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    Prólogo: Caminhando Entre Monstros

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    Beaumont
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por Beaumont em Sab 6 Out 2018 - 16:08

    Beaumont : - Divago neste mundo, sou uma criatura das trevas que se tornou o que se tornou porque se não fosse assim, minha vida seria efêmera, como uma dose de cicuta aflige o coração frágil...

    E lá estava eu, enquanto todos dialogavam em uma reunião digna de decisão final. Minha cerne ficava no canto, inerte. Quando foi que eu vim para esta reunião ? Não importa. parei para analisar o que aconteceu e me parece que o forasteiro foi acusado pelo crime exatamente como previ, é mais fácil acusar um qualquer do que acusar a mim ou Camilo e ter que enfrentar nossas crias progenitoras com a ira. Não sei como Lady reagiria ao saber que eu fora condenado desta forma, talvez demore mais um pouco para descobrir. Por falar nisso, sera que o forasteiro possuí uma linhagem ? Analisando seus traços ele parece um qualquer, talvez um caitiff desgarrado, quem sabe de onde ele veio aja mais como ele e então ele pode ser apenas uma isca, enquanto perdemos tempo aqui com o ele o resto de seu bando maquina por dentro desta fortaleza...Acho que só estou sendo paranoico demais... Veja suas vestes, um de fora que não acredita no cristianismo.


    -- Você e seu amigo do clã malkaviano... Vocês também terão abrigo aqui até o próximo anoitecer. Quero que vocês observem e auxiliem o infrator de minhas leis na missão. Quero que o vigiem e, se ele trair minha misericórdia e escapar, vocês tem permissão total para caça-lo e destruí-l0. Contudo, diferente dele que faz o que faz por redenção, vocês serão muito bem recompensados, caso tudo ocorra como desejo.

    Quando o príncipe citou a mim, eu me ergui de meu refugio criado para minha segurança. Levantei meu corpo ainda curvado como um ermitão. Minha face tentava ser escondida pelos longos cabelos castanhos escuros, evitava a luz, preferia as sombras do que as tochas a iluminar. Ajoelhei a perna esquerda a tocar no solo gelado do castelo. 


    Beaumont : - Agradeço vossa generosidade comigo. Gostaria de saber mais detalhes sobre o artefato que procuramos, temos uma descrição ? Um ponto inicial ? Um nome ?
    John Milton
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por John Milton em Seg 8 Out 2018 - 14:15

    O Ventrue estranhara aquelas palavras até perceber que entrara em um caminho sem volta.

    A Dor lascinante em seu braço sacudiu as bases do seu ser, talvez só mesmo seu auto controle sobrenatural o permitira manter a Besta acorrentada dentro de si.

    Ele olhava a marca que fora infligida na sua carne morta-viva e, já de ante mão, sabia que não poderia curá-la.

    Mentalmente ele amaldiçoava o bruxo de todas as formas e se amaldiçoava por ser tão ingênuo a ponto de tratar com um praticante das artes ocultas. Mas de nada adiantava agora. O acordo havia sido selado.

    Ele cobre a marca com a manga de sua túnica, se recompõe e, só então responde o Boticário.

    - Para o bem ou para o mal esse acordo foi selado, espero que esse item seja de valia para ambos os contratantes milord. Espere noticias minhas.

    Demonstrando que ali não havia mais nada a ser feito, o Sangue Azul deixa a loja e o Boticário para trás na esperança de que seu cocheiro ainda estivesse ali e pudesse rumar para o Elisio
    mitzrael
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por mitzrael em Qua 10 Out 2018 - 11:44

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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por mitzrael em Qua 10 Out 2018 - 11:53

    @mitzrael escreveu:

    Kraden se mantinha em posição ainda ajoelhado mantendo seus olhos para o Principe .
    E se erguia apois escutar o que o principe falava a ele .

    kraden se erguia mantendo os olhos no principe

    - Nao irei furgir , tao pouco me esconder , eu tenho minha honra e meu orgulho irei fazer o que me disse , e so voltarei a pisar aqui quando estiver concluido isso .
    - e enquanto os que me criaram nisso , não possuo nem um tipo de afeto por eles se vivem ou morrem não me importa .


    Kraden olhava para a mulher que esbolsava sacasmo pra ele .

    Pensando : tou vendo que nem meus pensamentos estao protegidos nesse lugar , tenho de ser bem prudente no que penso .

    - senhor onde fica meus aposentos ? irei descançar por hora e concluir minha missao assim que o so for dormi .

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    Claude Speedy
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por Claude Speedy em Qui 11 Out 2018 - 19:50

    Ao contrário da submissão dos meus companheiros, minha atitude não é a mesma.  Apesar do controle que ele teve sobre meu corpo, minha alma ainda é livre. A Igreja esta acima da nobreza e meus motivos são guiados pelo Todo Poderoso, certamente essa corte deve saber disso.

    E pelo poder que ele impôs sobre mim, certamente seu mergulho nas trevas(1) é tão intenso que não deve haver pensamentos que eu lhe possa esconder se ele me quiser sondar. Então colocarei as cartas na mesa, falarei a verdade como convém a um servo do Senhor fazer.

    -Eu tentei fazer algo sutil, Majestade. Usei o poder das sombras sobre o corpo desse outro vampiro, tornando o enfrentamento entre os soldados ele confusos. Para que mais tarde eu mesmo pudesse tirar satisfações sobre o porquê desse estrangeiro estar agitando nosso Rebanho e o tornando atento às intenções de seus Pastores. Porém vocês fizeram ainda mais sombras sobre nós, disputando comigo o controle das trevas do lugar. Eu temo que pela velocidade com a que Vossa Majestade e os demais interviram tão prontamente assim que esse invasor levantou voo, toda corte sabia da presença dele na cidade antes mesmo de Beumount e eu...  Então posso supor que Vossa Majestade planejou nos arrastar todos juntos  com ele até aqui antes mesmo de nós. E posso presumir que assim como sabia também que dessa forma eu pareceria me sentindo favorecido pela intervenção dos servos de Vossa Majestade e com isso eles iriam demonstrar clemência.

    Mas permita discordar de quem aconselhou Vossa Majestade a agir assim. Vocês sabiam que esse demônio(2) estava circundando a cidade e ao invés de tomarem atitudes mais sutis para ocultar nossa presença preferiram atacar a mim e a Beumount, tomar o homem que eu levava para santamente enterrar e exigir como favor o que já estavamos resolvendo sem vossa intromissão?  O Lassombra que resolveu nos tirar daquela rua  cometeu um terrível erro. Tal ação é exatamente a mesma forma de tentar coagir o Rebanho com que esse Ardeal(2) tentou...

    Perdoe-me, mas sinceramente suas ações só trarão mais alardes sobre o povo, pois por mais que mentes sejam apagadas, Dominadas ou intimidadas sempre haverão outras que se lembrarão dele voar. Ou acham que conseguem atingir à todos? Mas ao que acontece é o contrario, Majestade, eu tenho por certo que esta lutando em preservar zelosamente nossas leis, só que vejo que excede-se em sua preocupação ao ponto de tornar tudo ainda mais confuso... É muito mais fácil o Rebanho acreditar que viu um demônio real e não um Andeal(2).  Provavelmente é exatamente isso que continuaram pensando, só que agora desapareceu do meio deles um sacerdote ferido e um monge guerreiro que pediu oficialmente uma escolta. Não se ira retirar os boatos de que fui tragado por sombras infernais para junto desse homem em todos os que viram a atuação pérfida dele.


    Sem me ajoelhar igual os dois eu continuo de pé, exigindo o respeito que um ancião merece diante do Matusalém.

    -Além disso eu me coloquei à disposição de educar Beumount prontamente, assim como respeitosamente levava eu o sacerdote nos braços para evitar alardes sobre o povo dessa cidade. Eu trouxe esse clérigo para ser velado e ter um funeral digno, como todo cristão deve receber e não ser parte das experiências de uma Capadócio que parece contrariar a tradição de seu clã e não respeitar a morte... Se há algo que eu peço por tentar conter esse draculiano(2) é respeito para enterrar o homem que eu trazia e que a Matusalém me levou. Sabes bem que é essa a vontade de Cristo que abençoou todos os túmulos, não estava o levando para catedral para que Vossa Majestade o jogasse como um cão na sarjeta. Eu não ia deixa-lo no quarto para ser encontrado pelos monges, decidi leva-lo para ser agraciado com um dignidade de acordo com as leis de Deus  

    Há regras de hospitalidade entre os vampiros, entre nobres, mas fundamentalmente há a Lei de Deus sobre a vida e a Morte. Essa é a única razão da minha existência depois da vida. E não deixarei o Principe corromper minha alma com sua indiferença à essas leis. E minha fé esta firme se tiver de desafia-lo em nome de Cristo.


    Legenda:
    (1)Mergulho nas Trevas: é a definição de Camillo a cerca do poder do sangue vampírico em relação à gerações. Quanto menor a geração, mais "fundo é o mergulho nas trevas". Uma referência à tenebrosidade Lassombra e a forma como ele estudou ocultismo com seu antigo mestre.

    (2)Andeal, demônio e draculiano: são referências tanto ao clã Tzimisce quanto à vampiros da Transilvânia, onde Camillo conheceu e combateu ao lado de Drácula os otomanos.  Camilo acredita erradamente que o Gangrel é um Tzimisce por conta das coisas que viu esse clã fazer e pela falta de contato com os portadores de metamorfose.
    Freak(out)
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por Freak(out) em Seg 15 Out 2018 - 16:15

    -- Agradeço vossa generosidade comigo -- respondeu Beaumont, o malkaviano. -- Gostaria de saber mais detalhes sobre o artefato que procuramos. Temos uma descrição? Um ponto inicial? Um nome?

    -- Sim, temos. Vamos entrar em detalhes daqui a pouco, senhor Beaumont. Me dê apenas uns minutos. -- A fala do Príncipe para com o malkaviano era clara e calma. Apesar da morte do monge, Beaumont parecia ser o cainita do grupo que o Príncipe mais simpatizava -- ou pelo menos não via motivos para ralhar com ele da mesma forma que fazia com o forasteiro invasor.

    Nesse momento, o Príncipe se voltou para encarar novamente o invasor. Ele continuava de joelhos, mas seu olhar agora parecia mais decidido.

    -- Nao irei furgir, tao pouco me esconder, eu tenho minha honra e meu orgulho irei fazer o que me disse, e so voltarei a pisar aqui quando estiver concluido isso -- dizia Kraven ao Príncipe. -- E enquanto os que me criaram nisso, não possuo nem um tipo de afeto por eles se vivem ou morrem não me importa.

    -- De fato afeto é um sentimento que dificilmente nascerá nessa noite. De qualquer forma, isso não importa. É a sua palavra que esperam, não a sua simpatia.

    A resposta foi direta e seca, mas agora o Príncipe parecia estar recuperando um pouco da sua postura cortês.

    -- Senhor, onde fica meus aposentos? Irei descansar por hora e concluir minha missão assim que o sol for dormir.

    O Príncipe iria responder o Kraven, mas Camilo o interrompeu da forma mais absurdamente grosseira e ousada possível.  

    -- Eu tentei fazer algo sutil, Majestade. Usei o poder das sombras sobre o corpo desse outro vampiro, tornando o enfrentamento entre os soldados ele confusos. Para que mais tarde eu mesmo pudesse tirar satisfações sobre o porquê desse estrangeiro estar agitando nosso Rebanho e o tornando atento às intenções de seus Pastores. Porém vocês fizeram ainda mais sombras sobre nós, disputando comigo o controle das trevas do lugar. Eu temo que pela velocidade com a que Vossa Majestade e os demais interviram tão prontamente assim que esse invasor levantou voo, toda corte sabia da presença dele na cidade antes mesmo de Beumount e eu...  Então posso supor que Vossa Majestade planejou nos arrastar todos juntos  com ele até aqui antes mesmo de nós. E posso presumir que assim como sabia também que dessa forma eu pareceria me sentindo favorecido pela intervenção dos servos de Vossa Majestade e com isso eles iriam demonstrar clemência.

    O Príncipe sentiu vontade de calar Camilo de forma imediata, mas permitiu que ele continuasse. Talvez ele tivesse sido tomado por uma mórbida curiosidade de ver até onde a ousadia do jovem vampiro iria chegar.

    -- Mas permita discordar de quem aconselhou Vossa Majestade a agir assim. Vocês sabiam que esse demônio estava circundando a cidade e ao invés de tomarem atitudes mais sutis para ocultar nossa presença preferiram atacar a mim e a Beumount, tomar o homem que eu levava para santamente enterrar e exigir como favor o que já estavamos resolvendo sem vossa intromissão?  O Lasombra que resolveu nos tirar daquela rua cometeu um terrível erro. Tal ação é exatamente a mesma forma de tentar coagir o Rebanho com que esse Ardeal tentou...

    O ancião Lasombra que estava ali presente tentou de todas as formas não deixar que a tensão lhe tomasse o semblante, mas foi inútil. Conforme o Príncipe cerrava seus olhos ao encarar Camilo, era como poder sentir que o coração do ancião voltava a bater. Não apenas bater, mas galopar dentro de seu peito. Ainda assim, Camilo continuava:

    -- Perdoe-me, mas sinceramente suas ações só trarão mais alardes sobre o povo, pois por mais que mentes sejam apagadas, Dominadas ou intimidadas sempre haverão outras que se lembrarão dele voar. Ou acham que conseguem atingir à todos? Mas ao que acontece é o contrario, Majestade, eu tenho por certo que esta lutando em preservar zelosamente nossas leis, só que vejo que excede-se em sua preocupação ao ponto de tornar tudo ainda mais confuso... É muito mais fácil o Rebanho acreditar que viu um demônio real e não um Andeal.  Provavelmente é exatamente isso que continuaram pensando, só que agora desapareceu do meio deles um sacerdote ferido e um monge guerreiro que pediu oficialmente uma escolta. Não se ira retirar os boatos de que fui tragado por sombras infernais para junto desse homem em todos os que viram a atuação pérfida dele.

    O ancião Lasombra tapou o rosto com a mão. Nessa hora Camilo escutou uma voz rindo dentro de sua cabeça. Uma voz que ele reconheceu imediatamente como a do demônio que o atormentava periodicamente. E, ainda assim, ele não parou...

    -- Além disso eu me coloquei à disposição de educar Beumount prontamente, assim como respeitosamente levava eu o sacerdote nos braços para evitar alardes sobre o povo dessa cidade. Eu trouxe esse clérigo para ser velado e ter um funeral digno, como todo cristão deve receber e não ser parte das experiências de uma Capadócio que parece contrariar a tradição de seu clã e não respeitar a morte... Se há algo que eu peço por tentar conter esse draculiano é respeito para enterrar o homem que eu trazia e que a Matusalém me levou. Sabes bem que é essa a vontade de Cristo que abençoou todos os túmulos, não estava o levando para catedral para que Vossa Majestade o jogasse como um cão na sarjeta. Eu não ia deixa-lo no quarto para ser encontrado pelos monges, decidi leva-lo para ser agraciado com um dignidade de acordo com as leis de Deus.

    O clima no hall havia se tornado incrivelmente tenso. Os demais anciãos estavam receosos e se limitavam a olhar para o Príncipe e Camilo, trocando o olhar de um para o outro em uma rapidez constante e enervante. O Príncipe se voltou para Camillo e o encarou de forma totalmente vazia.

    -- Disputar com você o poder das trevas? Pelo o que eu sei, não tenho que disputar nada com ninguém nessa cidade, pois ela é minha. Além disso, a menos que eu esteja enganado, não faz parte de suas funções tirar satisfações com quem quer que seja. Isso faz parte dos mais próximos a mim.

    Ele caminhou de forma lenta e pesada para perto de Camilo. Enquanto caminhava, continuou a falar:

    -- Eu não ataquei vocês. Se tivesse atacado, vocês seriam pó agora. E sim, me intrometo porque a cidade é minha. Tudo o que acontece nela é meu assunto, portanto preciso me intrometer. Mas já que discorda de mim, talvez você... queira sentar no meu lugar? Talvez você... possa fazer melhor? -- E nessa hora ele sorriu, seus olhos brilharam com uma cólera rubra e suas presas ficaram expostas.

    Antes que Camilo tivesse percebido algo, ele agora estava erguido no ar pelo braço do Príncipe. Para ele, Camilo não parecia pesar mais do que uma folha de papel, mesmo com todo o seu equipamento vestido.

    -- Deus?! -- berrava o Príncipe de forma gutural. -- Eu sou Deus aqui! Antes de exigir respeito de mim, respeite-me e dobre sua língua! Para o inferno com aquele boneco de sangue drenado!

    Um medo terrível tomou Camilo. Uma agonia súbita e sobrenatural, do tipo mais refinado, tomou seu coração e mente, tirando-lhe qualquer chance de reação. Ele tentava se soltar, mas o braço que o segurava era forte demais. Quando viu que era inútil, começou a se debater em uma espécie de convulsão.

    -- Se quiser questionar o que os capadócios fazem com os corpos, fique à vontade para questioná-la, mas se me insultar de novo, eu pessoalmente vou fazer com o que sangue bebido na próxima ceia seja o seu!

    Ele soltou Camilo com a mesma expressão de repulsa de alguém que soltava o pescoço de um leproso. O Lasombra irracionalmente se acuou em um canto e começou a se comportar de forma semelhante a Kraven, quando este ainda sofria os efeitos do medo sobrenatural.

    -- Com licença, senhor?

    Todos então se viraram para o corredor e viram que ali havia dois homens. Um anunciava o outro.

    -- O que é, agora?!-- Perguntou o Príncipe bruscamente.

    -- Esse homem-- dizia o anunciante apontando para outro -- é o senhor Machiavelli, e ele disse que gostaria de ver o senhor para tratar de um assunto importante.

    Devida a confusão, os demais não sabiam dizer a quanto tempo aqueles dois homens estavam ali, mas por suas expressões de choque é possível supor que eles ao menos viram e ouviram metade dos berros do Príncipe.

    Off: Machiavelli chegou exatamente na hora que o Príncipe agarrou Camilo.

    RESUMO DE MACHIAVELLI::
    Reserva de Sangue: 8
    Força de Vontade: 03/03
    Vitalidade: Ok.

    RESUMO DE BEAUMONT::
    Reserva de Sangue: 09
    Força de Vontade: 05/07
    Vitalidade: Ok.

    RESUMO DE CAMILO::
    Reserva de Sangue: 08
    Força de Vontade: 03/04
    Vitalidade: Ok.

    RESUMO DE KRAVEN::
    Reserva de Sangue: 18
    Força de Vontade: 07/08
    Vitalidade: Ok.
    Claude Speedy
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por Claude Speedy em Ter 16 Out 2018 - 3:01

    Deus... Sim... Ele é Deus aqui... É esse o ensinamento do meu senhor...

    Meu mentor ensinou que as trevas mais profundas, o sangue mais antigo é mais perto do sangue de Cristo. Eis que o corpo e o sangue de Cristo deve ser bebido...

    E não há outra consequência se não essa, a de seguir o poder de Deus.

    Apenas os vampiros representam Deus e eu não sou nenhum digno de opinar em qualquer coisa.
    mitzrael
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por mitzrael em Sex 19 Out 2018 - 11:50






    Kraden olhava a tamanha força que o Principe pegava o Camilo , e isso fazia com que o sangue de Kraden arde se em chamas .

    pensando: ate quem fim um Rei digno , esse merece ser chamado de Rei , não é como os outros que enfrentei em vida , esse ta começando
    a ganhar meu respeito .


    Kraden olhava mas logo dava as costas e se retirava de la .

    Pensando: acho que esse vai ter seu vim , se eu soube se disso tinha ficado na minha , tenho de descansar amanha a noite vou ter de me deremir do meus erros .
    Talvez tenha encontrado um reino a proteger .


    Kraden seguia ate encontrar um soldado ou alguem que o leva se ate o seu aposento , sabia que não podia mas fazer nada ali , Camilo e o frade estavam por suas sortes , mas se caso eles morre se quem iria cm ele ? quem seria designado pra vigia lo ?

    Pensando : Senhor principe se ainda estiver me ouvindo sei que cometi muitos erros desde que cheguei a sua corte , e não tenho permição de enterrompe lo , mas se Camilo morrer quem irar
    comigo ? e outra coisa essa missão ja não é uma puniçao ja que nossa destruição e quase certa? entao porque gasta sua energia com esse verme ?


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    John Milton
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por John Milton em Sex 19 Out 2018 - 12:21

    Machiavelli percorria as ruas citadinas sem maiores percalços.

    A marca em seu braço comichava as vezes, como para lhe lembrar do pacto demoníaco que tinha travado com o Bruxo.

    Se seu senhor o visse agora o repreenderia... Nunca lide com coisas que não pode contabilizar em ele dizia. Mas agora era tarde. O Ventrue caminhava no fio da navalha e não se permitiria falhar.

    O Castelo Tello se assomava e o Sangue Azul repassava mentalmente seu plano. Não precisaria de muito esforço para convencer o Principe ele sabia, mas devia levar em conta a Corte, já que se intrometeria nos assuntos Lassombra.

    Ele chega ao Castelo e anuncia sua chegada. O serviçal o reconhece de pronto. Estar nas graças do Príncipe trazia muitas vantagens decerto.

    Ele informa ao cocheiro que o aguarde e adentra ao Elisio, percorrendo um caminho já conhecido, e, não é difícil notar, algo acontecia no Grande Salão.

    Escoltado pelo Serviçal Machiavelli chega no exato momento em que Lorencio Tello esta levantando como se fosse um boneco um Cainita já conhecido do Ventrue, Camilo de Castilla.

    Era a segunda vez que cruzava com Camilo naquela noite e aquilo não podia ser coincidência, e, se dependesse da fúria que Machiavelli presenciava nas palavras do Principe, aquela poderia ser a ultima vez que o viria.

    Machiavelli aguarda que a admoestação de Camilo termine. É fácil perceber que o Principe forçou sua vontade contra o Lassombra e que o Ancião Lassombra ali presente estava perdendo campo ante o flagrante despreparo de seu irmão de clã mais novo.

    No momento em que o Principe larga Camilo num canto escuro, catatônico e balbuciante, o Serviçal lhe introduz na sala, noticiando sua chegada.

    Machiavelli vestia um sorriso grave, como de alguém que chega em uma reunião no momento exato em que é necessário, mas sem demonstrar ego demais. Naquela sala ele era um humilde servo do Feudo (Por enquanto).

    Com um meneio de cabeça e trazendo as mãos cerradas juntas a frente do corpo ele se dirige ao Principe

    - Meu Lorde e Senhor Principe Tello sinto perturba-lo.

    Ele se dirige aos demais

    - E a todos os demais presentes peço venia

    Retirando o sorriso e vestindo agora uma mascara de retidão ele complementa sua atenção ao Principe

    - Lorde Tello seria muito incomodo tratar com Vossa Excelencia em particular? Trago noticias que podem ser do seu interesse, se lhe aprouver é claro

    Beaumont
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por Beaumont em Sex 19 Out 2018 - 20:32

    Existem certos momentos em que a melhor forma de se obter o que almeja está no silencio. A ousadia de Camillo teve o seu preço, não ousaria enfrentar um Lord em sua própria casa, ao lado do seu próprio exército se um plano escondido não estivesse sendo desenvolvido. Ou Camillo é muito ingenuo, ou sua mente está em um nível de iluminação que ultrapassa a compreensão de qualquer um que esteja nesta sala. 

    Enquanto meus pensamentos escorrem para fora, eu divago meu olhar sutilmente para o canto, admiro a mulher que orquestra nossos pensamentos, sim é preciso admirar alguém capaz de invadir a nossa alma, mas a que preço a lealdade desta filha da Lua se remete ao senhor desta Terra ? Me mantenho ali, imóvel feito um artefato qualquer daquela majestosa sala recheada de ornamentos. Estou observando pois cada movimento reflete características que apontam cada um e suas personalidades, o interesseiro, a escavadora de mentes e o inabalável Lord do lugar, sem dúvidas os mais impactantes. 

    Quanto ao forasteiro, ele mudou seu comportamento em prol de sua própria sobrevivência ? Me ergo lentamente sem chamar muito a atenção. Talvez estivesse mesmo na hora de se retirar para a noite. Não posso perder a chance de saber um pouco mais sobre a criatura que veio de "longe" Assim que tiver uma oportunidade, tentarei me comunicar com ele a sós...
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

    Mensagem por Freak(out) em Qua 24 Out 2018 - 10:23

    Diante das palavras de Machiavelli, o Príncipe retoma totalmente sua compostura. Ele não aparenta nenhum tipo de remorso ou vergonha pela sua demonstração vulgar de força, mas sua voz se torna novamente suave e cortês, e seus modos lembram novamente as de um nobre em seu próprio castelo.

    – Sim, podemos conversar a sós, mas seja breve, meu senhor. A noite foi longa, mais longa do que eu esperava ou gostaria e logo o dia virá…

    Enquanto o Príncipe se dirige com Machiavelli para um outro aposento, os demais cainitas são guiados por seus respectivos anciões. A gentil anciã malkaviana nada disse, mas com um sorriso conduziu Beaumont para um dos quartos que lhe serviria de refúgio durante as horas do sol. O ancião Lasombra conduziu Camilo para outro quarto, mas este teve de ser levado quase que como uma criança desamparada, pois ainda sofria dos efeitos devastadores do poder de intimidação do Príncipe.

    Kraven caminhava sozinho, jogando pensamentos pelo ar. Foi nesse momento que alguém surgiu diante dele. Era um vampiro que ninguém havia visto no hall, durante o atrito em Lorencio e Camillo.



    – Venha – disse ele. – Eu serei o seu guia. Lorencio achou de bom grado você ter alguém do teu sangue para te conduzir… caso o pior venha a acontecer.

    Era difícil dizer se tais palavras foram simples coincidências ou uma resposta velada a seus pensamentos. No entanto Kraven agora sabia que ele não era o único de seu clã dentro daquela cidade.

    Fim da Primeira Noite

    – Experiência –


    Beaumont (Beaumont)

    Automático: 2/2
    Interpretação: 2/2
    Combate: 2/2
    Outro: 2/2

    Total: 08

    Camilo de Castilla (Claude Speedy)

    Automático: 2/2
    Interpretação: 2/2
    Combate: 2/2
    Outro: 2/2

    Total: 08

    Kraven (Mitzrael)

    Automático: 2/2
    Interpretação: 2/2
    Combate: 2/2
    Outro: 2/2

    Total: 08

    Machiavelli (John Milton)

    Automático: 2/2
    Interpretação: 2/2
    Combate: 0/2
    Outro: 2/2

    Total: 06

    Comentário em Off: Machiavelli, você pode acertar comigo os detalhes da conversa que teve com o Príncipe via whatsapp, assim agilizamos e já começamos a próxima noite sem nos prendermos muito em tópicos de diálogos, assim você terá a mesma sincronia dos outros jogadores.

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    Pessoal, me reenviem a ficha de vocês com as atualizações desejadas. Como eu disse, eu vou distribuir a experiência por noite, e não por ciclo. A experiência obtida vai ser menor, mas muito mais constante.

    Vale lembrar que vocês não são obrigados a atualizar a ficha de imediato. Podem acumular quantos pontos de experiência desejarem.

    Obs: O campo “Outro” é qualquer forma de aprendizado que eu julgue (seja saudável, na base da observação, sensatez ou simplesmente astúcia, ou sofrido, na base da cacetada, literal ou figurativa) que o personagem tenha obtido durante o capítulo. Por exemplo: Kraven ter percebido que o Príncipe não era nenhum pamonha, Machiavelli aprender (da pior forma) que ele deve ser mais cauteloso com estranhos, etc.

    A próxima noite já vai ser o próximo capítulo, então continuaremos em um novo tópico, para não misturar (bagunçar).
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    Re: Prólogo: Caminhando Entre Monstros

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      Data/hora atual: Ter 11 Dez 2018 - 19:06