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    Prólogo: Caminhando Entre Monstros

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    John Milton
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por John Milton em Qui Ago 02, 2018 7:24 am

    O Sangue Azul, mesmo com a Besta corroendo-lhe as entranhas, se vestiu com esmero. A túnica cinza com arabescos em dourado caiam por sobre seu corpo como uma segunda pele.

    Um aro de ouro bem trabalhado cingia-lhe a mão direita.
    Noblesse Oblige.

    Não podia se deixar mergulhar no turbilhão da selvageria nem macular sua imagem. Ele era um Homem Citadino e entraria em seu reduto de Poder

    Machiavelli deixa, então, seus aposentos e como um felino que deixa o covil adentra naquele mundo de luxuria que lhe servia de fachada.

    Todo aquele era seu domínio. Homens Abastados e outros nem tanto juntavam seu dizimo toda noite para depositar aos pés do Ventrue o seu sacrifício.

    Machiavelli prestava outros serviços mais especializados, para clientes mais importantes gostos mais extravagantes, mas, aquilo não vinha ao caso naquele momento.

    A besta esticava os grilhões do auto controle e os sacudia, reverberando por sobre todo o corpo do Ventrue.

    Seus lacaios deviam estar ali.... Mas isso ele resolveria em um ato continuo. Precisava se alimentar.

    Como que respondendo a um chamado silencioso do Monstro que residia dentro do Cainita, uma das meretrizes se encaminha, como que hipnotizada, em direção a Machiavelli, questionando suas feições

    Tola criança.

    Em uma análise rápida o Ventrue deita os olhos na pele marmórea da Garota. Uma campesina, de certo. O leve arfar da sua respiração e o latejar da sua jugular eram como musica.

    Um sorriso maroto se delineia no rosto do Cainita e o aro de ouro de sua mão direita acariciam o rosto da Meretriz.

    - Muitas coisas me preocupam essa Noite minha querida, mas você será um doce unguento para essas dores.

    Ele pega uma das mãos da garota e continua

    - Me acompanhe aos meus aposentos, sim?
    Beaumont
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por Beaumont em Sex Ago 03, 2018 11:16 pm

    Spoiler:


    E ali estávamos nós dois, eu permaneci sentado ao lado do corpo por pelo menos alguns minutos. O frade, um homem, um mortal com seus desejos e objetivos nobres arrancados por mim, quem sabe ele fosse causar alguma mudança importante neste mundo, ou quem sabe não. Nunca saberei, o que eu sei é que a sensação foi tão boa que eu repetiria tudo novamente se pudesse. O gosto permaneceu na minha boca, perdi as vezes que minha língua rodeou os meus lábios em tom carmesim, o gosto forte do liquido da vida era tudo o que eu mais precisava para me sentir bem, eu queria mais porem meu raciocínio voltou paulatinamente e eu pude começar a perceber como as coisas estavam complicadas. 

    Minhas mão ainda deslizava sobre o cadáver pálido do padre, seus pescoço tinha um rombo tão macabro que apenas um animal bestial como um lobo da floresta poderia fazer aquilo, quando a besta me possuí é assim que eu ajo, Lady já explicou que as vezes eu nem sei quem eu sou... Me ergo percebendo que minhas mãos também estão sujas com sangue do inocente. Pensei em limpar na roupa mas desisti logo em seguida. Procurei por algum líquido que pudesse lavar as minhas mãos, eu quebrei muitos bulbos, eu deveria ter salvo algum em meu ataque de surto. Se não achasse nada teria de ser na própria roupa do frade, o próximo problema é o corpo. Onde arremessa-lo ? Eu não podia deixar que outros vissem isso, acabaria com meus planos e os de Lady. A euforia inundou meus pensamentos agora, como eu iria proceder ? Posso sentir que apesar do meu coração morto, eu nutri uma vontade incrível de repetir isso, para que se segurar tanto quando posso ser melhor que eles ? Mas depois desisto. 

    Beaumont : - Tudo ao seu tempo - Digo em voz alta para mim mesmo. 

    Peguei o lençol de minha cama e enrolei o frade por completo, mas não antes de colocar uma fechadura de bloqueio com aquelas enormes e pesadas vigas na porta para impedir a passagem de alguém entrar, eu precisava de tempo. Eu então tirei sua roupa e o enrolei no lençol. O corpo estava quase pronto para desovar, mas e a identidade ? Eu precisava tornar as coisas as mais naturais possíveis. Foi então que me aproximei do espelho enquanto avaliava o rosto tão inocente da vítima, eu sequer pensei em cessar antes que sua vida fosse ceifada por completo, e agora mais uma vez estou a ponto de roubar não só sua vida, mas sua identidade também... 


    (Uso Mascara das Mil faces + 1FDV com a tentativa de aparentar o mais próximo possível do Frade) 
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por Black Thief em Sab Ago 04, 2018 7:48 pm



    Trilha Sonora:

    Luna perambulava pela noite fria e sombria na solidão funesta de sua nova não-vida. Durante essa caminhada ao qual ela se atentava como a mulher sozinha que ela era, seus ouvidos que, como os de um lobo, começaram a captar tudo com mais alcance e detalhes acabaram por pegar uma conversa no ar.

    Plebeu escreveu:-- Ficou sabendo? O velho tolo, Emerico, está oferecendo uma quantia grande de ouro para quem o ajude com um serviço, ao mesmo tempo que muitos que se ofereceram foram recusados sem motivo aparente. Esse velho estúpido nunca fez sentido e deve ser alguma brincadeira de mau gosto dele.

    Alheia à sociedade, dos cantos escuros ela observou com um olhar de predador a direção da conversa mas não ficou a encarar e desviou o olhar tão rápido quanto viu quem estava conversando.

    "Onde já ouvi esse nome? Emerico..."

    Luna pensou que essa pessoa poderia ser alguém razoavelmente conhecida na citadela, caso contrário esse nome não lhe viria a ser familiar. Logo, imersa no labirinto de sua memória em busca da saída que era a identidade de Emerico, Luna acabou por esbarrar em um homem alto.

    Homem alto escreveu:-Andando, mulher!

    Luna olhou para a face do homem com a surpresa e logo desviou o olhar e abaixou a cabeça em sinal de humildade e um pouco de medo e saiu para outra direção rapidamente falando:

    - Mil perdões...

    Ela logou saiu do caminho daquele homem, ela sabia que não devia temer mais homem algum, ela era um monstro agora, as pessoas deviam temer os monstros, mas porque era tão difícil assim botar na sua própria cabeça que estes hábitos normais e outras regras não lhe cabiam mais? Talvez fosse prudência, sim, talvez fosse isso... Esperava que fosse isso, e não covardia.

    Ela então, em outro rumo e logo depois, ouviu risos escandalosos, seu olhar logo virou-se na direção dos risos e viu um casal saindo da estalagens. Estavam alcoolizados, pareciam muito alcoolizados, caso contrário não teriam esse comportamento tão desumilde assim em público, não era digno de um bom Cristão, mas era perfeito para outra coisa...

    "Cuidado com a falta de sangue; será dominada pela fome."

    A boca de Luna salivou e inconscientemente ela lambeu os beiços ao se lembrar do gosto do sangue nos lábios e escorrendo pela sua garganta, era sua oportunidade, sua chance, era só seguir eles das sombras, desacordá-los quando estivessem sozinhos com golpes na cabeça com o cabo da sua faca de caça, o que não deve ser difícil graças ao alcool deles e então se alimentar dos dois, nem eles mesmos saberiam o que aconteceu e o apagão seria culpa da bebedeira. Assim sendo, Luna discretamente seguiu o casal a uma distância segura que seus novos sentidos pudessem ainda alcançar os dois, com o seu olfato tão sensível quanto de um lobo, perdê-los de vista não seria exatamente um problema, o cheiro da bebida alcoólica é bem característica e forte naqueles que exageraram na dose.
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por Freak(out) em Sab Ago 04, 2018 9:00 pm

    Luna (Black Thief)

    Para Luna aquilo foi muito fácil. Ninguém estava interessada nela. Ninguém se importou quando uma mulher foi deixando a multidão e começou a se dirigir para uma rua estreita e mais deserta. Não havia guardas por perto naquela hora e o casal não tinha as mínimas condições de notar que alguém os seguia.

    O casal entrou em um beco, que conseguia ser ainda mais estreito que a rua que anteriormente caminhavam. Começou com beijos, abraços e logo estavam se atracando ferozmente, entre lambidas e fungadas. Nessa hora Luna agiu e, com o cabo de sua faca, desmaiou o casal de ébrios com a mesma facilidade que os perseguiu a distância.

    Observação em Off:
    Como você não especificou o quanto de sangue resolveu tomar, vou considerar que você tirou o suficiente de cada um (3 pontos de cada) para não levantar suspeitas.

    Luna estava saciada, mas estava também embriagada. Ela havia tomado muito sangue com um teor alcoolico muito elevado. Assim que se levantou e largou o casal na viela, sua cabeça girou e ela precisou se apoiar na parede para evitar cair. Tudo girava e ela se sentia mole e abobada, não conseguindo parar de pé sem um apoio. Por um momento ela teve de parar e, enquanto se escorava em uma parede, uma voz fina e esganiçada a chamou.

    -- Tudo bem, senhorita?

    Quando ela se virou, viu um homem baixo, não parecendo ter menos de quarenta anos, olhando-a. Ele tinha uma longa barba e vestes um tanto cerimoniais.



    Resumo:
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    Força de Vontade: 07/07
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por Freak(out) em Sab Ago 04, 2018 9:19 pm

    Kraven(Mitzrael)

    Kraven teve um grande trabalho para nadar, sair do rio sem fazer barulho e não ser visto enquanto rastejava para baixo da carroça, segurando na parte de baixo sem ninguém ver. Na verdade, ele conseguiu tudo isso por um triz.

    Em pouco tempo a carroça cruzou os portões. Kraven até mesmo chegou a ouvir um guarda perguntar ao outro onde ele tinha ido, e conseguiu ouvir a resposta abafada pelos cascos e rodas de madeira de que ele tinha ouvido um barulho estranho nos arredores.

    Quando a carroça parou, Kraven soltou-se silenciosamente e deitou no chão, sentindo a pressão do solo na armadura. Além do condutor, Kraven notou que outras duas pessoas desciam da parte de trás da carroça coberta. Eram dois frades.



    -- Vamos! Temos urgência em entregarmos esses documentos! Não podemos perder tempo com frivolidades aqui! -- disse um deles.

    Resumo:
    Reserva de Sangue: 2
    Força de Vontade: 08/08
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por Freak(out) em Sab Ago 04, 2018 9:33 pm

    Machiavelli (Raphael)

    A garota cora entre os gracejos e gentilezas de Machiavelli. Sem nenhuma resistência ou objeção, ela deixa o Ventrue conduzi-la para um dos quartos vagos de sua "casa de prazeres".



    A jovem se virou com um doce sorriso para Machiavelli e se aproximou dele o suficiente para beijá-lo nos lábios, mas logo assumiu um olhar de urgência, como se, subitamente, se lembrasse da coisa mais importante do mundo.

    -- Ah! Eu quase me esqueci, meu senhor! Veja!

    A garota estende para Machiavelli um pergaminho dobrado em forma de carta. Havia um sinete de cera vermelha, mas estava rompido.

    -- Um dos clientes esqueceu isso em um dos quartos. Um homem um tanto esquisito.

    E antes que Machiavelli pudesse dizer algo, ela acrescentou.

    -- Já estava partido quando eu encontrei.

    Assim que Machiavelli olhou o símbolo que estava na cera, ele não teve dúvidas alguma de que se tratava do brasão dos Lasombra.

    -- Me perdoe interrompê-lo, mas achei que deveria saber. Agora, se desejar, podemos voltar ao que gostaria de... fazer... -- disse ela, voltando a sorrir docemente.

    Resumo:
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por Freak(out) em Sab Ago 04, 2018 10:06 pm

    Camilo de Castilla (Claude Speedy) & Beaumont (Beaumont)

    Sem perder tempo, Beaumont começou a executar os passos para esconder a "farra" que o seu lado mais verdadeiro e puro acabou por recriar no pior momento possível. Ele escorou a porta com uma tranca improvisada, usando uma cadeira e, enquanto isso, lavava as mãos na bacia que ficava ao lado de sua cama -- que, por incrível que pareça, não havia sido alvo de sua fúria. Ele então usou as roupas do frade como uma toalha.

    Ele parou por um momento e analisou. Pegou o frade e o despiu, enrolando-o com o lençol de sua cama. O cadáver agora estava oculto, mas isso não tornava as circunstâncias mais bizarras. Foi então que ele ficou diante do espelho. Ele sabia que precisaria se passar pelo morto. A morte do frade não poderia ser descoberta -- ao menos não por agora.

    Usando um dos dons ensinados por Luna, ele não teve dificuldades em assumir a exata aparência de sua vítima.

    Enquanto isso...

    Camilo terminara sua oração. As lembranças do sonho -- ou pesadelo -- agora não o incomodavam mais, mas o intrigravam. Ele se dirigiu ao altar para buscar inspiração e/ou esclarecimento divino, mas assim que se impeliu pelo corredor, a mesma voz doce e angelical disse dentro de sua mente.

    Beaumont... Morte em solo sacro!

    Isso fez o Lasombra parar por um minuto. Ele sabia que não era o único cainita a dividir aqueles tetos sagrados. Ele não conhecia muito bem Beaumont. Ambos se respeitavam e eram cordiais um com o outro, mas fora isso não se falavam muito, tampouco se encontravam com frequência. Eram de clãs diferentes e tinham visões diferentes. A verdade era que um não conhecia os objetivos ou o passado do outro, e isso poderia ser um problema.

    Lá embaixo...

    A voz falava mais uma vez, indicando onde o malkaviano estava.

    Cada escolha tem uma reação. Faça o que tiver de fazer, mas lembre-se que até mesmo um assassino pode ser um aliado, ainda que improvável.

    A voz então se calou. As sentenças ecoadas em sua mente soavam como um teste, como se o anjo -- e talvez o demônio também -- observasse a distância, vendo o que Camilo faria. Que tipo de consequências uma escolha "errada" poderia trazer?

    Resumo de Camilo:
    Reserva de Sangue: 10
    Força de Vontade: 04/04
    Vitalidade: Ok.


    Resumo de Beaumont:
    Reserva de Sangue: 11
    Força de Vontade: 06/07
    Vitalidade: Ok.
    mitzrael
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por mitzrael em Dom Ago 05, 2018 1:35 am

    Kraven seguia o percurso tentando fazer o menor barulho possivel , ate que a carroça parava , e assim que ela parava Kraven espera ela ir e via
    dois frei .

    pensando : < não podia ser melhor , dois por preço de um , Obrigado Crom por essa refeição >.

    Kraven usava a escuridão pra se aproximar deles e quando estive sem so agarra os dois pelo pescoço e levantariam colocandos contra a parede ,
    e assim morderia os dois sugando todos seus sangues e depois olharia seus pertences pra ver se tinha algo de valioso .

    Kraden entrava na cidade não a destruia mas fazendo o que ele sabia fazer de melhor , matar , roubar .

    Twisted Evil Twisted Evil
    John Milton
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por John Milton em Seg Ago 06, 2018 1:41 pm

    Como já era de se imaginar, a jovem meretriz não se opõe ao convite do Ventrue.

    Empreendedor como era, soubera aproveitar seu vício, adequando sua realidade e tirando proveito daquilo.

    O Ventrue abre a porta de uma dos bem aparelhados aposentos que seu estabelecimento tanto se orgulhava em oferecer e no mesmo instante

    Aquilo não era metade do que a fortuna de Machiavelli poderia ostentar, mas para os mortais que ali se arregimentavam era mais do que um maná dos deuses se depararem com um cômodo como aquele.

    Como num reflexo inerte, o Ventrue puxa a meretriz para si, sentindo em um só momento o odor de leite de rosas usado para mascarar o suor de seu oficio, cliente após cliente, e o odor de menta saído de sua boca, decerto vindo de uma folha que mascara para camuflar qualquer mau hálito.

    A selvageria inerente à Besta aguardava a tão perquirida vitae que adviria da mulher e estava quase que saciada quando esta num rompante puxa um pergaminho e entrega ao Cainita com desculpas escusas.

    Naquele momento, um leve incomodo passou pela face do Sangue Azul. Sentira o rugido da Besta dentro de si, um arroubo de fome, ante a frustração.

    No entanto, o auto controle treinado de Machiavelli afastara aquilo tudo. Deveria agira com a mente. Sua presa dali não sairia.

    Com uma rápida análise ele percebe a heráldica do sinete que antes selava o pergaminho.

    Aquela era a segunda razão para conduzir estabelecimentos como aquele. Não so se satisfazia e administrava sua riqueza como, também, homens com as calças arriadas tendem a ser descuidados com suas palavras e gestos.

    Algum serviçal deveria estar sendo esfolado vivo por perder tal documento.

    Machiavelli cuidadosamente coloca o pergaminho dentro de sua túnica, em um bolso interno e comenta

    - Muito obrigado pela informação minha criança. Sua interrupção foi deveras oportuna, Serás bem recompensada por isso, decerto.

    Ele, após puxa a mulher para si, mais uma vez e arremata

    - Mas, antes, permita afogar minha conturbada mente no seu corpo.

    Ele coloca o rosto por cima daquilo que parecia um colar de couro, beijando o pescoço da meretriz, enquanto abraçava a cintura da mesma com o braço direito.

    Mantendo-a imóvel contra seu corpo, instintivamente, as presas correm pela gengiva do Cainita perfurando a tenra carne da mulher, fazendo com que a vitae quente escorresse até o languido desejo do Ventrue por sangue, saciando a fome que lhe acometia.


    Off::
    Narrador, o Machiavelli vai sugar a mulher até o limite de pontos para não matá-la, deixando-a dormindo no quarto.

    Claude Speedy
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por Claude Speedy em Seg Ago 06, 2018 2:33 pm

    Tentado pelo mal, guiado pelo bem... é esse o tormento de todos homens nesse mundo.

    A morte ainda não me trouxe descanso, porque o Todo Poderoso ainda tinha um papel para mim.

    Me aproximo da porta como um náufrago de uma pedaço de madeira de um navio afundado, diante de uma tempestade de pensamentos influenciados pela guerra espiritual eu me disponho a bater na porta do aposento do outro vampiro que habita esse local sagrado.

    -Senhor Beumount. Creio que me conhece... Meu nome é Camilo, sou um cavaleiro que zelo por esse lugar... Creio que precisamos conversar sobre suas ações.

    Assassino, é isso que a voz me disse que ele é? Por que um assassino? De onde veio tal acusação.

    Melhor ouvir dele mesmo qual seria a verdade. Afinal, o papel dos vampiros é serem a ira de Deus, se alguém esta perdido nesse caminho é meu dever cristão o guiar.
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por Freak(out) em Qui Ago 09, 2018 5:12 pm

    Machiavelli (Raphael)

    A garota gemeu de uma forma tímida, porém notava-se que sentia um prazer intenso. Quando o Ventrue sentiu que ela estava ficando mole e fraca, sabia que deveria parar agora, para não correr risco de causar um dano irremediável a sua "propriedade".

    Sem forças ela desabou sobre os seus braços enquanto ele lambia sua ferida, tirando os sinais de profanação da carne. Ela foi, quase que imediatamente, tomada por um sono pesado e seu corpo foi depositado por Machiavelli na cama luxuosa atrás dele. Haviam sinais discretos em seu semblante que o Ventrue pôde notar. A jovem estava em um sono inquieto, embora não demonstrasse isso com movimentos físicos evidentes. Provavelmente havia mergulhado em um pesadelo.

    Ele não havia tirado muito do seu sangue, mas fora o suficiente para cessar os sinais de desconforto e acalmar a criatura irracional que se ocultava por trás da consciência do cainita. Tendo então lembrado do documento, ele novamente o pega. Era o idioma comum do reino, e ele não teve dificuldades em ler a mensagem que ali estava escrita, apesar da caligrafia não ser das mais simples. A mensagem era a seguinte:

    "Como acordado, chegará em Castilla em cerca de seis meses, onde a guarda acompanhada de emissários apropriados receberá o objeto maldito. Não pude saber a origem da carga, mas soube que aqueles que o enviaram para Toledo, seja lá quem sejam, não o desejam manter mais em seu solo tamanha coisa abominável e profana. Dizem que é de origem amonita, embora ninguém tenha conseguido determinar com precisão sua idade.

    Vigie o estaleiro dia e noite através dos seus servos, e esteja apto a interceptar a carga. Acredito que seja algo deveras valioso para ficar entre mortais, que certamente não saberão, salvo aqueles cujas artes arcanas são evidentes, obter proveito do poder contido na carga, seja ele de origem profana (o que eu, particularmente, duvido) ou não.

    Até lá, não me responda para evitar suspeitas. Acredito que o clã da lua esteja interceptando cartas e cargas, dando ênfase em particular ao que surge pela origem de povos normandos. A conexão entre isso, eu ainda hei de averiguar.

    - HdC"


    Resumo:
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por Freak(out) em Qui Ago 09, 2018 5:32 pm

    Kraven(Mitzrael)

    Tomado pelo impulso e pela necessidade de sangue, Kraven esgueira-se para fora da carruagem. Antes que os frades pudessem se dar conta, o gangrel investe contra eles, lhes agarrando o pescoço e impedindo-os de gritar.

    Forte como era, foi muito fácil para ele imobilizar dois frades magros e sem nenhuma noção de combate. Kraven apertou o pescoço de ambos com tanta força que o primeiro desmaiou pela falta de ar, e o segundo se quebrou, sufocando até a morte com o próprio osso partido. Kraven serviu-se bem de ambos.

    Kraven começou a revirar as vestes dos corpos em busca de algo que fosse valioso. Ele sabia que havia algo, afinal já tinha escutado uma estranha conversa entre os dois sobre certos documentos, mas nada encontrava. Algo então chamou sua atenção: passos.

    Alguém se aproximava do local. Talvez fosse o cocheiro que estava retornando, mas não importava quem fosse, na verdade. O que importava é que Kraven estava exposto, ao lado dos dois corpos de frades que haviam acabado de chegar (e que ele havia acabado de matar).

    Observação em Off:
    No turno seguinte Kraven e/ou os corpos serão encontrados por quem se aproxima. Você tem um turno para fazer algo para evitar isso.

    Resumo:
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por Beaumont em Qui Ago 09, 2018 9:29 pm

    Spoiler:


    Observei mais uma vez a minha nova face na tremulante água fria daquela cuba de água. Me encarei com um mínimo de desprezo, eu definitivamente não era mais um humano, nunca fui, mas sinto que cada vez mais deixo de lado meus sentimentos, eu rasguei o pescoço deste homem ao qual a face me parece, sem o mínimo de pudor. Me pergunto o que eu responderia a Lady se ela me encontrasse exatamente agora. Como que por coincidência eu pude ouvir uma voz a me chamar. 

    Beaumont : - És tu milady ?

    Receio que não, seria improvável demais que ela tivesse atravessado serras e montanhas do norte apenas para me prestar uma visita, nossos objetivos eram iguais mas em locais diferentes, caminhei em direção a porta, com as mãos arqueadas para trás, apesar de lavadas, minhas unhas ainda estavam vermelhas da mais perfeita tinta já criada por Deus. Me deparei com um homem...Ou quase isso, era um homem daquele convento, mas estava longe de ser um homem, era como eu, pude sentir em suas palavras que ele estava preocupado, saberia ele de algo ? Me perguntei, nossa linhagem é conhecida por ser uma das mais videntes e notórias, graças a nossa clarevidência a cerca do que outras mentes não conseguem entender, antes que eu pudesse perceber meus olhos estavam mareados, sangue ? Sim, as vezes nós, mortos vivos podemos forças o sangue em nossos corpos com o intuito profano de simular uma vida perdida, mas lágrimas, só se forem de sangue, já não temos tanta água em nossos corpos atrofiados e amaldiçoados. 

    (1 pds gasto para formar lágrimas de sangue)

    Tentei me recompor fechando os olhos e ainda com as mãos nas costas eu disse : 

    Beaumont (Frade) : - Olá, no que posso ser útil ?

    Camilo escreveu:-Senhor Beumount. Creio que me conhece... Meu nome é Camilo, sou um cavaleiro que zelo por esse lugar... Creio que precisamos conversar sobre suas ações.

    Ouvir o tom com o qual o cavaleiro usara para se dirigir a mim apenas me fez acreditar mais que de alguma forma ele sabia que eu poderia ser perigoso para aquele lugar, sou uma criatura amaldiçoada com o pesar de se nutrir da vida humana, ele, assim como sabia o quanto aquilo poderia ser uma maldição, sentia que a cada noite estava perdendo um pouco mais de mim e me tornado um verdadeiro ser sem razão...

    Beaumont (Frade) : - Me diga cavaleiro, quando a besta lhe chama, o faz para conte-la ? A resposta está naquela cuia com água. 

    Eu pus então a mostrar as minhas mãos de forma a entregar meu feito. Não havia porque esconder algo assim de um irmão...Ou tinha ?
    Freak(out)
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por Freak(out) em Qui Ago 09, 2018 10:56 pm

    Camilo de Castilla (Claude Speedy) & Beaumont (Beaumont)

    E então o Lasombra e o Malkaviano estavam cara a cara. Na cama, Camilo via um corpo coberto com um lençol, como preparado para ser enterrado. O quarto, com exceção de pouca coisa, estava completamente revirado.

    Uma voz angelical e uma voz sensual sussurravam timidamente, ao mesmo tempo. O anjo falava com Camilo, e a voz que parecia vir de lugar nenhum, mas ao mesmo tempo de todos os lugares, soava como a voz de Lady e se dirigia a Belmont. Um não ouvia a voz do outro, mas ambas falavam a mesma coisa:

    "Ele pode lhe ajudar."

    Observação em Off:
    Vocês podem postar livremente para conversar, interagir e se resolverem. Vejam o que pretendem fazer. Se vão se unir ou não, depende unicamente de vocês.

    Resumo de Camilo:
    Reserva de Sangue: 10
    Força de Vontade: 04/04
    Vitalidade: Ok.

    Resumo de Beaumont:
    Reserva de Sangue: 10
    Força de Vontade: 06/07
    Vitalidade: Ok.

    Últimas atualizações:

    -1 ponto de sangue.
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por Claude Speedy em Sex Ago 10, 2018 12:12 pm




    Ele me recebe, não parece com a descrição que eu tinha de Beumount... Pelo contrário, me lembra mais um sacerdote que eu já havia visto, é só quando ele começa a falar e reparo no corpo sobre a cama que passo compreender melhor o que houve.

    Ele então fala sobre ter sido entregue à Besta. O sangue de um inocente foi tomado...

    Mas o próprio Beumont parece mais do que arrependido, se dirige a mim implorando por uma iluminação. E a voz da anja parece me guiar dizendo que ele pode me ajudar.



    Eu fecho a porta e tento trava-la com o que noto que ele mesmo já havia travado para ninguém mais entrar e espero que ele me leve ao corpo.
    Beaumont
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por Beaumont em Dom Ago 12, 2018 7:58 pm

    Spoiler:


    O homem diante de mim parecia tranquilo em face do que via. De certo que ele era um besta como eu mas ele não me temia. Outros me chamariam de animal, besta irrefreável até mesmo para nossos semelhantes como ele mesmo disse, podemos nos conter, creio que sim, de outra forma não haveria outros como nós a viver entre os homens como lobos entre o rebanho. Eu não estava com ânimo para aquele jogo de charadas, na verdade meu coração estava torpe, não sentia felicidade, prazer ou tristeza. Era isso que me preocupava, matar estava se tonando uma coisa tão comum como pisar em uma barata ou queimar um pernilongo ao lampião. Me sentei a cama enquanto ele terminou de fechar a porta, ao meu lado estava o verdadeiro frade, não sabia seu nome e muito menos o seu passado. 

    Beaumont (Frade) : - E qual é o nosso propósito, se meu alimento requer a morte em meu cardápio ? Que remorso tem o ser humano ao matar um veado ou um leitão ? Que remorso eu teria ao matar "este" pobre aldeão... De que vale esta vida, se ela me é amaldiçoada ? De que vale a que eu tinha se aquela era ainda mais amaldiçoada ainda. Me desculpe Sir Camilo, estou balbuciando sobre a minha vida e isso não deve lhe ser de nenhum agrado. 
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por Claude Speedy em Seg Ago 13, 2018 10:13 am

    Ao que parece Beumount se vê desnorteado, ele precisava entender a verdade simples de um seguidor do caminho do Paraíso, de que a condição vampírica é um dos meios misteriosos que Deus age sobre a Terra para punir os maus e que esse fardo apesar de pesado é uma dádiva.

    -Não somos como os animais, meu caro Beumount. Somos tão pecadores quanto todos os homens, quanto qualquer homem seria se fosse forçado a se tornar um canibal. Mas é isso que houve antes com os discípulos de Cristo, que disse para tomarem de seu sangue... Os que que se entregam a ti voluntariamente são mártires para reforçar sua força, suas presas são armas para punir os pecadores, mas será sempre tentado a atacar os inocentes. Venha à mim, concedamos uma correção ao que se foi e me ajude a ensina-lo. Tenha fé, meu irmão.

    Me aproximo do corpo sobre a cama, tiro o lençol e tento conter a surpresa ao ver que o frade foi a vítima de Beumount.

    -O anjo do Senhor me disse que esse homem que você vitimou nos pode ser útil.

    Com isso mordo meu braço e faço um corte de sangue que despejo lentamente sobre a boca do falecido.

    -Você deve sentir remorso por tirar a vida de um cristão que não escolheu te alimentar, somente por eles... Todos outros, hereges, prostitutas, sodomitas, bárbaros, servos do falso profeta Maomé, são distorções dos planos divinos. Mas saiba que a fera que você se tornou é parte de um plano maior, como tudo na vida, um plano escrito pelo Criador.

    Inundo a garganta do frade que Beumount matou com minha vitae, algo que eu não esperava que ocorreria tão cedo na nossa guerra contra o islã.

    -Tomai de meu sangue, que por ti é dado...

    Falo em uma prece enquanto abençoo o sangue que cedo a ele.

    -...se quiser dar do seu sangue de volta, Beumount, a hora é essa.

    Off:
    Off: Não darei muito sangue, o quanto é esse "pouco" é com o narrador porque não imagino que Camilo iria contabilizar exatamente em pontos igual os jogadores. Além disso Camilo enxerga o  momento como algo sagrado, e a criação dessa criança da noite uma forma de redimir a alma de Beumount por ter ferido um cristão que Camilo tem convicção que não se entregou pacificamente.
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por Beaumont em Seg Ago 13, 2018 9:42 pm

    Spoiler:



    Ouço o que Camilo tem a dizer, ele parece tão certo que mais me lembra The Lady em vários aspectos, talvez eu devesse ter feito esta pergunta à ela para descobrir qual seria a sua resposta. Eu me mantenho sentado a observa-lo. Ele está ali, como uma abelinha operária arrumando e nutrindo o corpo já umbral do frade com seu sangue, ele está fazendo exatamente o mesmo que Lady fez comigo há alguns anos, ela não queria que eu findasse daquela maneira tão inútil e agora vejo outro frágil mortal em uma luta para ser amaldiçoado. 

    Beaumont (Frade) : - Te acompanharei sim, pareces saber muito bem do que fala. Tuas palavras tem fundamento, esmero e quem sabe alguma razão. Mas porque tenta trazer a vida a este homem? Diz que um anjo falou com vós e que ele é útil ? Qual é a opinião de Vossa Alteza a respeito do que está por fazer ? Ter uma criança da noite perdida e desorientada ? Não me parece a melhor das escolhas. 
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por John Milton em Ter Ago 14, 2018 12:04 am

    O Ventrue estava satisfeito consigo mesmo.

    Havia conseguido, mesmo que momentaneamente, aplacar a fome da fera irracional que se escondia dentro dos recôncavos da sua alma, bem como havia interceptado uma valiosa informação.

    Algo do interesse dos Lassombra e dos Malkavianos estaria para aportar exatamente aonde Machiavelli exercia sua influencia, nos Portos.

    Com a atracação de seus barcos, vinculados à Companhia das Indias, o Ventrue estendia seus cordões no porto e com a ajuda correta adquiria qualquer favor ou informação.

    Após memorizar as informações ali escritas, o Ventrue examina o papel, o selo em busca de mais informações quanto a procedência da missiva, bem como procura por alguma data que demonstrasse quando fora redigida

    Após terminar tais verificações, ele sorri de esguelha enquanto pesava cada ação que aquela informação poderia leva-lo a fazer.

    Ele então olha para meretriz que dormia enquanto enrolava o pergaminho e a deixa no quarto, novamente em direção ao salão comunal, na expectativa de encontrar seus Servos.

    Aquela noite e as que viriam poderiam ser muito interessantes


    OFF:
    Narrador, se for preciso pode rolar o teste necessário para a ação
    Claude Speedy
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por Claude Speedy em Ter Ago 14, 2018 8:15 am


    -Não é uma escolha melhor de fato, mas não posso deixar um servo do Senhor cair de forma tão fútil devido a sua sede. Ele ira acordar em alguns dias e eu estarei lá para auxiliar em sua transição... Se quiser completar parte da iluminação na instrução da vida que você retirou...

    Olho na direção de Beumount.

    -...como eu disse, o momento é agora de consagrar seu sangue à ele.

    Aguardando que ele faça o mesmo que eu, mas não irei o recriminar se não fizer... Com o sangue do Malkaviano unido ao meu nas veias do mortal ou não, eu apenas irei cobrir novamente o corpo, e rezar pela alma daquele ser enquanto abençoo para que acorde somente depois de seu sepultamento de acordo com a tradição cristã.

    Off: Teste de Fé Verdadeira Claude Speedy efetuou 1 lançamento(s) de dados (d10.) :
    6

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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

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      Data/hora atual: Sab Out 20, 2018 9:29 pm