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    [!Prólogo!] O templo vermelho

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    Raijecki
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    [!Prólogo!] O templo vermelho

    Mensagem por Raijecki em Seg Jun 25, 2018 9:04 am




    O TEMPLO VERMELHO






    O cheiro forte de incenso queimado infestava o local, formando uma espécie de névoa agridoce. O frio ali era contagiante, principalmente pela grandiosa construção ser toda feita de pedras, mesmo que de altíssimo nível. Uma forte luz bruxuleante originada de centenas, ou talvez milhares de velas iluminavam o ambiente, do chão, das paredes e até seu altíssimo teto, todo decorado com uma arquitetura gótica típica da idade média.


    No centro, ficava um grande salão, onde neste momento se encontrava, em posição elevada a vista de todos, um altar feito completamente de ouro, com vários desenhos e marcações de entendimento inconcebível esculpidas.

    Uma mulher completamente nua, de aparência jovial, se debatia em vão na tentativa de se livrar das amarras que há haviam colocado. Em frente ao altar, vários seres escondidos em longas túnicas negras e mascaras utilizadas por médicos durante a época da peste negra a observavam tentar gritar na tentativa de pedir socorro, mas falhando por culpa da mordaça de couro em sua boca.

    Detrás do imponente altar, um outro ser, este aparentemente mais alto que os demais, vestia também uma túnica, esta, porém de cor avermelhada e coberta por uma batina e um solidéu dignos de um alto sacerdote de uma igreja. Cobrindo seu rosto, uma máscara representando uma caveira dourada com algum tipo de tentáculos no lugar onde geralmente ficaria a parte da boca.

    O sacerdote então levantava, abrindo e esticando seus grandes braços, de modo que todos os outros logo abaixo, ainda de pé, abaixavam suas cabeças e davam suas mãos uns aos outros. O sacerdote carmesim então começava seu sermão:

    - Ph’nglui mglw’nafh Cthulhu R’lyeh wgah’nagl fhtagn! – Sua voz ecoava diante de toda a construção e fazia seus seguidores responderem eufóricos:

    - Yog-sothoth, vulgtm vra uh'e ugg ugaga!

    Após a resposta dos demais, o sacerdote abaixou seus braços e sacou, sabe-se lá de onde, uma adaga cerimonial. Sua pequena lâmina não media mais do que 30 centímetros e detinha uma forma que poderia lembrar uma serpente por causa de suas ondulações afiadíssimas. Seu punhal era tão estranho e indecifrável como poderia ser. Feito de um material escuro acinzentado, seguia a ondulação da lâmina até sua base com vários tipos de desenhos e escritas arcaicas esculpidas.

    Adaga:


    Então a ergueu com as duas mãos logo acima da pobre moça que agora cansara de se debater e agora chorava freneticamente deitada e esticada em cima do altar, e exclamou com sua forte e imponente voz:

    - N’ya Cthulhu! Y’ro hri Nyarlathotep! N’iayour thflthkh’ngha! – Neste momento, todos os outros repetem em voz alta, como se estivessem formando algum tipo de coral lírico, as ultimas palavras proferidas pelo sacerdote, dançando de mãos dadas em círculo.

    O sacerdote então crava forte e friamente a adaga no peito da jovem, rasgando do centro de seus seios até seu umbigo. As lágrimas começam a se misturar com o sangue que é expelido com força por entre a boca e a mordaça da vítima enquanto convulsões tomam conta de suas articulações corporais.

    Com a jovem ainda viva, mesmo que por um fio, o sacerdote larga a ensanguentada adaga e com as duas mãos firmes, abre o rasgo de uma ponta a outra. Os seguidores param de dançar e cantar, e agora erguem suas mãos para o alto e gritam:

    - Uaaah!

    O clérigo escarlate então arranca com as mãos nuas o coração da jovem, ainda pulsando, rasgando todas as vertebras que tentavam, sem sucesso, prender o órgão ao resto do corpo, agora enfim, já falecido. Ele o ergue para cima e grita mais alto que todos:

    - N’ya Cthulhu! Y’ro hri Nyarlathotep! Uaaah! Uaaah!

    Próximo do teto, nas paredes que o sustentam, diante das enormes janelas, poderia ser visto vários raios caindo, tanto pelo efeito de luz quanto pelo ensurdecedor barulho que faziam quando se chocavam com o chão. Uma forma gigantesca e grotesca tomava conta das nuvens no céu acinzentado logo acima da construção.

    A forma, que rivalizava em tamanho com uma montanha, tinha uma espécie de três pernas que terminavam em pés em formas de tentáculos, e acima de seu tronco humanoide, no lugar da cabeça, um único porém enorme tentáculo se mexia freneticamente, forçando o vento antes relativamente calmo e monótono se tornar veloz e violento, como um verdadeiro  furacão anunciando um tormenta. 





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