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    Um dia Típico (Nadhull)

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    Leomar
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Leomar em Qui Mar 01, 2018 6:57 am

    - Se soubermos e dimensionarmos as nossas fragilidades poderemos preenche-la com a proteção espiritual do entendimento e do autoconhecimento, e com uma pausa conclui: - Se for isto, é brilhante, pois o orgulho dos arcanistas nunca dará espaço para construírem uma proteção com algo não racional, como a proteção espiritual.

    Mestra Gaíla pondera, ela nunca respondia algo imediatamente.

    - Sim, este é UM caminho. UM dos bons caminhos.

    - Do meu ponto de vista, - Fala mestre Fah - a magia que é mais irracional que o espiritualismo, pois é mais sensória, mas nós dois não queremos parecer disputar com os mestres magos, não é Mestra Gaíla.

    - Não! - A mestra da um risinho cúmplice. - De forma alguma queremos competir com os outros mestres. Hihi.

    Eles ponderam rapidamente entre si, depois falam:

    - Bem, jovem, como demonstrasse interesse nos ensinamentos espiritualistas, algo que muitos só buscam tarde, encarrego-me, já que o templo não me tem tomado muito tempo, de suas primeiras lições.

    (pausa)

    - Mestra Gaíla disse que não é acostumado à meditação. Mas nos treinos de magia buscamos aumentar a consciência corporal, já deve ter feito exercícios assim.

    De fato, exercícios básicos como tentar usar a percepção mágica de olhos fechados, para forçar o tato ao invés da visão eram corriqueiros.

    - Deveríamos porém estar conscientes também de nossos processos mentais. O básico disto é começar pelas emoções. A emoção é o "átomo" dos processos mentais, que levam aos sentimentos, que levam aos processos propriamente ditos e que depois levam a escalas mais e mais altas que são a compreensão do espírito e posteriormente a alma e os poderes destas última. Mas não se preocupe com tudo isto agora.

    (pausa)

    - Vou propor um exercício simples, quero que neste dia, até o segundo chamado de amanhã, dedique-se a prestar um pouco mais de atenção nas suas emoções básicas, principalmente aquelas que podem influenciar a magia de qualquer elemento: ódio, raiva, calma, esperança, etc. Quero que pense em situações específicas em que elas ficaram claras, ou como suas interações com as pessoas com quem reagir neste dia lhe influenciam, e volte amanhã, para trocarmos informações. Durante este tempo não deve fumar ou beber, menos ainda se drogar. Sua mente tem de estar fisicamente limpa pelo menos.

    Nadhull insiste em conhecer Mestra Latifa, ainda que ela não costume treinar íncubos; os mestres espiritualistas não se opõe, vocês vão ao pátio.



    - Mestra Latifa, Que Hélius Flava traga energia a seus dias!

    - Mestre Fah, Mestra Gaíla! Que a Virgem lhes abençoe.

    "A Virgem", quase certo que ela falava da deusa Anĝelina, mãe do deus Piro, criadora dos anjos e deusa do ar. Devia ser uma seguidora. Suas roupas branca e vermelha poderiam indicar que fosse também uma Atemense, membro da escola que estuda magia branca e vermelha e que no passado teve influência política, mas agora não muito.

    - Amém! Mestra, temos um neófito que gostaria de aprender magia.

    O olhar dela pra você é no mínimo de desdem.

    - Mas eu não ensino magia negra, apenas de cura.

    - Ele tem boa vontade. Com certeza aprenderá algo útil, ainda que pouco.

    - Claro, estou lutando contra os estragos da magia negra, nada melhor que trazer um demônio, fonte de magia negra para ajudar.

    Os mestres espiritualistas não ligam, ou fingem não ligar para o dom irônico da mestra maga.

    - Que seja, se não for útil para aprender, pelo menos ajudará limpar os feridos.

    Mestra Latifa atendia um humano, ela procura "pontos de energia" instáveis no corpo dele com as pontas dos dedos, ela diz que para você não deve ser muito difícil achar pontos onde a magia negra se acumula. Ao achar estes pontos ela os "marca" com pequenas agulhas. Ela também diz que, se os pontos estivarem infeccionados, devem ser limpos e "espremido" todo pus. Ela mostra três frascos: o azul para humanos, verde-azulado para híbridos, verde para demônios.

    Se tiver alguma pergunta, ela não falará primeiro, vai esperar você.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Dycleal em Sab Mar 03, 2018 2:46 pm

    Nadhull ouve os comentários da mestra Gaila a sua conclusão, ele gostava do tempo que a mestra levava ponderando, pois, aquele tempo lhe dava tempo de pensar e raciocinar também e ficara feliz por ela concordar parcialmente com o seu entendimento. O incubo estava pensando muito em como sua vida vinha mudando desde o acidente com os raios daquela tempestade e como ele conseguira anular as magias demoníacas da sua antiga mestra e o seu interesse em aprender magia de forma mais eclética só aumentava. Mas não era só isso, o seu comportamento estava mudando, pois ele não aceitaria de bom grado a correção que a mestra Gaila lhe fizera na biblioteca ao guardar o livro e ele ao invés disso até agradecera e tirou conclusões com o acontecido.
     
    O mestre Fah também concorda com ele ressaltando que a magia é muito mais irracional que o espiritualismo, embora Nadhull ache que aí resida um pouco do sectarismo de cada um dos mestres e suas diferentes disciplinas. O mestre Fah observando o interesse do jovem demônio se oferece a ajuda-lo nesta caminhada espiritual, ressaltando que este estudo espiritual potencializara os seus conhecimentos e pratica mágica.
     
    O Ancião fala sobre a meditação como forma de autoconhecimento corporal e a necessidade de ampliar esse autoconhecimento para a esfera mental também e me sugere um exercício ampliado para estudar e entender as suas emoções. Nadhull percebe que o ancião está no caminho certo pois a mestra Gaila lhe demonstrou a influência das emoções no êxito da magia e como isso era o fundamento do sucesso da Corte dos Milagres. O exercício proposto era prestar atenção nas suas emoções como ódio, raiva, calma ou esperança e como elas influência nas suas interações com as pessoas, lembrou o jovem incubo que neste período de observação não deveria fumar, beber, nem se drogar para dar fidelidade aos resultados relatados no dia seguinte.
     
    Nadhull continua insistindo em conhecer a mestra da cura, que se chamava Mestra Latifa. Os mestres espiritualistas o informaram que a mestra Latifa não era muito fã da magia negra e nutria um certo desprezo pelos demônios, mesmo que a corte pensasse o contrário. Apesar desta advertência, o incubo insiste e é levado até o pátio onde ela se ocupa dos feridos e ele vê uma mulher com aparência jovem e vestida de vermelho e branco, demonstrando que trabalhava com a magia do ar e a branca e do Ar. Após os cumprimentos de pranche entre os mestres a mestra Latifa cita a virgem no seu cumprimento revelando que ela é uma adoradora da deusa Angelina, a mãe do deus piro, a criadora dos anjos e a deusa do ar.
     
    A mestra quando informada do interesse de Nadhull em aprender a magia, recebe um olhar de desdém como resposta e apenas fala que não ensina magia negra apenas a magia de cura. Ela não se esforça nem um pouco em agradar. O mestre Fah insiste que ele tem boa vontade em aprender e ela tripudia com as palavras essa tentativa de justificativa com um jogo de palavras ardiloso e cruel. Mas devido a insistência dos mestres ela se dá por vencida e diz que se ele não for útil pelos menos servirá para ajudar a limpar a sujeira dos seus pares. Ela sabia ser cruel, com certeza. Ensina brevemente com deve fazer a limpeza e que deve ser achado os pontos de energia que revelara os pontos onde será achado os ferimentos mais graves e onde residirá o pus pestilento resultante do ataque da magia negra. Ela entrega para Nadhull três frascos, um azul, um verde-azulado e outro verde e ensina que o azul é para os humanos, o verde para os demônios e verde azulado para os híbridos. Nadhull apenas pergunta se as soluções [e para uso externo, apenas ou se pode ser tomado e pede para que ela depois avalie o seu desempenho. 

    Nadhull começa o seu trabalho com uma humana próxima e muito machucada, habilmente procura pelo seu corpo energia vil que pulsa em um fluxo ao qual segue visando para achar os nodos de energia que acusarão os danos mais graves do acumulo da energia magia negra. Localiza dos pontos bastante purulentos e espreme as lesões expulsando a substancia densa e negra que se concentrava neles, abre o frasco azul e lava e esteriliza as lesões e faz um pequeno truque de ilusão, mas sem usar magia negra, apenas para dar uma sensação de conforto e tranquilidade para aquela alma sofrida e reflete sobre seu comportamento, que a um mês atrás seria apenas de sedução e proporcionar dor e sofrimento, olha para mestra Latifa procurando seu julgamento e parte para o próximo paciente satisfeito em ser útil e poder aprender algo novo com aquela mestra de temperamento difícil.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Leomar em Seg Mar 05, 2018 5:58 am

    Não era lá o serviço mais agradável do mundo, mas haviam muito mais feridos que pessoas ajudando, então devia ser algo válido.

    Nadhull apenas pergunta se as soluções [e para uso externo, apenas ou se pode ser tomado

    - São para uso externo, apenas para assepsia, mas se alguém tiver com a garganta inflamada ou infeccionada não faz mal tomar, embora o gosto seja horrível.

    Mestra Latifa tinha deixado o paciente dela parecendo um porco-espinho com as agulhas no corpo. Depois ela concentra a energia dela com toque no corpo do humano. Nadhull tem que focar muito sua percepção mágica para perceber pequenas e muito sutis "fumaças" saindo das outras pontas das agulhas. Traços de energia negra deixando o corpo, depois disto o paciente parece melhorar, ela retira as agulhas e faz a assepsia.

    Depois ela avalia o desempenho de Nadhull, seu trabalho era muito mais básico que o dela, mas estava a contento, de fato não era difícil encontrar nódulos de magia negra nos outros. Latifa percebe que ele observa atento o trabalho com as agulhas e comenta:

    - É acupuntura, uma forma de desobstruir mais facilmente os meridianos energéticos.

    - Interessante! Mas os meridianos não são só trinta? - Pergunta Nadhull que ainda que tenha só treinamento básico de magia sabia que os meridianos são os que conduzem a energia dos centros de poder (chakras) pelo corpo, principalmente até as mãos.

    - Afff... Trinta são só os básicos, há centenas de canais secundários. A energia não corre só no corpo de quem tem o dom, corre nos quietos também.

    O "dom" seria qualquer forma de poder mágico, quietos seria um termo, às vezes pejorativo, de quem não demonstra nenhuma afinidade mágica potencial.

    Nadhull começa o seu trabalho com uma humana próxima e muito machucada... e faz um pequeno truque de ilusão, mas sem usar magia negra

    Off: se quiser arriscar, rola 1D12, qualquer resultado acima de 6 é bom, abaixo de 7 é ruim, se não quiser Latifa vai apenas continuar com observações básicas, a menos que você faça alguma observação mais elaborada. O serviço de vocês continuará fácil sem nenhuma mudança, até pararem para descansar.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Dycleal em Ter Mar 06, 2018 7:32 am

    Nadhull sente uma sensação muito boa em tratar aquela paciente, pela primeira vez, se sentia útil e fazendo uma coisa que ele sabia fazer, acha energia vil, e a medida que ele drenava aquela secreção enegrecida, sentia uma energia drenar de si e ficou curioso com esse fluxo e ficou preocupado de estar substituindo energia vil drenada por energia vil que estivesse nele mesmo. Ele se vira para a mestra Latifa e pergunta: - Mestra, sinto uma energia drenar de mim em direção ao ferimento drenada por mim, estou trocando uma energia por outra? E continua seu trabalho de encontrar novos nodos de energia vil, seguindo os caminhos que a energia percorria por aquele corpo.
     
    A mestra Latifa observa que Nadhull acompanha a colocação das agulhas no corpo que ela cuidava e notou seu interesse e explicou que aquele procedimento era chamado acupuntura e servia para desobstruir mais rapidamente os meridianos energéticos e Nadhull se admira com a quantidade de agulhas e questiona, que conhece trinta meridianos e que o número de agulhas implantadas era imensamente superior e a mestra com desdém lhe informa que os trinta que ele conhece são apenas os básicos e que existem centenas de canais energéticos secundários e acrescenta que a energia percorre todos os corpos e não só os corpos de quem tem o dom e Nadhull se maravilha com a quantidade de informação que ele poderá aprender com os seus estudos mágicos e a infinidade de implicações que elas trarão na sua prática.
     

    Nadhull observa que a quantidade de nodos de energia vil a ser drenado é muito grande e que aos poucos a paciente melhora a cada drenagem feita e no seu íntimo gostaria de poder aprender sobre essa acupuntura para potencializar o seu trabalho. O incubo sente os olhos da mestra Latifa o observando e continua o seu trabalho com paciência e tenacidade.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Leomar em Qua Mar 07, 2018 7:34 pm

    - Mestra, sinto uma energia drenar de mim em direção ao ferimento drenada por mim, estou trocando uma energia por outra?

    Ela observa a paciente sem muita paciência.

    - É por isto que eu não ensino magia negra. - Ela começa usar suas agulhas novamente, basicamente nos mesmos pontos que Nadhull tinha identificado os pontos de acumulação de energia negra. - Se a energia estiver circulando, ainda é melhor do que se estiver acumulando, portanto ela vai melhorar. - Pelo menos Nadhull não estava totalmente errado. - Mas a mana negra só alimentará as toxinas de seu corpo. O que você estava tentando? Anestesiá-la? - Poderia ser uma definição técnica de uma magia de ilusão para tentar confortá-la, então ele concorda. - Talvez seja a única utilidade da magia negra, ainda assim não devemos mantê-los anestesiados. - Novamente não estava totalmente errado, mas... - Temos a expressão "remédio amargo" não é a toa. Magia de cura nem sempre é agradável, principalmente quando usamos a mana verde. A mana branca é mais sutil, mesmo assim o corpo tem que reagir.

    Latifa infunde o corpo da paciente com magia, branca, certamente. A humana, que tinha se acalmado, se agita e o rosto demonstra sentir dor. Latifa tinha até que segura-la para ela não se debater muito ou tirar as agulhas do lugar. Latifa tira as agulhas, a humana ainda geme por um tempo, e acaba vomitando.

    - A dor é um preço que o corpo paga pela magia de cura. Agora ela ficará com febre, e provavelmente não conseguirá dormir, mas a infecção será vencida.

    Mestra Latifa demonstrava também ter se cansado neste processo. A magia também cobrava um preço do curador.

    - Se quiser tentar algo com magia, tente em um demônio. Eu não posso mesmo ajudá-los, pois minha magia não é compatível com seus corpos.

    Ela se afasta para tomar um pouco de ar.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Dycleal em Qua Mar 07, 2018 10:31 pm

    Nadhull vê sentido nas observações da mestra Latifa e compreende as correções feitas no seu trabalho, que felizmente para um noviço não estava indo tão mal, apenas fica em dúvida se o que estava circulando nele era magia negra, pois estava acostumado com o fluxo da magia negra e era diferente, mas não se sentia confortável para debater isso com a mestra. Porém se sentia forte e muito bem e continuou seu trabalho agora com demônios, para testar a fala da mestra zangadinha e facilmente acha os focos e ajuda a drena-los e sente a magia circulando nele e faz seus truques de ilusão e o demônio se acalma após eles. Porém diminui a intensidade da ilusão de modo a poder monitorar as expressões do paciente.

    Nadhull repete o mesmo processo em mais dez demônios nas próximas duas horas e vê que está pegando prática com aquilo e tendo resultados melhores e em menor tempo à medida que pratica e no último demônio têm a impressão de ver um pouco de fumaça parecida com a que saia das agulhas, só que saindo dos seus dedos, porém a fumaça era de uma cor mais clara, quase um cinza pálido e ele fica curioso com aquilo, julgando ser sua imaginação e olha para a mestra Latifa que o observa e vê no rosto dele um que de confusa ou admirada, ele não sabe ao certo.

    O incubo se aproxima da mestra e diz: - Preciso de mais um fraco verde, pois tratei muitos demônios testando o que a senhora me ensinou, e como estou indo? E desculpe tantas perguntas, mas aquela fumacinha na ponta dos meus dedos, era real ou estou imaginando?
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Leomar em Seg Mar 12, 2018 5:34 am

    Perceber as energias em outros demônios era de fato mais fácil que em humanos, talvez não fosse só por causa da raça, mas Nadhull anotaria as dúvidas que fosse tendo mentalmente para perguntar em outra hora (ou quem sabe para outro mestre). Por outro lado o trabalho de assepsia era ainda mais desagradável. Pelos comentários de Latifa, a mana negra poderia estar associada a inflamações e infecções, Nadhull nunca tinha pensado nisto em termos técnicos, mas não chegava a ser uma grande revelação, já que era sabido que a magia negra influenciava toxinas tanto no corpo como no espírito, dependendo de como era usada.

    Usar truques de ilusão como um anestésico "substituto" porém não era tão fácil, pois os demônios eram mais treinados a resistir à magia negra, mesmo que supostamente benéfica. A vantagem é que Nadhull podia tentar usar mais poder sem muita preocupação.

    - Até que enfim alguém começou ajudar aquela humana, - comenta um dos demônios - dependendo dela, nós somos todos descartáveis. Onde estão os outros heróis da Corte dos Milagres?

    Não era uma das perguntas que Nadhull saberia responder, pois antes de hoje só conhecia a Corte por nome. Mas ele tenta mostrar serviço:

    - Ainda estou tentando aprender as técnicas dela. Isto pode ser um pouco doloroso.

    O paciente demoníaco não se mostrava muito paciente, embora tente manter as defesas mágicas baixas:

    - Isto é besteira, não há como usar magia negra como cura. Pode-se no máximo direcioná-la e tentar expelí-la. Mas faça seu pior, dor não é problema para nós demônios.

    Mesmo usando mais magia do que em humanos, cansava menos tratar demônios, mesmo assim depois de um tempo Nadhull também já se encontra bem cansado.

    Nadhull escreveu:- Preciso de mais um fraco verde, pois tratei muitos demônios testando o que a senhora me ensinou, e como estou indo? E desculpe tantas perguntas, mas aquela fumacinha na ponta dos meus dedos, era real ou estou imaginando?

    - Satisfatório, para um primeiro dia. - Ela procura outro frasco e o entrega, com certeza aquilo era o mais perto de um elogio que ela chegaria hoje. - A fumaça é uma das manifestações da mana negra. Demonstra que está canalizando a sua energia para fora. Com as agulhas eu consigo trazer a energia dos outros para fora dos corpos deles, você por outro lado faz a sua energia reagir com a deles e circular. Por isto não é muita vantagem que trate de humanos, pois o efeito seria menor.

    (pausa)

    - Acabei aqui por hoje, minha energia branca se esvai. Vou para casa dormir.

    Nadhull também não conseguiria manter o ritmo por muito tempo. Ele procura uma estalagem ali perto, nos últimos dias tem procurado ficar longe de sua antiga "dona". Ele acha um lugar razoável, aparentemente um grupo de extrangeiros tinha chegado ali no dia anterior. Alguns homens de Akvlando e também alguns híbridos demoníacos, tinha até algumas fêmeas bonitinhas, embora estavam meio desnutridas, talvez eram escravas ou ex-escravas. Eles se sentavam em pequenos grupos para comer.

    Spoiler:
    Nada de muito significativo vai acontecer, a menos que puxe conversa, lembrando que são pessoas desconhecidas que não têm obrigação nenhuma de querer se aproximar, então tem que interpretar como tal. O único jogador que sobrou está ocupado correndo atrás de uma diabinha e não tá disponível agora, então ainda vai demorar por vocês juntos. Estou tentando chamar mais gente, quem sabe um dia aparece. Se quiserem chamar alguém que achem que interesse, fiquem a vontade.

    O dia seguinte continuará quente, e será uma Terminadora (equivalente a um domingo para nós), um número maior de pessoas irá para o templo neste dia, não só ao templo de Piro que é o maior e mais vistoso, mas a outros templos menores de todos os outros deuses: Anĝelina, Jara, Tamuz... Pessoas diferentes de filiações diferentes da Corte dos Milagres também estarão se reunindo em lugares diferentes, como adeptos da Escola Atemense (tipo a Latifa, que estudam magia branca e vermelha), adeptos da Igreja Cisne Branco (que cultuam as duas deusas-mãe, Jara e Anĝelina), membros da Escola Izete (deuses Piro e Jara, magia da água e fogo) e talvez alguns outros, até mesmo alguns poucos anjos (3) que estarão reunidos entre eles num "canto" da cidade.

    Você fica livre para tentar conhecer a cidade ou voltar cedo pro templo, algumas das pessoas que falei, como os Atemense e os Izete poderão ser encontrados lá também.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Dycleal em Seg Mar 12, 2018 6:35 pm

    Nadhull recebe o que seria o mais perto de um elogio saído da boca da mestra Latifa e volta ao pátio após a mestra se despedir, dizendo-se cansada e ir para a sua casa. O incubo nota que cansa menos curar os demônios e eu também tem mais êxito curando eles e após uma dezena de tratamentos, o frasco acaba e Nadhull se despede dos pacientes e procura uma estalagem próxima do templo e acha uma razoável e perto o bastante para poder chegar bem cedo no outro dia.
     
    Na estalagem tem alguns homens de Akviando e alguns híbridos demoníacos, algumas fêmeas arrumadinhas, embora a maioria esteja um tanto desnutridas e se comportam com escravas ou ex-escravas. Todos estavam sentados em pequenos grupos que conversam animadamente, porém baixo e reservado entre eles.
     
    Nadhull se lembra do mestre Fah e do seu desafio que lançara para obter um melhor alto conhecimento e decide se enturmar para poder através do diálogo testar as suas emoções e relembra da condição de não beber, não fumar, nem se drogar, mas não falara em transar e disto estava sentido falta e senta-se em uma mesa que tem três mulheres, duas humanas e uma hibrida, todas muito lindas, corpos sarados, porém um tanto emagrecidas pelas provações, o incubo lance um pequeno truque de fascinar, que atua em área na mesa e as mulheres se voltam para ele afastando o banco para ele sentar, mesmo antes que ele peça, parece que o incubo não perdeu o jeito, mas tira por menos, pensando que elas não são pessoas treinadas na magia.
     
    O demônio pede comida e bebida para os quatro, mas apenas finge beber e se abstém, porém troca energia sexual com elas alimentando-as com força de modo a pegar menos do que dá e mantendo a energia em movimento, o rosto delas ficam mais corados e aos poucos elas ficam mais desinibidas e a conversa vai ficando mais intima. Descobre que elas estão no mesmo quarto e chama a estalajadeira e pede um quarto maior e as convida a mudar de quarto e elas aceitam, a conversa vai se animando e Nadhull sugere que a conversa continue no quarto de forma mais relaxada e a vontade no que é prontamente aceito por todas.
     
    No quarto, a bebida começa a fazer o seu efeito e as moças vão se despindo aos poucos até estarem completamente nuas. O incubo pergunta se elas podem dar uma massagem relaxante nele e elas o despem e o tocam com ousadia e Nadhull percebe que a noite será de muito prazer e sensações. Pela manhã o jovem demônio deixa as jovens deitadas e entrelaçadas, totalmente esgotadas pelo sexo do incubo que teve o cuidado de controlar a intensidade e não machuca-las ou mata-las e senta-se ao lado da cama alisando os corpos e anotando todas as observações sobre as emoções e sensações e as suas relações com as magias lançadas naquela noite e vestindo-se paga as despesas e se dirige ao templo de Piro e no meio da multidão procura o mestre Fah ou a mestra Gaila ou mesmo a mestra Latifa.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Leomar em Qua Mar 14, 2018 9:09 pm

    O dia seguinte continua com céu limpo e tempo quente, o que em Dafodil é uma bênção, pois não há muitos dias assim na cidade.

    A cidade continua a mesma, com seus vícios de sempre, hoje, por ser uma Terminadora, há mais pessoas nos templos, incluindo o de Piro. Os mestres espiritualistas bem como todo o resto do "corpo" do templo estavam ocupados. Nadhull participa das celebrações da manhã, embora houvessem partes bem interessantes nas liturgias, elas acabam parecendo arrastadas demais para quem não as entende. Partes de livros sagrados são lidas, um sacerdote faz um sermão sobre poder e honra, há um momento em que alguns fazem uma confissão pública.

    Nadhull tem que esperar várias horas até conseguir falar com os mestres. Enquanto isto vai se ocupando, na biblioteca, nos consertos do templo, e até ajudando um pouco os estropiados. Então, depois de horas finalmente Mestre Fah fica livre para recebê-lo.

    - Olá novamente jovem neófito. Que seus dias sejam longos, e suas adversidades poucas. Voltaste cedo ao templo, espero que tenha gostado de nossa breve companhia. O que posso fazer por você?

    off:
    Se os outros jogadores não tivessem desistido das personagens deles, estariam chorando agora pelo destino delas. Eu desta vez vou deixar ter se dado bem com as três sem rolagens, mas numa situação mais difícil as outras teriam direito a rolar uma resistência básica pelo menos. Numa próxima eu penso em alguma maldade para equilibrar o jogo.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Dycleal em Qua Mar 14, 2018 10:01 pm

    Nadhull segura firme as suas anotações e demora até achar os mestres. Já dentro do templo, enquanto espera, participa ativamente da vida do templo, e é até reconhecido por alguns e se sente bem em servir, agora ele é útil e serve de forma generosa e desinteressada e isto é novo para ele.

    Seu humor está ótimo e ele observa que suas emanações são vigorosas por isso e quando menos espera, o mestre Fah, se desocupa e o interpela educada e efusivamente perguntando em que pode ajudar o íncubo.
     
    O jovem demônio se alegra em vê-lo e como uma criança empolgada, vai mostrando as suas anotações e atropelando as explicações, devido a sua empolgação.

    Após o diálogo inicial onde ouve as observações do mestre, acrescenta: - Mestre, bens sabes que quero aprender as artes mágicas, após ser libertado das cadeias mentais que me prendiam a minha antiga mestra, tenho mudando visivelmente, tanto em sentimentos, quanto em comportamento e proposito. E tudo isto começou, quando fui atingido pela tempestade de raios que me atingiram, e foram raios alvos e brancos e outros raios eram negros como uma noite sem estrelas. E essa fome está me consumindo mestre, me ajude a satisfazê-la, ajude-me a achar um mestre que me aceite e ensine o que preciso.

    O mestre Nah, concede um sorriso benevolente para Nadhull e diz: - Muito bem, vejo que fez a experiência que propus, mas vamos por partes, relate-me detalhadamente as suas observações e conclusões e depois procuraremos um mestre para você, estou do seu lado, lembra-se? Mas controle a sua ansiedade.

    Nadhull reconhece o mal jeito e se desculpa com o mestre e respirando fundo e diz: - Realmente estou ansioso e atropelei um pouco as coisas, mas vamos começar com meu relato oral. Esta noite eu não bebi, não fumei e não usei nenhuma droga, fui para uma estalagem próxima daqui e procurei me relacionar com as pessoas.

    - E sentiu a mente mais limpa, conseguindo pensar melhor na tarefa?

    - De fato mestre, não sei se consegui pensar melhor, mas pelo menos consegui me concentrar melhor na tarefa, isto posso dizer com certeza.

    - Isto é bom. O álcool e as drogas nublam a mente e prejudicam nossos julgamentos. (pausa) - Não precisa se tornar um abstêmio, mas sempre que precisar "pensar com clareza" eu aconselho a exercitar a moderação. Até os sacerdotes do templo tem o seu vinho de cada dia, e algumas drogas podem até potencializar a força mágica. Mas "tudo, absolutamente tudo, tem um preço".

    - Fiquei atraído por três belas mulheres e me lembrei das escravas que eu controlava e torturava para minha mestra e decidi seduzi-las, mas como mulheres livres e gozando do seu livre-arbítrio. Fiz algumas magias, que pelo ambiente favorável correram bem e só precisei usa-las, mas fortemente no início do contato para me introduzir no grupo. Eu senti um fluxo positivo de energia, eu as notei fracas e desnutridas e na livre circulação de energias, permiti que elas recebessem mais energia do que as que tomei, fazendo com que a troca fosse prazerosa e o sexo fantástico.

    - Se teve que usar magias, então elas não gozaram de total livre-arbítrio assim. - O mestre ainda falava num tom amigável e aparentemente sem condenação, ainda assim Nadhull se sente um pouco mal com a observação:

    - Então eu ainda agi mal, mesmo não querendo prejudicá-las?

    - Bem... Mal... Estes são conceitos muito relativos. Como saber se uma ação é realmente boa ou ruim? - Nadhull se pergunta se esta é uma pergunta retórica, depois de uma breve pausa para reflexão o mestre continua - Um lobo é mal quando como um coelho?

    - Não sei. Sendo um animal irracional, acho que não... - Arrisca Nadhull.

    - Isto é uma meditação dos livros sagrados da deusa Jara. No seu capítulo mais conhecido dO Equilíbrio ela problematiza sobre lobos, coelhos e ervas. Se os lobos comerem todos os coelhos, quando eles acabarem, não surgirão outros, e então os lobos morreram de fome pois não podem comer erva. Porém, se os lobos não comerem nenhum coelho, estes se produzirão demais, e acabarão com todo erva e morrerão de fome, e depois os lobos também morrerão de fome, pois também não terão nada para comer.

    Como é hábito dos mestres espiritualistas, Mestre Fah não conclui o raciocínio, deixando Nadhull pensar por si mesmo.

    - Então devemos estudar a doutrina da deusa Jara também? E se a doutrina do deus Piro e da deusa Jara se contradizerem?

    - Uma verdade é uma verdade, não importa quem diga. Mas vou te contar um "segredo", Piro mesmo já fez elogios rasgados à Divina Tia, mais de uma vez.

    Nadhull continua: - Comparei com as relações semelhantes do passado, nelas a intenção era egoísta, eu queria prazer, eu queria imprimir dor, terror e sofrimento e muitas vezes eu machucava até mais do que queria. Não era raro acontecer mutilações e hemorragias e eu sorvia as energias e esvaziava as almas, e parecia uma droga que eu queria consumir cada vez mais e não me satisfazia. A energia não fluía, as minhas, digamos, parceira resistiam com o medo e isso potencializava minha maldade que se alimentava dele, o medo. Eu consumia aqueles corpos e espíritos, mas não saia alimentando e ficava exausto.

    - Sim, típico de quem transforma a energia em mana negra. Mas se você já conseguiu doar mais energia do que tirou delas, então não é tão mal, não é verdade?

    O incubo para e olha para o mestre procurando a sua aceitação e vê um sorriso e um balançar de mãos com se pedisse para continuar, o discípulo prossegue:

    - Outra observação foi com a mestra Latifa, como o senhor sabe ela não é nem um pouco simpática e me irritou muito no início da nossa relação, eu só continuei porque queria muito aprender.

    - Os Atemenses não costumam ser simpáticos. - Mestre Fah diz rindo.

    - Mas a energia entre nós não fluía, notei que enquanto o clima entre nos era esse, minha magia ao curar uma humana não rendeu todo potencial em buscar os pulsos de energia vil, mas a drenava, pois eu não conseguia isola-la e apenas trabalha-la. Ao aceitar o modo de trabalhar da mestra, eu consegui harmonizar minhas energias e consegui controlar os seus pulsos e emanações e meu trabalho com a cura dos demônios ficou mais eficiente e apenas uma variável ficou prejudicada, a primeira parte da observação com a mestra Latifa foi curando uma humana e a segunda metade foi curando demônios e talvez precisamos discutir e observar mais para ver como seria sem esta variação de clientela.

    - Os corpos dos humanos conseguem canalizar melhor a mana branca. Se Latifa usasse nos demônios o mesmo processo que ela usa com humanos, ela não os curaria, mas prejudicaria mais, pois a mana branca dela iria reagir com a mana negra dos demônios. Mesmo se tivesse boa intenção, ela não poderia usar magia de cura branca com os demônios.

    O incubo dá uma pausa para respirar e conclui: - Sei que ainda é cedo para uma conclusão definitiva, mas já percebo como as minhas emoções e as emoções de quem está se relacionando comigo, influenciam o fluxo energético da magia, tanto na forma como flui e sai de mim, quanto nas trocas e resistências exercidas. Mestre o que você percebeu de correto no meu relato? Percebi tudo que tinha para ser observado e apreendido?

    - Sim... sim... Vocês demônios não costumam gostar muitos de exercícios de meditação, mas foi muito bom para um primeiro relato. Certamente fez um progresso grande no sentido de se libertar das cadeias mentais de sua antiga mestra, como você mesmo diz. Tenho certeza que, se continuar com este propósito, poderá aprender muito com os demais mestres.

    Mestre Fah lhe entrega uma insignia de bronze, de longe parecia uma moeda.

    - Procurei por Tinafe, mas ela ainda não está disponível, bem como alguns que ainda estão nos ajudando a proteger a Nave Sacratíssima desde que fomos atacados. Mas apresente esta insignia a quem é responsável pela segurança da Torre do Alquimista, eles permitirão que entre, e há mestres magos que aceitarão de bom grado neófitos que tenham uma insignia como esta. Vi também o instrutor Marcel na Nave Sagrada, ele é um dos responsáveis por testar capacidades mágicas de quem despertou o dom a pouco tempo, é um humano um pouco mais simpático que Latifa, embora não muito. Boa parte dos estudantes de sucesso passam pelas avaliações de Marcel, ele pode ser reconhecido pelo manto marrom escuro que usa. Há também algumas atividades em campo da Corte dos Milagres, já deve ter ouvido falar delas, caso queira algo bem prático, se encontrar os mestres magos na cidade poderá se apresentar em meu nome também. E claro, sempre que quiser falar com os mestres espiritualistas, pode nos procurar por aqui.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Dycleal em Sex Mar 23, 2018 9:27 am

    Nadhull fica absorto com tantas e novas descobertas, a satisfação de surpreender em capacidades que não são comuns aos demônios corroboram com a impressão que está mudando e mudando muito e o que o deixa mais satisfeito é a confirmação pela própria voz do mestre Fah de que está se desconectando de vez da antiga mestra e isso lhe dá uma satisfação especial. Esta libertação mental com as correntes do passado era uma meta muito importante para arremessa-lo para o seu futuro.
     
    O incubo se despede efusivamente do mestre Fah, prometendo que logo se verão para relatar seus novos exercícios e comentarem juntos os resultados e segue seu conselho de procurar o instrutor Marcel, achou interessante a possibilidade de testar suas capacidades mágicas recém despertas e se dirige a nave sagrada e apesar de ser humano e apenas um pouco mais simpático que a mestra Latifa, dimensionar essas capacidades seria uma ferramenta importante para planejar os próximos passos desta sua nova caminhada.
     
    Caminha pelo templo sendo novamente reconhecido por alguns e até reconhece um dos demônios que curará conversando com um acólito da corte. No caminho, Nadhull vai ajudando em pequenas tarefas e se concentra nos seus sentidos e começa a sentir odores relaxantes de incensos estrategicamente colocados e para observando e meditando diante de quadros inspiradores e medita em um pequeno santuário em um recôndito iluminando uma estátua de uma humana sendo martirizada por um demônio e uma placa explicando que foi uma mártir da corte em tempos passados.
     
    O jovem demônio aproveita dos benefícios do templo e se sente muito feliz com todas estas novas descobertas e vê uma jovem extremamente bonita com o uniforme da corte e com o pretexto de falar com ela se aproxima e pergunta pelo instrutor Marcel e ela se oferece para acompanha-lo na busca e conversam animadamente e fica sabendo que ela é discípula do mestre Nah e que é uma espiritualista noviça e Nadhull compartilha a sua história com ela, que elogia o seu interesse e empenho.
     
    Enquanto estão caminhando estranhamente Nadhull sente uma atração por uma sala e fala com a moça que se apresentou como Cristina que sentiu um desejo em entrar naquela sala e ele estimula a seguir o pressentimento e ao entrarem se deparam com uma pequena biblioteca e duas mesas com cadeiras para acomodar os estudiosos e no canto direito de costas para quem entra, um homem sentado numa poltrona vestido com um manto marrom escuro e Nadhull olhando para Cristina pergunta se aquele senhor é o Instrutor Marcel. A jovem afirma que sim com a cabeça e o Incubo se dirige para o humano e o chama pelo nome: - Instrutor Marcel, suponho? E coloca na mão, de forma visível a insígnia de bronze que recebera do Mestre Fah.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Leomar em Seg Mar 26, 2018 6:56 am



    Quando entra, Marcel estava terminando de ler algo.

    "...Arinix ercul natul bertis
    abuan jo garis ercul
    ........
    abuan kirto sadis..."


    Provavelmente estava lendo em trans-tareno, para Nadhull soava como algo com forte sotaque (off: tipo a gente falando portuñol)

    "...Este fuê la prencípal e'rro de los, pués que foram camiáno asta la forresta sur vaidade, com bertis pensando, uma mission solitária cama, de la qual bucavan poder de artefactu..."

    Talvez fosse o final de alguma poesia pois tinha algumas rimas, embora não tão sonora, ou uma carta, dava para entender, embora não todas as palavras. Parecia uma história sobre um grupo em busca de um artefato místico.

    off:
    Isto provavelmente não é muito interessante para Naghull, já que ele estava lendo antes de você entrar e não lhe diz muito respeito, mas se quiser arriscar algo só por curiosidade, pode fazer um teste de "arte", jogue 2D10, se a soma der mais de 10 (seu Q.I. -2) então não vai perceber nada de interessante, abaixo disto eu posso dar algumas pequenas informações, não precisa esperar a resposta do teste para responder.

    Quando ele termina, Nadhull o chama:

    - Instrutor Marcel, suponho?

    Ele olha a insígnia, não se mostra muito entusiasmado, mas também não é hostil.

    - Um neófito, suponho.

    Nadhull se apresenta, Marcel pergunta se ele fala Moloke, eles então falam no idioma demoníaco. Nadhull diz vir sob orientação de mestre Fah.

    - Qual Fah?

    Cristina ajuda: - Mestre Espiritualista Konyang Fah Osbaran.

    O instrutor ainda fica uns breves momentos como a procurar na memória quem seria.

    - Ah, certo, aquele mestre espiritualista!

    Nadhull espera ele falar algo mais, como não fala, Nadhull cometa:

    - Mestre Fah disse que o senhor pode testar os poderes de quem despertou o dom a pouco...

    Eles conversam brevemente,Nadhull explica de forma bem resumida sobre como sentiu seus sentidos mágico ampliarem depois de um incidente com raios mágicos.

    - Interessante. Pode ter sido resultado de uma desestabilização natural, um herram ou até uma disruptura. Bom, posso testá-lo por pedido de Fah, já que estou acomodado no templo dele, mas por que eu deveria? Qual interesse você teria para mim, ou para a Corte?

    off:
    Pode tentar convence-lo só no papo, de qualquer forma, mesmo que ele não se mostrar afim de lhe dar treinamento mais aprofundado, ele fará os testes básicos pela indicação de Fah, mas pode arriscar um teste de Comércio (barganha) também, jogue 2D10 e o alvo é 11 (q.i.-1)
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Dycleal em Seg Mar 26, 2018 8:20 am

    Nadhull ouve o final de uma narrativa ou poesia, pois tinha algumas rimas e o texto versava sobre um grupo de aventureiros em busca de uma relíquia, mas como pegara já no fim, a leitura do instrutor Marcel, poderia estar enganado sobre o teor, mais não importava, era assunto do humano e ele estava ali para ser testado.
     
    O instrutor o trata com distanciamento e ao ver a insígnia apenas constata que ele é um neófito e após o incubo se apresentar o humano pergunta se ele fala moloke e com a afirmativa, continua a fala neste idioma. Ao se referir que quem o enviara fora o mestre Fah, ele enfatiza não conhecer ou conhecer muitos Fah pois pergunta qual mestre Fah e sua nova amiga Cristina lhe vem em socorro informando o nome completo do mestre Fah em questão e ele, fingi buscar na memória e com desdém refere-se ao mestre com “aquele mestre espiritualista”, demonstrando seu pouco respeito por aquele segmento do conhecimento e Nadhull relembra do mestre Fah o classificando como um pouco menos antipático que Latifa e ele percebe que o mestre foi generoso nesta classificação.
     
    O instrutor se cala e Nadhull toma a iniciativa de dizer seu proposito ali, e fala que o mestre Fah o orientou procura-lo para testar seus dons recém despertos e o demônio lhe conta a trajetória de servo de uma súcubo dominadora, o acidente com os raios brancos e negros e as mudanças e libertação que se seguiram e conversam um pouco onde o humano explica essa origem como uma disruptura natural ou um herram, uma desestabilização do equilíbrio existente na natureza.
     
    Após esse breve dialogo, ele com os olhos desinteressados continua testando a paciência de Nadhull e pergunta: - Posso até testa-lo por estar instalado no Templo do mestre Nah e isso ser um pedido dele, mas porque deveria fazê-lo? Qual interesse você teria para mim ou para a corte? E para olhando Nadhull de cima a baixo como avaliando uma mercadoria de baixo valor e uma banca de comercio barata e isso incomoda o incubo e ele anota mentalmente esse sentimento para relato posterior ao mestre Nah.
     
    Após pensar um pouco e equilibrar suas emoções Nadhull responde ao instrutor: - Minha primeira mestra me perguntou exatamente isto e a minha resposta é a que eu dei para ela, a Corte sobrevive de milagres e eu sou um milagre, na verdade, eu sou o improvável, um incubo servo de uma súcubo dominadora, destinado a ser seu cúmplice de maldade e perversões e atingido por raios frutos de uma disruptura, como o senhor me ensinou e a partir desta soma de fatos improváveis, surte uma mudança no meu interior e me dirijo para o bem e para o conhecimento, pois no meu intimo surgiu uma fome que só o bem e uma serviço prestativo, aliado a uma busca incessante pelo conhecimento podem satisfazer. Se este milagre é corriqueiro e banal para o senhor, apenas me teste e me oriente para onde ir antes de me dispensar, mas se este tributo lhe é suficiente, alimente minha fome e minha alma com o seu conhecimento. Para um pouco e conclui: - É o que desejo.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Leomar em Qui Mar 29, 2018 7:03 am

    O instrutor ainda suspira, ou resmunga, falando mais pra si que pra você:

    - Não há ventos favoráveis para quem não sabe onde ir!

    Depois ele se levanta falando com você:

    - Só o que realmente me importa é saber se será útil como aliado ou se será um inimigo, o resto é filosofia e não me interessa. Seja como for eles vão mesmo precisar repor alguns neófitos que morreram na última disputa, então, num caso ou no outro, será útil ver o que pode fazer. Você tem problemas com a Necrópole?

    A Necrópole era como era chamada a parte oeste da cidade. Pessoas da parte leste ou da Corte dos Milagres evitavam ir para a parte oeste, assim como os de lá evitavam ir para parte leste. Mas como Nadhull ainda não era conhecido na Corte dos Milagres, ele diz que não tem problema em ir para lá.

    - Certo então, me encontre neste endereço em duas horas. - Ele anota algo num papel.

    Ficava meio longe, mas como Nadhull tinha asas, isto para ele não era problema. A Necrópole tinha este nome pois boa parte da parte oeste da cidade era um imenso cemitério. As pessoas chagavam a morar dentro dele, e fazer tudo que era imaginável ou não imaginável, tinha desde comércio até rituais estranhos, e claro, vários ladrões de tumbas. Era um lugar que ficava escuro até mesmo no meio do dia, e neste momento por sinal uma neblina pairava no local.

    Nadhull chega em um tipo de mausoléu, árvores de salgueiro cercavam aquela rua. Instrutor Marcel tinha ido de cavalo e parece que tinha levado um pequeno séquito consigo.

    - Um dia agradável para treinar, não acham? - Ele diz mas não particularmente para nenhum de vocês. Nadhull se pergunta se seria uma ironia falar em "agradável" na Necrópole, pois nada ali parecia "agradável". Porém era provavelmente um lugar com forte concentração de mana negra, e provavelmente isto deveria ter alguma influência em testes de magia.

    - Este é Nadhull, um neófito iniciado por Konyang Fah, parece que ele despertou o dom recentemente, e vamos avaliar como este dom pode se manifestar.

    - E estes são: Anciã Velora,



    - os irmãos Níron e Niréia,



    - E Kate, uma de nossas campeãs da Corte em Fajr-Regno.



    - Pretende ser testado em cada um dos elementos?

    Nadhull percebe leves olhares meio sádicos de mais de um deles. Os mestres magos não escondiam que muitos exercícios com magia podiam ser bem desagradáveis e dolorosos. Na verdade até mestre Fah já tinha avisado isto.

    - Anesmá! - diz Kate, a ruiva - Podemos fazer testes de energia direto em seu corpo, é mais rápido e eficiente. Mas se quiser treinar ataque ou defesa, não fique acanhado, eu treinaria com prazer.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Dycleal em Sab Mar 31, 2018 12:01 am

    Nadhull recebe a resposta do instrutor com alegria, mesmo quando ele perguntou sobre a necrópole e o demônio respondeu de pronto que não tinha problemas com nada relacionado aquela região da cidade. A ansiedade lhe tomava conta e seus sentimentos se concentrava em se dirigir para o ponto de encontro e ele vai da forma mais rápida e obvia, voando.
     
    Ao chegar, vê uma rua com salgueiros e nota que ali é um mausoléu com uma energia forte, uma energia de mana negra e logo vê o instrutor que tinha chegado a cavalo com um séquito e viu uma velha, um rapaz e uma moça muito parecidos e uma mulher ruiva bela, porem parruda. O instrutor apresenta Nadhull com um neófito recém desperto e apresenta cada um dos seus companheiros. O jovem incubo nota um olhar, em alguns deles, misto de prazer e sadismo e prevê que será difícil os testes que terá a frente. As duas mulheres jovens despertam a libido de Nadhull que tenta se controlar quanto a isto e faz uma anotação mental desta sua reação e comparará aos seus resultados nos testes e uma possível influencia deste seu sentimento nos resultados.
     
    A ruiva se adianta, e após o mestre perguntar se Nadhull pretende testar cada um dos elementos, ela já se adianta e explica, em um tom de certa forma intimidador, que pode fazer testes direto no corpo do incubo, afirmando que esta forma é mais rápida e eficiente, mas oferece treino de ataque e defesa, nos quais terá muito prazer. Nadhull logo sente o cheiro de armadilha e de uma brincadeira maldosa da parrudona e Nadhull decide ir pelo caminho da humildade, sem perder o sarcasmo e diz: - Ter prazer com você podemos deixar para depois se for seu desejo e nisto eu sou bom, mas desejo que o instrutor Marcel decida a forma que serei testado, pois nisto foi me dito que é um especialista e a ele na forma dos testes me submeto.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Leomar em Sab Mar 31, 2018 1:44 pm

    - A forma de testar não influencia no resultado, - diz Instrutor Marcel - só no tempo e eficiência. Há basicamente três tipos de formas de testes: a rápida e dolorosa; a forma certa e a forma tediosa. Mas já que podemos escolher, acho que não se opõe a economizarmos tempo.

    - Wanamko! - diz a demônio velha, e os demais param para ouvir.

    - Tem certeza, Mestra Velora? - Fala Níron, a anciã parece não gostar da pergunta dele.

    - E eu por acaso tenho cara de quem fala as coisas sem saber? Seu druzu, acha que eu sou chamada de ANCIÃ Velora por que? Eu posso até sentir o cheiro das ondas de energia daqui.

    Os wanamki são pessoas que, além de despertar o dom mágico tardia e repentinamente, e não gradualmente como quase todos que tem o dom, despertam um poder muito grande com pouco controle, o que frequentemente resulta em tragédias. São extremamente raros e devido seu potencial destrutivo, normalmente hostilizados quando seus poderes são revelados.

    Níron se desculpa com Anciã Velora com uma grande reverência, praticamente ajoelhando-se sob o joelho esquerdo.

    - Perdoe-me, mestra! Não tive intenção de subestimá-la, apenas fui pego pela surpresa. - Depois se vira para Nadhull - Certo, então se é um wanamko e íncubo, seu dom deve ser de magia negra. Creio então que devo ser o primeiro a testá-lo.

    Instrutor Marcel faz um gesto de cabeça para que ele prossiga, Níron fica nas costas de Nadhull.

    - Vamos ver quanto de mana negra você suporta. Irei infundir a minha energia em você.

    Nadhull já tinha feito exercícios de infusão de energia com Taxicdril, mas normalmente ele que cedia sua energia para ela, quando faziam o contrário ele até sentia mais forte, mas recebia junto a raiva e o desgosto dela. Níron pega uma navalha afiada e faz pequenos cortes na sua nuca e na altura do terceiro chacra (estômago). Os cortes eram para entrar em contato direto com seu sangue, ele sabia que aquilo não era necessariamente obrigatório, pois já funcionaria se ele simplesmente baixasse suas defesas mágicas voluntárias, com os cortes o outro mago teria capacidade de forçar a mana com mais força. Quando Nadhull doava sua energia a Taxicdril, punha as mãos em seus terceiro e quarto chacra (estômago e coração) ou às vezes primeiro ou segundo (sexuais) e terceiro dependendo do que ela quisesse, mas não no quinto (nuca) como Níron fazia.

    Nadhull usava os pontos das nucas de algumas escravas quando queria dominá-las, calcula que o outro queria impor-lhe controle. Bem, pelo menos não teve que mexer nos seus chacras inferiores...

    Marcel segura o punho esquerdo de Nadhull, indicador e médio sob veia e artéria, como se estivesse lhe medindo o pulso.

    - Tente deixar que a energia apenas flua das suas costas até a minha mão, como um caminho, medirei a resistência.

    Nadhull começa sentir e mana correr seu corpo como ondas, que aumentavam gradativamente. Os músculos, principalmente do braço que esta sendo segurado, ficam tensos, sua cabeça dói com a embriagues típica de mana negra, uma embriagues que vinha acompanhada de mal estar por sentimentos mesquinhos e alguns "flashes" de consciência que não pareciam dele.

    Quando Taxicdril fazia isto (apesar dela não usar uma terceira pessoa para medi-la), ela não se importava com os efeitos colaterais, parecendo até gostar de sentir está embriagues e as dores no corpo, quando trocavam de lugar Nadhull tinha impressão de "ver" memórias dela ou de outros demônios, talvez um "inconsciente coletivo demoníaco". Os flashes causados por Níron porém não eram claros ao ponto de parecer uma memória.

    Eles terminam o exercício, foi desagradável, embora longe de ser insuportável.

    - Resistiu bem à mana negra.

    - Como wanamko ele não deveria demonstrar uma força ainda maior?

    - Seria de se esperar. Mas ainda temos quatro elementos para testar. - Diz Marcel

    - Posso testa-lo agora? - Fala Niréia.

    - Logo depois de seu irmão? Não seria prudente. Ele não canalizou muita energia negra, mas seu corpo resistiu mais do que parece, e está cheio de mana negra. O choque pode ser grande; vamos testar o resto primeiro.

    Instrutor Marcel fica no lugar que Níron estava, também com as mãos na nuca e terceiro chacra. A princípio Nadhull não sente nada (fora o mal estar que já estava sentindo antes).

    - Tente não usar a magia negra para resistir agora. Se quiser resistir, tente usar qualquer outra energia mágica, ou pode canalizar o que quer que sinta para fora de seu corpo, não tem ninguém na sua frente agora.

    Isto não faz muito efeito, e Nadhull acaba sentindo justamente um pouco de sua energia negra envolver-lhe como uma armadura. Marcel repete a instrução mas Nadhull continua não sentindo nada diferente.

    - Está instintivamente bloqueando minha energia fortemente, mas foi o bastante para sentir que não possui o dom verde.

    Anciã Velora é a próxima. Ela não era uma súcubo, a menos que não estivesse se alimentando direito, pois íncubos e súcubos tinham praticamente obsessão por manter a aparência jovem a todo custo, usando exercícios, feitiços, encantamentos, ou alimentando-se da energia alheia de diversas formas para este fim. Mesmo que outros tipos de demônio não fossem tão poderosos como as súcubos, Nadhull percebe que Velora era poderosa, e sente isto mesmo antes dela tocá-lo.

    Velora usa uma única mão sob a nuca de Nadhull. Marcel lhe segura o punho direito desta vez.

    - Se você for um mago da água, isto vai doer mais em mim do que em você. Acredite!

    Nadhull sente um forte choque percorrer-lhe da nuca ao braço, e solta um grito, quase caindo de joelhos. O teste da anciã Velora foi bem mais rápido que dos demais.

    - É, doeu mais em você mesmo, então não é um mago azul.

    Nadhull tem um pouco de tempo para respirar e se preparar para Niréia. Ela demora um pouco mais para se preparar que os outros, é a única que se concentra um pouco antes de tocá-lo. Ela também sente os braços e o peito dele antes do teste.

    - Ainda a muita energia de meu irmão e sua acumulada. A minha pode reagir com a de vocês de forma violenta.

    Ao invés de ficar atrás de Nadhull, ela fica de frente a ele, põe uma mão em seu pescoço e a outra na testa.

    - Tente relaxar e pensar em algo que lhe faça bem, ou talvez um lugar tranquilo.

    Nadhull sente o mal estar se acumular na garganta, e vira para o lado, para vomitar.

    - Pelo menos parte da mana negra foi embora.

    Depois que Nadhull termina de chamar o Hugo e descansa um pouco, Niréia recomeça, de frente para ele, com uma mão no pescoço e outra na testa. Pela primeira vez Nadhull começa se sentir melhor. Quando começa realmente sentir a energia dela na cabeça dele, seu mal estar até passa, ficando levemente calmo.

    - ELE ESTÁ CANALIZANDO MINHA MANA BRANCA! - Niréia grita de espanto.

    - Impossível! - diz o irmão.

    - É impossível, mas ele está fazendo! - Marcel verifica os pulsos do íncubo.

    Aos poucos Nadhull, sem saber como, passa a resistir menos à mana branca, e sente seus músculos relaxarem, começa até sentir um estado de paz e seu corpo para de doer, com exceção do estômago, pois parece que toda "energia ruim" sai da ponta de suas mãos e pés e vai em direção ao estômago, como se ele tivesse comido carne de urubu estragada.

    Niréia o solta.

    - O que você sente?

    - Vontade de vomitar novamente.

    - Isto é o de menos. Você canalizou magia negra e branca. Reagir às duas já é difícil, canalizá-las é impossível. Você então é um wanamko com poderes que nenhum demônio conseguiu antes.

    Todos ficam alguns segundos sem saber o que falar, Kate que interrompe.

    - Mas ainda falta o MEU teste!

    - Não será necessário Kate. Ele resistiu a duas energias opostas, não tem como ter o dom do fogo também. Mesmo se tivesse um resquício, eu ou Anciã Velora teríamos sentido.

    - Mas ainda podemos testar como são os ataques e defesas mágico de um wanamko!

    - Em outra ocasião!

    - Deu sorte! Mas quando você descansar podemos fazer uma "disputa amigável", o que acha? Um treino básico para exercícios. Algo bem esportivo, eu, você e um juiz, sem armas. Pode me procurar quando quiser.

    O instrutor Marcel dá um tempo, então fala:

    - Bom, o primeiro teste foi feito. De fato nos surpreendeu. Você despertou o dom do ar, e tem capacidade para manipular a mana negra também. Mas terá que treinar muito controle. - Ele oferece uma outra insignia, bem parecida com a que Mestre Fah havia dado - Pode procurar alguns mestres em meu nome também. - Nadhull fica quase feliz demais, e Marcel completa - Isto pode fazer de você tanto um aliado em potencial como um "problema" em potencial. Nós ficaremos observando enquanto estiver na cidade.

    Não era exatamente uma ameaça, mas com isto Marcel basicamente encerra a reunião. Pode fazer alguma interação com algum dos presentes se tiver alguma pergunta, caso contrário está livre para voltar à cidade e seguir a vida como achar melhor. Eles lhe procurarão quando ou se acharem conveniente.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Dycleal em Sex Abr 06, 2018 12:30 am

    Nadhull estava ansioso para testar e descobrir os seus dons, e mesmo a ameaça de dor e violência, se tornaram pequenas para ele e a única coisa que o tirava deste foco era o seu olhar lascivo para a parruda que chamavam de Kate e quando a anciã diz que ele é um Wanamko, ele fica intrigado com o termo e volta a se preocupar com o controle da magia imensa que ela previa que ele tinha e lembrou dos exercícios do mestre Fah que visavam conhecer a influência dos sentimentos no controle da magia e volta a fazer anotações mentais sobre seus sentimentos e as variações na sua resistência e fluxo magico.
     
    O primeiro a testa-lo foi o rapaz da dupla de irmãos, o Niron. Ele já tinha levado um chega para lá da anciã e estava um pouco chateado e o cortou na nuca e na altura do terceiro chacra para facilitar a infusão de mana. Pelo que o incubo ouviu seria um teste de mana negra e ele se coloca atrás de Nadhull e o toca na nuca e o demônio lembra quando dominava as suas escravas sexuais as fixava em domínio na nuca delas e nas suas relações com a Taxicdril, a região da nuca sempre trazia visões de experiências de outros viventes como se fosse uma vivida memória coletiva, que trazia muito desconforto e uma sensação opressiva e melancólica.
     
    O instrutor se colocou de frente com o indicador e o dedo médio no seu pulso para medir a diferença de potencial energético do fluxo e as memorias também surgiram mas não tão nítidas como com as escravas e com sua antiga mestra e foi uma sensação desagradável, mas não insuportável, embora uma sensação ruim na altura do terceiro chacra se mantivesse e por fim o instrutor Marcel conclui que o incubo resistiu muito bem a mana negra embora o Niron observa que achou que um Wanamko deveria ter mais força de fluxo, o que o instrutor concorda mas acrescenta que o teste ainda não estava findo.
     
    Logo após o demônio é testado nas manas verde pelo próprio mestre e na mana verde pela anciã que tinha uma magia poderosa a ponto de causar muita dor e tensão muscular no incubo. Ambos os testes demonstraram não possuir o poder da terra e da água. A bela Niréia por fim o toca no tórax e no braço e comunica que ele ainda tinha muita mana negra acumulada e podia passar mão durante o teste e se coloca de frente para o incubo, se concentra antes do teste, o que os outros não tinham feito. Ela coloca a mão no seu pescoço e na sua testa e pede para o demônio pensar em algo que lhe faça bem e ele pensa nas partes genitais e intimas da parruda e relaxa bastante chegando até a sorrir ao imagina-la nua.
     
    O incubo começa a sentir-se mão e virando-se de lado vomita bastante se aliviando um pouco após a hiperemese. A bela jovem sorri e diz agora conseguimos colocar a mana negra acumulada para fora e volta ao teste se concentrando e agora o teste começa a ser agradável e sente a magia dela passando pela sua cabeça e em flashes a imagem da parruda nua se alterna com a imagem da sua testadora nua no lugar dela e o incubo se surpreende quando a jovem grita admirada que o Nadhull está canalizando a sua magia. E até o Instrutor se admira e admite que um demônio que canaliza magia negra e dor ar é um fato único no seu entendimento.
     
    Enquanto todos admirados com a singularidade da condição do incubo, a parruda interrompe e diz que é a sua vez de testa-lo, e o instrutor diz que não é necessário pois se Nadhull canaliza duas magias opostas não era preciso testar a magia do fogo e que se mesmo improvável de o incubo a ter, se a tivesse ele e a anciã a teriam sentido, o que não era o caso. A Parruda insiste em testa-lo nos ataques e na defesa e o instrutor Marcel diz que em outra oportunidade pode ser feito e diz que o importante é importante que Nadhull treine bastante controle e oferece a ele uma nova insígnia e diz que pode procurar alguns mestres em seu nome e acrescenta que agora está de olho nele pois se for um aliado, será um aliado poderoso, mas se for um inimigo, será um inimigo a ser problema para a corte. E dá por encerrada a reunião de testes.
     
    Nadhull olha para a parruda e diz: - Kate, se quiser passar no meu quarto hoje à noite podemos testar as nossas energias sexuais e quem sabe testar uma forma alternativa de ataque e defesa, garanto que não vai se arrepender de testar essa mana de fogo em particular e pisca para ela e voltando-se par a Niréia pedi um momento para ela e quando tem a sua atenção diz: - Ficaria feliz se discorresse um pouco sobre a magia do ar, essa tal mana branca, pois se eu a canalizo, quero saber mais sobre ela, o que faz e como funciona, pode ser?
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Leomar em Ter Abr 10, 2018 10:10 pm

    Kate não se mostra muito impressionada com a cantada de Nadhull e diz:

    - Acho que está longe de ter capacidade para tanto... Com o pouco de energia que deve te ter sobrado, creio que mal daria para os treinos básicos!

    - Ha! Garanto que tenho muita energia sobrando! - Rebate Nadhull.

    Kate acerta-lhe com um "parrudo" soco na testa.

    - Então porque não se defendeu?

    - Ei, eu não estava preparado! - Nadhull passa a mão na cara, sentindo a dor da porrada.

    - Pois então, acha que se fosse um inimigo ia esperar você se preparar? O primeiro teste é estar sempre preparado e não perder tempo falando bobagens.

    Niron ria sem disfarçar muito enquanto Kate tirava onda com o súcubo. Anciã Velora também parecia se divertir, embora disfarçava melhor a risada.

    - Mas não era para treinar magia?

    - E por que não usou sua magia para se defender? - Enquanto diz isto, como uma experiente pugilista, desfere mais uma série rápida de golpes, Nadhull se esquiva, mas sem reflexo o bastante para imaginar o que devia fazer. Chegava a ver (ou tinha a impressão) pequeninas fagulhas nos punhos da ruiva quando ela dava os golpes.

    - Sua mãe não lhe ensinou a não brincar com a comida? - Diz Marcel a Kate - Não estrague ele ainda. Outro dia terão tempo pra treinar.

    Nadhull volta sua atenção para Niréia:

    Nadhull escreveu:- Ficaria feliz se discorresse um pouco sobre a magia do ar, essa tal mana branca, pois se eu a canalizo, quero saber mais sobre ela, o que faz e como funciona, pode ser?

    - A mana branca representa o poder do ar e da luz, é uma magia feminina e a mais sutil entre os elementos, representa o bom e o belo...

    Niron faz cara de desdém e interrompe:

    - Ou seja, a magia perfeita para filhinhas-de-papai o homens pouco machos...

    Niréia não dá muita atenção à provocação.

    - Como se você não fosse o irmão mais mimadinho. A força da magia branca se canaliza em ascensão, ou seja, de baixo para cima ou lateral e ascendente. Ela se opõe à magia da terra e está mais próxima do fogo que da água. É uma magia fortemente curativa, ligada principalmente aos órgãos dos sentidos: olhos, ouvidos, pulmões...

    Por ser mais sutil, sua canalização requer mais técnica, mas dedicação, mais meditação e mais controle. É mais abundante que os demais elementos.

    A mana é catalizada pelo amor, a calma, a harmonia. Por isto é preciso disciplina para aquietar a mente...


    - É, mantenha a cabeça vazia. Deve ser fácil para você! - Interrompe Niron novamente.

    - Não conheço nenhum outro demônio que fosse capaz de canalizar mana branca. Como ela serve também de assepsia inclusive contra a mana negra, a mana branca tende a ser até "venenosa" para demônios, sabendo usa-la, ela pode intoxicá-los, drenar o poder e até matá-los. É tipo, ela funciona no corpo dos demônios como a mana negra funciona no corpo das outras raças superiores.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Dycleal em Qua Abr 18, 2018 8:05 am

    Nadhull é pego de surpresa pela parruda, enquanto ela desfazia de sua cantada, ela acerta um forte soco na sua testa, que para o incubo, não era muito doloroso, mas degradante e lembra-se do mestre Nah falando sobre controle e transforma a raiva que cresce dentro de si em um escudo invisível de energia vil em volta do seu corpo, pois espera mais violência da carente pugilista. Para Nadhull, aquela necessidade de dar pancadas, significa que existe pouco sexo na vida da Kate e teria prazer em resolver isso para ela e sorri consigo mesmo imaginando a cena dele montando naquela égua.
     
    Esta imagem na mente, lhe traz muita paz e controle e anota mentalmente aquela sensação de canalização da raiva pelo humor, mas tarde relatará ao mestre Nah. Nadhull verifica que os golpes rápidos criam algumas centelhas ou fagulhas nos punhos da parruda. Niron ri abertamente da situação e a anciã sorri, mas de forma comedida. O incubo observa e registra como os magos tem um ego hipertrofiado e começa a entender as palavras dos seus mestres espirituais. O jovem demônio sente-se feliz em ter aprendido sobre o controle das emoções antes deste “treinamento” e dá uma olhadinha no corpo da ruiva e lança um feitiço de desejo no coração dela e sabe que quando ela menos esperar irá procurar o incubo para satisfazer o seu desejo sexual e ouve o mestre Marcel dá um encerramento na exibição da Kate.
     
    A jovem Niréia explica sobre magia branca e Nadhull se deleita nas possibilidades que ela lhe possibilitará mas lhe incomoda a incessante e desrespeitosa atitude de desdém do irmão dela e dá sugestão de superioridade dos humanos sobre os demônios na sua fala e Nadhull pergunta ao instrutor Marcel sobre a falta de controle de Kate e Niron e se a eficiência das suas habilidades magicas poderia ser prejudicadas por isso e fala para a jovem mestra da magia branca se realmente ela acha que os demônios são inferiores aos humanos, pois ele como um demônio inferior souber controlar suas emoções melhor que alguns humanos ali presentes e que na opinião dele a superioridade do poder mágico da anciã ali presente parece desmentir essa assertiva e continua, perguntando se ela poderia lhe ajudar de alguma forma a progredir no caminho da magia branca e do controle.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

    Mensagem por Leomar em Sex Abr 20, 2018 6:58 am

    Nadhull pergunta ao instrutor Marcel sobre a falta de controle de Kate e Niron e se a eficiência das suas habilidades magicas poderia ser prejudicadas por isso

    O Instrutor Marcel o olha como se não tivesse entendido a pergunta, ou como se ela não fizesse sentido. scratch

    - Falta de controle? O único que pode, ou melhor, o único que não pode de forma alguma demonstrar falta de controle aqui, é você. - O tom de voz dele é técnico, não chega a ser amigável, mas apesar das palavras, não chega ser de deboche também. Nadhull imagina que ele tenha limitado à parte puramente de canalização, ou seja, controle técnico da magia, sem levar em conta qualquer componente emocional ou comportamental. - Se há pessoas que REALMENTE entendem de CONTROLE na cidade, são estas. (pausa breve) Se Kate estivesse mesmo querendo lhe machucar, acredite, você sairia daqui para a enfermaria.

    Quando Nadhull fala com Niréia, seu irmão atravessa a conversa novamente.

    - É claro que somos superiores. Poder mágico não tem nada a ver com isto, afinal não somos nós que vamos para os Infernos depois que morremos.

    E novamente Niréia fala como se não tivesse ligado à mínima para o que o irmão fala.

    - Qualquer raça que tenha discernimento de livre arbítrio pode ser considerada uma "raça inteligente". As "raças selvagens" são raças inteligentes, a diferença das "raças superiores" é a sociedade que formam. Se você acha que a sociedade dos demônios é suficientemente organizada para ser superior e não selvagem é questão de referência. Eu falei "as OUTRAS raças superiores" por achar que seria claro que humanos, anjos, sirenos e centauros reagem à mana branca como bálsamo e à negra como veneno, enquanto os demônios fazem o contrário.

    *obs:
    Spoiler:
    RAÇAS SELVAGENS são, por exemplo, orcs, lupinos, ŝets ou qualquer humanoide meio feral, e castas inferiores de demônios, como as harpias. Para alguns, todo demônio pode ser encaixado nesta classe, para outros, diabos e íncubos/súcubos são parte das RAÇAS SUPERIORES por ter uma sociedade mais organizada. Pessoas principalmente de Fajr-Regno pregam isto.

    Nadhull observa a Anciã Velora, e ela embora não fale nada, demonstra não se preocupar nada com aquela classificação ou sequer ficar ofendida com o que Niron falou.

    - Bem, posso ver o que poderei fazer pra ajudar. Depois do terceiro chamado, na Praça dos Mártires.

    Depois do terceiro chamado significava por volta das dez na noite, depois do soar do templo, Praça dos Mártires era bem conhecida em Dafodil, ele não teria problema em achar.

    Com isto eles consideram a reunião acabada, e cada um segue seu rumo. Falta cerca de seis horas para o terceiro chamado.
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    Re: Um dia Típico (Nadhull)

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      Data/hora atual: Ter Ago 21, 2018 7:05 am