo agora, e é uma mestra de cura que está ajudando com os feridos lá de fora, ela não costuma treinar íncubos. Bem, eu ou Mestre Fah devemos ficar no templo esta noite. Se quiser voltar aqui a noite ou amanhã cedo, veremos como encaminhar você. Até lá, fique a vontade em nosso templo.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Dycleal em Dom Fev 25, 2018 11:07 pm

    Nadhull percebe as caretas da mestra Gaila enquanto ele responde o que compreendeu da sua fala em resposta a sua pergunta. Ela o corrige de forma rígida, porém didática e ele fica pensando no que ela diz e no seu íntimo tem uma epifania de compreensão e se dirige a mestre e pergunta: - Se soubermos e dimensionarmos as nossas fragilidades poderemos preenche-la com a proteção espiritual do entendimento e do autoconhecimento, e com uma pausa conclui: - Se for isto, é brilhante, pois o orgulho dos arcanistas nunca dará espaço para construírem uma proteção com algo não racional, como a proteção espiritual.
     
    O Incubo, sorri e levanta-se quando a mestra se levanta e caminha de novo pelo templo e ela mostra as barracas com os demônios feridos em virtude de não se protegerem com a energia espiritual e o autoconhecimento, mas aquelas barracas e os seus feridos era a prova que os demônios eram vítimas da sua arrogância e insensibilidade espiritual e ele sabia que era isso que o fazia especial, ele acreditava que devia ter algo superior que lhe dava um proposito, um futuro, um caminho e a mestra no momento era sua chave pois a sua disciplina nas artes e conhecimentos espirituais era o diferencial para o seu êxito magico.
     
    A mestra lhe fala que se não tiver mais perguntas deveriam procurar um mestre mago para o introduzir nas artes magicas e ela começa a discorrer os possíveis magos e ela mesmo os descarta pelas suas ocupações e compromissos naquele momento. Ela caminha até outra nave e Nadhull a acompanha lado a lado e ela cumprimenta outro mestre humano e de mais idade como ela que dá notícias de outros magos, porem todos também indisponíveis. Ela o chama por Mestre Fah e se cumprimentam com interjeições que ele não compreende, aliás apenas compreende que continua sem um mestre mago disponível para ele.
    A mestre se refere ao incubo com neófito e isso não o incomoda, pois lhe dá a sensação de que é aceito e quando o mestre Fah descarta a disponibilidade da uma mestra maga questionada pela mestra Gaila, está se dirige para Nadhull afirmando que parece que ele não está com sorte e que até a mestra Latifa está ocupada na cura dos demônios na tenda e que se ele quiser vir mais tarde a noite eles estarão por lá e que ele fique à vontade no templo. 

    Nadhull não está muito disposto a encerrar seu aprendizado com a mestra desta maneira, logo agora que seu entendimento está ficando mais agudo e diz para a mestra que prefere continuar ouvindo os ensinamentos da mestra, pois tem fome e sua fala é um verdadeiro banquete para ele e sacia sua necessidade de saber mais e que se a mestra da cura puder ensina-lo a curar ou pelo menos ensina-lo a ajuda-la, que ele ficaria muito satisfeito em aprender e ajudar no que puder, até fazer alguma magia de ilusão para melhorar o ânimo dos feridos, mais ele é firme em dizer que não quer parar de aprender de modo algum e olha para a mestra com as duas palmas da mão juntas como se estivesse em suplica.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

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