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Prólogo: Marsember

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Edu
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Edu em Seg Abr 14, 2014 6:37 pm

A implicância de Auremir com os dois guardas imperiais que tinham aparecido ali, havia se tornado suspeita. O que o guarda falara não tinha sentido algum. Aquilo era assunto da marinha a guarda deveria tá só vigiando as cercanias.

Tinha uma suspeita que aqueles dois, principalmente, o segundo que andava de forma esquisita e não falava nada. Enquanto ele pensava no que fazer o guarda suspeito passou por ele indo em direção a torre. Nesse momento saiu da porta o condenado com a escolta rumo a execução. Era um sinal de que finalmente estava pra acabar aquilo logo de um vez.

Ele faz sinal pra que seus homens continuassem com os procedimentos da execução, enquanto isso ficava de olho naqueles dois guardas suspeitos.
Makaveli Killuminati
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Makaveli Killuminati em Ter Abr 15, 2014 1:33 am

Roosevelt não sabia se o oficial tinha caído na sua conversa ou não, já tinha até deixado ele pra trás com pressa de chegar logo na cela de Barba-Roxa, mas como nenhuma boa ação fica impune, o plano já tinha dado errado, eles não tiveram tempo pra fazer tudo conforme o combinado, Barba-Roxa sai pela porta que abrira em sua frente, e o pirata sai da frente dos guardas abrindo passagem para eles seguirem o caminho até o cadafalso.

O pirata puxa a Dama da Noite pelos braços, ela parecia incomodada com o traje, os dois afastam-se um pouco do centro das atenções, evitariam olhares, tomates e alfaces que seriam arremessados no pirata.

- Esqueça o plano, vá apressar o Sean... Tá na hora de mandar tudo para os ares... Talvez eu precise de uma ajudinha aqui, logo mais... Vai vai vai! Roosevelt fala próximo ao ouvido da Dama da Noite, dando um tapinha na bunda da garota para que apressasse os passos. Agora os dois se separam, enquanto ela iria até Sean, Roosevelt continua no pátio.

A multidão começava o barulho natural, Roosevelt não mantinha uma rota fixa, ficava andando por de trás da multidão, acompanhava de longe o encapuzado Barba-Roxa, quando via uma brecha entre aquela muralha raivosa de pessoas, Roosevelt se misturava entre eles.

Andar entre aquela multidão com aquele traje não era muito adequado, o pirata continuava, esbarrava em um e em outro e trocava xingamentos com os mais desastrados, por cima da cabeça passava a chuva de legumes e entre toda aquela confusão o pirata deixava algumas peças da armadura pesada pelo caminho, primeiro foram as manoplas, alguns passos depois já estava sem as braçadeiras, mais alguns metros deixou no chão as placas que protegiam os ombros, andou muito até que conseguisse se desvincilhar daquela armadura por completo. Em meio a multidão, para o pirata, os guardas só conseguiam enxergar a cabeça dos indivíduos que formavam aquela grande massa de pessoas, por isso, de toda a armadura, Roosevelt vestia apenas o capacete, também duvidava que algum desavisado estivesse prestando atenção em outra coisa que não a atração principal do evento da manhã, o pirata Barba-Roxa.

Roosevelt não tirava o olho de Barba-Roxa, colocava sua cabeça entro os espaços vagos de um plebeu e outro, quando não tinha, esticava o pescoço e ficava nas pontas dos pés para poder enxerga-lo e acompanha-lo. A cada passo que Barba-Roxa dava em direção ao Cadafalso, mais a adrenalina de Roosevelt subia, a explosão tinha que vir logo, Roosevelt não iria nem assistir o espetáculo, estava com os ouvidos aguçados, era só os fogos explodirem que partiria até Barba-Roxa, tiraria o seu capuz, entregaria a espada que tinha pego na guarita, e correriam como se não houvesse amanhã em direção ao portão. O intervalo de tempo que eles teriam que fazer isso seria curto, mas Roosevelt contava com a surpresa dos guardas com a situação e com o panico da multidão, claro, contava com isso caso Sean fizesse o quê tinha de ser feito antes do Barba-Roxa ser enforcado.
Elminster Aumar
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Elminster Aumar em Sex Abr 18, 2014 4:00 pm

Entregue às autoridades locais e sem mostrar resistência, algo que não parecia ser do feitio de tão temível capitão, Barba-Roxa deixou ser conduzido até o tablado de madeira onde ocorreria a sua execução. Um dos homens da marinha lançou a corda envolta de seu pescoço, enquanto o outro tirava uma chave do bolso e desprendia as correntes de seu pulso. Roosevelt se fez valer do momento para dar um toque na Dama da Noite, que acenou com a cabeça como se tivesse entendido o recado, e começou a fazer o caminho de volta até a guarita. Auremir não percebeu essa movimentação dos estranhos guardas, pois a sua atenção agora voltava-se para o cadafalso e para a multidão, que parecia prestes a romper a barreira invisível que os separava de Barba Roxa e ir matá-lo com as próprias mãos.

Roosevelt misturou-se entre a plebe ensandecida, e aproveitando o caos da cena, começou a tirar partes da armadura que delimitava os seus movimentos. Ele viu um guarda tomar à frente do cadafalso com um papiro em mãos, e a começar a ler em voz alta. Apesar do barulho que a multidão fazia, era possível ouvir alguns trechos do que o homem dizia:

- Por decreto do capitão Caldon D'Lyrandar, representante da coroa real, estes homens foram sentenciados à morte. [...] Àqueles que até então estavam sob o comando de Barba Roxa, cumprindo suas ordens e acusados de praticarem pirataria, foram mantidos os seus direitos de Estado. [...] Ao Barba Roxa, acusado de pirataria, roubo, vandalismo e incêndio premeditado, contrabando, documentos oficiais falsificados, assassinato e agressão a nobres, suborno, assalto, escravidão e danos à propriedades, sendo reincidente nos crimes de primeira, segunda e terceira ordem, não lhe cabe nenhum direito de júri ou privilégios.

A vaia e o alvoroço das pessoas foi tamanha que se tornou impossível ouvir o homem. Por fim, ele terminou de ler e deixou o papiro de lado, e na sequência acenou para um dos homens ao lado de Barba-Roxa. O homem arrancou fora o capuz do pirata, revelando um rosto redondo, marcado por cicatrizes, e uma barba densa e negra. Aquele não podia ser o Barba-Roxa. Para Roosevelt, que esteve em sua companhia por tantas vezes, isto ficou claro no exato momento em que tiraram o capuz do condenado. O seu amigo possuía uma barba amarela, dividida em duas grossas tranças, e suas feições nada tinham a ver com a daquele homem. Auremir, que avistara à distância umas duas ou três vezes o rosto de Barba-Roxa, desconfiou de que pegaram o homem errado. No entanto, para a maioria das pessoas ali que apenas ouviram relatos sobre o Barba-Roxa durante a vida inteira, aquele era o Barba-Roxa e seria devidamente executado.

O guarda que leu o pronunciamento ergueu o dedo para o capataz, pronto para dar o sinal para descer a alavanca e executar àquele homem e os demais sobre o cadafalso.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Makaveli Killuminati em Ter Abr 22, 2014 2:03 am

"Mas... Não é ele!"

Roosevelt sabia que não dava mais tempo de sair dali e impedir que o plano prosseguisse, mas agora não tinha a obrigação de salvar aquele homem que estava no lugar de Barba-Roxa, talvez valesse de algo se pudesse o interrogar, mas o pirata não iria correr o risco de salvá-lo.

A pena de morte estava prestes a ser concluída, assim como a explosão planejada estava para acontecer, Roosevelt apenas aceita o fato que logo o tumulto iria começar, de um jeito ou de outro, e aquele homem estava por conta própria, então se caso ainda desse valor a sua vida era melhor que se aproveitasse do que estava por vir.

O pirata apenas continua observando o evento, e quando acontecesse a explosão, apenas sairia dali aproveitando a confusão que criaria, voltando para o esconderijo junto com a Dama da Noite e Sean, eles tinham muito o quê discutir.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Edu em Ter Abr 22, 2014 6:30 am

Quando tiraram a mascara do pirata, Auremir teve uma desagradável surpresa. Não era barba-roxa, já tinha visto o pirata de longe algumas vezes e com certeza não era ele. A multidão estava muita tensa e revoltada, queria sangue. Não tinha como cancelar a execução, provavelmente o efeito seria pior que se continuasse.

- Execute-o - Diz Auremir ao guarda que leu o pronuciamento.

Enquanto Auremir dava as costas a praça e a torre. Como que D'Lyrandar tinha capturado e condenado o homem errado? Até ele sabia como o barba-roxa era, seu superior saberia com certeza. Tinha alguma coisa de estranho nessa historia e ele iria averigua-la naquele momento.

O oficial segue rumo a torre, andando em passos acelerados, parecendo não se importar com a execução que ia ocorrer.
Elminster Aumar
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Elminster Aumar em Qua Abr 23, 2014 9:22 pm

O almirante dá a ordem para prosseguirem a execução, e antes do capataz puxar a alavanca ele já se dirigia para o interior da torre. Uma série de perguntas passava pela sua cabeça enquanto ele caminhava pelo corredor à meia-luz. A sua sombra rastejando pelas paredes circulares era o único indício de movimento na torre; em todo o resto, ela parecia deserta.

Os pés de Auremir avançavam apressados, buscando vencer a longa distância até o seu destino no menor tempo possível. Ele subiu um, dois, três andares, e continuou a andar em círculos, até a próxima escadaria, e a próxima. O quarto em que seu capitão estava temporariamente alojado ficava num dos últimos andares da torre. Quando o almirante já estava se cansando da monotonia, ele ouviu vozes à frente.

- Me larguem, eu já disse, não sou um pirata. Nem mesmo tenho cara de um. Eu nasci numa família de nobres, e se vocês não me soltarem irão pagar por isso. Meus pais saberão de tudo, mais cedo ou mais tarde, e...

- Cale a boca garoto, ou amarrarei a sua língua com correntes - disse uma segunda voz, autoritária.

A julgar pelos sons dos passos, eles estavam em três pessoas, e andavam um pouco mais à frente do almirante, na curva do corredor. Auremir acelerou o passo e avistou dois guardas da marinha, puxando pelo braço um garoto de aspecto franzino, que insistia em não se deixar levar. Nenhum dos guardas percebeu a aproximação do almirante, e continuaram o caminho.

* * *

Roosevelt ficou lá, no meio da multidão, à espera de uma explosão que nunca chegou a ocorrer. Ele viu os pisos do cadafalso cederem e os piratas amarrados despencarem, com os seus corpos ainda a lutar pela vida. O suposto Barba-Roxa foi o primeiro a tombar e sentir a corda enforcando o seu grosso pescoço. Os moradores da cidade foram ao delírio com o espetáculo mortal; o espetáculo que poria fim à vida do pirata que tanto os atormentavam. Um por um, os piratas foram cedendo, não conseguindo resistir mais ao sufocamento.

Quando o último condenado teve sua pena concretizada, Roosevelt sentiu alguém puxar a sua mão. Era Dama da Noite e assim como o pirata, ela havia se desfeito da incômoda armadura da guarda real. O seu rosto estava com a máscara e pouco revelava.

- O garoto não está mais lá, nem as pólvoras que deixei com ele. Os guardas estão reforçando a ronda nas muralhas e a ordem é para não deixar ninguém sair dos jardins. Algum idiota que viu a confusão que armamos avisou os guardas, e eles pegaram o garoto com a mão na massa. Eu vi que aquele que acabou de ser enforcado não é o Barba-Roxa, então a nossa parceria se encerra aqui. Se quiser pode vir comigo, mas não me arriscarei a ir atrás do seu amiguinho.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Edu em Qui Abr 24, 2014 5:25 pm

- Ei! Vocês dois! O que tá acontecendo aqui? Porque tão puxando esse garoto? O que esse fedelho fez? - Indaga Auremir em tom imperativo.

O almirante mesmo falando não parou de andar em passos largos rumos aos dois guardas que puxavam o garoto. Porque estariam prendendo um fedelho daquele? Tinha ele feito travessuras na torre? Algo como ter prego uma peça naqueles dois? Provavelmente era algo assim. Nada que dois cascudos e um tapa na orelha não resolvessem. A marinha era cheia disso, exageros de um lado e incompetência do outro.
Makaveli Killuminati
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Makaveli Killuminati em Seg Abr 28, 2014 9:21 pm

O pirata ainda estava confuso, não sabia ao certo se a sorte estava ao seu lado ou se tudo o quê acontecia era um mar de merda sem fim, ele poderia analisar das duas formas dependendo do ponto de vista, mas no ponto de vista econômico que era o quê mais lhe interessava, estava tudo de mal a pior. A ideia de formar uma tripulação nova e furtar um navio da Guarda de Marsember já começava a lhe rondar a cabeça antes mesmo de mais outra notícia ruim chegar, era a Dama da Noite com mais um mal presságio.

Balançava a cabeça negativamente e seu semblante já fecha de imediato após escutar o que a rapariga dizia, um dos plebeus da multidão esbarra nele e nervoso reage de imediato dando um empurrão que afasta o mesmo pra longe, atrasando a resposta a Dama da Noite.

- Droga!... Só me tira daqui então... Temos muito o quê discutir no esconderijo.

Roosevelt decide seguir a Dama da Noite, sair dali era a decisão certa. Sean era um marujo fiel, não poderia garantir que se fosse diferente ele iria voltar para salvar Roosevelt por quê ainda assim era um pirata, mas com toda certeza não o deixaria pra trás assim tão facilmente. A vida de um pirata é moldada de oportunidades, e Roosevelt só o salvaria se a oportunidade aparecesse, ainda se sentia em dívida com o garoto, mas não fazia questão de pagá-la.
Elminster Aumar
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Elminster Aumar em Ter Abr 29, 2014 10:54 pm

Os guardas cessaram o passo ao escutar a voz do almirante. No mesmo momento o garoto tentou se soltar dos homens, mas ele não tinha força o bastante para se desvencilhar das mãos firmes que o agarravam. Um dos guardas aplicou-lhe um chute por trás da perna, fazendo o garoto cair de joelhos.

- Fique quieto aí! - alertou o guarda ao menino, que gemia de dor pelo chute recebido. O guarda então se virou a Auremir. - Senhor almirante, esse garoto foi encontrado do lado de fora das muralhas portando vários quilos de pólvora. - Auremir sabia a potência que a pólvora tinha, visto que ele, junto com o capitão D'Lyrandar, foram os responsáveis por trazer essa inovação à força naval da cidade de Marsember.

- Encontramos ainda dois homens nossos mortos no local - disse o segundo guarda. - Estamos levando o menino até o capitão, onde ele deverá confessar os seus crimes e dizer quem são seus cúmplices.
* * *

- Ó, eu dei a impressão a você de que sei como sair daqui? - disse Dama da Noite à Roosevelt, achando graça nessa hipótese. - Os guardas dobraram a segurança em todos os setores da muralha, e eu já lhe disse que eles estão fechando os portões principais, não disse? Pois veja com os seus próprios olhos.

Roosevelt olhou para os maciços portões de entrada da muralha que estavam sendo lentamente fechados. Uma tropa de guardas imperiais estavam na abertura para certificar de que ninguém saísse dali enquanto as pesadas portas eram empurradas. De forma geral, a multidão de pessoas concentrada perto dos jardins não se deram conta do que estavam acontecendo, pois eles ainda tinham os olhos no cadafalso, onde os piratas jaziam mortos pendurados na forca.

Dama da Noite e Roosevelt procuravam algum meio de escaparem dali, quando um forte som de trombeta percorreu o pátio. As pessoas da plebe começaram a perguntar o que estava acontecendo, quando um novo sopro de trombeta ecoou. Agora todos pareciam apreensivos, até que um terceiro toque foi dado e o medo foi estabelecido entre os cidadãos.

- Três toques de trombeta - observou Dama da Noite, a única que parecia calma. - Este é o alarme da cidade contra piratas. Agora todos sabem que estamos aqui, ou melhor, que VOCÊ está. Afinal, eu não posso me considerar uma pirata se nunca velejei num navio, hihihi.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Edu em Qua Abr 30, 2014 11:58 am

- Pólvora? Como esse garoto teria conseguido pólvora? Bem, eu não vou atrapalhar o trabalho de vocês. No momento tenho outra coisa pra cuidar - Afirma Auremir ao ouvir os dois guarda.

Auremir fica bastante preocupado com a acusação de o garoto ter pólvora. Obviamente ele não tinha conseguido aquilo sozinho e muito menos tinha matado dois guardas imperiais. Caso não tivesse envolvido em saber como o seu superior fez aquela lambança em confundir o barba-roxa iria cuidar das investigações pessoalmente. 

Afastou aquela historia de pólvora, garoto criminoso da cabeça e se focou no que tinha começado. Educamente pediu licença pra passar e continuou o seu caminho até o seu superior.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Makaveli Killuminati em Qua Abr 30, 2014 8:32 pm

- É, eu to vendo!... To vendo também que eu, o pirata forasteiro vou ter que arranjar um jeito de sair daqui por quê a espiã, que supostamente deveria saber lidar com esse tipo de situação não pensou em nada. Retrucou o pirata quando a debochada espiã o respondia.

As portas já estavam fechando e Roosevelt não conseguiu pensar em algo para escapar antes que fechasse, estava muito guardado aquela saída. Os três toques da trombeta foram dado, era o sinal contra piratas, mas a Dama não podia afirmar que era por causa deles, como assim afirmou.

- Eu não sei se você lembra, mas acho que devo te lembrar então... A pouco tempo me perseguiram como um pirata, sem saber que era Mammon, não tem como saberem que era Mammon, mas ainda assim perseguiram um pirata e nenhuma trombeta foi tocada... Por quê estão tocando só agora? Talvez seja um bom sinal... Sinal que pode ser que eu e Sean não sejamos os únicos piratas interessados na forca do Barba-Roxa... Te preocupas demais. Roosevelt falava com pouca convicção, nem ele acreditava no que falava, mas era melhor transparecer confiante.

Roosevelt retira o capacete da guarda e arrasta para longe com os pés, agora não adiantava se manter daquela maneira, o foco seria a multidão e não mais os mortos. Para o bem do pirata, não usava os mesmos trajes surrados pelo qual foi motivo de sua perseguição anteriormente, logo tinha uma chance de não ser reconhecido, mesmo mostrando sua face limpa.

O pirata decide que por enquanto, era melhor que se aquietassem e esperassem algum vacilo dos guardas enquanto pensavam e analisavam qual era a melhor maneira de escaparem dali caso realmente estivesse procurando pelos piratas. A investigação natural seria procurarem entre os próprios guardas, já que fora da muralha jaziam dois guardas mortos sem armadura.

- Relaxa... O pirata fala se aproximando, e inesperadamente, abraça a Dama da Noite, o ato não era esperado pela situação. - Shhhh... Me abraça também... Somos apenas um casal assistindo o evento... Não somos criminosos não é mesmo? Então... Relaxa... O pirata soltava um riso silencioso, pois estava somente se aproveitando da Dama da Noite enquanto fazia aquela encenação, e logo quando ela enfraquece sua resistência com o abraço, o pirata continua abraçado com sua mão direita na cintura da rapariga, virados para os mortos, como se fossem apenas dois espectadores.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Elminster Aumar em Qui Maio 01, 2014 11:00 pm

- Ele contou com ajuda, só não quer confessar ainda.

Um dos guardas disse antes de Auremir acelerar o seu passo e ultrapassá-los. Ele tinha o mesmo destino que os homens de manto dourado, mas o almirante queria tratar com o capitão antes deles. Ele caminha por mais um tempo, passando por novos corredores e lances de escadas, até alcançar um dos andares mais altos da torre e se ver de frente a porta da sala do capitão.

Toc. Toc. Toc.

- Entre.

Veio o chamado do outro lado da porta assim que o almirante bateu três vezes nela. Auremir abriu a porta sem cerimônias e adentrou a sala. Ele já havia estado algumas vezes ali. Aquela era uma sala provisória para Caldon D'Lyrandar que ele usava apenas quando visitava a Torre do Rei. A sua verdadeira morada era na fortaleza naval de Marsember, que ficava próxima ao porto do outro lado da cidade. A sala, apesar de nem sempre estar ocupada, era grande e luxuosa, com uma porta aos fundos para um quarto e outra porta para uma sacada que dava a uma linda vista da cidade.

- De todas as pessoas que podiam bater à minha porta, você era a que eu menos esperava, almirante. - O capitão Caldon D'Lyrandar estava de pé ao lado de uma mesa comprida e cheia de petiscos, guloseimas e bebidas. Ele vestia o seu uniforme tradicional: um chapéu bicorne marrom sobre seus longos cabelos dourados e uma capa comprida que alcançava o chão; por baixo tinha um corselete e uma calça de couro, com botas de cano longo que portavam o símbolo de sua armada. A sua cabeleira escondia-lhe as orelhas de meio-elfo, e ele parecia estar em perfeito estado de saúde. - Devo supor que a execução do infame terminou mais cedo do que o programado?

* * *

- Você é muito apressado, não me dá nem tempo de pensar numa saída.

As portas da muralha por fim se cerram, e os guardas imperiais avançam por entre a multidão procurando por rostos suspeitos. Enquanto isso, Dama da Noite deixava ser levada pela tática de Roosevelt de fingirem ser um casal. O pirata abraça a espiã e em seguida coloca a mão na cintura da mulher, aproveitando-se mais uma vez da situação. Roosevelt era muito maior que Dama da Noite, e seu abraço a envolvia inteiramente.

- Você é quente - confessa Dama da Noite aos seus ouvidos, e uma provocação vem logo em seguida -, mas será que é apressado na cama também?

Ela toca com a sua mão o tórax do pirata, descendo-a lentamente pelo seu corpo. Com um sorriso sedutor e malicioso, a espiã enfia a sua mão por dentro da calça do pirata, chegando até as suas partes íntimas. Um arrepio começava a percorrer o seu corpo quando ele sentiu suas bolas serem esganadas pela mão da Dama da Noite. Ela manteve o aperto por meros dois segundos, mas a dor sentida duraria muito mais.

- Estamos quites agora - disse Dama da Noite, retirando a mão de dentro das vestes do piratas e voltando a sua postura normal. As pessoas que passavam ao redor dos dois não prestavam a menor atenção neles, exceto alguns guardas que estavam vistoriando os plebeus, um por um. Não demorou para um guarda vestido de aço da cabeça aos pés chegasse até os dois.

- Eu terei que revistá-los - disse o guarda, encarando Roosevelt. - Vou começar por você, e depois pela sua mulher.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Edu em Dom Maio 04, 2014 7:38 pm

- A execução correu como o planejado, no entanto ela deixou uma questão pendente que eu vi esclarecer com o senhor - Fala Auremir.

Ele dá uma pausa e observa a sala. Não parecia que o seu superior estava doente como lhe tinha falado, pelo contrario parecia mesmo que ele estava curtindo a folga enquanto alguem cuidava das suas responsabilidades. 

- Não pude deixar de reparar que o homem a ser executado não era o pirata Barba-Roxa. Isso me deixou a questionar como o senhor teria confundindo a identidade do famigerado criminoso. Tem alguma coisa que está acontecendo senhor que não estou sabendo? Porque o senhor teria supostamente inventado a captura de tal pirata? - Auremir questiona claramente o seu superior.
Makaveli Killuminati
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Makaveli Killuminati em Seg Maio 05, 2014 1:46 am

Roosevelt fica sem responder a insinuação da Dama da Noite, mas o sorriso de canto de boca continuava estampado na cara, ela usaria sua criatividade para interpretar como quisesse. Quando a garota começa a descer a mão sobre o peito do pirata, Roosevelt descia sua mão da cintura para a bunda da Dama, o quê parecia ser algo excitante fica preocupante quando ela coloca sua mão dentro da calça do pirata. A Dama aperta suas bolas, e no reflexo de tentar aliviar sua dor, aperta o quê sua mão segurava, que no momento era a bunda da Dama, claro que nem de longe ela sentiria a mesma dor que o pirata acabou sentindo, o quê ela pode sentir inevitavelmente era os músculos da perna do pirata se contraindo para ajudar a cessar a agonia.

A presença de um guarda se aproximando não deixou de ser notada, também nem pudera, estava coberto de aço, andando ligeiramente como andava provavelmente rivalizava com a multidão quem fazia o barulho mais alto, sua armadura ou a muvuca provocada pela massa de pessoas, de qualquer modo, Roosevelt o nota. O pirata arrasta vagarosamente a mão da Dama da Noite para os seus armamentos, mostrou uma habilidade e sensibilidade impressionante ao apertar as suas bolas, não seria tão difícil dela esconder as armas enquanto Roosevelt voltava a atenção do guarda a outras coisas, enquanto fazia esse movimento com as mãos, Roosevelt aproxima seu rosto ao da Dama cochichando em seus ouvidos. - Esconde as armas!

O guarda finalmente chega já indicando que queria revistá-los, começaria por Roosevelt. O pirata não demonstra resistência nem preocupação, aceita ser revistado, mas insinua certa curiosidade o questionando do porquê daquela ação, e enquanto falava, gesticulava com a mão esquerda longe do foco de visão que poderia entregar o quê a Dama estava fazendo ali agarrada ao pirata.

- Esperava que algum deles demonstrasse alguma resistência, mas não, não teve muito drama as forcas de hoje... Posso saber o motivo de estar sendo revistado?
Elminster Aumar
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Elminster Aumar em Ter Maio 06, 2014 9:02 pm

O Capitão Caldon D'Lyrandar não pareceu incomodado com os questionamentos de Auremir. O sinal de sua despreocupação foi ter dado as costas ao almirante e pegar a garrafa de vinho sobre a mesa, enchendo uma taça e depois outra. Ele se voltou então para o Auremir, estendendo-lhe a taça de vinho antes de responder as perguntas.

- Eu não confundi a identidade do pirata Barba-Roxa. Conheço-o melhor do que você, almirante, até mais do que você possa imaginar. - Caldon bebeu de sua própria taça e prosseguiu: - Tudo o que se passou hoje se resume a um jogo de conveniências. É conveniente para a população dessa cidade se livrar das preocupações que a mera menção do nome desse pirata causava a todos, e é conveniente a mim ser o responsável pela sua captura e enforcamento. Compreende o que digo, não compreende, almirante? Tudo seria melhor se o homem enforcado fosse de fato o Barba-Roxa, mas quem poderá desconfiar afora àqueles que o já viram de perto?

Caldon de repente encarou bem nos olhos de Auremir, por poucos e longos segundos.

- Você não pretende sair contando por aí que aquele homem enforcado não era o Barba-Roxa, pretende? Isso arruinaria a moral dessa cidade e das pessoas que vivem nela.

* * *

O corpo de Dama da Noite colou no peito de Roosevelt enquanto a mesma tentava disfarçadamente ocultar as armas que o pirata havia pego na guarita. A espiã tinha mãos ágeis e habilidosas, que trabalhavam com grande rapidez. Ela conseguiu esconder a primeira das espadas curtas enrolando-a por baixo das vestes de Roosevelt, e enquanto o pirata tentava distrair o guarda ela se aproveitava para também esconder a segunda arma. Ela fingia estar abraçando Roosevelt durante o processo.

- Pelo mesmo motivo de todos os outros estarem sendo revistados - o guarda respondeu a pergunta de Roosevelt sem mostrar simpatia.

- E que motivo seria este? - perguntou Dama da Noite assim que - supostamente - conseguiu esconder a segunda espada.

- O motivo de que há piratas em algum lugar neste pátio.

- Com certeza tem. Caso você não tenha visto, tem uns cinco ali pendurados com a corda sobre o pescoço.

O guarda não achou graça na piada e sem mais delongas aproximou-se para revistar Roosevelt. Dama da Noite estrategicamente deu um passo para o lado, ficando atrás do guarda durante a revista. O soldado começou tateando as pernas e os braços do Mammon, e então ele começou a procura pelo seu torso. Roosevelt sentiu a mão do guarda tateando exatamente o mesmo lugar que Dama da Noite havia escondido uma das armas, porém o soldado não pareceu reparar que havia algo de estranho ali. O pirata provavelmente estava começando a achar a sua companheira um gênio, mas essa impressão logo se desfez quando a mão do guarda pousou no cabo da segunda espada, notando haver uma arma ali. Com uma das mãos o guarda agarrou o braço direito de Roosevelt, enquanto com a outra sacava sua própria arma e apontava para a barriga do pirata.

- Você vem comigo, e não tente nenhuma gracinha. E você tamb... - Ele se virou para dizer o mesmo à Dama da Noite, mas ela não estava mais à sua vista.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Edu em Ter Maio 06, 2014 9:40 pm

O almirante a pega a taça dada pelo capitão mas não bebe. Mantém o olhar serio pra Caldon, esperando ouvir a resposta. Quando ela sinceramente não se surpreende, era até uma coisa em certo ponto plausível de se pensar. A grande questão era: porque agora? Ele poderia ter forjado essa captura antes, porque só agora que ele foi fazer isso?

- Não pretendo contar isso, até mesmo porquê a minha própria cabeça estaria em risco se eu o fizesse. O que eu me pergunto é o porque de fazer isso agora? Se é pra acalmar o povo porque não foi feito antes? - questiona Auremir.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Makaveli Killuminati em Sex Maio 09, 2014 7:50 pm

O pirata começava a ser revistado, não sabia ao certo o quê esperar disso, até então tudo estava ocorrendo bem. Quando o guarda alcança a altura das bolas de Roosevelt, ele não deixa de ironizar o fato. - Tá gostando é? Fala o pirata terminando com uma gargalhada descontinuada.

O guarda havia encontrado uma das armas e quando se direcionou para a Dama da Noite ela não estava mais lá, Roosevelt já estava calejado desse tipo de ação em seu meio de convivência, foi mais surpreendente para o guarda, com certeza.

- Ela era apenas uma rapariga... Uma maldita rapariga... Fala Roosevelt para o guarda, menosprezando-a para ele não dar importância a fuga dela.

Roosevelt não força uma fuga, ele age de acordo com o quê o guarda queria, certamente que não iria conseguir fugir dali, a não ser que voasse, mas esse poder ele não tinha.
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Elminster Aumar em Sab Maio 10, 2014 10:03 pm

- Porque... - começa Caldon D'Lyrandar, fazendo uma pequena pausa para encher novamente a sua taça de vinho -... antes eu não tinha meios de garantir a proteção da população contra as investidas de Barba-Roxa, e agora eu tenho.

Ele dá um meio-sorriso, apontando a taça ao almirante, e em seguida dá um longo gole. Neste momento a conversa é interrompida por batidas secas à porta, e Caldon manda entrar. Os guardas que haviam topado com Auremir instantes atrás chegam ao local, ainda segurando o garoto pelos braços .

- Capitão, com licença. - Fala o primeiro guarda, soltando o garoto e tomando um passo a frente para falar com o seu superior. - Como o senhor disse que provavelmente aconteceria, haviam piratas nas redondezas. Encontrei esse garoto com pólvora, capitão, pronto para explodi-las.

O guarda tava esperando alguma reação positiva de Caldon, mas sua expectativa não foi correspondida.

- Quando eu peço para trazerem piratas à minha sala, você me traz um garoto? - Caldon falava de modo firme, mas sem demonstrar raiva. - Está na cara que os piratas puseram esse garoto na caminho apenas para servir como bode expiatório. Voltem e vão atrás dos verdadeiros responsáveis. Quanto ao garoto, tranquem-no nos calabouços até eu decidir o que fazer com ele. - O guarda, meio sem jeito pela represália, assente com a cabeça, e tanto ele quanto o seu companheiro saem da sala, levando o garoto junto com eles. - Como vê almirante, eu estou cercado de idiotas - diz o capitão, quando ambos voltaram a ficar a sós. - Você é o único que posso confiar para executar o que lhe é pedido, contudo você deve estar cansado e com fome. Por ora está dispensado, mas após o sol alto retorne aos meus aposentos.

E assim Auremir foi dispensado da sala.

* * *

O guarda deixa para lá a fuga inesperada da moça que acompanhava Roosevelt, e foca a sua atenção no homem à sua frente. O pirata não mostrava resistência, uma atitude que ele poucas vezes tomara na vida, mas que sabia que não havia muito o que fazer naquele pátio à vista de todos. O guarda imperial leva Roosevelt até onde alguns homens da marinha se concentravam, e a partir de então ele é posto sob a guarda dos homens do manto amarelo, que o conduzem para o interior da torre. Lá dentro, eles sobem por lances e mais lances de escadas e corredores, até chegar em frente a uma porta. Os homens batem na porta, ouvem uma resposta do outro lado, e abrem o portal, revelando uma sala grande, com estantes de livros, prateleiras com objetos diversificados que Roosevelt nunca viu na vida, uma mesa com bebidas - em sua maioria vinho - e alguns petiscos sobre bandejas de prata. Haviam ainda quadros, tapeçarias e escudos de fina arte pendurados nas paredes.

- Ah, finalmente me trouxeram o homem certo.

Havia uma única figura na sala, e ela estava sentada numa cadeira atrás da mesa, saboreando uma uva do cacho sobre a bandeja. Ela então se levantou da cadeira, mostrando ser uma figura de autoridade ao com um simples gesto dispensar os guardas que haviam trazido Roosevelt até ali. Os homens do manto amarelo fecharam a porta atrás de Roosevelt, deixando o pirata ali com aquele homem, que também vestia um traje dourado. Um flash passou em sua mente, e ele associou esta figura à sua frente como a mesma que vira sobre o terraço do alto da torre, horas mais cedo. E aos fundos da sala, havia uma vidraça para um terraço, assim como uma porta que provavelmente levava aos aposentos.

- Sou Caldon D'Lyrandar, ao seu conhecimento, e você deve ser Roosevelt - diz o homem, dando uma volta à mesa, e estendendo o braço para mostrá-la ao pirata. - Aceita algo para comer ou beber? Temos pães, frutas, sopa, molhos e vinhos, e mais uma dúzia de petiscos que eu nem mesmo me recordo de seus nomes.




Capitão Caldon D'Lyrandar
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Edu em Ter Maio 13, 2014 2:39 pm

Dispensado Auremir sai da sala de Caldon e volta pros seus aposentos. Como tudo já tinha se resolvido, até mesmo a suposta trapalhada com o falso baba-roxa, ele poderia aproveitar um pouco pra fumar e comer alguma coisa.

Não demorou muito pra que chegasse no seu quarto. Puxou uma cadeira pra perto de si e se sentou confortavelmente. Acendeu o cachimbo e começou a fumar perdido em pensamentos.
Makaveli Killuminati
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Re: Prólogo: Marsember

Mensagem por Makaveli Killuminati em Qua Maio 14, 2014 7:39 pm

Roosevelt acompanha o guarda sem apresentar resistência, seguindo um longo caminho até a chegarem a sala de uma figura que claramente era um autoridade, pelo chapéu bicorne, Roosevelt supõe que fosse o capitão daquela guarda marinha. O mais intrigante para o pirata é que parecia que todos sabiam seu nome ou seu apelido, mesmo não estando de acordo com sua respectiva aparência, já que os tempos de ficar com a cara limpa são recentes, como capitão, nunca mostrava sua face. Se o pirata não esperava ser reconhecido pelo seu apelido, esperava muito menos ser reconhecido pelo seu nome de nascimento.

Mammon não responde nada ao Caldon, já que sua única pergunta foi se aceitava comer. Os guardas são dispensados e o pirata aproxima da mesa que estava o banquete, sem falar nada, estava quieto, esperando que Caldon fosse logo ao assunto. Roosevelt pega uma das frutas, era grande o suficiente para encher o palmo das mãos, o pirata estende a mão para Caldon, na sua mão estava a fruta, ele estava oferecendo ela para Caldon. Mammon não queria se empaturrar de comida sem saber se estava limpa, Caldon sabia seu nome, então não era coerente que fosse confiar nele.
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Re: Prólogo: Marsember

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