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    Novos Mares (Ĝeko)

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    susanoojr
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por susanoojr em Sex Ago 31, 2018 8:39 pm

    "- Bom, já garantiu que os humanos estejam prontos para serem examinados?"

    Ele se assusta com tal pergunta, ele achava que já havia feito tudo pra a chegada do Arcebispo.

    Sem saber direito o que fazer ele era confrontado com mais perguntas.

    " - O que temos aqui? E o que você já fez? Não tenho muita experiência mais posso canalizar energia negra e branca, e com um pouco de ajuda e informação, estou disposto a ajudar. "

    Aparentemente, além da Anciã ele ganhou ajuda de Nadhull para cuidar dos doentes, o melhor era que ele também possuía magia curativa, energia Branca, isso era novidade nunca havia escutado qualquer notícia sobre um demônio que possuía energia Branca.

    - Incrível! Você possui energia branca, isso vai ajudar muito! Primeiro, veja os homens, eles estão melhores que as mulheres, então será mais fácil tirar alguma informação deles, tente extrair a energia negra que os infectaram se possível.

    Ele fala e dá um leve sorriso ingênuo, ele confiava mais em Nadhull que Tinafe, talvez possa ser a energia Branca que os dois possuíam em comum, mas que Ĝeko não informou suas energias, ele achava que não era o momento para informar tudo para estranhos.

    - Irei fazer compressas para os acamados, depois cuidarei das mulheres que estão em piores condições. Anciã, poderia me ajudar com as elas, quero verificar se possuem outros ferimentos que possam estar impedindo que elas fiquem melhor.

    Ĝeko pega alguns panos e os molha com sua habilidade e as aquecem, para tratar a febre que eles possuíam, após terminar, ele pede a Velora que venha com ele para a carroça das mulheres.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Dycleal em Sab Set 01, 2018 9:09 am

    Nadhull pensa some as palavras do garoto e se aproxima dos homens que estão na carroça e informa que tentará melhorar o estado deles e pede licença para toca-los. Rapidamente sente as energias negras e começa a drena-las para si e faz isso suavemente com receio de estar mandando mais do que recebe e fica observando o resultado, após alguns testes ele chama Velora para verificar se a maneira que age com os "pacientes" está correta e pede algumas orientações sobre como deve conduzir a sua energia branca para não intoxica-los com a negra ao mesmo tempo.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Leomar em Sab Set 01, 2018 9:56 pm

    Os dois neófitos se põe a trabalhar, enquanto a anciã fiscalizava. Eles até buscavam tratar os doentes com cuidado, já ela não tinha tanta delicadeza e os via mesmo só como algo que devia ser concertado.

    Uma das mulheres parece melhorar bastante com os cuidados de Ĝeko. Era uma camponesa simples e podia se dizer até rústica, ela podia ter tanto trinta como cinquenta anos, pois a vida que provavelmente teve não foi generosa com a humana, ainda assim ela parece grata por ainda estar viva.

    Velora observa a outra humana, com suas unhas em forma basicamente de garra, faz dois cortes fundos no braço dela, que só não grita pois ainda esta prostrada pela doença. Anciã Velora verifica o sangue da humana em seus dedos, como se estivesse analisando.

    - Estava certo, seja lá o que tiver acontecido, o sangue dela está envenenado com fluídos de magia negra e azul, não é uma doença comum, mas uma doença criada, feita para ser ministrada em forma de veneno, e o que é pior, para se transmitir de pessoa a pessoa. Quem fez isto não estava com boas intenções. Não sei se estes humanos foram os alvos ou só experiências, mais provável o segundo. Se os criadores desta praga tiverem sucesso, poderão infectar uma grande população em pouco tempo.

    Velora não costumava ser uma pessoa muito animadora, mas aquilo era realmente grave, alguém podia levar boa parte da cidade à morte por puro capricho ou motivos ainda mais sombrios.

    Nadhull pede orientação, ele buscava drenar a energia negra, mas não parecia estar fazendo muito efeito.

    - Magia de cura é mais difícil do que as pessoas imaginam, aliás nem sei porque imaginam que deveria ser fácil. Drenando nesta velocidade não conseguirá muita coisa, pois a doença vai se espalhar mais rápido do que você consegue drenar. Além disto o mago que criou este peste era experiente, não usou só mana negra, mas também da água, o que torna mais difícil de curar, pois não adiantaria apenas drenar a energia negra em excesso.

    Guiar as manas negras para os órgãos purificativos, como rins, pâncreas e fígado costuma dar mais resultado do que drenar a magia, já que a magia se mistura com o físico, e o que era veneno mágico se transforma em doença física. E no fígado pelo menos você pode abrí-los e cortar metade do fígado.


    Os dois não sabem se gostaram muito da frieza técnica com que Velora lidava, Ĝeko em especial faz uma leve cara de nojo ao ouvir a sugestão de abrí-los.

    - Se fica condoído pense que pelo menos o fígado é algo que estes humanos consegue regenerar. Já os rins, se não forem bons o bastante, levará a morre-los de forma bem dolorosa.

    R.Oc.

    Nadhull se lembra e comenta sobre o curandeira que usava agulhas para ajudar na magia.

    - Mmh, deve ser interessante. Pela mecânica é provável que funcione. Podemos usar cortes na pele para aumentar o processo, também funciona, mas se tiver paciência para aprender sobre cada meridiano, pode trabalhar usando agulhas.

    Velora usa a ponta de um punhal para furar os braços de um dos homens sem se importar se ele queria ou não o tratamento, e também faz um corte na palma da p´ropria mão (por sinal, notando bem, Velora tinha muitas cicatrizes nas mãos, punhos e braços), segurando os braços dele. Ela profere breves palavras em moloke mesmo "Piro, ajudai que a energia sutil possa ocupar espaço da energia densa."

    O homem tenta puxar os braços, mas ela é mais forte, e o segura até achar que tinha terminado. O humano geme, depois se vira para um canto da carroça e vomita num balde, que provavelmente já estava lá justamente com este propósito.

    - O vômito é um dos efeitos de quando se usa a magia azul contra uma doença. Deem um jeito nisto, joguem lá fora.

    Por fim Nadhull pergunta como usar a energia branca sem intoxicar o paciente com a energia negra.

    - Quando a energia branca entra num lugar, seja num espaço, seja num corpo, a energia negra simplesmente se afasta, então é só usar sua energia branca.

    - Mas eu tentei antes, e não deu muito certo...

    Ela responde impaciente.

    - Porque você não usou a mana branca. Você pode até ter pensado em canalizá-la, mas deixou que fosse canalizado mana negra. Se está trabalhando com forças opostas você tem que concentrar todo o foco no que quer fazer, toda a atenção, não pode se distrair, tem que limpar a mente e depois canalizar.

    - Mas como posso aprender ter este foco?

    - Sei lá, não sou dominadora de energia branca. Estou ajudando vocês justamente porque preciso saber mais sobre esta magia.

    O tempo passava devagar, alguns humanos reagem em graus diferentes aos tratamentos de vocês três, pelo menos dois deles já são capazes de conversar com certa consciência, mas talvez não fossem todos que escapassem da doença.
    Dycleal
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Dycleal em Dom Set 02, 2018 12:54 pm

    Nadhull presta atenção na fala da anciã e decide se concentrar na mana branca como forma de eliminar e expulsar a mana negra, porém faz isso com cuidado, em pequenas regiões pois afinal apenas estava experimentando e fica observando os resultados...
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Leomar em Dom Set 09, 2018 10:19 pm

    Por mais um tempo os humanos eram "atendidos" pelo estranho trio que não pareciam ter muito em comum. A velha instruía os outros dois, já estes pareciam ter formas diferentes de agir.

    Seja como for, depois de um tempo, longo demais para os humanos mas não tanto para os neófitos, o arcebispo aparece. Ele vestia-se de roxo, de forma bem mais pomposa do que Nadhull tinha visto pela última vez. Para Ĝeko que o vê pela primeira vez, era um humano entre 40 e 50 anos, um tanto acima do peso, as roupas eram luxuosas, tinha uma expressão séria.

    Junto a ele vinham outros (provavelmente) sacerdotes menores, dois vestidos com roupas vermelhas escuras também pomposas, outros três também de vermelho, porém mais claro e não tão chamativas, além disto o pequeno grupo vinha acompanhado por dez cavaleiros de armadura e armas pesadas, Tinafe vinha atrás, num animal provavelmente emprestado.

    Ele chega, levantando as mãos de forma ritualística:

    - Per Piro! Que toda verdade venha por nosso deus!

    O resto dos sacerdotes respondem em coro:

    - Por isto cremos! Nisto testificamos!

    - Pelo nome de deus, O Clemente, o Misericordioso!

    - Que sejamos dignos de sua clemencia! Sua misericórdia é grandíssima! Nisto cremos! Glórias ao Senhor!

    Ele se aproxima:

    - Velora? - Ele não parecia a pessoa mais animada do mundo ao vê-la, ou reconhecê-la, mas estende-lhe a mão, com a palma pra baixo.

    - Arcebispo. - Ela responde simplesmente, fazendo uma mera saudação com a cabeça, e provavelmente ignorando algum protocolo ou formalidade, os dois não ficam mais do que cinco segundos trocando impressões. Seja lá o que pensaram, o arcebispo parece que não tiraria muita etiquete de Velora, e se ele fazia ou não questão disto, não dá para perceber, mas ele passa por ela, sendo então formal:

    - Então... - ele olha em direção às carroças - Vocês estavam ajudando um grupo de bandeiras cinzas, e acreditam que contiveram a doença, desejando que um sacerdote os avalie?

    - Sim, Eminencia, creio que meus alunos fizeram um trabalho acima da média, e é um caso grave.

    - "Seus" alunos? - Provavelmente era a Tinafe, mas não lhe dão muita atenção.

    - E qual era a situação?

    Apesar da pouca formalidade, Velora detalha suas impressões, sobre a doença ser de origem mágica e a fonte ser provavelmente um envenenamento proposital, criado com manas azuis e negras, com alto potencial de contaminação pessoa-a-pessoa, com evolução potencialmente rápida, que o primeiro a ministrar auxílio mágico foi o garoto (Ĝeko), havendo uma regressão de alguns sintomas e que ela inclusive teorizava que bem provavelmente aqueles camponeses não deviam ser o alvo final de quem quer que seja o feiticeiro* por trás disto. (um detalhe não tão importante: no cenário "feiticeiro" é usado de forma mais técnica para quem faz poções ou rituais, o que incluiria venenos mágicos, ao invés de "mago" que seria alguém que manipula a mana direto na natureza)

    - Pois bem, irei avaliá-los! Que Piro estenda sua clemência e sua misericórdia a estas almas! Que seu destino seja amenizado, mas seu julgamento ouvido!

    Os outros continuam falando em coro, mas vocês já não dão muita atenção. Com um gesto uma máscara é dada ao arcebispo, que cobre a boca e o nariz, mas não os olhos e tem uma aparência meio cômica de "bico". Ele entra nas carroças, os demais sacerdotes ficam o tempo todo falando palavras ritualísticas, o arcebispo examina as pálpebras dos humanos, sua boca, sente o pulso, põe a mão por cima das cabeças, diz algumas frases rápidas, por fim usa uma seringa para tirar uma pequena amostra do sangue de cada, e examina à luz de Hélius.

    Depois de examinar todos ele diz:

    - De fato, eles não estão tão bons, mas há possibilidades de cura. Alguns podem ficar de quarentena, menos a moça. Ela parece ter sido a hospedeira inicial, e a doença tomou conta de seu sangue. Se todos tinham realmente a mesma doença, isto é sério, e precisaremos estar atentos a todos os magos de cura.

    A mulher mais velha percebe as implicações:

    - Oh! Santidade! Se minha neta não receber clemência, deixa-la sozinha no deserto será uma pena de morte! Se nós melhoramos, com fé nos deu... em Piro, ela pode melhorar também!

    - Infelizmente é o que é. Você e os homens podem estar em remissão, o garoto precisa de observação, mas a menina ainda está impestiada, ela é um perigo de transmissão a qualquer um que a tente ajudar e não pode ficar na cidade, assim como não poderá ficar na cidade qualquer um que a queira ajudar, até que os sinais sejam mais claros.

    A outra se desespera, fazendo súplicas em sabe-se lá qual idioma. Os homens ficam tristes com a situação da menina, mas não tão desesperados como a senhora, aparentemente eles e elas não eram exatamente uma só família, e eles aceitam túnicas pretas com faixas cinza-chumbo que lhe são oferecidas, trocando ali mesmo e deixando as roupas que estavam para trás. As túnicas certamente eram um símbolo de condenação (quarentena) mas eram melhor que as bandeiras cinzas.

    A mulher se ajoelha frente ao arcebispo, perguntando o que poderia fazer, este, apesar de parecer sinceramente sentir a notícia diz que, até que Piro fale com ele novamente, não pode fazer mais nada, ou a garota seguia sozinha, ou as duas teriam que ficar fora da cidade. A única medida que podia ser amenizada é que, se a senhora não piorasse novamente, a garota poderia ficar há apenas cento e sessenta metros além dos portões, e não ser mandada para o deserto propriamente dito.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por susanoojr em Qua Set 12, 2018 7:12 pm

    Alegria e frustração, era o que Ĝeko sentia naquele momento. Por um lado estava alegre por ter salvado a vida de 3 pessoas, mas por outro, uma delas, a quarta pessoa não poderia ser salva.

    Estava fora de questão, seu treino já havia chamado muita atenção, muitas pessoas estavam envolvidas apenas por ele ter decidido treinar com pessoas vivas.

    "Fiz mais do que podia para salva-los"

    Era esse o pensamento que ele tinha no momento, a partir dali ele teria que se preocupar com novas coisas, achar um novo mestre.

    Infelizmente não daria para continuar sendo disciplu de Velora, ele precisaria achar uma nova pessoa para treina-lo.

    Ĝeko percebe que a visita do Arcebispo está no final, a questão com Tinafe ainda não tinha acabado, porém aquilo não diz respeito a ele, então ele pergunta:

    - Agora que já terminei por aqui, eu devo me retirar junto ao arcebispo?

    Após Velora responder, ele agradece a visita do Arcebispo da forma mais cordial possível.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Dycleal em Qua Set 12, 2018 9:40 pm

    Nadhull ouve o veredito do arcebispo e fica incomodado com o destino da jovem e com a insensibilidade tanto do sacerdote quanto da anciã e se pega imaginando o quanto mudou em relação aos seus sentimentos, pois a pouco tempo atrás não se preocuparia nem um pouco com o destino de alguém. Aproxima-se de Velora e pede gentilmente que o ajuda a achar a sua mestra da magia branca, pois lembra que controlando está magia pode ser um aliado valioso e olha para ver o que Tinafe está fazendo e assim que a anciã se manifestar irá se posicionar ao seu lado.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Leomar em Dom Set 16, 2018 5:36 pm

    (observações: eram cinco humanos, três homens e duas mulheres. Os homens apresentaram melhoras em graus diferentes, portanto ainda estão "mais ou menos", a senhora apresentou uma melhora melhor e só a mais nova continua com os sintomas graves. O arcebispo (e provavelmente os demais sacerdotes que o seguem) não demonstra exatamente insensibilidade, pelo menos não como Velora, ele mostra certa tristeza, e pouco ou muito, para ele o ato de permitir que a moça acampe não muito longe dos portões foi um gesto de "boa vontade". Porém ele se vê (provavelmente) como impossibilitado de fazer algo mais. Seu cargo diz para analisar os doentes, ver se eles podem se considerar curados ou pelo menos dignos de quarentena, e foi o que ele fez.)

    Ĝeko se aproxima de Velora, percebendo que eles estavam prestes dar o assunto por encerrado, e discretamente questiona:

    - Agora que já terminei por aqui, eu devo me retirar junto ao arcebispo?


    A anciã dá um leve sorriso, respondendo (por incrível que pareça) sem o habitual tom sarcástico:

    - Você não é mais escravo, e a partir de agora terá que tomar suas decisões sobre até quando pretende ficar e quando preferirá partir. - Ainda parecendo amigável, ela continua - Mas preste atenção, não tenha pressa de chamar qualquer pessoa de "mestre" e tão pouco de contar tudo que sabe, caso contrário poderá voltar à condição de escravo rapidamente, e acredite, é sempre pior depois de se ter provado o sabor da liberdade, ainda que um pouco. Não confie sua história ou sua capacidade a ninguém que conheceu a pouco tempo.

    Ela o deixa pensando, enquanto o arcebispo fala novamente com ela (bem, fala com todos em geral, mas voltado principalmente a ela):

    - Esta praga pode ter implicações contra La Cour des Miracles. Precisamos saber quem está por trás disto e contra quem está.

    - E quem nos garante que não é alguém de dentro da Corte que está por trás disto?

    - Arre! Este não é nosso estilo! Além do mais você não disse que a praga foi criada por um mago de dons negro e azul? La Cour des Miracles treina magos do fogo, não da água! Não teria sentido algum dos nossos ter se envolvido em algo assim sem conhecimento do alto clero!

    - É mesmo? - Ela volta ao tom sarcástico - Tem certeza que a Corte se preocupa em recrutar as pessoas mais confiáveis para suas fileiras?

    - Err, bem... Talvez nossas bases possam ser um pouco "negligente", mas nossos círculos superiores são escolhidos e vigiados a dedo!

    - Apesar da magia ser, a primeira vista, uma alquimia de alto grau, nada impede que tenha sido feito por pessoas de suas bases. Além disto nada garante que foi um único mago a ter desenvolvido tal poção, pode muito bem ser uma engenharia em conjunto. Sabemos também que, apesar de treinar magos vermelhos e negros, nada impede que outros magos trabalhem em parcial ou total apoio com membros da Corte. Eu mesma sou uma maga com o dom da água e temos "certa parceria", não é? E certamente não sou a única maga de outros elementos que colabora com vocês. Portanto não podemos descartar, sem margem de erro, que alguém ligado à Corte esteja ligado à esta praga.

    O arcebispo não gostava daquela suposição, mas não consegue rebatê-la. Ele questiona os humanos afetados para ver se consegue alguma pista importante, mas além deles estarem semi-entorpecidos, a vida deles é tediosamente comum. Eram humanos sem dons mágicos ou espirituais despertos, os mais jovens nasceram em Dafodil, os outros eram empurrados de cidade a cidade pelos eventos das guerras, vindos de Nesopry, Gaja ou qualquer vila. Cultivavam raízes como rabanete ou cenoura, mas a atividade na terra ruim da Ilha dos Exilados não garantia muita coisa, e todos eles tinham que também mendigar e fazer bicos. O porto e o rio eram importante fonte de renda extra, primeiramente da pesca, e depois de trabalhos pequenos que as pessoas que frequentavam o porto não tinham tempo ou vontade de fazer: descamar peixes ou até preparar o couro destes, estripá-los e preparar em postas ou filés, lavar ou coser roupas, cozinhar, fazer reparos de navios ou móveis ou qualquer outra coisa que aparecesse. Sendo assim trabalhavam para pessoas de qualquer bandeira, recebendo em moedas de qualquer país. Nenhum deles era suficientemente atraente para inspirar algum romance inusitado e possíveis vinganças daí advindos. Apesar disto não se descartava que a garota mais jovem pudesse talvez ter feito um ou outro trabalho como prostituta, embora nenhum deles confirme também. A garota parecia ser a fonte inicial da contaminação, embora não fosse certeza que ela não tenha pego de outra pessoa. Os demais podem ter sido contaminados através de objetos (lavar as mãos e tomar banho não era algo que os humanos de Dafodil faziam diariamente) ou talvez até pelo ar, embora Velora acredite que por usar energias densas a doença provavelmente não se transmitisse pelo ar.

    Como trabalham para qualquer pessoa que se disponha a pagar, não podem afirmar que viram alguém "estranho" nos últimos dias ou se aceitaram comida ou bebida suspeita. Aliás não era raro trabalharem em troca de comida, mas quando tinham algum dinheiro para comprar algo, sempre faziam nos mesmos lugares, em geral próximo ao porto. A primeira vista nenhuma destas informações pareciam relevantes.

    Velora comenta que há uma boa chance de serem apenas pessoas de grande azar que estavam no lugar e hora errados. Podem ou ter sido alvo de uma experimento, e para isto qualquer pessoa serviria, ou podem ter sido alvos aleatórios de rituais cujo número e não a qualidade dos afetados importa, ou ainda terem apenas sido alvos de algum sádico que também se importa só com números, e não qualidade de quem prejudica.

    Era bem possível que mais miseráveis, em especial os que viviam perto do porto, estivessem ou viessem a se contaminar em breve, o arcebispo diz que colocará alguns "homens" da Corte para verificar isto. Toda a rede de informações principal deveria ser movimentada. Um ou outro sacerdote do séquito trocavam ideias com o arcebispo, mas nada que fosse mais relevante do que já foi dito; boa parte do diálogo era sobre como usar a rede de informantes. Tinafe permanecia calada, embora estivesse prestando atenção ao que era dito, mas aparentemente ela também não percebeu nada mais relevante.

    Nadhull questiona a Velora novamente sobre Niréia.

    - Devo vê-la em dois ou três dias, mas se encontrar com ela antes direi que os procure. Ela talvez possa ser encontrada em uma das bases da Corte dos Milagres. Há uma chamada Copa de Ânima, de tijolos vermelhos, onde ela pode estar. Mas se não estiver ocupada com assuntos que eu pedi, pode ser achada junto aos discípulos de Marcel, ou estar com seu irmão "patrulhando" a Necrópole, neste caso eles costumam ficar nas proximidades de uma taverna chamada "Hamkuanabe" (algo como "suspiro da presa" em moloke), mas redobre a descrição se for por aquela parte da cidade, se entregar um dos nossos e não lhe matarem, nós o mataremos.

    O arcebispo vai passando algumas informações técnicas para outros sacerdotes, e alguns destes se afastam para ir cumpri-las de imediato. Tinafe fala algo baixo e em Tareno para o arcebispo, que responde no mesmo idioma, ambos fazem sinal de concordância com as cabeças. Ela ainda permanece no lugar por um tempo.

    Velora observa a outra diaba.

    - Bem, creio que não tenho mais o que fazer aqui. Foi um prazer conhecê-la, mestra Tinafe. Me procure sempre que tiver questões de nosso deus a resolver.

    Tinafe sorri, apertando a mão dela.

    - É um igual prazer conhecer uma anciã de tão grande fama, mestra Velora. Será agradável ter mais oportunidades de desfrutar de sua companhia no futuro.

    As duas parecem jogar o tempo todo.

    - Que Piro a abençoe grandemente e que seu caminho lhe seja claro. - Velora diz sem soltar-lhe a mão.

    - Que assim seja! Que seu fogo esteja sobre sua cabeça, constantemente.

    - Nisto cremos!

    - Por isto lutamos.

    - Para todo sempre. - Dizem ambas. Pelo menos ao falar de seu deus elas pareciam um pouco sinceras.

    Velora fala rapidamente com Ĝeko:

    - Estou indo para Copa de Ânima, e lá devo continuar por mais dois ou três dias, caso precise, neófito, procure-me próximo ao segundo chamado*, não antes. Podes permanecer até que decida seu destino.

    *O grande templo de Piro fazia de três a cinco chamados no dia, dependendo do dia. Três deles eram os principais, e o Segundo Chamado era entre 10:30 H a 11:20 H.

    Tinafe e o Arcebispo veem ela montar e partir.

    - Pensei que ela ia ficar aqui para sempre. - Resmunga Tinafe para si mesma.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Dycleal em Dom Set 23, 2018 11:11 pm

    Nadhull ouve Velora em silêncio e pensa "Copa de Anima está fora de questão" e após a saída da anciã se vira para Tinafe e pergunta: - Que acha de procurarmos Niréia na Taverna "Hamkuanabe"?
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Leomar em Ter Set 25, 2018 6:55 pm

    (teste de vitalidade para ela... passa)

    (suspiro) - Tudo bem. Mas terei de passar no mercado primeiro.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Dycleal em Qua Set 26, 2018 8:21 am

    Nadhull olha para mestra e vê seus ferimentos e diz: - Tudo bem, eu a acompanho, mas precisa de ajuda com esses machucados no seu corpo, se eu puder ajudar, será um prazer mestra, uma maneira de retribuir seus ensinamentos, afinal você é prioridade para mim. E aguarda sua resposta.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por susanoojr em Qua Out 03, 2018 8:12 pm

    Antes de sair e entrar novamente na cidade, Ĝeko se pergunta sobre ir visitar o centro na parte das feiras abertas, para talvez encontra um rumo para seu novo destino, pensava também em dar uma volta nas igrejas, principalmente na Cisnei Branco na qual lhe chamou mais atenção.

    Mas antes de ir, escuta vindo de Nadhull que eles precisavam curar alguns ferimentos posterior ao encontro de mais cedo.

    - Vocês precisam de ajuda? Eu posso dá uma olha se quiserem.

    Na mais boa intenção, querendo criar alguns laços com novas pessoas como forá instruído por Velora.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Leomar em Dom Out 07, 2018 4:35 pm

    Nadhull escreveu:- Tudo bem, eu a acompanho, mas precisa de ajuda com esses machucados no seu corpo, se eu puder ajudar, será um prazer mestra, uma maneira de retribuir seus ensinamentos, afinal você é prioridade para mim.

    - É exatamente por isto que precisamos ir ao mercado primeiro. Sua energia está baixa, e a minha também. Preciso arrumar "algumas coisas" que podem ajudar a recuperar um pouco da energia mais rapidamente, antes de fazermos qualquer outra coisa.

    Ĝeko escreveu:- Vocês precisam de ajuda? Eu posso dá uma olha se quiserem.

    Tinafe observa o neófito, mostrando os braços:

    - São queimaduras de magia branca, só podem ser curadas com magia negra, talvez alguns banhos restauradores* ou outras coisas. Você é um mago branco?

    Como ela tinha visto Ĝeko ajudando os humanos com magia, a pergunta é na verdade retórica, ela segura os punhos de Ĝeko e se concentra:

    - Mm, sua energia parece ser forte. Primitiva, mas forte. Só que duvido que posso me ajudar.

    (R.Oc.)

    Ĝeko também sente uma energia forte vinda de Tinafe, embora com Velora sentisse muito mais forte, os dois chegam a tremer levemente com estas trocas de impressões.

    - Todo mago pode "ler" a energia de outros? - Pergunta o neófito.

    - A partir do segundo estágio, a maioria consegue, se mantivermos as defesas baixas e com o contato direto e intencional, ou se estivermos em estágios muito mais altos. A Anciã não lhe ensinou usar a percepção mágica?

    - Ensinou um pouco, alguns exercícios sobre percepção na magia azul.

    - É, seria mesmo difícil ela te ensinar sobre magia branca.

    - Mas acho que consigo perceber... em você... ao tocar, parece diferente dos outros demônios.

    Tinafe faz uma expressão de surpresa.

    - É residual, acabo de ser atingida por energia branca quasse 100% pura. Faz sentido sua percepção ser enganada, ainda tem muito que treinar, mas provavelmente tem muito potencial. Mais um motivo pelo qual não pode ajudar.

    off para Nadhull:
    Quando Tinafe fala sobre "banhos restauradores", você lembra que sua antiga dona às vezes tomava banho em sangue. Não sabe se a referência é a mesma e nem como funciona este tipo de ritual, mas quando ela fala isto, você lembra.

    Ĝeko não sabe de nenhuma referência, e se estiver lendo não viu que escrevi que o off é só pro Nadhull?

    Off para Ĝeko:
    Tinafe recusa ajuda por ser um mago branco, se quiser insistir muito revelando que é um mago azul também, ela permite que tente.(R.Oc.) Conseguiria uma pequena melhora na energia do sangue dela, mas esta seria pequena e quase não perceberiam, pelo menos não daria erro.

    Se quisesse insistir muito, mas muito mesmo, ela diria que seu sangue poderia ser viável. Não precisa ser mordido (ela não é vampira, só demônio), um corte no ombro que é uma área bem vascularizada já daria para beber um pouco. Só não sei se seria inteligente deixar um demônio desconhecido sedento, mas vai saber né...

    Não há mais o que tirar da cena, então eles vão para o mercado. Se quiser acompanhá-los, não haverá objeção. Se quiser ir para a igreja Cisne Branco também não (estou pondo as opções todas para terminar a cena de vez, mas pense como o seu personagem, não sinta obrigado a fazer uma escolha só pra facilitar o jogo).

    Caso vá para a igreja, será informado que no momento não está tendo culto, e o culto para os não-iniciados será só daqui umas quatro horas, mas o cara que está à frente da igreja diz que qualquer coisa ele pode lhe informar sobre o básico da igreja (física ou meta-física). É um homem de cerca de 40 anos, veste uma túnica branca com uma faixa laranja na cintura. Não tem nada que se destaque na aparência dele, é bem tipo mediano, está desarmado, as roupas são simples.

    A igreja também não se destaca demais. É feita de madeira, e em comparação com outras casas de Dafodil até que é bem-feita, bem conservada e está limpa, mas não demonstra muito luxo. É do tamanho de uma casa média, tem entalhes de cisne em baixo-relevo na porta e uma placa escrita "Blanka Cigno" em Esperanto, além de um leque e um say (que deveria ser um tridente, mas provavelmente tiveram que adaptar) pendurados na placa.

    ***

    Na praça do mercado.

    Tinafe dirige a uma tenda, onde um homem negro preparava algo com plantas. A tenda é simples, parecia até improvisada, cheia de folhas e raízes e maços e sacos. Uma demônio alta estava no chão ao lado, parecida trêbada.

    - Anesmá, Icanor!

    - Anesmá..... Tinafe?

    - Isto mesmo. Estou precisando de alguma ajuda.

    Ele observa as marcas de queimadura.

    - Andou brincando de arena com um anjo?

    - Não, não foi com um anjo...

    - Algum mago de Ajros?

    - NÃO! Isto não importa. Preciso de alguma poção para restabelecer a energia!

    - Vai precisar de um unguento também... - Ele separa uma pasta de dentro da tenda.

    - Unguentos são para homens e mulheres frescas. - Em todo caso ela pega e passa. - Mm, pelo menos é cheirosa, vou usar só porque estou com preguiça de tomar banho. - Na verdade o cheiro nem era bom de verdade, mas ela parece gostar da sensação da pasta. - Vou precisar de gel aloe nv3, água densa, bastante densa, algumas sementes de gojanda, em pouco de...

    Ele interrompe: - Eu sei fazer uma poção de magia negra. Até faria eu mesmo, se tivesse ingredientes. Mas estou ficando sem nada. ATÉ MINHA LOSNA E BOLDO ACABARAM.

    Ele grita esta última parte na direção da demônio que estava rolando em posição fetal no chão, ela geme.

    - Aaaaoooohhh minha cabeça! Não grita.

    - Você tem orquídea-lírio tigre branco?

    - Esta tenho, meus clientes não usam muito estas coisas de Ajros. São 10 kons a porção.

    - 10 kons a porção? Você não coloca na conta da Corte?

    - Faço filantropia com produtos básicos, a flor tigre branco não é nada fácil achar aqui ou conservar...

    - E o que você tem "pro bono" para magia branca?

    - Vai dar para o cara que te acertou?

    - Isto não é de sua conta! - diz meio irritada.

    - Bom, tenho alguns vidros prontos... nível 2 e 3! - Ele mostra frascos com algo esbranquiçado dentro.

    - E as garrafadas por acaso tem algo que prejudique demônios?

    - Por que teria? Demônios não bebem poções de mana branco. E se quisesse matar um, tem poções bem mais indicadas. Acaso queria experimentar antes de levar? Não funcionará em você.

    - Energia branca frequentemente prejudica demônios, a poção poderia ter algo assim.

    - Mm, como disse, demônios não usam este tipo de poção... Devo me preocupar com isto?

    - Apenas responda!

    - Creio que o máximo que causaria num demônio seria uma caganeira. Mas nenhuma erva letal.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Dycleal em Sex Out 12, 2018 6:19 pm

    Nadhull ouve toda conversa bastante atento e memorizando o nome das ervas e suas prováveis funções e quando tem uma oportunidade pergunta a Tinafe: - Mestra, iremos precisar tomar banhos de imersão em sangue, a minha antiga senhora fazia muito isto para restaurar as energia e ouvi você falar em banhos restauradores, e a pasta, mestra, posso usa-la como lubrificante em uma massagem relaxante ou tonificante, ao seu gosto, fui treinado para isto.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Leomar em Sex Out 12, 2018 9:35 pm

    Nadhull não tem muita preocupação ao falar na praça (ou o jogador não deixou tão claro o detalhe) e Tinafe sinaliza para falar mais baixo. Porém o herbanário já tinha escutado parte da conversa.



    - Ieca! Vocês demônios sabem ser bem nojentos às vezes.

    Tinafe não faz muito caso do comentário dele, mas comenta em voz um pouco mais baixa (não tanto que Icanor não ouvisse, caso estivesse prestando atenção, mas discreta o bastante para que quem estivesse passando por ali não entrasse no assunto), enquanto Nadhull usa o tal unguento no corpo dela.

    - E esta sua "antiga senhora" lhe ensinou como prepará-los? - Ela não havia ensinado, na verdade Nadhull na época preferia não se importar muito de onde vinha o sangue que ela usava na banheira, e pensando bem, talvez fosse melhor não se importar com isto. Nadhull também comenta que a massagem funcionaria melhor se Tinafe relaxasse mais, seus músculos estavam tensos, embora os nervos estivessem fracos, mas ela diz que não tinha como relaxar por enquanto. - Precisaria do sangue fresco de pelo menos dois inimigos. Alguns usam sangue de inocentes mesmo, mas Piro não me permite tal sacrifício. Um bovino ou mesmo um cavalo garanhão também teriam energia suficiente no sangue. Mas com o preço de um gado seria mais fácil comprar itens para poções.

    Ela pega os frascos com o Icanor, destampa levando até o nariz para cheirar. O herbanário observa curioso.

    - Vai provar ou está querendo tentar descobrir o que usei? Se quiser é só perguntar, minhas fórmulas não são secretas. Não a maioria delas.

    - Não é para mim. Então diga, o que usou aqui?

    - Uma "base comum neutra", pétalas de olhilindáceas secas, folha prata, uma pasta especial com sais de Ĵevurá, limão gajano e extrato de gengibre fajrense.

    - Estas oleáceas...

    - Olhilindáceas!

    - ...podem ser prejudiciais para demônios?

    - Então a poção é MESMO para um demônio? - Tinafe não responde. - Não creio que já vi um demônio tomando um chá de olhilindácea, é comum em Ajros, não aqui. Alguns humanos podem ser alérgicos, mas não muitos. Os preparados com folha prata sei que não são prejudiciais. Mas poucos sabem da interação entre as duas plantas, este é o meu toque especial, isto que faz a poção fortalecer a mana branca.

    - Esta "pasta de sais"?

    - O ideal seria fazer com fruta musa, mas é dificílimo achar por aqui, então tive que "improvisar". É o que consegui para ter uma fonte de kalium.

    - E o gengibre fajrense? Não é para poções de mana vermelha?

    - Sim, mas e daí? A menos que a pessoa seja alérgica, não há problema em colocar um toque de ingredientes de magia vermelha em poções de magia branca. Ela funcionaria sem o limão e gengibre de qualquer forma, mas coloquei para ter uma mistura mais homogênea.

    Ela parecia satisfeita com a explicação, por enquanto.

    - Mas e os itens para magia negra?

    - Acabou tudo, é o que mais pedem.

    - Não tem nem bases comuns?

    - Estou sem gel aloe para elas.

    - Como um herbanário pode ficar sem gel aloe?

    - Para ver como as coisas estão difíceis... estão me procurando muito...

    - Preciso de alguma bebida fortificante!

    - Mm, aceita uma xícara de tauna?

    - Nããooo, não quero mais tauna! - Quem falava desta vez era a demônio bêbada que estava meio jogada perto da tenda.

    Tauna era uma bebida energética e amarga, quase tão popular como o café, mas de cor marrom e gosto mais amadeirado, como se tivessem guardado café em barris de carvalho e reaquecido depois. Assim como o café não era considerado uma poção mágica (pelo menos não sozinha), mas só uma "bebida social".

    - Você precisa de algo muito mais forte que tauna pra melhorar. Precisa de ervas amargas.

    - Sou uma guerreira da Coooo... - Icanor empurra um balde na direção dela, com medo que vomite. - Eu não preciso destas coisas, sei me cuidar sozinha.

    - Tô vendo!

    Vocês param um pouco para tomar a tauna (como disse, é uma bebida comum na região, alguns gostam, alguns gostam muito, outros não gostam, seja como for é levemente energética).

    - Ainda vou precisar de outras coisas.

    - Tenho sementes de gojanda e pedras de xrandar, além de algumas "improvisações". Várias improvisações... Se arrumar algumas bases comuns, posso arrumar algo para você.

    Tinafe fala com Nadhull:

    - Ainda precisaremos ir às compras... - Ela então fala bem baixo, passando para ele os frascos que pegou antes. - Depois, discretamente, experimente isto quando não estiverem vendo. Não tenho certeza do potencial em você, mas...

    (off: quando for beber dos frascos, rola vitalidade. Pode ser um teste só, independente se tomará de um ou dos dois)
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por susanoojr em Sab Out 20, 2018 2:18 pm

    Com seu pedido de ajuda negada por falta de força e conhecimento suficiente, o jovem garoto parte de volta ao quartel onde saí a procura de Fensio, almejando algumas dicas de onde poderia se mudar, afinal ele era um "bom" negociante.

    Ele também revela seu interesse na igreja Cisnei Branco, afim de aumentar seu poderes brancos e azuis. Também gostaria que se possível, seu guia lhe apresente a um novo mestre em combate mágico, agora que A Anciã não mais lhe ensinará.

    Ao mesmo tempo em que eles circulam a cidade em busca de casa, local de treino e mestre, Ĝeko procurava na feira por oportunidades de emprego, se ele tivesse que pagar aluguel também teria que ganhar dinheiro.


    obs: qual dado precisará ser rolado para aumentar as chances de conseguir achar coisas boas em relação ao que procuro? (Ex: percepção para mestre)
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Leomar em Ter Out 23, 2018 10:37 pm

    Tinafe e Nadhull se sentam para uma xícara de tauna, não estava tão quente como gostariam e nem era tão saboroso como café, de qualquer forma a pausa meio forçada era boa, ainda que fosse mais um exercício contra a ansiedade.

    Nadhull se propõe também a procurar alguns itens para ajudar a mestra enquanto ela descansa um pouco. Seguindo suas orientações, ele toma a tal poção "nível 3" só quando estava fora de vistas, deixando a tal "nível 2" para mais tarde.

    As poções das quais o tal Icanor falara eram feitas com um tipo de "base comum" que servia para fazer vários preparados diferentes, os ingredientes principais para estas bases comuns eram gel aloe, água magicamente preparada (ou água densa) e sementes de gojanda.
    Spoiler:
    Você tem a opção de buscar os elementos separados ou procurar uma base pronta.

    Se quiser os elementos separados, água mágica é fácil, pois Icanor dá indicação precisa de onde comprar, gel aloe também não era tão difícil, mas o preço estava alto pois parece que estava com muita demanda no dia e muitos comerciantes estavam ficando sem; as sementes de gojanda demora um pouco mais a achar, mas também acha. A vantagem de comprar separado é que encontraria produtos com maior qualidade e talvez pudesse preparar mais quantidade (isto se quisesse agradar o herbanário levando a mais do que o básico para o que Tinafe precisaria) a desvantagem é que gastará mais tempo e provavelmente mais dinheiro, além de não ter certeza das porções que terá de levar.

    Se quiser comprar as bases prontas, uma humana que se denomina "Gazela" pode vendê-las para você no mercado. A vantagem é que comprando assim é mais rápido e também pode sair mais barato. A desvantagem é que não tem certeza se os ingredientes são de qualidade A, B ou C, nem se a proporção é a mesma que o Icanor usa, embora isto seja menos importante. Caso interesse, Gazela teria também poções já prontas para energia de magia negra.

    Spoiler:

    As bases prontas saem 1Ж2K (1 kon e 2 ki-kons) nível 1 ou 2Ж nível 2, precisaria de no mínimo 2, mas seria aconselhável levar pelo menos 3.
    Poção pronta de mana negra sai por 3Ж ou 4Ж dependendo da densidade da poção.
    Água mágica não é tão cara, por 1Ж a loja te arruma o bastante para 3 poções, por 2Ж o bastante para umas 10.
    Semente de gojanda estão 2K cada 300 gr (cada 4K valem 1Ж) mas você não sabe quanto precisaria, meio quilo parece bastante e um quilo parece até um pouco demais.
    Já o gel aloe está 1Ж por porção (da mais fraca) e 2Ж por porção do com mais qualidade, você precisará de no mínimo três porções. Se jogar 2D10 e sair menos de 11 o vendedor faz três porções pelo preço de duas.
    Lembrando que o Icanor ainda tem a tal orquídea-lírio tigre branco que Tinafe perguntou também, mas tá 10Ж, o que parece um pouco salgado, mas se estiver disposto a gastar... (esta seria para outra poção de mana branco, portanto não seria tão urgente se não quiser.)

    Enquanto decide como e quanto gastará, Nadhull começa se sentir um pouco melhor, talvez pelo efeito da tauna, talvez pelo breve descanso ou pela ação da poção que tomou, às vezes uma mistura disto tudo. Apesar disto o efeito não é tão "impressionante" como ele esperava, não sente uma mudança tão perceptiva e não tem certeza de se poderia contar com sua magia em caso de outra emergência.

    Depois de resolver as compras ele volta para a barraca do Icanor, Tinafe também estava bem o suficiente para pelo menos ir até à Necrópole. (Você pode até interagir um pouco com perguntas neste meio-tempo para a Gazela ou outros comerciantes que te atendera, ou com o Icanor, mas nada muito extraordinário deve acontecer além de conversas, a não ser que tenha alguma pergunta bem interessante para qualquer um deles.)

    Vocês então procuram a tal taverna Hamkuanabe. Não era a mais fácil de se achar na cidade, mas acham. Lá dentro encontram Níron e se dirigem a ele perguntando discretamente da irmã.

    - Eu também esperava encontrá-la aqui. Espero que ela venha. Se forem esperar, tentem se misturar com bastante cuidado... ou melhor, não tentem se misturar, só fiquem de boa. Se acontecer alguma merda, fingirei que nem os conheço.

    A taverna estava cheia de "tipos" meio mal encarados. 90% eram demônios e 90% eram machos, ou seja, humanos eram uma minoria e as poucas fêmeas ali eram diabas. Alguns poucos lançam olhares, mas a maioria PARECE nem perceber quando vocês entraram. As pessoas nas mesas falavam aos sussurros (com poucas exceções), não havia música nem sinal de muita diversão ali, apenas bebidas e conversas baixas.

    Spoiler:
    Se quiser fazer uma leitura dos outros da taverna, pode rolar Reação, de 1D12 a 3D12 sendo cada dado um "grupo" de pessoas com número a sua escolha. Um grupo só pareceria minimamente amigável com um 10, 11 ou 12. Um 8 ou 9 poderia parecer TALVEZ neutro o bastante para alguma possível abordagem. Caso saia um 1, 2 ou 3 vocês terão a impressão de que o grupo em questão pode parecer dar sinais de possível hostilidade.

    Caso não tenham interesse em buscar qualquer interação com desconhecidos, Niréia vai demorar um pouco, mas aparecerá e sentará ao lado do irmão. Niréia será a única humana fêmea por ali, e isto não tava para não perceber num lugar como aquele. Juntos, os irmãos até passavam uma impressão de que eram uma dupla forte, ainda assim é fácil ver que os olhares passam a correr para Niréia, alguns olhares de desejo, outros de avaliação, outros de suspeita e até uns que parecem ter "encrenca" escrito dentro.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Dycleal em Qui Out 25, 2018 8:52 am

    Nadhull pega as duas poções e assim que sai da vista das pessoas em um beco deserto toma a poção de "número 3" e apesar de não sentir nada de especial, fica mais confiante na sua recuperação e parte para as compras, está entediado com a demora do desenrolar das coisas quanto ao seu treinamento e quer logo encontrar com Niréia e decide comprar a base já pronta mesmo que isso resulte em perda de qualidade, mas ganhará tempo e economia.

    E se informa com mercadores e por fim avista a vendedora que se auto nomeia de Gazela e a avalia de longe e seu desejo aflora e decide possui-la, já que a mestra precisa de descanso, e no seu caso precisa de energia e aquela Gazela pode lhe fornecer isso e usando todo o seu charme que lhe é inerente, aborda a moça procurando pela base pronta, por poções prontas e até pela orquídea-lírio Tigre Branco.

    A vendedora discorre seus preços e apresenta seus produtos e apesar do incubo prestar atenção em tudo, despudoradamente observa o corpo da vendedora em seus  mínimos detalhes e olhando para sua barriga sarada, em sua calça de cintura baixa, procurando conferir a veracidade daquele monte de Vênus avolumado coroado de nádegas protuberantes e a venda do seu capuz que ao cruza o torso revela um belo colo de uma pela perfeita.

    A medida que a negociação evolui, Nadhull a toca com delicadeza e precisão em locais estimulantes e se aproxima aos poucos e pergunta com a voz rouca e quase no seu ouvido e diz: - Eu quero você... Toda. e lhe rouba um beijo enquanto acaricia o seu corpo e a envolve com o seu carisma mágico...
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Leomar em Dom Out 28, 2018 2:08 am

    Ĝeko volta para a Copa de Ânima e algo parecia ter acontecido. Alguns demônios discutiam acaloradamente. Velora tinha chegado mais cedo, mas estava com seu pequeno exército pessoal em alguma reunião, ou coisa que o valha.

    Fensio era um dos que não estava envolvido na confusão, e Ĝeko prudentemente o procura antes de perguntar para algum mais exaltado o que estava havendo. Os dois se afastam para conversar e o demônio o põe a par do que estava rolando:

    - Um casal de demônios veio aqui mais cedo procurando a Anciã. Eles por acaso encontraram vocês? (Ĝeko confirma) Bom, o lance é que, antes de ir atrás da Anciã, este tal Nadhull matou um dos nossos, e agora tá cheio de gente querendo tirar satisfação, pois tecnicamente os caras são da Cour des Miracles e ele não podia matar outro assim, por nada.

    - Mas o que vai acontecer?

    - Então, é o que estão brigando, cada um tem um ponto de vista diferente. Pior que a Anciã nem se importou com as queixas de alguns, e tudo ficou pior!! - Ĝeko fica com cara de "?" e depois de um tempo, como Ĝeko não é nenhum adivinho, o demônio continua - Cara, você nem imagina? Bom, o babado é grande, pra resumir é o seguinte chegado: alguns vieram falando para a Anciã Velora que ela tinha que tomar alguma atitude, já que os outros estavam procurando era ela, mas a Anciã manda-os a merda pois diz que não trabalha para a Corte, e mesmo se trabalhasse ela não estava nem aí; bom cara, o lance é que algum esquentadinho deu uma resposta qualquer, só sei que a Anciã não gostou e simplesmente quebrou o pescoço do cara. Agora tem gente ainda mais puto da vida querendo que a Corte não deixe isto em branco, mas claro que ninguém aqui vai encarar a Velora de frente.

    Ĝeko vai processando (ou tentando processar) estas informações. Com o pessoal da Corte se dividindo contra si mesmos, agora não era bem um bom momento para ser discípulo nem da Velora, nem da Tinafe. Isto reforça a ideia de que era hora de seguir adiante, e aproveita e pede dicas para o ainda colega demônio.

    - Bom chegado, a treta é a seguinte: tá ligado na disputa que teve entre os dois lados da cidade né? - A disputa em que soldados da Corte dos Milagres venceram demônios de Ades mesmo numa desvantagem de dez para um, aquilo era bem difícil esquecer. - Então chegado, a boa notícia é que o "mercado imobiliário" ficou relativamente favorável devido algumas perdas... - Parecia haver um leve tom de sarcasmo nesta parte da fala, embora às vezes fosse difícil ter certeza, já que demônios falam com tom de sarcasmo quase que naturalmente sempre. - Como tem muita casa que ficou "meio" danificada e outras que ficaram sem moradores, porque eles morreram na disputa ou simplesmente abandonaram, dependendo do que você quiser, tipo assim, se algo simples lhe servir, você até pode descolar uma cabana de graça. Claro, como ainda é meio cru, seria "aconselhável" pagar uma pequena taxa de proteção depois, mas como você já foi um chegado nosso na Corte, ainda que por pouco tempo, eu posso facilitar e te arrumar um pessoal que faz esta proteção barata e eficiente.

    - Mas se a Corte está chateada com a Anciã Velora por conta dos mortos, eles não me taxariam de persona non grata já que ela me ajudou?

    - Se você ficar ENFATIZANDO isto aí é capaz, né vacilão! - Ele responde sem muita paciência. - Se aprender ser discreto, a gente pode te ajudar viver naquela "selva" lá fora, a cidade conhece a fama da proteção da Corte. Mas se não for discreto não vai durar muito tempo.

    Ĝeko aproveita para perguntar se teria dicas de um novo mestre, possivelmente da Cisne Branco, bem como algum emprego.

    - Bom, aí já não posso te ajudar muito. O máximo de emprego que a rede da Corte propicia é ou alguns "bicos" para neófitos, como tem feito aqui com a Velora ou uma ou outra indicação com os ferreiros da rede, que sempre precisam de ajudantes, pois a maioria dura pouco. Só que isto não seria para um carinha franzino como você, saca?

    Quanto à Cisne Branco, bom, o "lance" da cidade, caso ainda não tenha percebido, é que buscamos manter os menos influentes cada um no seu espaço, para ninguém se machucar de graça. Então, tipo: você pode procurar um novo mestre na Cisne Branco ou no sul, talvez se falar de seu pequeno sucesso como curandeiro eles até te escutem melhor. Só que nós não gostamos da Cisne Branco, e nem eles gostam de nós, PORÉM a gente tenta não se odiar. Assim você poderia arrumar uma cabana com uma proteção da Corte e trabalhar com um mestre da Cisne Branco sem problemas, poderia até fazer um ou outro "bico".

    Já o pessoal do sul, os mais ligados à Anĝelina, também não gostam da gente e meio que até nos odiamos "um pouco". Então eles ficariam receosos de te ter como neófito se souberem que você já nos ajudou, mesmo que sua ligação com a Corte nunca tenha sido real. Nós também ficaríamos receosos de lhe ajudar novamente caso isto aconteça, pois muitos deles possuem muita coisa contra Piro, o que não acontece na Cisne Branco.

    Não sei nas outras filiações, mas algumas também têm este lance entre mestre e discípulo em que o mestre às vezes abriga um discípulo promissor, assim como Velora fez. Se não der sorte na Igreja Cisne Branco, pode tentar algo no Grande Templo de Piro, apesar de ser um templo da Cour des Miracles, alguns magos curandeiros "independentes" têm prestado serviços para o templo.


    Fensio leva Ĝeko até próximo de um dos templos da Igreja Cisne Branco, é uma construção que não se destaca demais. É feita de madeira, e em comparação com outras casas de Dafodil até que é bem-feita, bem conservada e está limpa, mas não demonstra muito luxo. É do tamanho de uma casa média, tem entalhes de cisne em baixo-relevo na porta e uma placa escrita "Blanka Cigno" em Esperanto, além de um leque e um say (que deveria ser um tridente, mas provavelmente tiveram que adaptar) pendurados na placa.

    - Eles não aceitam demônios nos templos deles, então daqui para frente está por conta própria. Se quiser me procurar depois para vermos sobre taxas de proteção, pode me procurar na Copa de Ânima, eu não importo com este lance da Velora, na verdade nem era amigo dos que morreram, então não vou ser traíra.

    Fensio se afasta numa distância sutil para que o pessoal da igreja não veja que foi levado até ali por um demônio. Havia um homem na frente da igreja, cerca de 40 anos mas sem traços físicos marcantes, trajava uma túnica branca simples com uma faixa laranja na cintura, não estava armado (aparentemente).

    Ĝeko se apresenta timidamente, perguntando se poderia conhecer a igreja, ou pelo menos sobre a igreja. O humano atende-lhe cordialmente, dizendo chamar-se Cionoor, ele explica que no momento não estão tendo culto, que teriam um em duas horas, mas que os não-iniciados só poderiam ir daqui a quatro horas. Haviam alguns cultos e atividades assistenciais para não-iniciados e todos eram bem vindos para conhecerem a igreja.

    Questionando um pouco sobre magia, Cionoor confirma que os magos da Igreja Cisne Branco são os curandeiros mais conhecidos, diz que poderia até indicar um ou uma mestre caso Ĝeko quisesse falar com eles, mas que estes mestres poderiam falar se e como aceitariam novos aprendizes. Obviamente ele vai perguntar se Ĝeko teria alguma experiência anterior com magia branca ou azul para tê-los procurado.

    Os(as) mestres não estavam na igreja no momento, e independente do que Ĝeko falaria sobre suas experiências, ainda teria que voltar dentro de quatro horas ou ficar esperando até lá, mas isto poderia influenciar em como Cionoor o apresentaria depois. Ele também conversaria sobre dúvidas básicas sobre a igreja, caso Ĝeko tivesse interesse.

    off - rolagem:
    Sobre as rolagens, para conseguir um mestre, depende do seu papo, não dos dados. Mas se quiser rolar 1D12 como teste de REAÇÃO, pode ser que isto facilite. No caso, o Cionoor é só um membro menor da igreja e o teste seria para um ou uma mestre que ele apresentasse depois, e não para ele.

    Para emprego, dependerá do que quer fazer. Em Dafodil não há muita coisa que possa fazer sem experiência, mas poderia por exemplo tentar ganhar algum trocado cantando ou dançando, mas teria que tirar um resultado realmente muito bom, pois mesmo sendo bom em canto, as pessoas da cidade não costumam dar boas gorjetas para artistas de rua (até porque a maioria não teria o que dar mesmo se gostar).

    Ou pode chegar na raça e sair perguntando para as pessoas se elas precisam de algo, tipo: entra numa oficina de artesãos e pergunta se precisam de ajudantes, ou pode perguntar se alguém precisa de menino de recados, ou pode até tentar rolagens de comércio.

    Uma chance mais segura seria oferecer trabalho como curandeiro, isto CERTAMENTE a cidade precisa e muito, mas talvez seja bom tentar impressionar um possível mestre primeiro. Você também poderia rolar magia (1D12) seja para tentar impressionar um possível mestre, seja para um possível emprego.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por susanoojr em Qui Nov 15, 2018 5:35 pm

    Ĝeko, fala um pouco sobre já ter ajudado um arcebispo na cura de algumas pessoas, não se aprofundando nos detalhes e ainda não mencionando qual sua a cor de sua magia.

    Ele então se despede e diz que voltará para o culto, para ver pela primeira vez como são as igrejas e para conversar com alguns mestres.

    Nesse momento, o jovem agora busca na feira por comerciantes que aceitam ajudantes, mesmos com as poucas chances ele vai.

    Encontrando uma pessoa que cuidava de umas das barracas ele pergunta:

    - Oi, com licença, na feira existe algum comerciante que está a procura de ajudante? Ou até mesmo algum estabelecimento (bordel, bar, estalagens) que esteja oferecendo emprego?
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

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