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    Oliver Graham

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    Rosenrot
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    Oliver Graham

    Mensagem por Rosenrot em Sab Maio 26, 2018 8:52 pm


    primeiro dia de aula @Natalie Ursa

    High School



    Oliver não poderia dizer que estava realmente empolgado com a volta as aulas, quer dizer, não era do tipo de aluno desleixado, mas voltar para a escola trazia toda a sorte de coisas que preferia evitar normalmente. Porém também não podia contar que no primeiro dia seria acometido com aquela gripe terrível. Tinha tido um dia agradável no dia anterior, mas a noite não tinha sido tão boa. Depois de um pequeno pesadelo, Oliver acordou com muito frio, a ponto de bater o queixo. Achou inicialmente que fosse consequência do pesadelo - que nem se lembrava mais -, mas descobriu que era na verdade uma febre. E lá se foi o dia.

    A manhã chegou e ele não estava muito melhor do que na madrugada, sua mãe tinha ido verificar a temperatura, enquanto ele podia ouvir os irmãos se arrumando para o dia de aula e ela decretou que ele teria que ficar em casa. Bem, ao menos teria algum tempo sozinho, achava, mas tinha achado errado. Sua mãe tirará o dia de folga para ficar de olho nele, também. O primeiro dia definitivamente não tinha começado bem.

    Quando a casa se silenciou, depois que seus irmãos e seu pai finalmente saíram, Oliver pode ouvir os passos da mãe indo até o quarto, ela lhe levou uma bandeja com alguns itens para ao menos ele tentar comer - o que era um tanto complicado, já que até o cheiro da comida lhe dava náuseas -, ela deixou as coisas ali: chá, biscoitos, torradas e um pouco de geleia e disse para chamar caso precisasse de algo. Mas havia algo bem mais interessante para se fazer naquele dia: os gibis de super-heróis que seu pai havia trazido. Era uma boa oportunidade para começar a lê-los.

    Esperava ao menos que seus amigos passassem lá depois da escola.
    Natalie Ursa
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    Re: Oliver Graham

    Mensagem por Natalie Ursa em Qui Maio 31, 2018 9:20 pm


    primeiro dia de aula



    Não ter que ir para a aula era até legal, mas no primeiro dia parecia mais com uma certa dose de azar. Só podia ser azar ficar resfriado na noite anterior ao primeiro dia de aula, mas o pior com certeza era ter que ficar o dia todo preso em casa, no quarto e sem nem poder dar uma voltinha na vizinhança

    Oliver bufou enquanto observava o lado de fora pela sua janela no terceiro andar da casa - o antigo sótão, que se transformou no quarto do garoto para que ele não tivesse que dividir um comodo com alguma das irmãs, os quais eram, em geral, bastante femininos - e ouvia as garotas barulhentas como sempre enquanto se aprontavam para seu primeiro dia de aula. Elas sim deveriam estar super empolgadas para porem os pés na escola.

    Quanto a Oliver, o garoto preferiria muito mais estar na rua passeando com seu skate. O corpo estava ainda meio dolorido, mas não era nada tão horrível assim. Oliver já tivera ferimentos que incomodavam muito mais em algumas quedas desastrosas com o skate. Pelo menos seria melhor do que ficar ali, na cama, dormindo e tendo pesadelos incômodos. Aliás, ele lembrava de ter um durante a madrugada, embora não se lembrasse sobre o que era - e talvez assim fosse melhor. Ter acordado em meio á calafrios depois de um pesadelo não tinha sido uma experiência agradável.

    Maldito resfriado!

    Ainda pela janela, Oliver pode observar enquanto as irmãs e o pai saiam e, consequente, a casa lá embaixo mergulhava em um profundo silêncio. Não fosse pelos passos da mãe, pareceria até que tinha sido abandonado ali. Teria sido melhor ter ficado sozinho. Pelo menos, já que estaria preso dentro de casa, poderia fazer o que quiser. A Sra. Graham provavelmente ia querer que seu caçula ficasse na cama, de molho, até que melhorasse.

    Oliver bufou e voltou a se sentar na cama quando ouviu os passos da mãe se aproximarem da porta de seu quarto. Ela lhe trazia algo para comer, só que  apenas sentir o cheiro do que ela trazia já lhe deixava nauseado. Frustrante. Nem comer Oliver conseguia. Já rangendo os dentes em impaciência e batucando os dedos sobre a colcha da cama, Oliver apenas assentiu com a cabeça quando a mãe lhe deixou o chá, biscoitos e torradas ali, concordando que iria tentar comer, mas não naquele momento!

    Quando a Sra. Graham se virou e saiu do quarto, a atenção do garoto se voltou aos quadrinhos sobre a cabeceira  lado da cama. O pai tinha deixado ali. Oliver não amava quadrinhos, mas eram até interessantes de se ler - ou só ver as figuras - quando não se tinha muito o que fazer. Às vezes ahiisória era interessante, mas geralmente se precisava comprar várias revistas para conseguir acompanhá-la e o garoto preferia gastar a mesada em outras coisas. Talvez um livro fosse melhor. Que bom que esses quadrinhos tinham sido presente!

    Oliver começou a folheá-los, apenas observando as imagens em um primeiro momento e procurando por alguma que tivessem alienígenas na história. Isso sim seria divertido de se ler agora. Uma história sobre alienígenas! Só depois de folheá-los do inicio ao fim que pegaria um para ler.

    Queria que seus amigos fossem até sua casa lhe visitar já que não poderia ele fazer isso, mas sabia que estavam na escola agora e iriam demorar para estarem livres. Provavelmente só a tarde.

    Entediado, o único jeito era esperar por eles mesmo… Ou ligar para suas casas mais tarde.
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    Re: Oliver Graham

    Mensagem por Rosenrot em Sab Jun 02, 2018 1:15 pm


    primeiro dia de aula @Natalie Ursa

    High School



    Depois de ser deixado sozinho, Oliver não tinha muito mais o que fazer. Leu - ou olhou as figuras - de alguns dos gibis que seu pai insistia em trazer para ele, mesmo que o garoto não gostasse muito. Assistiu um pouco de TV e acabou pegando no sono, quando acordou, chegou a conclusão que quanto mais buscava algo para se distrair, mais ficava entediado. Em determinada parte do tempo, a fome voltou e o enjoo foi embora. Então resolveu comer alguma coisa do que a mãe tinha trazido. Foi quando notou que havia um silêncio na casa: sua mãe parecia ter saído. Se olhasse pela janela, veria que o carro da mãe não estava mais lá.

    Oliver começava a se sentir um pouco melhor, uma ida no andar de baixo, encontraria um bilhete da mãe avisando que tinha ido ao mercado e que voltava logo, caso ele precisasse de algo, bastava ligar no celular. O desejo do garoto tinha se realizado: estava sozinho.

    Na sala, Oliver podia ver pelas janelas lá fora o dia desabrochar, talvez não passasse das nove da manhã, estava no sofá com a TV ligada - a da sala era maior e melhor - assistindo uma infinidade de coisas quando ouviu um barulho vindo do porão - como se algo grande tivesse caído -, o que era estranho, já que eles não tinham coisas grandes no porão (não que Oliver lembrasse).
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    Re: Oliver Graham

    Mensagem por Natalie Ursa em Sab Jun 02, 2018 10:17 pm


    primeiro dia de aula



    Oliver conseguiu ler duas HQs, mesmo tendo ficado um pouco perdido na história - e perdendo o interesse nelas de tempos em tempos exatamente por isso. Ele gostava de ação, como a maioria dos meninos que conhecia, mas nesse caso preferia ver na tv ou no cinema mesmo. As HQs eram muito curtas e acabavam rápido demais, por isso o garoto teve que recorrer a pequena televisão do seu quarto. Ficou mais passando de canal do que prestando atenção. O tédio não permitia.

    O tédio era tanto que o garoto pegou no sono todo torto em sua cama.

    Não foi um sono muito proveitoso. Logo estava acordado de novo e no mesmo estado mental de antes. Nem mesmo Orion, em seu aquário em cima da cômoda velha que estava naquele sótão desde muito antes de Oliver nascer, parecia estar muito animado para se exercitar em sua roda. Estava dormindo, quietinho dentro da toquinha no primeiro andar do aquário, que era dividido em três níveis.

    - Até você está entediado. - debruçou os cotovelos sobre o móvel e apoiou a cabeça sobre as mãos, apertando as bochechas de modo a ficar com uma careta bicuda que representava perfeitamente seu estado de espírito - Não é, Orion? - resmungava com a voz rouca.

    O único lado bom era que o cheiro do lanche que a mãe deixara em seu quarto não lhe incomodava mais e agora que a fome finalmente tinha batido, o garoto conseguia comer os biscoitos e as torradas.

    Depois de suspirar o que deveriam ter sido uma mil vezes, notou que só ele estava fazendo barulho na casa. A mãe estava há tempo demais sem emitir nenhum som. Será que ela tinha saído?

    A falta do carro dela respondia a questão.

    Estava completamente sozinho em casa! O que queria dizer que não precisava ficar preso no quarto como um doente em quarentena, ou alguém que teve algum contato com alienígenas e foi capturado pelo governo para ser estudado.

    Estava livre!

    Pelo menos para transitar nos outros andares, porque se saísse seria difícil saber quando a mãe voltaria e se precipitar rápido o suficiente para ela não descobrir sua fuga.

    A Sra. Graham podia ser protetora demais… Ou talvez o exagero se devia apenas por ele ser o caçula da família.

    Na verdade Oliver estava se sentindo bem melhor agora. Quem sabe se dissesse isso para ela, mamãe relaxaria um pouco e lhe deixaria sair. Ao passar pela entrada a cozinha, o garoto notou o bilhete preso à geladeira. O costumeiro papel grande, laranja e com letras enormes escritas com uma caneta atômica azul. Era para ser visto de bem longe caso seus filhos estivessem muito distraídos para prestarem atenção em seus “bilhetinhos”.

    Nem era algo tão importante assim ir ao mercado que exigisse uma nota dessas, Oliver pensava enquanto continuava seu caminho até a sala, onde se jogou no sofá.

    O dia estava cinzento lá fora. Não parecia um dia particularmente bom… Talvez estivesse pior por ser o primeiro dia de aula. Sempre era o mais complicado, mas na escola não seria tão tedioso quanto ficar em casa e ver o tempo passar lentamente.

    Sem muito mais o q fazer teve que recorrer à tv da sala. A assistia de cabeça para baixo, com os pés onde a cabeça deveria estar apoiada. Estava tão sem graça ficar em casa que ele recorria à qualquer coisa. Não passava nada de legal nesse horário. Nem mesmo uma reprise de algum filme sci-fi. Até tinha alguns desenhos passando, mas naquele horário parecia que só tinha programação para crianças pequenas ou donas de casa e Oliver não entrava em nenhuma das duas categorias.

    Estava navegando pelos canais pela terceira vez, quando um forte estrondo aconteceu abaixo do piso e o fez dar um pulo e escorregar do sofá, quase caindo de cara sobre o tapete da sala.

    Com o coração batendo como os tambores de uma marcha militar, Oliver levantou-se depressa do chão, muito atento e agitado. O que tinha sido isso?

    Veio de baixo, do porão. Parecia até que tinham jogado uma bola de boliche lá embaixo… Não tinham bolas de boliches, não é? E nem ninguém mais em casa para jogá-las.

    O garoto não ia muito lá embaixo. Era escuro e meio empoeirado, visto que limpavam o local com bem menos frequência que o resto da casa, além de ser um pouco úmido. Mas não lembrava de já ter ouvido algo caindo no porão. Por que tinha resolvido cair justo neste raro momento em que o garoto estava totalmente sozinho em casa?

    No começo não estava muito afim de ir ver o que tinha acontecido, pois o coração ainda estava bem agitado em seu peito, mas quando começou a se acalmar e respirar melhor, a curiosidade começou a crescer.

    Será que tinha algo lá embaixo? Ou alguém tinha retornado sem Oliver perceber e agora mexia no porão?

    O garoto olhou mais uma vez pela janela da sala para se assegurar de que nenhum carro estava estacionado ali.

    O que poderia ser? Um gato que tinha conseguido  invadir a casa? Ou uma pessoa perversa querendo roubar as coleções do pai? Ele tinha algumas quinquilharias raras em casa.

    Oliver sobressaltou ao se dar conta de algo. Tinha visto algo assim em um filme! Um filme sobre alienígenas!! Talvez fosse meio idiota alienígenas invadindo porões, mas todo o cuidado era pouco e por isso o garoto, já um pouco ansioso em não ter feito se movido ainda, enquanto ficava se perguntando o que tinha provocado o baque que ouviu, decidiu ir buscar um bastão de beisebol la no seu quarto, que tinha ganhado de presente dos avós, antes de se aventurar até a porta do porão.

    Se fosse algo perigoso, Oliver, o único que estava em casa, não poderia deixar para lá e permitir que ameaçassem sua família. Tinha que ser corajoso! O homem da casa! (Afinal seu pai já tinha ido trabalhar mesmo).

    Com o objeto já em mãos o garoto se esgueirou até a porta do portão e respirou fundo, tomando coragem para girar a maçaneta e dar uma tacada no primeiro alienígena que surgisse em sua frente.

    - Encélado, Reia, Febe, Pandora… - começou a sussurrar o nome das luas de saturno sem quase mover os lábios enquanto abria a porta lentamente para que a luz não entrasse de uma só vez no ambiente.

    Se não houvesse nada logo na entrada do porão, o garoto deveria dar uma espiada para além da escada, apertando os olhos e procurando o que poderia ter causado o som, mas também preparado para correr até o telefone e ligar para a polícia. Se não pudesse ver nada, até onde conseguia enxergar, Oliver seria obrigado a apertar o interruptor para iluminar o porão.
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    Re: Oliver Graham

    Mensagem por Rosenrot em Seg Jun 04, 2018 8:39 pm


    primeiro dia de aula @Natalie Ursa

    High School



    Muitas coisas passavam na cabeça de Oliver naquele instante, ele não tinha certeza se realmente tinha ouvido o barulho - teria sido imaginação? - ou se simplesmente estava assustado demais para pensar a respeito. Precisava de um plano de ação, porque como nos filmes, poderia ser qualquer coisa no porão - ele preferia acreditar que não -, então bolou seu pequeno plano e começou a por em prática.

    Quando Oliver conseguiu abrir a porta do porão ela fez aquele rangido estúpido de filmes de terror, mas abriu sem grandes problemas. De onde estava, ele podia ver o degraus da escada que descia até a escuridão lá em baixo. Ele se aproximou, clicou no interruptor a luz piscou, fez um "clique" então apagou de novo. O porão não era o lugar mais iluminado da casa - e nem o mais limpo - e sem a lâmpada que aparentemente tinha acabado de queimar, Oliver não podia ver muita coisa lá em baixo além das escadas e de uma ou duas coisas brilhantes aqui e ali onde a luz do dia tocava.

    Silêncio. Foi o que Oliver ouviu vindo lá de baixo, nada parecia se mover dentro do porão naquele instante. Ele estava parado ali, quando ouviu outro barulho - a entrada do porão ficava na cozinha, próximo a porta dos fundos da casa - e dessa vez o barulho veio do bosque lá fora, como se algo - ou alguém? - corresse no mato.
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    Re: Oliver Graham

    Mensagem por Natalie Ursa em Qua Jun 06, 2018 3:17 pm


    primeiro dia de aula



    O garoto preferia que aquilo fosse um engano e houvesse se confundido com qualquer outro som vindo de fora. Pelo menos assim faria mais sentido…

    Sem enxergar nada, Oliver precisou usar o interruptor da luz mesmo contra a vontade. Não  teve utilidade nenhuma além de ser absurdamente chamativo com as piscada que a lâmpada deu antes de morrer. O garoto resmungou e passou os dedos sobre o cabelo em frustração, deixando mais bagunçado do que estava.

    Tinha que parar de funcionar justo agora?

    Não havia som nenhum lá embaixo. Talvez não passasse da imaginação do garoto ou então foi só algo que caiu… Mas como ter certeza? Não iria entrar no porão quase tomado pela escuridão. Principalmente depois de ter feito a luz piscar. Precisaria de, pelo menos, uma lanterna. Oliver não tinha ido até o porão imediatamente ao ouvir o que achou ter ouvido, entretanto, se ainda houvesse “algo” lá embaixo não iria deixar que saísse enquanto fosse atrás de uma lanterna pela casa. A chave do porão deveria estar dentro de alguma gaveta dos armários da cozinha.

    Oliver ia abrir a primeira gaveta, com os ouvidos bem atentos caso algum som viesse de lá de baixo outra vez, mas tomou mais um susto com o que ouviu a seguir, dessa vez o som era vindo do lado de fora da casa. Daquele bosque lá atrás.

    Algo correndo lá fora? Um animal? A essa altura o garoto já estava meio nervoso com o segundo som peculiar do dia em questão de poucos minutos. Quem sabe era mesmo um gato lá embaixo e ele tinha saído de onde entrou - provavelmente uma das pequenas janelas basculantes do porão - para sair correndo em direção ao bosque. Só que Oliver não ouviu movimentação alguma no andar inferior.

    O garoto fechou a porta, deixando de lado a ideia de procurar a chave para se apoiar sobre a bancada de granito da cozinha e olhar pela janela, movido pela curiosidade, embora se sentisse um pouco receioso. A cabeça já não ficava mais inventando histórias mirabolantes para explicar os sons. Ele estava mais focado em desvendar o mistério, ou pelo menos manter a casa segura.

    Talvez o melhor fosse trancar todos os acessos da casa e pegar um binóculos… Bem, Oliver não tinha um… Mas tinha um telescópio. Talvez ajudasse? O garoto ponderou, enquanto observava o exterior  da casa em busca do que havia corrido do lado de fora. Aquele lado era fora da “jurisdição” de Oliver. Ele não precisava ir lá checar, só garantir que não entrassem na casa - ou saíssem do porão. Além do mais, o garoto estava doente. Era quase como estar de castigo.

    Mas afinal, o que tinha causado o ruído no porão antes e agora os sons de movimentação na vegetação do bosque?
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    Re: Oliver Graham

    Mensagem por Rosenrot em Ter Jun 12, 2018 10:18 am


    primeiro dia de aula @Natalie Ursa

    High School



    Talvez Oliver de fato estivesse imaginando. O porão estava silencioso e escuro naquele instante - uma combinação um tanto inquietante para uma criança -, mas Oliver tinha traçado um plano - um bom plano, ele achava - e trancar o porão era uma boa alternativa, esperar alguém chegar e aí sim irem verificar o que estava acontecendo. Voltou para a cozinha e de lá começou sua busca pela chave, sabia que ela estava ali em algum lugar...

    Então o outro som veio, dessa vez de fora e Oliver resolver não arriscar. Subindo na bancada ele teria uma boa visão do que estava do lado de fora sem precisar ir até lá. Não era má ideia. Ali, apoiado, ele podia ver as árvores e a relva leva que dava ao bosque, era um lugar agradável na maior parte do tempo -ele e seus amigos até brincavam ali às vezes -, mas agora parecia vazio e sombrio ao seu modo. Estava concentrado no local. Então alguma coisa simplesmente pulou na janela.

    Spoiler:

    Tinha durado menos de um segundo, mas Oliver pode ver bem os olhos - eram mesmo olhos? - Do que quer que seja e cair para trás, sentado no chão da cozinha. As luzes da casa piscaram por um instante muito breve e ele sentiu um frio intenso tomar conta do local. Estava prestes a correr para trancar as portas - iria adiantar? - não tinha certeza. Quando começou a ouvir seu nome ser chamado constantemente.

    - Oliver? Oliver? Oliver? Oliver? - Sentiu o corpo ser sacolejado, junto do nome ser chamado. - Oliver? Oliver? Oliver?

    Então Oliver abriu os olhos - suava frio - estava deitado no sofá, de cabeça para baixo, como tinha feito quando desceu do quarto, sua mãe estava a sua frente, observando-o um tanto intrigada. Ainda era manhã, mas a casa não estava mais fria, apesar de Oliver ainda um frio na espinha. Tinha sido um sonho?

    - Está tudo bem? - Perguntou a mãe.


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    Re: Oliver Graham

    Mensagem por Natalie Ursa em Seg Jun 18, 2018 9:31 pm


    primeiro dia de aula



    Quem sabe fosse um gambá ou um guaxinim lá fora? As vezes alguns apareciam por ali e era divertido apavorar as irmãs quando o bichinho fedido estava no quintal. Mas algo parecia errado dessa vez... Talvez Oliver só estivesse nervoso ainda com o porão - e que estupidez! - ele repetia a si mesmo como se entrando em fase de negação. Só podia ter imaginado que ouviu, ou tinha confundido com outro ruído, afinal a tv estava ligada e um pouco alta.

    Oliver era um dos mais altos de sua turma, mas mesmo assim o garoto debruçou-se sobre a bancada para ter uma melhor visão do quintal. Não tinha nada lá... Na verdade parecia estranhamente vazio e solitário, quase opressivo. Ele procurava atentamente por algum pequeno animal que pudesse ter feito o som, quando AQUILO surgiu de repente!

    O garoto deu um salto para trás, caindo sentado sobre o chão frio e com o rosto distorcido pelo pavor.

    Tinha mesmo visto aquilo?? Um... Um..!? Olhos... Um rosto pavoroso... O garoto, congelado pelo medo, mal teve tempo de raciocinar algo e as luzes da cozinha começaram a piscar.

    Luzes? Estava escuro!? Já era noite??

    E começava a ficar frio... Frio demais.

    Com o coração batendo freneticamente, enquanto tentava balbuciar nome de estrelas se enrolando todo, a ideia de trancar todas as portas - ou pelo menos tentar FAZER ALGO para o que quer que fosse aquilo que viu não entrasse na casa - o garoto levantou-se com muita pressa e cambaleante do chão rumo a porta de entrada mais próxima - a dos fundos - para trancá-la, mas sem nem conseguir pensar se a atitude mudaria algo. Deixou o bastão caído no chão e começou uma corrida que parecia interminável enquanto ouvia seu nome sendo repetido muito ao longe. Em meio ao pavor, o som parecia minimamente reconfortante, mas indistinguível.

    Quando começou a sentir o corpo ser sacodido, Oliver finalmente conseguiu abrir os olhos em meio ao som da voz da mãe que lhe chamava várias vezes junto ao ruído da tv.

    O garoto arregalou os olhos e praticamente deu um pulo, terminando de cair do sofá - mais uma vez? - sentando-se e virando a cabeça de um lado para o outro, procurando por algo de errado dentro daquela sala e balbuciando mais nomes de astros celestes. Mal tinha visto a mãe ou percebido onde estava. Demorou alguns instantes até se dar conta da presença dela e de que era dia novamente. Sentia o corpo empapado pelo suor e um frio anormal que começava a desaparecer e se normalizar lentamente.

    - Hm??? Mãe? - olhou para ela como se não lhe visse há muito tempo.

    O que tinha acontecido? Tinha sido outro pesadelo?? Parecia tão real... O garoto olhou em volta mais uma vez só para ter certeza e colocou-se de pé.

    A mãe tinha lhe feito uma pergunta e Oliver precisou pensar um pouco para entender o que ela lhe perguntara:

    - Eu.. S-sim... é, acho que estou... Achei que... - pensou melhor, pois nem sabia o que estava tentando dizer a principio, só tentava acalmar a palpitação do coração e relaxar o corpo, ainda meio rígido pelo susto - Onde a senhora estava? - foi a única pergunta em que conseguiu pensar.
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    Re: Oliver Graham

    Mensagem por Rosenrot Ontem à(s) 7:32 pm


    primeiro dia de aula @Natalie Ursa

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    A mãe de Oliver o encarava como quem não entendia muito bem o que estava acontecendo. Ela chegou a levar a mão até a testa do garoto, para verificar a temperatura, talvez ele estivesse febril e delirante? - Fui ao mercado, você não viu o bilhete na geladeira?

    Bem, ele tinha visto, mas aquilo tinha sido no sonho... Não tinha? Agora Oliver já não podia dizer com tanta certeza, sua mãe suspirou, se levantando - estava agachada até então - e dando uma olhada breve em volta como quem procura qualquer motivo para o estranho estado do filho, mas depois voltou os olhos para Oliver.

    - Aconteceu alguma coisa enquanto eu estava fora? - Ela perguntou, agora num tom mais sério, enquanto começava a andar na direção da cozinha, Oliver pode ouvir quando ela começou a retirar as coisas dos pacotes de compras... Mas voltar a cozinha? Depois do que tinha visto? A casa em si parecia a mesma de sempre e não existia nenhum barulho estranho no momento... Porém aquela imagem não saia de sua cabeça.

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    Re: Oliver Graham

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      Data/hora atual: Seg Jun 25, 2018 3:17 am