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    Novos Mares (Ĝeko)

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    susanoojr
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por susanoojr em Sex Ago 31, 2018 8:39 pm

    "- Bom, já garantiu que os humanos estejam prontos para serem examinados?"

    Ele se assusta com tal pergunta, ele achava que já havia feito tudo pra a chegada do Arcebispo.

    Sem saber direito o que fazer ele era confrontado com mais perguntas.

    " - O que temos aqui? E o que você já fez? Não tenho muita experiência mais posso canalizar energia negra e branca, e com um pouco de ajuda e informação, estou disposto a ajudar. "

    Aparentemente, além da Anciã ele ganhou ajuda de Nadhull para cuidar dos doentes, o melhor era que ele também possuía magia curativa, energia Branca, isso era novidade nunca havia escutado qualquer notícia sobre um demônio que possuía energia Branca.

    - Incrível! Você possui energia branca, isso vai ajudar muito! Primeiro, veja os homens, eles estão melhores que as mulheres, então será mais fácil tirar alguma informação deles, tente extrair a energia negra que os infectaram se possível.

    Ele fala e dá um leve sorriso ingênuo, ele confiava mais em Nadhull que Tinafe, talvez possa ser a energia Branca que os dois possuíam em comum, mas que Ĝeko não informou suas energias, ele achava que não era o momento para informar tudo para estranhos.

    - Irei fazer compressas para os acamados, depois cuidarei das mulheres que estão em piores condições. Anciã, poderia me ajudar com as elas, quero verificar se possuem outros ferimentos que possam estar impedindo que elas fiquem melhor.

    Ĝeko pega alguns panos e os molha com sua habilidade e as aquecem, para tratar a febre que eles possuíam, após terminar, ele pede a Velora que venha com ele para a carroça das mulheres.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Dycleal em Sab Set 01, 2018 9:09 am

    Nadhull pensa some as palavras do garoto e se aproxima dos homens que estão na carroça e informa que tentará melhorar o estado deles e pede licença para toca-los. Rapidamente sente as energias negras e começa a drena-las para si e faz isso suavemente com receio de estar mandando mais do que recebe e fica observando o resultado, após alguns testes ele chama Velora para verificar se a maneira que age com os "pacientes" está correta e pede algumas orientações sobre como deve conduzir a sua energia branca para não intoxica-los com a negra ao mesmo tempo.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Leomar em Sab Set 01, 2018 9:56 pm

    Os dois neófitos se põe a trabalhar, enquanto a anciã fiscalizava. Eles até buscavam tratar os doentes com cuidado, já ela não tinha tanta delicadeza e os via mesmo só como algo que devia ser concertado.

    Uma das mulheres parece melhorar bastante com os cuidados de Ĝeko. Era uma camponesa simples e podia se dizer até rústica, ela podia ter tanto trinta como cinquenta anos, pois a vida que provavelmente teve não foi generosa com a humana, ainda assim ela parece grata por ainda estar viva.

    Velora observa a outra humana, com suas unhas em forma basicamente de garra, faz dois cortes fundos no braço dela, que só não grita pois ainda esta prostrada pela doença. Anciã Velora verifica o sangue da humana em seus dedos, como se estivesse analisando.

    - Estava certo, seja lá o que tiver acontecido, o sangue dela está envenenado com fluídos de magia negra e azul, não é uma doença comum, mas uma doença criada, feita para ser ministrada em forma de veneno, e o que é pior, para se transmitir de pessoa a pessoa. Quem fez isto não estava com boas intenções. Não sei se estes humanos foram os alvos ou só experiências, mais provável o segundo. Se os criadores desta praga tiverem sucesso, poderão infectar uma grande população em pouco tempo.

    Velora não costumava ser uma pessoa muito animadora, mas aquilo era realmente grave, alguém podia levar boa parte da cidade à morte por puro capricho ou motivos ainda mais sombrios.

    Nadhull pede orientação, ele buscava drenar a energia negra, mas não parecia estar fazendo muito efeito.

    - Magia de cura é mais difícil do que as pessoas imaginam, aliás nem sei porque imaginam que deveria ser fácil. Drenando nesta velocidade não conseguirá muita coisa, pois a doença vai se espalhar mais rápido do que você consegue drenar. Além disto o mago que criou este peste era experiente, não usou só mana negra, mas também da água, o que torna mais difícil de curar, pois não adiantaria apenas drenar a energia negra em excesso.

    Guiar as manas negras para os órgãos purificativos, como rins, pâncreas e fígado costuma dar mais resultado do que drenar a magia, já que a magia se mistura com o físico, e o que era veneno mágico se transforma em doença física. E no fígado pelo menos você pode abrí-los e cortar metade do fígado.


    Os dois não sabem se gostaram muito da frieza técnica com que Velora lidava, Ĝeko em especial faz uma leve cara de nojo ao ouvir a sugestão de abrí-los.

    - Se fica condoído pense que pelo menos o fígado é algo que estes humanos consegue regenerar. Já os rins, se não forem bons o bastante, levará a morre-los de forma bem dolorosa.

    R.Oc.

    Nadhull se lembra e comenta sobre o curandeira que usava agulhas para ajudar na magia.

    - Mmh, deve ser interessante. Pela mecânica é provável que funcione. Podemos usar cortes na pele para aumentar o processo, também funciona, mas se tiver paciência para aprender sobre cada meridiano, pode trabalhar usando agulhas.

    Velora usa a ponta de um punhal para furar os braços de um dos homens sem se importar se ele queria ou não o tratamento, e também faz um corte na palma da p´ropria mão (por sinal, notando bem, Velora tinha muitas cicatrizes nas mãos, punhos e braços), segurando os braços dele. Ela profere breves palavras em moloke mesmo "Piro, ajudai que a energia sutil possa ocupar espaço da energia densa."

    O homem tenta puxar os braços, mas ela é mais forte, e o segura até achar que tinha terminado. O humano geme, depois se vira para um canto da carroça e vomita num balde, que provavelmente já estava lá justamente com este propósito.

    - O vômito é um dos efeitos de quando se usa a magia azul contra uma doença. Deem um jeito nisto, joguem lá fora.

    Por fim Nadhull pergunta como usar a energia branca sem intoxicar o paciente com a energia negra.

    - Quando a energia branca entra num lugar, seja num espaço, seja num corpo, a energia negra simplesmente se afasta, então é só usar sua energia branca.

    - Mas eu tentei antes, e não deu muito certo...

    Ela responde impaciente.

    - Porque você não usou a mana branca. Você pode até ter pensado em canalizá-la, mas deixou que fosse canalizado mana negra. Se está trabalhando com forças opostas você tem que concentrar todo o foco no que quer fazer, toda a atenção, não pode se distrair, tem que limpar a mente e depois canalizar.

    - Mas como posso aprender ter este foco?

    - Sei lá, não sou dominadora de energia branca. Estou ajudando vocês justamente porque preciso saber mais sobre esta magia.

    O tempo passava devagar, alguns humanos reagem em graus diferentes aos tratamentos de vocês três, pelo menos dois deles já são capazes de conversar com certa consciência, mas talvez não fossem todos que escapassem da doença.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Dycleal em Dom Set 02, 2018 12:54 pm

    Nadhull presta atenção na fala da anciã e decide se concentrar na mana branca como forma de eliminar e expulsar a mana negra, porém faz isso com cuidado, em pequenas regiões pois afinal apenas estava experimentando e fica observando os resultados...
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Leomar em Dom Set 09, 2018 10:19 pm

    Por mais um tempo os humanos eram "atendidos" pelo estranho trio que não pareciam ter muito em comum. A velha instruía os outros dois, já estes pareciam ter formas diferentes de agir.

    Seja como for, depois de um tempo, longo demais para os humanos mas não tanto para os neófitos, o arcebispo aparece. Ele vestia-se de roxo, de forma bem mais pomposa do que Nadhull tinha visto pela última vez. Para Ĝeko que o vê pela primeira vez, era um humano entre 40 e 50 anos, um tanto acima do peso, as roupas eram luxuosas, tinha uma expressão séria.

    Junto a ele vinham outros (provavelmente) sacerdotes menores, dois vestidos com roupas vermelhas escuras também pomposas, outros três também de vermelho, porém mais claro e não tão chamativas, além disto o pequeno grupo vinha acompanhado por dez cavaleiros de armadura e armas pesadas, Tinafe vinha atrás, num animal provavelmente emprestado.

    Ele chega, levantando as mãos de forma ritualística:

    - Per Piro! Que toda verdade venha por nosso deus!

    O resto dos sacerdotes respondem em coro:

    - Por isto cremos! Nisto testificamos!

    - Pelo nome de deus, O Clemente, o Misericordioso!

    - Que sejamos dignos de sua clemencia! Sua misericórdia é grandíssima! Nisto cremos! Glórias ao Senhor!

    Ele se aproxima:

    - Velora? - Ele não parecia a pessoa mais animada do mundo ao vê-la, ou reconhecê-la, mas estende-lhe a mão, com a palma pra baixo.

    - Arcebispo. - Ela responde simplesmente, fazendo uma mera saudação com a cabeça, e provavelmente ignorando algum protocolo ou formalidade, os dois não ficam mais do que cinco segundos trocando impressões. Seja lá o que pensaram, o arcebispo parece que não tiraria muita etiquete de Velora, e se ele fazia ou não questão disto, não dá para perceber, mas ele passa por ela, sendo então formal:

    - Então... - ele olha em direção às carroças - Vocês estavam ajudando um grupo de bandeiras cinzas, e acreditam que contiveram a doença, desejando que um sacerdote os avalie?

    - Sim, Eminencia, creio que meus alunos fizeram um trabalho acima da média, e é um caso grave.

    - "Seus" alunos? - Provavelmente era a Tinafe, mas não lhe dão muita atenção.

    - E qual era a situação?

    Apesar da pouca formalidade, Velora detalha suas impressões, sobre a doença ser de origem mágica e a fonte ser provavelmente um envenenamento proposital, criado com manas azuis e negras, com alto potencial de contaminação pessoa-a-pessoa, com evolução potencialmente rápida, que o primeiro a ministrar auxílio mágico foi o garoto (Ĝeko), havendo uma regressão de alguns sintomas e que ela inclusive teorizava que bem provavelmente aqueles camponeses não deviam ser o alvo final de quem quer que seja o feiticeiro* por trás disto. (um detalhe não tão importante: no cenário "feiticeiro" é usado de forma mais técnica para quem faz poções ou rituais, o que incluiria venenos mágicos, ao invés de "mago" que seria alguém que manipula a mana direto na natureza)

    - Pois bem, irei avaliá-los! Que Piro estenda sua clemência e sua misericórdia a estas almas! Que seu destino seja amenizado, mas seu julgamento ouvido!

    Os outros continuam falando em coro, mas vocês já não dão muita atenção. Com um gesto uma máscara é dada ao arcebispo, que cobre a boca e o nariz, mas não os olhos e tem uma aparência meio cômica de "bico". Ele entra nas carroças, os demais sacerdotes ficam o tempo todo falando palavras ritualísticas, o arcebispo examina as pálpebras dos humanos, sua boca, sente o pulso, põe a mão por cima das cabeças, diz algumas frases rápidas, por fim usa uma seringa para tirar uma pequena amostra do sangue de cada, e examina à luz de Hélius.

    Depois de examinar todos ele diz:

    - De fato, eles não estão tão bons, mas há possibilidades de cura. Alguns podem ficar de quarentena, menos a moça. Ela parece ter sido a hospedeira inicial, e a doença tomou conta de seu sangue. Se todos tinham realmente a mesma doença, isto é sério, e precisaremos estar atentos a todos os magos de cura.

    A mulher mais velha percebe as implicações:

    - Oh! Santidade! Se minha neta não receber clemência, deixa-la sozinha no deserto será uma pena de morte! Se nós melhoramos, com fé nos deu... em Piro, ela pode melhorar também!

    - Infelizmente é o que é. Você e os homens podem estar em remissão, o garoto precisa de observação, mas a menina ainda está impestiada, ela é um perigo de transmissão a qualquer um que a tente ajudar e não pode ficar na cidade, assim como não poderá ficar na cidade qualquer um que a queira ajudar, até que os sinais sejam mais claros.

    A outra se desespera, fazendo súplicas em sabe-se lá qual idioma. Os homens ficam tristes com a situação da menina, mas não tão desesperados como a senhora, aparentemente eles e elas não eram exatamente uma só família, e eles aceitam túnicas pretas com faixas cinza-chumbo que lhe são oferecidas, trocando ali mesmo e deixando as roupas que estavam para trás. As túnicas certamente eram um símbolo de condenação (quarentena) mas eram melhor que as bandeiras cinzas.

    A mulher se ajoelha frente ao arcebispo, perguntando o que poderia fazer, este, apesar de parecer sinceramente sentir a notícia diz que, até que Piro fale com ele novamente, não pode fazer mais nada, ou a garota seguia sozinha, ou as duas teriam que ficar fora da cidade. A única medida que podia ser amenizada é que, se a senhora não piorasse novamente, a garota poderia ficar há apenas cento e sessenta metros além dos portões, e não ser mandada para o deserto propriamente dito.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por susanoojr em Qua Set 12, 2018 7:12 pm

    Alegria e frustração, era o que Ĝeko sentia naquele momento. Por um lado estava alegre por ter salvado a vida de 3 pessoas, mas por outro, uma delas, a quarta pessoa não poderia ser salva.

    Estava fora de questão, seu treino já havia chamado muita atenção, muitas pessoas estavam envolvidas apenas por ele ter decidido treinar com pessoas vivas.

    "Fiz mais do que podia para salva-los"

    Era esse o pensamento que ele tinha no momento, a partir dali ele teria que se preocupar com novas coisas, achar um novo mestre.

    Infelizmente não daria para continuar sendo disciplu de Velora, ele precisaria achar uma nova pessoa para treina-lo.

    Ĝeko percebe que a visita do Arcebispo está no final, a questão com Tinafe ainda não tinha acabado, porém aquilo não diz respeito a ele, então ele pergunta:

    - Agora que já terminei por aqui, eu devo me retirar junto ao arcebispo?

    Após Velora responder, ele agradece a visita do Arcebispo da forma mais cordial possível.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Dycleal em Qua Set 12, 2018 9:40 pm

    Nadhull ouve o veredito do arcebispo e fica incomodado com o destino da jovem e com a insensibilidade tanto do sacerdote quanto da anciã e se pega imaginando o quanto mudou em relação aos seus sentimentos, pois a pouco tempo atrás não se preocuparia nem um pouco com o destino de alguém. Aproxima-se de Velora e pede gentilmente que o ajuda a achar a sua mestra da magia branca, pois lembra que controlando está magia pode ser um aliado valioso e olha para ver o que Tinafe está fazendo e assim que a anciã se manifestar irá se posicionar ao seu lado.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

    Mensagem por Leomar em Dom Set 16, 2018 5:36 pm

    (observações: eram cinco humanos, três homens e duas mulheres. Os homens apresentaram melhoras em graus diferentes, portanto ainda estão "mais ou menos", a senhora apresentou uma melhora melhor e só a mais nova continua com os sintomas graves. O arcebispo (e provavelmente os demais sacerdotes que o seguem) não demonstra exatamente insensibilidade, pelo menos não como Velora, ele mostra certa tristeza, e pouco ou muito, para ele o ato de permitir que a moça acampe não muito longe dos portões foi um gesto de "boa vontade". Porém ele se vê (provavelmente) como impossibilitado de fazer algo mais. Seu cargo diz para analisar os doentes, ver se eles podem se considerar curados ou pelo menos dignos de quarentena, e foi o que ele fez.)

    Ĝeko se aproxima de Velora, percebendo que eles estavam prestes dar o assunto por encerrado, e discretamente questiona:

    - Agora que já terminei por aqui, eu devo me retirar junto ao arcebispo?


    A anciã dá um leve sorriso, respondendo (por incrível que pareça) sem o habitual tom sarcástico:

    - Você não é mais escravo, e a partir de agora terá que tomar suas decisões sobre até quando pretende ficar e quando preferirá partir. - Ainda parecendo amigável, ela continua - Mas preste atenção, não tenha pressa de chamar qualquer pessoa de "mestre" e tão pouco de contar tudo que sabe, caso contrário poderá voltar à condição de escravo rapidamente, e acredite, é sempre pior depois de se ter provado o sabor da liberdade, ainda que um pouco. Não confie sua história ou sua capacidade a ninguém que conheceu a pouco tempo.

    Ela o deixa pensando, enquanto o arcebispo fala novamente com ela (bem, fala com todos em geral, mas voltado principalmente a ela):

    - Esta praga pode ter implicações contra La Cour des Miracles. Precisamos saber quem está por trás disto e contra quem está.

    - E quem nos garante que não é alguém de dentro da Corte que está por trás disto?

    - Arre! Este não é nosso estilo! Além do mais você não disse que a praga foi criada por um mago de dons negro e azul? La Cour des Miracles treina magos do fogo, não da água! Não teria sentido algum dos nossos ter se envolvido em algo assim sem conhecimento do alto clero!

    - É mesmo? - Ela volta ao tom sarcástico - Tem certeza que a Corte se preocupa em recrutar as pessoas mais confiáveis para suas fileiras?

    - Err, bem... Talvez nossas bases possam ser um pouco "negligente", mas nossos círculos superiores são escolhidos e vigiados a dedo!

    - Apesar da magia ser, a primeira vista, uma alquimia de alto grau, nada impede que tenha sido feito por pessoas de suas bases. Além disto nada garante que foi um único mago a ter desenvolvido tal poção, pode muito bem ser uma engenharia em conjunto. Sabemos também que, apesar de treinar magos vermelhos e negros, nada impede que outros magos trabalhem em parcial ou total apoio com membros da Corte. Eu mesma sou uma maga com o dom da água e temos "certa parceria", não é? E certamente não sou a única maga de outros elementos que colabora com vocês. Portanto não podemos descartar, sem margem de erro, que alguém ligado à Corte esteja ligado à esta praga.

    O arcebispo não gostava daquela suposição, mas não consegue rebatê-la. Ele questiona os humanos afetados para ver se consegue alguma pista importante, mas além deles estarem semi-entorpecidos, a vida deles é tediosamente comum. Eram humanos sem dons mágicos ou espirituais despertos, os mais jovens nasceram em Dafodil, os outros eram empurrados de cidade a cidade pelos eventos das guerras, vindos de Nesopry, Gaja ou qualquer vila. Cultivavam raízes como rabanete ou cenoura, mas a atividade na terra ruim da Ilha dos Exilados não garantia muita coisa, e todos eles tinham que também mendigar e fazer bicos. O porto e o rio eram importante fonte de renda extra, primeiramente da pesca, e depois de trabalhos pequenos que as pessoas que frequentavam o porto não tinham tempo ou vontade de fazer: descamar peixes ou até preparar o couro destes, estripá-los e preparar em postas ou filés, lavar ou coser roupas, cozinhar, fazer reparos de navios ou móveis ou qualquer outra coisa que aparecesse. Sendo assim trabalhavam para pessoas de qualquer bandeira, recebendo em moedas de qualquer país. Nenhum deles era suficientemente atraente para inspirar algum romance inusitado e possíveis vinganças daí advindos. Apesar disto não se descartava que a garota mais jovem pudesse talvez ter feito um ou outro trabalho como prostituta, embora nenhum deles confirme também. A garota parecia ser a fonte inicial da contaminação, embora não fosse certeza que ela não tenha pego de outra pessoa. Os demais podem ter sido contaminados através de objetos (lavar as mãos e tomar banho não era algo que os humanos de Dafodil faziam diariamente) ou talvez até pelo ar, embora Velora acredite que por usar energias densas a doença provavelmente não se transmitisse pelo ar.

    Como trabalham para qualquer pessoa que se disponha a pagar, não podem afirmar que viram alguém "estranho" nos últimos dias ou se aceitaram comida ou bebida suspeita. Aliás não era raro trabalharem em troca de comida, mas quando tinham algum dinheiro para comprar algo, sempre faziam nos mesmos lugares, em geral próximo ao porto. A primeira vista nenhuma destas informações pareciam relevantes.

    Velora comenta que há uma boa chance de serem apenas pessoas de grande azar que estavam no lugar e hora errados. Podem ou ter sido alvo de uma experimento, e para isto qualquer pessoa serviria, ou podem ter sido alvos aleatórios de rituais cujo número e não a qualidade dos afetados importa, ou ainda terem apenas sido alvos de algum sádico que também se importa só com números, e não qualidade de quem prejudica.

    Era bem possível que mais miseráveis, em especial os que viviam perto do porto, estivessem ou viessem a se contaminar em breve, o arcebispo diz que colocará alguns "homens" da Corte para verificar isto. Toda a rede de informações principal deveria ser movimentada. Um ou outro sacerdote do séquito trocavam ideias com o arcebispo, mas nada que fosse mais relevante do que já foi dito; boa parte do diálogo era sobre como usar a rede de informantes. Tinafe permanecia calada, embora estivesse prestando atenção ao que era dito, mas aparentemente ela também não percebeu nada mais relevante.

    Nadhull questiona a Velora novamente sobre Niréia.

    - Devo vê-la em dois ou três dias, mas se encontrar com ela antes direi que os procure. Ela talvez possa ser encontrada em uma das bases da Corte dos Milagres. Há uma chamada Copa de Ânima, de tijolos vermelhos, onde ela pode estar. Mas se não estiver ocupada com assuntos que eu pedi, pode ser achada junto aos discípulos de Marcel, ou estar com seu irmão "patrulhando" a Necrópole, neste caso eles costumam ficar nas proximidades de uma taverna chamada "Hamkuanabe" (algo como "suspiro da presa" em moloke), mas redobre a descrição se for por aquela parte da cidade, se entregar um dos nossos e não lhe matarem, nós o mataremos.

    O arcebispo vai passando algumas informações técnicas para outros sacerdotes, e alguns destes se afastam para ir cumpri-las de imediato. Tinafe fala algo baixo e em Tareno para o arcebispo, que responde no mesmo idioma, ambos fazem sinal de concordância com as cabeças. Ela ainda permanece no lugar por um tempo.

    Velora observa a outra diaba.

    - Bem, creio que não tenho mais o que fazer aqui. Foi um prazer conhecê-la, mestra Tinafe. Me procure sempre que tiver questões de nosso deus a resolver.

    Tinafe sorri, apertando a mão dela.

    - É um igual prazer conhecer uma anciã de tão grande fama, mestra Velora. Será agradável ter mais oportunidades de desfrutar de sua companhia no futuro.

    As duas parecem jogar o tempo todo.

    - Que Piro a abençoe grandemente e que seu caminho lhe seja claro. - Velora diz sem soltar-lhe a mão.

    - Que assim seja! Que seu fogo esteja sobre sua cabeça, constantemente.

    - Nisto cremos!

    - Por isto lutamos.

    - Para todo sempre. - Dizem ambas. Pelo menos ao falar de seu deus elas pareciam um pouco sinceras.

    Velora fala rapidamente com Ĝeko:

    - Estou indo para Copa de Ânima, e lá devo continuar por mais dois ou três dias, caso precise, neófito, procure-me próximo ao segundo chamado*, não antes. Podes permanecer até que decida seu destino.

    *O grande templo de Piro fazia de três a cinco chamados no dia, dependendo do dia. Três deles eram os principais, e o Segundo Chamado era entre 10:30 H a 11:20 H.

    Tinafe e o Arcebispo veem ela montar e partir.

    - Pensei que ela ia ficar aqui para sempre. - Resmunga Tinafe para si mesma.
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    Re: Novos Mares (Ĝeko)

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      Data/hora atual: Sex Set 21, 2018 5:26 am