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    O amanhecer em Pena de Ouro.

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    nunessoares
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    O amanhecer em Pena de Ouro.

    Mensagem por nunessoares em Sex Ago 10, 2018 3:47 pm

    ''O ar esta pesado e úmido, espeças cortinas de veludo negro cobrem uma fileira de janelas nas paredes, impedindo qualquer fio de luz e abafando os sons vindo dos servos de fora do castelo, a luz incomoda Lord Brandon. O salão era retangular, feito de pedra branca e com gravuras de madeiras nas paredes representando grandes feitos de senhores do passado.  O cadeirão goldwing é feito de carvalho e escupido com asas em seu esplendor, dois assentos de honra são colocados ao lado, e duas longas mesas de madeira se estendem pelo salão, que possui uma capacidade para até 200 pessoas.
    Apenas lady Naehrys ocupa seu local de honra ao lado do cadeirão, que está vazio, ao longo das mesas soldados, servos de maior importância, além do mestre de armas, se banqueteiam.
    Os servos se apressam para servir o desjejum, na mesa principal da lady, pombo assado, recheado com frutas secas e migalhas de pão tostadas , batatas, cenouras e nabos assados, cebola assada com molho, queijo branco, vinho e leite adoçado com mel. Nas mesas de baixo carne de gado assada coberta de sal, pão servidos com manteiga e cerveja preta.''

    Todos no salão terminam seu desejum, e começam a se retirar, apenas ladu Naehrys e o mestre de armas Sor Balthazar, que aguardam a presença do lord todos as manhãs como de costume. Mas quem desse da escada que vem dos aposentos do lord é o Meistre da fortaleza, que carrega uma carta na mão.
    Ayleen G
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    Re: O amanhecer em Pena de Ouro.

    Mensagem por Ayleen G em Sex Ago 10, 2018 6:21 pm



    They danced and spun, right to the fair!
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    Naquela manhã Naehrys não acordou exatamente mal disposta, porém não estava em seu melhor humor. Sentia-se pesada, preguiçosa e com tendência para passar o dia inteiro fechada em seu quarto, naqueles dias que não queria ver ou interagir com alguém, nem mesmo Jolene. Soube disso assim que abriu os olhos, mas assim como seus desejos lhe eram conhecidos, também era com os seus deveres. Já era bastante ruim a mãe ter definhado em um quarto de torre até a morte e seu pai tendendo a seguir o mesmo caminho em breve. "Talvez seja apenas meu sangue de lua chegando. Sim, deve ser isto...", pensou enquanto, sonolenta, abria as janelas do quarto, deixando as fracas luzes do sol nascente iluminarem seus aposentos. Sem pressa, ela escolheu um vestido simples mas bonito, de cor verde (CLICK) e escovou seus cabelos até ficarem sedosos e brilhantes, prendendo-os apenas da metade para a cima em um apertado coque, a outra metade pendia livre sobre os ombros.

    Desceu até o salão para o desjejum, já preparada para a penumbra do lugar. Tinha o cuidado de mantê-lo livre da luz solar, caso por milagre Lord Brandon decidisse juntar-se a eles. Dava aos homens uma espécie de esperança vaga, a qual Naehrys fazia questão de manter. Cumprimentando os servos e soldados com um sorriso doce, ela dirige-se ao seu local ao lado do cadeirão principal, que obviamente está vazio. Por protocolo, ela faz um gesto aos servos para servirem a comida e deixa que os homens comam e bebam à vontade. Ela própria não toca na comida, num claro gesto de quem espera o pai descer e se juntar a ela. Seu estômago dá voltas pela fome, mas já está acostumado a esperar.

    Apenas quando os homens se levantam e a carne já está fria é que ela se serve um pedaço de queijo e abocanha, para seu próprio deleite. Timidamente, segue para as outras refeições e bebidas. A essa hora praticamente todos já se retiraram, restando apenas alguns além do mestre de armas. Balthazar Ulf é um homem vigoroso, excelente em combate e dado a cortejos com mulheres, uma diferente por dia. Naehrys é obrigada a admitir que ele é muito atraente, sua beleza é algo impossível de não notar, mas ainda assim limita-se a tratá-lo com polidez, jamais cedendo aos gracejos ou aos encantos. Nem dele, nem de outro homem.

    Quando está, finalmente, iniciando o desjejum, seu Meistre desce das escadas que levam ao aposento do pai. Os olhos da lady cintilam na direção da carta que tem em mãos. "Pelos deuses, que não seja alguma das loucuras daquele velho decrépito", pensou, ainda que por educação não tenha demorado seu olhar por mais de um segundo. Engoliu o pedaço de carne de pombo que estava mastigando ao mesmo tempo que o Meistre chegou ao seu lado. Naehrys o recebeu com um sorriso convidativo.

    -Bom dia, Meistre Bruce. Por um momento pensei que não viesse se juntar a nós nesta manhã. Por favor, sente-se. A comida está fria, mas ocntinua deliciosa. - Embora estivesse curiosíssima sobre a carta, ela ainda não se esquecia de ser atenciosa. Dar importância mais às pessoas do que às coisas, era assim que ela havia conquistado grande parte dos homens e mulheres que serviam a sua casa.

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    fairbrooks
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    Re: O amanhecer em Pena de Ouro.

    Mensagem por fairbrooks em Sex Ago 10, 2018 6:57 pm




    Sor John Darkblade





    Era mais um dia nessa nova vida de Balthazar, acordou cedo como de costume, afinal não importa a noite que teve ainda possuía deveres a cumprir. Assim que acordou sentiu a falta da dama de companhia que estava ao seu lado, porém não que fosse costume, ela era paga para lhe satisfazer, não para acordar ao seu lado. Ignorando seus pensamentos para ele não ir longe de mais, vestiu sua armadura acolchoada e assim começar seu turno como Mestre de Armas da Casa Goldwing.

    Saindo de seu quarto fez uma pequena ronda pelo Castelo, conversou com os soldados, nada fora de sua rotina, e assim se dirigiu para seu desejum. Ao chegar Lady Naehrys e Lord Brandon se encontravam ausente, aproveitando se juntou aos poucos soldados na mesa baixa, embora pertencesse a outra mesa, sempre se sentiu mais em casa com outros soldados do que entre comerciantes e estudiosos.

    Assim que Lady Naehrys chegou ao salão, Balthazar se levanta em um sinal de respeito e faz sua mesura.

    -- Bom dia Milady, espero que tenha dormido de maneira esplendida.

    "Uma boa moça, graças aos Sete não puxou ao pai ou seus irmãos, porém fora de meu alcance, infelizmente", assim com seus pensamentos guardados para si, se dirige até o assento correto na outra mesa. Comeu mais que na outra mesa e conversava aqui e ali, quando algum assunto interessante surgia.

    Depois de algum tempo havia sobrado apenas ele e a Lady, que começara a comer, Balthazar sempre sentia uma certa pena da moça, aguentar a fome para esperar o pai que sempre descia tarde, quando descia, porém não disse nada. O silêncio fora quebrado quando o Meistre aparece descendo do quarto do Lorde, com uma carta em mão, Balthazar fica curioso, mas em respeito a Senhorita se segurou, e se contentou com poucas palavras.

    -- Ora Meistre, chegou cedo para o almoço, porém seja bem vindo.

    Após isto Balthazar apenas observa o Meistre e a Lady, para entender o possível conteúdo da carta.

    Van Bash
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    Re: O amanhecer em Pena de Ouro.

    Mensagem por Van Bash em Sab Ago 11, 2018 1:28 pm

    Um triste amanhecer
    Bruce sai do quarto triste, todos os dias era a mesma coisa. Ele fica um tempo parado a frente da porta do Lord fechada e uma carta em sua mão. O meistre já viu isso acontecer com a lady e esposa do Lord de pena de Ouro e isso só aumentava ainda mais o peso em seu coração. As dores, o sofrimento, o tossir sangue e a desistência de viver uma vida de sofrimento.
    Tudo isso era demais principalmente porque ele se sentia incompetente em não conseguir curar tal aflição. A única coisa que podia fazer era amenizar o sofrimento e era o que todos os dias fazia. Essa tal doença da tristeza era poderosa, aparecia em várias partes do corpo causando dores e a pessoa vai definhando aos poucos, ele já viu pessoas rezando aos sete para os levarem, esse era um mal que estaria fora de seus alcances de médico.
    *Por sete me dê forças para aliviar o sofrimento dos Goldwing. O velho já não quer mais viver, mas não pode matar o restante de sua familia. *
    O Meistre vinha de terras muito distantes e antes de perder seu título de nobreza ele era o único herdeiro vivo de sua casa, Solares. O atual mestre dos barcos era membro da sua casa no qual ainda muito jovem conseguiu escapar da ira dos Baratheon.
    *Eu sei o que deve ser feito para que essa casa volte a brilhar como nunca se viu antes. Devemos ser uma casa matriarcal assim como em Dorne*
    Os pensamentos do Dornês estavam a mil, ele não era um homem de se abalar facilmente sempre procurando soluções para os problemas. E agora ele tinha muitos e sua mente trabalhava a todo vapor para que encontrasse a melhor solução para todos. Mas teria que se focar em um problema de cada vez, e o primeiro a ser resolvido era a carta do Lord Brandon.
    Ao chegar era quase de costume que a Lady Naehrys o esperasse trazendo seu pai ou não, ela era formidável e por isso ele sabia que seria o melhor para casa que ela assumisse o quanto antes e que a tristeza não ofuscasse o brilho da casa, afinal nada ofuscava a Lady. O nome valiriano não foi a toa ela representava tudo que Bruce acreditava na força dos Thargaryans e que um dia viria o ursupador teria o que merecia uma morte indigna.Então o meistre se apresenta e tenta não esboçar nenhum sentimento.
    -Pelo menos espero que seja um bom dia. Um Meistre nunca chega cedo ou atrasado, ele sempre chega quando deve chegar. – tenta disfarçar um pouco brincando com o espada juramentada da casa e mestre de armas. Então começa a se servir e senta ao lado da Lady como de costume, afinal ele também era o conselheiro da casa.
    -Lady Naehrys na ausência de seu pai devemos compor as audiências e fazer as leis do rei prevalecer em Pena de Ouro. – fala educadamente enquanto comia, mas nunca de boca cheia – Tem um assunto em particular que seu pai quer que resolva antes que esse problema passe a se tornar um problema maior. Sor. John prepare os guardas pessoais para viajar. Temos assuntos a resolver. Eu aconselho chamar o capa verde para fazer ir como batedor. Após o desgejum gostaria de falar a sós com a milady se fosse possivél?
    Bruce continua comendo como se fosse mais um dia qualquer na sua vida atribulada e cheias de problemas que os encarava como um desafio reerguer a casa dos Goldwing e quem sabe um dia reerguer sua casa novamente.
       
    (C) Ross
    Ayleen G
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    Re: O amanhecer em Pena de Ouro.

    Mensagem por Ayleen G em Sab Ago 11, 2018 4:26 pm



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    Enquanto o Meistre sentava-se e trocava palavras com Balthazar em tom de brincadeira, Lady Naehrys colocou um pedaço de pão tostado embebido no molho da cebola assada, sorrindo para os dois. Tão logo Meistre Bruce se acomodou, começou a falar sobre seu pai e as urgências e deveres que caberiam a ele, mas que Naehrys resolvia enquanto herdeira, já que o lord estava impossibilitado de sair do quarto. Não que isso a incomodasse, pelo contrário, fazia a tudo com maestria, muito melhor do que o pai um dia fizera. Era seu destino, porém este estava em constante ameaça com os devaneios do pai e seus bastardos... A lady bebeu um pouco de leite adoçado com mel para ajudar a engolir o pão mais depressa e, assim, responder ao Meistre.

    -É claro, meistre Bruce. - ela olhou para seu mestre de armas e estendeu a mão em sua direção, sem tocá-lo. - Senhor Ulf, quando estiver satisfeito poderia fazer como o meistre sugeriu? Vá em busca de nosso mestre de caça, Robin, e reúna os homens mais capazes para a viagem, sabes melhor do que eu quem são. As estradas do Vale são perigosas, proteção nunca é demais.

    Lady Naehrys comeu e aguardou com muita paciência, embora sua curiosidade sobre a carta e os "assuntos particulares" a estivesse castigando como um chicote em suas costas. Ainda assim, ela terminou o desjejum e aguardou que Balthazar também o fizesse. Não pediu novamente para que ele fosse reunir os homens, mas esperava que ele entendesse a situação e partisse o mais breve possível. Enquanto isso, conversou trivialidades com o Meistre e o Mestre das Armas, sem entrar em assuntos mais aprofundados, para não alongar o diálogo. Quando, e apenas quando, Balthazar se retirasse, ela se viraria calmamente para o outro homem, presumindo que já estivessem a sós.

    -Então, Meistre Bruce, qual o assunto é tão sigiloso que não possa ser falado na frente do homem mais eficaz em combate de minha casa? - olhava para ele com um olhar doce, mas firme. Passava a imagem de inocente e meiga, porém nunca de tola. - Tem algo relacionado com o conteúdo da carta que tem nas mãos? - Naehrys gostava especialmente do meistre de sua casa, naõ apenas as habilidades esperadas para alguém do seu cargo, mas também pela própria personalidade do homem. Vindo de Dorne, ele a tratava como a verdadeira herdeira dos Goldwind, independente de seu sexo, e era um bom e sincero confidente. Isto era realmente raro nas terras a partir da Campina e ao norte.

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    Re: O amanhecer em Pena de Ouro.

    Mensagem por fairbrooks em Sab Ago 11, 2018 4:56 pm




    Sor Balthazar Ulf





    Após a ordem de Lady Naehrys, Balthazar que havia a muito terminado seu desejum, se levanta prontamente para realizar seu pedido.

    -- Como desejar Senhorita, com sua licença. - Se curvava e então olhava para o meistre.-- Uma ótima refeição Meistre.

    Formalidades feitas saiu, e após sair deixou uma certa tristeza o atingir, queria saber o assunto da carta e mais ainda por não poder estar presente, mas nobreza era assim, e um dia ele deveria que se acostumar, então foi resolver o primeiro assunto, ir atrás de alguns soldados para viagem, e melhor lugar não há que o campo de treinamento.

    Assim que havia chegado, Balthazar foi direto em seu braço direito, Argos Phospohorus, embora Balthazar passasse muito tempo com seus homens, Argos que realmente fazia maior parte do trabalho pesado, afinal Balthazar era um bom combatente, não um bom líder.

    Argos no momento que viu Balthazar se endireitou na cadeira que estava sentado vendo os recrutas treinarem e começou a gritar alguns comandos para os novatos que pareciam entender o real motivo do alvoroço, começando a se esforçar o máximo que conseguiam, Balthazar ignorando isto, chegou perto de Argos sem rodeios.

    -- Argos, espero que tenha aproveitado seu desejum, pois lhe darei algum trabalho agora, vindo direto de cima, reúna nossos vinte melhores homens e os prepare para a viagem, caso eles estejam fazendo algum outro afazer, aloque outro soldado para isto, não sei quantos homens irá conosco, porém melhor preparar uma boa quantidade para não decepcionar nossa Lady.

    Argos ouvia o pedido com atenção, fazendo uma cara feia, porém era normal, sempre reclamava do trabalho, mas não havia ninguém que o fazia melhor do que ele.

    -- Sim senhor, talvez eu tenha que alocar alguns recrutas para a ronda para suprir a necessidade, mas se é um pedido de cima farei isto imediatamente. - Argos se levanta e via os quinze recrutas em treinamento, respirava fundo e então soltava. --- Mudança de treino maricas, agora vocês vão aprender como andar pela cidade protegendo a Casa que lhe dá abrigo e comida, se armem e se equipem e voltem antes que me dor nas pernas, pois se eu sentar vão ter que me carregar na cadeira.

    Rapidamente os recrutas guardaram seu equipamento de treino e partiram para cumprir as ordens de Argos, Balthazar faz uma leve mesura para seu braço direito, que responde com o mesmo gesto.

    Por fim com isto resolvido, faltava a tarefa mais difícil, encontrar o Capa Verde, ele se camuflava tão bem que era mais fácil achar uma puta virgem do que ele, mas ordens são ordens, e assim Balthazar vai atrás do Mestre de Caça Robyn.
    Van Bash
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    Re: O amanhecer em Pena de Ouro.

    Mensagem por Van Bash em Ter Ago 14, 2018 11:09 am



    Você é a única que pode salvar Pena de Ouro

    A Lady


    Bruce continuava a comer, e observar a todos principalmente tentava desvendar o que passava na cabeça de Lady Naehrys. A presença dela fazia a vida do Meistre fazer sentido. O Maistre sabia que os bastardos da casa iriam causar uma guerra interna assim que o Lorde de pena de Ouro morresse, ou pior iriam atentar contra a sua protegida. Enquanto comia e divagava em seus pensamentos, percebe que ficara sozinho com Naehrys, que quebra o silêncio.

    -Minha senhora, temo pela saúde de seu pai e que nenhum ser vivo teria a capacidade de cura-lo - faz uma pausa - Precisamos nos preparar para fazer essa transição da forma mais adequada.

    Após falar o que realmente preocupava ele pega o pergaminho e entrega diretamente para a sua senhora. Agora deveriam tratar dos deveres da casa e analisar com a herdeira quais ações deveriam tomar.

    -Essa é uma oportunidade que teremos para que seu povo se orgulhe de você, não podemos errar nesse ponto temos que fazer com que todos vejam que você é a melhor opção para o futuro da casa. Não me importa o que realmente seja a verdade por trás disso, mas não podemos fazer com que o povo fique contra você. Antes de tomarmos qualquer decisão devemos ter a certeza que as pessoas irão concordar com você. Se tens o seu povo você tem a legitimidade de governar e devemos começar a construir essa imagem.

    Bruce fala enquanto a Lady lia a carta com o conteúdo  revelando o problema que está tendo na vila com um patrulheiro da muralha que estava de passagem pelo porto e foi acusado de assassinato. Agora a população pede justiça, o patrulheiro foi levado para a casa de um velho cavaleiro, que decidiu proteje-lo já que somente o lord pode julgar e fazer valer a justiça do rei. A tensão aumenta ao ver que a casa está cercada de pessoas querendo matar o patrulheiro, ao terminar de ler a carta a Lady percebe que é assinada pelo próprio patrulheiro.




    Ayleen G
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    Re: O amanhecer em Pena de Ouro.

    Mensagem por Ayleen G em Qua Ago 15, 2018 5:02 pm



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    Naehrys bebericou o restante do seu leite, pensativa em relação ao que o Meistre havia dito. Por um lado, a morte de seu pai seria uma bênção para ela, especialmente agora que ele passara a desprezá-la tanto, e antes que fizesse uma bobagem como pedir a legitimação de algum dos bastardos, o que a lady sabia que aconteceria um dia. Entretanto, não conhecia os meio-irmãos o suficiente para saber qual seria a reação deles com a morte do pai, se entrariam em confronto e fariam algum atentado contra a sua vida, afinal, apenas ela estaria no caminho deles para a herança de Pena de Ouro. Ainda assim, eram bastardos, nada garantia que herdasses as posses de Lord Goldwind. Era uma situação complicada, e ela precisava dar passos cuidados naquele terreno.

    -O senhor meu pai entrega-se cada vez mais ao Estranho todo dia que passa. Quisera eu poder fazer alguma coisa, ou saber de alguém que o curasse de uma doença tão peculiar. Entretanto, chegará o dia em que ele descansará, e eu devo estar pronta para isto. Decepcionei-o pelo meu sexo, mas jamais o farei como herdeira. - Seus olhos começaram a lacrimejar involuntariamente e, quando Naehrys se deu por conta disto, pegou seu guardanapo e secou o canto dos olhos. Não entendia porque essa situação ainda a machucava tanto. Sorte a sua estar com seu meistre e conselheiro, um dos homens leais que tinha ao seu lado.

    Por fim, Bruce lhe entrega a carta que tinha consigo. Naehrys lê a carta ao mesmo tempo que escuta o meistre. Ele tinha razão, a melhor justiça era aquela na qual o povo acreditava, e tendo as pessoas ao seu lado, não haveria guerra com os bastardos que não vencesse. O conteúdo da carta era simples, mas explicativo. Se fosse pelo caminho fácil, ordenaria a morte do patrulheiro. Não era isso que a lady queria. Ela precisava ouvir as pessoas, saber o que aconteceu, mostrar-se prestativa, atenciosa e empática. Só depois disso é que tomaria alguma decisão.

    -Entendo... Vou solicitar aos servos que preparem minha bagagem e minha carruagem. Iremos até a vila tão breve quanto possível. Peça ao senhor Balthazar que já envie três homens rápidos e fortes para garantir a segurança do patrulheiro até que eu chegue onde ele está. - ela se levanta da mesa assim que o meistre termina de comer, mostrando ao aguardá-lo que sua polidez era maior que a pressa. - Gostaria de ouvir seus conselhos no caminho meistre. Não perderei uma oportunidade como esta. - ela mordeu os lábios, sorrindo. Apesar de ansiosa, estava muito animada. E esperançosa.

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    Re: O amanhecer em Pena de Ouro.

    Mensagem por nunessoares em Qui Ago 16, 2018 12:40 pm

    Ulf
    Spoiler:
    ''Balthazar deixa o salão passando pelo grande portal feito de carvalho reforçado com ferro, a passagem obriga que qualquer um use as duas mãos para empurrar um dos lados do portão.
    Fora do castelo o patio se estende de forma circular por entre as muralhas,com o chão lamacento de chuvas dos últimos dias. Estruturas de pedra e madeira erguem-se aos pés da muralha branca, homens vigiam pelas ameias e transitam pelo patio, ao chegar na casa de caça Balthazar é informado que Robin e seus caçadores deixaram Pena de Ouro antes do nascer do sol, em busca de um gato das sombras que vem atacando as comunidades a leste da fortaleza, talvez estejam a algumas horas de viagem.
    Argos ''Barba Negra'' é um homem alto, de ombros largos e braços iguais a duas toras de arvores, seu rosto é coberto por uma barba espeça e negra, com longos cabelos que escorrem por seus ombros, veste uma cota de malha prateada sobre couro fervido, ergue-se da cadeira de madeira feito uma montanha. O intendente faz uma reverencia respeitosa a seu superior e apronta os vinte homens que vigia nas ameias da muralha. O agrupamento da tropa leva algumas dezenas de minutos para se aprontar frente a saída de Pena de Ouro.'
    '

    Naehrys e Meitre Bruce
    Spoiler:

    ''A carruagem é dourada e dispõe de grandes rodas traseiras com o dobro das dianteiras, é toda escupida com pequenas asas douradas em suas extremidades e desenhos de flores nas portas. Dois tecidos de seda negra bordados com detalhes em dourado e branco ajusta-se em suas janelas, servos agilizam alguns pertences dentro da cabine e dois grandes palafréns brancos puxam sua senhora,  Gael e Ky.
    Os homens se mobilizam na saída da fortaleza, o equipamento dos soldados consiste em um peitoral de aço com ombreiras, um elmo de ferro oval que mais parece uma tigela, escudos de madeira reforçados ostentando o brasão dos Goldwing's, lança e uma espada longa de ferro amarrada a cintura. Naehrys e Meistre Bruce se aprontam na capine enquanto Balthazar prepara seus homens ao redor da carruagem de Naehrys e trás a noticia que o mestre de caça Robin não se encontra na fortaleza.''


    Argos ''Barba Negra''
    Spoiler:
    Van Bash
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    Re: O amanhecer em Pena de Ouro.

    Mensagem por Van Bash em Qui Ago 16, 2018 2:57 pm


    Chamado do Dever
    FORTALEZA DE PENA DE OURO

    Maistre Bruce vinha de uma casa de Dorne que se tornara uma das grandes casas de Westeros, mas recentemente havia apostado muito alto para proteger a sua casa sucerana, os Martell. Mas na verdade foi a traição dos Lannister que fizeram a derrocada dos Solaris. Todos os herdeiros foram mortos juntos com os príncipes jovens. E que o ursupador mataria todos que jurassem lealdade aos Thargaryen. O pai e irmão de Bruce encontraram sua morte ao se manterem fieis em sua palavra e honra de servirem os Thargaryen e os Martell sem jurar fidelidade aos Baratheons. Mas por algum motivo o rei Robert acabou perdoando o ultimo remanescente de sua casa se ele servisse na muralha ou virasse um Meistre. Então Bruce teve que abandonar sua nobreza em troca de sua vida.

    E lá estava ele arrumando sua bagagem para aconselhar e proteger sua Lady. Ele levava consigo seu arco longo para alguma eventualidade. E duas aljavas com flechas. Por cima da túnica de Meistre usava um robe com capuz negro e um cajado para ritmar suas passadas.





    Ele espera do lado de fora da carruagem a Lady mas antes inspeciona se estava tudo em ordem. Então ele é informado que o Mestre da Caça não iriam com eles. Então rapidamente pega de suas coisas o tinteiro e pena, um pergaminho e escreve: “Ao prezado Robyn o capa verde, mestre de caça de Pena de Ouro. A lady Naehrys e uma pequena comitiva estamos partindo para vila, assim que receber essa noticia parta ao nosso encontro, pois seus serviços vão ser requisitados. Ass: Meistre Bruce. “. Então Bruce enrola o pergaminho e o sela com o selo da casa Goldwing. O Meistre antes que a Lady chegue vai até o Mestre dos Corvos e entrega o pergaminho.

    -Entregue ao Robyn capa verde assim que ele colocar os pés em pena de Ouro novamente. Essa mensagem é urgente. – fala com um tom sério e sai voltando para a comitiva que em breve iria partir.

    Bruce verifica mais uma vez toda a situação e começa a buscar em sua mente sobre possíveis suspeitos daquela região, repassa sobre quem são os grupos e pessoas mais prováveis de terem cometido esse assassinato. Tudo isso em sua mente. Assim como se estivesse em outro mundo Bruce vai até o mestre de Armas.

    -Balthazar quem irá substituir o mestre de caça como batedores?
    – pergunta ainda com a cabeça longe dali.

    Após saber quem iria compor o grupo da dianteira ficava pensando em várias formas de tirar vantagem da situação para a sua Lady, afinal ele realmente estava disposto em tornar os Goldwing em uma casa Matriarcal.  Então Naehrys chega. Bruce sorri para sua Lady e a acompanha até a carruagem.

    -Senhora o mestre Robyn não pode nos acompanhar agora, mas já deixei uma mensagem para ele nos encontrar assim que possível. Balthazar já providenciou quem irá substitui-lo, mas temo que ninguém possa realmente substitui-lo a altura. Isso é um infortúnio mas não podemos esperar. E devemos partir o quanto antes.  – falava sempre em tom de aconselhamento para informar a situação. Então senta a frente de sua Lady na carruagem onde estaria disponível para conversarem sobre qualquer assunto que fosse pertinente e que amenizasse o tempo da viagem.

    Ayleen G
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    Re: O amanhecer em Pena de Ouro.

    Mensagem por Ayleen G em Qui Ago 16, 2018 5:57 pm



    They danced and spun, right to the fair!
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    Assim que termina de vestir-se com um vestido de tecido fino azul, Naehrys desce as escadas, carregando apenas outro vestido e um par de botas, caso seja necessário trocar. O local não haveria de ser muito longe para ter necessidade de mais coisas. Apressou-se para ir até a carruagem, onde os homens já estavam de prontidão, lhe aguardando. Por um instante, ela observou a bela carruagem, puxada pelos seus bonitos palafréns, e pensou se não seria melhor ir mais simples até a cidade. Toda aquela pomposidade parecia que a deixaria inacessível aos plebeus, e não era a imagem que gostaria de passar no momento.

    -Olá novamente, senhor Balthazar, Meistre Bruce. É realmente uma lástima que Robyn não consiga nos acompanhar, ele é um bom homem, mas tem seus deveres também. Deixe-o cumpri-los. Confio em nosso mestre de armas e na escolha de seus homem. - Ela deu um sorriso para os dois. Robyn era um porto seguro para ela, conheciam-se desde sempre e, embora o homem fosse quase 10 anos mais velho, sempre tiveram uma profunda conexão. Nada além de amizade havia acontecido, é claro, mas ainda assim Naehrys tinha um grande apreço pelo mestre de caça. - Podemos iniciar a viagem. Senhor Balthazar, avise-me caso tenhamos algum imprevisto no caminho. - Sem mais o que dizer, ela entrou na carruagem e tomou o seu assento, de frente para o meistre.

    -Meistre Bruce, como disse antes, precisarei dos seus sábios conselhos. Há algo que saiba sobre a situação além do que está na carta? Como sugere que seja a minha conduta perante as pessoas? - Naehrys mostrava-se atenta e interessada no que o homem tinha a dizer. Seus olhos violeta faiscavam pela emoção de finalmente fazer algo importante como futura chefe da Casa.

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    Re: O amanhecer em Pena de Ouro.

    Mensagem por fairbrooks em Qui Ago 16, 2018 9:53 pm





    Balthazar Ulf



    Após a rápida movimentação de Argos e dos soldados, a comitiva aguardava apenas o Meistre e a Lady para partir, embora não soubesse para onde de fato.

    Balthazar já havia solicitado a Lucan, um arqueiro dentre os homens, que tomasse a dianteira quando partissem, para que servisse de batedor, o rapaz não era necessariamente bom nisto, porém iria servia na ausência de Robyn.

    O Meistre fora o primeiro a chegar na comitiva preparada, Balthazar estava organizando um pouco a formação, e deixou o Velho Bruce se aproximar e falar de sua preocupação sobre o batedor. Era um desfalque grande dependendo de onde fossem, porém, não é apenas de um homem que uma casa depende. Assim Balthazar se vira para o Meistre apenas a última ordem dada.

    -- Meistre Bruce, temo não ter um homem de igual valia, porém encarreguei Lucan, é o mais capacitado dentre todos os homens.

    Balthazar no fundo ainda respeitava Meistre Bruce, antes de se tornar um escudeiro foi aprendiz de um Meistre, então sabia o quão importante era seu serviço, mais que um simples curandeiro, era sábio, ou devia ser.

    Assim que a Lady havia chegado no local, Balthazar faz sua reverência, e olha para os seus homens, em um comando silencioso para que façam o mesmo.

    -- Minha Lady, a comitiva está pronta como ordenara, vinte dos nossos melhores homens para servi-la.

    Após fazer sua declaração, Balthazar ergue a cabeça, e ouvindo os dizeres da Lady prontamente se coloca em posição e a aguarda entrar na carruagem, e assim que o faz, olha para os homens.

    -- Hora de partir homens, em frente!

    Após dada a ordem, Balthazar tenta da forma mais discreta possível em seu cavalo Pé de Pano até a carruagem de Lady Naehrys, e na pequena janela pigarreia um pouco para chamar atenção.

    -- Minha Lady, Meistre, perdoe-me atrapalhar, porém necessito saber aonde estamos indo para conseguirmos prosseguir a viagem com maior exatidão.


    Van Bash
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    Re: O amanhecer em Pena de Ouro.

    Mensagem por Van Bash em Sex Ago 17, 2018 1:13 pm


    Direções a tomar
    CARRUAGEM ESTRADA

    Bruce ouve Balthazar e com tantos pensamentos em sua cabeça realmente esquecera de dizer para o mestre de armas para onde iriam.

    -Desculpe-me Mestre Balthazar. Estamos indo para Vila da Penugem. Lá devemos procurar a moradia do cavaleiro que protege o patrulheiro. Não deve ser difícil acha-los é só seguir o rastro das pessoas indignadas. – o meistre tenta em poucas palavras explicar a situação e o local no qual estão indo.

    -Minha senhora acho que você deve se igualar com as pessoas, deixa-las ver que você se importa com elas, crie vínculos, devemos chegar na vila e andar a pé e somente com seus guardas de confiança no máximo três assim mostrará que confia em seu povo. Mas ao mesmo tempo faça-os ver que você é diferente, a luz na escuridão, o sopro de esperança que elas precisavam. Esse caso será uma boa forma de nos aproximar e ouvir o que o seu povo pensa sobre a sua família e fazê-los ver como a senhora é diferente de qualquer outro nobre – meistre Bruce falava com uma admiração real para com sua senhora

    Esse é o meu conselho sobre este assunto em especifico na vila. – faz uma pequena pausa – Mas há um assunto de longo prazo que logo irá chegar a pena de ouro, um assunto mais sério que pode ter desdobramentos trágicos. A mão do rei e protetor do vale Jhon Arryn foi encontrado morto, segundo o Meistre de Porto Real e a alegação oficial real é que as causas da morte foram naturais. – o meistre para e olha profundamente nos olhos violeta da Lady para tentar decifrar alguma expressão de sua senhora





    Mas não é essa a versão da Lady Lisa, senhora esposa de Jhon Arryn, a sua versão é mais macabra e conta que seu marido havia descoberto algo da realeza que fizeram os Lanister assassinarem o mão do Rei. O fato é que uma comitiva está a caminho de Winterfel é bem provável que o Usurpador convide seu amigo Ned Stark o protetor do norte para ocupar o canto de Jhon Arryn já que ambos foram tutelados pelo Protetor do Vale. Nesse ponto fica uma incógnita que precisaríamos de mais informações para saber o que realmente ocorreu. Meu conselho é que teremos que agir com quatro suposições: Primeira e mais comum é aceitar que  Sir Jhon Arryn morreu de causas naturais e que Lisa esteja ressentida com a corte de Porto Real. Segunda seria: Se os Lanister assassinaram a mão do rei é por quê ele sabia de algo que poderia abalar as estruturas dos leões em Porto Real ou o Protetor se tornara inimigos deles no período que exercia suas funções reais ou mesmo motivações politicas dentro do concelho. Uma terceira Hipótese é que a teroria da conspiração possa ter sido plantada por alguém e o que mais me intrigaria nessa teoria seria quem e o porquê? E por último e quarta versão: Seria que todas ou parte das versões anteriores sejam corretas, assim levando uma teoria mais complexa. – faz uma pausa para assimilar melhor seu raciocínio ágil – Tendo em vista todas as opções creio que você e sua casa têm como tirar proveito destes acontecimentos, primeiro devemos acreditar em todas essas versões, depois descobrir quais são verdadeiras e qual segredo causou a morte de Jhon, deveríamos ir ao funeral de Jhon Arryn para descobrirmos os reais motivos e enviar nossas condolências para Lady Lisa. O substituto de Jhon Arryn é seu filho de seis anos e isso coloca o protetor do Vale em posição de fragilidade.

    Meistre Bruce observa Lady Naehrys chegar a uma decisão e conclusão sobre o que deveria ser feito, ele sabia que logo chegaria a hora dela se casar e fortalecer a casa. E o quanto antes precisaria de Herdeiros. Mas ainda havia muita coisa a ser feito antes do próximo passo. O meistre odiava viajar em animais, mas na confortável carruagem e na presença de sua senhora as horas são mais agradáveis. Ele sabia que chegar com essa pompa não seria bom para a imagem dela se a mesma quisesse se aproximar do povo.    

    fairbrooks
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    Re: O amanhecer em Pena de Ouro.

    Mensagem por fairbrooks em Sex Ago 17, 2018 5:53 pm

    @fairbrooks escreveu:




    Balthazar Ulf



    Balthazar escuta o Meistre e assente com um sorriso no rosto.

    -- Não tem problema Meistre Bruce, em breve chegaremos lá, com sua licença Milady.

    Balthazar pensa sobre o patrulheiro, e no seu íntimo torcia para não ser um homem da muralha tão ao sul, porém infelizmente deveria ser, afinal para Lady sair do castelo para tal. Porém não era seu trabalho tais preocupações, e sim a segurança de Lady Naehrys.

    Com isto em mente, se direcionou para frente dos homens, e mantendo o ritmo começa a pronunciar.

    -- Iremos a Vila Pelugem homens, mantenham um passo rápido, porém não tanto para balançar a carruagem de Lady Naehrys!

    Dada a ordem, Balthazar fica ao lado da carruagem de prontidão caso fosse necessário, porém apenas seu corpo permanecia no local, sua mente estava longe, momentos assim o faziam lembrar de seus tempos passados, tanto com seu Mestre, quanto em Bravoos a última mulher que possuiu seu coração, os cabelos ruivos da cor do pôr do sol que tiraram seu ar um dia, e que agora apenas trazia amargura em seus momentos ociosos.

    Assim, com pesamentos longe, seria uma longa curta viagem de lembranças até a Vila Pelugem.

    Ayleen G
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    Re: O amanhecer em Pena de Ouro.

    Mensagem por Ayleen G em Sex Ago 17, 2018 10:34 pm



    They danced and spun, right to the fair!
    Oh, sweet she was, and pure, and fair!

    Ao ver Balthazar aproximando-se, Naehrys pensou se estavam com algum problema mesmo antes de partir. Não conseguiu segurar o riso abafado ao perceber com as palavras do homem que, tanto ela quanto o meistre, haviam esquecido de dizer para onde iriam. A lady chegou a corar as bochechas ao notas o lapso, mal conseguindo agradecer ao meistre por ter dado a direção.

    -Às vezes penso, meistre Bruce, que o senhor tem algum dom para ler os meus pensamentos. Foi exatamente o que refleti ao ver a carruagem. É claro que não abriria mão da segurança no caminho até lá, porém acredito ser de primordial importância que os plebeus não tenham uma imagem de mim como alguém inacessível. - "para isso já basta o meu pai", pensou, disfarçando o desgosto na memória do pai deitado na cama, delirando por uma doença da mente. - Eu gostaria de um dia não precisar temer o povo ou os clãs das montanhas. Pode me chamar de tola por pensar em tal utopia, entretanto, eu gostaria de tê-los como aliados. Tanto os plebeus quanto os selvagens. - seus olhos sonhadores miraram a paisagem do lado de fora da carruagem, imaginando se algum dia isto seria possível. Até então, os clãs das montanhas se mostravam hostis a qualquer tentativa de aproximação. Porém, sua casa precisava de mais soldados... Quem sabe. Bruce tirou-a de seus devaneios com a notícia da monte da Mão do Rei.

    -Oh... Imagino que lady Lysa esteja inconsolável pelo luto. Embora não lembre de tê-la conhecido, gostaria de poder consolá-la de alguma forma. Infelizmente, mesmo que nossa partida seja imediata, temo não chegarmos a tempo do funeral. Sabe se a senhora permanece em Porto Real, ou voltou para o Ninho da Águia? Talvez devêssemos ir até ela neste momento. - Ao falar isso, Naehrys teve o breve pensamento de que todos os bajuladores do Vale teriam a mesma ideia. "Quem sabe seja melhor respeitar o luto e apenas lhe enviar uma carta de condolências, para não ser demasiada invasiva. Ah, a quem estou enganando? Essa junção de lambedores de botas será perfeita para que eu consiga o apoio de outros lords para a minha sucessão na casa Goldwind, e que aceitem melhor um casamento matriarcal para que o nome da minha família não seja extinto. Não pretendo deixá-lo nas mãos dos bastardos de meu pai", pensou. Foi então que Bruce falou sobre suas teorias. - Sim, meistre, essa informação é valiosa, precisamos ser cuidados ao proferir tais palavras. Os Lannister são uma casa orgulhosa e perigosa, não é bom cutucar o leão com vara curta. Se me permite perguntar... Como soube disto?

    Naehrys esperou pacientemente a resposta do meistre, e ficou um bom tempo em silêncio, refletindo. Estavam falando sobre algo grandioso, muito além de qualquer coisa que já tivesse lidado até então. Era nova, uma garota que mal havia conhecido o inverno quando bebê, certamente não fora um dos longos. Ainda assim, sabia que não ficaria atrás na guerra dos tronos, ainda que jovem, ainda que de uma casa menor, ainda que... Uma mulher. Maldito e bendito seja o sexo de seu nascimento. Tudo era mais fácil aos homens.

    -Meistre Bruce, perdoe-me se estiver sendo estúpida, porém a sensação que tenho é que estes problemas estão distantes demais de nós. Creio que neste momento preciso resolver os conflitos da minha própria casa. A herança das terras e do nome Goldwind ainda permanece em meu nome, enquanto meu pai não consegue ou não tem coragem para legitimar um de seus amados bastardos. Sabe tão bem quanto eu que, se esperar demais, estarei velha demais para casar ou gerar filhos. E minhas opções são escassas. - Naehrys suspirou, tirando os olhos da paisagem para encarar seu meistre. Sua expressão parecia um tanto cansada, e de fato estava. - Tudo seria mais fácil se eu tivesse nascido na sua terra Natal, não é? Não teria que me preocupar se os bastardos serão considerados como legítimos filhos ou não. Eu estaria à frente na linha de sucessão, pelo dia de meu nome vir antes dos demais. - ela enxugou uma lágrima teimosa pendurada no canto do seu olho. - Fico pensando, será que o senhor conheceria algum nobre de Dorne que estaria disposto a casar comigo e assumir o meu sobrenome? Como um casamento matriarcal em Dorne?

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    Re: O amanhecer em Pena de Ouro.

    Mensagem por nunessoares em Dom Ago 19, 2018 9:24 pm

    ''O céu está firme com poucas nuvens e um sol de brilho imensurável, radiante para sua senhora. A pequena comitiva segue pelo caminho as margens do Volga, o rio brota das montanhas ao norte e segue para o sul, passando por fazendas, banhando os campos dourados de trigo e cevada; dezenas de comunidades podem ser vistas ao longo do caminho com coletores, caçadores e pastores fazendo seus trabalhos.
    Em um ritmo lento a viagem dura pelo menos duas horas, logo o paredão de madeira que circula a vila pode ser visto. Pessoas começam a se agitar ao notar os estandartes da casa e a bela carruagem de senhora Naehrys. Mulheres, crianças e aleijados se aproximam da comitiva implorando por comida ou abrigo, trabalho na fortaleza ou qualquer coisa que os tire daquele lugar.
    Vila da Penugem é uma vila mediana, com talvez duas dezenas de edifícios de madeira e um de pedra para o Mestre do Porto, a uma praia a oeste fora do paredão para os mercadores acamparem. A vila serve tanto de abrigo para viajantes vindo de Vila Gaivota como também abriga o Porto das Águias, um porto frequentado por embarcações de comerciantes menores de Essos e viajantes indo e vindo de Porto Real a Porto Branco, a praça do comercio fica no centro da vila próxima ao porto.
    A vila cheira a peixe, vezes e lama, o povo é sujo e pobre, em sua maioria vestem apenas um coro cru e vivem da pesca, pouco lucram com o comercio. Quando ainda em suas plenas faculdades mentais Lord Brandon reteve boa parte do lucro para arcar com despesas de Pena de Ouro e Pico da Águia e diminui a quantidade e frequência das rondas feitas na vila, aumentando não só a insegurança como criminalidade.
    Apesar do ultimo ataque dos homens dos clãs fazer meses, uma  parte do paredão de madeira a oeste esta derrubada, outras partes remendadas.
    Os soldados abrem caminhos por entre a multidão que começa a se aglomerar em volta da comitiva, o povo começa a ficar mais insistente e um dos soldados golpeia uma mulher com escudo, jogando a no chão e quebrando seu nariz, alguns outros plebeus praguejam.''

    Ao adentrar na vila nota-se uma grande quantidade de pessoas que cercam um dos casebres, trinta talvez, os populares gritam e jogam legumes podre e fezes na casa.
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    Re: O amanhecer em Pena de Ouro.

    Mensagem por fairbrooks em Dom Ago 19, 2018 10:06 pm





    Balthazar Ulf



    Balthazar escuta o Meistre e assente com um sorriso no rosto.

    -- Não tem problema Meistre Bruce, em breve chegaremos lá, com sua licença Milady.

    Assim que Balthazar vê o que seu soldado faz com a moça que apenas buscava uma oportunidade de mudar de vida, rapidamente desce de cavalo, uma vez que o ritmo estava lento pela multidão, não haveria problemas em fazê-lo, ainda mais com sua agilidade.

    Uma vez no chão ele vai rapidamente com um olhar furioso até o Soldado que fez tamanho atrocidade com mulher, o puxou pelo ombro, e sem dizer uma só palavra, o encarou brevemente, enquanto passava por ele se aproximava da mulher estendo a mão, ajudando-a a se levantar.

    -- Perdão Senhorita, o homem está apenas nervoso tentando cumprir seu dever, lamento verdadeiramente por isso que lhe foi causado, sei que não será uma compensação, mas espero que meu pedido de desculpas e isto. - Balthazar tira dois de seus cinco gamos de prata que trouxe consigo e entrega para a mulher. -- Um para pagar o Curandeiro, e outro para lhe compensar, e caso em outro momento eu puder ajudá-la com algo simples o farei.

    Finalizando com um sorriso, Balthazar faz uma pequena mesura e volta para comitiva, enquanto passava, fez uma pequena pausa ao lado do Soldado e sussurrou rapidamente ao seu ouvido.

    - Terá de aprender a fazer seu dever corretamente, e eu o ensinarei.

    Dito isto, Balthazar monta novamente em seu cavalo que estava sendo guiado por outro soldado e continua o resto da viagem, para encontrar uma multidão em volta de uma casa.

    "Com isso sana minhas dúvidas, um Patrulheiro da Muralha está aqui, poderá ocorrer coisas horríveis por aqui, seria péssimo se essa multidão se revoltasse", com seus pensamentos Balthazar se aproxima da carruagem.

    -- Milady, chegamos no destino, devemos abrir passagem para dentro da casa ou fazer com que está lá dentro saia para vê-la?

    Aguardando a resposta, Balthazar tentava se manter alerta para que se algo acontecesse, para poder reagir de maneira eficaz
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    Re: O amanhecer em Pena de Ouro.

    Mensagem por Van Bash em Seg Ago 20, 2018 5:00 pm


    Semeando
    CARRUAGEM Vila da Penugem

    O Meistre olha com olhar de cumplicidade para sua senhora e com seu tom natural de professor e comenta

    -Não há do que ser perdoada minha senhora. E em parte tens razão, isso é um assunto distante mas que pode impactar no vale e em toda Westeros. Esses assuntos são um grande sinal e devemos estar preparados para qualquer alternativa. Dependendo do que realmente aconteceu devemos traçar nossos planos agora para colhermos no futuro – faz uma pausa como se tivesse lembrando de uma história que pudesse apresentar melhor a história – É quase igual uma semente, digamos que a semente é os Goldwing e os acontecimentos são os terrenos. Então a Senhora se lançando mão de sementes saiu para semear em quatro tipos de solo. Uma parte caiu à beira do caminho, outra foi plantada em solo rochoso, outra entre espinho e a quarta caiu em boa terra. No primeiro tipo de solo é quando temos a oportunidade de plantar, mas deixamos passar pois não conseguimos ver como isso pode ser útil pra nós, aquela semente foi perdida pois o seu potencial não foi usado corretamente ela caiu antes mesmo de ser plantada. No segundo solo é quando chegando no campo e não percebemos que ele é infértil, e a semente é perdida pois as rochas não deixa a semente enraizar, nesse esperamos em vão a semente dar frutos. No terceiro solo entre os espinhos a semente é plantada, cresce e dá frutos, mas o fruto não pode ser colhido pois os espinhos ferem quem os colhe, e novamente aqui a semente é perdida, mas com muito esforço podemos ter uma parcela dos seus frutos. E finalmente a semente é plantada ... – Bruce é interrompido por um burburinho do lado de fora, então o Meistre abre a cortina e olha para fora para ver o que estava acontecendo, logo percebe uma mulher no chão sangrando e Balthazar indo até lá e entregando dinheiro para a mulher.

    -Minha senhora acho melhor trazer aquele mulher para dentro da carruagem para seu médico particular cura-la e uma boa hora para fazer um discurso para esse o povo os homens que ficarem podem trabalhar consertando a paliçada. Por sete, esse povo está mais miserável do que me lembrava. Agora o mestre de caça vai fazer falta, pois queria que ele caçasse justamente para alimentar os famintos, mas enfim você melhor do que eu sabe o que falar para seu povo.

    Bruce fica perplexo com a pobreza da região e ficava maquinando como poderia diminuir as mazelas daqueles miseráveis de forma a aproveitar de uma situação para beneficio de ambas as partes. Como se já não fosse difícil conciliar as necessidades dos plebeus com a nobreza, o soldado faz com que isso fique ainda mais tenso.

    -Deixe claro para todos minha Lady que seu povo é sua família, e o nosso dever é protege-los deixe isso claro para o soldado de forma elegante e depois faça seu show e traga a mulher aqui. – disse antes da Lady descer.

    Bruce desce da carruagem e abre a porta para Lady ajudando-a a descer.




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    Re: O amanhecer em Pena de Ouro.

    Mensagem por Ayleen G em Ter Ago 21, 2018 5:28 pm



    They danced and spun, right to the fair!
    Oh, sweet she was, and pure, and fair!

    Naehrys, quando mais jovem, sempre gostou das histórias de meistre Bruce e de outras pessoas do castelo - em especial as histórias de sua mãe sobre a antiga valíria e seus ancestrais da casa Velaryon. Por isso, quando percebeu que Bruce iniciaria uma de suas histórias, deixou de olhar pela janela para prestar atenção ao que ele falava. A viagem pareceu bem mais curta do que o normal, enquanto a lady e o meistre conversavam na carruagem. Pensou em muitas coisas para falar, porém preferiu guardar seus pensamentos para si e refletir sobre a história. "Meu pai me deixa quase de mãos atadas com a situação atual da nossa casa, e ainda complica mais as coisas sem sequer sair daquele maldito quarto... Argh!". Neste mesmo instante, ambos tem a atenção desviada para fora. Inúmeros pedintes se aglomeram ao redor da carruagem, implorando por diversas coisas. O ódio por seu pai só aumentava a medida que avançavam na vila. Naehrys já não tinha muitos luxos dos quais abdicar, ao menos não o suficiente para suprir a carência de toda a plebe. "Aquele estúpido velho mórbido! Nada fez da vida a não ser choramingar, deitar com servas para ter seus bastardos e matar a minha mãe! Oh não, eu não conseguirei gerir essa Casa na situação em que nos encontramos. Meistre Bruce tem razão, é preciso encontrar um bom solo, bons aliados dispostos a me auxiliar na recuperação dos Goldwing. No Ninho, em Porto Real ou até em K'dath, se preciso for!", pensou, e foi então que notou a mulher ensanguentada no chão. Balthazar já havia ido até ela, mas o meistre sugerir algo mais além.

    -Oh, meistre Bruce, o senhor é o meu melhor médico! Por favor, cuide dela, dê-lhe qualquer coisa para as dores. Não há tempo para trazê-la até a carruagem, vamos até ela! - Naehrys esticou-se para fora da janela e tocou o braço do condutor, pedindo para que parasse. Assim que possível, ela desce da mesma, sendo acompanhada de perto pelos soldados de Balthazar, ou até mesmo pelo próprio mestre de armas. A aglomeração ali era muito volumosa, e pelo que conseguia ver, estavam perto da casa onde o patrulheiro estava sendo mantido. Tentando não demonstrar qualquer temor pela situação, Naehrys segue com os homens até a mulher. No caminho, falou com cumplicidade ao seu mestre de armas. - Senhor Balthazar, não puna o homem que fez isto. Sei que não foi proposital, e nossos soldados já estão desmotivados pela situação da casa Goldwing. Deixe-me que fale com ele quando voltarmos ao castelo. - A lady seguiu pelo caminho que os homens abriam até a mulher e, ao chegar perto dela, abaixou-se, pegando em sua mão. Embora não gostasse de sujar seus belos vestidos, a situação não permitia que demonstrasse tal futilidade.

    -Oh senhora, peço perdão pelo ocorrido. Pedi ao meu meistre que cuide de ti, e lamento que não possa fazer além disso. - ela fez um sinal para que Bruce avançasse. Não era boa em diagnósticos ou tratamentos, mas pelo visto não passava de um nariz quebrado, que provavelmente doía muito. Ela sorriu de maneira doce para a mulher e se levantou. Balthazar logo veio perguntar sobre o que fariam a seguir: entrar na casa ou trazer o patrulheiro até ali. - Não, as pessoas estão agressivas demais. É melhor que eu fale com ele a sós, por enquanto. - suspirando, Naehrys olhou para a cena que se montava. Não era da mais favoráveis para si. Um calafrio percorreu sua espinha. Jamais estivera tão próxima da população, ao menos não se lembrava de algo semelhante. Seus pais a mimaram demais e a deixaram distante de todos os problemas da casa, afinal, era uma mulher, nada mais que um produto de troca e aliança entre casas, feita para casar e ter filhos, como qualquer moça de família deveria fazer. E lá estava ela, vendo o que essa negligência havia causado.

    -Por favor, escutem, POR FAVOR! - Naehrys levantou seus braços e sua voz, tentando ser notada ao menos pelas pessoas mais próximas. Não sabia se teria algum efeito, jamais tinha falado para um público tão grande. Seu território eram conversas individuais e entre nobres. Seria um grande desafio e, ainda assim, precisava ser feito. Só faria a fala seguinte se tivesse alguma atenção para si. - Sei que esperam mais de seu lord, e que passam fome e insegurança nos últimos tempos. O senhor meu pai está acamado e me incumbiu de saber pelo que tem passado e resolver seus problemas! Acreditem, nada me entristece mais do que ver as pessoas em uma situação tão ruim. Dias melhores hão de vir, confiem em minhas palavras. Farei de tudo o que estiver ao meu alcance para trazer prosperidade à Vila da Penugem. - ela olha em volta e avança alguns passos na direção da casa. - Agora, se me permitem, eu venho trazer a justiça do Rei ao homem que chamam de assassino. Permitam-me ouvir sua história, em seguida ouvirei aos que testemunharam o dito crime. Eu não farei qualquer injustiça a quem for. O homem pagará pelo ato caso o tenha cometido, ou então encontraremos aquele que o fez. - avançando mais um pouco, ela fica atenta a como todos estão reagindo, especialmente os que jogam objetos e comidas no casebre. - Peço que parem por alguns minutos, e deixem-me provar a vocês que sou digna de vossa confiança.





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    Re: O amanhecer em Pena de Ouro.

    Mensagem por nunessoares em Qui Ago 23, 2018 11:38 pm

    ''Balthazar rapidamente reprime o soldado com um olhar que corta feito espada, o homem sua frio dentro da armadura''. -Desculpe meu senhor, só queria evitar problemas. Ele diz olhando para baixo

    A mulher rapidamente coloca sua prata entre seus seios e agradece Balthazar beijando suas mãos. -Obrigado meu senhor cavaleiro, que os sete abençoe-o!! O sangue escorre por entre os dedos de Balthazar.
    Senhora Naehrys desce da carruagem ostentando um belo vestido azul de seda com um decote ousado expondo seus ombros delgados, decorado com espirais feito de minusculas esmeraldas no corpete e nas barras das mangas folgadas. Seus cabelos refletem o brilho do sol e seus olhos destaca a cor de seu pele branca como leite. Ostenta duas braçadeiras feitas de ouro e o brasão de sua casa bordado com fios de ouro em seu peito. O soldado agradece pela misericórdia de sua senhora, fazendo uma longa e respeitosa reverencia.-Obrigado amada senhora! Tenho filhos e família para criar, só queria lhe oferecer a melhor proteção.

    Meistre Bruce acolhe a pobre plebeia ferida a mando de Naehrys, ''viva senhora Nahrys'', grita um, ''herdeira de Pena de Ouro'', braveja outro.
    A multidão que cerca a casa vira-se para a comitiva antes de sua senhora proferir seu gracioso discurso, a voz da donzela soa macia como veludo aos ouvidos daquela gente, o único brilho em meio a aquele caos e sujeira, sorrisos falhados surgem em meio a multidão por um instante.''


    ''Assassino!!! ele matou Gily minha senhora!!!'', grita uma mulher. ''Estrupador!!!'',''Queremos justiça senhora Naehrys, mate o corvo!!!'' exige a multidão.''

    ''Um homem jovem de aparência agradável com cabelos castanhos e barba feita se aproxima de Naehrys, ele se ajoelha perante sua senhora.
    -Minha amada senhora, o homem que está dentro daquela casa estuprou e matou uma mulher da vila, ele é um membro da muralha, um assassino!. homem exala fúria por seus olhos.
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    Re: O amanhecer em Pena de Ouro.

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      Data/hora atual: Ter Dez 11, 2018 6:46 pm