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Prólogo: Marsember

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Elminster Aumar
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Prólogo: Marsember

Mensagem por Elminster Aumar em Seg Jan 20, 2014 7:17 pm

Marsember

4 de Mirtul, 1372

Uma leve garoa caía no momento em que Roosevelt remava por entre os canais de Marsember. A metrópole era formada por conjunto de ilhas conectadas por pontes e recortadas por canais de travessia marítima, tendo apenas uma parte de território costeiro fruto de seu recente crescimento urbano. O vento que batia no rosto de Roosevelt cheirava a água suja e lodaçal, característica de esgoto.

Mesmo já sendo um período tarde da noite, o canal pelo qual Roosevelt navegava continha outros tantos esquifes em movimento. Ficava claro que para o povo de uma cidade como aquela o esquife constituía o principal meio de transporte. Os postes dos lampiões às margens dos canais forneciam uma iluminação precária, de modo que era perigoso chocar-se com outro barco e ocasionar estragos na madeira. A única companhia que Roosevelt tinha a bordo do Vingança de Mammon (apelido carinhoso que o bote recebera durante a viagem) era Sean Dorean, e neste momento o garoto tinha acabado de avistar uma estalagem.

- Os dizeres na placa dizem "Jarra Afundada, a estalagem mais popular de Marsember" – Sean apontou para o lugar onde uma casa de madeira de dois andares se erguia acima de um barranco de areia. – Parece ser promissor, capitão.

Roosevelt conduziu o Vingança para o píer mais próximo e desembarcou na ilha no exato momento em que a garoa começava a se transformar em chuva. Nenhum oficial veio cobrar taxas ou exigir nomes, o que não era uma prática comum em terras civilizadas, mas sem tempo de agradecer aos deuses, os dois piratas se esgueiraram sobre o barranco até a entrada da Jarra Afundada.

A estalagem cheirava a piche, sal, algas marinhas e peixe, e a iluminação não diferia muito do que era encontrada nas ruas da cidade. Os quartos estavam abarrotados até o último colchão, e as cadeiras no saguão principal estavam todas ocupadas por bundas de marinheiros que passariam a madrugada bebendo e contando histórias. Para os dois recém-chegados sobrou um lugarzinho ao chão próximo à lareira para se passar a noite. O taverneiro ofereceu dois cobertores rasgados e cheios de pulgas como cortesia da casa, e como cortesia às suas dignidades os dois piratas recusaram-nos.

Era difícil dormir com as vozes altas dos marinheiros bêbados, com a goteira que tinha bem em cima da cabeça de Roosevelt, e com o vento frio que passava por entre frestas na madeira. A sorte era que tanto Roosevelt quanto Sean estavam exaustos após terem viajado por mais de um mês num bote a remo comendo peixes cru e tomando a água salgada do mar, e por isso eles conseguiram dormir, mas não sem serem atormentados por sonhos e pesadelos, especialmente Roosevelt, que sempre vislumbrava o Marlin Negro no apagar dos olhos...

5 de Mirtul, 1372

Ainda estava escuro quando as primeiras tábulas anunciando o dia do enforcamento do Capitão Barba Roxa foram apregoadas às paredes de cada estabelecimento de Marsember. Roosevelt foi despertado de um doce sonho em que ele tinha voltado a capitanear o Marlin por uma sacudida no braço.

- Acorde, capitão! Acorde! – a voz de Sean soava próxima aos seus ouvidos. – Que falta de sorte a nossa, capitão. O Barba Roxa será enforcado dentro de duas horas. Você precisa acordar e ver isso com os seus próprios olhos. – Sean deu mais uma desnecessária sacudida no braço de Roosevelt apenas para certificar de que ele tinha despertado completamente e se afastou em direção ao mural de avisos.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Makaveli Killuminati em Ter Jan 21, 2014 5:11 am

O sonho de Mammon acaba e já iniciava outro pesadelo, o desgraçado do seu amigo Barba Roxa sequer tinha conseguido prolongar a data da sua forca, não o suficiente para o Capitão pirata dormir por mais tempo no que poderia ser o dia 5 de Mirtul mais longo de sua vida.

- Eiii, Eiii... Já acordei rapaz! Exclama Mammon após ter o braço sacudido pela segunda vez, sua voz ainda era roca, como deveria ser a voz de alguém que acabara de acordar.

O capitão levanta-se daquele lugar imundo, não parecia ter dores no corpo, quem sabe elas viriam nos próximos segundos para castigá-lo por conta da noite mal dormida. Em seguida segue Sean até o mural de avisos.

- Então... Sean... Onde será o enforcamento? Roosevelt pergunta para Sean, enquanto observava quais curiosos e fofoqueiros comentavam da forca nos arredores. A forca de um pirata geraria comentários, possivelmente encontraria alguém disposto a salvar a vida daquele pirata, tanto quanto ele, dificilmente conseguiria algo sozinho com o pouco tempo, Barba Roxa tinha tantos amigos quanto inimigos, e também tinha uma tripulação, quem sabe alguém já estava esperando-o, o problema é que talvez os piratas não o reconhecesse sem sua pintura facial, mas o problema nesse caso era a solução para que a própria milicia de Marsember também não o reconhecesse. Mammon contava com muitas possibilidades até usar seus poucos recursos em prol da vida de Barba Roxa.
Elminster Aumar
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Elminster Aumar em Ter Jan 21, 2014 11:08 am

Havia um grupo de cinco pessoas conversando próxima ao mural de avisos. "Então é hoje, finalmente aquele patife terá o que merece", dizia uma meretriz aos outros. "Não vejo a hora de ver aquela cabeça gorda pendurada na corda", dizia um marinheiro sem conter a excitação na voz. Todos haviam acordado bastante animados. Roosevelt não precisou esperar pela resposta de Sean sobre o local do enforcamento, pois uma tabula com o selo real pregada bem ao centro do mural de avisos continha a resposta.

"A execução de Barba-Roxa e de seus seguidores acontecerá as dez da manhã do dia de hoje, 5 de Mirtul, sob o testemunho do capitão da frota imperial D’Lyrandar. Como é de comum saber, Barba-Roxa e sua tripulação foram condenados à morte por práticas de crimes contra a coroa. O evento será realizado nos jardins da Torre do Rei e estará aberto ao público."

Isso era péssimo para o futuro e as ambições de Roosevelt. Pouco mais de um mês atrás, Mammon havia recebido uma carta de Barba Roxa. A carta dizia que Barba Roxa estava preso nos calabouços de Marsember e de que necessitaria de ajuda para sair da prisão. Os dois piratas eram grandes amigos e os favores que Roosevelt poderia receber em troca eram inimagináveis, visto que Barba Roxa era um dos piratas mais influentes do Mar das Estrelas Cadentes. Contudo, Roosevelt alimentara esperanças de chegar a cidade bem antes do dia do enforcamento, e essas esperanças acabaram de ser arruinadas.

Roosevelt ouviu Sean perguntar a um dos marinheiros onde que ficava a Torre do Rei, e o marinheiro respondeu que ficava ao sul da cidade.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Makaveli Killuminati em Qui Jan 23, 2014 5:30 am

Imediatamente, Mammon puxa Sean pelo braço logo após o marinheiro responder onde ficava a Torre do Rei.

- É o suficiente... Vamos logo para o Sul, a gente deve achar essa torre de muito longe. O mínimo que eu espero dessa Torre do Rei é que ela seja alta!... Muito alta! Roosevelt fala com Sean já um pouco distante do Marinheiro.

Enquanto caminhava a passos largos, o pirata pensava em alguma maneira de salvar o velho amigo, mas estava difícil pensar em alguma forma de resgatá-lo sem saber como era o lugar. Talvez se chegasse cedo desse tempo de criar uma oportunidade para o pirata fugir, mas caso chegasse tarde, teria que lidar com muito mais guardas do que poderia.

- Sean, fique atento as placas dos estabelecimentos... Se você achar alguma que venda algo que possa explodir me avise. Acho que o clima pode pegar fogo logo, logo... E espero que não chova. Era muito bom poder dar ordens novamente, e isso abastecia o ego do pirata, então não poupava Sean, este sim, era um marujo fiel. Quem sabe até o recompensaria como merecia em um futuro próximo, assim que tiver oportunidade e materiais suficiente pra ostentar.

Explosões, fogo, talvez esse tipo de evento seja mais urgente que a forca de um pirata, Roosevelt esperava que não precisasse apelar tanto, pois se levasse a culpa seria mais que o suficiente pra acompanhar Barba Roxa na forca, claro que a ideia de ver toda aquela madeira das casas em Marsember pegar fogo era uma ideia tentadora.
Elminster Aumar
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Elminster Aumar em Sex Jan 24, 2014 9:01 pm

Ainda havia resquícios da chuva da noite anterior; os telhados das casas estavam cobertos por uma fina camada de água, a areia em que pisavam estava escura como terra e poças haviam se formado em ruas esburacadas. O sol erguia-se tímido no céu nublado enquanto os dois piratas atravessavam a primeira ponte que interligava uma ilha à outra. As pontes eram ligeiramente arqueadas, permitindo uma fácil passagem de esquifes e botes a remos por debaixo delas. Guardas vestindo aço e portando espadas longas patrulhavam pelas ruas em ritmo constante, com os seus elmos fechados ocultando seus semblantes.

- Eles devem ficar com calor debaixo de todas essas peças de armadura – Sean comentou ao avistar uma dupla de guardas rondando por perto. – Eu não tive escolha em seguir esse caminho, mas se tivesse podido escolher, eu ainda preferiria ser um homem livre como acredito que sou do que ser obrigado a vestir uma tonelada de aço, mesmo que pagassem bem por isso. Ah, veja capitão, deve ser aquela torre, e ela é tão alta quanto o senhor queria.

Uma torre de rocha negra erguia-se de forma imponente sobre o horizonte. Ela era larga e possuía mais de trinta metros de altura. Numa das varandas da torre havia um homem virado para o mar, mas não se podia ver muito mais devido a distância. Roosevelt reparou numa grande variedade de restaurantes ao longo do caminho, com funcionários que gritavam ao ar livre o cardápio do dia que incluía as mais deliciosas especiarias da Lagoa do Dragão. A fome bateu nos dois piratas, mas Sean lembrou ao Roosevelt de que estavam sem dinheiro.

- Eu posso cuidar disso num instante, capitão. Eu vi que tem muita gentalha da nobreza dando sopa por aí. Eu vou tentar, digamos, pegar emprestado algumas moedas de suas gordas algibeiras. E aproveitarei para também ir atrás do que o senhor me pediu, tudo bem? Volto num instante.

Sean afastou-se sem pedir licença. Pelo menos o garoto não chamava muito a atenção para si, já que ele vestia roupas de um fidalgo que surrupiara do Abrigo de Immurk, diferentemente de Roosevelt que continuava com as suas velhas vestes surradas de sempre. Roosevelt já havia notado os olhares de alguns guardas para si. Mesmo assim o pirata optou por prosseguir até o seu destino.

O muro que cercava a Torre do Rei tinha mais de cinco metros de altura, tornando difícil entrar ou sair da propriedade por meio de uma escalada. Além disso soldados montavam guarda sobre a muralha a curtos intervalos. O portão de entrada estava aberto e um grande fluxo de pessoas atravessava-o naquele instante. Parecia que a cidade inteira estava indo ver o enforcamento de Barba Roxa, e Roosevelt tentou se infiltrar no meio da multidão para passar despercebido pelos guardas que monitoravam o acesso principal. Ele estava com um pé dentro da propriedade quando uma voz autoritária surgiu às suas costas.

- Ei, parado aí! – um guarda aproximou-se com a mão sobre o punho de sua espada embainhada. – Você certamente não é daqui, o que faz nesta cidade? A julgar pelas suas roupas sujas muito me admira que você tenha uma espada. Onde a arranjaste?
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Makaveli Killuminati em Seg Jan 27, 2014 2:16 pm

Se não fosse a mão em seu punho, com certeza o pirata ignoraria o alerta do guarda, fazendo que não era com ele, mas infelizmente não escapou do aporrinhamento do homem.

Roosevelt se afasta um pouco do fluxo da multidão pra dar atenção ao guarda. Ele vira a cabeça para o lado observando o lugar, ainda estava em silêncio, e outra vez ele vira a cabeça, dessa vez para o lado contrário, dando mais uma observada no local, continuava escutando o quê o guarda falava.

O pirata não teme em respondê-lo, e talvez esse não esperasse que o pirata desembainharia a espada. Mammon, desembainha a sua espada em um movimento rápido, só queria se exibir, não era um "ladrãozinho" de espadas e queria mostrar ao guarda que sabia usar ela, sequer ameaçaria o guarda com tantos outros no local.

- Essa espada? Roosevelt já estava esticando a espada com as duas mãos, mostrando-a para o guarda, as duas mãos estavam abertas, deixando-a horizontalmente em frente de seu corpo, uma mão apoiando a espada pela cabo e a outra pelo fio.

- Pode ver, segure ela... O fio não é dos melhores, mas espanta os ladrões, as estradas não são tão seguras quanto a cidade... Você entende não é mesmo? Hahahaha... Já a roupa, se eu me vestisse com plumas e seda eu chegaria pelado a cidade... Hahahahaha!

Roosevelt ria das próprias frases sem saber o por quê, mas mantém a conversa, entreteria o guarda até Sean dar as caras novamente.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Elminster Aumar em Qua Jan 29, 2014 1:05 am

Roosevelt se afasta do fluxo de pessoas e o guarda aproveita para se posicionar entre ele e o portão. O pirata sentiu que estava sendo vigiado por outros dois guardas, um no topo da muralha e o outro no chão um pouco mais afastado. Roosevelt desembainha sua espada antes mesmo de proferir as primeiras palavras, e o guarda que falava com ele chegou a puxar alguns centímetros a lâmina de sua própria arma, mas parou no meio do caminho quando percebeu que a intenção de Roosevelt não era de atacá-lo.

- Tome cuidado com esse seu brinquedo, você pode acabar machucando alguém - disse rispidamente o guarda que por um momento havia ficado tenso e com a musculatura rígida por debaixo de suas placas de aço. O guarda não vê graça nas piadas de Roosevelt, mas agora ele estava mais relaxado do que segundos atrás. O tolo homem parecia ter acreditado na balela do pirata, ou pelo menos não levantou motivos para desconfiar. - Você pode entrar - disse por fim, complementando em seguida: - Mas a sua arma não. Ela fica com a gente.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Makaveli Killuminati em Seg Fev 03, 2014 2:50 pm

Roosevelt dá uma olhada para os lados novamente, conseguia ver alguns guardas caminhando por perto só olhando de relance, sua espada não ajudaria em nada entrando em combate com toda aquela milícia.

- Claro... Tome a espada. O pirata entrega a espada ao guarda e começa a se afastar adentrando o jardim da Torre, mas após seu terceiro passo ele interrompe a caminhada e volta-se para o guarda novamente. - Só cuide bem da Espada, por favor. Se eu ficar sem ela, sou apenas um homem indefeso nas estradas. Roosevelt achou justo demonstrar sua preocupação com o objeto antes de se afastar realmente, o homem já tinha creditado a sua estória, não custava nada fortalecer o quê havia dito.

Dentro dos muros da torre, Roosevelt começava a procurar pelo Barba-Roxa, olhando para as entradas e saídas do edifício e também se aproximando de um local para que pudesse enxergar quem era o homem na sacada que observava os mares.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Elminster Aumar em Sab Fev 08, 2014 1:42 am

O guardião do portão segurou a espada e deu passagem a Roosevelt. Adentrando os muros da torre, o pirata se deu de cara com um chafariz com três níveis de queda d'água. Algumas pessoas passavam pelo chafariz, fechavam os olhos e jogavam uma ou duas moedas para dentro da água. O jardim vinha logo a seguir, um extenso espaço recoberto por hortênsias, rosas, margaridas e uma dúzia de outras flores, todas bem cuidadas. Roosevelt seguia pelo caminho atijolado que passava exatamente pelo meio do pátio, dividindo o jardim em dois campos floridos. Ele deu uma espiada para a sacada do último andar da torre, mas o homem que ele vira não estava mais lá.

Depois do jardim, era aonde estava concentrado os curiosos que vieram assistir a execução de Barba Roxa. Havia já um bom número de pessoas, que só aumentava cada vez mais. Artesãos, comerciantes, marinheiros e até prostitutas estavam reunidos ali. Havia também crianças brincando umas com as outras. O cadafalso fora montado próximo da entrada da torre, e já havia alguns condenados em cima do estrado, porém nenhum deles era Barba Roxa. Uma única corda solitária pendia no centro do cadafalso.

O pirata percebeu que havia um outro tipo de destacamento de soldados vigiando o cadafalso. Estes guardas, ao contrário dos que patrulhavam a muralha, não vestiam armaduras pesadas. Eles usavam trajes da cor do sol, com um camisão de malha por baixo e espadas leves na bainha. Ainda faltava um pouco mais de uma hora para o horário marcado para a execução, tempo este que Roosevelt usaria para traçar um plano... E, até o momento, nada de Sean retornar.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Makaveli Killuminati em Seg Fev 10, 2014 2:43 pm

Ali no pátio, Roosevelt prestava atenção aos mínimos detalhes. O pirata observa todo o muro que cercava a torre para ver se em algum lugar do muro havia uma brecha para fugirem, olhava onde poderia ter acesso a alguma arma de maneira rápida, qual era a rotina dos guardas, onde as pessoas se acumulavam, o que ele poderia explodir e, onde estava o guarda mais isolado, fora da vista dos outros guardas e curiosos. Era tanta coisa para olhar que confiava que Sean o achasse antes de ele achar a Sean.

Enquanto fazia sua análise, caminhava pra lá e pra cá por entre a multidão, levaria no mínimo quinze minutos para fazer a análise bem feita e traçar um plano de acordo com o quê parecia melhor. Prestando atenção também nos guardas de amarelos, aqueles que tinham vestes cor do Sol.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Elminster Aumar em Ter Fev 11, 2014 7:58 pm

Em cima do cadafalso estavam posicionados dois guardas, ambos com os trajes amarelos. Roosevelt então se deu conta de eles deviam ser da frota marinha da cidade, enquanto os guardas com armaduras completas eram àqueles que garantiriam a proteção do povo nas ruas e de seu regente. Havia ainda mais cinco homens da marinha, dois de cada lado do cadafalso e um na frente.

Uma guarita jazia do lado direito, colada a muralha que cercava a torre. Certamente Roosevelt encontraria armas de sobra ali, mas não seria fácil passar despercebido pelos dois guardas imperiais que faziam a segurança da entrada. No topo da muralha ainda havia mais dois soldados, estes portando bestas pesadas e percorrendo o passadiço de um lado a outro, mas com as suas atenções voltadas para o lado de fora. Por toda a muralha parecia haver homens fazendo ronda, algumas vezes em duplas e em outras a sós.

O local mais bem protegido de todo o terreno era o portão principal da torre, que estava posicionada a uns trinta metros atrás do cadafalso. Havia um bom contingente de guardas ali e nenhum curioso. Todos que vieram assistir a execução de Barbarossa estavam concentrados no pátio entre os jardins e o cadafalso. Algumas pessoas mais exaltadas gritavam impropérios aos prisioneiros na forca.

Assim como em outras vezes, Roosevelt continuava a chamar atenção pelas suas vestes. O seu olhar se encontrou com o olhar de um dos homens que estava sobre o cadafalso no exato momento em que ele cochichava algo no ouvido do outro membro da guarda marinha. O homem que recebera o cochicho assentiu com a cabeça e desceu do cadafalso, indo falar com os outros guardas da marinha.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Makaveli Killuminati em Qui Fev 13, 2014 1:59 am

Roosevelt nota os olhares estranhos, como já havia notado antes, mas ignorado, aquele povo afrescalhado realmente não estava acostumado com trapos.

" Esses malditos não sabem como é a vida no mar?... Estão me forçando a agir contra a lei... E fazia tanto tempo que eu não cometia um crime... Pois bem, a sociedade que ta me forçando a isso." Pensava Roosevelt enquanto se afastava do local indo em direção ao guarda que cuidava de sua espada, aproximando-se deste e já se pronunciando.

- Então homem!... Já voltei, pode devolver minha arma? Eu to saindo. Roosevelt espera o homem entregar sua espada para então passar pelos portões da entrada e saída da torre. Pelo jeito parecia que teria que se vestir melhor para passar desapercebido, Sean certamente poderia dar um jeito nisso rapidamente, só faltava o garoto voltar, pois tinha muita tarefa para passar a ele.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Elminster Aumar em Dom Fev 16, 2014 12:56 am

Roosevelt não pensou duas vezes em dar meia-volta e sair dali. Enquanto se afastava do cadafalso em direção ao portão, ele não pôde deixar de ouvir passos acompanhando-o. Luke deu uma olhada por sobre os ombros e avistou dois guardas da marinha seguindo-o, mas sem eles apressarem o seu passo. Roosevelt chegou ao portão da entrada, avistou o soldado que lhe tomara a espada, e quando foi pedi-la de volta, ele ouviu um dos guardas da marinha que o estava seguindo gritar:

- Prenda este homem! Não deixe que ele escape!

O soldado imediatamente agarrou o braço de Roosevelt, segurando firmemente com uma das mãos enquanto com a outra puxava uma espada de sua bainha.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Makaveli Killuminati em Ter Fev 18, 2014 12:37 am

Roosevelt mais uma vez não pensa duas vezes, quando o homem puxa a espada da bainha o pirata força a mão que o soldado o segurava e somando a força das suas duas mãos empurra-o para trás, partindo em corrida na direção onde tinha visto Sean pela última vez.

O pirata não arriscaria ir preso, ainda mais que era a guarda da marinha que o tinha visto, provavelmente julgavam que era pirata, quem sabe até teriam o reconhecido. Roosevelt corria o mais rápido que podia, seria uma bela surpresa se avistasse Sean, o jovem era esperto, esperava que este não se intrometesse em sua fuga, mas que o acompanhasse para caso o Capitão fracasse, a missão de salvar Barba-Roxa e ele, pesaria em seus ombros.

O pirata pouco conhecia aqueles becos, mas confiava que sua velocidade prevaleceria aos soldados vestidos de armadura, pelo menos seus farrapos tinha essa vantagem.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Elminster Aumar em Qui Fev 20, 2014 11:59 pm

Roosevelt usou seu instinto de sobrevivência para se desvencilhar do guarda antes que ele conseguisse prendê-lo apropriadamente. No segundo seguinte, Roosevelt estava correndo em direção as docas de Marsember. Porém, um vigilante no topo da muralha foi rápido no gatilho, e lançou um virote que pegou a panturrilha do pirata, tornando seus passos mais penosos.

- Parem este homem, ele é fugitivo da coroa! - os dois guardas da marinha seguiam em seu encalço, e eles não paravam de gritar e apontar para Roosevelt. Os cidadãos olhavam curiosos para a cena, mas nada faziam para interferir, o que deixava os guardas enervados. - Ele é um pirata! Um pirata! Peguem-no!

A perseguição estava a todo vapor naquele momento. Roosevelt passou por uma barraca de frutas, tropeçou num dos caixotes de bananas e quase foi de encontro ao chão. O mercante vociferou horrores contra a mãe de Roosevelt, mas ele não deu importância e foi se embrenhar nos becos da cidade. Aquela região ainda era uma área nobre da cidade e não havia tantos lugares para se usar rapidamente como esconderijo, visto que ele permanecia na linha de visão dos dois homens da marinha que agora contavam com o reforço de mais três sentinelas trajados em ouro.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Makaveli Killuminati em Sex Fev 21, 2014 1:01 pm

O pirata segura um berro quando foi atingido pelo virote, o maldito que havia acertado era no mínimo, louco, não valeria a pena o risco de acertar um inocente por aquilo.

Roosevelt olhava para muitos lugares enquanto corria, procurava por Sean, e foi nessa distração que ainda quase cai no chão ao tropeçar em sabe-se lá o quê. Corria como podia, o virote atrapalhava, mas a adrenalina diminuía a dor e a vontade de escapar também. Roosevelt continuava, continuava a correr, não parava, enquanto houvesse ruas e becos pra se esgueirar ele seguia, tentando sair da visão de seus perseguidores. O pirata jogava cestas no chão, saco de grãos, arremessava caixas e o quê estivesse em sua frente para dificultar o trajeto dos perseguidores, até crianças ele empurrava para se desvencilhar dos guardas.

Quando conseguia, olhava para as casas também, se alguma daquelas casas estivesse de portas abertas, o pirata se jogaria dentro dela caso a confusão seja o bastante para os guardas e moradores não perceberem a manobra. A questão que vinha a mente de Roosevelt era: Onde estava Sean que não dava as caras?. Com todo aquele alvoroço dificilmente não tivesse escutado ali nas redondezas os guardas perseguindo o pirata.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Elminster Aumar em Sex Fev 28, 2014 12:06 am

O pirata seguia correndo, por muitas vezes ele nem via por onde suas pernas o estava levando, Roosevelt só pensava em se distanciar daqueles guardas e achar um lugar para se esconder. Mas uma coisa não passava despercebido em sua desabalada corrida, que era o fato dele estar entrando nas regiões mais pobres da cidade, onde o acúmulo de pessoas e casas era muito maior. O cheiro de esgoto das ruas se misturava com o cheiro de suor no rosto de Roosevelt.

A guarda marinha parecia realmente obstinada em capturá-lo. Roosevelt sabia que piratas eram considerados criminosos de alta estirpe, mas as roupas que ele vestia eram motivos suficientes para um caos generalizado pelas ruas e canais de Marsember? Quando as forças de Roosevelt estavam se esgotando, ele ouviu uma explosão ensurdecedora as suas costas, e viu por sobre o ombro um rastro de fumaça espessa que naquele momento encobria a visão dos guardas.

- Por aqui, rápido!

Uma voz feminina chegou até os ouvidos de Roosevelt quando ele se esgueirou num beco próximo. O pirata olhou para os lados e não viu ninguém, mas havia a porta de um pequeno alçapão aberta meio escondida entre latas e sacolas de lixo.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Makaveli Killuminati em Ter Mar 04, 2014 1:02 am

O pirata não tinha dúvidas nenhuma, aquela era a melhor chance dele desaparecer dos olhos dos guardas, esperava que as tranqueiras que tinha deixado pelo caminho havia funcionado para atrasa-los o suficiente.

Roosevelt se lança em direção ao alçapão, preparando seu corpo para uma queda, e apesar de acreditar que não fosse armadilha, ele é cauteloso o suficiente para levantar-se ligeiro para fechar o alçapão, em seguida procurando por alguém ali dentro, observando quem e o quê o cercava.

- Por quê me ajudou rapariga? Pergunta Roosevelt a dona da voz feminina.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Elminster Aumar em Ter Mar 04, 2014 10:30 am

O pirata se joga sobre o alçapão, fechando a porta atrás dele logo em seguida. O refúgio ficou às escuras e Roosevelt não enxergava nada além de um palmo a sua frente. Ele sentia degraus de pedra desgastada debaixo de seus pés. O pirata cautelosamente desceu a escadaria. Quando chegou lá embaixo, as chamas de um isqueiro foram acesas, e o rosto de uma mulher revelou-se para ele. Roosevelt conseguia enxergar apenas o seu rosto, mas dava para perceber que ela estava sentada ao contrário numa cadeira, pois o braço que ela usou para acender o isqueiro estava apoiado no encosto da cadeira. A mulher usava um bicorne em tons vermelhos e pretos, assim como uma máscara na região dos olhos. Seus lábios eram demarcados por um batom agressivo, e ela tinha um longo brinco em cada orelha que chegava até o seu pescoço. O colar era igualmente suntuoso, com três correntes presas numa só e pérolas amarradas em suas pontas.

- Do que você me chamou? - perguntou a anfitriã, com um quê de debochada em sua voz. - Vamos deixar uma coisa bem clara: você pode chamar as mulheres que quiser de rapariga, mas se me chamar disso novamente, eu corto a sua língua fora.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Makaveli Killuminati em Ter Mar 04, 2014 7:58 pm

Roosevelt, de fato, nunca foi do tipo gentil, até por quê o tipo de pessoa que convivia não requeria nenhum requinte e protocolo social, e até mesmo as mulheres que conhecia em tavernas não se dava o respeito, chamar a "moça" de rapariga foi algo automático, desta vez pelo menos não havia sido por pura malícia. O pirata se aproximava lentamente da mulher, tentando enxergar seu rosto melhor.

- Eu chamo de rapariga toda mulher que conheço... Lhe devo desculpas por só conhecer putas? Roosevelt falava sem temor, a mulher que entendesse seu ponto de vista, pode que conhecesse seu mundo, ou pode que se revoltasse ainda mais com o quê Roosevelt havia dito.

- Claro... Você acabou de me ajudar, posso abrir uma excessão... Qual seu nome, madame?
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Re: Prólogo: Marsember

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