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    Dia 26/12 - Terça-feira

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    Dia 26/12 - Terça-feira

    Mensagem por Bravos em Dom Jun 10, 2018 10:20 pm


    26/12, terça-feira, 11h45


    Dois dias antes eles haviam interceptado a carga de armas novas do Sindicato. Depois de deixarem Maze como presente e indicativo do tropeço deles, voltaram com a lancha pelo caminho que vieram e aportaram bastante longe. Haviam pegue armas o bastante para não se preocuparem mais com isso pelo próximo ano, possivelmente. Clive orquestrou a distribuição daquela mercadoria por espaços diferentes, de forma que nunca elas fossem encontradas juntas. E deixou bem claro que as ordens era que ficassem todos quietos.


    Por isso, cada um foi para suas casas e naquela noite, fumaram e beberam sozinhos brindando à própria sorte e ao golpe dado. O dia seguinte era Natal. A cidade parecia morta. Uma cidade como aquela, um antro de perdição, parecia sofrer uma espécie de maldição em dias de festejos de santos. Era como se pesasse sobre os ombros todo tipo de mau comportamento que se levava ali. Mas no outro dia passava. Naquele dia Larry ligou para cada um, parabenizou e agradeceu pelo desempenho, entretanto, reforçou que eles não deveriam sequer se ver naquele dia. A gangue era para eles quase uma família e não se ver no Natal também parecia algo errado. Ninguém, porém, se rebelou contra aquelas ordens. E o dia de Natal se arrastou, sugando paciências e testando cada um contra o tédio abrasivo.


    O dia seguinte veio como um tapa na cara. Snake acordou pesado. Tinha feito sua ceia particular com um frango e muito álcool. Era o que restava enquanto tinha que esperar. Arrotou e sentiu o bafo de álcool que emanava dele mesmo. A luz que entrava pela fresta da janela agredia seus olhos. Desgraça. A saliva grossa de ressaca reforçava o gosto de morte na boca. Sentou-se na cama. Suspirou. Pegou o celular. Havia um sms. "Almoço. No local de sempre". Isso significava que havia novidades. Snake passou as mãos no rosto e no couro cabeludo. Aparentemente ele já estava atrasado.




    @Sllaker continuamos! Saltamos um dia e vamos começar com um roleplayzinho bacana. Se você quiser usar esse tempo para curar a sua pontuação de violência, veja aqui como proceder para fazer isso. No Discord postei um print do trecho do livro que fala sobre essas cenas de recuperação. Mas repito que é só se quiser. Os outros personagens não terão cenas de recuperação.

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    Re: Dia 26/12 - Terça-feira

    Mensagem por Sllaker em Dom Jun 17, 2018 1:06 am

    Que merda... – Snake pensou, enquanto esticava os braços numa tentativa de afastar o sono. Passara um Natal solitário, só com a companhia dos velhos amigos álcool e tabaco, que agora repousavam espalhados pela pequena mesa e pelo velho sofá, enfeitando o ambiente com garrafas vazias e pontas de cigarros fumados. Snake pensara em chamar alguma garota para lhe fazer companhia e aliviar o estresse, mas se convenceu a não fazer isso naquele dia. – É perigoso e é Natal caralho. – Mais tarde, naquele dia, ele se pegou rindo enquanto imaginava quantas garotas Denis havia, muito provavelmente, chamado. Se levantou da cama e caminhou o mais rápido que pôde indo em direção ao banheiro. Ele precisava de um banho e de algumas roupas limpas.

    Que merda... – Snake pensou, quando encarou seu reflexo no espelho e encontrou um rosto cansado e de ressaca. Sua barba estava por fazer e havia um arranhão no lado direito da face que ele não se lembrava de ter conseguido. Parecia, para ele, que sua fisionomia envelhecera 10 anos nesses últimos dias. Quase socou o espelho, mas mudou de ideia quando se lembrou que estava atrasado para o encontro. Correu pro chuveiro e depois pro armário, vestindo as primeiras peças de roupas que encontrava. Antes de definitivamente sair, pegou a pistola que guardara abaixo do travesseiro por precaução e também uma das bitucas de cigarro que ainda tinha algo para queimar.
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    Re: Dia 26/12 - Terça-feira

    Mensagem por Bravos em Seg Jun 18, 2018 1:08 pm


    26/12, terça-feira, 12h17


    Quando pôs os pés na rua, a claridade feriu um pouco seus olhos. Não porque estivesse muito claro, mas por ter passado praticamente dois dias enfurnado dentro de casa. O céu estava cinzento, quase opressivo, mas parecia um dia efusivo de alegre perto da véspera de Natal e da chuva torrencial que banhou a cidade. Quando chegou na primeira esquina, o resto de cigarro já havia sido consumido. Era péssimo tomar como café da manhã meio cigarro usado. Mas já estava atrasado e precisava chegar na sala de Larry.


    O caminho, tão conhecido, foi feito da maneira mais rápida possível. Haviam deixado Maze no navio. Nessa altura o Sindicato sabia exatamente quem havia roubado suas armas. Mesmo que não houvessem deixado aquele presente azedo de volta para eles, o fato de Maze e Erika estarem no navio demonstrava que Craig 'Colossus', o chefe do Sindicato, estava com uma pulga atrás da orelha depois dos fatos no dia 23 no Oasis. Então não era de bom tom ficar dando sopa pelas ruas da cidades e tomar uma bala "perdida"...


    Subiu as escadas gastas de madeira, que no centro começavam a perder não só a cor, como massa, até chegar ao terceiro andar. Caminhou até a última porta à esquerda. Bateu duas vezes e abriu a porta. Sentado no sofá, com as pernas bastantes abertas, fosse pelas ataduras, fosse pelo costume, Denis o saudou: - Feliz Natal, desgraçado!. Ghost estava sentado no outro sofá e Clive estava de pé, perto da cafeteira que, na verdade, ele não sabia se ainda funcionava, e Larry estava sentado em sua cadeira, atrás de seu bureau. - Acordou, bela adormecida? Estávamos esperando você.



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    Re: Dia 26/12 - Terça-feira

    Mensagem por Sllaker em Qua Jun 20, 2018 1:25 am

    Snake abriu um sorriso mas seu rosto parecia desacostumado com tal ação. — É, a diferença era que a bela adormecida precisou de um beijo. — Disse, em resposta a Denis. – Eu só precisei de um cigarro.Ou metade dele. — Pensou. Cumprimentou  cada um com um aperto de mão firme e um abraço, seguido de um Feliz Natal atrasado. Snake ficou particularmente feliz em ver Larry sorrindo, coisa que ele ainda não havia presencido desde que deixou a prisão. Fazia tempo que as expressões de Larry resumiam-se a uma carranca mal encarada. Às vezes ele pressioanava o maquixilar de tal forma que seus dentes pareciam prestes a quebrarem dentro da boca. Uma angústia e raiva reprimida, que às vezes ele descarregava através de socos e pontapés no que quer que estivesse em sua frente.

    Snake aproximou-se da mesa principal,  onde a gangue sempre se sentava para discutir o plano de ação ou somente para compartilharem histórias ou mesmo para dividirem uma bebida. Ele sentou-se numa das cadeiras. Era uma mobília surrada mas confortável, para homens decadentes mas orgulhosos. Larry estava na cabeceira, como sempre fizera, com Clive à sua direita, de onde podiam enxergar e ouvir a todos. Outrora essa mesa já estivera mais cheia, Snake percebeu. Onde antes já se sentara Jane, Samuel e Maze agora restavam apenas cadeiras vazias. Ausências sentidas, mesmo a de Maze. Snake se perguntou se, até o final disso tudo, mais assentos ficariam desocupados. Ele esperava que não, mas era provável que, no fim, só restassem mesmo as cadeiras vazias e a lembrança daqueles que um dia ocuparam-nas.

    Clive levou o copo que segurava à boca e bebeu um gole do café. Puro e encorpado, era como ele gostava. Ghost conferiu as horas e Denis, esparramado na cadeira, batucava os dedos na mesa, impaciente. Larry acendeu um cigarro, fazendo fumaça sair de suas narinas como um touro. Snake encarou Clive e depois voltou-se para o Larry, observando ele aparar as cinzas do cigarro no cinzeiro, enquanto media as palavras que usaria a seguir.
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    Re: Dia 26/12 - Terça-feira

    Mensagem por Bravos em Qua Jun 20, 2018 11:11 am


    26/12, terça-feira, 12h35


    As boas vindas de Snake e os votos de Feliz Natal foram um momento ímpar naquela vida que levavam. Pareciam apenas velhos amigos que haviam marcado de almoçar juntos depois de um tempo. Esse tipo de coisa reacendia um num sei o que de humanidade que existia naqueles homens. Quando sentaram à mesa, restou um pequeno silêncio que de cúmplice foi se tornando pesado. Aqueles momentos como vinham, iam. E a sombra do Sindicato, a morte de Jane e de Samuel, a traição de Maze eram como nuvens escuras no horizonte.


    -- Seguramente o Sindicato sabe que fomos nós que tomamos sua carga tão esperada. Isso não há dúvidas. - Larry começou a falar, sem o sorriso que há pouco estava em seu rosto. Clive continuou, ainda de pé com o copo americano com café que tomava: - Isso é bom e é ruim. Bom pois eles sabem que estamos tão bem armados quanto eles, ruim pois somos alvos ambulantes. - Bebeu o resto do café e pôs o copo sobre o móvel surrado em que ficava a cafeteira. - Exatamente. - Larry seguiu. - Tivemos sorte que não recebemos uma retaliação imediata, senão nosso funeral poderia ter sido ontem mesmo. Mas agora que passou, precisamos tomar a dianteira, Craig não ficará esperando. - Fungou e engoliu. - Quando menos esperarmos, sua mão vai pesar sobre nós. É melhor que tenhamos preparado uma ponta de faca para quando isso acontecer.


    Clive pegou uma cadeira, virou de costas e sentou-se, apoiando os braços no espaldar dela. - É por isso que estamos aqui: para preparar a ponta da faca. - Ghost e Denis se entreolharam e depois viraram para Snake. Todos sabiam que Larry tinha um especial apreço por Snake e vice-versa. De certa forma, esperavam uma liderança dele. Se Clive morresse, ele seria o novo Clive. Se Larry morresse, eles deixariam de ser os Wood's Guys e passariam a ser os Larson's Guys.



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    Re: Dia 26/12 - Terça-feira

    Mensagem por Sllaker em Qui Jun 21, 2018 9:23 pm

    Snake alisava o rosto e sentia a barba que crescia perfurar suavemente a palma de sua mão, como mil pontas de agulhas, enquanto ouvia Larry falar. Se Snake teve na vida qualquer figura que se assemelhasse a de um pai, sem dúvidas esta figura era o Larry. Quando este terminou, os olhares voltaram-se para Snake. Olhares firmes, ele observou, de quatro homens que, no fim, só buscavam uma morte digna. Era tudo que podiam pedir daquela cidade, ele sabia, e era mais do que Jane ou Samuel haviam tido.

    É verdade. – Snake concordou. — Não podemos ficar sentados esperando um contra-ataque. Temos que atingi-los antes. Eles não estarão esperando outro ataque nosso. É a nossa chance. A hora do xeque mate. – Ele fez uma pausa, sentindo a boca seca. Mas não era de whisky ou água que ele tinha falta, era de vingança. Snake encarou cada um nos olhos e notou mais uma vez as cadeiras vazias, espaços vagos onde agora podiam estar ocupados por aqueles que também compartilhavam do ódio e do seu desejo de vingança para com o Sindicato.

    Larry, nós temos armas agora. Podemos bater de frente com eles. Mas ainda somos poucos... — Ele falou. — E menos ainda a cada fim de dia. — Pensou, com pesar. — Não temos mais aliados? O Emmet da Facção, não temos mais acordos com eles? E James e seus motoqueiros? — Snake perguntou. Ele estivera fora por muito tempo e não duvidava da força dos Larry Boy's que sobraram. O roubo ao cargueiro era prova de todo o potencial que tinham. Mas eles precisavam de reforços. Ele conhecia muito bem o orgulho do Larry, mas ele não era maior que sua raiva pelo Sindicato. Snake sabia que Clive entenderia. Não dá pra derrubar o Sindicato com uma ponta de faca. Mas talvez fosse possível pela ponta de um fuzil. Agora, tudo que precisavam, eram daqueles com coragem suficiente para puxar esse gatilho.
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    Re: Dia 26/12 - Terça-feira

    Mensagem por Bravos em Dom Jun 24, 2018 9:43 am


    26/12, terça-feira, 12h42


    Larry ouviu atento a sugestão de Snake e ponderou algum tempo em silêncio. - De fato, nós temos sim alguns aliados, mas até sábado era uma plena idiotice ir contra o Sindicato... - Viram um sorriso se rasgar em sua cara. Era contudo um sorriso afetado e motivado por sentimentos mais obscuros que alegres. - Porém... Acabamos de dar um golpe efetivo neles. E como você disse, temos armas e podemos armar nossos aliados. Talvez já não seja tão idiota ir contra o status quo. - Ghost balançava a cabeça afirmativamente, sem contudo, olhar para ninguém, apenas para o tampo da mesa vazio.


    Denis cogitou falar algo, mas então calou-se. Clive coçava o queixo. - Não parece ser má idéia, mas será que conseguimos? Nós somos um alvo agora. Talvez nem queiram nos receber. - Ponderou o segundo em comando ali. Larry balançou a cabeça negativamente e levantou-se de supetão. - Ok, somos um alvo, mas nós temos uma proposta palpável de esperança. - Aquela palavra parecia completamente deslocada naquele cômodo. Naquela cidade, talvez. - Quem não toparia arriscar novos ares por aqui? Sem a hegemonia do Sindicato? - Aquele sorriso rasgado permanecia lá e começava talvez a parecer um pouco perturbador. - Snake, você é o cara que vai convencer as outras gangues. Você leva jeito. Faça os contatos, combine as alianças. Amanhã mesmo iremos preparar uma reunião em que iremos preparar nossa investida. - Bateu três vezes na mesa. - Assim será!



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    Re: Dia 26/12 - Terça-feira

    Mensagem por Sllaker em Ter Jun 26, 2018 7:44 pm

    Assim será. – Snake respondeu em concordância. Ele se levantou da cadeira em que se encontrava, fazendo um sinal para que Denis o acompanhasse. Já era estupidez caminhar por aquelas ruas desacompanhado num dia normal, e era muito mais agora, com alvos desenhados em suas costas. – Irei falar com James primeiro. – Avisou para todos, enquanto pegava uma das chaves no porta chaves da parede. – Qualquer notícia eu ligo. Me desejem sorte. – Falou, se despedindo dos três com um aceno.

    Snake desceu as escadas com Denis ao seu lado, fazendo a velha madeira ranger a cada passo. Convencer e formar alianças com as outras gangues não seria tarefa fácil, ele sabia. Alguns temiam de mais a sombra que o Sindicato representava e outros já pareciam conformados com ela. Uma gota de esperança era o que Larry e a gangue prometiam, contra todo o mar de sangue que o Sindicato já derramara.

    Quando finalmente chegaram a rua, caminharam até um dos carros parados na frente do velho prédio. Alguns transeuntes iam e vinham, de forma que Snake encarou alguns para ver se estavam sendo observados. Quando fechou a porta do carro ao seu lado, sintonizou o rádio numa estação popular, ouvindo um repórter informar as notícias do dia. – Vamos nessa. – Falou para Denis, mas era mais um incentivo próprio. Deu partida no carro, entrando de vez na pista, indo em direção a oficina do James.
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    Re: Dia 26/12 - Terça-feira

    Mensagem por Bravos em Ter Jun 26, 2018 9:46 pm


    26/12, terça-feira, 13h07


    A oficina de James ficava no bairro vizinho. Ele tinha uma gangue de motoqueiros e o bairro vizinho, cheio de ruas sinuosas em ladeiras era o lugar perfeito para sair mostrando sua motinha envenenada. Eles gostavam dessas porras. Mas eles não eram 'aliados' de Larry porque eram vaidosos com suas motos: eles sabiam brigar. Porra como sabiam. Sobre as duas rodas e com algumas correntes eles faziam a miséria de qualquer grupo menos numeroso. Ledo engano que eles fossem menos agressivo se estivessem em menor número. Nesses casos eles deixavam de agir como gatos brincando com suas caças e passavam a agir com uma fúria selvagem e violenta que fazia névoas vermelhas por cima das pistas. Snake avaliava o quão perigoso seria tentar fechar um acordo com eles. Denis... Bem, Denis estava pouco se fodendo, como sempre.


    Chegaram na oficina e sabiam que haviam chegado pois havia cerca de uma dúzia de motos paradas na frente. O portão de ferro da largura de um caminhão pequeno estava aberto e pichado nele estava o símbolo dos Crias do Asfalto. - Eu só observo, né isso? -  Perguntou Denis enquanto abria a porta e descia do carro. Ele ainda estava mancando por conta da armadilha pra urso que fechou em sua perna. Nem que ele fosse o Wolverine ele ia tá andando direito depois de apenas dois dias. - Espero que você esteja inspirado, porque se precisarmos brigar aqui, talvez Larry tenha que nos buscar no necrotério. - Eventualmente ele não estava tão alheio assim ao que estava acontecendo.



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    Re: Dia 26/12 - Terça-feira

    Mensagem por Sllaker em Qui Jun 28, 2018 10:53 pm

    Sim. – Snake respondeu, como se Denis não precisasse lembrá-lo daquilo. Ele estava ciente do que significava ir tratar com os Crias do Asfalto. A cara feia de Denis não impediria um conflito de ser inciado, não dessa vez. Esses caras não temem carranca. São bárbaros em cima de uma moto e brutais fora dela. Eram capazes de matar Snake e Denis, se quisessem, só para terem o prazer de amarrá-los em suas motos e saírem por aí, desfilando pelas ruas, enquanto arrasta seus corpos pelo asfalto. Seus veículos, por outro lado, eram sagrados de tal forma, que permitiriam que algum estranho montasse em suas esposas antes de permitirem que montasse em uma de suas motos. Mulheres encontravam-se a cada esquina. O mesmo não podia ser ditos sobre aquelas motos.

    Snake fechou a porta do carro em um movimento, saindo em direção ao portão da oficina. A pistola estava na cintura, escondida sobre a roupa. Ele passou os olhos sobre as motos estacionadas, enquanto caminhava. Todas eram no estilo Harley Davidson, bem cuidadas, com faróis e escapamento estilizados, além do símbolo dos Crias estampado em evidência no tanque de combustível. Passou por elas com cuidado e finalmente chegou ao portão, sentindo o cheiro de gasolina, borracha queimada e óleo subir por suas narinas. Cuidando de uma moto meio destruída, estava um jovem com as mãos sujas e um macacão surrado. Parecia ocupado de mais para perceber sua presença e a de Denis, mas o homem do lado, que parecia instruí-lo, notou. Era um ruivo, barbudo, com sardas na cara e uma língua afiada.

    O que vocês querem? – Ele perguntou, caminhando na direção da entrada. – Queremos falar com James. Larry nos mandou. – Snake respondeu, com igual autoridade, só para perceber que deveria ter tido mais cuidado. O nome de Larry e da gangue estavam marcados pelo Sindicato e, por isso, poderiam gerar dos futuros aliados reações não muito amistosas. – Mas que se foda. É bom que saibamos logo se estão ou não conosco. – Snake pensou, encarando o homem barbudo e o jovem de macacão.
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    Re: Dia 26/12 - Terça-feira

    Mensagem por Bravos em Sab Jun 30, 2018 8:35 am


    26/12, terça-feira, 13h12


    O homem ruivo e barbudo era Terry 'Bullet'. Ele não era o segundo em comando, como Clive, mas sua voz era ouvida dentro dos Crias. Ele contraiu o rosto quando Snake respondeu. Limpava sua mão cheia de graxa com uma estopa que talvez estivesse mais sujando que limpando. - Larry, eh? - Na sua expressão o maxilar inferior passava o superior, dando-lhe uma certa feição neandertal ou qualquer coisa do gênero. - Esperem aí. Dave... - O garoto mais jovem que trabalhava na moto ficou de pé. - Fica de olho aí nos dois. Pode pegar o trabuco, eles também têm um. - E como se aquilo não significasse nada, deu as costas e caminhou até a construção que havia mais no fundo da oficina.


    Voltou de lá alguns minutos depois. Aproximou-se de Snake mais do que ele gostaria que o fizesse e pôs sua mão atrás do pescoço. Snake sentiu o peso e a pele áspera de mãos acostumadas a trabalhar com objetos ingratos. - Vamos, James está esperando lá dentro. - Henry sabia que aquele gesto era uma espécie de forçação de barra para induzir submissão. Mas ele não durou muito, logo Terry estava andando na frente dele e de Denis, que logo também deram as costas para o armado Dave lá atrás. A construção no fundo a oficina parecia um pequeno clube. Havia uma sala, talvez com o dobro do tamanho daquela que eles mesmos tinham e uma cozinha. Além de um suposto quarto, o qual estava fechado. Inúmeros cartazes estavam pregados pelas paredes, muitos deles com mulheres peladas e/ou com motos. James estava sentado numa poltrona perto de uma lareira que estava apagada. Ele era careca e havia algumas tatuagens que subiam pelo pescoço até a nuca. Vestia couro e jeans e estava com uma garrafa de cerveja na mão. - Os caras do Wood... - Apontou com a garrafa para um sofá. - Estou escutando.




    @Sllaker Hora do conflito What a Face Vá no tópico de conflitos e diga seu objetivo. Tente ser objetivo haha tipo 'quero convencer James a aumentar a patrulha dos seus motoqueiros, entrando em territórios do Sindicato'. E não só 'quero convencer James a nos ajudar'. Foque no que você quer dele especificamente. E escolha que Pontuação vai usar. Ex.: se for oferecer armas, seria Recursos; se for puxar para um lado mais idealista de quebrar o status quo, seria Emoção; se resolver qeubrar ele no murro, Violência; etc.

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    Re: Dia 26/12 - Terça-feira

    Mensagem por Sllaker em Ter Jul 10, 2018 3:43 am

    James aceitou receber Snake e Denis. Isso significava que ele pretendia ao menos ouvi-los, antes de mandá-los para sete palmos debaixo do chão. Snake sentou no sofá indicado, ficando de frente para James. Denis permaneceu de pé. Talvez achasse que pudesse intimidar o líder d'Os Crias. – Valeu o esforço. – James não parecia incomodado, pelo contrário, tomou mais um gole de seu copo e encarou Snake. Ele sabia que não tinha nada a temer.

    Senhor, viemos aqui a pedido do Larry. Vocês são amigos a muito tempo. Os Crias e os Wood's são amigos a muito tempo. Nós precisamos da sua ajuda. – James deu um sorriso de canto de boca. Ver Snake implorar por ajuda parecia satisfazê-lo. Um sabor amargo subiu pela garganta, mas Snake continuou. – Temos um inimigo em comum: o Sindicato. Colossus e seus pau mandados comandam a cidade e atormentam nossas gangues. Nós diminuímos a cada dia e eles só aumentam... Temos que por um fim nisso. – James o interrompeu. – Sempre achei o Larry um cabeça dura. Só não sabia que todos vocês também eram. Isso que você proponhe é loucura, garoto. – Dessa vez James sorriu largamente, como se Snake tivesse contado algum tipo de piada. – Loucura, senhor? Loucura é continuar dessa forma. Você conhecia Jane? Pois deve saber que ela morreu. Conhecia o Samuel? Mais um que nos deixou precocemente. Sabe o Maze? Virou a porra da casaca e hoje tá do lado de lá. Depois dos Woods, qual será a próxima gangue a perecer? – Snake fez uma pausa, deixando a pergunta no ar. James pareceu pensar. Ele umideceu os lábios antes de responder. – Olha garoto, ainda estou te ouvindo por respeito ao Larry. Mas você vai continuar enchendo meu saco ou eu posso terminar minha bebida em paz? – Não havia mais sorrisos no rosto de James. – Paz é o que eu proponho, senhor.– Snake falou, se levantando. – Mas só vamos consegui-la através da guerra. Continue sentado e aproveite sua bebida. Mas quando chegar a hora d'Os Crias, não diga que os Wood's não avisaram. – Ele deixou James e saiu a passos largos com Denis ao seu lado. Passou por Bullet e Dave, encarando-os com uma cara fechada.

    Quando chegou ao carro, Snake chutou violentamente a porta e Denis pediu calma. James era covarde mas não era o único líder de gangue. Ainda podiam conseguir o apoio de Emmet ou outra gangue menor. Um relâmpago iluminou o céu e o estrondo de um trovão foi ouvido. Snake notou que o tempo começava a fechar. Era melhor irem antes que pegassem chuva. – Ei, venham cá. – Uma voz falou do portão da oficina. Era Bullet acenando. Snake e Denis se entreolharam, desconfiados. Mas, se a essa altura James o quisesse mortos, eles definitivamente já estariam. – James quer falar com vocês. – O barbudo disse, quando se aproximaram. O jovem Dave continuava com a arma apontada pra eles. – Vamos, entrem. Vocês já sabem o caminho.

    James os esperava na sala, mas agora o cômodo não se encontrava tão vazio. Fazendo companhia para as mulheres e motos estampadas nas paredes, estavam o que Snake descobriu serem os principais membros d'Os Crias. Sentados nas mesas e sofás, vestidos assim como o líder de couro e jeans, todos fizeram silêncio quando James pediu para que Snake e Denis se aproximassem. Na mesa, haviam três copos vazios e uma garrafa de conhaque quase pela metade. – Parece que o senhor mudou de ideia? – Snake perguntou, sorrindo. – Pensei no que você disse, garoto. Se é pra irmos, acho que é melhor queimarmos de uma vez do que ir apagando aos poucos. – Ele encheu os três copos, servindo Snake, Denis e a si próprio. – Faremos um brinde, então. – James disse, erguendo o copo. E todos se levantaram. – Aos Wood's e aos Crias. Pelo fim do Sindicato. – Os três copos se chocaram, tinindo, e todos da sala repetiram em uníssono, antes dos três beberem. – Pelo fim do Sindicato!

    Quando James se acomodou novamente na poltrona próxima a lareira, aquele que todos chamavam de Smoke posicionou-se ao seu lado direito. Era o Clive deles. – E agora Wood Boy? – O sujeito perguntou a Snake, sem tirar o cigarro que fumava dos lábios. – Amanhã o Larry fará uma reunião para planejar tudo. Até lá, seria bom que seu pessoal se misturasse pelos puteiros, boates e pontos de vendas do Sindicato. Vejam que tipo de informação conseguem, qualquer coisa pode ajudar. – Snake disse. James fez um gesto com a mão. – Ouviram o garoto! Vão, vão! – E logo a sala estava vazia novamente. Lá fora, os barulhos dos motores das motos que saíam foram ouvidos. Snake agradeceu a James e passou seu contato para Smoke. Logo eram ele e Denis que partiam, deixando a oficina para trás. Enquanto Snake dirigia rumo a uma dessas lanchonetes fast-food, Denis tratou de ligar e passar as boas novas para o Clive.
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    Re: Dia 26/12 - Terça-feira

    Mensagem por Bravos em Qui Jul 12, 2018 10:23 am


    26/12, terça-feira, 13h12


    - Os Crias estão dentro. - Anunciou Denis para Clive do outro lado do telefone. Ele disse alguma coisa como um palavrão comemorativo e despediu-se. - Ele disse que agora precisávamos falar com Emmet. - O que não era uma surpresa. Meio caminho andando nada mais é do que um caminho que não se terminou. A Facção era uma gangue... diferente. Eles tinham uma questão territorialista forte, o que lhe fazia um grande incômodo para o Sindicato pois os caras nunca conseguiram tomar o território todo de Emmet. É verdade que esse 'protetorado' é quase 1/4 do que já foi, mas ainda assim, não foi tomado o principal antro: Ruloc Side. Ruloc era o apelido de um viaduto que recebeu o nome em homenagem da Rudolph Lockham. Como qualquer viaduto, matou a área urbana ao redor. Virou lugar de transgressão, prostituição e drogas. Um lugar perfeito.


    Emmet era um travesti de quase dois metros de altura. E a Facção era sua gangue composta por viados, raparigas e guarda-costas, que lucravam com prostituição barata e venda de droga sintética. Por algum tempo as pessoas chamaram a gangue pelo codinome de 'Bonecas'. Essas pessoas pararam de rir quando já não tinham mais dentes na boca. A Facção não era tão selvagem quanto os Crias do Asfalto, mas eles lutam pelo que é seu. Snake pensava sobre isso enquanto parava o carro num fast-food. Era um daqueles à moda antiga que você para o carro e uma garçonete vem te atender. Assim foi feito e Denis não perdeu tempo: - E aí, minha belezinha, seu hamburguer tá no cardápio ou só por fora? - Aquela era a pior cantada que Henry já tinha ouvido em sua vida. - Não faz essa cara, baby. Eu vou querer dois cheeseburgers e um café preto. Qual a tua, Snake? - Acenou com a cabeça. Depois que Snake fez seu pedido e a garçonete se foi - e Denis perdeu um tempo olhando seu rabo indo embora - virou-se, mais compenetrado: - Os Crias já foram, qual será o plano para a Facção?



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    Re: Dia 26/12 - Terça-feira

    Mensagem por Sllaker em Sab Jul 14, 2018 1:23 am

    Meu plano é deixar o Emmet se derreter com suas cantadas. – Snake riu. A verdade era que ele seguiria a mesma estratégia. A Facção já era uma rival declarada do Sindicato 'comercialmente'. No passado, quando o Sindicato tentava estabelecer suas raízes e começava a controlar o preço dos serviços, das drogas e das putas através do monopólio, a Facção se mostrava um bastião, mantendo os preços acessíveis para seus clientes. Com a perda constante de território, a Facção perdeu membros, clientes e status. Com a promessa de devolvê-los, Snake poderia conseguir o apoio de Emmet e seu pessoal.

    O plano A continua sendo não morrer. O plano B continua sendo convencer pela lábia. Se não der certo... temos mais 24 letras no alfabeto. – A essa altura a atendente do drive thru já voltava. Faziam juz ao nome fast food. Em duas sacolas de papel estava o pedido de Denis e em uma outra a de Snake. Ele pedira um combo simples, de forma que pôde deixar a batata em cima do painel, o refrigerante no suporte do carro e o hambúrguer na mão que não ia no volante. Denis pagou a mulher, mas não antes de soltar mais um de seus gracejos.

    O veículo atrás já buzinava, quando Snake saiu. Denis soltou outro gracejo para o apressado - não tão gentil, dessa vez - e a atendente riu. Snake dividia sua atenção entre comer o hambúrguer, beliscar algumas batatas e olhar para a pista. – Essa comida ainda vai nos matar. – Denis comentou. – Se não for num ataque cardíaco vai ser com você batendo o maldito carro. – Eles riram. – É isso ou comida mexicana. – Snake retrucou. – Eu não confio em um mexicano pra estacionar meu carro, quanto mais pra cozinhar pra mim. – Denis respondeu, botando uma porção de batatas pra dentro.

    E dessa forma bem humorada eles prosseguiram até Ruloc Side, observando a paisagem urbana que ia se degradando conforme avançavam, e o temporal lá em cima, que começa a se formar sob suas cabeças.
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    Re: Dia 26/12 - Terça-feira

    Mensagem por Bravos em Qua Jul 18, 2018 9:12 am


    26/12, terça-feira, 13h47


    - Vá se lascar. - Foi a resposta de Denis sobre a piada com cantar Emmet. - Prefiro as curvas de uma mulher de verdade e o único pinto que eu quero perto de mim é o meu. - Pegaram a comida e saíram, xingando os apressadinhos e fazendo piada de si e dos outros. Era uma forma de aliviar a pressão que estava sobre os dois. Especialmente porque tiveram sorte no primeiro encontro, então talvez desse tudo errado no segundo. Uma maré de azar sempre está à espreita dos sortudos desavisados.


    O caminho até Ruloc Side não era exatamente um caminho feliz. Aquela porra daquela cidade já era cinza, mas parecia que, se aproximando daquele lugar, ficava ainda mais. Embora os muros começassem a ter grafites e pixações que delimitavam os territórios, aquelas cores pareciam apenas sobressair o cinza circundante. O número de lojas fechadas e casas com janelas quebradas parecia aumentar. - Eu me pergunto o que o Sindicato quer aqui... - Essa era uma questão... Seria apenas orgulho por não ter conseguido o que queria? Bem, de qualquer forma o fato era: a Facção era uma pedra no sapato do Sindicato. E exatamente por isso era deles que os caras do Wood precisavam. - Acho que chegamos. - A sombra do viaduto cobria o veículo e dois obstáculos de ferro diminuíam a entrada de carros sob o elevado, de forma que onde passariam até três carros, passava apenas um. Logo na entrada havia um grupo de três pessoas. Duas eram claramente travestis e a terceira parecia ser uma mulher. Naquele território não dava para ter certeza. Snake aproximou o carro. No concreto de um dos enormes pilares que sustentavam a rodovia elevada a marca grafitada da Facção deixava claro que ali quem mandava eram eles: Duas rosas cruzadas sob uma caveira rachada. - O que os bebês vão querer hoje? - Falou um dos travestis que se aproximou do carro. Sua voz era mais grossa que a de Snake ou de Denis e sua barba ainda estava por fazer, mas o vestido apertado e furta-cor deixavam claro que era uma lady. Alguns pingos começavam a cair.



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    Re: Dia 26/12 - Terça-feira

    Mensagem por Sllaker em Sab Jul 21, 2018 1:51 am

    O que nós queremos você não pode dar, querida. – Snake falou, após abaixar o vidro lateral do carro até a metade. – Mas talvez Emmet possa. Ele está aí? Diga que os Wood's Boys estão aqui. – O travesti se abaixou, apoiando-se com uma das mãos no vidro. – Os Wood's Boys, hã? – Ele perguntou, retoricamente, enquanto tamborilava as unhas postiças pintadas no vidro. O travesti deu uma boa olhada em Snake e Denis antes de sair e sumir em uma curva.

    O que antes eram somente pingos, se intensificou numa daquelas chuvaradas irritantes que Snake tanto odiava. Ele fechou o vidro, antes que o carro inundasse, enquanto esperava pela volta da lady. A mulher e o outro travesti se abrigaram no parapeito de uma casa abandonada, que Snake logo percebeu não estar tão abandonada assim. Quando a porta metálica do imóvel, para sua surpresa, rangeu e abriu, uma mulher (ou um travesti) saiu as pressas carregando algumas caixas. Lá dentro, Snake notou, assim que gesticulou para Denis, havia mais algumas pessoas que rodeavam uma mesa e empacotavam o que parecia, pela cor, ser Nitro.

    Nitro era um opioide, semelhante a heroína, só que mais potente e viciante. O nome era por causa da cor azulada e pela velocidade com a qual os usuários ficavam chapados. A cidade havia sido infestado por essa merda no último ano, mas, até então, os únicos que pareciam fabricar e vender era a porra o Sindicato.

    Você acha que o Emmet...? – Denis perguntou. – Não... não, ele não se venderia... – Snake respondeu, mas seu tom de voz era de dúvida. – Maze virou a casaca, por que Emmet não? – E até que fazia sentido. Todos se perguntavam o por quê do Colussus insistir em dominar toda essa região da Facção. Por pura demonstração de poder, uns diziam, o maldito só não gosta de travestis, outros afirmavam. Mas apesar de ser uma região degredada, aquela era uma antiga zona industrial da cidade. Era repleta de fábricas, armazéns e galpões que em sua maioria estavam abandonados. Talvez fosse esse o motivo do assédio do Sindicato? Snake não sabia dizer, mas pelo jeito ele logo descobriria.

    Caminhando em um par de saltos altos, com vestido colado e um guarda-chuva na mão, vinha o travesti que saíra alguns minutos antes. Quando se aproximou, ele bateu as unhas pintadas de vermelho levemente no vidro e Snake o abaixou por alguns centímetros. Foi o suficiente para sentir o vento frio que entrou junto com uma voz grossa, que disse. – Emmet aguarda vocês bebês. Sigam em frente e virem à direita. – Ele deu um tchauzinho quando Snake abaixou novamente o vidro e avançou, indo na direção indicada.
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    Re: Dia 26/12 - Terça-feira

    Mensagem por Bravos em Seg Jul 23, 2018 10:54 am


    26/12, terça-feira, 14h


    Avançaram com o carro e entraram naquele espaço 'reservado' pela vigilância continua da Facção. Ao seguirem em frente e dobrarem, como indicado, acabaram entrando numa espécie de rua de acesso logo abaixo do viaduto. Aquele era de fato o local chamado de Ruloc Side. Snake vai avançando devagar com o carro. A rua de acesso era apertada e praticamente cabia um carro. Nos vinte e poucos metros que eles avançaram, quatro ou cinco fachadas de lojas fechadas eram as únicas coisas que tinha para ver. Mas havia mais a frente uma placa com neon. Lá, um cara com um guarda-chuva preto esperava de pé diante da porta e quando Snake e Denis o avistaram, ele fez um sinal com a mão.


    Snake parou o carro bem em frente e o homem acenou com a cabeça indicando para entrarem. Saíram e mesmo sob a sombra do elevado, os pingos molharam os dois. Ao abrirem a porta deram de cara com uma escada enclausurada, iluminada apenas por uma outra placa neon, no topo, vermelha. O cheiro de cigarro e outras coisas empestava o ar. Os dois subiram e chegando lá em cima, passaram por uma porta de folha dupla e vai e vem, como aquelas de velho oeste. No andar de cima havia várias mesas de jogos, como um cassino, algumas poltronas distribuídas onde pessoas fumavam e se entretinham com danças sensuais de homens e mulheres e mulheres que na verdades eram homens.


    No centro daquilo tudo, havia uma mesa especial, forrada com camurça vermelha e marcada de forma que era claro que era uma mesa de pôquer. Atrás de várias fichas e de saquinhos com drogas estava Emmet. Quando os dois apareceram, logo ele estava acenando para que se aproximassem. Passando pelas mesas e poltronas os garotos do Wood se achegaram e sentaram na mesa de Emmet. Ele estava vestido com uma espécie de kimono de seda, maquiagem pesada marcando os olhos e um batom vermelho profundo. - Então, meus bebês? Larry tá com o cu na mão e não sabe mais o que fazer? - Ele tinha um sorriso escarnecido na boca. - Normalmente ele não vem me pedir nada faz anos, achei até que tinha esquecido de moi. Mas quem sabe agora que a coisa não anda meio feia ele lembre das amigas.



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    Re: Dia 26/12 - Terça-feira

    Mensagem por Bravos em Dom Ago 05, 2018 5:20 pm


    26/12, terça-feira, 16h47


    As conversas com Emmet não eram tão rápidas quanto com James. Snake imaginou que ao sentar na mesa já colocaria o assunto sobre ela e eles resolveriam rapidamente, mas aquele drug dealer era escorregadio. Com sua fala mansa ele foi amaciando os dois garotos do Wood. As rodadas de bebidas chegavam uma após a outra e quando menos esperavam eles estavam comendo algum tira-gosto e virando sua quinta dose de uísque. Não foram poucas as vezes que ofereceram drogas das mais diversas e sempre havia pó sobre a mesa pronto para ser cheirado. Denis quase entrou nessa, mas Henry o chutou por baixo da mesa antes que ele fizesse alguma idiotice...


    - Então vocês querem minar o Sindicato... Ai monamour, vai ser difícil isso... Tudo por causa de uma racha... - Ele expeliu pequenas nuvens de fumaça que saiam uma a uma formando como que uma fila indiana. - Pior... Depois de anos vem pedir ajuda minha. Quando ele frequentava aqui ainda vá... Mas agora? Humpf... - Emmet parecia monopolizar a conversa. Parecia... Depois de terceira dose Snake tinha entendido o jogo dele. Talvez a conta fosse chegar depois pros dois e eles só sairiam dali com os bolsos arrombados. Quando a sexta dose chegou, Henry Snake decidiu que era o momento de dar o bote. Se continuasse naquele joguinho não ia dar certo. Denis já estava com os olhos baixos por causa do álcool. Nada que o impedisse de sair na porrada, porém ele já era imprestável pra qualquer outra coisa.


    Casualmente Snake comentou que os Crias já estavam com eles e que naquele momento eles deveriam estar se infiltrando nos bares, puteiros e boates do Sindicato. E até pontos de venda... Emmet lançou um olhar analítico nele e ele soube que havia fisgado o peixe. Com o resto de destreza que tinha, Snake foi desenhando com o dedo sobre a mesa o plano que ele trazia: os locais de venda não eram os locais de produção. Enquanto os Crias estavam caminhando com os vendedores de drogas, a Facção descobriria os laboratórios e depósitos do Sindicato. Depois de perderem seu carregamento de armas, inviabilizar a venda de drogas seria um golpe duro. Eles iam cair em cima se o fizessem. E isso poderia ser o fim daquelas três gangues se elas estivessem sozinhas... Mas em conjunto e preparadas... Eles poderiam ser uma ótima ponta de faca.


    A fumaça do cigarro em piteira de Emmet parecia circundá-lo. Ele soprou mais uma vez fazendo uma longa baforada que foi se desfazer na cara dos dois convidados da mesa. - Humm... - Ele girou seu copo e olhou o fundo. Tinha pouco uísque naquele gelo. - Você tem um ponto, bebê... Seria ótimo voltar a época de ouro da distribuição. - Com a longa piteira ele apagou o cigarro no cinzeiro no centro da mesa. - Faremos isso. Amanhã então? Naquele cafofo que vocês chamam de sala?



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    Re: Dia 26/12 - Terça-feira

    Mensagem por Sllaker em Qua Ago 08, 2018 10:20 am

    Emmet era inteligente e safo o suficiente para saber amaciar e abrandar Snake e Denis - através de bebidas e drogas -, antes que qualquer um de ambos pudessem se quer colocar as cartas na mesa. Ao contrário d'Os Crias que mantinham claros seus posicionamentos, Emmet escondia muito bem os propósitos de sua gangue, ocultos através da extensa fumaça que saia de seu cigarro. Entre uma dose e outra, Snake chegou a conclusão que o drug dealer parecia um amigo tanto quanto um lobo parecia um cão. Era preciso ficar de olho aberto com aquele ali.

    Denis já estava arriado pelo álcool e teria se acabado de vez, se Snake não tivesse impedido-o de cheirar uma das carreiras de pó que estavam estrategicamente dispostas próximas aos convidados. – Mais uma das cortesias de Emmet. – Denis então se limitou a encarar e a beber o copo à sua frente, meio alheio ao que acontecia ao redor. De certa forma, era o certo a se fazer. Em briga de cobras, quem se envolve acaba picado.

    Mas Snake tinha uma carta na manga e preparou com cuidado o seu bote. Casualmente, ele informou Emmet sobre o combinado com Os Crias do Asfalto. Através da fumaça Snake contemplou os olhos maquiados do travesti brilharem. Nesse momento, ele sabia que tinha fisgado o peixe. Com cuidado, explicou sobre o plano contra o Sindicato para Emmet, que aos poucos foi se deixando envolver, até que pareceu convencido.

    Sim, lá mesmo. Larry vai gostar de saber que você está conosco. – Snake sorriu, mas não se deixou enganar. Emmet não entraria numa briga que não pudesse vencer. E os motivos que o levavam a aderir a causa eram somente aqueles que envolviam seus próprios interesses. E Snake sabia que alguns podiam trocar de lado com a mesma facilidade com a qual uma cobra troca de pele.

    Feito o que havia vindo fazer, Snake sinalizou para Denis que era hora de partir. Emmet ainda convenceu-lhes a brindarem em honra aos Wood's e a Facção, de modo que tiveram que tomar mais algumas doses de uísque. Antes de ir também foram oferecidas algumas garotas e travestis como um último regalo, mas Snake e Denis estavam longe de saber diferenciá-las e resolveram não arriscarem. – Não parece o homem cheio de apetite do qual eu ouvi falar, chéri. — Emmet provocou Denis. – E minhas meninas adorariam descobrir da onde vem o apelido Snake... – Algumas ladys já acariciavam os convidados e Emmet parecia se divertir enquanto debochava do outro lado da mesa. – Outro dia, quem sabe. – Snake respondeu.

    Quando desceram as escadas e chegaram a saída, perceberam que a chuva havia cessado. Naquele horário, numa cidade normal, o sol deveria estar brilhando no céu. Mas mesmo ele parecia de alguma forma enojar aquela cidade, de forma que sempre se mantinha por trás das nuvens, vindo por elas olhar somente algumas vezes no ano. O homem que Snake julgou - pelo guarda-chuva - ser o mesmo de antes, indicou-lhes onde o veículo por qual vieram estava estacionado.

    Caminhando em passos vacilantes pelo asfalto molhado, Snake e Denis seguiram sob a sombra do viaduto até o carro. Lá encontraram um homem careca que, segundo ele, a pedido de Emmet, estava responsável por levá-los em segurança até em casa. – E agora nós temos chofer? – Denis zombou. O homem insistiu. Snake deu de ombros e disse que sabiam se virar. – É uma ordem pessoal de Emmet. – O careca insistiu outra vez. – O maldito pensou em tudo, não?

    Pelo estado ébrio em que encontravam e pela pressa de partir, acabaram aceitando. Mas não houve telefonemas dessa vez. Não com aqueles dois ouvidos à mais no veículo. De qualquer forma, aquelas eram notícias merecedoras de serem dadas pessoalmente.
    Bravos
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    Re: Dia 26/12 - Terça-feira

    Mensagem por Bravos em Qui Ago 09, 2018 10:13 pm


    26/12, terça-feira, 17h23


    Denis pediu para ser deixado em casa. Na verdade ele já estava mais dormindo que acordado e assim fez o careca, que depois que entrou no carro se apresentou como 'o Adepto'. Snake achou bizarro aquele nome, mas foda-se, chamavam-no de Snake, eles estavam lutando contra o Sindicato que era comandado por 'Colossus' e tutti quanti... Se o maluco careca queria ser 'o Adepto', problema dele. O carro parou na frente do prédio de Denis e ele saiu do carro com o corpo mole. - Avisa ao Larry que nós conseguimos. - A voz estava arrastada e pura álcool.


    Snake balançou a cabeça positivamente e viu o colega entrando porta a dentro. Virou-se para o retrovisor e viu o Adepto olhando para ele através do mesmo. - Qual o rumo agora? - Aquele careca era muito sério para ser um careca chamado 'o Adepto'...



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    Re: Dia 26/12 - Terça-feira

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      Data/hora atual: Sex Out 19, 2018 12:36 am