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    Ambientação e Enredo

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    noasinclair
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    Ambientação e Enredo

    Mensagem por noasinclair em Sex Abr 13, 2018 10:55 pm

    Brasil


    Há muito tempo ocorreu, mas todos hão de se lembrar, seja lido através de livros de história ou mesmo transmitido de boca em boca. A conquista portuguesa no Brasil foi implacável, deixando consigo marcas incuráveis no solo da pátria amada, regado de sangue e lágrimas. Todavia, a história por detrás do véu não foi muito diferente... Para surpresa dos inquisidores da Rainha, as tribos indígenas que revogavam seu lar ou mesmo que barganhavam com os estrangeiros em troca de trivialidades nas quais para eles, soavam tão atrativas, também detinham Despertos entre eles.
    A magia destes, era sem dúvida fascinante, trazendo deslumbre e até mesmo medo aos membros do Arce Códex que foram incumbidos de iniciar o processo da tomada territorial. Na época, a rainha das fadas de Portugal, uma Shyde da Cabala dos Ephorate chamada Amélia de Bragança, temeu a violação das leis impostas pelo Códex e ordenou que todos os nativos fossem mantidos sobre seu controle... No entanto, houve revolta, os povos ali já instituídos possuíam suas próprias leis, ritos e cultura e jamais se submeteriam aos cortejos ou mesmo coerção de uma fada estrangeira, seja ela quem fosse.
    Foi então que a Rainha de Bragança decretou que todos os despertos indígenas eram infernalistas e que deveriam ser eliminados para que as Treze Cabalas pudessem se estruturar naquelas terras.
    E mesmo embora poderosos e repletos de mistérios, os encarregados da Rainha chegavam cada vez mais em seus sinuosos navios, deixando de tornar aquilo uma guerra de ideias para fazer com que fosse uma mera caçada. Tratados como bestas, algumas Cabalas tentaram se opor ao massacre, mas já era tarde demais, não havia como voltar atrás, pois havia ódio em ambos os lados. Anos se passaram e já era difícil encontrar nativos despertos na região tomada pelo Arce Códex, entretanto, no dia onde abdicou de seu título de Rainha de Bragança, cedendo-o para sua irmã mais nova, Leonor, para que pudesse ser decretado a posse total da regência do Brasil para Amélia, um grupo de nativos haviam armado uma espécie de cerco, gerando um tumulto no qual ceifou mais vidas dos dois lados... Mortos pela supremacia das milícias de Bragança, alguns dos nativos que restavam fugiram para a fazenda agropecuária Belo Monte. Lá, foram encurralados e finalmente descobriram que era ali que eles formavam sua colônia, pelo subterrâneo. A própria rainha foi para o local com um grupo de Alastores e após algumas horas, foi encontrada gravemente ferida pelos Arcontes. Era de se espantar que todo o grupo de Alastores havia perecido, mas ainda assim sobraram alguns dos membros mais valiosos dos nativos, cujo cabecearam todo plano de assassinato da rainha. Entre eles, estava uma poderosa bruxa que eles chamavam de Belliora, ela parecia ser uma espécie de divindade para os nativos.  Mas para Amélia de Bragança isso não importava, ela não hesitou em condena-los a morte em praça pública, para que todos pudessem ver, servindo de lição para próximas revoltas.

    Após alguns meses, a mando do Arce Códex, foi realizado uma extensa e ampla investigação, na qual apontou que os nativos não eram infernalistas como Amélia havia acusado e sua caça, que causou um genocídio, não foi procedente. Mas seu antigo título de rainha havia lhe concedido grandes aliados, que interviram para que o Arce Códex aplicasse uma medida mais branda... Amélia de Bragança perdeu o direito da regência do Brasil, limitando-se apenas para uma cidade que estava sendo construída, na qual foi nomeada de São Paulo. Também foi determinado que nenhum Desperto iria de fato ter a regência do país, fazendo com que cada cidade tivesse o seu regente. Entretanto, devido a forte pressão que sofria até mesmo da oligarquia instituída na época, Amélia optou por renunciar, se exilando desde então em algum lugar que até hoje é um mistério. Novos regentes administraram o que se tornou o Império Brasileiro, mantendo a organização, poder e influência do Arce Códex sob a civilização que nascia, crescia e morria sem sequer imaginar que por trás de suas vidas medíocres, se passava a história de Despertos tão poderosos que eternizaram seus nomes perante seus feitos fabulosos, mas isso, é outra história...

    A abolição da escravatura colaborou para o fim do Império Brasileiro, no qual perdeu importante apoio das elites agrárias, prejudicadas com a decisão do governo de não indenizá-las de acordo com o número de escravos alforriados. Desde então a estrutura política entre os adormecidos passou por uma fase conturbada, repleta de mudanças e novos ideias, no entanto, não estamos aqui para falar dos peões e sim dos reis e rainhas.

    Mais de 470 anos se passou desde o massacre dos despertos nativos brasileiros, onde na época um senhor de idade avançada, chamado Demétrio de Albuquerque, era o regente de São Paulo, um fato inesperado aconteceu. A cidade estava passando por uma situação complicada, espíritos malignos estavam possuindo adormecidos em uma escala nunca antes vista em São Paulo, fato que só foi descoberto devido diversas denuncias de Malkavianos que se reportaram no Elísio, nos quais pareciam ser mais sensível á sentir este tipo de presença.
    O regente já havia promovido alguns grupos liderados pelos Portadores da Luz para sanar o problema mas de nada adiantava. Foi então que decidiu conceder um evento dedicado á estação do ano, para acalmar os ânimos e ter um debate com os membros renomados de cada Cabala e tentar buscar novas alternativas para assegurar a permanência do véu. Neste dia, todos dançavam ao som do violino da Francesa ''Isabelle D'Bouar'' da Rosa Amarga, na qual estava de passagem na cidade. Quando de repente, Amélia de Bragança surgiu no baile de primavera no qual estava sendo sediado em um dos mais sinuosos salões de festas do elísio. Vestida de forma deslumbrante, como uma verdadeira deusa encarnada, seu sangue puro trazia entusiasmo aos Despertos mais conservadores e devido possuir um nome tão antigo, também causava temor aqueles que nem sequer podiam imaginar as reais intenções daquela Shyde. Em um misto de sentimentos dos membros presentes, ela se pronunciou enquanto o silêncio pairava no semblante pasmo dos ouvintes, reclamando a reivindicação do cargo de regente da cidade, alegando ser mais adequada para exercer tal função naquele dado momento. Um fervoroso conflito se iniciou após suas palavras, as opiniões se cruzavam de forma desordenada, e quando parecia que a situação fugiria de controle, os Ephorate se posicionaram para impor sua vontade, demonstrando completo apoio á Amélia, fazendo com que todos os presentes se submetessem á decisão tomada. Devido as fileiras dos Ephorate possuírem os membros mais poderosos da cidade, poucos tiveram coragem de desafia-los e logo Demétrio se viu de mãos atadas, dando-se por vencido teve de renunciar de seu cargo, para que a ex-rainha de Bragança pudesse ascender novamente. Este dia ficou conhecido como, A Retomada Real. Com o passar dos primeiros dias, de fato o problema das possessões na cidade foi resolvido, mostrando a eficiência da nova regente. E logo no primeiro mês no Poder, de todos os cargos que já estavam determinados na cidade, Amélia apenas trocou seu Senescal, tirando Osvaldo Freitas de seu posto e colocando um membro recém chegado na cidade, chamado Manoel Duarte, mas até hoje pouco se sabe sobre ele.

    Dizem que Amélia mudou muito depois deste os tempos antigos, passou a ter mais pulso firme com tudo e a todos e os rumores de sua bondade e benevolência se tornaram distantes.
    Hoje, ela é uma mulher fria e apática, que nem mesmo interage muito com os despertos da cidade. Dizem que até mesmo os anciões que a conheceram antes de seu sumiço se espantaram quando a viram novamente depois de tanto tempo. Muitos duvidavam que ela fosse capaz de permanecer regente depois da trágica história que tivera, mas ela não parecia nem um pouco inclinada a concordar com isso. Sua regência em São Paulo já começou conturbada, em apenas dez anos de poder, ela conseguiu retomar sua influência na área miliciana da cidade e mudar completamente a realidade de vida que se conhecia, dando inicio ao chamado ''Ditadura Militar'', onde muitos Despertos se opuseram inicialmente, mas de nada adiantou. Alguns tentaram até mesmo incitar revoluções contra a nova regente, mas estes, um a um, iam sumindo aos poucos... Hoje a liberdade de expressão tanto dos Adormecidos quanto dos Despertos é cerceada, fazendo com que muitos saibam que questionar ou se opor contra a metodologia que Amélia instituiu, é completamente inviável e sem cabimento, pois ela parece estar determinada a alcançar um objetivo em particular, no qual todos são compelidos a crerem que se trata do bem comum acima de suas compreensões mortais.
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    Re: Ambientação e Enredo

    Mensagem por noasinclair em Sab Abr 14, 2018 12:23 pm

    O Elísio de São Paulo


    Ilustração:


    Situado na Chácara Tangará, uma das regiões mais arborizadas de São Paulo. O Elysium Palace Hotel, foi criado num estilo neoclássico de 27 mil metros quadrados, ele abriga um spa de luxo que foi o primeiro “seis estrelas” de São Paulo. Ao todo sua propriedade possuí 138 mil metros quadrados, fazendo parte da área do Parque Burle Marx, onde contrataram o Burle Marx para planejar os jardins para o casarão. O perolado xadrez, os espelhos d’água e canteiros diversos encantam todos que possuem a dádiva de contempla-los. Com seus 141 quartos de 528 metros, todos os Cabalistas têm o direito de requisitar uma estadia no hotel, no qual pertence exclusivamente ao Arce Códex. Devido ser um núcleo de relações e o coração do Arce Códex de São Paulo, a Regente quase sempre está em seu escritório e as Harpias são as principais anfitriãs dos salões comunais. Não é muito difícil de ver os Priscus de cada Cabala transitando no local, visto que seus gabinetes também foram instituídos ali. Eventos primordiais na sociedade dos Despertos são promovidos quase que sempre neste local, podendo ser requisitados diretamente pela Zeladora. Conflitos políticos e pessoais também constantemente fazem parte deste local, fazendo com que alguns Despertos evitem frequentando, e em contrapartida, atraindo muitos outros. Curiosamente, sempre que um adormecido tenta reservar uma estadia neste Hotel, nunca há vagas, e jamais haverá. Acólitos são os únicos servos ''não-Despertos'' que puderam pisar no cobiçado solo deste Elísio, prestando seus serviços para coordenação local. Membros da Rosa Amarga são sem dúvidas mais populosos aqui, concedendo o ar da graça em todos os cômodos, com suas mais diversas obras de arte, nas quais consideram extremamente sagradas.

    As Regras do Elísio


    Embora a maioria dos jovens Despertos ache a tradição do Elísio uma besteira, devido ser um costume antigo, ela é uma das mais honradas tradições do Arce Códex. Um regente pode declarar um local do seu domínio como um Elísio, um lugar sem violência. É aqui que muitos cabalistas passam os dias e as noites, debatendo, fazendo política e conduzindo intrigas entre eles durante horas. É aqui que os negócios dos membros acontecem, e todo Desperto vai pelo menos uma vez ao Elísio, nem que seja pra se apresentar formalmente á Regente, quando recém chegas na cidade. O Elísio é o playground dos anciões e todo jovem Desperto que se aventurar dentro de um Elísio deve estar ciente disso.
    O Elísio esta sob a “Pax Mística”, o que significa que nenhum ato de violência é permitido, pois é um território neutro. Embora os ânimos possam se exaltar e palavras ofensivas possam ser faladas, os rivais tendem a manter o controle. Quando um pedido de desculpas não funciona, os rivais são postos para fora para corrigirem seu comportamento. Se as coisas fugirem do controle, o regente pode punir os ofensores de acordo com a Primeira Tradição.

    As regras do Elísio são simples:

    1º Nenhuma violência é permitida (Muitos regentes levam isso um pouco mais além e proíbem a entrada de armas entro do Elísio para evitar que os temperamentos mais fortes se atraquem, como é o caso deste Elísio)

    2º Nenhuma obra de arte deve ser destruída, sob pena de morte (“obra de arte” pode incluir também o artista, o que faz os membros da Cabala da Rosa Amarga serem grandes apoiadores do Elísio)

    3º O Elísio é território neutro (com relação à primeira regra; porém, o que acontece fora dele é outra história, e se um jovem desperto arrogante provocar um ancião dentro do Elísio, é melhor que ele tenha um meio de transporte confiável para chegar em segurança no seu refúgio)

    4º Lembre-se sempre do Véu (Isso inclui certos assuntos como entrar e sair, resolver discussões acaloradamente “lá fora” ou mesmo caçar)

    5º Nenhuma Arte ou Dom Místico poderá ser utilizado sem a prévia autorização do Elísio. Porém, todos possuem total liberdade para assumirem suas formas sobrenaturais, por tanto que seja de forma pacífica.

    Membros importantes


    Os Priscus: Os Priscus são um conjunto de representantes de cada Cabala em uma cidade. Na teoria, um Priscus representa sua Cabala no corpo político, mas também abrangem outras áreas de desenvolvimento, debatidas com propostas em reuniões, nas quais algumas requerem a presença do regente. Em cidades com um regente tirano, os Priscus podem não passar de meros figurantes, enquanto em outras cidades, o regente governa exclusivamente para os caprichos de seus Priscus.
    O Regente não representa sua Cabala entre os Priscus. Embora muitas pessoas digam que o fato de haver duas pessoas da mesma Cabala envolvidas dentro da estrutura política pese os fatos em favor daquela Cabala, ninguém está realmente em posição de mudar isso.

    Xerife: A maioria deles são indicados pelo regente e aprovados pelos Priscus. O que um xerife faz varia de cidade pra cidade, sua principal função é atuar como juiz mediante ás violações do Códex. Ele leva os ofensores até a corte, mantém a ordem nas ruas e geralmente está pronto para “dar uma forcinha” nos assuntos de estado. O Xerife pode selecionar Delegados para ajudá-lo em certos assuntos. Um Delegado tem praticamente o mesmo poder de um Xerife, embora ele tenha que fazer tudo o que o Xerife mandar. O regente tem que aprovar a indicação do novo delegado para que o mesmo comece a ajudar o Xerife a patrulhar a cidade.

    Harpias: Esses membros se orgulham de ser os administradores sociais dos Elísios. Eles negociam com fofocas e manobras sociais e o status é a sua moeda. Com as palavras certas ou erradas para uma Harpia, elas podem construir ou destruir o lugar de um cabalista dentro de uma cidade. Essa posição é raramente estabelecida de uma vez. Geralmente os que têm talento para serem Harpias tendem a ficar no topo. Eles geralmente não se impressionam com ameaças arrogantes de falsos valentões e demonstram uma notável percepção da natureza sobrenatural. Desafiar uma Harpia pode assegurar um lugar no degrau mais baixo da escada do poder pelos próximos anos.

    Secretário: Os Priscus ocasionalmente mantém secretários que funcionam como seus assessores. Não muito diferentes dos secretários normais, seu trabalho é coordenar e encorajar as discussões e decisões durante os encontros entre as Cabalas e manter sua Cabala atualizada quanto aos feitos de seu Priscus. Eles são selecionados pelos próprios Priscus.

    Senescal: Muitos regentes prefeririam que essa posição não existisse, porém as vezes um Senescal é necessário. Um Senescal é um mordomo, um segundo no comando e um conselheiro do regente. A qualquer momento ele pode assumir a posição de regente quando ele sai a negócios, renuncia ou é assassinado. Naturalmente, um regente deseja ter a autoridade final quanto a esta posição tão importante, e muitos tem lutado incessantemente com seus Priscus sobre esse assunto. Essa é, muitas vezes, uma posição perigosa. A proximidade do trono pode dar certas ideias...

    Zelador do Elisio: Esse Membro tem o comando sobre o que se passa no Elísio. Um artista que deseje exibir seu último trabalho, um mago que pretende dar uma palestra ou um cabalista programando um debate sobre a política do regente: tudo deve ser combinado ás claras com o zelador, que pode cancelar ou aprovar um evento com intuito de preservar o Véu. O zelador é o responsável por assegurar que os mortais não entrem na área do Elísio e que os eventos ocorram calmamente. A maioria deles é indicada pelo regente, frequentemente com a certeza de que sua nomeação é condicional até que suas qualificações sejam aceitas pela coletividade.  

    Algoz: Esse é um cargo antigo que voltou a ser usado nos dias atuais por causa da violência das cidades e dos Despertos desconhecidos que as povoam. Os Algozes patrulham a cidade, procurando e frequentemente destruindo os recém-chegados que não se apresentaram ao regente. Os órfãos tem muito que temer. Há alguns casos que mesmo seguindo os protocolos a risca, essas Despertos acabaram sendo destruídos pelos algozes quando os regentes reagem ao medo da superpopulação e do anarquismo.

      Data/hora atual: Qua Set 19, 2018 2:07 am