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    Sobrevivência ou vingança (Solluz)

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    Leomar
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    Sobrevivência ou vingança (Solluz)

    Mensagem por Leomar em Seg Abr 09, 2018 5:08 am

    Esta é uma terra sem lei, que fica num lugar esquecido pelos deuses.

    A terra chama Dafodil, o lugar é a Ilha dos Exilados.

    Talvez seja mais fácil começar falando da Ilha, ou talvez não, mas começaremos por ela assim mesmo.

    Há alguns anos, 98 anos para ser mais preciso, no mês do Rato, Akaŝa foi destruída. Claro, alguns viveram para contar estas histórias, mas o mundo tal como os antigos conheciam não existe desde então. Tudo aconteceu por causa de um deus, Piro.

    O jovem deus (até onde podemos chamar um deus de jovem?) não chegou um dia e pensou "acho que estou com vontade de destruir este mundo", mas levado por uma curiosidade de até onde seu poder poderia ir, ele acabou sendo imprudente (para dizer o mínimo) e o planeta pagou por isto.

    No dia 7 do mês do do Rato de 1327 (ano Piro) o deus do fogo quis experimentar como seus poderes reagiriam sobre a água. Piro foi para o meio do oceano e ainda avisou aos sirenos (a raça inteligente das águas) para se afastarem; não era intenção dele machucar ninguém, apenas observar como a água reagiria.

    E a água costuma reagir em ondas. Pequenas interferências causam pequenas ondas. Interferências maiores, causam ondas maiores. Agora, uma interferência de escala incalculável no meio do oceano, causa ondas do tamanho de montanhas.

    Isto já seria ruim o bastante se só o Plano Material fosse envolvido, mas como sempre dizem os mestres espiritualistas: "Tudo, absolutamente tudo, está conectado". Matéria, espírito, magia, os três planos foram abalados, e a reação mágica foi tão forte como a física.

    Assim que o poder do fogo de Piro EXPLODIU, os poderes dos outros elementos, principalmente água e ar IMPLODIRAM para ocupar e segurar o lugar que o poder do fogo tinha deixado. Com forças em direções opostas, o plano mágico acabou sendo rasgado, terras emergiram do oceano como uma ferida. E esta ferida, é a Ilha dos Exilados.

    A ilha é cortada em duas por um rio sinuoso, o Rio da Serpente; este rio tem a forma do caminho feito pela mana do fogo rompendo a barreira feita pelas manas do ar e da água. A Ilha dos Exilados se tornou uma lembrança eterna da destruição.

    Por um ano as pessoas tentaram apenas sobreviver àquele caos, e depois disto vieram as guerras. Guerras para punir os adoradores de Piro, causador da desgraça toda; guerras para conquistar terras que tinham suportado as tragédias; guerras para não perder as terras que tinham suportado as tragédias; guerras para reconstruir o que se perdeu; várias, várias guerras. Se fossemos falar de cada uma delas, demoraríamos anos.

    Pessoas indesejadas começaram ser descartadas na ilha nova, uma solução “bondosa” para não se matar todo mundo, e por isto esta terra passou ser conhecida como Ilha dos Exilados. Estes que tiveram a “sorte” de ser mandados para cá ficaram encarregados de lutar contra hordas de demônios para sobreviver, pois o lugar se tornou um escoadouro de demônios que fugiam do Inferno para o Plano Material. Os demônios passaram a ser os líderes destes lugares e até hoje são eles quem controlam as cidades.

    Dafodil é mais uma destas cidades. Uma cidade sem atrativos, pobre, fedorenta, feia. E é nesta cidade que moramos. Claro, ela não é tão ruim se compararmos com algumas cidades-prisão que existem na Ilha dos Exilados, ou com a cidade de Ĵokona, onde a violência é bem pior que Dafodil. Aqui pelo menos existem alguns homens-livres. Poucos, mas existem. Pessoas que tentam simplesmente viver neste lugar hostil.

    Uma destas pessoas era Rinmar, um soldado que veio com o exército de Gaja (pronuncia Gáia), um destino pouco melhor que que vem exilado, mas pouca coisa. Rinmar tinha como esposa Kátin, uma mulher pobre de Akvlando. Kátin era filha de uma mulher que dominava magia negra, portanto mesmo não tendo despertado o dom, era conhecida como tendo “sangue de bruxa”, o que para alguns podia ser considerado uma vantagem e para outros uma maldição.

    Os dois, juntos com o irmão de Rinmar, conseguiram cercar uma pequena propriedade em Dafodil e plantar naquela terra ingrata. Kátin não era considerada uma maga, mas alguns acreditavam que tinha poucos poderes devido sua mãe. Certo dia, guiada talvez por seus instintos, Kátin encontrou uma criança no milharal da pequena propriedade. Não era recém nascida, mas devia ter menos de dois, no máximo três anos. Ela acabou adotando-o e chamando de Solluz, pois a criança repetia isto várias vezes.

    Manter uma propriedade em Dafodil é uma luta constante e não vou ficar falando dos detalhes. Solluz foi crescendo, seu pai e seu tio o treinando como um pequeno soldado, ensinando entre outras coisas a arte da arquearia. Ele também ajudava a mãe e a irmã mais nova (que teve depois de alguns anos) a cuidar das pequenas plantações e criações. Por volta dos quatorze ou quinze anos Solluz descobre ter sangue demoníaco, pois quando caía a noite, ele começava ter febre, seus cabelos branqueavam e um par de chifre crescia.

    Surgiu a dúvida se ele também despertaria o dom mágico, pois é nesta idade que muitos despertam o dom. Alguns começam sentir as manas lá pelos oito ou nove anos, outros despertam aos dose ou treze, mas se dos quinze ao dezessete nenhum sinal do dom aparecer, a probabilidade da pessoa vir a ter o dom é muito baixa.

    Mas Solluz chegou aos dezoito como um quieto (pessoa sem o dom), nada mágico fora os seus chifres que cresciam a noite se manifestou em seu corpo.

    Bom, a vida tinha lá seus momentos bons e calmos, mas viver em Dafodil é sobreviver. É uma guerra eterna, e todos sabiam disto. A propriedade de Rinmar tinha sofrido várias tentativas de saque e invasão durante os anos, porém um dia um grupo mais hostil que os demais ataca com ferocidade. Era um grupo de híbridos comandado por um demônio.

    Rinmar, seu irmão e até o jovem Solluz lutam, acabam matando alguns inimigos, mas no fim Rinmar acaba morrendo, tentando proteger Kátin, que infelizmente tem a mesma sorte que o marido. Solluz e seu tio são obrigados a fugir, seu tio acabou gravemente ferido e corre risco de morrer também. Eles tinham falado para a irmã dele correr, mas não viram se a jovem escapou.

    Dois dias depois, ainda tomado de raiva, Solluz consegue matar, a flechadas, três humanos que tinham ficado vigiando sua antiga casa. Mas o demônio por trás do ataque não tinha ficado por lá.

    Assim é a vida em Dafodil. Uma cidade com muitos demônios, uma terra ruim e mesmo assim procurada por pessoas do mundo todo, por causa de sua posição. O caminho mais curto para se ir de um continente para outro é quase sempre a Ilha dos Exilados, por isto, querendo ou não, a maioria dos viajantes tem que passar por Dafodil, uma terra sem lei, perdida num lugar esquecido pelos deuses.
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    Re: Sobrevivência ou vingança (Solluz)

    Mensagem por Mestre Sinnus em Qui Abr 12, 2018 10:33 am

    Olá mestre. Tenho que ser sincero... Este é meu primeiro PbF. Então, me desculpe se eu digite alguma coisa que não deveria ter digitado... Eu acredito que deve ser dessa forma....  Razz . Bem, minha aventura começa assim:

    Solluz e seu tio se tornaram seres nômades em Dafodil. Ambos sabem que, atualmente, não possuem condições de recuperar sua propriedade e, muito menos, ocupar alguma outra propriedade. Solluz precisa cuidar do seu tio (que está gravemente ferido) e controlar seus instintos durante à noite (quando começa à se transformar num demônio).

    Solluz construiu uma pequena barraca com galhos de árvores, folhas e barro. Este é um abrigo provisório... Os dois só viverão naquelas condições até o irmão de Rinmar melhorar. O jovem Sol (apelido dado por sua mãe adotiva) arranca ervas que funcionam como um anti-inflamatório e consegue fazer algumas poções medicinais usando insetos e sementes (tais poções são receitas de sua mãe).

    O jovem pensa no que aconteceu... Ainda acredita que sua irmã está viva... E fica imaginando mil teorias que explicariam o motivo daquela invasão (bem, existem várias invasões de propriedades em Dafodil, mas aquela... Solluz acredita ser muito exagerada...). Ele quer investigar e, além disso, deseja vingança. Sabe que, no momento, não pode fazer nada, pois seu tio está muito ferido e, qualquer vacilo, significa a morte de seu único parente.

    Ele pensa nas em suas transformações durante a noite (cabelos brancos, febre e chifres). Na última transformação, de alguma forma, seus olhos ficaram roxo. Isso é algo que Sol não consegue entender... "Porque isso está acontecendo comigo?". Bem... ele para por um segundo e percebe que isso não é hora de ficar pensando. Solluz precisa arranjar madeira e comida. Ele precisa caçar alguns animais e acender uma fogueira.

    - "Olá, meu tio. Preciso pegar teu machado para adquirir madeira. Pegarei algumas flechas, irei caçar alguma coisa."

    - "Certo. Pode ir meu amado sobrinho. Mas, não demore muito. Tenho algo à te dizer."

    Solluz sai da cabana e começa a bater numa árvore seca. Era uma árvore de pequeno porte, por isso, não deu muito trabalho para derruba-la (só um pouco de suor). Em seguida, ele começa andar pelas redondezas (não indo muito longe da cabana). Nos momentos iniciais, ele não encontra nenhum animal, entretanto, depois de alguns minutos, avista um casal de coelhos.

    O jovem pensa: "Essa é minha chance. Acho melhor ser rápido. Preciso voltar para meu tio."
    Leomar
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    Re: Sobrevivência ou vingança (Solluz)

    Mensagem por Leomar em Sab Abr 14, 2018 9:35 am

    Apesar de tudo Solluz ainda se acha com um pouco de sorte, coelhos eram raros na Ilha dos Exilados, e um ensopado de coelho era bem mais gostoso que um de rato. Ele volta para "casa" com a carne. Enquanto prepara o jantar, seu tio fala:

    - Garoto, você demonstrou coragem quando fomos surpreendidos. É um orgulho para mim e seu pai. Se nossos inimigos não fossem covardes e tivessem lutado com honra, teríamos matado a todos. Não se deixe abater, seu pai e sua mãe morreram em paz vendo que fizeram um bom trabalho lhe transformando num HOMEM...

    Solluz sabia que teria um "mas", e mesmo que isto fosse desagradável, não interrompe o tio pois seria falta de educação. Depois de um tempo ele continua.

    - Também estou feliz por você, posso dizer que é um bom soldado. Só que agora eu estou lhe atrasando. - Solluz ensaia uma resposta, mas seu tio faz sinal para ficar em silêncio. - Eu estou melhor, mas no mínimo ficarei manco para o resto da vida. Isto porém não me impedirá de me virar por conta própria. Vivemos relativamente bem nesta terra sem lei enquanto você era jovem, mas agora deve seguir seu caminho.

    Ele faz outra pausa.

    - Você sabe que muitos acreditavam que Kátin tinha sangue de bruxa. Talvez realmente tivesse, mas isto não importa. Quero que vá a cidade, converse com as pessoas que conhecíamos, ou mesmo com aquelas que sabemos que "sussurravam". Quero que encontre um grupo. De preferência uma escola de magia, ainda que secreta. Se não encontrar uma escola, entre em algum exército. Use o "sangue de bruxa" como dádiva, não como maldição.

    Mais uma pausa para respirar.

    - Ficarei aqui até estar melhor, e aceitarei que me ajude por mais uns dias, mas quando eu mandar, é para você ir e me deixar. Estamos entendidos?




    Contextualizado: Apesar de todos os problemas, Dafodil é uma cidade relativamente grande e tem pelo menos um de cada coisa que você imaginar que uma cidade teria: tavernas, prostíbulos, treinadores de animais, mercado de escravos, ferreiro, marceneiro, um porto, templos, comerciantes de todos os tipos, guildas onde se pode encontrar bandidos especializados, como assassinos ou traficantes...

    Como passou sua vida aqui, deve ter uns contatos básicos, tanto de pessoas confiáveis como de alguns que conhecem "o lado perigoso" da cidade. Para o próximo post pode imaginar como seriam alguns destes contatos (dois ou três) e descrevê-los livremente, tipo:

    Vou na oficina x, falar com fulano (pode dar nome aos contatos, e se quiser a seu tio e irmã também), ele é um cara assim, assim, assado, que pode ter conhecimento de algumas pessoas que podem estar interessadas em alguém que tinha uma mãe com sangue de bruxa, ou talvez apenas saiba como arrumar um dinheiro rápido, etc. etc.

    Você pode fazer uns dois ou três encontros assim, eu vou assumir os personagens, mas pode dar as características principais deles que serão o motivo de os ter procurado, se são homens ou mulheres (ou demônios e híbridos, apesar de mal-vistos tem muito deles na cidade) e o que eles fazem de profissão ou influência (pode ir desde fofoqueiros até gente com contatos com pessoas influentes, mas não com os mais influentes da cidade de cara).

    A cidade é muito dividida em grupos de influência. Pessoas comuns simplesmente evitam entrar em choque com estes grupos. Os mais conhecidos são:

    1) La Cour des Miracles - na cidade é o grupo mais forte e poderoso, eles tem uma escola de magia negra e do fogo, a maioria é devota do deus do fogo Piro e acredita-se que os maiores lideres são inclusive bem fanáticos. Eles protegem a cidade de crimes mais graves.

    2) Senhores das Trevas - um grupo que controla quase metade da cidade, chamada de Necrópole, ligado à magia negra e ao deus da morte Ades. Também são muito poderosos, mas inimigos da Cour des Miracles, entrando em uma, você automaticamente se torna inimigo da outra.

    3) Igreja Cisne Branco - é um grupo mais religioso e pacífico, treinam magia do ar e da água e principalmente técnicas de cura. Porém seria muito difícil lhe aceitarem se descobrirem que você é um híbrido, mas são o segundo grupo mais influente da cidade.

    4) Guildas Secretas - são várias, e seria interessante conhecer pelo menos uma, não necessariamente agora, mas pelo menos futuramente. Podem se reunir por interesses em comum (como confrarias de ladinos) ou outras são ligadas por membros com poderes mágicos (poderia se enquadrar como sangue de bruxa). Você pode ter um "conhecido que conhece alguém" e que possa lhe apresentar uma destas.

    5) Discípulos de Hagreb - É uma destas guildas secretas, pouco conhecida e pouco influente, mas ela tem neófitos que treinam magia negra e da água, que são justamente os elementos que você escolheu. Se você procurar um(a) amigo(a) da sua mãe, talvez ele comente sobre este grupo e você ache pistas de como entrar nele.

    6) Mestres Nômades - Há também um grande número de "mestres" independentes que treinam pessoas em pequenos grupos, aceitando discípulos que trabalhem para eles em troca de aprendizado, normalmente mágico ou militar, ou também religioso. Pode ser que dê sorte com algum, ou não...

    Bem, se imagine numa cidade que, bem ou mal você conhece, e por enquanto pode interagir com os mais diversos tipos. Algumas pessoas conheceram seus pais e podem lhe ajudar em nome deles também.
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    Re: Sobrevivência ou vingança (Solluz)

    Mensagem por Mestre Sinnus em Sab Abr 14, 2018 5:56 pm

    Após escutar as palavras de seu tio, Solluz sente uma sensação estranha... É ansiedade e saudade ao mesmo tempo... Ele, finalmente, irá se aventurar em busca de respostas sobre sua vida, entretanto, terá que deixar seu tio (Emmanuel) com algumas feridas. Ele respira um pouco e pergunta:

    - "Meu tio, por quanto tempo o senhor acredita que eu devo te ajudar?"
    - "Dois dias serão o suficiente. Usando as receitas de sua mãe, estou melhorando rapidamente."

    Uma pausa de cinco segundos acontece. Depois, Emmanuel retorna à falar:

    - "Não se preocupe, garoto. Daqui à 2 dias, já terei condições suficientes para me virar. Pode ficar tranquilo, você precisa seguir teu próprio caminho".

    Algumas horas depois, a noite cai. Solluz sabe que aquela transformação bizarra já vai começar e, por isso, precisará lutar contra seus instintos. O jovem sai da cabana e se posiciona em um local seguro. Minutos depois, a febre começa e seus cabelos ficam totalmente brancos (igual à uma folha de papel). Depois disso, ele sente um sono profundo e começa a sonhar...

    No seu sonho, Solluz vê uma criatura demoníaca o observando. Tal coisa, abre a boca e fala: "Muito bem. Estive assistindo suas habilidades." Isso ficava se repetindo várias vezes em sua mente (como um ciclo)... Aquele sonho se comportava como algo sem fim... se repetia o tempo todo.

    Até que ele acorda. Já era manhã.... o jovem caminha até sua cabana e vê um bilhete escrito por Emmanuel:

    "Olá, meu sobrinho. Me desculpe por não despedir de você. Eu preciso resolver uns problemas urgentes. Eu sei que fui muito insensível ao deixar essa cabana sem dizer 'até logo'. Não se preocupe comigo... Estou com algumas poções que você fez... Logo, logo, ficarei totalmente curado. Novamente, peço perdão por isso - é realmente urgente. Não se esqueça do que falei ontem. Até logo, Emmanuel."

    Ele observa a cabana e percebe que apenas o arco estava ali (o machado não). Bem, isso é obvio: Emmanuel levou o machado (ninguém consegue sobreviver em Dafodil desarmado). O jovem pega o arco e as flechas no chão, sai da cabana e começa à andar de volta pra cidade.

    A melhor pessoa pra começar uma conversa seria Bob (amigo de seu pai adotivo). Essa pessoa, no passado, foi um mago muito inteligente, porém, se entregou ao vício da bebida e, por causa disso, "mora" numa taverna (ele não mora no sentido literal).

    Bob é um cara fácil de conversar e adora contar histórias. Por causa disso, Solluz acredita que deve começar sua jornada em uma taverna.
    Leomar
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    Re: Sobrevivência ou vingança (Solluz)

    Mensagem por Leomar em Qua Abr 18, 2018 6:45 am



    Bob se gaba de um dia já ter sido um grande mago. Muitos não acreditam nele, afinal poderes mágicos poderiam ser perdidos por causa da bebida? Uns acreditam que sim, outros não.

    Não é difícil achá-lo, estava na Taverna Perna de Cobra, um dos muitos "pé sujo" da cidade.

    - Ora, quem vejo aqui! Se não é o garoto do meu velho Rinmar! - Bob provavelmente tenta lembrar seu nome, mas já tava meio de porre. - Que bons ventos lhe trazem?

    Solluz e Bob trocam os comprimentos tradicionais, começam uma conversa meio informal, depois de um tempo, Bob fala:

    - Foi uma grande perda, rapaz. Mas temos de dar um jeito nisto...

    Bob entrega para Solluz algo enrolado num pano sujo, quando Solluz desembrulha, vê duas adagas de lâmina curva, aparentemente comuns, mas com um animal desenhado no cabo. (off: tirei as adagas no dado no topico de rolagem, o animal desenhado pode escolher) ele não entende porque daquilo, mas Bob as vezes demorava fazer sentido.

    Depois de terminar o copo, ele fala:

    - Sua mãe me deu isto uma vez, tenho casa certeza que são mágicas, mas eu não consigo tirar poder delas. Também não deixei outros magos mexerem. Ela me disse para te entregar depois que morresse. Ou eu acho que ela disse. Se não disse tanto faz, talvez tenha dito. Mas fique com elas.

    Solluz não tinha despertado o dom, e aos 18 anos era pouco provável que ainda despertasse. Algumas armas só respondiam a quem tivesse o dom então ele corria o risco de não saber o que aquelas adagas significavam ou poderiam fazer.

    Bob não estava nos melhores dias, a sua conversa não passava dos papos de bêbado, Solluz já estava quase desistindo, quando ele comenta:

    - Sabe garoto, faz um tempo que eu não consigo canalizar mana do jeito certo, mas estou sentindo uma "coisa" vindo do lado oeste da cidade. Muita gente não acredita, até uns maguinhos metidos a bosta. Mas sabe garoto, eu acho que você tem potencial. Sua mãe... mmm, lembro dela, se o Rinmar não tivesse chegado primeiro... Dizem que tinha sangue de bruxa, eu já acho que se ela quisesse poderia ser a própria bruxa, só não quis. Mas acho que você tem potencial cara. Se tiver interesse, podemos ver estes lances fora da cidade. Ninguém acredita, mas tem algo vindo...
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    Re: Sobrevivência ou vingança (Solluz)

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      Data/hora atual: Sex Abr 20, 2018 3:02 pm