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    As Treze Cabalas do Arce Códex

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    noasinclair
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    As Treze Cabalas do Arce Códex

    Mensagem por noasinclair em Qua Abr 04, 2018 7:12 pm


    O Arce Códex



    O Arce Códex é uma seita fundada na Idade Média, defendendo tradições ancestrais, que já existiam desde a antiguidade. A mais famosa destas tradições é o Véu, que proíbe terminantemente a exposição de qualquer estirpe de natureza mística ou sobrenatural a um Adormecido (é claro que exterminando o adormecido logo após a revelação não há nenhum problema).
    O Arce Códex, de um modo ou de outro, impede uma destruição indiscriminada de mortais e o caos que os os poderes de Despertos descontrolados e criaturas sobrenaturais predatórias podem causar no mundo. Eles são Despertos que ainda andam, agem e tem vidas como humanos comuns (na maioria das vezes). Mas não se engane... Nenhuma facção ou Cabala de Mistério é completamente benéfica.
    O Arce Códex é composto pelas 13 Cabalas que formam o "Conselho da Magia" tendo uma cadeira para cada Cabala, estes Arquimagos eleitos pelos seus próprios irmãos de Cabala que decidem o destino do curso que os Despertos irão tomar mediante qualquer dificuldade, e se encarrega de manter as regras do Tratado do Códex em vigor.
    A cada 13 anos é feito um conclave mundial em Viena - Áustria, onde também está localizada a sede do Supremo Conselho.

    Nota: Lembre-se sempre que ''Arce Códex'' é a instituição e ''Códex'' são as leis instituídas.


    O Tratado do Códex


    Nós declaramos, neste dia comumente conhecido e considerado sagrado como o dia mais longo do verão, a formação de nossa Seita absoluta, forjada em magia e dedicada a restabelecer e preservar a verdade, a arte e a maravilha em todo nosso mundo. Que seja por todos conhecido como Arce Códex, o Conselho das Treze Cabalas de Mistérios, reunido no reino comum do horizonte, que contém a essência de todos os lugares em um, assim como nós.

    Em nome de todos os deuses e deusas que reverenciamos, nos unimos sob este conselho para a resolução de disputas, a derrota de nossos inimigos, e para busca, salvação e doutrinação de nossa arte.

    Declaramos, sob todos os juramentos de nossa magia, as seguintes resoluções:

    °Que reunimos todos os despertos voluntariosos sob o título de Cabalas, de acordo com suas preferências e artes, e os guiamos para o bem de cada um e de todos.

    °Que todos os inimigos desta instituição se tornam inimigos de todas as Cabalas.

    °Que todos os Despertos, Acólitos e demais seres atrás do véu tenham consciência, que todos os Adormecidos devem permanecer com seus olhos fechados para o véu até que desperte por conta própria, cada Desperto será responsável pelo adormecido que perfure o véu sob sua influência direta ou indireta.

    °Que as Inimizades entre nossas Cabalas sejam dissolvidas pelo bem de todos, e que todas as disputas sejam resolvidas pelo julgamento e tribunal comum de acordo com o Arce Códex e o supremo conselho das 13 Cabalas.

    °Que adotamos, sob quantos nomes julgarmos necessário, todas as esferas universais da magia para ensinar e definir nossa arte.

    °Que procuramos, e ajudamos os outros a procurarem, a trilha maior que chamamos de ascensão, pelo bem de cada um e de todos.

    °Que protegemos aquelas terras, povos e bestas ameaçadas pelas depredações de nossos inimigos comuns.

    °Que buscamos um retorno aos costumes antigos e à ampliação de nosso mundo e de suas maravilhas e que lutemos por uma compreensão melhor de nossas artes.

    Isto nós juramos, com todo respeito e unidade. Que possamos trilhar caminhos prósperos e prevalecer diante dos perigos de nossa era.

    - Registrado pela primeira vez em 21 de Junho de 1466.
    noasinclair
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    Re: As Treze Cabalas do Arce Códex

    Mensagem por noasinclair em Qua Abr 04, 2018 7:38 pm


    Os Portadores da Luz

    "Olhe para dentro de si mesmo e veja a centelha ardente da criação, e deixe-a explodir num canto!
    Nós somos muitos e atuamos em conjunto.
    Ouça sempre o canto daqueles que estão ao seu redor, e nunca se esqueça da Luz, pois ela é nossa origem e nosso destino."

    Os Portadores da Luz Interior são unidos por seus esforços para tocar o Divino, bem como por sua crença na Luz Primordial a partir do qual todas as coisas se originam.
    Intimamente ligados à devoção e as religiões que buscam a purificação e a iluminação do homem, o Uno representa a fonte de toda a Criação e acreditam que toda a Criação é parte da Luz.
    Seres humanos, particularmente, carregam fragmentos do divino dentro de si, embora seja conhecido por muitos nomes: a chama divina, a alma, o avatar. É esta ligação que os Portadores da Luz acreditam que lhes permite ouvir claramente a música do Uno e moldar a criação. Embora sua fé seja essencialmente monoteísta, aceita-se que o Divino tem muitas facetas e que pode ser expresso através de qualquer quantidade de nomes, religiões e credos. Membros de muitas religiões e denominações (desde que portem a Luz interior em si) se unem em adoração e ao serviço de manter a criação perfeita, assim como a luz a gerou no grande haja, aceitando que cada pessoa tem seu próprio Caminho para a Iluminação. Claro, esse ideal continua a ser um trabalho ainda em progresso e a história dos Portadores da Luz tem sido cheia de divisões e compromissos, guerras santas e mártires, sacrifício e rejuvenescimento.
    Toda a criação é uma grande obra da Luz, cantada por tudo que existe em louvor ao Altíssimo. Todo acontecimento leva à presença da grandeza da Luz, embora em nossa compreensão limitada, nem sempre isso fique aparente. O que aparenta ser mau, desarmonioso ou errôneo na Canção é, na realidade, parte necessária da música, formando contrapontos sombrios e contrastando com os belos temas. Devemos nos esforçar para cantar junto com a Canção, harmonizando as vozes diferentes e ajudando toda a criação a se unir harmoniosamente em um caminho glorioso.

    Os Magos brancos acreditam que a luz foi a primeira das criações, para apoiar e manifestar o poder do Mana. As grandes forças da natureza são lembretes do grande poder exercido pelo Altíssimo, e como somos pequenos diante Dele. Mas ao mesmo tempo, nos ilumina e nos aquece, nos mostrando o quanto a criação é esplendida.
    Toda a vida foi criada, Assim como o universo é a casa para a alma da Luz, o corpo é a casa para a alma das plantas e criaturas. Assim como trabalhamos para curar o universo, também aprendemos como curar nossos próprios corpos e os dos outros. Porém, não se envolva na falsa criação da vida (Necromancia). Este é o domínio é Proibido. Tais pobres criaturas são, na melhor das hipóteses, sem alma, e na pior, um lar para que espíritos malignos adentrem. Além da humanidade, existem outros seres, muitos dos quais servem à luz e agem como mensageiros e guardiões de outros planos, nos ajudando e nos mostrando o caminho para a harmonia e a unidade. Mas existem, também, seres mentirosos, que não compreendem suas partes na Criação, e falsos mensageiros que servem as forças sombrias da desarmonia e da destruição. Ao purificarmos nossas almas, podemos alcançar os mundos superiores e fazer contato com os mensageiros, ou mesmo viajar com eles. Ao manter a sabedoria e a pureza dos mensageiros em nossos corações, nós podemos sobrepujar e expulsar as forças das trevas. Este é o ultimo desafio que engloba e aperfeiçoa todas as outras coisas. Sem a aprovação da Luz, nenhum milagre é possível. Tudo o que fazemos, fazemos com a permissão do Uno. Algumas Tradições acreditam erroneamente que controlam a Essência que flui pelo mundo; elas estão inebriadas demais com seu Orgulho. É impossível controlar a criação, ela age apenas com o amor da Luz.

    Apelido: Magos Brancos

    A Magia:  Iluminação, este é o objetivo do seu estudo, a total harmonia de corpo, mente e espírito. Quando tiver atingido a Iluminação, você terá dominado o Caminho. Você compreenderá verdadeiramente quem e o que você é, e o seu lugar no plano das coisas. É dito que os Mestres são capazes de grandes feitos. Também é dito que os Mestres alcançaram um grande senso de paz, harmonia com todas as coisas. Este é o objetivo dos que escolhem o caminho da Luz.

    Membros: Portadores da luz tendem a ser calmos, reservados e meditativos, o que não significa de modo algum que sejam introspectivos, muitos destes magos prefere ouvir a falar, porém muitos dos Magos Brancos são conhecidos por serem muito hábeis em discursos e liderança, enquanto a grande maioria dos Portadores da Luz mais jovens será entusiasmada e disposta a mostrar serviço dentro da Cabala e Proteger os adormecidos daquilo que chamam "Forças das Trevas" os mais velhos e sábios comummente vivem reclusos em grandes templos ou em lugares mais isolados buscando auto conhecimento. O estilo e porte de um mago Branco pode variar bastante, porém eles nunca utilizam vestes ou ornamentos ostensivos, salvo se tais coisas tratarem-se de focos ou maravilhas.

    Organização: Os Portadores da Luz são estritamente (muitos diriam inflexivelmente) hierárquicos, mantendo muitas das estruturas estabelecidas durante a República Romana.
    O nível hierárquico e o status são bastante formais. Entretanto, existem muitas facções informais dentro do Coro, baseadas em padrões de crença ou ideologias religiosas (Judaísmo, Zoroastrismo, etc.).
    Os Coristas discutem frequentemente quanto ao futuro do Coro, o sexo provável do Uno, os valores da heterodoxia, etc. Discutir tais visões não é mais tão perigoso quanto já foi.
    Existem facções entre os Portadores da Luz, mas elas estão desaparecendo, em favor da união. Anacoretas vivem sozinhos, nos longínquos da Terra; os Septários são os mais tradicionalistas; os Latitudinários são o oposto: são a favor de mudanças na Tradição, com adoção de elementos menos católicos; os Monistas acreditam na unificação das facções; a Sociedade Alexandrina almeja unir religião e ciência; os Filhos de Mitra cultuam o antigo deus militar Mitra; as Crianças de Albi são remanescentes dos Albigenses, e acreditam na separação dos mundos material e espiritual e estudam a Mágica do Primórdio; os Náxios são mais radicais que as Crianças de Albi; o mais misterioso grupo é o dos Cavaleiros Templários, guerreiros da fé que usam armas para defender o Cristianismo.
    Eles têm certo receio desta Cabala, por estes aceitarem outras religiões.


    Criação de Personagem:

    Aparência: Um portador da Luz opta sempre por um seguimento religioso, sendo assim sua aparência varia muito, mas costumam sempre portar símbolos de sua religião e se vestir de acordo com os dogmas sagrados de sua doutrina.

    Refúgio: Eles preferem locais muito remotos, como topos de montanhas ou ruínas antigas que de alguma forma tenham sido associadas ao misticismo. Eles vivem comunalmente em Refúgios chamados Templos, que são necessários para alcançar a maestria de suas Artes místicas. Esses Templos são adornados com símbolos mágicos, principalmente egípcios, mas também de origem oriental - estes Despertos têm-se tornado muito ecléticos em seu misticismo. O Grande Templo se encontra numa montanha nevada no Nepal, praticamente inacessível ao mundo.
    O Primeiro Templo, destruído eras atrás pelos Setitas, está abandonado, soterrado pelas areias do Egito.

    Acólitos: Apenas despertos que focam-se principalmente no aprendizado e aperfeiçoamento da disciplina Lumminus e seus segredos, normalmente os magos brancos tendem a ser oriundos de famílias simples, embora muitos aristocratas  que desenvolvem o dom do Despertar também integrem as fileiras desta Cabala, muitos Angelicinos também são atraídos pelos ideias dos magos brancos tronando-se assim parte integrante da Cabala, que embora em sua maioria seja composta de Magos, não faz qualquer restrição à nenhuma criatura desde que esta esteja de acordo com os dogmas dos Magos Brancos.

    Sub-Facções:

    Halos Guardiões:
    Talvez as mais famosas das facções dos Magos Brancos, as ordens guardiãs têm uma herança que é ao mesmo tempo nobre e assustadora. Ao mesmo tempo em que salvaram incontáveis vidas e realizaram grandes sacrifícios para proteger os inocentes, mataram inconstáveis pessoas em inúmeras fogueiras atrás de hereges e bruxas com poderes das trevas. Mesmo aquelas ordens que não estavam envolvidas nestes eventos, têm carregado a culpa por associação. Ainda assim, sua orientação e proteção são requisitadas mais e mais frequentemente agora. Embora elas não tenham nem a força mágica dos Arcanistas  ou a habilidade marcial pura da Irmandade de Garra Dominadora, seu zelo e sua capacidade de trabalhar em grupo e de forma altruísta para atingir seus objetivos os tornam adversários formidáveis. Na ausência dos Mestres, é para as ordens fortes e unidas que muitos na Cabala se viram para buscar liderança e defesa.
    noasinclair
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    Re: As Treze Cabalas do Arce Códex

    Mensagem por noasinclair em Qua Abr 04, 2018 10:23 pm


    O Circulo Da Anciã

    "A fúria das marés revoltas, a suave força do sol matinal, a esperteza da raposa, o poder do urso, tudo isso pode ser controlado por nós... os druidas.
    Entretanto não pense que nos consideramos mestres da natureza, isso é uma reles bobagem daqueles que vivem nas cidades. Nós não adquirimos nosso poder controlando a natureza, mas nos tornando um com ela. É verdade que para os profanadores de lugares sagrados e para aqueles que testemunhem nossa ira, a distinção pode não ser notada"

    Os membros do Circulo da Anciã constituem uma Cabala de magos dedicados a preservar os ofícios antigos e a sabedoria passada através das eras por  bruxas, feiticeiros, druidas , xamãs, místicos, sacerdotes e sacerdotisas dos Antigos Deuses. Embora os Druidas modernos tenham algumas semelhanças com os Wiccanos, eles são herdeiros de um legado muito mais antigo de culturas díspares provenientes de todo o mundo. Independente de suas muitas crenças e costumes, os Verbena compartilham muitos princípios. Isso inclui um profundo respeito pela Terra e pela ordem natural, uma visão holística das pessoas e do mundo como intrinsecamente interligados, e a crença de que poder e entendimento podem ser encontrados ao abraçar a vida em todas as suas paixões e dores.
    De todas as Cabalas, o Circulo da anciã talvez sejam os mais desafiados pelas mudanças trazidas ao mundo pelo avanço da tecnologia e a expansão das civilizações. Cada membro deve encontrar uma maneira de aplicar as lições e as práticas dos velhos caminhos no mundo moderno, ou serem vistos por magos e Adormecidos meramente como praticantes marginais de uma arte moribunda.


    Esses despertos falam dos Wyck como os primeiros magos, seres de carne mortal e espírito primordial que poderiam moldar o mundo à sua própria vontade. A magia estava em todos os lugares naquele tempo, e os Wyck a impunham com poder e elegância inigualável por qualquer um que os seguisse. Eles eram os líderes, protetores e os pioneiros das primeiras comunidades humanas. Eles viajaram pela Terra e pelos outros mundos, viveram como um entre os animais, lutaram contra monstros terríveis e trouxeram seus conhecimentos de cura, adivinhação e artesanato para as pessoas.
    Após dar à luz a seus próprios filhos e transmitir seus dons, os Wyck se afastaram do mundo, embora para onde ou a razão ninguém sabe ao certo.
    No século IV, quando Os Portadores da Luz propagavam o Cristianismo, a Igreja Católica havia tomado santuários e templos sagrados de Vikings, Celtas, e muitos outros povos pagãos para implantar sua religiosidade e erigir suas igrejas. Os primórdios do Catolicismo acreditavam que os pagãos continuariam à ir nestes lugares sagrados, para reverenciarem seus Deuses, e que com o passar do tempo assimilariam o cristianismo e aos poucos o paganismo seria substituído, pela crença religiosa cristã, através da anulação. Mesmo assim, por toda a parte, as pessoas, continuavam venerando Deuses e Deusas do paganismo. A tática da Igreja Católica não funcionou e através da Inquisição, de uma forma ensandecida e sádica, tentaram apagar de uma vez por toda a figura da Grande Deusa Mãe como principal divindade cultuada sobre todos os extremos da Terra. A Inquisição teve início no reinado de Papa Inocêncio III ( de 1227 à 1241 d.C), numa tentativa de exterminar com a Bruxaria.
    O poder da Igreja Católica começava à ser contestado e o sistema feudal entrava em declínio. Diversos movimentos e revoltas religiosas começavam a acontecer entre os camponeses. A religião pagã era vista como uma ameaça à poderosa e nova religião, pois era extremamente desenvolvida entre os povos da Europa e por isso precisava ser banida. A caçada perseguidora começou paulatinamente.
    Os inquisidores perseguiam, torturavam e matavam pessoas, só porque tinham crenças religiosas que diferiam da religião declarada como oficial.
    Aos poucos a perseguição ia tomando proporções maiores, até que em 1484 o Papa Inocêncio VIII, declarou deliberadamente que a Bruxaria era uma grave heresia, redigindo um bula papal que liberava o poder da Inquisição contra as pessoas que praticassem Feitiçaria, Magia ou Bruxaria, aqueles foram tempos ruins tanto para nós verbena quanto para os Arcanistas, Vazios e todos os outros despertos Europeus. Com o passar do tempo, a prática da Bruxaria tornou-se uma ilegalidade. Deuses Antigos do panteão pagão, cada vez mais, eram transformados em Demônios e muitas das diversas Deusas também foram transformadas em espíritos infernais, tudo isso para denegrir a imagem da Religião Pagã e enfraquecer nossas crenças. A Igreja queria apagar o fato, definitivamente, de que um dia uma Deusa, e não um Deus, foi objeto de adoração de todo o mundo. O Catolicismo transformou o culto à Grande Deusa Mãe, num culto satanista, fazendo as pessoas acreditarem que quem cultuava os Deuses pagãos, estava servindo a Satã. Desde o tempo do Novo Testamento, a imagem do Diabo mudou várias vezes, mas somente durante a Caça às Bruxas, começaram à representá-lo com chifres, rabo e pés de bode. Por que o Diabo Cristão foi retratado desta forma?

    Os Druidas sofreram diversas perseguições da Inquisição. Em meados do século XV, os adeptos dos Velhos Caminhos se uniram para participar do Conselho dos Treze, requisitando a Cadeira no Arce Códex o nome de Circulo da Anciã. Ainda assim, a Inquisição continuou e os Druidas foram obrigados a se esconder e praticar sua arte em segredo, transmitindo sua sabedoria e segredos com as novas gerações de mentor e aprendiz e através de Livros das Sombras. Por volta do século XX, os Druidas e sua magia eram pouco mais que uma lenda na mente dos Adormecidos, mas os anos 60 trouxeram uma renovação do interesse nos estilos de vida ocultos e holísticos que tinham muitas coisas em comum com as práticas do Circulo da Anciã. Nas décadas após o novo ímpeto de crescimento que os Druidas experimentavam em séculos, as facções internas dos membros do Circulo da Anciã colocaram maior ênfase na exploração de novas ideias e incorporação de diferentes culturas

    Apelido: Druidas

    A Magia: A natureza contém verdades primordiais para todos aprenderem. Outras Cabalas tendem a ver a Realidade ‘de cima para baixo’, olhando através das lentes de seus Paradigmas. O Circulo da Anciã tenta ver de ‘baixo para cima’, deixando que o que eles veem na Natureza crie seus Paradigmas. Uma vez que os Artífices da Vontade podem influenciar a Natureza, Ela pode aprender com eles também. Futuros Verbena podem, então, aprender das lições que a Natureza aprendeu. E é assim que deve ser. Vendo as muitas formas que a Natureza toma, os Magos verdes acreditam em uma multiplicidade de Caminhos. Isso é em parte representado pelas incontáveis deidades que eles reverenciam. Por que a natureza também é Uma, os Druidas acreditam que esses Caminhos e deidades também são Um. No entanto, Artífices da Vontade escolhem dar valor aos aspectos diferentes que a Natureza criou. Então, enquanto facções como Os Arcanistas, Os Faustianos, os Vazios e os Anacreontes podem não estar errados per se, a sua orientação extremamente ‘de baixo pra cima’ frequentemente os leva a tentar silenciar a Voz da Natureza. Isso faz seus pontos de vista altamente suspeitos para a maioria dos Druidas.

    Membros: Todos os iniciados devem passar por uma morte e um renascimento. Depois de estudar e se submeter aos testes, o futuro Druida entra no ciclo e passa por alguma de ordálio (muitas vezes ilusórios, às vezes não). Quando a agregação está convencida de que ele tem o espírito e a dedicação necessárias, eles convocam os elementos como testemunhas. A maioria dos membros da Cabala permanece leal até a morte. Esta Cabala não têm lugar para Órfãos. Se eles não forem capazes de demonstrar sua dedicação no aprendizado das Artes ancestrais, eles serão um fardo e um desperdício.

    Organização:  Apesar de serem considerados eremitas pela maioria das pessoas, os Druidas fazem parte de uma sociedade que se estende por todo o mundo, independente de fronteiras políticas. Para ser introduzido nessa sociedade o desperto passa por uma serie de rituais e testes aos quais deve sobreviver. Somente depois de atingir certo nível, este pode vir a viver por conta própria.
    Todos os membros do Círculo da Anciã também são membros de uma sociedade druídica distinta, são os chamados Covens, mesmo que nunca tenham participado de reuniões ou conheçam outros druidas, e apesar de todos se considerarem irmãos, ainda assim costumam lutar entre si.
    Eles podem ser chamados para prestar serviço a um irmão de maior Status na Cabala, mas com certeza poderá esperar uma boa recompensa caso cumpra a missão; acontece o mesmo ao contrario, um membro de nível inferior pode pedir a ajuda de alguém de nível superior, desde que pague um preço generoso pelo serviço.
    Agregações, frequentemente em número de treze,representam a base da Cabala. A maioria dos Druidas é social - o grupo tem um significado místico - e baseia-se na família sempre que possível. Tanto as mulheres quanto os homens têm papeis importantes no grupo, embora as mulheres dominem muitas agregações. Reuniões enormes são realizadas oito vezes por ano - os quatro equinócios, Candelária (2 de Fev.), Beltane (1 de Maio), Lammas 91 de Agosto - festa da colheita) e Samhaine (31 de Out.).
    As disputas são com frequência decididas por meio de voto, mas muitas vezes envolvem testes ou até mesmo combates.

    Criação de Personagem:

    Aparência: Hippies costumam ser um excelente conceito de aparência para eles, mas não necessariamente precisam aderir. Embora não sejam apegados a bens materiais, geralmente preferem usar roupas mais leves e de origem natural. Quanto maior o contato com a natureza suas vestes forem providenciarem, melhor será para eles. Valorizam muito o uso de acessórios originados de artesanato e apreciam deixar o cabelo crescer bastante.

    Refúgio: Os Membros do Círculo da Anciã priorizam segurança de discrição acima de qualquer coisa, o interior das clareiras é um habitat perfeito para um Mago Verde praticar suas Artes, por esta razão vivem geralmente em pequenas cidades, passando a maior parte do tempo no meio selvagem. Mas mesmo nas grandes cidades, com terras cultivadas até onde a vista alcança, existem refúgios druídicos frenquentemente assumem papeis de maesters, vendedores de ervas, curandeiros, parteiras,contudo, sempre protegidos e escondidos a todo custo.
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    Re: As Treze Cabalas do Arce Códex

    Mensagem por noasinclair em Qua Abr 04, 2018 10:47 pm

    Os Tecnomantes


    "Você chama isso de realidade? Deixe-me mostrar-lhe uma outra, Chame de Realidade 2.0, se você preferir.
    Mais limpa, mais segura, mais democrática e completamente aberta para a expansão criativa. Qual delas você prefere?"

    Os Tecnomantes são uma Cabala que veio da Tecnocracia. São conhecidos por suas invenções altamente personalizadas, que pode variar de mera fantasia, passando pelo estranho e chegando até mesmo ao atroz (como é o caso de muitos Cientistas Loucos). Sua crença é que o universo é muito vasto para a prevalência de qualquer equação única, portanto, nenhuma teoria científica está totalmente errada. Este espírito de aventura e a vontade de se jogar no desconhecido são os maiores responsáveis por sua saída da Tecnocracia, para não mencionar a proclamação de que o Éter era apenas ficção.

    A chave para o paradigma destes Despertos é a Ciência (a palavra é sempre escrita com letra maiúscula para distinguir da ciência dos Adormecidos). Teorias exóticas de campos de Orgone, câmaras de hiper-combustão e matrizes de transmissão etérica permite que os Tecnomantes criem dispositivos ainda mais estranhos e maravilhosos. Sua Ciência muitas vezes tem um toque barroco, como se tivesse saltado das páginas de literatura de HQ ou de ficção científica vitoriana - raios da morte, servos robóticos construídos de bronze e que funcionam à base de corda e veículos fantásticos espaciais ou aquáticos surgem na mente quando os outros discutem os Tecnomantes.
    As bases da fundação dos Tecnomantes começam na Idade das Trevas, quando um comerciante italiano encontrou parte de um livro chamado Kitab al-Alacir, o Livro do Bronze, escrito em árabe, e um texto sobre a ciência mística que mantinha o mundo unido. Dentro dos Arcanistas, ele fundou a Casa Golo, dentro da Casa Ex Miscellanea, que logo se separou da Ordem. O mago Golo logo encontrou um cavaleiro francês, Simon de Laurent, que tinha a outra metade do Kitab al-Alacir, e juntos, Golo e Laurent formaram a Guilda dos Engenheiros do Diferencial.
    Como os artesãos e os cientistas descobriram uns aos outros, eles formaram a Ordem da Razão. Quando a Guilda dos Filósofos Naturais se desfez durante o Renascimento, seus membros se juntaram a uma ou outra Convenção. Muitos deles se juntaram na Ordem Voltaica. Quando a Ordem da Razão foi reordenada para melhor combater os monstros da escuridão, a Ordem Voltaica se transformou em Engenheiros Eletrodinâmicos. Durante todo este tempo, os cientistas nunca perderam a fé em seus propósitos originais: a Ciência tornará o mundo mais seguro para todos.
    A primeira parte do século XX viu um boom para os Engenheiros do Diferencial com a decolagem das comunicações e seu desenvolvimento sempre crescente. No entanto, devido à hesitação da Tecnocracia a responder à ameaça do Eixo na Segunda Guerra - e até mesmo o apoio ao Eixo, no início, em uma tentativa de unificação global - forçou os Engenheiros do Diferencial a tomar medidas drásticas, com vazamento de tecnologia e inserindo seus próprios números para os Aliados e, sutilmente, empurrando a União a aderir à guerra contra Hitler. Os Engenheiros - que ganharam reputação por deixarem seu trabalho se tornar um pouco rebelde - não ficaram satisfeitos com a hipocrisia da suposta União Tecnocrata.
    A verdadeira origem do que hoje chamamos de Tecnomantes começou com a morte de um deles. Alan Turing foi um matemático revolucionário cujas máquinas desafiaram as concepções de “tecnologia padrão”. Ao quebrar o código para os Aliados na II Guerra Mundial, Turing se tornou rapidamente desiludido com o sufocamento de novas tecnologias da Tecnocracia, o que o levou à lista negra. Em 1954, Turing foi encontrado morto por envenenamento de cianeto em sua casa, o que enfureceu os Adeptos, que acreditaram ser obra da Tecnocracia e um recado para silenciar suas novas tecnologias e o restante da Convenção. Isto não foi à toa.  Alan Turing tornou-se o mártir secular para os Tecnomantes, o que levou os Adeptos a pegarem o barco rumo ao conselho (com ajuda dos Faustianos). Em sua bagagem, os Tecnomantes trouxeram sólidas e importantes informações sobre a Tecnocracia, que entregaram alegremente ao Conselho como vingança e também como moeda de troca. Os Arcanistas exigiram os dados em troca da entrada no Conselho. Devido a este ato, a Tecnocracia considerara os Tecnomantes culpados de alta traição, e qualquer um deles que caia nas mãos da Tecnocracia pode esperar uma morte lenta e dolorosa. Ao final, os Engenheiros do Diferencial manipularam a falta de informação que levou ao ataque a Peal Harbor, o que levou os Estados Unidos à guerra. Depois de fornecer evidências sobre a tendência mística dos nazistas, levaram a União a concluir que permitir tais tentativas primitivas de conquistar o mundo seria um erro, e ordenou que as convenções se opusessem ao Eixo em 20 de janeiro de 1944.Os Engenheiros Eletrodinâmicos encontrou-se em desacordo com muitos elementos dentro da nova Ordem, agora União Tecnocrata; os Engenheiros viram muitas de suas invenções transformando-se em meio de guerras e de atrocidades, ou banidas por completo, porque os “maiorais” da União não acreditam que o homem poderia lidar com elas. Este foi o primeiro indício que os Engenheiros tinham sobre a mudança a que os outros tinham se submetido: os Engenheiros não tinham perdido seu otimismo, enquanto o resto das Convenções consideravam-se em estado de guerra. A rejeição do Éter, o componente mítico que foi a base dos Engenheiros, foi a gota d’água. Os Engenheiros Eletrodinâmicos seguiram suas próprias cabeças e espicharam suas antenas para as Tradições, para ver se eles poderiam abrigar a Convenção prestes a ser renegada. a Cabala dos Faustianos patrocinou os Engenheiros, que deixou a União Tecnocrática em massa e assumiu um Cadeira no Supremo conselho do Arce Códex, tornando-se os Tecnomantes.
    Devido ao seu histórico, muitas Cabalas não acham os Tecnomantes confiáveis, e os Tecnomantes são determinados a mostrar a sua lealdade. Parte da razão de suspeitas era que eles ainda eram Cientistas, não magos; eles usavam os métodos da Tecnocracia, e mantinham contato com aspectos da União.

    Apelido: Nerds

    Organização: Extremamente democráticos; o status provém "elitização", uma mistura semi-séria de frieza, realizações, inteligência e força de vontade. Eles se reúnem em massa duas vezes por ano, embora muito deles realizem reuniões menores. A maioria dos Nerds têm um 'eu' on-line (que inclui até um ícone de realidade virtual) que se assemelha apenas superficialmente com aos seus 'eus' mortais; estes ícones são a única maneira pela qual muito deles se comunicam. Apesar da maioria dos Adeptos interagir apenas via Rede, na realidade existem algumas facções (conhecidas sarcasticamente como "legiões"). Algumas, como Cyberpunks, encaixam-se em estereótipos óbvios, enquanto outros, como os Hackers da Realidade, trabalham num nível mais metafísico. Como eles raramente se encontram ao vivo, os Adeptos têm uma longa história de comportamentos insultuosos. A disputas são resolvidas através de "guerra de ofensas", um tipo de certame de realidade virtual que se baseia no raciocínio e na imaginação.

    Magia: Curiosidades matemáticas e metafísica formam a Arte desta Tradição. Para eles toda a realidade é informação. Alterando esta informação você pode mudar o mundo. Como a maioria das outras Tradições, os Adeptos tem sua teoria preferida sobre a "10º Esfera", que para eles é o Paradigma, o elemento da realidade conceitual. A maioria dos Adeptos usam sua tecno-magica arcana através de computadores avançados chamados de unidades Ternárias. Enquanto a maioria dos sistema opera com "sim" ou "não", os consoles Ternários entendem o "talvez".
    Os Membros desta Cabala, são mais o estilo cientistas malucos do que magos tradicionais propriamente ditos, por esta razão os Tecnomantes praticam suas Artes de Forma bem diferente da maioria dos despertos comuns, a utilização de focos de poder para um Tecnomante vai muito além de um potencializador de conjuração, ela é vital para que sua magia funcione, assim sendo, todo membro desta Cabala deve obrigatória utilizar um foco de poder tecnológico para todas as Artes que necessitem conjuração, artes passivas como Rapidez, Fortitude e Potência não possuem esta necessidade, mas qualquer arte que exige um teste de conjuração sim.

    Membros: Os outros se quiserem, que permaneçam num mundo fantasioso e idílico, mas as criaturas mais espertas devem aprender a viver no momento presente. Nem sempre o que é novo e diferente é ruim. Os arranha-céus nada mais são que as árvores de uma nova floresta. Talvez, protegida por uma armadura de asfalto e cercada por um escudo de fumaça, todas armas para que possamos resistir ao ataque de nossos inimigos. Como se corroborando sua crença, os Tecnomantes possuem diversos QG poderosos. Eles se orgulham , e insistem que apenas eles são capazes de resistir às piores investidas da Mão Negra. Somente eles, posicionados como estão, são capazes de caçar e destruir os representantes mais vis da espécie humana.
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    Re: As Treze Cabalas do Arce Códex

    Mensagem por noasinclair em Qua Abr 04, 2018 11:07 pm


    Os Wanga

    "Eu caminho por onde o sonho é real.
    Eu danço de acordo com a pulsação do Mundo.
    Eu sou Uno com a natureza - o lobo, o urso, a coruja.
    Seu mundo é cego, seu espírito está agonizando.
    Venha comigo para o coração do universo, compartilhe nossos Sonhos, e você viverá"

    Os Wanga são uma Cabala de feiticeiros composta por indivíduos que praticam xamanismo e comungam com espíritos como parte essencial de sua magia, existindo como intermediários entre o Mundo Mortal e o Mundo Espiritual. É uma das Cabalas mais diversas, composta inicialmente por sociedades de culturas ancestrais da África, Nativo-americanos e Aborígenes, em conjunto com praticantes do Xintô,Vodu e Quimbanda sábios espiritualistas independentes e descendentes de outros grupos e civilizações esquecidos.
    Esta Cabala é responsável pelos despojados, por aqueles cujas culturas foram subvertidas como a própria Terra. Estes xamãs, unidos pelos laços da conveniência, encontraram um objetivo comum no destino da paisagem espiritual - um destino que seu próprio povo entende. Algumas Tradições lutam contra os Tecnocratas por idealismo. Para os membros desta Cabala de mistério, a luta é pessoal.

    Os Wanga são mais uma coletânea de tribos do que formalmente uma tradição. São das mais variadas religiões, todas primais, voltadas para os Orixás, a força da vida, o Sol, a Chuva... e Os Espíritos, e talvez por isso exista uma forte ligação entre estes magos e seus Folclores. Devido à sua maneira rústica e seus hábitos apegados às tradições de seu clã, muitos estranhos os menosprezam dizendo que eles são conservadores, mas a verdade é que os Wanga ainda guardam uma amarga memória de seus colegas europeus, que usurparam suas terras na Era das Explorações.
    Hoje, enquanto a indústria engole a natureza, até os Adormecidos voltam ao estilo antigo de vida. Por ser a Tradição mais primordial, os Oradores dos Sonhos têm atraído muitos seguidores.
    A Terra, no entanto, está agonizando, e os xamãs conhecem bem demais a Sua dor. Além da Película, eles são capazes de ver as cicatrizes espirituais que o "progresso" cria. Muitos desses xamãs estão irados, e é essa fúria que guia a suas Artes.

    Embora originalmente chutados para um único balaio pelos outros, de Cabalas eurocêntricas, as diferentes culturas dentro dos Wanga têm encontrado solo fértil em comum em seu respeito e dedicação ao equilíbrio entre a realidade física e espiritual. Como a Película está mais grossa e o Mundo Espiritual mais perigoso, os deveres destes Despertos tornaram-se cada vez mais difíceis. Mas, enquanto outros Despertos tendem a ignorar as questões do espírito e os Adormecidos os esqueceram por completo, os Wanga nasceram para andar na borda do meio, para ver e ouvir o que os outros não veem e nem ouvem, e preencher papéis ainda muito necessários no mundo moderno.

    Apelido: Xamãs

    Aparência: Os Wanga possuem uma variedade de genótipos humanos, a maior parte decorrente de suas viagens constantes. Os Silenciosos são originários da África do Norte e portanto são, em sua maioria, africanos ou semitas, mas já cruzaram com humanos de todos os rebanhos. Na forma lupina são esguios, assemelhando-se aos chacais da arte egípcia, com expressões inescrutáveis e traços nobres. ultimamente com a expansão da cultura global cada vez mais diferenciados ficam os estilos desta Cabala, variando desde mães de santo que parecem estar numa convenção indígena, até vestes altamente elegantes com adornos africanos sutis e de gosto requintado.
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    Re: As Treze Cabalas do Arce Códex

    Mensagem por noasinclair em Qua Abr 04, 2018 11:16 pm


    A Rosa Amarga


    Belos, ricos e altamente corteses, estes despertos empregam o controle e manipulação da sociedade humana tão naturalmente em seus encantamentos quanto em suas outras habilidades fascinantes.
    Por essa razão esta cabala de mistérios é uma das mais importantes para o Códex, pois tem sido a mais talentosa em se misturar e influenciar sutilmente a sociedade Adormecida, mesmo que com o uso de sua magia para trazer certa facilidade em seus intentos.
    A Cabala é composta quase que exclusivamente de humanos, embora alguns outros seres, como fadas principalmente, também componham as fileiras da Rosa.
    Seus membros são magos altamente desenvolvidos nas artes do Encantamento e outras que são igualmente sutis no circulo social.
    Por natureza os magos da Rosa tendem a influenciar por detrás ao invés de tomar o poder tão diretamente como os Ephorate ou Faustianos fazem. O que faz dessa cabala um forte aliado dos tradicionalista caso prefiram que a influência seja sutil e graciosa vinda por detrás das cortinas, o que os coloca em convergência com os magos negros também, pois neste assunto os eles também são especialistas. No entanto, diferente dos magos negros, a Rosa tende a promover eventos sociais desde os mais típicos até os mais diversos tipos, barganhando tanto com humanos quanto com despertos favores das mais variadas estirpes, afinal de contas é a Cabala mais rica e influente do mundo mortal tendo inclusive várias entidades famosas e influentes como seus aliados constantes.
    Membros da Rosa Amarga muitas vezes se envolvem muito no mundo dos mortais. Eles têm um número vasto de razões, quer desfrutando de proximidade com o ruborizar da vida, cultivando verdadeiros cultos de seguidores amorosos ou influentes e seguindo as tendências de sua própria espécie, ou simultaneamente, zomba e venera aqueles que são visados por seus olhares. Quando ouvir o nome Rosa Amarga, lembre-se que eles são as flores reluzentes de um mundo desesperadamente morto e sem graça, que inspiram através da sua beleza, encantamentos ou patrocínios.
    Drama, encantos, paixão e sofrimento são algumas das coisas que fazem estes despertos serem conhecidos pelo o que são. Ainda que muitas vezes sejam vistos como despertos hedonistas e fúteis brincando de ser adormecidos, os próprios resultados vem a desmentir isso quando é observado de perto.
    Os membros desta Cabala se apresentam intrinsecamente laçados ao seus pensamentos dramáticos e atitudes misteriosas quando vistos de fora.
    Seres totalmente sociáveis em qualquer meio, se estratificam através de um irônico sistema de união que é capaz de unir até mesmo dois inimigos declarados dentro de uma ocasião social por uma causa solene e conjunta. Diferente dos Faustianos, se tornar uma Rosa Amarga não é somente uma questão de escolha, mais que isso, é uma questão de ser aceito pelo círculo dos espinhos, núcleo interno de liderança da Cabala que compões 7 membros altamente influentes na sociedade, nos quais irão determinar se um Mago é considerado um ser útil a lutar pelos propósitos da Rosa e que carregue os traços do simbolismo necessário para conseguir se adequar aos sistemas políticos dentro e fora do véu, e entender que sua magia, apesar de ser vista como extremamente anárquica e livre, carrega tanto significado em seus atos quanto por exemplo a dos Arcanos Tradicionalistas.
    Ainda que aparentemente eles não estejam dando a mínima para outra coisa que não o próprio ego ou que pareçam aceitar a ruína do mundo como ela é, as coisas não são bem assim. O mundo enfrenta uma decadência que só os realmente tolos não são capazes de ver, negar isso e tentar pensar que poderemos mudar todas as atitudes destrutivas que tivemos até aqui é tolice, pois de fato não podemos. No entanto talvez possamos entender nossas atitudes e lidar com elas.
    O Arce Códex não teria sobrevivido nem mesmo á Idade das Trevas sem a participação substancial da Rainha de Espinhos e seus seguidores da Rosa Amarga, por conta disso eles continuam entre os seus partidários mais fervorosos.
    São, sim, Flores de Mana, se unindo para sobreviver aos dias caóticos e fatídicos que exalam o drama da descrença que apodrece a alma pela sua maneira rotineira de acontecer. Vistos como socialite fúteis e hedonistas mimados vestidos de preto, o vazios fazem soar suas risadas irônicas enquanto compreendem o seu próprio interior e os acontecimentos à sua volta… Talvez a atitude de não demonstrar raiva ou ódio para aqueles que os caluniam sejam uma prova suficiente de sua maturidade que muitas vezes é ridicularizada.

    Apelido: Espinhos

    A Magia:  De um modo um tanto quanto similar aos Arcanistas, os despertos da Rosa Amarga enxergam e empregam a magia como um recurso natural a ser impresso na tapeçaria da realidade por aqueles que são mais talentosos e competentes para fazê-lo, embora suas conjurações e estudo sigam muito mais uma prática cênica e vivaz do que as pilhas de runas que os Arcanistas perdem tempo se matando para decifrar, ao contrário de seus primos de ideologia, eles praticam suas Artes com muito mais sutileza e com resultados menos chamativos, porém tão eficazes, ou mais do que os seus semelhantes.

    Membros: A Cabala faz a colheita de suas rosas mais pelas pontas de seus espinhos do que por suas cores, em resumo, a utilidade e maestria com que um membro pratica uma arte é muito mais importante do que qual arte ele pratica, por esta razão a Cabala não faz restrições relacionadas a essência mágica de seus membros, mais da forma como eles a utilizam em pró de si mesmos e da Rosa Amarga, embora a maioria dos membros componham as fileiras sociais da burguesia, e de conhecimento que várias raças, sobretudo os Changellings estão filiados a esta Cabala.

    Organização: Esses despertos são famosos por uma cadeia social e uma privacidade legendária. Eles se reúnem frequentemente, mais como um pretexto para promover festas suntuosas e exibições do que para realizar ou decidir alguma coisa, exatamente como todos tentam que acreditar.
    Entretanto, na realidade quem pensa nessas questões é exclusivamente o circulo dos Espinhos, no qual é responsável pelas decisões de maior relevância e delegações de atividades dentro da Cabala.
    A Rainha de Espinhos comanda um tipo único de monarquia separada entre os despertos. O status entre os Rosa Amarga é um constante vendaval onde um sorriso súbito ou crítica maldosa pode levar à sorte ou à desgraça; um prodígio pode ser adorado em um dia, ou pode cometer um gafe terrível quase imperceptível e ser banido no dia seguinte.

    Criação de Personagem:

    Atributos e Habilidades Sociais são valorizados na Cabala, apesar destes magos serem tipicamente menos preocupados com o controle do que com dar uma boa impressão. A percepção também é importante, tanto para a criação quanto para a crítica. Os membros da Rosa Amarga favorecem Habilidades como Expressão e Empatia, frequentemente desfrutando de níveis altíssimos nestas características; seus irmãos mais superficiais fazem melhor uso de Habilidades como Subterfúgio e Etiqueta. Os Rosa Amarga são criaturas muito sociáveis e adoram ser necessários tanto para despertos quanto para mortais; por isso, Antecedentes como Aliados, Contatos, Fama, Recursos e Status são comuns em seu meio.

    Aparência: Se pode haver uma Cabala que acolhe seus membros selecionando mais seus talentos naturais para a política e a nobreza do que restringindo suas artes, os membros desta cabala são sempre o melhor que se espera dentro da sociedade onde convivem, o que leva a maioria deles naturalmente a adotarem aparências impecáveis e sempre condizentes com a mais requintada costura nos padrões atuais.

    Refúgio: Os Membros da Rosa Amarga se asseguram de que seus refúgios sejam confortáveis, adequados para se socializar e, acima de tudo, de acordo com suas necessidades políticas e os seus gostos estéticos. Despertos de inclinação mais comercial podem manter salões espaçosos para exibir seus artigos, enquanto que outros mais superficiais amam mansões opulentas e grandes, perfeitas para a acomodação de convidados, bailes e grandes eventos.
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    Re: As Treze Cabalas do Arce Códex

    Mensagem por noasinclair em Qua Abr 04, 2018 11:30 pm


    O Cálice de Éter


    Estes são os perfeitos guerreiros filósofos, sempre buscando a perfeição da mente e do corpo, os mais antigos desta cabala se lembram da era dourada do tempo das maravilhas e falam saudosamente dos tempos ancestrais, o objetivo desta cabala é criar um lugar melhor, onde despertos e adormecidos de todos os tipos possam coexistir com o mundo espiritual pacificamente e prosperar como nos tempos antigos. Desafortunadamente, nenhuma ferida arde mais do que um sonho negado, o grande cataclismo e a morte do tempo das maravilhas parece não ter apenas aumentado seu rancor e recusa dos outros mundos, mas também afetou de modo negativo o mundo espiritual, que deveria estar contrabalanceado com o mundo físico. Essa cabala trata de manter o equilíbrio entre corpo e mente, diferente dos Portadores da Luz, os monges do Cálice de Éter buscam a perfeição através de sua própria introspecção e busca interna, enquanto magos brancos dizem que sua busca interna deve conter a busca pelo divino e a criação, os monges acreditam que eles próprios são representações do divino e da criação, o que também coloca esta cabala em um paradigma contraposto a do Círculo da Anciã.

    Prezando pelo equilíbrio do mundo físico e espiritual, os magos do Cálice de Éter buscam fluidez dentro de suas conjugações e objetivos de vida, por essa razão eles são, normalmente, peregrinos estudiosos e muitas vezes tornam-se filósofos, esses que tendem a assumir posição de liderança e sempre fazem com uma razão muito boa para tal, com brandura e humildade bastante para entender que arrogância é uma armadilha das mais perigosas, esses despertos acima de qualquer coisa são membros completamente desprovidos de boçalidade em sua maioria e grande parte da sociedade do Cálice de Éter prefere a reclusão ou mesmo a vida como errante do que a alta sociedade e o mundo financeiro. Esses magos acreditam que explorar conceitos e descobrir coisas novas, sejam elas locais, conhecimentos ou qualquer outra coisa, sempre fortalece a mente de um desperto ao mesmo tempo em que o exercita fisicamente. O condicionamento ajuda a disciplinar o corpo, tendo os dois como um só dentro das realizações, tanto mundanas quanto mágicas, os monges buscam a própria iluminação de um modo até muitas vezes egoísta, o que coloca às vezes esta cabala em contraste com os Portadores da Luz, pois eles pregam que a iluminação deve ser feita em conjunto, enquanto o Cálice de Éter dita a busca da auto perfeição dentro de cada um.

    Apelido: Monges

    A Magia:  A visão mágica que esta cabala compartilha se baseia no perfeito equilíbrio entre os dois mundos, onde o desperto habita o mundo da realidade e o mundo verdadeiro como eles chamam, apenas através da fluidez perfeita do elemento da vida, se pode conseguir equilibrar completamente o universo dendro de cada desperto e o universo externo que eles creem ser um mentira, a magia vem de dentro, por esta razão é que surpreendentemente esta cabala cultiva mais dojos de treinamento de artes marciais e mosteiros de meditação, do que bibliotecas e laboratórios complexos, cheios de grilhões mentais que impedem a  Mana de fluir corretamente, para estes conjuradores a magia é algo espontâneo e não uma receita pronta que funciona igual para todos.

    Membros: Os monges consideram sempre seus caminhos e desafios pessoais. Eles não desejam riquezas materiais, e nem desejam se exibir, embora costumem testar suas habilidades contra obstáculos que possam aparecer em seu caminho. O caminho espiritual de um membro do Cálice de Éter é seu treinamento, ele não costuma seguir nenhum deus ou dogma , pois encontra a direção a seguir em seu próprio interior, estando conectado intima e misticamente com o mundo espiritual.

    Refúgio:  Constantemente estes monges podem ser encontrados em áreas isoladas, em montanhas, vales, locais onde possam meditar e aprender mais sobre si, seja em templos ou ao ar livre, normalmente membros desta cabala cultivam refúgios coletivos onde podem aprender e treinar ao mesmo tempo em que cultivam sua conexão natural com os espíritos, por esta razão um monge quase nunca será encontrado habitando grandes centros populacionais, tendem a preferir o "isolamento" social embora sejam normalmente, muito comunicativos se recebem visitantes e compassivos se o visitante não se mostra hostil.
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    Re: As Treze Cabalas do Arce Códex

    Mensagem por noasinclair em Qua Abr 04, 2018 11:40 pm


    Os Arcanistas


    "Eu falo a língua secreta. Eu conheço o significado dos números.
    Eu percebo verdades mais sutís que suas mentes simplórias seriam incapazes de alcançar.
    Nossos ensinamentos são profundos e complexos demais para os imbecis compreenderem.
    Portanto, precisamos escondê-los atrás de metáforas e ensiná-los através de analogias.
    Apesar de ainda ser nossa obrigação guiar os Adormecidos (e as outras cabalas),
    as verdades que sabemos são tão poderosas que somente os magos mais sábios podem recebê-las livremente."

    A Cabala possui raízes da Suméria ao Antigo Egito de 5000 anos atrás, e ao redor do momento em que o primeiro sistema de escrita foi desenvolvido. Antes da existência da linguagem escrita, os nomes eram pensados para que fossem inerentes aos objetos designados, como reflexos de sua verdadeira natureza. Com a escrita como a habilidade de capturar e manipular nomes, o escriba foi capaz de aprisionar o objeto e manipular sua própria natureza. A captura dos nomes era considerado um ato mágico em sociedades antigas, para as quais a capacidade de escrever estava reservada para o clero, sob a influência direta dos deuses da sabedoria e da magia, como Thot.
     
    As letras providenciam metáforas úteis para conceitos abstratos, então, pela primeira vez na história, pensadores foram capazes de ascender do mundo físico para todos os novos reinos das ideias. Primeiro, Platão formou a teoria do realismo que permitiu um paradigma secular para controlar todos os elementos da realidade. Místicos, em seguida, equipararam os ideias maniqueístas das divindades de desenvolvimento gnóstico, neoplatônico e outras teorias dualistas que surgiram em torno do Século II DC. Mas o grande surto intelectual do século II foi logo esmagado pela rápida expansão do cristianismo que forçou a ortodoxia na região do Mediterrâneo. Logo, Roma caiu, e a civilização ocidental entrou na Idade das Trevas. Estudos Herméticos se fragmentaram, o compartilhamento de ideias parou e assistentes isolaram-se em suas torres de proteção e de estudo livre dos inquéritos da Igreja.
      Da invocação dos sacerdotes babilônicos para os sacerdotes egípcios para a divina cheia do Nilo para as estrelas dos selos de Salomão, que lhe deu o controle sobre o mundo, foi a vez dos maiores magos da tradição ocidental. Foi também o momento em que os maiores grimórios e Talismãs foram criados. No entanto, além de Salomão, não sabemos seus nomes, e então o corpo do conhecimento que consiste de theurgia, goetia, astrologia e alquimia ficou conhecido como o trabalho de um único Ascendido chamado Arcanus Trimegistus.

    Apelido: Ratos de Biblioteca

    A Magia: Herméticos

    Membros: Muitos Arcanistas dedicam suas vidas a buscas ocultas ou de natureza erudita. Contudo, a fascinação pelo desconhecido dificilmente é o suficiente para chamar a atenção de um Feiticeiro; os membros da Cabala procuram por "aprendizes" de natureza agressiva e mente consciente e pouco se importam com os sonhadores ou aqueles com ideias mirabolantes. Os Arcanistas tem uma oculta tradição sexista e a maioria dos arquimagos são homens. Contudo, ultimamente os Arcanistas mais jovens estão se tornando mais liberais e atraem grandes números de Acólitos satisfatoriamente ambiciosos e persistentes de ambos os sexos.

    Organização: Não existe nenhuma estrutura interna mais rígida que a dos Arcanistas. Nenhuma cabala une seus acólitos e estudantes tão severamente. E nenhuma delas age com tanta unidade de propósito como os Arcanistas. Apesar dos membros mais jovens estarem livres para fazer mais, ou menos o que quiserem, eles ocasionalmente recebem, de seus arquimagos, ordens que não podem ser ignoradas. A paranoia mantém a cabala lubrificada e unida.
    Obviamente, os Arcanistas encorajam realizações individuais dentro do grupo, vendo isso como um método de seleção do mais apto para assegurar sua força. Com estes jovens despertos, poderosos e ambiciosos cooperando com tal meritória unidade, não é de se espantar que estes Despertos tenham tantos inimigos rancorosos e invejosos entre os despertos.
    A hierarquia dos Arcanistas contém vários níveis, cada um deles dividido em "círculos de mistério"  que um aspirante tem que dominar se deseja avançar para o próximo nível (e praticamente todos os Arcanistas têm este mesmo desejo). O nível mais baixo, os Aprendizes, pertence aos acólitos recém despertos. Acima dos aprendizes estão os Tutores, cada um deles sendo mestre de uma cabala; depois os senhores, cujos domínios são compostos de várias cabalas. E no topo da hierarquia se senta o Círculo Interno dos Arquimestres Arcanos, sendo alguns deles mestres de continentes inteiros; acredita-se que cada um deles está em comunicação constante com os outros.

    Criação de Personagem:

    Os Arcanistas normalmente possuem fortes Atributos Mentais e uma grande Força de Vontade para acompanhar; os diletantes e os simplórios dificilmente toleram as horríveis exigências da feitiçaria. Muitos têm os Conhecimentos como Habilidades primárias, apesar das Perícias serem altamente exigidas. Apesar de alguns Arcanistas se especializarem em áreas particulares de excelência, a maioria deles prefere um conhecimento mais amplo sobre aptidões pessoais; afinal, um Feiticeiro normalmente não pode depender de ninguém, a não ser de si mesmo.

    Aparência: Os mágicos Arcanos geralmente adotam imagens imponentes ou sinistras. Alguns preferem roupas de nobres em cores sóbrias. Muitos deles usam amuletos e talismãs gravados com símbolos cabalísticos ou arcanos como sinal de seu aprendizado. Apesar de individualmente os Feiticeiros poderem se transformar de imaculados meticulosos em desordenados e excêntricos, os olhos - destes magos  sempre brilham com uma perspicácia misteriosa e uma acuidade assustadora.

    Refúgio: Apesar dos Feiticeiros poderem manter individualmente seus próprios refúgios (frequentemente completos com uma extensa biblioteca), a cabala mantém pelo menos um núcleo em todas as cidades que abrigam sempre uma forte presença dos Arcanistas. Os núcleos são abertos a todos os Arcanistas e absolutamente proibidas a todas as demais cabalas. Os Feiticeiros são notórios por seus bem guardados refúgios; praticamente todos possuem proteções místicas que até mesmo outros Arcanistas teriam dificuldade em evitar.

    Acólitos: Professores, Historiadores, Eruditos, Escritores.
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    Re: As Treze Cabalas do Arce Códex

    Mensagem por noasinclair em Qui Abr 05, 2018 7:03 pm

    A Garra Dominadora

    Essa talvez seja a facção mais oposta as regras do Arce Códex. A Garra Dominadora é composta por diversos membros exclusivamente licantropos e, muitos deles, desumanos que acreditam veementemente que a chamada garra de Cernunnos é uma coleção de bárbaros violentos ou adoradores de sangue empenhados em trazer caos a terra. Assim, a Garra Dominadora é mal falada por toda sociedade dos despertos e eles tem razão em temer esta cabala por essas razões. Enquanto os despertos temerem e se esconderem entre adormecidos eles irão desprezar e apagar-se-ão as tradições. Essas que são vistas como ultrapassadas. Os Garras preferem entrar em sua natureza de licantropo por completo e proteger a própria raça acima de qualquer outra. Eles se recusam a usar os trapos esfarrapados da humanidade ou atuar como escravos e rebanho para arquimagos humanos. Além disso os membros desta cabala são clara e abertamente auto intitulados como superiores aos mortais, os seres humanos que se deitam como vacas.  Os membros da Garra são como irmãos e consideram os mortais como ferramenta de alimento na melhor das hipóteses. Tendo inclusive pouca tolerância para com os despertos comuns que fingem ser humanos. Estes membros da Garra são literalmente Alienígenas ao mundo conhecido e extremamente desumanos em suas ações. Porém, a Garra Dominadora não é composta apenas por uma coleção de caninos psicóticos e famintos correndo atrás de pessoas em cidades e vilas. Não, eles rejeitam a humanidade com uma base moral para suas vidas e por isso se voltam a vidas alternativas e aderem com frequência a locais isolados onde possam imperar com sua sabedoria e princípios filosóficos que a força bestial em canal estreito lhes permite. Assim estes membros mantém uma resistência no dia-a-dia que se assemelha a estabilidade, senão sanidade, somente se rebelando contra a amoralidade dentro dos seus campos. Agindo contra suas próprias inclinações para com a solidão, os membros desta cabala, frequentemente se juntam em grupos que funcionam como Caern ou uma facção. Essas partes de um todo agem como unidades de combate entre devoção moral a lealdade do bando e agem de acordo com suas necessidades, inclusive as de se rebelar em cidades desprovidas de proteção que acabam sendo vítimas da Garra. Estes são certamente mais abertos com seus atos destrutivos e jogos elaborados contra os humanos.

    Com isso em mente, é compreensível que diante destas tensões internas a Garra Dominadora seja encarada quase como uma entidade independente do código e lar de várias facções menores de licantropos que são unidas sob a bandeira da nação da Garra Dominadora. O segmento que segura esta caótica cabala unida seria certamente o selo para derrubar o mal além da Muralha que ameaça não apenas os humanos como todo licantropo existente.

    Apelido: Os Garras

    A Magia: A conexão mística entre as forças da natureza e os seus habitantes, para a garra dominadora o mesmo tipo de poder que faz com que eles se transformem de homens para feras, controlando a realidade com o mesmo poder de mudança, por esta razão os membros da garra dominadora creem que o poder mágico encontra-se dentro da própria alma do desperto, eles não perdem tempo em pilhas de livros velhos ou misturando poções, o paradigma desta Cabala é quase integralmente feito de ritos xamanísticos que clama pela fera interior em cada licantropo a força com que cada um pode tirar de seu instinto primitivo (Gnose) determina o quão bom em controlar esta força o licantropo será. Um membro da Garra dominadora sabe usar todas as armas físicas e espirituais,  Sua herança sobrenatural lhe permite sobreviver na intempérie, encontrar sua presa e evitar ser notado. De modo similar aos Magos Verdes, O Clã das Bestas tem uma ligação forte com a natureza, podendo extrair o poder dela para lançar seus feitiços. E, seu poder vem da força de seus ancestrais, e não de livros e garatujas sem sentido, os licantropos que aderem à Garra dominadora acreditam que a manipulação do Éter nada mais é que uma herança dos seres vivos por direito.

    Membros: Esta é provavelmente a Cabala de mistérios mais restritiva dentre todas as 13, pois ela não restringe seus membros pelas artes que seu despertar lhes traz, mas sim pelo seu nascimento, apenas licantropos são permitidos dentro desta Cabala, e os mesmos nem precisam estar de fato despertos; é muito mais uma sociedade racial do que exatamente uma cabala, por esta razão seus membros vem de todos os lugares e possuem os mais diversos perfis, a maioria é nascida e criada dentro dos princípios da garra, mas a Cabala esta aberta para qualquer licantropo que deseje se filiar à mesma.

    Organização: Normalmente dentro da própria Garra Dominadora, as bestas fazem vários pequenos grupos entre si, os denominados Caerns que na maioria absoluta das vezes é formado por um grupo de Licantropos de uma mesma espécie, embora não seja de fato uma regra, nem mesmo eles costumam tolerar uns aos outros por muito tempo se forem de especies diferentes, existem inúmeros Caerns da Garra dominadora espalhados por todo o mundo conhecido, muito raro é encontrar um Baast em meio a um Caern de Garou e vice versa, entretanto todos os Caerns respondem ao grande Alpha, que é o licantropo mais poderoso dentre as fileiras da Cabala, mas que pode ser desafiado por outro licantropo em tempos de paz sem nenhum problema, assim a Garra dominadora tem uma das organizações mais caóticas dentre as cabalas de mistérios, entretanto se algo ameaça os licantropos, ao sinal do Alpha, exércitos de bestas sanguinárias estarão dispostos a defender a hegemonia dos Licantropos a todo custo.

    Ferozes e indomados, os Licantropos integrantes desta Cabala mostraram ao Códex sua face animalesca. Nunca se afastando de suas verdadeiras naturezas e hábitos culturais de suas raças, Os Garras elevam e enaltecem seus lados bestiais tornando-se caçadores letais cuja perícia na perseguição de uma presa é inabalável. A Cabala inclui tanto assassinos sutis quanto lutadores ferozes, e a perícia com a qual eles enfrentam seus inimigos empresta uma força poderosa ao Códex. Entretanto os Garras não são fanfarrões, e sim criaturas predatórias e instintivas que apreciam a emoção da caçada quase tanto quanto a fúria intoxicante da alimentação.
    Nos dias de hoje, A Garra dominadora vêm recebendo um influxo de desertores de outras Cabalas de mistério, embora poucos destes Licantropos desejam falar sobre a razão por trás deste êxodo.
    A seita como um todo parece frustrada com essa reviravolta e com a aparente relutância dos desertores em falar sobre seus motivos, mas qualquer que seja a causa do medo desses predadores, ela deve ter uma escala épica.
    Existe uma certa rixa entre Presas de Prata e Senhores das Sombras, que é provavelmente resultado da divisão do clã muito séculos atrás.

    Os Presas de Prata acreditam que seus irmãos Senhores das Sombras são rústicos e caipiras, enquanto estes sentem que os Presas de Prata empalideceram sua besta, se transformado em comedores de carne putrefata e reviradores de lixo. No entanto, essa disputa parece ser principalmente uma “questão de família” e poucos Licantropos fora da Cabala têm conhecimento dela, pois, com certeza, os seus membros não fazem questão de torná-la publica.
    Os Licantropos que não pertencem à Garra Dominadora têm uma tendência a respeitar as realizações de seus companheiros, e muitos acabam acumulando certo nível de poder dentro da Cabala (na maioria dos casos para seu desgosto). Em vez de faltar com suas obrigações para com o Códex, os membros desta Cabala carregam seu fardo com uma certa nobreza selvagem.

    Criação de Personagem: A maioria dos Garras são forasteiros peregrinos e coisas semelhantes, enquanto alguns outros mais  urbanos preferem conceitos mais sociais como soldados ou mercenários. Os Atributos Físicos são na maioria das vezes primários, embora muitos Garras tenham altos níveis de Raciocínio e Percepção. Os membros desta Cabala preferem quase sempre Talentos.
    Como mencionado anteriormente, muito deles possuem Mentores e alguns deles se tornam membros dos alastores devido sua alta capacidade de rastreio e combate ou alcançam um certo Status dentro da própria Cabala.

    Aparência: A Maioria dos Garras não dá a mínima importância para a aparência e considera a vaidade menos importante que a funcionalidade (eles normalmente têm uma aparência desleixada e desgrenhada). Os Licantropos mais sociáveis da Cabala adotam o estilo elegante e superficial no mundo mortal, mas somente como uma forma de “camuflagem urbana” que lhes permite caçar com mais facilidade. Muitas vezes ainda usam a barba por fazer e o cabelo despenteado.

    Refúgio: A maioria deles evita refúgios permanentes (comunitários ou não) e adotam um estilo de não-vida nômade. Qualquer lugar esta bom, desde que eles possam se levantar para caçar.
    Os Garras levam com sigo poucas coisas além daquilo que podem carregar com facilidade, por isso não têm necessidade real de lugares grandes para guardar coleções de pertences.
    noasinclair
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    Re: As Treze Cabalas do Arce Códex

    Mensagem por noasinclair em Qui Abr 05, 2018 7:27 pm


    Os Akasha

    "Primeiro você deve aprender o Éter, depois você deve esquecê-lo...
    Você precisa se lembrar de respirar para que a respiração ocorra?! Não!!
    Com o Éter, este é o mesmo princípio..."


    A Cabala dos Akasha é um grupo intimamente conectado com artes introspectivas que funcionam ao fortalecer suas mentes e seus corpos.
    A Esfera da Mente é sua Esfera preferida e a Irmandade tende a ter grande proficiência com ela.

    Muitos magos ficam perplexos pelo fato desta Cabala, com sua ênfase no desenvolvimento do corpo, acreditar que o gigantesco campo fértil da mente é superior, mas para a os Despertos Akasha, mente e corpo são indispensáveis. A disciplina da mente só pode ser alcançada com a disciplina apropriada do corpo que a contém. Infelizmente grande parte da história da Irmandade de Akasha não viu muito mais do que estereótipos e confusão por parte de seus semelhantes ocidentais.
    A Irmandade de Akasha é uma Cabala antiga e opulenta e suas origens remontam à primeira aldeia, quando a humanidade vivia em harmonia com o Todo Cosmos.
    Ali, os futuros Akasha aprenderam o Éter com o Dragão, o Tigre e a Fênix Celestinos.
    Seguindo a filosofia de Não faça; apenas seja. Olhe para seu interior em busca tanto da solução para um problema quanto de sua causa. Você não pode produzir o equilíbrio enquanto não estiver equilibrado interiormente. Não tente controlar seu inimigo, e sim guiá-lo. Não tente resistir à oposição quando você pode simplesmente contorná-la.
    A magia flui da harmonia e da disciplina, uma força natural concentrada pelo Éter. Os membros desta Cabala são tão contemplativos, quanto podem ser combativos, guerreiros-filósofos que iriam entender e guiar em vez de simplesmente eliminar. Os de Akasha tendem a usar a violência apenas como último recurso, mas podem ser muito efetivos quando o fazem.

    Apelido: Zen

    Focos Comuns: Meditação, cânticos, Artes marciais, rituais de purificação e armas, sinos, incensos, faixas ou flâmulas de prece.

    Organização: Mais do que em qualquer outra Cabalas os magos de Akasha são separados de acordo com sua essência. Magas do Padrão (às vezes chamados de Mantos Laranjas ou Açafrão) muitas vezes são mestres do Darhma. Magos Investigadores (ou Escamas do Dragão) concentram-se em proteger Adormecidos e Despertos e acreditam fazer parte do corpo do Dragão Celestino.
    Os Dinâmicos (às vezes chamados de Iogues) dominam o mundo espiritual, enquanto os magos Primordiais (às vezes chamados de Peles Azuis) são os que mais se dedicam à Ascensão pessoal.
    Essa Tradição não é mais exclusivamente asiática como costumava ser. A maioria dos Irmãos foram Irmãos em encarnações passadas. Alguns membros demonstram um bom domínio das artes marciais ou da filosofia oriental antes de Despertarem, enquanto outros são observados de longe por Irmãos que examinam as partes mais profundas do Registro com o objetivo de descobrirem a encarnação atual de sua magia. Os de Akasha podem ser treinados em seus Xiudaoyuan (Capelas) durante anos antes de serem liberados de seus estudos.

    Aparência: Os Akashas tendem a se vestir com o estilo mais pratico possível. Narizes aquilinos, cabelos pretos e corpos graciosos e esbeltos são características predominantes entre os membros desta Cabala, apesar de membros africanos terem características mais núbias. Recentemente, alguns ocidentais foram introduzidos à Cabala, mas eles continuam sendo uma minoria.
    Estes indivíduos podem ser de quase qualquer aspecto, pois são escolhidos por suas habilidades e não por sua aparência.
    noasinclair
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    Re: As Treze Cabalas do Arce Códex

    Mensagem por noasinclair em Qui Abr 05, 2018 7:40 pm


    Os Faustianos


    Os membros desta cabala têm a reputação de serem gentis e de gosto impecável. Desde os tempos remotos, os Faustianos têm sido um sinônimo de liderança, reforçando a humanidade e procurando moldar o destino dos outros. Nas noites ancestrais, os Faustianos eram escolhidos entre nobres, príncipes mercantes ou outros controladores do poder. Nos tempos modernos, a cabala recruta seus membros de ricas famílias tradicionais, impiedosos executivos emergentes e políticos. Qualquer que seja a origem, os Faustianos preservam a estabilidade e mantêm a ordem do Arce Códex.
    Outros Despertos frequentemente confundem isso com arrogância ou avareza, mas para o Faustiano, seu papel de pastor é mais uma responsabilidade do que uma honra. Os Faustianos acreditam que a história não deve ser escrita por vitoriosos, afinal, se este modo fosse o correto, porque existiriam tantas versões do mesmo relato? Assim, a sua história é escrita por sobreviventes, relatos de um povo.
    A história pode parecer fantasiosa e talvez com algumas falhas. Mas é a história vista por um povo, uma herança, e que dá muito orgulho aos membros Faustianos. Ao longo da historia  os Faustianos  nunca perderam seu destaque na sociedade mística, participando ainda de cargos políticos importantes durante toda história, juntamente com os mortais. Com a caça as bruxas instituída pela inquisição, e novamente o risco da extinção , os Faustianos auxiliam na formação do Supremo Conselho, a qual, até hoje, ocupam um lugar de destaque. Os Faustianos apoiam o poder do Supremo Conselho com todo o coração, sentindo que sob a sua liderança uma melhor existência para todos os seres humanos e não humanos pode ser obtida. Na mente dos Faustianos, os outros são imprudentes e impetuosos. Muito preocupados com o conforto imediato, os outros despertos alegremente dariam um pedaço de seu poder em troca de um favor menor, mas imediato. Sem os Faustianos, não existiria o Supremo Conselho, e sem esta ninguém seria capaz de liderar as crianças do cosmos através dos dias e noites difíceis no mundo das trevas - ou assim os Faustianos gostam de dizer. Afinal, sua reputação depende disso.
    Os Faustianos se consideram nobres, no sentido romântico da palavra, lutando para manter a posição daqueles abaixo deles. Apesar da luta ter passado dos campos de batalha para as salas de planejamento e das justas para as urnas eleitorais, a grande cabala continua o duelo. Muitas propriedades sob o controle do Supremo Conselho são supervisionadas pelos Faustianos  e os membros da organização são relutantes em afrouxar o domínio sobre os assuntos que eles tão desesperadamente se esforçam para manter. Reputação e determinação levam um membro longe dentro da cabala dos Faustianos, mas nada disso importa se o desperto não for capaz de manter sua influência. As outras cabalas frequentemente lançam farpas sobre os Faustianos, caluniando-os como santimoniais, pomposos ou até mesmo tirânicos - e mesmo assim, é para os Filhos de Fausto que os outros membros do Supremo Conselho se voltam quando algo sai errado. Os Faustianos cultivam a influência e - sempre que podem - o controle sobre a sociedade mortal. Quando um desperto precisa de ajuda, os Faustianos normalmente podem fornecê-la - por um preço. Naturalmente, os membros desta cabala gravitam nos altos níveis da sociedade mortal, onde sua sofisticação lhes serve bem. Apesar de estarem no mesmo círculo social dos Vazios e dos Arcanistas, os Faustianos não esbanjam sua existência com frivolidades e fofocas fúteis. Os Faustianos orgulhosamente desfrutam do privilégio da liderança e calmamente carregam seu fardo. Assim tem sido; e assim sempre deve ser.

    Apelido: Pastores

    Membros: Os Faustianos são tradicionalmente procedentes de famílias de alto nível social, ou qualquer pessoa notável. Idade, sabedoria e experiência são indícios relevantes à aceitação entre os Faustianos estes nunca se negam a receber de braços abertos um desgarrado de outra cabala trazendo consigo segredos para eles ampliarem suas áreas de atuação, no entanto, os Faustianos tendem a desprezar aquilo que não julgam proveitoso para o crescimento da organização, entretanto não passa pela cabeça de nenhum deles recusar poder se isto lhes trouxer mais lucro que prejuízo, portanto campanhas secretas para seduzir arquimagos poderosos para dentro da cabala ocorrem velada, mas frequentemente. Outros Membros brincam que os Faustianos são todos consanguíneos, enquanto que eles próprios defendem que somente a nata pode se associar à cabala.

    Organização: Os Faustianos de uma certa região se encontram com frequência, apesar de suas convenções se parecerem mais com palestras ou debates e tenderem mais a resultar em falatórios do que em ações. Obviamente, o discurso ponderado é a única maneira "Civilizada" de se resolver um assunto, e membros impulsivos ou precipitados frequentemente entram em atrito com a cabala.
    Sabe-se de Faustianos jovens e impacientes que levantaram desafios contra a posição e posses de "Velhos Garotos", o que é considerado a mais alta das traições e grosserias (a não ser, é claro, que o jovem pretensioso vença).

    Criação de Personagem:

    Os Atributos Sociais e Mentais são igualmente importantes, e os membros ilustres do clã cultivam ambos os aspectos. Perícias e Conhecimentos dividem uma importância similar, pois o clã dá ênfase à amplitude e capacidade. Faustianos valorizam muito os Antecedentes, e altos níveis de Fama, Influência, Mentor, Recursos, Acólito, e Aliados são importantes para se estabelecer a precedência de um Pastor.

    Aparência: Elegantes, aristocratas e realistas. Ao seu modo, os Faustianos fazem uso frequente do estilo dos dias ativos sem perder a imponência que a cabala carrega; Membros desta cabala tendem a usar modas que variam entre estilos "tradicionais". Os membros da cabala são elegantes e requintados. Afinal, é preciso se destacar sem parecer excêntrico.

    Refúgio: Apenas os melhores. Os Faustianos comumente se abrigam em mansões ou propriedades valiosas. Os despertos mais jovens e inexperientes recrutados pelos faustianos são frequentemente de famílias ricas e seus refúgios podem até serem casas ancestrais. Uma antiga tradição Faustiana diz que qualquer membro da cabala pode buscar proteção com outro, e não pode ser recusado.
    Essa tradição é raramente invocada, pois o desperto que procura refúgio subsequentemente fica em grande débito com aquele que fornece abrigo.
    Todavia, este costume já salvou a vida de vários dos Faustianos.

    Acólitos: Empresários, políticos e pessoas de grande influência na sociedade...
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    Re: As Treze Cabalas do Arce Códex

    Mensagem por noasinclair em Qui Abr 05, 2018 7:48 pm


    Os Vazios


    “O entusiasmo é uma embriaguez moral.”

    Drama, paixão e sofrimento são algumas das coisas que fazem os vazios serem conhecidos pelo o que são. Ainda que muitas vezes sejam vistos como crianças rebeldes dançando nas sombras, o próprio Ofício vem a desmentir isso quando é observado de perto.Heróis da noite, os Vazios se apresentam intrincadamente laçados com seu pensamento dramático e atitudes misteriosas quando vistos de fora. Seres totalmente sociáveis em seu meio, se estratificam através de um irônico sistema de união que é capaz de unir até mesmo dois inimigos declarados dentro do Ofício por uma causa solene e conjunta. Diferente dos Órfãos, se tornar um Vazio não é somente uma questão de escolha, mais que isso, é uma questão de ser aceito pela Cabala dos segredos, de ser considerado como um ser útil a lutar pela causa conjunta e que carregue os traços do simbolismo necessário para conseguir se adequar aos sistemas dos Vazios e entender que sua magia, apesar de ser vista como extremamente anárquica e livre, carrega tanto significado em seus atos quanto por exemplo a dos Tradicionalistas Arcanos e Teurgistas.
     
    Ainda que aparentemente eles não estejam dando a mínima para a a política dos despertos ou que pareçam aceitar a ruína do mundo como ela é, as coisas nem de longe são bem assim.
    O mundo enfrenta uma decadência que só os realmente tolos não são capazes de ver, negar isso e tentar pensar que poderemos mudar todas as atitudes destrutivas que tivemos até aqui… não podemos, mas talvez possamos entender nossas atitudes e lidar com elas. As roupas góticas que parecem definir o Ofício provavelmente são um espelho de sua visão, sua forma de observar as coisas na forma obscura que acontecem e se fascinar por todos os problemas que passam por suas mentes, talvez buscando uma solução ou talvez só para saber o porquê eles existem.

    A Magia: Seus focos, apesar de diversos, carregam um significado e uma estratificação de pensamento que vai além do que os de fora do Ofício podem compreender, e desde simples velas até os mais complexos cálculos astrológicos, os Vazios se utilizam de suas ferramentas particulares e convenientes com os seus pensamentos para executar os seus efeitos.
    Os seus focos representam o simbolismo visto pelo mago no ato e o poder interior do mago que é canalizado muitas vezes independente da ferramenta utilizada.
    São, sim, heróis da noite, se unindo para sobreviver aos dias caóticos e fatídicos que exalam o drama da descrença que fatigam pela sua maneira rotineira de acontecer. Vistos como vagabundos e cachorros sarnentos vestidos de preto, os Vazios fazem soar suas risadas irônicas enquanto compreendem o seu próprio interior e os acontecimentos à sua volta… talvez a atitude de não demonstrar raiva ou ódio para aqueles que os caluniam sejam uma prova suficiente de sua maturidade que muitas vezes é ridicularizada.

    Apelido: Góticos

    Organização: Os Góticos têm uma organização formal, quase vitoriana, baseada em inúmeras distinções que só fazem sentido para os outros Vazios. A cada 50 anos, todos os Vazios comparecem a um acontecimento formal no refúgio de um Membro escolhido pela linhagem, no qual eles discutem os novos conhecimentos que descobriram e os mistérios que desvendaram.
    Em raras ocasiões, eles convidam um estranho ou um bando Sabá para seus encontros. Espera-se que esses convidados incomuns debatam com inteligência os assuntos levantados pelos Vazios.
    Visitantes grosseiros ou teimosos recebem o tratamento malevolente apropriado que varia desde uma frieza perversa até maldições inquebráveis.

    Refúgio: Refúgios permanentes e indefinidos são importantes para os Vazios. Eles costumam se isolar em seus refúgios, passando horas incontáveis concentrados em seus estudos até serem forçados a sair, seja devido à curiosidade de visitas indesejáveis ou ao eventual desgaste das condições do refúgio. Eles preferem estabelecer seus abrigos em bibliotecas particulares, museus, galerias de arte, ruínas históricas e catacumbas. Qualquer que seja o estilo, o refúgio quase sempre possui uma biblioteca grande e bem suprida e muitos dos confortos da vida requintada.
    Eles se orgulham de serem anfitriões graciosos e alguns até mantém cômodos e mantimentos de alto luxo para seus convidados.
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    Re: As Treze Cabalas do Arce Códex

    Mensagem por noasinclair em Qui Abr 05, 2018 7:59 pm


    Os Anacreontes


    "Por que você se agarra tão firme em si mesmo?
    Isto é apenas uma casca, e as cascas se quebram.
    Saiba meu caro, que a morte é apenas o começo."

    A morte não é o fim, a morte é um fim. Não há muito de bom em uma existência sem um propósito, e ainda menos em uma existência que traz a dor para tudo em que toca. Melhor acabar com este fio e deixar que um novo tome o seu lugar. A Trama - o entrelaçamento dos fios da realidade - formam uma imagem grande, mas o sofrimento e a tristeza estragam esta imagem. Sua responsabilidade é apoiar o mundo e desempenhar as funções necessárias para libertar aqueles que só trazem ou conhecem o sofrimento. É um dever,mas porque não pode ser também uma diversão?.
    Seu foco não está apenas sobre um ou outro indivíduo qualquer. Eles estão plenamente consciente das consequências do que fazem, e cada vez que estes magos da morte tiram uma vida, devem ter a certeza de que é a coisa certa a se fazer. A escolha é definitiva, e as pessoas que ficam precisarão viver o resto de suas vidas com a perda da vítima - não é algo fácil de se lidar.
    Compreender as consequências e os benefícios da Boa Morte - a morte que cura, o fim que traz novos começos - é vital.
     
    Há uma razão para os Anacreontes prestarem tanta atenção às emoções, cálculos e terem certeza de suas ações: Jhor. Todos os magos acumulam Ressonância de suas ações, mas os Anacreontes em particular acumulam Jhor quando negociam com a morte. Jhor é a mácula da morte, um sentimento de morte e morbidez, uma obsessão com a morte que pode levar a vida de um Necromante e deixá-lo como uma máquina mortífera sem emoções. Este é o paradoxo crítico da existência como um Anacreonte: impor a necessidade da morte, se orgulhar do trabalho feito, mas não desfrutar do assassinato em si. O Necromante não pode saborear a justiça, não pode se rejubilar de uma morte bem levada a cabo, para que não se perca na atração da morte, a atração da Jhor.
    Mas os Eutanatoi estão bem conscientes da ironia - por matar, se tornam monstros. Entretanto, não é raro serem vistos como meros assassinos frios pelas outras Cabalas. Paciência...


    Apelido: Necromantes

    A Magia: Nem toda a magia dos Necromantes envolve assassinato, um ou outro - na verdade, se uma situação pode ser curada sem derramamento de sangue, tanto melhor. Lembre-se que o seu objetivo não é a morte, mas o que se consegue com ela - separando o material doente dos saudáveis, de modo que o saudável possa prosperar. Melhor cortar um membro infectado do que deixar todo o organismo morrer. Apesar disso estes magos estudam sem qualquer preconceito as artes da Necromancia como seu principal campo de interesses, estes Despertos que acolhem criaturas de todos os tipos deste que mostrem talento no que fazem, não apenas se restringem às práticas necromânticas, mas os Anacreontes incentivam que nenhum conhecimento é proibido, e que para atingir o verdadeiro conhecimento, sacrifícios valem muito a pena.

    Organização: Embora estejam espalhados por todo o mundo, os afazeres da Cabala dos Anacreontes são tratados em Veneza, em uma grande loggia conhecida como o Mausoléu.
    Como era de se esperar, adoração de antepassados e culpas cuidadosamente cultivados compõem os traços desta Cabala quando a maioria dos Membros Anacreonte é aceito pela Cabala, eles já viram o suficiente para se acostumarem com as excentricidades da existência de coisas como mortos-vivos, fantasmas e coisas muito piores. A não intervenção do Cabala na permite que seus membros se concentrem em seus próprios objetivos e aperfeiçoam seus conhecimentos da Necromancia. Conta-se que o criador desta Cabala, um Vampiro chamado Augustus Giovanni, ainda mantém o controle direto sobre os Necromantes, apesar de ninguém de fora da Cabala tê-lo visto nos últimos 400 anos.

    Criação de Personagem:

    Os Anacreontes normalmente possuem Talentos Profissionais, os que forem mais adequados para consolidar os empreendimentos da Cabala Suas Naturezas e Comportamentos tendem ao astuto e egoísta, apesar da perversidade infeccionar a incestuosa família e muitos serem pouco convencionais. Os Atributos Mentais e os Conhecimentos são primários e os Antecedentes são altamente valorizados. Quase todos os Necromantes possui um Nível de Recursos confortável e muitos cultivam Lacaios, Contatos e Influência.

    Aparência: Quando não vestidos com os adornos de rituais, a maioria dos Necromantes parecem notavelmente normais, até sóbrios, preferindo roupas não chamativas e hábitos sutis. (Uns poucos jovens demoníacos com estilo pessoal, envolvidos com os componentes mais básicos de seus repertórios e reputação, preferem a imagens de pintura e promiscuidade, mas os anciões olham essas crianças problemáticas com desdém). A maioria possui comportamentos cautelosos, cerebrais e estudiosos, apesar de se conhecer uns poucos que se tornam loquazes, até eloquentes, diante de um atento público, particularmente quando defrontados com uma possível conversão. Anos de devoção a assuntos de outro mundo e atividades amorais desenvolvem uma qualidade fria e estranha nesses Cainitas com o passar do tempo. Muitos adquirem uma fascinação insalubre envolvendo insetos, roedores ou outros parasitas, uma homenagem inconsciente a "O Senhor das Moscas".

    Refúgio: Os Necromantes parecem atraídos por lugares da antiguidade, bibliotecas, templos, pedras eretas, e lugares de poder abandonados a tempos. Tais locais, com o passar de décadas e séculos, parecem adquirir um pouco do toque de seus patronos. Símbolos antigos e indecifráveis são encontrados ornamentando os as planícies sem vida ao redor e formações rochosas, as crianças da vizinhança e as criações morrem ao nascer ou ficam horrivelmente deformadas, e sinais similares de mau presságio seguem a passagem dos cultistas como pegadas malignas.
    noasinclair
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    Re: As Treze Cabalas do Arce Códex

    Mensagem por noasinclair em Qui Abr 05, 2018 8:18 pm


    Os Ephorate


    "A liderança é meu fardo, e não o seu. Você faria bem, contudo,
    em se perguntar se sua existência traz benefícios ou prejuízos aos demais.
    Eu já tirei minhas conclusões... Sem mais comentários."

    Essa Cabala exige nada menos que espécimes excepcionais, com sangue da realeza mágica em suas veias, apenas membros das famílias místicas da realeza conseguem ocupar lugar um lugar entre as fileiras dos Ephorate, considerando o raciocínio rápido e o autocontrole como elementos essenciais de um Ephorate. Tendo isso em mente, os Atributos Sociais e Mentais e Talentos são priorizados. A Influência e o Status são os Antecedentes mais importante; eles podem ser velhos ou progênitos de famílias antigas.

    Os Ephorate sempre encontram uma maneira de parecerem formais, qualquer que seja a circunstância. A maioria é de descendência ibérica ou européia, apesar de alguns dos mais recentemente acolhidos na Cabala serem de herança Cruzada. Os Arquimagos Ephorate preferem, sempre que possível, usar roupas apropriadas a sua infância; em muitos casos, isso pode variar entre meias, armaduras ou mantos dos reis poetas das taifas andaluz. Os jovens Despertos desta Cabala preferem ternos chamativos com requintes latinos, joias atenuadas e carros negros reluzentes que reflitam a riqueza e o poder de seus donos. Apesar desses magos estenderem visceralmente a necessidade de manter um perfil discreto, eles ainda insistem em enfrenar o mundo de acordo com seus próprios termos. Desistir de pequenas partes de sua identidade como modo preferido de se vestir é, de certa forma, submeter-se à vontade alheia, e estes Despertos preferem morrer à submeter-se.
    Nascidos para impor suas vontades, seu orgulho talvez seja sua maior fraqueza, no entanto, contrariar este aspécto é o mesmo de infligir sua honra... E bem... Eles sabem lava-la como ninguém.

    Apelido: Sangue Puro
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    Re: As Treze Cabalas do Arce Códex

    Mensagem por noasinclair em Qui Abr 05, 2018 8:22 pm


    Os Órfãos

    Os Órfãos, são magos que por alguma razão não se afiliaram á uma das 13 Cabalas do Arce Códex. Seja por não se adequarem aos dogmas, ineficiência ou anarquia, eles costumam ser taxados de fracassados pela sociedade dos despertos em peso. Sem uma Cabala que possa falar por eles através da lei ou da política ocultista, eles são considerados perigosos e indesejáveis.
    A maioria só tem recordações nebulosas de suas experiências sobre a regência absoluta do Códex, no melhor dos casos. Tropeçando ao longo das confusões de serem tidos como uma sutil ameaça aos princípios dos Cabalistas, desajustados, em meio ás suas experiências, eles em geral descobrem o segredo da sobrevivência, ou morrem tentando.
    Um observador informado geralmente consegue adivinhar quando um mago pertence á escória dos Órfãos com uma precisão razoável, mas no final, raramente vale a pena fazê-lo.

    Os Órfãos preenchem posições dispensáveis dentro do Arce Códex. Apesar de existirem ocasiões em que algumas Cabalas acolham os Órfãos com base em um vago senso de responsabilidade ou evidente interesse, elas primeiro tomam conta de seus membros oficiais param então deixar os restos para os Órfãos. Por conta de serem tidos como magos de segunda classe, alguns Órfãos desprezam ter uma participação ativa na política dos Cabalistas da cidade, enquanto outros agarram alegremente toda oportunidade que lhes aparece, até mesmo como apoio em serviços precários, só para tentar aliviar a pressão social que lhes aflige a todo momento. No entanto, sua sina é a maldição de nunca serem prestigiados, recebendo migalhas por seus grandes feitos.
    Enquanto isso, a maioria dos sem Cabala limitam o seu envolvimento com o Arce Códex como tática de auto-preservação, preferindo ter os supostos benefícios de associação sem serem sugados para a política, ou mesmo se escondendo nos subúrbio de sua intimidade, negando o Éther em sua casca mortal e vivendo uma vida como um ''Sonâmbulo''.

    Apelido: Pária
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    Re: As Treze Cabalas do Arce Códex

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      Data/hora atual: Ter Out 16, 2018 9:37 pm