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    Novos Mares (Ĝeko)

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    Leomar
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Leomar em Seg Jul 16, 2018 1:40 pm

    Vendo que o garoto queria ficar, Fensio parte rapidinho dali, em direção à Copa de Ânima falar com a anciã. Ĝeko teria de enrolar os outros por um tempo.

    Ele desce da carroça, todos incluindo os guardas, mantinham-se a certa distância das carroças. As bandeiras cinzas amedrontavam mais que cinco Ĝekos juntos, ainda assim ele cria coragem para falar com os guardas:

    - Digam-me, mesmo que eu vá e deixe está carroça, quem garante que eu consiga sair daqui ileso ou que os cuidados dessas pessoas sejam continuadas? Quais são suas crenças ou códigos para essas ocasiões? Teriam mesmo coragem de vir três atacarem um garoto?

    A princípio eles se olham com cara de "que diabos é isto?", depois um dos que parecia mais nervoso fala:

    - Para os sete Infernos, que diabos acha que está fazendo? Estas pessoas já estão mortas e você por acaso quer morrer junto com elas?

    Outro arremata:

    - Ainda acho que o mais prudente é queimar tudo de uma vez: carroças, doentes, bois...

    O último parecia menos irritado:

    - Devemos deixar que os deuses decidam o futuro deles, além do mais, queimá-los nos seria mais trabalhoso que tirar as carroças da cidade!

    O outro resmunga:

    - Que seja, mas devemos por isto para andar.

    Quem estava conduzindo as carroças se prepara para seguir o ritmo lento ate fora da cidade.

    - Você, pivete, se não foi infectado pode sumir daqui, caso contrário pode ir com as carroças para fora da cidade e sofrer o mesmo destino, não importamos. Pra mim só me interessa manter a peste longe.

    Um único dos guardas arrisca andar alguns passos para mais perto:

    - Acaso você se acha um curador então? Ainda assim não sabe que as bandeiras cinza indicam doença grave, possivelmente contagiosa e de impraticável remissão? Que laço te une a estes desafortunados para que se arrisque? Seria mais útil corando pessoas com mais condições de serem curadas, ou no mínimo de maior importância.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por susanoojr em Ter Jul 17, 2018 7:52 pm

    A confusão em cima de um mal entendido não durou muito, parece que não haveria uma briga naquele dia, a carroça só sofreu um leve desvio com a discussão.

    Em ritmos lentos, as carroças seguiam para fora da cidade como todos queriam, sem lutas, os doentes não queriam morrer mas não queriam atrapalhar os outros também, com o consenso todos já estavam indo para sem mas barreiras no caminho.

    Ĝeko sentia pena das pessoas que sofriam aquilo, foram envenenados e não teriam ajuda de ninguém, mas ele poderia fazer alguma coisa quando Velora chegar, ele seguiu para fora da cidade ajudando no envenenamento.

    Mesmo sem ter treinamento específico, Ĝeko entendia o processo básico do envenenamento, mas aquele era incomum para ele, mas ele tentava de tudo.

    - Se depender de mim, farei o possível para amenizar a morte de vocês.

    Falava Ĝeko com pesar para o Homem que era o mais velho, talvez o pai daquela família, buscando curar todos.

    O garoto vai para a outra carroça, onde estavam as mulheres, ele se apresenta e diz que tentará ajudá-las, ele segura na mão de uma delas e se concentra para analisar o fluxo de mana e tentar criar uma corrente nas veias, para que o veneno ficasse concentrado em um ponto para que se possível drenar.

    - Não se preocupe, eu não quero fazer mal, farei o que tiver ao alcance, mas com minha falta de técnica meus métodos possam ser divididos, mas não iram desapontar.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Leomar em Sab Jul 21, 2018 10:19 pm

    - Bom, vou seguir com eles até fora da cidade então, já que posso ir.

    Ĝeko volta para dentro da tenta da carroça sem nem se dar conta de quão perto chegou de uma luta, pois os soldados estavam realmente a fim de confusão, mas o rapaz volta para dentro com tanta ingenuidade que deixa os outros com cara de "WTF". Depois de alguns segundos em que estavam duvidando que ele estava mesmo disposto a simplesmente seguir aqueles doentes, mas viram que era isto mesmo que ia fazer, eles ainda discutem baixo entre si.

    - Camarada, acho que aquele pivete zombou de nós. Deveríamos fazer algo.

    - Talvez ele seja só louco. Tem muito louco nesta cidade.

    - Ainda assim precisava de um corretivo. E se ele for contaminado pela doença, pode contaminar outros.

    - Acho que tem razão, mas EU não quero ir lá tirar ele daquela carroça, prefiro deixar que arrisque morrer fora da cidade. Se acham que devemos se enérgicos por pouco, podemos obriga-lo a se apresentar aos superiores, mas sem querer parecer preguiçoso... por mim os superiores nem precisam saber disto, caso esteja bom pra vocês também.

    Eles dão a conversa por encerrada e deixam tudo por isto mesmo.

    O zumzumzum acompanha todo o trajeto, os bois não estavam com pressa, principalmente ao pegar o grande aclive que dava para o portão norte. Os animais reclamam quando finalmente chegam no portão, como se dissessem "oh trabalhinho desgraçado puxar este peso todo morro acima!"

    Os homens estavam um pouco mais conscientes, mesmo assim continuavam deitados pingando de febre. A única coisa que o senhor podia fazer era agradecer ĝeko várias vezes seguidas.

    Os bois tinham parado logo depois do portão da cidade, para pastar e descansar antes de entrarem deserto a dentro, não são sequer desligados da carroça durante a pausa. Ĝeko aproveita para ir vir a outra carroça.

    Ele fala com as mulheres, mas estas, se chegam a ouvir, não dão sinal de ter entendido. O rosto delas é pura dor e desânimo, poderiam ser fatiadas vivas e não reagiriam. Quando toca uma delas, percebe sua mão fria e mole, só a respiração fraca e gemidos baixos mostravam que elas ainda estavam vivas. Não eram jovens, nem muito velhas, mas pareciam acabadas.

    A caminhada tinha sido lenta, mas Velora, quando informada, tinha se posto rapidamente a caminho, montada num lagarto-demônio (apesar do nome não era uma fera demoníaca de verdade, mas o bicho era rápido) e logo encontra as carroças do lado do portão. Enquanto Ĝeko descreve para a mestra o que tinha acontecido e o que tinha feito em detalhes, o rosto dela não dava dicas de se gostava ou não do que ouvia, parecia emocionalmente indiferente de tudo, mas Ĝeko começava se acostumar com isto.

    Ela investiga a carroça onde os homens estavam. Embora Velora não fosse das demônios mais assustadoras que existiam, a visão de uma demônio era bastante para amedrontar boa parte dos humanos, e os doentes se apertam num canto da carroça. Ela leva a mão até o rosto deles, depois até o peito.

    - Mm, você está certo, há alguma base mágica baseada em água negra nesta doença, e provavelmente foi algo proposital. Houve certa remissão, e agora o corpo reage em febre. Você fez isto sozinho?

    Mesmo em sua natural e irritante indiferença, a Anciã demonstra admirada da capacidade do neófito.

    - E a outra carroça?

    - Estão duas mulheres, eles estão como eles estavam até agora pouco.

    - Mostre-me o que fez.

    Ĝeko fica de um lado de uma das mulheres, enquanto a anciã fica do outro, observando os passos dele e monitorando as reações dela. Ele começa fazer o exercício de percepção:

    - Abaixo do pescoço há um padrão irregular de mana azul, posso senti-lo na ponta dos dedos. - Ĝeko mantinha a mão 1 centímetro acima do corpo da doente, embora conseguia uma pequena leitura mesmo a 3 centímetros.

    - Toque o chacra.

    O sireno pousa a mão logo abaixo do seio da enferma.

    - Por dentro da roupa. - Velora diz imperativa. Ĝeko fica um pouco tímido pela outra não estar muito consciente, mas passa a mão por dentro das blusas dela. - O que sente?

    - A energia está estagnada, fluindo com dificuldade, como... viscosa ou grudenta? - Eram ainda difícil para ele expressar-se em termos técnicos, Velora manda continuar, ele leva a mão até o estômago - Está se acumulando fortemente no Terceiro Chacra, por isto deixa-os tão debilitados. - Velora apenas gesticula com a cabeça, ele alisa a região abdominal em círculos horários em direção à cintura. - Acho que os rins estão comprometidos.

    - Acha? Não é uma resposta aceitável. Quanto?

    O rapaz enxuga o suor da testa, tenta se concentrar mais:

    - A doença se instala mais no estômago, mas "filetes" de mana azul densa penetram aos poucos nos rins, o ritmo deles está prejudicado, estão...

    - Secos?

    - Mm, não. É algo diferente... a magia ainda não os fez parar...

    - Inflamados?

    - Não sei...

    - Inchados?

    - Acho que é isto.

    Velora podia sentir a magia negra e azul correndo no corpo da enferma com muito mais facilidade do que Ĝeko, mesmo estando um pouco mais longe, mas fazia questão de ver como ele se saia sozinho.

    - Verifique os outros dois chacras.

    - Ahn, mesmo a doença estando no terceiro chacra?

    - Faça!

    Ĝeko deslisa a mão pela pele da mulher, esta reclama baixinho, parecendo usar o resto de consciência que tinha: "não... não..."

    - O corpo é só uma máquina para o espírito. - Ĝeko ainda tinha receio de aceitar esta "verdade". - Se quer ajudar, trate o corpo como a "coisa" que é.

    Ele sente as ondas de energia nocivas que o corpo dela mostrava.

    - Anciã, acho que a doença está comprometendo até aqui.

    - Aqui onde?

    - Ahn, no fígado?

    Velora fecha a cara: - Parece o fígado?

    A energia se entranhava em pontos menores do que esperar do fígado, mas o coração e os rins estavam acima, Ĝeko estava meio perdido.

    - Não sei mestra. Intestino? (mas cara feia) Baço?

    - São os ovários. Doenças tendem a caminhar em meridianos principais.

    Ah! Então eram ali que eles ficavam?

    - E os ovários são importantes para ela?

    - Todas as glândulas são importantes centros de magia, mesmo as que não estão diretamente nos chacras.

    - Ovários são glândulas? - Velora o olha com severidade, ele percebe que teria de estudar mais. - Mas se ela for uma quieta?

    - Mesmo sem o dom a magia precisa fluir no corpo dela. Se os ovários foram comprometidos ela pode continuar doente para a vida toda, e ainda adoecer os filhos que tiver. Mas claro, como uma quieta a importância do ovário é bem menor que para uma maga.

    Quando ajudou os homens, Ĝeko não pensou em todos estes detalhes, apenas agiu por impulso, com Velora do lado ele tinha que ser mais meticuloso, e estava um tanto nervoso.

    - O que devo fazer agora?

    - O mesmo que fez antes.

    - Acabei pegando uma dica com Fensio, e pensei que poderia ser coerente tentar canalizar a magia branca com um pouco de música, já que é a magia do ar.

    - Faz sentido. Cante então.

    - Tili-tili-bom
    Zakroy glaza skoreye,
    Kto-to khodit za oknom,


    - Aumente um tom.

    -...I stuchitsya v dveri.

    Tili-tili-bom.


    - A mana negra está reagindo, mas não está em sintonia, cante em Fá.

    Ĝeko se esforça mais:

    - Krichit nochnaya ptitsa.
    On uzhe probralsya v dom.
    K tem, komu ne spitsya.

    Tili-tili-bom.
    Ty slyshish', kto-to ryadom?
    Pritailsya za uglom,
    I pronzayet vzglyadom.


    - Está melhor, suba para Sol.

    - Tili-tili-bom.
    Vse skroyet noch' nemaya.
    Za toboy kradetsya on,
    I vot-vot poymayet.

    Tili-tili-bom.....


    Aos poucos as mulheres também parecem melhorar. Os rostos quase mortos ganham um pouco de cor, e Ĝeko sente que a energia azul densa no corpo delas, apesar de ainda lenta, começa fluir e ficar "menos grossa".

    - Ela estava com o corpo frio, mas agora parece que a febre aumentou!

    - Isto por que AGORA a febre está reagindo contra a doença.

    - Isto é tão complicado.

    - Ser mago de cura é complicado.

    Os corpos delas ainda apresentam muita dor, mas as duas começam recobrar a consciência.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por susanoojr em Sab Ago 04, 2018 9:53 pm

    Após um tempo cuidando daquelas pessoas sozinho, fazendo todo o possível, Velora chega e auxilia Ĝeko nos cuidados.

    - Muito obrigado Anciã, mesmo sendo um desejo egoísta meu, a Senhora veio ajudar.

    Com as ordens, o garoto praticava sua magia em seres vivos que realmente precisavam de ajuda, esse era além de tudo um ótimo treinamento em magia de cura e pratica, podendo ser bem útil em batalhas pela região, visto que eram poucos magos que seguiam no rumo de magia curativa em Dafodil. Ĝeko buscava não só praticar e aprender mais como usar suas habilidades mas também ganhar notoriedade entre todos, como era novo e possuía longevidade ele conseguiria ir muito longe na vida, deixando seu passado de escravidão para trás.

    Agora pairava um duvida na mente do jovem Sireno, o que fazer? Deixar eles por conta ou, se arriscar mais? O fato era, salvando-os ele conseguiria fama, deixando-os conseguiria experiência e não se arriscaria entrar em um conflito. Mesmo não sabendo se Velora aceitaria deixa-los ir junto ao quartel caso fossem salvos, Ĝeko pensava que poderia ser produtivo ter mais mal de obra que não fosse demoníaca por perto. Eram muitas duvidas, mas ele não poderia deixar eles morrerem ali, tendo poderes para salvar.


    - Tenho um pedido a fazer, mas antes quero contar o motivo, um dos infectados por essa magia negra me ofereceu suas vidas como pagamento por salva-los, tendo esse pensamento, resolvi faze-los meus escravos, contudo terei que salvar suas vidas, então pergunto se poderei salvar ao menos uma dessas pessoas e leva-la ao quartel conosco, aceitaria meu pedido?
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Leomar em Sab Ago 04, 2018 11:32 pm

    Ĝeko escreveu:- Muito obrigado Anciã, mesmo sendo um desejo egoísta meu, a Senhora veio ajudar.

    - Pois é, eu sou muito boazinha!

    Ela estava sendo irônica.

    Quando Ĝeko fala sobre tomar os doentes como escravos, Velora fecha a cara.

    - E você por acaso é um devoto de Tamuz para ter escravos?

    Ĝeko cometeu uma gafe, Velora não o obrigava aceitar a religião de Piro, pois acreditava que esta não deve ser imposta, portanto ele não sabia muito sobre doutrina e ritualística, a não ser uma ou outra curiosidade que aprendeu naqueles dias do quartel. Um dos pontos da doutrina de Piro é que seus seguidores não podem ter escravos, a não ser escravos de guerra vindos de uma batalha ganha com honra.

    - Além disto estas pessoas estão marcadas. Elas não podem voltar para a cidade a menos que a doença esteja curada e um sacerdote afirme isto. Teria que tratá-los aqui, ou teríamos de deixa-los suficientemente bons para um sacerdote analisá-los.

    Ela o deixa pensando um pouco, depois fala:

    - Por falar em escravidão, terei que deixá-lo também. Você teve um bom desenvolvimento, mas só posso ajudar a controlar a magia da água, e só teria técnicas mais agressivas para lhe passar. Tenho outra discípula que também controlava magias branca e azul, e esperava que se conseguisse te ajudar, poderia ajudá-la também, mas nesta cidade não teríamos como conseguir evoluir muito mais. É bom que pense no que fará, pois não pretendo ficar mais muitos dias aqui.

    Aquilo era mais um problema. Mesmo a Anciã Velora não sendo a mestra mais simpática do mundo, Ĝeko estava a mercê da proteção dela, sem isto não poderia nem contar com a Corte dos Milagres, pois os magos da Corte eram dominadores negros ou do fogo, basicamente o oposto de Ĝeko.

    Dois outro demônios, um macho e uma fêmea, se aproximam do portão da cidade. Eles pareciam estar procurando a anciã. Ela não parece feliz com isto, embora ela quase nunca parecesse feliz.

    Spoiler:
    Spoiler:




    A anciã estava mesmo perto do portão norte (o menos vigiado da cidade) conversando com um rapaz humano franzino.
    (off: Suasano ainda não mandou a foto do personagem dele)
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Dycleal em Dom Ago 05, 2018 9:20 pm

    Após o Embate, Nadhull estava arrasado, tanto física quanto moralmente, esgotara suas energias e a magia branca, mais forte que o seu tênue controle sobre ela, aumentara o consumo de energia que dispendera. Sua mestra o segurara pela nuca, que o lembrou da humilhante submissão ao qual a sua antiga mestra o submetia. A sua frente jazia o corpo inerte do seu oponente, ele vencerá, mas ao custo do ódio dos membros da fortificação e sua mestra irada, rebatendo as provocações, lhe sussurra para irem procurar a anciã nos portões da cidade, pois a ajuda do templo seria demorada e podiam perder a oportunidade de encontrarem a anciã e Niréia que provavelmente estaria com ela.

    Tinafe lhe pergunta se consegue se segurar até saírem e o incubo, mas por orgulho que por capacidade, morde a língua e diz que aguenta e a mestra retira a mão da sua nuca e ele sente o baque da diminuição brusca da energia e ali ele entende que aquele gesto era um apoio que ela estava dando e não um gesto de dominação como ele pensou... E foram se retirando de costas, inimigos se olhando olho no olho. Ao saírem do campo de visão, ambos se sentam e respiram fundo para recuperar o fôlego e a mestra após algum tempo pergunta se ele dá conta de irem até o portão norte, ele balança a cabeça positivamente e continuam sentados até que se levantam e partem, primeiro a mestra e depois o incubo e se dirigiram aos portões norte.

    O jovem demônio observa o belo corpo da mestra e vê que ela também estava acabada, com metade do seu corpo queimado, principalmente nas mãos, pés e pescoço e estava manchada, tomada por uma coloração diferente do normal e com o olhar baço e cansado, ao longe, no portão ele vê a anciã e um outro ser magricela ao seu lado e Nadhul pergunta: - Mestra, qual o plano, como vai ser a nossa abordagem? Estamos cansados e sem energia.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por susanoojr em Ter Ago 07, 2018 10:02 pm

    Ĝeko fica pensativo por um tempo, ele não podia mas fazer nada por aquelas pessoas como também não conseguiria obter-los como escravos ou serviçais, uma vez infectado pela doença era quase impossível voltar para a cidade, tendo somente a salvação um Sacerdote ou a morte.

    Outra bomba afetava seus pensamentos logo em seguida, a Anciã falou em deixar-lo!?

    O garoto já cogitará outras horas em deixar Velora e seguir em frente, mas jamais passou em sua cabeça que ela o pediria para ir, era fato que nesta relação de mestre e discípulo favorecia mais o lado de Ĝeko, já que seus treinamentos eram pagos com serviços de limpeza no quartel, não muito favoráveis para Anciã, fora os favores e contra tempos que ela realizava para ter-lo como discípulo.

    O mais importante ainda estava para acontecer, dois seres desconhecidos por Ĝeko apareceram no Portão Norte, aparentemente dois demônios que estavam a procura de Velora, talvez da Corte, a mesma que protegia o garoto por ser treinado pela Anciã, coisa que agora não estaria mais ocorrendo quando voltassem para Dafodil.

    As impressões que os demônios passaram ao garoto eram que a mais perigosa seria a fêmea, com cicatrizes de queimadura recentes, mesmo em seu estado frágil.

    - Devo ficar Anciã? Responderei a questão no quartel assim que chegares, se estiver de acordo.

    Respondia pensante e em dúvidas, com palavras que eram proferidas por um tom sereno na voz.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Leomar em Dom Ago 12, 2018 12:50 pm

    Nadhull tinha estado perto da anciã apenas uma vez, mas fora o bastante para saber que sua força mágica era poderosa. Não tinha certeza sobre a capacidade de Tinafe, mas mesmo se ela igualasse à anciã (o que já seria muito, lembrando que nenhuma delas era uma súcubo), ela já tinha lhe passado um pouco da própria energia, então não teriam a mínima chance de reagir caso a anciã os vissem como inimigos.

    - A boa notícia é que Velora não está diretamente ligada à Corte dos Milagres e seus objetivos não são os mesmos daqueles imbecis que encaramos lá atrás, além disto, até onde sei ela é honrada o bastante para não atacar outro seguidor de Piro sem um combate "en arena". A má notícia é que Velora não está ligada à Corte dos Milagres e não temos a menor ideia de quais são seus verdadeiros objetivos. Portanto minha ideia inicial é simplesmente chegar até ela e perguntar de que lado ela está.

    Era um plano bem simples, tanto que Tinafe percebe que Nadhull percebe que ela na verdade não tinha um plano.

    - La Cour des Miracles infelizmente conta com uma camada não muito pequena de pessoas que não tem tanta honra como os que conheceu no templo. Cometi um erro ao acreditar que o pessoal da Copa de Ânima não estaria entre estes. Na verdade aquele creio que aquele demônio nos atacou por motivos pessoais e meu segundo erro foi não ter sido bastante incisiva ao dizer a você e Nergal serem discretos sobre suas condições. Eu não o conhecia, mas já deve ter chegado ao ouvido dele, como chegou ao de outros, que uma diaba estava ajudando um anjo, e para muitos demônios, isto é imperdoável. Além disto agora eles sabem que na cidade há um demônio capaz de manipular magia branca. Isto os fará tremer de medo, mas também nos colocará na mira da camada mais idiota da cidade.

    Tinafe e Nadhull continuavam aproximando, Nadhull percebeu as bandeiras cinza nas carroças, era um sinal claro para qualquer pessoa de Dafodil "doença perigosa", para humanos as bandeiras eram motivo de medo extremo, para os demônios nem tanto, mesmo assim nem todos demônios se sentiam a vontade perto de bandeiras daquelas.




    Velora não se altera com a aproximação dos estranhos, Ĝeko até tema impressão de ve-la dar um leve e rápido sorriso, o que não era muito comum na anciã.

    - Acalma-te. Terás tempo. Ainda pode aprender mais uma ou duas coisas antes de escolher seu destino.

    Quando os dois chegam a uma distância para uma conversa educada, Velora comenta:

    - Deve ser Tinafe!

    O outra demônio se mostra levemente surpresa, mas não muda sua postura, falando num tom neutro.

    - E se não estou no lugar errado, creio que deve ser a anciã Velora? Não imaginava que minha fama já começava igualar à sua, afinal minhas missões aqui em Dafodil são secundárias.

    - Você deve ter subestimado o poder da fofoca desta cidade.

    Velora dá um sorriso levemente irônico, Tinafe responde com um levemente amarelo.

    - Creio que seu conselho me chegou um pouco tarde...

    Ĝeko e Nadhull estavam levemente (talvez não muito leve) ansiosos e nervosos, mas as duas fêmeas ficam um tempo se analisando em silêncio, mais tempo do que alguém que simplesmente avalia um adversário. Ao final pareciam mais curiosas do que hostis.

    - Tudo bem. - Diz Velora enfim, seca. - Estou com menos tempo, então pergunto primeiro: parece que estava me procurando. O que quer?

    - Mm, direto ao ponto. Não muito típico de seguidores de Piro.

    - Como eu disse: menos tempo.

    - Pois. - Tinafe observa Ĝeko. - Está trabalhando com humanos dominadores do ar? Uma humana de nome Niréia também trabalha com você?

    - Sim.

    - Eu poderia ter a curiosidade de perguntar porque a anciã se interessa sobre magia branca?

    - Poderia.

    As duas ficam em silêncio alguns segundos, até que Tinafe percebe que teria de perguntar:

    - Então... por que Si Velora se interessa sobre magia branca?

    - Não é da sua conta. - Diz sem demonstrar qualquer emoção.

    Tinafe deve mentalmente ter chamado Velora de "velha vaca" e outras coisas, mas se esforça para continuar neutra.

    - Bem tivemos uma pequena cerimônia no templo, com o instrutor Marcel, talvez não tenham conseguido chamar Si...

    Velora não espera ela terminar:

    - Sim, fui avisada. Quando percebi os poderes de... bom, esqueci seu nome, mas imaginei que fosse capaz de chamar a atenção até do Arcebispo. Creio que então ganhou a bênção da Corte dos Milagres. Bom para você, de fato seus poderes são únicos.

    - Nadhull não é mais o único.

    - Não? - Velora ergue a sobrancelha demonstrando claramente que sua fonte de informação desta vez não foi tão eficiente. Tinafe sorri e agora ela quem fica em silêncio obrigando a outra perguntar: - Quem é o outro?

    - Saberia, se tivesse ido à cerimônia. - Mais silêncio, sorrisos sarcásticos e olhares avaliadores. - Mas já que todos nós, de alguma forma, estamos interessados em conhecer mais sobre magia branca, talvez possamos nos ajudar, ainda que nossos interesses sejam diferentes...

    - Talvez... - nova pausa, Velora porém comenta sem muita paciência, mas sem querer largar o jogo: - Quer tirar cara ou coroa ou deixamos os rapazes disputar quem fala primeiro?

    Cada uma delas olha para seu discípulo, aquilo poderia ser uma "deixa" para vocês.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Dycleal em Dom Ago 12, 2018 5:44 pm

    Nadhull torce para que a anciã esteja em um bom dia, tem a esperança que ela compartilhe da ignorância e curiosidade acerca do fenômeno que ocorrera com ele e com o anjo negro, pois isso seria uma garantia que em um acesso de ira, o pouparia. Mas preocupava-se com sua mestra, pois um demônio como ela o ajudaria muito mais que outros mestres, não tão simpáticos como Velora.

    Ao chegar mais perto identifica o acompanhante da velha, um maldito humano, bem jovem e decide não hostiliza-lo para não complicar o que já era complicado e após ouvir o jogo político de palavras e disputa de poder, a informação que a mestra Tinafe soltou de além dele ter outro com mesmo potencial, desarmou um pouco a anciã e chegou o momento dele se expressar: - Ola, mestra Velora, saudações. Procuro a mestra Niréia conforme fui orientado pelo Instrutor Marcel no nosso ultimo encontro. olha para a mestra anciã e para o humano e pergunta: - Ele é seu discípulo? Ou ainda está sendo testado como eu fui?
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Leomar em Dom Ago 12, 2018 6:15 pm

    A anciã Velora responde a saudação com um gesto de cabeça.

    - Niréia está vendo algo para mim. Quando a vir comunicarei seu desejo de falar com ela.

    Ela é seca, mas educada. Nada demais contando que é uma demônio.

    - Este é meu aluno. Vim atrás dele pois me disseram que ele queria mostrar o progresso que fez com magia de cura. E foi realmente um bom progresso.

    (Q.I. básico: Velora não costuma elogiar diretamente, mas Ĝeko percebe que ela ficou orgulhosa ao dizer que seu aluno teve BOM progresso. Nadhull perguntou sobre discípulo e Velora respondeu sobre aluno, talvez Ĝeko não perceba a sutil relação de palavras (caso esteja orgulhoso com o elogio sobre o progresso), mas o íncubo nota. O corpo de Tinafe reage demonstrando extrema atenção quando Velora fala "magia de cura", se ela tivesse orelhas felinas veriam elas literalmente levantar.)

    - A Senhora anciã ensina também magias de cura?

    - Alguma coisa... Um bom aluno consegue inovar também.

    Ĝeko sabia que ele teve de inovar MUITO, afinal Velora só lhe ensinara o básico do básico sobre cura e ele teve de se valer mais da intuição que do conhecimento recebido.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por susanoojr em Seg Ago 13, 2018 5:43 pm

    Com a chegada daquelas pessoas, Ĝeko mantinha sua postura o mais respeitável possível, assim como era de costume quando os escravos deviam ficar, mesmo com o passar do tempo esse costume não desaparecerá, sua postura de cabeça baixa deixava que sua percepção fosse para os ferimentos que os estranhos haviam adquirido recentemente, colocando certo receio em querer olhar no rosto deles, mesmo que sua curiosidade deixava escapar alguns olhares por cima do olho.

    Em meio as conversas, Velora fala de modo que Ĝeko fique envergonhado, pela primeira vez ele receberá elogios vindo de outra pessoa que não fosse seus pais e ainda em uma conversa com aspectos formais.

    Ele também não deixa de notar um dos assuntos da conversa, magia branca, uma das magias mais incomuns em seres  não angelicais, caso dos demônios, isso só o deixava mais curioso, a idéia de ter outros seres que possam ensinar-lo a controlar suas magias e que fossem simpatizantes de Velora, porém ele ainda não sabia se aquela demônia era amiga ou inimiga, um pedido de treino quando era elogiado por sua atual mestra não séria de todo o agrado para ele no momento.

    Ĝeko ainda não havia se apresentado e todos estavam ouvindo sobre ele, então ele decide se apresentar, de uma forma bem tímida.

    -Mu.. Muito prazer! - Ele estica a mão e levanta sua cabeça - meu nome é Ĝeko e eu estou sobre os cuidados da Anciã no momento. - Ele dá uma pausa para respirar e continua - eu estava responsável  por cuidar dos acamados e desenvolver minha magia de cura neles.

    Depois, ele olha para Anciã a procura de qualquer olhar ou dica que possa mostra quais são as instruções que ele deve seguir nesta ocasião.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Dycleal em Sex Ago 17, 2018 6:55 pm

    Nadhull não queria conversar muito para não atrapalhar a conversa com a Anciã porém também não queria parecer mal educado e estende a mão para o garoto e diz: - Prazer é todo meu. Gosta de trabalhar com cura então? Muito bom e elogiável. 


    Nadhull solta a mão do jovem e fica olhando para a Anciã e aguarda a sua fala calmamente como se fosse uma coisa costumeira falar com ela e procurava ficar com uma postura que não revelasse o seu cansaço.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Leomar em Sex Ago 17, 2018 7:35 pm

    As duas demônios por sorte não demonstravam hostilidade, mas jogavam algum jogo de palavras. Velora parecia mais a vontade, já Tinafe não conseguia tirar muita coisa dela, então ela se volta para o pequeno rapaz, os dois neófitos tinham se apresentado mas não passaram disto.

    - Então está cuidando dos acamados? - Ela olha as carroças - Deve ser algo grave para estarem com bandeiras cinzas. Está tendo progresso?

    Ĝeko ainda dá uma olhada para a anciã, para ver se ela tem alguma recomendação, mas Velora dá de ombros.

    - Pode contar o que fez. SE QUISER.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

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