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    O Chamado

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    Leomar
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    Re: O Chamado

    Mensagem por Leomar em Dom Jul 01, 2018 7:50 am

    - Pelo visto estou liberado.

    Se Tinafe ficou chateada com os modos do aluno, não deixou transparecer, a não ser por um leve levantar de sobrancelhas que podia significar "te acerto mais tarde" ou "tá tanto faz".

    Depois de sair ele se enfurna na biblioteca, procurando algo sobre encantamento de armas. Havia alguns livros sobre o tema, mas logo fica claro que não era uma ciência fácil.

    Um encantamento de armas era um ritual para normalmente três ou quatro magos, ou mais. Em linhas gerais, a medida que um mago tivesse poder maior que o acumulado numa arma, ele iria passando poder de seu corpo para a arma, enquanto a segurava. Enquanto a arma era segurada por um mago com poder menor que o acumulado nela, a arma passava poder dela para o corpo do mago, com isto depois de encantada ela ia se carregando ou descarregando dependendo de como era usada, podendo inclusive perder suas propriedades.

    Tudo começava com a preparação de uma arma, e isto já era difícil. Não era difícil entender porque uma arma mágica podia sair 100 ou até 1000 vezes mais cara que uma arma comum. Tudo começava com o material. Cada elemento tinha seu material próprio, e cada estilo dentro de um elemento podia ter materiais especiais. Nergal se foca nos de magia branca e negra.

    A prata era o elemento que melhor canalizava qualquer elemento (ou a maioria, pelo menos), mas tinha um inconveniente: não era um elemento bom de acumular magia, sendo assim ele carregava rápido, mas descarregava rápido, assim não era uma arma boa para iniciantes, embora prata é boa para detalhes com linhas-guias.

    A Gran-Elemental Ariel usa um tridente inteiramente de prata (parecido com de Jara, mas de Jara não é de metal), e outros heróis, como Helena e Joĥe, também usavam armas de pura prata pois não precisavam contar com energia acumulada na arma.

    O ouro era o metal que melhor acumulava e canalizava mana branca, e ele ainda era resistente a mana negra, fazendo uma arma boa para dominadores de magia branca pura. Uma arma de ouro puro já era cara por si, uma arma mágica então era uma fortuna. Poucos, como Æno possuíam uma arma de ouro puro.

    O bronze por outro lado era o metal que melhor acumulava e canalizava mana negra, e ainda resistia à mana branca, sendo o "metal dos demônios".

    Havia uma breve descrição de uma arma suprema, chamada Tenash'ná, feita em prata com detalhes em ouro e bronze de formas muito específicas e que (teoricamente?) poderia ser usada por magos de qualquer elemento, desde magos negros a magos brancos. Porém não há outros livros ali que falam desta lendária Tenash'ná.

    Depois do metal, as armas podiam ser "decoradas" com uma série de linhas-guia, pequenos detalhes em alto ou baixo relevo que ajudavam conduzir a mana. (veja o link de Ĝeko sobre linhas guias: http://www.novaerarpg.com/t3814p14-novos-mares-geko parece que o site que coloquei a imagem das linhas guias deu pau, depois vejo se reponho)

    Além de metais, armas podiam ter gemas, que não serviam apenas para decorar, mas poderiam ter propósitos mágicos também. As gemas não conduziam a energia bem como metais, por outro lado elas acumulam muito mais energia, e a descarregam de forma muito mais lenta. As gemas de melhor efeito para a magia branca eram o diamante, ou a opção mais barata, embora não tão eficaz, seja algumas qualidades de quartzo. O ônix é conhecido como a gema da magia negra, embora não seja a única.

    Armas de madeira eram ainda mais complicadas de se encantar, pois mesmo a madeira sendo uma forma de vida inferior, ela era orgânica, e portanto mesmo depois de morta ainda poderia ter uma "personalidade" quanto à magia, o que podia ser bom ou ruim.

    As armas de madeira, de um ponto de vista mágico, apesar de mais difícil de ser encantadas, têm vantagens intermediárias entre metais e gemas: elas são melhores acumuladoras que metais, melhores canalizadoras que gemas e ainda podem ser talhadas com linhas-guias como metais, e como dito, se um mago conhecer a "personalidade" de cada madeira, ele pode trabalhar com isto.

    O pau-ferro por exemplo é uma madeira que tem mais afinidade com energias masculinas, a mana negra ainda não foi caracterizada como masculina ou feminina, mas como é mais densa, o pau-ferro parece ser uma boa madeira para armas negras. Já o ipê, em especial o rosa, tem grande afinidade com energias femininas, portanto com elementos da água e ar.




    Nadhull opta por ficar quieto, só observando. Os mestres em pouco tempo se distraem, principalmente Fah e Gaíla ficam conversando sobre a sorte que tiveram, os dois perguntam a Tinafe se o anjo dá dando problema ou não, Marcel faz algumas considerações sobre outros eventos na cidade que os mestres acham de alguma relevância, mas Nadhull não estava muito a par, Níron fica meio na dele, em geral o fim da reunião não passa muito disto. Não demora para todos se dispersarem.

    Ao fim Tinafe vendo que o íncubo ainda aguardava, se aproxima:

    - Você conheceu a Anciã?

    Nadhull supõe que a pergunta é sobre a Anciã Velora, e diz que a viu rapidamente no dia do teste com Marcel e outras pessoas mas que seu conhecimento foi superficial, apesar de sentir a incrível energia mágica que emanava da velha demônio.

    - Mmm, Velora e Marcel tem contatos demais... - Pelo timbre do "demais" da pra sacar fácil que Tinafe não ia mesmo muito com a cara dos outros dois, podia ser até inveja, mas alguma desconfiança rolava. - Não são muito de dividir informações quando precisamos, mas amanhã precisarei ir na Copa de Ânima ver se desentoco a Anciã de lá. Vamos precisar de contatos. Infelizmente meu aprendiz já deixou aquela sacerdotisa branca ir embora sem apertá-la, eles não gostam muito de demônios e se quiséssemos saber o que vão aprontar teria de ser por iniciativa do Nergal. Mas tudo bem, não me interesso tanto assim pelos pescoços de cisnes.

    Nadhull comenta como sua instrutora Niréia também parece ligada à anciã, pois inclusive parece que ela tinha recebido um chamado desta, e por isto não estava ali.

    - Mm, seria útil se pudéssemos encontra-la antes de procurar Velora na Copa de Ânima, mas se não dermos sorte talvez a encontremos justamente na Copa de Ânima. Quem sabe uma possa ajudar com a outra... Veremos!

    Enquanto não encontramos elas, você e sua mestra, ou melhor, instrutora, já fizeram algum plano de estudo, ou não?


    Ela espera a resposta, posteriormente Nadhull comenta também do rápido treino que teve com Latifa, a Atemense, que não foi muito agradável, ainda assim deu para observar um pouco sobre magia branca. Tinafe comenta que apesar da colaboração dos Atemenses ser superficial, para todos vocês seria bem mais fácil encontrar colaboração entre a Escola Atemense que com a Igreja Cisne Branco. A partir de agora, tudo teria que ser levado em conta.
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    Re: O Chamado

    Mensagem por Kether em Dom Jul 01, 2018 12:25 pm

    Nergal leu o que pode e fez varias anotações sobre metais, madeira e gemas. Depois sobre as linhas de poder que deveriam ser talhadas. Terminado o estudo ele se alongou e colocou os livros nos devidos lugares. Estava completamente alheio ao tempo que passou na biblioteca, mas tudo o que queria agora era um pouco de paz pois seria a última vez que a teria.

    Já fazia um tempo que não voava e resolveu esticar um pouco as asas e sobrevoar o Templo de Piro e ficar por sorte a sós com seus pensamentos. Ele voa um pouco até a altitude máxima que conseguia e faz algumas acrobacias, depois pousa no ponto mais alto do templo.

    Passa a lembrar de tudo o que ocorrera, a destruição de Verdade Ero, a luta contra a anjo branco. Sua viagem com a humana que fugia de sua captora demônio e o enterro que ele fez da mesma humana que na fuga estava envenenada sem que ela soubesse.

    Lembrou da viagem com o vendedor de leite até que encontrou com o grupo que chegou em Dafodil. Tanta coisa que já havia passado e em tão pouco tempo. Lembrou da luta contra uma guerreira forte na entrada do templo o que o fez rir.

    Reparou que a sua vida era muito simples até então. Ele realmente era o que Tinaffe dissera, um caipira. Sentiu falta de sua terra, encheu os pulmões de ar frio e soltou de uma só vez. Sempre fora um solitário que buscava fazer parte de algo. Agora que faz parte não sabe o que fazer, apenas sente como se estivesse preso.

    Lá do alto ele vê as pessoas ainda feridas e então desce em sua direção enquanto procura a mestra atemense que sempre estava ali trabalhando curando os feridos.

    - Olá, como eu poderia ajudar?
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    Re: O Chamado

    Mensagem por Dycleal em Dom Jul 01, 2018 10:39 pm

    Depois de ouvir os comentários, não muito simpáticos, de Tinafe em relação a anciã Velora e o instrutor Marcel, a sua nova mestra pergunta se Niréia traçou um plano de estudos para ele, o incubo puxa pela memória e diz: - Bem, primeiro pediu que seguisse um regime de abstinência de álcool e drogas para potencializar meu aprendizado, ela também me advertiu que por ser um demônio a magia branca seria minha mana secundária, mas como ninguém teve as duas antes eu achei só especulação ou preconceito dela esta afirmação. Dá uma pausa e continua: - Pediu para eu exercitar comportamentos femininos, para se harmonizar com a magia branca e me questionou quanto aos ensinamentos de piro, falou sobre prana e a supremacia da vontade desta tal de prana e história da igreja Atemense e Cisne Branco. Depois mandou eu estudar sobre a história evolutiva da magia branca e trocar umas ideias com os mestres espiritualistas sobre energias masculinas e femininas e por fim, treinei percepção mágica a noite e em um frio extremo, mas com bastante sucesso para um iniciante. Antes que eu esqueça, treinei cura com magia branca, mas não tive muitos bons resultados e não focamos nisto.

    Nadhull para e olha para Tinafe com olhos lascivos, depois se recompõe e diz:- Mas você é um demônio como eu e entende o que os humanos não podem, que é acerca do meu íntimo e do meu modo de pensar. Porém mestra depois do beijo das energias, mudou muita coisa em mim, estou mais calmo, mais reflexivo, e não há mais nenhum traço de maldade em mim e n passado, não muito distante, matar, machucar, estuprar e enganar, me davam extremo prazer e está um pouco difícil essa transição, me sinto confuso, solitário e inadequado, tenho esperanças que você por ser da minha raça possa me ajudar nesta nova trilha. Nadhull dá um sorriso franco e sincero para a sua nova mestra.
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    Re: O Chamado

    Mensagem por Leomar em Qua Jul 04, 2018 5:55 am

    Nergal escreveu:- Olá, como eu poderia ajudar?

    Latifa, como sempre, parecia ocupada e com cara de poucos amigos:

    - O que não falta aqui é coisa pra fazer! Toda hora chega mais gente pedindo ajuda e sinceramente seu templo não tem mandado gente suficiente para ajudar! Não era bem este o compromisso que eu pensei que íamos assumir.

    Ela separa um punhado de medicamentos, instrumentos e começa retirar suas famosas agulhas do corpo de um humano que estava atendendo.

    - Se tem algo que os adoradores de Piro são incompetentes, é organizar qualquer coisa. Seu templo poderia, se tivesse boa vontade, no mínimo separar quem está mal de quem está pior e quem precisa de medicamento de quem precisa de remédio. Fiz minha parte trazendo medicamentos da Atemense, mas só o Icanor me trouxe mais material, se continuar assim em breve acabarão os recursos. Se querem continuar fazendo caridade, deem um jeito de conseguir recursos.

    Ela realmente não estava em seus melhores dias, e mostra a Nergal uma área do pátio com barracas isoladas, marcado por algumas bandeiras de cor cinza.

    - Para piorar, me aparece mais este grupo na cidade. Alguma doença misteriosa apareceu na cidade, ela tem uma base mágica feita com magia negra. Os mais "descartáveis" já estão sendo levados para o deserto ou "desaparecendo" rapidamente. Mas estes humanos estão cobrando alguns favores que provavelmente a Corte devia. A doença só afeta humanos, ou pelo menos parece não ter afetado nenhum demônio ainda. Por sorte isto parece não ser transmissível pelo ar, mas é transmissível pelo sangue, sexo e talvez até pelo toque. As pessoas do templo não estão confiando em suas próprias proteções rubro-negras, e portanto ninguém quer trabalhar aqui, e também não estão encontrando magos brancos para ajudar, se é que vocês ESTÃO realmente empenhados em procurar. Bom, dizem que anjos são mais resistentes às doenças humanas, se quiser testar na prática... Já aprendeu criar uma aura mágica para proteger-se do efeito de doenças?

    - Nada tão específico, ainda estou aprendendo o geral.

    - Pois se quiser ajudar vai ter que aprender no seco, pois não tenho muito tempo de explicar com calma. A magia de cura pode ser romantizada, mas apesar ela não é tão fácil de lidar, ela tem mais paradoxos do que outras. Se fortalecer demais suas defesas acaba não conseguindo penetrar nas defesas de quem está doente, por isto um mago curador pode ficar vulnerável quando atende outros e baixa suas defesas. Este é mais um dos motivos para não muitos se dedicarem à cura. Além do egoísmo simples, claro.

    Parte da proteção é passiva, boa parte de sua mana branca vai combater qualquer ação externa e até parte da interna causada por mana negra naturalmente, sem precisar fazer esforço nenhum para isto. E como eu disse, talvez por ser anjo isto seja mais simples. Seja como for, com uma doença criada magicamente é bom manter um nível consciente de mana branca extra fluindo em volta do corpo, como uma armadura. A forma mais fácil é visualizar-se vestindo uma armadura de luz. Meio clichê, mas não temos tempo para detalhes agora. A magia é sempre melhor canalizada pelas mãos, isto também é instintivo para todo mago, portanto comece vestir a armadura pelas "luvas".


    Ela pega uma agulha e procura um ponto na garganta de um dos enfermos.

    - Sabe o que é traqueostomia?

    - Em que idioma? - Pergunta Nergal já seriamente preocupado.

    - Esquece, seria cobrar muito em pouco tempo realmente. - Latifa respira fundo e faz um exercício rápido para "voltar pra realidade, continuando bem mais suave agora - Vamos tentar um ponto mais simples, entre o pescoço e os ombros tem pontos mais seguros, onde você pode errar a canalização por alguns centímetros sem prejudicar o processo... ou o "processado".

    Ela mostra como procura estes pontos com os dedos:

    - Aqui, com as pontas dos dedos somos capazes de sentir partes do músculo que estão mais rígidas do que deveriam. Algumas canalizações exigem precisão de milímetros, mas aqui podemos ter uma margem de alguns centímetros, pode tentar só com os dedos, com as agulhas a canalização é mais eficiente, mas é mais arriscado. O objetivo é manter um fluxo de mana branca no paciente para que a mana reaja com a mana negra no corpo. O problema é que a maioria não nos ajuda, criando bloqueios. Aí é preciso forçar mais o fluxo, o que pode fazer com que sejam anestesiados, alguns doentes podem resistir muito obrigando a forçar ainda mais e podendo induzir a um estado de coma. Mas é assim que funciona.

    - E se eu não tiver sentimentos tão bons para evocar a mana branca agora, já que ela é canalizada pelos sentimentos nobres?

    Latifa tinha sido mais "doce" na última explicação, mas volta ficar azeda:

    - E você acha que eu estou transbordando de bons sentimentos ultimamente? Se vira, ache seu centro!

    Nergal procura por em prática o que Latifa falava, a proteção em volta do corpo, imaginar uma luva de luz, procurar os pontos de tensão, infundir mana branca...

    Ele demora um tempo para conseguir "ligar" sua energia. Enquanto faz isto Latifa examina outros, dando o tempo que ele precisasse para sintonizar-se com sua energia. Nergal se concentra cada vez mais, até sentir o fluxo de sua energia começando fluir.

    Ela demora, mas quando começa fluir, vem com força.

    O paciente grita, as mãos de Nergal chegam a faiscar, Latifa não tem tempo de intervir, a mana branca transborda do corpo de Nergal para suas mãos e destas para o corpo do paciente, passando para o ar e atingindo alguns metros em redor deles.

    O paciente que estava em suas mãos morre, além de outro casal de humanos que estavam do lado. Latifa se assusta com o poder do anjo, ela fala, mais admirada do que irritada:

    - Você falou que era um mago, mas não que tinha um dom tão forte! Canalizado nesta proporção a mana branca vai reagir até com os "laços prateados", considerando tudo uma doença, e tentando libertar o corpo de qualquer incômodo, até do incômodo da vida!

    Nergal começa se desculpar, as explicações de Latifa fazem lembrar das palavras de mestre Fah sobre até os anjos terem uma pequena parte de mana negra no corpo ou "não poderiam ficar encarnados". Algumas pessoas começam se movimentar do lado de fora das barracas, querendo saber o que aconteceu.

    - Bom, eu também errei cobrando demais, mas não se incomode tanto com isto, considere como uma ação de eutanásia. Havia uma grande chance deles não melhorarem mesmo que você tivesse usado menos poder.

    Algumas pessoas que estavam fazendo as vezes de enfermeiras de Latifa gritam para a mestra de longe, pois não queriam chegar muito perto daqueles doentes marcados com bandeiras cinzas.

    - Alguns pacientes não resistiram ao processo. Preparem os processos para cremação.

    Latifa parecia demonstrar certa frieza, Nergal começa ter sérios debates internos de se ela era uma boa curadora APESAR disto ou POR CAUSA disto.




    Tinafe escuta as observações de Nadhull, depois o faz repetir, fazendo observações mentais sobre alguns pontos, usando os dedos para ajudar não perder as contas.

    - Mm, é... me parece que esta tal Niréia é uma instrutora competente. Será bom se captarmos a ajuda dela de boa vontade. Também odeio o frio, mas parece que é uma das inconveniências inerentes da mana branca. Você é o único demônio no mundo ou até nos infernos que conseguiu despertar este dom, então até nós teremos de aprender mais para lhe ensinar. Todo mago dual tem um dom primário e outro secundário. Alguns pouquíssimo conseguem evoluir tanto que os dois dons até se igualam; mas não creio que foi só preconceito ela dizer que a mana branca será sua secundária. É o mais lógico, assim como é o mais lógico que Nergal tenha a mana negra como secundária.

    Nem tudo vou poder garantir a você se é ou não consequência da mana branca. Como demônio eu não considero os ensinamentos dos mestre espiritualistas as coisas mais agradáveis do mundo, mas tenho trabalhado relativamente bem com Konyang e é bom que vocês dois também estejam tendo um bom relacionamento com os mestres espiritualistas.

    Conhecer a doutrina de Piro me trouxe alguma resistência aos efeitos mais nocivos do uso de mana negra, como uma resistência a entrar em estado depressivo, por exemplo. Mas nem de longe tive uma mudança tão rápida como você diz ter experimentado. Ainda sinto prazer em matar quem merece morrer, e sinceramente não tenho certeza se gostaria de perder totalmente este prazer. Mas os espiritualistas têm me ajudado em muitas vezes, e mesmo não gostando muito, me forço a buscar este apoio com frequência maior do que o orgulho demoníaco gostaria.

    Bem, do ponto de vista da mana branca acho que podemos só continuar seguindo o plano que esta sua instrutora começou, e vamos ver até que ponto podemos traçar um plano para magia negra que consiga não colidir totalmente com este.


    Tinafe pergunta se Nadhull já tinha ouvido falar da Copa de Ânima, como não, ela escreve um endereço.

    - Se não conseguir encontrar sua instrutura antes, me encontre neste endereço, amanhã, as dez da manhã.

    Off: Achar Niréia não será muito fácil pois não conhece muito das partes especiais da cidade ainda, mas se quiser pode fazer um teste de Geografia e História com 2D10, o resultado tem que ser 7 ou menos, pois como disse é bem difícil. Se tirar 5, 6 ou 7 consegue algumas informações de lugares onde pessoas ligadas à Corte ou ao Marcel podem ficar, mas terá de procurar pessoalmente neles, se tirar 2, 3 ou 4 encontrará um informante da Corte que consegue localizá-la mais facilmente. Se conseguir pensar em alguma estratégia que possa facilitar o processo, pode dizer. Caso não consiga encontrá-la, pode descrever o que fará de manhã até a hora de ir procurar o endereço.
    Dycleal
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    Re: O Chamado

    Mensagem por Dycleal em Qui Jul 05, 2018 7:22 am

    Nadhull sai em direção a biblioteca e olha a sessão de mapas, estuda os locais da própria cidade e as cidades que foram citadas para ele, e anota mentalmente essas localizações principalmente da copa de Ânima onde encontraria Tinafe no outro dia. Aproveita e lê um pouco mais sobre magia branca e seus métodos, procurou casos de outras pessoas como ele e Nergal que apresentavam aquela forma selvagem ou espontânea de magias e após ler um pouco mais busca os mestres espiritualistas para conversar sobre os últimos acontecimentos e pedir conselhos.

    Volta para a estalagem voando para esticar os músculos e as asas e faz uma boa refeição, dança com algumas garotas e leva a que mais se interessou para dormir com ele e se relaciona com ela pensando na sua mestra negra e relaxa após algumas estases e dorme abraçado com a garota.

    Na manhã seguinte, se alimenta bem e uma hora antes do encontro, voa em reconhecimento do local e faltando uns dez minutos pousa no endereço e fica observando o em torno e se for seguro espera a mestra no próprio lugar do encontro.
    Kether
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    Re: O Chamado

    Mensagem por Kether em Qui Jul 05, 2018 1:40 pm

    Nergal pôde sentir a vida daquelas pessoas se esvaindo ante a sua falta de controle quanto ao próprio elemento. Ele ouve as palavras de Latifa que o eximiam de culpa pelo fato ocorrido.

    Mas será que isso era uma forma de se proteger desta agonia, se mantendo afastada do paciente tanto a perda como a cura dele não terá tanto peso e assim a sanidade se mantém. Não maculando a conexão com as energias do mana branco? Mas será que foi perante tantas perdas que ela se tornou assim distante ou ela chegou a este pensamento por ter tido perdas?

    Ele ainda estava atônito com os efeitos do excesso do mana branco, até mesmo a cura poderia matar.

    "É bem como Konyang falou, todo ser vivo, mesmo os anjos possuem mana negro em si para que possam existir, então mesmo o mana branco de cura pode reagir com esta ínfima fração de negro causando uma reação que ceifa a vida do alvo. Então mesmo a vida traz a morte, assim como a morte pode trazer a vida encarnando os mortos e fazendo-os caminhar como os temíveis necromantes fazem."

    Ele observa as pessoas saindo e preparando uma pira para cremar os corpos, acompanha o crematório e retorna para seu quarto na estalagem rezando para Piro e Ratzael para que ninguém o pare para conversar ou mesmo para confraternizar. Toma um banho e fica sozinho no quarto. Naquela noite ele não come nada e se mantém apenas bebendo bastante água.

    Durante o tempo sozinho, Nergal pensa em tudo o que aconteceu. Ele ouve o terceiro sinal e parte para o Templo de Piro para encontrar com a mestra espiritual.
    Leomar
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    Re: O Chamado

    Mensagem por Leomar em Dom Jul 08, 2018 8:03 pm

    A cerimônia de cremação não foi das mais emocionantes. Verdade seja dita que nos últimos dias estavam tendo pelo menos cinco destas cerimônias por dia, portanto já não havia mesmo muita emoção nelas. Também dava pra se notar que os pacientes mortos não eram considerados tão importantes assim, e dois deles eram ainda menos importantes que o outro.

    Algumas pessoas ainda discutem com Latifa, e Latifa ainda discute com algumas pessoas, mas Nergal não escuta quase nada destas discussões. Latifa não parecia disposta a alongar nenhuma delas resumindo as conversas a "eles não resistiram à doença" ou "não resistiram ao tratamento" e ponto. A palavra "eutanásia" era cochichada aqui ou ali. Algumas poucas pessoas pareciam não muito satisfeitas, mas as poucas vezes que Latifa percebeu este tipo de insatisfação explodia logo, com respostas tipo: "Não estou aqui para agradar. Se não gosta, por que não fez melhor. Achou ruim reclame com o SEU bispo. Achou ruim tire satisfação com o anjo."

    Ninguém acaba tirando satisfações, mas Nergal acaba percebendo (ou tem impressão de) cochichos no pátio do templo. Talvez as pessoas estivessem apenas questionando questões doutrinárias (em especial a eutanásia), o que era normal num templo, ou pelo menos no de Piro, mas quando se há cochichos ao invés de conversas, tudo é sempre suspeito.

    Ao voltar no terceiro chamado, Nergal descobre que deixaram um recado para ele no templo:

    "Amanhadezhorasireicomincuboprocuraralgunscontatos lugarpoucoamistosoparaanjos seacharprudenteprocureinstrutoremoutrafiliaçao casocontrarioestejanacopadeanimaasdezruapiritaq3l5"

    Depois de um tempo ele encontra Gaíla.

    - Ah, bons ventos e bons sonhos, meu caro! Já de volta tão cedo? O que posso fazer por ti?

    - Boa noite, e tuas bênçãos, mestra. A senhora me disse para procurá-la depois, para ter mais instruções, então eu vim.

    - Depois não necessariamente hoje. Temos pressa, mas temos tempo. E quando quiser me procurar, não venha logo depois de um chamado, venha antes ou depois. É o momento com mais situações ordinárias a serem trabalhadas.

    - Perdoe-me mestra, ainda estou acostumando com estas formalidades. Voltarei mais tarde então.

    - Não, não. Você está aqui, eu estou aqui, nós estamos aqui agora. Fique. Me diga o que lhe aflige no momento. Quer andar um pouco lá fora? A lua deve estar bonita para uma conversa.
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    Re: O Chamado

    Mensagem por Kether em Dom Jul 08, 2018 9:25 pm

    Nergal lê o recado, copia o endereço e o horário para outro pedaço de papel e queima numa vela enquanto pensava vendo o bilhete queimar:

    "Foda-se, quem ela pensa que é para me descartar agora. Eu fui para aquela caverna antes vá se fuder Tinafe! Quer o incubo vem na porra da minha cara e fala, cansei de você! Filha da puta! Não sou a porra de uma galinha de Angelina. E estes bostas de demônios tem de aprender que odiamos estes anjos tanto quanto eles. E se este íncubo acha que vai roubar minha mulher eu vou arrancar as porras das asas dele das costas e enfiarei elas em outro orifício! Capaz daquele bosta gostar, e se gostar eu abro o sorriso dele da garganta de orelha a orelha."

    O ódio pelo íncubo era real e crescente era também alimentado ainda mais por não saber o que eles haviam falado antes naquele idioma babaca. Aquilo somado ao gosto da morte que ele provou daqueles humanos que matou com o mana branco trazia a sede da cabeça daquele incubo servida numa bandeja de prata repleta de vinho para ser usada como um cálice. Por fim ele encontra mestra Gália e tenta afastar aquele pensamento em vão.

    - Sim mestra gostarei de caminhar em sua companhia.

    Eles saem e começam a caminhar.

    - Mestra Galia, acredito que foi um erro o que eu fiz hoje. Não estou apto a seguir ao lado destes novos aliados, ainda mais quando em meu íntimo desejo matar, não... matar seria pouco. Reduzir a menos que lavagem de porcos uma pessoa a quem deverei trabalhar em grupo. Sois sábia mestra, e preciso de seus conselhos agora. Antes que eu faça das duas uma das ações. Abandonar a tudo e todos e seguir para Farj Regno que era minha ideia quando aqui cheguei. Ou transpassar o coração de uma pessoa pelas costas com minha espada quando mais esta pessoa necessitar de minha ajuda. O pior mestra, digo isso sem dor nenhuma na minha consciência. Recebi um bilhete que me dizia para procurar outro mestre em outra afiliação.


    Ele seguia andando lado a lado com a mestra e nem reparara quando ela parou de andar. Ele então para também e olha para ela. Seus olhos estavam repletos de ódio e era fácil para ela sentir isso.

    - Me perdoe Mestra Galia. Mas tenho a senhora em altíssima estima por isso busco seus aconselhamentos. Mas espero que entenda o que vou falar. Apesar de parecer com um anjo como todos conhecem, nós anjos negros não somos como eles, nem em aparência nem em seus dogmas. Na verdade quando minha terra natal foi destruída, um destes anjos estava lá e me atacou com tudo o que tinha. Bem como pode reparar não foi o suficiente e ele agora não mais caminha neste plano. Eu os odeio mais do que odeio um demônio, mais do que odeio um servo de Ades. Nesta guerra de anjos e demônios, nós anjos negros estamos entre os dois lutando contra ambos. Portanto, não pense que sou uma alma tão pura e com tantas qualidades.

    Ele fecha o punho direito, sua mão boa.

    - Não sou um ser criado numa cidade grande e por isso não entendo estes jogos de intrigas e mentiras que é tão comum aqui. Sou como dizem um tolo por isso. Mas não pensem que eu não posso aprender este jogo e que não posso jogá-lo. Sinto esta força negra me corroendo por dentro neste momento, e por mais que possa parecer errado. Eu estou gostando e sedento por mais.
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    Re: O Chamado

    Mensagem por Leomar em Dom Jul 08, 2018 11:38 pm

    Gaíla demora a falar, isto já era típico dos mestres espiritualistas, apesar que naquele momento aquilo era um pouco mais irritante. Gaíla estava olhando as luas, e instintivamente Nergal se vê olhando na mesma direção.

    - Estão lindas, não estão? O céu de Akaŝa nunca nos decepciona. Sempre diferente, seja a dupla nova, a dupla cheia, ou um simples dia como este. Sempre diferente!

    Ânima estava em minguante, mas parecia enorme, de um azul um pouco mais forte do que quase sempre se mostrava, enquanto Psikê estava em crescente, quase cheia, mas parecia estar atrás de Ânima, e hoje estava laranja claro. A noite ainda contava com um pouco de luz de Hélius Blua, o que fazia a cidade estar relativamente clara. O conjunto era deveras bonito, e mesmo querendo continuar puto da vida, sem nem ter tido chance de perceber como ou porque, a superioridade de Gaíla já tinha derrubado metade da raiva de Nergal antes dela falar qualquer coisa relevante.

    - Será que estas luas já estavam aqui quando as deusas-mães criaram Akaŝa?... Estas são as pequenas bobagens com que mortais como nós podemos especular, para nos divertir em nossa infinita ignorância... Respire fundo meu jovem! Não é interessante como mesmo sendo tão jovem, e eu tão velha, sentimos este ar da mesma forma? Todo o resto, nossa visão, percepção e dons, são todos diferentes, mas não nossa capacidade de sentir este ar!

    Ela espera mais um tempo. Nergal começa se sentir confuso, já quase a ponto de se desculpar, já sem saber se fez certo ao dizer tudo aquilo. Ou se mestra Gaíla sequer ouviu, pois ela ainda não disse nada, mas antes dele continuar a falar, ela toma a voz:

    - Então tens ódio dos anjos, dos demônios, dos servos de Ades? Muito ódio? - era uma pergunta retórica, ela não se demora desta vez - Isto é bom, não é?

    Nergal pensa que resposta dar, mas ela continua:

    - Se você é um mago negro, sentir ódio deveria ser bom. Konyang já falou de nosso símbolo?


    A mente de Nergal dava voltas.

    - Sim, ele falou sobre a dualidade das energias...

    - Claro que falou. Do Equilíbrio também?

    - Sim... mas...

    - Não existem "mas" para a Prana. Você quer ser um mago negro, o ódio fará parte de você.

    - Mas eu... digo, eu também quero ser um mago branco.

    - E o amor também fará parte de você.

    (pausa)

    - Por que não parece certo? Porque você queria ser bom? Bom nem os deuses são. (pausa) Aprenda lidar com seu lado negro. Aprenda lidar com seu lado branco. Quer aprender a jogar nosso jogo? Pois aprenda as regras. Esta guerra não irá parar só porque eu ou você não gostamos dela. Ela é uma realidade como nossas luas, e mesmo que estejamos tão distraídos que não vejamos as luas, elas estão lá, e elas simplesmente não se importam com se estamos ou não vendo elas.


    (pausa)

    - Você diz que não é como os anjos. Se tivesse falado que não é como os humanos isto não faria o menor sentido, afinal como são os humanos? Você acha que é como os anjos-negros? E como são os anjos-negros?

    Mais uma vez a pergunta é retórica e não precisa de resposta. Nergal pensa que sabia de boatos de anjos-negros vivendo perto do Estreito Estupor e já leu algo sobre lendas de anjos-negro no Desfiladeiro Selvagem. Mas o que ele realmente sabia sobre outras comunidades de anjos-negros? Muito pouco.

    - Não seja como a sua raça, ou como a minha, ou mesmo como um devoto de Piro. Não aprenda ser como, aprenda ser.

    Nergal chega a tremer frente a superioridade de Gaíla. A esta altura já não conseguia manter o ódio de poucos segundo atrás. Se sentia apenas uma criança de 17 anos, que nada mais era que uma criança frente aquela mulher.

    - Você diz não estar apto. Isto é uma mentira. Se não está apto então eu, Konyang e até o Arcebispo somos incompetentes e mentirosos. você está apto, mas é diferente de estar preparado. Mas se quiser esperar estar preparado para fazer alguma coisa, então meu conselho é simples: atire-se na sua própria espada antes de matar qualquer outro, pois você nunca sairá do lugar. Se eu tivesse esperado estar preparada, hoje seria apenas uma velha, não uma espiritualista.

    Você recebeu um bilhete que dizia para procurar outro mestre, e eu pergunto: e dai? Acha que vai aprender dominar magia branca aqui, onde temos adeptos apenas de magia do fogo e negra? Ou acha que vai aprender tudo só lendo? Pelo menos vocês anjos-negros vivem bastante.


    Agora Nergal estava realmente envergonhado, percebendo seu erro.

    - É que pensei que podíamos ter só um mestre, e... e...

    - Alguém lhe DISSE uma besteira desta?

    - Não, mestra. Me perdoe, realmente NINGUÉM nunca me disse isto. E nem sei de onde tirei, sendo que até com a Mestra Atemense, que estava ajudando aqui, eu trabalhei...

    - Então se disseram para procurar outro mestre, é porque você PRECISARÁ de outro mestre?

    - Sim, creio que fui injusto. Ah, já que falei da Mestra Latifa, queria dizer...

    Gaíla se adianta cortando-o:

    - Já fiquei sabendo das mortes.

    - Ah... ela disse que não foi culpa minha.

    - Mas eu digo que foi.

    Nergal fica constrangido e levemente confuso. Ela não tinha se mostrado crítica, embora fosse dura.

    - É uma desvantagem de ter mais de um mestre. Há vantagens também. A culpa FOI sua, isto não quer dizer que foi errado só porque resultou em morte. A morte faz parte da vida. Talvez sua imperícia tenha roubado deles alguns dias, talvez meses. Bom, você não pode devolve-los. Mas não é tão grande coisa assim.

    Há algumas pessoas, provavelmente até muitas ali naquele pátio mesmo, que deveriam completar o ciclo e morrer, não porque merecem morrer, mais porque precisam. O tempo delas acabou e mesmo assim elas não conseguem morrer. Quem sabe você possa espiar estes dias ou meses que roubou de outros ajudando estes a completar o ciclo. E mesmo que não queira espiar desta forma, você proporcionou uma morte tranquila a eles e se ELES tivessem se preparado bem, suas ligações não estariam tão fracas, e você não os teria matado, como não matou Latifa, que estava relativamente perto.


    A esta altura Nergal já tinha se acalmado completamente, e reconhecia, mais uma vez, que Gaíla tinha uma sabedoria invejável.

    off: obs. Nergal está sobre efeito da psicologia e da aura de Gaíla, não rolei nada pois, como a psicologia dela é muito alta, sucesso automático, e como Kether não quis jogar com resistência, a psicologia dela afeta com efeito total.
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    Re: O Chamado

    Mensagem por Kether em Seg Jul 09, 2018 8:08 am

    - Compreendo, mestra Gália. Mais uma vez sua sabedoria me trouxe algo para que eu melhore como um ser único. Obrigado. Mas agora devo partir, vou em busca de novos mestres e novas afiliações. Estava pensando em buscar conhecimento com a Filosofia Sem. Conhece alguém dela na cidade a quem eu possa procurar? Sei que Mestre Fah sempre me corrigiu ao comparar seu símbolo com meu ser de mago negro e branco. Mas acredito que nele esteja a resposta para conseguir dominar ambas energias tão antagônicas.

    Nergal aguarda pela resposta da mestra espiritualista e depois de sua orientação, lhe dá um abraço sincero de agradecimento dizendo "Que todos os deuses e deusas continuem a utilizando como canal de sabedoria!"

    Depois de se despedir, ele segue até a hospedaria onde estava e fecha a conta e não deixa nenhum lugar para onde ele foi agora ele vai buscar seguir o seu caminho buscando novas pessoas e novos aprendizados. Afinal é o que esperam dele.

    opção 1.
    Caso ela conheça alguém da Filosofia Sem na cidade, ele vai procurar por esta pessoa. Com ele vai pedir por esclarecimentos sobre magia e caminhos secundários. E procurar saber se eles podem ensinar magia branca para ele.


    opção 2.
    Caso ela não conheça alguém da Filosofia Sem ele vai procurar por Latifa para conversar sobre magia branca e pedir para que ela o ensine a dominar esta energia.
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    Re: O Chamado

    Mensagem por Leomar em Seg Jul 09, 2018 7:33 pm

    - Compreendo, mestra Gália. Mais uma vez sua sabedoria me trouxe algo para que eu melhore como um ser único. Obrigado. Mas agora devo partir, vou em busca de novos mestres e novas afiliações. Estava pensando em buscar conhecimento com a Filosofia Sem. Conhece alguém dela na cidade a quem eu possa procurar? Sei que Mestre Fah sempre me corrigiu ao comparar seu símbolo com meu ser de mago negro e branco. Mas acredito que nele esteja a resposta para conseguir dominar ambas energias tão antagônicas.

    - Se a resposta estiver no equilíbrio, provavelmente. Não conheço ninguém que esteja seguramente na cidade. Meu filho é um estudante da filosofia Sen, mas não garanto que ele esteja na cidade agora. Faz mais de mês que não o vejo. É um bom garoto, mas sabe como é a vida: os passarinhos crescem e querem ir para outro ninho longe das asas da mãe.

    Encontrar alguém da filosofia Sen não é difícil, aqui em Dafodil eles não precisam se esconder, pois ninguém se importa realmente com eles. Basta ir atrás dos livros, eles são loucos por livros, se fizer uma arapuca com um livro no meio da praça, você pega um filósofo (risos) ou só procure nas bibliotecas mesmo. Ou em qualquer lugar que prometa "segredos ocultos" ou qualquer tipo de mistério. Pode procurar em algum acampamento de ciganos, eles sempre trocam favores. Rodas de artistas onde parece que alguém está REALMENTE prestando atenção com alma na apresentação deles. Você já foi ao Mossar?


    - Obrigado mestra, já comi.

    - Não é almoçar, é Mossar com dois s. Aff, é uma palavra do Yrdok, um tipo de construção de Ajros que funciona como um mini-tribunal, ou um juizado de pequenas causas, ou um centro de comunicação de missões, é tipo... muita coisa. Bom, é difícil explicar, mas é uma construção típica de Ajros. Tem um Mossar no sul da cidade, onde descendentes ou dissidentes de Ajros se "organizam", pode achar alguns filósofos Sen por lá, pesquisando sobre missões.

    Além do Mossar, tem outros lugares na cidade com este tipo de tarefa de publicar missões: Perto do porto tem vários quadros de aviso público, têm uma base do Yüksek Kan, mas para ir lá eles não podem de forma alguma saber que você é nosso neófito, a própria Corte dos Milagres possui várias bases, como a Casa Vermelha, a Copa de Ânima, a Taverna de Fogo, a Arena da Morte, ou mesmo no outro templo de Piro. Pode procurar na Igreja Central, só não aconselho muito ir na Cisne Branco, pois eles não se dão muito bem com a filosofia pregada pelos Sen, embora é quase certo que eles usem a biblioteca da igreja.


    off:
    Gaíla podia dar uns vinte endereços de possibilidades de encontrar algum Sen, embora nenhum deles realmente seguros. Se quiser voltar em um ou dois dias ela pode reduzir esta lista a lugares mais confiáveis. Se quiser pode fazer uma lista de lugares a explorar em sequência. Rolagens adicionais poderão ser negociadas.

    Nergal resolve arriscar procurando grupos de artistas, provavelmente não deveria ser difícil encontrar um que parecesse estar prestando atenção com alma. Na pior das hipóteses ele poderia voltar no dia seguinte e ver se a mestre tinha conseguido uma lista mais confiável de dicas.

    Ele procura perto da praça onde tinha encontrado a pequena família de artistas, para sua sorte eles se encontram novamente lá e ainda um grupo maior de artistas estão reunidos, possivelmente fazendo apresentações do tipo duelo, que ajudavam promover todos os grupos ao mesmo tempo. A noite já estava se aproximando, mas haviam várias pessoas em volta dos artistas, muitos indo e vindo, outros só relaxando... apesar do grupo grande, a arrecadação de moedas não parecia muito promissora, ainda assim os artistas se empenhavam.

    Finda uma apresentação Nergal pergunta aos músicos se há alguma música baseada na dualidade de elementos da magia negra e branca. Mais uma vez o grupo parece entender apenas parte do que Nergal dizia. Aquilo era meio frustrante.

    - Ah, "elementos"? Sim, tem a música "elementos".

    - Mas ela é sobre os elementos de luz e trevas? A essência das magias branca e negra?

    - Vamos tocar "elementos". - diz um violinista para outra violinista e logo começam outra apresentação.



    Enquanto uns tocam, uma dançarina dançava com roupas bem sensuais.



    Nergal observava os músicos, querendo ver se conseguia encontrar traços de pesquisador no rosto de algum deles, alguém que tem aquele olhar reflexivo e esperto, não tem um tônus muscular muito avantajado. Na questão da música não chega a dançar, mas parece buscar o que está na história. Suas vestes apesar de simples não são tão limpas nem sujas a ponto de parecer um mendigo
    Trajes que sejam úteis pois a cada momento uma ideia pode surgir e ela precisa ser registrada
    Talvez, cabelos desgrenhados mas não totalmente

    Os mais promissores ali pareciam ser a que tocava alaúde e o que estava com a flauta transversa, ele devia ser muito bom, pelo menos musicalmente, pois o tarado conseguia tocar e olhar para a bunda a dançarina sem perder o ritmo.

    Nergal aproveita a pausa que fazem depois da música e pergunta ao alaudista:

    - Vós tocastes maviosamente. Que Piro mantenha vossos dons!

    - Denêeä e Amem! - Como Piro é também deus da música ele não estranha muito a saudação evocar o deus do fogo, apesar da saudação ter vinda de um anjo.

    Era possível que, como o outro grupo, este também conhecesse apenas o agradecimento tradicional em Yrdok (denêeä), então ele continua em Esperanto mesmo:

    - Será que poderiam me ajudar? Estou procurando um humano, ele é filho da mestra espiritualista Gaíla e um estudante da filosofia sen, e me disseram que eles gostam muito de música.

    - E quem não gosta, não é? - Eles trocam algumas palavras entre si, era um tiro no escuro, e Nergal percebe que a resposta não ia ser favorável. - Não conhecemos nós espiritualista mestra com nome Gaíla.

    - Ela instrui no templo de Piro.

    - Grande branco templo ou do leste templo?

    - Grande templo branco. - O outro apenas balança a cabeça negando.

    Apesar do timbre nasalado e das diferenças gramaticais na hora de falar, pelo menos eles conseguiam conversar.

    - Procuro um conhecedor da filosofia sen para conhecer sobre elementos opostos. Vocês acham possível que um mago controle poderes opostos?

    - É...
    - Sim...
    - Pode ser...

    Ficava claro que eles não estavam tão interessados assim na conversa. Nergal tenta ser mais direto:

    - Algum de vocês conhece a filosofia Sen? Pois desejo conhecer a filosofia e tenho algumas dúvidas para tirar com algum filósofo sen.

    - Quase todo mundo um pouco conhece da filosofia Sen, ou quase todo mundo um pouco é meio Sen...

    - E onde eu poderia encontrar então um filósofo? Pois tem algumas dúvidas sobre dualidade entre magias opostas que gostaria de entender.

    (R.Psic 14 R. Q.I. 8)

    Mais uma vez a conversa esfriava. Por mais ansioso que Nergal estivesse, ele percebe que, caso insista naquela linha de conversa, ia ser excluído totalmente.

    "O que um espiritualista faria?"

    Aqueles homem provavelmente não eram magos, e se fossem, não estavam afim de falar sobre magia naquele momento. Estavam apreciando um momento de arte, e de certa forma Nergal os estava tirando do clima. Se quisesse continuar conversando, ele que teria de entrar num clima mais artístico. Ele se volta para uma mulher flautista que fazia parte do outro grupo de artistas que tinha visto dias antes.

    - Lembro-me do Réquiem que tocaram outro dia, de autoria do deus. Foi uma grande inspiração para mim, como a música pode ser de tão forma emocionante, ainda que só tocada. É realmente belo que se ver o que vocês conseguem passar, mas difícil compreender COMO conseguem transmitir tanta coisa apenas com música e dança!

    - Apenas? - O cara da flauta comenta, a maioria deles solta uma risada. - É por isto que vocês nos pagam para nós tocarmos!

    - Espero não ter sido indelicado...

    - Tudo bem, sua ignorância artística indica que fomos bem, então tomaremos como elogio. Não entende porque a música também é uma forma de dom: nem tudo faz exatamente sentido, mas quando as notas passam ser compassos, passam fazer sentido. Se tiver o dom, pode sentir, se não tiver, pode apenas perceber.

    Os demais concordam com gestos. Em Akaŝa quando se fala "dom" subentende-se "dom mágico", portanto a analogia entre música e magia é clara. Nergal pensa em como estava aprendendo a SENTIR o dom, e de fato não era algo concreto, e sim abstrato.




    A Copa de Ânima era uma construção grande de tijolos vermelhos com muro alto, poucas portas e janelas. Parecia uma construção bem típica de quartel. Haviam arqueiros no teto, por isto Nadhull acha prudente não voar muito perto.

    Tinafe chega dez minutos depois do horário marcado, mas eles se encontram facilmente. Tinafe não estende os cumprimentos, é apenas "oi, tá pronto? Vamos!"

    Um guarda demônio alto está na porta, garantindo que pessoas não bem vindas não sejam bem vindas. E Tinafe infelizmente parece se encaixar.



    - Você não é bem vinda aqui, bruxa!

    - Que eu saiba, esta é uma sede de La Cour des Miracles, e eu sou uma membro da Corte, não me importa se sou ou não bem vinda.

    - Pois eu não me importo se você é ou não membro. Suma da minha frente!

    - E eu não me importo com você, estou apenas procurando pela Anciã Velora, se não sou bem vinda até melhor, diga à Anciã que quero falar com ela e eu nem preciso entrar.

    - Não tenho porquê fazer isto, e você nem sabe se a Anciã está aqui.

    - Não sabia, mas se diz que não tem motivos de chamá-la é porque ela está. Facilitaria a vida de nós dois, e até da Anciã se simplesmente colaborasse. Não estou afim de perder tempo, podemos discutir nossas diferenças em outra hora.

    - Suma daqui!

    A recepção parecia que não ia ser mesmo na base da paz.

    off:
    Você não respondeu no Discord se tinha algo específico para falar com os espiritualistas, então supus que seria só o básico mesmo e toquei pra frente.
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    Re: O Chamado

    Mensagem por Dycleal em Qua Jul 11, 2018 11:02 pm

    Nadhull finge que a negativa não é com ele e de fato não é, e chega para o demônio guardião da porta e usando da sua experiência com os contatos que exercia para sua antiga mestra fala: - E ai meu irmão, respeito o teu trabalho, mas preciso de uma conversa com a maga Niréia, ela esta ai, não está? Ela está me esperando. E se posta um tanto distante e alerta, porém se fingindo relaxado. Se o cara Engrossar vai com uma ação preparada se defender, atacando com energia branca concentrada.
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    Re: O Chamado

    Mensagem por Kether em Seg Jul 16, 2018 12:38 pm

    Nergal acena afirmativamente após compreender o que o músico falara.

    - Então... quanto temos quando um grupo de músicos estão tocando uma melodia com seus instrumentos se completando seria o esperado, certo? Mas já ouvi algumas músicas onde um ou outro começam a tocar fora do ritmo que os demais estão, mas quase sempre a harmonia está mantida mesmo com este instrumento que por fazer algo diferente fica mais evidente. Mas esse tipo de atuação não seria temerosa para romper toda a música? Como se pode fazer algo assim sem romper o campo harmônico?

    Nergal seguia pelo caminho da analogia que parecia que iria funcionar. Ele então tenta ir ainda mais profundamente.

    - Ou quando um grupo de dançarinos estão propositalmente fora do ritmo que a música pode nos levar? Causando uma forte onda de sentimentos contraditórios, mas este sendo o real intuito do artista. Existe ainda assim uma técnica que pode explicar isso ou é apenas o dom do artista que dá esta sensibilidade de até onde ele pode ir fora do contexto principal e não estragar o efeito que ele busca no seu público?
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    Re: O Chamado

    Mensagem por Leomar em Sab Jul 21, 2018 7:52 am

    Os artistas começam ficar mais pensativos com as perguntas de Nergal:

    - Se alguém quebra a sintonia por vontade própria, de duas uma: ou ele é realmente muito bom para parecer ruim, ou é muito sacana. De uma ou outra forma o resto do grupo tem que, ou segurar a sintonia ou criar uma nova, pois se ela for definitivamente quebrada você perde tudo. A sintonia é sempre o mais importante, pois "tudo está ligado a tudo".

    Nergal acredita já ter ouvido mestre Fah dizer algo parecido, os ensinamentos se sobrepunham.

    - Existem dezenas de técnicas que se possa explorar, e um bom artista de quando em quando cria novas formas de explorar a arte. Mas se estiver em um grupo, é preciso manter o mínimo de sintonia com os outros, caso contrário ou você quebra o grupo, ou ele te expulsa. E não adianta dizer que você era bom demais para o grupo, pois mesmo se for verdade, se eles não podem lhe acompanhar, você passa ser um problema.

    Outro artista começa filosofar:

    - O que não é raro nas sociedades: os indivíduos se acomodam, se tornam preguiçosos e sem iniciativa, e quando cidadães mais capazes surgem, estes indivíduos também só tem duas soluções: ou precisam sair da inércia para acompanhar o novo ritmo, ou passam a ver os mais capazes como ameaças das quais ou destroem ou serão destruídos.

    A dançarina se junta ao debate:

    - Não é difícil deduzir que a maioria prefere a segunda opção. A preguiça humana é notória, e muitos preferem morrer lentamente a sair de suas malditas zonas de conforto. A sociedade tem uma capacidade de produzir vivos-mortos que rivaliza com os piores magos-negros.

    - Ah minha cara, mas esquece que não há sociedade sem indivíduo e que esta não molda, apenas retrata?

    - Acha mesmo? Pois então todos os indivíduos devem ser tão ruins como demônios, pois toda sociedade parece um retrato do inferno.

    - Ma'bah! Calma minha querida, nem todo homem é lobo do homem.

    - Vais dizer que és tu uma exceção?

    - Quem me deras! Diria eu que tu és a verdadeira exceção entre nós! - Faz uma reverência e os demais acompanham com palmas.

    Um deles, com mais intimidade a segura pela cintura:

    - Querida, não conseguiria lhe retratar de forma ruim nem se eu quisesse!

    Ela se desvencilha do abraço sem alarde:

    - Seu galanteios são tão falso como uma moeda de 3 kons. De todos vocês!

    Ooohs e Aahs são ouvidos, alguns seguram o coração como se tivessem sido espetados.

    - Contradizes, querida, a máxima que "nada mais doce que o coração de uma mulher"!

    - Nada mais doce, enquanto não foi ferido!

    - Pessoas! Pessoas! Acho que vocês estão ficando sóbrios demais! Talvez seja uma boa hora de fazermos uma pausa para beber um pouco!

    Os demais aplaudem, um pergunta "o que temos", outro começa separar moedas em dois grupos falando "talvez o suficiente para duas canecas cada", outro levanta do chão e se alonga... o outro grupo de artista se separa, era hora de procurar outros parceiros de duelo. Enquanto isto, o alaudista comenta com Nergal, como retomando a questão anterior:

    - Quando se aprende música, há quatro níveis de conhecimento:

    Ignorante incompetente, que é quando você não sabe e não sabe que não sabe, faz uma porcaria qualquer e pensa que está bom.

    Consciente incompetente, é quando você consegue perceber seus erros, começa entender a música, vê as desarmonias e tenta se melhorar.

    Consciente competente, é quando aprendeu a técnica e já tem sensibilidade para ver os erros com clareza, por isto fica atento à técnica, procura, caso tenha o mínimo de compromisso com a arte, estar consciente de cada gesto. Este estágio você é um músico e a arte é como um exercício.

    Ignorante competente, é o último estágio, quando você ignora a técnica pois ela já está dentro de você. Não é mais um músico e sim um artista. Não é preciso exercitar a arte, porque ela flui.

    Com a res publica é semelhante, mas eles não tem um quarto estágio.
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    Re: O Chamado

    Mensagem por Leomar em Qua Jul 25, 2018 6:51 am

    - Não conheço ninguém com este nome, é melhor dar o fora ou farei com que nunca seja bem-vindo aqui.

    Talvez fosse verdade, mas tava na cara que ele não cooperaria mesmo se soubesse quem é Niréia e mesmo se ela estivesse lá. Nadhull estava com pouca paciência, e resolve se preparar para atacar.

    - Vai se arrepender disto, carinha!

    - Faça valer o que sua mestra lhe ensinou. - Diz Tinafe rapidamente, ela também se prepara para o confronto, deduzindo que Nadhull iria atacar com magia branca, que era o que ele pretendia.

    Mas a Prana pode ser caprichosa, e embora ele sinta toda energia fluindo forte em seu corpo, e até fora (talvez uma ajudinha esterna da nova mestra), Nadhull consegue convocar apenas uma onda de energia negra.

    Ele sente quase um choque com a energia fluindo em seu corpo, e investe contra o inimigo.

    O guarda estava preparado, e para infelicidade de Nadhull ele sabia como se defender de um ataque de magia negra. O punho de Nadhull chega causar uma explosão de energia quando atinge o oponente. O guarda chega se assustar com o tamanho do poder mágico de Nadhull, cambaleando uns passos para trás. O ataque tinha lhe atingido, mas ele tinha muita força bruta e apesar do espanto, a surpresa dura apenas um segundo e ele investe contra Nadhull.

    O guarda ataca um pouco mais lento do que realmente poderia, ainda sobre efeito do choque recebido, mas Nadhull sabia que o guarda era fisicamente muito superior e teria de usar a pouca vantagem que tinha rapidamente.

    Spoiler:
    Você pode tentar esquivar do ataque, sua destreza é 11, tem que rolar 2D10 e tirar 9 ou menos para escapar totalmente (10 sofre pouco dano, mas ele ainda te pega de raspão)
    Ou pode tentar outro ataque queimando magia, mas agora é 1D12-1 se sair número alto, consegue usar magia branca, baixo só magia negra. Se sair 1 ou 2 ainda é bom pois será um golpe forte de magia negra, mas a branca que realmente pode te salvar.
    Nota, você só tem mais duas chances de usar magia, se não conseguir um bom resultado, corre risco do cara lhe moer sem dó.
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    Re: O Chamado

    Mensagem por Dycleal em Qua Jul 25, 2018 8:10 am

    Nadhull Se surpreende com a magia negra que vem em resposta a sua preparação da magia branca, que seria mais eficiente e Nadhull se pega lembrando da noite em que dançou com Niréia e bons pensamentos lhe ocorrem na tentativa de substituir a magia negra pela eficiente branca para aquela ocasião.
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    Re: O Chamado

    Mensagem por Kether em Qua Jul 25, 2018 11:14 am

    - Res publica? - repete indagando Nergal, que não conhecia o termo usado pelo músico. - Não sei o que significa. É alguma coisa de governo como Tirania?

    Ele então repara que os demais estão se organizando para partir.

    - Será que posso acompanha-los? Eu gostaria de conversar mais sobre o que falamos. Tenho realmente interesse em aprender mais sobre as dissonâncias e alterações de ritmo e tempo. Quiça até de tom.

    Ele começava a apreciar este jogo de palavras que tratava com aqueles artistas e agradecia pelas aulas básicas de música que teve em Verda Ero. Afinal com tão pouco por fazer havia tempo suficiente para se ter hobbies, e Nergal gostava de trabalhar ferro, couro e também de música não que fosse virtuoso, mas ele conhecia um pouco de instrumentos de corda e da teoria musical como todo seguidor de Piro.
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    Re: O Chamado

    Mensagem por Leomar em Qui Jul 26, 2018 10:16 pm

    O guarda já avançava contra Nadhull, ele desfere um ataque com espada mas não foi rápido bastante e Nadhull consegue bloquear o golpe. Porém não era um guerreiro inexperiente, e além do golpe com a espada ele usa todo o corpo e também uma cabeçada para atropelar o íncubo.

    A cabeçada na cara por pouco não atinge o olho com um dos chifres, e a porrada no peito também é forte, Nadhull por pouco se aguenta em pé, e é possível que tenha quebrado algo. Mas simultaneamente ele se concentra para usar sua força interior, e a dor acaba sendo um "empurrãozinho" extra para seu corpo ativar suas defesas.

    Os dois e quem mais tivesse do lado veem um ofuscante clarão de energia envolver ambos, e vários gritos são ouvidos. O olhos ardem, mas Nadhull recupera a visão rapidinho. Ele estava custando se manter em pé, mas o guarda estava de joelhos, fechava os olhos com força e sangrava. Havia sangue nas mãos de Nadhull também, a magia fez seus dedos cortarem um pedaço do adversário como se fossem metal.

    Tinafe também esfrega os olhos, mas ela se recupera rápido, já esperando que Nadhull usasse energia de luz, ela não tinha olhado diretamente.

    A luz e os gritos (mas principalmente a luz) chama atenção tanto de pessoas dentro do QG quanto de fora. Tinafe ameaça:

    - Miseráveis! Se não chamarem a anciã, vamos exigir um duelo "in arena"!
    off:

    Você levou uma porrada feia, 15PVs de dano, mas uma desta e esta fora de ação, embora talvez não morra. Por outro lado o guarda está tão ruim ou pior que você, obvio que ele não esperava ser atacado por outro demônio com magia branca. Se durar mais um turno o duelo de vocês, um dos dois vai cair de vez.

    A iniciativa é sua, então ele responderá com desvantagem. Desta vez Tinafe poderá ajudar também (provavelmente ela ajudou antes apenas discretamente, tentando algum tipo de modulação mágica através de você. Embora você não tenha certeza disto).

    Tem pessoas de dentro do QG se aproximando e pessoas da rua também começam se juntar, mas ainda não dá pra ver se alguém poderia ser uma ameaça ou um auxílio. Se gastar um turno sem atacar (falando algo ou rolando algo que não seja magia) poderá fazer uma percepção rápida da situação. Porém perderá a iniciativa e o oponente não rolará com mod.

    Agora que usou magia branca, caso queira usar magia mais um turno, desta vez pode rolar 1D12+1, mas isto também fará gastar o restinho da energia que tem. Outras rolagens pode usar 2D10 sem mod.




    O músico faz uma leve careta; não era como se tivesse se irritado com a pergunta, mas como se ela fosse talvez mais complicada do que aparentava.

    - É... É tipo um sistema de governo. Na verdade é uma expressão mais usada na cultura Sen, indicando vários ou até qualquer sistema de governar a coisa pública. (pausa pensante) poderia, "a grosso modo" traduzir como "política".

    - É tipo uma posição, o que ele disse, por exemplo, quando se meche com estas relações entre as pessoas, que falamos como res publica, você pode ter uma posição de ignorante incompetente, que é basicamente um ignorante incompetente, ou pode chegar até uma posição em que toma consciência dos mecanismos, dos sistemas...

    - Para o bem ou para o mal.

    - Para o bem ou para o mal. Mas nunca se chega num estágio, como na arte, em que você é tão bom que pode deixar de tomar consciência destes mecanismos, entende?

    - Será que posso acompanha-los? Eu gostaria de conversar mais sobre o que falamos. Tenho realmente interesse em aprender mais sobre as dissonâncias e alterações de ritmo e tempo. Quiça até de tom.

    Eles fazem uma rápida e silenciosa pesquisa entre eles, com olhares e acenos tão sutis que dá até pra ficar em dúvida se existiram.

    - Não vejo problema, desde que pague o que for tomar a parte, pois nós dividiremos entre quem participou, e iremos beber algo um pouco mais forte que suco.

    off:
    A princípio estão todos de neutros para favoráveis, mas se quiser fazer uma avaliação de Reação, role 1D12 para cada pessoa que quiser avaliar. Reação mostrará impressões boas ou ruins, não necessariamente o que eles realmente pensam sobre você, quanto mais baixo, mais impressões ruins terá. Caso não esteja disposto a arriscar tirar impressões ruins, não precisa rolar.

    Adiantando, eles não devem beber muito por enquanto, as gorjetas não foram muitas (em Dafodil quase nunca são) então eles devem realmente beber só uma ou duas canecas de alguma coisa e depois disto vão tentar fazer mais uma apresentação ou duas em alguma praça.

    Enquanto não atrapalhar e bebida e a diversão, pode continuar conversando, eles responderão enquanto for conveniente a eles. Por enquanto não precisa rolar outras coisas, a menos que queira usar alguma das habilidades que pode-se usar a qualquer momento (percepção, percepção mágica, Q.I., história, psicologia, misticismo) ou qualquer outra piração que ache que cabe.
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    Re: O Chamado

    Mensagem por Kether em Sex Jul 27, 2018 1:04 pm

    Nergal faz um meneio afirmativo com a cabeça dizendo em tom amistoso:

    - Obrigado, e como agradecimento a primeira e segunda rodadas serão por minha conta. Agradecimento pela ótima música e pela conversa que tivemos. E sinto dizer que eu também beberei algo mais forte que sucos. Existe um local aqui perto onde eu estava alojado que tem um serviço bom e os preços eram justos.

    Nergal então segue com o grupo. Eles seguem conversando sobre trivialidades pelo caminho até a estalagem que Nergal havia comentado. Lá o bate papo que tinham no percurso continua com algumas brincadeiras entre eles e a dançarina. Nergal como havia prometido pagou uma rodada de conhaque (bebida que aprendera a apreciar com Tinafe) e uma de cerveja para todos. Ele mesmo acompanhou-os nas bebidas.

    Por mais algum tempo eles conversavam sobre outros temas. Foi quando a atendente da estalagem perguntou para Nergal.

    - Sua companheira demônio não virá hoje?

    - Não... não se preocupe. Ela está realizando um outro trabalho. Não haverá nenhum risco no piso nem manchas de tinta em nenhum lugar. - respondeu amigavelmente.  

    Ele acena para seu amigo Azrael que fazia uma refeição.

    - Então, está tudo do agrado te todos? - perguntou como se fosse um anfitrião aos seus convidados.
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    Re: O Chamado

    Mensagem por Leomar em Sab Ago 04, 2018 11:06 pm

    Tinafe segura Nadhull pela nuca, era um movimento de subjugação, já tinha percebido isto no tempo de Taxicdril e agora ficava mais claro. Ela ainda tenta falar algo, talvez para mandar ter cuidado ou alguma orientação, mas ele não tem tempo (ou paciência) de ouvir, seu corpo queria agir instintivamente e terminar o que começou.

    A energia da diaba bloqueia parte da energia dele; se ficaria feliz ou irritado com isto, Nadhull só pensaria consciente depois. Íncubos estão acostumados a dominar os diabos e não o inverso, e sua energia consegue passar a maior parte do bloqueio dela.

    Ele ainda estava tonto, mas o inimigo também estava de joelhos. Nadhull pensa que a forma mais eficiente de matar um demônio deveria ser lhe dar uma dose de magia branca diretamente, e com este pensamento segura a cabeça do oponente.

    Nadhull quase esquece que ele também era um demônio. O poder corre em seu corpo queimando, não como uma dose de Whisky, mas como um banho de vinagre depois de arranhar no espinheiro. Ele quase cai desacordado. Tinafe o ajuda com um resto de energia e o segurando para ele não cair de vez.

    O pessoal do QG continua discutindo com Tinafe:

    - Bruxa maldita, acha que pode vir aqui nos atacar? Isto não vai ficar assim.

    - Seu soldado que nos atacou, e perdeu, se não forem corajosos o bastante para nos enfrentar num duelo "en arena" nos deixem falar com a anciã.

    - Não lhe reconhecemos na Corte, traidora, e além do mais a anciã não está aqui, ela cuida de seus próprios problemas.

    - Saco. Diga-me onde encontra-la então e poderemos deixar vocês em paz. Caso contrário reunirei a Corte e voltarei aqui amanhã, já terá tempo dela voltar, e aí veremos ou não se a Corte me reconhece.

    - Para o Inferno que lhe daremos paz, ainda mais agora que matou um dos nossos, que venha com seus amigos e responderemos com os nossos. Por hora digo que a anciã foi atrás de umas pessoas marcadas com bandeiras cinzas que estavam saindo da cidade pelo portão norte. Lhe digo só para me livrar de sua cara desprezível, mas a partir de hoje esteja sempre esterando ser atacada pelas costas, pois não esqueceremos.

    - Sempre espero ser atacada por covardes, por isto estou viva.

    Tinafe se afasta alguns passos, sem dar as costas, ainda segurando a nuca de Nadhull, ela fala baixo:

    - Consegue se firmar? Se perceberem que gastou todo seu poder, eles podem nos atacar.

    Nadhull estava fraco, mas confirma com um gesto discreto, tentando parecer bem. Ela solta sua nuca, interrompendo o fluxo de energia deles, Nadhull sente as pernas enfraquecer. As pessoas que estavam na porta também voltam para dentro andando para trás, para não ficar de costas nem uma vez. Vocês dão alguns passos em direção a outra rua, então Tinafe permite que se sente brevemente para descansar. Só então Nadhull percebe que Tinafe estava com a pele manchada em quase metade do corpo, e tinha também marcas de queimadura de segundo grau nas mãos, braços e parte do pescoço que não estavam lá antes.

    - Estamos fazendo inimigos mais rápido do que aliados. Cidade Maldita!

    Vocês tomam um pouco de ar.

    - Precisamos buscar ajuda, teremos de apelar para o templo. Mas isto pode demorar e aquela maldita pode simplesmente sumir. Acha que consegue ir até o portão norte? Gastou toda sua energia.

    Nadhull sabia que provavelmente não conseguiria usar mais magia naquele dia, mas poderia gastar muito tempo para se recuperar também.
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    Re: O Chamado

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      Data/hora atual: Qui Out 18, 2018 3:26 pm